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Direitos Humanos ÓRGÃOS DE PROTEÇÃO EUROPEIA DE DIREITOS HUMANOS O Sistema Europeu de Direitos Humanos passou por algumas etapas de reestruturação e consolidação para atingir a proporção que se vislumbra atualmente. Inicialmente, a tríade que estruturava a Convenção Europeia de Direitos Humanos era constituída pela comissão, pela Corte EDH e pelo Comitê dos Ministros. Em 1998, como já comentamos, houve a extinção da comissão, e a corte passou a ser um órgão permanente. Responsável pela interpretação e aplicação dos direitos previstos na Convenção Europeia de Direitos Humanos, a Corte EDH deve exercer sua função jurisdicional com independência e imparcialidade, garantindo o exercício do contraditório. É importante ressaltarmos que possui também função consultiva, embora seja limitada, e que suas decisões são dotadas de força vinculante sobre os Estados-membros. CORTE EUROPEIA DE DIREITOS HUMANOS Como a própria nomenclatura do órgão sugere, o Comitê dos Ministros é constituído pelos ministros de relações exteriores dos Estados-membros do Conselho da Europa. Estes têm por função principal o monitoramento do cumprimento das sentenças por parte do Estado que foi condenado. COMITÊ DOS MINISTROS Vamos conferir a atuação específica destes órgãos. PROCEDIMENTO PERANTE A CORTE EUROPEIA DE DIREITOS HUMANOS O primeiro aspecto que precisamos abordar no que se refere ao procedimento adotado pela Corte EDH é a legitimidade ativa, ou seja, quem são as “pessoas” que podem peticionar perante este órgão. A proposição da queixa pode ser demandada tanto por indivíduos, grupos de indivíduos, ONGs e até mesmo por um Estado. A violação a direitos humanos poderá ser decorrente de ações promovidas pelo Estado, ou a mando deste (como o desaparecimento forçado); mas também poderá ser em razão de omissão estatal, no sentido de não terem sido tomadas as medidas necessárias para o exercício dos direitos, como no caso de um crime político não ser investigado por desdém dos órgãos executivos e judiciários do país. Desta forma, apenas os Estados signatários da Convenção Europeia de Direitos Humanos poderão responder à queixa perante a Corte EDH. POLÍTICA DE PRIORIDADE Para que fosse possível corresponder às demandas tão grandes de queixas em razão de situações urgentes, o Sistema Europeu de Direitos Humanos instituiu uma política para situações específicas que estabelece critérios de prioridade no processamento da causa.