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SISTEMA DE ENSINO
PRIMEIROS 
SOCORROS
Emergências Traumáticas
Livro Eletrônico
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Emergências Traumáticas
PRIMEIROS SOCORROS
Lincoln Vitor Santos
Sumário
Emergências Traumáticas ............................................................................................................. 3
1. Primeiros Socorros nas Emergências Traumáticas ............................................................. 3
2. Ferimentos ................................................................................................................................... 4
3. Sangramento Externo – Hemorragia ..................................................................................... 11
4. Cuidados com a Parte do Corpo Amputada e/ou Esmagada ............................................15
5. Hemorragia Bucal, Lesão, Fratura e Avulsão Dentária ..................................................... 23
6. Hemorragia Nasal – Epistaxe ................................................................................................. 26
7. Choque Hemodinâmico ............................................................................................................ 29
8. Lesão Ocular ...............................................................................................................................31
9. Queimaduras .............................................................................................................................. 33
10 Fraturas, Luxações e Entorses..............................................................................................40
11 Traumatismo Craniano e da Coluna Vertebral ....................................................................49
Resumo ............................................................................................................................................ 55
Questões de Concurso ................................................................................................................. 56
Gabarito ........................................................................................................................................... 66
Referências ..................................................................................................................................... 67
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Emergências Traumáticas
PRIMEIROS SOCORROS
Lincoln Vitor Santos
EMERGÊNCIAS TRAUMÁTICAS
Lincoln Vitor Santos
Consultor Técnico-Legislativo da Câmara Legislativa do DF (aprovado em 1º lugar no con-
curso 2018), responsável técnico pelo serviço de enfermagem do órgão.
Enfermeiro Bacharel pela Universidade Federal de Sergipe (UFS), possui Mestrado em Bio-
logia Parasitária/UFS e especializações em Acupuntura, em Gestão em Saúde (Saúde Coletiva) 
e em Direito Aplicado aos Serviços de Saúde.
Aprovado em mais de 15 cargos públicos e nomeado em 9 deles, dentre os quais Enfer-
meiro do Tribunal de Contas do Estado de Sergipe (1º enfermeiro concursado do órgão), En-
fermeiro Emergencista Infantil da Pref. Mun. de Aracaju (atuou mais de 10 anos), Enfermeiro 
de Ambulatório da Pref. Mun. de Aracaju, Enfermeiro de Saúde da Família de Itabaiana/SE e 
Enfermeiro de Saúde da Família de São Cristóvão/SE (atuou mais de 10 anos). Atua como vo-
luntário (Coordenador Pedagógico e membro do Sinfonia da Saúde) da Abrace/DF e Instrutor 
de cursos de suporte básico e avançado de vida nas áreas de pediatria, cardiologia e trauma. 
Foi Professor e Coordenador de Pós-graduação nas áreas de Urgência, Emergência e UTI geral 
e pediátrica, Conselheiro efetivo do COREN/SE, Coordenador de Atenção Primária, Coordena-
dor da Rede de Urgência e Emergência, Coordenador de Centro de Especialidades Médicas, 
Gerente Administrativo de Urgência e Professor das disciplinas Introdução à Enfermagem, En-
fermagem em Saúde Pública, Estágio Supervisionado, Enfermagem Pediátrica e Enfermagem 
em Neonatologia.
1. Primeiros socorros nas emergências TraumáTicas
Chegou a hora de discutirmos o reconhecimento e o papel do socorrista diante das emer-
gências traumáticas, aquelas que causam ferimentos e sangramento!
A divisão em emergências clínicas, traumáticas e ambientais é recomendada pela AHA.
Quando falamos em emergências traumáticas, estamos nos referindo aos problemas de 
saúde que ocorrem por conta de acidentes ou situações provocadas propositalmente, como 
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PRIMEIROS SOCORROS
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quedas, colisão entre veículos, atropelamento, incêndios, contato com o fogo, brigas, violência, 
seja em ambiente doméstico, seja na rua.
As emergências traumáticas de que trataremos nessa aula são:
• Ferimentos
• Sangramento externo
• Cuidados com a parte do corpo amputada
• Hemorragia bucal, lesão, fratura e avulsão dentária
• Hemorragia nasal
• Choque hemodinâmico
• Lesão ocular
• Queimaduras
• Fraturas e entorses
• Traumatismo craniano e da coluna vertebral
Em cada uma das situações acima, o socorrista precisa ficar atento aos sinais específicos 
que possam identificá-las e às ações prioritárias sugeridas pela AHA.
Então, bons estudos!
2. FerimenTos
Ferimento é conceituado como uma lesão em alguma parte do corpo, seja na pele, nas 
estruturas externas (olhos, nariz, orelha, unhas…) ou nos órgãos internos. São situações mui-
to comuns e que podem variar desde um caso leve até situações que põem em risco a vida 
da vítima.
Pessoas de qualquer idade podem sofrer ferimentos. As crianças podem ser vítimas de 
quedas em brincadeiras ou ao andar de bicicleta ou patins ou também por conta de agressões 
físicas, intencionais ou acidentais. Adolescentes e adultos também estão expostos ao risco de 
ferimentos por conta de quedas ou agressões ou acidentes.
Ao avaliar um ferimento, o socorrista deve determinar se é superficial ou profundo. O super-
ficial, em geral, não traz riscos adicionais à vítima. É chamado superficial, porque não atinge a 
região mais profunda, além da própria pele.
O profundo pode representar um perigo maior, pois há uma quantidade considerável de 
sangramento (falaremos em hemorragia e choque mais à frente) e o risco de ter lesão de par-
tes internas do corpo. Algumas vezes, o ferimento profundo gera lesões internas irreversíveis.
Como são diversas, as causas do ferimento geram diferentes tipos de lesão e por isso 
conseguimos classificar.
Os ferimentos superficiais mais comuns são:
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Emergências Traumáticas
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• Contuso ou Contusão (Fig. 1): ferimento provocado por pancada, a exemplo de um soco 
ou ao colidir com algum objeto fixo. Na região da testa e no couro cabeludo, por serem 
regiões ricas em vasos sanguíneos, o ferimento pode causar um sangramento um pou-
co mais intenso, mesmo sendo superficial;
• Abrasão (Fig. 2): também chamado de escoriação, esse ferimento é consequência da ar-
ranhadura mais a queimadura da pele, como acontece quando a pessoa cai debicicleta 
ou moto no asfalto;
• Empalamento (Fig. 3): é o ferimento causado por um objeto que fica preso ao corpo. Não 
é EMPALHAMENTO, é EMPALAMENTO mesmo. Quem nunca passou pela experiência 
de ficar com uma farpa de madeira presa no dedo? No caso do empalamento superficial, 
o objeto empalado ou encravado pode ser mais facilmente removido.
Figura 1 – Ferimentos Contusos
Fonte: Google Imagens
Figura 2 – Ferimento do tipo Abrasão
Fonte: Google Imagens
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Figura 3 – Empalamento Superficial
Fonte: Google Imagens
Quais são os cuidados que o socorrista deve ter para os ferimentos superficiais?
Como são ferimentos que, em geral, provocam pouco sangramento, é mais fácil lidar com 
eles. Devido ao contato com sangue, o socorrista deve, preferencialmente, usar luvas para aju-
dar a vítima.
AÇÕES DO SOCORRISTA PARA OS FERIMENTOS SUPERFICIAIS
• Usar EPI (mais especialmente, luvas de procedimento);
• Lavar o ferimento com água e sabão, visando a remover sujidades que
podem contaminar a ferida;
• Proteger o ferimento com gaze ou compressa do kit de primeiros socorros.
Na ausência dessas, usar um pano limpo;
• Não tentar retirar farpas, vidros ou partículas de metal do ferimento, caso
estejam profundos;
• Não colocar pastas, pomadas, óleos ou pó secante.
Sobre os empalamentos superficiais, há duas correntes de pensamento: alguns autores 
acreditam que o socorrista não deve tentar removê-los e outros que não há necessidade de 
acionar o serviço de emergência para algo tão simples. Por isso, podemos encontrar nas ques-
tões de prova as duas respostas.
Se for remover, o socorrista deve ter cuidado de analisar bem se realmente é superficial, 
usar EPI, fazer a limpeza adequada do ferimento e retirar o objeto com o auxílio de uma pinça 
(Fig. 4). Ainda, se a vítima queixar de algum desconforto mais pronunciado ou houver suspeita 
de que parte do objeto continuou presa no corpo, levar ao serviço de emergência.
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Figura 4 – RETIRADA DE OBJETO EMPALADO EM UM DEDO, COM AUXÍLIO DE PINÇA E LUPA
Fonte: Google Imagens
Vamos ver uma questão de prova!
001. (2019/IBADE/DEPASA – AC/MOTORISTA) Leia o texto abaixo que introduz a questão.
Trânsito – Meio Ambiente – Cidadania (adaptado Denatran PR)
Cidadão é toda pessoa que exerce os seus direitos e cumpre os seus deveres. É toda pessoa 
no gozo dos direitos de um Estado, ou no desempenho de seus deveres para com ele. Consti-
tuição Federal/1988: A cidadania é e será sempre a conquista permanente dos direitos, tendo 
em compensação a realização dos deveres, na qual se exigirá trabalho, luta, esforço e consci-
ência. O cidadão tem um papel muito importante na preservação do meio ambiente, agindo de 
forma cuidadosa e consciente, respeitando os elementos e fenômenos da natureza, o solo, a 
atmosfera, a fauna, a flora, a água etc. O futuro da humanidade depende do estabelecimento 
de novas formas de relação entre os seres humanos e a natureza. Ser cidadão é reconhecer a 
diversidade cultural; valorizar as diversas culturas presentes no Brasil, reconhecendo sua con-
tribuição no processo da constituição da identidade brasileira; reconhecer as qualidades da 
própria cultura, valorizando-a criticamente e enriquecendo a vivência da cidadania; desenvol-
ver atitude de solidariedade em relação às pessoas, vítimas de discriminação; exigir respeito 
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PRIMEIROS SOCORROS
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para si e para o outro, denunciando qualquer atitude de discriminação ou qualquer violação 
dos direitos do cidadão; valorizar o convívio pacífico e criativo dos diferentes componentes da 
diversidade cultural; compreender a diversidade social como um problema de todos e como 
realidade a ser transformada; analisar atitudes e situações que podem resultar em discrimina-
ção e injustiça social.
A cortesia, o respeito, a solidariedade são fundamentais na relação com os outros usuá-
rios da via.
Um ferimento é uma lesão da pele ou dos músculos. Os ferimentos podem apresentar dor e 
sangramento. Nas feridas abertas, do tipo escoriações, produzidas pelo atrito de uma superfí-
cie áspera e dura contra a pele (exemplo: queda de motocicleta quando atinge somente a pele 
com cinza, graxa e terra), o primeiro passo a ser dado pelo socorrista cidadão até a chegada 
do serviço especializado e´:
a) lavar o ferimento com água quente, colocar compressa de gelo sobre o ferimento.
b) esticar o membro afetado e aplicar compressa de gelo.
c) lavar o ferimento com água quente, escovar bem o local afetado para remover partículas de 
sujeira e colocar compressa de gelo sobre o ferimento.
d) lavar o ferimento com água corrente ou soro fisiológico, para remover partículas, depois 
cobrir com gaze estéril.
e) lavar o ferimento com água corrente e sabão, para remover partículas, depois fazer tornique-
te para evitar hemorragia.
Para quem nunca prestou primeiros socorros pode parecer difícil responder. Mas devemos lem-
brar sempre da máxima dos primeiros socorros: EVITAR A MORTE E ALIVIAR O SOFRIMENTO.
a, b, c) Erradas. Ora, se é assim, jamais aplicaremos água quente ou gelada sobre uma ferida. 
Seria um martírio para a vítima.
d) Certa. Traz exatamente as recomendações.
e) Errada. A parte do torniquete (veremos mais à frente) não se aplica a ferimentos superficiais.
Letra d.
