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Contabilidade Geral
Sumário
Conceito CASP	2
OBJETO	7
CAMPO DE ATUAÇÃO	9
EXERCÍCIO FINANCEIRO	12
REGIMES DE ESCRITURAÇÃO	13
Patrimônio Público	19
ATIVO	19
PASSIVO	23
DEMONSTRAÇÃO DAS VARIAÇÕES PATRIMONIAIS	28
Estrutura da Demonstração de Variação Patrimonial	32
ANÁLISE DO BALANÇO ORÇAMENTÁRIO	39
COMPOSIÇÃO BALANÇO ORÇAMENTÁRIO	44
DCASP	50
ESTRUTURA DO BALANÇO PATRIMONIAL	61
ATIVO E PASSIVO	62
DEMONSTRATIVO DE DÉFICIT OU SUPERÁVIT FINANCEIRO	65
Conceito CASP
Contabilidade é uma ciência social que estuda, controla, administra e acompanha a evolução do patrimônio de qualquer pessoa.
Obs.: ciência (formalidade – científica); social (relacionamentos – subjetividade).
Obs.: o controle da coisa pública (art. 70) contábil, orçamentário, financeiro, operacional, patrimonial e ambiental – COFOPA. 
O objetivo científico da contabilidade se manifesta na correta apresentação do patrimônio e na análise das causas de suas mutações.
As entidades governamentais e as organizações privadas movimentam seu patrimônio constantemente, necessitando de um sistema que permita a captura, registro e controle das informações geradas, a fim de servir de base para avaliar a efetividade da administração e fornecer dados para que a sociedade possa saber se os recursos vêm sendo corretamente administrados.
Contabilidade Aplicada ao Setor Público – CASP – é o ramo da ciência contábil que se destina, no processo gerador de informações, ao controle patrimonial de entidades do setor público.
Obs.: a contabilidade pública não é uma ciência, ela é um ramo da contabilidade. A contabilidade que é a ciência.
A CASP aplica na Administração Pública as técnicas de registro dos atos e fatos administrativos, apurando resultados e elaborando as demonstrações financeiras, considerando a Lei n. 4.320/1964, as Normas Nacionais de Contabilidade Aplicadas ao Setor Público e o Manual de Contabilidade Aplicado ao Setor Público (MCASP). 
A contabilidade pública está em um processo de adoção de regras e procedimentos contábeis sob uma mesma base conceitual, visando a comparabilidade da situação econômico-financeira de vários países ou de entidades do setor público nacionais e/ou internacionais.
Obs.: as normas atuais da contabilidade pública deverão ser aplicadas da mesma forma nos três níveis de Administração federal, estadual e municipal. 
No processo de evolução da CASP, o primeiro marco histórico foi a edição da Lei n. 4.320/1964, que estabeleceu importantes regras para propiciar o controle das finanças públicas, bem como a construção de uma administração financeira e contábil sólida no País, tendo como principal instrumento o orçamento público.
Deste modo, o orçamento público ganhou significativa importância no Brasil. Como consequência, as normas relativas a registros e demonstrações contábeis, vigentes até hoje, acabaram por dar enfoque sobretudo aos conceitos orçamentários, em detrimento da evidenciação dos aspectos patrimoniais.
Posteriormente, outro importante avanço na área das finanças públicas foi a edição da Lei Complementar n. 101/2000 – Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), que estabeleceu para toda a Federação, direta ou indiretamente, limites de dívida consolidada, garantias, operações de crédito, restos a pagar e despesas de pessoal, dentre outros, com o intuito de propiciar o equilíbrio das finanças públicas e instituir instrumentos de transparência da gestão fiscal.
Mudança de paradigma
Obs.: nos dias atuais, a finalidade da contabilidade pública é promover o controle social. 
A contabilidade pública tradicional, focada no orçamento e com o principal objetivo de assegurar a conformidade com os requisitos legais, mostrou-se inadequada para enfrentar os novos desafios da governança pública, devido a isto, importantes reformas foram implementadas a fim de desenvolver um sistema de contabilidade pública mais informativo e útil para a tomada de decisão e prestação de contas.
Assim, a Contabilidade Aplicada ao Setor Público – CASP se tornou alvo de grandes reformas no que diz respeito a sua estrutura desde que se fez necessária a internacionalização das normas contábeis.
As informações prestadas aos usuários precisaram ser aperfeiçoadas para que fossem geradas com mais eficiência e pudessem surtir o real efeito nas tomadas de decisões e prestações de contas. 
