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NEI-UM-UNIVERSO-DE-ALEGRIAS-E-DESCOBERTAS--VIAJANDO-NAS-NOSSAS-MEMRIAS-5-ANO

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5º ANO VESPERTINO
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE
 CENTRO DE EDUCAÇÃO - CE 
NÚCLEO DE EDUCAÇÃO DA INFÂNCIA - NEI 
5° Ano Vespertino
 
 
Organizadoras: 
Cláudia Roberto Soares de Macêdo Nazário
Edla Cristina Sarmento Costa da Silva
 
 
NEI, UM UNIVERSO DE 
ALEGRIAS E DESCOBERTAS:
Viajando nas Nossas Memórias
NATAL-RN
DEZEMBRO/2022
 NEI, um universo de alegrias e descobertas : viajando nas nossas memórias
[recurso eletrônico] / Cláudia Roberto Soares de Macêdo Nazário, Edla Cristina
Sarmento Costa da Silva (Organizadoras); Alice Rocha Lima da Silva ... [et al],
autores. – Natal, RN : [s.n.], 2022. 
197p. : il. - 
Modo de acesso: https://nei.ufrn.br/repositorio
ISBN 978-65-00-57744-0 
 
1. Literatura infantil. 2. Escritos de crianças. 3. Memória coletiva. I. Nazário, 
Cláudia Roberto Soares de Macêdo. II. Silva, Edla Cristina Sarmento Costa da. III. 
Silva, Alice Rocha Lima da. IV. Título. 
CDU 373.3 
NEI-CAp/UFRN / Biblioteca Setorial do Núcleo de Educação da Infância 
Catalogação da Publicação na Fonte 
Bibliotecária: Amanda Freire de Avíncola Viçosi Caetano CRB2 1666 
Reitor:
José Daniel Diniz Melo
Vice-Reitor:
Hennio Ferreira de Miranda
Diretora do Centro de Educação:
Jefferson Fernandes Alves
Vice-Diretor do Centro de Educação:
Cynara Teixeira Ribeiro
Diretora do NEI:
Maristela de Oliveira Mosca
Vice-Diretora do NEI:
Denise Bortoletto
Coordenação de Ensino:
Marianne da Cruz Moura Rezende
Rivaldo Bevenuto de Oliveira Neto
Prefácio:
Rivaldo Bevenuto de Oliveira Neto
 
Posfácio:
Douglas Santana Meireles 
 
Organizadoras/Revisão:
Cláudia Roberto Soares de Macêdo Nazário
Edla Cristina Sarmento Costa da Silva 
 
Capa:
Ana Laura Benevides Fernandes
João Pedro Cunha Leite Galvão
 
Contracapa:
Marina Andrade Batista
 
Ilustrações:
Crianças do 5° Ano Vespertino
 
Porjeto Gráfico e Diagramação:
Carlos José de Araújo Souza Júnior
Felix Adolfo Barbosa Filho
Lígia de Moura Pracías
Maria Rayane de Araújo
NEI, UM UNIVERSO DE ALEGRIAS E
DESCOBERTAS:
Viajando nas Nossas Memórias
Turma: #juntossomosfortes
5° Ano Vespertino
Autores (Crianças)
Alice Rocha Lima da Silva
Ana Beatriz Medeiros Chaves
Ana Laura Benevides Fernandes
Anderson Ricardo Andrade Paiva
Beatriz Furtado de Oliveira
Brenda Letícia Andrade de Paula
Cecília Dantas Varela
Heitor Rocha Carvalho de Oliveira
 Helena de Souza Meireles
 Henrique Emanuel de Sena Paiva
Isaac Matos Araújo
Isabella Furtado de Oliveira
 
 João Gabriel Nascimento de Souza
 
João Guilherme P. M. do Nascimento
 
João Pedro Cunha Leite Galvão
 
Maria Cecília Medeiros Teixeira de Sousa
 
Maria Júlia Gomes de Araújo
 
Marina Andrade Batista
 
Miguel Dantas Ramos de Sá
 
Pedro Lucas Café Vieira
 
Pedro Lucas Pereira Maia
 
Raphael Bernardo Gomes da Cunha
 
Professoras
Cláudia Roberto Soares de Macêdo Nazário
Edla Cristina Sarmento Costa da Silva
 
Demais Autores
Adele Guimarães Ubarana Santos (Professora)
Amanda Freire de Avíncola Viçosi Caetano (Bibliotecária)
Ana Catharina Urbano Martins de Sousa Bagolan (Professora)
Carlos José de Araújo Souza Júnior (Estágiario)
Hygor Alexsandro de Morais Batista (Motorista)
Isaura de França Brandão (Professora)
Paulo Roberto Medeiros Luna (Porteiro)
 
Autores (Adultos)
DEDICATÓRIA
 Dedicamos este livro aos nossos familiares,
professores e professoras, antigos e atuais,
amigos, estagiários, bolsistas e a todas as outras
pessoas que nos acompanharam nessa longa
jornada. E a você, leitor, que se interessou em
conhecer as nossas memórias. Boa leitura!
AGRADECIMENTOS
 Agradecemos aos nossos familiares, por terem nos incentivado nos nossos
estudos e por terem escolhido essa escola tão maravilhosa, que é o NEI.
 À UFRN, por ter criado o NEI.
 Aos professores e professoras, bolsistas e estagiários que nos ajudaram na
construção dos nossos conhecimentos, aprendizagens e valores. 
Aos funcionários terceirizados, por cuidarem da escola e da gente.
 Aos bibliotecários, por nos apresentarem, indicarem e incentivarem a 
mergulharmos no universo dos livros.
 À Professora Patrícia Lúcia (Patrilu) por ter nos ajudado na criação desse livro.
 Aos autores adultos, Adele, Amanda, Aninha, Carlos, Cláudia, Edla, Hygor, Isaura,
Paulo, por trazerem também suas memórias nesse livro.
 Aos estagiários de Artes Visuais, Carlos, Felix, Lígia e Rayane, pela dedicação na
diagramação do nosso livro.
À Professora Maria da Conceição Passeggi, orientadora da pesquisa de Patrilu,
pelo incentivo e motivação na produção deste livro.
 Ao NEI, por ser uma escola tão boa e que oferece um estudo de 
qualidade.
 E a todos que nos proporcionaram experiências inesquecíveis, que ficarão
guardadas nas nossas memórias.
APRESENTAÇÃO
 No último ano dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental, que marca o final de
um ciclo, tanto dessa etapa de ensino, como da trajetória escolar das crianças no
Núcleo de Educação da Infância (NEI-CAp/UFRN), elas são convidadas a viajarem
no tempo para o resgate de memórias que marcaram o percurso delas nesse
contexto.
 Em 2022, as crianças viajaram pelas memórias de vivências experimentadas no
NEI e em outras instituições de ensino e, ao final do ano, chegaram à seguinte
conclusão: "O NEI é um grande universo de alegrias e descobertas!"
 Daí, surgiu o título desse livro: “NEI, um universo de alegrias e descobertas:
viajando nas nossas memórias”, que foi produzido pela turma do 5º ano vespertino:
#JUNTOSSOMOSFORTES, e reúne textos que remetem a memórias escolares
marcantes das nossas crianças.
 Além disso, após as produções das memórias infantis, você vai encontrar
memórias de alguns adultos que passaram por essa turma: das Professoras: Cláudia
e Edla, que acompanharam a turma durante o 5° ano; das Professoras Adele, Ana
Catharina e Isaura, que foram professoras mais de uma vez do grupo; do Estagiário
Carlos, que realizou seus estágios de Artes Visuais na turma ao longo do ano,
estabelecendo uma relação muito próxima e significativa com as nossas crianças;
da Bibliotecária Amanda, que cativou o coração das nossas crianças , sempre rece-
 
"O olho vê, a lembrança revê, e a
imaginação transvê... É preciso
transver o mundo."
 
Manoel de Barros
bendo-as com carinho, cuidado e zelo, na Biblioteca, influenciando-as na ampliação
do repertório literário, de jogos educativos e do nosso Tema de Pesquisa; do
Motorista Hygor, que levou a turma para muitas visitas de estudos ao longo desse
ano, fazendo parte do transporte seguro e responsável das nossas crianças, para
alargamento de seus conhecimentos, estabelecendo grande vínculo com elas, e, de
Paulo, nosso porteiro, que recebe a todos, sempre com muita atenção e cuidado.
 Quanto aos escritos das memórias infantis, as crianças vivenciaram um longo
trajeto, de duração de quase um ano, composto pelo planejamento, execução da
escrita e revisão dos seus textos, participando ativamente dessa construção, desde
a escolha dos temas dos textos, passando pelas ilustrações e finalizando com o
depósito da última versão de cada produção.
 Em cada capítulo, a criança registrou um resumo de sua autobiografia e três
textos de suas memórias mais marcantes ao longo da vida escolar.
 Quanto aos temas escolhidos, as crianças versaram sobre: o NEI; o 5° ano
nessa escola; a chegada nessa instituição de ensino, a trajetória nesse lugar, as
lições aprendidas, as descobertas e aprendizagens ao longo do percurso escolar,
histórias engraçadas que aconteceram no NEI; os bichinhos do NEI; culinárias e
lanches; festas e comemorações; passeio ciclístico; esportes; futebol, brincadeiras e
intervalos; amizades; biblioteca; disciplinas, professores, Temas de Pesquisa e
viagens de estudos e a despedida dessa escola.
 Quanto às memórias dos adultos, mergulhamos nas nossas lembranças, para
revisitarmos fatos importantes vividos com a turma e, inauguramos neste livro, o
exercício de resgate e registro de algumas memórias pessoais e profissionais que
foram marcadas como grupo que conclui o 5° ano no turno vespertino - 2022.
 Com o livro, deixamos o registro de uma marca da nossa história nesse lugar,
ao mesmo tempo, apresentamos algumas marcas que esse lugar nos imprimiu, em
uma dinâmica que nos permitiu, ao longo do nosso percurso nesse contexto,
experienciar fatos, relembrarmos o vivido e refletirmos sobre ele, selecionarmos e
imprimirmos essas marcas no papel e imaginarmos o vir a ser a partir do vivido, em
um processo de vislumbramento de projeções futuras para as nossas crianças, que
transcendem os muros do NEI para sobrevoos de novos horizontes.
As Professoras,
Cláudia e Edla
Prefácio ____________________________________________________________________________________ 18
Alice Rocha Lima da Silva
CONHEÇA-ME! __________________________________________________________________________________________ 21
O QUE EU AMO NO NEI! ______________________________________________________________________________ 22
WILD LIFE (VIDA SELVAGEM) _____________________________________________________________________________ 24
HISTÓRIAS ENGRAÇADAS _______________________________________________________________________________ 26
Ana Beatriz Medeiros Chaves
OLÁ, VAMOS CONHECER UM POUCO DE MIM?! ________________________________________________________ 28
MINHAS MEMÓRIAS DO NEI ____________________________________________________________________________ 29
AS MINHAS VIAGENS COM O NEI! _______________________________________________________________________ 31
MEMÓRIAS QUE EU TENHO DO 5°ANO _________________________________________________________________ 33
Ana Laura Benevides Fernandes
CONHEÇA UM POUCO SOBRE MIM… ___________________________________________________________________ 35
OS BICHINHOS DO NEI _________________________________________________________________________________ 36
FESTAS E COMEMORAÇÕES ____________________________________________________________________________ 39
I LOVE FOOD! (EU AMO COMIDA!) _______________________________________________________________________ 41
Anderson Ricardo Andrade Paiva
UM POUCO SOBRE MIM… _______________________________________________________________________________ 43
MEMÓRIAS DO CARNAVAL NO NEI ______________________________________________________________________ 44
FESTA JUNINA NO NEI ___________________________________________________________________________________ 45
PASSEIO CICLÍSTICO NO NEI ____________________________________________________________________________ 46
Sumário
Beatriz Furtado de Oliveira
UM POUCO SOBRE MIM… ______________________________________________________________________________47
O DIA QUE EU JOGUEI FUTEBOL NA MINHA ESCOLA ____________________________________________________48
FESTAS DA MINHA ESCOLA _____________________________________________________________________________49
CULINÁRIAS DO NEI _____________________________________________________________________________________51
Brenda Letícia Andrade de Paula
CONHEÇA UM POUCO DE MIM, COMIGO! ______________________________________________________________ 53
BRINCADEIRAS QUE BRINCÁVAMOS NO NEI ____________________________________________________________ 54
O QUE É AMIZADE? _____________________________________________________________________________________ 56
HISTÓRIAS ENGRAÇADAS NOS PASSEIOS DO NEI _______________________________________________________ 57
Cecília Dantas Varela
UM POUCO DE MIM __________________________________________________________________________________ 59
MINHA CHEGADA NO NEI _____________________________________________________________________________ 60
MINHAS AULAS E PROFESSORES NO NEI _______________________________________________________________ 61
A AMIZADE E SEU VALOR: GRANDES MEMÓRIAS ________________________________________________________64
Heitor Rocha Carvalho de Oliveira
QUEM SOU EU ________________________________________________________________________________________ 65
O NEI VISTO PELOS OLHOS DE UM NOVATO __________________________________________________________ 66
EXPERIÊNCIAS NO NEI ________________________________________________________________________________ 67
VIAGENS INESQUECÍVEIS DO NEI ______________________________________________________________________ 68
Helena de Souza Meireles
UM POUCO SOBRE MIM… ______________________________________________________________________________ 70
MINHAS PROFESSORAS DO NEI _________________________________________________________________________ 71
AS VIAGENS INESQUECÍVEIS ____________________________________________________________________________ 73
TCHAU, TCHAU NEI! ____________________________________________________________________________________ 76
Henrique Emanuel de Sena Paiva
UM POUCO SOBRE MIM… _____________________________________________________________________________ 77
A TRAJETÓRIA NO NEI __________________________________________________________________________________ 78
AS LIÇÕES _______________________________________________________________________________________________ 80
A DESPEDIDA ___________________________________________________________________________________________ 81
Isaac Matos Araújo
SOBRE ISAAC… __________________________________________________________________________________________ 83
AMIGOS DE ISAAC ______________________________________________________________________________________ 84
A BIBLIOTECA DO BANANA _____________________________________________________________________________ 86
MELÃO, MELANCIA E MAÇÃ ____________________________________________________________________________ 87
Isabella Furtado de Oliveira
ESSA SOU EU… __________________________________________________________________________________________ 88
MINHAS BRINCADEIRAS _______________________________________________________________________________ 89
AS FESTAS JUNINAS NO NEI ____________________________________________________________________________ 91
AS CULINÁRIAS INESQUECÍVEIS NO NEI _________________________________________________________________93
João Gabriel Nascimento de Souza
MINHA VIDA ___________________________________________________________________________________________ 95
MEMÓRIAS DO NEI ____________________________________________________________________________________ 96
BRINCADEIRAS NO NEI ________________________________________________________________________________ 98
MINHAS MEMÓRIAS DO NEI ATÉ A MINHA DESPEDIDA _________________________________________________ 99
João Guilherme Pinheiro Marcelino do Nascimento
UM POUCO DA MINHA VIDA ___________________________________________________________________________ 102
OS ESPORTES QUE VIVI… ______________________________________________________________________________ 103
ESPETÁCULO DA FESTA JUNINA ________________________________________________________________________ 105
MINHAS BRINCADEIRAS _______________________________________________________________________________ 108
João Pedro Cunha Leite Galvão
MEU MUNDO __________________________________________________________________________________________ 110
O LANCHE, AS CULINÁRIAS E O INTERVALO DO NEI ____________________________________________________ 111
FESTAS E COMEMORAÇÕES NO NEI ___________________________________________________________________ 113
VIAGENS E DISCIPLINAS QUE VIVENCIEI NO NEI _______________________________________________________ 115
Maria Cecília Medeiros Teixeira de Sousa
MINHA HISTÓRIA ______________________________________________________________________________________ 119
A BIBLIOTECA DO NEI _________________________________________________________________________________ 120
AMIZADES NO NEI _____________________________________________________________________________________ 122
AS CRIANÇAS DO PRÉDIO DA EDUCAÇÃO INFANTIL ___________________________________________________ 123
Maria Júlia Gomes de Araújo
UM POUQUINHO SOBRE MIM _________________________________________________________________________124
MINHAS AMIZADES E BRINCADEIRAS _________________________________________________________________ 125
MEMÓRIAS DO NEI ____________________________________________________________________________________ 128
NOSSAS VIAGENS _____________________________________________________________________________________ 130
 
Marina Andrade Batista
UM RESUMO SOBRE MIM ______________________________________________________________________________ 135
BICHINHOS DO NEI ___________________________________________________________________________________ 136
MINHAS EXPERIÊNCIAS SOBRE FESTAS E COMEMORAÇÕES NO NEI ___________________________________ 138
DESCOBERTAS E APRENDIZAGENS ____________________________________________________________________ 140
Miguel Dantas Ramos de Sá
MINHA APRESENTAÇÃO _______________________________________________________________________________ 142
LEMBRANÇAS SOBRE AMIGOS ________________________________________________________________________ 143
TEMAS DE PESQUISA __________________________________________________________________________________ 144
BYE, BYE NEI! (TCHAU, NEI!) ____________________________________________________________________________ 146
Pedro Lucas Café Vieira
UM POUCO DA MINHA HISTÓRIA _____________________________________________________________________ 147
PORTUGUÊS E MATEMÁTICA NO NEI __________________________________________________________________ 148
CULINÁRIAS DO NEI ___________________________________________________________________________________ 150
FUTEBOL NO NEI ______________________________________________________________________________________ 151
Pedro Lucas Pereira Maia
MINHA VIDA __________________________________________________________________________________________ 152
AMIZADES AO LONGO DA MINHA TRAJETÓRIA NO NEI ________________________________________________ 153
FUTEBOL NO NEI ______________________________________________________________________________________ 155
DESPEDIDA DO NEI ___________________________________________________________________________________ 156
Raphael Bernardo Gomes da Cunha
A MINHA HISTÓRIA ___________________________________________________________________________________ 157
A BIBLIOTECA DO NEI ________________________________________________________________________________ 158
AMIZADES DO NEI ____________________________________________________________________________________ 159
O NEI _________________________________________________________________________________________________ 161
PROFESSORAS
Cláudia Roberto Soares de Macêdo Nazário
UM POUQUINHO DE MIM... ___________________________________________________________________________ 163
PITADAS DE AFETO E GRATIDÃO À UFRN, À DOCÊNCIA, AO NEI E À TURMA: #JUNTOSSOMOSFORTES _165
Edla Cristina Sarmento Costa da Silva
EU, EDLA, POR MIM MESMA… _________________________________________________________________________ 172
MEMÓRIAS DE UM GRANDE SONHO EM CONSTRUÇÃO… _____________________________________________ 174
DEMAIS AUTORES
Adele Guimarães Ubarana Santos
MEMÓRIAS DE UMA TURMA ESPECIAL: ENTRE ESCRITAS, DESCOBERTAS E ENCONTROS ______________ 179
Amanda Freire de Avíncola Viçosi Caetano
A NOSSA HISTÓRIA ____________________________________________________________________________________ 181
Ana Catharina Urbano Martins de Sousa Bagolan
 SER PROFESSORA DESSAS CRIANÇAS _________________________________________________________________ 184
Carlos José de Araújo Souza Júnior 
EU SEMPRE LEMBRAREI – MEMÓRIAS DE UM ESTAGIÁRIO DE ARTES VISUAIS _________________________ 188
Hygor Alexsandro de Morais Batista
OS CAMINHOS QUE NOS CRUZARAM _________________________________________________________________ 190
Isaura de França Brandão
FLECHA QUE NÃO QUER POUSAR PARA QUE O CAMINHO SEJA INFINITO _____________________________ 191
Paulo Roberto Medeiros Luna
O QUE FICOU? O QUE LEVAREMOS? __________________________________________________________________ 195
 
Posfácio ___________________________________________________________________________ 196
18
PREFÁCIO
 Foi com muita alegria e emoção que recebi o convite para escrever o prefácio
desta obra da turma #JUNTOSSOMOSFORTES. Em forma de cartinha, em um
envelope azul e com o desenho da logo do NEI na cor amarela, o convite chegou
até mim, com uma letra cursiva linda que me era familiar, embora, percebesse
novas nuances no traçado, agora, marcado por tantas outras vivências escolares. Se
é para falar de experiências que nos tocam e nos transformam, como diz Larrosa, é
uma honra poder introduzir o leitor nessa viagem incrível de memórias e histórias
de crianças que, também, marcam meu percurso nesta escola da infância. Em 2018,
quando ingressei como professor do NEI-CAp/UFRN, tive o privilégio de ser
professor desse grupo no 1º ano do Ensino Fundamental. Foi um grande presente
que recebi! A Profª Cláudia dará mais detalhes sobre essa história. Agora, em 2022,
retomo o contato com essa querida turma do 5º ano vespertino, que recebeu novas
crianças, na condição de coordenador do Ensino Fundamental.
 A coordenação tem um olhar macro para a escola, ela acompanha o trabalho
pedagógico de todas as turmas, mas... preciso confessar: ao passar pelo 5º ano
vespertino (2022), eu acabava passando mais tempo observando a roda,
conversando com as crianças sobre as novidades e admirando as suas
aprendizagens ou percebendo como cresceram. Permitam-me fazer minha defesa! 
É experiência aquilo que “nos passa”, ou que nos toca,
ou que nos acontece, e ao nos passar nos forma e nos
transforma. Somente o sujeito da experiência está,
portanto, aberto à sua própria transformação.
 Larrosa Bondía
https://www.pensador.com/autor/larrosa_bondia/
19
Durante todo o ano letivo de 2022, foi inevitável olhar para cada rostinho, que
sempre me recebia com sorrisos e gritos, ao abrir a porta: “Rivaaaldo, pode
entrar!”; “Eu lembro de você, quando foi nosso professor no 1º ano”, “Rivaldo, faz
um desenho para mim”. Sim, nós temos uma história, temos memórias! 
 Essas crianças me marcam profundamente como professor, pois foram elas que
me apresentaram o jeito de ensinar e aprender no NEI, uma escola de inovação
pedagógica. Elas constituem minhas experiências nesse rico lugar de
aprendizagens, e, eu também me vejo nelas. Estive presente no momento de
mediação, quando fizeram seus autorretratos para os livros do 1º ano e 5º ano. Que
orgulho de ver cada desenho! A propósito, caro leitor, prepare-se para apreciar
ilustrações que revelam, imageticamente, as tantas aventuras, brincadeiras, estudos
e emoções vivenciadas por cada criança desse grupo. 
 Este livro, “NEI, um universo de alegrias e descobertas: viajando nas nossas
memórias”, produzido pela turma do 5º ano vespertino, apresenta as autobiografias
e memórias de experiências que foram significativas em suas trajetórias escolares.
Os temas abrangem desde a chegada nessa instituição de ensino até o processo de
despedida desse lugar tão especial para cada uma delas. Nesse percurso, elas,
generosamente, compartilham suas memórias sobre Temas de Pesquisa,
brincadeiras, amizades, visitas de estudos, festas e comemorações na escola,
professores, lanches e tantas outras vivências significativas que marcam suas
trajetórias desse lugar.
 Preciso dizer que essa turma gosta de falar, brincar, estudar e cantar. No 1º
ano, ao som da música Trevo, com um abraço casa inconfundível, elas cantavam: 
20
“Ah, eu só quero o leve da vida pra te levar. E o tempo para... Ah, é a sorte de levar
a hora pra passear pra cá e pra lá, pra lá e pra cá. Quando aqui tu estás”. Lindo de
ver, lindo de relembrar, mas...elas cresceram e se despedem, atualmente, cantando:
“E a gente canta, e a gente dança, e a gente não se cansa, de ser criança, a gente
brinca na nossa velha infância”. 
 E todos os dias, ao passar dos anos, cantaram...“Agora eu era o herói. E o meu
cavalo sófalava inglês. A noiva do cowboy, era você, além das outras três. Eu
enfrentava os batalhões…”. 
 Sim, é hora de partir, de alçar novos voos em suas aprendizagens, hora de
fechar um ciclo repleto de emoções. Ao som de João e Maria, de Chico Buarque,
música que representa o toque que marca os momentos de entrada e saída em
nossa escola, compreendemos que este livro marca uma despedida, mas também
inicia um novo ciclo, e...nós queremos notícias de cada uma de vocês, crianças.
 Querido leitor, prepare-se para sorrir, chorar e se emocionar (Principalmente
as famílias. Que turma boa é essa? Tanto as crianças quanto as famílias são
maravilhosas). 
 Finalizo desejando uma leitura encantadora, como essa obra se apresenta, e
aproveito para agradecer à turma do 5º ano vespertino e às professoras Cláudia e
Edla pela parceria neste ano de 2022. 
 Queridas crianças, como sujeitos de experiência, estejam abertas às novas
transformações que estão por vir.
 Sejam felizes e mandem notícias sempre. Um grande abraço!
 
