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Universidade Salvador – UNIFACS 
Curso de Graduação em Medicina Veterinária 
 
 
 
 
ALANA DOS SANTOS ALVES; FLÁVIA SOARES QUESADA E SCARLETT SAMPAIO 
FERNANDES DA ROSA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CLASSES MEDICAMENTOSAS 
Broncodilatadores,anti -histamínicos, 
glicocorticóides, mucolíticos, 
expectorantes e antitussígenos 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Salvador, Bahia 
2022 
ALANA DOS SANTOS. ALVES; FLÁVIA SOARES QUESADA; E SCARLETT 
SAMPAIO FERNANDES DA ROSA 
 
 
 
 
 
 
 
 
CLASSES MEDICAMENTOSAS 
Broncodilatadores,anti-histamínicos, 
glicocorticóides, mucolíticos, 
expectorantes e antitussígenos 
 
 
 
 
 
 
 
 
Trabalho acadêmico apresentado pelo 4º semestre matutino 
do curso de Graduação em Bacharelado em Medicina 
Veterinária da Universidade Salvador – UNIFACS para 
obtenção de nota. 
Orientadores(as): Prof.ª Mônica Abreu e Prof. ª Ticianna 
Conceição de Vasconcelos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Salvador, Bahia 
2022 
RESUMO 
 
CLASSES MEDICAMENTOSAS: BRONCODILATADORES, ANTI- HISTAMINICOS, 
GLICOCORTICÓIDES, MUCOLÍTICOS, EXPECTORANTES E ANTITUSSÍGENOS 
 
Este trabalho académico tem como objetivo destacar o uso das classes 
medicamentosas de categoria específica do aparelho respiratório na rotina clínica Médica 
Veterinária, bem como descrever a Farmacologia geral, farmacocinética e farmacodinâmica, 
fármacos, apresentação comercial e forma farmacêutica de cada classe. Objetiva também 
apresentar exemplos de doenças do trato respiratório e mecanismo de ação. A pesquisa foi 
realizado por fontes académicas e científicas. Dessa forma foi possível ampliar os 
conhecimentos dos mecanismos de cada classe e como estas interagem no organismo animal 
ou seja seu efeito farmacológico e entender como essas substâncias realizam seu objetivo de 
cura, alívio e retardo de doenças. 
Palavras-chave: Farmacologia, farmacocinética, clínica médica veterinária, trato respiratório. 
 
 
 
ABSTRACT 
 
This academic work aims to highlight the use of drug classes of a specific category of 
the respiratory system in the Veterinary Medicine clinical routine, as well as to describe the 
general Pharmacology, pharmacokinetics and pharmacodynamics, pharmaceutical, 
commercial presentation, and dosage form of each class. It also aims to present examples of 
diseases of the respiratory tract and mechanisms of action. This research is based on academic 
and scientific references. Therefore, it was possible to expand the knowledge of the 
mechanisms of each class and how they interact in the animal organism, in other words, their 
pharmacological effect. It is possible to understand how these substances achieve their 
objective of curing, relieving, and delaying diseases. 
Keywords: Pharmacology, Veterinary Medical Clinic, Tratokinetics.
LISTA DE FIGURAS 
FIGURA 1 – Aminofilina 200 MG/ caixa com 20 comprimidos................................................7 
FIGURA 2 – Aminofilina............................................................................................................8 
FIGURA 3 – Fenergan 25 MG/ 20 CPRS..................................................................................10 
FIGURA 4 - Decadron 0,5 MG/ 20 CPRS................................................................................12 
FIGURA 5 - Fluimicol 10% com 5 ampolas 3ML....................................................................13 
FIGURA 6 - Acetilcisteína 200 MG/ 5G..................................................................................14 
FIGURA 7 - Codeína - suspensão antitussígena para colapso traqueal....................................16 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SUMÁRIO 
1. INTRODUÇÃO.....................................................................................................................6 
2. BRONCODILATADORES..................................................................................................6 
 2.1 Farmacologia broncodilatadores.................................................................................6 
 2.2 Broncodilatadores de média, curta e longa duração...................................................7 
 2.3 Exemplos de fármacos e apresentações......................................................................7 
 2.4 Exemplo de doença e mecanismo de ação específico................................................8 
3. ANTI-HISTAMINCOS.......................................................................................................9 
 3.1 Farmacologia anti-histaminicos.................................................................................9 
 3.2 Exemplos de fármacos e apresentações...................................................................10 
 3.3 Exemplo de doença e mecanismo de ação específico..............................................10 
4. GLICOCORTICÓIDES....................................................................................................11 
 4.1 Farmacologia glicocorticóides.................................................................................11 
 4.2 Exemplos de fármacos e apresentações...................................................................11 
 4.3 Exemplo de doença e mecanismo de ação específico..............................................12 
5. MUCOLÍTICOS OU EXPECTORANTES....................................................................12 
 5.1 Farmacologia mucolíticos.......................................................................................12 
 5.2 Exemplos de fármacos e apresentações...................................................................13 
 5.3 Exemplo de doença e mecanismo de ação específico..............................................14 
6. ANTITUSSÍGENOS..........................................................................................................14 
 6.1 Farmacologia antitussígenos....................................................................................14 
 6.2 Exemplos de fármacos e apresentações....................................................................15 
 6.3 Exemplo de doença e mecanismo de ação específico..............................................16 
7. CONCLUSÃO.................................................................................................................17 
8. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS..........................................................................18 
6 
 