Em função da necessidade de uma gestão efetiva do patrimônio público e não somente de uma gestão orçamentária a contabilidade pública passa por mudanças conceituais, as quais retomam a essência contábil nos registros patrimoniais públicos, sendo que essas mudanças afetam diretamente a prática contábil e as informações obtidas através da contabilidade, fornecendo subsídios para a efetivação do controle social. 
Podemos afirmar que o objetivo da convergência é tirar o foco apenas do resultado fiscal, superávit ou déficit primário, e dar maior visibilidade à situação patrimonial de União, Estados e Municípios.
Outra mudança importante é que as demonstrações contábeis de uma entidade do setor público se parecem com as apresentadas pelas empresas, com balanço patrimonial, demonstração do fluxo de caixa e demonstração de mutação do patrimônio líquido.
Assim como é feito pela contabilidade empresarial, as receitas e despesas PATRIMONIAIS serão lançadas obrigatoriamente pelo regime de competência, enquanto que as despesas e receitas ORÇAMENTÁRIAS são registradas pelo regime MISTO.
Obs.: no regime de competência importa o fato gerador, a receita será registrada quando for ganha, e a despesa quando for incorrida. 
Regime misto no orçamento: 
receita – regime de caixa (arrecadada) e despesa – regime de competência (empenhada).
Regime de competência: 
as despesas e receitas são contabilizadas no momento em que elas ocorrem (data do fato gerador), não importando quando haverá pagamentos ou recebimentos.
Regime orçamentário: 
reconhece a despesa orçamentária no exercício financeiro da emissão do empenho e a receita orçamentária pela arrecadação.
– Aspecto Orçamentário: compreende o registro e a evidenciação do orçamento público, tanto quanto à sua aprovação quanto à sua execução. Os registros de natureza orçamentária são base para a elaboração do Relatório Resumido da Execução Orçamentária (RREO) e dos Balanços Orçamentário e Financeiro, que representam os principais instrumentos para refletir esse aspecto
– Aspecto Patrimonial: compreende o registro e a evidenciação da composição patrimonial do ente público. Nesse aspecto, devem ser atendidos os princípios e as normas contábeis voltadas para o reconhecimento, mensuração e evidenciação dos ativos e passivos e de suas variações patrimoniais.
– Aspecto Fiscal: compreende a apuração e evidenciação, por meio da contabilidade, dos indicadores estabelecidos pela LRF, dentre os quais se destacam os da despesa com pessoal, das operações de crédito e da dívida consolidada, além da apuração da disponibilidade de caixa, do resultado primário e do resultado nominal, a fim de verificar-se o equilíbrio das contas públicas.
Balanço Patrimonial (BP) e a Demonstração das Variações Patrimoniais (DVP)
representam os principais instrumentos para refletir esse aspecto. O processo de convergência às normas internacionais de contabilidade aplicada ao setor público (CASP) visa a contribuir, primordialmente, para o desenvolvimento deste aspecto.
Obs.: atualmente, a essência da contabilidade pública é convergir para as normas internacionais, e essas normas tratam da contabilidade como se fosse um mercado de capital.
O Relatório de Gestão Fiscal (RGF) e o Relatório Resumido da Execução Orçamentária (RREO) 
representam os principais instrumentos para evidenciar esse aspecto. As demonstrações contábeis e os relatórios fiscais têm muito em comum.
A premissa da convergência é de que a área pública deve ser dotada de Normas que possam fornecer a orientação contábil, ao mesmo tempo que avance na consolidação e integração com as normas internacionais, possibilitando ao setor público, um tratamento adequado, respeitandoàs normas gerais de direito financeiro e gestão fiscal, mas sem macular à Ciência Contábil.
Padronização
A nova contabilidade aprimora o controle do Patrimônio Público
O objeto da contabilidade pública era o orçamento. O patrimônio não era considerado importante. A contabilidade pública passou a enfatizar a gestão patrimonial das entidades. O objeto passou a ser o patrimônio público.
O objetivo da CASP é fornecer informações sobre os resultados alcançados e os aspectos de natureza orçamentária, econômica, financeira e física do patrimônio da entidade do setor público e suas mutações.
Principais Mudanças 
· Padronização dos planos de contas dos entes da Federação, por meio da adoção do Plano de Contas Aplicado ao Setor Público – PCASP (entrada de dados). 
· Adição do subsistema de custos. Os subsistemas contábeis devem ser integrados a outros sistemas no cumprimento da sua missão. 
