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INTEGRAÇÃO SENSORIAL NO ESTÍMULO DOS ALUNOS INCLUSOS Marina Delicoli Terapeuta Ocupacional CREFITO 08/12940-TO INTRODUÇÃO À INTEGRAÇÃO SENSORIAL AULA 1 INTRODUÇÃO À INTEGRAÇÃO SENSORIAL *Imagem retirada do Canva. INTRODUÇÃO À INTEGRAÇÃO SENSORIAL • Desde a gestação estamos ligados à sensação; • Nos primeiros meses de vida o bebê irá aprender a regular seu comportamento a estas sensações e, a partir daí, desenvolver competências para o que sente do seu corpo e do que o rodeia faça sentido e lhe permita agir sobre ele de forma adaptada. INTRODUÇÃO À INTEGRAÇÃO SENSORIAL *Imagem retirada do Canva. INTRODUÇÃO À INTEGRAÇÃO SENSORIAL • Ao ter contato com uma sensação a criança lhe confere um significado, lhe atribui uma experiência afetiva e armazena essa informação que será a base para aprendizagens futuras e para a forma como a criança estará ou não disponível para se envolver em determinadas atividades. INTRODUÇÃO À INTEGRAÇÃO SENSORIAL *Imagens retiradas do Canva. INTRODUÇÃO À INTEGRAÇÃO SENSORIAL • Nossos sentimentos de bem-estar, disposição, humor e interação com os outros são fortemente influenciados pelas experiências sensoriais; • As sensações são peças dispersas de informação que devem ser organizadas e interpretadas pelo SNC para que possamos nos adaptar ao mundo à nossa volta; • A informação sensorial é o nutriente das sinapses. *Vídeo retirado do Canva. CONCEITO DE INTEGRAÇÃO SENSORIAL • 1) Um processo cerebral; • 2) Um quadro teórico para a compreensão do comportamento humano; • 3) Um quadro clínico de intervenção – Ayres Sensory Integration® (ASI). PROCESSO CEREBRAL • “Processo neurológico pelo qual o cérebro percebe e organiza as informações recebidas do próprio corpo e do ambiente, de forma a oferecer uma resposta adaptativa adequada, possibilitando o uso eficiente do corpo neste ambiente” (AYRES, 1972;1988) • A organização da sensação pelo cérebro para o uso na vida cotidiana. *Vídeo retirado do Canva. PROCESSO CEREBRAL • “É um processamento de informação. O cérebro deve selecionar, aumentar, inibir, comparar e associar a informação sensorial em padrões flexíveis de constantes mudanças. Em outras palavras, o cérebro deve integrá-lo” (AYRES, 1988). • Habilidade apresentada pelo SNC de organizar os estímulos sensoriais, eleger informações que necessitem de resposta e descartar as desnecessárias no momento, possibilitando a tomada de atitudes e expressão de comportamentos adequados a cada situação. QUADRO TEÓRICO • Aplica-se à neurociência para dar dicas sobre padrões de comportamento observados; • Fornece uma perspectiva de desenvolvimento para interpretar o comportamento. *Imagens retiradas do Canva. QUADRO CLÍNICO DE INTERVENÇÃO • A perspectiva teórica é usada para projetar métodos de avaliação e intervenção. • AYRES SENSORY INTEGRATION® (ASI) *Imagens retiradas do Canva. TEORIA DA INTEGRAÇÃO SENSORIAL • Na década de 60 a terapeuta ocupacional Dra Anna Jean Ayres utilizou pela primeira vez o termo integração sensorial. *Imagem retirada do Wikipédia. TEORIA DA INTEGRAÇÃO SENSORIAL • Dificuldades de aprendizagem; • Outros distúrbios do desenvolvimento e disfunções neurológicas; • Desenvolvimento do quadro teórico e do quadro clínico de intervenção em integração sensorial; • Compreensão do comportamento humano e planejamento da intervenção para minimizar dificuldades. DESENVOLVIMENTO DA INTEGRAÇÃO SENSORIAL E SINAIS SUGESTIVOS DE DISFUNÇÃO ENGRAMA REFLEXO • Início da ativação do córtex; • A atividade motora se organiza em sequências