Prof. Rivaldo Bevenuto de Oliveira Neto
MEMÓRIAS DE ALICE
CONHEÇA-ME!
 Meu nome é Alice Rocha Lima da Silva. Eu nasci em
Natal, Rio Grande do Norte, no dia 29 de março de 2012, às
17:32h, no Hospital Promater. Fiz 10 anos este ano (2022).
 Meus pais se chamam Adjama Rocha Lima e Antônio
Carlos da Silva Neto. Eu amo muito os dois. Minha mãe é
professora de Geografia e Psicóloga e meu pai é ex-jogador
de futebol e agora estuda Educação Física. E quando eu
crescer quero ser artista e fotógrafa.
 Eu amo desenhar, brincar com meus amigos e estar com
a minha família. Minhas melhores amigas são Brenda, Maju,
Helena e Maria Cecília, nos divertimos muito brincando!
Somos fãs de Harry Potter e Stranger Things, e amamos
fazer e comprar bijuterias.
 Tenho três primos, todos meninos. Sou muito apegada ao meu primo Leon e
nós sempre nos divertimos muito jogando, mesmo não morando na mesma cidade.
Estou ansiosa para ir visitá-lo no Rio de Janeiro.
 Eu gosto muito de viajar, já fui pra Argentina, Gramado, Pipa e outras praias
aqui do Rio Grande do Norte, e ainda vou viajar muito e conhecer o mundo. 
 Agora que você já conheceu um pouco sobre a minha história e preferências,
desejo que tenha uma boa leitura das minhas memórias!
21
O QUE EU AMO NO NEI!
 Eu amo o NEI! E adoro ir à biblioteca… De vez em quando eu vou lá com meus
amigos pra jogar UNO. Mas, também, para ler, óbvio, lá tem vários livros
divertidos!
 Eu também amo as culinárias que fazemos no NEI… uma das mais gostosas que
fizemos, foi o bolo de chocolate este ano (2022), para comemorarmos os
aniversariantes do primeiro trimestre, e também para colocarmos em prática alguns
de nossos conhecimentos matemáticos sobre grandezas e medidas.
 Outro momento que eu gosto no NEI, é do recreio, porque eu posso brincar
com meus amigos. É muito divertido…
 Eu também amo os Temas de Pesquisa adotados no NEI. Através dessa
metodologia, as crianças escolhem o que querem estudar, a gente pode aprender
sobre muitas coisas legais, como por exemplo, sobre: borboletas, animais silvestres,
embuá, dinossauros, corpo humano e etc.
 Mas, o melhor dia vivido no NEI, e que guardo na minha memória, foi o dia
em que a gente estava saindo da biblioteca e encontrou um mico lá na Educação
Infantil, na verdade eu acho que era uma família, porque tinha mais de um e um
deles estava carregando outro nas costas, eles eram muito fofos e divertidos,
estavam nos galhos de uma das árvores do parque do prédio da Educação Infantil,
“de boas”, brincando.
 Essas foram algumas das coisas que gostei de ter vivido, mas, no NEI, eu
gostei mesmo foi de tudo!
Alice Rocha Lima da Silva
22
23
WILD LIFE (VIDA SELVAGEM)
 A cada dia que se passa, as pessoas invadem o lugar onde os animais vivem.
Por isso, muitas vezes, encontramos animais diferentes em nossas casas e na nossa
escola também. No NEI, por exemplo, tem vários bichinhos, como: mico-leão,
soldadinho, várias borboletas, tem abelha, de vez em quando tem passarinho e
também tem embuá. Teve até uma vez que apareceu uma aranha venenosa,
caranguejeira.
 Muitas vezes, as crianças se animam e ficam curiosas sobre esses animais e
eles viram Temas de Pesquisa e a gente estuda sobre eles. A minha turma já
estudou sobre os embuás, as borboletas, e também já se envolveu em uma
pesquisa maior sobre vários animais silvestres.
 Eu me lembro que aqui no NEI tinha vários embuás, antigamente. Eles se
enrolavam quando a gente chegava perto deles, e como a gente era bem pequeno,
amava vê-los se enrolando. Por causa dessa nossa aproximação e curiosidade, eles
viraram um dos nossos Temas de Pesquisa.
 Sobre as borboletas, eu me lembro que antes de elas se tornarem borboletas,
são lagartas, depois entram no casulo e viram borboletas. Isso se chama
metamorfose.
 E, sobre os animais silvestres, estudamos no 3º ano, com os professores
Sanderson e Gilvânia. Mas, como foram nas aulas online, por causa da pandemia,
eu não me lembro muito bem como foi, só me lembro que quem sugeriu esse tema
foi Marina, porque ela, mas também a turma inteira, ama os animais, e a turma
concordou.
 Espero que tenham gostado.
24
25
HISTÓRIAS ENGRAÇADAS
 Gente, hoje eu vou contar um pouquinho sobre várias histórias engraçadas que
aconteceram na minha vida. Eu tenho várias, mas no momento eu não estou
lembrando de todas.
 A primeira história é uma que eu era bem teimosa e aprontava bastante! Teve
um dia que eu estava na Turma 4, tinha mais ou menos 05 anos, e a professora
Isaura me mandou várias vezes tirar a pulseira da boca, mas eu não obedeci. Então,
eu estava bem plena, mordendo minha pulseira, e o que aconteceu? Eu engoli!
 Eu desesperada, comecei a chorar e disse:
 — Professora, eu engoli uma pulseira!
 Meus amigos estavam rindo de nervoso.
 Quando minha mãe chegou pra me
buscar, todos os meus amigos correram pra ela gritando:
 — “ALICE ENGOLIU UMA PULSEIRA, MAS ESTÁ BEM…”
 Aí eu fui pro hospital, minha mãe ligou para o meu pai, não me lembro agora
se ele foi, mas me lembro que fiz raio-x e o médico não encontrou a pulseira nas
imagens, daí ele me liberou e eu fiquei bem.
 A segunda história aconteceu este ano (2022). Lançaram a quarta temporada
de Stranger Things e minhas amigas Brenda e Maria Cecília foram assistir na minha
casa. O personagem Eddie morreu e eu chorei muito, as meninas ficaram rindo da
minha cara e eu dei um grito que chegou lá na China. 
26
27
 Depois, a Maxine meio que morreu e
Maria Cecília surtou. Ela ficou gritando,
batendo no travesseiro com raiva. 
 E a terceira, e última história, aconteceu
este ano também… Estávamos reunidos na
minha casa para fazermos um trabalho em
grupo: Ana Laura, Maria Cecília, Miguel,
João Pedro e eu, e decidimos fazer sorvete
na minha máquina de sorvete! 
 Fizemos uma gororoba que ficou muito
ruim: era uma mistura de banana com
ameixa… A gente foi provar, e deu vontade
de vomitar, mas a mãe de João Pedro
gostou. 
 Essas foram algumas das minhas histórias
engraçadas vividas no NEI.
 Tchau! 
 Minhas comidas preferidas são: pizza e hambúrguer e a minha sobremesa
preferida é petit gâteau.
 E quando eu crescer eu vou querer ser pediatra.
 Obrigada, até a próxima!!
MEMÓRIAS DE ANA BEATRIZ
OLÁ, VAMOS CONHECER UM POUCO DE MIM?!
 Meu nome é Ana Beatriz Medeiros Chaves e eu tenho
11 anos. Nasci no dia 08 de junho de 2011, no Hospital
Promater, que fica aqui mesmo na cidade de Natal/RN.
 Meu pai se chama Andreilson da Rocha Chaves e a
minha mãe, Eva Cristina Medeiros Gomes. Tenho um irmão
de 04 anos, que se chama André Luiz Medeiros Chaves.
 As coisas que eu mais gosto de fazer são: gravar vídeos 
para o meu Instagram, comer, fazer compras, maquiagem,
tirar fotos, brincar com as minhas melhores amigas (todas
as meninas) na escola porque elas são demais.
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MINHAS MEMÓRIAS DO NEI 
 Tenho muitas memórias do NEIe vou resumi-las! 
 Eu entrei nessa instituição ainda na Unidade Educacional Infantil (UEI) e minha
mãe me disse que eu já cheguei fazendo amizade com os meus amigos e amigas. A
primeira pessoa que eu tive contato foi Marina, a gente já chegou se abraçando.
 Eu me lembro da primeira vez que eu fui no prédio do Ensino Fundamental, foi
muito legal! Conhecemos o prédio, que nunca tínhamos ido lá antes. Nessa época
eu estava na Turma 4, e dali a alguns meses, já estaria no 1º ano do Ensino
Fundamental.
 No Ensino Fundamental, teve um dia que guardo na memória que não foi muito
legal, foi na hora do lanche! Porque a mesa das minhas amigas já estava lotada e
eu tive que sentar sozinha, tirando isso, foi tudo muito legal.
 Eu também me lembro do primeiro dia de aula no primeiro ano do Ensino
Fundamental. Foi muito legal, porque a gente tinha que procurar pistas para achar
os nossos professores. Nesse ano, nossos professores foram Adele, Rivaldo e
Raika. E, pelas pistas, logo descobrimos que seriam eles.
 Outra lembrança que guardo na minha memória, foi do quarto ano, que teve aula
online, que não foi nada legal, mas depois começaram as aulas presenciais de
volta, e aí o ano foi ficando mais legal.
 E agora, no quinto ano, está sendo um dos melhores anos no NEI! Nosso
primeiro dia de aula este ano (2022), foi muito legal! Os novos estudantes são bem
legais e as professoras também são demais!
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Ana Beatriz Medeiros Chaves
 Eu amo essa escola! Que pena que vamos ter que sair… mas, tudo bem… É isso! 
 E essas são algumas das minhas memórias do NEI!
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AS MINHAS VIAGENS COM O NEI!
 Hoje, eu vou contar um pouco das viagens que eu já tive com meus colegas do
NEI.
 Entre a turma 1 e a turma 2, nós fomos para uma fazendinha e para o Aquário
Natal. Essas visitas de estudos tinham relação com os nossos temas: animais.
 Na turma 4, nós fomos para a Barreira do Inferno, pois estávamos estudando o
espaço sideral.
 A viagem marcante, que eu me lembro no início do Ensino Fundamental, foi
para o Museu da UFRN, quando estávamos no 1º ano. Foi muito legal! Fomos lá,
porque estávamos estudando sobre a história da escrita e os homens da caverna,
então fomos conhecer um pouco da nossa pré-história.
 E agora, vou falar das viagens que fiz para fora de Natal. A primeira viagem
para fora de Natal que fiz com a minha turma foi no primeiro ano. Nós fomos para
a Caatinga, se eu não me engano, fica em Currais Novos e no segundo ano, a
gente foi para Recife.
 Agora, em 2022, no 5º ano, fomos para muitos lugares. Mas, uma das visitas
que mais me marcou foi a viagem de Recife, ao Instituto Ricardo Brennand (IRB).
No caminho, nossa Professora Edla viu o ônibus do cantor João Gomes e o
motorista buzinou pra gente, quando percebeu que estávamos todos gritando: —
“JOÃO GOOOOOMEEEEES!”.
 Nessa visita, fomos ver o Museu das Armas, que é relacionado às guerras, e,
apesar de não estar na nossa programação inicial, aproveitamos e fomos ver o
Museu de Cera que fica lá no IRB.
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 Outra visita de estudos que fizemos esse ano, que gostei bastante, foi a nossa
ida ao Museu Câmara Cascudo. A gente viu praticamente tudo, mas o que
queríamos ver mesmo, era uma sala que tinha uma exposição sobre a Segunda
Guerra Mundial e eu gostei bastante.
 Também foi muito legal a nossa primeira visita de estudos deste ano, que foi
ao Teatro Alberto Maranhão. Fomos ver a peça teatral: “Bye, bye Natal”, que narra
a presença dos norte-americanos aqui em Natal durante a Segunda Guerra
Mundial. Foi a primeira vez que fui a esse teatro, achei lá muito bonito.
 E todas essas viagens foram
incríveis, mas as melhores
foram para a Caatinga, para
Recife e para o Teatro.
 Posso dizer que aprendi
muitas coisas sobre os Temas
de Pesquisa, pois todas elas
tinham relações com os temas
que estávamos estudando.
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MEMÓRIAS QUE EU TENHO
DO 5°ANO
 Oi, hoje eu vou falar sobre algumas memórias que eu tenho do quinto ano, vou
resumir porque tenho muitas.
 Vou falar do primeiro dia de aula que foi incrível! Encontrar os meus amigos e
amigas, que eu gosto, foi maravilhoso. Fazia tempo que não iniciávamos um ano
para ser todo presencial, porque por dois anos tivemos que conviver com aulas
online.
 Uma das coisas que foi muito legal este ano (2022), foi o resgate das nossas
memórias, através de objetos. Teve um dia que cada criança levou algo que
lembrasse algum momento já vivido no NEI. Fomos para o auditório do Núcleo de
Estudos e Pesquisas da Infância (NEPI) - um anexo do NEI - e rememoramos
muitas coisas legais. Eu levei o nosso livro feito no primeiro ano, algumas
fotografias e uma farda amarela e branca, de quando eu era da UEI.
 Este ano também fiz novas amizades com os estudantes novatos: João
Guilherme, Maria Cecília, Cecília, João Pedro, Heitor e Raphael. E todos eles são
muito especiais para mim. Fiz uma melhor amiga (Isabella) que eu amo muito e é
muito querida para mim.
 Vou levar na memória, os passeios feitos esse ano, as novas amizades e o dia
do meu aniversário, que comemorei meus 11 anos na escola, junto com a minha
família, amigos e professoras. Esse ano, apenas eu fiz aniversário em sala de aula e 
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o tema foi: Instagram. Hoje em dia é raro ganhar presentes, mas nesse dia, eu
ganhei vários presentes. As Professoras Cláudia e Edla, também têm um lugar
especial em meu coração. São muito incríveis. 
 E agora, que está chegando o fim do ano, nós vamos ter que nos separar, eu
não queria, mas não podemos fazer nada… Eu quero que saibam que eu amo muito
todos vocês que fazem o NEI e que sempre vão estar nas minhas memórias e vão
estar guardados em meu coração, porque todos são incríveis!
 Beijos.
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MEMÓRIAS DE ANA LAURA
CONHEÇA UM POUCO SOBRE MIM…
 Olá, eu sou Ana Laura! Eu tenho 10 anos e nasci no dia
22 de abril de 2012. 
 Meu pai se chama Henrique José Fernandes e minha
mãe se chama Gilvana Benevides. Tenho três irmãos, dois
mais velhos e um mais novo. 
 Minhas comidas favoritas são: macarrão, feijão, morango,
bolo e carne. Eu gosto de tudo! Ou quase tudo, pois eu não
gosto muito de salada… Sério, não dá! E minhas bebidas
favoritas são: sucos e refrigerante, I love it! (Eu amo isso!)
 Eu tenho uma gata, ela é linda, bem branquinha e se chama Aurora. Ela é meu
xodozinho. Ela tem um olho azul e outro castanho, o que a torna ainda mais linda e
especial. 
 E sobre o NEI... Eu não quero sair… eu entrei ano passado na escola e já tenho
tantas memórias… Tenho memórias de todos os jeitos, algumas não são tão legais,
outras são boas e outras são engraçadas, porque assim são os momentos da vida,
cheios de muitos sentimentos. 
 Mas, as boas memórias são tantas que eu queria que tivesse todas as outras
séries na escola e nunca ter que sair daqui. Sei que uma hora temos que sair do
NEI, mas bem que podia demorar mais um pouco, né?
 Bem, continue por aqui para ver algumas de minhas memórias construídas no
NEI...
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Beijos, Ana!
OS BICHINHOS DO NEI
Ana Laura Benevides Fernandes
 Hi! (Oi!) Eu e minha turma ao longo desses dois anos (é porque eu entrei no
NEI no 4º ano, antes eu estudava no Àgora) achamos vários animaizinhos pela
escola, como aconteceu no final do ano passado (2021). Eu não posso chamar todos
que encontramos de bichinhos fofos porque, de fofo, alguns não tinham nada, ao
contrário, só tinham o poder de serem perigosos e assustadores! 
 E este bichinho que encontramos no final de 2021 foi no último dia de aula do 
quarto ano, que teve banho de mangueira. As meninas já estavam se trocando no
banheiro, quando apareceu uma aranha caranguejeira enorme e todo mundo
começou a gritar e tudo virou uma bagunça, até que as professoras foram ver o
que era e tiraram a aranha de lá e tudo ficou bem novamente.
 Eu também me lembro que já em 2022 (este ano), mais ou menos em março,
achamos um passarinho. Ele era filhotinho e estava machucado. Levamos ele para a
sala e demos o nome de chocolate porqueele era branco e marrom como se fosse
chocolate branco e preto. Ele estava com um pezinho machucado, então Marina
levou ele para casa, pois seu pai é veterinário. Ela cuidou dele muito bem, mas no
outro dia ele morreu, pois estava com uma infecção. Foi muito bom os minutinhos
que passamos com ele.
 Em maio, achamos outro bichinho, era um soldadinho encontrado perto do
portão que dá acesso ao prédio da Educação Infantil. Brenda achou ele e deu para
Bia, então ela deu o nome de Juliano. Quando acabou o intervalo, levamos Juliano
para a sala, mas nossas professoras não deixaram ele ficar porque ninguém ia pres-
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tar atenção nelas, o que era meio verdade... Então, depois de um pouco tempo de
aula, descemos para a aula de Educação Física, ele estava muito fraquinho e o
deixamos na árvore. 
 Outro ‘bichinho’ que a turma teve,
não foi exatamente um animal, mas só a
nossa imaginação mesmo em ação. Foi
assim, João Pedro, Maria Cecília e eu,
estávamos voltando da biblioteca e no
parquinho do prédio da Educação
Infantil tem um pé de manga que
sempre tem manga, aí João Pedro levou
uma manga para sala e com o marcador
de quadro ele fez um rostinho na fruta.
Alice e eu fizemos o desenho de uma
chupeta na manga e quando a gente
percebeu, ali estava o nosso novo
mascote: era a Ana Manga! 
 O tempo foi passando e um dia, Ana
Beatriz, uma menina que pega a mesma
van de João Pedro, pegou a Ana Manga 
e levou para casa dela e, usando o grupo de WhatsApp do 5° ano, ela mandou um
vídeo enfiando uma faca na manga, que estava podre. Todo mundo riu muito e esse
foi o fim de Ana Manga.
 E a última memória que vou contar é de bichinhos que coçam. Aconteceu o
seguinte, atrás da quadra tem um espaço onde estávamos brincando e lá tem uma 
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arvorezinha que quando chegamos mais perto dela, encontramos uns soldadinhos
que não eram pretos e sim, vermelhos. Eu nunca tinha visto nada parecido! Eles
estavam lá e todo mundo dizendo: 
 — Cuidado, eles são venenosos!
 Eu não sei quem teve a ideia de chutar o galho da árvore que eles estavam, só
sei que todos eles voaram na gente, todo mundo correu não sei para onde, eu só
sei que segui o povo… depois disso, todo mundo estava se coçando… o braço, a
perna, a cabeça... Depois que chegamos em casa e que tomamos banho, foi que
parou de coçar. O que aconteceu é que se tornou uma história engraçada agora,
mas na hora não foi não, kkkk (risos). 
Beijos, Ana! 
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FESTAS E COMEMORAÇÕES
 Oi, hoje vou falar das festas e comemorações que eu vivenciei no NEI.
 Ainda no final do 4° ano, ano passado, teve uma tarde de banho de mangueira
que foi muito legal. Como só voltamos presencialmente no segundo semestre, essa
atividade foi bem marcante para todos nós.
 Neste ano de 2022, uma festa que me marcou foi a festa junina. Estávamos
estudando sobre guerras e lemos um livro chamado: “Lampião e Lancelote”, de
Fernando Vilela, e daí, tivemos a ideia de fazermos uma batalha de dança, também
resgatando memórias de danças que a turma vivenciou em anos anteriores.
 De um lado, estava o “bando de Lancelote e Guinevere”, do outro, o “bando de
Lampião e Maria Bonita”. O Lancelote foi João Guilherme, a Guinevere foi Marina,
o Lampião foi Henrique e eu fui a Maria Bonita. A festa estava linda e nossas
famílias puderam fazer um lanche coletivo e assistir a nossa apresentação. Eu amei!
 Outra atividade que também foi muito legal e merece ser lembrada foi o banho
de grude. O grude é feito com goma de tapioca e água. A mistura vai ao fogo até
virar uma gosma. Nesse dia, teve grude por todos os lados, até voando. Foi uma
tarde muito divertida!
 E, outra comemoração muito legal, foi o passeio ciclístico, por causa do dia das
crianças. Foi a primeira vez que participei desse evento. As crianças levam as suas
bicicletas e dão uma volta na rotatória. Nossa turma foi até o Setor de Ciências e
Tecnologia da UFRN, depois teve um lanche coletivo entre as famílias e a
Professora Edla (a professora Cláudia estava doente e não pôde ir). Teve picolé,
bolo de chocolate, coxinha e muitas outras delícias.
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 Essas foram algumas festas e comemorações que eu vivenciei no NEI e que
ficarão nas minhas memórias.
 Beijos, Ana.
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I LOVE FOOD! (EU AMO COMIDA!)
 Oi, hoje eu vou falar das culinárias que são uma das coisas que me faz querer
ficar no NEI. EU AMO!
 Uma tarde tivemos a culinária de papa de chocolate, que foi uma atividade de
memória de quem era ainda da Unidade Educacional Infantil (UEI). Fizemos a
receita da papa na cozinha do prédio da Educação Infantil, com a ajuda da
professora Uili, do 5º ano da manhã. As crianças levaram os ingredientes e fizemos
essa papa, que ficou uma delícia! 
 Teve também a tentativa de, mais ou menos, um bolo de chocolate. Mais ou
menos, porque a aparência dele era um pouco murcho e solado em algumas partes,
aí ele estava parecendo um brownie, é sério! Mas, fora a aparência, ele foi o
melhor lanche do NEI!!! 
 Falando em lanche, eu gosto de quase todos, quando vem bolo de qualquer
coisa eu como… Pode ser só de farinha ou só de leite, sendo bolo eu como! Mas,
quando o lanche é tapioca… eu não sou fã, eu não gosto muito não. Quando o
lanche é TOP e vem pouco, Alice e eu vamos perturbar Eizinha (uma das
cozinheiras do NEI), para ela dar mais para a gente… No final de tudo, quase no fim
do intervalo, ela acaba dando e fica tudo certo. Teve uma vez que ela estava
comendo pipoca doce, só tinha um pouco, mas Alice e eu acabamos comendo com
ela, faltava só o filme naquela tarde. 
 Eu amo a escola e as comidas também! 
Beijos, Ana!
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MEMÓRIAS DE ANDERSON
UM POUCO SOBRE MIM…
 Meu nome é Anderson Ricardo Andrade Paiva, nasci
no Hospital Promater, no dia 29 de agosto de 2011. Hoje
tenho 11 anos e estudo no NEI-CAp/UFRN, desde o
berçário.
 Os nomes dos meus pais são: Daniele e Adriano.
Tenho dois irmãos, que se chamam: Átila Mateus e
Adriano Vitor, que são mais velhos que eu.
 Minha comida preferida é churrasco, e minha bebida
preferida é suco de maracujá.
 Uma das memórias que guardo do NEI, foi uma viagem
que fiz para Recife com os meus amigos da turma e eu
gostei muito, fomos para o Instituto Ricardo Brennand e
para o Zoológico Dois Irmãos. Essa viagem aconteceu em
2019, quando eu estava no segundo ano.
 Agora que você sabe um pouco sobre mim, conheça um pouco mais sobre as
 minhas memórias do NEI.
 Boa leitura!
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MEMÓRIAS DO CARNAVAL 
NO NEI
Anderson Ricardo Andrade Paiva
 Uma das festas que mais gosto, do NEI, é o carnaval. O carnaval é uma festa
popular cultural, que estudamos e festejamos no NEI.
 Durante a pandemia, tivemos que vivenciar um carnaval diferente, com as turmas
separadas. Mas, também, já vivenciei carnaval com as turmas juntas, na quadra do
prédio do Ensino Fundamental. Nessa festa, tem músicas, apresentações e muita
diversão. As crianças nesse dia brincam, se divertem, usam fantasias.
 Neste ano de 2022, nossa turma brincou de
blocos carnavalescos no auditório do Núcleo de
Estudos e Pesquisas da Infância (NEPI) - um anexo
do NEI, e eu fui de pirata. Brincamos também de
dança das cadeiras, e eu ganhei em segundo lugar,
quem ganhou em primeiro lugar foi o Professor
Guilherme.
 Nas festas fora do NEI, é notável o uso de
muitas cores, presença de espumas, confetes,
serpentina. Porém, na escola não é permitido o uso
de confetes, espuma e serpentina.
 
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 Esse evento proporcionou lembranças agradáveis,
interação, criatividades e momentos de lazer com
amigos e professores.
FESTA JUNINA NO NEI
 Hoje, irei falar sobre a festa junina deste ano do NEI.
 Uma festa que gosto muito, do NEI, é a festa junina! Esse ano, por causa da
pandemia, a festa junina do NEI foi diferente dos outros anos, com número
reduzido de pessoas. Mas, isso não influenciou na nossa diversão, nem na qualidade
da festa.
 Na festa junina deste ano, escolhemos dançar ritmos, como: Xaxado, Baião e
Xote. As músicas que dançamos foram: AsaBranca, Xote ecológico, Flor do
Mamulengo, ABC do Sertão, Olhinhos de Fogueira e Mulher Rendeira.
 Nossa apresentação na quadra do prédio do
Ensino Fundamental foi uma batalha de danças,
entre dois grupos, e isso tinha relação com o
nosso Tema de Pesquisa: as Guerras.
 O Grupo 01 era representado por Maria
Bonita (Ana Laura) e Lampião (Henrique) e o
Grupo 02 era formado por Lancelote (João
Guilherme) e Guinevere (Marina).
 O grupo 01 combinou de vir de camisa preta
e o grupo dois combinou de vir de camisa
branca. Eu era do Grupo um, por isso vim de
camisa preta, bermuda jeans e tênis.
 No fim da apresentação, os dois grupos se uniram pela paz e união, decretando
fim às guerras e dançamos juntos a música Mulher Rendeira, em uma grande roda,
incluímos até um passinho de tiktok na dança, foi muito legal!
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PASSEIO CICLÍSTICO NO NEI
 O passeio ciclístico é um grande evento que envolve crianças, familiares e
amigos do NEI. O passeio ocorre em torno da UFRN.
 A importância do passeio ciclístico é que proporciona a prática da socialização,
o vínculo familiar e afetivo, por meio da diversão e do esporte de um jeito
diferente.
 Guardo nas minhas memórias, o
passeio ciclístico deste ano (2022).
Teve um lanche com meus amigos:
Henrique, Raphael, Isaac, Ana Laura,
João Pedro, Maria Cecília, Brenda,
com a minha Professora Edla (a
Professora Cláudia não pôde ir) e com
minha mãe. No lanche, tinha salgados,
suco de uva, pão de queijo, bolo e
outras delícias. Mas, antes do lanche,
a gente deu uma volta no quarteirão
de bike voltando depois pra nossa
escola com segurança.
 Bem, concluímos que a realização
dessa interação traz benefícios para
toda comunidade escolar, além de
levar diversão para todos.
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MEMÓRIAS DE BEATRIZ
 Olá, meu nome é Beatriz Furtado de Oliveira e eu
tenho 11 anos.
 O nome dos meus pais são: Jessica e Wisley, tenho
uma irmã gêmea chamada Isabella e um irmão chamado
Gabriel, que tem 2 anos. Tenho também uma cadelinha
que se chama Mel, da raça salsicha.
 Minhas comidas preferidas são: pizza, esfirra, camarão
e etc. e minha cor favorita é laranja.
 Eu amo estudar no NEI, não queria sair dele. Minhas
amigas de lá são: Ana Laura, Brenda, Jujuba (Maria Júlia),
Alice e etc. Gosto muito de brincar com todas elas de
pular corda, pega-pega e etc.
UM POUCO SOBRE MIM…
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 Aqui está um pouco de mim, espero que tenham gostado…
 
