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Número de referência 61 páginas © ABNT 2022 ABNT NBR 17505-2:2022 ABNT NBR 17505-2 Quinta edição 25.10.2022 Armazenamento de líquidos inflamáveis e combustíveis Parte 2: Armazenamento em tanques, vasos e recipientes portáteis Storage of flammable and combustible liquids Part 2: Tanks, vessel and portable storage NORMA BRASILEIRA ICS 75.200 ISBN 978-85-07-09363-3 D oc um en to im pr es so e m 1 4/ 12 /2 02 2 13 :5 6: 05 , d e us o ex cl us iv o de E C O LA B Q U IM IC A LT D A Documento impresso em 14/12/2022 13:56:05, de uso exclusivo de ECOLAB QUIMICA LTDA ii ABNT NBR 17505-2:2022 © ABNT 2022 - Todos os direitos reservados © ABNT 2022 Todos os direitos reservados. A menos que especificado de outro modo, nenhuma parte desta publicação pode ser reproduzida ou utilizada por qualquer meio, eletrônico ou mecânico, incluindo fotocópia e microfilme, sem permissão por escrito da ABNT. ABNT Av. Treze de Maio, 13 - 28º andar 20031-901 - Rio de Janeiro - RJ Tel.: + 55 21 3974-2300 Fax: + 55 21 3974-2346 abnt@abnt.org.br www.abnt.org.br D oc um en to im pr es so e m 1 4/ 12 /2 02 2 13 :5 6: 05 , d e us o ex cl us iv o de E C O LA B Q U IM IC A LT D A Documento impresso em 14/12/2022 13:56:05, de uso exclusivo de ECOLAB QUIMICA LTDA iii ABNT NBR 17505-2:2022 © ABNT 2022 - Todos os direitos reservados Sumário Página Prefácio ...............................................................................................................................................vi Introdução .........................................................................................................................................viii 1 Escopo ................................................................................................................................1 2 Referências normativas .....................................................................................................1 3 Termos e definições ...........................................................................................................3 4 Requisitos para todos os tanques de armazenamento .................................................4 4.1 Geral ..................................................................................................................................4 4.2 Projeto e construção de tanques de armazenamento ...................................................5 4.2.1 Materiais de construção ....................................................................................................5 4.2.2 Projeto para tanques de armazenamento ........................................................................5 4.2.3 Respiro nas condições normais de operação de tanques de armazenamento ..........7 4.2.4 Tubos de enchimento ........................................................................................................8 4.2.5 Proteção contra corrosão ..................................................................................................8 4.3 Requisitos para ensaios de tanques ...............................................................................9 4.3.1 Geral ....................................................................................................................................9 4.3.2 Ensaios de estanqueidade ................................................................................................9 4.3.3 Ensaios e inspeções periódicas .....................................................................................10 4.4 Prevenção e controle de incêndio ................................................................................10 4.4.1 Requisitos gerais .............................................................................................................10 4.4.2 Controle de fontes de ignição ......................................................................................... 11 4.4.3 Gerenciamento de riscos de incêndio e explosão ....................................................... 11 4.4.4 Controle de incêndios ......................................................................................................11 4.4.5 Planejamento e treinamento de emergência ................................................................ 11 4.4.6 Inspeção e manutenção dos equipamentos de proteção contra incêndio e equipamentos de resposta a emergências .............................................................................................12 4.5 Operações de tanques de armazenamento ..................................................................13 4.5.1 Prevenção de transbordamento de tanques de armazenamento ................................13 4.5.2 Identificação e segurança patrimonial ...........................................................................15 4.5.3 Tanques de armazenamento em áreas sujeitas a inundações ....................................15 4.5.4 Remoção de serviço de tanques de armazenamento ...................................................16 4.6 Inspeção e manutenção em tanques de armazenamento e seus acessórios ...........18 4.7 Troca do líquido armazenado ........................................................................................19 5 Tanques de armazenamento de superfície ...................................................................19 5.1 Requisitos gerais ............................................................................................................19 5.2 Localização de tanques de armazenamento de superfície .........................................19 5.2.2 Distância (entre costados) entre dois tanques de superfície adjacentes ..................28 5.3 Instalação de tanques de armazenamento de superfície ............................................30 5.4 Tubulações para respiros de tanques de armazenamento de superfície ..................31 5.5 Alívio de emergência em tanques de armazenamento de superfície quando expostos ao fogo .............................................................................................................................31 5.5.1 Geral ..................................................................................................................................31 D oc um en to im pr es so e m 1 4/ 12 /2 02 2 13 :5 6: 05 , d e us o ex cl us iv o de E C O LA B Q U IM IC A LT D A Documento impresso em 14/12/2022 13:56:05, de uso exclusivo de ECOLAB QUIMICA LTDA iv ABNT NBR 17505-2:2022 © ABNT 2022 - Todos os direitos reservados 5.6 Proteção contra incêndio para tanques de armazenamento de superfície ................36 5.7 Requisitos adicionais para tanques de armazenamento de superfície resistentes ao fogo ..............................................................................................................................36 5.8 Requisitos adicionais para tanques de armazenamento de superfície protegidos ...36 5.9 Controle de derramamentos de tanques de armazenamento de superfície ..............37 5.9.1 Bacia de contenção à distância .....................................................................................37 5.9.2 Contenção por diques de topo aberto em torno de tanques ......................................38 5.9.3 Contenção secundária para tanques de superfície .....................................................41 5.10 Equipamentos, tubulações e sistemas de proteção contra incêndio em bacias de contenção à distância e em bacias de contenção por diques em torno de tanques ..42 5.10.1 Localização de tubulações ..............................................................................................42 5.10.2 Drenagem ..........................................................................................................................42 5.10.3 Localização de equipamentos........................................................................................43 5.10.4 Sistemas de proteção contra incêndio .........................................................................43 5.10.5 Materiais não combustíveis ............................................................................................43 5.11 Outros bocais, exceto respiros, em tanques de superfície ........................................43 5.12 Requisitos para tanques de superfície localizados em áreas sujeitas a inundações ..44 5.13 Proteção de tanques de superfície contra colisão por veículo ..................................44 5.14 Instruções para instalação de tanques de superfície ..................................................44 5.15 Inspeção e manutenção de tanques de superfície ......................................................44 6 Tanques subterrâneos .....................................................................................................45 6.1 Requisitos gerais ............................................................................................................45 6.1.1 Líquidos de classe II e de classe III em temperaturas elevadas ..................................45 6.1.2 Instalação ..........................................................................................................................45 6.1.3 Escavação .........................................................................................................................45 6.1.4 Cuidados no manuseio dos tanques .............................................................................45 6.1.5 Proteção contra a corrosão externa de tanques subterrâneos ..................................46 6.2 Localização de tanques de armazenamento subterrâneos ..........................................46 6.3 Instalação de tanques de armazenamento subterrâneos ...........................................46 6.3.1 Leito e aterro .....................................................................................................................46 6.3.2 Cobertura para tanques de armazenamento subterrâneos .........................................46 6.3.3 Profundidade máxima de instalação e cobertura ........................................................49 6.4 Tubulação de respiro para tanques subterrâneos .......................................................49 6.5 Outros bocais, exceto respiros, em tanques subterrâneos ........................................50 6.6 Requisitos para tanques subterrâneos localizados em áreas sujeitas à elevação do nível de água subterrânea ou inundações ...............................................................50 6.7 Instruções para instalação de tanques subterrâneos .................................................51 6.8 Inspeção e manutenção de tanques subterrâneos .....................................................51 7 Edificações contendo tanques de armazenamento .....................................................51 7.1 Requisitos gerais .............................................................................................................51 7.2 Localização de edificações contendo tanques ............................................................52 7.3 Construção de edificações contendo tanques .............................................................53 7.4 Proteção contra incêndio em edificações contendo tanques ....................................54 D oc um en to im pr es so e m 1 4/ 12 /2 02 2 13 :5 6: 05 , d e us o ex cl us iv o de E C O LA B Q U IM IC A LT D A Documento impresso em 14/12/2022 13:56:05, de uso exclusivo de ECOLAB QUIMICA LTDA v ABNT NBR 17505-2:2022 © ABNT 2022 - Todos os direitos reservados 7.4.1 Equipamentos portáteis e móveis de controle de incêndio dentro de edificações com tanques .....................................................................................................................54 7.4.2 Equipamento fixo de controle de incêndios dentro de edificações com tanques .....54 7.5 Sistemas elétricos em edificações contendo tanques ................................................55 7.6 Contenção, drenagem e controle de vazamentos em edificações contendo tanques ...55 7.7 Ventilação em edificações contendo tanques ...............................................................55 7.7.8 Respiros para tanques situados no interior de edificações .......................................56 7.8 Outros bocais de tanques, exceto os respiros, em tanques situados no interior de edificações ..................................................................................................................57 7.9 Detecção e sistema de alarme para edificações contendo tanques ..........................58 7.10 Inspeção e manutenção em edificações contendo tanques ........................................59 Bibliografia .........................................................................................................................................60 Tabelas Tabela 1 – Localização de tanques de superfície para armazenamento de líquidos – Pressão interna até 17 kPa – Líquidos estáveis (classes I, II e IIIA) (ver NOTA 1) ....................20 Tabela 2 – Tabela de referência para ser utilizada nas Tabelas 1, 3 e 5 (quando citada nelas) .22 Tabela 3 – Localização de tanques de superfície para armazenamento de líquidos – Pressão interna que exceda 17 kPa a – Líquidos estáveis classe I, classe II e classe IIIA ......23 Tabela 4 – Localização de tanques de superfície para armazenamento de líquidos sujeitos à ebulição turbilhonar (boil over) ...................................................................................24 Tabela 5 – Localização de tanques de superfície para armazenamento de líquidos instáveis ....26 Tabela 6 – Localização de tanques de superfície para armazenamento de líquidos de classe IIIB ...28 Tabela 7 – Espaçamento mínimo entre tanques de superfície para armazenamento de líquidos (costado a costado) ........................................................................................................29 Tabela 8 – Ventilação requerida para alívio de emergência – Área molhada versus vazão de ar livre por hora ...................................................................................................................32 Tabela 9 – Ventilação requerida para alívio de emergência para tanques com área molhada acima de 260 m² e pressões manométricas acima de 6,9 kPa – Área molhada versus vazão de ar livre por hora ................................................................................................33 Tabela 10 – Diâmetros nominais de linhas de respiro ..................................................................49 Tabela 11 – Localização de edificações com tanques de armazenamento em relação aos limites de propriedade, desde que na área adjacente haja ou possa haver construção, vias de circulação interna e a edificação próxima mais importante na mesma propriedadea .....................................................................................................................52 Figuras Figura 1 – Bacia de contenção à distância .....................................................................................37 Figura 2 – Exemplos de cobertura adequada de tanques subterrâneos .....................................48 D oc um en to im pr es so e m 1 4/ 12 /2 02 2 13 :5 6: 05 , d e us o ex cl us iv o de E C O LA B Q U IM IC A LT D A Documento impresso em 14/12/2022 13:56:05, de uso exclusivo de ECOLAB QUIMICA LTDA vi ABNT NBR 17505-2:2022 © ABNT 2022 - Todos os direitos reservados Prefácio A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) é o Foro Nacional de Normalização. As Normas Brasileiras, cujo conteúdo é de responsabilidade dos Comitês Brasileiros (ABNT/CB), dos Organismos de NormalizaçãoSetorial (ABNT/ONS) e das Comissões de Estudo Especiais (ABNT/CEE), são elaboradas por Comissões de Estudo (CE), formadas pelas partes interessadas no tema objeto da normalização. Os Documentos Técnicos ABNT são elaborados conforme as regras da ABNT Diretiva 2. A ABNT chama a atenção para que, apesar de ter sido solicitada manifestação sobre eventuais direitos de patentes durante a Consulta Nacional, estes podem ocorrer e devem ser comunicados à ABNT a qualquer momento (Lei nº 9.279, de 14 de maio de 1996). Os Documentos Técnicos ABNT, assim como as Normas Internacionais (ISO e IEC), são voluntários e não incluem requisitos contratuais, legais ou estatutários. Os Documentos Técnicos ABNT não substituem Leis, Decretos ou Regulamentos, aos quais os usuários devem atender, tendo precedência sobre qualquer Documento Técnico ABNT. Ressalta-se que os Documentos Técnicos ABNT podem ser objeto de citação em Regulamentos Técnicos. Nestes casos, os órgãos responsáveis pelos Regulamentos Técnicos podem determinar as datas para exigência dos requisitos de quaisquer Documentos Técnicos ABNT. A ABNT NBR 17505-2 foi elaborada no Organismo de Normalização Setorial de Petróleo (ABNT/ONS-034), pela Comissão de Estudo de Distribuição e Armazenamento de Combustíveis (CE-034:000.004). O Projeto de Revisão circulou em Consulta Nacional conforme Edital nº 03, de 04.03.2022 a 04.04.2022. O 2º Projeto de Revisão circulou em Consulta Nacional conforme Edital nº 09, de 19.09.2022 a 18.10.2022. A ABNT NBR 17505-2:2022 cancela e substitui a ABNT NBR 17505-2:2015, a qual foi tecnicamente revisada. A ABNT NBR 17505, sob o título geral “Armazenamento de líquidos inflamáveis e combustíveis”, tem previsão de conter as seguintes partes: — Parte 1: Disposições gerais; — Parte 2: Armazenamento em tanques, vasos e recipientes portáteis — Parte 3: Sistemas de tubulações; — Parte 4: Armazenamento em recipientes e em tanques portáteis até 3 000 L; — Parte 5: Operações; — Parte 6: Requisitos para instalações e equipamentos elétricos; — Parte 7: Proteção contra incêndio para parques de armazenamento com tanques estacionários. O Escopo em inglês da ABNT NBR 17505-2 é o seguinte: Scope This Part of the ABNT NBR 17505 shall apply to the following: a) the storage of flammable and combustible liquids, as defined at ABNT NBR 17505-1, in fixed tanks that exceed 230 L capacity and in underground tanks; D oc um en to im pr es so e m 1 4/ 12 /2 02 2 13 :5 6: 05 , d e us o ex cl us iv o de E C O LA B Q U IM IC A LT D A Documento impresso em 14/12/2022 13:56:05, de uso exclusivo de ECOLAB QUIMICA LTDA vii ABNT NBR 17505-2:2022 © ABNT 2022 - Todos os direitos reservados b) the storage of flammable and combustible liquids in portable tanks that exceed 2 500 L capacity; c) the storage of flammable and combustible liquids in intermediate bulk containers (IBC) that exceed 3 000 L capacity; d) the design, installation, testing, operation, and maintenance of aboveground and underground tanks, portable tanks, and bulk containers. This Part of ABNT NBR 17505 shall not apply to listed at ABNT NBR 17505-1. The retroactivity application of ABNT NBR 17505 (all parties) see ABNT NBR 17505-1. D oc um en to im pr es so e m 1 4/ 12 /2 02 2 13 :5 6: 05 , d e us o ex cl us iv o de E C O LA B Q U IM IC A LT D A Documento impresso em 14/12/2022 13:56:05, de uso exclusivo de ECOLAB QUIMICA LTDA viii ABNT NBR 17505-2:2022 © ABNT 2022 - Todos os direitos reservados Introdução A aplicação desta Norma não dispensa o atendimento à Legislação Nacional aplicável. D oc um en to im pr es so e m 1 4/ 12 /2 02 2 13 :5 6: 05 , d e us o ex cl us iv o de E C O LA B Q U IM IC A LT D A Documento impresso em 14/12/2022 13:56:05, de uso exclusivo de ECOLAB QUIMICA LTDA ABNT NBR 17505-2:2022NORMA BRASILEIRA 1© ABNT 2022 - Todos os direitos reservados Armazenamento de líquidos inflamáveis e combustíveis Parte 2: Armazenamento em tanques, vasos e recipientes portáteis 1 Escopo 1.1 Esta Parte da ABNT NBR 17505 especifica os requisitos para: a) o armazenamento de líquidos combustíveis e inflamáveis, como definidos na ABNT NBR 17505-1, em tanques fixos com capacidade superior a 230 L e em tanques subterrâneos; b) o armazenamento de líquidos inflamáveis e combustíveis em tanques portáteis, cujas capacidades sejam superiores a 2 500 L; c) o armazenamento de líquidos inflamáveis e combustíveis em contentores intermediários para granel [(Intermediate Bulk Container (IBC)], cujas capacidades sejam superiores a 3 000 L; d) o projeto, a instalação, os ensaios, a operação e a manutenção dos tanques de superfície, subterrâneos, instalados no interior de edificações, portáteis e dos recipientes para granéis; 1.2 Esta Parte da ABNT NBR 17505 não se aplica às condições mencionadas na ABNT NBR 17505-1. 1.3 Quanto à retroatividade da aplicação da ABNT NBR 17505 (todas as Partes) ver a ABNT NBR 17505-1. 2 Referências normativas Os documentos a seguir são citados no texto de tal forma que seus conteúdos, totais ou parciais, constituem requisitos para este Documento. Para referências datadas, aplicam-se somente as edições citadas. Para referências não datadas, aplicam-se as edições mais recentes do referido documento (incluindo emendas). ABNT NBR 7821:1983, Tanques soldados para armazenamento de petróleo e derivados ABNT NBR 6118, Projeto de estruturas de concreto – Procedimento ABNT NBR 6120, Cargas para o cálculo de estruturas de edificações ABNT NBR 6122, Projeto e execução de fundações ABNT NBR 6123, Forças devidas ao vento em edificações ABNT NBR 8800, Projeto de estruturas de aço e de estruturas mistas de aço e concreto de edifícios ABNT NBR 10897, Proteção contra incêndio por chuveiro automático – Requisitos ABNT NBR 13523, Central de gás liquefeito de petróleo – GLP ABNT NBR 16820, Sistemas de sinalização de emergência – Projeto, requisitos e métodos de ensaio ABNT NBR 13714, Sistemas de hidrantes e de mangotinhos para combate a incêndio D oc um en to im pr es so e m 1 4/ 12 /2 02 2 13 :5 6: 05 , d e us o ex cl us iv o de E C O LA B Q U IM IC A LT D A Documento impresso em 14/12/2022 13:56:05, de uso exclusivo de ECOLAB QUIMICA LTDA 2 ABNT NBR 17505-2:2022 © ABNT 2022 - Todos os direitos reservados ABNT NBR 13786, Armazenamento de líquidos inflamáveis e combustíveis – Seleção dos componentes do combustível (SASC) e sistema de armazenamento subterrâneo de óleo lubrificante usado e contaminado (OLUC) ABNT NBR 14973, Armazenamento de líquidos inflamáveis e combustíveis – Desativação, remoção, destinação, preparação e adaptação de tanques subterrâneos usados ABNT NBR 15461, Armazenamento de líquidos inflamáveis e combustíveis – Construção e instalação de tanque aéreo de aço-carbono ABNT NBR 16161, Tanque metálico jaquetado subterrâneo – Requisitos de fabricação e de modulação ABNT NBR 16684-2, Tanque de consumo aéreo para grupos geradores alimentados por diesel ou biodiesel - Parte 2: Construção de tanques metálicos ABNT NBR 16764, Armazenamento de líquidos inflamáveis e combustíveis – Instalação dos componentes do sistema de armazenamento subterrâneo de combustíveis (SASC), óleo lubrificante usado e contaminado (OLUC) e ARLA 32 ABNT NBR 17505-1, Armazenamento de líquidos inflamáveis e combustíveis – Parte 1: Disposições gerais ABNT NBR 17505-3, Armazenamento de líquidos inflamáveis e combustíveis – Parte 3: Sistemas de Tubulações ABNT NBR 17505-5, Armazenamento de líquidos inflamáveis e combustíveis – Parte 5: Operações ABNT NBR 17505-6, Armazenamento de líquidos inflamáveis e combustíveis – Parte 6: Instalações e equipamentos elétricos ABNT NBR 17505-7, Armazenamento de líquidos inflamáveise combustíveis – Parte 7: Proteção contra incêndio para parques de armazenamento com tanques estacionários ABNT NBR ISO 28300, Indústrias de petróleo, petroquímica e gás natural – Alívio de tanques de armazenamento atmosféricos e de baixa pressão ANSI/UL 2085, Standard for protected aboveground tanks for flammable and combustible liquids API STD 620, Design and construction of large, welded, low-pressure storage tanks API STD 650, Welded Tanks for Oil Storage API STD 653, Tank inspection, repair, alteration, and reconstruction API STD 2000, Venting atmospheric and low-pressure storage tanks – Nonrefrigerated and refrigerated API STD 2350, Overfill protection for storage tanks in petroleum facilities API RP 1632, Cathodic protection of underground petroleum storage tanks and piping systems ASME BPVC-I, Boiler and Pressure Vessel Code, Section I: Rules for Construction of Power Boilers ASME BPVC-VIII, Rules for Construction of Pressure Vessels – Division 1 and 2 NACE RP0169, Standard recommended practice control of external corrosion on underground or submerged metallic piping systems D oc um en to im pr es so e m 1 4/ 12 /2 02 2 13 :5 6: 05 , d e us o ex cl us iv o de E C O LA B Q U IM IC A LT D A Documento impresso em 14/12/2022 13:56:05, de uso exclusivo de ECOLAB QUIMICA LTDA 3 ABNT NBR 17505-2:2022 © ABNT 2022 - Todos os direitos reservados NACE RP0285, Recommended practice, control of underground storage tanks systems by cathodic protection NFPA 11, Standard for low, medium, and high expansion foam NFPA 12, Standard on carbon dioxide extinguishing systems NFPA 12A, Standard on Halon 1301 fire extinguishing systems NFPA 13, Standard for the installation of sprinkler systems NFPA 15, Standard for water spray fixed systems for fire protection NFPA 16, Standard for the installation of foam-water sprinkler and foam water spray systems NFPA 17, Standard for dry chemical extinguishing systems NFPA 25, Standard for the inspection, testing and maintenance of water-based fire protection systems NFPA 68, Standard on explosion protection by deflagration venting NFPA 326, Standard for the safeguarding of tanks and containers for entry, cleaning, or repair NFPA 329, Recommended practice for handling releases of flammable and combustible liquids and gases STI SP 001, Standard for inspection of aboveground storage tanks STI-P3, Cathodically protected steel tank STI RP 892, Recommended practice for corrosion protection of underground piping networks associated with liquid storage and dispensing systems UL 58, Standard for steel underground tanks for flammable and combustible liquids UL 80, Standard for steel tanks for oil-burner fuels and other combustible liquidsUL 1316, Standard for Fibre Reinforced Underground Tanks for Flammable and Combustible Liquids UL 1746, Standard for external corrosion protection systems for steel underground storage tanks UL 2080, Standard fo fire resistant tanks for flammable and combustible liquids ULC-S603.1, Standard for external corrosion protection systems for steel underground tanks for flammable and combustible liquids 3 Termos e definições Para os efeitos desta Parte da ABNT NBR 17505, aplicam-se os termos e definições da ABNT NBR 17505-1 e os seguintes. 