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AULA 3 de Infantojuvenil
Hoje a nossa tele aula 3 tem como título os livros
literários na escola contextos e pretextos muito bem Espero que
você tenha tido um ótimo dia que até agora sua semana Tenha sido
muito produtiva sei que você já deve ter trabalhado Hoje durante o
dia ou teve outros afazeres e o importante é que você está aí agora
disposto e disposta para aprender mais um pouco para sua
formação né então um boa noite especial também para vocês aí
tutores de sala Lembrando que a parceria com vocês tem sido
muito produtiva obrigado pela participação obrigada por incentivar
os nossos alunos propor atividades durante a hora atividade e todo
esse acompanhamento que vocês fazem a nossa equipe como
sempre está aqui a postos e animada para mais essa transmissão
Tá certo Mateus vai cuidar de toda essa transmissão e a Natália já
está ali no chat aguardando a participação de vocês as dúvidas e
também as sugestões aquilo que for suscitando aí em você durante
a nossa terceira tela e a Ju fará a tradução da nossa aula para os
nossos alunos surdos tá bom muito bem como você já sabe nós
estamos passando já da metade né da nossa disciplina de
Literatura infanto-juvenil e nós já vimos várias questões envolvendo
esse universo da formação leitora e nós passamos pelas bases da
literatura vimos todo esse surgimento da literatura no mundo e
também no Brasil em especial já na nossa segunda tela é aula nós
abordamos um pouco mais sobre a formação do sujeito leitor então
nós falamos na segunda tele aula um pouco mais sobre os
interesses literários de cada criança Vimos que essa leitura essa
formação do leitor ela pode começar inclusive antes da criança
nascer e também quando ela ainda não sabe ler né a leitura para
bebês a leitura sensorial isso tudo já é o início da formação leitora
Vimos que conforme essa criança vai crescendo ela vai
desenvolvendo outros interesses e cognitivamente ela também vai
amadurecendo E aí as preferências leitoras também vão sendo
modificadas outro aspectos outro aspecto que nós vimos na nossa
tele aula 2 foi a questão das ilustrações né quando essas
ilustrações surgiram qual era o papel delas na literatura e como ela
se coloca hoje como algo que é um diferencial nas obras hoje nós
temos um trabalho gráfico muito bem feito e isso faz grande
diferença nas Produções literárias Nós também abordamos um
pouquinho sobre as funções da literatura Para que serve a
literatura o que ela faz o que ela provoca Formação do leitor
enquanto o indivíduo enquanto cidadão pensante Enquanto
indivíduo enquanto cidadão pensante enquanto o leitor crítico e nós
passamos também pelas questões voltadas para as práticas em
sala de aula né as práticas que não são tão positivas dentro do
ambiente escolar quando nós falamos em Literatura aquelas
práticas pedagógicas que acabam minando a formação do leitor
que não desperta nele o prazer pela leitura como o sol o
fichamento de livros como trabalhar apenas com as questões
gramaticais sintáticas né dentro das histórias e por fim nós falamos
um pouquinho sobre como despertar aí esse interesse do leitor
tudo isso nós vimos lá na nossa segunda tele aula na aula passada
e hoje em especial nós vamos falar de várias formas aí para utilizar
a literatura infanto juvenil de uma de uma maneira atrativa para as
nossas crianças né voltando aí para as séries iniciais e a educação
infantil Então você terá vários exemplos eu espero que você
aproveite bastante dessa nossa aula e que durante a minha fala
durante tudo aquilo que nós formos refletindo hoje que você já se
coloque mesmo como pedagogo como um professor que vai atuar
junto as crianças e será tão importante na formação dela tá bom
feitos aí esses esclarecimentos eu Convido você a se acertar aí no
seu Polo já fala aí para o seu colega que a aula vai começar já
prepara seu material pega um lápis uma caneta os seus slides se
ajeite aí na carteira e vamos dar início a nossa terceira até leal te
convido a ir ao quadro nesse momento comigo nosso convite é o
estudo então né Vamos começar a nossa aula e nesta unidade nós
vamos tratar dos livros literários na escola falaremos dos contextos
e dos pretextos ou seja dessa relação entre a literatura infanto
juvenil e as histórias orais né como vocês sabem elas fazem parte
aí da nossa tradição e falaremos também dessas relações entre a
Literatura e a sociedade passaremos pelas adaptações dos textos
literários inclusive para outros gêneros e também outras mídias de
forma mais especial nós vamos falar sobre essa transposição para
o cinema além disso em especial na nossa tele aula 3 nós vamos
falar um pouquinho das características aí dessa chamada narrativa
oral vamos falar também a questão do contar e a relação que é
estabelecida entre quem o contador e também os seus ouvintes
por contador Entenda você também em sala de aula e vamos
enfocar no trabalho do professor justamente como contador de
histórias e vamos buscar aí né incentivar você a pensar a respeito
de como você pode estimular esse interesse dos alunos pela leitura
todos esses são os nossos objetivos aí dessa terceira até leal é
importante também nós pensarmos que o nosso papel é essencial
e você vai perceber que com mais atividades e com essa relação
próxima que nós vamos ter com os nossos alunos esse incentivo e
essa formação leitora ela realmente vai ter uma boa base vai ser
solidificada é como se nós abríssemos aí o caminho para os
professores do Ensino Fundamental 2 do ensino médio e também
da faculdade não é verdade para essa tela nós vamos precisar
também de alguns conhecimentos prévios vamos lá no quadro
primeiro deles e aí eu já peço para você pegar o seu lápis da sua
caneta nós precisamos conhecer aí as características dessa
narrativa tá o que caracteriza então uma narrativa eu comentei com
você na aula passada que nós temos os seguintes elementos o
famoso se você não conhecia essa ainda Anote o famoso pente
que que seria esse pente professora são cinco elementos que
precisam fazer parte da narrativa vou falar para você anote aí
personagem espaço narrador tempo e enredo repetindo
personagem espaço narrador tempo e enredo toda narrativa ela
parte desses cinco elementos tem que Tem que ter esses
elementos tá Por quê na narrativa nós vamos sempre responder
algumas perguntas por exemplo quem cometeu aquela ação foi a
princesa onde ela estava quando aconteceu essa história tá quem
está contando essa história e qual é o fio condutor ou seja o
começo o meio e o final da história esses cinco elementos fazem
parte de todas as histórias que são narrativas Independente de
serem conto de fadas fábulas mitos romances lendas são esses