O DIA QUE EU JOGUEI FUTEBOL
 NA MINHA ESCOLA
 Hello, guys! (Olá, pessoal!) Hoje eu vim falar um pouco sobre o futebol da
minha escola.
 Este ano (2022) foi muito legal, porque foi a primeira vez que todas as minhas
amigas e eu jogamos futebol na minha escola.
 O jogo foi de meninas vs meninos, e é óbvio que os meninos ganharam! Mas,
isso não importa, o importante foi que todo mundo se divertiu.
 Eu gostei muito dessa experiência e
nesse dia eu entendi porque os meninos
saem pingando da quadra depois do
jogo.
 Espero que tenham gostado…
Tchau!
Beatriz Furtado de Oliveira
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FESTAS DA MINHA ESCOLA
 Hello, guys! (Olá, pessoal!) Hoje eu vim falar um pouco sobre as festas e
comemorações da minha escola.
 Primeiro vou falar sobre o carnaval. O carnaval do NEI é assim: todas as turmas
vão fantasiadas e sempre tem várias brincadeiras.
 As minhas memórias do carnaval foram essas: todas as crianças da minha turma
foram fantasiadas. Este ano (2022), eu fui de ursinha carinhosa e tiveram várias
brincadeiras no auditório do Núcleo de Estudos e Pesquisas da Infância (NEPI) -
um anexo do NEI, como: dança das cadeiras, desfile carnavalesco e dança.
 E agora, vou falar da minha festa favorita: a festa junina! A festa junina do NEI
é assim: todas as turmas preparam uma apresentação para toda escola e os pais
assistirem. As minhas memórias dessa festa foram que eu dancei, brinquei, pulei e
etc.
 Algumas brincadeiras que já vivenciei nessa festa foram: pescaria, argola, rabo
do burro, corrida da colher, tinha uma também que era para acertar uma bolinha na
fogueira, dentre outras.
 Sobre as danças, vou falar da deste ano: o nosso Tema de Pesquisa era Guerras
e a nossa apresentação também envolveu esse tema. Fizemos uma batalha de
danças entre o bando de Lampião e Maria Bonita contra o grupo de Lancelote e
Guinevere. Eu dancei do lado do bando de Maria Bonita. No fim, dançamos juntos,
celebrando a união e o final da guerra.
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 Depois das apresentações, há o sorteio do nome do ganhador do balaio, o
balaio é uma cesta enorme, cheia de comidas típicas dessa festa. Este ano, quem
ganhou o balaio foi Miguel. Mas, eu me lembro que já ganhei o balaio muitas
vezes, três vezes!
 Espero que tenha gostado…
 Tchau!
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CULINÁRIAS DO NEI
 Hello, guys! (Olá, pessoal!) Hoje eu vim falar sobre as culinárias que eu me
lembro que minha turma e eu fizemos.
 No terceiro ano, fizemos chips de batata, no quarto, fizemos milk shake,
cookies e bolo de caneca. Já este ano (2022), no quinto, fizemos papa de chocolate
e bolo de chocolate. Foi muito legal! Minha turma toda amou e eu me lembro que
fizemos até um cartaz com as receitas do bolo e da papa.
 Fizemos a papa de chocolate para lembrarmos desse lanche que era servido
na Educação Infantil. E fizemos o bolo de chocolate para testarmos as medidas e
comemorarmos os aniversariantes daquele trimestre.
 No 3º ano, fizemos chips de batata doce porque a nutricionista Juliana nos
falou que era legal fazermos, para experimentarmos comidas novas, durante a
pandemia. Essa culinária foi feita em casa, com a ajuda da nossa mãe, mas as
nossas batatas ficaram todas queimadas. Depois que fizemos, marcamos uma
chamada no Google Meet, para mostrarmos as batatas que fizemos e comermos
todos juntos.
 Eu amei as experiências das culinárias. Primeiro porque amo comer, segundo
porque conosco, tudo se torna uma brincadeira, e não podia ser diferente com os
momentos de culinária! Eu me lembro que pra fazer culinária, a gente se melecava
toda de comida. Eu queria voltar no tempo e fazer tudo de novo.
 Espero que tenham gostado…
 Tchauu!
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MEMÓRIAS DE BRENDA
CONHEÇA UM POUCO DE MIM, COMIGO!
 Meu nome é Brenda Letícia Andrade de Paula, nasci
no dia 20 de março de 2012, no Hospital Promater.
 O nome da minha Mãe é Sueilha e do meu Pai,
Leonardo. Max, meu irmãozinho, ganhei na pandemia, é
meu bebê de 04 patas. Gosto de chamá-lo de muitas
formas carinhosas. Conheça um pouco dos nomes que o
chamo: Max, Pepeto, Tindinho, Primpo, Pepetinho, Coisa
Linda e outros... Ganhei ele no dia das crianças para eu
cuidar dele e ele cuidar de mim durante a pandemia.
 Gosto de brincar de bandeirinha e queimada e minhas
comidas favoritas são: pizza, doces, lasanha e morango.
 Se tem uma coisa que gosto é de viajar! Viajar é bem
legal! Só tem uma coisa que que não gosto, da 
 Mas, tirando isso, é incrível! Já viajei para: Orlando, Paris, Nova Iorque, São
Paulo, Gramado e etc...
 Essa então sou eu e um pouco da minha história contada por mim.
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comida do avião… é horrível!!! 
BRINCADEIRAS QUE
BRINCÁVAMOS NO NEI
 Hi, guys! (Oi, pessoal!) Hoje vou falar um pouquinho das brincadeiras que brin-
cava no NEI.
 Uma delas era queimada, se joga assim: divide as pessoas em dois times, que
vou aqui chamar de A e B. As pessoas do time A têm que acertar as do B e as do
time B, acertar o A. Quando a bola toca em um jogador, a pessoa é queimada e vai
pro outro lado do time que a queimou, esse lugar se chama morto, mas ela
continua sendo da mesma equipe.
 Uma vez, na aula de Educação Física, a professora Joyce fez uma queimada do
reino, uma variação da brincadeira de queimada, mas que essa tem as peças do
xadrez como a rainha ou rei, o cavalo e o bispo. Nessa variação, a turma era
dividida em dois times e cada lado tinha que ter a rainha ou o rei, o cavalo e o
bispo. A brincadeira começava como uma queimada normal. E cada time pegava a
bola na sua vez e jogava no adversário e depois vinha o contra ataque. Se alguémfosse queimado iria para o morto e se a bola caísse no chão, o time pegava e
jogava novamente no time adversário. Se a rainha ou o rei fossem queimados, o
jogo acabava.
 A turma criou o cavalo para proteger a rainha ou rei. Tinha também o bispo que
podia ir dois passos à frente da linha da queimada. O jogo foi bem legal, só que
tinha acabado o tempo da aula de Educação Física e o outro time adivinhou quem 
Brenda Letícia Andrade de Paula
54
era a rainha e ganhou o jogo. Foi muito legal, mas pena que meu time perdeu. 
 Outras brincadeiras eram: bandeirinha e tica-tica, mas, dentre essas, a que mais
brincávamos era a bandeirinha, sempre que brincávamos, a equipe que tinha
Henrique ganhava (porque ele era muito rápido, então conseguia ir e voltar sem
que ninguém conseguisse ticá-lo).
 Uma brincadeira, que pelo menos
eu considero ser, é fazer bijuterias,
só Alice, Ana Laura e eu fazíamos,
e era bem legal fazer pulseiras e
etc, só às vezes que era bem
estressante, por causa que o brinco
não fechava. Uma vez, fiz uma
pulseira colorida no momento da
brinquedoteca para dar de
presente à Professora Cláudia, com
o C do nome dela, e ela amou!
 Enfim, vou parar por aqui, mas... Pode botar na sua mente que tem muitas
brincadeiras que não falei! Brincar é muito legal!
Bye, bye guys, see you in next text...
(Tchau, pessoal, vejo vocês no próximo texto…)
55
 Amizade é um sentimento que não sentimos só pelos pais, mas sim, também,
pela mãe, pai, tia, tio e etc...
 Tem a amizade da mãe e do pai que é dentro do ciclo familiar, tem o grupo
de amigos que conhecemos na escola, no bairro, condomínios e etc... 
O QUE É AMIZADE?
 A amizade verdadeira é aquela que mesmo
nos momentos difíceis, ela está com você.
 Quando entrei no NEI, conheci várias
pessoas que viraram meus amigos, que a
maioria ainda tenho contato diariamente. No
NEI, não só tive aprendizados e
conhecimentos, mas sim, também, conheci
várias pessoas que com o tempo viraram meus
amigos. Minhas melhores amigas são: Alice,
Helena, Ana Laura, Bia, Bella, Cecília, Maria
Cecília, Ana Beatriz, Maju e Marina.
 Eu já tive muitas aventuras com a maioria
delas, uma delas foi um gato que Alice,
Helena e eu, achamos no NEI. A gente tentou
trazer ele pra fora da mata, mas ele sumiu.
 Dessas amizades, muitas eu vou continuar
mesmo que o ano no NEI acabe, e até algumas vão para a minha nova escola!
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HISTÓRIAS ENGRAÇADAS NOS
PASSEIOS DO NEI
 Hoje vou falar sobre histórias engraçadas nos passeios do NEI.
 Uma das aventuras que irei contar foi no passeio que fizemos este ano (2022)
à Recife. Por estarmos estudando sobre guerras, estávamos indo ao Museu das
Armas, no Instituto Ricardo Brennand.
 Nesse dia, ia ter show do cantor João Gomes em Recife e, no caminho, nós
encontramos o ônibus dele e todo mundo estava querendo vê-lo. Depois de muitas
tentativas, teve uma hora que o nosso ônibus ficou bem perto do ônibus dele e o
povo, até que enfim, conseguiu falar com o motorista. Sobre esse episódio, tem um
boato de que Marina e Pedro Café (Coffe) viram ele (João Gomes).
 Outra história engraçada, foi também deste ano, lá no antigo aeroporto (que
hoje em dia virou um centro cultural, chamado Centro Cultural Trampolim da
Vitória). Lá tem uma exposição sobre a Segunda Guerra Mundial e tem umas
miniaturas de soldados lutando na guerra. No meio dos soldados, vimos um que
tinha um cachimbo, e todo mundo começou a rir e as demais pessoas começaram a
olhar. 
 A última história, vamos ter que voltar um pouco no tempo, lá no segundo ano,
quando fomos à praia fazer um protesto contra a poluição do meio ambiente.
Quando estávamos andando, a chinela de Coffe e de Bella foram pegas pelo mar, e
a minha também quase foi junto. Foi muito engraçado! 
 Vamos parar por aqui, já passamos muito mico.
 Bye! (Tchau!)
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58
MEMÓRIAS DE CECÍLIA
UM POUCO DE MIM
 Oi, meu nome é Cecília Dantas Varela, tenho 10 anos
e nasci em 14 de novembro do ano de 2011.
 O nome dos meus pais são Angélica Suely Dantas e
Antônio Marcos de Figueiredo Varela. Tenho três
irmãos: Luiz Felipe, Álvaro e Anália.
 Eu gosto de várias coisas: animais, filmes da Marvel,
plantas, flores, gosto muito de estudar, principalmente
Matemática, porque é a minha matéria preferida.
Também gosto de outras coisas como ler, escrever e
desenhar. Sou uma menina tímida, meiga e alegre.
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 Fiquei muito feliz por ter sido contemplada para estudar no Núcleo de
Educação da Infância (NEI) este ano (2022) e minha mãe também ficou muito feliz.
 Essa sou eu!
MINHA CHEGADA NO NEI
Cecília Dantas Varela
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 Nesta escola, consegui uma "best" (bff/melhor amiga)
que é Maria Cecília, ficamos muito amigas no início do
ano, pois somos um pouco parecidas. Os meninos também
são bem legais e logo fui fazer amizade com eles.
 Fui muito feliz estudando no NEI e por ter conseguido
fazer boas amizades até com os professores e funcionários
da escola, que são pessoas atenciosas e dedicadas.
 Estudar e construir novas amizades no NEI foi
maravilhoso.
 Quero falar sobre as amizades que fiz desde o momento em que comecei a
estudar no NEI, este ano de 2022.
 Em 2021, eu estudava em outra escola. A minha mãe iria me tirar de lá porque a
gente se mudou e ficava longe de casa. Perto da minha casa, tinha O Piaget, que
era muito bom, mas o horário só era pela manhã, e ficava ruim para minha mãe.
Então, ela foi e me inscreveu no sorteio do NEI, e, felizmente, fui sorteada.
 Fiquei muito feliz e animada por saber que iria estudar numa escola maravilho-
sa, mas, ao mesmo tempo, nervosa porque eu sou tímida e tinha medo de não
conseguir fazer amizades. No início, senti dificuldades, então fiquei muito
reservada, mas as meninas da turma me ajudaram muito. Durante o intervalo, vieram
falar comigo e achei elas muito legais e me deixaram bem à vontade, parecia que já
me conheciam há vários anos.
MINHAS AULAS E PROFESSORES
NO NEI
 Neste momento, irei buscar nas memórias, minhas aulas e professores da
escola - NEI.
 Então, resolvi começar com as aulas que eu não tinha nas outras escolas que
estudei. A primeira é a aula de Teatro que era bem legal. Tive dois professores, um
deles foi o Professor Whit, que tinha muitas técnicas diferentes pra gente fazer
silêncio e trabalhar em grupo. Ele também fazia dinâmicas e brincadeiras para
trabalhar a concentração. Depois veio o Professor Francisco, que é muito legal,
também aprendemos bastante com ele, jogos teatrais bem diferentes.
 Em Inglês, eu senti um pouco de dificuldade no início, pois era uma disciplina
nova para mim. Mas, a professora de Inglês, Noemi, é bem gentil e ensinava de
uma forma divertida com jogos, brincadeiras, vídeos e com isso me fez gostar mais
dessa disciplina.
 A aula de Música era bem diferente, mas também muito especial e divertida.
Nela, aprendemos a seguir o ritmo de músicas através de palmas, utilizando nosso
corpo e também vários instrumentos como: reco-reco, sino, xilofone, triângulo e
tambor. Alguns desses instrumentos musicais, conheci no NEI e achei bem
interessantes.
 Vou falar sobre as aulas das disciplinas que são mais “comuns”, mas que são
muito importantes para nós e que foram ensinadas por nossas professoras
maravilhosas: Cláudia, Edla e Joyce.
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 Vou iniciar falando sobre Educação Física, a disciplina da Professora Joyce. Ela
é divertida e nós estudamos sobre lutas como: Kung Fu, Kendô, Karatê, Esgrima e
armas, como: arco e flecha e espadas. Tem também os esportes de invasão:
bandeirinha, queimada e brincadeiras, como: pula-corda e reloginho. Com isso,
trabalhava o nosso Tema de Pesquisa (Guerras) nos ajudando a responder algumas
perguntas que foram muito importantes para nossa aprendizagem.
 Agora, vou destacar o Professor Guilherme, que, com a Professora Cláudia, nos
ensinava com muito carinho e atenção, para a turma cada vez mais aprender, mas
ele passou num concurso e teve que sair. Logo depois, chegou a ProfessoraEdla
para se juntar à Professora Cláudia e foi logo nos cativando com seu jeito.
 Todos os dias, nos reuníamos em rodas de conversas, para falar das novidades,
notícias e músicas. Tínhamos também o dia de chamada especial, com dinâmicas e
a roda final, que acontecia perto do horário da saída, também tinha atividades de
sala, de casa, correções e a agenda.
 Fizemos avaliações trimestrais e, ao final de cada trimestre, fizemos também
uma auto avaliação de como procedemos com relação ao nosso comportamento e
ao que era solicitado em sala e em casa.
 E, tivemos de vez em quando, aula de culinária, que era bem interessante.
 Neste momento, quero destacar e falar um pouco sobre a Professora Cláudia
que é especial, meiga, paciente, bonita e, desde o início do ano, esteve com a
turma, se dedicando aos conteúdos ensinados para que nós pudéssemos avançar
em nossas aprendizagens. O que mais me cativou, foi o seu jeito afetivo e "doce"
de falar com as crianças.
 Nesta escola, aprendi o que é Tema de Pesquisa e no nosso caso, o que
estudamos foram as Guerras. Achei bem importante esse tema, pois foi através de-
62
le que aprendi e descobri coisas que
ainda não tinha estudado como: quando
aconteceu a 1ª e 2ª Guerra Mundial, os
países envolvidos, o que aconteceu com
as pessoas no período da guerra, o
Fascismo e o Nazismo que são regimes
autoritários e muitas outras coisas.
 Todas as aulas e os professores são
maravilhosos. Muito obrigada por vocês
fazerem parte da minha vida nesse
período do 5º ano do Ensino
Fundamental.
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 AMIZADE E SEU VALOR:
GRANDES MEMÓRIAS
 Vou apresentar um pouco de minhas memórias sobre as amizades que fiz no
NEI, que foram maravilhosas e, com certeza, serão lembradas por toda a minha
vida.
 Vou citar algumas que considero mais importantes e que foram se tornando os
meus amigos mais próximos: Beatriz, Henrique, Maria Júlia, Pedro Café e Marina,
mas gosto dos meus outros amigos da sala, pois eles também são legais e
divertidos.
 Junto com eles, vivi momentos engraçados. O que achei muito divertido, foi
quando apareceu uma aranha caranguejeira. Ficamos muito assustados, e alguns
gritaram, mas minhas amigas e eu fomos ver. No momento que íamos, algumas
delas disseram que tinham aracnofobia, mesmo assim, todos ficaram curiosos para
ver a aranha.
 Quando as demais crianças foram ver (as que
tinham aracnofobia), o moço da limpeza estava levando
a aranha para uma parte florestal que fica do outro
lado do muro da escola. Achei esse fato muito
engraçado e interessante e vou levá-lo para minha vida.
 Aqui vou me despedir de vocês, leitores, dos meus
amigos e professores do NEI e dessa escola
maravilhosa… Obrigada, NEI, por me proporcionar a
construção de grandes amizades e memórias!
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MEMÓRIAS DE HEITOR
MINHA VIDA
 Oi, eu sou Heitor Rocha, tenho 11 anos e nasci em 1º
de abril de 2011, no Hospital PAPI. Eu sou uma criança
engraçada e legal. 
 Meu pai e minha mãe se chamam Ridalvo e Daniele.
Eu tenho dois irmãos: Lucas Ian, de 17 anos, e Ana
Carolina, com 26 anos. Minha irmã é fruto do primeiro
casamento do meu pai, e meu irmão é do primeiro
casamento da minha mãe.
 Eu gosto muito de jogar videogame e viajar. Pratico
karatê dois dias por semana, e futsal toda quinta-feira.
Gosto de fazer amizades e de ajudar as pessoas.
 Então, espero que vocês tenham conhecido um pouco de mim. 
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O NEI VISTO PELOS OLHOS 
DE UM NOVATO
Heitor Rocha Carvalho de Oliveira 
 Comecei a estudar no NEI apenas no 5º ano. No dia da minha matrícula, a
secretária Adriana me levou para conhecer todos os espaços da escola, e eu fiquei
um pouco nervoso, pois achei a escola muito grande, comparada à escola que eu
estudava. A quadra de lá é enorme!
 Logo no primeiro dia de aula, fui muito bem recebido pelas professoras e pelas
outras crianças e, nesse mesmo dia, já ganhei um chocolate de João Pedro, um
amigo de sala.
 Na nossa rotina diária, a gente era recebido pelos porteiros, sempre alegres, e
depois a gente ia pro pátio. Até o início das aulas, ficávamos brincando de tica-tica
ou totó. As aulas iniciavam sempre com uma roda, com música, com novidades ou
notícias.
66
 Ao final da primeira parte da aula, a gente ia pro intervalo
para brincar e lanchar. Quase sempre eu tomava apenas suco
ou comia uma fruta.
 No encerramento da aula, fazíamos novamente a roda pa-
ra conversarmos sobre como foi o dia. 
 Gostava muito das atividades e de pegar livros e gibis
emprestados na biblioteca.
 E você, gostou de conhecer um pouco do NEI? Espero
que sim! Vamos para o próximo texto?
EXPERIÊNCIAS NO NEI
 Venho de uma escola que só tinha 10 alunos na sala de aula. Ao chegar no NEI,
e entrar numa turma de 22 alunos, e já no mês de abril, foi estranho, mas as
professoras e os colegas logo me acolheram e me tranquilizaram, me adaptei
rápido e fui muito feliz estudando no NEI.
 A escola tem muitos espaços como quadra, pátio, parque e biblioteca. Na
quadra, eu jogava futebol e no pátio, comia meu lanche e jogava totó. No parque,
brincava e conversava com meus amigos, e na biblioteca, lia gibis e pegava livros
emprestados.
 Gostava muito das brincadeiras na Sala de Teatro e das aulas na Sala de
Música. Meu instrumento favorito é o reco-reco em formato de cururu.
 Nos dias de quarta e quinta tinha Educação Física, gostava muito das aulas,
pois tinha brincadeiras, além das aulas.
 Essas foram algumas das experiências vivenciadas
no NEI. Tenho mais uma memória para te contar,
vamos lá?
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VIAGENS INESQUECÍVEIS DO NEI
 No 5º ano, realizamos várias visitas de estudos, cada uma relacionada ao que
se aprendia em sala de aula.
 Fizemos uma viagem para a cidade de Recife para conhecermos o Instituto
Ricardo Brennand. Nesta viagem, saímos de Natal às 7h e retornamos às 23h. Lá,
tivemos a oportunidade de ver armas brancas e estátuas, recordando o nosso Tema
de Pesquisa: “Guerras”. Também tivemos a oportunidade de visitar o Marco Zero,
onde iniciou a cidade de Recife. Foi uma experiência fascinante e inesquecível!
 Em Natal, fomos visitar o Museu Câmara Cascudo, com mais de 162 mil peças
contendo coleções arqueológicas, pré-coloniais e históricas, localizadas nas
instalações da UFRN. Lá, tivemos a oportunidade de viajar pelo tempo e de
conhecer também uma linha do tempo da Cidade do Natal e da Segunda Guerra
Mundial.
 Uma outra visita de estudos que fizemos, foi ao Centro Cultural Trampolim da
Vitória, instalado no antigo Aeroporto Internacional de Parnamirim. Lá, vimos
roupas, paraquedas utilizados, cartas dos soldados, estátuas, medalhas, fotos e
muito mais, sobre a participação de Natal na Segunda Guerra Mundial.
 Também visitamos a Base Aérea de Natal, localizada em Parnamirim. Vimos
aviões de caça, helicóptero de resgate, fotos de roupas especiais para pilotar
aviões de caça e muito mais. Tivemos oportunidade de entrar num helicóptero de
resgate e vivenciar um pouco do que aprendemos sobre as guerras.
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 Enfim, aprendemos muitas coisas em sala, e também através das visitas de
estudo.
 Obrigado NEI, por nos proporcionar tanto conhecimento e momentos
inesquecíveis!
69
MEMÓRIAS DE HELENA
UM POUCO SOBRE MIM…
 Olá, meu nome é Helena de Souza Meireles, tenho 11
anos, e vou fazer 12, no dia 05 de abril. Eu nasci no Hospital
PAPI, em Natal.
 Os nomes dos meus pais são: Douglas e Ângela.
 Minhas comidas preferidas são: lasanha, macarrão e
camarão. E tenho três bebidas favoritas: suco, milk shake e
água de coco. Falando de comidas, vou falar também sobre
minhas sobremesas favoritas: sorvete, petit gâteau e
chocolates.
 Agora, vamos falar sobre as minhas brincadeiras,
amizades e viagens. Minhas brincadeiras favoritas são:
la corda.
 Agora, eu tenho três melhores amigas: Marina, Alice e Bella. As viagens que já
fiz com minha família foram para Gramado, Martins e João Pessoa e com meus
amigos, para Curitiba.
 E essa é um pouco da minha autobiografia, obrigada porler!
 
Beijos, até a próxima!
70
bandeirinha, queimada e pu-
MINHAS PROFESSORAS DO NEI
Helena de Souza Meireles
 Oi, tudo bem? Hoje vou falar sobre minhas professoras do NEI.
 Começando com a Unidade Educacional Infantil (UEI), no berçário 1 e 2 tive
como professoras: Aninha, Etânia, e Alderly, depois fui para a turma 1 no NEI e as
professoras eram: Isaura e Débora, mas depois Débora teve que sair e entrou
Juliana.
 A turma 4 já foi meio complicada porque foram: Isaura e Clarice, depois Clari-
ce teve que sair e entrou Dominique, mas ela passou pouco tempo também, depois
Isaura saiu e entrou Adele e Rani.
 Eu me lembro, que na Turma 4, a professora não podia ver um dente mole, que
já arrancava. Ela já arrancou vários dentes de leite da turma.
 Fui para o Ensino Fundamental, e no primeiro ano, foram meus professores:
Rivaldo, Adele e Raika. Lembro que Rivaldo desenhava a gente muito bem.
 No segundo ano, foram: Denise e Mariane. Mariane era louca por coruja!
 Já no terceiro ano, tivemos o Ensino Remoto na pandemia e os professores fo-
ram: Sanderson, Gilvania e Gilka. Sanderson e Gilvânia adoravam contar histórias.
Sanderson ficava inventando histórias de Caipora, dizia que ela morava na mata, ao
lado do NEI, e a nossa turma adorava! Uns ficavam com medo, outros ficavam
procurando a caipora.
 No nosso penúltimo ano no NEI, o quarto ano do Ensino Fundamental, tivemos
as professoras: Aninha, Gilvania e Gilka. Nesse ano, estudamos a história de Chico
César e Emicida e depois fizemos um clipe da música: "Mama África".
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 No nosso último ano no
NEI, o mais triste de todos
porque tive que sair, minhas
professoras foram: Cláudia e
Edla. Esse ano, fizemos
muitas viagens, foi o que a
gente mais viajou!
 Nossa! Como eu gosto dos
meus professores e
professoras… tem alguns mais
bravinhos e outros mais
carinhosos, mas eu gosto de
todos. 
 Tenho uma frase em inglês
que é "i love my teachers"
que significa: eu amo minha
professoras.
 Esses foram alguns de meus
professores…
 
Obrigada por ler!
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AS VIAGENS INESQUECÍVEIS
 Oi, tudo bem? Hoje, vou falar sobre as viagens da turma.
 Olha, eu não me lembro de todas, só de algumas, mas vamos lá.
 Começando com a turma 1: fomos ao Aquário que fica na Redinha, gostamos
muito.
 No 1º ano, fomos para uma visita a uma Caatinga (bioma), em Currais Novos, lá
era muito calorento!
 No 2º ano, nós tivemos dois passeios: o primeiro foi ao Museu Câmara
Cascudo, lá vimos vários esqueletos, morcegos e etc. Já no segundo passeio,
fomos para Recife, ao Instituto Ricardo Brennand, e ao Zoológico... lá, era muito
grande e também era muito legal.
 No 3º e 4º anos, com a pandemia, não fizemos viagens.
 Mas, no 5º ano, nosso último ano no NEI, viajamos demais… foram umas sete
vezes! A primeira vez, fomos para o Museu Câmara Cascudo, lá vimos Natal na
Segunda Guerra Mundial e, como Natal era antigamente.
 Na segunda viagem, fomos para o cinema acessível kids, no IFRN, lá assistimos
Malévola com audiodescrição do que estava acontecendo no filme e com tradutor
de LIBRAS. Eu gostei muito!
 A terceira, fomos a um espetáculo: o “Bye, bye Natal”, no Teatro Alberto
Maranhão, que estava falando sobre a chegada dos norte-americanos aqui em
Natal durante a Segunda Guerra Mundial.
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74
 Foram tantas viagens que a gente só está na quarta, mas vamos lá… Dessa vez,
fomos para o Trampolim da Vitória, e vimos mais sobre Natal na Segunda Guerra
Mundial e também vimos que antes lá era um aeroporto, mas agora não é mais.
 Agora, vou falar da nossa quinta viagem, ao Batalhão do Exército. Lá, fomos ver
os soldados marchar, foi bem legal de ver, vimos também um museu com artigos
de guerras que foram doados para o Batalhão. Teve até comida, ao final… eu não
gostei muito da comida, mas adorei o passeio!
 O nosso penúltimo passeio, o sexto, foi à Recife, no Instituto Ricardo Brennand!
Essa foi a mais legal de todas as nossas viagens. Já tínhamos ido quando menores,
mas pelo menos, dessa vez foi inesquecível. Foi muita bagunça e diversão. Foram 4
horas de viagem de ida e 4 horas de viagem de volta. Fomos às 7h da manhã e
voltamos às 23h da noite. Fomos com as professoras: Cláudia, Edla e com o
bolsista do 4º ano, Júlio.
 Eu confesso que eu dormi bastante nessa viagem, principalmente na volta, que
uma parte eu fiquei sozinha, mas, eu aproveitei bastante também.
 Um episódio marcante no trajeto, foi que vimos o ônibus do cantor João
Gomes, e eu amei muito! Posso falar sobre a viagem todinha, porém eu não vou,
porque vai ficar muito grande… 
 Agora, eu vou falar sobre a nossa última viagem, que foi à Base Aérea de Natal.
A gente até entrou em dois helicópteros, um cabia 32 pessoas e o outro era um
normal que dava 6 pessoas. Nessa visita, a gente quase não saiu do ônibus porque
era muito grande lá, era grande para pouca coisa, mas eu amei.
 Essas viagens tiveram tudo a ver com os nossos Temas de Pesquisa. No caso
das deste ano (2022), tinham relação com GUERRAS.
 
Obrigada por ter lido o meu texto... 
Tchau, tchau beijos, até logo!
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TCHAU, TCHAU NEI!
 Quando eu penso na despedida do NEI, vem na minha cabeça saudades e 
 chororô, por que temos que sair da escola, já que só vai até o quinto ano.
 Eu vou sentir saudades, porque eu passei minha vida toda nessa escola com 
meus amigos. Alguns eu conheci este ano (2022), já outros, desde a Unidade
Educacional Infantil (UEI), por isso me apeguei a eles. Nós já viajamos juntos e até
nos chamamos para aniversários.
 Eu vou sentir saudades dos professores, porque alguns foram duas vezes nossos
professores. Eu gosto demais deles, até das professoras deste ano, que foram
Cláudia e Edla! O que me faz lembrar delas é João Gomes, que elas gostam muito.
Vou sentir saudades também dos estagiários que ajudaram muito a gente.
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 O NEI foi minha segunda casa
e eu vou lembrar bastante dele,
sempre vai estar no meu coração,
foi nele que eu aprendi, brinquei,
fiz mais amigos.
 
