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FARMACOLOGIA – 3ª etapa Sara Monteiro de Moura MANEJO DE NAUSEAS E VOMITOS − Tratar de náusea e vomito é algo paliativo pois são a gênese da doença ▪ Náusea e vomito não são doenças, são sintomas − Náusea: é a sensação subjetiva, desagradável, referida na garganta ou epigástrico, que geralmente precede o vomito ▪ Vem como sensação na garganta ou região epigastrica que alerta um individuo de que os vômitos são iminentes ▪ Apenas os vômitos provocados por infecções importantes ou aumento da PIC que não são antecedidos por náuseas ▪ São caracterizadas por uma hiper salivação, relaxamento do fundo do estômago, aumento da pressão do diafragma − Vomito: é a ejeção do conteúdo gástrico pela boca − O tratamento antiemético vai depender de uma historia bem colhida durante a anamnese do paciente para a classificação do sintoma ✓ Localização ✓ Fatores agravantes ou atenuantes ✓ Manifestações associadas ✓ Situação em que ocorre ✓ Cronologia ✓ Intensidade ✓ Caráter Fisiopatologia − A êmese é dividida em 3 fases: ✓ Náuseas → necessidade eminente de vomitar ✓ Ânsia → movimento laboral da musculatura abdominal e torácica antes de vomitar ✓ Vômitos → expulsão vigorosa do conteúdo gástrico − Os centros do vomito estão no tronco cerebral (bulbo) ▪ Quando são ativados por estímulos aferentes promovem a contração dos músculos respiratórios e abdominais contra a glote fechada ▪ O aumento da pressão abdominal força a saída do conteúdo gástrico para o esôfago e a boca − As fibras aferentes provem de diferentes pontos do organismo ▪ Terminações ervosas da faringe e fauces → explica a possibilidade de se provocar vomito pela estimulação mecânica da superfície mucosa dessas regiões ▪ Fibras aferentes provem do estomago e do duodeno → algumas substancias eméticas (que induzem vomito) estimulam essas fibras Alimentos produtos químicos trazem irritação à região também afetando às vias aferentes, que são as fibras eméticas O potencial de ação dessas fibras, na maioria das vezes, se dá através do vago ▪ Estimulação rítmica do labirinto, como a causada por movimentos de veículos, pode causar vomito Certas regiões do cerebelo, entre o nódulo e a úvula, estão implicadas no processo • Etiologia − Mecânica: obstrução intestinal ▪ Volvo intestinal − Irritação no intestino: ingestão de alimento ou substancia química irritante que pode deflagrar um processo imuno inflamatório ▪ Prostaglandina, serotonina e acetilcolina vão ativar o vago que passa através do trato solitário e chega no bulbo (centro do vomito) − Distúrbios de motilidade: gastroparesia → atraso no esvaziamento do TGI − Emergências intra-abdominais: obstrução intestinal ▪ Pancreatite aguda ▪ Pielonefrite aguda ▪ Colecistite aguda ▪ Colangite aguda ▪ Hepatite viral aguda − Doenças cardiovasculares: IAM ▪ Insuficiência cardíaca congestiva ▪ Choque e colapso circulatório − Processos neurológicos: aumento da PIC ▪ Cefaleia ▪ Distúrbios vestibulares → cinetose (enjoo do viajante) ▪ Traumatismo craniano − Distúrbios metabólicos: diabetes mellitus ▪ Doença de Addison ▪ Uremia − Causas psicogênicas: ansiedade por antecipação ▪ Medo, negação − Causas induzidas pela terapia: em algumas regiões do cérebro a barreira hematoencefálica possui falhas ▪ Na região do bulbo (zona do gatilho do vomito) e do hipotálamo são alguns exemplos ▪ Isso quer dizer que se houver algum componente no sangue que possa agredir ou ativar a zona do gatilho, o paciente vai fazer vomito ✓ Quimioterapia ✓ Radioterapia ✓ Opioides ✓ Antibióticos − Abstinência de substancias: opiáceos ▪ Benzodiazepínicos − Causas mistas: gravidez ▪ Odores nocivos ▪ Procedimentos operatórios • O mecanismo que inicia a êmese − No sistema nervoso central existem