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SISTEMA DE ENSINO
CONTABILIDADE 
DE CUSTOS
Custos para a Tomada de Decisão
Livro Eletrônico
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Custos para a Tomada de Decisão
CONTABILIDADE DE CUSTOS
Rodrigo Machado
Sumário
Custos para a Tomada de Decisão .........................................................................................................................3
Margem de Contribuição ..............................................................................................................................................3
Margem de Contribuição e Custeio Direto ........................................................................................................6
Ponto de Equilíbrio (Break-Even Point) .............................................................................................................7
Custos de Oportunidade ..............................................................................................................................................9
Ponto de Equilíbrio Operacional .......................................................................................................................... 10
Ponto de Equilíbrio Econômico .............................................................................................................................13
Ponto de Equilíbrio Financeiro ..............................................................................................................................15
Análise do custo/volume/lucro .............................................................................................................................17
Margem de Segurança .................................................................................................................................................19
Grau de Alavancagem Operacional .................................................................................................................... 22
Resumo ...............................................................................................................................................................................26
Questões de Concurso ...............................................................................................................................................30
Gabarito ..............................................................................................................................................................................43
Gabarito Comentado ...................................................................................................................................................44
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Custos para a Tomada de Decisão
CONTABILIDADE DE CUSTOS
Rodrigo Machado
CUSTOS PARA A TOMADA DE DECISÃO
Fala meu filho, faaala minha filha!
Chegamos à última aula do curso de contabilidade de custos. Eu tenho uma mensagem: 
você será aprovado (a)!
Nesta aula passaremos a trabalhar com um novo enfoque para a contabilidade de custos, 
que é voltado para a tomada de decisão, é uma pegada mais gerencial. Falaremos a respeito da 
Margem de contribuição, seu conceito, cálculos e aplicação. Estudaremos a análise do custo × 
volume × lucro. Em seguida vamos entrar nas variações do ponto de equilíbrio e passearemos 
pelos conceitos do grau de alavancagem operacional. Para fechar nossa viagem, estudaremos 
a margem de segurança.
Concluindo esse curso você está apto (a) a acertar todas as questões da sua prova. Não há 
um assunto que não tenha visto, não haverá surpresas e você será aprovado (a).
Eu confio em você!
Para fecharmos, quero fazer um pedido, avalie as aulas no portal do aluno, por favor. Será 
muito importante saber sua opinião, receber seu feedback. Caso encontre alguma questão da 
FGV que não foi abordada no curso, mande-a, por favor, terei o prazo de resolver. Estarei sem-
pre por aqui para ajudar, para servir. Essa é minha grande missão como professor.
Abs.
Prof. Rodrigo Machado
@contabilidade_total
MargeM de Contribuição
Regra geral, a margem de contribuição representa um lucro variável, isso porque ela é a 
diferença entre o preço de venda unitário do produto ou do serviço e os custos e despesas 
variáveis por unidade de produto ou serviço.
Podemos, inclusive, esquematizar o conceito:
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Custos para a Tomada de Decisão
CONTABILIDADE DE CUSTOS
Rodrigo Machado
Isso nos leva ao entendimento que a MC unitária quando multiplicada pela quantidade de 
produtos vendidos nos dará a margem de contribuição total. A margem de contribuição total é 
que vai compor o lucro da entidade que reporta a informação
Professor, é certo afirmar que margem de contribuição é uma margem bruta?
É certo, sim! Inclusive, essa é a lição do Professor Padoveze, pois ele afirma que:
Margem de contribuição é a margem bruta obtida pela venda de um produto ou serviço que excede 
seus custos variáveis unitários; em outras palavras, é o mesmo que lucro variável unitário, ou seja, 
preço de venda unitário do produto deduzido dos custos e despesas variáveis necessários para 
produzir e vender o produto.
Professor, quando abordamos os custos para a tomada de decisão e os conceitos de mar-
gem de contribuição devemos passar a desconsiderar os custos fixos?
Não, de maneira alguma, porque embora essa seja a fórmula da margem de contribuição, 
isso não significa que devemos simplesmente ignorar a existência de custos fixos. Sabe por 
quê? De que adiantaria termos margens de contribuição positivas se não fossem suficientes 
para cobrir os custos fixos e ainda sobrar algo para compor o lucro? A entidade entraria na 
faixa de prejuízo e isso não é o almejado.
Nesse contexto, o Professor Eliseu Martins afirma que sabe-se que os custos indiretos de 
produção e as despesas (overhead) apresentam comportamento cada vez mais crescente, daí 
nasce cada vez mais o interesse decisório sobre esse crescimento. Contudo, isso não deve 
representar um abandono dos custos e despesas fixos.
A margem de contribuição unitária é uma medida de custos 
para a tomada de decisão, mas tem restrições, justamente por 
causa dos custos fixos. O que adianta ter MCU positiva se so-
mando todas elas não forem suficientes para “cobrir” os cus-
tos totais e gerar resultado? Embora com essa limitação, ela é 
uma ótima medida para decidir entre continuar produzindo e 
vendendo - ou não - determinado produto.
Veja que estamos trabalhando com o conceito de margem de contribuição unitária, mas 
isso não significa que não exista outro conceito. Temos a margem de contribuição total e ela 
está diretamente relacionada à outra. Sabe por quê? Porque a margem de contribuição total é 
o resultado da margem de contribuição unitária ou individual multiplicada pelo total de vendas.
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Custos para a Tomada de Decisão
CONTABILIDADE DE CUSTOS
Rodrigo Machado
No exemplo acima, a entidade possui um mix de produtos fabricados e para tomar conhe-
cimentoda sua margem de contribuição total o caminho é calcular as margens individuais e, 
depois somar cada uma das margens individuais para chegar à total.
Margem de contribuição unitária é quanto cada produto fabri-
cado e vendido contribui para cobrir as despesas totais, os cus-
tos fixos e formar o lucro da entidade que reporta a informação.
001. (CESPE/CODEVASF/CONTADOR/2021/Q1587864) Considere que uma empresa fabri-
cante de um único produto, com despesas variáveis de R$ 2 por unidade vendida e sem es-
toques iniciais, tenha incorrido em custos de produção variáveis de R$ 10 por unidade e em 
custos fixos totais de R$ 20 mil para produzir 10 mil unidades de seu único produto. Considere, 
ainda, que 80% dessa produção tenha sido vendida pelo preço de R$ 60. Nessa situação, a 
empresa atingiu um índice de margem de contribuição inferior a 60%.
A margem de contribuição unitária será o preço de venda deduzido do custo variável e despesa 
variável. Assim, a margem de contribuição unitária será de 48 reais (60 – 2 – 10).
Agora precisamos identificar quanto a margem de contribuição representa no preço de venda. 
O cálculo será: 48/60 = 0,8 ou 80%. Portanto, é acima dos 60% indicados no enunciado.
Errado.
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Custos para a Tomada de Decisão
CONTABILIDADE DE CUSTOS
Rodrigo Machado
MargeM de Contribuição e Custeio direto
O custeio direto foi um conceito que estudamos nas aulas anteriores. Vamos revisar os 
conceitos. Este sistema de custeio considera como custo de fabricação somente os custos 
diretos ou variáveis. Portanto, todos os custos fixos são tratados como despesas do período. 
Por esta razão não é aceito pela legislação fiscal porque a sua adoção onera o resultado do 
período e não atende aos princípios de contabilidade.
Vale ressaltar que quando uma entidade inicia sua produção do período e tem toda ela ven-
dida no mesmo período, não há problema em adotar este sistema. O problema nasce quando a 
entidade não vende toda a produção do período e mantém em estoque parte dos custos fixos 
de produção, mas reconhece este valor como despesa.
Professor, então quer dizer que é proibido?
Não, ele não é proibido, mas não poderá ser usado para fins de apuração de impostos. O 
custeio variável poderá ser usado para fins gerenciais, sem problemas.
Além da questão tributária, há outros 03 (três) problemas em reconhecer os custos diretos 
ou variáveis como despesas do período:
Em um esquema gráfico o sistema de custeio variável pode ser resumido da seguinte forma:
Professor, onde está concentrada essa importância?
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Custos para a Tomada de Decisão
CONTABILIDADE DE CUSTOS
Rodrigo Machado
Nós já vimos que o grande desafio para a contabilidade de custos é a atribuição correta 
dos custos indiretos aos produtos e sabemos, também, o custo total de fabricação é o resulta-
do da soma dos custos diretos com os custos indiretos. Outro detalhe que já dominamos é que 
a atribuição de custos diretos aos produtos é feita de maneira facilitada, simples.
O desafio é a atribuição correta dos custos indiretos, isso porque a carga dos CIF é direta-
mente influenciada por dois fatores: (i) o volume de produção e (ii) o critério adotado pela enti-
dade que reporta a informação. Para que a entidade mitigue a margem de erro na alocação dos 
custos indiretos a entidade deverá adotar o custeio por meio de departamentos e para mitigar 
ainda mais, o sistema ABC.
Professor, então se a banca examinadora afirmar que o sistema ABC é perfeito para alo-
cação de custos, isso estará correto?
Deixa eu falar um trem “cocê”. Nessas quase duas décadas trabalhando com auditoria eu 
nunca me deparei com um sistema de custeio que pudesse ser considerado perfeito. Ainda 
que a entidade adote o custeio por atividades com ou sem departamentalização, ainda que 
seus controles internos sejam considerados suficientes, não existe perfeição. Não há uma 
forma perfeita de alocação dos CIFs aos produtos sem que exista nenhuma margem de arbi-
trariedade.
Por fim, para que a entidade possa conhecer a rentabilidade de cada um de seus produtos 
ela deverá analisar a receita bruta de venda dos produtos, os custos variáveis, as despesas 
variáveis, os custos indiretos, as despesas fixas.
Ponto de equilíbrio (break-even Point)
O ponto de equilíbrio representa o volume de atividade operacional em que o total da mar-
gem de contribuição das quantidades produzida e vendida se iguala aos custos e despesas 
fixos. O break-even point vai indicar o nível de atividades ou volume de produção quando a 
receita total de vendas se iguala ao somatório dos custos variáveis totais mais os custos e 
despesas fixos. É o que se chama de lucro zero.
Professor, qual a importância disso?
Ele é importante demais. Primeiro porque o ponto de equilíbrio indica o quanto a empresa 
deve produzir e vender em quantidade mínima para não operar em prejuízo. Segundo, é cobra-
do em prova de concursos. Ah, um detalhe, o ponto de equilíbrio também é denominado como 
ponto de ruptura e, também, como ponto crítico.
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Custos para a Tomada de Decisão
CONTABILIDADE DE CUSTOS
Rodrigo Machado
Professor, muito contabiliquês, pode simplificar?
O ponto de equilíbrio é um nível operacional em que a entidade não terá lucros, mas tam-
bém não terá prejuízos. Imagine a seguinte estrutura:
Entidade possui custos totais de 150 mil reais e despesas totais de 230 mil reais. Portanto, 
seus custos e despesas de manutenção somam 380 mil reais por mês. Ela vende um único 
produto que tem margem de contribuição de 340 reais. Nesse cenário a entidade precisa pro-
duzir e vender 1.118 unidades para que ela não opere no prejuízo (embora também não obte-
nha lucro). Veja:
Quando dividimos os 380 mil reais pela margem de contribuição unitária de 340 reais che-
gamos ao total de unidades necessárias para que o ponto de equilíbrio seja alcançado. Essa 
entidade saberá no primeiro dia do mês que precisará produzir e vender essa quantidade, do 
contrário, vai entrar na margem de prejuízo.
Uma informação que precisa ser bastante enfatizada quando abordamos o ponto de equilí-
brio é que, embora importante no contexto de gestão, ele é para a tomada de decisão no curto 
prazo. Porque as entidades não podem operar com o pensamento restrito de obter lucro zero, 
afinal de contas ela precisa remunerar os detentores de capital.
O ponto de equilíbrio é uma boa técnica para a tomada de de-
cisão relacionada a custos, mas tem a limitação de ser apro-
priada apenas para a gestão de curto prazo.
Ao abordamos a necessidade de remunerar os detentores de capital entramos necessaria-
mente no conceito de custo de oportunidade.
Professor, o que vem a ser esse tal custo de oportunidade?
Vamos detalhar em um tópico específico.
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Custos para a Tomada de Decisão
CONTABILIDADE DE CUSTOS
Rodrigo Machado
Custos de oPortunidade
Quando pensamos em custos, normalmente somos levados a raciocinar com valores que 
são desembolsados para que um produto seja fabricado, um serviço prestado ou mercadoria 
vendida. Contudo, o conceito de custos de oportunidade é ligeiramente diferente do que es-
tamos acostumados a observar em Contabilidade de Custos, isso porque ele deseja que nós 
desistamos de um benefício.
Professor, pode explicar isso daí sem contabiliquês?
Nós vivemos em um mundo que demanda escolhas a todo momento, portanto, não dá para 
ter tudo, é preciso fazer escolhas. Considere que você seja solteiro (a) e curta pra caramba 
festas, passeios com amigos (as), goste de ficar com várias pessoas, enfim, você é um (a) 
solteiro (a) normal. Acredite, um dia eu já fui assim também. Então, um belo dia você resolve 
se casar. Você fez uma escolha, acreditando que teria benefícios, claro. Então qual o seu custo 
de oportunidade de se casado? É deixar de ir às festas, passeios com amigos (as), ficar com 
várias pessoas, enfim, você deixa de ser um (a) solteiro (a) normal. Este é seu custo de opor-
tunidade. Logo:
Custo de Oportunidade
A alternativa mais valiosa que é sacrificada quando se faz um 
dado investimento
No mundo corporativo...ah, eu sei, o casamento tem incontáveis benefícios também, mas 
eu não perderia a oportunidade. No mundo corporativo o custo de oportunidade é figura sem-
pre presente na tomada de decisão.
Isso porque quando uma entidade resolve aumentar sua capacidade de produção, seja por 
expansão da fábrica ou pela abertura de uma nova unidade fabril ela demanda custos. Estes 
valores que são investidos poderiam ser aplicados no mercado de capitais e render retornos 
relevantes. Então, o custo de oportunidade de aumentar a capacidade de produção da fábrica é 
o valor que a entidade deixa de ganhar no mercado de capitais. Caso os responsáveis pela gover-
nança da entidade resolvessem investir no mercado de capitais, qual seria seu custo de oportuni-
dade? O valor que deixariam de obter como retorno pelo aumento da capacidade de fabricação.
Detalhado o conceito e voltando à nossa realidade, quando a entidade obtém lucro zero 
ou nulo, ela deixa de remunerar os detentores de capitais aumentando os riscos de que estes 
investidores retirem seus recursos para investir em melhores oportunidades. No caso, seriam 
melhores opções de investimentos o mercado financeiro ou outra entidade com resultados 
positivos e remuneração de capital investido.
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Custos para a Tomada de Decisão
CONTABILIDADE DE CUSTOS
Rodrigo Machado
O ponto de equilíbrio pode ser obtido de três formas distintas, a depender da necessidade 
dos responsáveis pela governança da entidade. Eles poderão ser: operacional ou contábil, eco-
nômico e financeiro.
Ponto de equilíbrio oPeraCional
Também chamado de contábil, o Operacional é o ponto de equilíbrio em que são adotados 
somente os aspectos operacionais – custos fixos e despesas fixas -, não levando em conside-
ração os aspectos financeiros e aqueles que não sejam operacionais.
Isso significa dizer que o ponto de equilíbrio operacional leva em consideração:
• as receitas de vendas (ou receita de produção a preços de vendas dos produtos fabri-
cados),
• os custos variáveis dos produtos vendidos ou produzidos,
• as despesas variáveis (representam as despesas administrativas e de vendas),
• os custos fixos (custos dos produtos vendidos ou produzidos), despesas (operacionais).
