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Apostila Unificada
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Acordo Ortográfico
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ACORDO ORTOGRÁFICO
MUDANÇAS NO ALFABETO
A principal mudança no Alfabeto da Língua Portuguesa com o Acordo Ortográfica foi o retorno
das letras K, W e Y.
Embora essas letras não sejam letras originais da Língua Portuguesa, sendo inclusive retiradas
do Alfabeto do Brasil e Portugal no século XX, elas agora voltaram devido ao forte uso das
mesmas no dia a dia.
O Alfabeto Oficial do Português agora tem 26 letras:
A B C D E F G H I J K L M N O P Q R S T U V W X Y Z
TREMA
Não existe mais o trema em palavras da Língua Portuguesa.
Como era: Como ficou:
freqüência frequência
lingüiça linguiça
seqüência sequência
tranqüilo tranquilo
seqüestro sequestro
delinqüente delinquente
Obs.: Haverá o uso do trema apenas em palavras estrangeiras.
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MUDANÇAS NA ACENTUAÇÃO
1. Retira-se o acento dos ditongos abertos ÉI, ÓI em palavras
paroxítonas.
Como era: Como ficou:
idéia ideia
apóio apoio
assembléia assembleia
alcalóide alcaloide
asteróide asteroide
Obs.: Não se retiram os acentos das monossílabas, das oxítonas, nem do grupo éu.
2. Nas palavras paroxítonas, não se usa mais o acento no i e no u
tônicos quando vierem depois de um ditongo.
Como era: Como ficou:
feiúra feiura
baiúca baiuca
Bocaiúva Bocaiuva
Obs.: as vogais devem estar no meio e antecedidas de ditongo. Se não estiverem no meio ou
não forem antecedidas de ditongo o acento continua.
Ex.: Piauí, saúde, saída, baú.
3. Não se usa mais o acento das palavras terminadas em êem e
ôo(s).
Como era: Como ficou:
crêem creem
vêem veem
lêem leem
dêem deem
enjôo enjoo
perdôo perdoo
vôo voo
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4. Não se usa mais o acento diferencial:
Ex.:
PÊLO / PELO /PÉLO
PÁRA / PARA
FORMA / FÔRMA
Aplicação:
Ele nunca pára no sinal vermelho.
Ele nunca para no sinal vermelho.
O pêlo do animal está caindo.
O pelo do animal está caindo.
Obs.: Ainda continuam os acentos de pôr (verbo) e pôde (passado).
5. Verbos TER e VIR:
(sing.) Ele tem, vem.
(plur.) Eles têm, vêm.
Atenção: os derivados recebem agudo no singular e circunflexo no plural.
Ex.:
Ele mantém sua conduta.
Eles mantêm suas condutas.
João intervém nas atividades da empresa.
João e Pedro intervêm nas atividades da empresa.
USO DO HÍFEN
1. VOGAIS IGUAIS = SEPARA!
anti-inflamatório
contra-ataque
micro-ondas
semi-integral
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2. VOGAIS DIFERENTES = JUNTA!
autoestrada
extraoficial
infraestrutura
semianalfabeto
coautor
hidroelétrico
3. VOGAL + R ou S (DUPLICA-SE A CONSOANTE)
antissemita
semirreta
contrassenha
antirracismo
suprarrenal
ultrarromântico
neorrealismo
antirrugas
4. Qualquer prefixo = H (USA-SE HÍFEN)
ANTI-HIGIÊNICO
ANTI-HORÁRIO
EXTRA-HORÁRIO
SUPER-HOMEM
MINI-HOTEL
SUPRA-HUMANO
OBS.: DESUMANO/TRANSUMANO
5. R + R (Usa-se o hífen)
inter-relacionado
super-romântico
hiper-requintado
inter-racial
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6. CIRCUM, PAN + VOGAL, M, N, H (Usa-se o hífen)
circum-navegação
circum-hospitalar
pan-americano
circum-meridiano
Obs.: circuncentro, circumboreal, pancelestial.
7. *pré, pós, ex, vice: usa-se o hífen.
Pré-projeto (preconceito, prever, predizer)
pós-graduação
ex-prefeito
vice-governador
8. além, aquém, recém, bem: usa-se o hífen.
Além-mar
aquém-mar
recém-casado
bem-amado
9. Palavras que perderam a noção
de composição (não se usa o hífen).
pontapé
mandachuva
girassol
paraquedas
10. Encadeamentos recebem hífen.
Trecho Londres-Málaga
eixo Rio – São Paulo
11. expressões negativadas não recebem hífen.
Não comparecimento
Não pagamento
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Crase
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CRASE
Nomes de lugares femininos:
Retornarei a Brasília e à Bahia hoje.
Referi-me à Roma antiga.
Crase entre palavras repetidas:
Tudo foi resolvido cara a cara.
Ele uniu a minha fome à fome dela.
Crase antes de verbos:
Eu continuo a estudar Português.
Depois que a vi, tudo mudou.
Crase com pronomes de tratamento:
Direcionei o ofício a Vossa senhoria.
(senhora, senhorita, madame, dama, dona )
Crase diante de nomes próprios femininos:
Entreguei meu coração a/à Vitória.
Crase com pronomes demonstrativos:
Referi-me àquele professor experiente.
Eu me direcionei àquilo que ficou determinado.
Crase em expressões adverbiais femininas:
Estávamos à mesa de um bar.
Permaneci à janela, esperando por você.
Crase com pronomes demonstrativos:
Referi-me àquele professor experiente.
Eu me direcionei àquilo que ficou determinado.
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Crase em expressões adverbiais femininas:
Estávamos à mesa de um bar.
Permaneci à janela, esperando por você.
Todos agiram às claras.
Eles ficaram à mercê de sua decisão.
O garoto parecia à vontade diante do castigo.
O enfermo encontrava-se à beira da morte.
Pagamentos à vista são preferenciais no comércio local.
Resolvi nosso problema às pressas.
Crase na indicação de horas:
Chegaremos à zero hora.
Retornarei às 20 horas.
As últimas coisas a serem resolvidas serão discutidas às 10 horas.
Ficarei aqui até as/às 10 horas.
Estou aqui desde as 10 horas.
Voltarei aqui após as 10 horas.
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Classes de palavras
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PRONOMES
EU/MIM:
OS ENVELOPES FORAM ENTREGUES PARA MIM.
OS ENVELOPES CHEGARAM PARA EU CARIMBAR.
TODOS FORAM EMBORA, EXCETO EU.
VIAJAR É DIFÍCIL PARA MIM.
PARA MIM VIAJAR É DIFÍCIL.
ME/TE/SE (SEM PREPOSIÇÃO VISÍVEL)
MIM/TI/SI (COM PREPOSIÇÃO VISÍVEL)
Mostrei-te os recados.
Mostrei os recados a ti.
Eles me revelaram o segredo.
Eles revelaram para mim o segredo.
Sem mim, você fica triste.
O/a/os/as (sem preposição)
Lhe/lhes (com preposição)
Eu revisei o texto.
Eu o revisei.
Nós oferecemos o poema a você.
Nós lhe oferecemos o poema.
Pronomes Possessivos
São palavras que, ao indicarem a pessoa gramatical (possuidor), acrescentam a ela a ideia de
posse de algo (coisa possuída). Por exemplo:
Este caderno é meu. (meu = possuidor: 1ª pessoa do singular)
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NÚMERO PESSOA PRONOME
singular primeira meu(s), minha(s)
singular segunda teu(s), tua(s)
singular terceira seu(s), sua(s)
plural primeira nosso(s), nossa(s)
plural segunda vosso(s), vossa(s)
plural terceira seu(s), sua(s)
PRONOMES RELATIVOS
QUE
QUEM ONDE
O QUAL
CUJO
QUE: RELATIVO UNIVERSAL.
Os problemas de que falei são graves.
Eram alunos em que podíamos confiar.
Fomos a regiões em que todos eram felizes.
QUEM: (PESSOA)
Parecia contente a jovem com quem conversei.
A mulher a quem todos admiravam era encantadora.
ONDE: (LUGAR)
Tudo nos levava ao município de onde você vinha.
O escritório para onde fui transferido é promissor.
Fica bem perto a cidade onde moro.
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O QUAL: (UNIVERSAL)
Acontecerá hoje o torneio para o qual me preparei.
A cidade para a qual me mudei continua segura.
CUJO:
Comprei livros de cujo autor sempre gostei.
Está aqui o móvel em cuja gaveta pus os documentos.
Acaba de chegar o político contra cujos argumentos me posicionei.
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Regência Nominal e Verbal
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REGÊNCIA NOMINAL E VERBAL
REGÊNCIA NOMINAL
Regência nominal é o nome da relação existente entre um nome (substantivo, adjetivo
ou advérbio) e os termos regidos por esse nome. Essa relação é sempre intermediada por
uma preposição.
No estudo da regência nominal, é preciso levar em conta que vários nomes apresentam
exatamente o mesmo regime dos verbos de que derivam. Conhecer o regime de um verbo
significa, nesses casos, conhecer o regime dos nomes cognatos. Observe o exemplo.
Verbo obedecer e os nomescorrespondentes: todos regem complementos introduzidos pela
preposição “a”.
Obedecer a algo/ a alguém.
Obediente a algo/ a alguém.
Exemplo de regência de alguns nomes:
Amor
• Tenha “amor a” seus livros.
• Meu “amor pelos” animais me conforta.
• Cultivemos o “amor da” família.
• O amor “para com” a Pátria.
Ansioso
• Olhos “ansiosos de” novas paisagens.
• Estava “ansioso por” vê-la.
• Estou “ansioso para” ler o livro.
Acessível a
Exemplo: Isto é acessível a todos.
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Acostumado a, com
Exemplos:
• Estou acostumado a comer pouco.
• Estamos acostumados com as novas ferramentas.
Afável com, para com
Exemplos:
• Ele é afável com sua filha.
• O professor tem sido afável para com seus alunos.
Agradável a
Exemplo: Sou agradável a ti.
Alheio a, de
Exemplos:
• Ele vive alheio a tudo.
• João está alheio de carinho fraternal.
Apto a, para
Exemplos:
Estou apto a trabalhar.
Joana está apta para desenvolver suas funções.
Aversão a, por
Exemplos:
Ele tem aversão a pessoas.
Paula tem aversão por itens supérfluos.
Benefício a
Exemplo: Pilates é um grande benefício à saúde.
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Capacidade de, para
Exemplos:
• Laura tem excepcional capacidade de comunicação.
• Joaquim tem capacidade para o trabalho.
Capaz de, para
Exemplos:
• Ele é capaz de tudo.
• A empresa é capaz para trabalhar com projetos.
Compatível com
Exemplo: Seu computador é compatível com este.
Contrário a
Exemplo: Esse modo de vida é contrário à saúde.
Curioso de, por
Exemplos:
• Luís é curioso de tudo.
• Vitória é curiosa por natureza
Descontente com
Exemplo: Estamos descontentes com nosso sistema político.
Essencial para
Exemplo: Esse livro é essencial para aprender matemática.
Fanático por
Exemplo: Ele é fanático por histórias em quadrinhos.
6
Imune a, de
Exemplos:
• O Brasil não ficou imune à crise econômica.
• Estamos imunes de pagar os impostos.
Inofensivo a, para
Exemplos:
• O vírus é inofensivo a seres humanos
• Os danos que sofreu são inofensivos para sua saúde.
Junto a, de
Exemplos:
• Comprei a casa junto a sua.
• Estava junto de miguel, quando aconteceu o acidente.
Livre de
Exemplo: Este sabonete está livre de parabenos.
Simpatia a, por
Exemplo:
• José tem simpatia as causas populares.
• Tenho muito simpatia por Ana.
Tendência a, para
• Viviana tem tendência à mentira.
• As meninas tem tendência para a moda.
União com, de, entre
• A união com Regina foi fracassada.
• Na reação química, ocorreu uma união de substâncias.
• A união entre eles é muito bonita.
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REGÊNCIA VERBAL
Principais casos
ASSISTIR:
(VER, PRESENCIAR)(a): Os alunos assistiram às aulas do Neto..
(AJUDAR): Devido ao Covid19, os enfermeiros assistem os infectados.
(CABER)(a): Saúde pública é um direito que assiste a todo cidadão.
(MORAR)(em): Concurseiros assistem em Teresina para estudar.
ASPIRAR:
(SORVER, CHEIRAR): A funcionária aspirou o pó do tapete.
(DESEJAR, PRETENDER)(a): O mundo hoje aspira ao fim da pandemia.
VISAR:
(MIRAR): O policial visou o suspeito com atenção.
(ASSINAR): Eu visei o cheque a lápis.
(DESEJAR, PRETENDER)(a): Ele visa à paz mundial.
PREFERIR (a):
O estudante prefere estudar a divertir-se.
É preferível estudar a divertir-se.
INFORMAR/AVISAR/COMUNICAR:
Informei ao policial o tumulto generalizado.
Informei o policial sobre o tumulto generalizado.
PAGAR/PERDOAR:
Paguei a você o valor devido.
Perdoei a você o insulto gratuito.
8
ESQUECER/LEMBRAR:
Maria se esqueceu da fatura atrasada.
Maria esqueceu a fatura atrasada.
OBEDECER/DESOBEDECER (a):
Eu obedeci à ordem do juiz.
Ela desobedeceu aos comandos do patrão.
QUERER
(DESEJAR): Quero você.
(QUERER BEM)(a): Quero aos meus amigos.
AGRADAR
(ACARICIAR): Eu agradei os meus filhos.
(SER AGRADÁVEL)(a): O artista agradou ao público geral.
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Período composto
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PERÍODO COMPOSTO
FRASE – ORAÇÃO – PERÍODO
Frase: todo enunciado de sentido completo.
Bom dia! Socorro!
Oração: frase verbal, com sentido completo ou incompleto.
Seja feliz!
Período: possui sentido completo e apresenta um ou mais verbos.
PERÍODO COMPOSTO POR COORDENAÇÃO
Orações coordenadas:
Assindéticas (sem síndeto, conjunção);
Os animais pareciam tranquilos, o dia passava lentamente.
Sindéticas (com síndeto, conjunção).
CLASSIFICAÇÃO:
Aditiva: Estudo Português e trabalho diariamente.
Adversativa: Todos se esforçam, porém poucos vencem.
Alternativa: Ora você sorri, ora você chora.
Conclusiva: Fiz tudo certo; estou, pois, tranquilo.
Explicativa: Estuda, que a vida muda.
PERÍODO COMPOSTO POR SUBORDINAÇÃO
Orações subordinadas :
1. Substantivas;
2. Adjetivas;
3. Adverbiais.
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ORAÇÕES SUBSTANTIVAS: SUBSTITUIR POR ISSO.
CLASSIFICAÇÃO:
Subjetiva (sujeito): É importante que você estude.
Predicativa (predicativo): O meu sonho é que você lute.
Objetiva direta (O.D.): Quero que tudo aconteça.
Objetiva indireta (O.I.): Preciso de que algo mude.
Completiva nom. (C.N.): Tenho medo de que algo acabe.
Apositiva (aposto): Este é o nosso desejo: que você vença.
ORAÇÕES ADJETIVAS: iniciadas por pron. relativo.
CLASSIFICAÇÃO:
Explicativas (com vírgulas):
Os alunos, que conheci, são incríveis.Paguei os boletos, que chegaram.
Restritivas (sem vírgulas):
Comprei os carros que estavam à venda.Recebi os presentes que você me deu.
ORAÇÕES ADVERBIAIS: possuem valor de advérbio.
CLASSIFICAÇÃO:
Causal: Como houve pandemia, ficamos em casa.
Condicional: Se houver cuidado, venceremos.
Consecutivas: Estudou tanto que virou aprovado.
Comparativa: Ele estuda como o seu irmão.
Concessiva: Embora tenha estudado, não passou.
Conformativa: Ela fez conforme você mandou.
Temporal: Quando tudo passar, seremos felizes.
Proporcional: à medida que estudo, venço.
Final: Estudei tudo, a fim de que fosse aprovado.
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Análise sintática
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ANÁLISE SINTÁTICA
Sujeito simples
Constituído de apenas um núcleo.
Miguel guardou o caderno.
Sujeito composto
Apresenta dois ou mais núcleos.
Paulo e Pedro chegaram cedo.
Sujeito indeterminado
Necessita-se de mais investimentos.
Roubaram o carro.
Sujeito inexistente
Havia outras opções.
Aqui faz frio.
Choveu bastante ontem.
Predicado nominal (VL + predicativo)
O menino está feliz.
Predicado verbal (V.nocional – predicativo)
Todos chegaram agora.
Predicado verbo-nominal (V. nocional + predicativo)
Maria chegou assustada.
O professor considerou a nota boa.
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Complemento nominal:
Completa substantivo
abstrato/adjetivo/advérbio
Possui preposição
Expressa passividade
A ameaça à população foi real.
Isto é útil a você.
Estamos perto de Deus.
Adjunto adnominal:
Está ligado a substantivo abstrato ou concreto.
Com ou sem preposição
Expressa atividade
A ameaça do marginal foi real.
O uniforme da banda foi reformado.
A dor estomacal parecia intensa.
A joia da coroa sumiu.
Adjunto adverbial (modifica verbo, adjetivo ou advérbio)
Levarei rapidamente o recado ao seu irmão doente.
Levarei muito rapidamente o recado ao seu irmão doente.
Levarei o recado ao seu irmão muito doente.
APOSTO:
1. Explicativo:
O Neto, professor de Português, acaba de chegar.
Teresina, capital do Piauí, é encantadora.