3.1 tanque compartimentado tanque dividido em dois ou mais compartimentos, com o objetivo de armazenar o líquido ou diferentes líquidos inflamáveis e/ou combustíveis D oc um en to im pr es so e m 1 4/ 12 /2 02 2 13 :5 6: 05 , d e us o ex cl us iv o de E C O LA B Q U IM IC A LT D A Documento impresso em 14/12/2022 13:56:05, de uso exclusivo de ECOLAB QUIMICA LTDA 4 ABNT NBR 17505-2:2022 © ABNT 2022 - Todos os direitos reservados 3.2 tanque resistente ao fogo tanque de armazenamento atmosférico, de superfície com isolamento térmico, que tenha sido avaliado quanto à sua resistência física e quanto à limitação do calor transferido ao tanque primário, quando exposto à chama de um incêndio produzido por um hidrocarboneto, de acordo com a UL 2080 3.3 tanque de teto flutuante tanque de superfície com uma das seguintes características: a) teto flutuante tipo pontão ou duplo metálico, em tanque de topo aberto, projetado e construído de acordo com a ABNT NBR 7821; b) teto fixo metálico com ventilação no topo e beiral no teto, projetado e construído de acordo com a ABNT NBR 7821, e dispondo de um teto flutuante do tipo pontão de topo fechado ou duplo metálico, em completo atendimento à ABNT NBR 7821; c) teto fixo metálico com ventilação no topo e beiral no teto, projetado e construído de acordo com a ABNT NBR 7821, e dispondo de membrana ou selo flutuante suportado por dispositivos metálicos herméticos de flutuação, com flutuação suficiente para evitar que a superfície do líquido fique exposta, quando ocorrer a perda da metade da flutuação NOTA O tanque que utiliza um disco metálico interno flutuante, um teto ou uma cobertura que não estejam de acordo com a definição mencionada em 3.3, ou que utiliza espuma plástica (exceto para vedação) para a flutuação, mesmo quando encapsulada em chapas metálicas ou de fibra de vidro, é considerado tanque de teto fixo. 3.4 tanque de superfície protegido tanque de armazenamento atmosférico, de superfície com contenção secundária integral e isolamento térmico, que tenha sido avaliado quanto à sua resistência física e quanto à limitação do calor transferido ao tanque primário, quando exposto a chama de um incêndio produzido por um hidrocarboneto, de acordo com a UL 2085 3.5 tanque com bacia de contenção acoplada tanque metálico aéreo, horizontal ou vertical construído com bacia de contenção metálica acoplada, construído conforme a ABNT NBR 15461 3.6 via de circulação interna arruamento trafegável para aproximação ou movimentação de veículos automotores 4 Requisitos para todos os tanques de armazenamento 4.1 Geral 4.1.1 O armazenamento de líquidos de classe II e de classe III aquecidos nas temperaturas iguais ou superiores aos seus pontos de fulgor deve seguir os requisitos para líquidos de classe I, a menos que uma avaliação de engenharia conduzida de acordo com a ABNT NBR 17505-5:2015, 4.9 e Seção 9, justifique o atendimento aos requisitos para alguma outra classe de líquido. D oc um en to im pr es so e m 1 4/ 12 /2 02 2 13 :5 6: 05 , d e us o ex cl us iv o de E C O LA B Q U IM IC A LT D A Documento impresso em 14/12/2022 13:56:05, de uso exclusivo de ECOLAB QUIMICA LTDA 5 ABNT NBR 17505-2:2022 © ABNT 2022 - Todos os direitos reservados 4.1.2 Os tanques projetados para serem utilizados como tanques de superfície não podem ser utilizados como tanques subterrâneos 4.1.3 Os tanques devem ser projetados e construídos de acordo com normas referenciadas em 4.2.1.3 e 4.2.2.1.1. 4.2 Projeto e construção de tanques de armazenamento 4.2.1 Materiais de construção Os tanques devem ser de aço ou outros materiais, devendo estar de acordo com os requisitos aplicáveis mencionados em 4.2.1.1 a 4.2.1.5. 4.2.1.1 Os materiais utilizados na construção dos tanques e seus acessórios devem ser compatíveis com o produto a ser armazenado. Em caso de dúvida sobre as propriedades do líquido a ser armazenado, deve ser consultado o fabricante do produto. 4.2.1.2 Os tanques construídos em materiais combustíveis podem ser aplicados, limitados a: a) instalações subterrâneas; b) uso onde as propriedades do líquido armazenado assim o exigirem; c) armazenamento em tanque de superfície de líquidos de classe IIIB em áreas não expostas ao derramamento ou vazamento de líquidos de classe I ou de classe II; d) armazenamento de líquidos de classe IIIB dentro de uma edificação protegida por um sistema automático de extinção de incêndio, aprovado pelas autoridades competentes. Os tanques de concreto,sem revestimento, podem ser utilizados para o armazenamento de líquidos com densidade igual ou superior a 40º API. Tanques de concreto com revestimento especial para utilização com outros líquidos, devem ser projetados e construídos de acordo com as ABNT NBR 6118, ABNT NBR 6120, ABNT NBR 6122, ABNT NBR 6123 e ABNT NBR 8800. 4.2.1.3 Os tanques podem ter revestimentos combustíveis ou não combustíveis. A seleção, a especificação e o tipo do material de revestimento e sua espessura requerida devem ser baseados nas propriedades do líquido a ser armazenado. Quando houver mudança nas características do líquido a ser armazenado, a compatibilidade do revestimento e do líquido deve ser verificada. 4.2.1.4 Devem ser adotados critérios adequados de projeto quando a densidade do líquido armazenado exceder a da água ou se o tanque for projetado para conter líquidos a uma temperatura abaixo de -18 ºC. 4.2.2 Projeto para tanques de armazenamento 4.2.2.1 Projeto para tanques atmosféricos 4.2.2.1.1 Os tanques atmosféricos, inclusive os que disponham de contenção secundária ou que sejam compartimentados, devem ser projetados, construídos, instalados, ensaiados de acordo com as normas referenciadas em 4.2.2.1.2 a 4.2.2.1.4. 4.2.2.1.2 Exceto como previsto em 4.2.2.1.3 e 4.2.2.1.4, os tanques atmosféricos projetados e construídos de acordo com a ABNT NBR 7821:1983, Anexo F, devem operar na pressão variando D oc um en to im pr es so e m 1 4/ 12 /2 02 2 13 :5 6: 05 , d e us o ex cl us iv o de E C O LA B Q U IM IC A LT D A Documento impresso em 14/12/2022 13:56:05, de uso exclusivo de ECOLAB QUIMICA LTDA 6 ABNT NBR 17505-2:2022 © ABNT 2022 - Todos os direitos reservados desde a pressão atmosférica até aquela determinada em F.4; se projetados e construídos pela API STD 650:2020, Anexo F, eles devem operar desde a pressão atmosférica até 17 kPa. Todos os demais tanques devem, respectivamente, ter sua pressão de operação limitada desde a atmosférica até 0,35 kPa (ver NOTA) para a ABNT NBR 7821 e 3,5 kPa para a API STD 650. NOTA 0,35 kPa é igual a 0,0035 kg/cm², que é o valor indicado na ABNT NBR 7821:1983, 1.2. 4.2.2.1.3 Os tanques atmosféricos que não tenham sido projetados e construídos de acordo com a ABNT NBR 7821:1983, Anexo F, ou API STD 650:2020, Anexo F, somente podem operar nas pressões máximas estabelecidas em 4.2.2.1.2, se for realizada uma avaliação de engenharia, para determinar se o tanque resiste a uma pressão superior a 0,35 kPa para a ABNT NBR 7821 ou a 3,5 kPa para a API STD 650, limitada a 6,9 kPa. 4.2.2.1.4 Os tanques cilíndricos horizontais e os retangulares construídos de acordo com as ABNT NBR 15461, ABNT NBR 16684-2, UL 58, UL 80, UL 1316, UL 2080 ou UL 2085, podem operar sob pressão variando da atmosféricas a 6,9 kPa e devem ser limitados à pressão de 17 kPa nas condições de ventilação de emergência. 4.2.2.1.5 Os tanques de baixa pressão e os vasos de pressão podem ser utilizados como tanques atmosféricos. 4.2.2.1.6 Os tanques atmosféricos não podem ser utilizados para o armazenamento de líquidos a temperaturas iguais ou superiores ao seu ponto de ebulição. 4.2.2.2 Projeto para tanques de baixa pressão 4.2.2.2.1 Os tanques de baixa pressão devem ser projetados e construídos de acordo com a API STD 620 ou a ASME Code, ou outras normas internacionalmente aceitas. 4.2.2.2.2 Os tanques de baixa pressão não podem operar acima de suas pressões de projeto, pois são tanques de armazenamento projetados para operar com pressão interna superior a 6,9 kPa, mas não superior a 103,4 kPa, medida no topo do tanque. 4.2.2.2.3 Os vasos de pressão podem ser utilizados como tanques de baixa pressão. 4.2.2.3 Projeto para vasos de pressão 4.2.2.3.1 Os vasos (reservatórios) com pressão de armazenamento acima de 103,4 kPa devem ser projetados e construídos de acordo com ASME Code ou outras normas internacionalmente aceitas. a) os vasos de pressão sujeitos a chama devem ser projetados e construídos de acordo com a (ASME BPVC-I), Seção I (Caldeiras) ou (ASME BPVC-VIII) Seção VIII, Divisão 1 ou Divisão 2 (Vasos de Pressão), como aplicável, do ASME Code; b) os vasos de pressão não sujeitos a chama devem ser projetados e construídos de acordo com a (ASME BPVC-VIII), Seção VIII, Divisão 1 ou Divisão 2 do ASME Code. 4.2.2.3.2 Os vasos de pressão que não atendam aos requisitos de 4.2.2.3.1-a) ou b) só podem ser utilizados se forem aprovados por meio de uma avaliação adequada de engenharia. NOTA Estes vasos de pressão são geralmente denominados “vasos especiais”. 4.2.2.3.3 Os vasos de pressão não podem ser operados com pressões acima de suas pressões de projeto. A pressão normal de operação não pode exceder a pressão de projeto do vaso. D oc um en to im pr es so e m 1 4/ 12 /2 02 2 13 :5 6: 05 , d e us o ex cl us iv o de E C O LA B Q U IM IC A LT D A Documento impresso em 14/12/2022 13:56:05, de uso exclusivo de ECOLAB QUIMICA LTDA 7 ABNT NBR 17505-2:2022 © ABNT 2022 - Todos os direitos reservados 4.2.3 Respiro nas condições normais de operação de tanques de armazenamento 4.2.3.1 Os tanques de armazenamento devem ser ventilados, para prevenir o desenvolvimento de vácuo ou pressão, que podem deformar o tanque ou exceder a pressão de projeto do tanque, quando o tanque estiver sendo cheio ou esvaziado ou por causa de alterações na temperatura atmosférica. Respiros normais devem ser localizados acima do nível máximo de líquido. 4.2.3.2 Respiros normais devem ser previstos para os tanques primários e para cada compartimento primário de um tanque compartimentado. NOTA Não é requerido um alívio normal para os espaços intersticiais de tanques com contenção secundária. 4.2.3.3 Os respiros normais devem ser dimensionados de acordo com a ABNT NBR ISO 28300 ou a API STD 2000. Alternativamente, o respiro normal deve ser no mínimo maior ou igual ao diâmetro de entrada ou saída do produto, não podendo, em caso algum, ser inferior a 32 mm de diâmetro interno. 4.2.3.4 Tanques de armazenamento atmosféricos devem ter um dispositivo adequado, para prevenir uma pressão superior à pressão máxima de projeto e um respiro que previna um vácuo superior à condição de projeto. NOTA Tanques de armazenamento que operem a pressões manométricas acima de 6,9 kPa são projetados conforme 4.2.2.2. A ocorrência de um pequeno vácuo é necessária para a operação de um dispositivo de proteção. 4.2.3.5 Os tanques de baixa pressão e os vasos de pressão devem ter um dispositivo adequado para prevenir o desenvolvimento de pressão ou vácuo que exceda a pressão de projeto do tanque ou do vaso. Também devem ser previstos meios para prevenir sobrepressões oriundas de alguma descarga de bomba operando no carregamento do tanque ou vaso, quando a pressão de descarga da bomba puder exceder a pressão de projeto do tanque ou do vaso. 4.2.3.6 Se um tanque ou um vaso de pressão tiver mais de uma conexão de enchimento ou de esvaziamento em que possam ocorrer carregamentos ou descarregamentos simultâneos, a dimensão da conexão de respiro deve ser calculada para a vazão simultânea máxima. 4.2.3.7 Os tanques equipados com respiros, que operem com pressões superiores a 17 kPa, os tanques de baixa pressão e os vasos de pressão devem ser projetados de modo a permitir que as descargas dos respiros e os drenos sejam dispostos de forma que se previna o superaquecimento localizado ou o contato de chama em qualquer parte do tanque ou vaso, no caso da ignição dos vapores expelidos. 4.2.3.8 Os tanques e os vasos de pressão que armazenem líquidos da classe IA devem ser equipados com dispositivos de ventilação que se mantenham fechados, exceto na condição de sobrepressão ou vácuo 4.2.3.9 Os tanques e os vasos de pressão que armazenem líquidos da Classe IB e IC devem ser equipados com corta-chamas ou dispositivos de ventilaçãocombinados ou não com corta-chamas. Estes dispositivos se mantêm fechados, exceto na condição de sobre-pressão ou vácuo. NOTA Para informações complementares sobre corta-chamas, consultar a ABNT NBR ISO 16852. 4.2.3.10 Em áreas de produção de petróleo com armazenamento, os tanques, com capacidade igual ou inferior a 475 000 L, que armazenem petróleo cru, e os tanques atmosféricos aéreos externos com D oc um en to im pr es so e m 1 4/ 12 /2 02 2 13 :5 6: 05 , d e us o ex cl us iv o de E C O LA B Q U IM IC A LT D A Documento impresso em 14/12/2022 13:56:05, de uso exclusivo de ECOLAB QUIMICA LTDA 8 ABNT NBR 17505-2:2022 © ABNT 2022 - Todos os direitos reservados capacidade inferior a 3 800 L, que armazenem líquidos diferentes dos de classe IA, podem dispor de respiros abertos. 4.2.3.11 Corta-chamas ou dispositivos de alívio requeridos em 4.2.3.8 e 4.2.3.9 podem ser omitidos em tanques que armazenem líquidos de classe IB e de classe IC, em condições em que o seu uso, em caso de obstrução, possa resultar em danos para o tanque. NOTA As propriedades do líquido que justifiquem a omissão destes dispositivos incluem, mas não se limitam a, condensação, corrosividade, cristalização, polimerização, congelamento ou bloqueio. Quando qualquer destas condições estiver presente, recomenda-se que sejam feitas considerações quanto ao aquecimento, ao uso de dispositivos que empreguem materiais especiais de construção, ao uso de líquidos de selagem ou à inertização. Ver NFPA 69. 4.2.3.12 As tubulações para os respiros normais devem ser projetadas conforme a ABNT NBR 17505-3. 4.2.4 Tubos de enchimento Tubos de enchimento que entrem no tanque pelo topo ou anel superior devem prolongar-se até 150 mm do fundo do tanque. Os tubos de enchimento devem ser instalados ou posicionados de forma a minimizar vibrações. Exceção 1: Tubos de enchimento em tanques cujo espaço de vapor, sob condições normais de operação, não se situem na faixa de inflamabilidade ou que sejam inertizados não necessitam atender a este requisito. Exceção 2: Tubos de enchimento em tanques manuseando líquidos com um potencial mínimo de acumulação de carga estática não necessitam atender a este requisito, desde que o tubo de enchimento seja projetado e o sistema seja operado de forma a prevenir tal geração de carga e desde que o tempo de residência depois dos filtros ou telas seja suficiente para dissipar a eletricidade estática gerada. NOTA Para Exceção 2 – Exemplos de líquidos com potencial mínimo para acumulação de eletricidade estática incluem óleo cru, asfalto e líquidos miscíveis em água. Para informações adicionais, ver a ABNT NBR 17505-5. 4.2.5 Proteção contra corrosão A proteção contra corrosão deve atender aos requisitos de 4.2.5.1 ou 4.2.5.2, como aplicável. NOTA Outros meios de proteção contra corrosão interna incluem pinturas, revestimentos de proteção e proteção catódica. 4.2.5.1 Proteção contra corrosão interna para tanques de armazenamento metálicos Quando os tanques metálicos não forem projetados de acordo com a ABNT NBR 7821 ou ABNT NBR 15461, ou de acordo com normas internacionalmente aceitas, ou se a corrosão prevista for além daquela considerada nos cálculos de projeto ou dos padrões utilizados, uma espessura adicional de metal ou um revestimento interno adequado deve ser inserido, a fim de compensar a perda esperada por corrosão durante a vida útil do tanque. 4.2.5.2 Proteção contra corrosão interna para tanques de armazenamento não metálicos Quando os tanques não metálicos não forem projetados de acordo com as normas em 4.2.1.3 e 4.2.2.1.4 ou se a corrosão estiver prevista para além daquela obtida por meio das normas utilizadas no projeto, uma espessura adicional de material, a aplicação de pinturas ou de um revestimento D oc um en to im pr es so e m 1 4/ 12 /2 02 2 13 :5 6: 05 , d e us o ex cl us iv o de E C O LA B Q U IM IC A LT D A Documento impresso em 14/12/2022 13:56:05, de uso exclusivo de ECOLAB QUIMICA LTDA 9 ABNT NBR 17505-2:2022 © ABNT 2022 - Todos os direitos reservados aprovado deve ser previsto para compensar a perda de espessura pela corrosão durante a vida projetada para o tanque, determinado por uma análise de engenharia. 4.3 Requisitos para ensaios de tanques 4.3.1 Geral Todos os tanques, independentemente de terem sido montados em fábrica ou em campo, devem ser ensaiados de acordo com os requisitos das normas referenciadas em 4.2.2.1.2 a 4.2.2.1.4 sob a qual foram projetados e fabricados ou montados antes de serem colocados em operação. 4.3.1.1 Uma plaqueta de identificação adequada e aprovada, fixada no tanque, deve ser considerada como evidência do atendimento a 4.3.1. Os tanques que não possuírem plaquetas de identificação devem ser ensaiados antes de serem colocados em operação, de acordo com a sua norma de projeto, conforme documentação do tanque ou de acordo com os requisitos para ensaios de 4.2.2.1.4, 4.2.2.2.1 ou 4.2.2.3.1. 4.3.1.2 Onde as porções verticais das tubulações de enchimento e dos respiros forem tais que, quando estas tubulações estiverem cheias de líquidos, a pressão hidrostática imposta ao fundo do tanque exceda 70 kPa, o tanque e as tubulações em questão devem ser ensaiados hidrostaticamente a uma pressão igual à pressão estática imposta, utilizando a norma de projeto do tanque , conforme documentação do tanque. 4.3.1.3 Antes dos tanques serem colocados pela primeira vez em serviço, todas as falhas (trincas, fissuras ou deformações) devem ser corrigidas de maneira aceitável. Não pode ser permitida a calafetação mecânica para corrigir falhas em tanques soldados, exceto microporosidade nos tetos. 4.3.1.4 Os tanques que serão operados a uma pressão inferior à pressão de projeto devem ser ensaiados pelos dispositivos aplicáveis, constantes em 4.3.1.1 ou 4.3.1.2, baseados na pressão desenvolvida sob alívio total de emergência do tanque. 4.3.2 Ensaios de estanqueidade Além dos ensaios mencionados em 4.3.1, todos os tanques e conexões devem ser ensaiados quanto às suas estanqueidades depois de instalados e antes de serem colocados em operação, de acordo com 4.3.2.2 a 4.3.2.8, conforme aplicável. Exceto em tanques subterrâneos, este ensaio deve ser feito à pressão de operação, utilizando-se como fluido o ar, um gás inerte ou a água. NOTA Recomendações adicionais na execução de ensaios de tanques com contenção secundária, podem ser consultadas a PEI RP200 e a STI R 931. 4.3.2.1 Os ensaios de 4.3.2 não são requeridos para um tanque primário ou para um espaço intersticial que continue a manter o vácuo aplicado na fábrica de acordo com as instruções do fabricante do equipamento. Estes componentes devem ser considerados estanques até o momento em que o vácuo seja quebrado. O ensaio final de estanqueidade de um espaço intersticial não é requerido se o vácuo aplicado na fábrica for mantido até que as seguintes condições sejam alcançadas: a) para tanques de superfície, o tanque esteja colocado em campo no local onde se pretende instalá-lo; b) para tanques subterrâneos, o aterro tenha sido completado sobre o topo do tanque. 4.3.2.2 No ensaio de tanques que contenham líquidos inflamáveis ou combustíveis, não pode ser utilizado o ar comprimido como fluido de ensaio. D oc um en to im pr es so e m 1 4/ 12 /2 02 2 13 :5 6: 05 , d e us o ex cl us iv o de E C O LA B Q U IM IC A LT D A Documento impresso em 14/12/2022 13:56:05, de uso exclusivo de ECOLAB QUIMICA LTDA 10 ABNT NBR 17505-2:2022 © ABNT 2022 - Todos os direitos reservados 4.3.2.3 No caso de tanques montados no campo, o ensaio requerido em 4.3.1.1 ou 4.3.1.2 pode ser considerado ensaio de estanqueidade do tanque. 4.3.2.4 Os tanques horizontais, fabricados e montados em fábricas, devem ser ensaiados quanto à estanqueidade,hidrostática ou pneumaticamente, a uma pressão mínima de 21 kPa e máxima de 35 kPa acima da pressão atmosférica. 4.3.2.5 Tanques verticais de superfície, fabricados e montados em fábricas, devem ser ensaiados quanto à estanqueidade, hidrostática ou pneumaticamente, a uma pressão mínima de 10 kPa e máxima de 17 kPa acima da pressão atmosférica. 4.3.2.6 Tanques subterrâneos de paredes simples e as tubulações, antes de serem cobertos, fechados ou colocados em operação, devem ser ensaiados quanto à estanqueidade, hidrostática ou pneumaticamente, a uma pressão mínima de 21 kPa e máxima de 35 kPa acima da pressão atmosférica. 4.3.2.7 Tanques horizontais, subterrâneos ou aéreos com contenção secundária devem ter os tanques primários (internos) ensaiados quanto às suas estanqueidades, hidrostaticamente ou pneumaticamente, a uma pressão mínima de 21 kPa e máxima de 35 kPa acima da pressão atmosférica. NOTA Tanques subterrâneos de parede dupla podem ser considerados um tipo de contenção secundária. Os termos “tanque de parede dupla” e “tanque jaquetado” são algumas vezes usados para descrever tanques subterrâneos com contenção secundária. 4.3.2.7.1 O espaço intersticial (anular) destes tanques deve ser ensaiado hidrostática ou pneumaticamente a uma pressão manométrica variando de 21 kPa a 35 kPa, com um vácuo de 18 kPa, ou de acordo com as instruções do fabricante. 4.3.2.7.2 A pressão ou o vácuo deve ser mantido no mínimo por 1 h ou pelo tempo de duração especificado nos manuais fornecidos pelo fabricante, adotando-se a duração mais restritiva. 4.3.2.8 Tanques verticais de superfície com contenção secundária devem ter o tanque primário (interno) ensaiado quanto à sua estanqueidade, hidrostática ou pneumaticamente, com pressão variando entre 10 kPa e 17 kPa 4.3.2.8.1 O espaço intersticial (anular) destes tanques deve ser ensaiado hidrostática ou pneumaticamente, com pressão variando entre 10 kPa e 17 kPa ou com vácuo de 18 kPa, ou de acordo com a plaqueta e as instruções do fabricante do tanque. 4.3.2.8.2 A pressão ou o vácuo deve ser mantido por 1 h ou pela duração especificada nas instruções do fabricante do tanque, adotando-se a duração mais restritiva. 