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TESTES EM APLICATIVOS 
MÓVEIS 
AULA 1 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Prof. Felipe Pedroti Raymundo 
 
 
 
2 
CONVERSA INICIAL 
Figura 1 – Teste de software 
 
Crédito: Photon Photo/Shutterstock. 
Aqui, vamos tratar de um assunto que, para muitos educadores e 
profissionais na área, é um certo tabu, ou algo ainda visto como desnecessário 
na maioria dos projetos e produtos que estão aí no mercado, principalmente o 
mercado de aplicativos: testes. Essencialmente o que é testar algo, ou submeter 
algum produto a teste? Segundo o dicionário Michaelis (S.d.): atestar significa 
“Provar com raciocínio convincente, demonstrar, evidenciar, revelar”. Isso 
significa que, por meio de testes e validações, conseguimos demonstrar a 
eficácia e a validade do trabalho executado e/ou produto criado. Neste módulo, 
abordaremos desde o conceito de testes de software, sua origem e aplicações 
iniciais, bem como a evolução desse modelo para outras áreas de 
desenvolvimento e suas vertentes, além de aplicação desses modelos no 
processo de desenvolvimento de aplicativos móveis. 
 
 
 
 
 
3 
TEMA 1 – TESTES DE SOFTWARE 
Para muita gente testar um software nada mais é do que pegar o objeto 
em questão (software) e submetê-lo a uma bateria de validações 
predeterminadas, ou verificar se o que ele faz está de acordo com o que foi 
descrito. Mas não é bem assim: realizar um teste é um procedimento que 
demanda planejamento, precisão e validações minuciosas de todas as partes 
que compõem um software. Ele faz (ou pelo menos deveria fazer) parte do 
processo de desenvolvimento de software de uma equipe. 
Imagine a seguinte situação: uma equipe de desenvolvimento de 10 
pessoas, trabalhando ativamente no artefato de software a ser entregue, cada 
uma fazendo uma coisa diferente, de um jeito diferente e que, inevitavelmente, 
vai afetar uma outra funcionalidade ou faceta do software que outro membro 
dessa equipe trabalhou ou está trabalhando. Como é possível verificar se o que 
foi feito pelo outro não quebrou ou não fez surgir um bug no código-fonte? Esse 
é o papel dos testes de software: garantir que cada integração, interação e 
modificação desse software não tenha nada que faça com que o software tenha 
um comportamento diferente do esperado. 
Figura 2 – Grandes equipes de trabalho escrevendo código junto podem gerar 
problemas inesperados 
 
Crédito: Balance Form Creative/Shutterstock. 
 
 
4 
1.1 Conceito de testes 
O conceito de testes de software não é atual, nem tampouco de apenas 10 
ou 20 anos atrás. Desde os princípios da criação de software, os testes estão 
presentes no dia a dia dos programadores, porém eles começaram a ser 
considerados relevantes a partir da década de 50, quando essa se tornou não 
mais uma forma de ver se funciona, mas sim um processo de detecção e 
correção de falhas. Segundo Batista (2020), em 79 Glenford Myers produziu os 
primeiros trabalhos sobre processos de teste, sendo considerado como a Bíblia 
dos testes. Ainda de acordo com Batista (2020): “mais de 30% dos projetos são 
cancelados antes mesmos de serem finalizados. Além disso, conforme o 
especialista: mais de 70% dos projetos falham nas entregas das funcionalidades, 
gerando um cenário totalmente problemático para as empresas”. Vale lembrar 
que, nas décadas indicadas, os softwares não têm a complexidade nem a gama 
de funcionalidades que temos em um projeto atual de software. 
Figura 3 – Código-fonte: do céu ao inferno em apenas uma linha de código 
 
Crédito: Best Backgrounds/Shutterstock. 
 