2. ESPECIFICATIVO:
O número vinte é o meu preferido.
O poeta Drummond está vivo na arte.
3. ENUMERATIVO:
Comprei tudo: roupas, livros e bebida.
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4. RESUMITIVO:
Comprei livros e roupas, tudo em promoção.
VOCATIVO:
(identificação da pessoa com quem se fala)
João, vem cá!Vem cá, João!
AGENTE DA PASSIVA:
A casa está cercada de árvores.
Tudo foi feito pelo administrador.
PREDICATIVO DO SUJEITO:
O predicativo do sujeito atribui uma qualidade ao sujeito, caracterizando-o:
A professora parece apreensiva.
Após todosesses anos, ela continua divertida.
A mochila da Sofia é nova.
O pneu da bicicleta está vazio.
O menino ficou triste durante horas.
PREDICATIVO DO OBJETO
O predicativo do sujeito atribui uma qualidade ao objeto direto ou ao objeto indireto,
caracterizando-os:
Não consideramos esta situação prioritária.
Claro que eu lhe chamei de mentirosa.Eles acusaram-me de irresponsável.
Eu vi-o tristonho no canto da sala.
Complementos verbais:
Percebi o tumulto.
Não gosto de tumulto.
Comi do doce.
O rapaz, eu o vi.
Sonhei um sonho bom.
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Pontuação
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PONTUAÇÃO
CAMPO SEMÂNTICO:
Aplicação:
Carlos chega cedo.
Carlos parecia tranquilo.
João, Carlos e Mariana vieram a Teresina.
Lula, Collor e Fernando Henrique foram presidentes.
Fogo não poupe a cidade.
Para muita gente ler romances será fácil.
Eles voltarão, hoje, a Teresina.
Não, quero que você participe.
CAMPO ESTRUTURAL:
1. Nunca separar o sujeito do verbo;
2. Nunca separar um termo de seu complemento/adjunto;
3. Isolar corretamente as expressões intercaladas.
Minhas convicções são ameaçadas pelo acaso.
Convocaram todos os membros.
O projeto artístico será aprovado.
A ameaça ao povo deve ser combatida.
Ensinei tudo a ela.
A ela ensinei tudo.
Joana, aluna veterana, parecia motivada.
Joana, ainda hoje, parecia confiante e otimista.
Após o treino inicial, todos estavam exaustos.
Quando cheguei, tudo mudou.
João, vem cá.
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Regência Nominal e Verbal
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REGÊNCIA NOMINAL E VERBAL
REGÊNCIA NOMINAL
Regência nominal é o nome da relação existente entre um nome (substantivo, adjetivo
ou advérbio) e os termos regidos por esse nome. Essa relação é sempre intermediada por
uma preposição.
No estudo da regência nominal, é preciso levar em conta que vários nomes apresentam
exatamente o mesmo regime dos verbos de que derivam. Conhecer o regime de um verbo
significa, nesses casos, conhecer o regime dos nomes cognatos. Observe o exemplo.
Verbo obedecer e os nomes correspondentes: todos regem complementos introduzidos pela
preposição “a”.
Obedecer a algo/ a alguém.
Obediente a algo/ a alguém.
Exemplo de regência de alguns nomes:
Amor
• Tenha “amor a” seus livros.
• Meu “amor pelos” animais me conforta.
• Cultivemos o “amor da” família.
• O amor “para com” a Pátria.
Ansioso
• Olhos “ansiosos de” novas paisagens.
• Estava “ansioso por” vê-la.
• Estou “ansioso para” ler o livro.
Acessível a
Exemplo: Isto é acessível a todos.
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Acostumado a, com
Exemplos:
• Estou acostumado a comer pouco.
• Estamos acostumados com as novas ferramentas.
Afável com, para com
Exemplos:
• Ele é afável com sua filha.
• O professor tem sido afável para com seus alunos.
Agradável a
Exemplo: Sou agradável a ti.
Alheio a, de
Exemplos:
• Ele vive alheio a tudo.
• João está alheio de carinho fraternal.
Apto a, para
Exemplos:
Estou apto a trabalhar.
Joana está apta para desenvolver suas funções.
Aversão a, por
Exemplos:
Ele tem aversão a pessoas.
Paula tem aversão por itens supérfluos.
Benefício a
Exemplo: Pilates é um grande benefício à saúde.
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Capacidade de, para
Exemplos:
• Laura tem excepcional capacidade de comunicação.
• Joaquim tem capacidade para o trabalho.
Capaz de, para
Exemplos:
• Ele é capaz de tudo.
• A empresa é capaz para trabalhar com projetos.
Compatível com
Exemplo: Seu computador é compatível com este.
Contrário a
Exemplo: Esse modo de vida é contrário à saúde.
Curioso de, por
Exemplos:
• Luís é curioso de tudo.
• Vitória é curiosa por natureza
Descontente com
Exemplo: Estamos descontentes com nosso sistema político.
Essencial para
Exemplo: Esse livro é essencial para aprender matemática.
Fanático por
Exemplo: Ele é fanático por histórias em quadrinhos.
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Imune a, de
Exemplos:
• O Brasil não ficou imune à crise econômica.
• Estamos imunes de pagar os impostos.
Inofensivo a, para
Exemplos:
• O vírus é inofensivo a seres humanos
• Os danos que sofreu são inofensivos para sua saúde.
Junto a, de
Exemplos:
• Comprei a casa junto a sua.
• Estava junto de miguel, quando aconteceu o acidente.
Livre de
Exemplo: Este sabonete está livre de parabenos.
Simpatia a, por
Exemplo:
• José tem simpatia as causas populares.
• Tenho muito simpatia por Ana.
Tendência a, para
• Viviana tem tendência à mentira.
• As meninas tem tendência para a moda.
União com, de, entre
• A união com Regina foi fracassada.
• Na reação química, ocorreu uma união de substâncias.
• A união entre eles é muito bonita.
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REGÊNCIA VERBAL
Principais casos
ASSISTIR:
(VER, PRESENCIAR)(a): Os alunos assistiram às aulas do Neto..
(AJUDAR): Devido ao Covid19, os enfermeiros assistem os infectados.
(CABER)(a): Saúde pública é um direito que assiste a todo cidadão.
(MORAR)(em): Concurseiros assistem em Teresina para estudar.
ASPIRAR:
(SORVER, CHEIRAR): A funcionária aspirou o pó do tapete.
(DESEJAR, PRETENDER)(a): O mundo hoje aspira ao fim da pandemia.
VISAR:
(MIRAR): O policial visou o suspeito com atenção.
(ASSINAR): Eu visei o cheque a lápis.
(DESEJAR, PRETENDER)(a): Ele visa à paz mundial.
PREFERIR (a):
O estudante prefere estudar a divertir-se.
É preferível estudar a divertir-se.
INFORMAR/AVISAR/COMUNICAR:
Informei ao policial o tumulto generalizado.
Informei o policial sobre o tumulto generalizado.
PAGAR/PERDOAR:
Paguei a você o valor devido.
Perdoei a você o insulto gratuito.
8
ESQUECER/LEMBRAR:
Maria se esqueceu da fatura atrasada.
Maria esqueceu a fatura atrasada.
OBEDECER/DESOBEDECER (a):
Eu obedeci à ordem do juiz.
Ela desobedeceu aos comandos do patrão.
QUERER
(DESEJAR): Quero você.
(QUERER BEM)(a): Quero aos meus amigos.
AGRADAR
(ACARICIAR): Eu agradei os meus filhos.
(SER AGRADÁVEL)(a): O artista agradou ao público geral.
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Concordância nominal e verbal
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CONCORDÂNCIA NOMINAL:
(Regra geral)
ARTIGO /PRONOME/ NUMERAL/ ADJETIVO/SUBSTANTIVO
O meu segundo momento foi maravilhoso.
01 ADJETIVO/ MAIS DE 01 SUBSTANTIVO:
Compramos novo caderno e livro.
Compramos caderno e livro novo.
Compramos caderno e livro novos.
CASOS ESPECIAIS:
ANEXO: As apostilas publicadas seguem anexas.
Os protocolos escolares vão em anexo.
ALERTA:
Poucas pessoas continuam alerta.
Brasileiros parecem estar em alerta em relação ao coronavírus.
MEIO:
Ela parecia meio enjoada após comer meia pizza.
Era meio-dia e meia quando ele chegou.
MESMO:
Elas mesmas compraram o material de construção.
Elas compraram mesmo.
4
OBRIGADO:
Os alunos disseram: muito obrigados!
Muito obrigada. Disse a garotinha.
É BOM/É PROIBIDO/É NECESSÁRIO/É
PERMITIDO:
ENTRADA É PROIBIDO.
A ENTRADA É PROIBIDA.
ÁGUA É BOM.
ESTA ÁGUA É BOA.
BASTANTE:
Viajei bastantes vezes pelo mundo.
Todas as viagens foram bastante importantes.
SÓ/SÓS/A SÓS:
Depois que todos saíram, ficamos sós/a sós.
Nada fizemos, ficamos só observando.
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CONCORDÂNCIA VERBAL
REGRA GERAL:
O verbo sofre flexão de acordo com o seu sujeito.
*Com sujeito simples:
As autoridades revelaram novas diretrizes.
Chegaram mais cedo os alunos aprovados.
* Com sujeito composto:
(Surgiu/surgiram) empregado e patrão (surgiram).
(Surgi/surgimos) eu e você (surgimos).
CONCORDÂNCIA COM VERBO SER:
1. PESSOA:
Minhas alegrias é Maria.
2. TERMO NO PLURAL:
No início, tudo são flores.
3. PESO, MEDIDA, QUANTIDADE:
Meu peso são 90kg.
*90 kg é muito.
6
Casos especiais:
Grande parte/ maioria/maior parte/bando/grupo:
A maioria dos boletos sumiu e foi esquecida.
A maioria dos boletos sumiram e foram esquecidos.
Porcentagem:
1% veio mais tarde.
1% dosalunos veio/vieram mais tarde.
Verbo haver:
(Sentido de EXISTIR):
Espero que haja verdadeiras melhorias.
(Tempo decorrido):
Eu o conheci há dez anos.
(Em locuções verbais):
Deve haver
Pode haver
O bom aluno haverá de vencer as dificuldades.
QUE/QUEM:
Fui eu que fiz a denúncia.
Fui eu quem fiz/fez a denúncia.
Se:
Pronome apassivador;
Índice de indeterminação do sujeito.
Reformam-se sofás antigos.
Aqui se constrói motor náutico.
Não se trata de problemas financeiros nesta empresa.
Confiou-se em autoridades policiais.
NÚCLEOS LIGADOS POR OU:
Pedro ou Paulo voltarão hoje.
Pedro ou Paulo voltará primeiro.
SUJEITO ORACIONAL:
Trabalhar determina o sucesso.
Era comum estudar antes das provas.
PORTUGUÊS
VIDEOAULA
PROF. NEWTON NETO
Significação das Palavras
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PORTUGUÊS
3
SIGNIFICAÇÃO DAS PALAVRAS
Homônimas
• homófonas: (sela/cela) (acento/assento)
• homógrafas: (gosto/gosto) (colher/colher)
Obs.: homônimas perfeitas (para) (pelo)
Parônimas: (ratificar/retificar) (emigra/imigrar)
Sinônimas: (enorme/imenso) (perguntar/questionar)
Antônimas: (alegria/tristeza) (bom/mau)
Hiperônimas: (time) (esporte)
Hipônimas: (Flamengo/Vasco) (natação/corrida)
PORTUGUÊS
VIDEOAULA
PROF. NEWTON NETO
Colocação pronominal
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PORTUGUÊS
3
COLOCAÇÃO PRONOMINAL
1. PRÓCLISE;
2. MESÓCLISE;
3. ÊNCLISE.
PRONOMES
O, A, OS, AS
LHE, LHES
ME TE SE NOS VOS
PROIBIÇÕES DA PRÓCLISE:
(INICIAR FRASE)
Te observei bem de perto.
(DEPOIS DE SINAL DE PONTUAÇÃO)
Hoje, o vi aqui.
(SONORIDADE RUIM)
Vou o ver.
Outros exemplos:
Eu te considero um campeão.
Ninguém disse que te apoiaria.
Levar-te-ei em meus pensamentos.
Deixe-o comigo.
4
ATENÇÃO:
INFINITIVO (R): ÊNCLISE POSSÍVEL.
Não devo enganar-te mais.
GERÚNDIO (NDO): ÊNCLISE OPCIONAL
Nunca contentando-se, foi embora.
“EM” se contentando, ficou conosco.
PARTICÍPIO (IDO/ADO): NUNCA UTILIZAR ÊNCLISE.
Ela havia me falado a verdade.
AFIRMAÇÃO/SEM ATRATIVO: ÊNCLISE POSSÍVEL.
O professor pareceu-me entusiasmado.
Matemática Financeira
Prof. Fabrício Biazotto
ESTATÍSTICA
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PROF. FABRÍCIO BIAZOTTO
Progressão Aritmética
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ESTATÍSTICA
3
PROGRESSÃO ARITMÉTICA (P.A.)
Observe a sequência dos números naturais ímpares: (1, 3, 5, 7, ...)
Observe que cada termo, exceto o primeiro, equivale ao anterior adicionado a um número fixo:
2.
Sequências como essa são chamadas de progressões aritméticas.
Progressão aritmética (PA) é toda sequência numérica em que cada um de seus termos, a partir
do segundo, é igual ao anterior somado a uma constante r, denominada razão da progressão
aritmética.
Exemplos
(2, 5, 8, 11, 14, ...) é uma PA de razão 3;
(10, 8, 6, 4, 2, 0, ...) é uma PA de razão -2.
Uma sequência (a1, a2, a3, a4, ..., an, ...) é uma PA quando:
a2 = a1 + r
a3 = a2 + r
a4 = a3 + r...
Assim:
an = an+ 1 + r
Note que em uma PA, subtraindo-se de cada termo o seu antecessor, obtemos a razão
r:
Genericamente:
Assim, para descobrimos qual é a razão de uma PA, basta subtrairmos um termo qualquer de
seu antecessor.
Também, pelo simples fato de ser constante a razão da PA, pode-se dizer que em três termos
consecutivos, o termo do meio é exatamente igual a média aritmética dos termos das pontas:
4
Classificação de uma PA
Uma PA pode ser:
Classificação Razão Exemplo
Crescente r > 0 (1, 5, 9, 13,17,...) r =4
Decrescente r < 0 (7, 4, 1, -2,-5,...) r =-3
Constante r = 0 (5, 5, 5, 5, 5,5,...) r =0
Fórmula do termo geral de uma PA
Note que podemos escrever todos os termos de uma PA em função de a1 e r:
a1 = primeiro termo
an = enésimo termo
r = razão
n = número de termos
Soma dos n termos de uma PA
Considere a PA finita:
(5, 7, 9, 11, 13, 15, 17, 19).
Note que:
5 e 19 são extremos;
7 e 17 são termos equidistantes dos extremos;
9 e 15 são termos equidistantes dos extremos;
11 e 13 são termos equidistantes dos extremos.
Observe:
5 + 19 = 24 → soma dos extremos
7 + 17 = 24 → soma de dois termos equidistantes dos extremos
9 + 15 = 24 → soma de dois termos equidistantes dos extremos
11 + 13 = 24 → soma de dois termos equidistantes dos extremos
Baseada nessa ideia, existe a seguinte propriedade:
Numa PA finita, a soma de dois termos equidistantes dos extremos é igual a soma dosextremos.
Através dessa propriedade, podemos descobrir a fórmula para a soma dos n termos de uma PA:
Vamos considerar a PA finita (a1, a2, a3, a4, ..., an). Podemos representar por Sn a soma dos
termos dessa PA.
ESTATÍSTICA | FABRÍCIO BIAZOTTO
5
Como a soma de dois termos equidistantes dos extremos é igual a soma dos extremos, a soma
da PA é dada pela soma dos extremos vezes a metade do número de termos ( n/2), pois em cada
soma estão envolvidos dois termos.
Sn= soma dos n termos
a1= primeiro termo
an = enésimo termo
n = número de termos
Observação: Através dessa fórmula, podemos calcular a soma dos n primeiros termos de uma
PA qualquer, basta determinarmos o número de termos que queremos somar.
ESTATÍSTICA
VIDEOAULA
PROF. FABRÍCIO BIAZOTTO
Progressão Geométrica
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ESTATÍSTICA
3
PROGRESSÃO GEOMÉTRICA (P.G.)
Podemos definir progressão geométrica, ou simplesmente P.G., como uma sucessão de números
reais obtida, com exceção do primeiro, multiplicando o número anterior por uma quantidade
fixa q, chamada razão.
Podemos calcular a razão da progressão, caso ela não esteja suficientemente evidente, dividindo
entre si dois termos consecutivos.
Por exemplo, na sucessão (1, 2, 4, 8,...), temos q = 2.
Cálculo do termo geral:
Numa progressão geométrica de razão q, os termos são obtidos, por definição, a partir do
primeiro, da seguinte maneira:
a1 a2 a3 ... a20 ... an ...
a1 a1xq a1xq2 ... a1xq19 a1xqn-1 ...
Logo a razão de uma PG será o quociente entre termos consecutivos e constante: (a1, a2, a3, a4,
..., an)
a3/a2 = a2/a1 = an+1/ an = q.
Também, pelo simples fato de ser constante a razão da PG, pode-se dizer que em três termos
consecutivos, o termo do meio é exatamente igual a média geométrica dos termos das pontas:
Assim, podemos deduzir a seguinte expressão do termo geral, também chamado enésimo
termo, para qualquer progressãogeométrica.
