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AULA 3 de Infantojuvenil Hoje a nossa tele aula 3 tem como título os livros literários na escola contextos e pretextos muito bem Espero que você tenha tido um ótimo dia que até agora sua semana Tenha sido muito produtiva sei que você já deve ter trabalhado Hoje durante o dia ou teve outros afazeres e o importante é que você está aí agora disposto e disposta para aprender mais um pouco para sua formação né então um boa noite especial também para vocês aí tutores de sala Lembrando que a parceria com vocês tem sido muito produtiva obrigado pela participação obrigada por incentivar os nossos alunos propor atividades durante a hora atividade e todo esse acompanhamento que vocês fazem a nossa equipe como sempre está aqui a postos e animada para mais essa transmissão Tá certo Mateus vai cuidar de toda essa transmissão e a Natália já está ali no chat aguardando a participação de vocês as dúvidas e também as sugestões aquilo que for suscitando aí em você durante a nossa terceira tela e a Ju fará a tradução da nossa aula para os nossos alunos surdos tá bom muito bem como você já sabe nós estamos passando já da metade né da nossa disciplina de Literatura infanto-juvenil e nós já vimos várias questões envolvendo esse universo da formação leitora e nós passamos pelas bases da literatura vimos todo esse surgimento da literatura no mundo e também no Brasil em especial já na nossa segunda tela é aula nós abordamos um pouco mais sobre a formação do sujeito leitor então nós falamos na segunda tele aula um pouco mais sobre os interesses literários de cada criança Vimos que essa leitura essa formação do leitor ela pode começar inclusive antes da criança nascer e também quando ela ainda não sabe ler né a leitura para bebês a leitura sensorial isso tudo já é o início da formação leitora Vimos que conforme essa criança vai crescendo ela vai desenvolvendo outros interesses e cognitivamente ela também vai amadurecendo E aí as preferências leitoras também vão sendo modificadas outro aspectos outro aspecto que nós vimos na nossa tele aula 2 foi a questão das ilustrações né quando essas ilustrações surgiram qual era o papel delas na literatura e como ela se coloca hoje como algo que é um diferencial nas obras hoje nós temos um trabalho gráfico muito bem feito e isso faz grande diferença nas Produções literárias Nós também abordamos um pouquinho sobre as funções da literatura Para que serve a literatura o que ela faz o que ela provoca Formação do leitor enquanto o indivíduo enquanto cidadão pensante Enquanto indivíduo enquanto cidadão pensante enquanto o leitor crítico e nós passamos também pelas questões voltadas para as práticas em sala de aula né as práticas que não são tão positivas dentro do ambiente escolar quando nós falamos em Literatura aquelas práticas pedagógicas que acabam minando a formação do leitor que não desperta nele o prazer pela leitura como o sol o fichamento de livros como trabalhar apenas com as questões gramaticais sintáticas né dentro das histórias e por fim nós falamos um pouquinho sobre como despertar aí esse interesse do leitor tudo isso nós vimos lá na nossa segunda tele aula na aula passada e hoje em especial nós vamos falar de várias formas aí para utilizar a literatura infanto juvenil de uma de uma maneira atrativa para as nossas crianças né voltando aí para as séries iniciais e a educação infantil Então você terá vários exemplos eu espero que você aproveite bastante dessa nossa aula e que durante a minha fala durante tudo aquilo que nós formos refletindo hoje que você já se coloque mesmo como pedagogo como um professor que vai atuar junto as crianças e será tão importante na formação dela tá bom feitos aí esses esclarecimentos eu Convido você a se acertar aí no seu Polo já fala aí para o seu colega que a aula vai começar já prepara seu material pega um lápis uma caneta os seus slides se ajeite aí na carteira e vamos dar início a nossa terceira até leal te convido a ir ao quadro nesse momento comigo nosso convite é o estudo então né Vamos começar a nossa aula e nesta unidade nós vamos tratar dos livros literários na escola falaremos dos contextos e dos pretextos ou seja dessa relação entre a literatura infanto juvenil e as histórias orais né como vocês sabem elas fazem parte aí da nossa tradição e falaremos também dessas relações entre a Literatura e a sociedade passaremos pelas adaptações dos textos literários inclusive para outros gêneros e também outras mídias de forma mais especial nós vamos falar sobre essa transposição para o cinema além disso em especial na nossa tele aula 3 nós vamos falar um pouquinho das características aí dessa chamada narrativa oral vamos falar também a questão do contar e a relação que é estabelecida entre quem o contador e também os seus ouvintes por contador Entenda você também em sala de aula e vamos enfocar no trabalho do professor justamente como contador de histórias e vamos buscar aí né incentivar você a pensar a respeito de como você pode estimular esse interesse dos alunos pela leitura todos esses são os nossos objetivos aí dessa terceira até leal é importante também nós pensarmos que o nosso papel é essencial e você vai perceber que com mais atividades e com essa relação próxima que nós vamos ter com os nossos alunos esse incentivo e essa formação leitora ela realmente vai ter uma boa base vai ser solidificada é como se nós abríssemos aí o caminho para os professores do Ensino Fundamental 2 do ensino médio e também da faculdade não é verdade para essa tela nós vamos precisar também de alguns conhecimentos prévios vamos lá no quadro primeiro deles e aí eu já peço para você pegar o seu lápis da sua caneta nós precisamos conhecer aí as características dessa narrativa tá o que caracteriza então uma narrativa eu comentei com você na aula passada que nós temos os seguintes elementos o famoso se você não conhecia essa ainda Anote o famoso pente que que seria esse pente professora são cinco elementos que precisam fazer parte da narrativa vou falar para você anote aí personagem espaço narrador tempo e enredo repetindo personagem espaço narrador tempo e enredo toda narrativa ela parte desses cinco elementos tem que Tem que ter esses elementos tá Por quê na narrativa nós vamos sempre responder algumas perguntas por exemplo quem cometeu aquela ação foi a princesa onde ela estava quando aconteceu essa história tá quem está contando essa história e qual é o fio condutor ou seja o começo o meio e o final da história esses cinco elementos fazem parte de todas as histórias que são narrativas Independente de serem conto de fadas fábulas mitos romances lendas são esses elementos tá toda a história narrativa ela vai ser dividida da seguinte forma eu tenho uma situação inicial Tá uma situação onde eu apresento os personagens como por exemplo lá na história dos Três Porquinhos