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UCAM – Universidade Candido Mendes Prova de Direito Civil VIII
Professora: Maria Regina Fernandes Aluno:			 Matrícula:	Turma: 		
1 – Paulo através de um testamento particular reconhece a paternidade de Luciana e lhe deixa como legado o gado que se encontra na fazenda Alegria. Após o óbito de Paulo verifica-se que o gado foi transferido para fazenda Vida Feliz. Esta disposição testamentária terá validade? Justifique.
R. A disposição testamentária não é válida, uma vez que o testamento é um ato de disposição de última vontade com eficácia pós morte, solene, escrito, seu conteúdo pode ser patrimonial e/ou não patrimonial, como por exemplo, o reconhecimento de um filho, contudo, atendendo a formalidade. Em se tratando de reconhecimento de paternidade, o testador que fará o reconhecimento de paternidade deve solicitar a lavratura do testamento em um Tabelionato de Notas, e estar acompanhado de duas testemunhas. 
2 - Em 2017 Manoel com 87 anos, lúcido, faz um testamento público onde deixa 15% de seus bens para o neto Rogério. Em Janeiro de 2019 faz um novo testamento contemplando seu neto Rodrigo com 15% e em dezembro do mesmo ano faz um novo testamento onde contempla suas bisnetas Giovana e Eduarda com 5% para cada uma. Manoel faleceu em abril 2020. Qual destes testamentos é válido? Explique.
R. Todos os testamento são válidos, uma vez que a lei não impede que o testador faça um emaranhado de testamentos válidos, a difícil tarefa será a do interprete em concluir quais são as disposições realmente válidas no momento da morte, conforme nos ensina o Professor Silvio Venosa. 
A revogação do testamento, atinge o plano de existência do mesmo. Ocorrendo por ato do próprio testador, na hipótese em que ele faz um testamento, não importando a forma, revogando o testamento anterior, a extensão pode ser total ou parcial (quando atinge apenas algumas das cláusulas do testamento), seja de forma expressa (quando no novo testamento fica determinada a revogação do testamento anterior) ou tácita (quando o conteúdo do testamento posterior for incompatível com o anterior); 
3 – Carlos faleceu deixando alguns bens. Angélica e Lúcia, únicas herdeiras abriram inventário extrajudicial. Finalizado o inventário e realizada a partilha, encontram uma tela de Monet registrada em nome de Carlos. Como se procederá a partilha desse bem? É possível realizar nova partilha? Explique.
R. Na hipótese em análise, temos a figura da sobrepartilha, nesse caso, mantêm-se a partilha feita e procede-se a uma outra partilha referente a tela, entre os mesmos sucessores. 
4 - João fez um testamento deixando com as seguintes cláusulas:
· Fazenda em Itaipava para Ana e Cláudia, 50% para cada uma;
· Casa em Búzios para Antônio e Luiz;
· Ferrari para Juliana e Carlos;
· 20% dos bens para Juliana, 5% para Carlos e 10% para Ana.
Prevendo que um ou mais beneficiados não pudesse ou não quisesse receber, o beneficiado será Lucas.
Sabendo que:
· Casa de Búzios foi demolida por estar em área de reserva ambiental;
· Carlos foi afastado por tentativa de homicídio contra João;
· Cláudia renunciou a herança.
Explique como ocorrerá essa sucessão e os institutos apresentados.
R. Lucas herdará a parte da Cláudia e do João. 
5 - Em 2013, Anderson, que não tinha herdeiros necessários, lavrou um testamento contemplando Júlia, sua sobrinha, como herdeira universal. Em 2015, arrependido, faz um novo testamento, nomeando Sérgio, seu primo, herdeiro universal. Em 2019 Sérgio vem a
óbito, deixando um filho (Lucas). Em agosto de 2020, faleceu Anderson, seu único parente vivo é André. Quem será o herdeiro de Anderson? Justifique.
R. Quem herdará será André, uma vez que é o parente vivo de Anderson. Sergio não herda uma vez que morreu antes de Anderson. Júlia também não herda já que houve a revogação do testamento em que seria beneficiária.
6 - (Enade 2015) Faz hoje dez anos que faleceu o pai desta menina, disse Anselmo apontando para Adelaide. Como sabem o Dr. Bento Varela foi o meu melhor amigo, e eu tenho consciência de haver correspondido à sua afeição até aos últimos instantes. Sabem que ele era um gênio excêntrico; toda a sua vida foi uma grande originalidade.Ideava vinte projetos, qual mais grandioso, qual mais impossível, sem chegar ao cabo de nenhum, porque o seu espírito criador tão depressa compunha uma cousa como entrava a planear outra.
_ É verdade, interrompeu o major.
_ O Bento morreu nos meus braços, e como derradeira prova da sua amizade confiou-me um papel com a declaração de que eu só o abrisse em presença dos seus parentes dez anos depois de sua morte. No caso de eu morrer, os meus herdeiros assumiriam essa obrigação; em falta deles, o major, a Sra. D. Adelaide, enfim qualquer pessoa que por laço de sangue estivesse ligada a ele. Enfim, se ninguém houvesse na classe mencionada, ficava incumbido um tabelião. Tudo isto havia eu declarado em testamento, que vou reformar. O papel a que me refiro, tenho aqui no bolso.
ASSIS, M. Contos Fluminenses. São Paulo: Martin Claret, 2006 Publicado originalmente pela Editora Garnier, Rio de Janeiro, em 1870 (adaptado).