elementos tá toda a história narrativa ela vai ser dividida da
seguinte forma eu tenho uma situação inicial Tá uma situação onde
eu apresento os personagens como por exemplo lá na história dos
Três Porquinhos Então eu tenho a mostrado ali né quem são esses
três porquinhos o que eles fazem o nome deles depois eu tenho
algo que quebra aquela tranquilidade que a quebra da situação
Inicial que que seria isso é quando eles decidem coletar os
materiais para fazer as suas casinhas e surge depois um conflito O
que é um conflito uma situação para ser resolvida aí a gente tem a
entrada do lobo que começa ali a querer derrubar as casinhas dos
porquinhos e nós temos um ponto mais alto que é o clímax que é
quando ele derruba as duas primeiras casinhas e chega na última e
temos por fim o chamado desfecho que é o final da história que é
quando o lobo não consegue por exemplo é derrubar a casinha de
material perceba que esse começo meio e fim faz parte da
estrutura narrativa e toda a história parte disso seja ela um
pouquinho mais curta ou um pouco mais longa tá bom voltando lá
para o quadro outra questão importante é saber que existem
adaptações cinematográficas dos livros Cinematográficas dos livros
Tá certo muitos livros são levados para o cinema e isso é bem
interessante porque nós temos uma possibilidade maior só que ao
fazer uma adaptação Olha só anote aí no seu material eu mudo
muda o gênero por sua vez mudao tipo de mídia o tipo de
divulgação Tá certo e outra questão importante também já para
nossa tele aula é saber que a tradição oral ela sempre esteve
enraizada na transmissão das narrativas para você ter uma ideia
mais ou menos ó vou puxar uma setinha aqui também até o século
18 mais ou menos nós não tínhamos tanto pessoas que liam então
nós tínhamos os computadores os famosos contadores que se
colocavam em praça pública para fazer a transmissão dessas
histórias por isso que essa tradição oral está totalmente atrelada as
narrativas Tá bom então esses conhecimentos aí se fazem
necessários para essa nossa tele Leal para a aula de hoje também
nós temos uma situação que é geradora de aprendizagem e eu
Convido você a conhecer ela agora nós vamos falar da professora
Júlia a professora Júlia é formada em letras assim como eu como
mestrado em Literatura e ministra aulas de literatura infanto-juvenil
em uma faculdade particular na sua turma alunos tanto de letras
quanto de pedagogia alguns deles gostam muito de ler outros
menos e preferem Olha só assistir aos filmes a ler os livros ou seja
preferem assistir alguns alunos já lecionam e muitos trazem para a
aula questões sobre o que é visto nos estágios algo pelo qual você
vai passar também e afirmam levar para a prática aquilo que eles
aprendem em sala de aula a professora Júlia aproveita algumas
das questões levantadas pelos alunos para colocá-los em
discussão fazendo o quê enfatizando a importância do trabalho
com a literatura infanto juvenil muito bem a partir Quanto juvenil
muito bem A partir dessa situação a professora Júlia quer tratar
justamente da relação entre a Literatura e a sociedade e quer
também trabalhar a relação da literatura com o cinema e aí nós
temos algumas perguntas aí para serem respondidas primeiro
como ela pode unir a teoria a prática como que ela vai juntar tudo
isso igual nós aqui na nossa aula como vamos juntar tudo isso
pensando no que há em comum entre Literatura e a necessidade
da fantasia e da ficção como a professora vai fazer outra pergunta
por que os autores escrevem porque eu leio porque ou se conta
histórias e por que assisto a filmes tá essa é a nossa situação
geradora de aprendizagem a partir dela então nós vamos ter aí três
situações problema que a professora Júlia vai colocar envolvendo a
literatura os contextos e os pretextos vamos lá para primeira Então
veja no quadro um dia essa professora a Júlia iniciou com seus
alunos um projeto Olha que projeto interessante sobre contação de
histórias para esse projeto ela seleciona algumas histórias do
nosso folclore como as histórias da Tia Nastácia lá do Monteiro
Lobato e também as histórias da velha totonha do José Lins do
Rego lendo ambos os livros ela percebe algumas histórias
semelhantes e fica intrigada para pesquisar sobre as histórias orais
e também sobre os contadores de histórias propõe então para os
seus alunos um projeto em que eles iriam resgatar as próprias
histórias e também olha que interessante as histórias que ouviram
em suas famílias principalmente de pessoas mais velhas Mas a
questão que fica para essa turma é a seguinte qual seria a relação
entre as histórias contadas pelos familiares e conhecidos dos
alunos as histórias contadas nos livros e as antigas histórias da
tradição oral essa pergunta é a pergunta que vai nortear aí a nossa
primeira situação problema é possível afirmar que existe essa
relação entre as histórias que você escuta ou já escutou na sua
casa as histórias que a sua família conta essas dos livros e as da
tradição oral é possível sim e você vai perceber justamente porque
faz parte do nosso comportamento humano essa contação tanto é
que a contação de histórias ela surge Aí como eu disse para você
anteriormente justamente em praça pública nós não tínhamos o
hábito de ler não existia isso né E aí ficava sem contar histórias
porque faz parte do ser humano e por isso que eram contadas
através de algumas pessoas específicas vamos adentrar nesse
universo Então veja lá no primeiro quadro pensando então sobre o
narrador da tradição oral que é esse primeiro questionamento né
como surgiu anote aí qual é a origem desse narrador tá cada
cultura obviamente Ela traz um nome e vai trazer uma função para
esse narrador tá tem algumas comunidades de cultura oral no
mundo nós vamos ter nomes diferentes vamos pegar aqui por
exemplo os anciãos que são aquelas pessoas mais velhas que vão
contando as histórias nós temos o chamados bardos que são tipos
de poetas nós temos os que são basicamente o coletor de histórias
de algumas culturas os xamãs que são da origem indígena contam
essas histórias a sherazades tenho certeza que você já ouviu falar
nessa história aqui mil e uma noites né então são os nomes que
são Dados para esses contadores E também como por exemplo
uma mãe danças e velhas totonhas esses dois nomes são nomes
dados com base em títulos de livros né E também nós temos
outros nomes que esses narradores recebem cada Cultura vai dar
um nome mas obviamente é a função é sempre a mesma que é de
repassar essas narrativas de uma maneira que todos Fiquem
envolvidos você com certeza deve se lembrar de histórias que você
ouviu da sua avó que você ouviu nos almoços de domingoAlmoço
de domingo histórias de lendas do sítio ou de alguma