Então eu tenho a mostrado ali né quem são esses três porquinhos o que eles fazem o nome deles depois eu tenho algo que quebra aquela tranquilidade que a quebra da situação Inicial que que seria isso é quando eles decidem coletar os materiais para fazer as suas casinhas e surge depois um conflito O que é um conflito uma situação para ser resolvida aí a gente tem a entrada do lobo que começa ali a querer derrubar as casinhas dos porquinhos e nós temos um ponto mais alto que é o clímax que é quando ele derruba as duas primeiras casinhas e chega na última e temos por fim o chamado desfecho que é o final da história que é quando o lobo não consegue por exemplo é derrubar a casinha de material perceba que esse começo meio e fim faz parte da estrutura narrativa e toda a história parte disso seja ela um pouquinho mais curta ou um pouco mais longa tá bom voltando lá para o quadro outra questão importante é saber que existem adaptações cinematográficas dos livros Cinematográficas dos livros Tá certo muitos livros são levados para o cinema e isso é bem interessante porque nós temos uma possibilidade maior só que ao fazer uma adaptação Olha só anote aí no seu material eu mudo muda o gênero por sua vez mudao tipo de mídia o tipo de divulgação Tá certo e outra questão importante também já para nossa tele aula é saber que a tradição oral ela sempre esteve enraizada na transmissão das narrativas para você ter uma ideia mais ou menos ó vou puxar uma setinha aqui também até o século 18 mais ou menos nós não tínhamos tanto pessoas que liam então nós tínhamos os computadores os famosos contadores que se colocavam em praça pública para fazer a transmissão dessas histórias por isso que essa tradição oral está totalmente atrelada as narrativas Tá bom então esses conhecimentos aí se fazem necessários para essa nossa tele Leal para a aula de hoje também nós temos uma situação que é geradora de aprendizagem e eu Convido você a conhecer ela agora nós vamos falar da professora Júlia a professora Júlia é formada em letras assim como eu como mestrado em Literatura e ministra aulas de literatura infanto-juvenil em uma faculdade particular na sua turma alunos tanto de letras quanto de pedagogia alguns deles gostam muito de ler outros menos e preferem Olha só assistir aos filmes a ler os livros ou seja preferem assistir alguns alunos já lecionam e muitos trazem para a aula questões sobre o que é visto nos estágios algo pelo qual você vai passar também e afirmam levar para a prática aquilo que eles aprendem em sala de aula a professora Júlia aproveita algumas das questões levantadas pelos alunos para colocá-los em discussão fazendo o quê enfatizando a importância do trabalho com a literatura infanto juvenil muito bem a partir Quanto juvenil muito bem A partir dessa situação a professora Júlia quer tratar justamente da relação entre a Literatura e a sociedade e quer também trabalhar a relação da literatura com o cinema e aí nós temos algumas perguntas aí para serem respondidas primeiro como ela pode unir a teoria a prática como que ela vai juntar tudo isso igual nós aqui na nossa aula como vamos juntar tudo isso pensando no que há em comum entre Literatura e a necessidade da fantasia e da ficção como a professora vai fazer outra pergunta por que os autores escrevem porque eu leio porque ou se conta histórias e por que assisto a filmes tá essa é a nossa situação geradora de aprendizagem a partir dela então nós vamos ter aí três situações problema que a professora Júlia vai colocar envolvendo a literatura os contextos e os pretextos vamos lá para primeira Então veja no quadro um dia essa professora a Júlia iniciou com seus alunos um projeto Olha que projeto interessante sobre contação de histórias para esse projeto ela seleciona algumas histórias do nosso folclore como as histórias da Tia Nastácia lá do Monteiro Lobato e também as histórias da velha totonha do José Lins do Rego lendo ambos os livros ela percebe algumas histórias semelhantes e fica intrigada para pesquisar sobre as histórias orais e também sobre os contadores de histórias propõe então para os seus alunos um projeto em que eles iriam resgatar as próprias histórias e também olha que interessante as histórias que ouviram em suas famílias principalmente de pessoas mais velhas Mas a questão que fica para essa turma é a seguinte qual seria a relação entre as histórias contadas pelos familiares e conhecidos dos alunos as histórias contadas nos livros e as antigas histórias da tradição oral essa pergunta é a pergunta que vai nortear aí a nossa primeira situação problema é possível afirmar que existe essa relação entre as histórias que você escuta ou já escutou na sua casa as histórias que a sua família conta essas dos livros e as da tradição oral é possível sim e você vai perceber justamente porque faz parte do nosso comportamento humano essa contação tanto é que a contação de histórias ela surge Aí como eu disse para você anteriormente justamente em praça pública nós não tínhamos o hábito de ler não existia isso né E aí ficava sem contar histórias porque faz parte do ser humano e por isso que eram contadas através de algumas pessoas específicas vamos adentrar nesse universo Então veja lá no primeiro quadro pensando então sobre o narrador da tradição oral que é esse primeiro questionamento né como surgiu anote aí qual é a origem desse narrador tá cada cultura obviamente Ela traz um nome e vai trazer uma função para esse narrador tá tem algumas comunidades de cultura oral no mundo nós vamos ter nomes diferentes vamos pegar aqui por exemplo os anciãos que são aquelas pessoas mais velhas que vão contando as histórias nós temos o chamados bardos que são tipos de poetas nós temos os que são basicamente o coletor de histórias de algumas culturas os xamãs que são da origem indígena contam essas histórias a sherazades tenho certeza que você já ouviu falar nessa história aqui mil e uma noites né então são os nomes que são Dados para esses contadores E também como por exemplo uma mãe danças e velhas totonhas esses dois nomes são nomes dados com base em títulos de livros né E também nós temos outros nomes que esses narradores recebem cada Cultura vai dar um nome mas obviamente é a função é sempre a mesma que é de repassar essas narrativas de uma maneira que todos Fiquem envolvidos você com certeza deve se lembrar de histórias que você ouviu da sua avó que você ouviu nos almoços de domingoAlmoço de domingo histórias de lendas do sítio ou de alguma particularidade da sua família tudo isso envolvendo a contação de histórias e a presença desses contadores é essencial para trazer à tona Justamente esse interesse que nós podemos ter pela leitura Tá além disso por que tão importante essa narrativa oral e essa contação de histórias veja lá no quadro essa narrativa Popular né Essa narrativa como um todo assim como para nós adultos ela tem uma