Muito obrigada, NEI!
 E obrigada por ler…
 Então, tchau, tchau NEI!
MEMÓRIAS DE HENRIQUE
UM POUCO SOBRE MIM…
 Oi! Meu nome é Henrique Emanuel de Sena Paiva,
nasci em 9 de Maio de 2011, na cidade Natal/RN.
 Os nomes dos meus pais são: Emanuel e Danielle.
Tenho uma irmã que se chama: Emanuelle, ela tem 8 anos.
 Amo jogar vídeo game e brincar com meus amigos. 
Minhas brincadeiras prediletas são: jogar futebol e
pular corda, também gosto de bandeirinha e queimada.
 Gosto de macarronada e milk shake. Meu herói favorito
é o Homem Aranha. Já viajei quatro vezes para os
Estados Unidos (EUA). Gosto de ler mangás, assistir
desenhos animados e desenhar.
 Estou muito triste porque vou mudar de escola, mas tenho que encarar tudo
psicologicamente bem!
 Agora que você conheceu um pouco sobre mim, conheça também um pouco
das minhas memórias! 
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A TRAJETÓRIA NO NEI
Henrique Emanuel de Sena Paiva
 Começando pelo início, eu tive a sorte de ser sorteado no NEI e de conhecer 
meus amigos. Estou aqui desde a Unidade de Educacional Infantil (UEI) que
funcionava em outro lugar.
 No infantil, eu me lembro que eu era muito amigo de Isaac, tinha Pedro Café
também, mas eu nem ligava, hoje ele é meu melhor amigo!
 Sobre a trajetória dos meus Temas de Pesquisa, eu me lembro que mais ou 
menos na turma 3 eu estudei sobre dinossauros, eu me lembro de uma pesquisa
sobre os fósseis que fizemos aqui na escola, nós escrevemos sobre essa pesquisa e
tinha imagens de fósseis. Ainda na Educação Infantil, antes de entrar para o Ensino
Fundamental, eu achava que ia ser livre, eu ia fazer o que eu quisesse, porém eu
estava muito errado.
 No Ensino Fundamental, estudei vários temas, por exemplo: Homem das 
 Cavernas, Corpo Humano, Animais Silvestres, Tecnologias e Guerras!
 Antes eu gostava de jogar futebol, até hoje eu gosto, mas, quando Rivaldo
entrou no 1º ano, eu descobri meu dom, desenho!
 Nóstivemos uma aula em que o Professor Rivaldo, nos ensinou a pintar, tinha
um papel com uma casa e para pintar corretamente, o professor nos ensinou que
deveríamos pintar em uma direção só. Comecei a gostar e me dediquei para evoluir
mais nas minhas técnicas de desenho.
 Hoje posso dizer que eu evoluí muito!
 Valeu!
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AS LIÇÕES
 Enquanto eu convivia com meus amigos, percebi que para fazer um amigo,
tenho que conhecê-lo.
 Para conhecer a pessoa, você precisa observar e conviver com ela… e é sempre
bom perguntar o que ela gosta, por exemplo.
 No NEI, fiz muitos amigos como Anderson, ele gosta de competir, jogar bola e
brincar de bandeirinha. Também fiz amizade com meu amigo Pedro Pereira, ele
gosta de jogar bola, desenhar e é muito inteligente.
 Como uma lição de amizade, eu me lembro de um dia no intervalo, que vi duas
crianças do 1° ano brigando, fui lá e disse que brigas não levam ninguém a lugar
nenhum e separei eles.
 Nunca fale mal de um amigo, pois ele vai ficar bem triste... Essa também é uma
lição importante. Tenho outra lição que serve para todos os alunos que é:
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 — Estude, anote e preste atenção, é preciso
lutar pelo sucesso! Enfim, não dê trabalho para a
professora e nem desobedeça seus pais. 
 Eu aprendi essas lições com meus pais, a
professora e, vivendo…
 
E aí, gostou das minhas lições?
Até a próxima!
A DESPEDIDA
 Como tudo que é bom acaba, temos que dar adeus…
 Meus amigos, salas, biblioteca, brinquedoteca, parques, quadras, lanchonetes,
professores, porteiros e o NEI! Cada um deles, vai ficar marcado para sempre na
minha história!
 Guardarei na memória as vezes que brinquei de bandeirinha na quadra com
meus amigos, de futebol tanto no intervalo, quanto na Educação Física neste ano
(2022) e nos anos anteriores, de queimada, corrida, verdade ou desafio e as aulas
de desenho com os professores Rivaldo e Sanderson.
 No 4° ano, tinha uma brincadeira que chamava “cascudinho” do futebol (todos
são adversários e só tem um gol) eu era o goleiro e ninguém fazia gol, defendia
tudo! Ao final da brincadeira, todos ficavam me elogiando.
 No ano de 2021, o professor Sanderson dava aula online pela manhã. Nessas
aulas, ele ensinava a fazer esboços do desenho, eu aprendi uma técnica melhor
do que eu já usava.
 Obrigado, NEI por me ensinar tantas coisas, me acolher, por tantos momentos
divertidos, pelas oportunidades de aprendizado e por me mostrar o que eu
realmente gosto de fazer, como: jogar futebol, desenhar e realizar as visitas de
estudos relacionadas aos nossos Temas de Pesquisa.
 
Só tenho que agradecer!
Obrigado, NEI!
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MEMÓRIAS DE ISAAC
SOBRE ISAAC…
 Olá, me chamo Isaac Matos Araújo e tenho 10 anos. 
 Nasci no dia 12 de agosto de 2011.
 Meus pais se chamam Glauber e Cássia. Tenho 2 irmãs
e 1 irmão, todos mais velhos que eu. Meu signo é leão e o
significado do meu nome é “Deus ri”. No dia 11 de
fevereiro de 2021, eu ganhei a minha gatinha chamada Lua,
eu a amo muito.
 Minhas coisas favoritas são: jogar com meus amigos,
ler mangás, ver animes, tomar sorvete e brincar com Lua.
 Minha comida favorita é macarrão, especialmente com
azeite e sal.
 Meu sonho é trabalhar no mercado financeiro e ir para o Japão.
 Estou aqui no NEI desde a turma 1, é um lugar muito bom, fiz muitos amigos e
aprendi bastante, vou sentir falta.
 Espero que gostem de conhecer minhas memórias!
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AMIGOS DE ISAAC
Isaac Matos Araújo
 Minhas amizades no NEI foram muito legais e divertidas. 
 Meus amigos: Anderson, Henrique, Pedro Café, Pedro Pereira, Luiz e eu, quase
todos os dias, jogávamos futebol na quadra na hora do intervalo, fazíamos times ou
jogava cascudinho (todos contra todos).
 Em outros dias, eu ia para a biblioteca jogar xadrez ou UNO com os meus
outros amigos: Maria Cecília, Raphael, João Pedro e a bibliotecária Amanda. 
 Meus amigos e eu, gostamos das mesmas coisas, temos muitas coisas em
comum. A amizade com os meninos: Anderson, Henrique, Pedro Café, Pedro
Pereira e Luiz, aconteceu desde a Educação Infantil, faz muito tempo. Luiz se
mudou para Mossoró/RN no ano passado e teve que sair do NEI, deixando
saudades.
 A minha amizade com Maria Cecília, aconteceu depois de uma atividade em 
grupo feita em sala, ficamos no mesmo grupo e aí a gente conversou e percebi que
ela gostava das mesmas coisas que eu, achei ela bem legal e conversamos
bastante. Ela é novata, entrou este ano (2022) no NEI. 
 Com João Pedro, que também é novato, ficamos amigos porque ele já era
amigo de Maria Cecília, eu o achei muito engraçado. Com Raphael, outro novato,
quando escolhi uma música (Don't stop me now) na roda inicial, ele já a conhecia e
o cantor também, percebi, então, que ele gostava das mesmas coisas que eu, e nos
aproximamos. Daí, descobrimos que gostamos de muitas coisas em comum, como:
músicas, jogos, séries e filmes. Eu o achei muito engraçado, divertido e legal.
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 Eu gosto muito de jogar e, de vez em quando, ao sairmos da escola, Pedro
Café, Pedro Pereira, Raphael e eu, combinamos para jogarmos fortnite juntos. 
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A BIBLIOTECA DO BANANA
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 No entanto, encontrei lá um livro muito legal, que se
chamava: O diário de um banana. Eu o pegava emprestado e li
vários deles, já que é uma série, e gostei bastante. Eu ficava até
tarde da noite, em casa, lendo as histórias, que eram muito
engraçadas. 
 Outra coisa que eu gostava muito na biblioteca, eram os
bibliotecários. Eles conversavam com a gente, até sobre Role
Play Game (RPG), um jogo de mesa. No dia do meu aniversário,
Amanda (bibliotecária) me deu dados do jogo RPG.
 Um dia na biblioteca, Raphael me perguntou se eu queria
jogar RPG, que pode ser um jogo de tabuleiro ou imaginário, eu
já conhecia o jogo porque jogava com outros amigos. Então,
Raphael e eu começamos a planejar o jogo, conversamos com
Amanda, pois ela iria criar a história que faz o cenário do jogo.
Estamos construindo o jogo.
 Em nossa rotina, tinha o dia de ir à biblioteca, às sextas-
feiras, íamos para lá e as bibliotecárias contavam histórias pra
gente. 
 Pra mim, a biblioteca era o melhor lugar do NEI!
 O gênero que eu mais gosto de ler é mangá, mas na nossa biblioteca não tinha
esse tipo de gênero.
MELÃO, MELANCIA E MAÇÃ
 Na escola tem o intervalo, e no intervalo, tem o lanche. Eu sou seletivo e aí eu
não comia as comidas do lanche. Então, meus pais falaram com minhas professoras
e a nutricionista do NEI, e eu comecei a levar lanche, mas lanches saudáveis, como
frutas. 
 Eu levava melão, melancia e maçã. Quando faltava melão em casa, eu levava
melancia, quando faltava melão e melancia, eu levava maçã. E ficava assim...
 Não era assim quando era pequeno, eu comia de tudo. Fiquei seletivo com a
comida a partir do Ensino Fundamental, mas me lembro que bem no início do 1°
ano, teve um bolo de laranja no lanche, eu decidi experimentar e gostei, daí
quando tinha esse bolo eu comia.
 Na Educação Infantil não era assim, dos
lanches que eram servidos no NEI, me lembro
de comer tapioca, tinha queijo, mas eu pedia
para tirar e assim comia. Também tomava os
sucos de cajá, manga e maracujá. 
 Lembro de uma culinária também na Edu-
cação Infantil, um biscoito, que agora não me
lembro do sabor, mas eu provei e gostei
muito.
 Enfim, era assim a minha relação com as
comidas no NEI.
87
MEMÓRIAS DE ISABELLA
ESSA SOU EU…
 Olá, meu nome é Isabella Furtado de Oliveira, tenho
11 anos.
 Os nomes dos meus pais são: Wisley e Jéssica. Tenho 
uma irmã gêmea que também estuda no NEI, e se chama
Beatriz e um irmão com 2 anos, chamado Gabriel.
 Gosto de brincar com todas as minhas amigas do NEI.
Estou aqui desde a turma 1 e não quero sair daqui, porque
é muito bom o ensino e tudo que tem aqui.
 Amo pular corda na hora do intervalo com Alice, Maju,
Helena, Marina, Cecilia, Ana Laura e Bia.
 Não gosto muito de Matemática, gosto mais de Língua Portuguesa.
 Adoreio nosso Tema de Pesquisa, desse ano que foi Guerras, foi 
 interessante saber como aconteceram os conflitos.
 Isso foi um pouquinho sobre mim…
 Agora vamos às minhas memórias?
88
Isabella Furtado de Oliveira
MINHAS BRINCADEIRAS
 Oi! Hoje irei falar um pouco sobre as minhas brincadeiras no NEI.
 Começando por sardinha, que dá para brincar com muitas pessoas… Para brincar
de sardinha é assim: uma pessoa se esconde e o resto procura, quem achar vai se
escondendo junto e o último a achar se esconde na próxima rodada.
 Teve um dia, que eu estava brincando com Helena, Marina, Maju, Alice, Ana,
Bia e Ana Laura de sardinha. Eu comecei contando com Helena, Marina, Maju, Ana,
Bia e Ana Laura e Alice foi se esconder, demoramos um tempinho para achá-la,
mas foi muito divertido. 
 Outra brincadeira, é o copo gelado, um tipo de pula-corda. Canta-se uma
música, enquanto uma pessoa pula a corda. A música é assim:
 — “Copo gelado, cabelo arrepiado, qual é a letra do seu namorado?”
 A letra que você parar é a letra do seu namorado.
 Um dia, estava brincando na quadra, na hora do intervalo com Helena, Marina,
Ana Beatriz, Bia, Alice e Maju. A primeira a pular foi Helena, ela pulou até a letra
“z” duas vezes, então ficamos sem saber um nome de alguém que começasse com
“z”, foi muito engraçado e todas nós rimos muito disso.
 Também tem relógio e reloginho. Reloginho é assim: uma pessoa fica no centro
da roda e gira uma corda e as outras pessoas pulam a corda, se a corda encostar
em você, você perde e sai da brincadeira.
 E relógio é assim: duas pessoas giram a corda e as outras pulam, vai contando
de um até... se a pessoa bater na corda no número 1, o número 1 se repete.
89
 Um dia, estávamos brincando de reloginho quase todos da sala na quadra, na
hora do intervalo, foi, então, que João Pedro começou a girar a corda, eu fui a
primeira a bater o pé na corda e no final quem ganhou foi Henrique, nos
divertimos muito e foi uma brincadeira em que quase todos concordaram em
brincar, o que raramente aconteceu.
 
Isso foi um pouco sobre as minhas brincadeiras no NEI…
90
AS FESTAS JUNINAS NO NEI
 Oi! Hoje irei falar um pouco sobre as festas juninas do NEI. 
 “Olê mulher rendeira, olê mulher rendá…” Ops! Acho que me empolguei nas
memórias… não é pra cantar, e sim para contar… continuando, as festas juninas do
NEI são muito animadas. 
 A festa junina que eu mais gostei foi lá na Educação Infantil… não me lembro
bem, mas, acho que foi na turma 3, que eu dancei com a professora Isaura.
Dançamos Xote Ecológico. 
 Nas festas juninas, tem brincadeira, dança e tudo mais, mas antes a gente tem
que ensaiar. 
 Depois de muito ensaiar, vem o dia da festa. Primeiro se apresentam as turmas
da Educação Infantil, depois as do Ensino Fundamental.
 A dança da minha turma esse ano foi dividida em dois grupos, pois, como
estávamos estudando sobre guerras, queríamos fazer uma relação com o tema, e
fizemos uma batalha de dança.
 Minha irmã gêmea e eu ficamos em grupos opostos. Porém, no fim, os dois
grupos ganharam essa batalha e todos dançaram juntos, a música: Mulher Rendeira.
 Mas, dançamos muitas músicas, aproveitamos para resgatarmos memórias de
músicas já dançadas em anos anteriores. Assim, somente esse ano, tivemos as
seguintes músicas na nossa apresentação: Xote Ecológico, Xaxado, ABC do Sertão,
Flor do Mamulengo, dentre outras.
91
 Nessa festa, todas as crianças que querem participar, dançam. E, tem um
detalhe, as crianças que montam os passos da apresentação junto com seus
professores. Depois de cada dança, vem o sorteio do balaio da turma.
 Para quem não sabe o que é um balaio, vou dizer: um balaio é uma cesta cheia
de doces e comidas típicas da festa. 
 Cada turma tem um balaio e quem colabora com as comidas do balaio, é cada
criança da turma. Isso mesmo, a criança que quiser, assina uma lista feita pelos
professores, para levar um item para o balaio. Mas, independente de colaborar com
um item, toda a turma pode concorrer ao sorteio. Esse ano, o ganhador do balaio
da minha turma foi Miguel! 
 Espero que tenham gostado!
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AS CULINÁRIAS INESQUECÍVEIS
NO NEI
 Oi! Hoje irei falar um pouco das culinárias que eu fiz no NEI.
 No 3º ano do Ensino Fundamental, tivemos que encarar uma escola bem
diferente, por causa da pandemia. Por isso, não estava tendo aula presencial, só
aula remota, onde nos reuníamos pelo celular ou pelo computador com as
professoras e as crianças da turma. Não foi uma vivência tão boa, fiquei com dor
de cabeça muitas vezes. Mas, mesmo assim, tiveram algumas coisas legais. Lembro
que teve um dia que fizemos uma culinária virtualmente. Cada criança fez uns chips
de batata doce.
 Esse chips de batata doce foram feitos porque nós estávamos com os
estudantes de nutrição nos acompanhando, e foi uma ideia deles. Primeiro, nós
combinamos na sala virtual como íamos fazer, depois cada um fez na sua casa com
os ingredientes que tinham e com a ajuda dos adultos, depois disso, podíamos tirar
fotos para mostrar como foi feito e combinamos de experimentar todos juntos no
encontro remoto.
 E eu me lembro que estava Bia, minha mãe e eu fazendo chips de batata doce
e a gente queimou metade dos chips! Mas, ficaram uma delícia mesmo assim. Bia
ficou com raiva por termos queimado os chips.
 Já no 4º ano do Ensino Fundamental, fizemos outra culinária, a turma foi
separada em dois grupos, estávamos voltando para o presencial, em cada semana
ia um grupo de crianças. Um grupo fez cookie e o outro milk shake. 
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 O meu grupo fez o cookie tradicional com gotinhas de chocolate, nós fomos
para a cozinha experimental do NEI, cada criança foi adicionando os ingredientes,
e, ao final, provamos e estava uma delícia.
 Já no 5º ano do Ensino Fundamental, minha turma fez uma papa de chocolate
e um bolo delicioso de chocolate. Hummm, vou falar um pouco sobre o bolo de
chocolate: cada um de nós trouxe um ingrediente, fomos para a cozinha do prédio
do Ensino Fundamental e ajudamos as professoras a fazer. Juntamos as mesas do
refeitório na hora do lanche e comemos, e estava muitooooo bom! 
 