Os ferimentos profundos mais comuns são:
• Corto-contuso (Fig. 5): é gerado por pancadas também, mas, diferentemente do super-
ficial, a pele se rompe e expõe os tecidos mais profundos, por isso é cortante e contuso 
ao mesmo tempo. Podemos incluir aqui os ferimentos cortantes também;
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• Empalamento profundo (Fig. 6): vários tipos e tamanhos de objetos podem ficar presos 
ao corpo, desde barras de ferro até facas e facões. Também é muito variável a localiza-
ção desse tipo de ferimento.
Figura 5 – Ferimentos corto-contusos profundos
Fonte: Google Imagens
Figura 6 – Empalamentos profundos
Fonte: Google Imagens
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AÇÕES DO SOCORRISTA
• UsarEPI (luvas, avental, máscara, óculos de proteção);
• Cobrir o ferimento com gaze ou compressa do kit sem apertar;
• Não lavar para não aumentar o risco de hemorragia;
• Não remover objetos empalados (encravados ou presos) na
vítima;
• Se a vítima apresentar inconsciência ou suspeita de lesão na
coluna, não movimentar;
• Acionar o serviço de urgência/emergência.
Perceba a diferença entre os procedimentos para os dois níveis de ferimento. Como o su-
perficial não traz um risco de morte diretamente associado, não se falou em acionar o serviço 
de emergência. Os ferimentos profundos produzem sangramento e têm outras lesões associa-
das, por isso, o serviço de emergência é essencial.
Outra diferença foi em relação à limpeza com água e sabão. Por que não lavar os ferimen-
tos profundos? Porque eles produzem um sangramento mais significativo e a lavagem com 
água ou água e sabão remove o coágulo que se forma naturalmente sobre o ferimento, fazen-
do com que ele volte a sangrar ou aumente o sangramento.
Obs.: � Objetos empalados nunca devem ser removidos pelo socorrista, pois ele não tem habi-
lidade nem condições de tratar de forma definitiva a vítima. Os objetos devem ser esta-
bilizados, a fim de evitar sua movimentação. Essa estabilização pode ser feita com 
ataduras ou tiras de pano e gaze ou compressa ou pano limpo.
Olha essa questão de prova!
002. (2010/MS CONCURSOS/DOCAS-RJ/GUARDA PORTUÁRIO) Os acidentes mais comuns 
de trabalho são os ferimentos, que podem ser leves ou superficiais, (com hemorragia modera-
da), ou profundos (com hemorragia mais substancial). Em ferimentos profundos onde existam 
“objetos encravados”, assinale a alternativa CORRETA.
a) Retire o objeto se o mesmo estiver bem visível, ou seja, pode-se perceber a olho nu que não 
perfurou nenhum órgão importante. O transporte será melhor efetuado, pois à vítima estará 
mais tranquila.
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b) Depois de retirar os objetos encravados, proteja a área com pano limpo, após efetuar os 
curativos e estancamentos necessários.
c) Sempre retire objetos encravados, (madeira, ferro, arame, vidros, galho etc.). A retirada não 
provocará mais lesões nos órgãos, pois deixará o ferimento amostra, podendo-se fazer uma 
melhor avaliação.
d) Não retire objetos encravados, (madeira, ferro, arame, vidros, galho etc.). A retirada pode 
provocar lesões nos órgãos e graves hemorragias, pois libera o ponto de pressão que está 
fazendo. Proteja a área com pano limpo, sem retirar o objeto, fixando-o para evitar movimen-
tação durante o transporte.
É uma questão muito comum nas provas. Vemos que 3 alternativas levam o candidato a acre-
ditar que deve-se retirar o objeto encravado (empalado) e apenas 1 diz ao contrário.
Como vimos na discussão teórica, socorristas não devem remover objetos empalados, pois há 
risco de aumentar lesões e causar hemorragia grave.
Letra d.
3. sangramenTo exTerno – Hemorragia
Hemorragia é a perda de sangue em média ou grande quantidade. Quando se fala em he-
morragia, diz-se respeito ao sangramento originado por trauma ou doença grave. Os ferimen-
tos profundos falados acima podem causar hemorragia.
A hemorragia ocorre quando a lesão atinge um grande vaso (veia ou artéria) e leva 35% das 
vítimas à morte, pois são inadequadamente tratadas. Daí a importância da atuação do socor-
rista para tentar reduzir esse número.
Na Fig. 7, observamos a diferença do sangramento nos 3 tipos de vasos sanguíneos. Quan-
do o vaso é um capilar, ou seja, um vaso extremamente fino, a quantidade de sangramento é 
muito pequena sem um risco de hemorragia.
Quando o vaso é uma veia, o sangramento será maior conforme o calibre dessa veia. Se 
for uma artéria, a probabilidade de o sangramento ser grande aumenta, pela própria caracte-
rística desse tipo de vaso. O sangramento da artéria ocorre em jatos, pois ela tem pulso que 
empurra o sangue. O sangramento pela veia escorre e não pulsa, como ocorre no sangramento 
da artéria.
A cor do sangue também muda. O sangue que sai de capilares e veias geralmente é mais 
escuro por ter menos oxigênio. O sangue arterial possui uma coloração vermelha mais viva e 
brilhante.
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Figura 7 – Tipos De Sangramento
Fonte: Google Imagens
Nem toda hemorragia é visível. Quando for, chamamos de EXTERNA, quando não, chama-
mos de INTERNA. Ambas ameaçam a vida. O socorrista deve estar atento a todas as situações 
e consegue intervir de modo mais efetivo na hemorragia externa.
Para ajudar a vítima de hemorragia externa, o socorrista deve, inicialmente:
AÇÕES DO SOCORRISTA
• Manter-se calmo e acalmar a vítima;
• Usar EPI, em especial LUVAS (Fig. 8);
• Se o sangramento for pequeno, aplicar gaze ou compressa do
kit de primeiros socorros (ou pano limpo) e apertar a região, por
pelo menos, 10 minutos - HEMOSTASIA (ver abaixo) (Fig. 9);
• A hemostasia deve ser feita apertando a região, com cuidado
para não causar dor;
• O socorrista deve evitar ficar desfazendo a compressão antes
de ocorrer a coagulação.
Figura 8 – Socorrista usando luvas de procedimento e óculos de proteção para agir diante do 
sangramento
Fonte: AHA, 2020
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Hemostasia (Fig. 9) é o procedimento de controle da hemorragia feito por meio da com-
pressão direta do ferimento que sangra. Como já dito em outros momentos, o socorrista deve 
estar protegido para manipular a ferida.
Figura 9 – Forma de realização da hemostasia
Fonte: AHA, 2020
Obs.: � Abro um parêntese para que você não se confunda. Hemostasia e homeostasia podem 
ser palavras parecidas, mas têm significados totalmente diferentes. Hemostasia é o 
controle do sangramento explicado acima e homeostasia significa o equilíbrio dos sis-
temas do corpo.
Coagulação é o mecanismo natural do organismo para interromper o sangramento. Em 
sangramentos pequenos, mesmo sem hemostasia, o sangramento para somente por conta da 
coagulação. Nos maiores sangramentos, o socorrista contribui com a interrupção do sangra-
mento ao fazer a hemostasia, que estará associada à formação do coágulo.
Pessoas com distúrbios da coagulação, como ocorre na Dengue e em alguns tipos de cân-
cer ou ao usar medicamentos anticoagulantes, estão mais expostas ao risco de hemorragia e 
o socorrista terá bastante dificuldade para controlar o sangramento nesses casos. Contudo, 
deve tentar!
SEMPRE CAI NA PROVA!
O leigo costuma colocar a gaze para fazer hemostasia, mas 
fica retirando-a a todo o tempo na dúvida se já parou de san-
grar. Esse movimento de retirada da gaze antes dos 10 minu-
tos preconizados remove junto o coágulo e deve ser evitado!
Importante também: o tempo mínimo de hemostasia varia na 
literatura.
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AÇÕES DO SOCORRISTA
• Quanto maior o sangramento, maior o tempo necessário de
hemostasia;
• Em hemorragias mais graves, muitas vezes, não é possível parar
o sangramento de forma fácil. O socorrista precisa ter paciência;
• Quando a gaze (compressa ou pano) utilizado na hemostasia já
está saturado de sangue (encharcado) e o sangramento
continua, o socorrista não deve remover esse material, mas
sobrepor materiais limpos aos que já estão sobre o ferimento.
Isso evita a remoção do coágulo que está se formando.
Hora das questões de prova!
003. (2009/AERONÁUTICA/EEAR/SARGENTO DA AERONÁUTICA/ENFERMAGEM (TUR-
MA 2)) Com relação à hemorragia (perda de sangue decorrente do rompimento do vaso san-
guíneo), é correto afirmar que
a) toda hemorragia deve ser controlada imediatamente.
b) sempre deve ser utilizado o torniquete para conter a hemorragia.
c) somente hemorragia na região do pescoço deve ser controlada imediatamente.
d) para estancar a hemorragia, o ferimento não deve ser comprimido com o uso de luvas.
Mais fácil que essa só 2 dessas!
Brincadeiras à parte. Hemorragia é uma situação grave! O socorrista precisa controlar o quan-
to antes!!!
O torniquete será utilizado em situações de amputação ou esmagamento.
O uso de luvas pelo socorrista deverá sempre acontecer como forma de proteção.
Letra a.
004. (2020/GUALIMP/PREFEITURA DE CONCEIÇÃO DE MACABU – RJ/GUARDA MUNICI-
PAL) Para parar a hemorragia:
a) Aplique pressão flácida e intermitente, usando gaze. Se o sangue ensopar a gaze, adicione 
mais gaze, mantendo a primeira camada no local. Faça isso por três vezes.
b) Aplique pressão mediana e intermitente, usando gaze. Se o sangue ensopar a gaze, pare de 
pressionar e retire a primeira camada no local.
c) Aplique pressão intensa, usando gaze. Até o sangue ensopar a gaze.
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d) Aplique pressão firme, mas suave, usando gaze. Se o sangue ensopar a gaze, adicione mais 
gaze, mantendo a primeira camada no local. Continue aplicando pressão.
A questão fala tudo o que foi discutido acima.
Diante da hemorragia, o socorrista deve usar luva e aplicar gaze, compressa ou pano sobre o 
ferimento, de modo firme, até o sangramento cessar. Se esse material saturar (encharcar), não 
retirar, mas colocar outro por cima.
A letra A está errada porque fala em pressão flácida e intermitente. Intermitente seria retirando 
a gaze a todo o momento. Já falamos que isso não deve ser feito, pois remove-se o coágulo.
A letra B fala em retirar a gaze saturada. Não é recomendado.
A letra C falou que era para esperar a gaze ensopar, ou seja, encharcar e não completou a ação.
Enfim, a letra D é a mais completa e correta!
Letra d.
4. cuidados com a ParTe do corPo amPuTada e/ou esmagada
Passaremos a discutir duas situações muito especiais por sua gravidade e consequências 
drásticas na vida da vítima. A amputação é a perda de parte dos membros (dedos, mãos, ante-
braço, braço, pés, perna e coxa) ou outras estruturas externas, como orelhas, nariz, pênis etc. 
(Fig. 10 e 11). Pode ser acidental, como na manipulação de máquinas no trabalho ou acidentes 
automobilísticos, ou proposital, quando alguém de fato deseja ferir outro. Também pode ser 
cirúrgica, mas nesses casos não há atuação de socorristas.
Figura 10 – Trauma de mão com amputação de dedos
Fonte: Google Imagens
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Emergências Traumáticas
PRIMEIROS SOCORROS
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Figura 11 – Parte do antebraço e mão esquerdos amputados de forma traumática
Fonte: Google Imagens
O esmagamento também pode ser consequência de causas acidentais ou intencionais e 
representa a destruição dos tecidos de uma parte do corpo (Fig. 12).
Figura 12 – Trauma com esmagamento da mão
Fonte: Google Imagens
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Quando o ocorre uma amputação ou um esmagamento, as consequências podem ser va-
riadas. Pode haver hemorragia grave (imagine a amputação de uma perna!!!) e a vítima morrer. 
Pode também não ser possível reimplantar aquela parte amputada ou reconstruir a parte es-
magada e a vítima ter que conviver com alguma restrição de movimento ou até da vida sexual 
(amputação do pênis!).