importância muito grande principalmente na formação das crianças pode grifar no seu material Por meio dessa narrativa as crianças conseguem sonhar; por meio das histórias nós já comentamos sobre isso também elas enfrentam os medos elas podem vencer as angústias desenvolver a imaginação isso é fundamental ou olha só que interessante conhecer nova civilizações porque às vezes a criança ela não tem a oportunidade de viajar de ir para outros lugares ela fica restrita ali naquele círculo dela e por meio da narrativa por meio da Leitura ela viaja tá outra importância também é que ela possibilita e isso é essencial a uma parte da herança cultural da humanidade tá a literatura as narrativas elas nos permitem isso que nós avancemos e passamos a ter acesso a um repertório cultural muito importante quando nós estamos falando então de um povo todo povo tem a sua cultura todo o povo tem a sua literatura as suas narrativas as suas lendas mitos e isso é essencial quando eu permito que a criança tenha acesso a essa variedade de culturas por meio dos livros ela está ampliando o repertório cultural por isso que nós tanto falamos que quem Lê bastante consegue falar melhor consegue escrever melhor tem um acesso Mais amplo al vocabulário e a questões culturais também tá certo muito bem agora uma pergunta que eu faço para você Existe diferença entre ler uma história contar uma história e te atralizar uma história existe sim acredito que a sua resposta tenha sido positiva existem diferenças e especificidades em cada uma qual nós devemos trabalhar na sala de aula resposta correta as três de acordo com o momento de acordo com a sua sala com a sua realidade todas essas atividades devem ser trabalhadas com as nossas crianças vamos ver então quais são essas diferenças mais significativas veja lá no quadro ler é diferente de contar histórias primeiro a leitura é o ato que o professor ele vai executar então a história é apresentada a atenção pode gripar no seu material preservando as palavras de quem do autor tá então aqui o professor ele empresta ali aquele momento da sala de aula para trazer as palavras do autor ele usa a voz desse autor e ele desenvolve por meio da Leitura o comportamento leitor nas crianças significa o quê que quando você conta uma história você vai mostrar para essa criança que você é um leitor e ela vai imitar você inclusive na maneira decontar história vou te dar um exemplo de um livro o convidado de Rapunzel olha essa obra aqui tá esse livro que traz imagem e texto se eu for fazer a leitura dele em sala de aula é interessante que nós façamos o seguinte mostre para criança Quando você for Ler Fala o nome do autor desse texto no caso o Alex Smith tá fale para ele que você está lendo a história mostre se tiver dados por exemplo quem fez essa ilustração mostra o livro para criança e você vai fazer a sua a sua leitura mostrando que essas palavras não são suas Essas palavras são do autor do texto tá é importante deixar bem claro para criança como você faz essa leitura ler com calma com a correta pronúncia das palavras deixando evidente para esse aluno que você está respeitando aquilo que a obra traz e é óbvio você pode explorar todos os elementos deste livro mostrar inclusive a composição Mostrar Inclusive a composição desse livro falar da capa da contracapa mostrar para o aluno que isso é uma leitura tá é essencial esse trabalho com os nossos pequenos porque eles precisam desse modelo de leitura quem é o modelo de leitura você você que é o professor então treine essa leitura se for necessário para que você possa ir atingir o seu aluno isso é leitura e o que seria então a contação de histórias Quais são as diferenças Voltamos no slide já na contação de histórias o contador griffem por favor ele tem a liberdade de fazer o quê de improvisar e agregar elementos a história coisas que aqui na leitura nós não temos é a voz a palavra escolhida pelo autor aqui não aqui o contador ele tem essa liberdade e com esse ato de contar histórias eu amplio o repertório oral do meu aluno algo bem interessante e anote aí no seu material o foco da contação de histórias é o que é a voz do contador mas a sua imaginação imagina Do contador mais a sua imaginação imaginação muito bem não peguei a Ju Então esse é o foco tá Quando nós vamos fazer a contação de histórias Eu Sou A contadora eu posso improvisar trazer novos elementos e o foco está na minha voz e na minha imaginação apenas isso por isso que você pode aí fazer uso daquilo que você já conhece das histórias que você conhece da sua improvisação e tudo mais esse olho no olho com o aluno esse Aconchego da contação de histórias daquela pequena roda que você forma na sua sala de aula esse é o papel da contação é tornar isso próximo entre você e o seu aluno tá bom e a outra questão que eu comentei e o teatralizar é diferente de ler e contar histórias sim quando você fala em teatro você tem algumas exigências por exemplo você tem que ter um roteiro para aquela história que está sendo teatralizada você tem um figurino específico você tem um cenário específico questões que você não precisa ter ali dentro da contação e dentro também da leitura das histórias e aí ainda na ter atualização Você tem os figurinos então é uma outra modalidade diferente dessas duas mas que também pode ser utilizada em sala de aula a diferença que o teatro se você parar para pensar Você tem um certo distanciamento né já na contação é aquela aquele algo aconchegante que lembra a nossa memória traz a nossa memória momentos bons e afetivos mas os três são essenciais também como prática pedagógica Tá bom agora a professora como que eu faço para contar histórias quais são aí as orientações que eu poderia seguir veja comigo no quadro Então nós vamos falar de algumas orientações para que você entenda como fazer então a orientações básicas aí para você contar suas histórias na sala de aula primeira delas Principalmente quando nós estamos falando em crianças evite descrições imensas e cheias de detalhes aquelas muito demorada porque a criança cansa o tempo de concentração quanto menor a criança menor Esse tempo tá então priorize anote aí as ações é o que mais chama atenção da criança outra questão importante saiba variar modalidades e possibilidades aí no seu material da voz então se é para sussurrar sussurra se é para você falar baixinho se é para você fazer espanto voz de dor isso tudo é muito importante variar essas modalidades outra questão saiba começar o momento da contação é importante você perceber se aquela criança tá com fome se ela tá com sono se você perceber durante a contação que ela está cansada pare Vá para outro momento cria um momento de expectativa para a próxima aula para que você não perca aí a atenção dessa criança outra questão importante acrescente aí no seu material tornar o momento aconchegante E aí você tem várias possibilidades para sua sala de aula