O ponto de equilíbrio operacional ou contábil será obtido quando o total de receitas for 
equivalente ao total de custos e despesas, portanto:
RT = CT
Em que:
RT = preço de venda x quantidade
CT = custo fixo + custo variável
Professor, pode exemplificar?
É pra já!
Considere os seguintes dados extraídos dos registros contábeis de uma entidade industrial:
Custos e despesas variáveis: 120 reais por unidade.
Custos fixos e despesas fixas: 23 mil reais por mês
Preço de venda: 150 reais por unidade
O ponto de equilíbrio operacional ou contábil será:
RT = CT
RT = preço de venda x quantidade (q)
RT = 150q
CT = custo fixo + custo variável (q)
CT = 23.000 + 120q
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Custos para a Tomada de Decisão
CONTABILIDADE DE CUSTOS
Rodrigo Machado
O ponto de equilíbrio será a igualdade entre receita total e custo total, portanto:
RT = CT + CV
150q = 23.000 + 120q
30q = 23.000
Q = 23.000/30
Q = 767
Portanto, o ponto de equilíbrio operacional ou contábil será de 767 unidades mensais para 
esta entidade.
Professor, tem outro jeito de calcular?
Tem, sim.
PE = CFt/MCU
Em que:
PE: ponto de equilíbrio
CFt: custo fixo total
MCU: margem de contribuição unitária
Para calcular a margem de contribuição unitária usaremos a seguinte fórmula:
MCU = PV – CDV
Em que:
PV: preço de venda unitário
CDV: custos e despesas variáveis
Logo:
MCU = $150 - $120
MCU = $30
Portanto:
PE = CFt/MCU
PE = $23.000/ $30
PE = 767
Dessa forma, temos mais uma de forma de calcular e a escolha caberá àquela que melhor 
adequar ao entendimento.
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Custos para a Tomada de Decisão
CONTABILIDADE DE CUSTOS
Rodrigo Machado
002. (FGV/IMBEL/ANALISTA DE CUSTOS/2021/Q1853928) Um hotel que funciona durante 
o ano todo (365 dias) possui duzentos quartos. A diária de cada quarto é de R$ 120, sendo que 
os custos variáveis unitários são de R$ 20 por dia. Além disso, os custos fixos do hotel são de 
R$ 4,8 milhões ao ano.
Assinale a opção que indica a taxa de ocupação do hotel no ponto de equilíbrio contábil.
a) 5%
b) 27%
c) 53%
d) 55%
e) 66%
Podemos calcular essa questão de duas formas, então vamos optar pela primeira com a recei-
ta e custo total.
O ponto de equilíbrio operacional ou contábil será:
RT = CT
RT = preço da estadia x quantidade (q)
RT = 120q
CT = custo fixo + custo variável (q)
CT = 4.800.000 + 20q
O ponto de equilíbrio será a igualdade entre receita total e custo total, portanto:
RT = CT + CV
120q = 4.800.000 + 20q
100q = 4.800.000
Q = 4.800.000/100
Q = 48.000
Portanto, o ponto de equilíbrio operacional ou contábil será atingido quando o hotel conseguir 
48 mil estadias.
Letra e.
Professor, como transformar essa resposta em termos percentuais?
É doidimais! Há 200 quartos no hotel, certo? O ano tem 365 dias e hotel funciona diaria-
mente. A capacidade de estadia desse hotel será 73.000 diárias (200 quartos x 365 dias). Feito 
isso, basta aplicar uma regra de três para identificar qual será a taxa de ocupação necessária 
para atingir o ponto de equilíbrio contábil (48.000/73.000 = 0,658 ou 66%).
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Custos para a Tomada de Decisão
CONTABILIDADE DE CUSTOS
Rodrigo Machado
Ponto de equilíbrio eConôMiCo
Quando trabalhamos com o ponto de equilíbrio econômico devemos incluir nos dados a 
serem trabalhados:
• Despesas financeiras; e
• Receitas financeiras.
As despesas e receitas financeiras serão tratadas nesse modelo como custos fixos da enti-
dade. Assim, o ponto de equilíbrio econômico detalhará os totais de receitas que serão neces-
sárias para cobrir os custos, despesas, os gastos operacionais e financeiros e os impactos da 
inflação nos ativos e passivos monetários. Por ser um ponto de equilíbrio mais abrangente que 
o contábil o econômico considera dois itens adicionais, que é o lucro almejado pela entidade e, 
também serão considerados nos cálculos os custos de oportunidade.
Professor, qual a lógica disso?
Com o cálculo do ponto de equilíbrio econômico a entidade obterá o lucro zero, pela obten-
ção da receita, mas também terá à sua disposição os valores que serão necessários à cober-
tura dos gastos operacionais e financeiros, assim como os efeitos da inflação sobre os ativos 
e os passivos.
A inclusão da taxa ou montante de lucros no ponto de equilíbrio econômico é questão con-
troversa entre os autores. Eliseu Martins considera o lucro, assim como Osni Moura Ribeiro, 
por sua vez, o Prof. Padoveze não inclui. A lógica da não inclusão encontra-se no fato de que 
o ponto de equilíbrio tem como premissa indicar justamente o nível em que o lucro é zero, por-
tanto, ao inclui-lo há uma distorção do conceito.
Afastando-se das complicações acadêmicas, vale o que é considerado pelas bancas exa-
minadoras e a maioria delas trabalha com a inclusão de uma margem de lucro no conceito de 
ponto de equilíbrio econômico. Devemos nos manter atentos, também, ao aparecimento ou 
não dos custos de oportunidade. Dessa forma, teremos:
RT = CT + ML
Ou
Em que:
CT: custo total (custos + despesas)
ML: margem de lucro
MCU: margem de contribuição unitária
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Custos para a Tomada de Decisão
CONTABILIDADE DE CUSTOS
Rodrigo Machado
Exemplo:
Considere os seguintes dados extraídos dos registros contábeis de uma entidade industrial:
Custos e despesas variáveis: 120 reais por unidade.
Custos fixos e despesas fixas: 23 mil reais por mês
Preço de venda: 150 reais por unidade
A entidade considera necessário obter um lucro mínimo mensal de 450 mil reais.
RT = CT + ML
RT= preço de venda x quantidade (q)
ML = 450 mil reais
CT = Custos e despesas fixos
Logo:
150q = 23.000+120q + 450.000
150q - 120q = 23.000 + 450.000
30q = 473.000
Q = 473.000/30
Q = 15.767
Ou
Primeiro devemos calcular a margem de contribuição unitária:
MCU = PV – CDV
Em que:
PV: preço de venda unitário
CDV: custos e despesas variáveis
Logo:
MCU = $150 - $120
MCU = $30
Agora teremos:
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Custos para a Tomada de Decisão
CONTABILIDADE DE CUSTOS
Rodrigo Machado
Ponto de equilíbrio FinanCeiro
O ponto de equilíbrio financeiro é uma variante do ponto de equilíbrio econômico, pois ele 
considera as receitas e despesas financeiras, contudo, exclui dos cálculos os valores referen-
tes a depreciação, amortização e exaustão. Esse tratamento diferenciado parte da premissa 
que estas rubricas, embora façam parte da apuração do lucro do período, não representam 
desembolso de caixa, por isso são excluídas.
Professor, serão somente esses três itens que devem ser desconsiderados?
Não. Quais fatos contábeis que fazem parte da apuração do resultado do período e não 
sejam representativos de desembolsos financeiros serão considerados no cálculo do ponto 
de equilíbrio financeiro. Outros exemplos são as perdas estimadas com crédito de liquidação 
duvidosa (PECLD), antiga provisão para créditos de liquidação duvidosa (PCLD), as perdas es-
timadas para redução de estoques ao valor realizável líquido, perdas estimadas para redução 
de investimentos, etc.
Portanto, trabalharemos com a seguinte fórmula:
RT = CT – OSEC
Ou
Em que:
CT: custo total (custos + despesas)
OSEC: operações sem efeito de caixa
ML: margem de lucro
MCU: margem de contribuição unitária
Vamos esquematizar os conceitos:
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Além destes 3 (três) tipos de ponto de equilíbrio, o Prof. Padoveze relata, também, o con-
ceito de ponto de equilíbrio meta. Seu conceito deriva do ponto de equilíbrio financeiro e a ele 
é adicionado um percentual de lucro mínimo desejado pela entidade.
Uma visão gráfica do ponto de equilíbrio será:
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Graficamente podemos perceber o ponto em que o total de receitas se equipara ao total 
de despesas (O que é um pontinho verde no meio do gráfico? O ponto de equilíbrio!). Do lado 
esquerdo desse ponto teremos a área que representará o prejuízo do período e, por sua vez, do 
lado direito, teremos o lucro.
003. (FGV/IMBEL/ANALISTA DE CUSTOS/2021/Q1853936) Assinale a opção que indica a 
diferença entre os pontos de equilíbrio contábil e financeiro.
a) O contábil é utilizado em serviços e, o financeiro, em comércio.
b) O contábil leva em consideração a despesa com depreciação, e, o financeiro, não leva.
c) O contábil leva em consideração o custo de oportunidade, e, o financeiro, não leva.
d) O contábil é apresentado em termos de unidades vendidas e, o financeiro, em receita gerada.
e) O contábil é apresentado na Demonstração do Resultado do Exercício e, o financeiro, dos 
Fluxos de Caixa.
O ponto de equilíbrio financeiro é uma variante do ponto de equilíbrio econômico, pois ele con-
sidera as receitas e despesas financeiras, contudo, exclui dos cálculos os valores referentes 
a depreciação, amortização e exaustão. Esse tratamento diferenciado parte da premissa que 
estas rubricas, embora façam parte da apuração do lucro do período, não representam desem-
bolso de caixa, por isso são excluídas.
Letra b.
análise do Custo/voluMe/luCro
A análise do custo/volume/lucro ou do ponto de equilíbrio em quantidade para diversos 
produtos representa um dos assuntos mais complexos na análise de custos para a tomada de 
decisão. Nos tópicos anteriores nós vimos que o ponto de equilíbrio em valor é um dos crité-
rios mais utilizados para trabalhar com o ponto de equilíbrio.
Contudo, existem dificuldades de se trabalhar com ponto de equilíbrio quando a entidade 
que reporta a informaçãoproduz e venda um variado mix de produtos.
Por quê, professor?
Nós vimos que o ponto de equilíbrio vai representar aquela interseção das linhas (receitas 
e despesas) em que o lucro será zero, portanto o ponto de equilíbrio é quanto as receitas totais 
se equiparam aos custos totais (RT=CT). Quando a entidade possui um mix de produto ela 
deve trabalhar com a participação de cada produto dentro do total produzido e utilizar essa 
informação percentual como critério para encontrar a margem de contribuição unitária média.
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Considere uma entidade que tenha custos fixos totais à ordem de 320 mil reais e os seguin-
tes dados individuais para os produtos que fabrica e estima vender no período:
A primeira transação a ser feita na operação é identificar a participação percentual de cada 
produto no mix de produtos e para isso devemos trabalhar com dados percentuais:
Agora temos dois dados importantes, o percentual de participação de cada produto e sua 
margem de contribuição individual e assim, poderemos obter a margem de contribuição uni-
tária média:
Finalmente, temos condições de calcular o ponto de equilíbrio em quantidade para quando 
a entidade que reporta a informação possuir um mix variado de produtos fabricado:
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MargeM de segurança
A margem de segurança é a diferença entre a receita total obtida pela entidade e a receita 
total que determina o ponto de equilíbrio. No mundo dos empreendimentos o desejo é sempre 
por obter lucros, para que eles possam remunerar os detentores de capital e com outra parte 
dos lucros, serem reinvestidos na entidade. Portanto, o ponto de equilíbrio vai informar o ponto 
mínimo em que a entidade deverá começar a operar. Por usa vez, a margem de segurança vai 
indicar o espaço entre a realidade atual e a faixa em que esta entidade passará a entrar na área 
de prejuízo.
Esquematizado, poderemos ter o seguinte:
Na linha vermelha do gráfico temos as despesas, na linha amarela as receitas. O ponto de 
equilíbrio da entidade é alcançado quando ela apresenta um volume de 1.100 de receitas. No 
período analisado, foram geradas 1.400 de receitas e, dessa forma, a margem de segurança é 
de 300, que é o resultado do cálculo entre a receita total obtida pela entidade e a receita neces-
sária para ser alcançado o seu ponto de equilíbrio.
Professor, pode exemplificar com uma situação hipotética?
Vamos usar o mesmo exemplo que trabalhamos anteriormente, mas agora incluindo a pro-
dução real apurada para o período:
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Considere os seguintes dados extraídos dos registros contábeis de uma entidade industrial:
Custos e despesas variáveis: 120 reais por unidade.
Custos fixos e despesas fixas: 23 mil reais por mês
Preço de venda: 150 reais por unidade
A entidade considera necessário obter um lucro mínimo mensal de 450 mil reais.
A estimativa de produção do período foi, em quantidade, 17.800 unidades. Determine a margem 
de segurança, em quantidade e valor.
RT = CT + ML
RT= preço de venda x quantidade (q)
ML = 450 mil reais
CT = Custos e despesas fixos
Logo:
150q = 23.000+120q + 450.000
150q - 120q = 23.000 + 450.000
30q = 473.000
Q = 473.000/30
Q = 15.767
Ou
Primeiro devemos calcular a margem de contribuição unitária:
MCU = PV – CDV
Em que:
PV: preço de venda unitário
CDV: custos e despesas variáveis
Logo:
MCU = $150 - $120
MCU = $30
Agora teremos:
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Com estas informações podemos estabelecer a margem de segurança:
A margem de segurança também poderá ser obtida por meio de percentuais, nesse senti-
do, o Prof. Martins leciona o uso da seguinte equação:
Ou por quantidade:
Usando como exemplo o item acima teremos uma margem de segurança em termos per-
centuais de:
Dizemos que a entidade está operando com uma margem de segurança de 2.033 unidades 
e pode sofrer com uma redução em suas atividades nesse patamar sem entrar na faixa de pre-
juízo. Por sua vez, em termos percentuais, há uma margem de segurança de 11,4% do volume 
produtivo.
Professor, qual o impacto de saber isso?
Para o nosso mundo – dos concursos públicos -, representa uma questão a mais. Para o 
mundo corporativo influencia na política operacional e de produção e comercial. No contexto 
operacional a entidade que reporta a informação saberá o quanto ela possui de “gordurinha” 
no processo produtivo até que entre na área de prejuízo e essa margem poderá ser afetada por 
dois fatores: (i) decisão gerencial ou (ii) imprevistos.
A decisão gerencial de produzir em menor quantidade pode ser influenciada por diversos fa-
tores, tais como variações na taxa de câmbio, aspectos tributários e etc. Perceba que neste caso, 
é uma decisão tomada pelos responsáveis pela governança da entidade. Por sua vez, os impre-
vistos são das mais variadas ordens, tais como quebras de equipamentos, paradas programadas 
para manutenção, incêndios, inundações, greves de funcionários, pandemias e congêneres.
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A margem de contribuição é um dos critérios mais utilizados para realizar a análise do 
custo/volume/lucro no ambiente da Contabilidade de Custos como critérios para a tomada 
de decisão.
grau de alavanCageM oPeraCional
O grau de alavancagem operacional é um índice que indica o quanto haverá de aumento 
nos resultados da entidade decorrente do aumento do produtivo e de venda. Segundo o Dicio-
nário Houaiss, a palavra alavancar significa mover, erguer com alavanca, favorecer o desen-
volvimento de, incentivar, impulsionar. Todas as vezes que pensar no grau de alavancagem 
operacional pense no pé de cabra, aquela ferramenta que é usada como alavanca.
Portanto o grau de alavancagem operacional será o indicador que detalhará quantas vezes 
o percentual de aumento promovido no volume vai gerar aumento no resultado.