1. INTRODUÇÃO 
 
Nesse trabalho abordaremos algumas classes medicamentosas, mais concretamente a 
farmacologia geral, exemplos de doenças e farmácos, sua apresentação e forma farmacêutica. 
É objetivo desse grupo detalhar as seguintes classes medicamentosas: broncodilatadores, anti-
histamínico, glicocorticóides, mucolíticos, expectorantes e antitussigenos. 
Define-se por farmacologia a ciência que etsuda como as substâncias químicas 
interagem com os sistemas biológicos. E é através dela que iremos descrever passo a passo 
como os medicamentos entram no organismo e o que o organismo faz com ele. 
 
2. BRONCODILATADORES 
 
Classe de medicamentos referentes às doenças respiratórias. Estes medicamentos 
atuam nos brônquios, levando ao seu relaxamento, como seu resultado, ocorre o aumento do 
calibre das vias aéreas. Na veterinária, estes medicamentos estão envolvidos nos sinais que 
antecedem a tosse, evitando a broncoconstrição. 
 
2.1 Farmacologia- Broncodilatadores 
 
 Os broncodilatadores agem por meio de seu efeito direto relaxante sobre a célula 
muscular lisa. Pertencem a 3 classes farmacológicas: angonistas dos receptores β2-adrenérgicos, 
metilxantinas e antagonistas muscarínicos (ou anticolinérgicos inalatórios). Os 
broncodilatadores de ação rápida são mais usados no tratamento de alívio dos sintomas agudos 
enquanto os de açãoprolongada são melhor usados no tratamento de manutenção. Já os β2-
agonistas são os broncodilatadores mais usados no tratamento da asma. O emprego das 
metilxantinas no tratamento regular é limitado por seus efeitos tóxicos potencialmente 
perigosos. Os β2-agonistas de curta e de longa duração, junto com os corticosteroides 
inalatórios, constituem o pilar terapêutico da asma nos doentes com a asma mal controlada com 
o uso isolado de corticosteróide inalatório. 
A teofilina é a metilxantina mais utilizada com finalidade broncodilatadora (GORNIAK, 2006) 
e tem sido o principal fármaco utilizado no tratamento a longo prazo nos animais (BOOTHE, 
2003). É o sal etilenodiamínico da teofilina (80% de teofilina), um dos mais solúveis desta 
metilxantina e, como as demais, a aminofilina inibe a fosfodiesterase e aumenta o AMPc. Tem 
ação curta mas potente, produzindo vasodilatação coronariana e estimulando a diurese, além de 
ser potente inibidor da sedação e depressão causadas pelo diazepam. Além, disso, promove 
estimulação da lipólise e no tecido ósseo, inibe a reabsorção óssea de cálcio (PAULINO & 
BERNARDI, 2006). 
7 
 
