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www.dizerodireito.com.br P ág in a1 INFORMATIVO esquematizado Informativo 732 – STF Márcio André Lopes Cavalcante DIREITO ADMINISTRATIVO A prerrogativa de a Administração Pública controlar seus próprios atos não dispensa a observância do contraditório e ampla defesa prévios em âmbito administrativo A Administração Pública pode anular seus próprios atos quando estes forem ilegais. No entanto, se a invalidação do ato administrativo repercute no campo de interesses individuais, faz-se necessária a instauração de procedimento administrativo que assegure o devido processo legal e a ampla defesa. Assim, a prerrogativa de a Administração Pública controlar seus próprios atos não dispensa a observância do contraditório e ampla defesa prévios em âmbito administrativo. Processo STF. 2ª Turma. RMS 31661/DF, rel. Min. Gilmar Mendes, julgado em 10/12/2013. Servidor público ocupante de cargo exclusivamente em comissão tem direito à estabilidade provisória em caso de doença, gravidez etc. Não é possível a dispensa, com o consequente rompimento do vínculo trabalhista, de servidor ocupante apenas de cargo em comissão, em licença médica para tratamento de doença. Processo STF. 1ª Turma. AI 759882 AgR/MG, rel. Min. Marco Aurélio, julgado em 10/12/2013. DIREITO PROCESSUAL PENAL Pessoas condenadas após o fim do protesto por novo Júri não têm direito a esse recurso As pessoas condenadas pelo Tribunal do Júri após a entrada em vigor da Lei n. 11.689/2008 (09/08/2008) não têm direito ao recurso “protesto por novo júri”, ainda que o crime tenha sido cometido antes da referida lei revogadora. Processo STF. 2ª Turma. RE 752988 AgR/SP, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, julgado em 10/12/2013 (Info 732). STJ. 5ª Turma. AgRg no Ag 1381227/RS, Rel. Min. Marco Aurélio Bellizze, julgado em 22/10/2013. P ág in a1 P ág in a1 P ág in a1 P ág in a1 P ág in a1 P ág in a1 INFORMATIVO esquematizado P ág in a2 DIREITO PENAL E PROCESSUAL PENAL MILITAR Desacato praticado contra militar das Forças armadas que atua no policiamento ostensivo de favela pacificada é crime militar? Determinado militar do Exército estava fazendo o policiamento ostensivo em uma favela no Rio quando, em uma abordagem, foi, em tese, desacatado por um particular. Trata-se de crime militar com base no art. 9º, III, “d”, do CPM? 1ª Turma do STF: SIM. Logo, a competência é da Justiça Militar. 2ª Turma do STF: NÃO. Logo, a competência é da Justiça Federal comum. Processo STF. 1ª Turma. HC 113128/RJ, rel. Min. Roberto Barroso, julgado em 10/12/2013.