· Padronização das demonstrações contábeis dos entes da Federação, mediante a adoção das Demonstrações Contábeis Aplicadas ao Setor Público – DCASP (saída das informações). 
· Padronização dos demonstrativos fiscais dos entes da Federação, mediante a adoção do Manual de Demonstrativos Fiscais – MDF (saída das informações). 
· Foram acrescentadas duas novas demonstrações: Demonstração do Fluxo de Caixa e Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido:
· O regime contábil aplicado no setor público é o de competência, porém o reconhecimento orçamentário segue o disposto no art. 35, da Lei n. 4.320/64, que trata do regime misto.
· Contabilização do valor real do patrimônio nas bases de mensuração definidas pelas normas:
· reconhecimento dos direitos a receber de créditos tributários e não tributários;
· registro dos bens móveis e imóveis considerando a depreciação, amortização ou exaustão;
· registro dos bens de uso comum de valor mensurável e vida útil determinável.
Em resumo, o processo de convergência tem como objetivo fornecer um novo arcabouço conceitual para a CASP e contribuir para a uniformização de práticas e procedimentos contábeis, em virtude da dimensão e da diversidade da estrutura da Administração Pública. Ao mesmo tempo, elas visam avançar na consolidação e integração com as normas internacionais.
OBJETO 
OBJETIVO E FINALIDADE CASP
• Objeto: patrimônio público. 
• Objetivo: fornecer informações úteis aos usuários. 
• Finalidade: apoio na tomada de decisão, prestação de contas e instrumentalização do controle social. 
• Campo de aplicação: entidades do setor público (obrigatório e facultativo). 
• Usuários: sociedade e provedores de recursos. 
• Natureza da informação: patrimonial, orçamentária e fiscal (Controle).
Obs.: a informação patrimonial é regida pelas normas emanadas pelo Conselho Federal de Contabilidade Orçamentária; a informação orçamentária, pela Lei n. 4.320/64; e a informação fiscal, pela Lei de Responsabilidade Fiscal.
Patrimônio Público: o conjunto de direitos e bens, tangíveis ou intangíveis, onerados ou não, adquiridos, formados, produzidos, recebidos, mantidos ou utilizados pelas entidades do setor público, que seja portador ou represente um fluxo de benefícios, presente ou futuro, inerente à prestação de serviços públicos ou à exploração econômica por entidades do setor público e suas obrigações. 
Os direitos são haveres (créditos) do Estado e possuem natureza devedora; os bens são coisas tangíveis ou intangíveis; e os deveres são os débitos da Entidade.
Os estados estão começando a explorar economicamente seus intangíveis com a concessão de administração de ferrovias, de exploração de portos etc., mas a essência da coisa pública é a prestação de serviço.
Obs.: se um bem da instituição não está sendo utilizado, ele não entrará no patrimônio.
As obrigações são os deveres, que são os débitos da Entidade e que possuem natureza credora. Os direitos representam os créditos, os bens representam algo que a empresa irá explorar e as obrigações da empresa são as dívidas – que serão recebidas como crédito por outrem. A essência da contabilidade é: se há devedor, deve haver credor.
O patrimônio público é estruturado em 3 grupos:
a) Ativos são recursos controlados (bens e direitos) pela entidade como resultado de eventos passados e do qual se espera que resultem para a entidade benefícios econômicos futuros ou potencial de serviços;
b) Passivos são obrigações presentes (exigível) da entidade, derivadas de eventos passados, cujos pagamentos se esperam que resultem para a entidade saídas de recursos capazes de gerar benefícios econômicos ou potencial de serviços;
c) Situação Patrimonial Líquida é o valor residual dos ativos da entidade depois de deduzidos todos seus passivos.
OBJETIVO
O objetivo da Contabilidade Aplicada ao Setor Público é fornecer aos usuários informações úteis sobre os resultados alcançados e os aspectos de natureza orçamentária, econômica, financeira e física do patrimônio da entidade do setor público e suas mutações, em apoio ao processo de tomada de decisão; a adequada prestação de contas; e o necessário suporte para a instrumentalização do controle social. Auxilia na promoção da governança pública.
As informações são apresentadas por meio dos Relatórios Contábeis de Propósitos Gerais. As informações apresentadas nos RCPGs apresentam os atributos de ser históricas e prospectivas, além da informação explicativa.
FINALIDADE DA CASP
A função social da Contabilidade Aplicada ao Setor Público deve refletir, sistematicamente, o ciclo da administração pública para evidenciar informações necessárias à tomada de decisões, à prestação de contas e à instrumentalização do controle social.