particularidade da sua família tudo isso envolvendo a contação de
histórias e a presença desses contadores é essencial para trazer à
tona Justamente esse interesse que nós podemos ter pela leitura
Tá além disso por que tão importante essa narrativa oral e essa
contação de histórias veja lá no quadro essa narrativa Popular né
Essa narrativa como um todo assim como para nós adultos ela tem
uma importância muito grande principalmente na formação das
crianças pode grifar no seu material Por meio dessa narrativa as
crianças conseguem sonhar; por meio das histórias nós já
comentamos sobre isso também elas enfrentam os medos elas
podem vencer as angústias desenvolver a imaginação isso é
fundamental ou olha só que interessante conhecer nova
civilizações porque às vezes a criança ela não tem a oportunidade
de viajar de ir para outros lugares ela fica restrita ali naquele círculo
dela e por meio da narrativa por meio da Leitura ela viaja tá outra
importância também é que ela possibilita e isso é essencial a uma
parte da herança cultural da humanidade tá a literatura as
narrativas elas nos permitem isso que nós avancemos e passamos
a ter acesso a um repertório cultural muito importante quando nós
estamos falando então de um povo todo povo tem a sua cultura
todo o povo tem a sua literatura as suas narrativas as suas lendas
mitos e isso é essencial quando eu permito que a criança tenha
acesso a essa variedade de culturas por meio dos livros ela está
ampliando o repertório cultural por isso que nós tanto falamos que
quem Lê bastante consegue falar melhor consegue escrever
melhor tem um acesso Mais amplo al vocabulário e a questões
culturais também tá certo muito bem agora uma pergunta que eu
faço para você Existe diferença entre ler uma história contar uma
história e te atralizar uma história existe sim acredito que a sua
resposta tenha sido positiva existem diferenças e especificidades
em cada uma qual nós devemos trabalhar na sala de aula resposta
correta as três de acordo com o momento de acordo com a sua
sala com a sua realidade todas essas atividades devem ser
trabalhadas com as nossas crianças vamos ver então quais são
essas diferenças mais significativas veja lá no quadro ler é
diferente de contar histórias primeiro a leitura é o ato que o
professor ele vai executar então a história é apresentada a atenção
pode gripar no seu material preservando as palavras de quem do
autor tá então aqui o professor ele empresta ali aquele momento da
sala de aula para trazer as palavras do autor ele usa a voz desse
autor e ele desenvolve por meio da Leitura o comportamento leitor
nas crianças significa o quê que quando você conta uma história
você vai mostrar para essa criança que você é um leitor e ela vai
imitar você inclusive na maneira decontar história vou te dar um
exemplo de um livro o convidado de Rapunzel olha essa obra aqui
tá esse livro que traz imagem e texto se eu for fazer a leitura dele
em sala de aula é interessante que nós façamos o seguinte mostre
para criança Quando você for Ler Fala o nome do autor desse texto
no caso o Alex Smith tá fale para ele que você está lendo a história
mostre se tiver dados por exemplo quem fez essa ilustração mostra
o livro para criança e você vai fazer a sua a sua leitura mostrando
que essas palavras não são suas Essas palavras são do autor do
texto tá é importante deixar bem claro para criança como você faz
essa leitura ler com calma com a correta pronúncia das palavras
deixando evidente para esse aluno que você está respeitando
aquilo que a obra traz e é óbvio você pode explorar todos os
elementos deste livro mostrar inclusive a composição Mostrar
Inclusive a composição desse livro falar da capa da contracapa
mostrar para o aluno que isso é uma leitura tá é essencial esse
trabalho com os nossos pequenos porque eles precisam desse
modelo de leitura quem é o modelo de leitura você você que é o
professor então treine essa leitura se for necessário para que você
possa ir atingir o seu aluno isso é leitura e o que seria então a
contação de histórias Quais são as diferenças Voltamos no slide já
na contação de histórias o contador griffem por favor ele tem a
liberdade de fazer o quê de improvisar e agregar elementos a
história coisas que aqui na leitura nós não temos é a voz a palavra
escolhida pelo autor aqui não aqui o contador ele tem essa
liberdade e com esse ato de contar histórias eu amplio o repertório
oral do meu aluno algo bem interessante e anote aí no seu material
o foco da contação de histórias é o que é a voz do contador mas a
sua imaginação imagina Do contador mais a sua imaginação
imaginação muito bem não peguei a Ju Então esse é o foco tá
Quando nós vamos fazer a contação de histórias Eu Sou A
contadora eu posso improvisar trazer novos elementos e o foco
está na minha voz e na minha imaginação apenas isso por isso que
você pode aí fazer uso daquilo que você já conhece das histórias
que você conhece da sua improvisação e tudo mais esse olho no
olho com o aluno esse Aconchego da contação de histórias
daquela pequena roda que você forma na sua sala de aula esse é
o papel da contação é tornar isso próximo entre você e o seu aluno
tá bom e a outra questão que eu comentei e o teatralizar é
diferente de ler e contar histórias sim quando você fala em teatro
você tem algumas exigências por exemplo você tem que ter um
roteiro para aquela história que está sendo teatralizada você tem
um figurino específico você tem um cenário específico questões
que você não precisa ter ali dentro da contação e dentro também
da leitura das histórias e aí ainda na ter atualização Você tem os
figurinos então é uma outra modalidade diferente dessas duas mas
que também pode ser utilizada em sala de aula a diferença que o
teatro se você parar para pensar Você tem um certo
distanciamento né já na contação é aquela aquele algo
aconchegante que lembra a nossa memória traz a nossa memória
momentos bons e afetivos mas os três são essenciais também
como prática pedagógica Tá bom agora a professora como que eu
faço para contar histórias quais são aí as orientações que eu
poderia seguir veja comigo no quadro Então nós vamos falar de
algumas orientações para que você entenda como fazer então a
orientações básicas aí para você contar suas histórias na sala de
aula primeira delas Principalmente quando nós estamos falando
em crianças evite descrições imensas e cheias de detalhes aquelas
muito demorada porque a criança cansa o tempo de concentração
quanto menor a criança menor Esse tempo tá então priorize anote
aí as ações é o que mais chama atenção da criança outra questão
importante saiba variar modalidades e possibilidades aí no seu
