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Eficácia da ultracavitação na eliminação de gordura localizada

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1 
__________________________________________________________________________________________________________________________________ 
1 Pós graduanda em Fisioterapia em Dermato-Funcional e graduada em Fisioterapia. 
2 Graduada em Fisioterapia; Mestre em Bioética e Direito em Saúde; Especialista em metodologia do Ensino 
Superior; Doutorando em Saúde Pública. 
 
Eficácia da ultracavitação na eliminação de gordura localizada 
Fabiana da Silva Rebelo1 
fabydermato@hotmail.com 
Dayana Priscila Maia Mejia2 
Pós-Graduação em Fisioterapia em Dermato-Funcional_ Faculdade Fasserra 
 
Resumo 
 
A pesquisa refere-se à eficácia da ultracavitação na eliminação da gordura localizada. A 
gordura localizada apresenta-se como um desenvolvimento irregular do tecido conjuntivo 
subcutâneo. Neste caso, os adipócitos apresentam-se aumentados em regiões específicas com 
irregularidade do tecido e aparência ondulada. Existe no mercado um tipo especial de 
ultrassom conhecido como ultracavitação, ultrassom cavitacional ou lipocavitação, que vem 
gerando uma grande procura nas clinica de estética, até mesmo pelo apelo das campanhas 
publicitarias que se utilizam do termo “lipo sem cortes” para divulgar esta nova tecnologia. 
Diante desta premissa, esse estudo busca subsídios teóricos para nortear os processos de 
intervenção fisioterapêutica por meio da dermato-funcional com ênfase na ultracavitação na 
eliminação da gordura localizada. A presente pesquisa constatou por meio desta revisão que 
no tratamento de gordura localizada com ultrassons são utilizados intensidades de pico em 
equipamentos de alta gerados por cavitação estáveis e instáveis, criando aberturas 
transitórias da membrana célula. 
 
Palavras-chave: Ultrassom; Obesidade; Dermafuncional. 
 
1. Introdução 
O desenvolvimento irregular do tecido conjuntivo adiposo subcutâneo é popularmente 
conhecido como gordura localizada, podendo ser de origem genética ou produzida por 
alterações posturais ou circulatórias. O excesso de gordura abdominal afeta uma grande 
parcela da população, que está cada vez mais preocupada com a aparência física, na busca de 
alcançar o padrão de beleza exigido, especialmente às mulheres, submetem-se a uma série de 
tratamentos1. 
Existe no mercado um tipo especial de ultrassom conhecido como ultracavitação, ultrassom 
cavitacional ou lipocavitação, que vem gerando uma grande procura nas clinica de estética, 
até mesmo pelo apelo das campanhas publicitarias que se utilizam do termo “lipo sem cortes” 
para divulgar esta nova tecnologia2. 
Para Agne3 a ultracavitação trata-se somente de o uso de uma onda de ultrassom com uma 
frequência seletiva com o proposito de gerar o fenômeno cavitacional somente no tecido 
adiposo subcutâneo tratado, deixando intactos os tecidos adjacentes. 
Mayer et al.,4 citam que o ultrassom pode se apresentar em potencias e frequências altas e 
baixas, que pode gerar efeitos diferentes nos tecidos tratados. 
Segundo Zucco5 a ultracavitação possui um sistema que incorpora baixa frequência de 
ultrassom vibratória que geram uma serie de bolhas de ar que criam uma compressão estável 
que permitem separar os nódulos de gorduras, rompendo a membrana do adipócitos e 
“dissolvendo” as gorduras contidas neles, sem danificar a microcirculação local. Os aparelhos 
de ultracavitação encontrados no mercado possuem uma frequência média entre 40 Hz e 60 
Hz. 
Diante desta premissa o objetivo do presente estudo é descrever a eficácia da ultracavitação 
na eliminação de gordura localizada ou regionalizada 
 
 2 
 
 
 
 
2. Fundamentação teórica 
A Fisioterapia Dermato Funcional é uma área da fisioterapia que tem procurado justificar 
alguns tratamentos estéticos amplamente utilizados, uma vez que tem investido na 
comprovação científica dos métodos e técnicas abordados para o tratamento de diversas 
afecções6. 
 