montando um cantinho especial um cantinho da leitura com puffs almofadas ou então na simplicidade da sala mesmo mas que seja aconchegante para essa contação e caso você queira né para iniciar todo esse trabalho porque de fato algumas pessoas têm vergonha você é um pouco mais tímidas eu não sei se é o seu caso se você é tímida tímido ou não mas caso você seja ou ainda não esteja tão habituado com esse universo escolha para contação de histórias uma história que você goste bastante que você já tenha familiaridade que você conheça do início ao final para você começavocê bem sabe as gravuras elas favorecem sobretudo Mais favorecem sobretudo as nossas crianças pequenas pensando lá nos interesses de leituraGravuras elas vão permitir que essas crianças observem os detalhes vão possibilitar que a criança organiza o pensamento tá E também mais tarde essa mesma criança vai conseguir identificar a ideia central de uma história ela também vai conseguir identificar os fatos principais porque você está trabalhando com a organização ela também vai conseguir discernir O que é principal daquilo que é secundário tá E aí eu quero te dar dois exemplos até simples aqui você tem né A frutinha a banana eu falei para você que essas gravuras elas são essenciais para criança Principalmente as menores Então nada impede que durante a sua contação você traga esses elementos para sua história fazendo isso de uma maneira que ela fique surpresa falando do nome dos objetos das frutas durante essa contação para que essa criança vá como eu acabei de falar organizando o pensamento e sabendo do que se trata para crianças um pouquinho maiores nós podemos pegar vou mostrar esse livro aqui para você ó do outro lado da rua tá esse livro ou outro que eu trouxe aqui também que se chama o balão Ele é todo composto por imagens por desenhos Então olha só a obra inteira ela é pautada só em imagem só em desenhos E aí por meio desse livro que não tem nada escrito você também vai trabalhando a sucessão de fatos como esses acontecimentos se dão vai provocando a criança sobre o que ela está vendo se aquilo tem alguma relação com a vida dela vai criando expectativas para Que ela possa dizer o que vai acontecer na sequência que lugar essa criança esse personagem está isso tudo por meio das imagens por meio das gravuras pode explorar a capa do livro né do outro lado da rua o que o que há o que tem do outro lado da rua você pode inclusive criar uma situação em que você questione a criança para que ela fale como é o bairro onde ela mora mora se como é a rua no caso já foram uma criança maior quem ela conhece quem são os vizinhos para trabalhar essas noções trazer essa literatura como parte do cotidiano tá então a primeira o primeiro uso pedagógico seriam as gravuras Vamos para o segundo então agora nós vamos falar basicamente do flanelógrafo tá não sei se você já ouviu falar mas um flanelógrafo é uma ótima técnica aí para você fazer a sua contação de histórias anote aí um flanelógrafo é como se fosse um palco e esse palco traz que cada personagem ele vai ser fixado nesse quadro e ele vai sendo trocado de lugar para dar ideia justamente de movimento então eu vou te mostrar aqui um exemplo desse flanelógrafo Então olha só Opa liberado primeiro eu vou te mostrar como ele é tá vendo ó todo encapadinho simples de ser feito né que é papelão e está encapado você com certeza é mais criativo do que eu e vai poder montar ótimos flanelas e aqui nós temos alguns personagens colocados Espera aí que a minha árvore caiu tá percebaque nós temos aqui Aqui o feltro e a base tanto a base como a parte que fica como parede ou cenário também é feltro e um ó já gruda no outro então você não tem muito trabalho não tem que se preocupar com grandes materiais e o que que você vai fazer você vai trazendo para sua contação de histórias os personagens que podem ser animais podem ser crianças eles vão saindo da história para sua contação acontecer Eles voltam para a história aí você vai trazendo esses elementos conforme a história forFor sendo desenvolvida outra coisa interessante o flanelógrafo Como eu disse para você ele é um palco e não necessariamente você precisa ficar restrito aos personagens e os elementos que você criou você pode trazer outros objetos animais né bonecos e também fazer uso do que a criança tem nada impede que você peça para ela trazer alguns objetos que ela goste sobre um determinado assunto e a partir disso você trabalha a contação de histórias junto com essa criança instigando a imaginação dela Olha que bonito que é e é simples de fazer então eu tenho certeza que você consegue e pode fazer um desses para sua aula tá bom muito bem vamos lá conhecer outra forma para contar histórias agora nós vamos falar do avental tá o avental na contação de histórias também é outro recurso aí bem interessante e que pode ser muito bem utilizado o avental de contação de histórias ele vai possibilitar que as figuras possuem ação e também movimento porque você vai ter oportunidade assim como lá no flanelógrafo de mudar as gravuras de lugar conforme o enredo vai sendo contado tá E olha que interessante a própria criança vai poder participar dessa história Então ela pode retirar ela pode fixar essas imagens ali no cenário tá que é o avental algo bem interessante de pensar é que o avental tem várias possibilidades vou te mostrar um aqui tá olha só observa comigo veja se você está visualizando esse da história do Marcelo marmelo e martelo tá todo mundo já conhece essa história do Marcelo é a história daquele menininho que é muito curioso e o Marcelo ele quer entender o porquê Vamos colocar o avental aqui né Depois eu tiro o porquê do nome das coisas então ele vai tomar o café da manhã dele ele começa a questionar os pais porque que cada coisa tem aquele nome por exemplo por que que cadeira é cadeira e não é sentador tá E ele tá tomando café Deixa eu ver se eu acho a vaquinha aqui e aí ele pergunta para a mãe dele Deixa eu tirar porque que o leite não é porque que não é chamado suco da vaca né então aqui você pode . Parou em 36:17 a aula ! Não é porque que não é chamado suco da vaca né então aqui você pode tirar a vaca do avental e contando a história para sua criança tá Por que que é interessante essa técnica do avental de contação assim como eu fiz e tirei a vaquinha daqui você vai tirando os elementos como por exemplo a casinha Olha só deixa eu tomar um cuidado a casinha do latiudo quem é o latildo Com certeza você já Imagina é o cachorro né então você vai tirando os elementos do avental você vai mostrando para criança e principalmente você vai permitir que ela interaja com esse avental Olha que bonito tá ali nós temos um fantoche então só para você visualizar essa é uma técnica muito boa que você pode variar na utilização você pode contar outras histórias vou tirar aqui muito bem você pode variar aí nesse tipo de avental e inclusive