4.3.3 Ensaios e inspeções periódicas Cada tanque deve ser inspecionado e ensaiado conforme as instruções do fabricante, STI SP 001 ou API 653, a fim de assegurar a integridade do equipamento. 4.4 Prevenção e controle de incêndio 4.4.1 Requisitos gerais 4.4.1.1 Esta subseção apresenta as técnicas de gerenciamento reconhecidas quanto aos métodos de controle de incêndio utilizadas para prevenir ou minimizar as perdas por incêndio ou explosão em instalações de tanques de armazenamento. A grande variedade de dimensões, tipos, localização D oc um en to im pr es so e m 1 4/ 12 /2 02 2 13 :5 6: 05 , d e us o ex cl us iv o de E C O LA B Q U IM IC A LT D A Documento impresso em 14/12/2022 13:56:05, de uso exclusivo de ECOLAB QUIMICA LTDA 11 ABNT NBR 17505-2:2022 © ABNT 2022 - Todos os direitos reservados e leiaute das instalações de tancagem de armazenamento impede a inclusão de métodos detalhados de prevenção e controle de incêndio aplicáveis a todas essas instalações de uma forma geral. 4.4.1.2 As instalações de armazenamento devem estabelecer e implementar os métodos de prevenção e controle de incêndio para assegurar a segurança das pessoas, para minimizar as perdas de patrimônio e para reduzir a exposição ao fogo das propriedades adjacentes resultantes de incêndio e explosão. O atendimento aos requisitos estabelecidos em 4.4.2 a 4.4.6 deve ser considerado como em conformidade com os requisitos de 4.4.1. 4.4.2 Controle de fontes de ignição De modo a prevenir a ignição de vapores inflamáveis em instalações com tanques de armazenamento, as fontes de ignição devem ser controladas de acordo com a ABNT NBR 17505-5. 4.4.3 Gerenciamento de riscos de incêndio e explosão A extensão dos procedimentos para prevenção e controle de incêndios e explosões e as medidas previstas para instalações de armazenamento com tanques deve ser determinada por meio de uma avaliação de engenharia das instalações e das operações, seguida pela aplicação de princípios de engenharia de processo reconhecidos para proteção contra incêndios e explosões. A avaliação deve incluir no mínimo: a) análise dos riscos para incêndio e explosão das instalações; b) análise das condições locais como exposição para as propriedades adjacentes, potencial para inundações, potencial para abalos sísmicos ou descargas atmosféricas; c) tempo de resposta da Corporação de Bombeiros ou do plano de auxílio mútuo. 4.4.4 Controle de incêndios 4.4.4.1 As instalações com tanques de armazenamento de líquidos inflamáveis e combustíveis devem estar adequadas para assegurar que os riscos de incêndio e explosão resultantes de uma liberação dos líquidos estejam de acordo com os correspondentes planos de prevenção e de ação de emergência contra incêndio. 4.4.4.2 O gerenciamento e a metodologia devem ser adequados para identificar, avaliar e controlar os riscos envolvidos no processamento e manuseio de líquidos inflamáveis e combustíveis. Estes riscos incluem, mas não se limitam a preparação, separação, purificação, mudança de estado, energia envolvida ou composição. NOTA Na avaliação para o gerenciamento dos riscos de incêndio, considerar a probabilidade de uma mistura inflamável, a presença de uma fonte de ignição e as consequências de uma ignição. Onde o risco for inaceitável pela autoridade competente, recomenda-se uma proteção contra explosão de acordo com a NFPA 69, ou uma ventilação de deflagração de acordo com a NFPA 68, ou considerar uma combinação das duas. Consultar a ABNT NBR 31000, que define as diretrizes para gerenciar os riscos. 4.4.5 Planejamento e treinamento de emergência 4.4.5.1 Um Plano de Ação de Emergência (PAE), consistente com os equipamentos, pessoal e recursos disponíveis, deve ser estabelecido e implementado para atender a incêndios, explosões e outras emergências. Este plano deve incluir no mínimo o seguinte: a) procedimentos a serem utilizados em caso de incêndios, explosões ou vazamentos acidentais de líquidos ou vapores, incluindo, mas não se limitando a, acionamento de alarme sonoro e/ou D oc um en to im pr es so e m 1 4/ 12 /2 02 2 13 :5 6: 05 , d e us o ex cl us iv o de E C O LA B Q U IM IC A LT D A Documento impresso em 14/12/2022 13:56:05, de uso exclusivo de ECOLAB QUIMICA LTDA 12 ABNT NBR 17505-2:2022 © ABNT 2022 - Todos os direitos reservados visual, acionamento da Corporação de Bombeiros, do Plano de Auxílio Mútuo, quando existente, evacuação do pessoal e controle, mitigação, combate e extinção de incêndios e explosões; b) planejamento e execução de treinamento do pessoal para executar as atividades de resposta a emergências; c) treinamento prático dos exercícios de combate a emergências; d) manutenção dos equipamentos de proteção contra incêndios, de contenção de vazamentos e derrames e outros equipamentos de resposta a emergências; e) desligamento ou isolamento de equipamentos para controlar liberações não intencionais; f) adoção de medidas alternativas para assegurar a segurança do pessoal enquanto qualquer equipamento de proteção contra fogo estiver desligado ou inoperante. NOTA Os recursos incluem, mas não se limitam aos seguintes: auxílio mútuo, suprimento de água e de agentes de extinção. 4.4.5.2 O pessoal responsável pela utilização e operação dos equipamentos de proteção contra incêndio deve ser treinado no uso destes equipamentos e evidenciar o conhecimento dos equipamentos e sua operação. Treinamentos de atualização (reciclagem) devem ser realizados pelo menos anualmente e evidenciados. 4.4.5.3 O planejamento de medidas efetivas para o controle de incêndios deve ser cientificado à Corporação de Bombeiroslocal para avaliação de emergências. Isto deve incluir, mas não se limitar a, a identificação de todos os tanques pelas suas localizações, pelos seus conteúdos, pelas suas dimensões (capacidades) e a identificação adequada do risco, como requerido em 4.5.2.1. NOTA Consultar a ABNT NBR 16799 para desenvolvimento de uma gestão de prevenção e combate ao incêndio em tanques de armazenamento atmosféricos não aquecidos. 4.4.5.4 Devem ser implantados treinamentos periódicos do pessoal e o planejamento de inspeções e ensaios de alarmes, intertravamentos e controles. Procedimentos devem ser estabelecidos para prever paradas seguras de instalações de armazenamento com tanques sob condições de emergência e para seu retorno seguro ao serviço. Estes procedimentos devem prover requisitos para treinamentos associados. 4.4.5.5 Os procedimentos de emergência devem permanecer disponíveis nas áreas operacionais. Os procedimentos devem ser revisados e atualizados sempre que as condições forem alteradas. 4.4.5.6 Onde existir a possibilidade de locais ficarem sem supervisão durante um considerável período de tempo ou desativadas, um resumo do Plano de Ação de Emergência (PAE) deve ser colocado à disposição e localizado em pontos estratégicos, facilmente acessíveis pelos membros da Brigada. 4.4.6 Inspeção e manutenção dos equipamentos de proteção contra incêndio e equipamentos de resposta a emergências 4.4.6.1 Todos os equipamentos de proteção contra incêndio e de resposta a emergências devem ser submetidos a uma manutenção correta e devem passar por ensaios periódicos, de acordo com os requisitos mínimos estabelecidos na ABNT NBR 17505-7, na ABNT NBR 13714, pelos fabricantes, sem prejuízo a eventuais exigências legais. D oc um en to im pr es so e m 1 4/ 12 /2 02 2 13 :5 6: 05 , d e us o ex cl us iv o de E C O LA B Q U IM IC A LT D A Documento impresso em 14/12/2022 13:56:05, de uso exclusivo de ECOLAB QUIMICA LTDA 13 ABNT NBR 17505-2:2022 © ABNT 2022 - Todos os direitos reservados 4.4.6.2 As práticas e os procedimentos de manutenção e operação de instalações de armazenamento devem ser estabelecidos e implementados para controlar e prevenir vazamentos e derrames de líquidos. 4.4.6.3 As áreas ao redor das instalações de tanques de armazenamento devem ser conservadas e livres de ervas daninhas, lixo e outros materiais combustíveis desnecessários. 4.4.6.4 Passarelas e acessos destinados à movimentação do pessoal devem ser mantidas livres de obstruções, a fim de permitir a evacuação ordenada e o pronto acesso para o combate manual de incêndios e de resposta a emergências, de acordo com a legislação e o PAE. 4.4.6.5 Os resíduos de materiais combustíveis e os resíduos nas áreas de operação devem ser limitados ao mínimo e devem ser depositados diariamente em recipientes adequados e identificados, dotados de tampas, sendo descartados periodicamente. 4.4.6.6 O pessoal responsável pela inspeção e manutenção dos equipamentos de proteção contra incêndio e de resposta a emergências deve ser capacitado e deve demonstrar conhecimento de inspeção e manutenção dos equipamentos. Reciclagens dos treinamentos devem ser desenvolvidas para manter a atualização e eficiência do pessoal. 4.5 Operações de tanques de armazenamento 4.5.1 Prevenção de transbordamento de tanques de armazenamento As instalações com tanques de superfície ou elevado, com capacidade superior a 5 000 L, armazenando líquidos de classe I ou classe II, devem ter procedimentos, equipamentos ou ambos para prevenir o transbordamento de tanques. NOTA Mais informações podem ser obtidas na API STD 2350. 4.5.1.1 As instalações com tanques de superfície ou elevado localizados em parques de armazenamento, que operem com líquidos de classe I, a partir de dutos ou de embarcações, devem seguir procedimentos escritos para evitar o transbordamento dos tanques, utilizando um dos seguintes métodos de proteção: a) os volumes dos tanques devem ser frequentemente medidos no campo, conforme procedimentos previamente definidos, por pessoal capacitado, durante o descarregamento de produto. Além disso, deve ser mantida uma comunicação contínua com a origem do bombeio, de modo que o fluxo possa ser prontamente interrompido ou desviado, de acordo com o estabelecido nos procedimentos operacionais; b) os tanques devem ser equipados com dispositivos para alarme de nível alto, independentemente da existência de qualquer equipamento de medição de nível. Em sistemas de medição e alarme incorporados, deve-se incluir um dispositivo eletrônico de autoavaliação para indicar falhas. Os alarmes devem ser localizados de forma que o pessoal de operação possa atuar prontamente durante toda a transferência do produto, providenciando a interrupção ou o desvio do fluxo, de acordo com o estabelecido nos procedimentos operacionais; c) os tanques devem ser equipados com um sistema independente de detecção de nível alto que feche ou desvie automaticamente o fluxo, de acordo com o estabelecido nos procedimentos operacionais. 4.5.1.2 Alternativas às instrumentações descritas em 4.5.1.1-b) e 4.5.1.1-c) são aceitáveis quando fornecerem proteções equivalentes. D oc um en to im pr es so e m 1 4/ 12 /2 02 2 13 :5 6: 05 , d e us o ex cl us iv o de E C O LA B Q U IM IC A LT D A Documento impresso em 14/12/2022 13:56:05, de uso exclusivo de ECOLAB QUIMICA LTDA 14 ABNT NBR 17505-2:2022 © ABNT 2022 - Todos os direitos reservados 4.5.1.3 Os sistemas de instrumentação descritos em 4.5.1.1-b) e 4.5.1.1-c) devem dispor de cabeamento com sistema de falha segura, de forma que as condições de alarme validas ou falhas do sistema criem uma condição de alarme que notifique o pessoal e promova um fechamento automático ou o desvio do fluxo. 4.5.1.3.1 Os procedimentos escritos de desempenho da instrumentação devem ser estabelecidos, para definir as condições de validação dos sensores e dos sistemas de detecção de falhas de acordo com a API STD 2350. 4.5.1.3.2 O sistema de detecção de falhas deve incluir, mas não se limitar a, o seguinte: a) perda da alimentação elétrica principal; b) interrupção elétrica, curto-circuito ou falha no aterramento do circuito do sistema de detecção de nível ou nos circuitos de alarme e sinalização; c) falha ou mau funcionamento do equipamento de controle do sistema de detecção de nível ou do dispositivo de sinalização. 4.5.1.4 Os procedimentos escritos, requeridos em 4.5.1.1, devem incluir o seguinte: a) instruções cobrindo métodos para checar o alinhamento e recebimento do bombeio inicial para o tanque selecionado para receber o produto; b) requisitos para o treinamento e monitoração de desempenho do pessoal de operação pela supervisão do parque de armazenamento; c) plano e procedimentos para inspeção e os registros da calibração dos equipamentos de medição e alarme de nível alto ou dos sistemas correlacionados. Os intervalos de inspeção e ensaio aceitáveis não podem exceder um ano, ou os requisitos dos fabricantes, caso em periodicidade menor. 4.5.1.5 Um tanque subterrâneo deve ser equipado com um equipamento de prevenção de transbordamento que pare automaticamente o fluxo de líquido para o tanque quando o nível atingir no máximo 95 % da capacidade do tanque para as instalações em empreendimento não previstas na ABNT NBR 13786, opcionalmente pode ser adotado dispositivo que alerte o operador de transferência quando o tanque atingir 90 % de sua capacidade, pelo acionamento de um alarme de nível alto audível e visual. 4.5.1.6 Tanques de armazenamento atmosféricos montados em fábrica de superfície ou elevados construídos de acordo com as normas mencionadas em 4.2.2.1.1, devem atender aos requisitos de 4.5.1.6.1 a 4.5.1.6.4 sempre que os seguintes comprimentos verticais excederem 3,7 m: a) do fundo do tanque ao nível máximo de enchimento;ou b) do fundo do tanque ao respiro normal; ou c) do fundo do tanque ao alívio de emergência. 4.5.1.6.1 Um dispositivo adequado deve ser instalado no tanque de forma a alertar o operador de que o seu completo enchimento está próximo do seu nível máximo de enchimento. 4.5.1.6.2 Um dispositivo adequado deve ser instalado no tanque para prover a paralisação da transferência do líquido para o tanque, antes de ser atingido o nível máximo de enchimento. D oc um en to im pr es so e m 1 4/ 12 /2 02 2 13 :5 6: 05 , d e us o ex cl us iv o de E C O LA B Q U IM IC A LT D A Documento impresso em 14/12/2022 13:56:05, de uso exclusivo de ECOLAB QUIMICA LTDA 15 ABNT NBR 17505-2:2022 © ABNT 2022 - Todos os direitos reservados 4.5.1.6.3 Em nenhum caso esses dispositivos podem restringir ou interferir no funcionamento do respiro normal ou alívio de emergência. 4.5.1.6.4 Definida a instalação de instrumentos de nível, o fabricante do tanque deve ser consultado, para determinar se é requerido um reforço no tanque. Se o reforço for realmente necessário, deve ser realizado. 4.5.2 Identificação e segurança patrimonial 4.5.2.1 Identificação para ação de emergência Uma sinalização ou marcação que atenda à Norma Brasileira aplicável ou outra internacionalmente aceita deve ser aplicada aos tanques de armazenamento que contenham líquidos inflamáveis ou combustíveis. A sinalização não precisa ser aplicada diretamente ao tanque, mas deve situar-se em local onde possa ser prontamente visualizada, como na lateral de uma via de acesso, em passarelas para os tanques, ou na tubulação fora da bacia de contenção. Havendo mais de um tanque na bacia de contenção, a sinalização deve estar localizada de modo que cada tanque possa ser prontamente identificado. 4.5.2.2 Segurança patrimonial para tanques de armazenamento em áreas não supervisionadas Tanques de armazenamento de superfícies isoladas ou em áreas não supervisionadas também devem ser protegidos e marcados para identificar o risco de incêndio do tanque e o seu conteúdo para o público em geral. Se necessário, para proteger o tanque de vandalismo ou violação, a área onde o tanque estiver localizado deve ser protegida. 4.5.2.3 Sinalização de alerta Tanques de armazenamento devem ser protegidos e sinalizados de forma a identificar no mínimo o conteúdo, os riscos do produto (inflamabilidade, toxicidade, corrosividade e/ou riscos específicos) e informações para proteção das instalações (por exemplo: “não fumar”, “não portar dispositivo gerador de ignição” “não portar aparelho celular” etc.). A área de localização dos tanques deve ser protegida de violação ou invasão. A ABNT NBR 16820 deve ser utilizada para sinalização de segurança contra incêndio e pânico em edificações. 4.5.3 Tanques de armazenamento em áreas sujeitas a inundações 4.5.3.1 Enchimento com água 4.5.3.1.1 O enchimento de um tanque com água para protegê-lo contra inundações deve ser iniciado assim que for previsto nível perigoso de inundação. 4.5.3.1.2 Onde forem disponíveis bombas, com acionamento por motor à explosão, para enchimento do tanque com água, deve ser previsto um estoque de combustível adequado, para permitir uma operação contínua das bombas até o enchimento total do tanque. 4.5.3.1.3 As válvulas do tanque devem ser travadas na posição fechada quando o enchimento com água estiver concluído. 4.5.3.2 Instruções para operação Instruções ou procedimentos operacionais a serem seguidos em uma emergência que envolva inundações devem ser estabelecidos e implementados pelo pessoal identificado em 4.5.3.3. D oc um en to im pr es so e m 1 4/ 12 /2 02 2 13 :5 6: 05 , d e us o ex cl us iv o de E C O LA B Q U IM IC A LT D A Documento impresso em 14/12/2022 13:56:05, de uso exclusivo de ECOLAB QUIMICA LTDA 16 ABNT NBR 17505-2:2022 © ABNT 2022 - Todos os direitos reservados 4.5.3.3 Treinamento do pessoal O pessoal responsável por ativar e operar os procedimentos de emergência, nos casos de inundações, deve ser treinado na sua implementação e deve ser informado sobre a localização e operação de válvulas e outros controles e equipamentos necessários para efetivar os objetivos destes procedimentos requeridos, para colocar as instalações em serviço durante uma emergência devido a inundações. 4.5.4 Remoção de serviço de tanques de armazenamento 4.5.4.1 Desativação de tanques de armazenamento de superfície e elevado Tanques de superfície colocados fora de serviço ou desativados requerem seu total esgotamento de líquidos, total remoção de vapores e devem ser protegidos contra violações de acordo com os requisitos estabelecidos na ABNT NBR 17505-5. NOTA Mais informações podem ser obtidas nas API STD 2015 e API RP 2016. 4.5.4.2 Reutilização ou reativação de tanques de armazenamento de superfície e elevado Tanques podem ser reutilizados ou reativados no armazenamento de líquidos inflamáveis ou combustíveis, desde que atendam a todos os requisitos da ABNT NBR 17505. 4.5.4.3 Desativação de tanques de armazenamento subterrâneos 4.5.4.3.1 Geral Tanques subterrâneos colocados fora de serviço ou desativados requerem seu total esgotamento de líquidos e total remoção de vapores e devem ser protegidos contra violações, de acordo com os requisitos estabelecidos no NFPA 326 ou na ABNT NBR 14973, onde aplicável e de acordo com os requerimentos legais. Os procedimentos descritos devem ser seguidos quando tanques subterrâneos forem colocados fora de serviço no local ou removidos. 4.5.4.3.2 Desativação temporária Tanques são considerados temporariamente fora de serviço, somente quando se planeja devolvê-los ao serviço ativo, dentro da sua vida útil, sendo obrigatória antes deste retorno a sua requalificação. Os seguintes requisitos devem ser atendidos: a) os sistemas de proteção contra corrosão e detecção de vazamentos devem ser mantidos em operação; b) a tubulação de respiro deve ser deixada aberta e em funcionamento; c) o tanque deve ser protegido contra invasões e violações; d) todas as outras tubulações devem ser capeadas ou plugadas. Tanques que ficarem fora de serviço por tempo que supere sua vida útil devem ser permanentemente desativados no local ou removidos, de acordo com 4.5.4.3.3 ou 4.5.4.3.4, como aplicável. 4.5.4.3.3 Desativação permanente no local Os tanques subterrâneos podem ser desativados permanentemente no local, mediante aprovação da autoridade competente. Todos os requisitos a seguir devem ser atendidos: a) todas as autoridades competentes devem ser notificadas, como aplicável; D oc um en to im pr es so e m 1 4/ 12 /2 02 2 13 :5 6: 05 , d e us o ex cl us iv o de E C O LA B Q U IM IC A LT D A Documento impresso em 14/12/2022 13:56:05, de uso exclusivo de ECOLAB QUIMICA LTDA 17 ABNT NBR 17505-2:2022 © ABNT 2022 - Todos os direitos reservados b) deve ser mantida a segurança do local de trabalho durante as atividades descritas; NOTA Um treinamento específico, atendendo a legislação brasileira, quando aplicável, será desenvolvido para assegurar a segurança durante os trabalhos. c) todos os líquidos e resíduos inflamáveis e combustíveis devem ser retirados dos tanques, dos acessórios e das tubulações, e apropriadamente descartados, de acordo com as práticas usuais e procedimentos escritos; d) para tornar o tanque seguro, este deve ser desvaporizado ou a atmosfera potencialmente explosiva inertizada no seu interior. Para confirmação de que a atmosfera no tanque esteja segura, deve-se ensaiá-la periodicamente, utilizando-se explosímetros, no caso do tanque desvaporizado, ou um oxímetro, no caso de tanque inertizado, de acordo com procedimentos escritos; e) o acesso ao tanque deve ser feito mediante cuidadosa escavação até o topo do tanque; f) toda a tubulação exposta, instrumentação e acessóriosdo tanque, bem como outros dispositivos, exceto respiro, devem ser desconectados e removidos; g) o tanque deve ser completamente preenchido com material sólido e inerte; h) as tubulações de respiro e demais tubulações subterrâneas remanescentes devem ser plugadas ou removidas; i) todo o local escavado deve ser reaterrado adequadamente. 4.5.4.3.4 Remoção e descarte Tanques subterrâneos e suas tubulações devem ser removidos de acordo com os seguintes requisitos: a) os passos descritos em 4.5.3.7.3-a) a e) devem ser seguidos; b) toda a tubulação exposta, a instrumentação, as conexões e os outros acessórios, incluindo o respiro, devem ser desconectados e removidos; c) todos os bocais devem ser plugados, deixando-se um orifício de no mínimo 6 mm para evitar a pressurização no tanque; d) o tanque deve ser removido do local escavado e deve ser fixado contra movimentos; e) se possível, os furos produzidos por corrosão devem ser tampados; f) o tanque deve ser rotulado, informando o conteúdo anterior, o estado do vapor presente, o método de limpeza interna e uma advertência quanto à reutilização; g) o tanque deve ser removido do local com autorização da autoridade competente, de acordo com os procedimentos ambientais vigentes. 4.5.4.3.5 Armazenamento temporário de tanques removidos Se for necessário armazenar temporariamente um tanque subterrâneo removido, este deve ser colocado em uma área segura, onde o acesso ao público seja restrito. Um orifício de no mínimo 6 mm deve ser aberto para evitar que se forme pressão dentro do tanque. D oc um en to im pr es so e m 1 4/ 12 /2 02 2 13 :5 6: 05 , d e us o ex cl us iv o de E C O LA B Q U IM IC A LT D A Documento impresso em 14/12/2022 13:56:05, de uso exclusivo de ECOLAB QUIMICA LTDA 18 ABNT NBR 17505-2:2022 © ABNT 2022 - Todos os direitos reservados 4.5.4.3.6 Descarte de tanques O descarte de tanques subterrâneos deve ser realizado conforme os seguintes requisitos: a) antes que um tanque seja cortado como sucata ou preenchido com material sólido inerte, a atmosfera interna do tanque deve ser ensaiada de acordo com 4.5.3.7.3-d), para assegurar que permaneça seguro e devem ser descartados obedecendo a legislação ambiental; b) o tanque deve ser inutilizado para evitar futura utilização, abrindo-se furos em seu teto e costado. 4.5.4.3.7 Documentação Toda documentação necessária deve ser preparada e guardada de acordo com as regras e os regulamentos estabelecidos pelas autoridades competentes. 4.5.4.3.8 Reutilização de tanques de armazenamento subterrâneos Tanque subterrâneo pode ser utilizado como tanque aéreo ou subterrâneo, exceto aquele instalado em empreendimento previsto na ABNT NBR 13786, desde que seja aprovado em uma avaliação de engenharia e atenda aos requisitos da ABNT NBR 17505, nas partes aplicáveis e também na legislação vigente. 4.5.4.3.9 Detecção de vazamento e registro de inventário em tanques de armazenamento subterrâneo Devem ser mantidos registros precisos do inventário ou um programa de detecção de vazamentos em tanques de armazenamento, para todos os líquidos de classe I, II e III, a fim de indicar possíveis vazamentos dos tanques ou das tubulações a eles ligados, de acordo com as regras e regulamentos estabelecidos pelas autoridades competentes. NOTA Para informações sobre métodos de ensaios, ver a NFPA 329. 