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Universidade Salvador – UNIFACS Curso de Graduação em Medicina Veterinária ALANA DOS SANTOS ALVES; FLÁVIA SOARES QUESADA E SCARLETT SAMPAIO FERNANDES DA ROSA CLASSES MEDICAMENTOSAS Broncodilatadores,anti -histamínicos, glicocorticóides, mucolíticos, expectorantes e antitussígenos Salvador, Bahia 2022 ALANA DOS SANTOS. ALVES; FLÁVIA SOARES QUESADA; E SCARLETT SAMPAIO FERNANDES DA ROSA CLASSES MEDICAMENTOSAS Broncodilatadores,anti-histamínicos, glicocorticóides, mucolíticos, expectorantes e antitussígenos Trabalho acadêmico apresentado pelo 4º semestre matutino do curso de Graduação em Bacharelado em Medicina Veterinária da Universidade Salvador – UNIFACS para obtenção de nota. Orientadores(as): Prof.ª Mônica Abreu e Prof. ª Ticianna Conceição de Vasconcelos. Salvador, Bahia 2022 RESUMO CLASSES MEDICAMENTOSAS: BRONCODILATADORES, ANTI- HISTAMINICOS, GLICOCORTICÓIDES, MUCOLÍTICOS, EXPECTORANTES E ANTITUSSÍGENOS Este trabalho académico tem como objetivo destacar o uso das classes medicamentosas de categoria específica do aparelho respiratório na rotina clínica Médica Veterinária, bem como descrever a Farmacologia geral, farmacocinética e farmacodinâmica, fármacos, apresentação comercial e forma farmacêutica de cada classe. Objetiva também apresentar exemplos de doenças do trato respiratório e mecanismo de ação. A pesquisa foi realizado por fontes académicas e científicas. Dessa forma foi possível ampliar os conhecimentos dos mecanismos de cada classe e como estas interagem no organismo animal ou seja seu efeito farmacológico e entender como essas substâncias realizam seu objetivo de cura, alívio e retardo de doenças. Palavras-chave: Farmacologia, farmacocinética, clínica médica veterinária, trato respiratório. ABSTRACT This academic work aims to highlight the use of drug classes of a specific category of the respiratory system in the Veterinary Medicine clinical routine, as well as to describe the general Pharmacology, pharmacokinetics and pharmacodynamics, pharmaceutical, commercial presentation, and dosage form of each class. It also aims to present examples of diseases of the respiratory tract and mechanisms of action. This research is based on academic and scientific references. Therefore, it was possible to expand the knowledge of the mechanisms of each class and how they interact in the animal organism, in other words, their pharmacological effect. It is possible to understand how these substances achieve their objective of curing, relieving, and delaying diseases. Keywords: Pharmacology, Veterinary Medical Clinic, Tratokinetics. LISTA DE FIGURAS FIGURA 1 – Aminofilina 200 MG/ caixa com 20 comprimidos................................................7 FIGURA 2 – Aminofilina............................................................................................................8 FIGURA 3 – Fenergan 25 MG/ 20 CPRS..................................................................................10 FIGURA 4 - Decadron 0,5 MG/ 20 CPRS................................................................................12 FIGURA 5 - Fluimicol 10% com 5 ampolas 3ML....................................................................13 FIGURA 6 - Acetilcisteína 200 MG/ 5G..................................................................................14 FIGURA 7 - Codeína - suspensão antitussígena para colapso traqueal....................................16 SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO.....................................................................................................................6 2. BRONCODILATADORES..................................................................................................6 2.1 Farmacologia broncodilatadores.................................................................................6 2.2 Broncodilatadores de média, curta e longa duração...................................................7 2.3 Exemplos de fármacos e apresentações......................................................................7 2.4 Exemplo de doença e mecanismo de ação específico................................................8 