você pode pensar assim a professora mas eu não sei fazer isso que que eu poderia fazer você pode pegar um avental mais simples e de dentro desse avental você ir tirando os elementos os personagens para sua história e fazer essa contação essa técnica vai permitir que a criança também ela fique desinibida ela perca também a timidez e ela faça o reconto inclusive dessa história tá então faça o uso do avental crie o seu próprio material permita que a criança pegue chegue no avental tire os elementos para você trabalhar essa questão da contação tá bom vamos para mais um pouquinho lá no quadro novamente agora nós vamos falar dos desenhos tá basicamente os desenhos também auxiliam muito nesse processo da contação de histórias como você bem sabe a Literatura Infantil ela vai Primar Pela expressão artística tá então essa Literatura e a expressão artística que aquela função estética vão caminhar juntas então além de trazer inúmeros benefícios para o desenvolvimento dessa criança de maneira integral Olha só o que o desenho faz grife aí explora e incentiva a criatividade e a imaginação da criança tá então esse incentivo é fundamental para você como contador como professor posso trabalhar a questão do desenho você pode por exemplo vamos ver aqui ó pegar esse livro da Poliana tá aqui ó livro da Poliana você pode contar um pouco da história da Poliana que era essa menina Órfã de pai e mãe você pode a partir da contação dessa história pedir para o seu aluno fazer aí um desenho da parte que ele mais gostou tá ou então você pode contar uma cena em que não haja tantas figuras tantas imagens Pedir para que ele faça um desenho daquela cena Você pode fazer um mural na sua sala de aula tá tudo isso para você incentivar porque as crianças adoram desenhar e pintar Principalmente as nossas crianças da Educação Infantil e das séries iniciais então o desenho é uma forma significativa de você incentivar essa imaginação da criança tá bom então tá bom vamos continuar temos mais uma dica também sobre contação veja lá no quadro outra sugestões aí para você tá nós podemos fazer uso por exemplo do chamados palitoches tá que que são os paletos esses aqui ó que nós temos a história da Chapeuzinho Vermelho tá toda contada em palitoche Então você usa lá o Eva você usa o palitinho pode fazer um palito grande pequeno fica cargo da sua criatividade os próprios fantoches também são utilizados né para contação de histórias os dedoches olha só que bonitinho esse daqui né Você pode criar vários dedoches específicos para uma história ou denoxes mais neutros para você contar a história que você queira podemos também ter um auxiliar interativo né O que que seria isso hein professora um auxiliar interativo é quando você traz aí pode ser um bichinho de pelúcia um boneco alguma coisa do gênero para te auxiliar nessa contação de histórias e você pode ter uma capa né capa que eu digo trazendo elementos Fazendo elementos aí da elementos da contação vou te mostrar agora por exemplo aqui ó vamos ver se você conhece esses aqui ó tá dois porquinhos tem mais um perdido por aqui e tem esse famoso Lobo Mau tá olha só que interessante você pode inclusive fazer aí para os seus alunos ele é feito ó de caixa de leite seu daí tá mostrando aqui ó caixa de leite tá vendo É você tem a caixa de leite cortada simples assim tá e você vai decorar essa caixa para que você possa manusear e para que ele possa ter vida também pode ser uma história específica tá Como você pode criar esses fantoches aqui neutros para sua contação de histórias em meia hora você faz porque é bem simples e você pode ó variar no estilo que você quer criar tá aí você pode passar para sua criança para o seu aluno para que ele possa recontar essa história esse recontar também auxilia na formação do leitor outro como eu disse no comecinho é que nós temos por exemplo aqui os fantoches né opa pera aí nós temos os fantoches e os fantoches eles auxiliam justamente nessa contação de histórias porque ele vai ser ali um algo a mais para essa criança né e a criança ela vai ficar atenta essa história vai participar e vai se colocando Ali no lugar desse desse personagem que você vai criar você pode criar nome você pode criar uma determinada característica e ele vai fazer parte da sua história não é mesmo vai fazer parte e outra questão interessante eu falei também do auxiliar né você pode pegar o próprio fantoche para ser o seu auxiliar caso a criança esteja com vergonha de Contar alguma história se você pediu não tá tendo tanta interação ou você pode fazer o uso do auxiliar para que ele converse com a criança né instiga essa criança e isso tudo funciona né são técnicas e recursos para você tentar não sóconseguir aí que essa sua criança que o seu aluno ele tenha interesse que ele tenha prazer em estar na sua sala de aula tá bom muito bem várias dicas aí né E você pode estar se perguntando ou pensando Nossa mas será que eu vou conseguir fazer isso claro que você consegue tá nós somos seres humanos em constante e aprendizagem Independente da sua história de vida independente da sua idade independente do seu trabalho né Não importa nós podemos aprender sim e é claro que um primeiro momento a primeira contação talvez você não se sinta a tua vontade mas é para isso que nós temos espelho tá então treine na frente do espelho Grave no celular hoje nós temos vários recursos conte para mãe para o tio para o filho para o marido para o namorado para amiga usa aí das pessoas próximas para você ir treinando mesmo a contação de história tá bom Espero que você tenha notado todas essas dicas e que você utilize frente a todo esse nosso momento nós vamos chegar a resolução dessa primeira situação vamos lá para o 4 então no início aí da aula né No início dessa unidade nós vimos que a professora Júlia criou esse projeto e ela que criou esse projeto com relação às narrativas como foi foi sugerido que os trabalhos fossem feitos em grupos os alunos poderiam discutir sobre a história mas como a instrução era olha só contar a história O ideal seria trabalhar a oralidade como recurso para isso que que a professora deveria fazer né Ela poderia principalmente ter feito que nós fizemos agora enfatizar a diferença entre ler contaram uma história e apresentar um teatro foi o que você viu Nessa unidade a partir de uma história Então ela poderia pedir para os alunos propor uma história e pedir para que eles fizessem as três ações ler contar e apresentar um teatro para que eles percebessem que são ações diferentes tá bom E aí nós vamos fazer um momento agora para que você mande uma frase aí a respeito de tudo aquilo que nós vimos nesse momento Veja essa pergunta que eu te faço até que ponto os recursos da contação de história História interferem ou influenciam na apreensão leitora ou seja Diga para mim até que ponto você acha que tudo isso que nós discutimos até agora pode influenciar na formação