material da voz então se é para sussurrar sussurra se é para você
falar baixinho se é para você fazer espanto voz de dor isso tudo é
muito importante variar essas modalidades outra questão saiba
começar o momento da contação é importante você perceber se
aquela criança tá com fome se ela tá com sono se você perceber
durante a contação que ela está cansada pare Vá para outro
momento cria um momento de expectativa para a próxima aula
para que você não perca aí a atenção dessa criança outra questão
importante acrescente aí no seu material tornar o momento
aconchegante E aí você tem várias possibilidades para sua sala de
aula montando um cantinho especial um cantinho da leitura com
puffs almofadas ou então na simplicidade da sala mesmo mas que
seja aconchegante para essa contação e caso você queira né para
iniciar todo esse trabalho porque de fato algumas pessoas têm
vergonha você é um pouco mais tímidas eu não sei se é o seu
caso se você é tímida tímido ou não mas caso você seja ou ainda
não esteja tão habituado com esse universo escolha para contação
de histórias uma história que você goste bastante que você já
tenha familiaridade que você conheça do início ao final para você
começavocê bem sabe as gravuras elas favorecem sobretudo Mais
favorecem sobretudo as nossas crianças pequenas pensando lá
nos interesses de leituraGravuras elas vão permitir que essas
crianças observem os detalhes vão possibilitar que a criança
organiza o pensamento tá E também mais tarde essa mesma
criança vai conseguir identificar a ideia central de uma história ela
também vai conseguir identificar os fatos principais porque você
está trabalhando com a organização ela também vai conseguir
discernir O que é principal daquilo que é secundário tá E aí eu
quero te dar dois exemplos até simples aqui você tem né A frutinha
a banana eu falei para você que essas gravuras elas são
essenciais para criança Principalmente as menores Então nada
impede que durante a sua contação você traga esses elementos
para sua história fazendo isso de uma maneira que ela fique
surpresa falando do nome dos objetos das frutas durante essa
contação para que essa criança vá como eu acabei de falar
organizando o pensamento e sabendo do que se trata para
crianças um pouquinho maiores nós podemos pegar vou mostrar
esse livro aqui para você ó do outro lado da rua tá esse livro ou
outro que eu trouxe aqui também que se chama o balão Ele é todo
composto por imagens por desenhos Então olha só a obra inteira
ela é pautada só em imagem só em desenhos E aí por meio desse
livro que não tem nada escrito você também vai trabalhando a
sucessão de fatos como esses acontecimentos se dão vai
provocando a criança sobre o que ela está vendo se aquilo tem
alguma relação com a vida dela vai criando expectativas para Que
ela possa dizer o que vai acontecer na sequência que lugar essa
criança esse personagem está isso tudo por meio das imagens por
meio das gravuras pode explorar a capa do livro né do outro lado
da rua o que o que há o que tem do outro lado da rua você pode
inclusive criar uma situação em que você questione a criança para
que ela fale como é o bairro onde ela mora mora se como é a rua
no caso já foram uma criança maior quem ela conhece quem são
os vizinhos para trabalhar essas noções trazer essa literatura como
parte do cotidiano tá então a primeira o primeiro uso pedagógico
seriam as gravuras Vamos para o segundo então agora nós vamos
falar basicamente do flanelógrafo tá não sei se você já ouviu falar
mas um flanelógrafo é uma ótima técnica aí para você fazer a sua
contação de histórias anote aí um flanelógrafo é como se fosse um
palco e esse palco traz que cada personagem ele vai ser fixado
nesse quadro e ele vai sendo trocado de lugar para dar ideia
justamente de movimento então eu vou te mostrar aqui um
exemplo desse flanelógrafo Então olha só Opa liberado primeiro eu
vou te mostrar como ele é tá vendo ó todo encapadinho simples de
ser feito né que é papelão e está encapado você com certeza é
mais criativo do que eu e vai poder montar ótimos flanelas e aqui
nós temos alguns personagens colocados Espera aí que a minha
árvore caiu tá percebaque nós temos aqui Aqui o feltro e a base
tanto a base como a parte que fica como parede ou cenário
também é feltro e um ó já gruda no outro então você não tem muito
trabalho não tem que se preocupar com grandes materiais e o que
que você vai fazer você vai trazendo para sua contação de
histórias os personagens que podem ser animais podem ser
crianças eles vão saindo da história para sua contação acontecer
Eles voltam para a história aí você vai trazendo esses elementos
conforme a história forFor sendo desenvolvida outra coisa
interessante o flanelógrafo Como eu disse para você ele é um
palco e não necessariamente você precisa ficar restrito aos
personagens e os elementos que você criou você pode trazer
outros objetos animais né bonecos e também fazer uso do que a
criança tem nada impede que você peça para ela trazer alguns
objetos que ela goste sobre um determinado assunto e a partir
disso você trabalha a contação de histórias junto com essa criança
instigando a imaginação dela Olha que bonito que é e é simples de
fazer então eu tenho certeza que você consegue e pode fazer um
desses para sua aula tá bom muito bem vamos lá conhecer outra
forma para contar histórias agora nós vamos falar do avental tá o
avental na contação de histórias também é outro recurso aí bem
interessante e que pode ser muito bem utilizado o avental de
contação de histórias ele vai possibilitar que as figuras possuem
ação e também movimento porque você vai ter oportunidade assim
como lá no flanelógrafo de mudar as gravuras de lugar conforme o
enredo vai sendo contado tá E olha que interessante a própria
criança vai poder participar dessa história Então ela pode retirar ela
pode fixar essas imagens ali no cenário tá que é o avental algo
bem interessante de pensar é que o avental tem várias
possibilidades vou te mostrar um aqui tá olha só observa comigo
veja se você está visualizando esse da história do Marcelo
marmelo e martelo tá todo mundo já conhece essa história do
Marcelo é a história daquele menininho que é muito curioso e o
Marcelo ele quer entender o porquê Vamos colocar o avental aqui
né Depois eu tiro o porquê do nome das coisas então ele vai tomar
o café da manhã dele ele começa a questionar os pais porque que
cada coisa tem aquele nome por exemplo por que que cadeira é
cadeira e não é sentador tá E ele tá tomando café Deixa eu ver se
eu acho a vaquinha aqui e aí ele pergunta para a mãe dele Deixa
eu tirar porque que o leite não é porque que não é chamado suco
da vaca né então aqui você pode .