de ativação neuronal, dirigindo o comportamento motor de acordo com as respostas reflexas. *Imagens retiradas do Canva. ENGRAMA SENSÓRIO MOTOR • Integração entre áreas sensoriais e motoras permite coordenar movimentos e favorece a intencionalidade da ação; • As áreas sensoriais organizam-se e regulam as atividades motoras de forma primitiva permitindo a imitação. • PERÍODO MODULATÓRIO PERÍODO SENSÓRIO-MOTOR • Homeostase fisiológica; • Autorregulação de alerta e atenção; • Estágio sensório-motor de aprendizagem; • Aprende através de estímulos sensoriais; • Adapta comportamento reflexo à ação com objetivo; • Brincadeira exploratória. *Imagens retiradas do Canva. SINAIS SUGESTIVOS DE DIS RELACIONADOS AO DESENVOLVIMENTO Bebê (1 ano) Irritado o tempo todo; Baixo tônus muscular; Ciclos de sono irregulares; Não gosta de colo; Não gosta de ficar deitado de costas; Desenvolvimento lento; Qualidade de movimento abaixo do esperado. SINAIS SUGESTIVOS DE DIS RELACIONADOS AO DESENVOLVIMENTO Infante (1 a 2 anos) Desajeitado motoramente; Articulação verbal e desenvolvimento da linguagem pobres; Extremamente irritado com machucados; Medo de andar em superfícies diferentes; Medo de escorregador e similares; Bagunça na mesa, rejeição a alimentos novos. PENSAMENTO REPRESENTATIVO • À medida que as informações são identificadas e organizadas individualmente há um incremento nas percepções, principalmente visuais e auditivas; • Incremento da fala organiza a representação. • PERÍODO DISCRIMINATÓRIO PERÍODO PRÉ-ESCOLAR I • Integração bilateral e cruzamento da linha média; • Desenvolvimento de reações de equilíbrio; • Desenvolvimento de esquema corporal; • Desenvolvimento do planejamento motor grosso; • Brincadeira imitação. *Imagens retiradas do Canva. SINAIS SUGESTIVOS DE DIS RELACIONADOS AO DESENVOLVIMENTO Infância Problemas de coordenação motora grossa; Nível de atividade diminuído; Pobre habilidade social; Impulsividade e agressividade; Choro constante; Quedas frequentes; Rejeição a novidades; Brincadeira simbólica empobrecida. PENSAMENTO OPERACIONAL • Grafia, pareamento, sequenciamentos, noções de lateralidade, orientações espaciais e coordenação de movimentos alternados, sobrepõe-se aos anteriores conforme o desenvolvimento ocorre; • Planejamento com demanda. PERÍODO PRÉ-ESCOLAR II • Discriminação sensorial; • Planejamento motor fino; • Dominância – lateralidade; • Alfabetização; • Brincadeira social. *Imagens retiradas do Canva. SINAIS SUGESTIVOS DE DIS RELACIONADOS AO DESENVOLVIMENTO • Problemas de coordenação motora fina; • Nível de atividade aumentado; • Pobre habilidade social e isolamento; • Impulsividade e agressividade; • Rejeição a texturas, toques, sons etc; • Quebra brinquedos ao brincar; • Inabilidade bimanual para manusear objetos. PENSAMENTO FORMAL • O planejamento da ação permite que o pensamento abstrato torne-se independente da operação ou experimentação concreta; • Há predomínio das funções simbólicas sobre as funções motoras. PRÉ-ADOLESCÊNCIA • Raciocínio abstrato – lógica matemática; • Aprendizagem acadêmica; • Maturidade de habilidades físicas; • Participação de grupo social; • Esportes e aptidões; • Auto afirmação; • Jogos de raciocínio - em grupo. *Imagens retiradas do Canva. SINAIS SUGESTIVOS DE DIS RELACIONADOS AO DESENVOLVIMENTO • Problemas de atenção – aprendizagem acadêmica; • Falta ou excesso de organização; • Reversão de letras na leitura e escrita; • Dificuldade em manter o ritmo dos colegas nas brincadeiras; • Problemas de comportamento (regras sociais). ADOLESCÊNCIA • Aprendizagem