do seu aluno tá Escreva aí rapidamente a sua resposta mande aqui para nós em dois minutinhos nós já voltamos. Ela vê uma proposta que parece boa mas que tem um desenvolvimento Olha só não muito de acordo com abordagem literária os alunos fazem uma peça de teatro com base no conto o patinho feio tá no entanto no final da história em vez de deixarem em aberto a reflexão ou propor em um debate Olha o que eles fazem canta uma música com moral tá a partir disso como a professora pode interceder como esse texto pode ser trabalhado de forma a explorar a função formadora da literatura que é tão essencial como ela pode fazer isso tá para começar a resolver essa situação é importante nós pensarmos porque em tantas oportunidades a literatura é confundida apenas com moral como ensinar comportamentos ao aluno tá vamos lá no quadro para entender a Literatura Infantil como você já viu lá no surgimento dela sempre ficou relacionada a duas noções as noções de família e as noções de escola e ela sempre esteve com uma ligação muito Estreita com a pedagogia entenda que essa pedagogia como algo que vai querer ensinar o aluno tá que vai querer moralizar dessa forma muitas vezes essa literatura vai travar aí uma relação muito próxima também da chamada ideologia dos adultos e por sua vez ela vai ser censurada é fato que é muitas escolas elas não permitem que nós é tragamos ali né para a sala de aula livros que muitas vezes nós gostaríamos Você vai passar por essa situação de querer levar uma determinada obra para escola para criança e por alguma palavra algum trecho alguma questão específica da obra a escola não permite E aí você tem que trocar o livro tá isso é muito comum de acontecer porque ou porque ele tem um trecho que não é adequado ou porque ele traz algo que a escola não acredita então a literatura acaba sendo censurada porque surge aí essa voz do adulto sobre a escolha do livro tá continuando lá no quadro muitas vezes essa literatura devido a essa origem pedagógica de ensinamento ela serve como instrumento Olha só Jean com cação de normas de encucação de valores tá ela vai trazer então relações problemáticas com a educação já na sua origem nós sabemos também que lá naqueles primeiros textos que nós vimos né nas primeiras histórias A escola é a transmissora do saber como única tá e as Crianças nessa história elas são representadas Olha só como porta vozes desses valores burgueses entenda burgueses como valores sociais Ou seja a criança traz o modelo a criança tem o comportamento que é necessário aí para a idade dela né então isso acontece muitas vezes um fato um exemplo que eu trouxe para você perceber assim com o cartão de valores é um trechinho de uma obra chamada a pobre cega que tá lá na câmera de documentos veja comigo nessa obra aqui você vai perceber a encucação desses valores é uma obra de 1907 tá deixa eu colocar aqui ele vai falar sobre o índio Olha o que diz a civilização adoça os costumes e tem por objetivo tornar os homens melhores disse-me ontem o meu professor obrigando-me a refletir sobre o que somos agora e o que eram o selvagens antes do descobrimento do Brasil tá falando de quem dos Índios Quem eram selvagens ou os índios como imprópriamente o chamamos olha só o que ele vai trazer aqui homens impetuosos guerreiros com instinto de animal feroz entregues absolutamente a natureza de que tanto sugavam e aqui por modo algum procuravam nutrir ou auxiliar sem cuidar da terra e sem amor ao lar abandonavam as suas aldeias Poucos Anos habitadas e que ficava E que ficavam pobres taperas sem único indício de saudade tá esse trechinho ele vai responsabilizar ali um índio pela devastação das florestas ele vai trazer a encucação mais para frente de valores aí Morais de valores religiosos Então essa obra de 1907 é um exemplo clássico aí desse tipo de literatura com essa censura essa inculcação de valores Tá bom veja lá no quadro mais alguns aspectos esses textos que eu acabei de falar para você eles também eram chamados Olha só de utilitários tá que servem para quê por meio da ficção por meio da história para passar comportamentos que são considerados bons exemplos tá com o tempo obviamente né passou-se grife esse verbo a criticar aí esse uso utilitário da literatura e a Regina zilberman ela vai tratar do conceito da criança como centro de interesses da família unicelular e ela vai lembrar que essa criança Com o tempo ela não é mais Aquele modelo que era trazido nos textos né nesses primeiros textos que tinham caráter didático caráter moralizante a criança realmente não tinha muita voz mas depois essas crianças foram ganhando mais espaço nas narrativas e a Regina zilberman vai trazer para nós que as histórias elas traziam determinados conceitos dentro da sua criação e ela vai falar de três tipos de três formas aí como essa literatura era tratada e como a criança era tratada veja comigo lá no quadro ela vai fazer uma classificação dessa representação da família como que essas histórias eram organizadas o primeiro tipo é esse daqui ó o eufórico nesse eufórico anote aí acontecia que os pais eram aqueles que mandavam e desmandavam que tinham todo o poder nós tínhamos a presença anote aí de uma criança muito frágil os heróis ali que saíam de casa sem autorização ele sempre se arrependiam a criança só ficava segura no lar Então as histórias desse modelo do eufórico passavam por esse tipo de representação num segundo momento nós temos o modelo chamado de crítico esse modelo crítico vai compor vai ser composto perdão de histórias que denunciam um equilíbrio perdão desequilíbrio põe uma santinho aí tá dessa dessa tranquilidade doméstica vai trazer aqui a não resolução de conflitos questões que no modelo eufórico não apareciam tá então esse é um novo os conflitos infantis passam a aparecer na composição dessa família para chegar finalmente no quea gente chama de emancipatório onde a criança Ela tem autonomia as crianças personagens aí você pode lembrar lá do Monteiro Lobato por exemplo elas já não sofrem tanto com a dominação dos pais tá sem dominação dos pais então esses momentos aí eles foram sendo modificados tá é importante nós pensarmos Nisso porque as histórias com base nessa representação da Família Elas vão sendo modificadas e automaticamente as histórias criadas também tá bom frente a essas colocações Aí nós já podemos pensar no seguinte porque que aquele projeto Porque que a história que os alunos da professora iriam contar não agradou vamos lá para resolução o problema detectado então foi o fato dos alunos terem introduzido uma moral da história tá fechando a interpretação e não permitindo ao leitor tirar as suas conclusões Justamente por isso tudo que nós acabamos de falar em vez de trabalhar então com a moral seria válido e mais importante abordar a questão da ética que envolve a história ali do endersen né do Patinho Feio deixar os alunos refletirem propor