Parou em 36:17 a aula ! Não é porque que não é chamado
suco da vaca né então aqui você pode tirar a vaca do avental e
contando a história para sua criança tá Por que que é interessante
essa técnica do avental de contação assim como eu fiz e tirei a
vaquinha daqui você vai tirando os elementos como por exemplo a
casinha Olha só deixa eu tomar um cuidado a casinha do latiudo
quem é o latildo Com certeza você já Imagina é o cachorro né
então você vai tirando os elementos do avental você vai mostrando
para criança e principalmente você vai permitir que ela interaja com
esse avental Olha que bonito tá ali nós temos um fantoche então
só para você visualizar essa é uma técnica muito boa que você
pode variar na utilização você pode contar outras histórias vou tirar
aqui muito bem você pode variar aí nesse tipo de avental e
inclusive você pode pensar assim a professora mas eu não sei
fazer isso que que eu poderia fazer você pode pegar um avental
mais simples e de dentro desse avental você ir tirando os
elementos os personagens para sua história e fazer essa contação
essa técnica vai permitir que a criança também ela fique desinibida
ela perca também a timidez e ela faça o reconto inclusive dessa
história tá então faça o uso do avental crie o seu próprio material
permita que a criança pegue chegue no avental tire os elementos
para você trabalhar essa questão da contação tá bom vamos para
mais um pouquinho lá no quadro novamente agora nós vamos falar
dos desenhos tá basicamente os desenhos também auxiliam muito
nesse processo da contação de histórias como você bem sabe a
Literatura Infantil ela vai Primar Pela expressão artística tá então
essa Literatura e a expressão artística que aquela função estética
vão caminhar juntas então além de trazer inúmeros benefícios para
o desenvolvimento dessa criança de maneira integral Olha só o
que o desenho faz grife aí explora e incentiva a criatividade e a
imaginação da criança tá então esse incentivo é fundamental para
você como contador como professor posso trabalhar a questão do
desenho você pode por exemplo vamos ver aqui ó pegar esse livro
da Poliana tá aqui ó livro da Poliana você pode contar um pouco da
história da Poliana que era essa menina Órfã de pai e mãe você
pode a partir da contação dessa história pedir para o seu aluno
fazer aí um desenho da parte que ele mais gostou tá ou então você
pode contar uma cena em que não haja tantas figuras tantas
imagens Pedir para que ele faça um desenho daquela cena Você
pode fazer um mural na sua sala de aula tá tudo isso para você
incentivar porque as crianças adoram desenhar e pintar
Principalmente as nossas crianças da Educação Infantil e das
séries iniciais então o desenho é uma forma significativa de você
incentivar essa imaginação da criança tá bom então tá bom vamos
continuar temos mais uma dica também sobre contação veja lá no
quadro outra sugestões aí para você tá nós podemos fazer uso por
exemplo do chamados palitoches tá que que são os paletos esses
aqui ó que nós temos a história da Chapeuzinho Vermelho tá toda
contada em palitoche Então você usa lá o Eva você usa o palitinho
pode fazer um palito grande pequeno fica cargo da sua criatividade
os próprios fantoches também são utilizados né para contação de
histórias os dedoches olha só que bonitinho esse daqui né Você
pode criar vários dedoches específicos para uma história ou
denoxes mais neutros para você contar a história que você queira
podemos também ter um auxiliar interativo né O que que seria isso
hein professora um auxiliar interativo é quando você traz aí pode
ser um bichinho de pelúcia um boneco alguma coisa do gênero
para te auxiliar nessa contação de histórias e você pode ter uma
capa né capa que eu digo trazendo elementos Fazendo elementos
aí da elementos da contação vou te mostrar agora por exemplo
aqui ó vamos ver se você conhece esses aqui ó tá dois porquinhos
tem mais um perdido por aqui e tem esse famoso Lobo Mau tá olha
só que interessante você pode inclusive fazer aí para os seus
alunos ele é feito ó de caixa de leite seu daí tá mostrando aqui ó
caixa de leite tá vendo É você tem a caixa de leite cortada simples
assim tá e você vai decorar essa caixa para que você possa
manusear e para que ele possa ter vida também pode ser uma
história específica tá Como você pode criar esses fantoches aqui
neutros para sua contação de histórias em meia hora você faz
porque é bem simples e você pode ó variar no estilo que você quer
criar tá aí você pode passar para sua criança para o seu aluno para
que ele possa recontar essa história esse recontar também auxilia
na formação do leitor outro como eu disse no comecinho é que nós
temos por exemplo aqui os fantoches né opa pera aí nós temos os
fantoches e os fantoches eles auxiliam justamente nessa contação
de histórias porque ele vai ser ali um algo a mais para essa criança
né e a criança ela vai ficar atenta essa história vai participar e vai
se colocando Ali no lugar desse desse personagem que você vai
criar você pode criar nome você pode criar uma determinada
característica e ele vai fazer parte da sua história não é mesmo vai
fazer parte e outra questão interessante eu falei também do auxiliar
né você pode pegar o próprio fantoche para ser o seu auxiliar caso
a criança esteja com vergonha de Contar alguma história se você
pediu não tá tendo tanta interação ou você pode fazer o uso do
auxiliar para que ele converse com a criança né instiga essa
criança e isso tudo funciona né são técnicas e recursos para você
tentar não sóconseguir aí que essa sua criança que o seu aluno
ele tenha interesse que ele tenha prazer em estar na sua sala de
aula tá bom muito bem várias dicas aí né E você pode estar se
perguntando ou pensando Nossa mas será que eu vou conseguir
fazer isso claro que você consegue tá nós somos seres humanos
em constante e aprendizagem Independente da sua história de
vida independente da sua idade independente do seu trabalho né
Não importa nós podemos aprender sim e é claro que um primeiro
momento a primeira contação talvez você não se sinta a tua
vontade mas é para isso que nós temos espelho tá então treine na
frente do espelho Grave no celular hoje nós temos vários recursos
conte para mãe para o tio para o filho para o marido para o
namorado para amiga usa aí das pessoas próximas para você ir
treinando mesmo a contação de história tá bom Espero que você
tenha notado todas essas dicas e que você utilize frente a todo
esse nosso momento nós vamos chegar a resolução dessa
primeira situação vamos lá para o 4 então no início aí da aula né
No início dessa unidade nós vimos que a professora Júlia criou
esse projeto e ela que criou esse projeto com relação às narrativas
como foi foi sugerido que os trabalhos fossem feitos em grupos os
alunos poderiam discutir sobre a história mas como a instrução era
olha só contar a história O ideal seria trabalhar a oralidade como
recurso para isso que que a professora deveria fazer né Ela
poderia principalmente ter feito que nós fizemos agora enfatizar a
diferença entre ler contaram uma história e apresentar um teatro foi
o que você viu Nessa unidade a partir de uma história Então ela
poderia pedir para os alunos propor uma história e pedir para que
eles fizessem as três ações ler contar e apresentar um teatro para
que eles percebessem que são ações diferentes tá bom E aí nós
vamos fazer um momento agora para que você mande uma frase
aí a respeito de tudo aquilo que nós vimos nesse momento Veja
essa pergunta que eu te faço até que ponto os recursos da
contação de história História interferem ou influenciam na
apreensão leitora ou seja Diga para mim até que ponto você acha
que tudo isso que nós discutimos até agora pode influenciar na
formação do seu aluno tá Escreva aí rapidamente a sua resposta
mande aqui para nós em dois minutinhos nós já voltamos.