4.6 Inspeção e manutenção em tanques de armazenamento e seus acessórios 4.6.1 Cada tanque construído em aço deve ser inspecionado e mantido de forma a assegurar o completo atendimento aos requisitos desta Parte da ABNT NBR 17505. Os requisitos de ensaios para os tanques devem ser de acordo com 4.3.3. NOTA Inspeções regulares de tanques de armazenamento de superfície, incluindo os tanques produzidos em fábrica, executados de acordo com a norma adequada, fornecem meios para assegurar um bom sistema de manutenção. Normas recomendáveis são as seguintes: API 653; STI SP001; API 12R1 e API STD 2350. 4.6.2 Cada tanque construído com outros materiais deve ser inspecionado e mantido conforme as instruções dos fabricantes, normas e padrões aplicáveis, para assegurar o atendimento aos requisitos da ABNT NBR 17505, nas partes aplicáveis. 4.6.3 Os requisitos de ensaios para os tanques devem ser de acordo com 4.3. 4.6.4 Todo tanque deve ser mantido estanque. Todo tanque aéreo que apresentar vazamentos deve ser esvaziado do líquido armazenado e reparado de acordo com procedimentos aceitáveis, bem como dispor de um laudo técnico, elaborado por profissional habilitado, os tanques subterrâneos não podem ser reparados e devem ser desativados no caso de vazamentos. 4.6.5 Tanques que tenham sofrido danos estruturais, que tenham sido reparados, reconstruídos, relocados, jaquetados, danificados por impacto, inundação ou outros traumas ou por suspeita D oc um en to im pr es so e m 1 4/ 12 /2 02 2 13 :5 6: 05 , d e us o ex cl us iv o de E C O LA B Q U IM IC A LT D A Documento impresso em 14/12/2022 13:56:05, de uso exclusivo de ECOLAB QUIMICA LTDA 19 ABNT NBR 17505-2:2022 © ABNT 2022 - Todos os direitos reservados de vazamentos, devem ser ensaiados de acordo com 4.3, conforme procedimentos aceitáveis, bem como deve dispor de laudo técnico elaborado por profissional habilitado. 4.6.6 Os tanques de armazenamento e seus acessórios, incluindo os respiros normais, respiros de emergência, dispositivos de prevenção de transbordamento e outros dispositivos, devem ser inspecionados e mantidos, para assegurar que funcionem conforme projetados de acordo com procedimentos escritos. NOTA Para informações adicionais, ver as API 653, API STD 2350 e PEI RP 600. 4.6.7 Os bocais para medição nos tanques que armazenem líquidos de classe I devem ser providos por tampas herméticas ao vapor. Estes bocais devem permanecer fechados, quando não estiverem sendo feitas medições. 4.6.8 Instalações com tanques de armazenamento de superfície devem estabelecer e implementar um procedimento para checagem e remoção de água do fundo dos tanques de armazenamento, que contenham líquidos não miscíveis com a água. NOTA A acumulação de água no fundo de tanques favorece a atividade microbiana que dificulta as operações e aumenta o risco de vazamentos de produtos. É recomendado que os proprietários e operadores de tanques monitorem rotineiramente o acúmulo de água no fundo do tanque e estabeleçam procedimentos para a forma e a periodicidade para que a água seja removida. Informações adicionais podem ser encontradas nas API 1501, API RP 1621, API 2610 e ASTM D6469. 4.7 Troca do líquido armazenado Tanques de armazenamento que tenham múltiplo uso de diversos líquidos armazenados devem ser reavaliados para verificar o atendimento aos requisitos contidos nesta Parte da ABNT NBR 17505. 5 Tanques de armazenamento de superfície 5.1 Requisitos gerais Quando o armazenamento de líquidos da classe II ou classe III for na temperatura acima dos respectivos pontos de fulgor seguir os requisitos estabelecidos em 4.1.1. 5.2 Localização de tanques de armazenamento de superfície NOTA Para informações adicionais, ver PEI RP200. 5.2.1 Localização em relação aos limites de propriedade, vias de circulação interna e edificações importantes 5.2.1.1 Todos os tanques destinados ao armazenamento de líquidos estáveis de classe I, classe II ou classe IIIA e operando com pressões manométricas que não excedam 17 kPa devem ser localizados de acordo com as Tabelas 1 e 2. Onde o espaçamento do tanque for baseado em um projeto que adote a solda fragilizada entre o teto e o costado, o usuário deve apresentar evidências da adoção deste método construtivo. 5.2.1.2 Os tanques verticais que disponham de solda fragilizada entre o teto e o costado (ver 5.5.2) e que armazenem líquidos de classe IIIA podem ser localizados na metade das distâncias especificadasna Tabela 1, desde que não estejam dentro de uma bacia de contenção com tanques que armazenem líquidos de classe I e classe II ou não estejam no curso do canal de drenagem para a bacia de contenção à distância de tanques que armazenem líquidos de classe I ou classe II. D oc um en to im pr es so e m 1 4/ 12 /2 02 2 13 :5 6: 05 , d e us o ex cl us iv o de E C O LA B Q U IM IC A LT D A Documento impresso em 14/12/2022 13:56:05, de uso exclusivo de ECOLAB QUIMICA LTDA 20 ABNT NBR 17505-2:2022 © ABNT 2022 - Todos os direitos reservados Tabela 1 – Localização de tanques de superfície para armazenamento de líquidos – Pressão interna até 17 kPa – Líquidos estáveis (classes I, II e IIIA) (ver NOTA 1) (continua) Tipo de tanque Proteção da vizinhança contra exposição (ver NOTA 6) Distância mínima até o limite de propriedade, desde que na área adjacente haja ou possa haver construção, inclusive no lado oposto da via pública, nunca inferior a 1,5 m (ver NOTA 4) Distância mínima ao lado mais próximo de qualquer via de circulação interna ou qualquer edificação importante na mesma propriedade, nunca inferior a 1,5 m (ver NOTA 4 e 7) 1) Tanque vertical com teto flutuante, conforme estabelecido em 3.3 1.1) Atendimento por Corporação de Bombeiros local, regional, Brigada Externa ou a Brigada da Empresa vizinha a instalação de armazenagem do líquido inflamável e/ou combustível (ver NOTA 2 e 8) Metade do diâmetro do tanque 1/6 do diâmetro do tanque 1.2) Não Atendimento por Corporação de Bombeiros local, regional, Brigada Externa ou a Brigada da Empresa vizinha a instalação de armazenagem do líquido inflamável e/ou combustível (ver NOTA 2 e 8) Diâmetro do tanque, limitado a 53,00 m 1/6 do diâmetro do tanque 2) Tanque vertical com teto fixo, com ligação frágil entre o teto e o costado, conforme estabelecido em 5.5.2. 2.1) Tanque com sistema de espuma ou sistema de inertização (ver NOTA 3). Atendimento por Corporação de Bombeiros local, regional, Brigada Externa ou a Brigada da Empresa vizinha a instalação de armazenagem do líquido inflamável e/ou combustível (ver NOTA 2 e 8), para tanques com diâmetro menor ou igual a 45 m Metade do diâmetro do tanque 1/6 do diâmetro do tanque 2.2) Tanque com sistema de espuma ou sistema de inertização (ver NOTA 3). Atendimento por Corporação de Bombeiros local, regional, Brigada Externa ou a Brigada da Empresa vizinha a instalação de armazenagem do líquido inflamável e/ou combustível (ver NOTA 2 e 8), para tanques com diâmetro maior que 45 m Diâmetro do tanque 1/3 do diâmetro do tanque D oc um en to im pr es so e m 1 4/ 12 /2 02 2 13 :5 6: 05 , d e us o ex cl us iv o de E C O LA B Q U IM IC A LT D A Documento impresso em 14/12/2022 13:56:05, de uso exclusivo de ECOLAB QUIMICA LTDA 21 ABNT NBR 17505-2:2022 © ABNT 2022 - Todos os direitos reservados Tabela 1 (continuação) Tipo de tanque Proteção da vizinhança contra exposição (ver NOTA 6) Distância mínima até o limite de propriedade, desde que na área adjacente haja ou possa haver construção, inclusive no lado oposto da via pública, nunca inferior a 1,5 m (ver NOTA 4) Distância mínima ao lado mais próximo de qualquer via de circulação interna ou qualquer edificação importante na mesma propriedade, nunca inferior a 1,5 m (ver NOTA 4 e 7) 2) Tanque vertical com teto fixo, com ligação frágil entre o teto e o costado, conforme estabelecido no item 5.5.2. (continuação) 2.3) Atendimento por Corporação de Bombeiros local, regional, Brigada Externa ou a Brigada da Empresa vizinha a instalação de armazenagem do líquido inflamável e/ou combustível (ver NOTA 2 e 8) Diâmetro do tanque 1/3 do diâmetro do tanque 2.4) Atendimento por Corporação de Bombeiros local, regional, Brigada Externa ou a Brigada da Empresa vizinha a instalação de armazenagem do líquido inflamável e/ou combustível (ver NOTA 2 e 8) Dobro do diâmetro do tanque, limitado a 105 m 1/3 do diâmetro do tanque 3. Tanque horizontal e vertical, sem ligação frágil solda fragilizada entre teto e costado, com dispositivo de alívio de emergência limitado a pressão de 17,2 kPa 3.1) usando um sistema de inertização (ver NOTA 3), nos tanques ou um sistema de espuma nos tanques verticais e atendimento por Corporação de Bombeiros local, regional, Brigada Externa ou a Brigada da Empresa vizinha a instalação de armazenagem do líquido inflamável e/ou combustível (ver NOTA 2 e 8) 50 % do valor estabelecido na Tabela 2 50 % do valor estabelecido na Tabela 2 3.2) Atendimento por Corporação de Bombeiros local, regional, Brigada Externa ou a Brigada da Empresa vizinha a instalação de armazenagem do líquido inflamável e/ou combustível (ver NOTA 2 e 8) Valor estabelecido na Tabela 2 O valor estabelecido na Tabela 2 3.3) Não Atendimento por Corporação de Bombeiros local, regional, Brigada Externa ou a Brigada da Empresa vizinha a instalação de armazenagem do líquido inflamável e/ou combustível (ver NOTA 2 e 8) Duas vezes o valor estabelecido na Tabela 2 O valor estabelecido na Tabela 2 D oc um en to im pr es so e m 1 4/ 12 /2 02 2 13 :5 6: 05 , d e us o ex cl us iv o de E C O LA B Q U IM IC A LT D A Documento impresso em 14/12/2022 13:56:05, de uso exclusivo de ECOLAB QUIMICA LTDA 22 ABNT NBR 17505-2:2022 © ABNT 2022 - Todos os direitos reservados Tabela 1 (conclusão) Tipo de tanque Proteção da vizinhança contra exposição (ver NOTA 6) Distância mínima até o limite de propriedade, desde que na área adjacente haja ou possa haver construção, inclusive no lado oposto da via pública, nunca inferior a 1,5 m (ver NOTA 4) Distância mínima ao lado mais próximo de qualquer via de circulação interna ou qualquer edificação importante na mesma propriedade, nunca inferior a 1,5 m (ver NOTA 4 e 7) Tanque protegido, conforme estabelecido em 3.4 Nenhuma Metade do valor estabelecido na Tabela 2 Metade do valor estabelecido na Tabela 2 NOTA 1 Pressão de operação de 17 kPa ou menor. NOTA 2 Ver definição “proteção da vizinhança ou proteção para exposição” (ver a ABNT NBR 17505-1). NOTA 3 Conforme a NFPA 69. NOTA 4 Para outras distâncias e considerações, ver a ABNT NBR 17505-5. NOTA 5 Conforme a API STD 2000. NOTA 6 Independentemente do tipo de tanque apresentado, as instalações devem atender a NBR 17505-7 no que se refere aos requisitos do seu próprio Sistema de Combate a incêndio. NOTA 7 Ver definição de “edificação importante” na ABNT NBR 17505-1. NOTA 8 Para os efeitos desta Parte da ABNT NBR 17505, devem ser considerados: “local” = município; “regional” = quando for atendido por Corporação de Bombeiros localizado em outro município; “Brigada Externa” = quando a empresa vizinha ao armazenamento de líquido inflamável e/ou combustível mantiver com outras empresas uma brigada externa; e “Brigada da Empresa” = Brigada privada da própria empresa que possa proteger suas próprias instalações de eventuais radiações térmicas de um incêndio. Tabela 2 – Tabela de referência para ser utilizada nas Tabelas 1, 3 e 5 (quando citada nelas) Capacidade do tanque m³ Distância mínima até o limite da propriedade, desde que na área adjacente haja ou possa haver construção, inclusive no lado oposto da via pública m Distância mínima do lado mais próximo de qualquer via de circulação interna ou qualquer edificação importante na mesma propriedade (NOTA 1) m ≤ 1 1,5 1,5 > 1 a 3,0 3,0 1,5 > 3,0 a 45,0 4,5 1,5 > 45,0 a 113,0 6,0 1,5 > 113,0 a 189,0 9,0 3,0 > 189,0 a 378,0 15,0 4,5 > 378,0 a 1 893,0 24,0 7,5 > 1 893,0 a 3 785,0 30,0 10,5 > 3 785,04 a 7 571,0 40,5 13,5 > 7 571,0 a 11 356,0 49,5 16,5 > 11 356,0 52,5 18,0 NOTA 1 Ver definição de “edificaçãoimportante” na ABNT NBR 17505-1. D oc um en to im pr es so e m 1 4/ 12 /2 02 2 13 :5 6: 05 , d e us o ex cl us iv o de E C O LA B Q U IM IC A LT D A Documento impresso em 14/12/2022 13:56:05, de uso exclusivo de ECOLAB QUIMICA LTDA 23 ABNT NBR 17505-2:2022 © ABNT 2022 - Todos os direitos reservados 5.2.1.3 Todos os tanques destinados ao armazenamento de líquidos estáveis de classe I, classe II ou classe IIIA e operando com pressões manométricas superiores a 17 kPa, ou que sejam equipados com dispositivos de ventilação de emergência que operem com pressões manométricas superiores a 17 kPa, devem ser localizados de acordo com as Tabelas 2 e 3. Tabela 3 – Localização de tanques de superfície para armazenamento de líquidos – Pressão interna que exceda 17 kPa a – Líquidos estáveis classe I, classe II e classe IIIA Tipo de tanque Proteção da vizinhança contra exposição Distância mínima até o limite da propriedade, desde que na área adjacente haja ou possa haver construção, inclusive no lado oposto da via pública (ver NOTA 2) Distância mínima do lado mais próximo de qualquer via de circulação interna ou qualquer edificação importante na mesma propriedade (ver NOTA 2) 1) Qualquer tipo 1.1) Atendimento por Corporação de Bombeiros local, regional, Brigada Externa ou a Brigada da Empresa vizinha a instalação de armazenagem do líquido inflamável e/ou combustível (ver NOTAS 1 e 4) 1 ½ vez o valor da Tabela 2, mas não inferior a 7,5 m 1 ½ vez o valor da Tabela 2, mas não inferior a 7,5 m 1.2) Não atendimento por Corporação de Bombeiros local, regional, Brigada Externa ou a Brigada da Empresa vizinha a instalação de armazenagem do líquido inflamável e/ou combustível (ver NOTAS 1 e 4) 3 vezes o valor da Tabela 2, mas não inferior a 15 m 1 ½ vez o valor da Tabela 2, mas não inferior a 7,5 m a Pressão de operação interna manométrica superior a 17kPa. NOTA 1 Ver definição “proteção da vizinhança ou proteção para exposição” (ver a ABNT NBR 17505-1). NOTA 2 Para outras distâncias e considerações, ver a ABNT NBR 17505-5. NOTA 3 Independentemente do tipo de tanque apresentado, as instalações devem atender à ABNT NBR 17505-7 no que se refere aos requisitos do seu próprio Sistema de Combate a incêndio NOTA 4 Para os efeitos desta Parte da ABNT NBR 17505, devem ser considerados: “local” = município; “regional” = quando for atendido por Corporação de Bombeiros localizado em outro município; “Brigada Externa” = quando a empresa vizinha ao armazenamento de líquido inflamável e/ou combustível mantiver com outras empresas uma brigada externa; e “Brigada da Empresa” = Brigada privada da própria empresa que possa proteger suas próprias instalações de eventuais radiações térmicas de um incêndio. 5.2.1.4 Todos os tanques destinados ao armazenamento de líquidos com características de ebulição turbilhonar devem ser localizados de acordo com a Tabela 4. Os líquidos com características de ebulição turbilhonar não podem ser armazenados em tanques de teto fixo, com diâmetro superior a 45 m, exceto quando um sistema adequado e aprovado de inertização for instalado no tanque. D oc um en to im pr es so e m 1 4/ 12 /2 02 2 13 :5 6: 05 , d e us o ex cl us iv o de E C O LA B Q U IM IC A LT D A Documento impresso em 14/12/2022 13:56:05, de uso exclusivo de ECOLAB QUIMICA LTDA 24 ABNT NBR 17505-2:2022 © ABNT 2022 - Todos os direitos reservados Tabela 4 – Localização de tanques de superfície para armazenamento de líquidos sujeitos à ebulição turbilhonar (boil over) (continua) Tipo de tanque Proteção da vizinhança contra exposição Distância mínima até o limite da propriedade, desde que na área adjacente haja ou possa haver construção, inclusive no lado oposto da via pública, nunca inferior a 1,5 m (ver NOTA 3) Distância mínima ao lado mais próximo de qualquer via de circulação interna ou qualquer edificação importante na mesma propriedade, nunca inferior a 1,5 m (ver NOTA 3) 1. Tanque vertical com teto flutuante, conforme estabelecido em 3.3. 1.1) Atendimento por Corporação de Bombeiros local, regional, Brigada Externa ou a Brigada da Empresa vizinha a instalação de armazenagem do líquido inflamável e/ou combustível (ver NOTAS 1 e 5) Metade do diâmetro do tanque 1/6 do diâmetro do tanque 1.2) Não atendimento por Corporação de Bombeiros local, regional, Brigada Externa ou a Brigada da Empresa vizinha a instalação de armazenagem do líquido inflamável e/ou combustível (ver NOTAS 1 e 5) O diâmetro do tanque 1/6 do diâmetro do tanque 2. Tanque vertical com teto fixo 2.1) Com sistema de espuma ou sistema de inertização (ver NOTA 2) e atendimento por Corporação de Bombeiros local, regional, Brigada Externa ou a Brigada da Empresa vizinha a instalação de armazenagem do líquido inflamável e/ou combustível (ver NOTAS 1 e 5) O diâmetro do tanque 1/3 do diâmetro do tanque 2.2) atendimento por Corporação de Bombeiros local, regional, Brigada Externa ou a Brigada da Empresa vizinha a instalação de armazenagem do líquido inflamável e/ou combustível (ver NOTAS 1 e 5) 2 vezes o diâmetro do tanque 2/3 do diâmetro do tanque D oc um en to im pr es so e m 1 4/ 12 /2 02 2 13 :5 6: 05 , d e us o ex cl us iv o de E C O LA B Q U IM IC A LT D A Documento impresso em 14/12/2022 13:56:05, de uso exclusivo de ECOLAB QUIMICA LTDA 25 ABNT NBR 17505-2:2022 © ABNT 2022 - Todos os direitos reservados Tabela 4 (conclusão) Tipo de tanque Proteção da vizinhança contra exposição Distância mínima até o limite da propriedade, desde que na área adjacente haja ou possa haver construção, inclusive no lado oposto da via pública, nunca inferior a 1,5 m (ver NOTA 3) Distância mínima ao lado mais próximo de qualquer via de circulação interna ou qualquer edificação importante na mesma propriedade, nunca inferior a 1,5 m (ver NOTA 3) 2. Tanque vertical com teto fixo 2.3 Não atendimento por Corporação de Bombeiros local, regional, Brigada Externa ou a Brigada da Empresa vizinha à instalação de armazenagem do líquido inflamável e/ou combustível (ver NOTAS 1 e 5) 4 vezes o diâmetro do tanque, mas sem exceder 105 m 2/3 do diâmetro do tanque NOTA 1 Ver a definição “proteção da vizinhança ou proteção para exposição” (ver da ABNT NBR 17505-1. NOTA 2 Conforme a NFPA 69. NOTA 3 Para outras distâncias e considerações, ver a ABNT NBR 17505-5. NOTA 4 Independentemente do tipo de tanque apresentado as instalações devem atender à ABNT NBR 17505-7 no que se refere aos requisitos do seu próprio Sistema de Combate a incêndio. NOTA 5 Para efeito desta Parte da ABNT NBR 17505, devem ser considerados: “local” = município; “regional” = quando for atendido por Corporação de Bombeiros localizado em outro município; “Brigada Externa” = quando a empresa vizinha ao armazenamento de líquido inflamável e/ou combustível mantiver com outras empresas uma brigada externa; e “Brigada da Empresa” = Brigada privada da própria empresa que possa proteger suas próprias instalações de eventuais radiações térmicas de um incêndio. 5.2.1.5 Todos os tanques destinados ao armazenamento de líquidos instáveis devem ser localizados de acordo com as Tabelas 2 e 5. D oc um en to im pr es so e m 1 4/ 12 /2 02 2 13 :5 6: 05 , d e us o ex cl us iv o de E C O LA B Q U IM IC A LT D A Documento impresso em 14/12/2022 13:56:05, de uso exclusivo de ECOLAB QUIMICA LTDA 26 ABNT NBR 17505-2:2022 © ABNT 2022 - Todos os direitos reservados Tabela 5 – Localização de tanques de superfície para armazenamento de líquidos instáveis (continua) Tipo de tanque Proteção da vizinhança contra exposição Distância mínima até o limite da propriedade,desde que na área adjacente haja ou possa haver construção, inclusive no lado oposto da via pública (ver NOTA 3) Distância mínima do lado mais próximo de qualquer via de circulação interna ou qualquer edificação importante na mesma propriedade (ver NOTA 3) 1) Tanques horizontais e verticais com ventilação de alívio de emergência para limitar a pressão manométrica máxima a 17 kPa 1.1) sistemas aspersores de água ou inertização (ver NOTA 2) ou proteção passiva ou isolamento, refrigeração e/ou barreiras aprovadas e atendimento por Corporação de Bombeiros local, regional, Brigada Externa ou a Brigada da Empresa vizinha à instalação de armazenagem do líquido inflamável e/ou combustível (ver NOTAS 1 e 5) O valor estabelecido na Tabela 2, mas não inferior a 7,5 m Valor não inferior a 7,5 m 1.2) atendimento por Corporação de Bombeiros local, regional, Brigada Externa ou a Brigada da Empresa vizinha a instalação de armazenagem do líquido inflamável e/ou combustível (ver NOTAS 1 e 5) 2 ½ vezes o valor estabelecido pela Tabela 2, mas não inferior a 15 m Valor não inferior a 15 m 1) Tanques horizontais e verticais com ventilação de alívio de emergência para limitar a pressão manométrica máxima a 17 kPa 1.3) Não atendimento por Corporação de Bombeiros local, regional, Brigada Externa ou a Brigada da Empresa vizinha à instalação de armazenagem do líquido inflamável e/ou combustível (ver NOTAS 1 e 5) 5 vezes o valor estabelecido pela Tabela 2, mas não inferior a 30 m Valor não inferior a 30 m D oc um en to im pr es so e m 1 4/ 12 /2 02 2 13 :5 6: 05 , d e us o ex cl us iv o de E C O LA B Q U IM IC A LT D A Documento impresso em 14/12/2022 13:56:05, de uso exclusivo de ECOLAB QUIMICA LTDA 27 ABNT NBR 17505-2:2022 © ABNT 2022 - Todos os direitos reservados Tabela 5 (conclusão) Tipo de tanque Proteção da vizinhança contra exposição Distância mínima até o limite da propriedade, desde que na área adjacente haja ou possa haver construção, inclusive no lado oposto da via pública (ver NOTA 3) Distância mínima do lado mais próximo de qualquer via de circulação interna ou qualquer edificação importante na mesma propriedade (ver NOTA 3) 2) Tanques horizontais e verticais com ventilação de alívio de emergência para permitir a pressão manométrica máxima acima de 17 kPa (2,5 psig) 2.1) sistemas aspersores de água ou inertização (ver NOTA 2) ou proteção passiva ou isolamento, refrigeração e/ou barreiras aprovadas e atendimento por Corporação de Bombeiros local, regional, Brigada Externa ou a Brigada da Empresa vizinha à instalação de armazenagem do líquido inflamável e/ou combustível (ver NOTAS 1 e 5) 2 vezes o valor estabelecido pela Tabela 2, mas não inferior a 15 m Valor não inferior a 15m 2.2) atendimento por Corporação de Bombeiros local, regional, Brigada Externa ou a Brigada da Empresa vizinha a instalação de armazenagem do líquido inflamável e/ou combustível (ver NOTAS 1 e 5) 4 vezes o valor estabelecido pela Tabela 2, mas não inferior a 30 m Valor não inferior a 30 m 2.3) Não atendimento por Corporação de Bombeiros local, regional, Brigada Externa ou a Brigada da Empresa vizinha à instalação de armazenagem do líquido inflamável e/ou combustível (ver NOTAS 1 e 5) 8 vezes o valor estabelecido pela Tabela 2, mas não inferior a 45 m Valor não inferior a 45 m NOTA 1 Ver definição “proteção da vizinhança ou proteção para exposição “ (ver ABNT NBR 17505-1). NOTA 2 Ver a NFPA 69. NOTA 3 Para outras distâncias e considerações, ver a ABNT NBR 17505-5. NOTA 4 Independentemente do tipo de tanque apresentado, as instalações devem atender à ABNT NBR 17505-7 no que se refere aos requisitos do seu próprio Sistema de Combate a incêndio NOTA 5 Para os efeitos desta Parte ABNT NBR 17505, devem ser considerados: “local” = município; “regional” = quando for atendido por Corporação de Bombeiros localizado em outro município; “Brigada Externa” = quando a empresa vizinha ao armazenamento de líquido inflamável e/ou combustível mantiver com outras empresas uma brigada externa; e “Brigada da Empresa” = Brigada privada da própria empresa que possa proteger suas próprias instalações de eventuais radiações térmicas de um incêndio. D oc um en to im pr es so e m 1 4/ 12 /2 02 2 13 :5 6: 05 , d e us o ex cl us iv o de E C O LA B Q U IM IC A LT D A Documento impresso em 14/12/2022 13:56:05, de uso exclusivo de ECOLAB QUIMICA LTDA 28 ABNT NBR 17505-2:2022 © ABNT 2022 - Todos os direitos reservados 5.2.1.6 Todos os tanques destinados ao armazenamento de líquidos estáveis de classe IIIB devem ser localizados de acordo com a Tabela 6. EXCEÇÃO Os tanques de armazenamento de líquidos de classe IIIB devem ser localizados conforme determinado em 5.2.1.1, se localizados na mesma bacia de contenção ou no curso do canal de drenagem para a bacia de contenção à distância de tanques que armazenem líquidos de classe I ou classe II. Tabela 6 – Localização de tanques de superfície para armazenamento de líquidos de classe IIIB Capacidade do tanque m³ Distância mínima até o limite da propriedade, desde que na área adjacente haja ou possa haver construção, inclusive no lado oposto da via pública m Distância mínima do lado mais próximo de qualquer via de circulação interna ou qualquer edificação importante na mesma propriedade m ≤ 46 1,5 1,5 > 46 a 114 3,0 1,5 > 114 a 190 3,0 3,0 > 190 a 380 4,5 3,0 > 380 4,5 4,5 5.2.1.7 No caso de a propriedade adjacente ser uma instalação similar, os parâmetros de distâncias podem, com o consentimento por escrito dos dois proprietários, e em conformidade com a legislação vigente, adotar as distâncias mínimas estabelecidas em 5.2.2, em vez daquelas recomendadas em 5.2.1, ou seja, que os tanques sejam considerados como dentro de uma mesma propriedade. 