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DINOFLAGELADOS Acadêmica: Aline de Carvalho Miranda DINOFLAGELADOS Reino: Protista Filo: Dinoflagellata – (do Grego dinos = “girando, "rodando”, do Latim, flagellum = “pequeno chicote”) DINOFLAGELADOS ➢ Unicelulares; ➢ Tamanho: 5 a 100µm de diâmetro; ➢ São aquáticos – maioria marinha; ➢ Cerca de 90% das espécies descritas são planctônicas; ➢ Vida livre, endossimbiontes (zooxantelas) e parasitas; ➢Reprodução: assexuada ou sexuada. ➢ Cistos de resistência Características gerais DINOFLAGELADOS • Fotoautótrofos (50%) e heterotróficos – sem cor; • Biflagelados – flagelos orientados no sulco longitudinal e na fenda equatorial; • Pigmentos fotossintéticos: clorofilas a e c2, ficobilinas, carotenoides, xantofilinas; • Alguns dinoflagelados podem emitir luz através da bioluminescência e outros são responsáveis pelas marés vermelhas e proliferações de algas nocivas. Características gerais DINOFLAGELADOS Ilustração: Shazz / via Wikimedia Commons / CC-BY-SA 3.0 Morfologia DINOFLAGELADOS ➢Eucarióticos ➢Unicelulares e por terem um ou mais dos seguintes atributos durante o seu ciclo de vida: ➢Dois flagelos diferentes (um transversal e outro longitudinal) ➢Um dinocarion (núcleo primitivo) ➢Vesículas tecais que podem ou não conter tecas de celulose. Em geral, podem ser caracterizados como organismos: Filo Dinoflagellata. A. Dinoflagelado tecado comum Ceratium, que tem uma teca de celulose (ilustração e fotografia de microscopia eletrônica). Outras espécies tecadas são: (B) espécie Peridinium, maciçamente blindada; (C) uma espécie ornada de Gonyaulax; (D) Haplozoon axiothellae, um dinoflagelado parasitário altamente especializado (proveniente do intestino de um poliqueta maldanídeo, Axiothela rubrocincta); (E) Protoperidinium depressum, que produz a maré vermelha; (F) dinoflagelado florescente (“maré vermelha”) da Flórida. Imagem: Brusca et al (2018), cap. 3, pág. 72 DINOFLAGELADOS – BIOILUMINESCÊNCIA "O mar estava iluminado por inúmeros pontinhos que, no rastro do navio, deixavam uma cor levemente leitosa, quase uniforme", escreveu Darwin. BIOILUMINESCÊNCIA Substâncias: luciferina e luciferase Fotos © Phil Hart “Mar brilhante” nas Maldivas Fotos © Kin Cheung/AP “Mar brilhante” em Hong Kong “Mar brilhante” em lago na Austrália “Mar brilhante” em lago na Austrália DINOFLAGELADOS NOCTILUCA ➢ Um dos organismos bioluminescentes mais comuns nas regiões costeiras do mundo; ➢ Visível à noite durante uma floração; ➢ Contêm luciferina e luciferase, substâncias que realizam a reação de bioluminescência; ➢A bioluminescência em Noctiluca é desencadeada principalmente por estímulos mecânicos, como agitação da água pela ação das ondas; em tais casos, a luminescência ocorre como um flash. Dinoflagelado Noctiluca scintillans (ampliado). © Douglas P. Wilson MARÉ VERMELHA Maré vermelha em praia do Japão. (Foto:nikkeyweb.org.br)) Maré vermelha em São Paulo. Foto: Alvaro Migotto / Cebimar MARÉ VERMELHA Dinophysis - Fotógrafo/Artista: Lars Edler MARÉ VERMELHA ➢ Dinophysis – ácido ocadáico - responsável pela doença de acrónimo DSP que deriva do Inglês Diarrhetic Shellfish Poisoning (em Português a toxina diarreica dos moluscos) - doença gastrointestinal; ➢ Bio-acumulada pelos animais filtradores causando intoxicações alimentares em seres humanos; ➢ Prejuízos econômicos para a indústria de moluscos bivalves. DINOFLAGELADOS ➢ Os dinoflagelados são um dos principais componentes do ecossistema marinho e desempenham um papel na transferência de energia entre os diferentes níveis tróficos. ➢ Dinoflagelados – os mais importantes produtores primários do plâncton em ambientes marinhos. ➢ Zooxantelas - associação com corais pétreos é de importância econômica e ecológica, pois somente corais com zooxantelas em simbiose podem formar recifes de coral. Importância REFERÊNCIAS • HICKMAN JUNIOR, Cleveland P; ROBERTS, Larry S; LARSON, Allan. Principios integrados de zoologia. 11. ed. Rio de Janeiro, RJ: Guanabara Koogan, 2012. 846p. • BRUSCA, Richard C; BRUSCA, Gary J. Invertebrados. 2.ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2007. 968p. • DAVID, Helena. Dinoflagelados - Knoow. Knoow.net. Disponível em: <https://is.gd/LKrugz>. Acesso em: 17 maio. 2022. • PERSICH, G. da R.; GARCIA, V. M. T. <b>Ocorrência de cistos de dinoflagelados, com ênfase em espécies potencialmente nocivas, no sedimento próximo à desembocadura da Laguna dos Patos (RS)</b>. Atlântica (Rio Grande), [S. l.], v. 25, n. 2, p. 123–133, 2011. DOI: 10.5088/atlântica.v25i2.2300. Disponível em: https://seer.furg.br/atlantica/article/view/2300. Acesso em: 20 maio. 2022. • Bioluminescência abre novos caminhos na pesquisa científica - BBC Brasil - Notícias. Bbc.com. Disponível em: < https://is.gd/vATAFq >. Acesso em: 25 maio. 2022.