dois locais que tem papeis importantes nesse processo ▪ Além de entender o local do vomito é importante entender os receptores que estão naquele local − Zona disparadora quimiorreceptora (zona do gatilho): está localizada na área postrema (local no IV ventrículo) e fora da barreira hematoencefálica ▪ Responde diretamente a estímulos químicos presentes no sangue ou no liquido cerebrospinal − Centro do vomito: está localizado na formação reticular, na lateral do bulbo e coordena os mecanismos motores ▪ O centro do vomito também pode responder a pulsos vestibulares, da periferia e do córtex cerebral ▪ Por isso o vomito pode ocorrer por alteração do movimento, alteração do TGI e em resposta a alterações corticais e no tronco encefálico − Quando excitados, os impulsos aferentes são integrados ao centro do vomito, resultando em impulsos eferentes: ✓ Aumento da salivação ✓ Alteração do centro respiratório (para de respirar) ✓ Ativação dos músculos faríngeos, gastrintestinais e abdominais − Centros superiores: fazem o reconhecimento de estímulos sensoriais ▪ Alem disso, os estímulos da memória, apreensão e antecipação (ansiedade) ▪ Ativam o centro emético no bulbo, provocando o vomito − Cerebelo: é ativado através de estímulos da orelha interna e possui relação com o equilíbrio e movimento ▪ Movimentos repetitivos ou algumas drogas que interferem na sinapse dentro da orelha interna ativam os receptores H1 e M1, promovendo ativação do cerebelo ▪ O cerebelo estimulado, ativa o centro emético no bulbo − Núcleo do trato solitário (vago): é ativado pelo receptor 5HT3 (receptor de) serotonina da família 3), D2 (dopamina), M (muscarínico) e H1 (histamínico) ▪ É ativado por estímulos na faringe → aferentes do glossofaríngeo e trigêmeo → núcleo do trato solitário ▪ Irritantes locais (fármacos citotóxicos, radioterapia, bactéria, vírus) → aumentam a produção de prostaglandinas, serotonina, substancia P (ativador de potencial de ação) → ativação dos receptores 5HT3 do estomago e intestino delgado → ativam os aferentes vagais e simpáticos Nesse caso possui estimulo duplo: aciona diretamente o centro emético no bulbo e indiretamente através da zona do gatilho − Eméticos transportados pela corrente sanguínea: fármacos citotóxicos, opioides, colinomimeticos, L-DOPA, etc. atravessam a barreira hematoencefálica estimulando a zona do gatilho ▪ Na zona do gatilho estão presentes os receptores 5HT3, D2, M1, H1, NK-I, etc A estimulação desses receptores ativa o centro emético A zona quimiorreceptora do gatilho é uma importante zona quimossensorial para os vômitos e geralmente está associada aos vômitos quimicamente induzidos − Mecanismos de natureza psíquica também podem ser causa de náuseas e vômitos ▪ Em certas neuroses e psicoses podem ocorrer vômitos sem nenhuma causa orgânica Estimulo Alteração Receptor Medicamento Sensoriais, memoria, ansiedade Centros superiores ??? Benzodiazepínico (lorazepam, alprazolam) Alteração do movimento, equilíbrio e homeostase do ouvido interno Cerebelo H1 e M1 Difenidramina e dimenidramina Faringe, irritantes locais (TGI) e eméticos na corrente sanguínea Núcleo do trato solitário OU zona do gatilho 5HT3 Ondansetrona D2 Aldol M1 e H1 Difenidramina e dimenidramina • Manifestações clinicas − Simples: ocorrem ocasionalmente e são auto limitados ▪ Contribuem para deterioração discreta do paciente ▪ Relacionados a administração ou exposição de agentes nocivos − Complexos: não respondem a um único medicamento antiemético ▪ Há deterioração discreta do paciente Episódios graves ou repetitivos de vomito geram grande perda de liquido e eletrólitos ▪ Causados por agentes nocivos e/ou agentes psicogênicos • Receptores envolvidos ✓ Histaminérgico (H1) ✓ Muscarínico (cerebral M1; periférico