Obs.: a finalidade da contabilidade pública é controlar o patrimônio e suas mutações para
fornecer informações.
Obs.: o objeto da contabilidade é o patrimônio; o objetivo é fornecer informações; e a finalidade é controlar o patrimônio para apoiar a prestação de contas, a tomada de decisão e o controle social.
CAMPO DE ATUAÇÃO
Quem possui o poder fiscalizador é do direito público. As instituições de direito público, na sua essência, dependem do orçamento.
Há outras instituições que realizam as funções do Estado, mas atuam no mercado. São as chamadas empresas públicas e sociedades de economia mista que, em sua grande maioria, são sociedades anônimas – e para serem sociedades anônimas, devem ser de direito privado. Normalmente, as instituições de direito privado não dependem do orçamento, o que é o caso, por exemplo, da Petrobras, da Caixa Econômica, do Banco do Brasil e do Correios. Essa relação de dependência ou independência abarca o campo de aplicação da contabilidade pública.
Existem também as instituições chamadas paraestatais, que recebem recursos do orçamento – por exemplo, o Sistema S (Sesc, Senai, Sesi etc.). O Estado arrecada os tributos das indústrias e até 3% (três por cento) dessa arrecadação é repassado para o Sistema S. Outro exemplo de controle profissional são os organismos de categoria de classe, como o Conselho Federal de Contabilidade, que é de direito público, mas independe do dinheiro da União.
É obrigatória, portanto, a aplicação da contabilidade pública para as instituições dependentes do orçamento e facultativa para as instituições independentes. 
A administração pública federal contempla um conjunto abrangente de instituições. Muitas delas com características estritamente governamentais (órgãos da administração direita, autarquias, fundações públicas) e outras com características empresariais (empresas públicas e sociedades de economia mista).
Obs.: As instituições com característica estritamente governamentais são chamadas de direito público; as instituições com características empresariais são chamadas de direito privado.
As normas estabelecidas na CASP aplicam-se, obrigatoriamente, às entidades do setor público.
Obs.: O Conselho Federal de Contabilidade é uma autarquia que não se encaixa no conceito a seguir
A LOA é composta por três orçamentos,sendo eles: fiscal, seguridade e investimento. No investimento, o controle é sobre a aplicação. Por exemplo, se o governo fizer aporte para a Petrobras, ela não será mais independente. 
ATENÇÃO
Uma empresa estatal dependente está obrigada a observar os preceitos da Contabilidade Governamental (Lei n. 4.320/1964) e da Contabilidade Empresarial (Lei n. 6.404/1976). As sociedades de economia mista de capital fechado (deve ser S/A) podem enquadrar-se no conceito de empresa estatal dependente na LRF e no conceito de sociedade anônima da lei 6.404-76.
ATENÇÃO
O Sistema S, os Conselhos e as estatais independentes não se encaixam no conceito de entidades do setor público para fins de aplicação. Nas provas, contudo, isso será cobrado. A questão irá afirmar que essas instituições não devem, mas, na verdade, elas podem, ou seja, é facultativo (para facilitar a prestação de contas).
· Na contabilidade empresarial, são registrados apenas os fatos; na contabilidade pública, são registrados os atos e os fatos. Os atos são registrados por conta de controle e por contas orçamentárias – por exemplo, o empenho é um ato.
USUÁRIOS
Obs.: O objetivo da contabilidade é oferecer informações aos usuários, no sentido de apoiar a tomada de decisão, a prestação de constas e a instrumentalização do controle social. São usuários os gestores, tomadores de decisão de investimento, a sociedade em geral e seus representantes. 
Os usuários das informações são pessoas físicas ou jurídicas com interesse na entidade, que utilizam as informações contábeis dela para seus próprios fins, de forma permanente ou transitória.
Bem como investidores que desejam comprar títulos
• Assim, os RCPGs devem ser elaborados e divulgados, principalmente, para atender às necessidades de informações dos usuários dos serviços e dos provedores de recursos, quando estes não detêm a prerrogativa de exigir que a entidade divulgue as informações que atendam às suas necessidades específicas.
 • Os membros do poder Legislativo também são usuários e utilizam extensiva e continuamente esses relatórios enquanto atuam como representantes dos interesses dos usuários de serviços e dos provedores de recursos.
• Os usuários primários dos RCPGs são os usuários dos serviços e seus representantes e os provedores de recursos e seus representantes.
Os cidadãos e os membros do poder legislativos e os investidores são os usuários primários dos relatórios.