 
 
5 
1.2 Processos de desenvolvimento de software 
Geralmente, os testes de software estão alinhados a um processo de 
desenvolvimento de software, sendo esta uma das fases do projeto mais 
importante. Seja nos processos baseados em prototipação, seja nos processos 
iterativos, o processo de teste está sempre presente assim que uma atividade 
do processo gere um artefato concreto (ou não como veremos mais à frente) do 
software. Porém, esse processo de teste de software não é somente mais uma 
atividade onde um dos usuários vai sentar e utilizá-lo, validando se o que foi 
proposto foi feito. O processo é muito mais complexo e deve ser estruturado de 
acordo, para que os resultados possam ser aproveitados pela equipe e pelo 
processo de desenvolvimento. 
1.3 Processo de teste 
Tanto o processo de desenvolvimento quanto o processo de teste de 
software podem (e devem) ocorrer em paralelo, porém esse é um dos primeiros 
desafios que devem ser enfrentados e executados desde o início do ciclo de vida 
do software, mesmo ainda desde o projeto. O processo de teste, segundo Eliza 
e Lagares (S.d.), “tem como objetivo estruturar as etapas, as atividades, os 
artefatos, os papéis e as responsabilidades do teste, permitindo organização e 
controle de todo o ciclo do teste, minimizando os riscos e agregando valor ao 
software”. Toda essa estrutura vem com o objetivo de não somente minimizar e 
mitigar os problemas futuros no projeto, o que somente é possível se as 
melhores técnicas forem selecionadas, e o pessoal responsável pelos testes 
deve ser qualificado e treinado para o desempenho do processo. Isso nos remete 
a um dos tópicos mais tratados hoje nos processos de software, relativo à 
qualidade de software. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
6 
Figura 4 – Modelo de smartphone atual 
 
Crédito: Megaflopp/Adobe Stock. 
TEMA 2 – QUALIDADE DE SOFTWARE 
Qualidade de software pode ser definida como uma área de conhecimento 
da engenharia de software, cuja principal meta é garantir que a qualidade do 
objeto desenvolvido seja mantida por meio de definições e padronizações dos 
processos de desenvolvimento. Mas esse conceito é muito subjetivo, pois a ideia 
de qualidade é diferente para um indivíduo “x” e um indivíduo “y”. No que diz 
respeito a software, qualidade é quando um software é produzido seguindo 
padrões e técnicas adequadas, atendendo às expectativas do cliente, sejam 
quaisquer as ferramentas, linguagens e outras técnicas utilizadas. Com essa 
gama de definições, vimos que o processo de manter a qualidade no 
desenvolvimento de software é importante para o processo como um todo, pois 
segundo Lucania (2019): “sua função é garantir que o software que será 
entregue ao cliente no fim do projeto, atenderá a todas as suas expectativas e 
que mesmo sem saber, o cliente receberá um produto desenvolvido com a 
utilização de boas práticas e técnicas de desenvolvimento adequadas”. 
 
 
 
7 
Figura 5 – Processo de desenvolvimento de software 
 
Crédito: Andrey Suslov/Shutterstock. 
2.1 Onde o processo de teste está inserido no contexto de um projeto de 
software? 
Assim como todo projeto, a fase de teste de software está incluída em 
uma das atividades desse processo. Geralmente o teste ocorre sempre em 
seguida ao fim do ciclo de desenvolvimento de uma parte do software (no caso 
de modelos ágeis ou incrementais de desenvolvimento de software), de forma 
automatizada (que veremos em outro momento) ou manual, sendo executado 
pelo próprio responsável por esses testes. 
2.2 Processo de testes versus Processo de desenvolvimento 
Como já vimos, o processo de testes deve andar em paralelo com o 
processo de desenvolvimento do software. Vamos observar a Figura 6, 
detalhando um pouco desse processo: 
 
 
 
8 
Figura 6 – Processo de testes versus processo de desenvolvimento 
 
 
Todo o processo do teste anda em paralelo com o desenvolvimento. Ao 
planejar e capturar os requisitos, devemos estar planejando os testes mais 
abrangentes do software. Durante a análise e definição do projeto, os testes 
também estão sendo projetados já de maneira mais concisa e direcionada. E 
finalmente na implementação e liberação de versões temos a execução desses 
testes planejados e projetados, colhendo seus resultados para que possamos 
analisar e validar todo o modelo planejado. 
2.3 Modelo V 
Baseado nomodelo acima, desde 1980 que se é utilizado um modelo 
conhecido como Modelo V, ou no seu termo original em inglês V-model. Como 
Rocha (2011) parafraseia: “Os benefícios advindos da adoção do modelo em ‘V’ 
no âmbito de testes é detectar os defeitos precocemente, maior envolvimento do 
time de testes no início do projeto e aumento da qualidade do software”. Vamos 
entender isso observando uma imagem do modelo abaixo: 
 