2.1 Sistema Tegumentar 
O sistema tegumentar consiste em uma camada tecidual de 1 a 4 mm de espessura que cobre 
todas as superfícies expostas do corpo humano. O sistema tegumentar é composto por pele 
(epiderme e derme), hipoderme (tela subcutânea) e glândulas anexas sudoríparas sebáceas e 
ceruminosas. O sistema tegumentar protegem os tecidos subjacentes às lesões, protegem 
contra a perda de líquidos, contem receptores sensoriais, auxiliam na regulação da 
temperatura e sintetizam substancias químicas para serem usadas em outras partes do corpo1. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: http://slideplayer.com.br/slide/3153224/ 
Figura 1: Sistema tegumentar 
 
A pele é o maior e mais extenso órgão do corpo humano, representando aproximadamente 
15% do peso corporal. Em adultos, a sua área varia de 1,5-2,0 m2 e seu peso de 8 a 10 kg. 
Exibe espessura irregular variando de uma região para outra com certo grau de 
impermeabilidade. Dentre as múltiplas funções da pele estão à conservação da homeostasia, o 
controle hemodinâmico, a recepção sensorial, a excreção de metabólitos, e a presença de 
células envolvidas na imunidade inata e adaptativa7. 
 
2.1.1 Microcirculação da pele 
Existem dois plexos arteriais que suprem a pele: um que se situa no limite entre a derme e a 
hipoderme e outro entre as camadas papilar e reticular. Deste último plexo partem finos ramos 
para as papilas dérmicas8. 
O autor citado acima relata ainda que se distinguem três plexos venosos na pele, dois na 
posição descrita para as artérias e um na região da derme. O sistema de vasos linfáticos inicia-
se nas papilas dérmicas e converge para um plexo entre as camadas papilar e reticular. 
 
2.1.2 Anexos da pele 
Os anexos da pele são estruturas que se originam por invaginação da epiderme na derme. São 
eles: pêlos, glândulas sebáceas, glândulas sudoríparas e unhas. A distribuição, o arranjo e a 
estrutura detalhada deles variam nas diferentes regiões da pele, mas a estrutura geral obedece 
a um padrão básico9. 
 3 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: http://www.criasaude.com.br/N6436/doencas/pele.html 
Figura 2: Anexos da Pele 
 
2.1.3 Epiderme 
A pele completamente formada caracteriza-se pela epiderme e derme. A epiderme, 
estruturalmente considerada a camada mais externa, é constituída por queratinócitos, camada 
basal denominada stratum germinativum responsável pela renovação celular, melanócitos 
responsáveis pela produção de melanina e pigmentação da pele, e células com função 
imunológica vital, como as células de Langerhans (CL)10. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: http://www.infoescola.com/anatomia-humana/epiderme/ 
Figura 3: Epiderme 
 
 
 4 
 
 
 
 
2.1.4 Derme 
A derme é a camada cutânea mais profunda presente entre a epiderme e o tecido subcutâneo, 
ricamente constituída por fibras colágenas e elásticas. É capaz de promover a sustentação da 
epiderme, e tem rica participação nos processos fisiológicos e patológicos do órgão cutâneo. É 
caracterizada por uma variedade de tipos celulares como fibroblastos, mastócitos, células T e 
células dendríticas dermais, envolvidas com a defesa imunológica da pele7. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: http://slideplayer.com.br/slide/390578/ 
Figura 4: Derme 
 