5.2.1.8 Quando o rompimento das extremidades de um vaso de pressão ou tanque horizontal pressurizado expuser a risco as propriedades adjacentes e/ou edificações internas, este vaso de pressão ou tanque horizontal pressurizado deve ter seu eixo longitudinal paralelo a estas propriedades e/ou instalações mais próximas e mais importantes. 5.2.2 Distância (entre costados) entre dois tanques de superfície adjacentes 5.2.2.1 Os tanques de armazenamento de líquidos estáveis de classe I, classe II ou classe IIIA devem ter um espaçamento de acordo com a Tabela 7, tomando sempre cada tanque e o seu adjacente, isto é, dois a dois. NOTA Onde houver o envolvimento de mais de dois tanques, a soma dos diâmetros é calculada para cada par de tanques possível. Por exemplo, assumindo quatro tanques no interior de uma bacia de contenção, numerados de 1 a 4, posicionados no sentido dos ponteiros do relógio, a partir do tanque # 1. Os diâmetros de cada par de tanques são somados, conforme a seguir: 1 e 2, 1 e 3, 1 e 4, 2 e 3, 2 e 4 e 3 e 4. 5.2.2.1.1 Em instalações de produção, situadas em regiões isoladas, nos tanques de petróleo cru com capacidades individuais de no máximo 480 000 L, o espaçamento deve ser de no mínimo 1,0 m, não requerendo a aplicação da Tabela 7. 5.2.2.1.2 A distância entre os tanques de armazenamento de líquidos de classe IIIB deve ser no mínimo 1,0 m, desde que eles não estejam localizados na mesma bacia de contenção que armazene líquidos de classe I ou classe II ou próximos ao curso do seu canal de drenagem para uma bacia de contenção à distância de tanques. Caso contrário, devem ser aplicadas as distâncias recomendadas na Tabela 7 para líquidos de classe IIIA. D oc um en to im pr es so e m 1 4/ 12 /2 02 2 13 :5 6: 05 , d e us o ex cl us iv o de E C O LA B Q U IM IC A LT D A Documento impresso em 14/12/2022 13:56:05, deuso exclusivo de ECOLAB QUIMICA LTDA 29 ABNT NBR 17505-2:2022 © ABNT 2022 - Todos os direitos reservados Tabela 7 – Espaçamento mínimo entre tanques de superfície para armazenamento de líquidos (costado a costado) Diâmetro do tanque Tanques com teto flutuante, conforme determinado em 3.3 Tanques verticais com teto fixo ou horizontais Líquidos classe I ou II Líquidos classe IIIA Todos os tanques com diâmetro ≤ 45 m 1/6 da soma dos diâmetros do tanque principal e do seu adjacente, mas não inferior a 1,0 m 1/6 da soma dos diâmetros do tanque principal e do seu adjacente, mas não inferior a 1,0 m 1/6 da soma dos diâmetros do tanque principal e do seu adjacente, mas não inferior a 1,0 m Tanques com diâmetro > 45 m, se for prevista bacia de contenção à distância, de acordo com 5.9.1 1/6 da soma dos diâmetros dos tanques adjacentes 1/4 da soma dos diâmetros dos tanques adjacentes 1/6 da soma dos diâmetros dos tanques adjacentes Tanques com diâmetro > 45 m, se for previsto dique, de acordo com 5.9.2 1/4 da soma dos diâmetros dos tanques adjacentes 1/3 da soma dos diâmetros dos tanques adjacentes 1/4 da soma dos diâmetros dos tanques adjacentes NOTA 1 A “soma dos diâmetros dos tanques adjacentes” significa a soma dos diâmetros de cada par de tanques que são adjacentes um ao outro. NOTA 2 O critério de distância entre pares de tanques deve considerar o mais restritivo entre tipos de tanques e classe de produto. Por exemplo: A distância entre 2 tanques, sendo: 1 Tanque com diâmetro > 45m , teto fixo e produto Classe I e com dique e o outro Tanque com diâmetro < 45 m, teto flutuante e liquido Classe IIIA a distância entre seus costados deve ser de “1/3 da soma dos diâmetros dos tanques adjacentes”. 5.2.2.2 A distância entre um tanque que armazene líquido instável e outros tanques que armazenem líquidos instáveis ou líquidos de classe I, II ou III não pode ser inferior à metade da soma de seus diâmetros. 5.2.2.3 Quando tanques forem localizados em bacias de contenção, armazenando líquidos de classe I ou II, ou próximo ao curso do canal de drenagem para a bacia de contenção à distância de tanques que armazenem líquidos de classe I ou classe II, e estejam agrupados em três ou mais fileiras, ou quando se encontrarem em uma disposição irregular, deve ser previsto maior espaçamento ou outros meios para fazer com que os tanques com esta disposição possam ficar acessíveis para situações de combate a incêndios, conforme requerido e aprovado pela Corporação de Bombeiros. 5.2.2.4 A distância mínima entre um vaso ou recipiente de gás liquefeito de petróleo (GLP) e um tanque de armazenamento de líquidos de classe I, classe II ou classe IIIA deve ser de 6 m. 5.2.2.4.1 Devem ser previstos diques, canais de drenagem para a bacia de contenção à distância e desníveis, de modo a não ser possível o acúmulo de líquidos de classe I, classe II ou classe IIIA sob um vaso contendo GLP, adjacente à tancagem. 5.2.2.4.2 Onde tanques de armazenamento de líquidos inflamáveis ou combustíveis estiverem em uma bacia de contenção, os vasos de armazenamento de GLP devem ficar fora da bacia e no mínimo a uma distância de 3 m da linha de centro da base externa da parede do dique. 5.2.2.4.3 Devem ser atendidos os requisitos da ABNT NBR 13523 quando estes forem mais restritivos do que os estabelecidos em 5.2.2.4, 5.2.2.4.1 e 5.2.2.4.2. D oc um en to im pr es so e m 1 4/ 12 /2 02 2 13 :5 6: 05 , d e us o ex cl us iv o de E C O LA B Q U IM IC A LT D A Documento impresso em 14/12/2022 13:56:05, de uso exclusivo de ECOLAB QUIMICA LTDA 30 ABNT NBR 17505-2:2022 © ABNT 2022 - Todos os direitos reservados 5.2.2.5 Se os tanques de armazenamento de líquidos de classe I, classe II ou classe IIIA estiverem operando com pressões manométricas que excedam 17 kPa, ou equipados com dispositivos de ventilação de emergência que trabalhem a pressões superiores a 17 kPa, estes devem ser separados dos vasos contendo GLP, conforme distâncias determinadas na Tabela 7. 5.2.2.6 As disposições contidas em 5.4.2.4, 5.4.2.4.1 e 5.4.2.4.2 não se aplicam onde forem instalados recipientes contendo GLP com capacidade máxima de 475 L, próximos a tanques de suprimento de óleo combustível, com capacidade igual ou inferior a 2 500 L. 5.3 Instalação de tanques de armazenamento de superfície 5.3.1 Suportes de tanques 5.3.1.1 Os suportes de tanques devem ser projetados e construídos de forma a suportar a cargas geradas e atendendo aos requisitos legais. 5.3.1.2 Os tanques devem ser suportados de forma a prevenir a concentração de esforços na porção apoiada de seu costado. 5.3.1.3 Em áreas sujeitas a terremotos ou abalos sísmicos, os suportes dos tanques e suas conexões devem ser projetados para resistir a danos resultantes destes choques. 5.3.2 Fundações e ancoragem de tanques de armazenamento de superfície 5.3.2.1 Os tanques devem ser apoiados no solo ou sobre fundações feitas de concreto, alvenaria, estacas ou aço. NOTA A ABNT NBR 7821, a API STD 650 e a API STD 620 fornecem informações para fundações de tanques. 5.3.2.2 As fundações devem ser projetadas para minimizar a possibilidade de um recalque irregular e para minimizar a corrosão em qualquer parte do tanque apoiada sobre as fundações. 5.3.2.3 As fundações e os suportes de tanques, armazenando líquidos de classe I, de classe II ou de classe IIIA, devem ser de concreto, alvenaria ou aço protegido contra intempéries e fogo. EXCEÇÃO Apoios de madeira, suportando horizontalmente tanques de superfície, instalados ao tempo, são permitidos, desde que suas alturas, no ponto mais baixo, não ultrapassem 0,3 m. 5.3.2.4 Os suportes de aço ou as estacas expostas dos tanques de armazenamento para líquidos de classe I, de classe II ou de classe IIIA devem ser protegidos por materiais que tenham uma resistência ao fogo de no mínimo 2 h. EXCEÇÃO 1 Selas (berços) de aço não precisam ser protegidas, se tiverem menos de 0,3 m de altura em seu ponto mais baixo. EXCEÇÃO 2 A critério da Corporação de Bombeiros, pode ser requerida a utilização de proteção por aspersores de água, de acordo com a ABNT NBR 10897 e NFPA 15. NOTA Para mais informações, ver as ASTM E119 e UL 1709. 5.3.2.5 Onde um tanque estiver localizado em áreas sujeitas a inundação, devem ser tomadas as devidas providências para evitar que o tanque cheio ou vazio flutue durante uma elevação do nível da água até o nível máximo de inundação registrado (ver 4.5.3) D oc um en to im pr es so e m 1 4/ 12 /2 02 2 13 :5 6: 05 , d e us o ex cl us iv o de E C O LA B Q U IM IC A LT D A Documento impresso em 14/12/2022 13:56:05, de uso exclusivo de ECOLAB QUIMICA LTDA 31 ABNT NBR 17505-2:2022 © ABNT 2022 - Todos os direitos reservados 5.4 Tubulações para respiros de tanques de armazenamento de superfície Tubulações para respiros de alívio normal e de emergência devem ser projetadas e instaladas de acordo com a ABNT NBR 17505-3. 5.5 Alívio de emergência em tanques de armazenamento de superfície quando expostos ao fogo 5.5.1 Geral 5.5.1.1 Todo tanque de armazenamento de superfície deve ter uma forma construtiva ou possuir um ou mais dispositivos de emergência que promovam o alívio da pressão interna excessiva, causada pela exposição ao fogo. 5.5.1.1.1 Este requisito também se aplica a cada um dos compartimentos de um tanque compartimentado e ao espaço intersticial (anular) de um tanque com contenção secundária e o espaço fechado dos tanques de dique de topo fechado. 5.5.1.1.2 Os espaços confinados, como os limitados pelo isolamento, por membranas ou por proteção contra intempéries, que possam reter líquidos decorrentes de vazamento do vaso primário e impedir o alívio de pressão durante uma exposição ao fogo, também devem atender às prescrições mencionadas em 5.5. O isolamento, a membranae a proteção contra as intempéries não podem interferir no alívio de pressão adequado. 5.5.1.1.3 Os tanques com capacidade acima de 45 000 L que armazenem líquidos de classe IIIB e que estejam localizados fora da bacia de contenção ou do canal da drenagem de líquidos de classe I ou de classe II não necessitam atender ao descrito em 5.5.1.1. 5.5.1.2 Para os tanques verticais, o sistema de alívio de emergência referido em 5.5.1.1 pode ser suprido pela adoção de teto flutuante, solda fragilizada entre o teto e o costado ou outro tipo de dispositivo aprovado, que promova o alívio de pressão. 5.5.1.3 Se forem armazenados líquidos instáveis, devem ser considerados os efeitos do calor ou dos gases resultantes da polimerização, decomposição, condensação ou autorreatividade. 5.5.1.4 Se for previsto um escoamento bifásico durante um alívio de emergência, é necessária uma avaliação de engenharia, a fim de dimensionar os dispositivos de alívio de pressão. 5.5.2 Execução de solda fragilizada entre o teto e o costado A solda fragilizada entre o teto e o costado deve ser tal que a ruptura se dê, preferencialmente, nesta solda em relação a qualquer outra, e deve ser dimensionada e executada de acordo com a ABNT NBR 7821 ou API STD 650. 5.5.3 Dispositivos de alívio de pressão 5.5.3.1 Onde a ventilação de alívio de emergência depender exclusivamente de dispositivos de alívio de pressão, a capacidade total de ventilação normal e de emergência deve ser suficiente para evitar o rompimento do costado ou do fundo do tanque, se for do tipo vertical, ou do costado e das extremidades, se for do tipo horizontal. NOTA Recomenda-se uma avaliação adequada de engenharia quando for previsto um escoamento em duas fases. O objetivo da avaliação de engenharia é determinar os requisitos da ventilação de emergência D oc um en to im pr es so e m 1 4/ 12 /2 02 2 13 :5 6: 05 , d e us o ex cl us iv o de E C O LA B Q U IM IC A LT D A Documento impresso em 14/12/2022 13:56:05, de uso exclusivo de ECOLAB QUIMICA LTDA 32 ABNT NBR 17505-2:2022 © ABNT 2022 - Todos os direitos reservados e o projeto do sistema de alívio, para proteger contra riscos inaceitáveis às pessoas e às instalações. Fatores para avaliação abrangem os seguintes: a) propriedades dos materiais, incluindo a avaliação da influência do fluxo em duas fases e a instabilidade térmica induzida; b) taxa de calor introduzido no tanque e em seu conteúdo; c) tempo de duração do incêndio. 5.5.3.2 Exceto como previsto em 5.5.3.5 a 5.5.3.7, a capacidade total de ventilação normal e de emergência não pode ser inferior aos valores constantes na Tabela 8. Tabela 8 – Ventilação requerida para alívio de emergência – Área molhada versus vazão de ar livre por hora Área molhada m² Vazão m³/h Área molhada m² Vazão m³/h Área molhada m² Vazão m³/h 1,9 597 14,9 4 757 83,6 13 960 2,8 895 16,7 5 380 92,9 14 838 3,7 1 192 18,6 5 975 111,5 15 772 4,6 1 492 23,2 6 768 130,1 16 622 5,6 1 790 27,9 7 504 148,6 17 387 6,5 2 087 32,5 8 155 167,2 18 094 7,4 2 384 37,2 8 835 185,8 17 746 8,4 2 684 46,5 10 024 223,0 19 935 9,3 2 973 55,7 11 100 260,1 21 010 11,1 3 568 65,0 12 120 E acima 13,0 4 163 74,3 13 082 NOTA 1 Dados para pressão atmosférica de 101,3 kPa e temperatura de 15,6 ºC. NOTA 2 Interpolar para a obtenção de valores intermediários. 5.5.3.2.1 Dispositivos de ventilação de alívio de emergência devem ser herméticos ao vapor e podem possuir uma das seguintes características: a) tampas com dimensão mínima de bocas de visita, com autofechamento; b) tampas com dimensão mínima de bocas de visita, que utilizem pinos-guia com limitadores que permitam que a abertura da tampa se faça por elevação dela, quando sob pressão interna; c) válvula de alívio adicional, uma válvula maior ou várias válvulas. 5.5.3.2.2 A área molhada do tanque deve ser calculada como a seguir: a) 55 % da área total de exposição de uma esfera ou esferoide; D oc um en to im pr es so e m 1 4/ 12 /2 02 2 13 :5 6: 05 , d e us o ex cl us iv o de E C O LA B Q U IM IC A LT D A Documento impresso em 14/12/2022 13:56:05, de uso exclusivo de ECOLAB QUIMICA LTDA 33 ABNT NBR 17505-2:2022 © ABNT 2022 - Todos os direitos reservados b) 75 % da área total exposta de um tanque horizontal; c) 100 % da área exposta do costado e piso de um tanque retangular, mas excluindo a superfície do topo do tanque; d) os primeiros 9 m acima do piso do costado de um tanque vertical. 5.5.3.3 A capacidade total da ventilação de alívio de emergência para tanques e vasos projetados para operar a pressões acima de 6,9 kPa deve ser como a seguir: a) quando a área exposta molhada do tanque for menor ou igual a 260 m², a capacidade total de ventilação de emergência não pode ser menor do que aquela determinada na Tabela 8; b) para tanques cuja área exposta molhada do tanque for maior que 260 m², não pode ser menor do que determinada pela Tabela 9, ou no mínimo aquela calculada pela seguinte equação: ( )0,82219 8VE , A= onde VE é a ventilação de emergência requerida, expressa em metros cúbicos por hora (m3/h); A é a superfície exposta molhada, expressa em metros quadrados (m2). NOTA A equação é baseada em: ( )0,82974 18Q , A= onde Q é a energia, expressa em quilojoules por hora (kj/h); A é a área, expressa em metros quadrados (m2). Tabela 9 – Ventilação requerida para alívio de emergência para tanques com área molhada acima de 260 m² e pressões manométricas acima de 6,9 kPa – Área molhada versus vazão de ar livre por hora Área molhada m² Vazão m³/h Área molhada m² Vazão m³ /h 260,1 21 011 836,1 54 652 278,7 22 257 929,0 59 749 325,2 25 259 1 393,5 83 252 371,6 28 175 1 858,1 105 339 418,1 31 149 2 322,6 126 576 464,5 35 396 2 787,1 146 964 557,4 39 360 3 251,6 167 069 650,3 44 457 3 716,1 186 042 743,2 49 838 NOTA 1 Dados para pressão atmosférica de 101,3 kPa e temperatura de 15,6 ºC. NOTA 2 Interpolar para a obtenção de valores intermediários. D oc um en to im pr es so e m 1 4/ 12 /2 02 2 13 :5 6: 05 , d e us o ex cl us iv o de E C O LA B Q U IM IC A LT D A Documento impresso em 14/12/2022 13:56:05, de uso exclusivo de ECOLAB QUIMICA LTDA 34 ABNT NBR 17505-2:2022 © ABNT 2022 - Todos os direitos reservados 5.5.3.4 A capacidade total de ventilação de alívio de emergência, para qualquer líquido estável, deve ser determinada pela seguinte equação: 1/2 3109 VVA L M ×= × onde VA é a ventilação de alívio de emergência, expressa em metros cúbicos por hora (m3/h); V é a vazão de ar livre, expressa em metros cúbicos por hora (m3/h), obtida da Tabela 8; L é o calor latente de vaporização de um líquido específico, expresso em quilojoules por quilograma (kJ/kg); M é a massa molecular de um líquido específico. 5.5.3.5 Exceto como previsto em 5.5.3.6 e 5.5.3.7 para tanques contendo líquidos estáveis, a capacidade de ventilação de emergência requerida, determinada em 5.5.3.2, 5.5.3.3 ou 5.5.3.4, pode ser multiplicada por um dos fatores de redução, desde que a proteção seja de acordo com o indicado a seguir. Somente um destes fatores pode ser usado para cada tanque: a) um fator de redução de 0,5 pode ser aplicado para tanques com área molhada maior que 19,0 m², que disponham de drenagem contra derrames, de acordo com 5.9.1; b) um fator de redução de 0,3 pode ser aplicado para tanques com sistema de proteção por neblina de água, de acordo com a NFPA 15, desde que disponham de drenagem contra derrames, de acordo com 5.9.1; c) um fator de redução de 0,3 pode ser aplicado para tanques que disponham de um sistema de proteção por neblina de água, com acionamento automático, de acordo com a NFPA 15; d) um fator de redução de 0,3 pode ser aplicado para tanques com proteção por isolamento, executado de acordo comos requisitos de 5.5.3.8; e) um fator de redução de 0,15 para tanques que disponham de sistema de proteção por neblina de água, de acordo com a NFPA 15, e com proteção por isolamento de acordo com 5.5.3.8. 5.5.3.6 Onde forem armazenados, processados ou manuseados líquidos miscíveis com água, cujos poderes caloríficos sejam iguais ou menores que o do álcool etílico (etanol) e quando não houver a possibilidade de exposição ao fogo de líquidos diferentes destes, a capacidade de ventilação de emergência pode ser reduzida em 50 %. A drenagem contra derrame não é necessária para se obter esta redução. Em nenhum caso, os fatores estabelecidos em 5.5.3.5 a) a 5.5.3.5 e) podem ser reduzidos para um fator menor que 0,15. NOTA O que está considerado em 5.5.3.6 e 5.5.3.7 é baseado em ensaios reais que demonstram que o etanol e os líquidos similares necessitam menos ventilação de emergência. O etanol tem um calor de combustão de 26,8 mj e uma taxa de queima de 0,015 kg/m2:seg. A taxa de queima foi baseada em um recipiente com diâmetro compreendido entre 0,2 m e 5 m. A chama atuou em um ambiente estável e sem vento. 5.5.3.7 Onde forem armazenados, processados ou manuseados líquidos não miscíveis com água e cujos poderes caloríficos sejam iguais ou menores que o do álcool etílico (etanol) e quando não houver a possibilidade de exposição ao fogo de líquidos diferentes destes, a capacidade de ventilação de alívio de emergência determinada em 5.5.3.5-a) ou 5.5.3.5-c) pode ser reduzida com um adicional de 50 %. Não é permitida qualquer redução posterior com sistema de proteção por neblina de água. A drenagem contra derrame não é necessária para se obter esta redução. Em nenhum caso, D oc um en to im pr es so e m 1 4/ 12 /2 02 2 13 :5 6: 05 , d e us o ex cl us iv o de E C O LA B Q U IM IC A LT D A Documento impresso em 14/12/2022 13:56:05, de uso exclusivo de ECOLAB QUIMICA LTDA 35 ABNT NBR 17505-2:2022 © ABNT 2022 - Todos os direitos reservados os fatores estabelecidos em 5.5.3.5-a) a 5.5.3.5-e) podem ser reduzidos para um fator menor que 0,15. NOTA Ver 5.5.3.6, NOTA. 5.5.3.8 Os sistemas de isolamento aprovados, mencionados em 5.5.3.5-d) e 5.5.3.5-e), devem estar em conformidade com os seguintes critérios de desempenho: a) o isolamento deve permanecer no lugar sob condições de exposição ao fogo; b) o isolamento deve resistir ao deslocamento quando submetidos ao choque do jato de água de mangueira, durante a exposição e/ou combate ao fogo; EXCEÇÃO Este requisito não se aplica quando o uso de jatos de água de mangueiras não for previsto ou não for praticado. c) o isolamento deve manter um valor de condutividade térmica máximo de 2,3 W/m2/ ºC, quando a jaqueta do isolamento externo ou revestimento estiver a uma temperatura de 904 ºC e quando a temperatura média deste isolamento estiver em 538 ºC. 5.5.3.9 A saída de todos os respiros e drenos de ventilação em tanques equipados com ventilação de emergência, para permitir pressões acima de 17,0 kPa, deve ser projetada para descarregar de uma forma que evite um superaquecimento localizado ou um contato de chamas com qualquer parte do tanque, caso os vapores destes respiros sofram ignição. 5.5.3.10 Cada dispositivo de respiro de tanque deve ter as seguintes informações estampadas no corpo do dispositivo ou incluídas em uma plaqueta metálica permanentemente afixada no dispositivo: a) pressão de abertura; b) pressão de abertura no ponto de máxima vazão; c) vazão de alívio em metros cúbicos por hora (m3/h) a 16,0 ºC e a 100,0 kPa. 5.5.3.10.1 Se a pressão de abertura for menor que 17,0 kPa e a pressão de abertura no ponto de máxima vazão for maior que 17,0 kPa, a vazão de alívio na pressão de 17,0 kPa também deve estar impressa na plaqueta do dispositivo de ventilação. 5.5.3.10.2 A vazão de alívio deve ser expressa em metros cúbicos por hora de ar, a 16,0 ºC e na pressão absoluta de 100,0 kPa. 5.5.3.10.3 A vazão de alívio dos dispositivos de ventilação com tubulação de diâmetro nominal menor do que 200 mm deve ser determinada por meio de ensaio. Estes ensaios de vazão devem ser executados por empresa qualificada ou pelo fabricante do dispositivo de alívio. 5.5.3.10.4 A vazão de alívio dos dispositivos de ventilação com tubulação de diâmetro nominal maior ou igual a 200 mm, incluindo bocas-de-visita como dispositivo de alívio através de deslocamento ao longo de pinos-guia ou equivalentes, pode ser determinado por ensaio ou cálculo. Se a vazão de alívio for determinada por cálculo, a pressão de abertura deve ser obtida por meio de ensaio. O cálculo deve ser baseado no coeficiente de vazão 0,5 para determinar a área nominal do orifício, a pressão de abertura e a área livre da placa de orifício correspondente, e o termo “calculada” deve estar impresso na plaqueta de identificação. NOTA A equação seguinte é adequada para este cálculo: ( )1/2f i a4636MCH C A P P= − onde D oc um en to im pr es so e m 1 4/ 12 /2 02 2 13 :5 6: 05 , d e us o ex cl us iv o de E C O LA B Q U IM IC A LT D A Documento impresso em 14/12/2022 13:56:05, de uso exclusivo de ECOLAB QUIMICA LTDA 36 ABNT NBR 17505-2:2022 © ABNT 2022 - Todos os direitos reservados MCH é a ventilação requerida, expressa em metros cúbicos de ar por hora (m3/h); Cf é o coeficiente de vazão de 0,5; A é a área do orifício, expressa em metros cúbicos (m2); Pi é a pressão absoluta no interior do tanque, expressa em Pascals (Pa); Pa é a pressão absoluta atmosférica fora do tanque, expressa em Pascals (Pa). 5.5.4 Extensão da tubulação de ventilação de emergência O comprimento da tubulação do dispositivo de alívio de emergência para tanques atmosféricos ou de baixa pressão deve ser dimensionado para assegurar o fluxo do alívio de emergência, de forma a limitar a contrapressão em um nível inferior à pressão de projeto do tanque. A tubulação do dispositivo de alívio de emergência de vasos de pressão deve ser dimensionada de acordo com o ASME BPVC-I Boiler and Pressure Vessel Code . NOTA 1 As equações para o dimensionamento do respiro e as dimensões de respiro prescritas, como aquelas estabelecidas na UL 142, são tipicamente baseadas na instalação direta de um dispositivo de respiro no tanque, com um niple com comprimento inferior a 0,3 m. Quando a saída do respiro for estendida para uma posição remota, como no caso de tanques locados no interior de edificações, que requerem descargas dos respiros em um local fora das instalações, uma redução significativa na vazão do respiro pode ocorrer, a não ser que a dimensão do respiro e a tubulação conectada sejam aumentadas. NOTA 2 Nestes casos, a dimensão dos respiros e as tubulações de extensão serão calculadas para assegurar que o tanque não sofrerá sobrepressão durante uma exposição ao fogo. 5.6 Proteção contra incêndio para tanques de armazenamento de superfície Um sistema de combate a incêndio deve estar de acordo com a ABNT NBR 17505-7 5.7 Requisitos adicionais para tanques de armazenamento de superfície resistentes ao fogo 5.7.1 Tanques resistentes ao fogo devem ser projetados e ensaiados de acordo com a UL 2080. 