Planejamento do 
projeto e captura de 
requisitos
•Planejamento de 
testes
Análise e Projeto
•Projeto de testes
Implementação e 
liberação de versões
•Implementação de 
testes
•Execução e 
avaliação dos 
Testes
 
 
9 
Figura 7 – Modelo V de testes 
 
Fonte: Rocha, 2011. 
O que observamos é que, desde a análise de requisitos, já temos um tipo 
de teste correspondente a esses requisitos (testes de aceitação): para o projeto 
do sistema em si, temos um teste equivalente a ele no mesmo nível, assim 
executando os testes de integração, quando desenhamos a arquitetura do 
software, e os testes unitários quando já estamos tratando do projeto de módulos 
do sistema. 
Essa é a ideia do modelo V: sempre testar a mesma coisa, porém com 
outros focos, mas sempre garantindo que os resultados sejam satisfatórios, 
convergindo durante todo o processo de desenvolvimento (lado esquerdo), 
juntamente com o processo de testes (lado direito) 
 
 
 
 
10 
TEMA 3 – ONZE PASSOS DO PROCESSO DE TESTE 
Seguindo a ideia do modelo em V, Bastos (2006) em sua obra exemplifica 
os 11 passos dos testes de software, seguidos até hoje pelos projetistas e 
executores de testes. 
Figura 8 – Software, uma junção de processos 
 
Crédito: Wright Studio/Shutterstock. 
1. Acesso ao plano de desenvolvimento: pré-requisito para construção do 
plano de testes, em que a equipe responsável verifica se o plano de 
desenvolvimento está correto, e já é determinada a quantidade de 
recursos de testes necessário. 
2. Desenvolvimento do plano de teste: os riscos da aplicação são 
levantados, procurando minimizar estes erros. Geralmente aqui os 
cenários de teste são descritos. 
3. Inspeção ou teste de requisitos: avaliação feita de todos os requisitos 
por meio de verificação, em que problemas aqui têm boas chances de 
gerar problemas futuros. 
4. Inspeção ou teste do desenho de software: teste parecido com o 
anterior, porém no qual o desenho do software é validado de acordo com 
os requisitos. 
 
 
11 
5. Inspeção ou teste da construção do software: passo que valida a 
extensão que o teste terá baseado na construção do software comparado 
com seu design. 
6. Execução dos testes: aqui realmente executamos os testes de código, 
utilizando as especificações do plano de testes e os tipos seguintes para 
cada fase. 
7. Teste de aceitação: avaliada usabilidade e aplicabilidade do software. 
Aqui que é verificada a expectativa do cliente sobre o produto, além de 
erros referentes ao levantamento de requisitos. Essa etapa é a que diz 
que o software está certo ou errado. 
8. Informação dos resultados dos testes: os resultados dos testes são 
direcionados aos responsáveis pelos testes e equipes envolvidas. 
9. Teste da instalação do software: verifica se o ambiente de execução do 
software está correto e coerente. 
10. Teste das mudanças no software: verifica as mudanças durante 
implantação e pós-implantação. 
11. Avaliação da eficácia dos testes: último passo, onde se verifica a 
eficácia dos testes executados envolvendo não somente o pessoal 
responsável, mas o cliente e outras áreas do projeto. 
TEMA 4 – MODELO 3P X 3E 
Rocha (2011) comenta que “o ciclo de vida do processo de teste é 
composto por diversas fases e etapas, sendo quatro delas em cascata e duas 
em paralelo”. As paralelas são as fases de planejamento e preparação, que se 
estendem durante todo o processo, sendo duas fases mais de suporte do que 
de execução para o processo. As outras são atividades em que mais o processo 
vai gastar tempo entregando artefatos. A Figura 9 representa esse modelo de 
ciclo de vida: 
 