3. ANTI-HISTAMINCOS.......................................................................................................9 3.1 Farmacologia anti-histaminicos.................................................................................9 3.2 Exemplos de fármacos e apresentações...................................................................10 3.3 Exemplo de doença e mecanismo de ação específico..............................................10 4. GLICOCORTICÓIDES....................................................................................................11 4.1 Farmacologia glicocorticóides.................................................................................11 4.2 Exemplos de fármacos e apresentações...................................................................11 4.3 Exemplo de doença e mecanismo de ação específico..............................................12 5. MUCOLÍTICOS OU EXPECTORANTES....................................................................12 5.1 Farmacologia mucolíticos.......................................................................................12 5.2 Exemplos de fármacos e apresentações...................................................................13 5.3 Exemplo de doença e mecanismo de ação específico..............................................14 6. ANTITUSSÍGENOS..........................................................................................................14 6.1 Farmacologia antitussígenos....................................................................................14 6.2 Exemplos de fármacos e apresentações....................................................................15 6.3 Exemplo de doença e mecanismo de ação específico..............................................16 7. CONCLUSÃO.................................................................................................................17 8. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS..........................................................................18 6 1. INTRODUÇÃO Nesse trabalho abordaremos algumas classes medicamentosas, mais concretamente a farmacologia geral, exemplos de doenças e farmácos, sua apresentação e forma farmacêutica. É objetivo desse grupo detalhar as seguintes classes medicamentosas: broncodilatadores, anti- histamínico, glicocorticóides, mucolíticos, expectorantes e antitussigenos. Define-se por farmacologia a ciência que etsuda como as substâncias químicas interagem com os sistemas biológicos. E é através dela que iremos descrever passo a passo como os medicamentos entram no organismo e o que o organismo faz com ele. 2. BRONCODILATADORES Classe de medicamentos referentes às doenças respiratórias. Estes medicamentos atuam nos brônquios, levando ao seu relaxamento, como seu resultado, ocorre o aumento do calibre das vias aéreas. Na veterinária, estes medicamentos estão envolvidos nos sinais que antecedem a tosse, evitando a broncoconstrição. 2.1 Farmacologia- Broncodilatadores Os broncodilatadores agem por meio de seu efeito direto relaxante sobre a célula muscular lisa. Pertencem a 3 classes farmacológicas: angonistas dos receptores β2-adrenérgicos, metilxantinas e antagonistas muscarínicos (ou anticolinérgicos inalatórios). Os broncodilatadores de ação rápida são mais usados no tratamento de alívio dos sintomas agudos enquanto os de açãoprolongada são melhor usados no tratamento de manutenção. Já os β2- agonistas são os broncodilatadores mais usados no tratamento da asma. O emprego das metilxantinas no tratamento regular é limitado por seus efeitos tóxicos potencialmente perigosos. Os β2-agonistas de curta e de longa duração, junto com os corticosteroides inalatórios, constituem o pilar terapêutico da asma nos doentes com a asma mal controlada com o uso isolado de corticosteróide inalatório. A teofilina é a metilxantina mais utilizada com finalidade broncodilatadora (GORNIAK, 2006) e tem sido o principal fármaco utilizado no tratamento a longo prazo nos animais (BOOTHE, 2003). É o sal etilenodiamínico da teofilina (80% de teofilina), um dos mais solúveis desta metilxantina e, como as demais, a aminofilina inibe a fosfodiesterase e aumenta o AMPc. Tem ação curta mas potente, produzindo vasodilatação coronariana e estimulando a diurese, além de ser potente inibidor da sedação e depressão causadas pelo diazepam. Além, disso, promove estimulação da lipólise e no tecido ósseo, inibe a reabsorção óssea de cálcio (PAULINO & BERNARDI, 2006). 