2.1.5 Hipoderme 
A hipoderme, ou camada subcutânea da pele, é a continuação mais profunda da derme, sendo 
formada por tecido conjuntivo frouxo e células adiposas que formam uma camada de 
espessura variável, dependendo da sua localização corporal11. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: www.sogab.com.br 
Figura 5: Hipoderme5 
 
 
 
 
 
 
A hipoderme não faz parte da pele, mais compartilha algumas de suas funções 
protetoras. A hipodeme também chamada de tela subcutânea ou fáscia superficial, 
por estar localizada superficialmente ao tecido conjuntivo resistente que reveste os 
músculos esqueléticos, consiste principalmente de tecido adiposo. A hipoderme 
conecta frouxamente a pele e a fáscia dos músculos subjacentes, o que permite aos 
músculos contraírem-se sem repuxar a pele. Dependendo da região em estudo e do 
grau de nutrição do organismo, a hipoderme pode ter uma camada variável de tecido 
adiposo, sendo que nele se deposita a maior parte dos lipídios nas pessoas obesas. A 
distribuição de gordura não é uniforme em todas as regiões do corpo. O tecido 
celular subcutâneo é formado por células de adipócitos e fibras e é um tecido 
vascularizado, pois possuem terminações nervosas que vêm dos músculos, ossos e 
órgãos e passam do tecido celular subcutâneo para derme11. 
 
2.2 Tecido adiposo 
O tecido adiposo é um tecido conjuntivo constituído predominantemente por adipócitos, 
contendo também matriz extra-celular, fibras nervosas, estroma vascular, leucócitos, 
fibroblastos e pré-adipócitos12. 
 
As suas principais funções são o armazenamento energético, o isolamento térmico e 
a protecção contra traumatismos. A visão clássica do adipócito como reservatório 
energético já não é válida. Em 1987 foi identificada uma acção dos adipócitos no 
metabolismo dos esteróides sexuais. Posteriormente em 1994, a descoberta da 
leptina veio estabelecer definitivamente o tecido adiposo como órgão endócrino. O 
tecido adiposo é biologicamente activo, sendo responsável pela síntese de diversas 
substâncias, constitui um órgão endócrino com um papel essencial na integração de 
sinais endócrinos, metabólicos, e inflamatórios para o controlo da homeostase 
energética12. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: crentinho.wordpress.com 
Figura 6: Tecido adiposo 
 
2.3 Gordura localizada 
A gordura localizada apresenta-se como um desenvolvimento irregular do tecido conjuntivo 
subcutâneo. Neste caso, os adipócitos apresentam-se aumentados em regiões específicas com 
irregularidade do tecido e aparência ondulada13. 
 
O tecido adiposo é um tipo de tecido conjuntivo caracterizado pelopredomínio de 
células adiposas (adipócitos). Encontra-se distribuído na tela subcutânea em dois 
estratos distintos: o lamelar e o areolar. No primeiro têm-se lóbulos de gordura 
 6 
 
 
 
 
achatados, compostos por adipócitos fusiformes e pequenos que se sobrepõem e 
armazenam o maior volume de gordura, tem maior eixo horizontal. No estrato 
areolar é formado por células globulares, túrgidas e superpostas, sendo seu maior 
eixo perpendicular à superfície da pele13. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: aresestetica.com.br 
Figura 7: Gordura localizada 
 
O Excesso de tecido adiposo é um sério problema de saúde, pois reduz a expectativa de vida 
pelo aumento do risco de desenvolvimento de doenças cardíacas coronarianas, hipertensão, 
diabetes, osteoartrite e certos tipos de câncer. Este excesso de gordura pode existir mesmo em 
pessoas que não possuem um peso elevado2. 
 
A gordura localizada, no entanto, é uma patologia do tecido gorduroso, em que a 
gordura se acumula em locais determinados mais que em outros locais. A má 
formação das células adiposas na infância é o principal motivo para a formação da 
adiposidade, mais entre esses fatores, destaca-se entre os principais predisponentes: 
genética, idade, sexo e desequilíbrio hormonal. Entre os fatores determinantes, os 
quais podem agravar os predisponentes, pode citar o estresse, o fumo, sedentarismo, 
maus hábitos alimentares e disfunções no organismo geral2. 
 