 
 
2.2 Broncodilatadores de média, curta e longa duração: 
 
 O grupo dos broncodilatadores de ação curta, também chamados de broncodilatadores 
de resgate, inclui os medicamentos salbutamol, fenoterol e terbutalina. Seu efeito 
broncodilatador, quando administrados pela via inalatória, tem início em poucos minutos e dura 
de 4-6 h. São recomendados para o alívio imediato de sintomas agudos e constituem a primeira 
opção broncodilatadora nas exacerbações. 
 Os broncodilatadores de longa duração são usados para fornecer controle da asma. Ele só deve 
ser usado em conjunto com esteroides para controle em longo prazo dos sintomas da asma. Os 
broncodilatadores de ação prolongada são usados duas vezes por dia. Os beta- agonista de longa 
duração incluem o Formoterol ou Salmeterol, de forma inalatória, duração em média de 12 
horas. 
As xantinas de curta duração incluem a Aminofilina ou teofilina, via oral ou venosa, duração de 
6-8 horas.As xantinas de longa duração incluem a Bamifilina, via oral, duração 12-24 horas. As 
Metilxantinas não são utilizados por via inalatória, por serem irritantes da mucosa brônquica. 
 
 
2.3 Exemplo de fármacos e apresentações: 
 
 Aminofilina, Teofilina, Teofilina longa ação (teolong®), Atropina Calbos®,Clembuterol 
Manipulado DrogaVET, Clenbuterol Lavizoo. 
 
FIGURA 1: Aminofilina 200 MG/ caixa com 20 comprimidos 
Fonte: Farmácia Alvorecer, 2022. 
 
 Aminofilina: (baseado no uso na Medicina Veterinária). É um broncodilatador indicado 
para controle de constrição reversível das vias áreas, usado como uma medida de prevenção de 
broncoconstrição e auxilia no tratamento de outras doenças respiratórias. 
 Em cães e gatos é utilizada para tratamento de doenças inflamatória das vias aéreas 
(asma felina). Em cães é utilizada também na insuficiência cardíaca, associada a glicosídeos 
cardíacos; no tratametno pós-anestésico e cirúrgico de pneumotórax, associada a antibióticos; na 
prevenção ou alívio de espasmo brônquico durante emergências anestésicas; para o tratamento 
8 
 
de asma brônquica, associada a anti-inflamatórios esteroidais (PAULINO & BERNARDI, 
2006). Nos cães, o pico plasmático de concentraçoes do fármaco para a base teofilínica, 
(aproximadamente 8µg/ml após uma dosagem de 9,4 mg/kg) ocorre uma hora e meia depois da 
administração por via oral. 
 A aminofilina é bem absorvida após administração oral em cães e gatos e libera 
rapidamente a teofilina para o organismo. Ele é metabolizado no fígado e excretado na urina. A 
dose de teofilina indicada para cães é de 6 a 11 mg/kg a cada 8 a 12 horas (GORNIAK, 2006). 
 É contra-indicada a pacientes com hiperssensibiliadade a metilxantinas. Deve- se utilizar 
com cautela em pacientes neonatos, geriátricos e portadores de doença cardíaca grave, arritmias, 
ulceração gástrica, hipertireoidismo, hepatopatia, nefropatia, hipoxia e hipertensão. 
 A aminofilina é composta de 80% de teofilina, associada à etilenodiamina, um 
bloqueador de receptor histaminérgico H1. 
 Recomenda-se que a determinação da dose administrada no animal seja feita com muito 
cuidado, para não ocorrer superdosagem, pois a teofilina apresenta um índice terapêutico baixo, 
onde a dose tóxica é bem proxima da dose terapêutica. Os cães são aparentemente mais 
tolerantes à toxicidade de teofilina que os humanos. Em um estudo, a toxicidade se manifestou 
como taquicardia, estímulo do sistema nervoso central (inquietação e excitação), e vômitos não 
ocorreram até que as concentrações plasmáticas da teofilina atingissem 37-60 µg/ml. 
Apresentação comercial da aminofilina: 
 Aminofilina 100 mg, comprimido; 
 Aminofilina 200 mg, comprimido; 
 Pneumoflox®, comprimido (8 un); 
 Pneumoflox®, comprimido (16 un). 
 Aminofilina solução injetável 24 mg/mL: Caixa com 50 ampolas de vidro transparente 
com 10 mL. 
 Aminofilina solução injetável 24 mg/mL: Caixa com 100 ampolas de vidro transparente 
com 10 mL. 
A administração da aminofilina por via inalatória é pouco descrita. 
 