7 2.2 Broncodilatadores de média, curta e longa duração: O grupo dos broncodilatadores de ação curta, também chamados de broncodilatadores de resgate, inclui os medicamentos salbutamol, fenoterol e terbutalina. Seu efeito broncodilatador, quando administrados pela via inalatória, tem início em poucos minutos e dura de 4-6 h. São recomendados para o alívio imediato de sintomas agudos e constituem a primeira opção broncodilatadora nas exacerbações. Os broncodilatadores de longa duração são usados para fornecer controle da asma. Ele só deve ser usado em conjunto com esteroides para controle em longo prazo dos sintomas da asma. Os broncodilatadores de ação prolongada são usados duas vezes por dia. Os beta- agonista de longa duração incluem o Formoterol ou Salmeterol, de forma inalatória, duração em média de 12 horas. As xantinas de curta duração incluem a Aminofilina ou teofilina, via oral ou venosa, duração de 6-8 horas.As xantinas de longa duração incluem a Bamifilina, via oral, duração 12-24 horas. As Metilxantinas não são utilizados por via inalatória, por serem irritantes da mucosa brônquica. 2.3 Exemplo de fármacos e apresentações: Aminofilina, Teofilina, Teofilina longa ação (teolong®), Atropina Calbos®,Clembuterol Manipulado DrogaVET, Clenbuterol Lavizoo. FIGURA 1: Aminofilina 200 MG/ caixa com 20 comprimidos Fonte: Farmácia Alvorecer, 2022. Aminofilina: (baseado no uso na Medicina Veterinária). É um broncodilatador indicado para controle de constrição reversível das vias áreas, usado como uma medida de prevenção de broncoconstrição e auxilia no tratamento de outras doenças respiratórias. Em cães e gatos é utilizada para tratamento de doenças inflamatória das vias aéreas (asma felina). Em cães é utilizada também na insuficiência cardíaca, associada a glicosídeos cardíacos; no tratametno pós-anestésico e cirúrgico de pneumotórax, associada a antibióticos; na prevenção ou alívio de espasmo brônquico durante emergências anestésicas; para o tratamento 8 de asma brônquica, associada a anti-inflamatórios esteroidais (PAULINO & BERNARDI, 2006). Nos cães, o pico plasmático de concentraçoes do fármaco para a base teofilínica, (aproximadamente 8µg/ml após uma dosagem de 9,4 mg/kg) ocorre uma hora e meia depois da administração por via oral. A aminofilina é bem absorvida após administração oral em cães e gatos e libera rapidamente a teofilina para o organismo. Ele é metabolizado no fígado e excretado na urina. A dose de teofilina indicada para cães é de 6 a 11 mg/kg a cada 8 a 12 horas (GORNIAK, 2006). É contra-indicada a pacientes com hiperssensibiliadade a metilxantinas. Deve- se utilizar com cautela em pacientes neonatos, geriátricos e portadores de doença cardíaca grave, arritmias, ulceração gástrica, hipertireoidismo, hepatopatia, nefropatia, hipoxia e hipertensão. A aminofilina é composta de 80% de teofilina, associada à etilenodiamina, um bloqueador de receptor histaminérgico H1. Recomenda-se que a determinação da dose administrada no animal seja feita com muito cuidado, para não ocorrer superdosagem, pois a teofilina apresenta um índice terapêutico baixo, onde a dose tóxica é bem proxima da dose terapêutica. Os cães são aparentemente mais tolerantes à toxicidade de teofilina que os humanos. Em um estudo, a toxicidade se manifestou como taquicardia, estímulo do sistema nervoso central (inquietação e excitação), e vômitos não ocorreram até que as concentrações plasmáticas da teofilina atingissem 37-60 µg/ml. Apresentação comercial da aminofilina: Aminofilina 100 mg, comprimido; Aminofilina 200 mg, comprimido; Pneumoflox®, comprimido (8 un); Pneumoflox®, comprimido (16 un). Aminofilina solução injetável 24 mg/mL: Caixa com 50 ampolas de vidro transparente com 10 mL. Aminofilina solução injetável 24 mg/mL: Caixa com 100 ampolas de vidro transparente com 10 mL. A administração da aminofilina por via inalatória é pouco descrita. FIGURA 2: Aminofilina Fonte: Copervet, 2022. 