2.4 Metabolismo da gordura 
Na década passada questionou-se a via metabólica da gordura hidrolisada. Hoje essa via já 
está bem estudada. O adipócito é composto basicamente de colesterol e triglicérides na 
proporção de 20% de colesterol e 80% de triglicérides. Os triglicérides são compostos de 
ácidos graxos e glicerol14. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: aresestetica.com.br 
Figura 8: Metabolismo 
 7 
 
 
 
 
Após a cavitação, parte do conteúdo do adipócito entra em contato com as enzimas 
do líquido intersticial, sendo metabolizada. O ácido graxo que surge após a lipólise 
se liga a albumina, ganha a circulação sanguínea e caminha ate o fígado, onde é 
eliminado pela bile. Já o glicerol, que e hidrossolúvel, se dissolve no plasma sendo 
posteriormente eliminado pelo fígado. O colesterol presente no organismo pode ter 
destinos diferentes. Para ser transportado no sangue e esterificado a uma molécula 
de ácidos graxos para aumentar sua hidrofobicidade e depois envolto por uma 
lipoproteína14. 
 
2.5 Ultrassom 
Ultrassons que não são mais que vibrações como as que saem de um alto-falante, mas com 
frequências superiores aquelas que o ouvido humano pode detectar15. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: http://comglamour.com.br/post.php?codigo=235 
Figura 9: Ultrassom 
 
Há vários sistemas de cavitação: cavitação estável, a cavitação dupla ultra e ultracavitação, a 
sua utilização irá depender da necessidade específica de cada indivíduo. Quando falamos de 
cavitação, referimo-nos no sentido de que as três tecnologias que estão sendo produzidos, mas 
como conseguir este efeito é diferente, dependendo do padrão de onda16. 
• Cavitação estável: as obras tradicionais físicos no princípio da cavitação gerado de uma 
maneira controlada e, em seguida, repetiu implode microbolhas. Então quebrar as estruturas 
duras de depósitos de gordura localizados resistentes à dieta. É tecnologicamente simples. 
• Cavitação duplo: é o uso de aparelhos que produz duas ondas de frequências diferentes e 
combinados em paralelo com a produção de microbolhas, gera um aumento da temperatura 
interna que provoca uma destruição seletiva da massa tratada. Você pode combinar este 
tratamento com endermologia que estimula oxigenação dos tecidos e proporcionando um 
melhor fornecimento de sangue. Este tratamento difere de outro, pois permite um efeito 
sonoforético e, assim, penetrar os princípios ativos. Isso significa uma contribuição 
importante de nutrientes que é muito benéfico para o corpo. A cavitação duplo é indicado para 
combater os depósitos de gordura em casos de áreas difíceis 
• Ultracavitação: Este sistema incorpora baixa frequência ultrassom para quebrar o tecido 
adiposo sem danificar a microcirculação. Por as ondas que se propagam de vibração 
ultrassônica gerada uma série de bolhas que criam uma compressão estável que permite 
separar os nódulos gordos, quebrar a membrana de adipócitos e dissolver a gordura que eles 
contêm. Este tipo de cavitação funciona melhor em casos de flacidez associada aplicando o 
efeito térmico. Fala-se em ultracavitação como uma alternativa para a lipoaspiração, nos casos 
 8 
 
 
 
 
estamos falando sobre os depósitos de gordura, ou seja, em pacientes com um IMC saudável e 
percentual de gordura corporal dentro dos limites. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: http://comglamour.com.br/post.php?codigo=235 
Figura 10: Aplicação do Ultrassom 
 