FIGURA 2: Aminofilina 
Fonte: Copervet, 2022. 
 
2.4 Exemplo de doenças e mecanismos de ação específico: 
9 
 
 
 Doenças caracterizadas como broncoespasmos, asma brônquica, bronquite crônica. 
 As metilxantinas promovem a broncodilatação pela inibição competitiva da 
fosfodiesterase nucleotídio-cíclica, enzima que catalisa a conversão de 3′5′-adenosina 
monofosfato cíclico (cAMP) a adenosina monofosfato (5′-AMP). Esta inibição resulta em 
aumento da concentração de 3′5′-cAMP, que estimula umaproteinoquinase, e esta, por sua vez, 
fosforila (inibindo) uma enzima denominada quinase da cadeia leve da miosina, a qual promove 
a contração da musculatura lisa. 
 As metilxantinas parecem participar também da fase tardia da doença, modulando a 
inflamação e o edema. Broncodilatação, aumento da atividade mucociliar, diminuição da 
permeabilidade da mucosa da via aérea, elevação do nível de catecolaminas circulantes e da 
contratilidade diafragmática podem ser citados como seus efeitos. 
 Alguns mecanismos de ação: inibição de fosfodiesterase, aumentando níveis de AMP 
ciclíco, antagonismo dos receptores da adenosina, aumento da liberação de Ca intracelular, 
aumento da liberação de catecolaminas, melhora a contrabilidade diafragmática e possui efeito 
antiflamátorio. 
 
3. ANTI-HISTAMÍNICOS 
 
São medicamentos que controlam a libertação e a ação de histamina no organismo. 
Contém a função de combater reaçoes alérgicas do organismo do cão. 
 
3.1 Farmacologia- anti-histamínicos 
 
 A prometazina é um anti-histamínico de uso sistêmico que age em nível do sistema 
respiratório, do sistema nervoso e da pele. A prometazina é um derivado fenotiazínico de cadeia 
lateral alifática, que possui atividade anti-histamínica, sedativa, antiemética e efeito 
anticolinérgico. A ação geralmente dura de quatro a seis horas. Como um anti-histamínico, ele 
age por antagonismo competitivo, mas não bloqueia a liberação de histamina. 
 A prometazina se caracteriza por apresentar: 
 Efeito sedativo acentuado de origem histaminérgica e adrenolítica central, nas doses 
habituais; - Efeito anticolinérgico que explica o aparecimento dos efeitos indesejáveis 
periféricos; 
 Efeito adrenolítico periférico, que pode interferir na hemodinâmica (risco de hipotensão 
ortostática). 
 Os anti-histamínicos apresentam em comum a propriedade de se opor, por antagonismo 
competitivo mais ou menos reversível, aos efeitos da histamina, principalmente sobre a pele, os 
vasos e as mucosas conjuntival, nasal, brônquica e intestinal. 
10 
 