O fragmento de texto apresentado faz referência a dois testamentos, dos personagens Bento e Anselmo. Com base na relação entre esse texto e o que dispõe o Código Civil de 2002, assinale a opção correta.
A ) O texto citado expõe o meio testamentário mais simples de ser implementado, considerado, todavia, um ato imperfeito em razão de sua forma hológrafa.
B ) O testamento de Bento poderia ter sido escrito de próprio punho ou mediante processo mecânico, mas somente teria validade se lido e assinado por quem o escreveu, na presença de, pelo menos, duas testemunhas herdeiras suas ou qualquer pessoa a ele ligada por laço de sangue.
C ) No caso do falecimento de Anselmo antes do prazo estabelecido por Bento para a abertura de seu testamento, os herdeiros do primeiro estariam desincumbidos da obrigação, por se tratar de relação jurídica originalmente complexa e inter pars.
D ) A confirmação do testamento de Bento se daria mediante reconhecimento de sua autenticidade pelos herdeiros necessários - D. Adelaide e o major -, caso em que o juiz , ouvido o Ministério Público, procederia a confirmação.
E ) A modalidade de testamento de Bento e de Anselmo é a mais acessível forma de dispor, embora não seja a mais usual, em decorrência dos riscos que suscita.
R. Letra E.
7 - Helena da Silva era uma mulher que não tivera oportunidade de concluir o ensino básico. Mas, em razão do destino, veio a conhecer John Look, divorciado há 20 anos, homem rico e bem-sucedido, que, em pouco tempo, se casou com Helena , na esperança de viver um grande amor com a consorte que conhecera no Rio de Janeiro. Logo após o casamento o casal passeou por diversas capitais do país, entre as quais Recife, Maceió e Salvador. Infelizmente, John Look, em uma visita a seu país, dois meses depois, veio a falecer. No Brasil, o de cujos deixou um pequenino apartamento que deveria partilhar com a ex-mulher, do primeiro casamento. Entretanto, Helena soube que a lei do país de John, diferentemente do Brasil, incluía na sucessão ex-cônjuges separados há mais de 10 anos.
Considerando o inciso XXXI do artigo 5° da Constituição Brasileira, que dispõe a sucessão de bens de estrangeiros situados no país será regulada pela lei brasileira em benefício do cônjuge ou dos filhos brasileiros, sempre que não lhes seja mais favorável à lei pessoal do de cujus, é CORRETO afirmar que:
A ) A sucessão deve obedecer às leis do Brasil, uma vez que o casamento foi realizado sob as leis brasileiras .
B ) A sucessão deve obedecer as leis do país do de cujus, independentes de serem ou não mais favoráveis à Helena.
C ) A sucessão deve ser regulada pelo direito internacional de um país neutro, uma vez que há conflito de competência.
D ) A sucessão deve excluir qualquer pretensão de Helena e beneficiar a ex-cônjuge do de cujus, em razão de o óbito ter ocorrido no exterior.
E ) A sucessão deverá ser regida pela lei brasileira, uma vez que seria mais favorável à Helena.
R.Letra E.
8 – Patrícia casada, pelo regime da comunhão universal de bens, com Eduardo, faleceu em 17 de maio de 2021, deixando um grande patrimônio. Patrícia tem uma neta, Júlia, com três anos de idade, filha de seu filho, Lucas, pré-morto. Quando da abertura do processo de inventário dos bens, foi apresentado um testamento público datado de 10 de março de 2009, em que é apontada como sua sucessora, Ana, sua afilhada, para quem dispôs de 30% de sua parte disponível. Eduardo contestou a disposição testamentária e atravessou uma petição onde afirma ser herdeiro necessário de sua esposa, segundo a lei civil brasileira vigente. Analise e responda:
a) Júlia e Eduardo são herdeiros necessários de Patricia;
b) Eduardo é meeiro de Patrícia e Júlia e Eduardo são herdeiros necessários;
C) Eduardo não tem qualquer direito aos bens deixados por Patricia, nem meação, nem herança;
D) Eduardo é meeiro de Patricia.
R. Letra D.
9 - Não é própria ao testamento:
(A) A solenidade.
(B) A gratuidade.
(C) A unilateralidade.
(D) A irrevogabilidade.
R. Letra D.
10 - Diferencie revogação de rompimento no testamento.
R. A revogação atinge o plano de existência do testamento. Ocorre por ato do próprio testador, uma vez que ele faz um testamento, não importando a forma, revogando o testamento anterior, a extensão pode ser total ou parcial (quando atinge apenas algumas das cláusulas do testamento), seja de forma expressa (quando no novo testamento fica determinada a revogação do testamento anterior) ou tácita (quando o conteúdo do testamento posterior for incompatível com o anterior). Não existe efeito repristinatório na revogação, só existirá quando um terceiro testamento dispuser que o primeiro testamento voltou a valer. 
 O rompimento difere da revogação que ocorre por vontade do próprio testador. Nesse caso, o rompimento acontece por vontade da lei, todas as disposições deixarão de prevalecer. Haverá o rompimento quando se descobre a existência de um herdeiro necessário superveniente ao testamento, conforme se depreende do art. 1.973 CC. Há o entendimento de que se o testador soubesse da existência do herdeiro não teria testado da forma como o fez. 
Boa prova!!!

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