2.4 Exemplo de doenças e mecanismos de ação específico: 9 Doenças caracterizadas como broncoespasmos, asma brônquica, bronquite crônica. As metilxantinas promovem a broncodilatação pela inibição competitiva da fosfodiesterase nucleotídio-cíclica, enzima que catalisa a conversão de 3′5′-adenosina monofosfato cíclico (cAMP) a adenosina monofosfato (5′-AMP). Esta inibição resulta em aumento da concentração de 3′5′-cAMP, que estimula umaproteinoquinase, e esta, por sua vez, fosforila (inibindo) uma enzima denominada quinase da cadeia leve da miosina, a qual promove a contração da musculatura lisa. As metilxantinas parecem participar também da fase tardia da doença, modulando a inflamação e o edema. Broncodilatação, aumento da atividade mucociliar, diminuição da permeabilidade da mucosa da via aérea, elevação do nível de catecolaminas circulantes e da contratilidade diafragmática podem ser citados como seus efeitos. Alguns mecanismos de ação: inibição de fosfodiesterase, aumentando níveis de AMP ciclíco, antagonismo dos receptores da adenosina, aumento da liberação de Ca intracelular, aumento da liberação de catecolaminas, melhora a contrabilidade diafragmática e possui efeito antiflamátorio. 3. ANTI-HISTAMÍNICOS São medicamentos que controlam a libertação e a ação de histamina no organismo. Contém a função de combater reaçoes alérgicas do organismo do cão. 3.1 Farmacologia- anti-histamínicos A prometazina é um anti-histamínico de uso sistêmico que age em nível do sistema respiratório, do sistema nervoso e da pele. A prometazina é um derivado fenotiazínico de cadeia lateral alifática, que possui atividade anti-histamínica, sedativa, antiemética e efeito anticolinérgico. A ação geralmente dura de quatro a seis horas. Como um anti-histamínico, ele age por antagonismo competitivo, mas não bloqueia a liberação de histamina. A prometazina se caracteriza por apresentar: Efeito sedativo acentuado de origem histaminérgica e adrenolítica central, nas doses habituais; - Efeito anticolinérgico que explica o aparecimento dos efeitos indesejáveis periféricos; Efeito adrenolítico periférico, que pode interferir na hemodinâmica (risco de hipotensão ortostática). Os anti-histamínicos apresentam em comum a propriedade de se opor, por antagonismo competitivo mais ou menos reversível, aos efeitos da histamina, principalmente sobre a pele, os vasos e as mucosas conjuntival, nasal, brônquica e intestinal. 10 Farmacocinética: A biodisponibilidade da prometazina está compreendida entre13% e 49%. O tempo para atingir a concentração plasmática máxima é de 1h 30 min. a 3 horas. O volume de distribuição é elevado em razão da lipossolubilidade da molécula, de cerca de 15 L/kg. Liga-se fortemente às proteínas plasmáticas (entre 75% e 80%); sua meia-vida plasmática está compreendida entre 10 e 15 horas após administração oral. Concentra-se nos órgãos de eliminação: fígado, rins e intestinos. O metabolismo consiste em sulfoxidação seguida de desmetilação. A depuração renal representa menos de 1% da depuração total, e, em média 1% da quantidade de prometazina administrada é recuperada sob a forma inalterada na urina. Os metabólitos encontrados na urina, principalmente o sulfóxido, representam cerca de 20% da dose. A prometazina atravessa a barreira hematoencefálica e a barreira placentária. Em pacientes com insuficiência renal ou hepática, ocorre risco de acúmulo dos anti-histamínicos. 3.2 Exemplo de fármacos e apresentações: Os mais utilizados são a clorfeniramina, a difenhidramina, o drimenhidrinato, a prometazina e o astemizol. FENERGAN- é indicado no tratamento sintomático de todos os distúrbios incluídos no grupo das reações anafiláticas e alérgicas. Graças à sua atividade antiemética, é utilizado também na prevenção de vômitos do pós-operatório e das náuseas de viagens. Pode ser utilizado, ainda, na pré-anestesia e na potencialização de analgésicos, devido à sua ação sedativa. Vias: oral e injetável. Apresentação comercial da Fenergan: Comprimidos revestidos 25 mg: embalagem com 20 comprimidos. Solução injetável 25 mg/mL: 25 ampolas com 2 mL. FIGURA 3: Fenergan 25 MG/ 20 CPRS Fonte: Farmácia Santa Lucia, 2022. 