Soma dos n primeiros termos de uma PG
Seja a PG (a1, a2, a3, a4, ... , an , ...) . Para o cálculo da soma dos n primeiros termos Sn, vamos
considerar o que segue:
Sn = a1 + a2 + a3 + a4 + ... + an-1 + an
4
Multiplicando ambos os membros pela razão q, temos:
Sn.q = a1 . q + a2 .q + .... + an-1 . q + an .q
Conforme a definição de PG, podemos reescrever a expressão como:
Sn . q = a2 + a3 + ... + an + an . q
Observe que a2 + a3 + ... + an é igual a Sn – a1 . Logo, substituindo, vem:
Sn . q = Sn – a1 + an . q
Daí, simplificando convenientemente, e substituindo an, pela sua equação geral, chegaremos à
seguinte fórmula da soma:
Soma dos termos de uma PG infinita
Considere uma PG ilimitada (infinitos termos) e decrescente. Nestas condições, podemos
considerar que no limite teremos an = 0. Substituindo na fórmula anterior, encontraremos:
Produto dos termos de uma PG:
Uma progressão geométrica (PG) é uma sequência de números em que cada termo é igual ao
produto de seu antecessor com uma constante q, chamada de razão da PG. Uma das operações
que envolvem esse tipo de sequência é o cálculo da soma dos termos de uma PG finita e de uma
PG infinita. Também podemos calcular o produto dos termos de uma PG quando ela é finita. A
fórmula usada para isso é:
Nessa fórmula, Pné o resultado, ou seja, o produto dos termos da PG, a1é o primeiro termo, “q”
é a razão da PG e “n” é seu número de termos.
Legislação Específica
Prof. Ariel Zvoziak
LEGISLAÇÃO ESPECÍFICA
VIDEOAULA
PROF. ARIEL ZVOZIAK
Política de Responsabilidade Socioambiental
da Caixa Econômica Federalwww.acasadoconcurseiro.com.br
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LEGISLAÇÃO ESPECÍFICA
3
1. Objetivos
Assegurar a atuação sustentável da CAIXA e de suas subsidiárias, considerando o impacto e a
complexidade de suas atividades, incorporando a responsabilidade socioambiental na tomada
de decisão, na estratégia, na gestão, nos negócios, nos produtos e serviços, nos processos,
nas operações, nas atividades e no relacionamento com as partes interessadas, no intuito
de promover a sustentabilidade e o desenvolvimento sustentável.
Além das orientações desta Política, a atuação da CAIXA e de suas subsidiárias devem
respeitar as legislações relacionadas ao tema, com destaque para os dispositivos explicitados
na SARB Nº 014/2014, no que diz respeito a elaboração e celebração de contratos identificados
pela CAIXA com significativa exposição a risco socioambiental.
2. Motivação
Atendimento à Resolução CMN nº 4.327 de 25 de abril de 2014, no que se refere ao
estabelecimento e implementação da Política de Responsabilidade Socioambiental.
Aderência aos objetivos estratégicos da CAIXA de “garantir a integridade da gestão e a
efetividade da governança”, “assegurar resultados sustentáveis para o Conglomerado” e
“aprimorar a gestão do Conglomerado para garantir a complementaridade dos negócios e a
sustentabilidade da CAIXA”.
3. Vigência
A vigência desta política é de cinco anos, a partir de novembro de 2020, ou até quando a
CAIXA identificar a necessidade de aprimoramento, considerando o ambiente regulatório,
contexto macroeconômico e necessidade estratégica; ou quando identificada necessidade
de adequação a novos quesitos legais ou estratégicos, além de eventual determinação
advinda de órgãos reguladores e de fiscalização, ou por solicitações do colegiado que aprovou
a matéria.
4. Diretrizes
A CAIXA mantém, aprimora e implementa políticas e processos de forma a garantir que:
• Os negócios, processos e relacionamentos incorporem a responsabilidade socioambiental,
de modo a assegurar a atuação sustentável e a contribuição para o desenvolvimento
econômico, social e ambiental do País.
• As estratégias adotadas sejam direcionadas para estimular a adesão das partes interessadas
a boas práticas socioambientais, além da legislação inerente ao tema.
• A atuação seja pautada de forma a promover a redução das desigualdades sociais
e a erradicação da pobreza, com foco em disponibilizar acesso a oportunidades
de desenvolvimento socioeconômico para grupos e/ou indivíduos em situação de
vulnerabilidade.
4
• A promoção da cidadania e do acesso a serviços financeiros impulsionem a inclusão
socioeconômica e financeira da população por meio do fomento à bancarização, da oferta
de produtos adequados às suas necessidades e do estímulo à educação financeira para o
consumo responsável e consciente.
• As ações sociais voluntárias promovidas por empregados CAIXA sejam incentivadas
como meio de gerar valor para a sociedade.
• Toda e qualquer violação de direitos humanos e práticas de atos discriminatórios seja
repelida.
• Os negócios, processos e relacionamentos prezem pelo respeito ao meio ambiente, pela
proteção e conservação dos ecossistemas, dos recursos hídricos e da biodiversidade.
• Seja reprovada toda e qualquer prática que descumpra a legislação ambiental ou ameace a
integridade e o equilíbrio dos ecossistemas naturais.
• A avaliação e o gerenciamento do risco socioambiental estejam alinhados à legislação
vigente, à estratégia corporativa, e às boas práticas de mercado, não sendo permitido o
relacionamento com partes interessadas para as quais sejam evidenciadas práticas que
não estejam aderentes às exigências de caráter socioambiental.
• O envolvimento com entidades e órgãos governamentais e com reguladores seja realizado de
modo transparente e colaborativo, assegurando a atuação da CAIXA como um dos principais
agentes financiadores e promotores de políticas públicas em prol do desenvolvimento
sustentável do País, observando, para tanto, os instrumentos e formalidades legais
pertinentes.
5. Atuação ativa na disseminação de boas práticas e Responsabilidade Socioambiental
Como principal parceiro do governo em seus desafios e negócios, a CAIXA trabalha de forma
a garantir os resultados sustentáveis para o Conglomerado e promover a transformação
social por meio do desenvolvimento sustentável, incentivando a adoção de boas práticas de
sustentabilidade exemplificadas na relação a seguir:
• Atua para orientar o tomador de crédito e/ou de financiamento, de forma a induzir a adoção
de práticas de produção e consumos sustentáveis;
• Por meio dos objetivos empresariais de inovação e experimentação, promove melhorias em
processos para redução e mitigação dos impactos econômicos, sociais e ambientais diretos
e indiretos em suas atividades;
• Garante a avaliação prévia de novas modalidades de produtos e serviços, estabelecida
através da avaliação de riscos e oportunidades no lançamento e reposicionamento dos
produtos e serviços;
• Promove o acesso da população de baixa renda à bancarização e ao crédito responsáveis,
estimulando a inclusão financeira e socioeconômica;
• Por meio de recursos próprios, prioriza o investimento socioambiental no apoio a projetos
que beneficiem indivíduos e/ou grupos em situação de vulnerabilidade;
• Incentiva o trabalho voluntário como meio de geração de valor para a comunidade local e
seus colaboradores;
LEGISLAÇÃO ESPECÍFICA | ARIEL ZVOZIAK
5
• Adota indicadores de eficiência corporativa que considerem o uso de recursos naturais e
materiais (águas, energia, resíduos) em sua mensuração.
Como garantias imobiliárias oferecidas, não são aceitos imóveis com indícios de contaminação
do solo ou em águas subterrâneas , conforme SARB14/FEBRABAN.
6. Atuação preventiva e gerenciamento de riscos relacionados à Responsabilidade
Socioambiental
A CAIXA avalia os riscos socioambientais em seus relacionamentos e define sobre o não
fornecimento de crédito, financiamento ou relacionamento com empresas, pessoas e
fornecedores quando houver a identificação das seguintes ocorrências:
• Violação de Políticas, normativos e códigos de conduta da CAIXA e suas subsidiárias;
• Descumprimento de obrigações da legislação e regulamentação trabalhista relativa à saúde
e segurança ocupacional aplicável;
• Não adoção de medidas e ações para evitar, corrigir, compensar ou mitigar danos e/ou
impactos que possam ser causados ao meio ambiente, saúde e segurança dos trabalhadores
e/ou terceiros, em decorrência das atividades da empresa;
• Utilização de mão-de-obra infantil ou trabalho análogo ao escravo, conforme previsão em
legislação;
• Existência de atividades criminosas ou que estejam em conflito com os princípios de
integridade CAIXA;
• Ausência de licenças, autorizações e documentos comprobatórios aplicáveis às atividades-
fim do cliente relacionados à Responsabilidade Socioambiental.
Em relação a seus fornecedores, a CAIXA:
• Preza pela conduta ética no relacionamento, especialmente em relação ao combate à
corrupção;
• Adota mecanismos que mitiguem o não atendimento às normas e requisitos de segurança
no trabalho e/ou ao descumprimento de obrigações trabalhistas;
• Não contrata ou realiza parcerias com empresas que utilizem mão-de-obra infantil em
quaisquer de suas atividades, que mantenham relação de emprego/trabalho, de forma
direta ou indireta, com menor de 18 anos de idade em trabalho noturno, perigoso e
insalubre, nem menor de 16 anos de idade em qualquer trabalho, salvo na condição de
aprendiz, a partir de 14 anos;
• Exige que as condições do item anterior sejam adotadas nos ajustes firmados com os
fornecedores de seus insumos e/ou prestadores de serviços;
• Não contrata ou realiza parcerias com empresas que utilizem, em quaisquer de suas
atividades, mão-de-obra em condição de trabalho degradante ou análoga à escravidão,
práticas discriminatórias em razão de crença religiosa, deficiência,raça, cor, sexo, orientação
sexual, partido político, classe social ou nacionalidade;
• Exige, de todos os fornecedores e empresas participadas, a assinatura do termo de
recebimento, ciência e adesão ao Código de Conduta do Fornecedor CAIXA.
6
Não são admitidas exceções às ocorrências impeditivas no item anterior, sendo requisito para a
retomada do relacionamento integral com a CAIXA o tratamento e resolução do fator impeditivo.
O modelo adotado para avaliação e gerenciamento de risco socioambiental prevê:
• Identificação, classificação, avaliação, monitoramento, mitigação e controle do risco
socioambiental nas atividades e operações da CAIXA e suas subsidiárias;
• Aplicação das diretrizes específicas para setores e segmentos sensíveis que representem
maior potencial de impacto socioambiental negativo;
• Aplicação das diretrizes estabelecidas pelos Princípios do Equador e demais protocolos,
pactos e convenções nacionais e internacionais, quando aplicáveis, na gestão de ativos
(próprios e de terceiros), nas operações corporativas e nas análises de riscos de clientes e
projetos;
• Manutenção de registro de dados relativos às perdas efetivas em função de danos
socioambientais.
• Avaliação às mudanças legais, regulamentares e de mercado.
Para fins de concessão do crédito a CAIXA considera o risco socioambiental como um
componente das diversas modalidades de risco a que está exposta.
Os novos investimentos a serem realizados pela CAIXA em companhias nas quais detenha
direitos de sócio, que assegurem a instituição preponderância nas deliberações sociais, poder
de eleger ou destituir a maioria dos administradores, controle operacional efetivo ou controle
societário, devem ser precedidos de avaliação, para verificar o grau de aderência a esta Política
e às normas internas da instituição.
7. Engajamento com as partes interessadas
Ações adotadas pela CAIXA no relacionamento com as partes interessadas:
• Desenvolver estratégias para estimular a adesão das partes interessadas à práticas
socioambientais;
• Manter o diálogo com os públicos interno e externo por meio de canais e instrumentos
adequados e de fácil acesso;
• Promover o desenvolvimento de competências e habilidades necessárias a seus empregados
para a implementação das diretrizes desta Política e em normas internas institucionais, com
foco na equidade no ambiente de trabalho e na melhoria do clima organizacional;
• Ter fatores relacionados à responsabilidade socioambiental como premissas no
estabelecimento de metas e incentivos, bem como nos processos de promoção, avaliação e
remuneração;
• Manter envolvimento transparente, ético e colaborativo com entidades e órgãos
governamentais e reguladores, assegurando sua atuação como um dos principais agentes
financiadores e promotores de políticas públicas em prol do desenvolvimento econômico
e socioambiental do País, valendo-se e observando, para tanto, dos instrumentos e
formalidades legais pertinentes;
LEGISLAÇÃO ESPECÍFICA | ARIEL ZVOZIAK
7
• Formular estratégias para o engajamento de seus fornecedores induzindo a adoção de
práticas que visem à mitigação das mudanças climáticas e à segurança hídrica, como a
análise dos riscos e oportunidades e a ampliação de conhecimentos e experiências;
• Incentivar a participação no processo de elaboração e revisão desta Política.
8. Acessibilidade
Na condição de “Banco de Todos os Brasileiros”, a CAIXA trabalha para que suas dependências,
informações, comunicações, sistemas, tecnologias, produtos e serviços sejam acessíveis a toda
sociedade em igualdade de oportunidades, prezando pela segurança e autonomia.
Sempre que possível, o banco adota ações inclusivas voltadas para indivíduos e/ou grupos em
situação de vulnerabilidade.
9. Transparência
Assegura a transparência no cumprimento de sua Política de Responsabilidade Socioambiental,
por meio da divulgação eficaz, oportuna, clara, verdadeira, precisa e tempestiva de informações
que proporcionem às partes interessadas o acompanhamento e o entendimento da atuação e
do desempenho da empresa nos aspectos econômico- financeiro e socioambiental.
Colabora com os poderes públicos, inclusive com o Ministério Público, o Judiciário e os órgãos
ambientais federais, estaduais e municipais, em apurações de caráter socioambiental que
decorram de suas atividades e operações.
A CAIXA se dispõe a fornecer informações pertinentes, desde que estas não firam a legislação
aplicável e eventuais obrigações contratuais, principalmente no que se refere aos deveres de
sigilo.
10. Responsabilidades
É responsabilidade de todas as unidades da CAIXA e do Conglomerado, quando couber, aplicar
as diretrizes desta política em seus processos e normas para a efetiva gestão das atividades do
Conglomerado CAIXA.
É de reponsabilidade dos dirigentes, conselheiros e empregados CAIXA observar as diretrizes
desta Política.
É de reponsabilidade dos dirigentes, conselheiros e empregados do Conglomerado CAIXA
observar as diretrizes desta Política, no que couber.
É de responsabilidade dos parceiros e terceirizados observar as diretrizes desta Política, no que
couber.
LEGISLAÇÃO ESPECÍFICA
VIDEOAULA
PROF. ARIEL ZVOZIAK
Lei Complementar nº 7/1970 - Institui o Programa de Integra-
ção Social
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LEGISLAÇÃO ESPECÍFICA
3
Lei Complementar nº 7/1970 - Institui o Programa de Integração
Social
Presidência da República
Casa Civil
Subchefia para Assuntos Jurídicos
LEI COMPLEMENTAR Nº 7, DE 7 DE SETEMBRO DE 1970
(Vide Lei Complementar nº 8, de 1970) (Vide Lei Complementar nº 19, de 1974) (Vide Decreto-
lei nº 2.052, de 1983) (Vide constituição de 1988)
Vide Decreto nº 4.524, de 2002
Institui o Programa de Integração Social, e dá outras providências.
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA: Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a
seguinte Lei Complementar:
Art. 1.º - É instituído, na forma prevista nesta Lei, o Programa de Integração Social, destinado a
promover a integração do empregado na vida e no desenvolvimento das empresas.
§ 1º - Para os fins desta Lei, entende-se por empresa a pessoa jurídica, nos termos da legislação
do Imposto de Renda, e por empregado todo aquele assim definido pela Legislação Trabalhista.
§ 2º - A participação dos trabalhadores avulsos, assim definidos os que prestam serviços a
diversas empresas, sem relação empregatícia, no Programa de Integração Social, far-se-á nos
termos do Regulamento a ser baixado, de acordo com o art. 11 desta Lei.
Art. 2º - O Programa de que trata o artigo anterior será executado mediante Fundo de Participação,
constituído por depósitos efetuados pelas empresas na Caixa Econômica Federal.
Parágrafo único - A Caixa Econômica Federal poderá celebrar convênios com estabelecimentos
da rede bancária nacional, para o fim de receber os depósitos a que se refere este artigo.
Art. 3º - O Fundo de Participação será constituído por duas parcelas:
a) a primeira, mediante dedução do Imposto de Renda devido, na forma estabelecida no §
1º deste artigo, processando-se o seu recolhimento ao Fundo juntamente com o pagamento do
Imposto de Renda;
b) a segunda, com recursos próprios da empresa, calculados com base no faturamento, como
segue: (Vide Lei Complementar nº 17, de 1973)
1) no exercício de 1971, 0,15%;
http://legislacao.planalto.gov.br/legisla/legislacao.nsf/Viw_Identificacao/lcp 7-1970?OpenDocument
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/lcp/Lcp08.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/lcp/Lcp19.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del2052.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del2052.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao.htm#art239
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/2002/D4524.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/lcp/Lcp17.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/lcp/Lcp17.htm#art1
4
2) no exercício de 1972, 0,25%;
3) noexercício de 1973, 0,40%;
4) no exercício de 1974 e subseqüentes, 0,50%.
§ 1º - A dedução a que se refere a alínea a deste artigo será feita sem prejuízo do direito de
utilização dos incentivos fiscais previstos na legislação em vigor e calculada com base no valor
do Imposto de Renda devido, nas seguintes proporções:
a) no exercício de 1971 -> 2%;
b) no exercício de 1972 - 3%;
c) no exercício de 1973 e subseqüentes - 5%.