M2 e M3) ✓ Dopaminérgico (família D2) ✓ Serotoninérgico (5HT-3) ✓ Receptor da substancia P (NK-I) Manejo farmacológico − Definir acausa e trata-la quando possível ▪ Se o vomito for simples ou episodio único não há razão para fazer o tratamento ▪ Se for continuo e estiver deixando o paciente debilitado é importante que seja feito − Inicialmente prescrever um antiemético ▪ Se não resolver deve aumentar a dose, no entanto não é muito recomendado já que não aumentam tanto os benefícios, mas aumentam os efeitos colaterais Ondansetrona: atua bloqueando os receptores 5HT-3 Eficiente no tratamento de nauseas e vômitos causados por irritantes gástricos 1ª escolha Betametasona e dexametasona: são glicocorticoides Não atuam por antagonismo aos receptores mas sim por diminuição dos processos inflamatórios Promove diminuição da prostaglandina e da substancia P Metoclopramida: atua em receptores D2 mais periféricos Possui atividade colinérgica pequena alterando a motilidade do TGI Possui como efeito colateral a diarreia, por ser colinomimetica e aumentar a peristalse Proscrita para crianças Não pode ser associado com escopolamina (anticolinérgico) Butirofenonas (haloperidol e domperidol): haloperidol possui ação mais central e domperidol ação mais periférica Clorpromazina: antipsicótico também utilizado para diminuir náuseas e vômitos Possui grande quantidade de efeitos colaterais, por isso não é utilizado como primeira escolha ▪ O mais ideal é associar com outro antiemético de segunda ou até terceira linha ▪ Fazer a reavaliação a cada 24h ▪ Essas medicações não podem ficar continuas − É importante considerar a via de administração ▪ A via oral pode não ser disponível devido aos vômitos ou por estase gástrica − Ficar atento à desidratação, hipocalemia e complicações comuns do vomito, como a bronco aspiração ▪ Evitar o uso de AINES (devido a irritação no TGI), IECA (pela alteração de potássio) e diuréticos (pela diminuição dos líquidos) • Classes de antieméticos e principais causas Causas Provocado por Achados clínicos Classe da droga - Medicamentos irritativos - Inflamação - Comorbidade - Drogas (opioides, AINES, ADP, álcool) - Inflamação crônica - Causa metabólica (Uremia, hipercalemia, cetoacidose, etc) - Quimioterapia - Persiste mesmo após muitos vômitos - Pouco alivio após vomitar - Antagonista de 5HT-3 (ondansetrona) → 1ª escolha - Antagonista do receptor de dopamina (Haloperidol) - Metoclopramida Quimioterapia - Estimulo da zona de gatilho e centro do vomito - Liberação de serotonina no TGI - Pode apresentar náuseas e vômitos antecipatórios - Quanto mais quimioterápicos, pior - Considerar benzodiazepínicos (lorazepam ou midazolam) se náusea antecipatória - Antagonista de 5HT-3 (ondansetrona) Distúrbio de motilidade (estasia gástrica e obstrução intestinal) → lentificação do peristaltismo - Drogas (opioides e anticolinérgicos) → relacionadas ao fechamento de esfíncteres - Hipercalcemia → aumento da contração muscular - Obstrução mecânica - Vomitos intermitentes e em grande volume com leve melhora sintomática após a emese - Saciedade precoce - Soluços - Estase gástrica: procinéticos (metoclopramida) → bloqueia D2, libera ach → ativa peristalse (colinomimética) - Obstrução intestinal: retirar procinéticos e iniciar antagonista do receptor de dopamina (haloperidol ou levomepromazina) + anticolinérgico (não usar escopolamina pq é anticolinérgico) - Considerar proteção gástrica (inibidor de próton ou de H2) Aumento da pressão intracraniana ou causa vestibular - Lesao expansiva - Tumor de base do crânio - Ototoxidade - Doença da orelha média - Vomito acompanhado de cefaleia - Alteração do nível de consciência - Vertigem (tontura com náusea) - Cinetose - Aumento da PIC: pode utilizar