3.3 Exemplo de doenças e mecanismos de ação específico: Fenergan é muito utilizado para alergias por picada de insetos( abelha, maribondo…). É 11 um medicamento com propriedades antialérgicas e é destinado ao tratamento dos sintomas especialmente picadas de inseto. Fenergan contém prometazina. Esta substância tem a propriedade de se opor aos efeitos de uma substância natural chamada histamina, a qual é produzida pelo organismo durante uma reação alérgica. Efeitos colaterais: Bradicardia ou taquicardia, aumento ou diminuição da pressão arterial (mais comum com a forma injetável), hipotensão ortostática. Alterações do equilíbrio, vertigens, diminuição de memória ou da concentração. Sintomas extrapiramidais. Falta de coordenação motora. 4. GLICOCORTICÓIDES A dexametasona é um glicocorticoide sintético usado principalmente por seus potentes efeitos anti-inflamatórios. Embora sua atividade anti-inflamatória seja acentuada, mesmo com doses baixas, seu efeito no metabolismo eletrolítico é leve. 4.1 Farmacologia- Glicocórticóides A dexametasona via oral, como qualquer outro glicocorticóide, é rápida e completamente absorvida pelo trato gastrointestinal e liga-se à albumina em 65 a 90%. Como pequenas moléculas lipofílicas, penetram nas células por difusão simples. Atinge o efeito máximo após administração oral em 1 a 2 horas e sua ação dura 1,25 a 1,5 dias. A meia-vida plasmática da hidrocortisona é de 90 minutos e da dexametasona de 150 a 270 minutos. A meia- vida biológica (tecidual) é de 24 a 72 horas. Seu metabolismo ocorre nas células hepáticas e em outras células, com excreção pela urina. Quase todos os metabólitos são excretados em 72 horas. A dexametasona é considerada um corticóide de ação lenta, em comparação com os de ação rápida como cortisona e hidrocortisona, intermediária como prednisona, triancinolona. Farmacodinâmica: As ações esteroides sintéticos assemelham-se as do cortisol. Eles ligam-se a proteínas receptoras intracelulares específicas e produzem os mesmos efeitos, porém apresentam diferentes razões entre potência glicocorticoide e mineralocorticoide. 4.2 Exemplo de fármacos e apresentações: Hidrocortisona, Betametasona, prednisona ( meticorten). Dexametasona em comprimidos, injetável, elixir ou creme é indicado para o 12 tratamento de alergias e inflamações e para o tratamento de sintomas de vários tipos de doenças, como problemas reumáticos e artríticos, de pele, nos olhos, glandulares, pulmonares, sanguíneos e gastrintestinais, em adultos e crianças. Além disso, Dexametasona é indicada para o tratamento de qualquer doenças que responda ao tratamento com corticoides. Vias: oral, injetável, tópica. Apresentação comercial do Fosfato dissódico de dexametadona: Decadron 0,5mg/comprimido; Decadron 0,75mg/comprimido; Decadron 4mg/comprimido; Decadron injetável - 2mg/mL (ampola 1mL); Decadron injetável - 4mg/mL (ampola 2,5mL); Decadron elixir - 0,1mg/mL (frasco 120mL). FIGURA 4: Decadron 0,5 MG/ 20 CPRS Fonte: Farmácia Santa Lucia, 2022. 4.3 Exemplo de doenças e mecanismos de ação específico: A dexametasona é o corticoide de primeira escolha para o tratamento do edema cerebral, devido ao seu baixo efeito mineralocorticoide e por ter uma meia vida longa. Tratamento: Os corticosteroides ajudam a reduzir o inchaço do cérebro, além de aliviar dores de cabeça e outros sintomas. Efeitos Colaterais (quais os males que pode me causar?): Alguns dos efeitos colaterais de Dexametasona podem incluir retenção de líquidos, aumento de peso, pressão alta, níveis elevados de açúcar no sangue, aumento da necessidade de medicamentos para controlar a diabetes, osteoporose, aumento do apetite, menstruação irregular, dificuldade em cicatrizar feridas, problemas ou doenças na pele, inchaço nos lábios ou língua, convulsões, problemas psicológicos como alterações de humor ou dificuldade de julgamento, aumento da sensibilidade para contrair infecções, fraqueza nos músculos e úlcera gastrintestinal. 