Espero que tenha gostado.
 Tchauuuu!!!!
94
MEMÓRIAS DE JOÃO GABRIEL
MINHA VIDA
 Eu tenho 10 anos e me chamo João Gabriel Nascimento
de Souza. Nasci no dia 03 de outubro de 2011, em
Parnamirim/RN.
 Sou filho de Paulo Roberto de Souza e Terezinha Lima
do Nascimento. E tenho duas irmãs, que se chamam Carol
e Aninha.
 Moro com meu pai e minha avó, que se chama Lourdes
e minhas primas: Alice e Angelina moram ao lado da minha
casa.
 Estudo no NEI-CAp/UFRN desde a turma 1, e este ano
foi meu último ano (2022), o 5° ano. Gosto muito desse
lugar, onde fiz grandes amigos. Meu melhor amigo é
Miguel, mas também sou muito amigo de Heitor e João
Guilherme.
 Gosto muito de ler, de comer hambúrguer, de assistir TV, de comer, de viajar e
de brincar. Já viajei 11 vezes! Foram 03 vezes para Recife e 08 para São Paulo.
 Fazia karatê, era faixa branca, hoje não faço mais, mas gosto muito desse
esporte.
 Aqui é um pouco sobre a minha vida. Que tal agora conhecer um pouco sobre
minhas memórias?
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MEMÓRIAS DO NEI
 Hola! (Olá!) Bom dia, Boa tarde, Boa noite! Eu sou João Gabriel e vou falar das
minhas memórias no NEI.
 Na Educação Infantil, lembro-me que sentávamos na roda inicial (no início da
tarde) e escutávamos as professoras cantarem pra gente músicas, como:
“borboletinha e o sapo não lava o pé…”, além de outras. No Ensino Fundamental, já
no 2º ano, também tínhamos roda musical, mas nessa roda, já colocávamos as
músicas no celular para escutarmos.
 No 1° ano, fizemos uma viagem para a Caatinga (em Currais Novos), no ônibus
do NEI. A caatinga é um tipo de “deserto” que chamou muito a nossa atenção,
depois se tornou um Tema de Pesquisa, mas fomos pra lá, para vermos as pinturas
rupestres, pois estávamos estudando a história da escrita.
 No 2° ano, nós fizemosum passeio para o cinema que fica no Midway, também
no ônibus do NEI, para assistirmos à Turma da Mônica: o filme.
 Com o passar do tempo no NEI, tive uma amiga que foi para manhã, no 4° ano,
chamada Cecília e outros como Gleidson, Luiz e Lelê que saíram, eram bons
amigos. Mas, ainda bem, que outros amigos que também gosto permaneceram e
até chegaram outros novos no 4º e no 5º ano.
 Agora, estou no 5° ano, fazendo este livro, estudando sobre Guerras e odiando
Hitler, porque ele criou o Nazismo, um regime autoritário, que prega um tipo de
racismo, só que muito pior.
João Gabriel Nascimento de Souza
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 Tenho muito mais memórias, no entanto, esse foi o resumo de algumas, das
tantas experiências que vivenciei nesse lugar.
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 Oi, hoje estou aqui para falar das brincadeiras no NEI e das minhas
brincadeiras com meus amigos da turma.
 Já brinquei de reloginho, tica-tica e sardinha. Eu sempre brinquei com Miguel
de luta (de se derrubar). Também brincava muito de Grenny (vovó do mal) na
casinha do parque do prédio do Ensino Fundamental (nessa brincadeira, todos
devem correr da vovó do mal), e de tica-tica e esconde-esconde.
BRINCADEIRAS NO NEI
 Mas, hoje em dia, na quadra a maioria dos meus
amigos só brinca de futebol, então fico mais no
parque conversando e inventando brincadeiras com
Miguel e João Guilherme.
 Também tinha a biblioteca, onde jogávamos
jogos como: UNO, dama e xadrez. A nossa
bibliotecária, Amanda, nos ajudou a criar um jogo de
RPG (jogo de tabuleiro) de Stranger Things, uma
série que gostávamos muito.
 Gosto muito de brincar aqui e que pena que já
vou sair…
 Mas, ainda tenho mais memórias para contar,
vamos lá?
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MINHAS MEMÓRIAS DO NEI ATÉ
A MINHA DESPEDIDA
 Quando eu entrei na turma 1, nós estudamos embuá, animais da fazenda e
dinossauro.
 Na turma 2, nós estudamos Jacaré, Família e Castelos.
 Na turma 3, nós estudamos Piratas e Morcegos.
 Na turma 4, Borboletas, Meio Ambiente e Ciclo da Água.
 Lembro-me que vimos o ciclo da vida das borboletas: primeiro são lagartas,
comem folhas, viram casulos e depois borboletas.
 Já no Tema de Pesquisa: meio ambiente, aprendemos a reciclar e usar pouca
água. Vimos o ciclo da água: o sol faz a água evaporar, a água vira nuvem, e
quando fica muito cheia chove, essa água cai nas montanhas e chega aos rios e
recomeça todo o ciclo da água. 
 No 1° ano, nós estudamos a história da escrita, vimos que os homens das
cavernas também escreviam com desenhos e por isso fomos à Caatinga, em Currais
Novos, porque lá tinha cavernas com desenhos, conhecidos como pinturas
rupestres.
 No 2° ano, nós estudamos o corpo humano. Vimos como o nosso corpo
funciona, o nome dos nossos órgãos e a quantidade de ossos que possuímos, que
são cerca de 206, também estudamos sobre as células, os brônquios e os pulmões.
Tocamos num coração de boi e vimos a evolução corporal humana.
 No 3° ano, vimos animais silvestres, mas começou a pandemia, e esse estudo
foi remoto.
99
 No 4° ano, vimos tecnologias e o avanço tecnológico, também durante a pan-
demia… vimos esses temas de modo híbrido (para não espalhar COVID um grupo ia
para a escola em uma semana e o outro ficava em aula online, na semana seguinte,
trocavam).
 No 5° ano, meu último ano no NEI, a minha turma e eu aprendemos sobre as
Guerras. Exemplos do que aprendemos: Como são as guerras; como os soldados se
alimentavam; como as bombas atômicas funcionam; os motivos que iniciam uma
guerra e etc.
 Nós fizemos vários passeios, fomos ao Teatro Alberto Maranhão, assistirmos à
peça “Bye, Bye Natal”, que contava um pouco da história da participação de
Natal/RN na Segunda Guerra Mundial; fomos também ao Museu Câmara Cascudo;
ao Museu Trampolim da vitória; ao 16° Batalhão de Infantaria Motorizado; ao
Instituto Ricardo Brennand, em Recife/PE, todos esses passeios tinham relação
com o nosso Tema de Pesquisa.
 A que eu mais gostei foi a viagem à Recife, porque foi a mais longa e eu pude
ver várias coisas, pude relembrar a primeira vez que tinha ido lá e já tinha, até, me
esquecido. Vi armaduras, espadas e armas e achei muito legal.
 E agora vou me despedir do NEI, acho que faremos uma festa… mas vai ser
difícil me separar dos meus amigos… porque convivemos por muito tempo juntos e
ao final do ano cada um vai para uma escola diferente.
 Agora vou me despedir dos meus amigos, professores e do NEI, com muitas
lembranças boas.
 Agradeço ao NEI por ter me dado um bom estudo…
 Tchau, leitor! 
100
101
MEMÓRIAS DE JOÃO GUILHERME
UM POUCO DA MINHA VIDA
 Oi, me chamo João Guilherme Pinheiro Marcelino do
Nascimento. Sou o João para os familiares e meu apelido
é bodóia, para meus amigos do interior. Nasci no dia 25 de
julho de 2011, às 6h30 da manhã de um segunda-feira, no
Hospital PAPI em Natal/RN. Hoje tenho 11 anos.
 Meu pai é Aldo Marcelino do Nascimento e minha mãe
é Albaníria Alves Pinheiro. Sou o quarto filho da minha
mãe, tenho três irmãos chamados: Arthur, Maria Clara e
Kiara.
 No meu momento de lazer, eu gosto de conversar com
meus amigos do ano passado (Eduardo e Lucas) e os atuais
(Heitor e João Gabriel). Gosto de jogar bola, treinar
karatê, e assistir a vídeos dos participantes da creative
squad 3.
 Minha comida favorita é pizza de frango com catupiry.
 Teve uma vez que atravessei o rio sem pedir permissão aos meus pais, o rio
tinha 5 metros de profundidade e meu pai e minha mãe quase morreram do
coração.
 Falei um pouco sobre mim, espero que tenham gostado de conhecer um pouco 
da minha autobiografia.
102
 Hoje vou contar um pouco sobre a minha
trajetória com alguns esportes e jogos.
 No ano de 2018, iniciei no Karatê. Meu
Professor Alisson era excelente e consegui
mudar, com muita dedicação, de faixa branca
para amarela.
 No ano de 2019, fui pra uma nova escola
- Ivonete Maciel, lá o professor Bruno nos
ensinou a jogar duas modalidades: queimada
e bandeirinha.
 Em 2020, fui pra outra escola - Cores e 
Artes, onde eu ficava no horário estendido. 
Era legal, pois cada dia tinha um esporte
diferente e isso me deixava no auge de meu
estado físico, mas começou a pandemia e
não tivemos mais horário estendido. Esse
horário estendido acontecia assim: quando 
OS ESPORTES QUE VIVI…
João Guilherme Pinheiro Marcelino do Nascimento
começava em cada dia da semana, praticávamos um esporte diferente: natação,
judô e jiu-jitsu. Os treinamentos eram muito intensos, fazíamos prancha
(abdominal) de 30 segundos e flexões, o que me faziam ficar bem cansado.
103
acabava a aula no turno, o da tarde 
 Em 2021, as aulas se normalizaram e não tinha mais o horário estendido, só tive
queimada nas aulas de Educação Física, que pra mim, era tedioso, mas era legal.
 Em 2022, eu joguei futebol com os meninos da turma, no colégio novo - o NEI.
Era legal e divertido, pois tinha adrenalina. Eu ficava fazendo gol de vez em quando
e me deixava feliz. Era estranho lidar com esse sentimento sempre que eu jogava.
 Enfim, o esporte é muito legal.
104
ESPETÁCULO DA FESTA JUNINA
 As memórias das minhas festas juninas vivenciadas na escola me trazem muitas
recordações.
 Tudo começou em 2014, eu tinha 3 anos e estudava em uma creche pública em
Santa Bárbara/MG, vi pelas fotografias que eu usei jeans, camisa manga longa
xadrez, colete preto e alpercatas marrom. Minha mãe contou que eu fiquei no meio
da roda e meus colegas ao meu redor. Na dança, eu era o Pai Francisco,
encenando essa música, que vou escrever um trechinho:
 “Pai Francisco entrou na roda
 Tocando seu violão
 Vem de lá seu delegado
 E Pai Francisco foi pra prisão
 Como ele vem
 Todo requebrado
 Parece um boneco desengonçado…”
 Em 2015, fui pra uma escola particular, o Colégio das Irmãs, em Santa
Bárbara/MG, minha mãe disse que lá fazia muito frio. Para a festa junina, eu estava
com calça jeans, camisa xadrez e colete de couro, foi uma dança linda tinha um
arco com bandeira. 
 Em 2016,fui para uma escola pública, o Comap, ainda em Santa Bárbara/MG.
Na festa junina, tinha barracas e pescarias. Vi pelas fotos que eu estava muito
chique: estava com calça jeans, camisa azul xadrez listrada e chapéu de palha.
105
 No ano de 2017, na mesma escola, teve um arraiá caipira que foi no meio da
cidade (Santa Bárbara), dancei muito e me diverti bastante.
 Em 2018, já com 7 anos e morando em Natal/RN, participei de duas Festas
Juninas, uma na escola CEO no bairro de Cidade da Esperança e outra na
catequese da igreja Nossa Senhora da Esperança.
 Em 2019, na escola pública Ivonete Maciel, já
com 8 anos, a apresentação foi no dia 28 de junho de 2019. E o evento aconteceu
às 17h. Recordo com muita alegria que a música foi de Mastruz com Leite,
“explodiu meu coração”. Nesta festa, eu usei: calça jeans, camisa com manga curta
vermelha e um all star verde.
 Em 2020, na Escola Cores e Artes, na pandemia, a escola estava fechada, o
arraiá foi online e eu não participei.
 Em 2021, na mesma escola, a minha festa junina foi na quadra, sem a presença
da minha família, porém a escola fez uma transmissão ao vivo, pelas redes sociais
instagram e facebook.
 Em 2022, no NEI, fiz o personagem Lancelote, baseado no nosso Tema de
Pesquisa: Guerras e também na leitura do livro de Fernando Vilela: Lampião e
Lancelote. Na apresentação, fizemos uma batalha de dança e foi espetacular, todo
mundo adorou a apresentação, eu estava vestido de cavaleiro, tinha um escudo,
armadura e uma espada. 
 Essas foram as minhas recordações das festas juninas que participei até hoje.
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MINHAS BRINCADEIRAS
 Hoje irei falar das brincadeiras que eu já
brinquei.
 Em 2017, a brincadeira que eu gostava de
brincar era: menino pega menina. Paula e Enzo
sempre estavam presentes. Eu sempre pegava as
meninas bonitas! E essa foi umas das brincadeiras
que me marcou muito, lá na escola Comap.
 Em 2018, a brincadeira mais agressiva que
participei foi uma: é sério, não estou brincando,
acredite! Vou revelar: era M.M.A, na escola CEO! 
As meninas não brincavam, só os meninos, porque
essa era uma brincadeira agressiva que envolvia
socos e chutes. Chegava em casa machucado,
com o olho roxo. 
 Em 2019, na escola Ivonete Maciel, a grande brincadeira era futebol com
tampinha! Eu e Nícolas formamos uma dupla e Gabriel e Pablo outra, jogávamos ao
lado do refeitório, o chão era nosso campo. Foi uma das brincadeiras marcantes,
pois pra mim foi uma inovação.
 Em 2020/2021 não teve brincadeiras, pois teve pandemia. Eu joguei em casa
com o celular, não tive contato com meus amigos, afinal era pandemia.
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 Em 2022, teve uma brincadeira bem legal aqui no NEI, que era polícia e ladrão. 
Nos dividimos em grupos e trabalhamos em equipe para capturar os ladrões, eu
sempre era polícia e foi muito marcante pra mim, mas também para todos os meus
colegas.
 Essas foram um pouco das minhas lembranças de brincadeiras. E aí, gostaram
de conhecê-las?
Um abraço!
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MEMÓRIAS DE JOÃO PEDRO
MEU MUNDO
 Oi, meu nome é João Pedro Cunha Leite Galvão,
tenho 10 anos. Nasci no dia 03 de abril de 2012.
 Os nomes dos meus pais são: Júllia e Alfredo.
Tenho uma irmã mais velha que eu. Eu amo ficar com
a minha família.
 Gosto de brincar de reloginho, queimada,
bandeirinha e etc. Gosto de comer baganas, pizza,
hambúrguer, macarrão, purê e outros alimentos
também.
 No tédio, gosto de assistir TV, usar o celular,
brincar com meus amigos. 
 Esse ano, iria estudar no colégio FACEX, mas um
milagre aconteceu e consegui entrar no NEI.
Infelizmente, só fiquei um ano, pois já entrei no 5º
ano. Provavelmente, eu irei o próximo ano para o
Facex, queria que tivesse o 6º ano no NEI...
 Agora vou contar um pouco de minhas memórias aqui no NEI! Vamos lá,
comigo?
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 O LANCHE DO NEI
 No que se refere às atividades no NEI,
além das tarefas escolares, tinha o lanche,
que era fornecido pela escola. No lanche,
sempre gostei das comidas, porém de
algumas eu não gostava, como toda criança
tem o direito de não gostar.
 Os lanches que eu mais gostava eram:
bolo, tapioca, bolacha. Já os sucos eram:
detox e caju. O que não gostava era: do
cuscuz com ovo e de algumas coisas
melequentas como escondidinho de carne
sol.
O LANCHE, AS CULINÁRIAS E O
INTERVALO DO NEI
João Pedro Cunha Leite Galvão
111
 A CULINÁRIA NO NEI
 Da culinária do NEI, eu sempre gostei. A primeira culinária que eu participei
foi a dá papa de chocolate, feita com amido de milho, com a professora Uiliete, do
5º ano da manhã.
 Foi super legal! Quando ficou pronta, a gente comeu com bolo, porque era a
despedida do Professor Guilherme (um professor que ficou conosco, junto com a
Professora Cláudia, no início deste ano) e ele levou um bolo nesse dia para comer
com a gente.
 O INTERVALO NO NEI
 O intervalo do NEI foi sempre legal, até que minha amiga Maria Cecília me
levou à biblioteca, que eu gostei muito e gosto até hoje.
 Eu gosto tanto que eu vou até no início da aula. Minha amiga Maria Cecília e
eu, sempre jogávamos UNO com Ysabelle e Marcos (bibliotecários).
 Amanda (bibliotecária) sempre foi muito legal conosco. Ela sempre me reco-
mendava um livro novo para ler e também contava histórias para a nossa turma, nas
sextas-feiras.
 Esses três momentos foram os que mais gostei no NEI e são muito importantes
para todas as crianças.
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 As festas que aconteceram durante o
período de 2022, enquanto estive no NEI,
foram as seguintes: Carnaval, despedida do
Professor Guilherme, níver da professora
Cláudia, comemoração do trimestre e festa
junina.
 Dentre essas, a que eu mais gostei, foi a
festa junina! Passamos vários dias ensaiando
para fazer uma batalha de danças, tentando
fazer uma relação com o nosso Tema de
Pesquisa e com a leitura do livro Lampião e
Lancelote, de Fernando Vilela.
 Lembro-me que fomos duas vezes à escola
no contraturno de nossas aulas, para
ensaiarmos e fazermos uma linda apresentação.
 Fizemos também um balaio junino, onde
cada um deveria contribuir e no dia da festa
aconteceria o sorteio.
FESTAS E COMEMORAÇÕES 
NO NEI
 No dia da apresentação, teve o momento com os familiares, onde cada um levou
uma comida típica e fizemos um lanche coletivo. Os lanches estavam deliciosos!
113
 Logo após o lanche, fomos à quadra para apresentarmos nossa batalha de
danças. A turma foi dividida em dois grupos. De um lado, representamos: Lampião
e Maria Bonita, do outro, Lancelote e Guinevere. Eu fui do grupo de Lancelote e
Guinevere. Estávamos muito animados e felizes. Minha dupla na primeira e
segunda batalha foi Maria Cecília, na terceira, não tinha dupla e dancei com os
meninos.
 Após a nossa apresentação, houve o sorteio do balaio e o ganhador da nossa
turma foi Miguel.
 No final da festa, houve uma quadrilha improvisada onde as crianças, professores
e pais participaram livremente. 
 As festas e as comemorações do NEI são muito boas e animam a gente.
114
 Oi povo, hoje vou falar de disciplinas e viagens!
 Então, as matérias do NEI são as cinco disciplinas normais: Português,
Matemática, História, Geografia e Ciências. Mas, também temos: Educação Física,
Teatro, Arte e Inglês. Dentre essas, a minha favorita é Matemática. Eu acho fácil,
pois decorei a tabuada, porque na outra escola - O Centro Educacional Nazareno,
que eu estudava antes de entrar no NEI, era obrigatório, já no NEI, não.
 No NEI, as crianças estudam a partir de um Tema de Pesquisa. Isso mesmo,
elas escolhem o que querem estudar! No dia que era para escolher nosso Tema de
Pesquisa, a gente escolheu vários temas e, ao final, tivemos que votar. Eu acho que
foram os seguintes temas para a votação: Cinema, Guerras, Animação e Animais.
Eu escolhi animação, porque a gente ia dar vida aos bonecos e fazer scripts, edição
no Capcut, mas, a maioria escolheu Guerras, porque um menino falou coisas
positivas, mesmo algumas crianças dizendo que era ruim.
 Mas, pra mim,o melhor de estudarmos animação seria porque íamos ficar
muito tempo na área de informática e gostamos muito de mexer no computador.
Eu nunca gostei de Guerras, só gostei quando foi na festa junina porque era uma
batalha de dança que eu já falei. Ah, e gostei também, demais, das visitas de
estudos que passamos a fazer por causa desse tema.
 As viagens que fizemos foram as seguintes: Teatro Alberto Maranhão, Museu
Câmara Cascudo, Trampolim da Vitória, Esquadrilha da Fumaça, Instituto Ricardo
VIAGENS E DISCIPLINAS QUE
VIVENCIEI NO NEI
115
Brennand (IRB) em Recife (PE), Base Aérea e Batalhão do Exército.
 A minha viagem favorita foi a de Recife. Essa viagem foi do tipo good vibes
(boas vibrações) do Carrossel! A gente teve que acordar às 5h da manhã para ir,
mas valeu. Foram 4 horas para irmos para o IRB e 4 horas para voltarmos.
 O ônibus era de viagem e tinha até banheiro, é claro! Pra mim, a melhor parte
de uma viagem é o ônibus porque é muito acolchoado e tem ar-condicionado.
 Mas, está bom, vou tentar contar o resumo…
116
 Minha mãe, meu avô e eu fomos buscar Maria Cecília para irmos. Lá, eu achei
que a gente fosse os últimos a chegarmos, mas fomos os primeiros! Só tinha o
Professor Júlio do 4º ano quando chegamos.
 A gente esperou até umas 7 horas e foi quando o ônibus chegou. A cada 1 hora
ia fazer uma troca de lugares, para permitir que ficássemos com colegas diferentes
durante o trajeto. Na primeira hora de viagem, podíamos escolher com quem
queríamos ir e eu escolhi ir com Ana Laura; na segunda, caí com uma pessoa que
não gostava, infelizmente.
 Depois, teve uma paradinha para o motorista tomar café da manhã e lá comprei
um picolé. Sentei atrás de Brenda e nós brincamos de telefone pela cortina. No
caminho, a gente viu o ônibus do cantor João Gomes, teve pessoas que até
choraram de tanto barulho, porque todo mundo gritava de emoção no ônibus. Teve
uma hora que o ônibus dele passou da gente e o motorista buzinou, depois ficamos
quietos até chegarmos ao Instituto. 
 Chegamos e andamos até o museu, mas a moça falou que não poderia ter guia, 
daí fomos vendo as exposições sem guia. No final, a gente voltou pro ônibus e
fomos pro Centro de Recife, tirarmos fotos. No caminho, a professora falou que
não era muito seguro, então tínhamos que ficar de mãos dadas e fomos todos
juntos.
 Voltando, quebraram a troca de lugar e as pessoas escolheram com quem
queriam sentar. Eu fiquei sozinho para relaxar. Também aconteceu de alguém ter
uma diarréia e vômito. O banheiro e o ônibus ficaram bem fedidos e teve que
passar até desodorante pra ver se amenizava o mau cheiro.
117
 No caminho de volta, a gente parou no Rei das Coxinhas, porque o motorista
ia jantar. Eu comprei um picolé porque gosto mesmo, o picolé era sabor de uva.
 Voltando para o ônibus, o motorista desligou as luzes e ligou a led e teve uma
baladinha, depois fui comer minha última comida dos R$44,00 reais gastos e fui
dormir. 
 Depois disso tudo, adormeci… quando estávamos voltando para o NEI tentaram 
me acordar, pois já estava perto de descermos e falaram que eu estava com os
olhos revirados e não acordava de jeito nenhum.
 Terminando a aventura de quase meia-noite, minha mãe e o pai de Maria Cecília
compraram um lanche do McDonald’s, pois achavam que estávamos com fome.
Terminamos muito cheios e contando essa história que falei para vocês, só que
para eles.
 
Tchau!!
118
MEMÓRIAS DE MARIA CECÍLIA
MINHA HISTÓRIA
 Meu nome é Cecília Medeiros Teixeira de Souza,
tenho 11 anos e nasci em 24 de abril de 2011, em Natal.
 Minha família é enorme. Meus pais se chamam Renato
e Thamy. Tenho uma irmã mais nova que eu. Eu tinha um
cachorro que se chamava Ralf, só que ele morreu, aí eu
adotei outro que se chama Duke, um pitbull preto e
branco, que tem 02 anos.
 Gosto muito de ir à escola para me encontrar com
meus amigos e professores. Meus amigos são bastante
engraçados e divertidos. Amo brincar de cabo de guerra
com eles. Aliás, cabo de guerra já foi a minha brincadeira
favorita, hoje prefiro brincar de bandeirinha.
 Agora que conheceu um pouco de minha história, vamos às minhas memórias?
119
 No NEI, tenho muitos amigos, como: Brenda, Ana Laura, Isaac, João Pedro,
Alice, Bia e Bella. Eles são muito legais e divertidos. Eles amam jogar dama e UNO
comigo, além de outros jogos.
 Lá na escola, tem um espaço que amo que é a biblioteca. E é lá que costumo
jogar UNO com meus amigos! Também jogamos dama e xadrez... Gosto de lá por
ser bastante silencioso, porque jogamos e porque também gosto de ler e gosto dos
bibliotecários.
 Tem uma bibliotecária que eu me apeguei muito e o nome dela é Amanda e
também tem Ysabella, Elione e Milena.
A BIBLIOTECA DO NEI
Maria Cecília Medeiros Teixeira de Sousa
120
 A biblioteca fica no final do corredor do prédio da Educação Infantil. Por isso,
para acessá-la, passamos pelo prédio da Educação Infantil, e, de tanto passarmos,
porque vamos muitas vezes à biblioteca, acabamos nos relacionando com algumas
crianças de lá. Eu amo ir lá, as crianças quando me veem me dão um abraço. Não
gosto nem tanto de crianças, mas, elas são bastante legais. Às vezes, vamos lá para
brincarmos com elas.
 Teve um dia que Amanda solicitou que algumas crianças da minha sala fossem
fazer uma contação de história para uma turma da Educação Infantil. Dei o meu
nome para realizar essa atividade. Várias crianças também queriam ir, mas, só
podiam ir duas. Assim, a professora resolveu fazer um sorteio e o meu nome e o de
João Pedro foram sorteados, mas no dia, Bella também foi com a gente. Contamos
a história: “A natureza maluca” para a Turma 4. Foi a primeira vez que eu contei
uma história, gostei da experiência, foi muito divertida.
 Bom, por enquanto tenho essas memórias da biblioteca..
 
 Até mais!
121
 Bom, na minha escola, meus amigos são bem
divertidos e legais, e eu amo brincar de bandeirinha
com eles.
 Entrei no NEI esse ano e, no início do ano, eu
comecei a fazer amizades com João Pedro e Isaac.
Depois das férias do meio do ano, me aproximei das
meninas: Brenda, Alice, Bella, Bia e Ana Laura.
 Como vocês já sabem, a gente ama ir à biblioteca, 
as crianças da sala e eu. Lá, nós jogamos muitos
jogos de tabuleiros.
 No trajeto do prédio do Ensino Fundamental para
o prédio da Educação Infantil, como vocês também já
sabem, acabei fazendo amizade com as crianças de
lá. Elas são tão legais... Nos nossos encontros elas 
AMIZADES NO NEI
 Já fizemos muitas coisas legais juntos este ano, meus amigos e eu. Mas, o que
mais gostei de fazer com eles, foi o nosso passeio para Recife. Gostei muito da
parte do ônibus, porque nós cantamos, conversamos, rimos, brincamos e jogamos
UNO. Foi uma experiência muito boa… a viagem durou 16h e foi a primeira vez que
viajei sem a minha família.
 Essas foram as amizades que me fizeram bem e eu vou sentir falta ao sair do
NEI.
122
me abraçam e me chamam para
brincar.
 Oi, hoje vim falar sobre as crianças do prédio da
Educação Infantil e como conheci elas.
 Bom, como vocês já sabem, eu costumo ir muito à
biblioteca do NEI com meus amigos: João Pedro, Brenda,
Alice e Ana Laura, e no caminho para lá, a gente tem que
passar pelo prédio da Educação Infantil. Por causa disso,
terminei fazendo amizades com as crianças de lá.
 Elas são bastantes legais. E gostam muito de mim. Elas 
me chamam de palitinha, porque sou amiga de João Pedro,
que se apresentou para elas como palitinho. Eu acho
engraçado! Assim que elas me veem, elas me abraçam
logo, acho bastante fofo!
AS CRIANÇAS DO PRÉDIO DA
EDUCAÇÃO INFANTIL
 Às vezes, quando não vou para biblioteca, eu fico na frente das grades do par-
quinho delas, conversando com elas. Adoro ouvi-las falar, elas são tão fofas
falando! E quando elas vão embora, elas saem bem tristes, pois queriam conversar
mais com a gente.
 Nunca pensei de fazer amizades com crianças tão pequenas, mas o NEI me
proporcionou isso.Obrigada, NEI, por tudo!
123
MEMÓRIAS DE MARIA JÚLIA
UM POUQUINHO SOBRE MIM
 Oi! Me chamo Maria Júlia Gomes de Araújo,
tenho 11 anos, nasci em Natal, no Hospital Coronel
Pedro Germano (Hospital da Polícia), no dia 15 de
julho de 2011.
 Meus pais se chamam: Raika Vivianny e Thadeu,
mas moro com minha mãe e minha avó.
 Eu estudo no NEI-CAp/UFRN desde bem
pequena. Gosto muito de pular corda, jogar
bandeirinha, de brincar com minhas amigas, adoro
Harry Potter, desenhar, brincar com meu gato Léo,
dançar Ballet e etc.
 Espero que tenham gostado de conhecer um pouquinho sobre mim.
124
 Oi! Agora, vou falar das minhas amizades e brincadeiras com elas.
 Bem, eu vou começar pela Educação Infantil. Lá, minhas melhores amigas eram
Bibia, Bella e Ceci. Nossa primeira professora, Isaura, dizia que nós éramos o
grupinho do amor.
MINHAS AMIZADES E
BRINCADEIRAS
Maria Júlia Gomes de Araújo
125
 Na Educação Infantil, a gente brincava muito de masterchef com areia, também
de família em uma casinha que não era daquelas altas que estamos acostumados a
ver, ela ficava no chão. A gente chamava ela de casinha do percevejo porque ela
era muito fedida.
 Também gostávamos de subir no trepa-trepa. Um dia, eu inventei de subir nele
e fiquei morrendo de medo de descer e aí a professora me pegou no braço e me
colocou no chão, depois eu peguei o jeito, e hoje eu sou maior que ele!
 Quando fomos para o Ensino Fundamental, as amizades ficaram num troca-
troca danado, todo dia a gente perguntava para uma pessoa se queria ser nossa
amiga, aí eu fiquei mais próxima de Helena, Brenda e Alice. As brincadeiras eram
praticamente as mesmas.
 Eu me lembro que no terceiro ano, antes da pandemia começar, o 5° ano
daquele ano inventou uma tal velha de preto que ficava na mata ao lado do parque
que dizia que queria nos matar, mas aí o nosso professor (Sanderson) falou que na
verdade quem morava lá dentro era a caipora, a maioria da turma ainda não sabia o
que era, e aí ele explicou que era uma lenda que protegia as matas e que queria se
comunicar com a gente, aí ele deixava cartinhas escondidas para fingir que era a
caipora e também fazia caças ao tesouro… 
 Mas, aí, veio a pandemia e ficamos muito tempo sem aula, só fazendo as
atividades de casa. Depois "descobrimos" o Google Meet, que é um aplicativo de
chamada de vídeo e as nossas aulas passaram a ser por esse canal, online.
 Nesse contexto, inventamos uma "brincadeira", que era jogar online. E, de vez
em quando, eu ligava pra Alice para brincarmos. Normalmente, brincávamos de
imaginação, tipo: aliens (e ao mesmo tempo agente secretas), Harry Potter, famosas
e outras coisas que íamos inventando.
126
 No 4° ano, chegou uma amiga nova, a Ana Laura, e mais dois meninos que
depois saíram (Bernardo e Vitor). Ana Laura primeiro ficou muito próxima de
Brenda e depois de mim e de Alice. Esse também foi o ano das aulas híbridas
(aulas híbridas, são aulas que em algumas semanas são online e em outras,
presencial. Nesse formato, a turma foi dividida em dois grupos, enquanto um grupo
estava online, o outro estava presencial e depois trocava).
 Este ano (2022), entraram muitos alunos novos, entraram 8! E eu, que antes
achava que na nossa turma nunca iriam entrar alunos novos! Dos 8, só duas
meninas, são elas: Cecília e Maria Cecília e os meninos, são seis: João Pedro, João
Guilherme, Raphael, Heitor, Kauê e Pietro, só que esses dois últimos saíram.
 Ao longo do ano, brincamos muito de pular corda e bandeirinha, até fizemos
times fixos! Esse ano também estive bem mais próxima de Marina, Bella, Helena e
Ana Beatriz.
 E então, gostaram?
 Beijos!
127
 Oi! Sou eu de novo, mas agora é para falar sobre minhas memórias do NEI.
 Humm… deixe-me ver… esse ano, teve um banho de grude no parquinho que
fica lá atrás do prédio da Educação Infantil. Foi muito legal e eu lembrei de
algumas coisas vividas na Educação Infantil, como por exemplo: quando estávamos
na turma 1 e uma menina da turma 2 mordeu minha bochecha, ela primeiro me deu
abraço, depois mordeu a minha bochecha, e mordeu as duas! E mordeu muito forte
que depois de alguns dias ficou roxo! E também lembrei de outros banhos de grude
que já vivenciei ao longo da minha trajetória no NEI.
MEMÓRIAS DO NEI
128
 Eu me lembro de uma apresentação da Linda Rosa Juvenil que fizemos na turma
1. Também guardo na memória, o cosplay do livro só um minutinho (o cosplay foi uma
apresentação que fizemos, onde nos vestimos dos personagens desse livro).
 Na turma 3, também me recordo das exposições e apresentações de final de Tema
de Pesquisa, como: uma exposição do espaço sideral, um curta-metragem dos
morcegos que terminou com uma música do Michael Jackson e eu fui para trás do
cenário na hora de dançar a música… mas, eu faria a mesma coisa, atualmente,
porque morro de vergonha de dançar essas coisas, principalmente porque era
fingindo que éramos zumbis.
 Também me lembro de uma apresentação das borboletas, da Mostra Cultural
sobre o corpo humano no 2° ano, onde apresentamos a “jubscreuda” (era uma
boneca que fizemos (Marina, Helena, Bella e eu) para a feira de ciências que ocorreu
na quadra), hoje eu acho que ela morreu, porque ela saiu do laboratório de ciências.
 Também teve uma Feira de Gastronomia no 1° ano, em que fizemos umbuzada (é
um suco de umbu, parece uma vitamina), oferecemos siriguela e suco de caju aos
visitantes e colocamos algumas espécies de cactos na exposição, porque nosso tema
de pesquisa era a caatinga. 
 Bem, e dessas memórias, gostaram?
Beijos!
129
 Oiê! Hum... “como é que eu começo, hein?”. Tá,
quero falar para você agora sobre... TRTRTR! As viagens
da minha turma!!! Para isso, vamos dar uma voltinha no
tempo…
 Primeira parada, Turma 1: na Turma 1, só tivemos dois
passeios, mas, eu só me lembro de um, que foi para uma
fazendinha. A única coisa que eu me lembro é que
andamos de carroça puxada por um burrinho. Então,
vamos logo para a próxima parada…
 Turma 2! Turma 2, humm... “qual foi mesmo o Tema
de Pesquisa?” Ah! Sim, o Tema de Pesquisa era “Jacaré”,
a turma foi para o Aquário Natal, que fica na Redinha
mas, eu não fui porque estava doente, só fui depois,
com minha mãe.
NOSSAS VIAGENS
 Turma 4: “Por que Turma 4? Essa máquina tá falhando?” Eu, ein... (Longa pausa) 
Ah! Eu acho que na Turma 3 não tivemos passeios, foi por isso... Então, vamos lá!
Na Turma 4, nós fomos para a... PRAIA! Mas, não para tomar banho. Fomos para
panfletar sobre a importância de não se jogar lixo na praia, porque o mar leva para
dentro dele e acaba matando os bichos do mar e poluindo o meio ambiente.
Por falar em mar carregar coisas, nesse mesmo dia, ele quase carregou a minha
chinela. Foi assim: eu estava andando perto de onde o mar ia, onde fica a marqui-
130
nha dele na areia, aí a onda veio e tirou a minha chinela do pé. Ainda bem que eu
consegui pegar ela a tempo, se não eu teria voltado para casa com um pé descalço
(risos). Eu amei essa viagem! 
 Também teve uma para a Barreira do Inferno. Nessa viagem, a minha mãe foi de
ajudante e lembro que Lulu, uma amiga nossa que saiu no final do 1°ano, ficava toda
hora querendo ficar no braço da minha mãe, ela terminou o passeio com as costas
doídas de tanto carregar Lulu no braço!
 Próxima parada, 1° ano: No 1° ano, a gente estava estudando sobre a pré-história
e a origem da escrita. Nesse ano, nós fizemos uma viagem para a caatinga (em Currais
Novos) para vermos as pinturas rupestres dos homens das cavernas. “E não é que
tinha mesmo!!?” Eu fiquei muito impressionada, pois, aquilo tá lá há tantos: “milhões,
milhões, milhões... (Um mês depois) ... milhões, milhões, milhões e milhões de anos”,
que eu nem sei como ainda está preservado daquele jeito. 
 Eu me lembro também que tinha uma partezinha menor da caverna que pudemos
“entrar”, entre aspas, pois era bem pequena e funda, praticamente só demos uma
olhada e tinha algum bicho lá, acho que era um morcegoou vários, mas, estavam
dormindo por causa que era muito, muito cedo ainda. Para ir nessa viagem eu tive
que acordar às 4h30 da manhã, só que eu estava tão ansiosa que só consegui dormir
uma hora na noite anterior.
 Antes do passeio à caatinga, fomos para o Museu Câmara Cascudo, onde tinha
muita coisa legal, começamos observando a exposição de alguns fósseis, inclusive
tinha lá os ossos de uma preguiça gigante, mas ela não estava completa, faltavam
vários ossos. Também vi morceguinhos dormindo lá e um voou bem pertinho da
gente. Tinha também uma sala com vídeos que mostravam os dinossauros, outra sala
com ossos de uma baleia, e sério, era gigante! Que nem coube na foto!
131
 Agora, vamos lá no 2° ano: No 2° ano, estávamos estudando o Corpo Humano
e fomos novamente ao Museu Câmara Cascudo. Vocês devem tá se perguntando:
“O que o museu tem a ver com o corpo humano?” Bem, com o corpo humano,
estudamos a evolução humana que nos fez passar novamente pela pré-história
sobre os homens das cavernas, e foi assim, o Fundamental inteiro, menos esse ano.
Hoje, eu não aguento mais escutar sobre esse assunto (pré-história).
 Fomos também para o Instituto de Neurociência, o qual eu não me lembro
nada mais dessa visita, só me lembro que fomos! E, por fim, fomos ao Instituto
Ricardo Brennand em Recife/PE. Nós vimos quase todos os museus… nesses locais
tem várias coisas, por exemplo, no Museu de Cera: tem umas estátuas que quando
eu vi, fiquei assombrada porque elas parecem a Monalisa, tive a sensação de que
em todos os ângulos as estátuas “olhavam” para mim.
 Agora, a gente vai ter que pular duas turmas, porque no 3° ano foi quando
começou a pandemia e, no 4° ano, tínhamos aulas online, depois se tornaram
híbridas, mas ainda não dava para fazer nenhuma viagem de turma, pois não podia
fazer aglomeração. Então vamos para o…
 5° ano! Chegamos ao 5º ano… Nossa! Esse ano teve tanto passeio que nem sei
contar direito. “Tá ok, lembrei!” O primeiro, foi para o Museu Câmara Cascudo, só
que desta vez, para saber mais sobre a participação de Natal nas Guerras, porque o
nosso Tema de Pesquisa este ano foi: Guerras. 
Ah! Quando fomos lanchar na área verde do museu, tinha um mooonte de
saguizinhos querendo comer da nossa comida, mas a gente não deu, claro! Só
demos água. Um deles ficou preso numa sacola de plástico e Alice tirou o saco de
cima dele.
 