3. Metodologia 
O presente estudo caracterizou-se por ser analítico descritivo de revisão bibliográfica. A 
seleção dos artigos ocorreu a partir de busca nas bases de dados Literatura Latino-Americana 
e do Caribe em Ciências da Saúde (LiLacs) e Scientific Eletronic Library Online ScieLo, 
publicados entre 2006 a 2016. 
Foi realizado um levantamento e análise em materiais bibliográficos em artigos científicos,monografias, dissertações e livros no idioma Português. Os descritores utilizados para a busca 
das referências foram: Ultrassom; Obesidade; Dermafuncional. 
Como critério de inclusão as referências deveriam abordar a fisioterapia Dermato-Funcional 
com a ultracavitação na eliminação de gordura localizada ou regionalizada, ou que 
contribuíssem para o objetivo da pesquisa. Foram excluídas as referências publicadas antes de 
2006 e que não se enquadraram no ponto de vista do presente estudo. 
Foi encontrado um total de 40 referências, onde 20 foram excluídas por não se enquadrarem 
no enfoque do estudo, sendo assim selecionadas 20 referências. Para análise dos resultados foi 
realizada uma tabela, que continha de forma organizada autor/ano e resultados. 
 
4. Resultados e Discussão 
A Fisioterapia aplicada à Dermato-Funcional tem por objetivo tratar de forma eficaz os 
distúrbios Dermato- Funcionais. Esta eficácia traduz-se por vasto conhecimento dos principais 
recursos utilizáveis na estética, o que leva o fisioterapeuta a avaliar profundamente o 
problema antes de eleger o tratamento mais adequado. As técnicas e tratamentos utilizados 
pela Fisioterapia Dermato-Funcional são diversos, tais como: massagem, drenagem 
linfática manual, cinesioterapia, corrente russa, corrente galvânica, corrente farádica, 
fonoforese e iontoforese, ultrassom, microcorrente, endermoterapia e eletrolipoforese. 
Dentro dos recursos utilizados na fisioterapia dermato-funcional para gordura localizada 
está a ultracavitação por meio do ultrassom que auxiliam na eliminação e/ou redução de 
gorduras localizadas1. 
No tratamento de gordura localizada com ultrassons são utilizados intensidades de pico em 
equipamentos de alta gerados por cavitação estáveis e instáveis, criando aberturas transitórias 
da membrana célula, de modo que eles são chamados ultracavitacionais. Triglicerídeos são 
 9 
 
 
 