uma discussão principalmente sobre a questão da diversidade que é tão importante da tolerância da discriminação e até mesmo outros temas a literatura tem também Tem também essa função né E aí olha que interessante o senso crítico do aluno ia ser despertado por isso que em sala de aula nós precisamos fazer isso tá E permitir que ele participe dessa interpretação de histórias algo importante de pensar é que os temas anote aí ó os temas transversais eles devem e podem ser trabalhados junto com a literatura tá então trazer aí a questão do meio ambiente da diversidade da tolerância tudo isso faz parte e trazer essa voz do aluno né para a interpretação das histórias é fundamental algo que tem que ficar muito claro é que nós como professores nós não podemos ser redutores reducionistas das histórias que que é importante fazer primeiro dar voz ao aluno a interpretação dele a relação que ele estabelece ali com o texto a leitura desses implícitos tirar a parte significativa do texto deixar fluir essa relação fluir e fluir também a relação entre texto e leitor não podemos entender que a nossa interpretação a nossa voz é a única é a verdadeira Então esse é o nosso papel e também nós não podemos reduzir uma história a um fichamento a questões muito técnicas porque a literatura ela vai muito além de tudo isso tá bom Espero que você tenha compreendido aí essa segunda situação que é bem curtinha mesmo e aí finalmente vamos parar terceira situação problema já estamos chegando lá no final dos questionamentos da professora Júlia e agora nós vamos falar das outras mídias a professora Júlia ela gosta muito de filmes e ela tem o interesse especial por aqueles filmes Olha só baseados em textos literários por isso nas aulas dela Ela utiliza filmes que são baseados em obras infanto-juvenis para que para motivar os alunos para que eles peguem gosto também pela leitura São muitos os filmes para escolher mas em primeiro lugar olha o que ela faz ela escolhe trabalhar com o filme O Mágico de Oz você já deve ter ouvido falar nessa obra né apresentando depois olha que interessante uma edição completa em inglês e também algumas adaptações brasileiras para que os alunos pudessem debater sobre esses produtos feitos a partir daí da história Inicial que foi criada em 1901 na sequência a professora Júlia disponibiliza sete adaptações olha o tanto hein uma para cada grupo primeiro os alunos leram um livro depois eles iriam assistir ao filme para na sequência fazerem um debate a professora propõe então um trabalho para esses grupos cada grupo e escolher uma narrativa infanto-juvenil nacional ou até mesmo estrangeira Olha que foi adaptada para o formato de filme e pede para eles fazerem o que nós vamos fazer uma análise crítica sobre eles tá um dos grupos então escolheu o livro O Fantástico Mistério da Feiurinha é um livro muito conhecido lá do Pedro Bandeira primeiro esses alunos leram um livro tanto na forma de narrativa como depois na peça teatral e por último eles assistiram ao filme tá E aí vem os nossos questionamentos Com base no que foi relatado Quais são os prós e os contras da adaptação de livros para filmes que que você acha como a professora Júlia pode trabalhar com Literatura e cinema tá para enriquecer aí o repertório dos alunos a diferenças quais são essas diferenças entre a narrativa escrita e adaptação cinematográfica tá então todos esses esses elementos aí fazem parte da nossa situação 3 e eu te faço uma pergunta o que que você prefere você prefere ler um livro ou assistir a um filme Eu particularmente quando tenho as duas opções prefiro ler o livro antes para depois assistir ao filme né mas cada um tem uma preferência e um motivo e justamente porque quando a gente leu uma história você como leitor vai imaginar personagem vai imaginar como ela era como se comportava a cor do cabelo a cor dos olhos e dificilmente essa descrição que você faz ela bate com o filme que você assiste Então eu prefiro geralmente ler o livro para depois assistir ao filme E aí nós vamos pensar um pouquinho em todo esse universo dessas adaptações vamos lá no primeiro quadro Ah só para mostrar para você esse é o livro tá que Eles escolheram do Pedro Bandeira o fantástico Mistério da Feiurinha para você conhecer caso ainda não conheça muito bem então vamos pensar aí em todas essas situações eu tô mostrando aqui para você né algumas imagens que você talvez já conheça mas a indústria do cinema na pós-modernidade ela passou Inclusive a questionar Os Contos de Fadas tá e a própria indústria brasileira começou a trazer aí é as adaptações Então vamos pensar um pouquinho é óbvio que o início de toda essa indústria cinematográfica dessa adaptação das obras ela começou com a famosa Disney que você conhece todos nós conhecemos e as crianças também a Disney nas suas histórias você pode perceber que ela sempre trazia um estereótipo para os personagens então nós sempre tínhamos a princesa aquela princesa frágil geralmente Branca bonita indefesa magra e aquela princesa sempre precisava de um príncipe para tirá-la de qualquer enrascada né E sempre nessas histórias da Disney nós tínhamos esse estereótipo e tínhamos ali a luta do bem contra o mal então bem representava o bonito e o mal geralmente era associado aí é o Feio né então sempre nessas histórias da Disney que iniciou todo esse processo cinematográfico nós tínhamos esses estereótipos porém basicamente lá no final do século 20 no início do Século 21 a própria Disney começou a repensar esse modelo e essa quebra de paradigmas ela começou a acontecer tanto é que a partir desse momento as histórias traziam outras heroínas quem não se lembra da Pocahontas Valente mula né histórias aí que traziam essas princesas não mais como aquelas princesas frágeis e que precisava sempre ter o mesmo estereótipo isso Começou a Mudar E aí surgiram as adaptações né dessas obras esse questionamento dos contos de fada e eu trouxe para você naquele quadro alguns exemplos aí de adaptações que foram feitas por meio de paródia ou não Tá então vamos lá para o quatro aqui você tem 13 imagens bem conhecidas também de histórias que são foram adaptadas Encantada é uma história adaptada obviamente nós temos ali uma paródia que vai traçar um paralelo que paralelo paralelo tá não vou contar muito a história não caso você não conheça mas traz um paralelo entre aquele romantismo das narrativas antigas e a modernidade essa história vai se passar em Nova York tá outro exemplo aqui de adaptação para a história é a do Shrek quem não conhece o Shrek né olha só que interessante e nessa história o ogro Olha só o ogro é o príncipe então perceba que ela quebra de paradigma até então o bonito era bom agora não o ogro que é o feio da história que foge dos padrões ele é o lado bom e o Príncipe mesmo é o mal da história Então existe esse questionamento essa quebra tá E aqui nós vamos ter A Malévola a história