 
 
 
 
 
 
 
12 
Figura 9 – Modelo 3P X 3E 
 
 
 
 
 
 
 
4.1 Atividades do modelo 3P x 3E 
Resume-se às atividades do modelo da seguinte forma: 
• Procedimentos iniciais, em que é elaborada toda a abordagem do 
trabalho, o que será feito; 
• Planejamento, em que se elabora a estratégia e o plano do teste, sempre 
procurando mitigar e minimizar os riscos, olhando principalmente para os 
requisitos; 
• Preparação, em que se configura e se prepara o terreno para que os 
testes possam ser executados; 
• Especificação, em que a meta é validar os casos de teste, conforme os 
artefatos vão sendo liberados pela equipe; 
• Execução, momento em que, como o próprio nome sugere, se executam 
realmente os testes, colhem-se os resultados e realiza-se qualquer 
procedimento necessário para poder criar condições para a realização 
dos testes; 
• Entrega, em que se finaliza todo o processo. 
Essas atividades têm de ser executadas em todo o processo de teste do 
modelo V. 
 
 
 
 
Planejamento 
Procedimen
tos iniciais 
Especificação Execução Entrega 
Planejamento 
 
 
13 
Figura 10 – Testes devem fazer parte de todo o contexto do software 
 
Crédito: Andrey Suslov/Shutterstock. 
TEMA 5 – TIPOS E TÉCNICAS DE TESTE 
 Acredito que você deve estar se fazendo a seguinte pergunta: como eu 
deveria fazer esses testes, e quais tipos de teste são eficazes e efetivos em cada 
uma das situações? Se olharmos novamente para o modelo V, vamos entender 
que consiste sempre em realizar os mesmos testes, mas sempre com um 
objetivo diferente. E isso é essencial para que o processo de teste tenha sucesso 
no seu objetivo, que é testar todos os níveis da aplicação, além de certificar que 
determinado teste tenha sido executado em sua etapa correta. Para cada uma 
dessas fases, existe um tipo de teste, que vamos tratar nos tópicos em seguida. 
5.1 Tipos de testes 
Rocha (2011, p. 30) nos explica os seguintes tipos de teste. 
1. Teste unitário ou componente: são testes que geralmente são escritos 
e projetados por desenvolvedores, onde existem algumas ferramentas e 
frameworks que auxiliam nesse teste. Como o nome diz, ele testa uma 
unidade do software, que seria um método ou uma função de uma classe. 
2. Teste de integração: são testes que geralmente são executados pelo 
analista de testes, cujo principal objetivo é validar se o que foi modificado 
 
 
14 
e/ou criado está de acordo com o todo do software, não afetando outros 
módulos e rotinas do software já existentes, porém ainda a nível de código 
do software, não de funcionalidade. 
3. Teste de performance e desempenho: caracterizado por avaliar o 
desempenho e tempo de execução das rotinas e funcionalidades do 
software, bem como determinar os limites dessa execução. 
4. Teste de aceitação: teste que fecha o V-model, no qual os usuários 
validam os requerimentos olhando para a funcionalidade pronta e em 
execução no software. 
Os resultados desses ensaios dentro do processo devem ser colhidos e 
sempre analisados visando a melhoria desses tipos de teste, porém devemos 
sempre considerar algumas técnicas para que isso aconteça. 
5.2 Técnicas de teste 
Aqui Rocha (2011) nos mostra que temos dois tipos de técnicas de teste, 
com suas características: os testes estruturais e os funcionais. 
As técnicas estruturais determinaram se o que foi escolhido e desenhado 
para a solução apresentada funciona corretamente e de forma normatizada, 
sendo aplicadas nos testes unitários e de integração. Rocha (2011, p. 31-32) 
indica as seguintes técnicas para esses tipos de teste. 
• Teste de estresse: aqui a meta é avaliar se o software, sob condições 
extremas e volumes de dados além dos normais, irá funcionar como 
planejado, determinando seu limite operacional. 
• Teste de execução: valida os critérios de desempenho do software, 
verificando consumo de recursos de hardware,tempos de resposta e 
performance no geral. 
• Teste de recuperação (contingência): teste realizado quando existe 
uma situação de parada total e perda de dados, onde valida-se a operação 
de recuperação do desastre para funcionamento contínuo do software. 
• Teste de operação: valida se o sistema está operacional durante sua 
execução normal e validar a integração com o ambiente de execução. 
• Teste de conformidade: garante a conformidade do produto com as 
metodologias e processos utilizados. 
 