132
 A segunda visita deste ano, foi para o Centro Cultural Trampolim da Vitória, que
conta a história da participação da cidade de Natal na Segunda Guerra Mundial.
 Esse museu está localizado na área que foi a base aérea do americanos durante a
Segunda Guerra Mundial, lá tinha motores náufragos de aviões, maquetes realistas da
guerra, trajes, aviação, telescópios que ficavam dentro dos aviões para mira de onde
se queria atirar, tinha canhões e também a mesa do primeiro comandante da Base
Aérea de Natal… Ah, e a cadeira também. 
 A 3ª viagem, foi lá para Recife (Pernambuco), fomos visitar o Museu de Armas do
Instituto Ricardo Brennand (IRB). Dessa vez, nós fomos com o 3° ano da manhã e da
tarde. Mas, para falar dessa viagem, vou começar do ônibus, paramos um pouco para
irmos ao banheiro e podíamos comprar um picolé ou sorvete. Eu comprei um sorvete,
ele era beeem pequenininho e ainda assim custou R$ 5,00!
 Depois, fomos almoçar e também comprei uma sobremesa… “Nossa, como as
coisas de Recife são caras, viu!” (Obs: se for passear em Recife, leve um moooonte de
dinheiro). Depois do almoço, fomos para o Museu das Armas que, é claro, tem várias
armas, também armaduras, uma sala de relógios e um deles tocou quando estávamos
lá, marcando 3 horas. Foi muito legal, também tinha um poço dos desejos. Ao final,
paramos para comprar uma lembrancinha, eu fiquei com um bloquinho do IRB, mas
era 25 Reais (o que é muuuito caro) e eu só tinha R$ 24,00, foi, então, que a moça me
deu um desconto, de um real!
 Depois, na volta, eu estava morrendo de sono e não consegui dormir, porque
estava todo mundo muito agitado. Paramos para comer no Rei das Coxinhas, aí,
“lembra do bloquinho que eu comprei, que gastou todo o meu dinheiro?! Pois, ééé…”
fiquei na vontade e vendo as pessoas comendo uma coxinha quentinha… nessa hora,
as coisas que levei para comer já estavam todas geladas…
133
 Júlio, o professor do 4°ano que foi com a gente, até me deu uma mordida pra
eu provar e era muuuito boa, provei a de carne de sol com nata. Então eu me
lembrei que minha mãe me disse que se eu quisesse alguma coisa e, estivesse
sem dinheiro, eu podia pedir para a professora pagar, que depois ela passava um
PIX pra ela. Resolvi pedir e estava muito, muito gostosa e quentinha. Quando
voltamos para o ônibus as pessoas se aquietaram um pouco e eu consegui dormir
um pouquinho. 
 E agora, a quarta e última viagem, fomos para a Base Aérea, em
Parnamirim/RN. Primeiro vimos uns aviões antigos que ainda funcionam e tiramos
fotos com eles. Também vimos o palco onde os atores e atrizes que vinham para
cá, na época da Segunda Guerra Mundial, usavam para entreter os soldados
americanos, tinha também uma capelinha bem bonitinha e depois fomos ver o
ninho de helicópteros da Força Aérea Brasileira (FAB), até entramos em um e
depois em outro bem maior que até coube a turma inteira.
 E, fo… ah, me esqueci do batalhão, que foi antes de Recife mas, foi "só" para
ver a formatura de soldados, que custou muito tempo e ver algumas coisinhas que
tinha lá, como um pequeno museu que guardava algumas coisas da Segunda
Guerra Mundial.
 (Voltando…) e, foram essas as viagens da nossa turma, espero que tenham
gostado…
 Tchaau!!!
134
UM RESUMO SOBRE MIM
 Olá, eu sou Marina Andrade Batista e tenho 11
anos, nasci no Hospital PAPI, aqui em Natal/RN, no
ano de 2011.
 Sou filha de Nailson e Renata e tenho uma irmã
chamada Mariah, que tem 8 anos.
 Eu amo animais, a natureza, músicas e
instrumentos musicais. Já tive diversos animais
comigo e eu amo todos eles. Durante todos esses
anos, não passei um dia sem nem um animalzinho
em casa.
 Felizmente, minha vida é muito feliz e entrar no
NEI foi uma dessas felicidades, eu amo a escola
que estudo, tenho vários amigos e amigas que
estão comigo desde bebê, como: Helena, Pedro
Café, Pedro Pereira, Henrique, Brenda, Ana Beatriz
e outros. Eu não quero sair do NEI, e eu digo que
ele tem um defeito: não ter o sexto ano.
 Eu sou muito extrovertida e amo brincar. Então,
por aqui vou ficando, querido leitor, senão, eu
perco o parque!
Bye, Bye... (Tchau…) FUI! 
MEMÓRIAS DE MARINA
135
 Oi, hoje vim falar sobre
os animais que aparecem no
NEI.
 O NEI é uma escola com
muita natureza e espaços ao
ar livre e, por isso,
aparecem vários animais
como: micos, borboletas,
aranhas, iguanas,
passarinhos, soldadinhos, e
alguns outros.
 Teve uma vez que meus
amigos da turma e eu
estávamos brincando no
parque da Educação Infantil
e estava tendo uma briga
entre os micos, o mico que 
BICHINHOS DO NEI 
Marina Andrade Batista
136
estava na briga lá em cima da árvore caiu no chão todo machucado e ficamos com
dó dele, mas depois ele foi devolvido para a natureza. 
 
 Também teve uma vez que estávamos aproveitando o último dia de aula do 4°
ano, tomando banho de mangueira no parque e algumas meninas e eu, fomos para
o banheiro das crianças com deficiência, que era maior, para fofocarmos e nos
enxugar, e quando eu olhei para o teto, vi uma aranha caranguejeira, corremos pra
fora do banheiro e fomos para a sala, mas, apesar desse susto, foi muito legal e
marcante esse dia. 
 Encontramos vários pássaros no NEI… Só neste ano, encontramos dois
passarinhos, o que achamos primeiro foi o chocolate, esse foi o nome que demos
para ele, que era um filhote muito fofo de lavadeira. Ele estava sem conseguir voar
e batia a cabeça quando tentava, então pegamos pra cuidar e eu trouxe ele pra
casa. Todos nós ficamos muito apegados e eu iria cuidar dele até o outro dia, pois
esse tipo de ave não se cria em casa.
 No outro dia, todosnós combinamos de soltar ele de volta na natureza, só que
ele faleceu pela manhã, pois estava com larvas de mosca dentro dele. Enquanto ele
estava vivo, nos trouxe muita alegria e vamos nos lembrar dele com muito carinho.
 O segundo passarinho, achamos caído em uma poça de água no prédio da
Educação Infantil e pegamos ele e demos o nome de: Pingo. O deixamos debaixo
de um arbusto, no parque do prédio do Ensino Fundamental, mas quando voltamos
ele já tinha voado. 
 Ah, não posso me esquecer das borboletas lindas que têm lá no NEI, elas são
muito bonitas e alegram o dia de qualquer um.
 Tem várias outras histórias como essas, mas já vou ficando por aqui, porque
daria um livro só disso, aliás o NEI é maravilhoso e sempre temos outras aventuras
dentro dessa escola.
 Esse foi o meu texto sobre os animais do NEI. E aí, gostou?
137
MINHAS EXPERIÊNCIAS
SOBRE FESTAS E
COMEMORAÇÕES NO NEI
 Oi, voltei e hoje vim falar sobre as festas/comemorações que tiveram e têm
no NEI. A maioria das festas, acontecem na quadra do nosso prédio, no caso no
Ensino Fundamental, porque tem um espaço bem grande. Eu tenho muitas histórias
para contar sobre todas as festas e algumas comemorações, pois faz muito tempo
que estou aqui no NEI, mas vou tentar dar uma resumida com os acontecimentos
mais marcantes.
 Uma das festas mais marcantes do NEI, foi a Festa do Pijama que aconteceu
no 1º ano, foi muito legal… Teve até DJ!
 Eu gosto muito da Festa Junina e gosto também do show de talentos. São
muito legais e divertidos. Eu gosto muito de dançar e criar coreografias e eu
sempre me empolgo bastante com todas elas. Gosto muito de ver as outras
crianças dançando e de apreciar as coreografias. 
 Geralmente, nas Festas Juninas, criamos coreografias relacionadas, ou não, ao
Tema de Pesquisa e, esse ano, a nossa coreografia foi inspirada no nosso Tema de
Pesquisa: Guerras, e ficou muito massa! Teve o grupo de Lampião e Maria Bonita
e o grupo de Lancelote e Guinevere. No caso, eu representei a Guinevere. Os
grupos fizeram uma disputa de danças e no final os dois ganharam e dançaram
juntos.
138
 Eu gostei de todas as festas e todas foram bem legais e divertidas. Desde
pequena danço e crio as coreografias das danças, inspirada em minhas vivências,
com a ajuda dos meus professores e colegas. Assim, criamos coreografias bem
legais.
 É bem divertido fazer isso, eu gosto muito!
 Mas, por hoje, é só!
139
DESCOBERTAS E APRENDIZAGENS
 Oi, eu estou aqui de novo, mas hoje vim falar sobre os Temas de Pesquisas
que já vivenciei no NEI. Tiveram vários, mas sempre tem alguns que lembramos
mais.
 Na turma 1, estudamos sobre embuás, animais da fazenda, e dinossauros. Nós,
não aprofundamos muito nos assuntos, pois éramos muito pequenos. Por isso,
tivemos 3 temas nesse ano. Na turma 2, estudamos sobre os jacarés, família e
castelos. Já na turma 3, foram piratas e morcegos, e, finalizando os estudos dos
temas na Educação Infantil, na turma 4, estudamos sobre as borboletas, o meio
ambiente e o ciclo da água.
 No 1° ano, começamos a aprofundar mais nos estudos dos nossos temas e
nesse ano estudamos sobre a história da escrita e a caatinga. No 2 ° ano, o tema
corpo humano foi escolhido para estudarmos. No 3° ano, estudamos sobre animais
silvestres, e foi o tema que eu mais gostei, porque, como já disse, eu amo
bichinhos, em geral, e também amo aprender sobre eles. No 4° ano, foi tecnologias,
eu também gostei bastante desse tema, mas não tanto quanto o dos animais
silvestres. E, enfim, chegamos ao tema deste ano, o 5° ano, que foi: Guerras…
também foi legal estudar sobre esse tema, fizemos vários passeios para conhecer e
aprender mais acerca do tema e foi bem divertido.
 Eu amo aprender coisas novas e com os Temas de Pesquisas, foi bem legal. 
 Esse foi o meu último texto, espero que tenham gostado deste e de todos os
outros que eu fiz!
 Bye, bye… (Tchau…)
140
141
MINHA APRESENTAÇÃO
 Oi, meu nome é Miguel Dantas Ramos de Sá.
Nasci em Natal/RN, no dia 04 de Outubro de
2011, tenho 11 anos.
 Meus pais se chamam Flavio Brito e Márcia.
Tenho um irmão chamado Artur, de 13 anos.
 Eu estudei no NEI-CAp/UFRN da turma 1 ao
5° ano. Meus lugares favoritos do NEI são: a
quadra e o parque.
 Minhas brincadeiras favoritas são: tica-tica,
cobra-cega e raquete. Eu gosto de brincar com
João Gabriel, meu melhor amigo da escola.
 Fora do NEI, o que mais gosto é de jogar
Roblox e minhas comidas favoritas são:
macarronada com molho, estrogonofe e
chocolate.
 Agora que já me apresentei, concorda de
conhecer um pouco das minhas memórias?
MEMÓRIAS DE MIGUEL
142
LEMBRANÇAS SOBRE AMIGOS
 Meu primeiro amigo no NEI foi Pedro Café, assim que entrei na Turma.
Sempre gostei de brincar no parque com meus amigos. Tive outros amigos que me
acompanharam desde pequeno: Gleidson e Gustavo. Gostávamos de brincar de
tica-tica no parque, na hora do intervalo. Mas, eles saíram do NEI no 3° ano.
 Este ano (2022) fiquei muito amigo de João Gabriel, me aproximei muito dele
e percebi que gostávamos das mesmas coisas, brincávamos muito de raquete e
tica-tica, nos tornamos melhores amigos.
 Na escola, a gente aprende pesquisando. Eu aprendi muitas coisas com o
Tema de Pesquisa. O meu Tema de Pesquisa favorito foi Dinossauros, com a
professora Isaura na Turma 1. Eu era apaixonado por esse tema, tinham muitas
espécies de dinossauros.
Miguel Dantas Ramos de Sá
143
 Cresci sempre percebendo algo novo,
descobrindo várias coisas que esse lugar me
proporcionou, a cada dia que entrei no NEI.
Vou sentir saudades do NEI, porque vivi 10
anos de alegrias e descobertas nesse lugar.
 Este ano (2022), vivi o meu último ano do
NEI. Vou sentir muitas saudades da escola,
foram tantas alegrias, mas vou ter que sair.
Vou sentir saudades…
Tchau, NEI!!!!!!
TEMAS DE PESQUISA
 Hoje, vou falar sobre alguns Temas de
Pesquisa vivenciados no NEI.
 Dinossauro, na turma 1 com a professora
Isaura, foi o meu tema favorito de toda a
Educação Infantil. Gostava muito de
dinossauros na vida real e também de
borboletas, que foi nosso Tema de
Pesquisa na Turma 4.
 No 2º ano, aprendemos sobre o corpo
humano. Foi muito interessante e
desafiador para aprendermos. Estudamos
sobre a evolução humana, que a gente não
veio do macaco e sim dos australopitecos,
depois vieram os homohabblis e depois
veio a forma atual, o homo sapiens.
Lembro-me que um dia fizemos uma
atividade de colagem muito legal que foi
uma mão com cotonetes.
 No 3º e 4º anos, teve a pandemia e eu
não me lembro quais foram os nossos
temas, não me adaptei bem às aulas online.
144
 Guerras, foi o meu último Tema de Pesquisa no NEI, já no 5° ano. A gente
aprendeu sobre a bomba de Hiroshima e Nagasaki, como elas funcionam, dentre
muitas outras coisas. Nós tivemos uma aula de química com a mãe de Brenda e ela
trouxe muitos experimentos para explicar o funcionamento das bombas nucleares,
fiquei muito surpreendido com o efeito do Gás Hélio.
 Até que gostei dos Temas de Pesquisa abordados ao longo da minha vida
escolar e aqui coloquei apenas os mais significativos para mim.
 Agora vou indo, nos encontramos no próximo texto!
145
BYE, BYE NEI! (TCHAU, NEI!)
 Depois de estudar no NEI por 10 anos, eu vou
sair e deixar uma lembrança minha e dos meus
colegas de sala, o nosso livro de memórias! Vou
sentir muitas saudades…
 Eu vivenciei muitas coisas nessa escola. Por
causa dela, aprendi a ler e a escrever. Também
participei de algumas comemorações. Vi o NEI
completando 40 anos e participei da Festa do
Pijama, ao final do 1º ano, nessa época meus
professores eram: Adele, Rivaldo e Raika. Também
vivenciei várias festas juninas e em 2022 ganhei o
balaio junino.
 Na festa do pijama, nós dormimos juntos na sala de música. Eu estava com o
pijama do super-herói, o Batman. Teve várias comidas interessantes, como
marshmallow e chocolates mm’s. Senti um pouco de saudades dos meus pais, mas
logo fiqueibem, estava com meus amigos e professores.
 No 2° ano, viajamos para Recife/PE, para conhecer o Museu Ricardo Brennand
junto com o 5° ano. Foi muito legal!
 Daqui, vou levar as boas lembranças dos meus amigos e professores.
 Enfim, eu amo essa escola.
 Tchau!
146
UM POUCO DA MINHA HISTÓRIA
 Oi, me chamo Pedro Lucas Café, nasci no dia
19 de novembro de 2011, em Natal/RN. Tenho 11
anos. Sou filho de Eduardo e Marília. 
 Gosto muito de conversar com meus melhores
amigos, que são: Anderson, Pedro Pereira,
Henrique, João Guilherme e Miguel. E só gosto de
jogar futsal na hora do intervalo.
 Eu amo viajar e viajo muito, já fui a vários
locais, mas o que eu mais gostei de ir foi, sem
dúvidas, o Aquiraz Beach Riviera, no Ceará. Viajei
pra lá nas férias de janeiro do ano atual (2022). 
 Gostei de lá porque tinha uma piscina que o
barco flutuava na água e também porque meu
primo Tawan veio de Mossoró para ir junto
comigo para essa viagem.
 Essa foi um pouco da minha história. 
MEMÓRIAS DE PEDRO CAFÉ
147
PORTUGUÊS E MATEMÁTICA
NO NEI
 A Língua Portuguesa é a língua mais
difícil do mundo! Em uma aula do 4º ano,
aprendi sobre ser formal, mas eu nunca
precisei ser formal.
 No 5° ano, aprendi sobre muitas classes
gramaticais, dentre elas, os advérbios que
servem, basicamente, para modificar os
verbos, os adjetivos e os próprios
advérbios. Por exemplo, a palavra muito é
um advérbio de intensidade.
 Já a Matemática, sempre foi fácil, no
5º ano, eu vi muitas divisões fáceis, muitos
jogos matemáticos de divisões e multipli-
Pedro Lucas Café Vieira
de dcações, vi também frações, simplificação de frações, adição e subtração de
frações, e vi que quando as frações têm denominadores diferentes é preciso
encontrar o Mínimo Múltiplo Comum (MMC) dos denominadores para deixá-los
iguais e só assim podermos efetuar a conta de mais ou de menos.
 
148
 Eu gostei muito de uma aula do 5° ano que construímos uma Régua de Frações,
porque eu gosto muito de recortar papel. Gostei também da avaliação do segundo
trimestre que tinha frações, multiplicações e divisões. Gostei ainda do dia que
fizemos uma atividade para casa sobre peso e medida.
 Apesar de eu gostar muito de Matemática e de hoje eu achar fácil a resolução
de problemas matemáticos de divisão, quando comecei a estudar as divisões, no 4°
ano, passei um mês tentando aprender. O motivo foi que a minha professora de
reforço precisou mudar, então tive que procurar outra. No ano seguinte, com a
ajuda do reforço e já no 5° no NEI, com novas professoras, eu aprendi e foi fácil
demais.
 Ainda assim, aprender divisões foi muito mais fácil que multiplicação! Esta foi
muito mais difícil e o porquê disso foi que com 06 anos, quando eu estava no 1°
ano, com os professores Adele, Rivaldo e Raika eu já estava quase aprendendo,
mas só vim aprender mesmo aos 09 (só no 4° ano, com os Professores: Gilvania e
Aninha), passando, assim, 03 anos para conseguir aprender sobre multiplicação.
 Bem, como deu pra perceber, foi muito difícil aprender multiplicações, e, a
Língua Portuguesa, apesar de ser uma das línguas mais difíceis do mundo, até que
eu gosto.
 É, posso dizer que gosto das duas áreas do conhecimento… aprendi bastante
coisas através delas.
149
CULINÁRIAS DO NEI
 Eu resolvi escrever sobre culinária porque eu amo chocolate. E porque no NEI,
uma coisa que eu adoro é fazer culinária!
 Os meus amigos, as professoras e eu já fizemos várias comidas incríveis, como:
papa de chocolate (no 5°, com a professora do 5° ano matutino). Eu me lembro que
nesse dia era a despedida do Professor Guilherme, e ele trouxe uma torta alemã
pra comer com a gente, e eu só comi o chocolate que tinha nessa torta. Também
me lembro que fizemos bolo de chocolate (no 5° ano, com as professoras Cláudia e
Edla, para comemorar alguns aniversários e para trabalhar Matemática), e minha
turma fez também torta salgada de frango (acho que foi no 2° ou foi no 4° ano).
150
 No NEI, também existe um evento chamado: Feira
Gastronômica. Eu me lembro que na única feira que eu
participei, fizemos um suco de umbu e eu ficava tomando
a cada minuto que se passava. E também tinha uma
experiência que tínhamos que fazer de olhos fechados
para tentarmos adivinhar o cheiro e o sabor de algumas
comidas, como: leite condensado, pimenta, bolinho, que
parecia um petit gâteau. 
 Esse ano, pela primeira vez na minha trajetória de NEI, foram servidos no
lanche: chocolate quente e macarronada, mas eu faltei no dia do chocolate, já a
macarronada foi ótima, eu repeti umas duas ou três vezes.
 Como podem ver, no NEI, fiz várias culinárias extraordinárias, e eu queria
mostrar um pouco aqui pra vocês.
FUTEBOL NO NEI
 Oi… vou descrever alguns momentos da minha vida jogando futebol no NEI.
A primeira vez que joguei futebol no NEI, eu achei que era o Neymar, mas eu não
sabia nem chutar a bola, eu tinha 06 anos e estudava no 1° ano.
 Depois de dois meses, Anderson, Luiz, Henrique e Pera (Pedro Pereira) e eu,
começamos a jogar com o 5° ano e existiam dois times. Time 1 de Renan e Time 2
de Dudu. Eu sempre joguei no de Renan, porque achava ele bem melhor
#sóquenão, mas o time de Dudu sempre ganhava.
 Pulando um pouco, por causa da pandemia… hoje, no 5° ano, a maioria dos
meninos da turma e eu jogamos muito e paramos depois que as meninas
“inventaram” de dividir a quadra… foi então, que começamos a brincar de
bandeirinha.
 Gostei muito de jogar bandeirinha, porque era um jogo novo, que eu nunca
tinha experimentado antes.
151
 Agradeço ao NEI e aos meus amigos, por
essas experiências maravilhosas que
presenciei com os meus colegas. Agradeço a
todos e essa foi um pouco da minha história
com o futebol no NEI.
 
 Tchau, flw (falou), não quero mais escrever…
MINHA VIDA
 Oi, me chamo Pedro Lucas Pereira Maia,
tenho 11 anos e nasci no dia 07 de junho de
2011. O significado do meu nome é “Pedra”.
 Meu pai se chama Léo e minha mãe, Régia.
 Gosto muito de jogar futebol e bandeirinha,
gosto também de suco de acerola, maracujá,
cajá e etc.
 Um momento que gostei muito, foi quando
ganhei meu celular e quando era dia de
passeio escolar. O passeio que mais gostei foi
a ida à Recife.
 Desde pequeno, vou à igreja com minha
mãe e a minha irmã. Gosto bastante de
Educação Física e Geografia, gosto de escutar
música no estilo Rock/Rap, sou bem ativo no
Youtube, TikTok, Discord e WhatsApp, e gosto
de ir pra casa da minha avó no interior.
 Agora, vocês conhecem um pouco sobre a
minha vida…
 Boa leitura!
MEMÓRIAS DE PEDRO LUCAS
152
AMIZADES AO LONGO DA MINHA
TRAJETÓRIA NO NEI
 Oi, hoje eu vou contar sobre minhas amizades no NEI.
 As primeiras amizades que fiz no NEI foi com: Isaac, Henrique e Luiz.
 No primeiro ano, o ano que minha turma foi pro Ensino Fundamental, fiz mais
grandes amizades, foram elas, com: Anderson, Pedro Café e João Gabriel.
Anderson foi por causa do futebol, mas naquela época eu não era muito fã de
futebol. Pedro Café e João Gabriel foi por causa das brincadeiras no parque.
 No segundo ano, considero que foi um dos melhores anos que vivi no NEI,
pois tiveram os melhores passeios, especialmente o que nós fomos para Recife. No
segundo ano, também quase não jogamos futebol na quadra, e sim num lugar que
chamamos de “cantinho”, que fica ao lado da quadra, perto da rampa que dá acesso
ao prédio da Educação Infantil. Jogamos lá quase o ano inteiro, porque o 4° ano de
2019 não passava a bola, então a gente começou a jogar lá. Participavam desse
jogo comigo nesse lugar: Anderson, Luiz, Isaac e Henrique.
 No terceiro ano, foi um desastre, por causa da pandemia! Mas, algo que foi
muito legal, antes da pandemia, foi a lenda da caipora, eu lembro que ela deixava
cartas pra gente, foi muito top!
Pedro Lucas Pereira Maia
153
 No quarto ano, as aulas começaram a ser online, mas no meio do ano começou
o ensino híbrido. Por isso, íamos para o NEI uma semanasim, uma semana não e
também alternávamos nos encontros online. Na semana que não estávamos
participando das aulas online, estávamos presencialmente no NEI e vice-versa.
 O último dia de aula, foi legal e triste, legal porque fizeram um monte de
brincadeira, e triste porque Luiz, meu amigão, foi morar em Mossoró.
 Agora no 5° ano, sou amigo de quase todo mundo, mas meus melhores amigos
são: Raphael, Isaac, Pedro Café, Henrique, Maria Cecília, Anderson João Gabriel e
Miguel.
 Esse ano foi o melhor ano para mim!
154
FUTEBOL NO NEI 
 Tudo começou no primeiro ano… foi nesse ano que eu comecei a jogar futebol!
Quem jogava comigo era: Anderson, Luiz, Henrique e Yasmin.
 No segundo ano, aí sim, eu comecei a jogar bola direto! Eu me lembro que
esse ano teve um jogo de futebol entre as turmas, que eram: 1º, 2º ,3º e 4º anos,
mas as turmas eram misturadas. No jogo que eu joguei, eu perdi porque meu
amigo Luiz fez um gol de falta por cima da barreira, mas foi na mão do goleiro, aí
ele frangou (que é quando o goleiro falha).
 No quarto ano, o ano da volta às aulas presenciais, eu não joguei muito bem,
não sabia driblar direito.
155
 Agora, no 5º ano, parece que todo
mundo melhorou, Isaac começou a fazer
uns golaços no ângulo da trave, Pedro
Café começou a fazer muitos gols,
Henrique melhorou no gol e deu várias
assistências, Anderson fazia mais de 5
gols por jogo, e eu fiz mais gols e driblei
mais.
 É isso, caro leitor, espero que você
tenha gostado do texto e tenha
percebido o quanto fomos melhorando
no futebol, na medida em que os anos
foram se passando.
DESPEDIDA DO NEI
 A despedida do NEI com certeza vai ser
muito triste, mas também vai ser um dia muito
especial, pois, nós vamos nos divertir, brincar,
jogar etc.
 Na despedida, eu vou ficar bem triste, talvez
até chore por causa dos meus amigos de
infância e novatos.
 Mas, levarei na memória, os jogos, as
brincadeiras, a caça ao tesouro que teve há
alguns anos, os eventos que tinham: passeio
ciclístico, festa do pijama, viagens, etc.
 Além disso, guardarei nas minhas recordações
todos os meus amigos que tive no NEI e os
melhores, que pra mim foram: Luiz, Isaac, Pedro
Café, Henrique, Raphael, Anderson, Gustavo,
Miguel, Gleydson, Maria Cecília e Yasmin.
156
 Os professores também ficarão nas minhas lembranças e os melhores pra mim
foram: Isaura, Adele, Denise, Aninha, Rivaldo, Cláudia e Edla.
 Ao NEI, agradeço por todas as minhas amizades, experiências, cuidados dos
professores, etc. Sentirei saudades de cada espaço que o NEI oferece,
principalmente da quadra, que é onde mais me divirto com os meus amigos.
 Espero que tenham gostado do meu memorial.
A MINHA HISTÓRIA
 Sou Raphael Bernardo Gomes da Cunha,
tenho 10 anos. Nasci numa noite de quinta-
feira, no Hospital da Polícia, em 23 de
fevereiro de 2012.
 Moro com meus pais: Cinthia e Blenio e
com Leonardo, que é meu irmão mais novo.
 Eu gosto de brincar de tica-tica e
queimada, jogar vídeo game, conversar com
meus amigos e fazer novas amizades.
 Um momento muito especial pra mim foi
quando ganhei meu PS4, com ele me divirto
muito. Também adoro ler e passear com
minha família.
 E agora você sabe um pouco sobre mim.
MEMÓRIAS DE RAPHAEL
157
A BIBLIOTECA DO NEI
 Para mim, a biblioteca é um dos lugares mais divertidos do NEI, pois amo
leitura e lá tem uma grande variedade de livros para ler como: Diário de um
Banana, Percy Jackson, dentre outros. Lá é bem silencioso e um ótimo lugar, tanto
por causa dos livros, como dos bibliotecários.
 Entrei no NEI este ano (2022), e, no início, não conhecia o lugar, mas quando
conheci, gostei bastante do ambiente. A bibliotecária conta histórias incríveis que
nos fazem viajar no mundo da fantasia e imaginação como, por exemplo, a história
de João e Maria que são irmãos, que são pegos por uma bruxa no meio da
floresta! Achei a história bem legal, dentre outras que ela nos apresentou.
Raphael Bernardo Gomes da Cunha
 São muitas as memórias e vivências que tive nesse
lugar… bom seria se todas as crianças pudessem
conhecer e apreciar esse lugar magnífico, onde
podemos viajar na imaginação.
 A biblioteca é o meu lugar favorito, sempre vou me
lembrar desse lugar com muito carinho e saudades.
158
AMIZADES DO NEI
 Olá, hoje vou falar sobre as amizades que fiz no NEI.
 Como já disse, sou novato na escola, antes eu estudava no Espaço Integrado de
Educação. No início, achei que não ia me adaptar, mas logo me tornei amigo da
maior parte das crianças da minha turma, o 5º ano vespertino.
 Gosto muito de fazer amizades e de conversar com meus amigos sobre jogos,
filmes, séries, livros, sobre o dia-a-dia, e isso fortalece as amizades e traz boas
memórias para minha vida.
 Para mim, ter uma amizade é algo importante para a vida, é ter com quem
dividir as alegrias, e dificuldades da vida. No NEI, fiz boas amizades, como com:
Isaac, Pedro Café e Pedro Pereira. Com esses amigos brincava, jogava e me
divertia.
 Com Pedro Pereira, conversávamos sobre jogos, percebi que gostávamos das
mesmas coisas e, por isso, ficamos amigos. A mesma coisa aconteceu com Pedro
Café, já com Isaac, começamos a nos falar na escola e virtualmente e percebemos
que tínhamos os mesmos interesses, os jogos, o estilo musical: rock, música
eletrônica… considero ele meu melhor amigo, inclusive no passeio ciclístico vim
com ele e no fim fui à sua casa, lá assistimos filmes e jogamos.
 Juntos, estamos fazendo um jogo de RPG, esse é um jogo em que um grupo de
aventureiros numa cidade, cumpre missões de derrotar monstros, é bem legal! Essa
ideia surgiu graças ao meu pai, que trouxe para meus amigos e eles adoraram e
aceitaram. Será uma experiência bem divertida.
159
 Essas foram as amizades
que mais me marcaram nesse
lugar, sentirei saudades e
espero continuar tendo
contato mesmo depois que o
ano acabar.
160
 O NEI é um lugar muito divertido, onde além de ensinar as matérias escolares,
ensina a sermos cidadãos e expressarmos nossos pensamentos de maneira criativa
e legal. Um lugar onde fiz muitas amizades com pessoas muitos legais, li livros
incríveis, brinquei, conversei, e, através dele, conheci lugares como o Instituto
Ricardo Brennand em Recife/PE, a Base aérea de Natal, o Teatro Alberto
Maranhão, dentre outros.
 Essa escola será um lugar que vou sentir falta. Sentirei saudades desse lugar
que já tem mais de 40 anos, tantas histórias, tantos amigos, tantas pessoas boas…
 Para mim, uma das melhores partes, é ter tido conosco os estagiários, como:
Carlos e Felix (Estagiários de Artes Visuais). Agradeço também às Professoras
Cláudia e Edla por tanta dedicação e cuidado comigo.
O NEI
 Outra coisa que me marcou foi a escrita deste
memorial, foi muito legal escrever minhas memórias
escolares, lembrei de outras escolas e o que vivi nelas,
e pude escrever aqui o que mais me marcou neste lugar,
uma experiência de atividade que não tinha tido em
nenhuma outra escola.
 Como já disse, sou novo na escola e é a primeira e
única vez que estudei nesse lugar, com uma estrutura e
ensino tão maravilhoso, que é o NEI…
 Bem que podia ter além do 5º ano aqui.
 
