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Contextualizada - Micologia e Virologia

Texto sobre doenças fúngicas como problema de saúde pública, apresentando dados de mortalidade e prevalência (dados da GAFFI e estudo sobre paracoccidioidomicose no Brasil), custos de tratamento elevados e a necessidade de políticas públicas e notificação compulsória.

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TITULO 
 
 
Giovanni Parize Gama 
28294704 
Biomedicina 
 
No mundo todo, mesmo em países considerados desenvolvidos, as 
doenças fúngicas são tratadas de forma periférica, não tendo, na maior parte 
destes, programas de financiamento específicos para desenvolvimento 
tecnológico para tais doenças. Inclusive, no Brasil a notificação de mortes 
causadas por fungos não é compulsória, nem mesmo são objeto da vigilância 
epidemiológica, sendo os únicos dados disponíveis são via Sistema de 
Informações sobre Mortalidade (SIM), o que torna as micoses doenças 
negligenciadas. 
Segundo o Fundo Global de Ações contra Infecções Fúngicas (GAFFI, 
em inglês), mais de 2 milhões de pessoas morrem todos os anos em decorrência 
de doenças causadas por fungos, ficando atrás somente da tuberculose e da 
malária. Além disso, estima-se que mais de 300 milhões de pessoas de variadas 
idades sofrem de graves infecções fúngicas a cada ano. 
No Brasil, a paracoccidioidomicose (PCM) é a maior causa de morte, 
especialmente nas regiões centro-oeste, sul e sudeste do país. Tal doença foi 
matéria de estudo de diversos artigos científicos, ainda tendo 3.181 óbitos 
estudados durante o intervalo de 1980 a 1995 por um desses estudos, o que 
revelou esta ser uma endemia nas regiões não metropolitanas, com alta taxa de 
mortalidade, sendo indicador para que a doença fosse um importante agravo de 
saúde no Brasil. 
Ademais, estudos indicam que o custo para o tratamento de doenças 
causadas por fungo no Brasil pode passar do valor de R$400 mil por paciente, 
com tratamentos que podem não ser tão eficazes e gerar diversos efeitos 
colaterais. 
Conclui-se, portanto, a necessidade urgente de que se desenvolvam 
políticas públicas e incentivos para pesquisa de doenças fúngicas, a fim de 
estudá-las melhor, bem como entender seus desdobramentos e buscar curas, 
além de necessidade de notificações compulsórias para serem identificadas 
endemias e epidemias a tempo de contê-las. 
 
FONTES 
COUTINHO, Z. F.; SILVA, Delson da; LAZÉRA, Márcia; PETRI, Valéria; 
OLIVEIRA, R. M., SABROZA, P. C.; WANKE, Bodo. Mortalidade por 
paracoccidiodomicose no Brasil (1980 – 1995). Outubro de 2002. Disponível 
em: <https://doi.org/10.1590/S0102-311X200200050003>. Acesso em: 29 de 
outubro de 2022. 
MATOS, M. P. de; SOUZA, A. P. de; SILVA, A, B; SEABRA, P. R. de F.; 
OLIVEIRA, L. N. Análises retrospectivas de mortalidade por micoses: artigo 
de revisão. 12 de março de 202, Goiás. Disponível em: 
<https://estacio.periodicoscientificos.com.br/index.php/rrsfesgo/article/view/205/
196>. Acesso em: 29 de outubro de 2022. 
RODRIGUES, M. L. Doenças causadas por fungos: um problema brasileiro 
de saúde pública. Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde. 
Disponível em: <https://www.cdts.fiocruz.br/opiniao-de-especialistas/doencas-
causadas-por-fungos-um-problema-brasileiro-de-saude-publica>. Acesso em: 
29 de outubro de 2022. 
Why GAFFI?. Global Action for Fungal Infections. Disponível em: 
<https://gaffi.org/why/>. Acesso em: 29 de outubro de 2022.

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