5. MUCOLÍTICOS OU EXPECTORANTES 13 Classes medicamentosas com ação no Sistema Respiratório. Os mucolíticos promovem a liquefação do muco presente nos pulmões e demais vias aéreas, tornando-o mais fluido para facilitar sua expulsão, e os expectorantes estimulam mecanismos que promovem a eliminação do muco. 5.1 Farmacologia- Mucolíticos Visam fluidificar o muco respiratório e facilitar sua eliminação pelos meios naturais, movimento ciliar e tosse. O muco respiratório é constituído de uma mistura de água (95%), glicoproteínas (principalmente fucomucina), ácidos nucleicos, lipoproteínas, proteínas séricas, enzimas, restos celulares e eletrólitos (5%). Numa situação patológica, ocorre uma diminuição da concentração de água e aumento de glicoproteínas fazendo com que este se torne mais viscoso, havendo dificuldade para sua eliminação e recebendo o nome de cátaro. Água e as glicoproteínas (mucopolissacarídeos) são os principais constituintes do muco e responsáveis por sua viscosidade, as cadeias de mucopolissacarídeos se interligam por numerosas ligações físicas e químicas, podendo também se ligar as cadeias do ácido nucleico. As formas mais comuns de ligação são pontes SH, pontes H, ligações eletrolíticas e ligações iónicas com Ca+; os mucolíticos realizam a quebra dessas ligações, eles impedem a formação da rede de fibrilas da mucina, componente estrutural importante do muco, reduzindo assim a viscosidade do muco. Podem ser usados pela via inalatória pois esta assegura o máximo de eficácia com um mínimo de efeitos colaterais. Farmacocinetica: É rapidamente distribuído após absorção sendo encontrado principalmente nos pulmões. 5.2 Exemplo de fármacos e apresentações: Acetilcisteína (Fluimucil®); Ambroxol; Bromexina (Bisolvon®); Carbocisteína (Mucofan®); Guaifenesina, Hedera Helix. FIGURA 5: Fluimicol 10% com 5 ampolas 3ML Fonte: Clube do Remédio- 2022. Acetilcisteína:(baseado no uso na Medicina Veterinária). Acetilcisteína é um mucolítico 14 indicado para o tratamento de afecções respiratórias como pneumonias, broncopneumonia, bronquites e outras, também é indicado em casos de intoxicação por acetaminofeno (paracetamol). Mecanismo de ação: exerce sua ação mucolítica fluidificante por meio do seu grupo sulfidrila livre, que abre as ligações dissulfeto das mucoproteínas e dos ácidos nucleicos nas secreções mucosas e mucopurulentas sendo mais significativa em pH mais elevado (pH 7 a 9). Seu efeito se manifesta após 3 a 4 horas do início do tratamento. Vias: oral, inalatória e injetável. Apresentação comercial da acetilcisteína: Mucomucil ® Xarope pet; Acetilcisteína injetável 100mg/ml, 5 ampolas (3ml) (EV/ INAL); Acetilcisteína xarope infantil 20mg/ml frasco (120ml); Acetilcisteína xarope adulto 40mg/ml frasco (120ml); Acetilcisteína granulado 100mg, envelope 5g, 16un; Acetilcisteína granulado 200mg, envelope 5g, 16un; Acetilcisteína granulado 600mg, envelope 5g, 16un.4. FIGURA 6: Acetilcisteína 200 MG/ 5G Fonte: Farmácia FPP- A farmácia do preço popular 5.3 Exemplo de doenças e mecanismos de ação específico: Mucolíticos faz parte do tratamento da Pneumonia > inflamação causada pela proliferação de um agente (bactérias, fungos, vírus) no pulmão do animal, interferindo na defesa do organismo e provocando a produção de secreções intra-alveolares. Nesse caso o mucolítico é indicado em quadros onde a secreção se apresenta espessa e purulenta promovendo a diminuição da viscosidade e facilitando sua eliminação, seu mecanismo de ação é a ativação sobre os constituintes bioquímicos do muco, fluidificando a hipersecreção viscosa. Efeitos colaterais: estomatite, febre, rinorreia, diarreia e pode provocar broncoconstricção. 6. ANTITUSSÍGENOS 15 Também conhecidos como sedativo da tosse, os antitussigenos correspondem a uma classe de medicamentos voltadas a terapia farmacológica da tosse, que visam promover o alívio desse sinal/sintoma. 