acadêmica; • Habilidades emocionais; • Afirmação da identidade e de grupo social; • Esportes em grupo; • Sexualidade; • Jogos, festas, divertimentos e lazer. *Imagens retiradas do Canva. SINAIS SUGESTIVOS DE DIS RELACIONADOS AO DESENVOLVIMENTO • Problemas com organização diária (rotina); • Dificuldade de concluir atividades - baixa atenção; • Imaturidade física e social; • Problemas severos de comportamento (brigas, drogas, irritabilidade, rebeldia); • Esquecimento constante de tarefas; • Isolamento social; • Evita esportes em grupo, contato físico; • Baixa autoestima e motivação, falta de iniciativa. OS SISTEMAS SENSORIAIS AULA 2 SISTEMAS SENSORIAIS • Interocepção; • Propriocepção; • Exterocepção.SISTEMAS SENSORIAIS • Interocepção (órgãos internos e suas sensações) • Relacionado às funções do SNA. *Imagens retiradas do Canva. SISTEMAS SENSORIAIS • Propriocepção (posição do corpo e movimento) • *Propriocepção • *Vestibular *Imagem retirada do Canva. SISTEMAS SENSORIAIS • Exterocepção (receptores externos) • *Tato *Imagem retirada do Canva. SISTEMAS SENSORIAIS *Imagem retirada do blog Estou Autista. SISTEMA PROPRIOCEPTIVO • Músculos e articulações; • Posição das partes do corpo e o movimento que estão realizando. *Imagens retiradas do Canva. SISTEMA PROPRIOCEPTIVO • Funções: • Tônus muscular; • Esquema corporal; • Reflexos mediando o alinhamento do tronco, cabeça e outras partes do corpo; SISTEMA PROPRIOCEPTIVO • Modulação do movimento; • Planejamento motor; • Fluidez, precisão nos movimentos e graduação de força; • Uso manual. SISTEMA PROPRIOCEPTIVO *Imagens e vídeos retirados do Canva. SISTEMA VESTIBULAR • Labirinto (ouvido interno) *Imagem retirada do Canva. SISTEMA VESTIBULAR • Funções: • Controle em manter a postura contra a gravidade; • Segurança emocional em relação à gravidade; • Reações de equilíbrio, reflexos e respostas que permitam o domínio da gravidade; • Manutenção da cabeça em posição vertical; SISTEMA VESTIBULAR • Controle motor ocular; • Controle do corpo no espaço; • Orientação espacial; • Coordenação motora bilateral; • Feedforward; • Estreita colaboração com o sistema proprioceptivo. SISTEMA VESTIBULAR *Imagens retiradas do Canva. SISTEMA VESTIBULAR *Imagens e vídeos retirados do Canva. SISTEMA TÁTIL *Imagem retirada do Canva. SISTEMA TÁTIL • Funções: • Reflexos primitivos: firmar-se, sugar, agarrar; • Desenvolvimento emocional: vínculo e apego; • Regulação do comportamento, alerta; • Proteção contra estímulos potencialmente perigosos; SISTEMA TÁTIL • Esquema corporal e habilidade em mover-se com todo o corpo; • Habilidades motoras orais e manuais; • Informa sobre a qualidade dos objetos. SISTEMA TÁTIL *Imagens retiradas do Canva. SISTEMA VISUAL *Imagem retirada do Canva. SISTEMA VISUAL • Discriminação visual; • Memória visual; • Constância da forma; • Fechamento visual; • Figura fundo. SISTEMA VISUAL *Ilustração de Martin Handford retirada do Pinterest.*Imagem retirada de gratispng.com. SISTEMA VISUAL *Ilustração: O vaso de Rubin retirada de Pílulas de Psicologia. SISTEMA VISUAL *Ilustração de William Ely Hill retirada de Super Interessante. SISTEMA VISUAL *Ilustração de Oleg Shuplyak retirada de Carlos Romero. SISTEMA AUDITIVO *Imagem retirada do Canva. SISTEMA AUDITIVO • Localização; • Discriminação auditiva; • Sons de fundo; • Sequenciamento. SISTEMA AUDITIVO *Imagens retiradas do Canva. SISTEMA OLFATIVO E GUSTATIVO *Imagens retiradas do Canva. SISTEMA OLFATIVO E GUSTATIVO *Imagens retiradas do Canva. O PROCESSAMENTO SENSORIAL AULA 3 PROCESSAMENTO SENSORIAL • Presente