• Assim, os RCPGs não são elaborados e divulgados para atender a necessidades de informações específicas ou particulares.
EXERCÍCIO FINANCEIRO
Exercício Financeiro é o período de tempo durante o qual se exercem todas as atividades
administrativas e financeiras relativas à execução do orçamento.
Ano Financeiro é o período durante o qual se executa o orçamento. No Brasil os termos exercício financeiros e ano financeiro possuem o mesmo significado.
· O exercício financeiro deve coincidir com o ano civil.
· As receitas arrecadadas e as despesas empenhadas pertencem ao exercício financeiro.
· O ano financeiro é o período no qual deve-se executar o orçamento.
REGIMES DE ESCRITURAÇÃO
É o modo pelo qual se reconhece o desempenho (resultado) apurado por uma entidade em determinado período contábil.
Essa relação patrimonial orçamentária faz com que a contabilidade tenha dois regimes de escrituração: regime orçamentário e regime patrimonial. 
regime orçamentário → orçamento é o ponto principal; 
regime patrimonial → fato gerador da variação no PL é o ponto principal.
A CASP, para atender a legislação e as normas contábeis, ao atribuir as despesas e as
receitas a um determinado exercício, adota modelos que são chamados de regimes de escrituração e basicamente existem dois tipos de regimes:
• Regime misto (orçamentário);
• Regime de competência (patrimonial).
As receitas são divididas em fases:
• Previsão
• Lançamento → reconhecimento do direito para o Estado.
• Arrecadação → é o pagamento pelo contribuinte, é onde a receita deve ser registrada.
• Recolhimento → é a transferência do dinheiro para a conta única.
As despesas são divididas também em fases:
• Fixação
• Empenho
• Liquidação 
• Pagamento
Do período do empenho até a entrega da nota fiscal, ocorre o empenho a liquidar, ou seja, o fornecedor deve o serviço/produto. Ao terminar esse período, o fornecedor apresenta a nota fiscal de acordo com o contrato e, nesse momento, o Estado estará em débito. No período entre a entrega da nota fiscal e a liquidação efetiva, ocorre o empenho em liquidação. 
No dia em que o fornecedor entregar a nota fiscal, ou seja, no dia 28 de janeiro, ocorrerá o fato gerador contábil – que registra a despesa (VPD). Nesse contexto, se a despesa não for paga, ela dará origem a uma obrigação no passivo – o fato gerador patrimonial.
REGIME MISTO ORÇAMENTÁRIO
Exemplo: Geralmente, os Estados, para não atrasarem o pagamento de despesas, realizam a antecipação de receitas orçamentárias. Por exemplo, ao lançar o IPVA em janeiro, um Estado percebeu que a população optou por pagá-lo não em cota única, mas em prestações. Desse modo, para pagar suas despesas, o Estado decide antecipar a arrecadação com uma instituição financeira, através de autorização do Banco Central. O dinheiro recebido pelo Estado, nesse momento, não caracteriza uma receita orçamentária, mas sim uma receita extra orçamentária – ao ser recebido o dinheiro, será registrada uma obrigação. Posteriormente, quando o Estado receber a arrecadação dos tributos, será dado a baixa e o dinheiro irá para a conta do banco.
Obs.: Na prática, isso se assemelha ao desconto de duplicata.
REGIME DE COMPETÊNCIA PATRIMONIAL
Exemplo 1: Um município recebe como doação um terreno. Essa doação não está prevista no orçamento, pois não houve a arrecadação, ou seja, o município não recebeu dinheiro, mas o patrimônio aumentou. Nesse caso, esse bem não irá transitar no balanço orçamentário, pois a receita não foi arrecadada – ela deverá ser registrada patrimonialmente. O terreno deve ser debitado no imobilizado e a variação patrimonial aumentativa deve ser creditada. 
Exemplo 2: Normalmente, o lançamento do tributo feito por estados e municípios ocorre no 1º dia do mês. Por exemplo, o IPTU é um tributo municipal lançado no dia primeiro de janeiro pelo sistema; o IPVA é um tributo estadual lançado no dia 1º de janeiro. A arrecadação ocorre posteriormente (em cota única ou dividida). No entanto, para a contabilidade patrimonial, a partir do momento em que o estado ou município reconheceu o direito, será registrada a variação patrimonial aumentativa. Nesse caso, o estado e município devem reconhecer a receita (variação patrimonial aumentativa) no dia 1º de janeiro, independentemente da execução orçamentária – que ocorre com a arrecadação.
