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Prof. Ms. Eng. Edson Quedas Moreno – Engenharia de Software I PROIBIDA A REPRODUÇÃO 1 ENGENHARIA DE SOFTWARE I CAPÍTULO 2 – PROCESSO DE SOFTWARE, r3 Sumário 2.1 Processo de software e o desenvolvimento do projeto 2.2 PSP - Personal Software Process (Processo de Software Pessoal) 2.3 TSP - Team Software Process (Processo de Software da Equipe) 2.1 PROCESSO DE SOFTWARE E O DESENVOLVIMENTO DO PROJETO De acordo com Sommerville, em 2003, “a engenharia de software é uma disciplina da engenharia que se ocupa de todos os aspectos da produção de software. Isso vai desde os estágios iniciais de especificação de um sistema, até propriamente a manutenção para que esse mesmo sistema sobreviva ao longo do tempo.” A Figura abaixo mostra um diagrama com as etapas de análise do sistema, desde o modelo do negócio até o uso da engenharia de software. Figura: Etapas de análise e construção do software/sistema, da concepção até implantação. Fonte: MORENO, 2019. Estruturar a organização, identificando áreas de gestão Gerar funcionalidades, protótipos e buscar validação. Estruturar funções e informações com base nas atividades e dados da organização. Modelar entidades, relações e dados com base nos requisitos. Usar a Engenharia de Software para escolher processos, métodos e ferramentas apropriadas para o projeto, controle, operacionalização e manutenção do sistema de informação. Prof. Ms. Eng. Edson Quedas Moreno – Engenharia de Software I PROIBIDA A REPRODUÇÃO 2 2.2 PSP - PERSONAL SOFTWARE PROCESS (PROCESSO DE SOFTWARE PESSOAL) O PSP é um processo de desenvolvimento criado pelo SEI - Software Engeneering Institute (Watts Humphrey, 95), específico para engenheiros de software. O PSP orienta o planejamento, o desenvolvimento dos componentes do software e tem como principais objetivos: Melhorar a estimativa de prazo e esforço para o desenvolvimento do software; Melhorar o planejamento e o acompanhamento de cronogramas; Evitar sobrecarga de serviços; Criar um comprometimento pessoal com a qualidade e com a melhoria contínua do processo. A proposta do PSP é interagir com as práticas organizacionais da qualidade (por exemplo: IS0 9001 e IS0 9126) e de modelos de qualidade (por exemplo: CMMI e SPICE), de forma que os processos pessoais sejam conhecidos, controlados e melhorados. Figura: Estrutura do Personal Software Process (PSP). Fonte: PIEAS (2017). O PSP é um modelo de processo que ajuda os profissionais a serem melhores engenheiros de software. A ideia é: “A melhoria da capacidade da organização, depende da melhoria de cada indivíduo”. Prof. Ms. Eng. Edson Quedas Moreno – Engenharia de Software I PROIBIDA A REPRODUÇÃO 3 PSP0 – Processo Referencial: Estabelecer práticas de medidas e alguns formatos de relatórios que constituem o referencial para a implantação da melhoria contínua pessoal. Não afeta as práticas de projeto, codificação e teste; apenas mede. PSP1 – Processo de Planejamento Pessoal: Acrescenta um relatório sobre testes e práticas de estimativa de tamanho e recurso. Depois introduz o planejamento de tarefas e a elaboração de cronogramas. PSP2 – Processo de Gestão Pessoal da Qualidade: Introduz as técnicas de inspeção e revisão para detecção de erros mais cedo. PSP3 – Processo Pessoal Cíclico: Os níveis 0 a 2 são aplicáveis a pequenos programas. Para grandes projetos, é preciso usar os princípios contidos no nível PSP3. Estratégia de aplicação do PSP: Dividir o projeto em módulos. Desenvolvimento iterativo e incremental em cada módulo. Para cada iteração, usar um ciclo completo de: projeto, codificação e teste (como em PSP2). Controlar a qualidade de cada iteração, assumindo que a garantia das iterações anteriores foi conseguida ou, pelo menos verificada. 2.3 TSP - TEAM SOFTWARE PROCESS (PROCESSO DE SOFTWARE DA EQUIPE) O TSP foi desenvolvido por Watts Humphrey (criador do CMMI e PSP), com enfoque na equipe de trabalho, já que o individuo não trabalha sozinho no desenvolvimento de software. O TSP foi “criado” para ser seguido por desenvolvedores previamente treinados no PSP pudessem trabalhar em equipes auto organizadas para desenvolver software de qualidade, podendo vir a ser a solução para pequenas organizações de software que se consideram muito pequenas para enfrentar as complexidades do CMMI. Conceito e Estrutura: As equipes são auto gerenciadas: A gerência provê orientação e suporte. A equipe planeja o próprio trabalho, acompanha o progresso e gerencia as tarefas do dia a dia. Cada membro da equipe tem papéis e responsabilidades definidos. Todos os membros participam do planejamento do projeto e da tomada de decisões chave. A equipe é proprietária de seus processos e pode mudá-los sempre que necessário. Os processos da equipe são baseados em experiências, conhecimento e maturidade. As equipes aplicam práticas do Nível 5 do CMMI. Prof. Ms. Eng. Edson Quedas Moreno – Engenharia de Software I PROIBIDA A REPRODUÇÃO 4 O TSP provê um conjunto de elementos: Scripts de processos – são guias específicos de trabalho. Formulários, relatórios e gráficos – reporte sobre os métodos e métricas aplicáveis, em que são gerados dados estatísticos a partir do histórico do projeto ou algum script de processo. Papéis – os papéis são definidos para cada membro da equipe, podendo adquirir as seguintes funções como papéis: responsável pela interação com o cliente, responsável pelo design, responsável pela implementação, gestor de testes, gestor de planeamento, gestor de processos, gestor de qualidade, responsável pelo suporte e líder de equipe. Estes elementos guiam os desenvolvedores em: criar equipes eficazes; estabelecer metas e planos para a equipe; acompanhar e reportar o trabalho. O TSPi (Introductory Team Software Process) é uma versão simplificada do TSP para equipes e projetos menores, que apresenta a seguinte arquitetura: Estrutura simples construída sobre o PSP. Desenvolvimento incremental. Métricas padronizadas de qualidade e desempenho. Métricas precisas para equipes e indivíduos. Uso de avaliações de papéis e de time. Exigência de disciplina de processo. Aconselhamento nos problemas do trabalho em equipe. Estrutura e Fluxo do TSPi. Prof. Ms. Eng. Edson Quedas Moreno – Engenharia de Software I PROIBIDA A REPRODUÇÃO 5 BIBLIOGRAFIA LIQUITO, Sónia Cristina Palma. Ferramenta de Gestão de Projetos: Integração de CMMI, TSP e Scrum. PIEAS. Software Development Methodologies, Computer Science. Paquistão, Islamabad: Pakistan Institute of Engineering and Applied Sciences – PIEAS, 2017. Disponível em https://www.docsity.com/en/cyclic-personal-process-software-quality-lecture-slides/80929/. Acesso em novembro de 2017. PRESSMAN, Ph.D. Roger S. Engenharia de Software. – 6.ed. Rio de Janeiro: McGraw-Hill, 2007. SERRA, Ana Paula. Modelos de Processo Pessoal e de Equipe. São Paulo: 4a Conferência da Qualidade de Software, Universidade São Judas. W.S. Humphrey, A Discipline for Software Engineering. USA: Addison-Wesley, Reading, Mass, 1995.