da Malévola É bem interessante é uma paródia da obra dela Adormecida né E aqui existe uma quebra também do que a gentechama de maniqueísmo que essa luta do bem contra o mal tá então aqui nós vamos ter uma relação a essência versus a aparência você vai perceber que A Malévola ela começa de um jeito na história e ela vai se encaminhando para outros aí contextos e outros sentimentos vale a pena você assistir a esse filme mas um exemplo também de adaptação é esse daqui ó Deu a Louca na Chapeuzinho Então como o nome já diz você tem aqui uma paródia de quem da história da Chapeuzinho Vermelho então anote esse nome aí paródia O que é uma paródia professora são aqueles textos que vão apresentar semelhança tá com o original Mas também ele vai trazer Fazer desvios em relação aos modelos que são apresentados aí na obra ela vai geralmente propor um questionamento e pode ou não ser cômico tá no caso da Malévola Não É cômico mas aqui na Chapeuzinho Vermelho você tem elementos de humor de comicidade para você saber nessa história eles buscam a resolução aí de um crime tá E aqui nós temos uma visão do mundo infantil por meio dos adultos é muito interessante essa história porque ela vai trazer ali Os Três Porquinhos O Pequeno Urso a cegonha tudo aí para resolver um crime que aconteceu é como se fosse uma narrativa de detetives usando aí a história da Chapeuzinho Vermelho todos esses que eu contei para você que eu mostrei ali são adaptações de histórias que eram narradasdas para o mundo cinematográfico Muda alguma coisa muda sim porque no livro quando você tem alguns elementos por exemplo o olhar de alguém para alguém né sendo contado você tem que achar uma forma de trazer isso para o vídeo para essa mídia que é um gênero diferente então várias adaptações tem que ser feitas por isso que muitas vezes o filme nos decepciona porque você imaginou tanta coisa para aquele personagem para aquele momento e na visão de quem criou o filme que é o autor daquele filme diretor daquele filme ele não viu daquela forma por isso que é importante nós pensarmos que o filme pode auxiliar pode mas ele não dispensa a leitura a leitura é essencial para que nós façamos parte da história tá bom muito bem com essas colocações todas nós podemos chegar aí a resolução da nossa situação problema vamos lá só mais uma uma informação ali que eu acabei não falando para você mas comentei brevemente a questão da a respeito da vendagem né algo bem interessante é claro que existe uma vendagem para esses livros é claro que tem um apelo mercadológico né Além disso Olha que interessante são criados outros produtos a partir dos filmes vou te dar um exemplo sabe o pequeno príncipe O Pequeno Príncipe não ficou na venda só do livro do filme foram criados bonecos foram criados materiais escolares Exposições E aí nós tivemos uma vendagem muito significativa tá mostra o quê tudo isso né que o livro hoje principalmente ele é um bem de consumo tá E além de ter essa ligação muito Estreita entre o livro o filme e a indústria cultural por isso que nós temos tantas obras sendo lançadas ao mesmo tempo comparada Claro a produção estrangeira a nossa produção aqui é do Brasil cinematográfica Ela é bem pequena né você conhece muitos filmes da Disney que não são produzidos aqui E esse cinema infantil Brasileiro ao mesmo tempo que ele vê o público como espectador ele também vê o público como consumidor que que significa isso significa que nós queremos ao mesmo tempo vender Mas queremos formar aí os nossos leitores vou colocar essas duas páginas aqui ó 155 e 156 Depois você dá uma olhada no seu material porque ela vai trazer justamente aí algumas alguns exemplos de filmes nacionais que fizeram muito sucesso como por exemplo Xuxa e o Mistério da Feiurinha uma professora muito maluquinha tá são filmes voltados para Literatura Infantil e infanto-juvenil que tiveram grande sucesso grande vendagem tá você pode depois dar uma olhada lá no seu material para conhecer então essas outras obras para fechar essa parte então nós podemos afirmar que existe essa relação entre a mídia o consumo e o filme tá então isso faz parte também do universo das adaptações Agora sim agora vamos lá para resolução da situação então nós vimos nesse momento que nós acabamos de discutir que adaptação das obras literárias para o cinema ela vai englobar uma adaptação da narrativa para um outro gênero certo então era uma história contada com aquelas características que eu falei para você no começo da aula e agora vai para o gênero dramático que é o do cinema tá a fala do narrador ela é substituída por imagens então não tem mais um narrador E também vai apresentar a fala das personagens tá só tem a fala da personagem no filme podemos dizer então que o filme Olha só é uma leitura feita como eu disse pelo diretor a partir da história tá então ele faz aquela leitura e como a leitura vai permitir várias leituras Nem sempre é do diretor pode agradar você certo e algo que tem que ficar muito claro o filme nunca será o livro e o livro também nunca será o filme Tá bom isso é bem importante da gente pensar como tudo isso pode ser pensado e colocado para o nosso universo aqui em relação a Literatura infanto-juvenil e a formação do nosso leitor eu quero saber de você aí se você considera importante é essa literatura de massa você acha que essa literatura de massa ela pode auxiliar na formação do leitor e a literatura de massa ela abrange desde as séries iniciais até os adultos tá E aí eu te faço o nosso último questionamento os livros e filmes adaptados podem formar leitores que que você acha de que modo eles podem auxiliar nessa formação e a influência dessas adaptações é positiva ou negativa tá eu quero só o seu feedback o seu fechamento Aí mande para cá uma resposta para essa pergunta e nós já voltamos para fechar a nossa aula Durante o livro é importante o filme é importante todos esses elementos na formação do leitor Mas não deixe de trabalhar sempre a questão da formação pelo prazer né a formação da Leitura é formação perdão do leitor por meio desse prazer que ele vai adquirir né Eu espero que você tenha entendido bem o que nós colocamos nessa aula que você tenha aproveitado das dicas né Depois assista com calma novamente aí essa aula para que você não perca nada quero só mostrar uma um recurso aqui para você tá só um pouquinho aqui olha que interessante não tem como não mostrar isso daqui gente olha que lindo é um travesseiro que também serve para contação de histórias olha que coisa mais linda ele tem a história aqui em cada página e além de tudo isso é um travesseiro eu achei Fantástico se você tiver oportunidade de adquirir um desse não perca porque ele vai com certeza chamar atenção aí do seu aluno principalmente os alunos menores vai sonhar com a história com certeza né Muito bem então nós vamos encerrar essa aula eu tenho mais um minutinho alguns minutos com vocês