 
libertados para o fluido intersticial, onde os ácidos gordos livres após pode ser oxidado nos 
tecidos que necessitam de energia ou ser transportados para o fígado. O resultado é uma 
redução no tecido adiposo. As vantagens deste tipo de tratamento são inúmeras, sendo uma 
alternativa a cirurgia estética, técnica não invasiva e sem dor, com resultados satisfatórios 
quando utilizada de maneira focada, e o baixo custo quando comparado a uma cirurgia17. 
A ULTRACAVITAÇÃO promove a cavitação com apoptose (morte programada da célula) 
do adipócito. Isso ocorre através de bolhas de gás formadas pela onda ultrassônica que 
implodem, alterando a pressão intra e extracelular. Por consequência, ocorre uma cascata de 
eventos em que os triglicerídeos são fragmentados em ácidos graxos e glicerol que sofrem 
metabolização levando o adipócito à apoptose. Dessa forma temos resultados eficazes, 
seguros e visualizados já na primeira sessão. O ultrassom possui frequência de 38 kHz, com 
pulsação em 10 ou 100 Hz, que permite maior ou menor relaxamento térmico. A frequência 
de pulsação em 10 Hz possui maior tempode relaxamento térmico, portanto é indicado para 
celulite, fibrose e pós-operatório, enquanto a frequência de pulsação em 100 Hz, com tempo 
de relaxamento térmico menor, permite melhores resultados nas aplicações em gordura 
localizada18. 
Existe no mercado um tipo especial de ultrassom conhecido como ultracavitação, ultrassom 
cavitacional ou lipocavitação, que vem gerando uma grande procura nas clinica de estética, 
até mesmo pelo apelo das campanhas publicitarias que se utilizam do termo “lipo sem cortes” 
para divulgar esta nova tecnologia19. 
A ultracavitação possui um sistema que incorpora baixa frequência de ultrassom 
vibratória que geram uma serie de bolhas de ar que criam uma compressão estável que 
permitem separar os nódulos de gorduras, rompendo a membrana do adipócitos e 
“dissolvendo” as gorduras contidas neles, sem danificar a microcirculação local. Os 
aparelhos de ultracavitação encontrados no mercado possuem uma frequência média 
entre 40 Hz e 60 Hz5. 
A ultracavitação trata-se somente de o uso de uma onda de ultrassom com uma frequência 
seletiva com o proposito de gerar o fenômeno cavitacional somente no tecido adiposo 
subcutâneo tratado, deixando intactos os tecidos adjacentes. O ultrassom pode se apresentar 
em potencias e frequências altas e baixas, que pode gerar efeitos diferentes nos tecidos 
tratados20. 
Agne3 cita que as membranas dos adipócitos vibram com frequências próximas a 28 kHz até 
80 kHz, e os equipamentos de ultracavitação vibram nessa faixa, assim, as ondas ultrassonicas 
produzem a formação de microbolhas de gás/vapor próximo à membrana dos adipócitos que 
também responderão á mesma frequência do ultrassom e por conta da pressão negativas e 
positivas as microbolhas irão se romper e com a proximidade com os adipócitos estas acabam 
fragmentando também suas membranas promovendo o derramamento de gordura, 
mantendo a preservação das outras estruturas teciduais como microvasos, nervos e o 
sistema linfático, que serão responsáveis para coletar triglicérides e diglicérides para serem 
eliminados. Esse processo cavitacional não necessita de efeito térmico podendo ser operado 
no modo continuo ou pulsado, mas é importante ressaltar que o uso dos equipamentos 
de Ultracavitação deve ser empregado com cautela, evitando o uso em pacientes com 
alterações nos níveis de colesterol total e suas frações, triglicérides, insuficiência renal e 
hepática, é importante solicitar aos pacientes exames para verificação desses níveis. 
 
5. Conclusão 
O artigo permitiu aprofundar o conhecimento sobre à eficácia da ultracavitação, pois, dentro 
dos recursos utilizados na fisioterapia dermato-funcional para gordura localizada está a 
ultracavitação por meio do ultrassom que auxiliam na eliminação e/ou redução de gorduras 
localizadas. 
 10 
 
 
 
 
O artigo pôde demonstrar que a Fisioterapia aplicada à Dermato-Funcional tem por objetivo 
tratar de forma eficaz os distúrbios Dermato-Funcionais. No tratamento de gordura 
localizada com ultrassons são utilizados intensidades de pico em equipamentos de alta 
gerados por cavitação estáveis e instáveis, criando aberturas transitórias da membrana célula, 
mas é importante ressaltar que o uso dos equipamentos de Ultracavitação deve ser 
empregado com cautela, evitando o uso em pacientes com alterações nos níveis de colesterol 
total e suas frações, triglicérides, insuficiência renal e hepática, é importante solicitar aos 
pacientes exames para verificação desses níveis. 
 
6. Referências 
 
1- COSTA, Priscila Santos; MEJIA, Dayana Priscila Maia. Efeitos fisiológicos da 
endermoterapia combinados a massagem modeladora no tratamento de gordura localizada na 
região do abdômen. Pós-graduação em Fisioterapia Dermato - Funcional - Faculdade 
Cambury. 2013. 
 
2- BORGES, Fábio dos Santos. Dermato-funcional: modalidades terapêuticas nas disfunções 
estéticas. São Paulo: Phorte, 2006. 
 