Ela vê uma proposta que parece boa mas que tem um
desenvolvimento Olha só não muito de acordo com abordagem
literária os alunos fazem uma peça de teatro com base no conto o
patinho feio tá no entanto no final da história em vez de deixarem
em aberto a reflexão ou propor em um debate Olha o que eles
fazem canta uma música com moral tá a partir disso como a
professora pode interceder como esse texto pode ser trabalhado de
forma a explorar a função formadora da literatura que é tão
essencial como ela pode fazer isso tá para começar a resolver
essa situação é importante nós pensarmos porque em tantas
oportunidades a literatura é confundida apenas com moral como
ensinar comportamentos ao aluno tá vamos lá no quadro para
entender a Literatura Infantil como você já viu lá no surgimento dela
sempre ficou relacionada a duas noções as noções de família e as
noções de escola e ela sempre esteve com uma ligação muito
Estreita com a pedagogia entenda que essa pedagogia como algo
que vai querer ensinar o aluno tá que vai querer moralizar dessa
forma muitas vezes essa literatura vai travar aí uma relação muito
próxima também da chamada ideologia dos adultos e por sua vez
ela vai ser censurada é fato que é muitas escolas elas não
permitem que nós é tragamos ali né para a sala de aula livros que
muitas vezes nós gostaríamos Você vai passar por essa situação
de querer levar uma determinada obra para escola para criança e
por alguma palavra algum trecho alguma questão específica da
obra a escola não permite E aí você tem que trocar o livro tá isso é
muito comum de acontecer porque ou porque ele tem um trecho
que não é adequado ou porque ele traz algo que a escola não
acredita então a literatura acaba sendo censurada porque surge aí
essa voz do adulto sobre a escolha do livro tá continuando lá no
quadro muitas vezes essa literatura devido a essa origem
pedagógica de ensinamento ela serve como instrumento Olha só
Jean com cação de normas de encucação de valores tá ela vai
trazer então relações problemáticas com a educação já na sua
origem nós sabemos também que lá naqueles primeiros textos que
nós vimos né nas primeiras histórias A escola é a transmissora do
saber como única tá e as Crianças nessa história elas são
representadas Olha só como porta vozes desses valores
burgueses entenda burgueses como valores sociais Ou seja a
criança traz o modelo a criança tem o comportamento que é
necessário aí para a idade dela né então isso acontece muitas
vezes um fato um exemplo que eu trouxe para você perceber
assim com o cartão de valores é um trechinho de uma obra
chamada a pobre cega que tá lá na câmera de documentos veja
comigo nessa obra aqui você vai perceber a encucação desses
valores é uma obra de 1907 tá deixa eu colocar aqui ele vai falar
sobre o índio Olha o que diz a civilização adoça os costumes e tem
por objetivo tornar os homens melhores disse-me ontem o meu
professor obrigando-me a refletir sobre o que somos agora e o que
eram o selvagens antes do descobrimento do Brasil tá falando de
quem dos Índios Quem eram selvagens ou os índios como
imprópriamente o chamamos olha só o que ele vai trazer aqui
homens impetuosos guerreiros com instinto de animal feroz
entregues absolutamente a natureza de que tanto sugavam e aqui
por modo algum procuravam nutrir ou auxiliar sem cuidar da terra e
sem amor ao lar abandonavam as suas aldeias Poucos Anos
habitadas e que ficava E que ficavam pobres taperas sem único
indício de saudade tá esse trechinho ele vai responsabilizar ali um
índio pela devastação das florestas ele vai trazer a encucação mais
para frente de valores aí Morais de valores religiosos Então essa
obra de 1907 é um exemplo clássico aí desse tipo de literatura com
essa censura essa inculcação de valores Tá bom veja lá no quadro
mais alguns aspectos esses textos que eu acabei de falar para
você eles também eram chamados Olha só de utilitários tá que
servem para quê por meio da ficção por meio da história para
passar comportamentos que são considerados bons exemplos tá
com o tempo obviamente né passou-se grife esse verbo a criticar aí
esse uso utilitário da literatura e a Regina zilberman ela vai tratar
do conceito da criança como centro de interesses da família
unicelular e ela vai lembrar que essa criança Com o tempo ela não
é mais Aquele modelo que era trazido nos textos né nesses
primeiros textos que tinham caráter didático caráter moralizante a
criança realmente não tinha muita voz mas depois essas crianças
foram ganhando mais espaço nas narrativas e a Regina zilberman
vai trazer para nós que as histórias elas traziam determinados
conceitos dentro da sua criação e ela vai falar de três tipos de três
formas aí como essa literatura era tratada e como a criança era
tratada veja comigo lá no quadro ela vai fazer uma classificação
dessa representação da família como que essas histórias eram
organizadas o primeiro tipo é esse daqui ó o eufórico nesse
eufórico anote aí acontecia que os pais eram aqueles que
mandavam e desmandavam que tinham todo o poder nós tínhamos
a presença anote aí de uma criança muito frágil os heróis ali que
saíam de casa sem autorização ele sempre se arrependiam a
criança só ficava segura no lar Então as histórias desse modelo do
eufórico passavam por esse tipo de representação num segundo
momento nós temos o modelo chamado de crítico esse modelo
crítico vai compor vai ser composto perdão de histórias que
denunciam um equilíbrio perdão desequilíbrio põe uma santinho aí
tá dessa dessa tranquilidade doméstica vai trazer aqui a não
resolução de conflitos questões que no modelo eufórico não
apareciam tá então esse é um novo os conflitos infantis passam a
aparecer na composição dessa família para chegar finalmente no
quea gente chama de emancipatório onde a criança Ela tem
autonomia as crianças personagens aí você pode lembrar lá do
Monteiro Lobato por exemplo elas já não sofrem tanto com a
dominação dos pais tá sem dominação dos pais então esses
momentos aí eles foram sendo modificados tá é importante nós
pensarmos Nisso porque as histórias com base nessa
representação da Família Elas vão sendo modificadas e
automaticamente as histórias criadas também tá bom frente a
essas colocações Aí nós já podemos pensar no seguinte porque
que aquele projeto Porque que a história que os alunos da
professora iriam contar não agradou vamos lá para resolução o
problema detectado então foi o fato dos alunos terem introduzido
uma moral da história tá fechando a interpretação e não permitindo
ao leitor tirar as suas conclusões Justamente por isso tudo que nós
acabamos de falar em vez de trabalhar então com a moral seria
válido e mais importante abordar a questão da ética que envolve a
história ali do endersen né do Patinho Feio deixar os alunos
refletirem propor uma discussão principalmente sobre a questão da
diversidade que é tão importante da tolerância da discriminação e