§ 2.º - As instituições financeiras, sociedades seguradoras e outras empresas que não realizam
operações de vendas de mercadorias participarão do Programa de Integração Social com
uma contribuição ao Fundo de Participação de, recursos próprios de valor idêntico do que for
apurado na forma do parágrafo anterior.
§ 3º- As empresas a título de incentivos fiscais estejam isentas, ou venham a ser isentadas,
do pagamento do Imposto de Renda, contribuirão para o Fundo de Participação, na base
de cálculo como se aquele tributo fosse devido, obedecidas as percentagens previstas neste
artigo.
§ 4º - As entidades de fins não lucrativos, que tenham empregados assim definidos pela
legislação trabalhista, contribuirão para o Fundo na forma da lei.
§ 5º - A Caixa Econômica Federal resolverá os casos omissos, de acordo com os critérios fixados
pelo Conselho Monetário Nacional.
Art. 4.º - O Conselho Nacional poderá alterar, até 50% (cinqüenta por cento), para mais ou
para menos, os percentuais de contribuição de que trata o § 2º do art. 3º, tendo em vista a
proporcionalidade das contribuições.
Art. 5º - A Caixa Econômica Federal emitirá, em nome de cada empregado, uma Caderneta de
Participação - Programa de Integração Social - movimentável na forma dos arts. 8º e 9º desta Lei.
Art. 6.º - A efetivação dos depósitos no Fundo correspondente à contribuição referida na alínea b do
art. 3º será processada mensalmente a partir de 1º de julho de 1971.
Parágrafo único - A contribuição de julho será calculada com base no faturamento de janeiro; a
de agosto, com base no faturamento de fevereiro; e assim sucessivamente.
Art. 7º - A participação do empregado no Fundo far-se-á mediante depósitos efetuados em contas
individuais abertas em nome de cada empregado, obedecidos os seguintes critérios:
a) 50% (cinqüenta por cento) do valor destinado ao Fundo será dividido em partes proporcionais
ao montante desalários recebidos no período);
b) os 50% (cinqüenta por cento) restantes serão divididos em partes proporcionais aos
qüinqüênios de serviçosprestados pelo empregado.
§ 1º - Para os fins deste artigo, a Caixa Econômica Federal, com base nas Informações fornecidas
pelas empresas, no prazo de 180 (cento e oitenta) dias, contados da publicação desta Lei,
LEGISLAÇÃO ESPECÍFICA | ARIEL ZVOZIAK
5
organizará um Cadastro - Geral dos participantes do Fundo, na forma que for estabelecida em
regulamento.
§ 2º - A omissão dolosa de nome de empregado entre os participantes do Fundo sujeitará a
empresa a multa, em benefício do Fundo, no valor de 10 (dez) meses de salários, devidos ao
empregado cujo nome houver sido omitido.
§ 3º - Igual penalidade será aplicada em caso de declaração falsa sobre o valor do salário e do
tempo de serviço do empregado na empresa.
Art. 8º - As contas de que trata o artigo anterior serão também creditadas: (Revogado pela
Lei Complementar nº 26, de 1975)
a) pela correção monetária anual do saldo credor, na mesma proporção da variação fixada para
as Obrigações Reajustáveis do Tesouro Nacional; (Revogado pela Lei Complementar nº 26, de
1975)
b) pelos juros de 3% (três por cento) ao ano, calculados, anualmente, sobre o saldo corrigido
dos depósitos; (Revogado pela Lei Complementar nº 26, de 1975)
c) pelo resultado líquido das operações realizadas com recursos do Fundo, deduzidas as
despesas administrativas e as provisões e reservas cuja constituição seja indispensável, quando
o rendimento for superior a soma dos itens “a” e “b”. (Revogado pela Lei Complementar nº 26,
de 1975)
Parágrafo único - A cada período de um ano, contado da data de abertura da conta, será
facultado ao empregado o levantamento do valor dos juros, da correção monetária contabilizada
no período e da quota - parte produzida, pelo item c anterior, se existir. (Revogado pela Lei
Complementar nº 26, de 1975)
Art. 9º - As importâncias creditadas aos empregados nas cadernetas de participação são
inalienáveis e impenhoráveís, destinando-se, primordialmente, à formação de patrimônio do
trabalhador. (Revogado pela Lei Complementar nº 26, de 1975)
§ 1º - Por ocasião de casamento, aposentadoria ou invalidez do empregado titular da conta
poderá o mesmo receber os valores depositados, mediante comprovação da ocorrência, nos
termos do regulamento; ocorrendo a morte, os valores do depósito serão atribuídos aos
dependentes e, em sua falta, aos sucessores, na forma da lei.
(Revogado pela Lei Complementar nº 26, de 1975)
§ 2º - A pedido do interessado, o saldo dos depósitos poderá ser também utilizado como
parte do pagamento destinado à aquisição da casa própria, obedecidas as disposições
regulamentares previstas no art. 11. (Revogado pela Lei Complementar nº 26, de 1975)
Art. 10 - As obrigações das empresas, decorrentes desta Lei, são de caráter exclusivamente fiscal,
não gerando direitos de natureza trabalhista nem incidência de qualquer contribuição previdencíária
em relação a quaisquer prestações devidas, por lei ou por sentença judicial, ao empregado.
Parágrafo único - As importâncias incorporadas ao Fundo não se classificam como rendimento
do trabalho, para qualquer efeito da legislação trabalhista, de Previdência Social ou Fiscal e
não se incorporam aos salários ou gratificações, nem estão sujeitas ao imposto sobre a renda e
proventos de qualquer natureza.
Art. 11 - Dentro de 120 (cento e vinte) dias, a contar da vigência desta Lei, a Caixa Econômica
Federal submeterá à aprovação do Conselho Monetário Nacional o regulamento do Fundo, fixando
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/lcp/Lcp26.htm#art7
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/lcp/Lcp26.htm#art7
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http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/lcp/Lcp26.htm#art7
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as normas para o recolhimento e a distribuição dos recursos, assim como as diretrizes e os critérios
para a sua aplicação.
Parágrafo único - O Conselho Monetário Nacional pronunciar-se-á, no prazo de 60 (sessenta)
dias, a contar do seu recebimento, sobre o projeto de regulamento do Fundo.
Art. 12 - As disposições desta Lei não se aplicam a quaisquer entidades integrantes da Administração
Pública federal, estadual ou municipal, dos Territórios e do Distrito Federal, Direta ou Indireta
adotando-se, em todos os níveis, para efeito de conceituação, como entidades da Administração
Indireta, os critérios constantes dos Decretos - Leis nºs 200, de 25 de fevereiro de 1967, e 900, de 29
de setembro de 1969.
Art. 13 - Esta Lei Complementar entrará em vigor na data de sua publicação. Art. 14 - Revogam-se as
disposições em contrário.
Brasília, 7 de setembro de 1970; 149º da Independência e 82º da República.
EMILIO G. MÉDICI
Alfredo Buzaid
Adalberto de Barros Nunes Orlando Geisel
Mário Gibson Barboza Antônio Delfim Netto Mário David Andreazza
L. F. Cirne Lima Jarbas G. Passarinho Júlio Barata
Márcio de Souza e Mello
F. Rocha Lagoa
Marcus Vinícius Pratini de Moraes Antônio Dias Leite Júnior
João Paulo dos Reis Velloso José Costa CavalcantiHygino C. Corsetti.
Este texto não substitui o publicado no DOU de 8.9.1970 e retificado em 10.9.1970
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del0200.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del0200.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del0900.htm
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http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del0200.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/lcp/Ret/RetLcp7-70.pdf
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PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
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Princípios Constitucionais da Administração Pública
Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados,
do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade,
moralidade, publicidade e eficiência.
Trata–se dos princípios expressamente trazidos pela CF/88, considerando que há outros
princípios aplicáveis.
Legalidade
Impessoalidade
Moralidade
Publicidade
Eficiência
PRINCÍPIO DA LEGALIDADE
• A administração pública só pode agir quando houver lei que determine ou autorize sua
atuação. Assim, a eficácia da atividade da administração pública está condicionada ao que a
lei permite ou determina.
• Enquanto no âmbito dos particulares, o princípio da legalidade significa que podem fazer
tudo o que a lei não proíba, no âmbito da administração pública esse princípio significa que
o administrador só pode fazer o que a lei autorize ou determine.
• Esse princípio é o que melhor caracteriza o Estado de Direito, pois o administrador público
não pode agir de acordo com sua própria vontade e sim de acordo com o interesse do povo,
titular do poder. Como, em última instância, as leis são feitas pelo povo, através de seus
representantes, pressupõe–se que estão de acordo com o interesse público.
• O administrador público deve ser impessoal, tendo sempre como finalidade a satisfação do
interesse interesse público, não podendo beneficiar nem prejudicar a si ou determinada
pessoa. Esse princípio é visto sob dois aspectos:
• a) como determinante da finalidade de toda atuação administrativa
• inevitavelmente, determinados atos podem ter por consequência benefícios ou
prejuízos a alguém, porém, a atuação do administrador deve visar ao interesse
público, sob pena de tal ato ser considerado nulo por desvio de finalidade;
• b) como vedação a que o agente público valha–se das atividades desenvolvidas pela
administração para obter benefício ou promoção pessoal
4
• é vedado a promoção pessoal do agente público pela sua atuação como
administrador.
• Como exemplos de aplicação do princípio da impessoalidade, podemos citar a imposição
de concurso público como condição para ingresso em cargo efetivo ou emprego público e a
exigência de licitações públicas para contratações pela administração.
PRINCÍPIO DA MORALIDADE
• Trata–se do princípio que impõe aos agentes públicos o dever de observância da moralidade
administrativa.
• Nota–se que, quando a Constituição de 1988 definiu a moralidade como padrão de
comportamento, não houve juridicização de todas as regras morais vigentes na sociedade,
assim, cumprindo a lei, automaticamente a moralidade seria atendida. Importante destacar
ainda que a moralidade administrativa é diferente da moral comum.
• O princípio jurídico da moralidade exige respeito a padrões éticos, de boa –fé, decoro,
lealdade, honestidade e probidade na prática diária de boa administração.
PRINCÍPIO DA PUBLICIDADE
• Esse princípio é tratado sob dois prismas:
• a) exigência de publicação em órgão oficial como requisito de eficácia dos atos
administrativos gerais que devam produzir efeitos externos ou onerem o patrimônio
público
• enquanto não for publicado, o ato não pode produzir efeitos;
• b) exigência de transparência da atuação administrativa
• finalidade de possibilitar, de forma mais ampla possível, controle da administração
pública pelo povo.
• Esse princípio não é absoluto, pois há de serem respeitadas as informações protegidas por
sigilo e que digam respeito fatos ou atos protegidos pelos direitos relacionados à intimidade
e a privacidade
PRINCÍPIO DA EFICIÊNCIA
• O princípio da eficiência foi inserido o caput do art. 37 através da EC 19/1998.
• Visa a atingir os objetivos de boa prestação dos serviços, de modo mais simples, rápido
e econômico, melhorando a relação custo/benefício da atividade da administração
pública.
• O administrador deve ter planejamento, procurando a melhor solução para atingir a
finalidade e interesse público do ato.
• Esse princípio, porém, não tem um caráter absoluto, já que não é possível afastar os
outros princípios da administração sob o argumento de dar maior eficiência ao ato.
• Por exemplo, não se pode afastar as etapas legais (princípio da legalidade) de um
procedimento licitatório a fim de ter maior eficiência.
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LEI Nº 8.036, 1/990 - DISPÕE SOBRE O FUNDO DE GARANTIA DO TEMPO DE SERVIÇO
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LEI Nº 8.036, DE 11 DE MAIO DE 1990.
Presidência da República
Casa Civil
Subchefia para Assuntos Jurídicos
LEI Nº 8.036, DE 11 DE MAIO DE 1990.
Texto compilado
Conversão da Medida Provisória nº 177/90
Mensagem de veto
(Vide Decreto nº 99.684, de 1990) (Vide Lei nº 9.012, de 1995)
(Vide Lei complementar nº 150, de 2015)
(Vide Medida Provisória nº 1.045, de 2021)
Dispõe sobre o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço, e dá outras providências.
(Vide Recurso extraordinário nº 522897)
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA , faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a
seguinte lei:
Art. 1º O Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), instituído pela Lei nº 5.107, de 13 de
setembro de 1966, passa a reger–se por esta lei.
Art. 2º O FGTS é constituído pelos saldos das contas vinculadas a que se refere esta lei e outros
recursos a ele incorporados, devendo ser aplicados com atualização monetária e juros, de modo a
assegurar a cobertura de suas obrigações.
§ 1º Constituem recursos incorporados ao FGTS, nos termos do caput deste artigo:
a) eventuais saldos apurados nos termos do art. 12, § 4º;
b) dotações orçamentárias específicas;
c) resultados das aplicações dos recursos do FGTS;
d) multas, correção monetária e juros moratórios devidos;
e) demais receitas patrimoniais e financeiras.
§ 2º As contas vinculadas em nome dos trabalhadores são absolutamente impenhoráveis.
http://legislacao.planalto.gov.br/legisla/legislacao.nsf/Viw_Identificacao/lei 8.036-1990?OpenDocument
http://legislacao.planalto.gov.br/legisla/legislacao.nsf/Viw_Identificacao/lei 8.036-1990?OpenDocument
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8036compilada.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/MPV/1990-1995/177.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/Mensagem_Veto/anterior_98/Mvep1023-97.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/D99684.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9012.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/LCP/Lcp150.htm#art22%C2%A74
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Mpv/mpv1045.htm#art9
http://www.stf.jus.br/portal/processo/verProcessoAndamento.asp?numero=522897&classe=RE&origem=AP&recurso=0&tipoJulgamento=M
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L5107.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L5107.htm
4
I – Ministério do Trabalho; (Incluído pela Lei nº 9.649, de 1998)
II – Ministério do Planejamento e Orçamento; (Incluído pela Lei nº 9.649, de 1998)
III – Ministério da Fazenda; (Incluído pela Lei nº 9.649, de 1998)
IV – Ministério da Indústria, do Comércio e do Turismo; (Incluído pela Lei nº 9.649, de 1998)
V – Caixa Econômica Federal; (Incluído pela Lei nº 9.649, de 1998)
VI – Banco Central do Brasil. (Incluídopela Lei nº 9.649, de 1998)
Art. 3o O FGTS será regido por normas e diretrizes estabelecidas por um Conselho Curador, composto
por representação de trabalhadores, empregadores e órgãos e entidades governamentais, na
forma estabelecida pelo Poder Executivo. (Redação dada pela Lei nº 9.649, de 1998) (Vide Medida
Provisória nº 2.216–37, de 2001) (Vide Decreto nº 3.101, de 2001)
§ 1º A Presidência do Conselho Curador será exercida por representante do Ministério do
Trabalho e Previdência. (Redação dada pela Medida Provisória nº 1.058, de 2021)
§ 3º Os representantes dos trabalhadores e dos empregadores e seus suplentes serão indicados
pelas respectivas centrais sindicais e confederações nacionais, serão nomeados pelo Poder
Executivo, terão mandato de 2 (dois) anos e poderão ser reconduzidos uma única vez, vedada
a permanência de uma mesma pessoa como membro titular, como suplente ou, de forma
alternada, como titular e suplente, por período consecutivo superior a 4 (quatro) anos no
Conselho. (Redação dada pela Lei nº 13.932, de 2019)
§ 4º O Conselho Curador reunir–se–á ordinariamente, a cada bimestre, por convocação de seu
Presidente. Esgotado esse período, não tendo ocorrido convocação, qualquer de seus membros
poderá fazê–la, no prazo de 15 (quinze) dias. Havendo necessidade, qualquer membro poderá
convocar reunião extraordinária, na forma que vier a ser regulamentada pelo Conselho Curador.
§ 4º–A. As reuniões do Conselho Curador serão públicas, bem como gravadas e transmitidas
ao vivo por meio do sítio do FGTS na internet, o qual também possibilitará acesso a todas
as gravações que tiverem sido efetuadas dessas reuniões, resguardada a possibilidade de
tratamento sigiloso de matérias assim classificadas na forma da lei. (Incluído pela Lei nº
13.932, de 2019)
§ 5o As decisões do Conselho serão tomadas com a presença da maioria simples de seus
membros, tendo o Presidente voto de qualidade. (Redação dada pela Lei nº 9.649, de 1998)
(Vide Medida Provisória nº 2.216–37, de 2001)
§ 6º As despesas porventura exigidas para o comparecimento às reuniões do Conselho
constituirão ônus das respectivas entidades representadas.
§ 7º As ausências ao trabalho dos representantes dos trabalhadores no Conselho Curador,
decorrentes das atividades desse órgão, serão abonadas, computando–se como jornada
efetivamente trabalhada para todos os fins e efeitos legais.
