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Resumo sobre topografia, topometria e topologia: definições de planimetria, altimetria e planialtimetria; latitude e longitude; precisão, acurácia, classificação e fontes de erro; escala e conversões; instrumentos e técnicas de medição (teodolito, taqueômetro, estação total, níveis, miras, balizas, estacas).

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Mari Gomes

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TOPOGRAFIA 
TOPOMETRIA E TOPOLOGIA 
 
TOPOMETRIA trata dos métodos e instrumentos 
para avaliação de grandezas que definem os pontos 
topográficos, considerando os planos horizontal e 
vertical. 
Pode ser dividido em: 
→ Planimetria 
→ Altimetria 
→ Planialtimetria 
Planimetria estuda os procedimentos 
considerando um plano horizontal. 
Escalas mais usadas: 
1:100 ou 1:200 para pequenos lotes 
1:1000 para arruamentos e loteamentos 
1:2000 a 1:5000 para propriedades rurais 
Altimetria estuda os procedimentos 
considerando as distâncias verticais. 
Representação em corte, perfil, vista lateral ou 
elevação 
Planialtimetria é a aplicação das duas técnicas 
juntas. 
 
TOPOLOGIA cuida do estudo das formas do 
relevo. 
LATITUDE E LONGITUDE 
LATITUDE: Norte e Sul 
LONGITUDE: Leste e Oeste 
 
PRECISÃO E ACURÁCIA 
PRECISÃO: Associada a REPETIBILIDADE em 
condições semelhantes. A precisão é obtida quando 
são realizadas diversas mensurações, as quais resultam 
em valores bastantes próximos uns dos outros. 
Ex: 10 pênaltis na trave direita: preciso e não acurado 
ACURÁCIA (EXATIDÃO): Associada a 
ADERÊNCIA AO VALOR VERDADEIRO. É relacionada 
à proximidade dos valores obtidos de uma medida em 
relação ao valor real dessa medida. 
Ex: 10 pênaltis acertaram o gol. 
CLASSIFICAÇÃO DO ERRO 
→ ERROS GROSSEIROS: Causados por 
engano na medição, leitura errada nos 
instrumentos, identificação de alvo, etc., 
normalmente relacionados à desatenção do 
observador ou à uma falha no equipamento. 
CORREÇÃO: repetição de leituras 
→ ERROS SISTEMÁTICOS: São erros 
conhecidos que se acumulam ao longo do 
trabalho, como por exemplo o efeito de dilatação 
de uma trena em função da temperatura. 
Correção: através de fórmulas específicas 
→ ERROS ACIDENTAIS OU 
ALEATÓRIOS: São aqueles que 
permanecem após os erros anteriores terem 
sido eliminados. Não seguem nenhum tipo de lei. 
Ex: inclinação da baliza na hora da medição. 
FONTES DO ERRO 
→ CONDIÇÕES AMBIENTAIS: Causados 
pelas variações das condições ambientais. 
Ex: variação do comprimento de uma trena com 
a variação da temperatura. 
→ CONDIÇÕES INSTRUMENTAIS: 
Causados por imperfeições dos equipamentos ou 
falta de ajustes. Ex: falta de calibração do 
teodolito. 
→ CONDIÇÕES PESSOAIS: causados por 
falhas humanas. 
Ex: falta de atenção ao executar uma medição. 
CONVERSÕES 
1°=60’=3.600” 
1radiano=57°17’45” 
 
 
ESCALA 
 
E= d/D 
E: escala 
d: Distância medida 
D: Distância Real (no terreno) 
 
INSTRUMENTOS 
GAMOMETRIA: Estuda os processos e 
instrumentos usados nas determinações de distâncias 
entre dois pontos. 
Podem ser obtidas de forma direta ou indireta 
DIRETA: São determinadas percorrendo o 
alinhamento. Genericamente, os instrumentos 
destinados à medida direta são denominados 
diastímetros (ou trenas) 
 