até mesmo outros temas a literatura tem também Tem também
essa função né E aí olha que interessante o senso crítico do aluno
ia ser despertado por isso que em sala de aula nós precisamos
fazer isso tá E permitir que ele participe dessa interpretação de
histórias algo importante de pensar é que os temas anote aí ó os
temas transversais eles devem e podem ser trabalhados junto com
a literatura tá então trazer aí a questão do meio ambiente da
diversidade da tolerância tudo isso faz parte e trazer essa voz do
aluno né para a interpretação das histórias é fundamental algo que
tem que ficar muito claro é que nós como professores nós não
podemos ser redutores reducionistas das histórias que que é
importante fazer primeiro dar voz ao aluno a interpretação dele a
relação que ele estabelece ali com o texto a leitura desses
implícitos tirar a parte significativa do texto deixar fluir essa relação
fluir e fluir também a relação entre texto e leitor não podemos
entender que a nossa interpretação a nossa voz é a única é a
verdadeira Então esse é o nosso papel e também nós não
podemos reduzir uma história a um fichamento a questões muito
técnicas porque a literatura ela vai muito além de tudo isso tá bom
Espero que você tenha compreendido aí essa segunda situação
que é bem curtinha mesmo e aí finalmente vamos parar terceira
situação problema já estamos chegando lá no final dos
questionamentos da professora Júlia e agora nós vamos falar das
outras mídias a professora Júlia ela gosta muito de filmes e ela tem
o interesse especial por aqueles filmes Olha só baseados em
textos literários por isso nas aulas dela Ela utiliza filmes que são
baseados em obras infanto-juvenis para que para motivar os
alunos para que eles peguem gosto também pela leitura São
muitos os filmes para escolher mas em primeiro lugar olha o que
ela faz ela escolhe trabalhar com o filme O Mágico de Oz você já
deve ter ouvido falar nessa obra né apresentando depois olha que
interessante uma edição completa em inglês e também algumas
adaptações brasileiras para que os alunos pudessem debater
sobre esses produtos feitos a partir daí da história Inicial que foi
criada em 1901 na sequência a professora Júlia disponibiliza sete
adaptações olha o tanto hein uma para cada grupo primeiro os
alunos leram um livro depois eles iriam assistir ao filme para na
sequência fazerem um debate a professora propõe então um
trabalho para esses grupos cada grupo e escolher uma narrativa
infanto-juvenil nacional ou até mesmo estrangeira Olha que foi
adaptada para o formato de filme e pede para eles fazerem o que
nós vamos fazer uma análise crítica sobre eles tá um dos grupos
então escolheu o livro O Fantástico Mistério da Feiurinha é um livro
muito conhecido lá do Pedro Bandeira primeiro esses alunos leram
um livro tanto na forma de narrativa como depois na peça teatral e
por último eles assistiram ao filme tá E aí vem os nossos
questionamentos Com base no que foi relatado Quais são os prós
e os contras da adaptação de livros para filmes que que você acha
como a professora Júlia pode trabalhar com Literatura e cinema tá
para enriquecer aí o repertório dos alunos a diferenças quais são
essas diferenças entre a narrativa escrita e adaptação
cinematográfica tá então todos esses esses elementos aí fazem
parte da nossa situação 3 e eu te faço uma pergunta o que que
você prefere você prefere ler um livro ou assistir a um filme Eu
particularmente quando tenho as duas opções prefiro ler o livro
antes para depois assistir ao filme né mas cada um tem uma
preferência e um motivo e justamente porque quando a gente leu
uma história você como leitor vai imaginar personagem vai
imaginar como ela era como se comportava a cor do cabelo a cor
dos olhos e dificilmente essa descrição que você faz ela bate com
o filme que você assiste Então eu prefiro geralmente ler o livro para
depois assistir ao filme E aí nós vamos pensar um pouquinho em
todo esse universo dessas adaptações vamos lá no primeiro
quadro Ah só para mostrar para você esse é o livro tá que Eles
escolheram do Pedro Bandeira o fantástico Mistério da Feiurinha
para você conhecer caso ainda não conheça muito bem então
vamos pensar aí em todas essas situações eu tô mostrando aqui
para você né algumas imagens que você talvez já conheça mas a
indústria do cinema na pós-modernidade ela passou Inclusive a
questionar Os Contos de Fadas tá e a própria indústria brasileira
começou a trazer aí é as adaptações Então vamos pensar um
pouquinho é óbvio que o início de toda essa indústria
cinematográfica dessa adaptação das obras ela começou com a
famosa Disney que você conhece todos nós conhecemos e as
crianças também a Disney nas suas histórias você pode perceber
que ela sempre trazia um estereótipo para os personagens então
nós sempre tínhamos a princesa aquela princesa frágil geralmente
Branca bonita indefesa magra e aquela princesa sempre precisava
de um príncipe para tirá-la de qualquer enrascada né E sempre
nessas histórias da Disney nós tínhamos esse estereótipo e
tínhamos ali a luta do bem contra o mal então bem representava o
bonito e o mal geralmente era associado aí é o Feio né então
sempre nessas histórias da Disney que iniciou todo esse processo
cinematográfico nós tínhamos esses estereótipos porém
basicamente lá no final do século 20 no início do Século 21 a
própria Disney começou a repensar esse modelo e essa quebra de
paradigmas ela começou a acontecer tanto é que a partir desse
momento as histórias traziam outras heroínas quem não se lembra
da Pocahontas Valente mula né histórias aí que traziam essas
princesas não mais como aquelas princesas frágeis e que
precisava sempre ter o mesmo estereótipo isso Começou a Mudar
E aí surgiram as adaptações né dessas obras esse
questionamento dos contos de fada e eu trouxe para você naquele
quadro alguns exemplos aí de adaptações que foram feitas por
meio de paródia ou não Tá então vamos lá para o quatro aqui você
tem 13 imagens bem conhecidas também de histórias que são
foram adaptadas Encantada é uma história adaptada obviamente
nós temos ali uma paródia que vai traçar um paralelo que paralelo
paralelo tá não vou contar muito a história não caso você não
conheça mas traz um paralelo entre aquele romantismo das
narrativas antigas e a modernidade essa história vai se passar em
Nova York tá outro exemplo aqui de adaptação para a história é a
do Shrek quem não conhece o Shrek né olha só que interessante e
nessa história o ogro Olha só o ogro é o príncipe então perceba
que ela quebra de paradigma até então o bonito era bom agora não
o ogro que é o feio da história que foge dos padrões ele é o lado
bom e o Príncipe mesmo é o mal da história Então existe esse
questionamento essa quebra tá E aqui nós vamos ter A Malévola a
história da Malévola É bem interessante é uma paródia da obra