 Tchau, NEI! Muito obrigado por tudo…
161
E as professoras desse grupo, quem são? 
O que guardam em suas memórias?
Memórias de alguns adultos…
162
MEMÓRIAS DE CLÁUDIA
UM POUQUINHO DE MIM...
 Olá, sou Cláudia, filha de Luzinete e
Aluízio. Nasci na Policlínica, no dia 27 de
abril de 1989, por isso sou taurina, como
muitas crianças da turma.
 Tenho um irmão mais velho, chamado
Cláudio e uma sobrinha linda, de 01 aninho,
chamada Lígia. Sou casada com Kennedy há
14 anos, meu companheiro, com quem
partilho a vida e os sonhos.
 Atuo como Professora no NEI desde 2018,
passando por turmas da Educação Infantil e
do Ensino Fundamental. Gosto muito de ser
professora de crianças, sobretudo do NEI,
onde aprendo a me tornar uma pessoa
humana e profissional melhor, a cada dia que
estou mergulhada nos afazeresde ser e estar
professora nesse lugar, com minhas crianças
e colegas de profissão.
Retrato feito por Felix Adolfo Barbosa Filho 
(Estagiário de Artes Visuais)
163
 Mas, na verdade, amo mesmo todas as turmas que já foram minhas, e valorizo
todos os lugares por onde já passei, desde 2012, quando me formei professora, ao
sair da Graduação em Pedagogia, desta universidade, para assumir um Concurso
Público na Secretaria de Educação do nosso Estado. Cada um que me atravessou,
ao longo desses 10 anos de profissão, deixou um pouquinho de si e levou um
pouquinho de mim...
 Costumo dizer que não sei o porquê, mas essa turma de 2022 imprimiu em
meu coração um afeto ainda mais especial, por isso digo que é “a minha turma do
coração”.
 Amo a natureza, a lua, o sol, o mar, o canto dos pássaros e, semelhante a al-
gumas crianças, também adoro viajar, ler (Romances de Nicholas Sparks), comer
doces e pratos com camarão…
 E, aí, gostaram de saber um pouquinho sobre mim?! Agora, vou contar para
vocês uma pitadinha das minhas memórias docentes no NEI e com a turma:
#JUNTOSSOMOSFORTES.
Vamos lá?!
164
PITADAS DE AFETO E GRATIDÃO À UFRN, À DOCÊNCIA,
AO NEI E À TURMA: #JUNTOSSOMOSFORTES
Cláudia Roberto Soares de Macêdo Nazário
 Olá! Hoje vou rememorar fatos marcantes da minha inserção no Núcleo de
Educação da Infância (NEI-CAp/UFRN), e como houve meu entrelaçamento com a
“minha turma do coração”: #JUNTOSSOMOSFORTES.
 Meu primeiro contato com a Universidade Federal do Rio Grande do Norte
(UFRN) aconteceu em 2008, quando entrei para a Graduação em Pedagogia. Desde
lá, sempre me dediquei aos meus estudos e formação, aproveitando cada
oportunidade que me foi dada e guardando as experiências que me marcaram no
tempo, nos afetos, nas memórias… Lembro-me com gratidão de todos que por mim
passaram e por onde já passei.
 Das minhas lembranças docentes, guardo um fato ocorrido em 2017, que foi
quando senti enorme desejo de ser Servidora Pública Federal... Era um grande
sonho, plantado no meu coração pela minha mãe. Até então, eu achava impossível,
era bem feliz atuando onde eu já estava e, por isso, a cada vez que ela me dizia
para estudar para essa realização, eu fingia não ouvir…
 Mas, foi em 2017 que eu resolvi ouvi-la, e me empenhei bastante para essa
realização. Depois de muito esforço e dedicação, fazendo vários concursos
federais, consegui realizar esse sonho, sendo aprovada no concurso para atuar
como professora no NEI. Lembro-me de como chorei agarrada com a minha mãe,
de tanta alegria e comovidas pela emoção, quando soubemos desse resultado!
165
 Eu não sabia o que estava por vir, não conhecia o NEI, não conhecia ninguém...
dava até frio na barriga quando pensava que tinha dado certo, mas, tentava me
tranquilizar e, no fundo, eu só desejava ser muito feliz nesse lugar.
 Começou o ano de 2018, e, no dia 23 de março, fui chamada para assumir o
cargo pretendido… Nossa! Eu não acreditei... Foi um dia muito mágico…
 Fui assinar o termo de posse, acompanhada da minha mãe e de uma amiga
(Laryssa), e me deparei com dois amigos (Rivaldo e Patrícia Regina), que, para a
minha alegria, também haviam passado nesse concurso. Esse (re)encontro aliviava o
meu coração naquele momento de travessia. O que era desconhecido, começava a
apresentar conexões…
 Após a assinatura do termo de posse, era fim de tarde e resolvi ir com a minha
mãe no NEI. Ao chegarmos lá, fomos muito bem recebidas! Em meio a muitos
abraços e vibrações, a Coordenadora Milene me levou para conhecer as turmas. Ao
subir a escada do Prédio do Ensino Fundamental, me deparei com a primeira turma
do corredor. E, quem vocês acham que era? “Pois, é! Era a turma que um dia
inundaria o meu coração, que nesse período estava no 1° ano!”
 E sabia que eu quase seria professora dessa turma, junto à Professora Adele?
Isso mesmo! Mas, nessa época, eu fazia Doutorado e a minha pesquisa já havia
iniciado no turno da tarde, então, eu precisava ficar pela manhã. E, meu amigo,
Rivaldo ficou nessa turma junto com Adele e Raika.
 Assim, fui para o 5º ano matutino. Nesse ano (2018), fui muito bem acolhida
pela Professora Patrícia Lúcia (Patrilu), a quem sou grata, admiro e respeito demais.
166
 O 5º ano era um grupo bem enérgico, que estava estudando sobre Guerras e
eu, recém-chegada, ia tentando me conectar ao novo lugar, às pessoas e às novas
experiências. Foi um ano de mudanças, com muitas novidades, descobertas e
aprendizagens.
 Depois disso, passei 03 anos na Educação Infantil (2019-2021). Também vivi
muitas alegrias e aprendi muito, ao lado de professoras incríveis: Cibele,
Esthephânia e Teresa e de bolsistas maravilhosas, como Edla, que na época já se
mostrava uma grande profissional. Sempre comprometida com o seu fazer, muito
responsável, sensível e cuidadosa com as crianças e com os adultos.
 Em 2022, retornei para o Ensino Fundamental. E, quando recebi a notícia de que
assumiria o 5º ano vespertino, me lembrei que era a turma que seria minha em
2018… entendi que, de fato, eu precisava ser professora dessas crianças, nem que
fosse no último ano delas no NEI! Fiquei muito feliz com a notícia e cheia de boas
expectativas. Foi muito bom trabalhar com crianças bem pequenas, me adaptei
bem e amei as experiências, mas já estava com saudades de trabalhar com
"crianças grandes".
 Bem, chegado ao final do ano, posso afirmar que fui muito, muito, muito feliz
até aqui e ao longo desse ano com essa turma. É uma turma que tem um "tempero"
diferente, desses que a gente ama saborear... O grupo, formado por 22 crianças,
sendo 07 novatas, apresentou afetividade, gosto pela ludicidade, muita criatividade,
criticidade, valorização do protagonismo infantil, personalidade forte, opiniões bem
divergentes, desejos diversos. E, tentar harmonizar o "tempero", não foi tarefa fácil,
em muitas situações.
 
167
 Foi cansativo em muitos momentos, tentarmos chegar a uma ideia que
agradasse a todos, ou à maioria, como na escolha do Tema de Pesquisa, na
montagem das nossas danças juninas, nas atividades em grupo, na escolha do título
e da capa desse livro de memórias, etc..., mas, no fim, tudo deu certo, e o diálogo
foi o nosso principal fio condutor na resolução dos conflitos e situações do dia a
dia.
 Iniciei o ano, dividindo as atividades da turma com o Professor Guilherme.
Juntos, construímos o brasão da turma, escolhemos o nome da turma:
#JUNTOSSOMOSFORTES, iniciamos os estudos na área da Matemática, Língua
Portuguesa sobre o Tema de Pesquisa, que, por coincidência, foi o mesmo que a
turma de 2018 escolheu: Guerras.
 Vivenciamos inúmeras experiências, como o resgate das memórias das crianças
em anos anteriores, no NEI e em outros contextos escolares.
 Daí, surgiu a ideia de fazermos uma papa de chocolate, que era um lanche 
 servido no NEI, quando as crianças eram menores. Convidamos a Professora Uili
para fazê-la conosco e as crianças amaram relembrar esse sabor de infância.
 Esse dia também marcou a saída do Professor Guilherme, aprovado em um
concurso em outra cidade. Fiquei aguardando, por mais de um mês, a chegada de
um(a) novo(a) professor(a). E, para a minha alegria e gratidão, em abril, recebi a
notícia de que chegaria, Edla, para ser a minha parceira.
 Sua chegada, veio carregada de muitas alegrias e afetos. Resgatávamos 
 memórias de 2019, por muitas vezes... Eu também partilhava outras tantas,
construídas nesse lugar… E, aos poucos, Edla e eu, fomos construindo e lapidando o
nosso 5º ano vespertino de 2022, junto às crianças, seus familiares, nossos colegas,
estagiários e bolsistas do NEI.
 
 168
 
 Vivemos experiências extraordinárias ao longo do ano! Recebemos Douglas,
geógrafo e pai de uma das crianças da turma (Helena), para ampliar o
conhecimento das crianças acerca da Primeira Guerra Mundial e Cartografia.
 Tivemos aulas no Laboratório de Ciências, com o Bolsista Felipe e também uma
aula com Sueilha, química e mãe de uma das crianças da turma(Brenda), que junto
a uma equipe de colegas, nos ensinou sobre o funcionamento das bombas de
Hiroshima e Nagasaki e fez vários experimentos com as crianças, utilizando o Gás
Hélio, Acetona, Luz Ultravioleta, Gás Nitrogênio, etc. Esse foi um dia memorável!
 Recebemos estagiários, os quais destacamos os de Artes Visuais (Carlos, Felix,
Lígia, Rayane), que contribuíram com a ampliação dos conhecimentos das crianças
nessa área. Inclusive, destacamos a contribuição de um deles, na elaboração de
obras de arte relacionadas a Festas Juninas, que depois se tornou o legado da
turma, e a participação deles na construção da ilustração da capa e diagramação
desse nosso livro de memórias.
 A Festa Junina foi um espetáculo à parte. Foi tão lindo e emocionante ver a
turma construindo a dança, o enredo da apresentação, que tinha relação com o
nosso tema, e dançando com entusiasmo. Revivermos experiências de anos
anteriores, como banho de grude, roda final com pipoca, músicas cantadas na
Educação Infantil, etc., também foi maravilhoso...
 Fizemos muitas aulas expositivo-dialogadas, retomamos muitos conteúdos que
mereciam revisão e aprofundamento, vivenciamos a Mostra Cultural, que foi muito
linda e significativa, realizamos visitas de estudos, as quais amei todas e foram
muitas… Estávamos mesmo com saudades dessas visitas… De todas, as que mais
gostei, foram duas: a primeira e a antepenúltima.
 
169
 A primeira, ao Teatro Alberto Maranhão – para o espetáculo: “Bye, bye Natal”
– que contou um pouco da história da presença dos norte-americanos aqui em
Natal, durante a Segunda Guerra Mundial. Como o Teatro estava lindo!
 E a antepenúltima, à Recife, para visitarmos o Museu das Armas no Instituto
Ricardo Brennand. Essa foi a mais longa viagem em distância e horas, que já fiz
com crianças... parecia que estava vivendo um sonho! Foi muito divertido e
encantador... O Museu é enorme e muuuuito lindo, nos deixou sem palavras…
 Ao final, fomos visitar o Marco Zero. Pensem numa aventura! Já na volta da
viagem, refletindo sobre o dia e grata por ter dado tudo certo, disse à minha
parceira: “Fomos muito ousadas!" Não sei quem estava com mais desejo de
continuidade, se nós, professoras, ou se eram as crianças… foi, simplesmente, muito
marcante e inesquecível viver tudo isso!
 Ah, são inúmeras as boas memórias que guardo dessa minha “turma do
coração…” Já sinto saudades de cada uma das 22 crianças. Estar com elas, me fazia
teletransportar para outros mundos, reais e imaginários... Esquecia do tempo e do
mundo lá fora dos muros do NEI quando estava com elas… como eram gostosas as
minhas tardes de 2022... Inclusive, as crianças já sabiam muitas coisas sobre mim e
uma delas, era o quão admiro a natureza… e, quando era noite de lua cheia e iam se
despedindo da tarde no NEI, às vezes, me chamavam para vermos a lua brilhando
pra gente.
 Aprendi muito com elas e com a minha parceira, Edla, assim como com os
familiares (maravilhosos!), com os estagiários, colegas do NEI e Patrilu, que foi
fazer sua pesquisa de Doutorado na nossa turma, e eu amei!
170
 
 A sensação que me invadiu foi a de que muitas vezes parecia que queríamos 
 viver 02 anos da ausência física provocada pela pandemia, nesse ano (2022)...
porque fomos incansáveis! Aproveitamos muito, com muito afeto, sabor, audácia,
capricho, responsabilidade e compromisso com uma Educação Pública de
Qualidade para Todos.
 Assim como as crianças, ficou o sentimento de que não gostaria que esse ano
terminasse, mas, como as borboletas, que um dia foi Tema de Pesquisa desse
grupo, é chegado o momento de as lagartas romperem o casulo e abrirem suas
asas para sobrevoarem novos horizontes.
 Levarão um pouquinho de mim nos novos voos, e deixarão muito de cada um
comigo e no NEI, que permanecerá vibrante, com a marca do legado deixado
conosco. Parabéns 5º ano, juntos fomos bem fortes! Obrigada pela composição
de mais essa página das minhas memórias pessoais e docentes!
 Com afeto, admiração, gratidão e respeito, me despeço carinhosamente da
turma: #juntossomosfortes, mas aguardo me encontrar com cada um de volta a
essa universidade quando estiverem maiores, ou mesmo pelas ruas e eventos de
Natal. Cresçam, ousem e voem em busca dos sonhos de vocês. E, quando olharem
para a lua, lembrem-se da Prof.ª Cláudia e do recado: “O céu é o limite!
171
MEMÓRIAS DE EDLA
EU, EDLA, POR MIM MESMA…
 Oi, me chamo Edla, filha caçula de Geiniza
e Wellington. Cheguei a este mundo, no dia 11
de abril de 1986 às 14h15 de uma sexta feira,
no Hospital Central Coronel Pedro Germano
(Hospital da Polícia), pela astrologia sou
regida pelo signo de áries.
 Tenho três irmãos, dois homens e uma
mulher. Sou tia de Nathan, meu amor maior,
meu sobrinho lindo, hoje com 9 anos de
idade. Sou mãe de pet, meu filhote,
companheiro e fiel, Dudu, um cachorro da
raça poodle, também com 9 anos de idade.
 Tenho alguns hobbies, eu gosto muito de
assistir séries, ouvir músicas, viajar e saborear
comidas das mais variadas possíveis: pizza e
camarão, eu diria que são as minhas
preferências, também gosto de dirigir.
Retrato feito por Felix Adolfo Barbosa Filho 
(Estagiário de Artes Visuais)
172
 Eu sou Turismóloga (formada em Turismo, em 2009) e Pedagoga formada em
2021. Me encontrei na profissão como professora, hoje tenho a certeza de que essa
foi uma escolha muito acertada, não me vejo em outro fazer, que não seja o de ser
professora. 
 O NEI teve um papel fundamental ao longo de minha trajetória como
profissional de educação. Neste lugar eu me torNEI, de fato, uma professora!
Guardo com muito carinho e gratidão esse lugar. Estive em outros espaços
educativos que contribuíram fortemente com o meu fazer diário e o meu ser
professora, todas as crianças que passaram por mim, me ensinaram e me afetaram
como ser humano e profissional e nessa caminhada eu estou há 6 anos. Hoje estou
como professora substituta aqui no NEI e o meu maior sonho é tornar-me
professora efetiva.
 Acredito nos caminhos que Deus traça para cada um de nós e ser professora
desta turma (5° ano Vespertino) tem um significado ímpar para mim, volto a esse
lugar (NEI) para fechar um ciclo com essas crianças e estrear a minha
caminhada/ciclo como docente deste lugar. Sinto que comecei bem, pois essas
crianças são pé quente demais! Gratidão às crianças!
 Essa sou eu, em um constante processo de construção. Agora, fiquem com um
pouco das minhas memórias pelos caminhos da educação e com a "turma do
coração": #juntossomosfortes.
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MEMÓRIAS DE UM GRANDE SONHO EM
CONSTRUÇÃO…
Edla Cristina Sarmento Costa da Silva
 Oi, gatas e gatos!
 Vou contar para vocês um pouco das minhas memórias, neste lugar dos sonhos…
 O ano de 2018, foi um divisor de águas em minha vida profissional. Ao entrar
no curso de Pedagogia, tinha muito claro na minha mente: precisava estar em uma
escola o mais rápido possível para ter a certeza se tinha feito a escolha certa, ser
professora.
 O NEI surgiu como uma possibilidade, dentre tantas outras, que eu havia
enviado meu currículo… e, quando eu menos esperava, inclusive achava até que
nem iam mais me chamar, recebi um e-mail de aprovação! Nossa, eu chorei muito,
muito mesmo, estava sem acreditar, agradeci muito a Deus. A partir daquele
instante, eu me tornava bolsista do lugar dos meus sonhos!
 O sonho era real… na minha primeira experiência fui parar na Turma 1, ownnn!!
Vocês não têm ideia do tanto que foi legal… eu conheci a Lalá (uma cobra de
pelúcia, que tinha a função de estruturar as crianças em uma fila, para andarmos
juntos pela escola), troquei muitas fraldas, dei muitos banhos, acalentei alguns
choros, coloquei para dormir outras tantas crianças, ahh… o meu colo foi muito
visitado, por vezes tinham quatro crianças sentadas e eu abraçadas a todas elas. 
Estava encantada com tudo que vivia e aprendia diariamente com as minhas
professoras (Marianne e Andrezza) e, principalmente, com as 24 crianças, uau!
174
 Passamos,então, para o ano de 2019, adivinhem, mais uma Turma 1. Agora eu já
estava “craque” em trocar fraldas, banhar as crianças que precisavam após o parque,
contar histórias e até desenhar (essa última, confesso nem tão bom assim). Nessa
nova turma, eu conheci a professora Cláudia, e nossa amizade aconteceu!
 Vou contar um episódio que aconteceu comigo nesta Turma 1 em 2019, após o
lanche sempre íamos ao parque e logo depois levávamos as crianças para lavar as
mãos e ir ao banheiro, bem, estou eu e um grupo de 5 crianças nos dirigindo ao
banheiro, sou a primeira a entrar, o grupo estava bem eufórico falando muito alto,
quando de repente eu sinto algo passando pelos meus pés, nada mais nada menos
que, um rato giganteeeeeeeeeeeee!!! Não me contive e dei um berro imenso!
Nunca vou me esquecer desse Mickey Mouse (para não assustar as crianças,
dissemos que era o Mickey).
 Depois desses dois anos (2018 e 2019) vivendo as mais diversas experiências
como bolsista, entendi que realmente eu tinha feito a escolha certa, ser professora,
mas acrescentei um detalhe, não bastava ser professora, eu tinha que me tornar
professora do NEI. 
 O sonho estava apenas começando… os anos seguiram (2020 e 2021), passei
pela pandemia da COVID-19, acompanhando as turmas remotamente, outra
experiência que guardarei na memória. Em 2021, em meados do mês de fevereiro,
precisei sair do NEI para terminar minha graduação, foi tão dolorido ter que me
despedir… Mas, carregava no peito a certeza de que foi neste lugar em que me
torNEI uma professora e que em breve estaria de volta!
 
175
 
 Passado mais um tempo (2022), após ter prestado um concurso para professora
substituta no NEI, eu volto a esse lugar dos sonhos… e, para minha surpresa, alegria
e gratidão, reencontro minha amiga, a professora Claúdia, nossa! Eu fiquei tão
feliz, me senti tão segura, tão bem recebida, estava novamente vivendo aquele
sonho…
 (Re)tornei ao lugar mais desejado e agora o desafio era maior, ia ser professora
do 5° ano vespertino… confesso que fiquei um pouco assustada, nunca tinha sido
professora de “crianças grandes”, mal sabia do imenso presente que estava
recebendo do universo. 
 Meu primeiro contato com vocês, minhas gatas e meus gatos, aconteceu no dia
18/04/2022, inesquecível. A turma estava eufórica, falante, participativa… fiquei ali
de lado, observando a todos e me apaixonando por cada um. Os dias foram se
passando e veio a festa junina, que espetáculo de apresentação, vocês brilharam!
 Vivemos muitas aventuras legais, a hora do intervalo brincando junto com vocês
de bandeirinha, as visitas de estudos, em especial, a ida a Recife/PE para
visitarmos o Instituto Ricardo Brennand… não conhecia o local, tampouco a cidade,
e, vamos combinar?! Fomos muito ousados e corajosos!!! Ainda visitamos o Marco
Zero da cidade e ali, costumo brincar dizendo que, zeramos o game!
 Tivemos muitas outras visitas de estudos, outra bem legal foi a Esquadrilha da
Fumaça, embora nem todos tenham ido. Fomos à Base Aérea de Natal, uma das
nossas últimas visitas este ano… foi histórico visitar o local que foi base americana 
 