5.7.2 Tanques resistentes ao fogo devem também atender aos seguintes requisitos: a) uma construção que forneça a resistência ao fogo requerida deve reduzir o calor transferido ao tanque primário de forma a limitar a temperatura do tanque primário a uma elevação da temperatura média máxima de 430 ºC e em um determinado ponto a uma temperatura máxima de 540 ºC; e deve prevenir a liberação de líquido, a falha do tanque primário, a falha da estrutura-suporte e o funcionamento da ventilação, por um período de no mínimo 2 h, quando ensaiada utilizando a exposição ao fogo especificada na UL 2080. b) não são permitidas reduções no dimensionamento dos respiros de emergência, como previsto em 5.5.3.5. 5.8 Requisitosadicionais para tanques de armazenamento de superfície protegidos 5.8.1 Tanques de superfície protegidos devem ser projetados e ensaiados de acordo com a ANSI/UL 2085. 5.8.2 Tanques de superfície protegidos devem também atender aos seguintes requisitos: a) uma construção que forneça a proteção ao fogo requerida, deve reduzir o calor transferido ao tanque primário de forma a limitar a temperatura do tanque primário a uma elevação D oc um en to im pr es so e m 1 4/ 12 /2 02 2 13 :5 6: 05 , d e us o ex cl us iv o de E C O LA B Q U IM IC A LT D A Documento impresso em 14/12/2022 13:56:05, de uso exclusivo de ECOLAB QUIMICA LTDA 37 ABNT NBR 17505-2:2022 © ABNT 2022 - Todos os direitos reservados da temperatura média máxima de 144 ºC e em um determinado ponto a uma temperatura máxima de 204 ºC; e deve prevenir a liberação de líquido, a falha do tanque primário, a falha da estrutura suporte e o funcionamento da ventilação por um período de no mínimo 2 h quando ensaiada utilizando a exposição ao fogo especificada na ANSI/UL 2085. b) não são permitidas reduções no dimensionamento dos respiros de emergência, como previsto em 5.5.3.5. 5.9 Controle de derramamentos de tanques de armazenamento de superfície Todos os tanques que armazenem líquidos de classe I, classe II ou classe III devem ser dotados de meios que impeçam que a ocorrência acidental de derramamento de líquidos venha a colocar em risco instalações importantes ou propriedades adjacentes, ou alcancem cursos d’água. Estes meios devem atender, quando aplicáveis, a um ou mais dos requisitos contidos em 5.9.1 a 5.9.3. NOTA Vazamentos acidentais incluem vazamento do costado de um tanque, transbordamento e vazamentos de tubulações conectadas a tanques. 5.9.1 Bacia de contenção à distância Onde o controle de derramamento for feito por meio de drenagem para uma bacia de contenção à distância, de forma que o líquido contido não seja mantido junto aos tanques, os requisitos de 5.9.1.1 a 5.9.1.6 são aplicáveis (ver Figura 1). Figura 1 – Bacia de contenção à distância 5.9.1.1 Deve-se assegurar uma declividade no piso para o canal de fuga de no mínimo 1 % nos primeiros 15 m a partir do tanque, na direção da área de contenção. D oc um en to im pr es so e m 1 4/ 12 /2 02 2 13 :5 6: 05 , d e us o ex cl us iv o de E C O LA B Q U IM IC A LT D A Documento impresso em 14/12/2022 13:56:05, de uso exclusivo de ECOLAB QUIMICA LTDA 38 ABNT NBR 17505-2:2022 © ABNT 2022 - Todos os direitos reservados 5.9.1.2 A capacidade da bacia de contenção à distância deve ser no mínimo igual à capacidade do maior tanque que possa ser drenado para ela. NOTA O termo “capacidade do maior tanque” é a capacidade volumétrica de um cilindro com o diâmetro e altura física do tanque, contudo em havendo aberturas no costado em tanques de teto flutuante interno, a altura a ser considerada é aquela até a borda inferior destas aberturas. 5.9.1.2.1 A altura calculada para as paredes do dique, para conter o volume da bacia de contenção, deve ser acrescida de 0,20 m. NOTA A sobrealtura mínima de 0,2 m é para conter águas pluviais ou água de combate a incêndio. A sobrealtura está incluída no valor da altura máxima do dique. 5.9.1.2.2 As paredes do dique da bacia de contenção à distância podem ser feitas de terra, aço, concreto ou alvenaria sólida, projetadas para serem estanques e para resistirem à coluna hidrostática total. As juntas de dilatação, quando necessárias, devem ser feitas em material compatível com os fluidos armazenados e ter resistência mecânica compatível com o projeto da bacia Onde o estabelecido em 5.9.1.2 não for possível, em face da indisponibilidade de área livre ao redor dos tanques, deve ser permitida a utilização de bacia de contenção à distância parcial, para uma porcentagem da capacidade de contenção remota requerida pelo volume do maior tanque. O volume requerido, excedente à capacidade da bacia de contenção à distância, deve ser suprido por bacias que atendam aos requisitos em 5.9.2. 5.9.1.2.3 O encaminhamento do sistema de drenagem deve ser localizado de forma que, se o líquido no sistema de drenagem se inflamar, o fogo não represente sério risco aos tanques ou às propriedades adjacentes. 5.9.1.2.4 A bacia de contenção à distância, em seu nível máximo, não pode estar posicionada a menos de 15 m do limite de propriedade ou de qualquer outro tanque. 5.9.1.2.5 Onde for adotada uma bacia de contenção à distância parcial, como previsto em 5.9.1.2.2, o líquido na área de contenção remota deve atender aos requisitos estabelecidos nesta subseção. O espaçamento entre os tanques deve ser determinado com base nas previsões para tanques em bacias de contenção conforme a Tabela 7. 5.9.1.2.6 A bacia de contenção, para qualquer classe de produto, deve ser projetada e construída de forma que o fundo, as paredes internas e a seção plana do dique atendam aos requisitos de permeabilidade estabelecidos pelos órgãos ambientais. Na ausência de parâmetro para o coeficiente de permeabilidade máximo deve ser adotado 10–6 cm/s, referenciado à água a 20 ºC. 5.9.1.2.7 Deve-se prover, na gestão do sistema de armazenamento, que a bacia de contenção à distância esteja sempre vazia em sua condição normal de operação, inclusive visando o cuidado de não se permitir a contenção de produtos incompatíveis. NOTA A incompatibilidade da mistura entre produtos é a que gera risco diverso àquele normalmente gerado pelos produtos individualmente ao meio ambiente, as pessoas e ao sistema de combate a incêndio previsto na ABNT NBR 17505-7. 5.9.2 Contenção por diques de topo aberto em torno de tanques Onde o controle de derramentos for feito por meio de bacia de contenção em torno de tanques, dotadas de diques, este sistema deve ser conforme os requisitos em 5.9.2.1 a 5.9.2.14. D oc um en to im pr es so e m 1 4/ 12 /2 02 2 13 :5 6: 05 , d e us o ex cl us iv o de E C O LA B Q U IM IC A LT D A Documento impresso em 14/12/2022 13:56:05, de uso exclusivo de ECOLAB QUIMICA LTDA 39 ABNT NBR 17505-2:2022 © ABNT 2022 - Todos os direitos reservados 5.9.2.1 Deve ser assegurada uma declividade no piso da bacia para o canal de drenagem de no mínimo 1 % a partir dos tanques. Caso a distância dos tanques até a base do dique seja maior do que 15 m, deve ser assegurada a declividade de 1 %, pelo menos nos primeiros 15 m, podendo a partir daí ser reduzida conforme o projeto. 5.9.2.2 A altura máxima de qualquer dique, medida na parte interna da bacia, deve ser de 3,0 m. 5.9.2.2.1 A capacidade volumétrica da bacia de contenção, que contenha tanques verticais, deve ser no mínimo igual ao volume do maior tanque, mais o volume do deslocamento da base deste tanque, mais os volumes equivalentes aos deslocamentos dos demais tanques contidos na bacia, suas bases e os volumes dos diques intermediários e de outras estruturas ou tubulações, isto é, a capacidade líquida volumétrica da bacia deve ser igual ou maior do que o volume do maior tanque cheio. A altura calculada para as paredes do dique, para conter o volume da bacia de contenção, deve ser acrescida de uma sobrealtura de 0,20 m. 5.9.2.2.2 A capacidade volumétrica da bacia de contenção que contenha tanques horizontais deve ser no mínimo igual ao volume de todos os tanques horizontais contidos, adicionados os deslocamentos citados em 5.9.2.2.1 mais uma sobrealtura de 0,2 m. NOTA A sobrealtura mínima de 0,2 m é para conter águas pluviais ou água de combate a incêndio. A sobrealtura está incluída no valor da altura máxima do dique. 5.9.2.3 Um ou mais lados externos do dique pode ter altura superior a 3,0 m, desde que todos os tanques sejam adjacentes no mínimo a uma via na qual esta altura nos trechos frontais aos tanques não ultrapasse 3,0 m. 5.9.2.4 Parapermitir acesso às instalações com capacidade de armazenamento superior a 60 000 L, a distância da parede externa do dique, ao nível do solo, não pode ser inferior a 3,0 m de qualquer limite de propriedade. Para instalações com capacidade de armazenamento até 60 000 L a distância da parede externa do dique, ao nível do solo, não pode ser inferior a 1,5 m de qualquer limite de propriedade. 5.9.2.5 As paredes do dique podem ser feitas de terra, aço, concreto ou alvenaria sólida, projetadas para serem estanques e para resistirem à coluna hidrostática total. As juntas de dilatação, quando necessárias devem ser feitas em material compatível com os fluidos armazenados e ter resistência mecânica compatível com o projeto da bacia. Diques de terra com 1,0 m ou mais de altura devem ter uma seção plana no topo com largura mínima de 0,6 m. A inclinação de um dique de terra deve ser compatível com o ângulo de repouso do material de construção usado na execução da parede. 5.9.2.6 A bacia deve ser provida de meios de acesso normal ou acesso de emergência. 5.9.2.7 O sistema de drenagem da bacia deve ser dotado de válvulas de bloqueio posicionadas no lado externo e mantidas permanentemente fechadas. NOTA Adicionalmente, a drenagem da bacia pode ser realizada por sistema sifão ou outro dispositivo equivalente sempre acionado pelo lado externo da bacia de contenção. 5.9.2.8 Para os casos em que a altura média interna do dique tiver até 1,80 m, a distância mínima entre os costados dos tanques e a base interna do dique deve ser no mínimo de 1,0 m. 5.9.2.8.1 Os tanques com bacia metálica acoplada ao distanciamento entre o tanque e a bacia devem atender aos critérios da ABNT NBR 15461. D oc um en to im pr es so e m 1 4/ 12 /2 02 2 13 :5 6: 05 , d e us o ex cl us iv o de E C O LA B Q U IM IC A LT D A Documento impresso em 14/12/2022 13:56:05, de uso exclusivo de ECOLAB QUIMICA LTDA 40 ABNT NBR 17505-2:2022 © ABNT 2022 - Todos os direitos reservados 5.9.2.9 Na(s) bacia(s) com um único tanque, com volume nominal de até 30 m³, a distância entre o costado do tanque e a base interna do dique pode ser reduzida, não podendo ser inferior a 0,60 m. 5.9.2.10 Para instalações onde sejam armazenados apenas líquidos de classe IIIB, a distância mínima entre os costados dos tanques e a base interna do dique deve ser no mínimo de 0,90 m. 5.9.2.11 Para instalações onde existam apenas tanques horizontais, a distância entre o costado ou o tampo do tanque até a base do dique pode ser reduzida, não podendo ser inferior a 1,00 m, exceto em situações previstas em 5.9.2.12. 5.9.2.12 Onde a altura média das paredes do dique no interior da bacia exceder 1,80 m, devem ser previstos meios para acesso normal e acesso de emergência aos tanques, válvulas, outros equipamentos e saídas do interior da bacia em condições seguras. Os seguintes requisitos devem ser observados: a) bacias que contenham um ou mais tanques armazenando líquidos da classe I onde a distância entre qualquer tanque, de qualquer classe, e a parede do dique for inferior à altura do dique (medida do piso da bacia ao topo do dique pelo lado interno da bacia), devem ser previstos meios para operar válvulas ou para acessar o topo do tanque sem que o operador circule pelo piso da bacia. Estes meios podem ser a utilização de válvulas de acionamento remoto, passarelas elevadas ou outros arranjos que assegurem a segurança. b) as tubulações que atravessem as paredes dos diques devem ser projetadas de forma a evitar tensões excessivas resultantes de recalque (do solo) ou exposição a calor; c) a distância mínima entre os costados dos tanques e a base interna do dique deve ser no mínimo de 1,5 m. 5.9.2.13 A altura do dique deve ser o somatório da altura que atenda à capacidade volumétrica da bacia de contenção, como estabelecido em 5.9.2.2, e, no caso do dique de terra, mais 0,2 m para compensar a redução originada pela acomodação do terreno. 5.9.2.14 Cada bacia de contenção com dois ou mais tanques deve ser subdividida preferencialmente por canais de drenagem ou no mínimo por diques intermediários, de forma a evitar que derramamentos menores em um tanque coloque em risco os demais tanques no interior da bacia de contenção. 5.9.2.14.1 Os canais de drenagem ou diques intermediários devem ser localizados entre os tanques, de forma a obter o melhor aproveitamento, conforme as capacidades individuais dos tanques. 5.9.2.14.2 A altura do dique intermediário deve ser no mínimo 0,45 m, contudo nunca de altura superior ao dique principal quando este for inferior a 0,45 m. 5.9.2.14.3 As subdivisões devem estar de acordo com os requisitos de 5.9.2.14.3.1 a 5.9.2.14.3.6, quando aplicáveis. 5.9.2.14.3.1 Onde forem armazenados líquidos estáveis em tanques verticais de tetos cônicos, construídos com junta fragilizada entre o teto e o costado, de teto flutuante, deve ser previsto um dique intermediário para cada tanque com capacidade superior a 1 600 m³. Adicionalmente, deve ser prevista uma subdivisão para cada grupo de tanques (onde nenhum tanque exceda 1 600 m3), com capacidade total não superior a 2 400 m³. 5.9.2.14.3.2 Onde for armazenado petróleo cru em áreas de produção, em qualquer tipo de tanque, deve ser previsto um dique intermediário para cada tanque com capacidade superior a 1 600 m³. D oc um en to im pr es so e m 1 4/ 12 /2 02 2 13 :5 6: 05 , d e us o ex cl us iv o de E C O LA B Q U IM IC A LT D A Documento impresso em 14/12/2022 13:56:05, de uso exclusivo de ECOLAB QUIMICA LTDA 41 ABNT NBR 17505-2:2022 © ABNT 2022 - Todos os direitos reservados Adicionalmente, deve prevista uma subdivisão para cada grupo de tanques (onde nenhum tanque exceda 1 600 m3), com capacidade total não superior a 2 400 m³. 5.9.2.14.3.3 Onde forem armazenados líquidos estáveis em tanques não cobertos pelo descrito em 5.9.2.14.3.1, deve ser previsto um dique intermediário para cada tanque, com capacidade superior a 380 m³. Além disto, deve-se prever uma subdivisão para cada grupo de tanques possuindo uma capacidade inferior a 570 m³, não podendo cada tanque individual exceder a capacidade de 380 m³. 5.9.2.14.3.4 Onde forem armazenados líquidos instáveis, em qualquer tipo de tanque, deve ser prevista uma subdivisão isolando cada tanque. NOTA 1 Uma vez que líquidos instáveis reagem mais rapidamente quando aquecidos do que à temperatura ambiente, é recomendável que se adote preferencialmente o método de subdivisão da bacia de contenção por canais de drenagem. NOTA 2 Tanques armazenando líquidos instáveis e que sejam dotados de um sistema fixo de resfriamento por aspersores e de drenagem que atenda aos requisitos da NFPA 15 , não precisam atender a este requisito. 5.9.2.14.3.5 Quando dois ou mais tanques armazenando líquidos de classe I, um deles possuindo diâmetro superior a 45 m, estiverem localizados em uma mesma bacia de contenção, devem ser previstos diques intermediários entre os tanques adjacentes, de forma a conter pelo menos 10 % da capacidade individual de cada tanque, não incluindo o volume deslocado pelo tanque. 5.9.2.14.3.6 Não é permitido em uma mesma bacia de contenção a instalação de tanques que contenham produtos aquecidos, produtos sujeitos a ebulição turbilhonar, “slop-over” ou “froth-over”, com tanques que armazenem produtos das classes I, II e IIIA. 5.9.2.15 Onde forem feitas provisões para o escoamento de águas das bacias de contenção, este escoamento deve ser controlado para evitar que líquidos inflamáveis e combustíveis entrem em cursos d’água natural, em esgotos públicos e drenagem pluvial. O controle do escoamento deve ser acessível de fora da bacia de contenção, em situações de incêndio. 5.9.2.16 A bacia de contenção deve ser utilizada exclusivamente para conter líquidos em casos de vazamentos, não podendo ser usada para armazenamento, provisórioou permanente, de qualquer produto ou material. Salvo em situação de manutenção das instalações, é permitida a guarda temporária de materiais e/ou equipamentos no interior das bacias. 5.9.2.17 A bacia de contenção, para qualquer classe de produto, deve ser projetada e construída de forma que o fundo, as paredes internas e a seção plana do dique atendam aos requisitos de permeabilidade estabelecidos pelos órgãos ambientais. Na ausência de parâmetro para o coeficiente de permeabilidade máximo, deve ser adotado 10-6 cm/s, referenciado à água a 20 ºC. 5.9.3 Contenção secundária para tanques de superfície Contenção secundária se refere a um tanque com duas paredes e espaço intersticial (anular) entre as paredes, com o objetivo de controlar vazamentos, dispensando a bacia de contenção desde que sejam atendidos os requisitos estabelecidos e em 5.9.3.1 a 5.9.3.10. 5.9.3.1 A capacidade do tanque primário não pode exceder 189 000 L, quando armazenando líquidos classe I, II e IIIA. 5.9.3.2 As aberturas de penetração do tanque devem ser colocadas no topo do tanque. Os tanques cilíndricos horizontais devem centrar essas aberturas ao longo da parte superior do tanque D oc um en to im pr es so e m 1 4/ 12 /2 02 2 13 :5 6: 05 , d e us o ex cl us iv o de E C O LA B Q U IM IC A LT D A Documento impresso em 14/12/2022 13:56:05, de uso exclusivo de ECOLAB QUIMICA LTDA 42 ABNT NBR 17505-2:2022 © ABNT 2022 - Todos os direitos reservados 5.9.3.3 Devem ser providos recursos para prevenir a liberação de líquido do tanque devido ao efeito sifão. 5.9.3.4 Devem ser providos meios para se determinar o nível do líquido no tanque. Estes recursos devem estar acessíveis ao operador durante as operações do tanque. 5.9.3.5 Devem ser providos meios para se prevenir do enchimento excessivo, soando um alarme quando o nível do líquido no tanque atingir 90 % de sua capacidade e paralisando automaticamente o carregamento do líquido quando o nível do tanque atingir 95 % da capacidade. 5.9.3.6 Estes recursos não podem restringir ou interferir de qualquer forma com o funcionamento adequado dos respiros normais ou de emergência. 5.9.3.7 O espaçamento entre tanques adjacentes deve ser conforme a Tabela 7. 5.9.3.8 O tanque deve suportar o dano de uma colisão por veículo a motor, ou devem ser providenciadas barreiras apropriadas contra colisão. 5.9.3.9 Onde o recurso de contenção secundária adotado for o encapsulamento, este deve ser provido de recursos de alívio de emergência, de acordo com 5.5. 5.9.3.10 Devem ser providos recursos para estabelecer a integridade da contenção secundária, de acordo com a Seção 4. 5.9.3.11 A contenção secundária deve ser projetada de forma a suportar a coluna hidrostática resultante de um vazamento do tanque primário, considerando a quantidade máxima de líquido que possa ser nele armazenada. 5.10 Equipamentos, tubulações e sistemas de proteção contra incêndio em bacias de contenção à distância e em bacias de contenção por diques em torno de tanques 5.10.1 Localização de tubulações Somente tubulações para produtos, utilidades ou com finalidade de combate a incêndios, diretamente ligadas ao(s) tanque(s), podem ter encaminhamento por meio de sua bacia de contenção, da bacia de contenção a distância ou sobre a próxima ao sistema de drenagem. Tubulações para outras finalidades não podem ser situadas dentro da bacia de contenção à distância. NOTA Como observado na exceção, projetos de engenharia que visam a reduzir a exposição a riscos incluem o uso de tubulações encamisadas e tubulações com contenção secundária, para prevenir vazamentos e o uso de válvulas de bloqueio remotamente controladas em linhas de produto, a fim de paralisar o fluxo de líquidos quando a tubulação estiver sujeita à exposição ao fogo. EXCEÇÃO A travessia de tubulações de outros produtos e de/para outros tanques adjacentes por meio das áreas citadas nesta subseção é permitida, desde que provida de recursos de engenharia que previnam a ocorrência de situações de risco criadas para estas tubulações. 5.10.2 Drenagem 5.10.2.1 Deve ser prevista uma drenagem para prevenir a acumulação de qualquer líquido sob as tubulações pela adoção de uma declividade mínima de 1 % a uma distância mínima da tubulação de 15 m, a partir desta distância a inclinação pode ser menor. 5.10.2.2 Tubulações resistentes à corrosão e tubulações que sejam protegidas contra a corrosão podem ser enterradas onde for impraticável prover uma drenagem. D oc um en to im pr es so e m 1 4/ 12 /2 02 2 13 :5 6: 05 , d e us o ex cl us iv o de E C O LA B Q U IM IC A LT D A Documento impresso em 14/12/2022 13:56:05, de uso exclusivo de ECOLAB QUIMICA LTDA 43 ABNT NBR 17505-2:2022 © ABNT 2022 - Todos os direitos reservados 5.10.3 Localização de equipamentos Equipamentos de processo, instrumentação e equipamentos, que tenham alimentação elétrica, se localizados em uma bacia de contenção à distância, em uma bacia de contenção no entorno de tanques ou em uma canaleta de drenagem de derramamentos para uma área de contenção à distância, devem ser posicionados ou protegidos de forma que um incêndio envolvendo estes equipamentos não se constitua em uma situação de risco para o tanque ou tanques da mesma área, por um período de tempo consistente com a capacidade de resposta e extinção de fogo pelas operações de combate a incêndio disponíveis no local. Para classificação de áreas elétricas, ver a ABNT NBR 17505-6, onde também deve ser contemplada a àrea não classificada. NOTA Métodos de prevenção quanto a uma exposição a riscos incluem a introdução de diques intermediários, drenagem ou dispositivos de proteção contra o fogo, como sistemas de chuveiros automáticos de água, canhões monitores ou pinturas resistentes ao fogo. Bombas ou equipamentos de alta integridade também constituem um método de limitação de exposição aos riscos. 5.10.4 Sistemas de proteção contra incêndio Sistemas para conexão de mangueiras, controles e válvulas de controle de aplicação de espuma ou água de proteção contra incêndio em tanques devem ser posicionados fora das bacias de contenção à distância, das bacias de contenção por diques no entorno de tanques e distantes das canaletas de drenagem de derramamentos para uma bacia de contenção à distância. Para definição de parâmetros de projeto de sistemas de proteção contra incêndio, ver a ABNT NBR 17505-7. 5.10.5 Materiais não combustíveis Estruturas como escadas, passadiços, abrigos para instrumentação, suportes para tubulações e equipamentos que estejam localizados em áreas da bacia de contenção à distância, da bacia de contenção por diques no entorno de tanques ou de canaleta de drenagem de derramamentos para uma bacia de contenção à distância devem ser construídas em materiais não combustíveis. 5.11 Outros bocais, exceto respiros, em tanques de superfície 5.11.1 Cada conexão em um tanque de superfície (vertical, horizontal, com bacia metálica acoplada etc.), pela qual possa haver fluxo normal de líquido, deve ser equipada com uma válvula, localizada o mais próximo possível do costado do tanque. 5.11.2 As válvulas de entrada e saída devem atender aos requisitos da ABNT NBR 17505-3. 5.11.3 Cada conexão, situada abaixo do nível do líquido, através da qual não haja, normalmente, fluxo e se ela não for utilizada para instalação de instrumentos, deve ser provida de um fechamento estanque tal como o obtido por uma válvula, um tampão, um flange cego, ou uma combinação destes. 