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É um comportamento que atinge a criança, está fora das normas de conduta e acarreta um risco substancial de danos físicos e emocionais. Quatro tipos de maus-tratos são genericamente reconhecidos: abuso físico, abuso sexual, abuso emocional (abuso psicológico) e negligência. Em um atendimento rotineiro na Unidade Básica de Saúde (UBS), o cirurgião-dentista realiza o exame de uma criança e constata diversas lesões e feridas no corpo, o profissional suspeitou estar diante de um caso da Síndrome da Criança Maltratada. Como ele deveria agir para alcançar tal diagnóstico? Primeiramente o profissional deve ter um olhar amplo, indo além dos possíveis sintomas, sequelas de doenças ou acidentes que levaram a criança ao atendimento. Então ele deve agir em busca de avaliar bem as lesões na medida do possível durante o procedimento da anamnese. Sendo elas lesões traumáticas, o mesmo pode tentar uma conversa descontraída, que não proporcione constrangimento para a criança sobre a causa de tal lesão, verificando se a história da lesão é coerente com o ferimento, e tendo algum apontamento positivo para negligência ou abuso físico, o dentista deve levar tal situação ao conselho tutelar, este irá tomar as medidas que achar cabíveis, a depender da gravidade das lesões e dos relatos contados pela criança, nesse ponto deve haver uma intervenção urgente visando o bem estar da criança.