 Farmacocinética: A biodisponibilidade da prometazina está compreendida entre13% e 
49%. O tempo para atingir a concentração plasmática máxima é de 1h 30 min. a 3 horas. O 
volume de distribuição é elevado em razão da lipossolubilidade da molécula, de cerca de 15 
L/kg. Liga-se fortemente às proteínas plasmáticas (entre 75% e 80%); sua meia-vida plasmática 
está compreendida entre 10 e 15 horas após administração oral. Concentra-se nos órgãos de 
eliminação: fígado, rins e intestinos. O metabolismo consiste em sulfoxidação seguida de 
desmetilação. A depuração renal representa menos de 1% da depuração total, e, em média 1% 
da quantidade de prometazina administrada é recuperada sob a forma inalterada na urina. Os 
metabólitos encontrados na urina, principalmente o sulfóxido, representam cerca de 20% da 
dose. A prometazina atravessa a barreira hematoencefálica e a barreira placentária. Em pacientes 
com insuficiência renal ou hepática, ocorre risco de acúmulo dos anti-histamínicos. 
 
3.2 Exemplo de fármacos e apresentações: 
 
 Os mais utilizados são a clorfeniramina, a difenhidramina, o drimenhidrinato, a 
prometazina e o astemizol. 
 FENERGAN- é indicado no tratamento sintomático de todos os distúrbios incluídos no 
grupo das reações anafiláticas e alérgicas. Graças à sua atividade antiemética, é utilizado 
também na prevenção de vômitos do pós-operatório e das náuseas de viagens. 
Pode ser utilizado, ainda, na pré-anestesia e na potencialização de analgésicos, devido à sua 
ação sedativa. 
Vias: oral e injetável. 
Apresentação comercial da Fenergan: 
 Comprimidos revestidos 25 mg: embalagem com 20 comprimidos. 
 Solução injetável 25 mg/mL: 25 ampolas com 2 mL. 
FIGURA 3: Fenergan 25 MG/ 20 CPRS 
Fonte: Farmácia Santa Lucia, 2022. 
 
3.3 Exemplo de doenças e mecanismos de ação específico: 
 
 Fenergan é muito utilizado para alergias por picada de insetos( abelha, maribondo…). É 
11 
 
um medicamento com propriedades antialérgicas e é destinado ao tratamento dos sintomas 
especialmente picadas de inseto. 
 Fenergan contém prometazina. Esta substância tem a propriedade de se opor aos efeitos 
de uma substância natural chamada histamina, a qual é produzida pelo organismo durante uma 
reação alérgica. 
 Efeitos colaterais: 
 Bradicardia ou taquicardia, aumento ou diminuição da pressão arterial (mais comum 
com a forma injetável), hipotensão ortostática. 
 Alterações do equilíbrio, vertigens, diminuição de memória ou da concentração. 
 Sintomas extrapiramidais. 
 Falta de coordenação motora. 
4. GLICOCORTICÓIDES 
 
A dexametasona é um glicocorticoide sintético usado principalmente por seus potentes 
efeitos anti-inflamatórios. Embora sua atividade anti-inflamatória seja acentuada, mesmo com 
doses baixas, seu efeito no metabolismo eletrolítico é leve. 
 
4.1 Farmacologia- Glicocórticóides 
 
 A dexametasona via oral, como qualquer outro glicocorticóide, é rápida e 
completamente absorvida pelo trato gastrointestinal e liga-se à albumina em 65 a 90%. Como 
pequenas moléculas lipofílicas, penetram nas células por difusão simples. Atinge o efeito 
máximo após administração oral em 1 a 2 horas e sua ação dura 1,25 a 1,5 dias. A meia-vida 
plasmática da hidrocortisona é de 90 minutos e da dexametasona de 150 a 270 minutos. A meia-
vida biológica (tecidual) é de 24 a 72 horas. Seu metabolismo ocorre nas células hepáticas e em 
outras células, com excreção pela urina. Quase todos os metabólitos são excretados em 72 horas. 
A dexametasona é considerada um corticóide de ação lenta, em comparação com os de 
ação rápida como cortisona e hidrocortisona, intermediária como prednisona, triancinolona. 
Farmacodinâmica: As ações esteroides sintéticos assemelham-se as do cortisol. Eles 
ligam-se a proteínas receptoras intracelulares específicas e produzem os mesmos efeitos, 
porém apresentam diferentes razões entre potência glicocorticoide e mineralocorticoide. 
 