§ 8º O Poder Executivo designará, entre os órgãos governamentais com representação no
Conselho Curador do FGTS, aquele que lhe proporcionará estrutura administrativa de suporte
para o exercício de sua competência e que atuará na função de Secretaria Executiva do
colegiado, não permitido ao Presidente do Conselho Curador acumular a titularidade dessa
Secretaria Executiva. (Redação dada pela Lei nº 13.932, de 2019)
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9649cons.htm#art49
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9649cons.htm#art49
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9649cons.htm#art49
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9649cons.htm#art49
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9649cons.htm#art49
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9649cons.htm#art49
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/MPV/2216-37.htm#art49
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/MPV/2216-37.htm#art49
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/D3101.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Mpv/mpv1058.htm#art11
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13932.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13932.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13932.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/MPV/2216-37.htm#art49
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/MPV/2216-37.htm#art49
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13932.htm#art2
LEGISLAÇÃO ESPECÍFICA | ARIEL ZVOZIAK
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§ 9º Aos membros do Conselho Curador, enquanto representantes dos trabalhadores, efetivos
e suplentes, é assegurada a estabilidade no emprego, da nomeação até um ano após o término
do mandato de representação, somente podendo ser demitidos por motivo de falta grave,
regularmente comprovada através de processo sindical.
§ 10. Os membros do Conselho Curador do FGTS serão escolhidos dentre cidadãos de reputação
ilibada e de notório conhecimento, e deverão ser atendidos os seguintes requisitos: (Incluído
pela Lei nº 13.932, de 2019)
I – ter formação acadêmica superior; e (Incluído pela Lei nº 13.932, de 2019)
II – não se enquadrar nas hipóteses de inelegibilidade previstas nas alíneas “a” a “q” do inciso I
do caput do art.
1º da Lei Complementar nº 64, de 18 de maio de 1990. (Incluído pela Lei nº 13.932, de 2019)
Art. 4º O gestor da aplicação dos recursos do FGTS será o órgão do Poder Executivo responsável
pela política de habitação, e caberá à Caixa Econômica Federal (CEF) o papel de agente operador.
(Redação dada pela Lei nº 13.932, de 2019)
Art. 5º Ao Conselho Curador do FGTS compete: (Vide Lei complementar nº 150, de 2015)
I – estabelecer as diretrizes e os programas de alocação de todos os recursos do FGTS, de
acordo com os critérios definidos nesta lei, em consonância com a política nacional de
desenvolvimento urbano e as políticas setoriais de habitação popular, saneamento básico e
infra–estrutura urbana estabelecidas pelo Governo Federal;
II – acompanhar e avaliar a gestão econômica e financeira dos recursos, bem como os
ganhos sociais e o desempenho dos programas aprovados;
III – apreciar e aprovar os programas anuais e plurianuais do FGTS;
IV – aprovar as demonstrações financeiras do FGTS, com base em parecer de auditoria externa
independente, antes de sua publicação e encaminhamento aos órgãos de controle, bem como
da distribuição de resultados; (Redação dada pela Lei nº 13.932, de 2019)
V – adotar as providências cabíveis para a correção de atos e fatos do gestor da aplicação
e da CEF que prejudiquem o desempenho e o cumprimento das finalidades no que concerne
aos recursos do FGTS; (Redação dada pela Lei nº 13.932, de 2019)
VI – dirimir dúvidas quanto à aplicação das normas regulamentares, relativas ao FGTS, nas
matérias de sua competência;
VII – aprovar seu regimento interno;
VIII – fixar as normas e valores de remuneração do agente operador e dos agentes financeiros;
IX – fixar critérios para parcelamento de recolhimentos em atraso;
X – fixar critério e valor de remuneração para o exercício da fiscalização;
XI – divulgar, no Diário Oficial da União, todas as decisões proferidas pelo Conselho, bem
como as contas do FGTS e os respectivos pareceres emitidos.
XII – fixar critérios e condições para compensação entre créditos do empregador, decorrentes de
depósitos relativos a trabalhadores não optantes, com contratos extintos, e débitos resultantes
de competências em atraso, inclusive aqueles que forem objeto de composição de dívida com o
FGTS. (Incluído pela Lei nº 9.711, de 1998)
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13932.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13932.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13932.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/LCP/Lcp64.htm#art1ia
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/LCP/Lcp64.htm#art1ia
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/LCP/Lcp64.htm#art1ia
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13932.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13932.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13932.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/LCP/Lcp150.htm#art21
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13932.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13932.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9711.htm#art22
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9711.htm#art22
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XIII – em relação ao Fundo de Investimento do Fundo de Garantiado Tempo de Serviço – FI–
FGTS: (Incluído pela Medida Provisória nº 349, de 2007)
a) aprovar a política de investimento do FI–FGTS, por proposta do Comitê de Investimento;
(Incluído pela Medida Provisória nº 349, de 2007)
b) decidir sobre o reinvestimento ou distribuição dos resultados positivos aos cotistas
do FI–FGTS, em cada exercício; (Incluído pela Medida Provisória nº 349, de 2007)
c) definir a forma de deliberação, de funcionamento e a composição do Comitê de Investimento;
(Incluído pela Lei nº 11.491, de 2007)
d) estabelecer o valor da remuneração da Caixa Econômica Federal pela administração e
gestão do fundo de investimento; (Incluído pela Medida Provisória nº 349, de 2007)
e) definir a exposição máxima de risco dos investimentos do FI–FGTS; (Incluído pela Medida
Provisória nº 349, de 2007)
f) estabelecer o limite máximo de participação dos recursos do FI–FGTS por
empreendimento, observados os requisitos técnicos aplicáveis; (Incluído pela Medida
Provisória nº 349, de 2007)
g) estabelecer o prazo mínimo de resgate das cotas e retorno dos recursos à conta
vinculada; (Incluído pela
Medida Provisória nº 349, de 2007)
h) aprovar o regulamento do FI–FGTS, elaborado pela Caixa Econômica Federal; e (Incluído
pela Medida Provisória nº 349, de 2007)
i) autorizar a integralização de cotas do FI–FGTS pelos trabalhadores, estabelecendo
previamente os limites globais e individuais, parâmetros e condições de aplicação e resgate.
(Incluído pela Medida Provisória nº 349, de 2007)
XIV – (revogado); (Redação dada pela Lei nº 13.932, de 2019)
XV – autorizar a aplicação de recursos do FGTS em outros fundos de investimento, no mercado
de capitais e em títulos públicos e privados, com base em proposta elaborada pelo agente
operador, devendo o Conselho Curador regulamentar as formas e condições do investimento,
vedado o aporte em fundos nos quais o FGTS seja o único cotista; (Incluído pela Lei nº 13.932,
de 2019)
XVI – estipular limites às tarifas cobradas pelo agente operador ou pelos agentes financeiros
na intermediação da movimentação dos recursos da conta vinculada do FGTS, inclusive nas
hipóteses de que tratam os incisos V, VI e VII do caput do art. 20 desta Lei. (Incluído pela Lei nº
13.932, de 2019)
§ 1º O Conselho Curador será assistido por um Comitê de Auditoria e Riscos, constituído
na forma do Regimento Interno, cujas atribuições e condições abrangerão, no mínimo, aquelas
estipuladas nos arts. 24 e 25, §§ 1º a 3º, da Lei nº 13.303, de 30 de junho de 2016, ao Comitê
de Auditoria Estatutário das empresas públicas e sociedades de economia mista que forem
aplicáveis, ainda que por similaridade, ao FGTS, e cujas despesas serão custeadas pelo Fundo,
por meio de sua Secretaria Executiva, observado o disposto no § 3º deste artigo.
(Incluído pela Lei nº 13.932, de 2019)
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2007/Mpv/349.htm#art3
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2007/Mpv/349.htm#art3
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http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2007/Mpv/349.htm#art3
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2007/Lei/L11491.htm#art3
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2007/Mpv/349.htm#art3
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2007/Mpv/349.htm#art3
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2007/Mpv/349.htm#art3
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2007/Mpv/349.htm#art3
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2007/Mpv/349.htm#art3
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2007/Mpv/349.htm#art3
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2007/Mpv/349.htm#art3
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2007/Mpv/349.htm#art3
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2007/Mpv/349.htm#art3
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2007/Mpv/349.htm#art3
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2007/Mpv/349.htm#art3
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2007/Mpv/349.htm#art3
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13932.htm#art14iiia
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13932.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13932.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13932.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13932.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13932.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2016/Lei/L13303.htm#art25%C2%A71
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2016/Lei/L13303.htm#art25%C2%A71
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2016/Lei/L13303.htm#art25%C2%A71
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13932.htm#art2
LEGISLAÇÃO ESPECÍFICA | ARIEL ZVOZIAK
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§ 2º O Conselho Curador poderá ser assistido regularmente por pessoas naturais ou jurídicas
especializadas em planejamento, em gestão de investimentos, em avaliação de programas e
políticas, em tecnologia da informação ou em qualquer outra especialização julgada necessária
para subsidiá–lo no exercício de suas atribuições, e as despesas decorrentes ficarão a cargo do
FGTS, observado o disposto no § 3º deste artigo. (Incluído pela Lei nº 13.932, de 2019)
§ 3º Os custos e despesas incorridos pelo FGTS não poderão superar limite a ser estabelecido
pelo Conselho Curador, o qual observará, no mínimo, os custos por atividades, os ganhos de
escala e produtividade, os avanços tecnológicos e a remuneração praticada por outros fundos
no mercado de capitais, excluídos da base de cálculo aqueles cuja administradora receba
remuneração específica, e incluirão: (Incluído pela Lei nº 13.932, de 2019)
I – os serviços de fiscalização, as atividades de arrecadação, de cobrança administrativa e de
emissão de certidões; (Incluído pela Lei nº 13.932, de 2019)
II – os serviços de cobrança judicial dos créditos inscritos em dívida ativa; (Incluído pela Lei nº
13.932, de 2019)
III – os serviços contratados pela Secretaria Executiva para suporte às ações e decisões do
Conselho Curador e do Comitê de Auditoria e Riscos, bem como os valores despendidos com
terceiros; (Incluído pela Lei nº 13.932, de 2019)
IV – a capacitação dos gestores. (Incluído pela Lei nº 13.932, de 2019)
§ 4º O Conselho Curador especificará os serviços de suporte à gestão e à operação que poderão
ser contratados pela Secretaria Executiva com recursos do FGTS, cabendo–lhe aprovar o
montante destinado a tal finalidade no orçamento anual. (Incluído pela Lei nº 13.932, de 2019)
§ 5º As auditorias externas contratadas pelo Comitê a que se refere o § 1º deste artigo não
poderão prestar serviços ao agente operador durante a execução dos contratos de auditoria
com o FGTS. (Incluído pela Lei nº 13.932, de 2019)
§ 6º O limite de custos e despesas a que se refere o § 3º deste artigo não inclui taxas de risco de
crédito e demais custos e despesas devidos ao agente operador e aos agentes financeiros.
(Incluído pela Lei nº 13.932, de 2019)
§ 7º O limite de que trata o § 3º deste artigo será, em cada exercício, de até 0,04% (quatro
centésimos por cento) do valor dos ativos do FGTS ao final do exercício anterior, e, até a
publicação das respectivas demonstrações financeiras, esse limite será calculado a partir
de estimativas divulgadas pelo Conselho Curador para o valor dos ativos do FGTS ao final
daquele exercício. (Incluído pela Lei nº 13.932, de 2019)
§ 8º A taxa de administração do FGTS devida ao agente operador não será superior a 0,5% (cinco
décimos por cento) ao ano do valor total dos ativos do Fundo. (Incluído pela Lei nº 13.932, de
2019) (Vigência)
§ 9º § 9º A taxa de administração de que trata a alínea “d” do inciso XIII do caput deste artigo
não será superior a 0,5% (cinco décimos por cento) ao ano do valor total dos ativosdo FI–
FGTS. (Incluído pela Lei nº 13.932, de 2019) (Vigência)
Art. 6º Ao gestor da aplicação compete: (Redação dada pela Lei nº 13.932, de 2019)
I – praticar todos os atos necessários à gestão da aplicação do Fundo, de acordo com as
diretrizes e programas estabelecidos pelo Conselho Curador;
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13932.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13932.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13932.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13932.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13932.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13932.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13932.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13932.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13932.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13932.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13932.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13932.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13932.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13932.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13932.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13932.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13932.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13932.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13932.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13932.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13932.htm#art2
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II – expedir atos normativos relativos à alocação dos recursos para implementação dos
programas aprovados pelo Conselho Curador;
III – elaborar orçamentos anuais e planos plurianuais de aplicação dos recursos, discriminados
por região geográfica, e submetê–los até 31 de julho ao Conselho Curador do FGTS; (Redação
dada pela Lei nº 14.118, de 2021)
IV – acompanhar a execução dos programas de habitação popular, saneamento básico e
infraestrutura urbana previstos no orçamento do FGTS e implementados pela CEF, no papel de
agente operador; (Redação dada pela Lei nº 13.932, de 2019)
V – submeter à apreciação do Conselho Curador as contas do FGTS;
VI – subsidiar o Conselho Curador com estudos técnicos necessários ao aprimoramento
operacional dos programas de habitação popular, saneamento básico e infra–estrutura
urbana;
VII – definir as metas a serem alcançadas nos programas de habitação popular, saneamento
básico e infra– estrutura urbana.
Art. 6º–A. Caberá ao Ministério da Saúde regulamentar, acompanhar a execução, subsidiar o
Conselho Curador com estudos técnicos necessários ao seu aprimoramento operacional e definir
as metas a serem alcançadas nas operações de crédito destinadas às entidades hospitalares
filantrópicas, bem como a instituições que atuem no campo para pessoas com deficiência, sem
fins lucrativos, que participem de forma complementar do Sistema Único de Saúde (SUS). (Incluído
pela Lei nº 13.832, de 2019)
Art. 7º À Caixa Econômica Federal, na qualidade de agente operador, cabe: (Vide Lei complementar
nº 150, de 2015)
I – centralizar os recursos do FGTS, manter e controlar as contas vinculadas, e emitir
regularmente os extratos individuais correspondentes às contas vinculadas e participar da
rede arrecadadora dos recursos do FGTS;
II – expedir atos normativos referentes aos procedimentos adiministrativo–operacionais
dos bancos depositários, dos agentes financeiros, dos empregadores e dos trabalhadores,
integrantes do sistema do FGTS;
III – definir procedimentos operacionais necessários à execução dos programas estabelecidos
pelo Conselho Curador, com base nas normas e diretrizes de aplicação elaboradas pelo gestor
da aplicação; (Redação dada pela Lei nº 13.932, de 2019)
IV – elaborar as análises jurídica e econômico–financeira dos projetos de habitação popular,
infra–estrutura urbana e saneamento básico a serem financiados com recursos do FGTS;
V – emitir Certificado de Regularidade do FGTS;
VI – elaborar as demonstrações financeiras do FGTS, incluídos o Balanço Patrimonial, a
Demonstração do Resultado do Exercício e a Demonstração de Fluxo de Caixa, em conformidade
com as Normas Contábeis Brasileiras, e encaminhá–las, até 30 de abril do exercício subsequente,
ao gestor de aplicação; (Redação dada pela Lei nº 13.932, de 2019)
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14118.htm#art17
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14118.htm#art17
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13932.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13932.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13832.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13832.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/LCP/Lcp150.htm#art21
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/LCP/Lcp150.htm#art21
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13932.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13932.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13932.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13932.htm#art2
LEGISLAÇÃO ESPECÍFICA | ARIEL ZVOZIAK
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VII – implementar atos emanados do gestor da aplicação relativos à alocação e à aplicação dos
recursos do FGTS, de acordo com as diretrizes estabelecidas pelo Conselho Curador; (Redação
dada pela Lei nº 13.932, de 2019)
VIII – (VETADO) (Incluído pela Lei nº 9.491, de 1997)
IX – garantir aos recursos alocados ao FI–FGTS, em cotas de titularidade do FGTS, a
remuneração aplicável às contas vinculadas, na forma do caput do art. 13 desta Lei. (Incluído
pela Lei nº 11.491, de 2007)
X – realizar todas as aplicações com recursos do FGTS por meio de sistemas informatizados e
auditáveis; (Incluído pela Lei nº 13.932, de 2019)
XI – colocar à disposição do Conselho Curador, em formato digital, as informações gerenciais
que estejam sob gestão do agente operador e que sejam necessárias ao desempenho das
atribuições daquele colegiado.