Quando calculamos o grau de alavancagem operacional (GAO) podemos utilizar dois cami-
nhos ou fórmulas para chegarmosao resultado pretendido. São elas:
Ou
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Professor, pode exemplificar?
Considere que a D. Bruna passou a fabricar queijos também. A produção é toda artesanal e o 
processo produtivo apresenta as seguintes características:
Custos variáveis: $ 14/ unid.
Custos e despesas fixos: $10.000/mês
Preço de venda: $ 24/unid.
O ponto de equilíbrio será:
Contudo, a D. Bruna é muito eficiente e trabalha acima do ponto de equilíbrio e no mês vi-
gente produziu e vendeu 1.400 unidades. Com esses dados ela obteve um lucro de 4.000 reais, 
representado pelas 400 unidades adicionais ao ponto de equilíbrio multiplicadas pela margem 
de contribuição, no valor de $10 unitário.
Com essas informações podemos afirmar que a entidade opera com uma margem de se-
gurança em termos quantitativos de 28,6%, pois:
Por sua vez, em termos financeiros a margem de segurança será de:
Sabemos que o lucro é de 4.000 reais quando a D. Bruna fabrica 1.400 unidades de queijo, 
mas o que aconteceria com o resultado se ela passasse a produzir 2.000 unidades?
A margem de segurança dela seria de 1.000 unidades, certo? Com estas unidades seu lu-
cro saltaria de 4.000 reais para 10.000 mil reais, pois:
1.000 unid x $10 = $10.000
A pergunta é: qual o grau de alavancagem provocado no lucro decorrente do aumento 
da produção?
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• O aumento no volume produtivo foi de: 100% (1.000/2.000); e
• O aumento no lucro foi de: 150%
Professor, por que esses aumentos não são proporcionais?
Essa é uma dúvida bastante frequente. Não há proporcionalidade porque os custos fixos 
não se alteram. Agora imagine o que aconteceria se o acréscimo passasse a ser 2.500 unida-
des ao invés de 2.000 unidades?
A nova margem de contribuição passaria a ser de 1.500 unidades de queijo e o novo lucro 
de 15.000 reais (1.500 unid x $10).
• O aumento no volume produtivo foi de: 78,5% (1.400/2.500); e
• O aumento no lucro foi de: 275% (4.000/15.000).
Portanto, um aumento de 78,5% no volume produtivo resulta em um acréscimo de 275% no 
resultado. Isso significa dizer que a cada 1% de variação sobre o atual volume de unidades de 
queijos produzidas corresponderá a uma variação de 3,5% sobre o resultado mensal.
004. (CESPE/CODEVASF/CONTADOR/2021/Q1587866) Considere que uma empresa venda 
seu único produto a R$ 100 a unidade, que seus custos e suas despesas fixas somem R$ 3,5 
milhões, que seu índice de margem de contribuição seja igual a 0,7 e que seu ponto de equilíbrio 
seja atingido quando ela fatura R$ 5 milhões. Nessas condições, a empresa atingirá um grau de 
alavancagem operacional superior a 4 quando seu índice de margem de segurança for igual a 0,5.
O enunciado afirma que a margem de contribuição da entidade é de 0,7 e seu preço de venda 
$100. Assim sendo, a margem de contribuição unitária é de $70.
Ainda com informações do enunciado, temos que a entidade que reporta alcançará o ponto de 
equilíbrio quando atingir vendas de 5 milhões. Com essa informação podemos identificar que 
ele venderá 100 mil unidades (preço unitário de $100).
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Pois bem, vamos calcular a margem de contribuição total (MCT):
MCT = Qtde. Vendida x Margem de contribuição unitária
MCT = 100.000 x 70
MCT = 7.000.000
Para sabermos qual será o grau de alavancagem operacional (GAO) devemos identificar o valor 
do lucro operacional (LO) que foi obtido pela entidade. Assim, teremos:
LO = Vendas – Custos e Despesas Fixas
LO = 7.000.000 – 3.500.000
LO = 3.500.000
Pronto:
GAO = MCT/LO
GAO = 7.000.000/3.500.000
GAO = 2
Errado.
005. (CESPE/MPE-CE/CONTADOR/2020/Q1219411) Os principais indicadores na análise de 
custo, volume e lucro são a margem de contribuição e o ponto de equilíbrio, formulados a partir 
dos componentes custo fixo, despesa fixa, custo variável, despesa variável e preço de venda.
Há enunciados do Cespe que são verdadeiras lições, esse é um deles. A análise do custo volu-
me lucro é realizada através dos principais indicadores, sendo eles:
• Margem de contribuição; e
• Ponto de equilíbrio.
Os principais insumos para esses indicadores são:
• custo fixo;
• despesa fixa;
• custo variável;
• despesa variável; e
• preço de venda.
Certo.
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RESUMO
Margem de Contribuição
Regra geral, a margem de contribuição representa um lucro variável, isso porque ela é a 
diferença entre o preço de venda unitário do produto ou do serviço e os custos e despesas 
variáveis por unidade de produto ou serviço.
Podemos, inclusive, esquematizar o conceito:
Ponto de Equilíbrio
O ponto de equilíbrio representa o volume de atividade operacional em que o total da mar-
gem de contribuição das quantidades produzida e vendida se iguala aos custos e despesas 
fixos. O break-even point vai indicar o nível de atividades ou volume de produção quando a 
receita total de vendas se iguala ao somatório dos custos variáveis totais mais os custos e 
despesas fixos. É o que se chama de lucro zero.
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Fórmulas:
Ponto de Equilíbrio Contábil
O ponto de equilíbrio operacional ou contábil será obtido quando o total de receitas for 
equivalente ao total de custos e despesas, portanto:
RT = CT
Em que:
RT = preço de venda x quantidade
CT = custo fixo + custo variável
Ponto de Equilíbrio Econômico
Teremos:
RT = CT + ML
Ou
Em que:
CT: custo total (custos + despesas)
ML: margem de lucro
MCU: margem de contribuição unitária
Ponto de EquilíbrioFinanceiro
Portanto, trabalharemos com a seguinte fórmula:
RT = CT – OSEC
Ou
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Em que:
CT: custo total (custos + despesas)
OSEC: operações sem efeito de caixa
ML: margem de lucro
MCU: margem de contribuição unitária
Análise de custo/volume/lucro
A análise do custo/volume/lucro ou do ponto de equilíbrio em quantidade para diversos 
produtos representa um dos assuntos mais complexos na análise de custos para a tomada de 
decisão. Nos tópicos anteriores nós vimos que o ponto de equilíbrio em valor é um dos crité-
rios mais utilizados para trabalhar com o ponto de equilíbrio.
Margem de Segurança
A margem de segurança é a diferença entre a receita total obtida pela entidade e a receita 
total que determina o ponto de equilíbrio. No mundo dos empreendimentos o desejo é sempre 
por obter lucros, para que eles possam remunerar os detentores de capital e com outra parte 
dos lucros, serem reinvestidos na entidade. Portanto, o ponto de equilíbrio vai informar o ponto 
mínimo em que a entidade deverá começar a operar. Por usa vez, a margem de segurança vai 
indicar o espaço entre a realidade atual e a faixa em que esta entidade passará a entrar na área 
de prejuízo.
Esquematizado, poderemos ter o seguinte:
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QUESTÕES DE CONCURSO
001. (UFGO/INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DE GOIÁS - GO 
/ TÉCNICO EM CONTABILIDADE/2019) Uma empresa produz e vende copos de vidros e apre-
senta as seguintes informações de sua composição de custo: Custo Fixo – R$120.000,00 e 
Custo Variável – R$4,00 por unidade. O preço de venda é de R$6,00 por unidade. Quantas uni-
dades de copos de vidros a empresa precisará vender para alcançar o seu ponto de equilíbrio?
a) 20.000
b) 30.000
c) 40.000
d) 60.000
002. (CONSULPLAN/CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE - BR / CONTADOR/2019) A 
Sociedade Empresária “A” produz um único produto e sua produção atual está em 80% de sua 
capacidade total. Toda essa produção já foi contratada para ser vendida ao preço de R$ 1,00 por 
unidade para a Sociedade Empresária “B”. A Sociedade Empresária “C” mostrou-se interessada 
em adquirir 10.000 unidades do produto da Sociedade Empresária “A”, mas se o preço de venda 
fosse de R$ 0,60 por unidade. Sabe-se que os custos de produção da Sociedade Empresária 
“A” – independentemente de aceitar ou não a proposta de “C” – são caracterizados da seguinte 
maneira: Custo Fixo total R$ 25.000,00 e Custo Variável R$ 0,50 por unidade. Outra informação 
relevante é que a capacidade total de produção da Sociedade Empresária “A” é de 100.000 
unidades. Se a Sociedade Empresária “A” aceitar a proposta da Sociedade Empresária “C”, a 
margem de contribuição total após o incremento de 10.000 unidades na produção atual será de
a) R$ 40.000,00.
b) R$ 41.000,00.
c) R$ 65.000,00.
d) R$ 70.000,00.
003. (PUC – PR/PREFEITURA DE CAMPO GRANDE - MS / AUDITOR FISCAL DA RECEITA 
MUNICIPAL/2019) Considere as informações obtidas pela contabilidade de custos da em-
presa “Cia Sempre Alerta S.A.”. Quantidade vendida = 293 unid. Preço de Venda = R$ 750,00/
unid. Aluguel = R$ 23.000,00/mês. Depreciação = R$ 15.000,00/mês. Seguro = R$ 28.000,00/
mês. IPTU = R$ 6.000,00/mês. Custos e Despesas Variáveis = R$ 430,00/unid. A Margem de 
Segurança Operacional, em unidades, é de
a) 68 unidades.
b) 98 unidades.
c) 105 unidades.
d) 225 unidades.
e) 320 unidades.
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004. (FCC/COMPANHIA DO METROPOLITANO DE SÃO PAULO - SP / ANALISTA DESEN-
VOLVIMENTO GESTÃO JÚNIOR - ÁREA CIÊNCIAS CONTÁBEIS/2019) A empresa Trilho e 
Trilha vende apenas um modelo exclusivo e patenteado de bota para esportes ao ar livre. No 
ano fiscal de X5, ela elaborou a Demonstração do Resultado do Exercício para fins gerenciais 
conforme a tabela abaixo:
Receita de Vendas R$ 800.000,00
Custos variáveis (R$ 225.000,00)
Custos fixos (R$ 300.000,00)
Despesas variáveis (R$ 10.000,00)
Despesas fixas (R$ 200.000,00)
Lucro operacional R$ 65.000,00
No período em questão, foram produzidos e vendidos 8.000 pares de botas. Em 31/dez/X5, 
não houve saldo remanescente em estoque de produto em processamento e tampouco em 
estoque de produto acabado. Considerando uma unidade sendo um par de botas, a Margem 
de Contribuição unitária (MCu) para a empresa Trilho e Trilha é, em reais,
a) 34,37
b) 8,12
c) 70,62
d) 37,50
e) 100,00
005. (CESPE/SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR - BR / ANALISTA JUDICIÁRIO - ÁREA APOIO 
ESPECIALIZADO - ESPECIALIDADE: CONTABILIDADE/2018) A tabela seguinte ilustra, com 
valores em reais, a estrutura de custos, despesas e preços de uma empresa que produz um 
único produto.
Em determinado período, a empresa produziu 20.000 unidades do produto e vendeu 18.000 
unidades, não havendo estoques finais de produtos em processo nem estoques iniciais de 
qualquer espécie. Considerando a tabela e as informações anteriormente apresentadas, julgue 
os próximos itens.
A margem de segurança da empresa foi superior a 30%.
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Custos para a Tomada de Decisão
CONTABILIDADE DE CUSTOS
Rodrigo Machado
006. (CESPE/SECRETARIA DA FAZENDA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL - RS / AUDI-
TOR DO ESTADO/2018) Os dados a seguir foram extraídos da contabilidade gerencial de uma 
empresa: custos e despesas fixas totais: R$ 300.000; custos e despesas variáveis unitárias: 
R$ 45; preço de venda: R$ 60; faturamento no mês mais recente: R$ 1.290.000. A partir dessas 
informações, é correto afirmar que, no mês considerado, a margem de segurança da empresa
a) inexistiu.
b) foi inferior a 1.000 unidades.
c) ficou entre 1.000 unidades e 2.000 unidades.
d) ficou entre 2.000 unidades e 3.000 unidades.
e) foi superior a 3.000 unidades.
007. (UFGO/EMPRESA DE SANEAMENTO DE GOIÁS S.A. - GO / ANALISTA DE GESTÃO - 
ÁREA CONTADOR/2018) A empresa Industrial Ltda. produz e vende determinada marca de 
sabonete. No final do mês de dezembro de X1, apresentou os seguintes dados:
 Vendas de 82.000 unidades.
 Preço de venda: R$ 3,50/unidade.
 Custo variável de R$ 150.000,00.
 Custo fixo de R$ 60.000,00.
 Despesa variável de R$ 25.000,00.
Assim, a margem de contribuição da empresa, no período, em reais, foi de
a) 137.000,00
b) 112.000,00
c) 77.000,00
d) 52.000,00
008. (FUMARC/COMPANHIA ENERGÉTICA DE MINAS GERAIS - MG / ANALISTA DE GES-
TÃO CONTÁBIL JÚNIOR/2018) Uma determinada sociedade empresária apresentou o se-
guinte lucro operacional:
Com base nas informações, o seu índice de margemde contribuição será de:
a) 40%
b) 48%
c) 52%
d) 60%
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Custos para a Tomada de Decisão
CONTABILIDADE DE CUSTOS
Rodrigo Machado
009. (FADESP/BANCO DO ESTADO DO PARÁ - PA / CONTADOR/2018) Uma indústria de 
sucos pretende produzir e vender os sucos que lhe propiciam maior margem de contribuição. 
Com base na estrutura de custos e preços descrita a seguir, os dois tipos cuja produção e ven-
da deve ser incentivada sob os preceitos do custeio direto ou variável e por propiciarem maior 
margem são Estrutura de preços e custos:
a) B e E.
b) A e C.
c) D e A.
d) C e D.
e) B e C.
010. (FAUEL/AGÊNCIA REGULADORA DE SERVIÇOS PÚBLICOS DELEGADOS DE INFRAES-
TRUTURA DO PARANÁ - PR / ESPECIALISTA EM REGULAÇÃO - ÁREA CONTADOR/2018) 
Uma indústria produz e vende um único tipo de produto, o qual é vendido por R$ 200,00 (duzen-
tos reais) cada, e sua capacidade produtiva é de 20.000 unidades por mês. No mês anterior, 
essa indústria obteve um lucro líquido de R$ 500.000,00 (quinhentos mil reais) com a venda 
de 15.000 (quinze mil) unidades, e um gasto com custos e despesas fixas no montante de R$ 
1.000.000,00 (um milhão de reais). Porém, essa indústria recusou, no mesmo período, uma 
oferta para vender 4.000 (quatro mil) unidades por R$ 150,00 (cento e cinquenta reais) cada. 
Com base, somente, nas informações fornecidas, assinale a alternativa INCORRETA:
a) Caso tivesse aceitado a oferta, essa indústria teria apresentado um lucro líquido de R$ 
700.000,00 (setecentos mil reais).
b) Caso tivesse aceitado a oferta, essa indústria teria conseguido um faturamento bruto de R$ 
3.600.000,00 (três milhões e seiscentos mil reais).
c) Caso tivesse aceitado a oferta, essa indústria teria obtido uma Margem de Contribuição To-
tal, no valor de R$ 1.900.000,00 (um milhão e novecentos mil reais).
d) Caso tivesse aceitado a oferta, essa indústria teria gasto com custos e despesas variáveis 
o montante de R$ 1.900.000,00 (um milhão e novecentos mil reais).