desde o nascimento até a vida adulta dentro do SNC; • Compreende a recepção das informações sensoriais, sua identificação e integração e a consequente resposta adaptativa. PROCESSAMENTO SENSORIAL • Componentes: • Detecção ou registro sensorial • Alerta • Modulação sensorial • Discriminação sensorial • Habilidades • Práxis • Organização do comportamento DETECÇÃO OU REGISTRO SENSORIAL • Receptores a nível de SNP enviam as informações sensoriais para serem registradas pelo SNC; • Pré-requisito para uma boa integração sensorial; • Falha nesse componente leva ao: • Comprometimento na percepção e reação frente aos estímulos. ALERTA • Estado de vigília que permite nos mantermos calmos e alertas, quando acordados; calmos e tranquilos, enquanto dormimos. MODULAÇÃO SENSORIAL • Processo em que o SNC ajusta as mensagens neurais que transmitem informações sobre a intensidade, frequência, duração e complexidade dos estímulos sensoriais; • Contribui para a autorregulação; • Está ligado ao conforto com a variação de sensações; • Falha nesse componente leva à: • Ausência de resposta; • Busca excessiva por estimulação; • Sobrecarga e esquiva. DISCRIMINAÇÃO SENSORIAL • Capacidade de distinguir entre diferentes estímulos e organizar perceptualmente as qualidades temporais e espaciais do estímulo; • Fornece detalhes sobre o ambiente ao nosso redor; • Falha nesse componente leva à: • Dificuldade em estabelecer relações de comparação. HABILIDADES • Controle postural, controle motor global, refinado (manual, ocular e oral); • Contribuem para o controle motor. PRÁXIS • Envolve a ideação, planejamento motor, execução e feedback motor; • O quê? • Como? • Ações novas. ORGANIZAÇÃO DO COMPORTAMENTO • Organizar sequências de ações, ideias e coisas no tempo e espaço. *Imagem retirada do Canva. O PROCESSO CIRCULAR DE IS (BUNDY, 2001) Input sensorial Integração sensorial Planejamento e organização do comportamento Interação adaptativa e aprendizagem Feedback PROCESSAMENTO SENSORIAL PS HARMÔNICO RESPOSTA ADAPTATIVA DESENVOLVIMENTO TÍPICO, APRENDIZAGEM SEM INTERCORRÊNCIAS CONTRIBUIÇÕES DA INTEGRAÇÃO SENSORIAL HABILIDADES E CAPACIDADES Nível de alerta e atenção; Aquisições motoras, cognitivas e emocionais; Interação e comunicação social; Organização do comportamento no tempo e espaço. INFLUÊNCIAS DA INTEGRAÇÃO SENSORIAL AVD Escolhas ocupacionais; Exploração e envolvimento; Desempenho escolar; Brincadeira; Autocuidado; Sono e vigília; Bem-estar pessoal; Formação da identidade. DIAGNÓSTICOS COMÓRBIDOS MAIS COMUNS COM DIS • TEA; • TDAH; • Síndrome do X frágil; • Síndrome de Down; • Paralisia Cerebral; • Dificuldades de aprendizagem. *Imagem retirada do Canva. PROCESSAMENTO SENSORIAL NO TEA • Critérios diagnósticos DSM-V: • ... • “Hiper ou hiporreatividade a estímulos sensoriais ou interesse incomum por aspectos sensoriais do ambiente (como indiferença aparente a dor/temperatura, reação contrária a sons ou texturas específicas, cheirar ou tocar objetos de forma excessiva, fascinação visual por luzes ou movimento)”. • DIS em mais de 90% dos indivíduos com TEA. *Imagem retirada do Canva. PROCESSAMENTO SENSORIAL NO TEA • TÁTIL: • Parece ser mais tolerante/ não perceber a dor; • Parece não perceber/ discriminar frio ou calor; • Pode ser autoagressivo; • Pode evitar contato físico com outras pessoas; • Dificuldade em atividades do dia a dia devido à textura (alimentação, banho, cortar os cabelos e unhas, se vestir); • Interesse por superfícies ásperas; • Pode andar na ponta dos pés. *Imagem retirada do Canva. PROCESSAMENTO SENSORIAL NO TEA • VESTIBULAR • Dificuldade de equilíbrio; • Balanceios. • PROPRIOCEPTIVO • Motoramente desajeitado; • Imprime pouca força ou muita força para segurar objetos ou realizar ações; • Andar na ponta dos pés. *Imagem retirada do Canva. PROCESSAMENTO SENSORIAL NO TEA • VISUAL: • Interesse por objetos que giram e por objetos luminosos; • Esquiva do contato visual; • Prejuízo no reconhecimento de expressões faciais; • Recusa de alimentos devido à sua cor. *Imagem retirada do Canva. PROCESSAMENTO SENSORIAL NO TEA • AUDITIVO • Não atende quando chamada verbalmente; • Intolerância a alguns sons; • Emissão de sons repetitivos. *Imagem retirada do Canva. PROCESSAMENTO SENSORIAL NO TEA • OLFATO • Pode cheirar coisas não comestíveis; • Recusar determinados alimentos devido ao seu odor. • PALADAR • Levar objetos à boca indiscriminadamente; • Recusa de certos sabores. *Imagem retirada do Canva. PROCESSAMENTO SENSORIAL NO TDAH • Dificuldade de manter a atenção, controlar os impulsos e regular o nível de atividade; • Possível falha na modulação sensorial; • AUTORREGULAÇÃO* • Impacto nas respostas motoras, comportamentais, emocionais e atencionais. *Imagem retirada do Canva. PROCESSAMENTO SENSORIAL NA SÍNDROME DO X-FRÁGIL • Alteração no tamanho do cerebelo → falta deinibição e problemas de atenção; • Reações desproporcionais a estímulos olfativos, auditivos, táteis e visuais; • Fatores a serem melhor investigados: autorregulação, defensividade tátil, controle postural, práxis, percepção visual e capacidades motoras. *Imagem retirada do Canva. PROCESSAMENTO SENSORIAL NA SÍNDROME DE DOWN • Hipotonia muscular; • Falha proprioceptiva, tátil e vestibular; • Problemas na práxis; • Impacto nas AVD, brincar e desempenho escolar. *Imagem retirada do Canva. PROCESSAMENTO SENSORIAL NA PARALISIA CEREBRAL • Falhas principalmente vestibulares e proprioceptivas; • Impacto na práxis, na realização das AVD, brincar e desempenho escolar. *Imagem retirada do Canva. FALHA NO PROCESSAMENTO SENSORIAL PS DESARMÔNICO COMPORTAMENTO INADEQUADO AO CONTEXTO COMPROMETE DESENVOLVIMENTO, COMPORTAMENTO E APRENDIZAGEM AS DISFUNÇÕES DE INTEGRAÇÃO SENSORIAL E A TERAPIA DE INTEGRAÇÃO SENSORIAL AULA 4 DISFUNÇÃO DE INTEGRAÇÃO SENSORIAL (DIS) • Desordem na qual a informação sensorial não é integrada ou organizada adequadamente no cérebro. • Consequências: • Problemas no desenvolvimento; • Processamento da informação; • Comportamento e regulação do nível de alerta; • Aprendizagem tanto motora quanto conceitual. DISFUNÇÃO DE INTEGRAÇÃO SENSORIAL (MILLER et al., 2007) Transtorno de Processamento Sensorial Transtorno de Modulação Sensorial Hipo Responsividade Sensorial Hiper Responsividade Sensorial Procura Sensorial Transtorno Motor de Base Sensorial Transtornos Posturais Dispraxia Transtorno de Discriminação Sensorial DISFUNÇÕES DE MODULAÇÃO • Defensividade tátil; • Insegurança gravitacional; *Imagens retiradas do Canva. DISFUNÇÕES DE MODULAÇÃO • Aversão ao movimento; • Hipo-resposta vestibular. X *Imagens retiradas do Canva. DEFENSIVIDADE TÁTIL • Resposta exacerbada em relação a vários estímulos táteis; • Reações de fuga, luta ou congelamento. • Impacto no dia a dia: • Evita contato físico (toque, ficar em filas), prefere se isolar (brincar sozinho) e pode reagir agressivamente; • Pode ser resistente na alimentação, para tomar banho, se vestir, escovar os dentes, cortar unhas e cabelos; • Recusa em atividades escolares com tinta, colar, areia. *Imagens retiradas do Canva. INSEGURANÇA GRAVITACIONAL • Reação de medo exagerado relacionado: • Mudanças de postura