esteroides, levopromazina, corticoides. Considerar anticolinérgico - Causa vestibular: dimenidrato (dramin) Irritação gástrica ou esofágica → processo inflamatório → aumento da serotonina → ativação do vago - Tumor - Toxina - Inflamação - Infecção - Corpo estranho - náusea constante - Piora com alimentação - Sintomas de refluxo - Cólica gástrica - Antiácidos e inibidor de bomba de prótons - inibidor de 5HT-3 (ondansetrona) • Medicamentos antieméticos • Primeira linha: Medicamento Posologia Ação Efeitos colaterais Metoclopramida (plasil) 10-20mg 4x dia VO, SC ou IV D2 ou 5HT-3. Protocinético. Útil se estasia gástrica e náusea por uso de opioide Pode causar dor em pacientes com obstrução intestinal. Evitar uso com antimuscarínico. Disitonia e acatisia. Domperidona 10-20mg 4x dia Colinomimético e bloqueio de D2 periférico → relaxa esfíncter Haloperidol 1-2mg 2 ou 3x dia VO ou SC Bloqueia D2 central. Útil se a causa for química Aumenta chance de crise epiléptica. Distonia e acatisia. Ondasentrona 8mg 3x dia VO ou 4mg 2x dia IV ou SC Bloqueia 5HT-3. Atua na zona de gatilho. Útil se causa for quimioterapia. Causa constipação, cefaleia e fadiga. Escopolamina 20mg 4x dia Anticolinérgico (ação em receptor muscarinico). Útil se obstrução intestinal ou aumento da PIC Causa constipação. Boca seca, visão embaçada, retenção urinaria e confusão. • Segunda linha: Medicamento Posologia Ação Observação Meclizina 25-100mg VO 1x dia Bloqueia H1 e M1. anticolinérgico. Útil se obstrução intestinal ou aumento da PIC Causa constipação Levomepromazina 6-12mg à noite VO, SC Útil se a causa for química Aumenta chance de crise epiléptica Olanzapina 2,5-5mg VO 12x dia Depressão do centro do vomito Deve ser empregado por períodos curtos • Terceira linha: Medicamento Posologia Ação Observação Aprepitanto 125mg VO 1h antes da quimioterapia Prevenção de emese por quimioterapia ou como complicação cirúrgica Cefaleia, constipação, dispepsia, falta de apetite e fadiga Dimenidrinato (Dramin) 100mg 4x dia ou 6x dia Bloqueia H1 e M1. Anti- histaminico com inibição central do vomito Pode provocar sono Dexametasona 4-8mg 1x dia Útil se distúrbio de motilidade após procedimento cirurgico ou aumento da PIC • Classes − Considerando a complexidade dos mecanismos envolvidos na emese, não é de surpreender que os antiméticos apresentem uma variedade de classes e ofereçam uma faixa de eficácias − Os anticolinérgicos, especialmente antagonista de receptor muscarinico, (escopolamina) e os antagonistas de receptor H1 (dimenidrinato, meclizina e ciclizina) são muito uteis na doença do movimento, mas ineficazes contra substancias que atuam diretamente na zona do gatilho ✓ Benzodiazepínico: lorazepam ✓ Anticolinérgico: escopolamina ✓ Anti-histamínico: dramin ✓ Corticoesteroide: dexametasona ✓ Butirofenonas: haloperidol ✓ Fenotiazínico: clorpromazina ✓ Benzamida: metoclopramida ✓ Antagonista de serotonina: Ondasentrona • Terapias medicamentosas simples − Anti-histamínicos e anticolinérgicos − Tratamento de sintomatologia simples − Efeitos adversos: sonolência, confusão, borramento visual, boca seca e retenção urinaria • Medicamentos: − Difenidramina → dimenidrato (dramin) ▪ Açao nos receptores H1 e M1 − Procloperazina: atua bloqueando os receptores de dopamina ▪ É eficaz contra quimioterápicos emetogênicos Vitamina B6: é um composto que está envolvido em numerosas transformações metabólicas de proteinas e aminoacidos, na biossíntese dos neurotransmissores GABA, serotonina e dopamina Sua ação trófica sobre o tecido nervoso lhe confere utilidade terapêutica nos casos de comprometimento vestibular Possui eficácia sintomática nos casos de nausea e vomito Está presente na composição do dramin B6 (que é composto pela metade da dose do dramin