011. (UEG/CÂMARA MUNICIPAL DE GOIÂNIA - GO / ASSESSOR TÉCNICO LEGISLATIVO - 
ÁREA CONTADOR/2018) Uma empresa produz e vende determinada marca de cerveja e apre-
senta os seguintes dados: Vendas: 220.000 unidades. Preço de venda: R$ 2,50 por unidade. 
Custo variável: R$ 80.000,00 Despesas variáveis: R$ 150.000,00 Custo fixo: R$ 65.000,00 Qual 
é a margem de contribuição da empresa, em Reais?
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Custos para a Tomada de Decisão
CONTABILIDADE DE CUSTOS
Rodrigo Machado
a) 470.000,00
b) 400.000,00
c) 320.000,00
d) 255.000,00
012. (UEG/CÂMARA MUNICIPAL DE GOIÂNIA - GO / ASSESSOR TÉCNICO LEGISLATIVO - 
ÁREA CONTADOR/2018) Determinada empresa produz e vende três produtos diferentes com 
preços diferenciados:
Cada produto apresenta o seguinte percentual de participação na receita total da empresa: 
Produto Z - 44%; Produto Y - 36%; Produto K - 20%. Os custos variáveis de cada produto são: 
Produto Z – R$ 16.500,00; Produto Y – R$ 11.250,00 e Produto K – R$ 5.000,00. O custo fixo da 
empresa é de R$ 24.000,00. Considerando as informações, qual é a margem de contribuição, 
em Reais, do produto K?
a) 29.750,00
b) 11.250,00
c) 11.000,00
d) 7.500,00
013. (CONSULPLAN/CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE - BR / CONTADOR/2018) 
Considere os seguintes dados da empresa Liberati S/A:
• Quantidade vendida = 258 u.
• Custos e despesas variáveis = R$ 350,00/u.
• Custos e despesas fixos = R$ 56.000,00/mês.
• Preço de venda = R$ 600,00/u.
A margem de segurança operacional, em unidades, é de:
a) 34 unidades.
b) 38 unidades.
c) 224 unidades.
d) 258 unidades.
014. (COMPERVE/MINISTÉRIO PÚBLICO DO RIO GRANDE DO NORTE - RN / ANALISTA DO 
MINISTÉRIO PÚBLICO ESTADUAL - ÁREA CONTABILIDADE/2017) A margem de contribui-
ção é um importante indicador para a gestão de custos de uma entidade. Considere as seguin-
tes afirmações sobre esse indicador.
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Custos para a Tomada de Decisão
CONTABILIDADE DE CUSTOS
Rodrigo Machado
I – A Margem de Contribuição Unitária é calculada a partir da diferença entre o preço de venda 
e as despesas fixas e variáveis de cada unidade vendida.
II – A Margem de Contribuição é o valor que cada unidade, efetivamente, traz para a entidade e 
corresponde à sobra entre a receita da unidade e o custo que, de fato, foi provocado, podendo 
ser imputado a ela sem erro.
III – Para o cálculo do ponto de equilíbrio em unidades monetárias, pode ser utilizado o Índice 
de Margem de Contribuição, que é calculado a partir da divisão entre o preço de venda e os 
gastos variáveis de cada unidade vendida.
IV – Se não houver fatores restritivos à capacidade produtiva da entidade, o melhor produto 
pode ser identificado como sendo o de maior margem de contribuição unitária.
Das afirmações, estão corretas
a) III e IV.
b) I e III.
c) I e II.
d) II e IV.
015. (COMPERVE/MINISTÉRIO PÚBLICO DO RIO GRANDE DO NORTE - RN / ANALISTA DO 
MINISTÉRIO PÚBLICO ESTADUAL - ÁREA CONTABILIDADE/2017) Uma determinada socie-
dade empresária apresentou uma produção de 1.500 unidades de certo produto, sendo que 
teve R$135.000,00 de custos fixos totais e R$345.000,00 de custos variáveis totais. Sabendo 
que a margem de contribuição unitária é de R$340,00 e não houve despesas, assinale a alter-
nativa correta:
a) O preço de venda do produto foi de R$430,00 a unidade
b) O preço de venda do produto foi de R$570,00 a unidade
c) O preço de venda do produto foi de R$480,00 a unidade
d) O preço de venda do produto foi de R$390,00 a unidade
016. (IBFC/EMPRESA BAHIANA DE ÁGUAS E SANEAMENTO - BA / CONTADOR/2017) Uma 
sociedade empresária apresentou os seguintes dados de produção em determinado período:
preço de venda de determinado produto: R$850,00/ unidade;
custos fixos totais: R$1.550.000,00;
custos variáveis totais: R$15.000.000,00;
produção acabada e vendida: 25.000 unidades;
depreciação, inclusa nos custos fixos totais: R$350.000,00.
Assinale a alternativa correta.
a) O Ponto de Equilíbrio Econômico é de 12.400 unidades no período
b) O Ponto de Equilíbrio Financeiro é de 8.300 unidades no período
c) O Ponto de Equilíbrio Contábil é de 6.200 unidades no período
d) A Margem de Contribuição Unitária é de R$50,00
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Custos para a Tomada de Decisão
CONTABILIDADE DE CUSTOS
Rodrigo Machado
017. (FCC/PREFEITURA DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO - SP / AUDITOR FISCAL TRIBUTÁRIO 
MUNICIPAL/2019) Considerando o sistema de custeio variável, define-se margem de contri-
buição unitária do produto como
a) a diferença entre o preço de venda líquido e os custos diretos variáveis.
b) o percentual dos custos fixos totais sobre o preço de venda líquido, ponderado pelo valor 
agregado ao produto.c) o percentual do custo dos produtos vendidos sobre a receita bruta.
d) a diferença entre a receita líquida e os custos fixos totais, dividida pelo volume de vendas.
e) a capacidade da empresa em produzir diferentes produtos conforme a sazonalidade 
de consumo.
018. (FBC/CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE - BR / CONTADOR/2017) Uma Indús-
tria produz um único produto e adota como método de custeamento o Custeio Variável. Essa 
Indústria apresentou, em 31.8.2017, a seguinte Demonstração de Resultado para fins geren-
ciais, referente ao mês de agosto, equivalente à produção e venda de 500 unidades:
Considerando-se apenas as informações apresentadas, a Margem de Contribuição Total da 
Indústria, prevista para setembro de 2017, é de:
a) R$151.000,00.
b) R$120.800,00.
c) R$117.200,00.
d) R$104.600,00.
019. (CESPE/SECRETARIA DE FAZENDA DO DISTRITO FEDERAL - DF / AUDITOR FISCAL 
DA RECEITA DO DISTRITO FEDERAL/2020) Situação hipotética: Determinada empresa atin-
giu seu ponto de equilíbrio ao vender 4 mil unidades de seu único produto. Seus custos e des-
pesas fixas somaram R$ 160.000. Assertiva: Nessa situação, se a empresa apurar um lucro, 
antes de impostos, de R$ 80.000, ela terá obtido uma margem de segurança superior a 40%.
020. (FUNDATEC/CÂMARA MUNICIPAL DE ITUPORANGA - SC / CONTROLADOR INTER-
NO/2019) Considerando os conceitos da Análise de Custo, Volume, Lucro, analise as seguin-
tes assertivas:
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Custos para a Tomada de Decisão
CONTABILIDADE DE CUSTOS
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I – O Ponto de Equilíbrio Contábil será obtido quando a soma das margens de contribuição to-
talizar o montante suficiente para cobrir todos os custos e despesas fixos; esse é o ponto em 
que contabilmente não haveria nem lucro nem prejuízo.
II – A margem de segurança é o excedente da receita da empresa sobre a receita no ponto de 
equilíbrio. Consequentemente, representa o quanto as vendas podem cair sem que haja preju-
ízo para a empresa.
III – A margem de contribuição unitária representa a parcela do preço de venda que resta para 
a cobertura dos custos e despesas fixos e para a geração do lucro por produto vendido.
Quais estão corretas?
a) Apenas I.
b) Apenas II.
c) Apenas III.
d) Apenas I e II.
e) I, II e III.
Texto 2A4-I
Os dados a seguir são relativos a uma empresa que fabrica carros elétricos.
preço de venda: R$ 50.000/unidade
custos e despesas variáveis: R$ 40.000/unidade
custos e despesas fixas: R$ 1.000.000 por período
A empresa operou, no período X1, com um volume de vendas de 120 unidades e, no período 
X2, com 150 unidades.
021. (CESPE/SECRETARIA DA FAZENDA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL - RS / AUDI-
TOR FISCAL DA RECEITA ESTADUAL/2019) A partir das informações do texto 2A4-I, assinale 
a opção correta, com relação a margem de segurança.
a) No nível de 120 unidades vendidas, a margem de segurança é de 20%.
b) No nível de 120 unidades vendidas, a margem de segurança é superior a 15% e inferior a 20%.
c) No nível de 120 unidades vendidas, a receita total pode ser diminuída em 18% antes de en-
trar na faixa de prejuízo.
d) No nível de 150 unidades vendidas, a margem de segurança é superior a 35%.
e) No nível de 150 unidades vendidas, a receita total pode ser diminuída em R$ 2.600.000 antes 
de entrar na faixa de prejuízo.
022. (VUNESP/MINISTÉRIO PÚBLICO DE SÃO PAULO - SP / ANALISTA TÉCNICO CIENTÍFI-
CO - ÁREA ADMINISTRADOR/2019) Considere uma entidade com R$ 1.800.000,00 de custos 
e despesas fixas e um produto cujos custos e despesas variáveis correspondem a 40% de seu 
preço de venda. Nesse contexto, o seu ponto de equilíbrio contábil é de
a) R$ 1.200.000,00 em faturamento.
b) R$ 1.800.000,00 em faturamento.
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Custos para a Tomada de Decisão
CONTABILIDADE DE CUSTOS
Rodrigo Machado
c) R$ 3.000.000,00 em faturamento.
d) R$ 1.200.000,00 em margem de contribuição.
e) R$ 3.000.000,00 em margem de contribuição.
023. (FCC/AGÊNCIA DE FOMENTO DO AMAPÁ - AP / ANALISTA DE FOMENTO - ÁREA 
CONTADOR/2019) Sabendo que a Cia. dos Amores deseja obter um lucro de R$ 270.000,00 
apurado de acordo com método de custeio variável, o ponto de equilíbrio econômico da Cia. 
dos Amores, em unidades, é
a) 1.350.
b) 1.650.
c) 3.000.
d) 3.300.
e) 2.276.
024. (FCC/SECRETARIA DE PLANEJAMENTO, ADMINISTRAÇÃO E GESTÃO DE PESSOAS 
DE PERNAMBUCO - PE / ANALISTA DE GESTÃO CONTÁBIL/2019) A Cia. Beta, ao analisar 
o processo de produção e venda de seu único produto em um determinado mês, obteve as 
seguintes informações:
- Custos fixos: R$ 330.000,00.
- Custos variáveis:
- Matéria prima: R$ 13,00 por unidade.
- Mão de obra direta: R$ 7,00 por unidade.
- Despesas fixas: R$ 150.000,00.
- Despesas variáveis: R$ 30,00 por unidade.
- Preço bruto de venda: R$ 200,00 por unidade.
- Comissões de venda: 5% da receita bruta de venda.
- Impostos sobre a venda: 10% da receita bruta de vendas.
Considerando os gastos incorridos pela Cia. Beta no processo de produção de seu único pro-
duto e que a empresa adota o custeio por absorção, o ponto de equilíbrio contábil da Cia., em 
quantidade, é
a) 2.200.
b) 3.200.
c) 2.750.
d) 4.000.
e) 2.667.
025. (UFU/UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA - BR / TÉCNICO EM CONTABILIDA-
DE/2019) Uma Indústria Alfa produz um único produto e adota como método de custeamento 
o Custeio Variável. Essa Indústria apresentou, em 31.8.2018, a seguinte Demonstração de Re-
sultado para fins gerenciais, referente ao mês de agosto, e equivalente à produção e à venda 
de 600 unidades.
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Custos para a Tomada de Decisão
CONTABILIDADE DE CUSTOS
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Para o mês de setembro de 2018, a Indústria estima produzir e vender 400 unidades desse 
mesmo produto, nas mesmas condições e com a mesma estrutura disponível em agosto de 
2018. Considerando-se as informações apresentadas, a Margem de Contribuição Total da In-
dústria, prevista para setembro de 2018, é de
a) R$ 8.120,00.
b) R$ 4.080,00.
c) R$ 12.080,00.
d) R$ 3.360,00.
026. (AOCP/POLÍCIA CIVIL DO ESPÍRITO SANTO - ES / PERITO OFICIAL CRIMINAL - ÁREA 
1/2019) Considere as seguintes informações extraídas da contabilidade de uma fábrica:
Custo de oportunidade: R$ 2.000,00;
Custo fixo total: R$ 10.000,00;
Custo variável unitário: R$ 20,00;
Preço de venda unitário: R$ 80,00.
Com base nessas informações, o ponto de equilíbrio econômico em unidades é de
a) 120 unidades.
b) 80 unidades.
c) 100 unidades.
d) 200 unidades.
e) 300 unidades.
027. (UFGO/INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DE GOIÁS - GO 
/ ECONOMISTA/2019) Sabe que o ponto de equilíbrio evidencia de forma genérica o quanto 
se deve vender ou produzir para que as receitas se igualem aos custos. Suponha que uma ins-
tituição de ensino oferece um curso onde o custo fixo é de R$ 3.000, o custo variável é de R$ 
14.000, a receita de venda é de R$ 20.000. Qual o valor do ponto de equilíbrio em %?
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CONTABILIDADE DE CUSTOS
Rodrigo Machado
a) 40%
b) 50%
c) 60%
d) 70%
028. (CESPE/SERVIÇO DE LIMPEZA URBANA - DF / ANALISTA DE GESTÃO DE RESÍDUOS 
SÓLIDOS - ÁREA CIÊNCIAS CONTÁBEIS/2019) Situação hipotética: Uma empresa que atua 
em determinado setor mensurou seu grau de alavancagem operacional (GAO) em 6,5 e espera 
um lucro, antes de tributação, de R$ 45 mil para o período subsequente, em função de um au-
mento de 5% no volume de vendas.
Assertiva: Considerando-se que, entre os dois períodos, tenham permanecido constantes os 
custos fixos e variáveis, as despesas fixas e variáveis, e o preço de venda, bem como se assu-
mindo 0,75 como valor aproximado para 1.000/1.325, é correto afirmar que, nessa situação, a 
margem de contribuição utilizada no cálculo do GAO foi superior a R$ 230 mil.
029. (FCC/SECRETARIA MUNICIPAL DE FINANÇAS, TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO E 
CONTROLE INTERNO DO AMAZONAS - AM / AUDITOR FISCAL DE TRIBUTOS MUNICI-
PAIS/2019) A indústria Só Batuque, para produzir seu único produto, incorreu nos seguin-
tes gastos:
Com base nestas informações e sabendo que a empresa deseja obter um lucro de R$ 100.000,00 
e que adota o custeio por absorção, o ponto de equilíbrio econômico da indústria Só Batuque, 
em unidades, é
a) 6.000.
b) 4.000.
c) 3.500.
d) 5.660.
e) 5.500.
030. (IADES/CONSELHO REGIONAL DE FARMÁCIA DE RONDÔNIA - RO / CONTADOR/2019) 
Em determinada indústria, o ponto de equilíbrio (PE) é atingido quando a quantidade produzida 
é igual a 50 unidades. O preço de venda de cada unidade é R$ 500,00, e o custo variável unitário 
(CVu) é R$ 200,00. Com base apenas nessas informações, quando são produzidas 60 unida-
des, o custo fixo (CF) é igual a
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CONTABILIDADE DE CUSTOS
Rodrigo Machado
a) R$ 5.000,00.
b) R$ 15.000,00.
c) R$ 18.000,00.
d) R$ 20.000,00.
e) R$ 25.000,00.