INDIRETOS: A distância sem percorrer o 
alinhamento, obtidas por meio de visadas ou pelas 
coordenadas de suas extremidades. 
Os instrumentos podem ser: ÓPTICOS, MECÂNICOS 
E ELETRÔNICOS. 
Os instrumentos ópticos e mecânicos são os 
TAQUEÔMETROS OU TAQUÍMETROS 
Os TEODOLITOS COM LUNETA portadora de 
retículos estadimétricos, constituídos de três fios 
horizontais e um vertical. 
ELETRÔNICOS: estações totais e trenas digitais 
GONIOMETRIA: estuda os processos e 
instrumentos necessários para medição dos ângulos 
em campo. 
Para medida de ângulos: teodolito e estação total 
INSTRUMENTOS AUXILIARES: bússola, GPS, tripé, 
Baliza, nível de cantoneira, mira, fichas, piquetes e 
estacas, caderneta de campo. 
TEODOLITO: destinado à medição diretamente de 
ângulos verticais e horizontais (com auxílio das balizas) 
e juntamente com o auxílio das miras falantes, 
também faz a medição de distâncias horizontais. 
NÍVEIS DE LUNETA: para mensuração de distâncias 
verticais entre 2 ou mais pontos. Também podem ser 
utilizados para medir distâncias horizontais com auxílio 
da mira falante. 
ESTAÇÃO TOTAL: instrumento eletrônico utilizado 
na obtenção de ângulos, distâncias e coordenadas 
utilizados para representar graficamente o terreno, 
sem a necessidade de anotações. Todos os dados são 
gravados e descarregados em um computador, 
através de software. 
ESTACAS: auxiliam a localização dos piquetes, pois 
em terrenos grandes ou locais que possuem 
vegetação, não é tão fácil encontrar os piquetes 
MIRAS FALANTES OU MIRAS ESTADIMÉTRICAS: 
são réguas centimetradas que servem para auxiliar as 
medições de distâncias horizontais e verticais 
BALIZAS: acessório utilizado para facilitar a 
visualização dos pontos topográficos, no momento da 
medição. São utilizadas para manter o alinhamento na 
medição entre pontos, quando há necessidade de se 
executar vários lances. Devem ser mantidas na vertical 
sobre o ponto, com o auxílio de um nível de 
cantoneira. 
NORTE 
NORTE VERDADEIRO ou NORTE 
GEOGRÁFICO: é o ponto por onde passa o eixo 
de rotação da Terra e que foi escolhido como o 
ponto de referência do sistema de coordenadas que 
deu origem às longitudes e latitudes. O norte 
verdadeiro (90°N) é o local onde todos os meridianos 
se interceptam. É imutável com o passar do tempo. 
NORTE MAGNÉTICO: é a direção para onde a 
agulha magnética de uma bússola aponta, orientada 
segundo o campo magnético natural da Terra. Varia 
com o passar do tempo. 
 
AZIMUTE 
Azimute de uma direção é o ângulo formado entre o 
norte e o alinhamento no sentido horário, não precisa 
determinar o quadrante. Diferente do rumo, pode 
variar de 0° a 360°. 
RUMO 
Rumo é o menor ângulo formado entre a linha 
norte/sul e o alinhamento, sempre positivo, nunca 
maior que 90° e sempre indicar o quadrante (N,E,S,W) 
 
 
METÓDOS DE LEVANTAMENTO 
Os métodos de levantamento populares são: 
triangulação, caminhamento (ou poligonação), 
irradiação. 
O caminhamento pode ser poligonal fechada ou 
poligonal aberta 
Para ângulos internos o fechamento angular é dado 
pela seguinte expressão: 
Σai = (n –2)*180° 
n = números de lados do polígono 
 
CALCULAR OS AZIMUTES DE 
OUTROS SENTIDO: 
Azi+1=Azi+Ai±180° 
Ai (ângulo interno no sentido horário) 
 
CALCULAR PROJEÇÕES PARCIAIS: 
Δxi = di* sem (Azi) 
Δyi= di* cos (Azi) 
As coordenadas dos pontos são calculadas a partir de 
uma coordenada inicial, que pode ser atribuída, porém 
o ideal é que use o sistema de referência geral. 
 
 
 
CALCULAR OS COMPRIMENTOS DA 
POLIGONAL NO MÉTODO DE 
IRRADIAÇÃO: 
De Posse das coordenadas de 2 pontos, pode-se 
calcular a sua reta do seguinte modo: 
 
 
CALCULAR O AZIMUTES NA 
POLIGONAL: 
Δyi=di*cos (Azi)

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