6.1 Farmacologia – Antitussigenos: Os antitussígenos são indicados para o tratamento da tosse seca, agem sobre o reflexo da tosse, já os mucolíticos e expectorantes possuem indicação pra tosse produtiva, agem localmente, na secreção. (A associação de Antitussigenos potentes com agentes expectorantes parece, assim, ser contraproducente pois esses agentes exercem ações antagonista). Sobre a tosse > reflexo protetor que visa eliminar corpos estranhos da árvore traqueo- brônquica. Os contínuos acessos de tosse podem interferir de forma negativa na vida do animal prejudicando o sono, além de provocar vômitos, cefaleia, disfonia e até incontinência urinária. O tratamento só é indicado em casos como esse, em que a tosse é muito incômoda e não há prejuízo em sedá-la. Mecanismo da tosse: Quimioreceptores e mecanorreceptores > vias aéreas, bronquíolos e parênquima pulmonar. Nervos aferentes > vago e glossofaríngeo. Conexões centrais > centro da tosse, centro respiratório. Nervos periféricos > frênico, recorrente, intercostais. Farmacodinâmica: os Antitussígenos podem ser classificados como os de ação periférica, ou de ação central: Perifericamente, corrigindo a irritação ou bloqueando os receptores ao longo do arco aferente bloqueando o vago ou o tronco cerebral. Elevando o limiar do centro da tosse ao longo do arco eferente bloqueando a ativação dos músculos respiratórios. De ação central, agem como agonista do receptor não opioide sigma1 e receptores opiodes, como antagonista do receptor N-Metil-Daspartato (NMDA) do glutamato. Atuam também bloqueando o reflexo da tosse no centro da tosse, localizado no tronco encefálico, mais precisamente no bulbo não deprimindo o centro respiratório. Farmacocinetica: Após a absorção os medicamentos se distribuem pelos diferentes tecidos, em particular, atinge o SNC, fígado, rins, músculos e pulmões. São metabolizados no fígado e excretados em grande parte pelos rins, com pequena excreção nas fezes através da bile. 6.2 Exemplos de fármacos e apresentaçoes: 16 Antitussígenos narcóticos: Codeína (Codein®); Hidrocodona; morfina. Antitussígenos não narcóticos: Dextrometorfano (Vick44E®); Butorfanol (Torbugesic®). FIGURA7: Codeína- suspensão antitussígena para colapso traqueal Fonte: DrogaVET Codeína: (baseado no uso na Medicina Veterinária). Antitussígeno de ação central com atividade narcótica no tronco central. Atua como agonista de receptores opiodes, no núcleo do trato solitário. Indicado nos casos de tosse seca e dolorosa, associada ao carcinoma brônquico. A codeína é considerada como um dos antitussigenos de maior eficiência, contudo, pode causar dependência. Outros efeitos adversos são náuseas, tontura e constipação intestinal. Vias: Oral, retal, SC, IM, IV. Apresentação comercial da Codeína: Codeína 30mg, comprimido (30un). Codeína 3mg/ml, solução oral (120ml) Codeína 60mg/2ml, solução injetável Belacodid, frasco conta gotas (10ml) Codein 30mg, comprimido (30un) Codein 60mg, comprimido (30un). (Em felinos, o uso de opióides para tratamentos crônicos causa midríase e ficam mais suscetíveis a queda tanto pela sedação como pelo distúrbio visual). 6.3 Exemplo de doença e mecanismo de ação específico: Antitussígenos fazem parte do tratamento do Colapso Traqueal > Uma afecção progressiva caracterizada pela redução do diâmetro traqueal. A causa é pela deficiência e degeneração das cartilagens que promovem a sustentação do órgão, isso leva a uma fraqueza da estrutura traqueal e a um estreitamento de seu lúmen. Os sintomas comuns é tosse curta, seca e alta, dificuldade respiratória e outros. O colapso da traqueia não tem cura, o uso de medicamentos antitussigenos auxiliam nos momentos de crise e melhoram a qualidade de vida dos animais. 17 7. CONCLUSÃO Em virtude dos fatos mencionados, conclui-se que assim como os humanos, os animais também estão sujeitos a inuméras enfermidades e problemas, como asma, brônquite e pneumonia, que comprometem o funcionamento pleno do sistema respiratório, patologias essas que em sua grande maioria são tratáveis similarmente com medicamentos humanos. Por isso, é de suma importância a compreensão correta da farmacodinâmica destes medicamentos para o Medico Veterinário, bem como suas vias de administração, dosagem e seus maléficios para evitar possíveis superdosagens e intoxicações nos animais. 18 8. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS GOODMAN e GILMAN. BRUNTON, LAURENCE L. As bases farmacológicas da terapêutica livro – texto. Editora MC Graw-Hill, Artmed, 12 edição 2012. Luiz Antônio Ranzeiro De Bragança. Módulo de farmacologia, Universidade Federal Fluminense. MADDISON, JE. Farmacologia clínica de pequenos animais 2 edição, Elsevier Health Science, 2011. BALBANI, APS. 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