031. (IFPA/INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DO PARÁ - IFPA 
- PA / TÉCNICO EM CONTABILIDADE/2019) Qual é o ponto de equilíbrio contábil em quanti-
dade física:
a) 3.333 unids
b) 4.464 unids
c) 4.166 unids.
d) 3.846 unids.
e) 4.000 unids
032. (IFPA/INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DO PARÁ - IFPA 
- PA / TÉCNICO EM CONTABILIDADE/2019) Qual é o ponto de equilíbrio contábil em va-
lor monetário
a) $ 833.200.
b) $ 333.280.
c) $ 666.600.
d) $ 800.000.
e) $ 769.200.
033. (IFPA/INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DO PARÁ - IFPA 
- PA / TÉCNICO EM CONTABILIDADE/2019) Qual é o ponto de equilíbrio econômico em quan-
tidade física, sabendo que a empresa deseja obter um lucro de $30.000:
a) 4.134 unids.
b) 4.479 unids
c) 2.150 unids
d) 4.300 unids.
e) 5.375 unids
034. (IFPA/INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DO PARÁ - IFPA 
- PA / TÉCNICO EM CONTABILIDADE/2019) Qual é o ponto de equilíbrio financeiro em quan-
tidade física, sabendo que a depreciação acumulada do período foi de $9.000:
a) 4.073 unids
b) 4.260 unids.
c) 3.759 unids.
d) 1.955 unids.
e) 2.500 unids.
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Custos para a Tomada de Decisão
CONTABILIDADE DE CUSTOS
Rodrigo Machado
035. (CESPE/TRIBUNAL DE CONTAS DE RONDÔNIA - RO / AUDITOR DE CONTROLE EX-
TERNO - ÁREA CIÊNCIAS CONTÁBEIS/2019) A tabela a seguir mostra dados referentes a 
uma indústria que comercializa apenas unidades inteiras.
Considerando-se o custeio variável e a análise custo versus volume versus lucro, é correto 
afirmar que
a) a margem de contribuição unitária é de R$ 13.
b) o custo variável será reduzido para R$ 40, caso a produção aumente para 6.000 unidades.
c) uma variação favorável de R$ 5 nos custos variáveis unitários deverá fazer que a empresa 
comece a auferir lucro, antes dos tributos sobre lucro, com faturamento bruto de R$ 110.530.
d) um aumento nos gastos fixos na ordem de 20% levará a empresa a vender, pelo menos, 
2.100 unidades de produto para cobrir todos os custos.
e) o ponto de equilíbrio contábil será de 1.300 unidades, caso a indústria consiga uma isenção 
tributária.
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Custos para a Tomada de Decisão
CONTABILIDADE DE CUSTOS
Rodrigo Machado
GABARITO
1. d
2. b
3. a
4. c
5. C
6. c
7. b
8. a
9. b
10. c
11. c
12. d
13. a
14. d
15. b
16. c
17. a
18. b
19. E
20. e
21. b
22. c
23. d
24. d
25. c
26. d
27. b
28. E
29. a
30. b
31. c
32. a
33. b
34. a
35. c
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Custos para a Tomada de Decisão
CONTABILIDADE DE CUSTOS
Rodrigo Machado
GABARITO COMENTADO
001. (UFGO/INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DE GOIÁS - GO 
/ TÉCNICO EM CONTABILIDADE/2019) Uma empresa produz e vende copos de vidros e apre-
senta as seguintes informações de sua composição de custo: Custo Fixo – R$120.000,00 e 
Custo Variável – R$4,00 por unidade. O preço de venda é de R$6,00 por unidade. Quantas uni-
dades de copos de vidros a empresa precisará vender para alcançar o seu ponto de equilíbrio?
a) 20.000
b) 30.000
c) 40.000
d) 60.000
Vamos resolver de duas maneiras essa questão e você escolhe aquela que melhor se adeque 
ao seu perfil, mas antes, vamos revisar o conceito de ponto de equilíbrio.
O ponto de equilíbrio representa o volume de atividade operacional em que o total da margem 
de contribuição das quantidades produzida e vendida se iguala aos custos e despesas fixos. O 
break-even point vai indicar o nível de atividades ou volume de produção quando a receita total 
de vendas se iguala ao somatório dos custos variáveis totais mais os custos e despesas fixos. 
É o que se chama de lucro zero.
Opção 1:
RT = CT
RT = preço de venda x quantidade (q)
RT = 6q
CT = custo fixo + custo variável (q)
CT = 120.000 + 4q
O ponto de equilíbrio será a igualdade entre receita total e custo total, portanto:
RT = CT + CV
6q = 120.000 + 4q
2q = 120.000
Q = 120.000/2
Q = 60.000
Opção 2:
PE = CFt/MCU
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Custos para a Tomada de Decisão
CONTABILIDADE DE CUSTOS
Rodrigo Machado
Em que:
PE: ponto de equilíbrio
CFt: custo fixo total
MCU: margem de contribuição unitária
Para calcular a margem de contribuição unitária usaremosa seguinte fórmula:
MCU = PV – CDV
Em que:
PV: preço de venda unitário
CDV: custos e despesas variáveis
Logo:
MCU = $6 - $4
MCU = $2
Portanto:
PE = CFt/MCU
PE = $120.00/ $2
PE = 60.000
Letra d.
002. (CONSULPLAN/CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE - BR / CONTADOR/2019) 
A Sociedade Empresária “A” produz um único produto e sua produção atual está em 80% de 
sua capacidade total. Toda essa produção já foi contratada para ser vendida ao preço de R$ 
1,00 por unidade para a Sociedade Empresária “B”. A Sociedade Empresária “C” mostrou-se in-
teressada em adquirir 10.000 unidades do produto da Sociedade Empresária “A”, mas se o pre-
ço de venda fosse de R$ 0,60 por unidade. Sabe-se que os custos de produção da Sociedade 
Empresária “A” – independentemente de aceitar ou não a proposta de “C” – são caracterizados 
da seguinte maneira: Custo Fixo total R$ 25.000,00 e Custo Variável R$ 0,50 por unidade. Outra 
informação relevante é que a capacidade total de produção da Sociedade Empresária “A” é de 
100.000 unidades. Se a Sociedade Empresária “A” aceitar a proposta da Sociedade Empresá-
ria “C”, a margem de contribuição total após o incremento de 10.000 unidades na produção 
atual será de
a) R$ 40.000,00.
b) R$ 41.000,00.
c) R$ 65.000,00.
d) R$ 70.000,00.
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CONTABILIDADE DE CUSTOS
Rodrigo Machado
Antes de entrarmos na resolução, vamos rever os conceitos. Regra geral, a margem de con-
tribuição representa um lucro variável, isso porque ela é a diferença entre o preço de venda 
unitário do produto ou do serviço e os custos e despesas variáveis por unidade de produto 
ou serviço.
Podemos, inclusive, esquematizar o conceito:
Nessa questão nós temos que trabalhar com uma margem de contribuição para mais de um 
produto, portanto, para um mix. A questão nos dá muitas informações e para organizar o racio-
cínio, vamos sistematizar em uma tabela:
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CONTABILIDADE DE CUSTOS
Rodrigo Machado
A primeira tarefa a ser feita é identificar a margem de contribuição unitária (MCU) dos produ-
tos, o que fizemos na coluna C. Depois basta multiplicar a MCU pela produção de cada produto 
e somar os resultados para obter a margem de contribuição total (MCT).
Em um primeiro momento, a questão parece assustar, mas ele é simples e pode ser resolvida 
rapidamente.
Letra b.
003. (PUC – PR/PREFEITURA DE CAMPO GRANDE - MS / AUDITOR FISCAL DA RECEITA 
MUNICIPAL/2019) Considere as informações obtidas pela contabilidade de custos da em-
presa “Cia Sempre Alerta S.A.”. Quantidade vendida = 293 unid. Preço de Venda = R$ 750,00/
unid. Aluguel = R$ 23.000,00/mês. Depreciação = R$ 15.000,00/mês. Seguro = R$ 28.000,00/
mês. IPTU = R$ 6.000,00/mês. Custos e Despesas Variáveis = R$ 430,00/unid. A Margem de 
Segurança Operacional, em unidades, é de
a) 68 unidades.
b) 98 unidades.
c) 105 unidades.
d) 225 unidades.
e) 320 unidades.
Revisando: a margem de segurança é a diferença entre a receita total obtida pela entidade e a 
receita total que determina o ponto de equilíbrio. No mundo dos empreendimentos o desejo é 
sempre por obter lucros, para que eles possam remunerar os detentores de capital e com outra 
parte dos lucros, serem reinvestidos na entidade. Portanto, o ponto de equilíbrio vai informar o 
ponto mínimo em que a entidade deverá começar a operar. Por usa vez, a margem de seguran-
ça vai indicar o espaço entre a realidade atual e a faixa em que esta entidade passará a entrar 
na área de prejuízo.
Esquematizado, poderemos ter o seguinte:
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CONTABILIDADE DE CUSTOS
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Agora vamos à resolução da questão. A primeira atividade a ser realizada é definir o ponto de 
equilíbrio, portanto:
PE = CFt/MCU
Em que:
PE: ponto de equilíbrio
CFt: custo fixo total
MCU: margem de contribuição unitária
Para calcular a margem de contribuição unitária usaremos a seguinte fórmula:
MCU = PV – CDV
Em que:
PV: preço de venda unitário
CDV: custos e despesas variáveis
Logo:
MCU = $750 - $430
MCU = $ 320
Portanto:
PE = CFt/MCU
PE = $72.000/ $320
PE = 225
O custo fixo é representado pela soma do aluguel, depreciação, seguro e IPTU. O ponto de equi-
líbrio é de 225 unidades e a quantidade produzida e vendida é de 293 unidades, assim existe 
uma margem de segurança de 68 unidades, representada por (293 – 225).
Letra a.
004. (FCC/COMPANHIA DO METROPOLITANO DE SÃO PAULO - SP / ANALISTA DESEN-
VOLVIMENTO GESTÃO JÚNIOR - ÁREA CIÊNCIAS CONTÁBEIS/2019) A empresa Trilho e 
Trilha vende apenas um modelo exclusivo e patenteado de bota para esportes ao ar livre. No 
ano fiscal de X5, ela elaborou a Demonstração do Resultado do Exercício para fins gerenciais 
conforme a tabela abaixo:
Receita de Vendas R$ 800.000,00
Custos variáveis (R$ 225.000,00)
Custos fixos (R$ 300.000,00)
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Custos para a Tomada de Decisão
CONTABILIDADE DE CUSTOS
Rodrigo Machado
Despesas variáveis (R$ 10.000,00)
Despesas fixas (R$ 200.000,00)
Lucro operacional R$ 65.000,00
No período em questão, foram produzidos e vendidos 8.000 pares de botas. Em 31/dez/X5, 
não houve saldo remanescente em estoque de produto em processamento e tampouco em 
estoque de produto acabado. Considerando uma unidade sendo um par de botas, a Margem 
de Contribuição unitária (MCu) para a empresa Trilho e Trilha é, em reais,
a) 34,37
b) 8,12
c) 70,62
d) 37,50
e) 100,00
A questão não detalha a preço de venda e precisamos calculá-lo. Para isso devemos dividir a re-
ceita total pela quantidade vendida, portanto, o preço de venda é de 100 reais ($800.000/8.000 
unidades).
Não temos também os custos e despesas variáveis unitárias e precisamos calcular também, 
o seu valor será de 29,38 reais. Para conhecermos este valor devemos somar todos os custos 
variáveis com despesas variáveis e dividir pela quantidade produzida e vendida, logo: [(225.000 
+ 10.000)/8.000)]
Para calcular a margem de contribuição unitária usaremos a seguinte fórmula:
MCU = PV – CDV
Em que:
PV: preço de venda unitário
CDV: custos e despesas variáveis
MCU = 100 - 29,38
MCU = 70,62
Letra c.
005. (CESPE/SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR - BR / ANALISTA JUDICIÁRIO - ÁREA APOIO 
ESPECIALIZADO - ESPECIALIDADE: CONTABILIDADE/2018) A tabela seguinte ilustra, com 
valores em reais, a estrutura de custos, despesas e preços de uma empresa que produz um 
único produto.
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Custos para a Tomada de Decisão
CONTABILIDADE DE CUSTOS
Rodrigo Machado
Em determinado período, a empresa produziu 20.000 unidades do produto e vendeu 18.000 
unidades, não havendo estoques finais de produtos em processo nem estoques iniciais de 
qualquer espécie. Considerando a tabela e as informações anteriormente apresentadas, julgue 
os próximos itens.
A margem de segurança da empresa foi superior a 30%.
Antes de calcularmos a margem de segurança precisamos saber qual o ponto de equilíbrio 
desta entidade. A margem de contribuição unitária é a diferença entre o preço de venda e os 
custos e despesas variáveis, portanto:
MCU = 24-12-2
MCU = 10
O ponto de equilíbrio será:
PE = CFt/MCU
PE = $120.000/ $10
PE = 12.000
A receita total do ponto de equilíbrio será de $288.000 e a receita alcançada pela entidade foi 
de $432.000. A variação percentual foi de:
Certo.
006. (CESPE/SECRETARIA DA FAZENDA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL - RS / AUDI-
TOR DO ESTADO/2018) Os dados a seguir foram extraídos da contabilidade gerencial de uma 
empresa: custos e despesas fixas totais: R$ 300.000; custos e despesas variáveis unitárias: 
R$ 45; preço de venda: R$ 60; faturamento no mês mais recente: R$ 1.290.000. A partir dessas 
informações, é correto afirmar que, no mês considerado, a margem de segurança da empresa
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Custos para a Tomada de Decisão
CONTABILIDADE DE CUSTOS
Rodrigo Machado
a) inexistiu.
b) foi inferior a 1.000 unidades.
c) ficou entre 1.000 unidades e 2.000 unidades.
d) ficou entre 2.000 unidades e 3.000 unidades.
e) foi superior a 3.000 unidades.
Antes de calcularmos a margem de segurança precisamos saber qual o ponto de equilíbrio 
desta entidade. A margem de contribuição unitária é a diferença entre o preço de venda e os 
custos e despesas variáveis, portanto:
MCU = 60 - 45
MCU = 15
O ponto de equilíbrio será:
PE = CFt/MCU
PE = $300.000/ $15
PE = 20.000
A receita total do ponto de equilíbrio será de $1.200.000 e a receita alcançada pela entidade foi 
de $1.290.000 (foram vendidas 21.500 unidades, portanto). A diferença entre a quantidade do 
ponto de equilíbrio e a quantidade produzida foi de 1.500 unidades (21.500 – 20.000)
Letra c.
007. (UFGO/EMPRESA DE SANEAMENTO DE GOIÁS S.A. - GO / ANALISTA DE GESTÃO - 
ÁREA CONTADOR/2018) A empresa Industrial Ltda. produz e vende determinada marca de 
sabonete. No final do mês de dezembro de X1, apresentou os seguintes dados:
 Vendas de 82.000 unidades.
 Preço de venda: R$ 3,50/unidade.
 Custo variável de R$ 150.000,00.
 Custo fixo de R$ 60.000,00.
 Despesa variável de R$ 25.000,00.
Assim, a margem de contribuição da empresa, no período, em reais, foi de
a) 137.000,00
b) 112.000,00
c) 77.000,00
d) 52.000,00
Antes de começar a fazer os cálculos é fortemente recomendado analisar a maneira como as 
opções de respostas estão dispostas. Nesta questão temos como opção a margem de contri-
buição total.
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Custos para a Tomada de Decisão
CONTABILIDADE DE CUSTOS
Rodrigo Machado
Partindo desta premissa, devemos obter a receita total, que será o resultado da multiplicação 
da quantidade vendida pelo preço de venda, logo:
RT = 82.000 x 3,50
RT = 287.000
Os custos e despesas variáveis totais foram de $175.000, logo, a margem de contribuição total 
será de $ 112.000; obtidos pela dedução dos custos e despesas variáveis totais da receita total 
(287.000 – 112.000).