176
na época da 2ª Guerra Mundial, ver os aviões, os helicópteros e conhecer o
tenente Filipe que nos explicou tudo sobre as aeronaves e nos deixou entrar no
helicóptero que coube a turma inteira! 
 Vocês marcaram minha vida em muitos aspectos: minha primeira turma de 5°
ano no NEI, a primeira turma que eu assumi como professora ao voltar para o meu
lugar dos sonhos… saibam que me afetaram de uma maneira linda, especial e
simbólica e acredito também que deram muita sorte nessa estreia e me
abençoaram para a conquista do meu grande sonho!
 Espero vocês ao longo da vida, no show de João Gomes, quem sabe até de Zé
Vaqueiro, não esqueçam do X do comandante para a soma das frações de
denominadores diferentes e, se forem denominadores iguais, deem glória a Deus!
 “Bora” gatas e gatos, o fluxo da vida continua e vocês vão arrasar, sucesso! Eu
continuarei aqui, construindo e alicerçando o meu sonho de ser professora efetiva
deste lugar!
 Beijos da gata!
177
Será que outros adultos guardam
memórias dessa turma?
Mais memórias…
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MEMÓRIAS DE ADELE
Adele Guimarães Ubarana Santos
 Assim como uma máquina do tempo, fui convidada para acionar as lembranças
que vivi ao lado das crianças do 5º ano, vespertino, 2022. Confesso que parar para
lembrar de tudo que vivi foi um momento muito precioso, pois tive a certeza que
nesse espaço/tempo não só eu me vi como professora, todos(as) esses(as) meninos
e meninas também foram meus mestres. 
 No final do ano de 2017 me encontro com esse grupo, era o final de ano letivo 
da turma 4. Estava fechando as cortinas de uma etapa de ensino muito importante,
a Educação Infantil. Naquele momento iniciamos um diálogo com a LIBRAS –
Língua Brasileira de Sinais, brincamos, desenhamos, pintamos, exploramos espaços,
vivemos, fomos felizes. 
 Em 2018, já no primeiro ano, retorno novamente como professora da turma. Vi
as crianças aprenderem a usar as palavras e a fazer peraltagens com elas como “o
menino que carregava água na peneira” de Manoel de Barros. Crianças que se
constituíram leitoras, meninos e meninas poetisas, escritoras, pesquisadoras que se
lançaram por inteiro na busca pelo conhecimento, buscando dialogar com a história
da escrita, da comunicação humana. Uma viagem no tempo que possibilitou a
compreensão de descobertas humanas tão valiosas.
 Escrevemos o livro: “Nossas buscas: das pinturas rupestres ao alfabeto”, que
genial! Nessa obra elas revelaram, as marcas de suas singularidades, por meio de 
OLÁ, VAMOS CONHECER UM POUCO DE MIM?!
179
traços e escritas. Ensaiaram registros que anunciaram as faces de suas
diversidades, de suas infâncias. Enxergamos em cada uma das biografias,
autobiografias, retratos e autorretratos, de nossos escritores, olhares, afetos,
infâncias, como verdadeiras fotografias que revelam os seus menores detalhes.
 Curiosas em descobrir como os humanos criaram a escrita, embebidos por suas
próprias descobertas a respeito da linguagem escrita, o grupo iniciou uma busca
gostosa a respeito dessa história. As descobertas os levaram a uma viagem ao
tempo, permitindo um encontro com o passado, seus lugares, personagens e fatos
relevantes que mostraram Histórias curiosas. Viajamos da Pré-História (com as
descobertas dos primeiros registros dos humanos - as pinturas rupestres) aos
Fenícios, que “com muita esperteza”, assim como as crianças anunciaram, criaram
uma escrita que representava os sons da fala, a escrita alfabética.
 Descobrimos as especificidades do bioma da Caatinga, a visita ao Geoparque
Seridó (reconhecido esse ano pela Unesco como um território de relevância
mundial), trouxe muitas inquietações para todas as crianças. Literalmente, tivemos
a oportunidade de sentir a história de nosso povo, reconhecer e respeitar a
diversidade natural, social e cultural. Descobrimos que aquela região, tão árida, tão
cinza, tinha vida sim, e como tinha! 
 Vivenciamos diversas conquistas, celebramos descobertas, vi meninos e meninas
acolhendo a diversidade, respeitando as diferenças. Quanta alegria poder ter vivido
tudo isso, quanta alegria e agradecimento ter a minha história encontrado a
história de Ana Leticia, de Anderson, de Beatriz, de Brenda, de Cecília, de
Gleydson, de Gustavo, de Helena, de Henrique, de Isaac, de Isabella, de João
Gabriel, de João Vicente, de Luana, de Luiz Otávio, de Maria Julia, de Marina, de
Miguel, de Pedro Café, de Pedro Pereira e de Yasmim.
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MEMÓRIAS DE AMANDA
 Amanda Freire de Avíncola Viçosi Caetano
 Tem um cantinho dentro de mim onde eu guardo algumas coisas especiais.
Dentro desse lugar estão meus livros mais amados, meus sonhos mais especiais e
minhas memórias preferidas. Neste lugar, estão vocês, alunos do 5º vespertino de
2022, que me acolheram, me ouviram e confiaram em mim. A nossa história é
recente, de poucos meses, quase que um piscar de olhosse comparado ao que
muitos viveram em todos esses anos de NEI ou em outras escolas. Mas, ela é
bonita e criou raízes em mim. Tanto que, em meio a várias turmas e crianças, eu
olho para vocês e penso: “olha aí, minhas crianças!”
 Quem entra de tarde na Biblioteca nesse final de ano na hora da entrada e do
intervalo, nem imagina o caminho que percorremos para chegar até aqui. Minha
primeira lembrança com vocês é de abril desse ano, onde eu, com toda a minha
confiança (talvez um pouco de arrogância), acreditei que essa turma poderia ser
como todas as outras da escola. 
 Como de costume, todas as turmas que visitam a biblioteca ouvem histórias
contadas pelas bibliotecárias, e para aquela semana, a história das turmas do 3º ao
5º ano era o livro “Joões e Marias”, uma história interativa onde cada turma
escolheu um caminho diferente para o desfecho. E funcionou muito bem com as
crianças, elas amaram, interagiram e até fizeram empréstimo dos exemplares que
tínhamos desse livro. Mas, com o 5º ano vespertino, não. Foi um caos, vocês
odiaram a história. 
A NOSSA HISTÓRIA
181
O que para mim, naquele momento, foi muito doloroso de perceber, pois é um dos
meus livros preferidos. 
 Era uma sexta-feira, final de expediente. Cheguei em casa muito chateada,
frustrada e magoada. Mas, eu fui repassando tudo o que tinha acontecido,
principalmente a conversa que tivemos ao final da história. E então, depois que
controlei meus sentimentos, eu enxerguei o que vocês queriam me mostrar. Que
vocês não eram como todas as turmas, e o que deu certo com outras, não
necessariamente daria certo com vocês. Mas, eu decidi que iria fazer com que
vocês se sentissem bem aqui e que vocês viessem a apreciar a leitura e os livros
no espaço da Biblioteca.
 Então, começou a minha missão. Em outras ocasiões vocês tinham demonstrado
algumas insatisfações, como se sentar no tapete na hora da história. Algo tão
simples, mas que nunca tinha passado por nossas cabeças. Vocês são grandes, o
espaço é pequeno. Fica desconfortável sentar todo mundo espremido por vários
minutos. Na semana seguinte, eu arrumei as cadeiras em roda, já foi uma recepção
diferente que trouxe um retorno positivo. A história da semana foi um livro
chamado “Do que é que você gosta”, que acredite ou não, eu encontrei por acaso
em um de meus passeios às estantes no dia anterior.
 Comecei lendo algumas partes desse livro que mostrava diversos exemplos de
pequenas coisas que as pessoas podem gostar ou não. Ao final da leitura eu falei:
“agora eu quero saber o que é que vocês gostam ou não gostam”. Eu precisava
conhecer vocês. E então, de um por um eu fui perguntando e anotando tudo o que
falaram. Alguns mais tímidos, com menos exemplos, outros com listas completas e
detalhadas. Foi um dos momentos mais especiais que vivi esse ano, foi ali que eu
vi quem era o 5º ano vespertino.
182
 Depois desse dia, fomos nos conhecendo, experimentando histórias pensadas
especialmente naquela lista de preferências que montamos juntos, e também
começamos a ter momentos nos intervalos. Primeiro veio um, depois outro e
quando vi, estavam quase todos indo lá diariamente. Tivemos várias fases: a do
xadrez, uno, stranger things, rpg, álbum da copa, e também, é claro, as indicações
de leitura. Compartilhamos muitas coisas, porque vocês amam conversar e eu amo
ouvir vocês.
 Eu vou sentir muita saudade de todos, da nossa rotina e dos nossos momentos
juntos. Mas, para isso que servem as memórias, elas nos permitem reviver esses
momentos sempre que a saudade aperta. Minhas memórias preferidas com vocês
são as risadas, os abraços, o carinho e amor sentido a cada vez que vocês me
chamam pelo meu nome. Que a Biblioteca do NEI, as histórias ouvidas e vividas
nesse lugar, assim como Milena, Elione, Ysabelle e eu possam também ser
colocadas em um cantinho especial da memória de cada um de vocês. 
 Com muito amor,
 Amanda Avíncola.
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MEMÓRIAS DE ANA CATHARINA
 Ana Catharina Urbano Martins de Sousa Bagolan
 
 SER PROFESSORA DESSAS CRIANÇAS
 Ser professora do berçário! Um novo desafio! Desafio esse que veio cheio de
experiências. Em 2012, estava como professora substituta na Unidade Educacional
Infantil – UEI/UFRN e me encontrei com uma turma de bebês. Olhar para Helena
e Marina hoje e pensar que as peguei nos braços com apenas 8 meses de vida, é
perceber como o tempo passa rápido e precisamos sempre aproveitá-lo com
intensidade. 
 Com elas, peguei no macarrão e me lambuzei, senti a gelatina no corpo,
experimentei o azedo do limão, senti a delícia da shantala e do ofurô, me melei
com tinta natural e as embalei em canções de ninar. As diversas experiências de
sensações e percepções me proporcionaram muitos afagos e abraços, muitas
brincadeiras e interações, me encantando com os bebês e suas especificidades.
 Nesse tempo, essas crianças cheias de energia, curiosas e querendo explorar
tudo que estava a sua volta, se movimentavam muito, percebendo o ambiente e
agindo sobre ele. Com tantos objetos para manipular, agiam sobre eles e
exploravam e conheciam o mundo, experimentando através do seu corpo,
observando, alcançando, agarrando, sentindo e levando os objetos à boca. E, assim,
foram nossos dias, com muitas experiências, desafios e alegrias em explorar, se
movimentar, abraçar, brincar, aprender, interagir e descobrir o mundo, através de
um olhar muito mais sensível e belo. Como eu fui feliz em aprender com os bebês. 
185
 Em 2013, no Berçário II, tive a grata surpresa de continuar com a turma e
ganhei novos olhares, Ana Beatriz, Brenda, Henrique, Pedro Lucas Café e Pedro
Lucas Pereira, vieram completar esse grupo e, eu fui professora desta turma mais
uma vez. Foi maravilhoso vivenciar novas experiências com o grupo e acompanhar
os processos de aprendizagem e desenvolvimento desses bebês. Juntos, cantamos,
dançamos, rabiscamos com lápis, escorregamos na lona, fizemos bolhas de sabão,
misturamos tinta, contamos muitas histórias, vivenciamos diferentes personagens,
escalamos os obstáculos no circuito motor, construímos castelos na areia do
parque e até construímos um livro.
 Foi um ano recheado de muitas risadas com a música “A vassoura da bruxa”,
muita algazarra ao correr do lobo que queria pegar as crianças quando estavam
indo à casa da vovó, muitas construções com o rolo de papel higiênico, muitas
gargalhadas ao navegar na canoa, deliciosos banhos de grude, sem falar nas
cócegas ao fazer arte carimbando as mãos ou os pés com tinta guache. O cuidar e
o educar estavam sempre juntos, seja com a troca de fraldas ou a identificação da
foto no cartão de chamada, recheado de muitos afetos que me fizeram imaginar,
criar, fantasiar com os bebês e ser muito feliz como professora.
 No dia a dia chegava em casa tão cansada, mas tão realizada em ver aqueles
bebês crescendo, aprendendo e se desenvolvendo. E no final de semana? Sentia
muitas saudades deles. Chegava até a ouvir sons e ver sorrisos na minha frente,
sentindo a falta deles. Ah, nem me fale… quando chegou o final do ano letivo... 
 Como chorei, como sofri e como refleti sobre a vida. Tomei uma decisão muito
importante, após passar dois anos com essas crianças que marcaram minha
trajetória: ser mãe! Isso, a maternidade floresceu em mim, após vivenciar a prática
pedagógica com esses bebês de forma tão significativa.
186
 Os acompanhei aprendendo a andar, a falar as primeiras palavras, a ver lindos
sorrisos ao experimentar novas sensações, a perceber o olhar atento ao descobrir
novas coisas no mundo. Como deveria ser bom ter um bebê que não precisasse me
despedir. Eu queria um bebê. Eu queria ser mãe. Essa turma me ensinou muito
sobre a vida…
 Já em 2018, passo a fazer parte do corpo docente do Núcleo de Educação da
Infância – NEI-CAp/UFRN. Quando me dei conta, encontrei aqueles bebês nos
corredores da escola, que já não eram mais bebês e estavam no 1º ano do Ensino
Fundamental. Quanta alegria em ver aquelas crianças e saber que elas lembravam
de mim. Ganheitantos abraços. Que emoção! E eu estava como? Grávida! Naquele
momento passou um filme em minha cabeça. Não tinha como não reviver tudo que
aprendi com essa turma. 
 E para aconchegar ainda mais meu coração, em 2021, ganhei mais uma surpresa:
ser professora dessa turma no 4º ano do Ensino Fundamental. Entre tantas
professoras, fui escolhida para estar com esse grupo de crianças. Que alegria!!!
Nesse ano, conheci outras crianças que formavam o grupo: Alice, Ana Laura,
Anderson, Beatriz, Isaac, Isabella, João Gabriel, Maria Júlia e Miguel.
 No início, tivemos encontros por meio da tela porque a pandemia nos separou,
fisicamente, mas depois, esses encontros trouxeram o calor humano cheio de
muitos abraços para afagar o coração. Mais uma vez vivenciamos a infância em sua
plenitude nos espaços da escola.
 Aprendemos a multiplicação e as regras ortográficas? Sim! Mas, também
tivemos banho de mangueira, caça ao tesouro, baile à fantasia e muitas outras
atividades significativas que nos divertimos e aprendemos juntos. Ah, e não podia
deixar de mencionar o livro “Os fazedores de poemas” que assim como o poeta
Manoel de Barros que queria ser fraseador (poeta), as crianças deram asas à imagi-
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nação e com sensibilidade e capacidade de inventar as coisas criaram seus
poemas. Como fiquei encantada com essas crianças. Elas são muito criativas,
invencionistas e têm imaginação para mil e uma ideias. 
 Com as crianças, mais uma vez, me constitui enquanto ser humano e professora.
Ao final do ano, como estava o coração? Apertado novamente, mas muito grato
por mais uma oportunidade de estar com essas crianças. Elas nem sabem, mas
chorei novamente e, mais uma vez, compreendi que o tempo passa depressa e não
volta, sendo assim, precisa ser vivido com intensidade. 
 Hoje, deixo registrado aqui algumas memórias do que vivemos nesse momento
de despedida do espaço escolar, mas na certeza de que elas irão seguir o caminho
da vida com muitas conquistas, pois é o que desejo com muito carinho. Que esse
caminho seja de muitos sorrisos, marca que vocês deixaram registrada em meu
coração! Olharei para minha trajetória pessoal e profissional e vocês estarão
sempre lá, sendo lembrados com muito afeto em meu coração. 
 Não esqueçam dos escritos de Lewis Carroll no momento em que o Chapeleiro
Maluco disse a Alice: “O segredo, Alice, é cercar-se de pessoas que façam sorrir
teu coração. E então, só então encontrarás o País das Maravilhas”. Sou realmente
encantada com vocês, pois cativaram o meu coração!
MEMÓRIAS DE CARLOS
Carlos José de Araújo Souza Júnior
EU SEMPRE LEMBRAREI – MEMÓRIAS DE UM
ESTAGIÁRIO DE ARTES VISUAIS
 Eu sempre lembrarei da forma como fui acolhido tanto pelas professoras,
quanto pelas crianças do quinto ano vespertino durante meu primeiro estágio no
ano de 2022. A forma leve como fui recebido e introduzido na sala de aula, fez com
que eu pudesse me adaptar de maneira rápida à turma. Com o tempo, acabei me
apegando às crianças, e, o que antes era somente uma obrigação de um curso de
licenciatura para poder me formar, passou a ser algo que eu sentia prazer em
fazer… esperava ansioso pelos dias de estágio para poder ver novamente todos
aqueles rostinhos dos novos amigos que eu havia feito.
 Antes de iniciar meu primeiro estágio, eu tinha muito medo e insegurança de
estar à frente de uma sala de aula, eu nunca quis ser professor, na verdade, eu
entrei no curso de Artes Visuais para seguir carreira de artista visual digital. Porém,
o quinto ano me transformou, e o que antes me perturbava, só de imaginar, agora
já é aceitável, e até penso em seguir carreira na docência algum dia, algo que até o
começo desse ano era inimaginável para mim. 
 Sempre lembrarei das minhas intervenções durante as aulas, quando ajudei na
produção de uma releitura para a festa junina, produção essa que foi o legado da
turma para o NEI (uma das práticas do 5° ano). Quando fiz o áudio que eles usaram
na apresentação da festa junina deles e também da confraternização, que fizemos
nesse mesmo dia na escola, onde pude conhecer os pais e responsáveis pelas
crianças. Nesse dia, fiquei bastante emocionado porque fui surpreendido com um
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belo presente que me representava muito, uma camiseta da Marvel, era a forma de
todos eles agradecerem pela colaboração dada durante o semestre, em um estágio
que era apenas de observação. Então, chegou o último dia do primeiro estágio e,
consequentemente, a hora de me despedir, uns choraram, outros queriam que eu
não fosse embora, mas, eu precisava ir, pois a disciplina havia terminado. Porém,
prometi tentar voltar no semestre seguinte, e assim eu fiz!
 Nunca vou me esquecer de quando entrei na sala de aula, no retorno, para
cumprir o segundo estágio. Ficou um silêncio total por uns três segundos até que
as crianças assimilassem o que estava acontecendo, e então, foi uma euforia total!
Todos se levantaram e correram até mim para me dar um grande abraço e
demonstrar toda a saudade que elas estavam sentindo… E eu também, de cada um
deles!
 Bem, o segundo estágio começou e, logo de cara, colaboramos com uma
releitura coletiva, feita pelas crianças a respeito da obra: "A Face da Guerra" de
Salvador Dalí, que seria utilizada na mostra cultural delas.
 Nesse segundo estágio, não fui mais o único estagiário de Artes Visuais, dessa
vez eu levei reforços, agora éramos quatro, eu, Felix, Lígia e Rayane, e nossa
missão, foi o planejamento de aulas para ajudarmos na elaboração da capa desse
livro. Tivemos algumas dificuldades devido ao tempo curto para conclusão, todavia,
conseguimos atingir de forma satisfatória o resultado que esperávamos.
 E por fim, gostaria de agradecer a todos que fizeram parte desse processo,
desde os estudantes do quinto ano vespertino 2022, às professoras Cláudia e Edla,
com quem pude aprender muito, até aos funcionários do NEI, que sempre me
receberam da melhor forma possível. Sempre os levarei comigo, seja para uma nova
sala de aula, onde exercerei a docência ou para qualquer outro local, pois, aprendi
muito com vocês e levarei seus ensinamentos para toda a vida.
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MEMÓRIAS DE HYGOR
Hygor Alexsandro de Morais Batista
OS CAMINHOS QUE NOS CRUZARAM
 Eu, Hygor Alexsandro, motorista do NEI, ao longo deste ano levei vocês a
muitos passeios legais, onde nos divertimos muito!
 A turma animou demais os passeios… acabei não interagindo muito, pois
precisava estar atento ao trânsito. Para mim, vocês foram a turma mais animada do
NEI.
 Nos nossos passeios, eu pude aprender muito junto com vocês, tive a
oportunidade de participar das visitas de estudos e conhecer muitas coisas. Fiquei
muito feliz pelo reconhecimento que vocês têm por mim, até uma música fizeram
em minha homenagem, isso ficará marcado para o resto da minha vida. Obrigado!
 Agora vocês estão concluindo essa etapa do ensino, vai chegar uma nova etapa
de vida, e eu como amigo, e poderia também ser um pai, gostaria de dar um
conselho: estudem, estudem muito, para realizarem os seus sonhos e futuramente
estarem aqui, na Universidade Federal do Rio Grande do Norte-UFRN, estudando
no curso que almejarem!
 Foi uma satisfação viver tudo isso, um grande abraço!
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MEMÓRIAS DE ISAURA
Isaura de França Brandão
FLECHA QUE NÃO QUER POUSAR PARA QUE O
CAMINHO SEJA INFINITO
 Fiquei aqui refletindo com meus botões, olhando para o alto, na pequena
varanda do meu apartamento: como me coloco em cada lugar, em cada sonho, em
cada desafio, e depois, quando olho para trás, vejo o quanto cresci entre erros e
acertos. Aí me lembro que sou uma sagitariana e, como tal, sou cheia de sonhos,
devaneios, capaz de grandes jornadas e descobertas, e assim como a flecha,
voltada para o céu, voo alto e busco incansavelmente novos horizontes.
 E foi assim que aconteceu o nosso “grande encontro”, uma professora recém-
chegada no NEI, um grupo de crianças bem pequenas e pais alvoroçados, cheios
de expectativas, muita insegurança, mas o desejo e torcida de que tudo dariacerto. 
 Não sabiam eles, que a sagitariana aqui também estava no mesmo barco, mas
com a certeza de que os desafios seriam todos enfrentados, porque “nós” (a turma
e eu) iríamos trilhar caminhos cheios de choros, mordidas, desconfianças,
adaptações, mas, acima de tudo, muitos sorrisos, paciência, resiliência,
positividade, crescimento e bagunça.
 Engana-se quem pensa que as únicas viagens que fizemos foi com a mochila
nas costas. Viajamos desde animais e habitats rasteiros, como os embuás, até o
tempo dos lendários Dinossauros… 
191
 Ah!! Essa foi a viagem… uma das maiores que fizemos juntos por 3 anos, sim,
estive com esta turma por 3 anos. E quanto mais cresciam, mais desafiadores, os
nossos dias iam ficando.
 E não podia ser diferente, a sagitariana aqui enfrentou e teve de convencer a
gestão e, especialmente, a coordenação escolar que: Sim, as crianças podiam e
deviam aprofundar seus conhecimentos acerca dos Dinossauros, mesmo que dentro
da lógica vigente, fosse algo muito distante, fora da compreensão, maturação…
estas coisas pedagógicas. 
 Desafio posto, flecha apontada para o alto, coração na boca, crianças
transbordando conhecimentos, muitas ideias, famílias engajadas, então começamos
uma das minhas maiores jornadas enquanto professora do NEI, que seria, como diz
Paulo Freire, "Ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades
para a sua produção ou a sua construção."
 “Criar possibilidade para a produção ou a construção do conhecimento, do
saber” estava aí um dos desafios, tendo em vista a novidade do Tema de Pesquisa
(Dinossauros). 
 Estava inaugurado este Tema de Pesquisa. Levamos em frente, pois acredito
que a criança é capaz de abstrair, aprender, se desenvolver, encantar e se encantar
com um grandioso Tema, no caso: os “Dinossauros”.
 Na mesma linha de Paulo Freire e não seria diferente, pois é ele, quem norteia
a minha prática e a de muitos colegas neste processo, nem digo educativo, mas de
descobertas que aprendemos coletivamente, na relação que estabelecemos, eu,
muito mais que as crianças, reaprendi e ressignifiquei meus conhecimentos, minha
prática, a partir dos questionamentos, das afirmações e negações delas, diante de
tantas aventuras imaginárias embaladas pela literatura, imagens, obras de arte, mú-
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sica, fantasias, jogos e diversão… e, nesta simbiose, as crianças e eu passamos a
rever nossos saberes, reafirmar outros e buscar outro tanto de novos horizontes de
partida e chegada. 
 Para Paulo Freire (1921-1998), "não há como ensinar sem aprender, pois ensinar
e aprender são processos que ocorrem a todo momento na relação humana.
Sempre aprendemos algo quando ensinamos e ensinamos algo quando
aprendemos, pois a relação educativa acontece por meio de uma troca de
experiências, saberes e afetos". 
 Taí a nossa prática, refletida nas sábias palavras do mestre Paulo Freire!
 Tivemos de tudo, “dias de luta, dias de glória”... Ao trilharmos por três anos
juntos, criamos laços que vão comigo no meu dia a dia, no meu fazer. Fizemos
viagens internas, ao ouvirem minhas “histórias imaginárias” após o intervalo,
viagens que permanecem tão vivas em suas mentes…
 Este ano (2022), fui convidada para fazer uma contação de histórias para a
turma, que estava estudando sobre Guerras, daí, tivemos a oportunidade de
conversarmos sobre Direitos Humanos, sim eles cresceram e os temas são mais
amplos e, porque não dizer, mais politizados. Então, neste dia, ao final de uma
história, algumas crianças disseram: “a gente adorava suas histórias imaginárias,
sempre tinha uma surpresa e um suspense”. E começaram a relatar momentos que
vivemos juntos…
 Esta é uma turma que não precisa de muito para ir além, eles vivem em suas
infâncias e viverão na sua juventude, eu espero, que a expansão da vida seja
através de livros, seja no quarto, seja nas conversas, ou dentro de um avião.
 Não haverá barreira para eles irem além!!! Essa é a característica principal, na
minha opinião, destas crianças.
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 Elas apostam, se jogam, e enfrentam seus medos e dificuldades com muita
imaginação, sabedoria e inteligência, elas vibram, cada uma na sua essência, e
saem em bando, desbravando mundos..
 São crianças que amam intensamente e abraçam seus pares como oportunidade
de crescimento, mesmo que não saibam disso… 
 Elas abrem as portas, estendem a mão para quem tiver a fim de fazer viagens
imaginárias, para que em parceria, cresçam, se aceitem e se respeitem… Acima de
tudo, sejam felizes, cada um com seu jeitinho. 
 Sou fã, incondicional de todos, cada um com sua singularidade, mas perfeitos,
enquanto seres humanos em construção e ascensão. Que os anos que passaram no
NEI, gerem frutos, trazendo mudanças desejáveis para a construção de uma
sociedade justa e igualitária.
 Desejo que nunca percam a essência aventureira, mágica e grandiosa que habita
em cada coração!
 
 REFERÊNCIA:
 FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia. São Paulo: paz e terra, 1996.
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MEMÓRIAS DE PAULO
Paulo Roberto Medeiros Luna
O QUE FICOU? O QUE LEVAREMOS?
 Sobre esse tempo que você passou no NEI, qual a melhor lembrança que você
vai levar? Qual memória vai ficar? Será o entusiasmo dos primeiros períodos? Os
movimentos que antecediam as apresentações em grupos? As aulas dos
professores? Serão todas essas coisas e mais…
 Vamos levar as amizades, as risadas, as brincadeiras na hora dos intervalos, as
manias e o jeito de falar dos professores e, com certeza, o conhecimento vindo de
todas essas experiências.
 Acredito que tudo acontece no momento que deveria acontecer e acredito que
cada um de vocês é capaz de alcançar os objetivos que quiserem. Basta ter fé e
coragem para fazer o necessário pelos seus sonhos. É isso que eu desejo do fundo
do meu coração…
 Estas são as palavras de um amigo de vocês, que já está aqui no NEI há sete
anos, recebendo vocês na entrada e entregando vocês na saída, como vocês dizem:
sou "Sr. Paulo''.
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POSFÁCIO
 Entre tanto a se dizer neste momento marcado pelo final de ciclo, a palavra
gratidão expressa os nossos sentimentos de pais, familiares e amigos, ao lado de
nossa alegria e confiança na Instituição NEI-CAp/UFRN, ao qual saudamos
imensamente todos os professores, gestão e funcionários da estimada escola. Para
muitos, as lembranças, memórias dessa viagem descrita no livro, começou no
berçário, há 11 anos, outras crianças embarcaram nas estações no decorrer da
jornada, todos igualmente protagonistas, e neste 5° Ano Vespertino elegeram o
lema #juntossomosfortes e com certeza muito felizes.
 Sim, os pequenos são fortes, superaram vários desafios, somos testemunhas
dos avanços, dos laços e trocas sociais no convívio, desde o caracol no pátio, com
rosas amarelas na primavera espalhadas pelo chão, até a sala rica de aula, rica de
memórias, rica de afetos e histórias, esses valores agora habitam e aquecem
felizmente os nossos corações. Quem nunca se emocionou com as aulas de campo
dessas crianças? Do Sertão ao Recife, Parques e Museus, experiências foram
tantas. 
 Eu lembro que numa das primeiras viagens, na partida do ônibus, os lenços
enxugaram as lágrimas, tudo bem! Eu confesso que chorei e sorri, como todos.
Pelo visto as lições também foram para os pais, por falar nisso lembro das mesas
cheias de quitutes durante os eventos abertos aos pais, uma prática comum no NEI
é abrir os espaços às famílias. 
 É notório que o tecear desses laços refletiram nas crianças, que construíram os
saberes para além dos conteúdos sistematizados, a importância da amizade, de
brincar, jogar, correr, pular, desenvolvimento da autonomia, aspectos da culinária,
das artes, a contação de histórias, tão presente quanto um de nós na vida dos 
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filhos, que resultou nas produções textuais com autoria das crianças, com o elo na
alfabetização e aprendizagem. Por tudo isso, e muito mais, parabéns NEI, pelo
brilhante trabalho cristalizado nos projetos, construídos dia a dia, na sensibilidadeda escuta e na habilidade, arte de construir nas práticas pedagógicas o
conhecimento que liberta o ser.
 O desenvolvimento cognitivo, as interações históricas e sociais e o afeto
fizeram parte desse processo, essas características permearam intensamente as
crianças nesse Universo de escritas e descobertas, que não se encerra, mas se
multiplicará em outras novas jornadas, fortalecidas e olhando pra frente dizendo
com orgulho e alegria que fez parte da história do NEI. 
 Aqui neste livro, essa viagem ficará em nossas memórias, falo em nome dos
pequenos, agora pré adolescentes, dos pais e familiares. Com alma lavada de
saudades, ao toque final da canção: "João e Maria" de Chico Buarque, com muito
carinho, nosso muito, muito obrigado a todos os professores.
 
 Douglas Santana Meireles
 
 Pai de Helena de Souza Meireles
 
 Representante dos Pais e Responsáveis da turma do 5° Ano Vespertino - 2022
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