 
15 
• Teste de segurança: um dos mais importantes, em que a confiabilidade 
e confidencialidade dos dados é posta à prova, garantindo a proteção dos 
dados. 
As técnicas de teste funcional são utilizadas para validar o desenho da 
aplicação, garantindo que os requisitos da aplicação estejam implementados 
dentro do software, sendo utilizadas mais nos tipos de teste de produto, 
performance e de aceitação. Rocha (2011, p. 32-33) indica as seguintes técnicas 
para estes tipos de teste. 
• Testes de requisitos: testes feitos sob os requisitos do software, 
validando se o que foi desenvolvido condiz com o sistema e se, 
principalmente, vai conseguir ser melhorado e/ou corrigido conforme 
necessidade. 
• Teste de tratamento de erros: testes que validam a capacidade do 
software de responder corretamente a erros, garantindo que todos 
possam ser tratados e manter um controle sobre esses erros. 
• Teste de interconexão: valida a integração de um software com outros 
recursos, sendo por meio de envio e/ou recepção de dados, garantindo 
que essa integração funcione corretamente e da maneira esperada. 
5.2 Outras técnicas 
O processo de teste não se resume a essas técnicas somente, uma vez 
que existem inúmeras outras que podem ser agregadas ao fluxo do teste para 
que aumente ainda mais a confiabilidade e assertividade do processo, as quais 
devemos também tomar conhecimento. Rocha (2011, p. 33) nos traz as técnicas 
a seguir como de suma importância para conhecermos. 
• Teste caixa preta: técnica que usa vários tipos de entradas de dados, 
sempre verificando sua saída. Neste teste, conhecemos as entradas e 
saídas, mas o que faz esse procedimento é desconhecido, garantindo a 
funcionalidade, e não o código. 
• Teste caixa branca: o oposto do teste caixa preta, no qual usamos o 
conhecimento do código da aplicação para aplicar os testes, porém exige 
que o testador tenha conhecimento deste código. 
• Teste positivo e negativo: sendo os dois opostos, o teste positivo foca 
em certificar resultados positivos, ou o que deveria funcionar e o que não 
 
 
16 
deveria, podendo dizer que seria o caminho feliz da funcionalidade; já o 
negativo é o teste para quebrar o software, validando os erros do 
aplicativo, geralmente imputando dados totalmente quebrados, forçando 
um erro no software. 
• Teste estático e dinâmico: novamente opostos, o teste estático testa o 
código da aplicação, sendo executado dentro dele; já no dinâmico, utiliza-
se valores de entrada e saída para validar a funcionalidade. 
FINALIZANDO 
Testar um software é validar que este foi construído da maneira correta, 
utilizando os recursos de modelagem para garantir que as informações, além de 
protegidas, foram construídas da maneira que foram desenhadas e validadas. 
Imagine a situação em que várias peças de um quebra-cabeça devem ser unidas 
para formar um todo, e somente uma dessas pecinhas tem uma falha, que 
impede esta construção. O papel do teste é de suma importância nesse 
processo, e por isso deve ser levado muito a sério. 
Figura 11 – Testes de software devem ser realizados por muitos 
 
Crédito: Sfio Cracho/Shutterstock. 
Para que possamos ter um processo de teste coerente com o que está 
sendo desenvolvido, torna-se necessário esse processo ocorrer em paralelo com 
o processo de desenvolvimento de software, criando assim um ambiente em que 
 