O socorrista que se depara com esse tipo de ferimento deve saber agir de forma assertiva.
ANOTE AÍ!
Diante de uma amputação ou de um esmagamento, a PRIMEI-
RA AÇÃO do socorrista será a HEMOSTASIA, sempre!!!
Significa que ele conseguirá conter o sangramento? Não! Mas 
deve tentar do mesmo jeito!
Quando não é possível conseguir a hemostasia por compressão, a AHA nos dá duas op-
ções no seu protocolo 2020: torniquete e curativo hemostático, nessa ordem!!!
O torniquete pode ser feito com o equipamento chamado MILITAR ou PROFISSIONAL (Fig. 
13) ou de forma improvisada. Por ordem de prioridade, o socorrista deve tentar: HEMOSTASIA 
→ TORNIQUETE MILITAR → CURATIVO HEMOSTÁTICO → TORNIQUETE IMPROVISADO.
Figura 13 – Torniquete militar
Fonte: Google Imagens
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Há muitas dúvidas em relação ao uso do torniquete. Cuidado ao ler materiais desatualiza-
dos!!! O torniquete é uma forma de garantir que a vítima de amputação ou esmagamento não 
morra de hemorragia.
• O torniquete militar deve ser aplicado aproximadamente 5 cm acima da lesão, apertado 
(girar o bastão) até o sangramento parar e mantido no local até a chegada do serviço 
de emergência (Fig. 14);
• Deve-se anotar hora de colocação do torniquete para informar à equipe profissional;
• Somente o serviço de emergência retirará o torniquete! O SOCORRISTA NÃO DEVE 
AFROUXAR O TORNIQUETE.
Figura 14 – Aplicação do torniquete militar
Fonte: Google Imagens
O curativo hemostático (Fig. 15) é produzido com material absorvente semelhante a uma 
gaze e impregnado com substâncias que ajudam a parar o sangramento, chamadas de hemos-
táticas. Ao ser colocado e pressionado sobre a lesão, promove reações químicas que fazem o 
sangramento cessar ou reduzir.
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Figura 15 – Curativo hemostático
Fonte: Google Imagens
Como já dito acima, quando a hemostasia não resolve e o torniquete militar ou curativo 
hemostático também não resolvem ou estão indisponíveis, o torniquete improvisado (Fig. 16) 
é a última opção do socorrista.
• O torniquete improvisado deve ser feito com uma tira de tecido resistente ou atadura, 
com largura de 2,5 cm, e algum material rígido o suficiente para torcer esse tecido até 
parar o sangramento;
• Chaves de fenda (Fig. 17), colheres de pau, toras de madeira são exemplos de materiais 
rígidos que podem ser utilizados para apertar;
• No lugar do tecido e do bastão, pode-se colocar um tensiômetro e usá-lo como torni-
quete (Fig 16);
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• Aplicar aproximadamente 5 cm acima da lesão, apertando até o sangramento parar e 
mantido no local até a chegada do serviço de emergência, do mesmo modo que se faz 
com o torniquete profissional;
• Deve-se anotar hora de colocação do torniquete;
• O SOCORRISTA NÃO DEVE AFROUXAR O TORNIQUETE.
Figura 16 – Torniquetes improvisados com pano e tora de madeira e aparelho de verificar 
pressão (tensiômetro ou esfigmomanômetro)
Fonte: Google Imagens
Figura 17 – Torniquete improvisado com chave de fenda
Fonte: AHA, 2020
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Finalizados os cuidados diretos com a vítima, no caso de amputações, é hora de cuidar da 
parte amputada, ou seja, da parte do corpo que foi arrancada, qualquer que seja ela.
Muitas pessoas se confundem sobre esses cuidados e podem acabar danificando mais 
ainda a parte amputada, tornando impossível reimplantá-la.
A AHA, 2020, orienta o seguinte (Fig. 18):
LAVAR A PARTE AMPUTADA COM ÁGUA CORRENTE LIMPA, EM TEMPERATURA AMBIENTE;
• ENVOLVER A PARTE AMPUTADA COM GAZE OU COMPRESSA OU PANO LIMPO
COLOCÁ-LA EM UM SACO PLÁSTICO IMPERMEÁVEL LIMPO;
• IDENTIFICAR O SACO COM NOME DO PACIENTE, DATA E HORA, SE POSSÍVEL;
COLOCAR O SACO EM UM OUTRO SACO OU EM UM RECIPIENTE COM GELO;
• LEVAR A VÍTIMA E A PARTE AMPUTADA À EMERGÊNCIA;
JAMAIS COLOCAR A PARTE AMPUTADA DIRETAMENTE SOBRE O GELO.
Figura 18 – Cuidados com um dedo amputado
Fonte: AHA, 2020
Umas questões de prova para treinar!
005. (2009/AERONÁUTICA/EEAR/SARGENTO DA AERONÁUTICA/ENFERMAGEM (TUR-
MA 1)) Sobre torniquete é correto afirmar
a) Deve-se marcar com um lápis, num lugar visível do corpo, as letras TQ e a hora em que 
foi colocado.
b) Deve ser o primeiro método utilizado em casos de hemorragia.
c) Deve ser utilizado quando a vítima tiver o braço ou a perna fraturados.
d) Ao ser confeccionado, deve-se utilizar preferencialmente arame ou barbante.
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Essa questão é um pouco antiga, mas, supondo que caísse hoje na sua prova, daria para res-
ponder tranquilamente.
Lembre sempre TORNIQUETE = AMPUTAÇÃO OU ESMAGAMENTO.
Qualquer outra situação não está incluída nas indicações.
Usa-se o torniquete militar, de preferência, ou o improvisado. Mas a primeira opção é a 
hemostasia.
a) Certa. Embora na atualidade não se fale mais em marcar a pele com um lápis. Basta anotar 
a hora e informar à equipe.
b) Errada. O torniquete é a 2ª opção.
c) Errada. Indica-se a fratura como situação na qual se usa o torniquete. Errado também.
d) Errada. Traz um absurdo: arame vai cortar a vítima e barbante não será firme o suficiente 
para fazer um torniquete.
Letra a.
006. (2018/QUADRIX/CREF/13ª REGIÃO (BA-SE)/MOTORISTA) Acerca dos procedimentos 
adotados em primeiros socorros, julgue o item a seguir.
Atualmente, a aplicação de torniquete é feita somente por profissionais treinados e, mesmo 
assim, em caráter de exceção.
Torniquete é uma ação dos primeiros socorros. O socorrista ciente do seu papel deve utilizar 
em amputações ou esmagamentos.
Errado.
007. (2018/CESPE/CEBRASPE/EBSERH/ENFERMEIRO/PERFUSIONISTA) Julgue o próxi-
mo item, com relação aos primeiros socorros.
Em casos de picadas de cobras venenosas, deve-se fazer torniquete, incisões ou aplicar gelo 
no local, considerando-se seus efeitos positivos, que são geralmente melhores que os danos.
Trouxe essa questão, porque é muito comum as provas de concurso colocarem as picadas de 
serpentes como indicação do torniquete, já que, no passado, se usou muito.
Nessa aula, não falamos desse assunto, mas já dissemos que apenas amputações e esmaga-
mentos são indicações do uso do torniquete.
Errado.
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5. Hemorragia Bucal, lesão, FraTura e avulsão denTária
Área bastante sensível e também rica em vasos sanguíneos (como a testa e o couro cabe-
ludo), a boca é bastante afetada por acidentes dos mais diversos tipos, acidentes esses que 
podem levar à hemorragia.
Língua, gengivas, dentes, parte interna dos lábios e bochechas, todas essas estruturas san-
gram com facilidade. Acidentes, agressões físicas, ação de alimentos, presença de tumores e 
infecções são as principais causas.
Esse tipo de hemorragia pode ser de difícil controle pela vascularização abundante da 
região ou pela localização de difícil acesso. O princípio dos primeiros socorros é o mesmo: 
hemostasia.
O socorrista deve usar EPI, utilizar gaze ou chumaço de algodão sobre o sangramento e 
apertar. A vítima pode morder esse material para ajudar na compressão. O serviço de emergên-
cia é importante para os casos de lesão profunda e hemorragia incessante.
Quando o trauma ocorre diretamente no dente, pode haver apenas lesão ou fratura (o dente 
quebra ou esfarela) ou avulsão (o dente solta da gengiva, cai). A depender da situação, o so-
corrista terá ações diversas. O dente possui duas partes principais: coroa, que á parte visível, e 
raiz, que é a parte que fica dentro da gengiva (Fig. 19).
Figura 19 – Estrutura do dente humano
Fonte: Google Imagens
Nos casos em que o dente ficou solto na gengiva, mas não caiu, o socorrista orienta a 
colocação da gaze ou algodão sobre o dente e pede que a vítima morda com força moderada 
(hemostasia), encaminhando ao serviço de emergência odontológica.
Nos casos em que o dente fratura ou cai, os cuidados com a gengiva são os mesmos aci-
ma, enquanto o dente que caiu é considerado como “parte amputada” e precisará de cuidados 
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especiais para poder ser reimplantado. Em geral, o dente de leite (termo técnico DECÍDUO) não 
precisa ser recuperado, pois o dente permanente ainda nascerá.
AÇÕES DO SOCORRISTA
• Se o dente saiu do alvéolo (inteiro ou uma parte):
• 1 – aplique hemostasia com gaze no alvéolo;
• 2 – recupere o dente, segurando pela coroa e não pela raiz;
• 3 – pegue um recipiente limpo (copo plástico ou vasilha) e
conserve o dente em: solução salina balanceada de HANK (Fig.
20), soro de reidratação oral (o que dá para quando a pessoa
tem diarreia) ou filme plástico (aquele mesmo que embala
alimentos). Se indisponíveis, leite de vaca ou a própria saliva
do paciente servem. Água de torneira não é indicada;
• 4 – leve a vítima e o dente à emergência odontológica.
Figura 20 – Solução de Hank ou HBSS
Fonte: Google Imagens
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A solução de Hank possui cálcio, cloreto de potássio e fosfato, cloreto de magnésio e sul-
fato, cloreto de sódio, bicarbonato de sódio, fofato de sódio dibásico e glicose.
008. (2018/FCC/TRT 15ª REGIÃO (SP)/TÉCNICO JUDICIÁRIO/ENFERMAGEM/ADAPTA-
DA) Na prestação de primeiros socorros a uma pessoa com avulsão dentária, com impossibi-
lidade de reimplantar o dente no momento do atendimento, o técnico de enfermagem, a fim de 
melhorar a sobrevida do dente durante 30 a 120 minutos, até a chegada do dentista, armazena 
temporariamente o dente avulsionado em uma solução com eficácia comprovada para prolon-
gar a viabilidade das células dentárias em relação à saliva. Considere as soluções abaixo:
I – água de coco.
II – clara de ovo.
III – solução de glicose a 50%.
Entre as soluções descritas pela American Heart Association 2020 consta(m) o que é 
apresentado em
a) III, apenas.
b) I, apenas.
c) II, apenas.
d) I e II, apenas.
e) I, II e III.
Com o protocolo 2020 da AHA, as soluções recomendadas para transporte do dente avulsiona-
do é, na ordem: HBSS, soro de reidratação oral, filme plástico, leite de vaca e saliva.
A água de coco pode ser utilizada por similaridade. Com o soro de reidratação oral.
Estão errados os item II e III.
Letra b.
009. (2018/FEPESE/PREFEITURA DE CHAPECÓ – SC/FEPESE/ PROFESSOR/EDUCAÇÃO FÍSI-
CA) “São diversos os tipos de lesões dentárias que ocorrem nos esportes: luxação, desloca-
mento e fratura” (FLEGEL, 2015).
Analise as afirmativas abaixo sobre os primeiros socorros no caso de um deslocamento den-
tário para fora de sua cavidade (alvéolo).
1. Segure o dente pela raiz e não pela coroa.
2. Se o dente estiver sujo, lave-o com uma solução salina.
3. Coloque o dente em um frasco apropriado para aumentar as chances de reimplantação.
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4. Coloque o aluno/atleta deitado de barriga para baixo para permitir que o sangue seja liberado.