Letra b.
008. (FUMARC/COMPANHIA ENERGÉTICA DE MINAS GERAIS - MG / ANALISTA DE GES-
TÃO CONTÁBIL JÚNIOR/2018) Uma determinada sociedade empresária apresentou o se-
guinte lucro operacional:
Com base nas informações, o seu índice de margem de contribuição será de:
a) 40%
b) 48%
c) 52%
d) 60%
O total de vendas é de $1.000.000 e a margem de contribuição é de R$ 400.000. Nesse caso, a 
representatividade percentual é de 40%.
Letra a.
009. (FADESP/BANCO DO ESTADO DO PARÁ - PA / CONTADOR/2018) Uma indústria de 
sucos pretende produzir e vender os sucos que lhe propiciam maior margem de contribuição. 
Com base na estrutura de custos e preços descrita a seguir, os dois tipos cuja produção e ven-
da deve ser incentivada sob os preceitos do custeio direto ou variável e por propiciarem maior 
margem são Estrutura de preços e custos:
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Custos para a Tomada de Decisão
CONTABILIDADE DE CUSTOS
Rodrigo Machado
a) B e E.
b) A e C.
c) D e A.
d) C e D.
e) B e C.
Para encontrarmos o gabarito desta questão devemos buscar os produtos que oferecem a 
margem de contribuição unitária. Sabemos que a margem de contribuição é a diferença entre 
o preço de venda e a soma dos custos e despesas variáveis. Portanto, organizando os dados 
em uma tabela, teremos:
As maiores margens de contribuição pertencem aos produtos A, com MCU de 9 e produto C, 
com MCU de 10.
Letra b.
010. (FAUEL/AGÊNCIA REGULADORA DE SERVIÇOS PÚBLICOS DELEGADOS DE INFRAES-
TRUTURA DO PARANÁ - PR / ESPECIALISTA EM REGULAÇÃO - ÁREA CONTADOR/2018) 
Uma indústria produz e vende um único tipo de produto, o qual é vendido por R$ 200,00 (duzen-
tos reais) cada, e sua capacidade produtiva é de 20.000 unidades por mês. No mês anterior, 
essa indústria obteve um lucro líquido de R$ 500.000,00 (quinhentos mil reais) com a venda 
de 15.000 (quinze mil) unidades, e um gasto com custos e despesas fixas no montante de R$ 
1.000.000,00 (um milhão de reais). Porém, essa indústria recusou, no mesmo período, uma 
oferta para vender 4.000 (quatro mil) unidades por R$ 150,00 (cento e cinquenta reais) cada. 
Com base, somente, nas informações fornecidas, assinale a alternativa INCORRETA:
a) Caso tivesse aceitado a oferta, essa indústria teria apresentado um lucro líquido de R$ 
700.000,00 (setecentos mil reais).
b) Caso tivesse aceitado a oferta, essa indústria teria conseguido um faturamento bruto de R$ 
3.600.000,00 (três milhões e seiscentos mil reais).
c) Caso tivesse aceitado a oferta, essa indústria teria obtido uma Margem de Contribuição To-
tal, no valor de R$ 1.900.000,00 (um milhão e novecentos mil reais).
d) Caso tivesse aceitado a oferta, essa indústria teria gasto com custos e despesas variáveis 
o montante de R$ 1.900.000,00 (um milhão e novecentos mil reais).
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Custos para a Tomada de Decisão
CONTABILIDADE DE CUSTOS
Rodrigo Machado
Uma questão mais trabalhosa que complexa. Vamos analisar item por item para encontrarmos 
o gabarito correto.
Vamos analisar qual será o lucro líquido desta entidade considerando o aceite do novo pe-
dido de vendas (atenção: esta demonstraçãodo resultado do período não é a DRE em seu 
formato recomendado, mas sim, uma apuração de resultado gerencial). No cenário 1 temos o 
resultado de:
Uai, professor, de onde saíram esses custos e despesas variáveis?
É porque o resultado líquido é de $500.000 e o resultado bruto é de $ 2.000.000; sendo as-
sim, há informações que não foram declaradas pelo enunciado, embora existam. Pois bem, 
sabemos que foram vendidas 15.000 unidades e os custos e despesas variáveis montaram 
1.500.000, logo, os custos e despesas variáveis unitários será de $100. Agora vamos para o ce-
nário 2, que é o detalhamento do resultado caso a entidade tivesse aceitado o pedido adicional 
de vendas de 4.000 unidades:
A receita total passa a ter um acréscimo de 600 mil reais, resultado da multiplicação das uni-
dades adicionais pelo preço de venda (4.000 x $150). Os custos e despesas variáveis também 
mudam e passam a somar 1.900.000, pois no cenário 2 foram comercializadas 19.000 unida-
des com custos e despesas variáveis de $100 cada.
Enfim, caso a entidade tivesse aceitado o pedido, seu lucro líquido teria um acréscimo de 
200.000 reais e chegaria aos 700.000 afirmados pela letra A, sendo assim, correta. Guarde 
esta informação com carinho, sempre que se deparar com este tipo de questão lembre-se que 
haverá alteração nos custos e despesas variáveis e os custos e despesas fixos permanecerão 
constantes; exceto se afirmado o contrário pela banca examinadora. A grande lição aqui é que 
embora a entidade sofresse uma redução em seu preço de venda unitário, seu lucro sofreria 
um acréscimo.
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Custos para a Tomada de Decisão
CONTABILIDADE DE CUSTOS
Rodrigo Machado
A letra B afirma que se a entidade tivesse aceitado o pedido a sua receita total seria de 3,6 mi-
lhões e esta afirmação está correta, pois confirmamos no cenário 2:
A letra C aborda o conceito de margem de contribuição total (MCT), portanto, devemos traba-
lhar com a receita total (RT) e a soma dos custos e despesas variáveis totais. Caso a entidade 
a entidade tivesse aceitado o pedido a MCT seria:
MCT = RT – CDV
MCT = 3.600.000 – 1.900.000
MCT = 1.700.000
Dessa maneira, a alternativa está incorreta.
A letra D também correta, pois como pudemos observar ao longo da resolução da questão, 
os custos e despesas variáveis totalizariam 1.900.000 caso a entidade aceitasse o pedido 
adicional.
Letra c.
011. (UEG/CÂMARA MUNICIPAL DE GOIÂNIA - GO / ASSESSOR TÉCNICO LEGISLATIVO - 
ÁREA CONTADOR/2018) Uma empresa produz e vende determinada marca de cerveja e apre-
senta os seguintes dados: Vendas: 220.000 unidades. Preço de venda: R$ 2,50 por unidade. 
Custo variável: R$ 80.000,00 Despesas variáveis: R$ 150.000,00 Custo fixo: R$ 65.000,00 Qual 
é a margem de contribuição da empresa, em Reais?
a) 470.000,00
b) 400.000,00
c) 320.000,00
d) 255.000,00
Nessa questão temos as informações com valores unitários e as opções de respostas com 
valores totais, é preciso ajustar e colocar na mesma unidade de medida. Portanto:
Letra c.
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Custos para a Tomada de Decisão
CONTABILIDADE DE CUSTOS
Rodrigo Machado
012. (UEG/CÂMARA MUNICIPAL DE GOIÂNIA - GO / ASSESSOR TÉCNICO LEGISLATIVO - 
ÁREA CONTADOR/2018) Determinada empresa produz e vende três produtos diferentes com 
preços diferenciados:
Cada produto apresenta o seguinte percentual de participação na receita total da empresa: 
Produto Z - 44%; Produto Y - 36%; Produto K - 20%. Os custos variáveis de cada produto são: 
Produto Z – R$ 16.500,00; Produto Y – R$ 11.250,00 e Produto K – R$ 5.000,00. O custo fixo da 
empresa é de R$ 24.000,00. Considerando as informações, qual é a margem de contribuição, 
em Reais, do produto K?
a) 29.750,00
b) 11.250,00
c) 11.000,00
d) 7.500,00
Antes de começar a questão é necessário estudar bem o que se pede para não perder tempo 
e energia com cálculos que não agreguem valor. A questão solicita a margem de contribuição 
do produto K, portanto, ignore os demais produtos.
A margem de contribuição unitária é o preço de venda deduzido dos custos e despesas vari-
áveis. Nesta questão precisamos trabalhar com a receita do produto K, que será de $12.500. 
Sabendo disso, basta deduzir deste valor o total de custos variáveis que foi informado pelo 
enunciado, logo:
MCU = $12.500 - $ 5.000
MCU = $7.500
Letra d.
013. (CONSULPLAN/CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE - BR / CONTADOR/2018) 
Considere os seguintes dados da empresa Liberati S/A:
• Quantidade vendida = 258 u.
• Custos e despesas variáveis = R$ 350,00/u.
• Custos e despesas fixos = R$ 56.000,00/mês.
• Preço de venda = R$ 600,00/u.
A margem de segurança operacional, em unidades, é de:
a) 34 unidades.
b) 38 unidades.
c) 224 unidades.
d) 258 unidades.
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Custos para a Tomada de Decisão
CONTABILIDADE DE CUSTOS
Rodrigo Machado
Antes de calcularmos a margem de segurança precisamos saber qual o ponto de equilíbrio 
desta entidade. A margem de contribuição unitária é a diferença entre o preço de venda e os 
custos e despesas variáveis, portanto:
MCU = $600 - $350
MCU = $250
O ponto de equilíbrio será:
PE = CFt/MCU
PE = $56.000/ $250
PE = 224
A questão informa que foram vendidas 258 unidades, portanto, a margem de segurança é de 
34 unidades. A margem de segurança é a diferença entre a quantidade vendida e a quantidade 
de ponto de equilíbrio (258-224 = 34).
Letra a.
014. (COMPERVE/MINISTÉRIO PÚBLICO DO RIO GRANDE DO NORTE - RN / ANALISTA DO 
MINISTÉRIO PÚBLICO ESTADUAL - ÁREA CONTABILIDADE/2017) A margem de contribui-
ção é um importante indicador para a gestão de custos de uma entidade. Considere as seguin-
tes afirmações sobre esse indicador.
I – A Margem de Contribuição Unitária é calculada a partir da diferença entre o preço de venda 
e as despesas fixas e variáveis de cada unidade vendida.
II – A Margem de Contribuição é o valor que cada unidade, efetivamente, traz para a entidade e 
corresponde à sobra entre a receita da unidade e o custo que, de fato, foi provocado, podendo 
ser imputado a ela sem erro.
III – Para o cálculo do ponto de equilíbrio em unidades monetárias, pode ser utilizado o Índice 
de Margem de Contribuição, que é calculado a partir da divisão entre o preço de venda e os 
gastos variáveis de cada unidade vendida.
IV – Se não houver fatores restritivos à capacidade produtiva da entidade, o melhor produto 
pode ser identificado como sendo o de maior margem de contribuição unitária.
Das afirmações, estão corretas
a) III e IV.
b) I e III.
c) I e II.
d) II e IV.
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Custos para a Tomada de Decisão
CONTABILIDADE DE CUSTOS
Rodrigo Machado
O erro da alternativa I está emafirmar que a margem de contribuição é a diferença entre o 
preço de venda e as despesas fixas e variáveis de cada unidade vendida. Vamos revisar no 
esquema gráfico para relembrar o conceito:
O item III também apresenta erro no conceito de margem de contribuição, pois vimos acima 
que ela é a diferença entre o preço de venda e a soma das despesas e custos variáveis.
Letra d.
015. (COMPERVE/MINISTÉRIO PÚBLICO DO RIO GRANDE DO NORTE - RN / ANALISTA DO 
MINISTÉRIO PÚBLICO ESTADUAL - ÁREA CONTABILIDADE/2017) Uma determinada socie-
dade empresária apresentou uma produção de 1.500 unidades de certo produto, sendo que 
teve R$135.000,00 de custos fixos totais e R$345.000,00 de custos variáveis totais. Sabendo 
que a margem de contribuição unitária é de R$340,00 e não houve despesas, assinale a alter-
nativa correta:
a) O preço de venda do produto foi de R$430,00 a unidade
b) O preço de venda do produto foi de R$570,00 a unidade
c) O preço de venda do produto foi de R$480,00 a unidade
d) O preço de venda do produto foi de R$390,00 a unidade
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Custos para a Tomada de Decisão
CONTABILIDADE DE CUSTOS
Rodrigo Machado
Para essa questão tivemos a informação sobre a margem de contribuição unitária e devemos 
buscar o preço de venda. Sabemos que a fórmula da MCU é:
MCU = PV – CDV
Em que:
PV: preço de venda unitário
CDV: custos e despesas variáveis
340 = PV - 230
PV = 340+ 230.: 570
Os custos fixos unitários foram encontrados com a divisão da sua totalidade pela quantidade 
produzida (345.000/1.500).
Letra b.
016. (IBFC/EMPRESA BAHIANA DE ÁGUAS E SANEAMENTO - BA / CONTADOR/2017) Uma 
sociedade empresária apresentou os seguintes dados de produção em determinado período:
preço de venda de determinado produto: R$850,00/ unidade;
custos fixos totais: R$1.550.000,00;
custos variáveis totais: R$15.000.000,00;
produção acabada e vendida: 25.000 unidades;
depreciação, inclusa nos custos fixos totais: R$350.000,00.
Assinale a alternativa correta.
a) O Ponto de Equilíbrio Econômico é de 12.400 unidades no período
b) O Ponto de Equilíbrio Financeiro é de 8.300 unidades no período
c) O Ponto de Equilíbrio Contábil é de 6.200 unidades no período
d) A Margem de Contribuição Unitária é de R$50,00
Excelente questão para revisarmos os conceitos e nada melhor que usar um esquema gráfico 
para isso, certo? Vamos lá:
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Custos para a Tomada de Decisão
CONTABILIDADE DE CUSTOS
Rodrigo Machado
Precisamos identificar o valor da margem de contribuição unitária e para isso devemos levar 
todos os dados para as mesmas unidades. O custo variável é apresentado por totalidade, de-
vemos encontrar o valor unitário. Para isso será necessário dividir o valor total pela quantidade 
produzida/vendida, logo:
O ponto de equilíbrio será:
PE = CFt/MCU
PE = $1.550.000/ $250
PE = 6.200
Letra c.
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Custos para a Tomada de Decisão
CONTABILIDADE DE CUSTOS
Rodrigo Machado
017. (FCC/PREFEITURA DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO - SP / AUDITOR FISCAL TRIBUTÁRIO 
MUNICIPAL/2019) Considerando o sistema de custeio variável, define-se margem de contri-
buição unitária do produto como
a) a diferença entre o preço de venda líquido e os custos diretos variáveis.
b) o percentual dos custos fixos totais sobre o preço de venda líquido, ponderado pelo valor 
agregado ao produto.
c) o percentual do custo dos produtos vendidos sobre a receita bruta.
d) a diferença entre a receita líquida e os custos fixos totais, dividida pelo volume de vendas.
e) a capacidade da empresa em produzir diferentes produtos conforme a sazonalidade 
de consumo.
Regra geral, a margem de contribuição representa um lucro variável, isso porque ela é a diferen-
ça entre o preço de venda unitário do produto ou do serviço e os custos e despesas variáveis 
por unidade de produto ou serviço.
Podemos, inclusive, esquematizar o conceito:
Letra a.
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Custos para a Tomada de Decisão
CONTABILIDADE DE CUSTOS
Rodrigo Machado
018. (FBC/CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE - BR / CONTADOR/2017) Uma Indús-
tria produz um único produto e adota como método de custeamento o Custeio Variável. Essa 
Indústria apresentou, em 31.8.2017, a seguinte Demonstração de Resultado para fins geren-
ciais, referente ao mês de agosto, equivalente à produção e venda de 500 unidades:
Considerando-se apenas as informações apresentadas, a Margem de Contribuição Total da 
Indústria, prevista para setembro de 2017, é de:
a) R$151.000,00.
b) R$120.800,00.
c) R$117.200,00.
d) R$104.600,00.