Fato Gerador
É o momento/período da realização de uma transação de venda, de prestação de serviço, de recebimento ou concessão de desconto, não importando para a Contabilidade quando ocorreu a entrada ou saída de dinheiro, mas sim quando foi realizado o ato.
Obs.: O fato gerador impacta (diminuindo ou aumentando a riqueza) na situação líquida da empresa.
5. (CESPE/MPC-PA/CONTADOR/2019) Caso a legislação de determinado estado estabeleça que o fato gerador do imposto sobre a propriedade de veículos automotores (IPVA) ocorra no dia 1º de janeiro de cada ano, o reconhecimento do direito a receber relativo a esse imposto deverá ser registrado na contabilidade desse ente federado:
a. no momento em que houver a previsão da arrecadação dessa receita em sua lei orçamentária anual (LOA). 
b. no dia 1º de janeiro, dia do fato gerador estabelecido em sua legislação. 
c. no momento da arrecadação desse imposto, de acordo com a Lei n.º 4.320/1964. 
d. no momento do recolhimento desse imposto, quando houver a transferência dos valores arrecadados à conta específica do Tesouro do estado. 
e. depois de efetuadas as transferências legaise voluntárias devidas pelo referido estado.
Trata-se do aspecto patrimonial. 
a. A previsão ocorre antes do lançamento.
b. No regime orçamentário, há a receita arrecadada; no regime patrimonial, há o fato gerador.
• Previsão
• Lançamento 
• Arrecadação 
• Recolhimento
Obs.: 
Ao mencionar o regime financeiro → aspecto orçamentário.
Ao mencionar o regime contábil → aspecto patrimonial;
b. Apenas o item II está certo.
GABARITO
Patrimônio Público
Patrimônio Público: o conjunto de direitos e bens, tangíveis ou intangíveis, onerados ou não, adquiridos, formados, produzidos, recebidos, mantidos ou utilizados pelas entidades do setor público, que seja portador ou represente um fluxo de benefícios, presente ou futuro, inerente à prestação de serviços públicos ou à exploração econômica por entidades do setor público e suas obrigações.
O patrimônio público é estruturado em três grupos: 
a) Ativos são recursos controlados pela entidade como resultado de eventos passados e do qual se espera que resultem para a entidade benefícios econômicos futuros ou potencial de serviços; 
b) Passivos são obrigações presentes da entidade, derivadas de eventos passados, cujos pagamentos se esperam que resultem para a entidade saídas de recursos capazes de gerar benefícios econômicos ou potencial de serviços; 
c) Patrimônio líquido ou Situação Patrimonial Líquida é o valor residual dos ativos da entidade depois de deduzidos todos seus passivos.
ATIVO
Recurso 
É um item com potencial de serviços ou com a capacidade de gerar benefícios econômicos.
Potencial de Serviços
É a capacidade de prestar serviços que contribuam para alcançar os objetivos da entidade e assim possibilita a entidade alcançar os seus objetivos sem, necessariamente, gerar entrada líquida de caixa.
Benefícios Econômicos 
Correspondem a entradas de caixa ou a reduções das saídas de caixa. As entradas de caixa ou as reduções das saídas de caixa podem derivar, por exemplo:
a. Utilizar o recurso para a prestação de serviços (inclusive bens);
b. Utilizar os recursos de terceiros para prestar serviços como, por exemplo, arrendamento mercantil;
c. Converter o recurso em caixa por meio da sua alienação;
d. Beneficiar-se da valorização do recurso;
e. Receber fluxos de caixa.
Os ativos com potencial de serviços podem ser representados pelos ativos de recreação, do patrimônio cultural, comunitários, de defesa nacional, aeroportos, pontes, viadutos, obras em andamento, hospitais e outros que sejam mantidos pelos governos e outras entidades do setor público e que sejam utilizados para a prestação de serviços a terceiros. Tais serviços podem ser para consumo coletivo ou individual. 
Os ativos com potencial econômico são aqueles que podem gerar, direta ou indiretamente, caixa para a entidade. São exemplos de bens móveis as máquinas, aparelhos, equipamentos, ferramentas, bens de informática, materiais culturais, educacionais e de comunicação, veículos, bens móveis em andamento, imóveis residenciais, comerciais, edifícios, terrenos.
Somente serão registrados no ativo os bens e direitos que se realizarão, direta ou indiretamente, na entidade, assim, os bens não utilizados ou inservíveis não serão registrados.