5. Peça que o aluno morda uma gaze esterilizada para secar e retardar o sangramento.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
a) São corretas apenas as afirmativas 2, 3 e 5.
b) São corretas apenas as afirmativas 3, 4 e 5.
c) São corretas apenas as afirmativas 1, 2, 3 e 4.
d) São corretas apenas as afirmativas 1, 2, 3 e 5.
e) São corretas as afirmativas 1, 2, 3, 4 e 5.
1) Errado. O socorrista deve segurar o dente pela coroa, pois a raiz será implantada na gengiva.
2) Certo. Para lavar, podemos utilizar soro, leite, água de coco…
3) Certo. Frasco apropriado seria um frasco limpo.
4) Errado. Barriga para baixo jamais. Se o aluno está consciente, ficará sentado. Se sonolento, 
em posição de segurança.
5) Certo. A hemostasia será feita mordendo a gaze.
Letra a.
6. Hemorragia nasal – ePisTaxe
A hemorragia nasal pode ter causas sistêmicas ou locais. O termo técnico para hemorragia 
nasal é EPISTAXE! Além das abaixo citadas, a cirurgia de nariz também pode levar à epistaxe.
Boa parte das pessoas se confundem ao ajudar alguém com epistaxe. É comum orientar a 
pessoa a colocar a cabeça para trás, devido à ideia de que isso interromperá o sangramento. 
Contudo essa orientação está errada (Fig. 21).
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Figura 21 – Forma incorreta de posicionamento da cabeça na epistaxe
Fonte: Google Imagens
Ao colocar a cabeça para trás, o sangue do nariz desce para a garganta da vítima O sangue 
tem um gosto metálico desagradável e sua presença na garganta pode provocar o vômito. Aí 
teremos dois problemas: epistaxe e vômitos, com risco de sufocamento.
Por isso, as orientações corretas são (Fig. 22):
• Colocar a vítima sentada, com a cabeça voltada para frente, e apertar (hemostasia) a(s) 
narina (s) durante 5 minutos (Fig. 23);
• Caso a hemorragia não ceda, comprimir externamente o lado da narina que está san-
grando e colocar um pano ou toalha fria/gelada sobre o nariz. Se possível, usar um 
saco com gelo;
• Encaminhar para atendimento hospitalar.
Figura 22 – Procedimentos adequados diante de uma epistaxe
Fonte: Google Imagens
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Figura 23 – Região do nariz que deve ser comprimida na epistaxe
Fonte: Google Imagens
Uma questãozinha de prova para aquecer as turbinas!
010. (2018/FEPESE/PREFEITURA DE RIO DAS ANTAS – SC/PROFESSOR II/EDUCAÇÃO FÍSI-
CA) “Quem presta socorros deve saber o que fazer e o que não fazer” (DARIDO & SOUZA JÚ-
NIOR, 2014).
Em caso de Epistaxe, deve-se:
a) Lavar com água e sabão.
b) Deixar a vítima de pé e forçar sua cabeça para trás.
c) Deve-se pedir que a vítima faça bochechos com água gelada.
d) Sentar a vítima e não inclinar a cabeça desta para trás.
e) Posicionar o membro machucado em lugar mais alto do que o coração.
Olha que questão boa!
Primeiro, o candidato deve saber o significado da palavra epistaxe. Com isso, já fica fácil 
a resposta.
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Epistaxe é o sangramento nasal.
Falamosacima que o maior erro é colocar a cabeça da vítima para trás, quando o recomenda-
do é colocar para frente.
a) Errada. Não tem como lavar o nariz com água e sabão.
b) Errada. Fala-se em colocar a cabeça para trás. Errado também.
c, e) Erradas. Falam em procedimentos nada a ver com epistaxe: bochecho e membro 
machucado.
Letra d.
7. cHoque Hemodinâmico
O choque hemodinâmico é uma situação muito grave, que ocorre por descompensação 
grave de todo o sistema cardiovascular, como nas hemorragias e infecções graves, em qual-
quer idade.
As principais causas de choque são: hemorragia, problemas cardíacos, traumas graves 
e anafilaxia (alergia grave). Nessas situações, a circulação sanguínea sofre alteração impor-
tante, impedindo a chegada de sangue e oxigênio aos órgãos do corpo. Por isso que há tanto 
sofrimento!
A vítima em choque hemodinâmico pode apresentar:
MANIFESTAÇÕES
• Sensação de fraqueza ou desmaio
• Sonolência intensa
• Pele pálida ou cianótica (azulada)
• Pele fria e sudoreica
• Agitação
• Sede excessiva
Nessas situações, a vítima não deve ser movimentada. Se ela está inconsciente, mas res-
pira, a posição recomendada é chamada SUPINA ou barriga para cima ou decúbito dorsal 
(Fig. 24).
Vítima inconsciente ou sonolenta, mas sem sinais de trauma, deve ser mantida com os 
membros inferiores elevados em 30º a 60º (Fig. 25), a menos que haja queixa de dor. As 
pernas elevadas ajudam a circulação sanguínea na região do cérebro. O nome da posição é 
TRENDELEMBURG.
Cobrir a vítima com um lençol ou manta ajuda a reduzir a sensação de frio e a hipotermia 
(Fig. 24).
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Figura 24 – Posição supina para vítimas com choque hemodinâmico que estão inconscien-
tes, mas respiram
Fonte: Google Imagens
Figura 25 – Posição de Trendelemburg para vítimas com choque hemodinâmico, que estão 
inconscientes ou sonolentas, mas respiram e não têm suspeita de trauma
Fonte: Google Imagens
AÇÕES DO SOCORRISTA
• Ao se deparar com uma vítima com sangramento ou suspeita de ataque
cardíaco ou reação alérgica, associados aos sintomas típicos, iniciar os
primeiros socorros;
• Acionar o serviço de emergência;
• Manter a vítima deitada;
• Cobri-la com um lençol ou manta para reduzir a hipotermia;
• Se a pessoa entrar em PCR, iniciar a RCP.
Vamos ver questões de prova:
011. (2018/CESPE/CEBRASPE/EBSERH/TÉCNICO EM SEGURANÇA DO TRABALHO) A res-
peito de primeiros socorros, julgue o item a seguir.
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Uma vítima de estado de choque provocado por choque elétrico poderá apresentar pele fria e 
úmida, suor abundante e palidez intensa.
Acho superimportante fazer uma observação aqui. Nessa questão, a banca trouxe 2 situações 
de choque totalmente diferentes: choque hemodinâmico e choque elétrico!
Preste bem atenção: os sintomas apresentados na questão são realmente do choque he-
modinâmico.
O choque elétrico quando afeta o paciente de forma mais grave, pode levar ao choque hemodi-
nâmico, assim como todas as outras causas já elencadas anteriormente.
Certo.
012. (2014/CESPE/CEBRASPE/CBM-CE/CESPE/2014/CBM-CE/ASPIRANTE DO CORPO 
DE BOMBEIROS) Julgue os itens a seguir, relativos ao choque circulatório.
É correto prevenir o choque hipovolêmico de uma vítima de trauma posicionando-a com os 
membros inferiores mais elevados em relação ao corpo, a cabeça e os ombros ligeiramente 
levantados e oferecendo-lhe líquidos por via oral.
A posição de Trendelemburg (membros inferiores mais altos que a cabeça) não previne o cho-
que mas faz parte dos primeiros socorros, porque facilita a circulação sanguínea para o cérebro.
Além disso, não se deve oferecer nada por via oral para pessoas em choque hemodinâmico.
Errado.
8. lesão ocular
Vítimas de agressão, acidentes automobilísticos, acidentes com produtos químicos e ou-
tros tipos de trauma podem sofrer lesão nos olhos ou na região perimétrica dos olhos. Deve-se 
suspeitar de trauma ocular sempre que houver trauma na face.
A proximidade dos olhos com o cérebro e a importância da visão no dia a dia aumentam os 
riscos de danos graves desses tipos de trauma. Os olhos possuem diversas camadas, desde a 
córnea na parte anterior (transparente) até a retina, onde se formam as imagens.
A vítima de trauma ocular pode apresentar:
• Dor;
• Sangramento;
• Dificuldade para enxergar;
• Vermelhidão (hiperemia conjuntival);
• Edema nas pálpebras;
• Avulsão do olho (saída do olho da cavidade orbitária).
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As ações do socorrista perante a lesão ocular são:
AÇÕES DO SOCORRISTA
•USAR EPI, pois há sangramento;
•Se a causa da lesão for objetos pequenos ou partículas, como areia, lavar abundantemente
em água corrente (Fig. 26) ou com soro fisiológico;
•Se for produto químico, leia o rótulo do produto. Se indicado no rótulo, lave os olhos;
•se o produto químico não tem identificação, leve-o o produto ao serviço de emergência junto
da vítima;
•Nos casos de produto químico sem rótulo ou cujo fabricante não recomenda lavar, use um
pano SECO para limpar o olhos;
•Se algum objeto penetrar o olho (ou houver suspeita de ter havido penetração), NÃO TENTE
REMOVER (lembre do princípio do EMPALAMENTO). Cubra os olhos com algum escudo
rígido (por exemplo, o fundo de uma garrafa pet ou lente de óculos), com cuidado para não
apertar o objeto. Cobrir os 2 olhos, mesmo que um deles não esteja ferido, reduz a
movimentação ocular;
•Acione o serviço de emergência.
Muitos laboratórios possuem chuveiros em sua área externa para descontaminação. Esses 
equipamentos podem ser utilizados para lavagem ocular. Contudo, como dito acima, alguns 
produtos químicos não devem entrar em contato com a água, pois isso os ativará causando 
graves queimaduras. Daí a importância de ler o rótulo e também possuir protocolos específi-
cos para cada produto.
Figura 34 – Vítima de crise convulsiva tônico-clônica
Fonte: AHA, 2020
Se o olho for avulsionado, o socorrista deve prestar os mesmos cuidados com a parte 
amputada, conforme dito anteriormente.
Hora da questão!
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013. (2010/FCC/AL-SP/AGENTE TÉCNICO LEGISLATIVO ESPECIALIZADO/ENFERMA-
GEM) Um funcionário sofre uma contusão no olho direito ocasionada por uma lapiseira. Na 
chegada do enfermeiro para a prestação de primeiros atendimentos, o funcionário é encontra-
do consciente, com olho direito lacrimejante, hiperemiado e sem lacerações aparentes, referin-
do muita dor. Nestasituação, as ações prioritárias são
a) irrigar abundantemente o olho direito do funcionário com soro fisiológico gelado e aplicar 
anestésico local a fim de aliviar a dor.
b) palpar o local afetado do funcionário e investigar a presença de material encravado, a fim de 
removê-lo o mais rápido possível.
c) realizar curativo compressivo no olho afetado do funcionário, a fim de reduzir a movimenta-
ção ocular e a intensidade da dor, e encaminhá-lo ao serviço de saúde.
d) aplicar compressas com soro fisiológico no olho direito do funcionário e orientá-lo a conti-
nuar com este procedimento até o desaparecimento da hiperemia.
e) realizar, no funcionário, a oclusão ocular bilateral sem compressão e providenciar transporte 
rápido ao serviço de saúde.
Questões FCC sempre são respondidas por eliminação. É um padrão da banca.
a) Errada. Não se aplica medicamento no olho lesionado, até atendimento do especialista.
b) Errada. Fala em remoção do objeto encravado e já dissemos que isso não é recomendado 
nos primeiros socorros.
c) Errada. Fala em curativo compressivo, que também não é recomendado.
d) Errada. A vítima não foi encaminhada à avaliação com especialista.
e) Certa. Está corretíssima e faz parte das condutas em primeiros socorros.
Letra e.
9. queimaduras
Queimadura é qualquer tipo de lesão causada por:
• Agentes químicos: soda cáustica, cal, produtos de limpeza etc.;
• Agentes térmicos: calor (água, outros líquidos, fogo etc.) ou frio (água, gelo, neve etc.);
• Atrito: atrito no asfalto após queda de moto ou bicicleta, por exemplo;
• Eletricidade: o choque elétrico pode causar queimaduras leves a graves.