inesperadas propostas por outras pessoas; • Não manter os pés no chão; • Mudança na posição da cabeça. • Impacto no dia a dia: • Resistência na troca de fralda e para lavar o cabelo; • Dificuldade para subir escadas, descer meio fio; • Evita elevador, escada rolante, brinquedos de parque e jogos com bola. *Imagens retiradas do Canva. AVERSÃO AO MOVIMENTO • Respostas autonômicas diante de movimento (náusea, vômito, sudorese, palidez, pupila dilatada, alteração de frequência cardíaca e respiratória). • Impacto no dia a dia: • Passa mal ao andar de carro; • Brinquedos de parque. *Imagens retiradas do Canva. HIPO-RESPOSTA VESTIBULAR • Atenção diminuída; • Muito ativa, busca movimento o tempo todo; OU • Muito passiva, letárgica. *Imagens retiradas do Canva. DISFUNÇÕES DE REGISTRO E DISCRIMINAÇÃO • Uso ineficiente da propriocepção*; • VBIS (Integração bilateral e sequenciamento); • Visuodispraxia; • Somatodispraxia. USO INEFICIENTE DA PROPRIOCEPÇÃO* • Baixo tônus; • Controle postural e alinhamento articular pobres; • Não gradua quantidade de força. • Impacto no dia a dia: • “Desastrado, estabanado, parece fraco”; • Dificuldade para assumir e manter posturas diferentes com o corpo; • Usa pouca ou muita força para segurar as coisas. *Imagens retiradas do Canva. VBIS (INTEGRAÇÃO BILATERAL E SEQUENCIAMENTO) • Dificuldade em atividades bilaterais, de sequenciamento motor e que requerem feedforward. • Impacto no dia a dia: • Dificuldade de orientação espacial; • Lento para copiar do quadro; • Desempenho motor pobre em esportes e atividades rítmicas. *Imagens retiradas do Canva. VISUODISPRAXIA • Percepção visual prejudicada; • Planejamento motor ruim em tarefas que exigem percepção visual. • Impacto no dia a dia: • Dificuldade em atividades escolares, faz espelhamento; • Evita jogos que exijam discriminação visual; • Dificuldade para localizar objetos e seguir trajetos. *Imagens retiradas do Canva. SOMATODISPRAXIA • Envolve sistema tátil, proprioceptivo e vestibular; • Dificuldade em atividades motoras bilaterais, sequenciais e que dependem de feedback e feedforward; • Desempenho motor pobre. • Impacto no dia a dia: • Dificuldade significativa em AVD/ tarefas/ brincadeiras que exigem planejamento motor. *Imagens retiradas do Canva. A AVALIAÇÃO DO PROCESSAMENTO SENSORIAL E A TERAPIA DE INTEGRAÇÃO SENSORIAL DETECÇÃO DA DIS • O professor ou profissionais da área da saúde podem identificar sinais sugestivos da DIS. • A avaliação do processamento sensorial que identifica a DIS é de uso exclusivo do terapeuta ocupacional capacitado para tal e consiste em: • Entrevista inicial e anamnese; • Observações clínicas estruturadas; • Observações clínicas não estruturadas; • Testes (SIPT); • Questionários (Perfil Sensorial, SPM). TERAPIA DE INTEGRAÇÃO SENSORIAL DE AYRES® Intervenção exclusiva do terapeuta ocupacional capacitado que atende aos preceitos da Medida de Fidelidade©; Envolve: CONSULTORIA: Auxiliar familiares e profissionais que lidam com a criança a perceber a influência das dificuldades de integração sensorial no comportamento e na forma como se relaciona e aprende; DIETA SENSORIAL: modificar o ambiente para atender às necessidades da criança e facilitar seu desenvolvimento e aprendizagem; Intervenção terapêutica direta, destinada a tratar os problemas identificados. MEDIDA DE FIDELIDADE© • Elementos processuais 1) Segurança física. 2) Apresentar, no mínimo, 2 estímulos sensoriais. 3) Apoiar a modulação. 4) Desafiar o CMB e/ou ocular, postural e oral. 5)Desafiar a práxis e a organização do comportamento. 