A margem de contribuição total é o resultado da multiplicação da margem de contribuição uni-
tária pela quantidade produzida/vendida. Agora, preste atenção que o resultado apresentado 
pela banca examinadora é para o mês de agosto, quando foram produzidas 500 unidades do 
produto. Para o mês de setembro ela estima produzir 400 unidades, portanto, devemos ajustar 
os custos e despesas variáveis.
No primeiro momento, dividimos o total dos custos e despesas variáveis pela quantidade pro-
duzida, para identificar o custo unitário. Na segunda etapa, multiplicamos estes resultados 
pela quantidade de produção de setembro, 400 unidades.
Agora podemos estruturar a demonstração de resultado, lembrando que teremos mudanças 
na RT total também, pois ocorrerá uma queda na quantidade, portanto, a receita total será de 
360 mil (400 unidades x R$ 900):
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Custos para a Tomada de Decisão
CONTABILIDADE DE CUSTOS
Rodrigo Machado
Letra b.
019. (CESPE/SECRETARIA DE FAZENDA DO DISTRITO FEDERAL - DF / AUDITOR FISCAL 
DA RECEITA DO DISTRITO FEDERAL/2020) Situação hipotética: Determinada empresa atin-
giu seu ponto de equilíbrio ao vender 4 mil unidades de seu único produto. Seus custos e des-
pesas fixas somaram R$ 160.000. Assertiva: Nessa situação, se a empresa apurar um lucro, 
antes de impostos, de R$ 80.000, ela terá obtido uma margem de segurança superior a 40%.
Questão excelente! A banca afirma que o ponto de equilíbrio é alcançado quando são vendi-
das 4 mil unidades com custos totais de $ 160.000. Baseados nestes dados podemos afirmar 
que a receita total também será de 160 mil, afinal de contas, a fórmula do Ponto de Equilíbrio 
é RT = CT.
O preço de venda unitário será de $40 ($160.000/ 4.000 unid.). Muitobem, agora temos que 
revisar o conceito de margem de segurança:
Nesse contexto, podemos entender que os $80.000 dos lucros também representam a mar-
gem de segurança da entidade e sendo assim, a receita total foi de $240.000 ($160.000 do 
ponto de equilíbrio + $80.000 dos lucros).
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Custos para a Tomada de Decisão
CONTABILIDADE DE CUSTOS
Rodrigo Machado
O lucro obtido pela entidade representa 33,33% do total da receita total, sendo assim, inferior 
aos 40% afirmado pela banca examinadora.
Errado.
020. (FUNDATEC/CÂMARA MUNICIPAL DE ITUPORANGA - SC / CONTROLADOR INTER-
NO/2019) Considerando os conceitos da Análise de Custo, Volume, Lucro, analise as seguin-
tes assertivas:
I – O Ponto de Equilíbrio Contábil será obtido quando a soma das margens de contribuição to-
talizar o montante suficiente para cobrir todos os custos e despesas fixos; esse é o ponto em 
que contabilmente não haveria nem lucro nem prejuízo.
II – A margem de segurança é o excedente da receita da empresa sobre a receita no ponto de 
equilíbrio. Consequentemente, representa o quanto as vendas podem cair sem que haja preju-
ízo para a empresa.
III – A margem de contribuição unitária representa a parcela do preço de venda que resta para 
a cobertura dos custos e despesas fixos e para a geração do lucro por produto vendido.
Quais estão corretas?
a) Apenas I.
b) Apenas II.
c) Apenas III.
d) Apenas I e II.
e) I, II e III.
Essa questão dá para resolver usando somente os esquemas gráficos:
Ponto de equilíbrio:
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Custos para a Tomada de Decisão
CONTABILIDADE DE CUSTOS
Rodrigo Machado
Margem de Contribuição:
Margem de segurança:
Letra e.
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Custos para a Tomada de Decisão
CONTABILIDADE DE CUSTOS
Rodrigo Machado
Texto 2A4-I
Os dados a seguir são relativos a uma empresa que fabrica carros elétricos.
• preço de venda: R$ 50.000/unidade
• custos e despesas variáveis: R$ 40.000/unidade
• custos e despesas fixas: R$ 1.000.000 por período
A empresa operou, no período X1, com um volume de vendas de 120 unidades e, no período 
X2, com 150 unidades.
021. (CESPE/SECRETARIA DA FAZENDA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL - RS / AUDI-
TOR FISCAL DA RECEITA ESTADUAL/2019) A partir das informações do texto 2A4-I, assinale 
a opção correta, com relação a margem de segurança.
a) No nível de 120 unidades vendidas, a margem de segurança é de 20%.
b) No nível de 120 unidades vendidas, a margem de segurança é superior a 15% e inferior a 20%.
c) No nível de 120 unidades vendidas, a receita total pode ser diminuída em 18% antes de en-
trar na faixa de prejuízo.
d) No nível de 150 unidades vendidas, a margem de segurança é superior a 35%.
e) No nível de 150 unidades vendidas, a receita total pode ser diminuída em R$ 2.600.000 antes 
de entrar na faixa de prejuízo.
Vamos começar as análises com a margem de contribuição. Seu significado é: a margem bru-
ta obtida pela venda de um produto ou serviço que excede seus custos variáveis unitários; em 
outras palavras, é o mesmo que lucro variável unitário, ou seja, preço de venda unitário do pro-
duto deduzido dos custos e despesas variáveis necessários para produzir e vender o produto.
A margem será o preço de venda, deduzido dos custos e despesas variáveis, assim, teremos 
os seguintes valores:
MC = Preço de Venda (-) Custos e despesas variáveis
MC = 50.000 – 40.000.: MC = 10.000
O ponto de equilíbrio operacional ou contábil será obtido quando o total de receitas for equiva-
lente ao total de custos e despesas, portanto:
RT = CT
Em que:
RT = preço de venda x quantidade
CT = custo fixo + custo variável
Podemos utilizar uma segunda fórmula, que será:
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Custos para a Tomada de Decisão
CONTABILIDADE DE CUSTOS
Rodrigo Machado
PE = CFt/MCU
Em que:
PE: ponto de equilíbrio
CFt: custo fixo total
MCU: margem de contribuição unitária
Vamos trabalhar com o segundo modo:
PEC = 100.000/10.000 = 100 unidades
O enunciado nos diz que a empresa vendeu 120 unidades, assim, sua margem de segurança é 
de 20 unidades, que representa 16,7% do total de unidades vendidas.
Letra b.
022. (VUNESP/MINISTÉRIO PÚBLICO DE SÃO PAULO - SP / ANALISTA TÉCNICO CIENTÍFI-
CO - ÁREA ADMINISTRADOR/2019) Considere uma entidade com R$ 1.800.000,00 de custos 
e despesas fixas e um produto cujos custos e despesas variáveis correspondem a 40% de seu 
preço de venda. Nesse contexto, o seu ponto de equilíbrio contábil é de
a) R$ 1.200.000,00 em faturamento.
b) R$ 1.800.000,00 em faturamento.
c) R$ 3.000.000,00 em faturamento.
d) R$ 1.200.000,00 em margem de contribuição.
e) R$ 3.000.000,00 em margem de contribuição.
O ponto de equilíbrio operacional ou contábil será obtido quando o total de receitas for equiva-
lente ao total de custos e despesas, portanto:
RT = CT
Em que:
RT = preço de venda x quantidade
CT = custo fixo + custo variável
A sacada para resolver essa questão é que não temos o preço de venda, então teremos que 
trabalhar com letras. Vamos adotar como PV para substituição. Os custos e despesas fixas 
nós temos o valor, já em relação aos custos e despesas variáveis o valor é desconhecido, mas 
sabemos que ele representa 40% do preço de venda (PV). Dessa forma, podemos estruturar 
a equação:
PV x Qtde = 0,4PV x Qtde + 1.800.000
PVQtde – 0,4PVQtde = 1.800.000
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Custos para a Tomada de Decisão
CONTABILIDADE DE CUSTOS
Rodrigo Machado
0,6 PVQtde = 1.800.00
PVQtde = 3.000.000
Atenção: Utilize as informações abaixo para responder a questão.
A Cia. dos Amores, ao analisar o processo de produção e venda de seu único produto no mês 
de janeiro de 2019, obteve as seguintes informações:
- Custos fixos: R$ 330.000,00.
- Custos variáveis: R$ 40,00 por unidade.
- Despesas fixas: R$ 60.000,00.
- Despesas variáveis: R$ 15,00 por unidade.
- Preço bruto de venda: R$ 300,00 por unidade.
- Comissões de venda: 5% do preço bruto de venda.
- Impostos sobre a Venda: 10% do preço bruto de vendas.
Letra c.
023. (FCC/AGÊNCIA DE FOMENTO DO AMAPÁ - AP / ANALISTA DE FOMENTO - ÁREA 
CONTADOR/2019) Sabendo que a Cia. dos Amores deseja obter um lucro de R$ 270.000,00 
apurado de acordo com método de custeio variável, o ponto de equilíbrio econômico da Cia. 
dos Amores, em unidades, é
a) 1.350.
b) 1.650.
c) 3.000.
d) 3.300.
e) 2.276.
Quandotrabalhamos com o ponto de equilíbrio econômico devemos incluir nos dados a serem 
trabalhados:
• Despesas financeiras; e
• Receitas financeiras.
As despesas e receitas financeiras serão tratadas nesse modelo como custos fixos da entida-
de. Assim, o ponto de equilíbrio econômico detalhará os totais de receitas que serão neces-
sárias para cobrir os custos, despesas, os gastos operacionais e financeiros e os impactos da 
inflação nos ativos e passivos monetários. Por ser um ponto de equilíbrio mais abrangente que 
o contábil o econômico considera dois itens adicionais, que é o lucro almejado pela entidade e, 
também serão considerados nos cálculos os custos de oportunidade.
Professor, qual a lógica disso?
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Custos para a Tomada de Decisão
CONTABILIDADE DE CUSTOS
Rodrigo Machado
Com o cálculo do ponto de equilíbrio econômico a entidade obterá o lucro zero, pela obtenção 
da receita, mas também terá à sua disposição os valores que serão necessários à cobertura 
dos gastos operacionais e financeiros, assim como os efeitos da inflação sobre os ativos e 
os passivos.
A inclusão da taxa ou montante de lucros no ponto de equilíbrio econômico é questão contro-
versa entre os autores. Eliseu Martins considera o lucro, assim como Osni Moura Ribeiro, por 
sua vez, o Prof. Padoveze não inclui. A lógica da não inclusão encontra-se no fato de que o pon-
to de equilíbrio tem como premissa indicar justamente o nível em que o lucro é zero, portanto, 
ao inclui-lo há uma distorção do conceito.
Letra d.
024. (FCC/SECRETARIA DE PLANEJAMENTO, ADMINISTRAÇÃO E GESTÃO DE PESSOAS 
DE PERNAMBUCO - PE / ANALISTA DE GESTÃO CONTÁBIL/2019) A Cia. Beta, ao analisar 
o processo de produção e venda de seu único produto em um determinado mês, obteve as 
seguintes informações:
- Custos fixos: R$ 330.000,00.
- Custos variáveis:
- Matéria prima: R$ 13,00 por unidade.
- Mão de obra direta: R$ 7,00 por unidade.
- Despesas fixas: R$ 150.000,00.
- Despesas variáveis: R$ 30,00 por unidade.
- Preço bruto de venda: R$ 200,00 por unidade.
- Comissões de venda: 5% da receita bruta de venda.
- Impostos sobre a venda: 10% da receita bruta de vendas.
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Custos para a Tomada de Decisão
CONTABILIDADE DE CUSTOS
Rodrigo Machado
Considerando os gastos incorridos pela Cia. Beta no processo de produção de seu único pro-
duto e que a empresa adota o custeio por absorção, o ponto de equilíbrio contábil da Cia., em 
quantidade, é
a) 2.200.
b) 3.200.
c) 2.750.
d) 4.000.
e) 2.667.
O ponto de equilíbrio operacional ou contábil será obtido quando o total de receitas for equiva-
lente ao total de custos e despesas, portanto:
RT = CT
Em que:
RT = preço de venda x quantidade
CT = custo fixo + custo variável
Podemos utilizar uma segunda fórmula, que será:
PE = CFt/MCU
Em que:
PE: ponto de equilíbrio
CFt: custo fixo total
MCU: margem de contribuição unitária
Vamos trabalhar com o segundo modo:
Letra d.
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Custos para a Tomada de Decisão
CONTABILIDADE DE CUSTOS
Rodrigo Machado
025. (UFU/UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA - BR / TÉCNICO EM CONTABILIDA-
DE/2019) Uma Indústria Alfa produz um único produto e adota como método de custeamento 
o Custeio Variável. Essa Indústria apresentou, em 31.8.2018, a seguinte Demonstração de Re-
sultado para fins gerenciais, referente ao mês de agosto, e equivalente à produção e à venda 
de 600 unidades.
Para o mês de setembro de 2018, a Indústria estima produzir e vender 400 unidades desse 
mesmo produto, nas mesmas condições e com a mesma estrutura disponível em agosto de 
2018. Considerando-se as informações apresentadas, a Margem de Contribuição Total da In-
dústria, prevista para setembro de 2018, é de
a) R$ 8.120,00.
b) R$ 4.080,00.
c) R$ 12.080,00.
d) R$ 3.360,00.
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CONTABILIDADE DE CUSTOS
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Conforme o enunciado, a margem de contribuição apresenta em agosto foi de R$ 18.120, o que 
equivale a uma margem de contribuição unitária de $30,20.
Para o mês de setembro o enunciado afirma que serão mantidos os parâmetros, portanto, 
manteremos a margem de contribuição unitária em $30,20, no entanto, a produção será menor, 
à ordem de 400 unidades.
Dessa forma, a margem de contribuição total será de: $30,20 x 400 = $12.080
Letra c.
026. (AOCP/POLÍCIA CIVIL DO ESPÍRITO SANTO - ES / PERITO OFICIAL CRIMINAL - ÁREA 
1/2019) Considere as seguintes informações extraídas da contabilidade de uma fábrica:
Custo de oportunidade: R$ 2.000,00;
Custo fixo total: R$ 10.000,00;
Custo variável unitário: R$ 20,00;
Preço de venda unitário: R$ 80,00.
Com base nessas informações, o ponto de equilíbrio econômico em unidades é de
a) 120 unidades.
b) 80 unidades.
c) 100 unidades.
d) 200 unidades.
e) 300 unidades.
Quando trabalhamos com o ponto de equilíbrio econômico devemos incluir nos dados a serem 
trabalhados:
• Despesas financeiras; e
• Receitas financeiras.
As despesas e receitas financeiras serão tratadas nesse modelo como custos fixos da entida-
de. Assim, o ponto de equilíbrio econômico detalhará os totais de receitas que serão neces-
sárias para cobrir os custos, despesas, os gastos operacionais e financeiros e os impactos da 
inflação nos ativos e passivos monetários. Por ser um ponto de equilíbrio mais abrangente que 
o contábil o econômico considera dois itens adicionais, que é o lucro almejado pela entidade e, 
também serão considerados nos cálculos os custos de oportunidade.
Professor, qual a lógica disso?
Com o cálculo do ponto de equilíbrio econômico a entidade obterá o lucro zero, pela obtenção 
da receita, mas também terá à sua disposição os valores que serão necessários à cobertura 
dos gastos operacionais e financeiros, assim como os efeitos da inflação sobre os ativos e 
os passivos.