As queimaduras podem ser externas (pele e olhos) ou interna (vias nasais, esôfago, intes-
tino). Quando externa, é possível classificarmos de maneira fácil as queimaduras por graus. 
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Mesmo o leigo consegue identificar a profundidade da queimadura. Importante ressaltar que 
uma pessoa pode ter mais de uma queimadura ao mesmo tempo e cada queimadura estar em 
um grau diferente.
Utilizamos 3 graus: 1º grau, 2º grau e 3º grau. Quanto maior o grau da queimadura, maiores 
os riscos para a vítima. Vejamos abaixo a classificação (Fig. 35):
• Queimadura de 1º Grau: também chamada de superficial, é o tipo de queimadura que 
apresenta apenas uma vermelhidão (hiperemia) no local e dor. A pele não abriu, mas 
pode ficar um pouco enrugada (Fig. 36);
• Queimadura de 2º Grau: também chamada de espessura parcial, é o tipo de queimadura 
que apresenta BOLHAS (flictenas), hiperemia e dor (Fig. 37);
• Queimadura de 3º Grau: também chamada de espessura total, atinge os tecidos mais 
profundos, expondo músculo, tendões e ossos. É possível que a vítima não sinta dor 
nesse grau, pois os nervos podem ter sido destruídos (Fig. 38);
• Queimadura de 4º Grau: algumas literaturas trazem mais um grau, que pode ser chama-
do de espessura total com dano tecidual profundo (Fig. 39). Para a maioria dos autores, 
o 4º Grau está incluído no 3º Grau (Fig. 40).
Figura 35 – Classificação da queimadura por graus
Figura 36 – Queimaduras de 1º grau
Fonte: Google Imagens
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Figura 37 – Queimaduras de 2º grau
Fonte: Google Imagens
Figura 38 – Queimaduras de 3º grau
Fonte: Google Imagens
Figura 39 – Queimadura de 4º grau
Fonte: PHTLS
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Figura 40 – Comparativo entre queimaduras de 3º e 4º graus
Fonte: PHTLS
O diagrama abaixo (Fig. 41) ilustra bem como são diferentes os graus descritos acima. 
A queimadura mais leve tem apenas hiperemia, a intermediária tem bolhas e mais grave tem 
destruição dos tecidos internos.
Figura 41 – Profundidade das lesões causadas pelas queimaduras nos diferentes graus
Fonte: Google Imagens
Além da classificação por graus, é possível fazer a estimativa do percentual de pele quei-
mado. Esse cálculo é sobretudo voltado para atendimentos profissionais. Chamamos de RE-
GRA DOS NOVE (Fig. 42) a metodologia de cálculo do percentual.
Essa regra se baseia na ideia de que as partes do corpo representam percentuais de 9% ou 
seus múltiplos e, ao somar esses percentuais das áreas atingidas, o profissional tem ideia do 
percentual da pele queimada. O termo técnico é SUPERFÍCIE CORPORAL QUEIMADA (SCQ). A 
SCQ é utilizada como base para o tratamento da vítima.
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Figura 42 – Regra dos nove para cálculo da superfície corporal queimada
Fonte: PHTLS
A preocupação com o percentual de SCQ é maior quando se trata de queimaduras de 2º 
Grau ou mais alto.
Consideramos que a vítima é um GRANDE QUEIMADO, quando a SCQ é igual ou maior que 
20% no adulto e 10% na criança e no bebê. Essas vítimas serão tratadas em ambiente de UTI, 
pois têm alto risco de morte.
Também consideramos graves as queimaduras que afetam mãos, pés, rosto e genitália e 
as provocadas por eletricidade. Nesse último caso, os danos aos órgãos internos podem ser 
fatais e um socorrista não tem como fazer qualquer estimativa disso.
Quais são as ações que um socorrista deve ter para ajudar uma vítima de queimadura? 
Vamos ver abaixo:
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AÇÕES DO SOCORRISTA
• Afastar a vítima do agente causador do acidente. Nesse momento, o
socorrista tem que ter certeza de que a cena é segura;
• Resfriar a queimadura com água corrente ou potável fria e limpa, por
pelo menos 10 minutos;
• Se não tiver acesso a água corrente, fazer uma compressa com água
limpa fria;
• NÃO USAR ÁGUA GELADA OU GELO;
• NUNCA ROMPER AS BOLHAS! Isso será feito pelos profissionais;
• Cuidado para não causar hipotermia ao resfriar grandes
queimaduras;
• Cuidado ao realizar resfriamento em crianças e bebês.
Assim como em outras situações, vários mitos cercam os primeiros socorros em queima-
duras e todo mundo tem uma fórmula mágica para ajudar. O socorrista treinado tem que se 
posicionar de maneira firme e não agir de modo a aumentar os danos ao paciente.
Por isso, deve-se evitar completamente a aplicação de produtos sobre a queimadura,em 
especial pomadas para queimadura (exceto em queimaduras muito pequenas), hidratante, 
mentol ou produtos de mentol (Vick, Minancora etc.), talco e outros pós, ovo, gema ou clara, 
gelo, borra de café, óleo, manteiga, margarina, sebo e qualquer produto.
A aplicação inapropriada desses produtos pode agravar a lesão, gerar infecção e morte, 
além de dificultar a avaliação feita pelo profissional de saúde.
Mais um ponto importante diz respeito às roupas da vítima. Em 
queimaduras maiores, em especial nos incêndios, é comum a 
roupa ficar grudada na pele queimada da vítima. Não é papel 
do socorrista retirar essas roupas, pois isso pode agravar a 
lesão e expor o paciente a mais danos. A remoção das roupas 
será feita pela equipe profissional.
Quando falamos em choque elétrico, mais atenção ainda: o choque pode ser transmitido 
da vítima para outras pessoas, incluindo o socorrista. O choque pode causar queimaduras in-
ternas ou externas e levar à morte.
Para prestar os primeiros socorros em queimaduras por eletricidade, o socorrista deve:
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AÇÕES DO SOCORRISTA
• USE EPI;
• Acione o serviço de emergência;
• Desligue a corrente elétrica geral (doméstica) ou acione o
serviço de energia ou bombeiros (fiação na rua);
• Afaste a vítima da fonte do choque;
• Cubra a vítima para diminuir o risco de hipotermia;
• Administre RCP se necessário.
014. (2018/AOCP/UNIR/TÉCNICO DE LABORATÓRIO/ANÁLISES CLÍNICAS) O conheci-
mento do técnico de laboratório sobre primeiros socorros é necessário, uma vez que, como 
profissional da saúde, ele pode se deparar com situações emergenciais durante a realização 
de suas atividades. Sobre os conhecimentos de primeiros socorros, julgue, como VERDADEIRO 
ou FALSO, os itens a seguir.
Queimaduras térmicas são causadas pela condução de calor, por meio de líquidos, sólidos 
ou pelo calor de chamas. Em queimaduras identificadas como sendo de primeiro grau, o pro-
cedimento correto é limitar-se à lavagem com água corrente em temperatura ambiente para 
interromper a atuação do agente causador da lesão, aliviar a dor e evitar o aprofundamento da 
queimadura.
Como a situação apresentada é de uma queimadura de 1º grau, o socorrista deve ajudar a víti-
ma a aplicar agua corrente fria sobre a lesão, proteger e buscar atendimento profissional se a 
lesão for muito extensa.
Certo.
015. (2018/QUADRIX/CREF/13ª REGIÃO (BA-SE)/MOTORISTA) Acerca dos procedimentos 
adotados em primeiros socorros, julgue o item a seguir.
É recomendada, em caso de queimaduras, a retirada imediata da roupa grudada na pele 
da vítima.
Como dissemos antes, a retirada das roupas será feita pela equipe profissional, pois há risco 
de agravar a lesão e causar mais danos à vítima.
Errado.
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016. (2010/FCC/AL-SP/AGENTE TÉCNICO LEGISLATIVO ESPECIALIZADO/ENFERMA-
GEM) Durante o trabalho, um funcionário sofreu uma extensa queimadura por escaldo na mão, 
com presença de bolhas e muita dor no local. As ações imediatas de primeiros socorros, antes 
de transportar a vítima ao serviço de saúde, consistem em
a) irrigar o local com água fria e aplicar gelo sobre as bolhas, a fim de proporcionar anal-
gesia local.
b) romper as bolhas com agulha estéril e aplicar antibiótico tópico, imediatamente, a fim de 
impedir crescimento bacteriano local.
c) aumentar o fluxo de ar sobre o local afetado e aplicar analgésicos tópicos, a fim de ame-
nizar a dor.
d) irrigar o local com grande quantidade de água em temperatura ambiente e aplicar curativos 
secos, não aderentes.
e) promover o rompimento imediato das bolhas e retirar os tecidos desvitalizados, a fim de 
evitar presença de tecido necrótico e infecção.
A questão foi de uma prova para profissional de enfermagem, mas a banca perguntou sobre 
primeiros socorros!!!
Logo, seguimos os princípios gerais. Diante da queimadura, não romper as bolhas, resfriar com 
água corrente em temperatura ambiente, proteger e encaminhar para pronto-socorro. Lembrar 
que queimadura em mãos é considerada grave!
Letra d.
10 FraTuras, luxações e enTorses
Vítimas de quedas, agressões e acidentes automobilísticos costumam apresentar lesões 
no sistema esquelético e vivenciam muita dor por conta dessas lesões. As 3 lesões que aco-
metem ossos e articulações são: fraturas, luxações e entorses. O socorrista precisa estar pron-
to para identificar e agir.
As principais causas de fraturas, lesões e entorses são:
CAUSAS
• Quedas de grandes alturas ou da própria altura;
• Acidentes automobilísticos;
• Doenças congênitas ou endócrinas.
Embora possam parecer iguais, os 3 tipos diferem entre si:
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FRATURA: essa representa a quebra do OSSO propriamente dita, em qualquer ponto dele. 
O osso quebrado pode ser dos membros superiores ou inferiores, costelas, vértebras e crânio. 
Também consideramos fratura, quando o osso trinca ou fissura ou sofre uma rachadura (Fig. 
43). Quando a fratura não abre a pele, chamamos de fechada (Fig. 44)… quando abre a pele, 
chamamos de aberta ou exposta (Fig. 45);
Figura 43 – Fratura do tipo fissura óssea
Fonte: Google Imagens
Figura 44 – Fratura fechada
Fonte: Google Imagens
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Figura 45 – Fratura exposta
Fonte: Google Imagens
LUXAÇÃO: essa lesão acomete a articulação e não o osso. Na luxação, ocorre a separação 
da articulação (Fig. 46). Chamamos popularmente de “deslocamento do osso”! Pode ser rever-
tida imediatamente de forma espontânea ou precisar de intervenção profissional e até cirurgia.
Figura 46 – Luxação de ombro
Fonte: Google Imagens
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ENTORSE: essa lesão também acomete a articulação e não o osso. Na entorse, os ossos 
de uma articulação giram entre si, em um ângulo muito maior do que a movimentação natural 
(Fig. 47). Chamamos popularmente de “torceu o osso ou o pé ou o tornozelo”!
Figura 47 – Entorse de tornozelo
Fonte: Google Imagens
Ao sofrer uma dessas lesões, a vítima pode apresentar:
MANIFESTAÇÕES
• Dor (leve aintensa), edema, hiperemia;
• Deformidade do local;
• Cianose (pele azulada no local da lesão);
• Crepitação (um som semelhante ao que produzimos ao
amassarmos um papel celofane).
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Diante desses problemas, as ações do socorrista são:
AÇÕES DO SOCORRISTA
• USAR EPI, pois pode haver sangramento;
• Manter a vítima em repouso;
• Evitar movimentar a região atingida;
• Se for fratura fechada, entorse ou luxação, lavar com água corrente
aplicar compressa de gelo, com a pele protegida (Fig. 48);
• Se for fratura exposta, NÃO LAVAR e fazer um curativo protetor,
usando compressas, lenço ou pano limpo;
• NUNCA TENTAR COLOCAR O OSSO DE VOLTA.