(Incluído pela Lei nº 13.932, de 2019)
Parágrafo único. O gestor da aplicação e o agente operador deverão dar pleno cumprimento
aos programas anuais em andamento, aprovados pelo Conselho Curador, e eventuais alterações
somente poderão ser processadas mediante prévia anuência daquele colegiado. (Redação dada
pela Lei nº 13.932, de 2019)
Art. 8º O gestor da aplicação, o agente operador e o Conselho Curador do FGTS serão responsáveis
pelo fiel cumprimento e observância dos critérios estabelecidos nesta Lei. (Redação dada pela Lei nº
13.932, de 2019)
Art. 9º As aplicações com recursos do FGTS serão realizadas exclusivamente segundo critérios
fixados pelo Conselho Curador do FGTS e em operações que preencham os seguintes requisitos:
(Redação dada pela Lei nº 13.932, de 2019)
I – Garantias: (Redação dada pela Lei nº 9.467, de 1997)
a) hipotecária; (Incluída pela Lei nº 9.467, de 1997)
b) caução de Créditos hipotecários próprios, relativos a financiamentos concedidos com
recursos do agente financeiro; (Incluída pela Lei nº 9.467, de 1997)
c) caução dos créditos hipotecários vinculados aos imóveis objeto de financiamento;
(Incluída pela Lei nº 9.467, de 1997)
d) hipoteca sobre outros imóveis de propriedade do agente financeiro, desde que livres e
desembaraçados de quaisquer ônus; (Incluída pela Lei nº 9.467, de 1997)
e) cessão de créditos do agente financeiro, derivados de financiamentos concedidos
com recursos próprios, garantidos por penhor ou hipoteca; (Incluída pela Lei nº 9.467, de
1997)
f) hipoteca sobreimóvel de propriedade de terceiros; (Incluída pela Lei nº 9.467, de 1997)
g) seguro de crédito; (Incluída pela Lei nº 9.467, de 1997)
h) garantia real ou vinculação de receitas, inclusive tarifárias, nas aplicações contratadas
com pessoa jurídica de direito público ou de direito privado a ela vinculada; (Incluída pela Lei
nº 9.467, de 1997)
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13932.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13932.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9491.htm#art31
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2007/Lei/L11491.htm#art3
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2007/Lei/L11491.htm#art3
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13932.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13932.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13932.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13932.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13932.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13932.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13932.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9467.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9467.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9467.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9467.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9467.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9467.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9467.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9467.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9467.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9467.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9467.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9467.htm#art1
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i) aval em nota promissória; (Incluída pela Lei nº 9.467, de 1997)
j) fiança pessoal; (Incluída pela Lei nº 9.467, de 1997)
l) alienação fiduciária de bens móveis em garantia; (Incluída pela Lei nº 9.467, de 1997)
m) fiança bancária; (Incluída pela Lei nº 9.467, de 1997)
n) consignação de recebíveis, exclusivamente para operações de crédito destinadas às
entidades hospitalares filantrópicas, bem como a instituições que atuam no campo para
pessoas com deficiência, e sem fins lucrativos que participem de forma complementar do
Sistema Único de Saúde (SUS), em percentual máximo a ser definido pelo Ministério da
Saúde; e (Redação dada pela Lei nº 13.778, de 2018)
o) outras, a critério do Conselho Curador do FGTS; (Incluído pela Lei nº 13.778, de 2018)
II – correção monetária igual à das contas vinculadas;
III – taxa de juros média mínima, por projeto, de 3 (três) por cento ao ano;
IV – prazo máximo de trinta anos. (Redação dada pela Lei nº 8.692, de 1993)
§ 1º A rentabilidade média das aplicações deverá ser suficiente à cobertura de todos os custos
incorridos pelo Fundo e ainda à formação de reserva técnica para o atendimento de gastos
eventuais não previstos, e caberá ao agente operador o risco de crédito. (Redação dada pela Lei
nº 13.932, de 2019)
§ 2º Os recursos do FGTS deverão ser aplicados em habitação, em saneamento básico,
em infraestrutura urbana e em operações de crédito destinadas às entidades hospitalares
filantrópicas, bem como a instituições que atuam no campo para pessoas com deficiência, e sem
fins lucrativos que participem de forma complementar do SUS, desde que as disponibilidades
financeiras sejam mantidas em volume que satisfaça as condições de liquidez e de remuneração
mínima necessária à preservação do poder aquisitivo da moeda. (Redação dada pela Lei nº
13.778, de 2018)
§ 3º O programa de aplicações deverá destinar: (Redação dada pela Lei nº 13.778, de 2018)
I – no mínimo, 60% (sessenta por cento) para investimentos em habitação popular; e,
(Incluído pela Lei nº 13.778, de 2018)
II – 5% (cinco por cento) para operações de crédito destinadas às entidades hospitalares
filantrópicas, bem como a instituições que atuam no campo para pessoas com deficiência,
e sem fins lucrativos que participem de forma complementar do SUS. (Incluído pela Lei nº
13.778, de 2018)
§ 3º–A. Os recursos previstos no inciso II do § 3º deste artigo não utilizados pelas entidades
hospitalares filantrópicas, bem como pelas instituições que atuam no campo para pessoas
com deficiência, e sem fins lucrativos que participem de forma complementar do SUS poderão
ser destinados a aplicações em habitação, em saneamento básico e em infraestrutura urbana.
(Incluído pela Lei nº 13.778, de 2018)
§ 4º Os projetos de saneamento básico e infra–estrutura urbana, financiados com recursos do
FGTS, deverão ser complementares aos programas habitacionais.
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9467.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9467.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9467.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9467.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2018/Lei/L13778.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2018/Lei/L13778.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8692.htm#art16
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13932.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13932.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2018/Lei/L13778.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2018/Lei/L13778.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2018/Lei/L13778.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2018/Lei/L13778.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2018/Lei/L13778.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2018/Lei/L13778.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2018/Lei/L13778.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2018/Lei/L13778.htm#art1
LEGISLAÇÃO ESPECÍFICA | ARIEL ZVOZIAK
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§ 5º As garantias, nas diversas modalidades discriminadas no inciso I do caput deste artigo,
serão admitidas singular ou supletivamente, considerada a suficiência de cobertura para os
empréstimos e financiamentos concedidos. (Redação dada pela Lei nº 9.467, de 1997)
§ 6o Mantida a rentabilidade média de que trata o § 1o, as aplicações em habitação popular
poderão contemplar sistemática de desconto, direcionada em função da renda familiar
do beneficiário, onde o valor do benefício seja concedido mediante redução no valor das
prestações a serem pagas pelo mutuário ou pagamento de parte da aquisição ou construção de
imóvel, dentre outras, a critério do Conselho Curador do FGTS. (Incluído pela Medida Provisória
nº 2.197–43, de 2001)
§ 6º–A. (VETADO). (Incluído pela Lei nº 13.932, de 2019)
§ 6º–B. (VETADO). (Incluído pela Lei nº 13.932, de 2019)
§ 7o Os recursos necessários para a consecução da sistemática de desconto serão destacados,
anualmente, do orçamento de aplicação de recursos do FGTS, constituindo reserva específica,
com contabilização própria. (Incluído pela Medida Provisória nº 2.197–43, de 2001)
§ 8º É da União o risco de crédito nas aplicações efetuadas até 1º de junho de 2001 pelos demais
órgãos integrantes do Sistema Financeiro da Habitação – SFH e pelas entidades credenciadas
pelo Banco Central do Brasil como agentes financeiros, subrogando–se nas garantias prestadas
à Caixa Econômica Federal. (Incluído pela Medida Provisória nº 2.196–3, de 2001)
§ 9º A Caixa Econômica Federal, o Banco do Brasil S.A. e o Banco Nacional de
Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) poderão atuar como agentes financeiros
autorizados para aplicação dos recursos do FGTS em operações de crédito destinadas às
entidades hospitalares filantrópicas, bem como a instituições que atuam no campo para
pessoas com deficiência, e sem fins lucrativos que participem de forma complementar do
SUS. (Incluído pela Lei nº 13.778, de2018)
§ 10. Nas operações de crédito destinadas às entidades hospitalares filantrópicas, bem
como a instituições que atuam no campo para pessoas com deficiência, e sem fins lucrativos
que participem de forma complementar do SUS, serão observadas as seguintes condições:
(Incluído pela Lei nº 13.778, de 2018)
I – a taxa de juros efetiva não será superior àquela cobrada para o financiamento habitacional
na modalidade pró– cotista ou a outra que venha a substituí–la; (Incluído pela Lei nº 13.778,
de 2018)
II – a tarifa operacional única não será superior a 0,5% (cinco décimos por cento) do
valor da operação; e (Incluído pela Lei nº 13.778, de 2018)
III – o risco das operações de crédito ficará a cargo dos agentes financeiros de que trata o §
9º deste artigo. (Incluído pela Lei nº 13.778, de 2018)
§ 11. As entidades hospitalares filantrópicas, bem como a instituições que atuam no campo
para pessoas com deficiência, e sem fins lucrativos que participem de forma complementar do
SUS deverão, para contratar operações de crédito com recursos do FGTS, atender ao disposto
nos incisos II e III do caput do art. 4º da Lei nº 12.101, de 27 de novembro de 2009. (Incluído
pela Lei nº 13.778, de 2018)
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9467.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/MPV/2197-43.htm#art5
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/MPV/2197-43.htm#art5
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/MPV/2197-43.htm#art5
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13932.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13932.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/MPV/2197-43.htm#art5
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/MPV/2196-3.htm#art12
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/MPV/2196-3.htm#art12
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2018/Lei/L13778.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2018/Lei/L13778.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2018/Lei/L13778.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2018/Lei/L13778.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2018/Lei/L13778.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2018/Lei/L13778.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2018/Lei/L13778.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2018/Lei/L13778.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Lei/L12101.htm#art4ii
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Lei/L12101.htm#art4ii
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2018/Lei/L13778.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2018/Lei/L13778.htm#art1
12
Art. 9º–A. O risco das operações de crédito de que trata o § 10 do art. 9º desta Lei ficará a cargo
dos agentes financeiros referidos no § 9º do art. 9º desta Lei, hipótese em que o Conselho Curador
poderá definir o percentual da taxa de risco, limitado a 3% (três por cento), a ser acrescido à taxa de
juros de que trata o inciso I do § 10 do art. 9º desta Lei. (Incluído pela Lei nº 13.832, de 2019)
Art. 9º–B. As garantias de que trata o inciso I do caput do art. 9º desta Lei podem ser exigidas
isolada ou cumulativamente. (Incluído pela Lei nº 13.832, de 2019)
Art. 9º–C. As aplicações do FGTS em operações de crédito destinadas às entidades hospitalares
filantrópicas, bem como a instituições que atuem no campo para pessoas com deficiência, sem fins
lucrativos e que participem de forma complementar do SUS, ocorrerão até o final do exercício de
2022. (Incluído pela Lei nº 13.832, de 2019)
Art. 10. O Conselho Curador fixará diretrizes e estabelecerá critérios técnicos para as aplicações dos
recursos do FGTS, visando:
I – exigir a participação dos contratantes de financiamentos nos investimentos a serem
realizados;
II – assegurar o cumprimento, por parte dos contratantes inadimplentes, das obrigações
decorrentes dos financiamentos obtidos;
III – evitar distorções na aplicação entre as regiões do País, considerando para tanto a
demanda habitacional, a população e outros indicadores sociais.
Art. 11. Os depósitos feitos na rede bancária, a partir de 1º de outubro de 1989, relativos ao FGTS,
serão transferidos à Caixa Econômica Federal no segundo dia útil subseqüente à data em que tenham
sido efetuados.
Art. 12. No prazo de um ano, a contar da promulgação desta lei, a Caixa Econômica Federal assumirá
o controle de todas as contas vinculadas, nos termos do item I do art. 7º, passando os demais
estabelecimentos bancários, findo esse prazo, à condição de agentes recebedores e pagadores do
FGTS, mediante recebimento de tarifa, a ser fixada pelo Conselho Curador.
§ 1º Enquanto não ocorrer a centralização prevista no caput deste artigo, o depósito efetuado
no decorrer do mês será contabilizado no saldo da conta vinculada do trabalhador, no primeiro
dia útil do mês subseqüente.
§ 2º Até que a Caixa Econômica Federal implemente as disposições do caput deste artigo, as
contas vinculadas continuarão sendo abertas em estabelecimento bancário escolhido pelo
empregador, dentre os para tanto autorizados pelo Banco Central do Brasil, em nome do
trabalhador.
§ 3º Verificando–se mudança de emprego, até que venha a ser implementada a centralização no
caput deste artigo, a conta vinculada será transferida para o estabelecimento bancário da escolha
do novo empregador.
§ 4º Os resultados financeiros auferidos pela Caixa Econômica Federal no período entre o repasse
dos bancos e o depósito nas contas vinculadas dos trabalhadores destinar–se–ão à cobertura das
despesas de administração do FGTS e ao pagamento da tarifa aos bancos depositários, devendo
os eventuais saldos ser incorporados ao patrimônio do Fundo nos termos do art. 2º, § 1º.
§ 5º Após a centralização das contas vinculadas, na Caixa Econômica Federal, o depósito realizado
no prazo regulamentar passa a integrar o saldo da conta vinculada do trabalhador a partir do dia
10 (dez) do mês de sua ocorrência. O depósito realizado fora do prazo será contabilizado no saldo
no dia 10 (dez) subseqüente após atualização monetária e capitalização de juros.
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13832.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13832.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13832.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13832.htm#art1
LEGISLAÇÃO ESPECÍFICA | ARIEL ZVOZIAK
13
Art. 13. Os depósitos efetuados nas contas vinculadas serão corrigidos monetariamente com base nos
parâmetros fixados para atualização dos saldos dos depósitos de poupança e capitalização juros de
(três) por cento ao ano.
§ 1º Até que ocorra a centralização prevista no item I do art. 7º, a atualização monetária e a
capitalização de juros correrão à conta do Fundo e o respectivo crédito será efetuado na conta
vinculada no primeiro dia útil de cada mês, com base no saldo existente no primeiro dia útil do
mês anterior, deduzidos os saques ocorridos no período.
§ 2º Após a centralização das contas vinculadas, na Caixa Econômica Federal, a atualização
monetária e a capitalização de juros correrão à conta do Fundo e o respectivo crédito será
efetuado na conta vinculada, no dia 10 (dez) de cada mês, com base no saldo existente no dia
10 (dez) do mês anterior ou no primeiro dia útil subseqüente, caso o dia 10 (dez) seja feriado
bancário, deduzidos os saques ocorridos no período.
§ 3º Para as contas vinculadas dos trabalhadores optantes existentes à data de 22 de setembro
de 1971, a capitalização dos juros dos depósitos continuará a ser feita na seguinte progressão,
salvo no caso de mudança de empresa, quando a capitalização dos juros passará a ser feita à
taxa de 3 (três) por cento ao ano:
I – 3 (três) por cento, durante os dois primeiros anos de permanência na mesma empresa;
II – 4 (quatro) por cento, do terceiro ao quinto ano de permanência na mesma empresa;
III – 5 (cinco) por cento,do sexto ao décimo ano de permanência na mesma empresa;
IV – 6 (seis) por cento, a partir do décimo primeiro ano de permanência na mesma empresa.
§ 4º O saldo das contas vinculadas é garantido pelo Governo Federal, podendo ser instituído
seguro especial para esse fim.
§ 5º O Conselho Curador autorizará a distribuição de parte do resultado positivo auferido pelo
FGTS, mediante crédito nas contas vinculadas de titularidade dos trabalhadores, observadas as
seguintes condições, entre outras a seu critério: (Incluído pela Lei nº 13.446, de 2017)
I – a distribuição alcançará todas as contas vinculadas que apresentarem saldo positivo em 31
de dezembro do exercício–base do resultado auferido, inclusive as contas vinculadas de que
trata o art. 21 desta Lei; (Incluído pela Lei nº 13.446, de 2017)
II – a distribuição será proporcional ao saldo de cada conta vinculada em 31 de dezembro do
exercício–base e deverá ocorrer at é 31 de agosto do ano seguinte ao exercício de apuração do
resultado; e (Incluído pela Lei nº 13.446, de 2017)
§ 6º O valor de distribuição do resultado auferido será calculado posteriormente ao valor
desembolsado com o desconto realizado no âmbito do Programa Minha Casa, Minha Vida
(PMCMV), de que trata a Lei nº 11.977, de 7 de julho de 2009. (Incluído pela Lei nº 13.446, de
2017)
§ 7º O valor creditado nas contas vinculadas a título de distribuição de resultado, acrescido de
juros e atualização monetária, não integrará a base de cálculo do depósito da multa rescisória
de que tratam os §§ 1º e 2º do art. 18 desta Lei. (Incluído pela Lei nº 13.446, de 2017)
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13446.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13446.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13446.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13446.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13446.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Lei/L11977.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Lei/L11977.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13446.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13446.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13446.htm#art1
14
Art. 14. Fica ressalvado o direito adquirido dos trabalhadores que, à data da promulgação da
Constituição Federal de 1988, já tinham o direito à estabilidade no emprego nos termos do Capítulo V
do Título IV da CLT.
§1º O tempo do trabalhador não optante do FGTS, anterior a 5 de outubro de 1988, em caso de
rescisão sem justa causa pelo empregador, reger–se–á pelos dispositivos constantes dos arts.
477, 478 e 497 da CLT.
§2º O tempo de serviço anterior à atual Constituição poderá ser transacionado entre
empregador e empregado, respeitado o limite mínimo de 60 (sessenta) por cento da indenização
prevista.
§3º É facultado ao empregador desobrigar–se da responsabilidade da indenização relativa
ao tempo de serviço anterior à opção, depositando na conta vinculada do trabalhador, até o
último dia útil do mês previsto em lei para o pagamento de salário, o valor correspondente à
indenização, aplicando–se ao depósito, no que couber, todas as disposições desta lei.
§4º Os trabalhadores poderão a qualquer momento optar pelo FGTS com efeito retroativo a 1º
de janeiro de 1967 ou à data de sua admissão, quando posterior àquela.
Art. 15. Para os fins previstos nesta lei, todos os empregadores ficam obrigados a depositar, até o dia
7 (sete) de cada mês, em conta bancária vinculada, a importância correspondente a 8 (oito) por cento
da remuneração paga ou devida, no mês anterior, a cada trabalhador, incluídas na remuneração as
parcelas de que tratam os arts. 457 e 458 da CLT e a gratificação de Natal a que se refere a Lei nº
4.090, de 13 de julho de 1962, com as modificações da Lei nº 4.749, de 12 de agosto de 1965.
§ 1º Entende–se por empregador a pessoa física ou a pessoa jurídica de direito privado
ou de direito público, da administração pública direta, indireta ou fundacional de qualquer
dos Poderes, da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, que admitir
trabalhadores a seu serviço, bem assim aquele que, regido por legislação especial,
encontrar–se nessa condição ou figurar como fornecedor ou tomador de mão–de–obra,
independente da responsabilidade solidária e/ou subsidiária a que eventualmente venha
obrigar–se.