4.2 Exemplo de fármacos e apresentações: 
 
Hidrocortisona, Betametasona, prednisona ( meticorten). 
 Dexametasona em comprimidos, injetável, elixir ou creme é indicado para o 
12 
 
tratamento de alergias e inflamações e para o tratamento de sintomas de vários tipos de 
doenças, como problemas reumáticos e artríticos, de pele, nos olhos, glandulares, pulmonares, 
sanguíneos e gastrintestinais, em adultos e crianças. 
Além disso, Dexametasona é indicada para o tratamento de qualquer doenças que responda ao 
tratamento com corticoides. 
Vias: oral, injetável, tópica. 
Apresentação comercial do Fosfato dissódico de dexametadona: 
 Decadron 0,5mg/comprimido; 
 Decadron 0,75mg/comprimido; 
 Decadron 4mg/comprimido; 
 Decadron injetável - 2mg/mL (ampola 1mL); 
 Decadron injetável - 4mg/mL (ampola 2,5mL); 
 Decadron elixir - 0,1mg/mL (frasco 120mL). 
 
FIGURA 4: Decadron 0,5 MG/ 20 CPRS 
Fonte: Farmácia Santa Lucia, 2022. 
 
4.3 Exemplo de doenças e mecanismos de ação específico: 
 
 A dexametasona é o corticoide de primeira escolha para o tratamento do edema cerebral, 
devido ao seu baixo efeito mineralocorticoide e por ter uma meia vida longa. 
 Tratamento: Os corticosteroides ajudam a reduzir o inchaço do cérebro, além de aliviar 
dores de cabeça e outros sintomas. 
 Efeitos Colaterais (quais os males que pode me causar?): Alguns dos efeitos colaterais 
de Dexametasona podem incluir retenção de líquidos, aumento de peso, pressão alta, níveis 
elevados de açúcar no sangue, aumento da necessidade de medicamentos para controlar a 
diabetes, osteoporose, aumento do apetite, menstruação irregular, dificuldade em cicatrizar 
feridas, problemas ou doenças na pele, inchaço nos lábios ou língua, convulsões, problemas 
psicológicos como alterações de humor ou dificuldade de julgamento, aumento da sensibilidade 
para contrair infecções, fraqueza nos músculos e úlcera gastrintestinal. 
 
5. MUCOLÍTICOS OU EXPECTORANTES 
 
13 
 
 Classes medicamentosas com ação no Sistema Respiratório. Os mucolíticos promovem a 
liquefação do muco presente nos pulmões e demais vias aéreas, tornando-o mais fluido para 
facilitar sua expulsão, e os expectorantes estimulam mecanismos que promovem a eliminação 
do muco. 
 
5.1 Farmacologia- Mucolíticos 
 
 Visam fluidificar o muco respiratório e facilitar sua eliminação pelos meios naturais, 
movimento ciliar e tosse. O muco respiratório é constituído de uma mistura de água (95%), 
glicoproteínas (principalmente fucomucina), ácidos nucleicos, lipoproteínas, proteínas séricas, 
enzimas, restos celulares e eletrólitos (5%). Numa situação patológica, ocorre uma diminuição 
da concentração de água e aumento de glicoproteínas fazendo com que este se torne mais 
viscoso, havendo dificuldade para sua eliminação e recebendo o nome de cátaro. 
 Água e as glicoproteínas (mucopolissacarídeos) são os principais constituintes do muco e 
responsáveis por sua viscosidade, as cadeias de mucopolissacarídeos se interligam por 
numerosas ligações físicas e químicas, podendo também se ligar as cadeias do ácido nucleico. 
As formas mais comuns de ligação são pontes SH, pontes H, ligações eletrolíticas e ligações 
iónicas com Ca+; os mucolíticos realizam a quebra dessas ligações, eles impedem a formação da 
rede de fibrilas da mucina, componente estrutural importante do muco, reduzindo assim a 
viscosidade do muco. Podem ser usados pela via inalatória pois esta assegura o máximo de 
eficácia com um mínimo de efeitos colaterais. 
 Farmacocinetica: É rapidamente distribuído após absorção sendo encontrado 
principalmente nos pulmões. 
 