A fratura exposta não deve ser lavada, pois podemos remover o coágulo que se forma so-
bre o ferimento, assim como falamos na parte referente aos ferimentos profundos!
Figura 48 – Compressa de gelo para fratura fechada, entorse ou luxação
Fonte: AHA, 2020
Uma diretriz da AHA 2020 diz que o socorrista leigo treinado pode aplicar COMPRESSÃO 
(ou seja, força) sobre tornozelo com entorse. Nesse caso, o socorrista aplica o gelo e faz com-
pressão a fim de reduzir ao máximo a formação de edema (inchaço).
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A recomendação geral é a de que o socorrista não movimente a vítima de lesões em mem-
bros inferiores ou coluna vertebral e acione o serviço de emergência. Contudo, a AHA diz que, 
se o socorrista precisa movimentar a vítima por estar em área remota, deve ter mais cuidado 
na proteção da ferida e imobilização cuidadosa do local fraturado.
Após o cuidado com gelo ou proteção, o socorrista deve aplicar uma imobilização ou ban-
dagem. Esse cuidado é importante para estabilizar a lesão e reduzir as chances de agravar, 
reduzir o edema, a dor e o sangramento e proteger de agentes externos que possam causar 
maiores danos.
Os princípios da imobilização ou bandagem são:
• Antes de imobilizar, fazer a hemostasia da ferida ou do osso exposto;
• NUNCA TENTAR COLOCAR O OSSO DE VOLTA, SEJA FRATURA EXPOSTA OU NÃO;
• Usar um material rígido o suficiente e de largura e comprimento suficientes para alcan-
çar a articulação anterior e posterior (Fig. 49 e 50);
• Envolver esse material com atadura ou gaze ou tiras de pano, fazendo uma leve com-
pressão;
• Acionar o serviço de emergência.
Figura 49 – Imobilização de membros superiores
Fonte: Google Imagens
Figura 50 – Imobilização de membro inferior
Fonte: Google Imagens
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Existem talas próprias para imobilização (Fig. 51), mas é possível improvisar com toras de 
madeira, papelão (Fig. 52), revistas dobradas (Fig. 53) etc. O importante é que o material seja 
rígido para manter o membro fixo e firme.
Figura 51 – Talas em EVA para imobilização de membros
Fonte: Google Imagens
Figura 52 – Imobilização de membro superior com papelão
Fonte: Google Imagens
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Figura 53 – Imobilização de membro superior com revista dobrada
Fonte: AHA, 2020
017. (2010/FCC/METRÔ-SP/SUPERVISOR DE LINHA OPERACIONAL) Uma passageira, ao 
descer um degrau da escada, torce o tornozelo esquerdo. Nesta situação, uma das condutas 
de primeiros socorros recomendada é:
a) aplicar compressas frias no tornozelo esquerdo.
b) tentar recolocar a articulação no lugar correto.
c) avaliar a gravidade da entorse, solicitando que a passageira caminhe devagar, apoiando for-
temente o tornozelo esquerdo no chão.
d) sentar a passageira e manter o tornozelo esquerdo em nível mais baixo que as demais par-
tes do corpo.
e) evitar infecção interna, massageando o tornozelo esquerdo com pomada antibiótica.
Vamos corrigir cada uma das alternativas.
a) Certa. O ideal seria compressa gelada, mas a fria também pode ser utilizada.
b) Errada. O socorrista não tem condição técnica de colocar o osso de volta e nesse caso, o 
osso não saiu do lugar, apenas torceu.
c) Errada. A vítima deve ficar em repouso e não caminhar.
d) Errada. Colocar o membro para baixo vai aumentar o edema.
e) Errada. O socorrista não deve administrar nenhum medicamento.
Letra a.
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018. (2010/CESPE/CEBRASPE/ABIN/OFICIAL TÉCNICO DE INTELIGÊNCIA/ÁREA DE EDU-
CAÇÃO FÍSICA) Nas aulas de educação física e esporte, tanto a entorse quanto a luxação 
são acidentes comuns. Os dois são considerados incidentes nas articulações, cabendo ao 
professor de educação física saber lidar com essas situações de imprevisto. Considerando o 
atendimento de primeiros socorros, julgue o próximo item.
No caso de luxação da articulação de ombro, deve-se reencaixar as estruturas da articulação 
e, em seguida, aplicar bolsa de gelo sobre o local lesionado.
O socorrista não tem condições técnicas de colocar o osso de volta na articulação. Um erro 
pode gerar danos permanentes.
A aplicação do gelo estaria correta!
Errado.
019. (2019/CETREDE/PREFEITURA DE PACUJÁ – CE/CETREDE/2019/PREFEITURA DE 
PACUJÁ – CE/GUARDA MUNICIPAL) É procedimento INCORRETO de vítimas com fraturas é,
a) movimentar a vítima o mínimo possível.
b) colocar talas para sustentar o membro atingido.
c) impedir o deslocamento das partes, para evitar maiores danos.
d) encaixar os ossos fraturados, o mais rápido possível.
e) improvisar, podendo usar vários materiais como talas.
Dá para perceber que muitas questões falam em “colocar o osso de volta”?
Então… você, candidato esperto e preparado, sabe que isso não é papel do socorrista.
As letras A, B, C e E estão corretas, conforme exposto na aula.
Letra d.
020. (2019/VUNESP/IPREMM – SP/AGENTE MUNICIPAL DE VIGILÂNCIA PATRIMONIAL) 
Quanto aos primeiros socorros relativos ao tratamento de fraturas, é correto afirmar:
a) Não se deve utilizar papelão na imobilização de fraturas, pois é frágil e pode comprometer 
a eficácia da tala.
b) As vítimas de fratura devem ser removidas para local reservado, visando preservar a sua 
intimidade.
c) Nas fraturas expostas ou abertas, deve-se, primeiramente, tratar do ferimento, pois esse tipo 
de fratura em geral é seguido de uma hemorragia.
d) O local dasfraturas simples ou abertas (expostas) deverá, obrigatoriamente, ser lavado com 
água em abundância.
e) Nas imobilizações, deve-se utilizar somente talas infláveis, pois são práticas e confortáveis.
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Aqui, voltamos um pouco para o início da aula e vermos como é importante a hemostasia e, 
além disso, como é importante interligarmos todos os conhecimentos.
Se a vítima tem uma fratura, é possível ter uma lesão que sangra. Conter esse sangramento 
será a primeira ação, pois hemorragia mata!
a) Errada. Podemos sim usar papelão para imobilizar.
b) Errada. Não devemos movimentar a vítima.
d) Errada. Não lavamos fratura exposta, apenas protegemos.
e) Errada. Podemos improvisar com papelão, revista, toras de madeira etc.
Letra c.
11 TraumaTismo craniano e da coluna verTeBral
Do mesmo modo que as fraturas, os traumatismos de crânio e da coluna vertebral são 
causados por quedas de grandes alturas ou da própria altura, acidentes automobilísticos e 
doenças congênitas ou endócrinas, além de armas brancas (facas, facões, peixeiras, canivetes 
etc.) ou de fogo (revólver, espingarda, metralhadora etc.) e agressão física.
Aliás, podemos dizer que o trauma do crânio e o trauma da coluna vertebral também são 
modalidades de fraturas, pois há quebra ou perda do osso.
O traumatismo craniano também pode ser chamado de traumatismo crânio-encefálico ou 
lesão cerebral traumática. O traumatismo da coluna vertebral pode ser chamado de traumatis-
mo raquimedular ou traumatismo medular ou traumatismo vertebromedular.
Quando acometida por um desses dois tipos de trauma, a vítima pode apresentar:
MANIFESTAÇÕES
• Inconsciência (desmaio ou coma);
• Sonolência;
• Vômitos e náuseas;
• Convulsão;
• Dificuldade ou impossibilidade para enxergar, falar ou 
caminhar;
• Sangramento;
• Perda do osso e exposição do cérebro.
Convém destacarmos alguns termos técnicos e siglas associados a esses traumas:
• FAF: ferimento por arma de fogo (Fig. 54);
• FAB: ferimento por arma branca (Fig. 55);
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• Medula espinhal: estrutura do sistema nervoso central que ocupa o canal vertebral, na 
coluna vertebral (Fig. 56);
• Coma: inconsciência absoluta, sem qualquer reação a estímulos. Coração e pulmão fun-
cionam, ou seja, a pessoa não morreu. Pode ser por causado por trauma ou induzida por 
medicamentos. Não é igual a estado vegetativo;
• Estado vegetativo: ausência da consciência, oscilação entre sono e vigília (acordado), 
movimentos automáticos (ou seja, não reage a estímulos) e geralmente irreversível;
• Contusão cerebral: lesão grave no cérebro, por impacto direto (Fig. 57);
• Concussão cerebral: sintomas neurológicos passageiros, incluindo perda da consciên-
cia devido a um trauma. Ocorre quando o cérebro “chacoalha” dentro do crânio (Fig. 58);
• Paraplegia: paralisia do segmento abaixo do umbigo (Fig. 59);
• Tetraplegia ou Quadriplegia: paralisia do segmento abaixo do pescoço;
• Hemiplegia: paralisia de um lado do corpo ou face;
• Paresia: redução da sensibilidade, formigamento, dormência.
Figura 54 – Ferimento por arma de fogo no crânio
Fonte: Google Imagens
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Figura 55 – Ferimento por arma branca no crânio
Fonte: Google Imagens
Figura 56 – Coluna vertebral e medula espinhal
Fonte: Google Imagens
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Figura 57 – Contusão cerebral
Fonte: Google Imagens
Figura 58 – Concussão cerebral
Fonte: Google Imagens
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Figura 59 – Tipos de plegia
Fonte: Google Imagens
Perante um trauma craniano ou da coluna vertebral, o socorrista deve implementar as se-
guintes ações:
AÇÕES DO SOCORISTA
• USAR EPI;
• Aplicar hemostasia nos ferimentos externos;
• Evitar movimentar a vítima;
• Se treinado, imobilizar manualmente o pescoço (Fig. 60);
• NÃO APLICAR COLAR CERVICAL. O colar só deve ser aplicado 
por equipes profissionais, segundo a diretriz AHA, 2020;
• Acionar o serviço de emergência;
• Aplicar RCP se necessário.
Um dos princípios do socorrismo é evitar movimentar a vítima de trauma, pois é altamente 
arriscado causar lesões permanentes da medula espinhal e a vítima ter sequelas, como as 
plegias explicadas acima, ou ter uma PCR ou morrer.
O socorrista só irá movimentar a vítima quando houver perigo iminente para ele ou estive-
rem em lugar ermo, conforme explicamos na primeira aula.
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Figura 59 – Imobilização manual da cabeça e do pescoço
Fonte: Google Imagens
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RESUMO
Princípios
Primeiros 
socorros 
- Traumas - 
Prof Lincoln
Segurança da cena
Não agravar a lesão
Acionar o serviço de emergência
Ferimentos
Hemorragia, epistaxe 
e hemorragia bucal
Choque hemodinâmico
Queimaduras
Lesão ocular
Limpesa e proteção
1º, 2º e 3º graus
Fraturas, luxações e entorses
Gelo e imobilização
Elevar os membros
Traumatismo de 
crânio e de medula
Imobilização
Limpesa e proteção
Hemostasia
Tipos
EPI
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QUESTÕES DE CONCURSO
021. (2015/FCC/TRT 3ª REGIÃO (MG)/TÉCNICO JUDICIÁRIO/ENFERMAGEM) No atendi-
mento a um adulto que apresenta ferimento por objeto encravado em membro superior direito, 
com sangramento, o cuidado prioritário é
a) acalmar a vítima até a chegada do cirurgião no local do atendimento para remover o objeto 
encravado e suturar o ferimento para cessar o sangramento.
b) retirar o objeto encravado e fazer curativo compressivo sobre o ferimento.
c) manter o objeto encravado e aplicar o torniquete como primeira medida para estancar o 
sangramento.
d) estabilizar o objeto encravado e aplicar compressão direta ao redor da lesão.
e) retirar o objeto encravado e transportar a vítima ao hospital.