Controle ≠ Propriedade
O controle do recurso envolve a capacidade da entidade em utilizar o recurso (ou controlar o uso por terceiros) de modo que haja a geração do potencial de serviços ou dos benefícios econômicos originados do recurso para o cumprimento dos seus objetivos de prestação de serviços, entre outros. 
Para avaliar se a entidade controla o recurso no presente, deve ser observada a existência dos seguintes indicadores de controle:
a- Propriedade legal;
b- Acesso ao recurso ou a capacidade de negar ou restringir o acesso a esses;
c- Meios que assegurem que o recurso seja utilizado para alcançar os seus objetivos;
d- A existência de direito legítimo ao potencial de serviços ou à capacidade para gerar os benefícios econômicos advindos do recurso.
Não precisa adquirir algo para ser ativo. Você pode ter o simples direito de explorar que já é um ativo.
a. Os bens que não estão sob o controle não são controlados pela contabilidade pública.
Alguns bens não sofrem mensuração (por exemplo, praias, parques etc.).
b. O resultado econômico é o desempenho – que será visto na demonstração das variações patrimoniais (DVP).
c. O patrimônio precisa gerar um benefício. Toda entidade deve possuir um patrimônio, uma atividade e uma gestão.
d. O Estado gera, por exemplo, o direito do IPVA, mas também possui suas obrigações.
Não há necessidade que as obrigações estejam acompanhadas pelo credor.
e. O objetivo da contabilidade é fornecer informações úteis aos usuários.
Adiantamento a fornecedores – É um direito, os demais são obrigações
PASSIVO
Passivo é uma obrigação presente, derivada de evento passado, cuja extinção deva resultar na saída de recursos da entidade.
Patrimônio
• É o objeto da contabilidade pública;
• É composto por bens, direitos e obrigações;
• Existe para, essencialmente, prestar serviços e, subsidiariamente, gerar benefícios econômicos.
• É dividido em ativo, passivo e situação líquida.
Ativos
São os recursos controlados (não precisam ser de propriedade), oriundos de fatos passados (que foram identificados e mensurados), do qual se espera o retorno. O ativo tem natureza devedora.
Passivo 
É uma obrigação presente, oriunda de fato passado, da qual se espera que seja liquidada no futuro.
I – A essência da tributação não é a obrigação direta. A maior parte das VPA decorrem de transações sem contraprestação. 
II – O ativo contingente é o ativo que não mais gera benefícios ou que não é possível mensurá-lo. 
III – O passivo é reconhecido quando houver uma obrigação presente e for possível mensurá-la.
DEMONSTRAÇÃO DAS VARIAÇÕES PATRIMONIAIS
A DVP apura-se o resultado patrimonial.
O resultado financeiro é apurado no balanço financeiro.
O superávit financeiro é apurado no balanço patrimonial.
Estrutura da Demonstração de Variação Patrimonial
NOTAS EXPLICATIVAS
A DVP deverá ser acompanhada de notas explicativas, divulgando separadamente a natureza e valores dos itens relevantes que compõem as VPA e as VPD. Algumas circunstâncias poderão ser apresentadas em notas explicativas, ainda que seus valores não sejam relevantes.
Quando a entidade distribui dividendos ou outro item similar para os seus proprietários e possui capital representado por ações, ela deve divulgar, na demonstração do resultado, na demonstração das mutações do patrimônio líquido ou nas notas explicativas, o valor de dividendos ou outro item similar distribuídos e reconhecidos como distribuições aos proprietários durante o período e o respectivo valor por ação.
No Brasil trabalha com a Natureza.
Retenção sobre a folha de pagamento – receita extraorçamentária, ou seja, adiantamento de receita.
Concessões Públicas – entrada de dinheiro
Dação de imóveis em pagamento da dívida ativa – permuta; troca o recebimento de um dinheiro por um imóvel.
Redução de Valor recuperável do imobilizado no período - VPD
Ganhos coma Alienação (VPA) ≠ Alienação (permutativo)
Encargos de Empréstimos - Juros
Reavaliação de Ativos - VPA
Desconto Financeiro Obtido - VPA
Provisão - VPD
Reversão de Provisão - VPA
Participações de Partes Beneficiárias – Tem que pagar as participações no lucro; Empregados, serviços…
Amortização acumulada – Não entra. É conta redutora do ativo
Pagamento de restos a pagar - Permutativo 
Obrigações decorrentes de Política Monetária = Juros à pagar
Participações e Contribuições – VPD
ANÁLISE DO BALANÇO ORÇAMENTÁRIO
COMPOSIÇÃO BALANÇO ORÇAMENTÁRIO
Planejado
-Receita → Prevista
-Despesa → Fixada
Executado
-Receita → Arrecadada
-Despesa → Empenhada
DCASP
1. (QUADRIX/CRA-PR/CONTADOR/2019) Com relação à preparação e à elaboração das demonstrações contáveis, julgue o item. A escrituração de determinada entidade pode apresentar erros ainda que o balancete de verificação demonstre a correspondência entre os valores totais de saldos devedores e credores.