5.2 Exemplo de fármacos e apresentações: 
 
 Acetilcisteína (Fluimucil®); Ambroxol; Bromexina (Bisolvon®); Carbocisteína 
(Mucofan®); Guaifenesina, Hedera Helix. 
 
FIGURA 5: Fluimicol 10% com 5 ampolas 3ML 
Fonte: Clube do Remédio- 2022. 
 
 Acetilcisteína:(baseado no uso na Medicina Veterinária). Acetilcisteína é um mucolítico 
14 
 
indicado para o tratamento de afecções respiratórias como pneumonias, broncopneumonia, 
bronquites e outras, também é indicado em casos de intoxicação por acetaminofeno 
(paracetamol). 
 Mecanismo de ação: exerce sua ação mucolítica fluidificante por meio do seu grupo 
sulfidrila livre, que abre as ligações dissulfeto das mucoproteínas e dos ácidos nucleicos nas 
secreções mucosas e mucopurulentas sendo mais significativa em pH mais elevado (pH 7 a 9). 
Seu efeito se manifesta após 3 a 4 horas do início do tratamento. 
Vias: oral, inalatória e injetável. 
Apresentação comercial da acetilcisteína: 
 Mucomucil ® Xarope pet; 
 Acetilcisteína injetável 100mg/ml, 5 ampolas (3ml) (EV/ INAL); 
 Acetilcisteína xarope infantil 20mg/ml frasco (120ml); 
 Acetilcisteína xarope adulto 40mg/ml frasco (120ml); 
 Acetilcisteína granulado 100mg, envelope 5g, 16un; 
 Acetilcisteína granulado 200mg, envelope 5g, 16un; 
 Acetilcisteína granulado 600mg, envelope 5g, 16un.4. 
 
 
FIGURA 6: Acetilcisteína 200 MG/ 5G 
Fonte: Farmácia FPP- A farmácia do preço popular 
 
 
5.3 Exemplo de doenças e mecanismos de ação específico: 
 
 Mucolíticos faz parte do tratamento da Pneumonia > inflamação causada pela proliferação 
de um agente (bactérias, fungos, vírus) no pulmão do animal, interferindo na defesa do 
organismo e provocando a produção de secreções intra-alveolares. Nesse caso o mucolítico é 
indicado em quadros onde a secreção se apresenta espessa e purulenta promovendo a 
diminuição da viscosidade e facilitando sua eliminação, seu mecanismo de ação é a ativação 
sobre os constituintes bioquímicos do muco, fluidificando a hipersecreção viscosa. 
Efeitos colaterais: estomatite, febre, rinorreia, diarreia e pode provocar broncoconstricção. 
 
6. ANTITUSSÍGENOS 
 
15 
 
 Também conhecidos como sedativo da tosse, os antitussigenos correspondem a uma 
classe de medicamentos voltadas a terapia farmacológica da tosse, que visam promover o alívio 
desse sinal/sintoma. 
 