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A inclusão da taxa ou montante de lucros no ponto de equilíbrio econômico é questão contro-
versa entre os autores. Eliseu Martins considera o lucro, assim como Osni Moura Ribeiro, por 
sua vez, o Prof. Padoveze não inclui. A lógica da não inclusão encontra-se no fato de que o pon-
to de equilíbrio tem como premissa indicar justamente o nível em que o lucro é zero, portanto, 
ao inclui-lohá uma distorção do conceito. Contudo, a inclusão do custo de oportunidade não 
há polêmica, portanto, vamos aos cálculos:
RT = CT
Em que:
RT = preço de venda x quantidade
CT = custo fixo + custo variável
80q = 10.000 + 20q + 2.000
60q = 12.000
Q = 200
Letra d.
027. (UFGO/INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DE GOIÁS - GO 
/ ECONOMISTA/2019) Sabe que o ponto de equilíbrio evidencia de forma genérica o quanto 
se deve vender ou produzir para que as receitas se igualem aos custos. Suponha que uma ins-
tituição de ensino oferece um curso onde o custo fixo é de R$ 3.000, o custo variável é de R$ 
14.000, a receita de venda é de R$ 20.000. Qual o valor do ponto de equilíbrio em %?
a) 40%
b) 50%
c) 60%
d) 70%
Sabe aquelas questões confusas? Pois é...
O ponto de equilíbrio operacional ou contábil será obtido quando o total de receitas for equiva-
lente ao total de custos e despesas, portanto:
RT = CT
Em que:
RT = preço de venda x quantidade
CT = custo fixo + custo variável
Aplicando a fórmula:
20.000q=3.000+14.000q
6.000q=3.000
Q=0,5
Letra b.
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028. (CESPE/SERVIÇO DE LIMPEZA URBANA - DF / ANALISTA DE GESTÃO DE RESÍDUOS 
SÓLIDOS - ÁREA CIÊNCIAS CONTÁBEIS/2019) Situação hipotética: Uma empresa que atua 
em determinado setor mensurou seu grau de alavancagem operacional (GAO) em 6,5 e espera 
um lucro, antes de tributação, de R$ 45 mil para o período subsequente, em função de um au-
mento de 5% no volume de vendas.
Assertiva: Considerando-se que, entre os dois períodos, tenham permanecido constantes os 
custos fixos e variáveis, as despesas fixas e variáveis, e o preço de venda, bem como se assu-
mindo 0,75 como valor aproximado para 1.000/1.325, é correto afirmar que, nessa situação, a 
margem de contribuição utilizada no cálculo do GAO foi superior a R$ 230 mil.
O grau de alavancagem operacional é um índice que indica o quanto haverá de aumento nos 
resultados da entidade decorrente do aumento do processo produtivo e de venda. Segundo o 
Dicionário Houaiss, a palavra alavancar significa mover, erguer com alavanca, favorecer o de-
senvolvimento de, incentivar, impulsionar. Todas as vezes que pensar no grau de alavancagem 
operacional pense no pé de cabra, aquela ferramenta que é usada como alavanca.
Quando calculamos o grau de alavancagem operacional (GAO) podemos utilizar dois cami-
nhos ou fórmulas para chegarmos ao resultado pretendido. São elas:
Ou
Muito bem, vamos desenvolver:
GAO será a margem de contribuição dividida pelo lucro antes da tributação, assim teremos no 
período 1 o seguinte grau de alavancagem operacional:
GAO = 6,5
O enunciado afirma que para o período 2 haverá um aumento de 5% no volume de vendas, isso 
vai gerar um lucro antes da tributação de 132,5%
Como assim, professor? Misericórdia!
Vamos devagar. No período 1 tivemos um grau de alavancagem operacional de 6,5, certo? 
Assim, teremos que projetar o GAO para o período 2. Multiplicaremos 6,5% por 5% e depois 
adicionamos os 100% do LAIR, assim, teremos os 132,5%
Ao analisar o enunciado podemos concluir que 132,5% equivale a 45.000. Feito isso devere-
mos aplicar a regra de três para sabermos qual o valor equivalente a 100%; será de 33.750.
Misericórdia, professor! Agora acabou?
Agora vem o clímax, uai! Sabendo esses valores, poderemos calcular o GAO do período 1:
6,5 = MC/33.750
MC = 219.375
Errado.
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029. (FCC/SECRETARIA MUNICIPAL DE FINANÇAS, TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO E 
CONTROLE INTERNO DO AMAZONAS - AM / AUDITOR FISCAL DE TRIBUTOS MUNICI-
PAIS/2019) A indústria Só Batuque, para produzir seu único produto, incorreu nos seguin-
tes gastos:
Com base nestas informações e sabendo que a empresa deseja obter um lucro de R$ 100.000,00 
e que adota o custeio por absorção, o ponto de equilíbrio econômico da indústria Só Batuque, 
em unidades, é
a) 6.000.
b) 4.000.
c) 3.500.
d) 5.660.
e) 5.500.
Quando trabalhamos com o ponto de equilíbrio econômico devemos incluir nos dados a serem 
trabalhados:
• Despesas financeiras; e
• Receitas financeiras.
As despesas e receitas financeiras serão tratadas nesse modelo como custos fixos da entida-
de. Assim, o ponto de equilíbrio econômico detalhará os totais de receitas que serão neces-
sárias para cobrir os custos, despesas, os gastos operacionais e financeiros e os impactos da 
inflação nos ativos e passivos monetários. Por ser um ponto de equilíbrio mais abrangente que 
o contábil o econômico considera dois itens adicionais, que é o lucro almejado pela entidade e, 
também serão considerados nos cálculos os custos de oportunidade.
Professor, qual a lógica disso?
Com o cálculo do ponto de equilíbrio econômico a entidade obterá o lucro zero, pela obtenção 
da receita, mas também terá à sua disposição os valores que serão necessários à cobertura 
dos gastos operacionais e financeiros, assim como os efeitos da inflação sobre os ativos e 
os passivos.
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A inclusão da taxa ou montante de lucros no ponto de equilíbrio econômico é questão contro-
versa entre os autores. Eliseu Martins considera o lucro, assim como Osni Moura Ribeiro, por 
sua vez, o Prof. Padoveze não inclui. A lógica da não inclusão encontra-se no fato de que o pon-
to de equilíbrio tem como premissa indicar justamente o nível em que o lucro é zero, portanto, 
ao inclui-lo há uma distorção do conceito. Vamos aos cálculos:
O que percebemos é que o Cespe segue a corrente do Osni e do Eliseu Martins.
Letra a.
030. (IADES/CONSELHO REGIONAL DE FARMÁCIA DE RONDÔNIA - RO / CONTADOR/2019) 
Em determinada indústria, o ponto de equilíbrio (PE) é atingido quando a quantidade produzida 
é igual a 50 unidades. O preço de venda de cada unidade é R$ 500,00, e o custo variável unitário 
(CVu) é R$ 200,00. Com base apenas nessas informações, quando são produzidas 60 unida-
des, o custo fixo (CF) é igual a
a) R$ 5.000,00.
b) R$ 15.000,00.
c) R$ 18.000,00.
d) R$ 20.000,00.
e) R$ 25.000,00.
Essa questão é muito maldosa, Deus me livre!
O custo é fixo, portanto, ele não vai variar de acordo com a quantidade produzida. Muitos bons 
candidatos fazem o primeiro cálculo, encontram CF à ordem de 15.000 e depois fazem cálcu-
los com produção de 60 unidades. É a pegadinha.
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CONTABILIDADE DE CUSTOS
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Muito bem, o ponto de equilíbrio é encontrado quando tivermos uma produção de 50 unidades, 
o esse ponto de equilíbriorepresenta a situação quando o total de receita se iguala aos totais 
de custos.
O preço de venda é de $500, o custo variável é de $200. A fórmula que utilizaremos para evi-
denciar o ponto de equilíbrio será:
O ponto de equilíbrio operacional ou contábil será obtido quando o total de receitas for equiva-
lente ao total de custos e despesas, portanto:
RT = CT
50 unid. X $500 = CF + 50 unid. X $200
$25.000 = CF + $10.000
CF = $15.000
Em que:
RT = preço de venda x quantidade
CT = custo fixo + custo variável
CF = custo fixo
A Empresa Verde e Amarelo Ltda apresenta a seguinte estrutura de preço, custos e despesas:
• Preço de Venda por unidade, líquido de tributos.......................... $ 200
• Despesas Variáveis de venda: doze por cento do preço de venda...... 12%
• Custo Variável por unidade......................................................... $ 80
• Custos Fixos por período.................................................... $ 350.000
• Despesas Fixas por período................................................. $ 50.000
Letra b.
031. (IFPA/INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DO PARÁ - IFPA 
- PA / TÉCNICO EM CONTABILIDADE/2019) Qual é o ponto de equilíbrio contábil em quanti-
dade física:
a) 3.333 unids
b) 4.464 unids
c) 4.166 unids.
d) 3.846 unids.
e) 4.000 unids
Vamos direto?
RT = CT
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200q = 400.000 + 104q
96q = 400.000
q = 4.166
Em que:
RT = preço de venda x quantidade
CT = custo fixo + custo variável
CF = custo fixo
Letra c.
032. (IFPA/INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DO PARÁ - IFPA 
- PA / TÉCNICO EM CONTABILIDADE/2019) Qual é o ponto de equilíbrio contábil em va-
lor monetário
a) $ 833.200.
b) $ 333.280.
c) $ 666.600.
d) $ 800.000.
e) $ 769.200.
Em termos monetários teremos um ponto de equilíbrio à ordem de 833.200, que é o resultado 
da multiplicação do ponto de equilíbrio em quantidades pelo preço de venda (4.166 x $200).
Letra a.
033. (IFPA/INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DO PARÁ - IFPA 
- PA / TÉCNICO EM CONTABILIDADE/2019) Qual é o ponto de equilíbrio econômico em quan-
tidade física, sabendo que a empresa deseja obter um lucro de $30.000:
a) 4.134 unids.
b) 4.479 unids
c) 2.150 unids
d) 4.300 unids.
e) 5.375 unids
RT = CT+ Lucro
200q = 400.000 + 30.000 + 104q
96q = 430.000
q = 4.479
Em que:
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RT = preço de venda x quantidade
CT = custo fixo + custo variável
CF = custo fixo
Letra b.
034. (IFPA/INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DO PARÁ - IFPA 
- PA / TÉCNICO EM CONTABILIDADE/2019) Qual é o ponto de equilíbrio financeiro em quan-
tidade física, sabendo que a depreciação acumulada do período foi de $9.000:
a) 4.073 unids
b) 4.260 unids.
c) 3.759 unids.
d) 1.955 unids.
e) 2.500 unids.
O ponto de equilíbrio financeiro é uma variante do ponto de equilíbrio econômico, pois ele con-
sidera as receitas e despesas financeiras, contudo, exclui dos cálculos os valores referentes 
a depreciação, amortização e exaustão. Esse tratamento diferenciado parte da premissa que 
estas rubricas, embora façam parte da apuração do lucro do período, não representam desem-
bolso de caixa, por isso são excluídas.
Professor, serão somente esses três itens que devem ser desconsiderados?
Não. Quais fatos contábeis que fazem parte da apuração do resultado do período e não sejam 
representativos de desembolsos financeiros serão considerados no cálculo do ponto de equilí-
brio financeiro. Outros exemplos são as perdas estimadas com crédito de liquidação duvidosa 
(PECLD), antiga provisão para créditos de liquidação duvidosa (PCLD), as perdas estimadas 
para redução de estoques ao valor realizável líquido, perdas estimadas para redução de inves-
timentos etc.
Portanto, trabalharemos com a seguinte fórmula:
RT = CT – OSEC
Ou
Em que:
CT: custo total (custos + despesas)
OSEC: operações sem efeito de caixa
ML: margem de lucro
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MCU: margem de contribuição unitária
Como o enunciado dessa questão é simples, vamos trabalhar com o primeiro modo, mas ex-
cluindo o valor da depreciação informado pelo enunciado:
200q = 391.000 + 104q
96q = 391.000
q = 4.073
Letra a.
035. (CESPE/TRIBUNAL DE CONTAS DE RONDÔNIA - RO / AUDITOR DE CONTROLE EX-
TERNO - ÁREA CIÊNCIAS CONTÁBEIS/2019) A tabela a seguir mostra dados referentes a 
uma indústria que comercializa apenas unidades inteiras.
Considerando-se o custeio variável e a análise custo versus volume versus lucro, é correto 
afirmar que
a) a margem de contribuição unitária é de R$ 13.
b) o custo variável será reduzido para R$ 40, caso a produção aumente para 6.000 unidades.
c) uma variação favorável de R$ 5 nos custos variáveis unitários deverá fazer que a empresa 
comece a auferir lucro, antes dos tributos sobre lucro, com faturamento bruto de R$ 110.530.
d) um aumento nos gastos fixos na ordem de 20% levará a empresa a vender, pelo menos, 
2.100 unidades de produto para cobrir todos os custos.
e) o ponto de equilíbrio contábil será de 1.300 unidades, caso a indústria consiga uma isenção 
tributária.
Regra geral, a margem de contribuição representa um lucro variável, isso porque ela é a diferen-
ça entre o preço de venda unitário do produto ou do serviço e os custos e despesas variáveis 
por unidade de produto ou serviço.
Podemos, inclusive, esquematizar o conceito:
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Isso nos leva ao entendimento que a MC unitária quando multiplicada pela quantidade de pro-
dutos vendidos nos dará a margem de contribuição total. A margem de contribuição total é que 
vai compor o lucro da entidade que reporta a informação.
Segundo as informações do enunciado, a margem de contribuição será de:
Assim podemos perceber que a letra “a” está incorreta. A letra “b” apresenta erro conceitu-
al, porque o custo variável unitário não varia de acordo com a unidade, mas sim, de acordo 
com o volume.
O item “c” é o gabarito da questão, pois ao adicionarmos $5 à margem de contribuição e calcu-
larmos o ponto de equilíbrio contábil teremos:
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Com essa quantidade de produtos teremos um faturamento de $110.530.
O erro da letra “d” está em afirmar que aumentando 20% nos seus gastos será necessário ven-
der, no mínimo, 2.100 unidades, veja como fica o cenário nessas condições:
Com o aumento de 20% o ponto de equilíbrio será de 2.182 unidades.
A letra “e” também está errada, porque se a entidade obtiver uma isenção tributária seu ponto 
de equilíbrio será de:
Letra c.
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Assim, chegamos ao final de mais uma batalha!
Mantenha!
Abs.
Prof. Rodrigo Machado
@contabilidade_total
Rodrigo Machado 
Formado em Ciências Contábeis – ênfase em Controladoria pela Pontífica Universidade Católica de Minas 
Gerais. Especialista em auditoria, com MBA em Gestão de Contas Públicas e MBA em Compliance e 
Investigação de Fraudes (em curso). É Auditor do Estado da Contadoria e Auditoria-Geral do Estado (CAGE), 
órgão da Secretaria da Fazenda do Estado do Rio Grande do Sul (SEFAZ-RS), ex-auditor interno pleno na 
Petrobras S.A., na área de auditorias especiais. Iniciou sua trajetória profissional na iniciativa privada e 
acumula 18 anos de experiência com auditorias contábeis e operacionais. É professor de Contabilidade 
Aplicada ao Setor Público (CASP) e Contabilidade Societária.
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	_Hlk37694081
	Custos para a Tomada de Decisão
	Margem de Contribuição
	Margem de Contribuição e Custeio Direto
	Ponto de Equilíbrio (Break-Even Point)
	Custos de Oportunidade
	Ponto de Equilíbrio Operacional
	Ponto de Equilíbrio Econômico
	Ponto de Equilíbrio Financeiro
	Análise do custo/volume/lucro
	Margem de Segurança
	Grau de Alavancagem Operacional
	Resumo
	Questões de Concurso
	Gabarito
	Gabarito Comentado
	AVALIAR 5: 
	Página 84:

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