§ 2º Considera–se trabalhador toda pessoa física que prestar serviços a empregador, a locador
ou tomador de mão–de–obra, excluídos os eventuais, os autônomos e os servidores públicos
civis e militares sujeitos a regime jurídico próprio.
§ 3º Os trabalhadores domésticos poderão ter acesso ao regime do FGTS, na forma que vier a ser
prevista em lei.
§ 4º Considera–se remuneração as retiradas de diretores não empregados, quando haja
deliberação da empresa, garantindo–lhes os direitos decorrentes do contrato de trabalho de que
trata o art. 16. (Incluído pela Lei nº 9.711, de 1998)
§ 5º O depósito de que trata o caput deste artigo é obrigatório nos casos de afastamento para
prestação do serviço militar obrigatório e licença por acidente do trabalho. (Incluído pela Lei nº
9.711, de 1998)
§ 6º Não se incluem na remuneração, para os fins desta Lei, as parcelas elencadas no § 9º do
art. 28 da Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991. (Incluído pela Lei nº 9.711, de 1998)
§ 7o Os contratos de aprendizagem terão a alíquota a que se refere o caput deste artigo reduzida
para dois por cento. (Incluído pela Lei nº 10.097, de 2000)
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del5452.htm#cvtiv
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del5452.htm#cvtiv
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del5452.htm#art477
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del5452.htm#art477
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del5452.htm#art478
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del5452.htm#art497
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del5452.htm#art458
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del5452.htm#art458
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L4749.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L4749.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9711.htm#art22
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9711.htm#art22
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9711.htm#art22
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9711.htm#art22
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8212cons.htm#art28%C2%A79
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8212cons.htm#art28%C2%A79
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9711.htm#art22
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L10097.htm#art2
LEGISLAÇÃO ESPECÍFICA | ARIEL ZVOZIAK
15
Art. 16. Para efeito desta lei, as empresas sujeitas ao regime da legislação trabalhista poderão
equiparar seus diretores não empregados aos demais trabalhadores sujeitos ao regime do FGTS.
Considera–se diretor aquele que exerça cargo de administração previsto em lei, estatuto ou contrato
social, independente da denominação do cargo.
Art. 17. O Poder Executivo assegurará a prestação de serviços digitais: (Redação dada pela Lei nº
13.932, de 2019)
I – aos trabalhadores, que incluam a prestação de informações sobre seus créditos perante
o Fundo e o acionamento imediato da inspeção do trabalho em caso de inadimplemento
do empregador, de forma que seja possível acompanhar a evolução de eventuais cobranças
administrativas e judiciais dos valores não recolhidos; (Incluído pela Lei nº 13.932, de 2019)
II – aos empregadores, que facilitem e desburocratizem o cumprimento de suas obrigações
perante o Fundo, incluídos a geração de guias, o parcelamento de débitos, a emissão sem
ônus do Certificado de Regularidade do FGTS e a realização de procedimentos de restituição e
compensação. (Incluído pela Lei nº 13.932, de 2019)
Parágrafo único. O desenvolvimento, a manutençãoe a evolução dos sistemas e ferramentas
necessários à prestação dos serviços a que se refere o caput deste artigo serão custeados com
recursos do FGTS. (Incluído pela Lei nº 13.932, de 2019)
Art. 17–A. O empregador ou o responsável fica obrigado a elaborar folha de pagamento e a
declarar os dados relacionados aos valores do FGTS e outras informações de interesse do Ministério
da Economia, por meio de sistema de escrituração digital, na forma, no prazo e nas condições
estabelecidos em regulamento do Conselho Curador. (Incluído pela Lei nº 13.932, de 2019)
§ 1º As informações prestadas na forma do caput deste artigo constituem declaração e
reconhecimento dos créditos delas decorrentes, caracterizam confissão de débito e constituem
instrumento hábil e suficiente para a cobrança do crédito de FGTS. (Incluído pela Lei nº 13.932,
de 2019)
§ 2º O lançamento da obrigação principal e das obrigações acessórias relativas ao FGTS será
efetuado de ofício pela autoridade competente, no caso de o empregador não apresentar a
declaração na forma do caput deste artigo, e será revisto de ofício, nas hipóteses de omissão,
erro, fraude ou sonegação. (Incluído pela Lei nº 13.932, de 2019)
Art. 18. Ocorrendo rescisão do contrato de trabalho, por parte do empregador, ficará este obrigado
a depositar na conta vinculada do trabalhador no FGTS os valores relativos aos depósitos referentes
ao mês da rescisão e ao imediatamente anterior, que ainda não houver sido recolhido, sem prejuízo
das cominações legais. (Redação dada pela Lei nº 9.491, de 1997)
§ 1º Na hipótese de despedida pelo empregador sem justa causa, depositará este, na conta
vinculada do trabalhador no FGTS, importância igual a quarenta por cento do montante de
todos os depósitos realizados na conta vinculada durante a vigência do contrato de trabalho,
atualizados monetariamente e acrescidos dos respectivos juros. (Redação dada pela Lei nº
9.491, de 1997)
§ 2º Quando ocorrer despedida por culpa recíproca ou força maior, reconhecida pela Justiça do
Trabalho, o percentual de que trata o § 1º será de 20 (vinte) por cento.
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13932.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13932.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13932.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13932.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13932.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13932.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13932.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13932.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13932.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13932.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13932.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9491.htm#art31
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9491.htm#art31
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9491.htm#art31
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9491.htm#art31
16
§ 3° As importâncias de que trata este artigo deverão constar da documentação comprobatória
do recolhimento dos valores devidos a título de rescisão do contrato de trabalho, observado
o disposto no art. 477 da CLT, eximindo o empregador, exclusivamente, quanto aos valores
discriminados. (Redação dada pela Lei nº 9.491, de 1997) (Vide Lei complementar nº 150, de
2015)
Art. 19. No caso de extinção do contrato de trabalho prevista no art. 14 desta lei, serão observados
os seguintes critérios:
I – havendo indenização a ser paga, o empregador, mediante comprovação do pagamento
daquela, poderá sacar o saldo dos valores por ele depositados na conta individualizada do
trabalhador;
II – não havendo indenização a ser paga, ou decorrido o prazo prescricional para a reclamação
de direitos por parte do trabalhador, o empregador poderá levantar em seu favor o saldo da
respectiva conta individualizada, mediante comprovação perante o órgão competente do
Ministério do Trabalho e da Previdência Social.
Art. 19–A. É devido o depósito do FGTS na conta vinculada do trabalhador cujo contrato de trabalho
seja declarado nulo nas hipóteses previstas no art. 37, § 2o, da Constituição Federal, quando
mantido o direito ao salário. (Incluído pela Medida Provisória nº 2.164–41, de 2001)
Parágrafo único. O saldo existente em conta vinculada, oriundo de contrato declarado nulo até
28 de julho de 2001, nas condições do caput, que não tenha sido levantado até essa data, será
liberado ao trabalhador a partir do mês de agosto de 2002. (Incluído pela Medida Provisória nº
2.164–41, de 2001)
Art. 20. A conta vinculada do trabalhador no FGTS poderá ser movimentada nas seguintes situações:
I – despedida sem justa causa, inclusive a indireta, de culpa recíproca e de força maior; (Redação
dada pela Medida Provisória nº 2.197–43, de 2001)
I–A – extinção do contrato de trabalho prevista no art. 484–A da Consolidação das Leis do Trabalho
(CLT), aprovada pelo Decreto– Lei no 5.452, de 1o de maio de 1943; (Incluído pela Lei nº 13.467,
de 2017)
II – extinção total da empresa, fechamento de quaisquer de seus estabelecimentos, filiais
ou agências, supressão de parte de suas atividades, declaração de nulidade do contrato de
trabalho nas condições do art. 19–A, ou ainda falecimento do empregador individual sempre
que qualquer dessas ocorrências implique rescisão de contrato de trabalho, comprovada por
declaração escrita da empresa, suprida, quando for o caso, por decisão judicial transitada em
julgado; (Redação dada pela Medida Provisória nº 2.164–41, de 2001)
III – aposentadoria concedida pela Previdência Social;
IV – falecimento do trabalhador, sendo o saldo pago a seus dependentes, para esse fim
habilitados perante a Previdência Social, segundo o critério adotado para a concessão de
pensões por morte. Na falta de dependentes, farão jus ao recebimento do saldo da conta
vinculada os seus sucessores previstos na lei civil, indicados em alvará judicial, expedido a
requerimento do interessado, independente de inventário ou arrolamento;
V – pagamento de parte das prestações decorrentes de financiamento habitacional
concedido no âmbito do Sistema Financeiro da Habitação (SFH), desde que:
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del5452.htm#art477
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9491.htm#art31
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9491.htm#art31
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/LCP/Lcp150.htm#art22
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/LCP/Lcp150.htm#art22
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao.htm#art37%C2%A72
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/MPV/2164-41.htm#art9
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/MPV/2164-41.htm#art9
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/MPV/2164-41.htm#art9
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/MPV/2197-43.htm#art5
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/MPV/2197-43.htm#art5
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del5452.htm#art484a
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del5452.htm#art484a
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13467.htm#art3
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13467.htm#art3
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/MPV/2164-41.htm#art9
LEGISLAÇÃO ESPECÍFICA | ARIEL ZVOZIAK
17
a) o mutuário conte com o mínimo de 3 (três) anos de trabalho sob o regime do FGTS, na
mesma empresa ou em empresas diferentes;
b) o valor bloqueado seja utilizado, no mínimo, durante o prazo de 12 (doze) meses;
c) o valor do abatimento atinja, no máximo, 80 (oitenta) por cento do montante da prestação;
VI – liquidação ou amortização extraordinária do saldo devedor de financiamento
imobiliário, observadas as condições estabelecidas pelo Conselho Curador, dentre elas a de
que o financiamento seja concedido no âmbito do SFH e haja interstíciomínimo de 2 (dois)
anos para cada movimentação;
VII – pagamento total ou parcial do preço de aquisição de moradia própria, ou lote
urbanizado de interesse social não construído, observadas as seguintes condições: (Redação
dada pela Lei nº 11.977, de 2009)
a) o mutuário deverá contar com o mínimo de 3 (três) anos de trabalho sob o regime do FGTS,
na mesma empresa ou empresas diferentes;
b) seja a operação financiável nas condições vigentes para o SFH;
VIII – quando o trabalhador permanecer três anos ininterruptos fora do regime do FGTS;
(Redação dada pela Lei nº 13.932, de 2019)
IX – extinção normal do contrato a termo, inclusive o dos trabalhadores temporários regidos
pela Lei nº 6.019, de 3 de janeiro de 1974;
X – suspensão total do trabalho avulso por período igual ou superior a 90 (noventa) dias,
comprovada por declaração do sindicato representativo da categoria profissional.
XI – quando o trabalhador ou qualquer de seus dependentes for acometido de neoplasia
maligna. (Incluído pela Lei nº 8.922, de 1994)
XII – aplicação em quotas de Fundos Mútuos de Privatização, regidos pela Lei n° 6.385, de 7
de dezembro de 1976, permitida a utilização máxima de 50 % (cinqüenta por cento) do saldo
existente e disponível em sua conta vinculada do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço, na
data em que exercer a opção. (Incluído pela Lei nº 9.491, de 1997) (Vide Decreto nº 2.430, 1997)
XIII – quando o trabalhador ou qualquer de seus dependentes for portador do vírus HIV;
(Incluído pela Medida Provisória nº 2.164–41, de 2001)
XIV – quando o trabalhador ou qualquer de seus dependentes estiver em estágio terminal, em
razão de doença grave, nos termos do regulamento; (Incluído pela Medida Provisória nº 2.164–
41, de 2001)
XV – quando o trabalhador tiver idade igual ou superior a setenta anos. (Incluído pela Medida
Provisória nº 2.164–41, de 2001)
XVI – necessidade pessoal, cuja urgência e gravidade decorra de desastre natural,
conforme disposto em regulamento, observadas as seguintes condições: (Incluído pela Lei
nº 10.878, de 2004) Regulamento Regulamento
a) o trabalhador deverá ser residente em áreas comprovadamente atingidas de Município ou
do Distrito Federal em situação de emergência ou em estado de calamidade pública,
formalmente reconhecidos pelo Governo Federal; (Incluído pela Lei nº 10.878, de 2004)
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Lei/L11977.htm#art77
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Lei/L11977.htm#art77
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13932.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13932.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L6019.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L6019.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8922.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8922.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L6385.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L6385.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L6385.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9491.htm#art31
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9491.htm#art31
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/D2430.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/MPV/2164-41.htm#art9
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/MPV/2164-41.htm#art9
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/MPV/2164-41.htm#art9
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/MPV/2164-41.htm#art9
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/MPV/2164-41.htm#art9
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/MPV/2164-41.htm#art9
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2004/Lei/L10.878.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2004/Lei/L10.878.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2004/Decreto/D5014.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2004/Decreto/D5113.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2004/Lei/L10.878.htm#art1
18
b) a solicitação de movimentação da conta vinculada será admitida até 90 (noventa) dias após
a publicação do ato de reconhecimento, pelo Governo Federal, da situação de emergência
ou de estado de calamidade pública; e (Incluído pela Lei nº 10.878, de 2004)
c) o valor máximo do saque da conta vinculada será definido na forma do regulamento.
(Incluído pela Lei nº 10.878, de 2004)
XVII – integralização de cotas do FI–FGTS, respeitado o disposto na alínea i do inciso XIII do
art. 5o desta Lei, permitida a utilização máxima de 30% (trinta por cento) do saldo existente
e disponível na data em que exercer a opção. (Redação dada pela Lei nº 12.087, de 2009)
XVIII – quando o trabalhador com deficiência, por prescrição, necessite adquirir órtese ou
prótese para promoção de acessibilidade e de inclusão social. (Incluído pela Lei nº 13.146, de
2015) (Vigência)
XIX – pagamento total ou parcial do preço de aquisição de imóveis da União inscritos em
regime de ocupação ou aforamento, a que se referem o art. 4o da Lei no 13.240, de 30 de
dezembro de 2015, e o art. 16–A da Lei no 9.636, de 15 de maio de 1998, respectivamente,
observadas as seguintes condições: (Incluído pela Lei nº 13.465, de 2017)
a) o mutuário deverá contar com o mínimo de três anos de trabalho sob o regime do FGTS, na
mesma empresa ou em empresas diferentes; (Incluído pela Lei nº 13.465, de 2017)
b) seja a operação financiável nas condições vigentes para o Sistema Financeiro da Habitação
(SFH) ou ainda por intermédio de parcelamento efetuado pela Secretaria do Patrimônio da
União (SPU), mediante a contratação da Caixa Econômica Federal como agente financeiro
dos contratos de parcelamento; (Incluído pela Lei nº 13.465, de 2017)
c) sejam observadas as demais regras e condições estabelecidas para uso do FGTS. (Incluído
pela Lei nº 13.465, de 2017)
XX – anualmente, no mês de aniversário do trabalhador, por meio da aplicação dos valores
constantes do Anexo desta Lei, observado o disposto no art. 20–D desta Lei; (Incluído pela Lei nº
13.932, de 2019)
XXI – a qualquer tempo, quando seu saldo for inferior a R$ 80,00 (oitenta reais) e não houver
ocorrido depósitos ou saques por, no mínimo, 1 (um) ano, exceto na hipótese prevista no inciso I
do § 5º do art. 13 desta Lei; (Incluído pela Lei nº 13.932, de 2019) (Vigência)
XXII – quando o trabalhador ou qualquer de seus dependentes for, nos termos do regulamento,
pessoa com doença rara, consideradas doenças raras aquelas assim reconhecidas pelo
Ministério da Saúde, que apresentará, em seu sítio na internet, a relação atualizada dessas
doenças. (Incluído pela Lei nº 13.932, de 2019) (Vigência)
§ 1º A regulamentação das situações previstas nos incisos I e II assegurar que a retirada a que
faz jus o trabalhador corresponda aos depósitos efetuados na conta vinculada durante o período
de vigência do último contrato de trabalho, acrescida de juros e atualização monetária, deduzidos
os saques.
§ 2º O Conselho Curador disciplinará o disposto no inciso V, visando beneficiar os trabalhadores
de baixa renda e preservar o equilíbrio financeiro do FGTS.
§ 3º O direito de adquirir moradia com recursos do FGTS, pelo trabalhador, só poderá ser exercido
para um único imóvel.
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2004/Lei/L10.878.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2004/Lei/L10.878.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2004/Lei/L10.878.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Lei/L12087.htm#art16
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13146.htm#art99
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13146.htm#art99
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13146.htm#art127
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13465.htm#art94
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13465.htm#art94
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13465.htm#art94
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13465.htm#art94
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13465.htm#art94http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13465.htm#art94
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13465.htm#art94
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13932.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13932.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13932.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13932.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13932.htm#art2
LEGISLAÇÃO ESPECÍFICA | ARIEL ZVOZIAK
19
§ 4º O imóvel objeto de utilização do FGTS somente poderá ser objeto de outra transação com
recursos do fundo, na forma que vier a ser regulamentada pelo Conselho Curador.
§ 5º O pagamento da retirada após o período previsto em regulamento, implicará atualização
monetária dos valores devidos.