3- AGNE, Jones Eduardo, Eletrotermofototerapia. 1 Ed.. Santa Maria-RS: Pallotti, 2013. 
 
4- MEYER, Patricia Froes et al. Efeito da ultracavitação no tecido adiposo de coelhos –Ultra-
cavitation effect in adipose tissue of rabbits, Vol.2, N: 2, mar./abr, 2012, 113-118. Revista 
Fisioterapia Brasil 
 
5- ZUCCO, Fabíola, A eficácia da técnica de ultracavitação na redução de gordura 
localizada abdominal - THE EFFICACY OF HIGH-INTENSITY FOCUSED 
ULTRASOUND ON REDUCING ADIPOSE TISSUE, Novafisio Revista Digital. Rio de 
Janeiro, Brasil, Ano 16, nº 90, Jan/Fev de 2013. 
 
6- FERMIANO, Paulo. Efeitos da massagem drenagem linfática manualassociada a um 
programa de exercícios físicos em parâmetros morfo-funcionais de hipertensos. Rev. Bras. 
Terap. e Saúde , Curitiba, v. 1, n. 1, p. 13‐26, jul./dez. 2010. 
 
7- OLIVEIRA, Lívia Ferreira. Análise morfológica e imunológica da pele, de acordo com as 
características epidemiológicas de idosos autopsiados. Tese apresentada ao curso de Pós 
graduação em Patologia, área de concentração “Patologia Geral”, da Universidade Federal do 
 11 
 
 
 
 
Triângulo Mineiro, como requisito parcial para a obtenção do Título de Mestre. Uberaba – 
MG, 2011. 
 
8- GRAVENA, Beatriz Pelandré. Massagem de drenagem linfática no tratamento do fibro 
edema gelóide em mulheres jovens. 59 p. Trabalho de Conclusão de Curso apresentado como 
pré-requisito para obtenção do Título de graduada em Fisioterapia, Universidade Estadual do 
Oeste do Paraná-Campus Cascavel, Cascavel 2006. 
 
9- CDERJ. Departamento de Histologia. Corpo humano. Disponível em: . Acesso em: 20 
abril. 2016. 
 
10- REDHER J, SOUTO LRM, ISSA CMBM, PUZZI MB. Model of human epidermis 
reconstructed in vitro with keratinocytes and melanocytes on dead de-epidermized human 
dermis. Sao Paulo Med J. 2006; 122(1): 22-5. 
 
11- KLERSZENBAUM, Abraham L; TRES, Laura L. Histologia e biologia celular: Uma 
Introdução à patologia. Rio de Janeiro: Elsevier, 2012. 
 
12- RIBAS, Alda Sofia Delgado Ribeiro. “Estilos de vida, adiposidade, hormonas e 
inflamação: influência na incidência e progressão em cancro da mama, próstata e cólon-
recto.” A impressão desta dissertação foi aprovada pela Comissão Coordenadora do Conselho 
Cientifico da Faculdade de Medicina de Lisboa em reunião de 18 de Dezembro de 2012. 
13- SILVA, S. L. Variações anatômicas do tecido celular subcutâneo pós-perda ponderal. 
Revista Brasileira de Cirurgia Plástica. 2010. 
 
14- FILIPPO, A. A.; SALOMÃO, Júnior A. Tratamento de gordura localizada e lipodistrofia 
ginóide com terapia combinada: radiofrequência multipolar, LED vermelho, endermologia 
pneumática e ultrassom cavitacional. Surg Cosmet Dermatol 2012;4(3):241-6. 
 
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www.joaodecioferreira.com 
 
16- MANZANO, M e SALVADOR, L. Sistemas de Cavitação. Acesso em 12 de abril 2016. 
Disponível: http://www.esthetic.es/estheticworld/aparatologia_ficha.php?id=00000016 
 12 
 
 
 
 
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METROPOLITANA DE BELÉM - Caso Centro de Estética Inovar. Projeto para obtenção 
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