comum) − Ondansetrona: bloqueador dos receptores de 5HT-3 ▪ Utilizado na êmese relacionada à quimioterapia (drogas)e pós operatório ▪ Muito metabolizada pelo fígado → exige alteração da dosagem em caso de insuficiência hepática ▪ Possui longa duração e ação ▪ São eficazes contra todos os graus de tratamentos emetogenicos ▪ Ativação do 5HT-3: quando o receptor de serotonina é ativado, ele abre os canais iônicos de sódio e potássio No SNC ocorre o estimulo de náusea, vomito, por ativação do centro cerebral, casos de ansiedade, apreensão (presença de muita serotonina) No SNP há excitabilidade neuronal e vômitos ▪ Ter cuidado na indicação para hiperemese gravídica no primeiro trimestre de gestação − Metoclopramida: inibe dopamina periférica e central ▪ Aumenta tônus do esfincter intraesofagico inferior e aumenta o esvaziamento gástrico acelerando o transito intestinal ▪ Pode dar diarreia ▪ Uso procinetico (estimula motricidade intestinal) e antiemetogenico ▪ Por ter efeitos antidopaminérgicos pode provocar efeitos extrapiramidais Isso limita o uso prolongado de doses elevadas ▪ É usado em pacientes com gastroparesia comprovada Usada previamente como farmaco pró-cinético no tratamento da DRGE ▪ É proibido fazer a associação com escopolamina ▪ Atentar para o risco de síndrome extrapiramidal ao usar doses altas e prolongadas − Butirofenonas: droperidol e haloperidol ▪ Bloqueiam os receptores de dopamina ▪ São antieméticos moderadamente eficazes − Benzodiazepínicos: lorazepam e alprazolam ▪ Uteis no tratamento da emese por antecipação ▪ O efeito é benéfico devido às propriedades sedativas, ansioliticas e amnésicas − Corticoides: dexametasona e metilpredinisolona ▪ Sozinhos são eficazes contra a quimioterapia leve ou moderadamente emetogenica ▪ Com mais frequencia são usados em associação ▪ O mecanismo antiemetico não é conhecido mas pode estar relacionado com o bloqueio de prostaglandinas − Bloqueador do receptor do receptor da substancia P: aprepitanto ▪ Não é primeira escolha, normalmente é usado intra-hospitalar ▪ Atua no receptor NK-I no cérebro e bloqueia a ação da substancia P ▪ É indicado para regimes de quimioterapia moderada ou altamente emetogenicos ▪ É administrado por via oral com dexametasona • Regimes associados − Os antiemeticos com frequencia são associados para aumentar a atividade antiemética ou diminuir a toxicidade − Corticoseteroides: são mais associados com a dexametasona ▪ Aumentam a atividade antiemética quando administrados em doses elevadas de metoclopramida − Anti-histaminico: são associados com doses elevadas de metoclopramida para diminuir as reações extrapiramidais ▪ Podem ser associados aos corticoesteroides para evitar a diarreia • Hiperemese gravidica − A hiperemese gravidica é caracterizada por vômitos complicados que já está fazendo distúrbio eletrolítico − Para sintomas leves: gengibre, piridoxina, anti-histaminicos e metoclopramida − Para sintomas moderados: doxilamina-piridoxina, prometazina e metoclopramida X Ações eméticas dos quimioterápicos − 70-80% dos pacientes submetidos à quimioterapia experimentam náuseas e/ou êmese − A êmese descontrolada pode causar desidratação, profundo desequilibrio metabólico e depleção de nutrientes − Pacientes oncológicos tem sintomas de náusea e vômitos devido ao uso de medicamentos eméticos (estimulação de D2, gastroparesia) − Os fármacos quimioterápicos podem ativar diretamente a zona do gatilho ou o centro do vomito no bulbo − Os quimioterápicos também podem atuar perifericamente causando lesões celulares no TGI e liberando serotonina das células enterocromafins da mucosa do intestino delgado − Metoclopramina, haloperidol e prometazina (tabela de diluição dos medicamentos no slide ficou ruim de passar pra cá)