Quando a banca fala em atendimento prioritário, devemos procurar o que faremos primeiro.
Na questão, o técnico de enfermagem atua como socorrista, até porque ele não tem habilita-
ção para procedimentos avançados.
a) Errada. Apenas acalmar a vítima não é um cuidado de primeiros socorros.
b, e) Erradas. A retirada de objeto empalado é ação a ser feita em ambiente hospitalar.
c) Errada. Está errada por falar em torniquete, que é recomendado em amputações e es-
magamentos.
d) Certa. O socorrista mantém o objeto, estabiliza-o e faz hemostasia.
Letra d.
022. (2009/FCC/TJ-PA/ANALISTA JUDICIÁRIO/ENFERMAGEM) Um funcionário apresenta 
hemorragia externa em um ferimento corto contuso na mão. Após colocar as luvas de proce-
dimento, a conduta inicial é
a) aplicar compressão manual direta sobre o local do sangramento.
b) lavar com clorexidine alcoólica e ocluir com atadura de crepe.
c) irrigar com água morna e manter a mão elevada.
d) aplicar pomada cicatrizante e realizar enfaixamento.
e) realizar compressão do ponto arterial proximal.
Olha que interessante. A banca já falou no uso da luva (EPI), que seria o segundo passo, logo 
após se certificar da segurança da cena.
Feito isso, o socorrista deve agir para controlar o sangramento. Por isso, faz a hemostasia.
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Usar antisséptico sobre ferida não é recomendado. Água morna pode aumentar o sangramen-
to. Pomada cicatrizante não vai estancar a hemorragia. A compressão arterial pode ser feita, 
mas não é a primeira opção.
Letra a.
023. (2019/IPEFAE/PREFEITURA DE ANDRADAS – MG) Assinale a alternativa que, se tratan-
do de primeiros socorros, apresenta um procedimento incorreto a ser realizado com crianças 
que apresentam ferimento aberto:
a) Controlar o sangramento com compressão local e gelo.
b) Avaliar o tamanho, em centímetros, e a profundidade da ferida.
c) Evitar cobrir a ferida após o controle do sangramento.
d) Expor o local ferido, respeitando a intimidade da criança.
Por eliminação, marcamos a letra C, pois é a claramente mais incorreta. Fazemos o contrário: 
controlamos o sangramento e depois cobrimos sim, para proteger.
A letra A não está exatamente correta, pois as diretrizes não falam no uso do gelo em ferimen-
to aberto, mas vamos pensar num ferimento nasal, por exemplo. Talvez o gelo ajude.
As demais estão corretas.
Letra c.
024. (IF-MT/2016/TÉCNICO EM SEGURANÇA DO TRABALHO) Instrução: Leia atentamente 
o texto e responda a questão.
A recuperação de uma vítima de um acidente depende da rapidez com que ela recebe os primei-
ros atendimentos. Para tanto, é necessário conhecer um pouco sobre esses procedimentos. 
Lembramos que o socorro final deve sempre ser prestado por equipe médica especializada e 
que os primeiros socorros são apenas procedimentos para manter a vítima estável até a che-
gada dos especialistas. Os primeiros socorros ou socorro básico de urgência são as medidas 
iniciais e imediatas dedicadas à vítima, fora do ambiente hospitalar, executadas por qualquer 
pessoa, treinada, para garantir a vida, proporcionar bem-estar e evitar agravamento das lesões 
existentes. A prestação dos primeiros socorros depende de conhecimentos básicos, teóricos 
e práticos por parte de quem os está aplicando. O restabelecimento da vítima de um acidente, 
seja qual for sua natureza, dependerá muito do preparo psicológico e técnico da pessoa que 
prestar o atendimento. O socorrista deve agir com bom senso, tolerância e calma. O primeiro 
atendimento mal sucedido pode levar vítimas de acidentes a sequelas irreversíveis.
(Disponível em: http://redeetec.mec.gov.br/images/stories/pdf/. Acesso em: 27 set. 2016)
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Acerca de procedimentos de primeiros socorros, marque V para as afirmativas verdadeiras e 
F para as falsas.
(  )	� Em casos de ferimentos externos ou profundos, caso haja sangramento, a hemorragia 
deve ser contida imediatamente, por meio de uso de compressa limpa e seca aplicada 
ao ferimento, devendo o socorrista usar luvas esterilizadas.
(  )	� Em caso de queimaduras externas superficiais, o socorrista deve lavar e manter a área 
queimada sob água corrente para resfriamento, não devendo aplicar pomadas até diag-
nóstico médico.
(  )	� Em caso de queimaduras externas profundas, o socorrista deve perfurar as bolhas e 
retirar ou soltar as roupas coladas à queimadura, aplicando água corrente sobre as 
mesmas.
(  )	� No caso de rompimento total ou parcial de qualquer osso, o socorrista deve imobilizar o 
local da fratura e também as articulações próximas, acima e abaixo do local.
Assinale a sequência correta.
a) V, F, F, V
b) F, V, V, F
c) V, V, F, V
d) F, F, V, F
Essa questão está sem gabarito, na minha visão.
As afirmativas 1 e 3 estão falsas. A 1 está falsa, porque não há necessidade alguma do uso de 
luvas esterilizadas nos primeiros socorros e a 3, porque a perfuração de bolhas das queimadu-
ras e retirada de roupas grudadas são feitas por profissionais de saúde. Água quente jamais 
deve ser colocada em queimadura.
A 2 e a 4 estão corretas. O gabarito seria FVFV.
Anulada.
025. (2017/UEM/TÉCNICO DE ENFERMAGEM) Paciente vítima de ferimento por objeto pene-
trante, com perfuração da artéria femoral direita, com sangramento ativo, hipotenso e taquicár-
dico. Diante desse caso, é adequado adotar a seguinte conduta:
a) Retirar o objeto penetrante o mais rápido possível para evitar piora da perfuração.
b) Realizar um torniquete em membro inferior esquerdo, para o fluxo sanguíneo ser direciona-
do para membro inferior direito.
c) Realizar compressão manual com compressa estéril no local da perfuração.
d) Abaixar as pernas, para melhora do retorno venoso.
e) Realizar um torniquete em membro inferior direito para conter o sangramento.
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Questão simples quando lembramos das diretrizes. A perfuração arterial causa hemorragia 
grave. Sabemos que a primeira opção de cuidado é a HEMOSTASIA, ou seja, comprimir o local 
com gaze estéril, compressa estéril ou pano limpo.Letra c.
026. (2014/IDECAN/CNEN/TÉCNICO EM QUÍMICA) Uma pessoa treinada poderá prestar os 
primeiros socorros, conduzindo com atitudes serenas e confiantes, controlando a si mesmo 
e as outras pessoas ao redor do acidentado. Sobre regras básicas de como agir em caso de 
acidentes, analise as afirmativas.
I – Manter a vítima deitada, em posição o mais confortável possível, até ter a certeza do grau 
de gravidade da lesão.
II – Investigar, particularmente, a existência de hemorragia, envenenamento, parada cardiorres-
piratória, ferimento, queimadura e fratura.
III – Priorizar o atendimento dos casos de hemorragia abundante, inconsciência, envenena-
mento, parada cardiorrespiratória e estado de choque que requeiram socorro imediato.
Está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s)
a) I, II e III.
b) I, apenas.
c) II, apenas.
d) I e III, apenas.
e) II e III, apenas.
Vamos explicar cada afirmativa.
I – Certo. A posição deitada, em geral, é a mais segura, mais ainda para vítimas de trauma.
II – Certo. Buscar esses problemas ajudará a estabelecer prioridades, pois todos eles podem 
levar à morte.
III – Certo. Se o socorrista identifica esses problemas, precisa dar os cuidados. A parada car-
diorrespiratória é a prioridade máxima.
Letra a.
027. (2019/IBADE/DEPASA – AC/MOTORISTA) José Ailtom, funcionário da uma companhia 
de saneamento e esgoto, tropeçou a caiu sobre o próprio braço. Seu colega, corretamente, con-
versou com José Ailtom e pediu para ele manter a calma, e passou a observar se havia outros 
ferimentos mais graves, mas aparentemente, não havia. Entretanto o socorrista suspeitou de 
fratura, pois a vítima apresentava os seguintes sintomas:
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I – dor intensa.
II – inchaço ou deformação.
III – formação de uma área arroxeada.
IV – sons de crepitação ao movimentar ou incapacidade de movimentar o membro.
V – muita sede.
VI – temperatura alta, acima de 39º
Dos itens acima mencionados, os que são realmente identificados como presença possível de 
fratura são apenas:
a) I, IV.
b) I, IV, V, VI.
c) II, III, V, VI.
d) I, II, III, IV.
e) II, III, IV, V.
O item V tem relação com desidratação e hemorragia.
O item VI leva à suspeita de infecção. As demais estão corretas.
Letra d.
028. (2019/AMEOSC/PREFEITURA DE IPORÃ DO OESTE – SC/PROFESSOR DE EDUCAÇÃO 
FÍSICA) Em relação aos primeiros socorros, analise:
(  )	� Tome cuidado com movimentações excessivas, bruscas ou desnecessárias em região 
fraturada, seja cauteloso;
(  )	� No tratamento das fraturas expostas, deve ser desconsiderado o controle da hemorra-
gia com o uso de curativos sobre o ferimento;
(  )	� A imobilização deve ocorrer reposicionando-se o osso de forma intencional, pois frag-
mentos ósseos podem comprometer estruturas internas (vasos sanguíneos, músculo, 
nervos, tendões e ligamentos);
(  )	� Manipulações incorretas dos ossos podem repercutir em complicações adicionais; por-
tanto, assim que possível, depois de eliminar todas as situações de riscos, priorize a 
imobilização adequada da fratura;
Levando-se em consideração que (V) significa verdadeiro e (F) significa falso, a sequência das 
proposições acima é:
a) F – F – V – V.
b) V – V – F – F.
c) V – F – F – V.
d) F – V – V – F.
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Estão falsas a segunda e a terceira afirmativas.
A segunda porque qualquer hemorragia deve ser controlada, inclusive se houver fratura exposta.
A terceira porque NUNCA o socorrista deve colocar o osso de volta.
Letra c.
029. (2017/PREFEITURA DE ALTAMIRA DO PARANÁ – PR/OPERADOR DE MÁQUINAS) O 
que fazer no local com acidentado que sofreu queimaduras?
a) Lavar com água limpa, apenas;
b) Cobrir o local da queimadura com um pano qualquer;
c) Passar desinfetante no local da queimadura;
d) Dar leite para a pessoa tomar.
a) Certa. Quando a banca coloca a palavra “apenas” quer dizer que não se deve aplicar ne-
nhum produto.
b) Errada. Se fossemos cobrir, seria com algo limpo e não “qualquer”.
c) Errada. Seria até uma loucura, não é?
e) Errada. Não tem nada a ver com queimadura.
Letra a.
030. (2019/QUADRIX/CREA-TO/MOTORISTA) Julgue o item relativo a primeiros socorros.
Em primeiros socorros prestados em acidentes de trânsito com queimadura na vítima, caso 
haja bolhas na área do corpo afetada, deve‐se perfurá‐las imediatamente com qualquer objeto 
pontiagudo existente no local.
Não é papel do socorrista perfurar bolhas de queimaduras, mas sim ajudar a resfriar o ferimen-
to e cobrir a vítima para evitar hipotermia.
Errado.
031. (2011/CESPE/CEBRASPE/EBC/TÉCNICO/ENFERMAGEM DO TRABALHO) A respeito 
de lesões abertas e fechadas, de outras complicações de causas diversas e de condutas de 
enfermagem, julgue o próximo item.
No atendimento pré-hospitalar, o procedimento mais adequado em casos de queimaduras de 
segundo grau consiste em romper as flictenas com dispositivo perfurante adequado, para ali-
viar as dores do paciente.
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Não é papel do socorrista perfurar bolhas de queimaduras, mas sim ajudar a resfriar o ferimen-
to e cobrir a vítima para evitar hipotermia.
A bolha será perfurada por enfermeiro ou médico, em viatura do SAMU ou em unidade hospitalar.