6.1 Farmacologia – Antitussigenos: 
 
 Os antitussígenos são indicados para o tratamento da tosse seca, agem sobre o reflexo da 
tosse, já os mucolíticos e expectorantes possuem indicação pra tosse produtiva, agem 
localmente, na secreção. (A associação de Antitussigenos potentes com agentes expectorantes 
parece, assim, ser contraproducente pois esses agentes exercem ações antagonista). 
 Sobre a tosse > reflexo protetor que visa eliminar corpos estranhos da árvore traqueo-
brônquica. Os contínuos acessos de tosse podem interferir de forma negativa na vida do animal 
prejudicando o sono, além de provocar vômitos, cefaleia, disfonia e até incontinência urinária. O 
tratamento só é indicado em casos como esse, em que a tosse é muito incômoda e não há 
prejuízo em sedá-la. 
 Mecanismo da tosse: Quimioreceptores e mecanorreceptores > vias aéreas, bronquíolos 
e parênquima pulmonar. Nervos aferentes > vago e glossofaríngeo. Conexões centrais > centro 
da tosse, centro respiratório. Nervos periféricos > frênico, recorrente, intercostais. 
 Farmacodinâmica: os Antitussígenos podem ser classificados como os de ação 
periférica, ou de ação central: Perifericamente, corrigindo a irritação ou bloqueando os 
receptores ao longo do arco aferente bloqueando o vago ou o tronco cerebral. Elevando o limiar 
do centro da tosse ao longo do arco eferente bloqueando a ativação dos músculos respiratórios. 
 De ação central, agem como agonista do receptor não opioide sigma1 e receptores 
opiodes, como antagonista do receptor N-Metil-Daspartato (NMDA) do glutamato. Atuam 
também bloqueando o reflexo da tosse no centro da tosse, localizado no tronco encefálico, mais 
precisamente no bulbo não deprimindo o centro respiratório. 
 Farmacocinetica: Após a absorção os medicamentos se distribuem pelos diferentes 
tecidos, em particular, atinge o SNC, fígado, rins, músculos e pulmões. São metabolizados no 
fígado e excretados em grande parte pelos rins, com pequena excreção nas fezes através da bile. 
 
6.2 Exemplos de fármacos e apresentaçoes: 
 
16 
 
 Antitussígenos narcóticos: Codeína (Codein®); Hidrocodona; morfina. 
Antitussígenos não narcóticos: Dextrometorfano (Vick44E®); Butorfanol (Torbugesic®). 
 
FIGURA7: Codeína- suspensão antitussígena para colapso traqueal 
Fonte: DrogaVET 
 
 Codeína: (baseado no uso na Medicina Veterinária). Antitussígeno de ação central com 
atividade narcótica no tronco central. 
 Atua como agonista de receptores opiodes, no núcleo do trato solitário. Indicado nos casos 
de tosse seca e dolorosa, associada ao carcinoma brônquico. A codeína é considerada como um 
dos antitussigenos de maior eficiência, contudo, pode causar dependência. Outros efeitos 
adversos são náuseas, tontura e constipação intestinal. 
Vias: Oral, retal, SC, IM, IV. 
Apresentação comercial da Codeína: 
 Codeína 30mg, comprimido (30un). 
 Codeína 3mg/ml, solução oral (120ml) 
 Codeína 60mg/2ml, solução injetável 
 Belacodid, frasco conta gotas (10ml) 
 Codein 30mg, comprimido (30un) 
 Codein 60mg, comprimido (30un). 
 
 (Em felinos, o uso de opióides para tratamentos crônicos causa midríase e ficam mais 
suscetíveis a queda tanto pela sedação como pelo distúrbio visual). 
 
6.3 Exemplo de doença e mecanismo de ação específico: 
 
 Antitussígenos fazem parte do tratamento do Colapso Traqueal > Uma afecção progressiva 
caracterizada pela redução do diâmetro traqueal. A causa é pela deficiência e degeneração das 
cartilagens que promovem a sustentação do órgão, isso leva a uma fraqueza da estrutura traqueal 
e a um estreitamento de seu lúmen. Os sintomas comuns é tosse curta, seca e alta, dificuldade 
respiratória e outros. O colapso da traqueia não tem cura, o uso de medicamentos antitussigenos 
auxiliam nos momentos de crise e melhoram a qualidade de vida dos animais.
17 
 
 
7. CONCLUSÃO 
 
Em virtude dos fatos mencionados, conclui-se que assim como os humanos, os 
animais também estão sujeitos a inuméras enfermidades e problemas, como asma, brônquite e 
pneumonia, que comprometem o funcionamento pleno do sistema respiratório, patologias 
essas que em sua grande maioria são tratáveis similarmente com medicamentos humanos. Por 
isso, é de suma importância a compreensão correta da farmacodinâmica destes medicamentos 
para o Medico Veterinário, bem como suas vias de administração, dosagem e seus maléficios 
para evitar possíveis superdosagens e intoxicações nos animais. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
18 
 
8. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
 
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