5.11.4 Bocais para medição manual em tanques que armazenem líquidos de classe I devem ser equipados com uma cobertura ou tampão, herméticos a vapores. 5.11.5 Conexões para enchimento e esvaziamento de líquidos de classe I, classe II e classe IIIA que possam ser conectadas e desconectadas devem ficar localizadas no exterior de edificações e em locaislivres de qualquer fonte de ignição. 5.11.5.1 Estas conexões devem ser localizadas a uma distância mínima de 1,5 m de qualquer abertura da edificação. D oc um en to im pr es so e m 1 4/ 12 /2 02 2 13 :5 6: 05 , d e us o ex cl us iv o de E C O LA B Q U IM IC A LT D A Documento impresso em 14/12/2022 13:56:05, de uso exclusivo de ECOLAB QUIMICA LTDA 44 ABNT NBR 17505-2:2022 © ABNT 2022 - Todos os direitos reservados 5.11.5.2 Estas conexões para qualquer classe de líquido devem permanecer fechadas e estanques quando não estiverem em uso e devem ser adequadamente identificadas. 5.12 Requisitos para tanques de superfície localizados em áreas sujeitas a inundações 5.12.1 Tanques verticais devem ser localizados de forma que permaneçam acima do nível máximo de inundação, ficando submersos no máximo em 70 % da altura útil do costado. 5.12.2 Tanques horizontais que estejam localizados onde mais de 70 % de sua capacidade de armazenamento permaneça submersa no nível máximo de inundação registrado e previsto devem atender a um dos seguintes requisitos: a) ancoragem para resistir ao movimento; b) fixação a uma fundação de concreto armado ou de concreto ciclópico, com peso suficiente para suprir carga adequada para resistir ao empuxo gerado pelo tanque vazio e submerso por água de inundação, no nível máximo registrado e previsto; c) proteção adequada contra flutuação por outros meios. 5.12.3 Os respiros dos tanques e outras aberturas que não sejam estanques devem ser estendidos acima do nível máximo registrado e previsto de inundação. 5.12.4 Um suprimento permanente e seguro de água deve estar disponível para o enchimento de um tanque vazio ou parcialmente cheio. NOTA Quando o enchimento do tanque com água for impraticável ou perigoso, devido ao conteúdo do tanque, recomenda-se que o tanque seja protegido por outros meios contra movimentos ou colapso. 5.12.5 Tanques esféricos ou esferoides devem ser protegidos por qualquer um dos métodos especificados em 5.12. 5.13 Proteção de tanques de superfície contra colisão por veículo Deve ser prevista uma proteção contra danos aos tanques e seus equipamentos sujeitos a impactos por veículos. 5.14 Instruções para instalação de tanques de superfície Os fornecedores dos tanques montados em fábrica devem fornecer instruções de instalação, de ensaios e dos respiros normal e de emergência. No caso de aproveitamento de tanques e seus acessórios em novo projeto, estes devem ser verificados para as novas condições de operação, devendo o responsável pelo projeto apresentar prontuários relativos aos equipamentos e seus ensaios. Deve-se considerar o estabelecido em 4.5.4.3.8 para reutilização de tanques de armazenamento subterrâneos. 5.15 Inspeção e manutenção de tanques de superfície 5.15.1 A inspeção e a manutenção de tanques de superfície devem atender aos requisitos de 4.6. 5.15.2 Cada tanque de superfície deve ser inspecionado e mantido de acordo com o API STD 653 ou com o STI SP 001, como aplicável. D oc um en to im pr es so e m 1 4/ 12 /2 02 2 13 :5 6: 05 , d e us o ex cl us iv o de E C O LA B Q U IM IC A LT D A Documento impresso em 14/12/2022 13:56:05, de uso exclusivo de ECOLAB QUIMICA LTDA 45 ABNT NBR 17505-2:2022 © ABNT 2022 - Todos os direitos reservados 5.15.3 Cada tanque de superfície construído com outros materiais, que não o aço, deve ser inspecionado e mantido de acordo com as instruções dos fabricantes. 5.15.4 Tanques com teto flutuante externo, tipo pontão, devem ser inspecionados, em intervalos que não excedam cinco anos, pelos métodos de testes visuais e atmosféricos, para assegurar que o tubo-guia e os flutuadores estejam mecanicamente seguros, a fim de garantir a flutuabilidade do teto e para assegurar que o tubo-guia e os flutuadores não contenham líquidos ou vapores resultantes de vazamentos ou furos por corrosão nas peças. Se forem detectados líquidos ou vapores inflamáveis em concentração igual ou superior a 25 % do Limite Inferior de Inflamabilidade (LII), os líquidos ou vapores devem ser removidos de forma segura e a fonte do vazamento deve ser reparada. A detecção de vapores em níveis abaixo de 25 % do LII deve resultar na implementação de monitoramento do tubo-guia do tanque no mínimo anualmente para assegurar que vapores na faixa de inflamabilidade não sejam detectados, antes que ações corretivas sejam tomadas ou se retire o tanque de serviço. Respiros, se existentes, devem também ser inspecionados para assegurar que eles não estejam obstruídos. NOTA Um risco de explosão pode existir devido à possibilidade de existência de líquidos ou vapores no interior do tubo-guia. A ignição pode ser causada por queda de raios ou pelas atividades de manutenção em geral. Sistemas de proteção contra descargas atmosféricas SPDA) e outros meios de aterramento do tanque podem não prevenir o faiscamento causado pela queda de raios em espaços não protegidos, como aquele entre o teto do tanque e o tubo-guia, entre a parede do tanque e o teto ou algum acessório. Estas faíscas podem servir de fonte de ignição causando um incêndio ou explosão que podem resultar em uma sobrepressão suficiente para deslocar completamente porções do sistema de flutuadores do corpo do tanque com a subsequente perda parcial ou total do tanque devido ao incêndio. É aconselhável tomar muito cuidado se os locais onde forem instalados tanques que contenham vapores nos flutuadores forem propensos a queda de raios. 6 Tanques subterrâneos 6.1 Requisitos gerais 6.1.1 Líquidos de classe II e de classe III em temperaturas elevadas Quando do armazenamento de líquidos da classe II ou classe III for na temperatura acima dos respectivos pontos de fulgor, seguir os requisitos estabelecidos em 4.1.1. 6.1.2 Instalação Todos os tanques subterrâneos devem ser instalados de acordo com a ABNT NBR 16764, quando aplicável e as instruções do fabricante. 6.1.3 Escavação As escavações para instalação de tanques subterrâneos não podem ser executadas próximas ou sob fundações de estruturas ou tubulações existentes. 6.1.4 Cuidados no manuseio dos tanques Os tanques não podem ser danificados durante a entrega, o descarregamento e a colocação no interior da escavação. NOTA A colocação ou o rolamento do tanque dentro da cava pode causar rompimento de soldas, perfurações no casco ou danos ao tanque ou estragos no revestimento de proteção dos tanques revestidos. D oc um en to im pr es so e m 1 4/ 12 /2 02 2 13 :5 6: 05 , d e us o ex cl us iv o de E C O LA B Q U IM IC A LT D A Documento impresso em 14/12/2022 13:56:05, de uso exclusivo de ECOLAB QUIMICA LTDA 46 ABNT NBR 17505-2:2022 © ABNT 2022 - Todos os direitos reservados 6.1.5 Proteção contra a corrosão externa de tanques subterrâneos Tanques subterrâneos e suas tubulações devem ser protegidos por um dos seguintes dispositivos: a) sistema de proteção catódica projetado, instalado e mantido de acordo com as ABNT NBR 16161, API RP 1632, ULC-S603.1, STI-P3, NACE RP0169, NACE RP0285, UL 1746 e STI RP 892; b) sistema ou material resistente à corrosão aprovados ou recomendado pelos fornecedores. NOTA Para mais informações, ver as ABNT NBR 16161, UL 1316, UL 1746 e STI ACT-100. 6.1.5.1 A seleção do tipo de proteção a ser empregada deve ser baseada no histórico de corrosão da área e sob a orientação de um engenheiro ou técnico qualificado. NOTA Para mais informações, ver a API RP 1615. 6.1.5.2 As autoridades competentes podem liberar os requisitos de proteção contra corrosão onde uma avaliação técnica adequada demonstrar que esta proteção não é necessária. 6.2 Localização de tanques de armazenamento subterrâneos 6.2.1 Os tanques subterrâneos, bem como os tanques sob edificações, devem ser localizados respeitando-se as fundações ecolunas das edificações, para que as cargas sustentadas por estas não sejam transferidas para o tanque. 6.2.2 A distância de qualquer parte do tanque subterrâneo, em relação à parede mais próxima de qualquer construção abaixo do solo ou poço, não pode ser inferior a 0,6 m, e a distância a qualquer limite de propriedade onde haja ou possa haver construção não pode ser inferior a 1 m. 6.3 Instalação de tanques de armazenamento subterrâneos 6.3.1 Leito e aterro 6.3.1.1 O leito e o aterro devem ser de material inerte não corrosivo de um tipo recomendado pelo fabricante do tanque, como areia limpa compactada ou outro material inerte e com granulometria compatível à da areia. 6.3.1.2 Tanques subterrâneos devem ser assentados sobre solo estável ou fundações, e devem ser instalados sobre um leito com espessura mínima recomendada pelas normas específicas e, na ausência destas, de acordo com instruções do fabricante. O leito deve se estender por pelo menos 0,3 m em todas as direções, além do perímetro do tanque. 6.3.1.3 Tanques subterrâneos devem ser circundados com aterro com uma espessura de no mínimo 0,3 m ou mais conforme especificado nas orientações das normas específicas e, na ausência destas, de acordo com instruções do fabricante. O aterro deve ser distribuído igualmente em camadas verticais de 0,3 m a 0,45 m, e deve ser compactado conforme recomendação do fabricante. 6.3.2 Cobertura para tanques de armazenamento subterrâneos 6.3.2.1 Tanques subterrâneos devem ser cobertos por uma das seguintes formas: a) por no mínimo 0,3 m de aterro compactado, coberto por no mínimo 0,3 m de aterro limpo compactado; D oc um en to im pr es so e m 1 4/ 12 /2 02 2 13 :5 6: 05 , d e us o ex cl us iv o de E C O LA B Q U IM IC A LT D A Documento impresso em 14/12/2022 13:56:05, de uso exclusivo de ECOLAB QUIMICA LTDA 47 ABNT NBR 17505-2:2022 © ABNT 2022 - Todos os direitos reservados b) por no mínimo 0,3 m de aterro compactado, sobre o qual seja colocada uma laje de concreto reforçado, com no mínimo 0,1 m de espessura. 6.3.2.2 Onde os tanques estiverem sujeitos ao tráfego, eles devem ser protegidos contra danos causados por veículos que circulem sobre os tanques por uma das seguintes soluções (ver Figura 2): a) por no mínimo 0,9 m de aterro compactado; b) por no mínimo 0,45 m de aterro compactado conforme orientações das normas específicas e na ausência destas, de acordo com instruções do fabricante do tanque e no mínimo 0,15 m de concreto armado; c) por no mínimo 0,45 m de aterro compactado conforme orientações das normas específicas e na ausência destas, de acordo com instruções do fabricante do tanque e no mínimo 0,2 m de pavimentação asfáltica. D oc um en to im pr es so e m 1 4/ 12 /2 02 2 13 :5 6: 05 , d e us o ex cl us iv o de E C O LA B Q U IM IC A LT D A Documento impresso em 14/12/2022 13:56:05, de uso exclusivo de ECOLAB QUIMICA LTDA 48 ABNT NBR 17505-2:2022 © ABNT 2022 - Todos os direitos reservados Dimensões em milímentros Figura 2 – Exemplos de cobertura adequada de tanques subterrâneos 6.3.2.3 Quando for usada uma pavimentação asfáltica ou de concreto reforçado como parte da proteção, esta deve se estender no mínimo por 300 mm horizontalmente, além dos contornos do tanque em todas as direções. D oc um en to im pr es so e m 1 4/ 12 /2 02 2 13 :5 6: 05 , d e us o ex cl us iv o de E C O LA B Q U IM IC A LT D A Documento impresso em 14/12/2022 13:56:05, de uso exclusivo de ECOLAB QUIMICA LTDA 49 ABNT NBR 17505-2:2022 © ABNT 2022 - Todos os direitos reservados 6.3.3 Profundidade máxima de instalação e cobertura 6.3.3.1 A profundidade máxima de instalação deve ser especificada nas normas pertinentes e na ausência destas, de acordo com instruções do fabricante do tanque e marcada claramente no costado. NOTA Para tanques subterrâneos, a altura máxima de cobertura de terra ou aterro, medida a partir da geratriz superior do tanque, é estabelecida pelo fabricante do tanque ou por laboratórios de ensaios independentes. 6.3.3.2 Quando a espessura da cobertura for maior que o diâmetro do tanque ou se a pressão no fundo do tanque puder ultrapassar 69 kPa, o fabricante do tanque deve ser consultado para determinar se é necessário um reforço no costado do tanque. A densidade do líquido a ser estocado deve ser um fator de projeto. 6.3.3.3 Para instalações de sistemas para armazenamento de combustíveis automotivos, devem ser seguidos os requisitos da ABNT NBR 16764. 6.4 Tubulação de respiro para tanques subterrâneos 6.4.1 Tubulações de respiro para tanques subterrâneos devem ser instaladas de acordo com a ABNT NBR 17505-3. NOTA A vazão requerida de respiro depende, sobretudo, das vazões de enchimento ou de esvaziamento, adotando-se a maior, e do comprimento da tubulação de respiro. Uma tubulação sem restrições, dimensionada de acordo com a Tabela 3, previne o desenvolvimento de contrapressão em tanques, além de 17 kPa. 6.4.2 Os sistemas de respiro de tanques subterrâneos devem ser suficientes para evitar o retorno de vapores ou de líquidos no bocal de enchimento enquanto o tanque estiver sendo carregado. 6.4.3 As tubulações de respiro devem ser dimensionadas de acordo com a Tabela 10, mas não podem ter diâmetro interno nominal inferior a 32 mm. Tabela 10 – Diâmetros nominais de linhas de respiro Fluxo máximo L/min Comprimento da tubulaçãoa 15 m 30 m 60 m Diâmetro da tubulação mm (pol) 380 31,75 (1 ¼”) 31,75 (1 ¼”) 31,75 (1 ¼”) 760 31,75 (1 ¼”) 31,75 (1 ¼”) 31,75 (1 ¼”) 1 140 31,75 (1 ¼”) 31,75 (1 ¼”) 38,1 (1 ½”) 1 520 31,75 (1 ¼”) 38,1 (1 ½”) 50,8 (2”) 1 900 38,1 (1 ½”) 38,1 (1 ½”) 50,8 (2”) 2 280 38,1 (1 ½”) 50,8 (2”) 50,8 (2”) 2 660 50,8 (2”) 50,8 (2”) 50,8 (2”) 3 040 50,8 (2”) 50,8 (2”) 76,2 (3”) 3 420 50,8 (2”) 50,8 (2”) 76,2 (3”) 3 800 50,8 (2”) 50,8 (2”) 76,2 (3”) a Linhas de respiro de até 15 m, 30 m ou 60 m mais sete curvas. D oc um en to im pr es so e m 1 4/ 12 /2 02 2 13 :5 6: 05 , d e us o ex cl us iv o de E C O LA B Q U IM IC A LT D A Documento impresso em 14/12/2022 13:56:05, de uso exclusivo de ECOLAB QUIMICA LTDA 50 ABNT NBR 17505-2:2022 © ABNT 2022 - Todos os direitos reservados 6.4.4 Onde forem instalados dispositivos de ventilação do tanque nas tubulações de respiro, as vazões devem ser determinadas de acordo com a ABNT NBR 17505-3. 6.5 Outros bocais, exceto respiros, em tanques subterrâneos 6.5.1 As conexões para todos os bocais de tanque não podem permitir vazamentos de líquidos e vapores. 6.5.2 Os bocais para medição manual, se forem independentes do tubo de enchimento, devem possuir tampões ou tampas herméticas. As tampas devem ser mantidas abertas somente durante a medição. Dentro de edificação, cada abertura deve ser protegida contra o transbordamento de líquido e possível escapamento de vapores, através de válvula de retenção de mola ou de outro dispositivo aprovado. 6.5.3 As linhas de enchimento e esvaziamento devem entrar no tanque apenas pela parte superior. 6.5.4 As linhas de descarga devem ter um declive em direção ao tanque. 6.5.5 Os tanques subterrâneos para líquidos de classe I, com capacidade superior a 3 800 L, devem ser equipados com um dispositivo de descarga selado para conectar a mangueira ao tanque. 6.5.6 As conexões de enchimento e esvaziamento e do sistema de recuperação de vapor de líquidos de classe I, classe II ou classe IIIA que possam ser conectadas e desconectadas devem ser localizadas fora das edificações, em local livre de qualquer fonte de ignição e a uma distância maior que 1,5 m de qualquer abertura da edificação ou de tomada de ar. 6.5.6.1 Estas conexões devem ser fechadas e estanques quando não estiverem em uso. 6.5.6.2 Estas conexõesdevem ser adequadamente identificadas. 6.5.7 Bocais existentes nos tanques com o propósito de recuperação de vapores devem ser protegidos contra o escapamento de vapor por meio da instalação de válvulas de mola, válvulas de retenção ou outros dispositivos adequados, a não ser que os bocais estejam conectados ao sistema de processamento de vapores. 6.5.7.1 Bocais projetados para combinar o enchimento e a recuperação de vapor devem também ser protegidos contra o escapamento de vapor, a não ser que a tubulação de descarga esteja conectada simultaneamente com as tubulações de enchimento e com a de recuperação de vapor. 6.5.7.2 Todas as tubulações devem ser herméticas ao vazamento de vapor. 6.6 Requisitos para tanques subterrâneos localizados em áreas sujeitas à elevação do nível de água subterrânea ou inundações 6.6.1 Tanques subterrâneos devem ser ancorados ou devem ser fixados por meios aprovados para resistir ao movimento quando sujeito às forças hidrostáticas associadas à elevação do nível da água subterrânea ou de inundações. NOTA 1 A ancoragem pode ser acompanhada do uso de tirantes não metálicos que isolados da parede do tanque por material de isolamento inerte e dielétrico. Recomenda-se que os tirantes sejam conectados a pesos colocados no fundo para servirem de peso morto. Para informações adicionais ver referências nas API RP 1615, PEI RP100 e STI RP R011. D oc um en to im pr es so e m 1 4/ 12 /2 02 2 13 :5 6: 05 , d e us o ex cl us iv o de E C O LA B Q U IM IC A LT D A Documento impresso em 14/12/2022 13:56:05, de uso exclusivo de ECOLAB QUIMICA LTDA 51 ABNT NBR 17505-2:2022 © ABNT 2022 - Todos os direitos reservados NOTA 2 Edições anteriores desta Parte da ABNT NBR 17505 incluíam provisões para o uso de água de lastreamento como um meio de introduzir peso no tanque para prevenir a movimentação e, durante um evento de inundação, a água podia ser usada para encher o tanque para reduzir a flutuação. Por enquanto, este procedimento permanece tecnicamente viável para tanques existentes que não são apropriadamente fixados para prevenir movimentos, e o uso de água como um meio de prover o lastreamento não é mais considerado um meio aceitável de projeto para novas Instalações de tanques. NOTA 3 Não é propósito desta Parte da ABNT NBR 17505 proibir o uso de água como lastro em tanques subterrâneos durante a instalação e antes do início das operações com o líquido a ser armazenado. 6.6.1.1 O projeto do método de ancoragem ou de fixação deve ser baseado na flutuabilidade de um tanque vazio que se encontre totalmente submerso. 6.6.1.2 Os respiros e outros bocais dos tanques que não forem herméticos devem ser situados acima do nível máximo de inundação. 6.6.1.3 Cada tanque deve ser construído e instalado de forma a resistir com total segurança à pressão externa, quando submerso. 6.7 Instruções para instalação de tanques subterrâneos Tanques subterrâneos montados em fábricas devem ser fornecidos com instruções do fabricante para ensaios e para instalação dos respiros normais. 6.8 Inspeção e manutenção de tanques subterrâneos 6.8.1 A inspeção e a manutenção de tanques subterrâneos devem atender aos requisitos de 4.6, ou às orientações das normas específicas e, na ausência destas, devem atender às instruções do fabricante do tanque. 6.8.2 Dispositivo ou sistema de proteção contra transbordamento deve ser inspecionado e ensaiado anualmente. 7 Edificações contendo tanques de armazenamento 7.1 Requisitos gerais 7.1.1 A Seção 7 deve ser aplicada na instalação de tanques que armazenem líquidos de classe I, classe II e classe IIIA e que estejam situados no interior de edificações. 7.1.2 A Seção 7 também se aplica a instalações contendo tanques de superfície armazenando líquidos de classe II, classe III A ou classe IIIB no interior de edificações onde os líquidos estejam aquecidos a temperaturas iguais ou superiores aos seus pontos de fulgor. Nestes casos, o líquido deve ser tratado como sendo um líquido de classe I a não ser que uma avaliação de engenharia desenvolvida de acordo com a ABNT NBR 17505-5 justifique seguir os requisitos para qualquer outra classe de líquido. 7.1.3 A Seção 7 não se aplica ao seguinte: a) tanques cobertos pela ABNT NBR 17505-5. b) tanques com apenas uma cobertura ou teto que não obstrua a dissipação de calor ou a dispersão de vapores inflamáveis e que não restrinja o acesso e o controle ao combate a incêndio. Estes tanques devem atender aos requisitos da Seção 5. D oc um en to im pr es so e m 1 4/ 12 /2 02 2 13 :5 6: 05 , d e us o ex cl us iv o de E C O LA B Q U IM IC A LT D A Documento impresso em 14/12/2022 13:56:05, de uso exclusivo de ECOLAB QUIMICA LTDA 52 ABNT NBR 17505-2:2022 © ABNT 2022 - Todos os direitos reservados 7.2 Localização de edificações contendo tanques 7.2.1 Os tanques e seus equipamentos situados no interior de edificações devem ser localizados de forma que um incêndio nestes não coloque em risco os tanques ou as edificações adjacentes, por todo o tempo que durar a operação de combate ao incêndio. O atendimento aos requisitos de 7.2.2 a 7.2.8 deve ser considerado como conformidade a esta subseção. 7.2.2 A distância mínima entre os limites de propriedade expostas e as edificações que contenham tanques em seu interior, com parede corta-fogo que resista a até 2 h de exposição, deve estar de acordo com a Tabela 11. Tabela 11 – Localização de edificações com tanques de armazenamento em relação aos limites de propriedade, desde que na área adjacente haja ou possa haver construção, vias de circulação interna e a edificação próxima mais importante na mesma propriedadea Tanque de maior capacidade, em operação com líquidos m³ Distância mínima até o limite de propriedade, desde que na área adjacente haja ou possa haver construção ou possa haver construção, inclusive no lado oposto da via pública m Distância mínima do lado mais próximo de qualquer via de circulação interna ou qualquer edificação importante na mesma propriedade m Líquidos estáveis Alívio de emergência Líquidos instáveis Alívio de emergência Líquidos estáveis Alívio de emergência Líquidos instáveis Alívio de emergência ≤17 kPa >17 kPa ≤17 kPa >17 kPa ≤17 kPa >17 kPa ≤17 kPa >17 kPa Até 46 4,5 7,5 12,0 18,0 1,5 3,0 4,5 6,0 46 a 114 6,0 9,0 15,0 24,0 1,5 3,0 4,5 6,0 114 a 190 9,0 13,5 22,5 36,0 3,0 4,5 7,5 12,0 190 a 380 15,0 22,5 37,5 60,0 4,5 7,5 12,0 18,0 a Dobrar todas as distâncias indicadas se não existir “proteção da vizinhança ou proteção para exposição” (ver ABNT NBR 17505-1). As distâncias não precisam superar os 90 m. 7.2.3 A capacidade individual de qualquer tanque no interior de uma edificação não pode ser superior a 380 m³, a menos que haja aprovação da Corporação de Bombeiros local. 7.2.4 Quando não houver proteção da vizinhança contra exposição, as distâncias constantes na Tabela 11 devem ser duplicadas até o limite de 90 m. 7.2.5 Se a edificação que contiver o tanque de armazenamento tiver uma parede externa voltada para a exposição ao risco, as distâncias da Tabela 11 podem ser alteradas conforme a seguir: a) onde a parede tiver uma resistência ao fogo maior que 2 h, a distância pode ser limitada a 7,5 m; b) onde a parede corta-fogo da edificação contendo tanque de armazenamento tiver uma resistência maior que 4 h, as distâncias contidas na Tabela 11 não se aplicam; c) quando forem armazenados líquidos de classe IA ou líquidos instáveis, a parede exposta ao risco deve ter resistência comprovada à explosão e uma ventilação de deflagração adequada deve ser prevista nas paredes não expostas e no teto, projetadas de acordo com a NFPA 68. 7.2.6 Outros equipamentos ligados aos tanques, como bombas, aquecedores, filtros, trocadores etc., devem ficar localizados a uma distância mínima de 7,5 m dos limitesda propriedade adjacente onde haja ou possa haver construção ou próximo a uma edificação importante na mesma D oc um en to im pr es so e m 1 4/ 12 /2 02 2 13 :5 6: 05 , d e us o ex cl us iv o de E C O LA B Q U IM IC A LT D A Documento impresso em 14/12/2022 13:56:05, de uso exclusivo de ECOLAB QUIMICA LTDA 53 ABNT NBR 17505-2:2022 © ABNT 2022 - Todos os direitos reservados propriedade, que não seja parte integrante da edificação contendo o tanque de armazenamento. Estes requisitos de espaçamento não se aplicam quando as partes expostas estiverem adequadamente protegidas, conforme consta na Tabela 11. 7.2.7 Os tanques que armazenem líquidos instáveis devem ser situados afastados de um risco de exposição potencial a incêndio por um espaçamento livre de no mínimo 7,5 m ou por uma parede corta-fogo que resista a um incêndio pelo tempo mínimo de 2 h. 7.2.8 Cada edificação com tanques de armazenamento e cada tanque instalado dentro de edificação deve ser acessível pelo menos por dois lados, visando o combate e o controle de incêndios. 