6) Colaborar na escolha da atividade. 7) Desafio na medida certa. 8) Garantir atividades bem sucedidas. 9) Apoiar a motivação intrínseca. 10) Aliança terapêutica. MEDIDA DE FIDELIDADE© • Elementos estruturais 1) Qualificação do terapeuta (formação em IS, supervisão e educação continuada). 2) Ambiente seguro. 3) Relatório de avaliação. 4) Espaço físico e equipamentos. 5) Comunicação com pais e professores. TERAPIA DE INTEGRAÇÃO SENSORIAL DE AYRES® *Imagens retiradas de newadapt.com.br TERAPIA DE INTEGRAÇÃO SENSORIAL DE AYRES® *Imagens retiradas de newadapt.com.br *Projeto: shopspider.com.br *Foto retirada de clinicaludens.com.br *Foto retirada de clinicaludens.com.br ESTRATÉGIAS SENSORIAIS NO CONTEXTO ESCOLAR AULA 5 ESTUDOS DE CASO – CONTEXTO ESCOLAR • Extraído do livro: “O autismo sob o olhar da Terapia Ocupacional – Um guia de orientação para pais” (GOLDSTEIN, A.) • Pedro e Ana *ANA • Dificuldade em manter a atenção; • Levanta frequentemente de sua carteira; • Esbarra nas carteiras derrubando materiais dos colegas; • Adora dar “abraços fortes” em seus colegas; • Não segura o lápis com preensão adequada, rendimento baixo na escrita. *Imagens retiradas do Canva. ESTRATÉGIAS SENSORIAIS • Propriocepção/ Vestibular • Pedir orientação a um terapeuta ocupacional especializado quanto ao uso de “colete de peso”; • Utilizar almofada de ar na cadeira. • Auditivo • Variar a entonação de voz; • Estalar os dedos ou tocá-la ao chamá-la pelo nome. *Imagens retiradas do Canva. *PEDRO • Odeia permanecer na fila; • Empurra se alguém se aproxima dele; • Irrita-se com o barulho principalmente na hora do intervalo; • Evita atividades que sujem a mão como pintura a dedo; • Evita segurar o lápis. *Imagens retiradas do Canva. ESTRATÉGIAS SENSORIAIS • Visão • Atividades coloridas ou com contraste. • Tato • Respeitar hipersensibilidade ao toque; • Utilizar sugestõesverbais, mostrar, apontar. *Imagens retiradas do Canva. ESTRATÉGIAS SENSORIAIS • Auditivo • Reservar um local mais calmo para lanchar; • Antecipar a saída de sua turma para o lanche; • Se possível retirar do ambiente algo que o esteja incomodando ou desviando sua atenção; • Utilizar abafador de som; • Antecipar para a criança um som previsível. *Imagens retiradas do Canva. CONTRIBUIÇÃO DAS ESTRATÉGIAS SENSORIAIS NO CONTEXTO ESCOLAR • Auxiliar o aluno a participar ativamente das atividades; • Aumentar a atenção e a concentração; • Organizar-se em sala de aula evitando dispersão e distúrbios de interação social; • Adequar os comportamentos em resposta aos estímulos de interação, melhorando o desempenho nas atividades em grupo; • Realizar atividades como: sentar na cadeira, ler um livro, escutar um comando, prestar atenção em atividades, escrever no caderno, copiar do quadro, deslocar-se na sala de aula e fora dela. PROGRAMA DE ATIVIDADES SENSORIAIS • Organizar o espaço físico; • Organizar as atividades em sala de aula • Recursos vestibulares • Recursos proprioceptivos • Recursos táteis • Recursos visuais • Recursos auditivos *Imagens retiradas do Canva. ORGANIZAÇÃO DO ESPAÇO FÍSICO ✓Restringir o material exposto em sala de aula; ✓Selecionar materiais necessários e excluir desnecessários; ✓Diferenciar painéis ou paredes conforme material exposto (Ex. fundo branco para letras e colorido para números); ✓Destacar o material a ser utilizado com contrastes; ORGANIZAÇÃO DO ESPAÇO FÍSICO ✓Armazenar materiais de uso coletivo em caixas separadas por temas ou atividades; ✓Indicar nos armários, caixas e gavetas o seu conteúdo com figuras, letras, palavras, números; ✓Restringir