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TERMOQUÍMICA
Ciências da Natureza e 
suas Tecnologias
Componente Curricular: 
Química
Professor: Dioni 
Machado
O conceito de calor
Considere dois cubos de ferro sólido de mesma massa, um deles a 10 °C e o outro a 50 °C. 
Se os colocarmos em contato, suas temperaturas modificam-se gradualmente até chegar a uma 
situação em que ambos apresentam a mesma temperatura.
A energia transferida entre dois corpos (ou entre diferentes partes 
de um mesmo corpo) que têm temperaturas diferentes é 
denominada calor.
Há processos que liberam e outros que absorvem calor
• Quando um sistema formado por água líquida é colocado em um
congelador, ele perde calor para esse ambiente e, em decorrência disso,
ocorre o congelamento da água. Assim, quando a água líquida passa para a
fase sólida também ocorre um exemplo de processo que libera calor.
• Há, por sua vez, acontecimentos que absorvem calor. Se um pedaço de gelo
for deixado sobre a mesa à temperatura ambiente, ele receberá calor do
ambiente e isso provocará a fusão do gelo. A transição da água sólida para a
fase líquida é um processo que absorve calor.
A Primeira Lei da Termodinâmica
Estabelece que a energia é conservada nas transformações. A energia pode ser convertida
de uma forma para outra, mas não pode ser criada nem destruída. Assim, a energia do Universo seria
constante. “Energia” é uma palavra tão familiar que às vezes não nos damos conta de sua importância
como um conceito central nas ciências da natureza e da dificuldade que é definir exatamente o que ela
significa, apesar de todo mundo ter uma ideia desse significado.
Um pouco de História
O calor, sendo um processo de transferência de energia, não é uma substância. A noção de
que o calor é uma substância está por trás da ideia de que um corpo pode conter calor, ou seja, de que
calor e frio são atributos dos materiais. Essa ideia já foi aceita por muitos cientistas no passado, que
consideravam que todos os corpos possuíam, em seu interior, uma substância fluida invisível e de
massa desprezível a qual denominavam “calórico”. Um corpo à maior temperatura possuía mais
calórico do que um corpo à menor temperatura. Lavoisier (1743-1794), por exemplo, listava o calórico
como uma das substâncias elementares. Hoje sabemos que uma substância pode conter energia, mas
não calor. A teoria do calórico, pensado como substância, foi abandonada em favor da teoria do calor,
pensado como energia transferida entre sistemas a diferentes temperaturas, principalmente pelo fato
de a primeira não conseguir explicar o aquecimento de objetos por outras formas que não uma fonte
de calor, por exemplo, por atrito.
O Conde Rumford (1753-1814), engenheiro americano
exilado na Inglaterra, introduziu, em 1798, a ideia de que calor
era energia e não substância ao atribuir o aquecimento de peças
metálicas, quando perfuradas, à energia mecânica empregada
em sua perfuração. A teoria do calórico, no entanto, permaneceu
viva por muitos anos ainda. Sadi Carnot (1796-1832), um dos
pioneiros no estudo de máquinas térmicas, considerado um dos
fundadores da termodinâmica – o ramo da Física e da Química
que estuda o calor e o trabalho –, descrevia os ciclos de uma
máquina térmica por analogia aos moinhos de água, usando a
ideia de que o calor era um fluido sem massa que fluía de uma
fonte quente, termicamente “mais alta”, para um reservatório frio,
termicamente “mais baixo”.
Lavoisier, Conde Rumford e Sadi Carnot.
Referências:
CANTO, E. L. Química na abordagem do cotidiano, 2.1ª ed. São Paulo: Saraiva, 2016.
MORTIMER, E. F.; MACHADO, A. H. Química: ensino médio. 2. ed. – São Paulo: Scipione, 2013.

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