 
17 
a qualidade do produto será garantida, seja pelos processos detalhados e 
artefatos bem projetados, seja pelas validações, asserções e garantias definidas 
pelo processo de teste, criando um ambiente em que a qualidade de software 
diz muito sobre o produto de todo o processo. Podemos também avaliar e 
verificar que o modelo V, amplamente utilizado pelas equipes faz com que o teste 
de software não somente comece quando já houver algum artefato executável 
do projeto, mas sim desde os seus desenhos iniciais e fases estruturais. 
Figura 12 – Software, uma junção de partes para um todo 
 
Crédito: Chaosamran Studio/Shutterstock. 
Também podemos conhecer um pouco sobre os onze passos para que 
um processo de teste possa acontecer de maneira correta e precisa. Cada um 
dos passos, por mais simples que seja, constrói e reforça a ideia do modelo V 
como base para os processos de teste, pois cada um desses passos está 
inserido nos tipos de testes propostos pelo modelo, sendo que esses passos 
determinam a rota de sucesso de todo o processo e servem de norte para a 
equipe. Também baseado nesses passos podemos entender como o modelo V 
e como o modelo 3P x 3E trabalha, garantindo e fechando o ciclo dos processos 
de software, fazendo com que os testes estejam inseridos no desenvolvimento. 
 
 
 
18 
Figura 11 – Uma equipe compromissada com a qualidade é uma equipe eficiente 
 
Crédito: Balance Form Creative/Shutterstock. 
Conhecemos em seguida alguns tipos de teste de software e pudemos 
observar esses tipos de teste aplicados ao modelo V. Cada tipo de teste deve 
ser aplicado na sua fase correta dentro do processo de desenvolvimento e de 
testes para que os resultados possam ser satisfatórios e possam também trazer 
resultados para a equipe. Além disso, pudemos aprender que os tipos de teste 
sozinhos não trazem os resultados ou a garantia que desejamos, porém cada 
um desses tipos tem uma gama de técnicas que podem ser aplicadas, como 
testes de estresse ou teste de conformidade para os tipos de teste estruturais, 
bem como testes de requisitos e de tratamento de erros para os tipos funcionais, 
cada um desses validando uma parte do processo do software, selecionando 
produtos de cada uma dessas fases e aplicando de maneira correta e acertada. 
Também podemos ver algumas outras técnicas mais comuns de testes entre as 
equipes. No próximo tópico, iremos nos aprofundar um pouco em alguns tipos 
de testes aplicados nas metodologias de desenvolvimento, antes de entrarmos 
propriamente dito no mundo das ferramentas de testes aplicadas. 
 
 
19 
REFERÊNCIAS 
BASTOS, A. et al. Base de conhecimento em teste de software. Belo 
Horizonte: Traço & Photo, 2006. 
BATISTA, H. Surgimento dos testes de software. Cria, 18 jun. 2020. Disponível 
em <https://criainovacao.com.br/surgimento-dos-testes-de-software/>. Acesso 
em: 19 out. 2022. 
ELIZA, R.; LAGARES, V. Processo de teste de software. DevMedia, s.d. 
Disponível em <https://www.devmedia.com.br/processo-de-teste-de-
software/23795>. Acesso em: 19 out. 2022. 
LUCANIA, I. O que é qualidade de software? Konia, 2019. Disponível em 
<https://bit.ly/3D5HFKH>. Acesso em 08 ago. 2022. 
MICHAELIS. Disponível em: <https://michaelis.uol.com.br/>. Acesso em: 19 out. 
2022. 
ROCHA, C. Estudo da qualidade de software na Metodologia V-model e sua 
interação com metodologias ágeis (SCRUM). Monografia (Graduação em 
Tecnólogo em Processamento de Dados) – Faculdade de Tecnologia de São 
Paulo, São Paulo, 2011. 
SOUSA, A. Origem do teste de software. Disponível em 
<https://www.linkedin.com/pulse/origem-do-teste-de-software-e-porque-testar-
alexandre-sousa/>. Acesso em 06 ago. 2022. 
 
	Conversa inicial
	REFERÊNCIAS

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