a luminosidade natural excessiva em contraste com a baixa luminosidade artificial; ✓Reorganizar o espaço ao término de cada atividade; ORGANIZAÇÃO DO ESPAÇO FÍSICO ✓Organizar previamente as carteiras visando à identificação da ocorrência de uma atividade coletiva ou individual; ✓Promover a livre circulação entre carteiras e mesas; ✓Propiciar o planejamento motor a partir de uma ordem verbal ou de uma sequência de ordens; ✓Solicitar aos alunos para que mudem as cadeiras de lugar, carregando-as, antes da realização de uma atividade que exige concentração. ORGANIZAÇÃO DAS ATIVIDADES EM SALA DE AULA ✓Sinalizar início, transição ou finalização de uma atividade por meio de sons ou movimentos (música, atividade física); ✓Reduzir os ruídos externos e internos durante a realização das tarefas ou propor sonorização que sobreponha o ruído indesejado no início da atividade; ✓Alocar crianças com maior dificuldade de concentração longe de estímulos distratores; ORGANIZAÇÃO DAS ATIVIDADES EM SALA DE AULA ✓Programar atividades que intercalam percepção visual, movimento e coordenação motora; ✓Antecipar atividades com a apresentação da rotina do dia; ✓Antecipar atividades extras ou imprevistas pela sua inclusão na rotina diária; ✓Utilizar sons ou alterações do tom de voz para diminuir o alerta da classe ou para aumentar a atenção dos alunos. *Imagens retiradas do Canva. RECURSOS VESTIBULARES ✓Encorajar experimentação dos brinquedos do parque; ✓Promover atividades de coordenação motora fina com a criança em diversas posições; ✓Oferecer brincadeiras com movimento antes de iniciar atividades de coordenação motora fina; ✓Brincadeiras com coordenação motora grossa antes de coordenação motora fina. *Imagens retiradas do Canva. RECURSOS PROPRIOCEPTIVOS ✓Segurar a criança com leve pressão pelos ombros ou pernas para chamar sua atenção; ✓“Marcha soldado” ao se deslocar para atividades fora da sala de aula ou para retornar; ✓Oferecer assentos texturizados, almofadas ou bolas para que a criança sente; ✓Pressionar levemente as mãos ou os ombros para ouvir a criança que tem dificuldade em se expressar; RECURSOS PROPRIOCEPTIVOS ✓Utilizar puffs ou travesseiros no assento da cadeira; ✓Incentivar o toque de pressão entre as crianças nas filas; ✓Ajustar a altura da mesa e cadeira à criança; ✓Pedir a uma criança que busque material fora da sala, usando uma capa de tecido pesado ou uma mochila quando estiver muito distraída. *Imagens retiradas do Canva. RECURSOS TÁTEIS ✓Permitir a manipulação de pequenos objetos durante atividades que exigem concentração; ✓Contato dos braços e pernas com objetos de diferentes texturas; ✓Canto isolado na sala; ✓Evitar contato prolongado em filas para crianças que não o toleram; *Imagens retiradas do Canva. RECURSOS TÁTEIS ✓Sinalizar o uso de texturas diferentes durante as atividades e adicionar novas consistências ou texturas; ✓Propor atividade bimanuais de manipulação; ✓Adaptações de lápis; ✓Incentivar o desenho livre com os dedos em superfícies lisas e com texturas. RECURSOS VISUAIS ✓Engrossar as linhas do caderno com canetinha preta; ✓Usar preto e amarelo ou azul e branco para destacar ordens e regras; ✓Utilizar figuras ou listras no quadro para sinalização; ✓Ficar atento à luminosidade da sala; ✓Materiais brilhantes para memorização visual. *Imagens retiradas do Canva. RECURSOS AUDITIVOS ✓Antecipar sons inesperados; ✓Utilizar o estalar dos dedos para ritmar o início ou término de uma atividade; ✓Usar músicas, toques ou sinais para iniciar e finalizar uma atividade. *Imagens retiradas do Canva.