Certo
Não tem como identificar, no balancete, quando a empresa lança a conta errada. É possível identificar se houve o lançamento no valor errado, na natureza da conta errada.
Feito o registro dos valores, tem-se que, mensalmente, levantar os saldos no livro-razão. Esses saldos são chamados de balancete de verificação. Portanto, o balancete de verificação nada mais é que um documento interno usado para estabelecer a exatidão do partidas dobradas. No entanto, como tudo, ele não é um documento que se prova à exatidão contábil.
Há um grande problema no balancete: a essência da contabilidade está em atribuir para todo débito um crédito respectivo. Então, o balancete dará o direito de identificar se débito e crédito estão nos mesmos valores. Mas, não se consegue identificar, no balancete, o débito em uma conta devedora errada.
Por exemplo: uma entidade compra um veículo. Sobre a natureza patrimonial, esse veículo será debitado como um ativo com natureza devedora. No entanto, o contador acha que o veículo é uma despesa orçamentária de capital, e, ao invés de debitar veículo, debita uma Variação Patrimonial Diminutiva (VPD) sob o aspecto patrimonial. O balancete irá fechar, pois ele não identificará o erro, sendo essa uma de suas fragilidades.
Se a soma dos débitos não é igual à soma dos créditos, os registros contábeis estão incorretos.
ESTRUTURA DO BALANÇO PATRIMONIAL
ATIVO E PASSIVO
• Ativo Permanente: compreenderá os bens, créditos e valores cuja mobilização ou
alienação dependa de autorização legislativa.
• Passivo Financeiro: compreenderá “as dívidas fundadas e outras” cujo pagamento
independa de autorização orçamentária.
• Passivo Permanente: compreenderá as dívidas fundadas e outras que dependam de
autorização legislativa para amortização ou resgate.
• Ativo Financeiro O ativo financeiro contém, além do dinheiro disponível, os valores cuja realização não dependa de autorização orçamentária (inclusão na LOA), como, por exemplo, adiantamento, salário-família, auxílio-natalidade etc. Normalmente, está relacionado ao processo de gestão da empresa, aquilo que está dentro da alçada do gestor.
• Passivo Financeiro Compreende as dívidas e outros compromissos exigíveis cujo pagamento independa de autorização orçamentária, ou seja, são obrigações extraorçamentárias. Caracteriza-se mais como situação de gestão. Exemplos:
• Restos a pagar.
• Consignações.
• Depósitos de terceiros.
• Consignações da folha de pagamento de pessoal.
• Retenções nos pagamentos a terceiros.
• Débitos de tesouraria.
• Dívida fundada: compromissos da exigibilidade superior a 12 meses, contraídos para
atender a desequilíbrio orçamentário ou financiamento de obras e serviços. São dívidas normalmente vinculadas à obtenção de receita, por exemplo, o Estado lança títulos do mercado, ou seja, uma receita de capital. Porém, patrimonialmente, dará origem
a uma obrigação que precisa ser paga. Essas obrigações que surgem de autorizações
para captação de recursos que serão liquidadas em vários anos futuros são chamadas
de dívidas fundadas ou passivos permanentes.
Enquanto os ativos e passivos financeiros se referem direitos e a compromissos cujo pagamento independa de autorização orçamentária, o conceito de passivo não financeiro está atrelado à autorização legislativa, logo “autorização orçamentária” e “autorização legislativa” são conceitos que apresentam diferenças entre si. 
Autorização orçamentária é o consentimento na LOA dado ao administrador para realizar determinada operação de receita ou de despesa pública. 
Autorização legislativa é uma autorização ao Executivo, a seu pedido (mediante proposta de lei) para legislar sobre matérias que são da competência exclusiva (reserva relativa) do poder Legislativo. Como exemplo, pode-se citar a autorização legislativa obtida pelo Governo para a aplicação de recursos na pandemia do Covid-19. 
DEMONSTRATIVO DE DÉFICIT OU SUPERÁVIT FINANCEIRO

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