dela Adormecida né E aqui existe uma quebra também do que a
gentechama de maniqueísmo que essa luta do bem contra o mal
tá então aqui nós vamos ter uma relação a essência versus a
aparência você vai perceber que A Malévola ela começa de um
jeito na história e ela vai se encaminhando para outros aí contextos
e outros sentimentos vale a pena você assistir a esse filme mas um
exemplo também de adaptação é esse daqui ó Deu a Louca na
Chapeuzinho Então como o nome já diz você tem aqui uma paródia
de quem da história da Chapeuzinho Vermelho então anote esse
nome aí paródia O que é uma paródia professora são aqueles
textos que vão apresentar semelhança tá com o original Mas
também ele vai trazer Fazer desvios em relação aos modelos que
são apresentados aí na obra ela vai geralmente propor um
questionamento e pode ou não ser cômico tá no caso da Malévola
Não É cômico mas aqui na Chapeuzinho Vermelho você tem
elementos de humor de comicidade para você saber nessa história
eles buscam a resolução aí de um crime tá E aqui nós temos uma
visão do mundo infantil por meio dos adultos é muito interessante
essa história porque ela vai trazer ali Os Três Porquinhos O
Pequeno Urso a cegonha tudo aí para resolver um crime que
aconteceu é como se fosse uma narrativa de detetives usando aí a
história da Chapeuzinho Vermelho todos esses que eu contei para
você que eu mostrei ali são adaptações de histórias que eram
narradasdas para o mundo cinematográfico Muda alguma coisa
muda sim porque no livro quando você tem alguns elementos por
exemplo o olhar de alguém para alguém né sendo contado você
tem que achar uma forma de trazer isso para o vídeo para essa
mídia que é um gênero diferente então várias adaptações tem que
ser feitas por isso que muitas vezes o filme nos decepciona porque
você imaginou tanta coisa para aquele personagem para aquele
momento e na visão de quem criou o filme que é o autor daquele
filme diretor daquele filme ele não viu daquela forma por isso que é
importante nós pensarmos que o filme pode auxiliar pode mas ele
não dispensa a leitura a leitura é essencial para que nós façamos
parte da história tá bom muito bem com essas colocações todas
nós podemos chegar aí a resolução da nossa situação problema
vamos lá só mais uma uma informação ali que eu acabei não
falando para você mas comentei brevemente a questão da a
respeito da vendagem né algo bem interessante é claro que existe
uma vendagem para esses livros é claro que tem um apelo
mercadológico né Além disso Olha que interessante são criados
outros produtos a partir dos filmes vou te dar um exemplo sabe o
pequeno príncipe O Pequeno Príncipe não ficou na venda só do
livro do filme foram criados bonecos foram criados materiais
escolares Exposições E aí nós tivemos uma vendagem muito
significativa tá mostra o quê tudo isso né que o livro hoje
principalmente ele é um bem de consumo tá E além de ter essa
ligação muito Estreita entre o livro o filme e a indústria cultural por
isso que nós temos tantas obras sendo lançadas ao mesmo tempo
comparada Claro a produção estrangeira a nossa produção aqui é
do Brasil cinematográfica Ela é bem pequena né você conhece
muitos filmes da Disney que não são produzidos aqui E esse
cinema infantil Brasileiro ao mesmo tempo que ele vê o público
como espectador ele também vê o público como consumidor que
que significa isso significa que nós queremos ao mesmo tempo
vender Mas queremos formar aí os nossos leitores vou colocar
essas duas páginas aqui ó 155 e 156 Depois você dá uma olhada
no seu material porque ela vai trazer justamente aí algumas alguns
exemplos de filmes nacionais que fizeram muito sucesso como por
exemplo Xuxa e o Mistério da Feiurinha uma professora muito
maluquinha tá são filmes voltados para Literatura Infantil e
infanto-juvenil que tiveram grande sucesso grande vendagem tá
você pode depois dar uma olhada lá no seu material para conhecer
então essas outras obras para fechar essa parte então nós
podemos afirmar que existe essa relação entre a mídia o consumo
e o filme tá então isso faz parte também do universo das
adaptações Agora sim agora vamos lá para resolução da situação
então nós vimos nesse momento que nós acabamos de discutir
que adaptação das obras literárias para o cinema ela vai englobar
uma adaptação da narrativa para um outro gênero certo então era
uma história contada com aquelas características que eu falei para
você no começo da aula e agora vai para o gênero dramático que é
o do cinema tá a fala do narrador ela é substituída por imagens
então não tem mais um narrador E também vai apresentar a fala
das personagens tá só tem a fala da personagem no filme
podemos dizer então que o filme Olha só é uma leitura feita como
eu disse pelo diretor a partir da história tá então ele faz aquela
leitura e como a leitura vai permitir várias leituras Nem sempre é do
diretor pode agradar você certo e algo que tem que ficar muito
claro o filme nunca será o livro e o livro também nunca será o filme
Tá bom isso é bem importante da gente pensar como tudo isso
pode ser pensado e colocado para o nosso universo aqui em
relação a Literatura infanto-juvenil e a formação do nosso leitor eu
quero saber de você aí se você considera importante é essa
literatura de massa você acha que essa literatura de massa ela
pode auxiliar na formação do leitor e a literatura de massa ela
abrange desde as séries iniciais até os adultos tá E aí eu te faço o
nosso último questionamento os livros e filmes adaptados podem
formar leitores que que você acha de que modo eles podem
auxiliar nessa formação e a influência dessas adaptações é
positiva ou negativa tá eu quero só o seu feedback o seu
fechamento Aí mande para cá uma resposta para essa pergunta e
nós já voltamos para fechar a nossa aula Durante o livro é
importante o filme é importante todos esses elementos na
formação do leitor Mas não deixe de trabalhar sempre a questão da
formação pelo prazer né a formação da Leitura é formação perdão
do leitor por meio desse prazer que ele vai adquirir né Eu espero
que você tenha entendido bem o que nós colocamos nessa aula
que você tenha aproveitado das dicas né Depois assista com
calma novamente aí essa aula para que você não perca nada
quero só mostrar uma um recurso aqui para você tá só um
pouquinho aqui olha que interessante não tem como não mostrar
isso daqui gente olha que lindo é um travesseiro que também serve
para contação de histórias olha que coisa mais linda ele tem a
história aqui em cada página e além de tudo isso é um travesseiro
eu achei Fantástico se você tiver oportunidade de adquirir um
desse não perca porque ele vai com certeza chamar atenção aí do
seu aluno principalmente os alunos menores vai sonhar com a
história com certeza né Muito bem então nós vamos encerrar essa
aula eu tenho mais um minutinho alguns minutos com vocês

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