7.2.9 Líquidos de classe I e classe II não podem ser armazenados em porões. Líquidos da classe IIIA quando aquecidos acima de seus pontos de fulgor também não podem ser armazenados em porões. NOTA Para aplicação desta subseção, considera-se que o porão de uma edificação é um espaço com metade ou mais de sua altura abaixo do nível do solo, desde que a laje de cobertura acima esteja no mínimo 1,20 m do perfil do terreno, e que possua ventilação natural para o exterior, com área total superior a 0,006 m² para cada metro cúbico de ar do compartimento e ao qual o acesso para fins de combate a incêndio ou para saída de emergência atenda à ABNT NBR 9077. 7.3 Construção de edificações contendo tanques 7.3.1 As edificações contendo tanques de armazenamento devem ser construídas de forma que permitam manter a integridade estrutural por 2 h em condições de exposição ao incêndio e devem, ainda, prever acesso e saída adequados para permitir a passagem livre para todo o pessoal e para os equipamentos de proteção contra incêndio. O atendimento aos requisitos de 7.3.2 a 7.3.7 deve ser considerado como conformidade às prescrições desta subseção. 7.3.2 As edificações ou as estruturas devem apresentar um grau de resistência ao fogo de 2 h no mínimo. 7.3.3 Onde os líquidos de classe I forem armazenados acima do piso no interior de edificações com porões ou com outras áreas subterrâneas, nas quais vapores inflamáveis possam penetrar, estas áreas subterrâneas devem ser providas com ventilação mecânica projetada para prevenir acumulação de vapores inflamáveis. Uma depressão no terreno ao redor de um tanque (contenção) não é considerada área subterrânea. NOTA Ver 7.2.9, NOTA. 7.3.4 As edificações contendo tanques de armazenamento de líquidos da classe IA devem ser projetados para direcionar chamas, gases de combustão e pressão resultantes de uma deflagração para longe de edifícios importantes ou áreas ocupadas por meio do uso de métodos construtivos limitadoras de danos. O projeto de uma construção com limitação de danos deve ser de acordo com a NFPA 68. NOTA Para mais informações, ver a NFPA 68. 7.3.5 As edificações contendo tanques de armazenamento de líquidos instáveis devem ser projetadas usando um método de construção aprovado, de forma a limitar os danos causados por uma explosão (deflagração ou detonação) dependendo do líquido. 7.3.6 Corredores de acesso desde o exterior da edificação até o interior e ao redor dos tanques, com no mínimo 1 m de largura, devem ser mantidos livres para a movimentação da brigada de incêndio e dos equipamentos de combate a incêndio. NOTA O propósito de corredores de acesso é prover um fácil acesso durante a manutenção e a emergência. D oc um en to im pr es so e m 1 4/ 12 /2 02 2 13 :5 6: 05 , d e us o ex cl us iv o de E C O LA B Q U IM IC A LT D A Documento impresso em 14/12/2022 13:56:05, de uso exclusivo de ECOLAB QUIMICA LTDA 54 ABNT NBR 17505-2:2022 © ABNT 2022 - Todos os direitos reservados 7.3.7 Um espaço livre de no mínimo 1 m deve ser mantido entre o topo de cada tanque e a estrutura da edificação, para proteger edificação de acordo com 7.4.2.3. Para edificações sem sistemas fixos de combate a incêndio, deve ser previsto um espaço livre adequado para operações de resfriamento do topo (teto) dos tanques por mangueiras. 7.4 Proteção contra incêndio em edificações contendo tanques 7.4.1 Equipamentos portáteis e móveis de controle de incêndio dentro de edificações com tanques 7.4.1.1 Extintores portáteis certificados e inspecionados devem ser supridos para instalação em quantidade, tipos e dimensões que possam ser úteis nos casos dos riscos específicos envolvidos nas armazenagens, de acordo com 7.4.1.2. NOTA As ABNT NBR 12693 e ABNT NBR 12962 fornecem informações sobre adequabilidade e inspeção dos extintores. 7.4.1.2 Onde as necessidades indicarem, de acordo com a análise de risco prevista em 4.4.3, deve ser utilizada a água do reservatório elevado e a rede de incêndio dotada de conexões e mangueiras, ou de sistemas de aspersão que disponham da combinação de bocais em jato aspersores e sólido. NOTA Para mais informações, ver as ABNT NBR 10897 e ABNT NBR 13714. 7.4.1.3 Onde as necessidades indicarem, de acordo com a análise de risco prevista em 4.4.3, devem ser previstos equipamentos móveis lançadores de espuma. 7.4.2 Equipamento fixo de controle de incêndios dentro de edificações com tanques 7.4.2.1 Um suprimento confiável de água, ou outro agente de controle adequado de incêndios, deve estar disponível em quantidade e pressão para suprir a demanda indicada para os riscos específicos envolvidos nas armazenagens ou exposições, de acordo com a Análise de Risco prevista em 4.4.3. 7.4.2.2 Hidrantes, com ou sem canhões monitores fixos, devem ser providenciados de acordo com as práticas e recomendações usuais. O número e a localização dos hidrantes dependem do risco representado pelo armazenamento ou exposição, de acordo com a análise de risco prevista em 4.4.3. 7.4.2.3 Onde for indicado, por necessidade advinda dos riscos do armazenamento ou exposição, de acordo com a análise de risco prevista em 4.4.3, deve ser requerida uma proteção fixa, utilizando sistemas de chuveiros de espuma ou de água-espuma, sistemas de chuveiros automáticos, sistemas com aspersores de água, sistemas de dilúvio, sistemas de extinção gasosa, sistemas de extinção por pó químico seco, materiais resistentes ao fogo, ou uma combinação destes dispositivos. 7.4.2.3.1 Quando forem providos sistemas de proteção por espuma, as taxas de aplicação de espuma devem ser determinadas com base em critérios técnicos para seleção dos dispositivos de lançamento da espuma, tipo de espuma e líquido inflamável ou combustível a ser protegido. NOTA Para mais informações, ver as NFPA 13, NFPA 15 e NFPA 16. 7.4.2.3.2 Para certos tipos de produtos, como acetonas, éteres e álcoois, as densidades mínimas requeridas estabelecidas nos critérios aprovados para dispositivos de descarga de espuma são frequentemente maiores que as densidades gerais especificadas para proteção de líquidos inflamáveis e combustíveis. Quando determinando os critérios de projeto para sistemas de extinção usando espuma, é importante assegurar que os critérios aprovados, que são tipicamente baseados em dados empíricos a partir de ensaios com fogo, não são superdimensionados. Por outro lado, o projeto do sistema de proteção contra incêndio pode ser inadequado para uma proteção apropriada D oc um en to im pr es so e m 1 4/ 12 /2 02 2 13 :5 6: 05 , d e us o ex cl us iv o de E C O LA B Q U IM IC A LT D A Documento impresso em 14/12/2022 13:56:05, de uso exclusivo de ECOLAB QUIMICA LTDA 55 ABNT NBR 17505-2:2022 © ABNT 2022- Todos os direitos reservados 7.4.2.4 Quando previsto, o sistema de combate a incêndio deve ser projetado, instalado e mantido de acordo com a NFPA 11, NFPA 12, NFPA 12A, NFPA 13, NFPA 15, NFPA 16, NFPA 17 e NFPA 25. 7.5 Sistemas elétricos em edificações contendo tanques 7.5.1 A instalação de equipamentos elétricos, eletrônicos, de instrumentação, automação e telecomunicações e todo o sistema de cabos devem atender aos requisitos da ABNT NBR 17505-6. 7.5.2 A ABNT NBR 17505-6 deve ser utilizada para determinar a extensão dos locais classificados, com o propósito de instalação de equipamentos elétricos. Na definição da extensão dos locais classificados, somente se deve estender além do piso, parede, teto ou outras divisórias dos recintos classificados, quando existirem aberturas, sem proteção, para locais adjacentes à área classificada. 7.6 Contenção, drenagem e controle de vazamentos em edificações contendo tanques 7.6.1 Os sistemas de drenagem devem ser projetados para minimizar a exposição ao fogo de outros tanques, das propriedades adjacentes e dos cursos d’água. O atendimento aos requisitos prescritos em 7.6.2 a 7.6.6 deve ser considerado como conformidade às prescrições desta subseção. 7.6.2 A instalação deve ser projetada e operada visando não descarregar líquidos inflamáveis ou combustíveis em cursos de água, esgotos públicos ou em propriedades adjacentes, em condições normais de operação. 7.6.3 Com exceção dos drenos, os pisos sólidos devem ser herméticos e a junção das paredes com os pisos também deve ser vedada até uma altura de pelo menos 0,10 m acima do piso. 7.6.4 As aberturas em paredes internas, separando compartimentos adjacentes ou separando outras edificações, devem ser providas de soleiras ou rampas de material não combustível, com pelo menos 0,10 m de altura, ou devem ser projetadas de forma a evitar o fluxo de líquidos para as áreas adjacentes. 7.6.4.1 Uma alternativa possível para a soleira ou a rampa é uma canaleta com grade aberta que garanta a drenagem do líquido para local seguro. 7.6.5 Devem ser previstos meios que evitem vazamentos de líquidos que alcancem os porões. 7.6.6 O volume da contenção deve ser tal que possa conter o volume de líquido do maior tanque. 7.6.7 Devem ser previstos sistemas de drenagem de emergência para direcionar o vazamento dos líquidos combustíveis ou inflamáveis e a água de combate a incêndio para um local seguro. 7.6.8 Para controlar e evitar o alastramento do fogo, é permitida adoção de soleiras, guias ou meios-fios, aberturas para dreno ou sistemas especiais de drenagem. 7.6.9 Os sistemas de drenagem de emergência, quando conectados a esgotos públicos, ou descarregados em galerias de águas pluviais, devem ser equipados com sifões ou separadores. 7.7 Ventilação em edificações contendo tanques 7.7.1 As edificações contendo tanques de armazenamento de líquidos de classe I, classe II ou classe III, com temperaturas iguais ou acima de seus pontos de fulgor, devem ser ventiladas a uma taxa suficiente para manter a concentração de vapores dentro da edificação no máximo a 25 % do limite inferior de inflamabilidade. O atendimento a 7.7.2 a 7.7.7 significa contemplar completamente os requisitos desta subseção. D oc um en to im pr es so e m 1 4/ 12 /2 02 2 13 :5 6: 05 , d e us o ex cl us iv o de E C O LA B Q U IM IC A LT D A Documento impresso em 14/12/2022 13:56:05, de uso exclusivo de ECOLAB QUIMICA LTDA 56 ABNT NBR 17505-2:2022 © ABNT 2022 - Todos os direitos reservados 7.7.2 Os requisitos de ventilação devem ser projetados por um dos seguintes procedimentos: a) cálculos baseados nas emissões fugitivas estimadas (ver apêndices da NFPA 30, para os métodos de cálculo); b) amostragem de concentração real do vapor sob condições normais de operação; c) ventilação a uma taxa mínima de 0,3 m³/min/m² da área do piso. 7.7.2.1 Se a concentração de vapor for confirmada por amostragem, outra amostragem deve ser realizada em um raio de 1,5 m de distância, a partir de cada fonte potencial de vapor, estendendo-se até ou em direção ao fundo e ao topo da área fechada de armazenamento. 7.7.2.2 A concentração de vapor utilizada para determinar a taxa de ventilação exigida deve ser a maior concentração medida durante o procedimento de amostragem. NOTA Equipamentos instalados em áreas de armazenamento podem se deteriorar com o tempo, e uma avaliação periódica deve ser efetuada para assegurar que as taxas de vazamento não tenham aumentado ou que as taxas de ventilação permaneçam adequadas para qualquer aumento das taxas de vazamento. 7.7.3 A ventilação deve ser feita por meios naturais ou mecânicos, com descarga ou exaustão para um local seguro, fora da edificação, sem recirculação do ar de exaustão. A recirculação somente é permitida, se for monitorada continuamente, utilizando um sistema à prova de falhas, projetado para fazer soar automaticamente um alarme, parar a recirculação e prover uma exaustão total para o exterior, no caso de terem sido detectadas concentrações de misturas de vapor mais ar acima de 25 % do limite inferior de inflamabilidade. 7.7.4 Devem ser tomadas as providências necessárias para introduzir o ar externo, de forma a permitir a renovação do ar em todo o ambiente, evitando um fluxo preferencial na ventilação. NOTA Uma ventilação local ou esporádica pode ser necessária para o controle de riscos específicos de incêndio ou à saúde. As NFPA 91 e NFPA 90A fornecem informações sobre este assunto. 7.7.5 A ventilação deve ser feita de forma a incluir todas as áreas do piso, entre pisos, pontos baixos, entre forros e áreas onde os gases inflamáveis possam se acumular. 7.7.6 Onde a ventilação natural for inadequada, deve ser provida a ventilação mecânica, enquanto houver operação com líquidos inflamáveis. Uma ventilação mecânica localizada contínua ou eventual, se necessária, deve corresponder no mínimo a 75 % da ventilação requerida. 7.7.7 Para as edificações contendo tanques de armazenamento, cuja cota do piso interno seja maior que 0,30 m abaixo do nível do piso externo médio, deve ser provido um dos seguintes sistemas: a) ventilação mecânica contínua de acordo com 7.7.2-c); b) um sistema de detecção de gases, ajustado para fazer soar o alarme de advertência quando este tiver atingido 25 % do limite inferior de inflamabilidade e acionar automaticamente o sistema mecânico de ventilação. O alarme deve soar no local a ser protegido e repetido em local constantemente assistido pelo pessoal de operação. 7.7.8 Respiros para tanques situados no interior de edificações 7.7.8.1 Os respiros de tanques situados dentro de edificações devem ser projetados de forma a garantir que os gases inflamáveis não sejam liberados no interior destas. O atendimento aos requisitos D oc um en to im pr es so e m 1 4/ 12 /2 02 2 13 :5 6: 05 , d e us o ex cl us iv o de E C O LA B Q U IM IC A LT D A Documento impresso em 14/12/2022 13:56:05, de uso exclusivo de ECOLAB QUIMICA LTDA 57 ABNT NBR 17505-2:2022 © ABNT 2022 - Todos os direitos reservados prescritos em 7.7.8.2 a 7.7.8.6 deve ser considerado como em conformidade com as prescrições desta subseção. 7.7.8.2 Os respiros de tanques situados dentro de edificações devem estar em conformidade com 4.2.3 e ABNT NBR 17505-3. 7.7.8.3 Não é permitida ligação frágil entre o teto e o costado de um tanque situado no interior de uma edificação. 7.7.8.4 Um sistema de chuveiro automático, projetado de acordo com os requisitos da ABNT NBR 10897 ou NFPA 13, pode ser aceito como equivalente a sistemas de chuveiros automáticos de água, para fins de cálculo das vazões de ar requeridas para os respiros de emergência, conforme 5.5.3.5, desde que atendam aos requisitos de taxa de aplicação e cobertura estabelecidas na NFPA 15. Os respiros devem se estender para fora das edificaçõesde acordo com a ABNT NBR 17505-3. 7.7.8.5 As tubulações de respiro normal e de emergência devem ser executadas de acordo com os requisitos da ABNT NBR 17505-3. As aberturas de alívio de emergência em tanques de superfície protegidos, em conformidade com UL 2085, contendo líquidos de Classe II e Classe III, podem descarregar dentro do edifício. 7.7.8.6 As tubulações de respiro normal e de emergência devem ser executadas de acordo com os requisitos da ABNT NBR 17505-3. 7.8 Outros bocais de tanques, exceto os respiros, em tanques situados no interior de edificações 7.8.1 Outros bocais, além dos respiros de tanques, devem ser projetados para garantir que os líquidos e os vapores inflamáveis sejam liberados para fora das edificações. O atendimento aos requisitos prescritos em 7.8.2 a 7.8.9 deve ser considerado como conformidade às prescrições desta subseção. 7.8.2 Todos os bocais de tanque que sejam locados abaixo ou no nível máximo devem ser herméticos ao escapamento de líquidos; aqueles que sejam locados acima do nível máximo de líquido devem ser normalmente fechados e devem ter um dispositivo mecânico para evitar o escapamento de vapores. 7.8.3 Cada conexão de transferência de líquido do tanque situado dentro da edificação, que armazene líquidos de classe I ou classe II, deve ser equipada com um dos seguintes dispositivos: a) válvula de acionamento remoto, normalmente fechada; b) válvula de fechamento automático, acionada por elemento térmico; c) outros dispositivos com desempenho equivalente. 7.8.4 As válvulas ou outros dispositivos utilizados para descarga de emergência ou para realizar um corte rápido no fluxo de líquido, no caso de fogo no entorno do tanque, não requerem estar em conformidade com 7.8.3. 7.8.5 Cada conexão de um tanque situado dentro de edificação, através da qual o líquido escoe por gravidade, deve possuir válvula externa ou interna à edificação, situada o mais próximo possível do costado do tanque e atender ao especificado em 7.8.3. Se for previsto duplo bloqueio, as válvulas devem ser instaladas justapostas. D oc um en to im pr es so e m 1 4/ 12 /2 02 2 13 :5 6: 05 , d e us o ex cl us iv o de E C O LA B Q U IM IC A LT D A Documento impresso em 14/12/2022 13:56:05, de uso exclusivo de ECOLAB QUIMICA LTDA 58 ABNT NBR 17505-2:2022 © ABNT 2022 - Todos os direitos reservados 7.8.6 Os bocais de medição manual para líquidos de classe I ou classe II, se independentes da tubulação de enchimento, devem ser providos de tampas herméticas, protegidos contra transbordamento e escapamento de vapores, quando não estiverem em uso. Cada bocal ou abertura deve ser protegido contra transbordamento ou um possível escapamento de vapor, por meio de válvula de retenção de mola ou outro dispositivo adequado. NOTA Substitutos de medições manuais incluem, mas não se limitam, a dispositivos magnéticos, hidráulicos ou hidrostáticos para leitura remota e medidores de boias seladas. 7.8.7 As conexões das extremidades das tubulações para carga e descarga de caminhões ou vagões tanques e das tubulações de recuperação de vapor devem atender cumulativamente ao seguinte: a) estar localizadas fora da edificação em um local livre de qualquer fonte de ignição; b) estar localizadas no centro de um círculo cujo raio deve ser de no mínimo 1,5 m de qualquer abertura da edificação; c) ser bem vedadas e protegidas contra impactos quando fora de uso; d) estar identificadas. 7.8.8 Os tanques que armazenem líquidos de classe I, classe II ou classe III que estejam situados dentro de edificações, devem ser equipados com um sistema para evitar o transbordamento dos líquidos dentro das edificações. NOTA Dispositivos adequados incluem, mas não se limitam, a válvula antitransbordamento; medidor pré-ajustado na linha de enchimento; bomba de baixa altura manométrica total incapaz de produzir uma supervazão; ou uma tubulação de extravazão hermética, dimensionada no mínimo como uma tubulação com dimensão maior que a tubulação de enchimento, que descarregue por gravidade para a fonte do líquido ou para um local aprovado e adequado. 7.8.9 As aberturas em tanques com a finalidade de recuperação de vapor devem ser protegidas contra possíveis escapamentos de vapores por meio de uma válvula de retorno por mola, uma conexão seca (dry-break) ou outro dispositivo adequado, a não ser que a abertura esteja conectada a uma tubulação do sistema de processamento de vapor. 7.8.9.1 Aberturas projetadas para a tubulação de enchimento de produto, combinadas com a tubulação de recuperação de vapor, devem ser também protegidas contra vazamentos de vapor, a menos que as conexões da tubulação de descarga com a tubulação de enchimento se conectem simultaneamente com a tubulação de recuperação de vapor. 7.8.9.2 Todas as conexões devem ser herméticas ao vazamento de vapor. 7.9 Detecção e sistema de alarme para edificações contendo tanques 7.9.1 Deve ser previsto um meio seguro para alertar, prontamente, as pessoas dentro da unidade, e se aplicável a Corporação de Bombeiros e o Plano de Auxílio Mútuo (se existente), sobre a ocorrência de incêndio ou de qualquer outra emergência. 7.9.2 Aquelas áreas (inclusive as edificações) onde exista o potencial de vazamento de líquido inflamável devem ser monitoradas de forma apropriada. Estes métodos devem incluir: a) observação pessoal ou inspeção rotineira; e D oc um en to im pr es so e m 1 4/ 12 /2 02 2 13 :5 6: 05 , d e us o ex cl us iv o de E C O LA B Q U IM IC A LT D A Documento impresso em 14/12/2022 13:56:05, de uso exclusivo de ECOLAB QUIMICA LTDA 59 ABNT NBR 17505-2:2022 © ABNT 2022 - Todos os direitos reservados b) equipamento de monitoração que indique que um derramamento ou vazamento esteja ocorrendo em uma determinada área desassistida. 7.10 Inspeção e manutenção em edificações contendo tanques 7.10.1 Os resíduos de materiais combustíveis e outros resíduos na área de operação devem ser limitados ao mínimo e devem ser depositados em recipientes metálicos adequados, dotados de tampas, sendo descartados diariamente. 7.10.2 O armazenamento de materiais combustíveis e de tambores ou bombonas vazios ou cheios não pode ser permitido dentro de edificações que contenham tanques de armazenamento. D oc um en to im pr es so e m 1 4/ 12 /2 02 2 13 :5 6: 05 , d e us o ex cl us iv o de E C O LA B Q U IM IC A LT D A Documento impresso em 14/12/2022 13:56:05, de uso exclusivo de ECOLAB QUIMICA LTDA 60 ABNT NBR 17505-2:2022 © ABNT 2022 - Todos os direitos reservados Bibliografia [1] ABNT NBR 9077, Saídas de emergência em edifícios [2] ABNT NBR 12693, Sistemas de proteção por extintores de incêndio [3] ABNT NBR 12962, Extintores de incêndio – Inspeção e manutenção [4] ABNT NBR16799 - Armazenamento de líquidos inflamáveis e combustíveis – Gestão de incêndios em tanques de armazenamento atmosférico [5] ABNT NBR ISO 16852 – Corta-chamas – Requisitos de desempenho, métodos de ensaio e limites de aplicação [6] ABNT NBR 31000, Gestão de Risco – Diretrizes [7] API RP 12 R1, Recommended Practice for Setting, Maintenance, Inspection, Operation, and Repair of Tanks in Production Service [8] API 1501, Filtration and Dehydration of Aviation Fuels [9] API RP 1615, Installation of Underground Hazardous Substances or Petroleum Storage Systems [10] API RP 1621, Bulk Liquid Stock Control at Retail Outlets [11] API STD 2015, Requirements for Safe Entry and Cleaning of Petroleum Storage Tanks [12] API RP 2016, Guidelines and Procedures for Entering and Cleaning Petroleum Storage Tanks [13] API STD 2350, Overfill protection for storage tanks in petroleum facilities [14] API STD 2610, Design, Construction, Operation, Maintenance, and Inspection of Terminal and Tank Facilities [15] ASME Boilerand pressure vesel code, Section VIII, Div. 1 [16] ASTM E-119, Standard Test Methods For Fire Tests Of Building Construction And Materials [17] ASTM D6469, Standard Guide for Microbial Contamination in Fuels and Fuel Systems [18] NFPA 13, Standard for the installation of sprinkler systems [19] NFPA 15, Water spray fixed systems for fire protection [20] NFPA 16, Standard for the installation of foam-water sprinkler and foam water spray systems [21] NFPA 30, Flammable and combustible liquids code [22] NFPA 69, Standard on explosion prevention systems D oc um en to im pr es so e m 1 4/ 12 /2 02 2 13 :5 6: 05 , d e us o ex cl us iv o de E C O LA B Q U IM IC A LT D A Documento impresso em 14/12/2022 13:56:05, de uso exclusivo de ECOLAB QUIMICA LTDA 61 ABNT NBR 17505-2:2022 © ABNT 2022 - Todos os direitos reservados [23] NFPA 90A, Standard for the installation of air-conditioning and ventilating systems [24] NFPA 91, Standard for exhaust systems for air conveying of vapors, gases, mists, and noncombustible particulate solids [25] PEI RP 100, Installation of Underground Liquid Storage Systems [26] PEI RP200, Installation of Aboveground Storage System [27] PEI RP600, Overfill Prevention for ASTs [28] STI ACT-100 - Steel/FRP composite tank [29] STI R 931, Double Wall AST (Installation and Test Instruction) [30] STI RP R011, Generator base tank aboveground storage tanks (Installations Instructions) [31] UL 1316, Glass-fiber-reinforced plastic underground storage tanks for petroleum products, alcohols, and alcohol-gasoline mixtures [32] UL 142, Steel aboveground tanks for flammable and combustible liquids [33] UL 1709, Standard for Rapid Rise Fire Tests of Protection Materials for Structural Steel [34] UL 1746, External corrosion protection systems for steel underground storage tanks [35] UL 2085, Protected aboveground tanks for flammable and combustible liquids D oc um en to im pr es so e m 1 4/ 12 /2 02 2 13 :5 6: 05 , d e us o ex cl us iv o de E C O LA B Q U IM IC A LT D A Documento impresso em 14/12/2022 13:56:05, de uso exclusivo de ECOLAB QUIMICA LTDA