Errado.
032. (2009/UFR-RJ/AUXILIAR DE CRECHE) Leia as afirmativas abaixo, sobre primei-
ros socorros.
I – Os sangramentos intensos devem ser pressionados com firmeza.
II – As queimaduras devem ser lavadas com água morna.
III – Para verificar se o bebê está inconsciente, faça cócegas na planta do pé, tente chamá-lo 
pelo nome, para ver se há reação.
Das afirmativas apresentadas, está(ão) correta(s) somente
a) I e II.
b) I e III.
c) II e III.
d) I.
e) III.
A única errada é a II, pois água morna não é adequada para queimaduras.
A I fala da hemostasia e a III do estímulo plantar para ver se o bebê está em PCR.
Letra b.
033. (2014/FCC/TRF 3ª REGIÃO/TÉCNICO JUDICIÁRIO/SEGURANÇA E TRANSPORTE) 
Com relação às medidas de primeiros socorros, em diferentes situações, pode-se afirmar que:
I – Antes de tocar em uma vítima de choque elétrico, o socorrista deve desligar a corrente elé-
trica, caso não seja possível, separar a vítima do contato, utilizando qualquer material que seja 
mau condutor de eletricidade, como a madeira.
II – Para se controlar hemorragia de extremidades de membros inferiores, causada pelo rom-
pimento de vaso sanguíneo, deve-se improvisar um torniquete
III – Em caso de atendimento a uma vítima de acidente de automóvel que não consegue se mo-
ver e apresenta sangramento pelo nariz, deve-se retirar a vítima do carro e colocá-la sentada, 
com a cabeça inclinada para trás.
IV – Na queimadura por água fervente, deve-se, dentre outros, resfriar o local da queimadura 
com água gelada e pomadas, protegendo, em seguida, com pano limpo.
Está correto o que se afirma APENAS em:
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a) III e IV.
b) II e IV.
c) I, II e III.
d) III.
e) I.
Vamos analisar as afirmativas erradas.
II – Errado. O torniquete é indicado para casos de amputação ou esmagamento e não pelo 
rompimento de vasos.
III – Errado. Em caso de epistaxe, a cabeça deve ser colocada para frente.
IV – Errado. Em queimaduras, utiliza-se água em temperatura ambiente e nenhum outro produto.
Letra e.
034. (2018/INSTITUTO AOCP/ADAF-AM/INSTITUTO AOCP/MOTORISTA FLUVIAL) Pedir a 
uma vítima de acidente traumático que movimente seus membros inferiores, como dedos dos 
pés, constitui uma boa medida de verificação para o caso de
a) queimaduras.
b) embriaguez.
c) lesão na medula espinhal.
d) lesão muscular.
e) hipotermia.
Lembra que falamos das plegias? Então, uma forma de verificar se há plegia ou paralisia é pe-
dindo que a vítima mexa seus dedos. Se houver redução ou paralisia dos movimentos, há alta 
suspeita de lesão da medula espinhal.
Letra c.
035. (2019/ITAME/PREFEITURA DE SENADOR CANEDO – GO/GUARDA MUNICIPAL) Mo-
mentos antes de assumir o seu turno de trabalho, o agente Stive foi fazer um café, ao colocar 
a água quente no coador ele distraiu-se e jogou a água fervente em seu braço. Neste caso, as 
medidas de primeiros socorros corretas a serem adotadas são as seguintes:
a) A área queimada apresentava bolhas e vermelhidão no local, além de dor, podendo concluir 
que é uma queimadura de terceiro grau, assim, é necessário que antes de ele ser encaminhado 
para atendimento médico seu braço seja envolvido com saco de gelo a fim de aliviar a dor.
b) O parceiro de turno de Stive providenciou um balde com água para que ele imergisse a área 
queimada, no entanto, o acidentado ressaltou ao amigo que para queimaduras a água deve ser 
corrente e não parada, após o diálogo Stive imediatamente colocou o braço queimado debaixo 
de uma torneira com água corrente em temperatura ambiente.
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c) Uma medida imediata a ser adotada é furar as bolhas, pois elas fazem com que o processo 
de queimadura continue mesmo após a retirada do agente agressor.
d) Antes de realizar o transporte ao médico é indicada a proteção da ferida, podendo ser usado 
produtos caseiros, manteiga, pasta de dente ou borra de café
a) Errada. Queimadura com bolhas é classificada como segundo grau e não se coloca nenhu-
ma área queimada em contato com gelo.
c) Errada. Fala em furar as bolhas (papel dos profissionais de saúde).
d) Errada. Nenhum produto deve ser aplicada em queimaduras, a não ser água.
Letra b.
036. (2019/VUNESP/PREFEITURA DE ITAPEVI – SP/EDUCADOR DESPORTIVO) Entorses 
no tornozelo acontecem com frequência entre praticantes de atividades esportivas.
Em casos de entorse em que o praticante mencione dor leve ao flexionar o pé para cima ou 
apontá-lo para baixo e dor leve ao redor dos ossos do tornozelo, os procedimentos de primei-
ros socorros corretos que devem ser executados são:
a) afastar o praticante da atividade; aplicar gelo no local por 15 minutos; e, em seguida, realizar 
uma bandagem com faixa elástica.
b) afastar o praticante da atividade; aplicar bolsa de água quente por 15 minutos; e, em segui-
da, realizar uma bandagem com faixa elástica.
c) afastar o praticante da atividade; e massagear o local vigorosamente com pomada analgé-
sica durante 15 minutos.
d) massagear o local vigorosamente com pomada analgésica durante 15 minutos; e, em segui-
da, encaminhar o praticante de volta para a atividade.
e) enfaixar o tornozelo com uma faixa elástica, deixando-a um pouco frouxa para não conter os 
movimentos; e encaminhar o praticante de volta para a atividade.
Em uma entorse, não se deve: usar água quente, massagear o local, usar medicamentos, man-
ter esforço físico.
Deve-se: aplicar gelo, comprimir o local, manter repouso e imobilizar.
Letra a.
037. (2019/ITAME/PREFEITURA DE SENADOR CANEDO – GO/PROFESSOR/EDUCAÇÃO 
FÍSICA) Na aula de Educação Física o aluno praticando futsal sofreu uma entorse no tornoze-
lo. Qual a sequência correta dos procedimentos de primeiros socorros?
a) colocar gelo, imobilizar e encaminhamento médico.
b) imobilizar, colocar gelo e encaminhamento médico.
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PRIMEIROS SOCORROS
Lincoln Vitor Santos
c) elevação do tornozelo, imobilização e encaminhamento médico.
d) imobilização, elevação do tornozelo e encaminhamento médico.
Deve-se: aplicar gelo, comprimir o local, manter repouso e imobilizar. Depois, acionar o serviço 
de emergência.
Letra a.
038. (2010/CESPE/CEBRASPE/TRE-BA/TÉCNICO JUDICIÁRIO/SEGURANÇA JUDICIÁRIA) 
Com relação a primeiros socorros, julgue os itens que se seguem.
Se a vítima de acidente apresenta perda de sensibilidade nos braços e pernas ou dormência e 
formigamento dos membros, ela pode ter sofrido lesão medular. Nesse caso, deve-se imobili-
zar a região do pescoço e manter a pessoa no local até a chegada de atendimento especializa-
do, a não ser que a sua permanência implique risco de morte.
Aliás, certíssimo! Exatamente isso que o socorrista faz diante de trauma com suspeita de le-
são da medula espinhal.
Certo.
039. (2017/FAU/PREFEITURA DE IVAIPORÃ – PR/AGENTE OPERACIONAL DE APOIO HOS-
PITALAR) Um dos órgãos mais afetados em acidentes é o olho, por isso todo cuidado é ne-
cessário. Assinale a alternativa abaixo que apresenta uma ação INCORRETA em caso de aci-
dente ocular:
a) Em caso de respingo de algum produto químico nos olhos uma providência a ser tomada é 
lavar o olho com soro fisiológico.
b) Em qualquer caso de acidente ocular o ideal é encaminhar a vítima para um oftalmologista 
para que o mesmo faça um exame mais apurado da situação.
c) Evite fazer com que a vítima mexa com o globo ocular em caso de suspeita de perfuração 
do globo ocular.
d) No caso de corpo estranho localizado na córnea o socorrista deve retirar o corpo estranho 
com o auxílio de uma pinça.
e) O usuário de lente de contato ao perceber algum sintoma estranho a sua rotina de visão (dor, 
lacrimejamento, secreções etc.) deve ser aconselhado a retirar as mesmas imediatamente.
De fato, a única incorreta é a letra D, pois, assim como ocorre no empalamento, materiais pre-
sos aos olhos não devem ser removidos pelo socorrista. Coloca-se um escudo rígido protetor 
e aciona-se o serviço de emergência.
Letra d.
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GABARITO
21. d
22. a
23. c
24. Anulada
25. c
26. a
27. d
28. c
29. a
30. E
31. E
32. b
33. e
34. c
35. b
36. a
37. a
38. C
39. d
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REFERÊNCIAS
AMERICAN HEART ASSOCIATION. Destaques das diretrizes de RCP e ACE de 2020 da AHA. 
[S.l.]: AHA, 2020.
AMERICAN HEART ASSOCIATION. Primeiros Socorros e RCP com DEA/DAE. [S.l.]: AHA, 2020.
NATIONAL ASSOCIATION OF EMERGENCY MEDICAL TECHNICIANS. Comitê de Atendimento 
Pré-Hospitalar ao Traumatizado. Atendimento pré-hospitalar no trauma – PHTLS. 8. ed. [S.l.: 
s.n.]: 2017.
Lincoln Vitor Santos
Consultor Técnico-Legislativo da Câmara Legislativa do DF (aprovado em 1º lugar no concurso 2018), 
responsável técnico pelo serviço de enfermagem do órgão. Enfermeiro Bacharel pela Universidade Federal 
de Sergipe (UFS), possui Mestrado em Biologia Parasitária/UFS e especializações em Acupuntura, em 
Gestão em Saúde (Saúde Coletiva) e em Direito Aplicado aos Serviços de Saúde. Aprovado em mais de 15 
cargos públicos e nomeado em 9 deles, dentre os quais Enfermeiro do Tribunal de Contas do Estado de 
Sergipe (1º enfermeiro concursado do órgão), Enfermeiro Emergencista Infantil da Pref. Mun. de Aracaju 
(atuou mais de 10 anos), Enfermeiro de Ambulatório da Pref. Mun. de Aracaju, Enfermeiro de Saúde da 
Família de Itabaiana/SE e Enfermeiro de Saúde da Família de São Cristóvão/SE (atuou mais de 10 anos). 
Atua como voluntário (Coordenador Pedagógico e membro do Sinfonia da Saúde) da Abrace/DF e Instrutor 
de cursos de suporte básico e avançado de vida nas áreas de pediatria, cardiologia e trauma. Foi Professor 
e Coordenador de Pós-graduação nas áreas de Urgência, Emergência e UTI geral e pediátrica, Conselheiro 
efetivo do COREN/SE, Coordenador de Atenção Primária, Coordenador da Rede de Urgência e Emergência, 
Coordenador de Centro de Especialidades Médicas, Gerente Administrativo de Urgência e Professor 
das disciplinas Introdução à Enfermagem, Enfermagem em Saúde Pública, Estágio Supervisionado, 
Enfermagem Pediátrica e Enfermagem em Neonatologia.
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	Emergências Traumáticas
	1. Primeiros Socorros nas Emergências Traumáticas
	2. Ferimentos
	3. Sangramento Externo – Hemorragia
	4. Cuidados com a Parte do Corpo Amputada e/ou Esmagada
	5. Hemorragia Bucal, Lesão, Fratura e Avulsão Dentária
	6. Hemorragia Nasal – Epistaxe
	7. Choque Hemodinâmico
	8. Lesão Ocular
	9. Queimaduras
	10 Fraturas, Luxações e Entorses
	11 Traumatismo Craniano e da Coluna Vertebral
	Resumo
	Questões de Concurso
	Gabarito
	Referências
	AVALIAR 5: 
	Página 68:

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