§ 6o Os recursos aplicados em cotas de fundos Mútuos de Privatização, referidos no inciso
XII, serão destinados, nas condições aprovadas pelo CND, a aquisições de valores mobiliários,
no âmbito do Programa Nacional de Desestatização, de que trata a Lei no 9.491, de 1997, e de
programas estaduais de desestatização, desde que, em ambos os casos, tais destinações sejam
aprovadas pelo CND. (Redação dada pela Lei nº 9.635, de 1998)
§ 7o Ressalvadas as alienações decorrentes das hipóteses de que trata o § 8o, os valores
mobiliários a que se refere o parágrafo anterior só poderão ser integralmente vendidos, pelos
respectivos Fundos, seis meses após a sua aquisição, podendo ser alienada em prazo inferior
parcela equivalente a 10% (dez por cento) do valor adquirido, autorizada a livre aplicação do
produto dessa alienação, nos termos da Lei no 6.385, de 7 de dezembro de 1976.
(Redação dada pela Lei nº 9.635, de 1998)
§ 8o As aplicações em Fundos Mútuos de Privatização e no FI–FGTS são nominativas,
impenhoráveis e, salvo as hipóteses previstas nos incisos I a XI e XIII a XV deste artigo,
indisponíveis por seus titulares. (Redação dada pela Medida Provisória nº 349, de 2007)
§ 8o As aplicações em Fundos Mútuos de Privatização e no FI–FGTS são nominativas,
impenhoráveis e, salvo as hipóteses previstas nos incisos I a XI e XIII a XVI do caput deste artigo,
indisponíveis por seus titulares. (Redação dada pela Lei nº 11.491, de 2007)
§ 9° Decorrido o prazo mínimo de doze meses, contados da efetiva transferência das quotas
para os Fundos Mútuos de Privatização, os titulares poderão optar pelo retorno para sua conta
vinculada no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço. (Incluído pela Lei nº 9.491, de 1997)
§ 10. A cada período de seis meses, os titulares das aplicações em Fundos Mútuos de Privatização
poderão transferi–las para outro fundo de mesma natureza. (Incluído pela Lei nº 9.491, de 1997)
§ 11. O montante das aplicações de que trata o § 6° deste artigo ficará limitado ao valor dos
créditos contra o Tesouro Nacional de que seja titular o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço.
(Incluído pela Lei nº 9.491, de 1997)
§ 12. Desde que preservada a participação individual dos quotistas, será permitida a constituição
de clubes de investimento, visando a aplicação em quotas de Fundos Mútuos de Privatização.
(Incluído pela Lei nº 9.491, de 1997)
§ 13. A garantia a que alude o § 4o do art. 13 desta Lei não compreende as aplicações a que se
referem os incisos XII e XVII do caput deste artigo. (Redação dada pela Lei nº 11.491, de 2007)
§ 14. Ficam isentos do imposto de renda: (Redação dada pela Lei nº 11.491, de 2007)
I – a parcela dos ganhos nos Fundos Mútuos de Privatização até o limite da remuneração
das contas vinculadas de que trata o art. 13 desta Lei, no mesmo período; e (Incluído pela
Lei nº 11.491, de 2007)
II – os ganhos do FI–FGTS e do Fundo de Investimento em Cotas – FIC, de que trata o § 19
deste artigo. (Incluído pela Lei nº 11.491, de 2007)
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9491.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9635.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L6385.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L6385.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9635.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2007/Mpv/349.htm#art3
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2007/Mpv/349.htm#art3
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2007/Lei/L11491.htm#art3
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2007/Lei/L11491.htm#art3
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9491.htm#art31
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9491.htm#art31
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9491.htm#art31
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9491.htm#art31
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9491.htm#art31
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9491.htm#art31
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2007/Lei/L11491.htm#art3
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2007/Lei/L11491.htm#art3
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2007/Lei/L11491.htm#art3
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2007/Lei/L11491.htm#art3
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2007/Lei/L11491.htm#art3
20
§ 15. A transferência de recursos da conta do titular no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço
em razão da aquisição de ações, nos termos do inciso XII do caput deste artigo, ou de cotas do
FI–FGTS não afetará a base de cálculo da multa rescisória de que tratam os §§ 1o e 2o do art. 18
desta Lei. (Redação dada pela Lei nº 11.491, de 2007)
§ 16. Os clubes de investimento a que se refere o § 12 poderão resgatar, durante os seis primeiros
meses da sua constituição, parcela equivalente a 5% (cinco por cento) das cotas adquiridas,
para atendimento de seus desembolsos, autorizada a livre aplicação do produto dessa venda,
nos termos da Lei no 6.385, de 7 de dezembro de 1976. (Incluído pela Lei nº 9.635, de 1998)
§ 17. Fica vedada a movimentação da conta vinculada do FGTS nas modalidades previstas nos
incisos V, VI e VII deste artigo, nas operações firmadas, a partir de 25 de junho de 1998, no
caso em que o adquirente já seja proprietário ou promitente comprador de imóvel localizado
no Município onde resida, bem como no caso em que o adquirente já detenha, em qualquer
parte do País, pelo menos um financiamento nas condições do SFH. (Incluído pela Medida
Provisória nº 2.197–43, de 2001)
§ 18. É indispensável o comparecimento pessoal do titular da conta vinculada para o pagamento
da retirada nas hipóteses previstas nos incisos I, II, III, VIII, IX e X deste artigo, salvo em caso de
grave moléstia comprovada por perícia médica, quando será paga a procurador especialmente
constituído para esse fim. (Incluído pela Medida Provisória nº 2.197–43, de 2001)
§ 19. A integralização das cotas previstas no inciso XVII do caput deste artigo será realizada
por meio de Fundo de Investimento em Cotas – FIC, constituído pela Caixa Econômica Federal
especificamente para essa finalidade. (Incluído pela Lei nº 11.491, de 2007)
§ 20. A Comissão de Valores Mobiliários estabelecerá os requisitos para a integralização
das cotas referidas no § 19 deste artigo, devendo condicioná–la pelo menos ao atendimento das
seguintes exigências: (Incluído pela Lei nº 11.491, de 2007)
I – elaboração e entrega de prospecto ao trabalhador; e (Incluído pela Lei nº 11.491, de 2007)
II – declaração por escrito, individual e específica, pelo trabalhador de sua ciência quanto
aos riscos do investimento que está realizando. (Incluído pela Lei nº 11.491, de 2007)
§ 21. As movimentações autorizadas nos incisos V e VI do caput serão estendidas aos contratos
de participação de grupo de consórcio para aquisição de imóvel residencial, cujo bem já tenha
sido adquirido pelo consorciado, na forma a ser regulamentada pelo Conselho Curador do FGTS.
(Incluído pela Lei nº 12.058, de 2009)
§ 22. Na movimentação das contas vinculadas a contrato de trabalho extinto até 31 de dezembro
de 2015, ficam isentas as exigências de que trata o incisoVIII do caput deste artigo, podendo o
saque, nesta hipótese, ser efetuado segundo cronograma de atendimento estabelecido pelo
agente operador do FGTS. (Incluído pela Lei nº 13.446, de 2017)
§ 23. As movimentações das contas vinculadas nas situações previstas nos incisos V, VI e VII
do caput deste artigo poderão ser realizadas fora do âmbito do SFH, observados os mesmos
limites financeiros das operações realizadas no âmbito desse sistema, no que se refere ao valor
máximo de movimentação da conta vinculada, e os limites, critérios e condições estabelecidos
pelo Conselho Curador. (Incluído pela Lei nº 13.932, de 2019)
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2007/Lei/L11491.htm#art3
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2007/Lei/L11491.htm#art3
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L6385.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L6385.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9635.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/MPV/2197-43.htm#art5
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/MPV/2197-43.htm#art5
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/MPV/2197-43.htm#art5
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/MPV/2197-43.htm#art5
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2007/Lei/L11491.htm#art3
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2007/Lei/L11491.htm#art3
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2007/Lei/L11491.htm#art3
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2007/Lei/L11491.htm#art3
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Lei/L12058.htm#art11
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Lei/L12058.htm#art11
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13446.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13446.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13932.htm#art2
LEGISLAÇÃO ESPECÍFICA | ARIEL ZVOZIAK
21
§ 24. O trabalhador poderá sacar os valores decorrentes da situação de movimentação de que
trata o inciso XX do caput deste artigo até o último dia útil do segundo mês subsequente ao da
aquisição do direito de saque . (Incluído pela Lei nº 13.932, de 2019)
§ 25. O agente operador deverá oferecer, nos termos do regulamento do Conselho Curador,
em plataformas de interação com o titular da conta, inclusive por meio de dispositivos móveis,
opções para consulta e transferência, a critério do trabalhador, para conta de depósitos de sua
titularidade em qualquer instituição financeira do Sistema Financeiro Nacional, dos recursos
disponíveis para movimentação em decorrência das situações previstas neste artigo, cabendo
ao agente operador estabelecer os procedimentos operacionais a serem observados. (Incluído
pela Lei nº 13.932, de 2019)
§ 26. As transferências de que trata o § 25 deste artigo não acarretarão a cobrança de tarifas
pelo agente operador ou pelas demais instituições financeiras. (Incluído pela Lei nº 13.932, de
2019)
Art. 20–A. O titular de contas vinculadas do FGTS estará sujeito a somente uma das seguintes
sistemáticas de saque: (Incluído pela Lei nº 13.932, de 2019)
I – saque–rescisão; ou (Incluído pela Lei nº 13.932, de 2019) II – saque–aniversário. (Incluído
pela Lei nº 13.932, de 2019)
§ 1º Todas as contas do mesmo titular estarão sujeitas à mesma sistemática de saque. (Incluído
pela Lei nº 13.932, de 2019)
§ 2º São aplicáveis às sistemáticas de saque de que trata o caput deste artigo as seguintes
situações de movimentação de conta: (Incluído pela Lei nº 13.932, de 2019)
I – para a sistemática de saque–rescisão, as previstas no art. 20 desta Lei, à exceção da
estabelecida no inciso XX do caput do referido artigo; e (Incluído pela Lei nº 13.932, de 2019)
II – para a sistemática de saque–aniversário, as previstas no art. 20 desta Lei, à exceção das
estabelecidas nos incisos I, I–A, II, IX e X do caput do referido artigo. (Incluído pela Lei nº 13.932,
de 2019)
Art. 20–B. O titular de contas vinculadas do FGTS estará sujeito originalmente à sistemática de
saque–rescisão e poderá optar por alterá–la, observado o disposto no art. 20–C desta Lei. (Incluído
pela Lei nº 13.932, de 2019)
Art. 20–C. A primeira opção pela sistemática de saque–aniversário poderá ser feita a qualquer
tempo e terá efeitos imediatos. (Incluído pela Lei nº 13.932, de 2019)
§ 1º Caso o titular solicite novas alterações de sistemática será observado o seguinte: (Incluído
pela Lei nº 13.932, de 2019)
I – a alteração será efetivada no primeiro dia do vigésimo quinto mês subsequente ao da
solicitação, desde que não haja cessão ou alienação de direitos futuros aos saques anuais de
que trata o § 3º do art. 20–D desta Lei; (Incluído pela Lei nº 13.932, de 2019)
II – a solicitação poderá ser cancelada pelo titular antes da sua efetivação; e (Incluído pela Lei nº
13.932, de 2019)
III – na hipótese de cancelamento, a nova solicitação estará sujeita ao disposto no inciso I
do caput deste artigo. (Incluído pela Lei nº 13.932, de 2019)
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13932.htm#art2
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22
§ 2º Para fins do disposto no § 2º do art. 20–A desta Lei, as situações de movimentação
obedecerão à sistemática a que o titular estiver sujeito no momento dos eventos que as
ensejarem. (Incluído pela Lei nº 13.932, de 2019)
Art. 20–D. Na situação de movimentação de que trata o inciso XX do caput do art. 20 desta Lei,
o valor do saque será determinado: (Incluído pela Lei nº 13.932, de 2019)
I – pela aplicação da alíquota correspondente, estabelecida no Anexo desta Lei, à soma de todos
os saldos das contas vinculadas do titular, apurados na data do débito; e (Incluído pela Lei nº
13.932, de 2019)
II – pelo acréscimo da parcela adicional correspondente, estabelecida no Anexo desta Lei, ao
valor apurado de acordo com o disposto no inciso I do caput deste artigo. (Incluído pela Lei nº
13.932, de 2019)
§ 1º Na hipótese de o titular possuir mais de uma conta vinculada, o saque de que trata este
artigo será feito na seguinte ordem: (Incluído pela Lei nº 13.932, de 2019)
I – contas vinculadas relativas a contratos de trabalho extintos, com início pela conta que
tiver o menor saldo; e (Incluído pela Lei nº 13.932, de2019)
II – demais contas vinculadas, com início pela conta que tiver o menor saldo. (Incluído pela Lei
nº 13.932, de 2019)
§ 2º O Poder Executivo federal, respeitada a alíquota mínima de 5% (cinco por cento), poderá
alterar, até o dia 30 de junho de cada ano, os valores das faixas, das alíquotas e das parcelas
adicionais constantes do Anexo desta Lei para vigência no primeiro dia do ano subsequente.
(Incluído pela Lei nº 13.932, de 2019)
§ 3º A critério do titular da conta vinculada do FGTS, os direitos aos saques anuais de que trata
o caput deste artigo poderão ser objeto de alienação ou cessão fiduciária, nos termos do art.
66–B da Lei nº 4.728, de 14 de julho de 1965, em favor de qualquer instituição financeira do
Sistema Financeiro Nacional, sujeitas as taxas de juros praticadas nessas operações aos limites
estipulados pelo Conselho Curador, os quais serão inferiores aos limites de taxas de juros
estipulados para os empréstimos consignados dos servidores públicos federais do Poder
Executivo. (Incluído pela Lei nº 13.932, de 2019)
§ 4º O Conselho Curador poderá regulamentar o disposto no § 3º deste artigo, com vistas ao
cumprimento das obrigações financeiras de seu titular, inclusive quanto ao: (Incluído pela Lei nº
13.932, de 2019)
I – bloqueio de percentual do saldo total existente nas contas vinculadas; (Incluído pela Lei nº
13.932, de 2019)
II – impedimento da efetivação da opção pela sistemática de saque–rescisão prevista no inciso
I do § 1º do art. 20–C desta Lei; e (Incluído pela Lei nº 13.932, de 2019)
III – saque em favor do credor. (Incluído pela Lei nº 13.932, de 2019)
§ 5º As situações de movimentação de que trata o § 2º do art. 20–A desta Lei serão efetuadas
com observância ao limite decorrente do bloqueio referido no § 4º deste artigo. (Incluído pela
Lei nº 13.932, de 2019)
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13932.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13932.htm#art2
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http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13932.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13932.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13932.htm#art2
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http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13932.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L4728.htm#art66b
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L4728.htm#art66b
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L4728.htm#art66b
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§ 6º A vedação prevista no § 2º do art. 2º desta Lei não se aplica às disposições dos §§ 3º,
4º e 5º deste artigo. (Incluído pela Lei nº 13.932, de 2019)
§ 7º Na hipótese de despedida sem justa causa, o trabalhador que optar pela sistemática saque–
aniversário também fará jus à movimentação da multa rescisória de que tratam os § 1º e 2º do
art. 18 desta Lei. (Incluído pela Lei nº 13.932, de 2019)
Art. 21. Os saldos das contas não individualizadas e das contas vinculadas que se conservem
ininterruptamente sem créditos de depósitos por mais de cinco anos, a partir de 1º de junho de
1990, em razão de o seu titular ter estado fora do regime do FGTS, serão incorporados ao patrimônio
do fundo, resguardado o direito do beneficiário reclamar, a qualquer tempo, a reposição do valor
transferido. (Redação dada pela Lei nº 8.678, de 1993)
Parágrafo único. O valor, quando reclamado, será pago ao trabalhador acrescido da remuneração
prevista no § 2º do art. 13 desta lei. (Incluído pela Lei nº 8.678, de 1993)
Art. 22. O empregador que não realizar os depósitos previstos nesta Lei, no prazo fixado no art. 15,
responderá pela incidência da Taxa Referencial – TR sobre a importância correspondente. (Redação
dada pela Lei nº 9.964, de 2000)
§ 1º Sobre o valor dos depósitos, acrescido da TR, incidirão, ainda, juros de mora de 0,5% a.m.
(cinco décimos por cento ao mês) ou fração e multa, sujeitando–se, também, às obrigações e
sanções previstas no Decreto–Lei no 368, de 19 de dezembro de 1968. (Redação dada pela Lei
nº 9.964, de 2000)
§ 2º A incidência da TR de que trata o caput deste artigo será cobrada por dia de atraso,
tomando–se por base o índice de atualização das contas vinculadas do FGTS. (Redação dada
pela Lei nº 9.964, de 2000)
§ 2º–A. A multa referida no § 1o deste artigo será cobrada nas condições que se seguem:
(Incluído pela Lei nº 9.964, de 2000)
I – 5% (cinco por cento) no mês de vencimento da obrigação; (Incluído pela Lei nº 9.964, de
2000)
II – 10% (dez por cento) a partir do mês seguinte ao do vencimento da obrigação. (Incluído pela
Lei nº 9.964, de 2000)
§ 3º Para efeito de levantamento de débito para com o FGTS, o percentual de 8% (oito por
cento) incidirá sobre o valor acrescido da TR até a data da respectiva operação. (Redação dada
pela Lei nº 9.964, de 2000)
Art. 23. Competirá à Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia a
verificação do cumprimento do disposto nesta Lei, especialmente quanto à apuração dos débitos
e das infrações praticadas pelos empregadores ou tomadores de serviço, que os notificará para
efetuarem e comprovarem os depósitos correspondentes e cumprirem as demais determinações
legais. (Redação dada pela Lei nº 13.932, de 2019)
§ 1º Constituem infrações para efeito desta lei:
I – não depositar mensalmente o percentual referente ao FGTS, bem como os valores previstos
no art. 18 desta Lei, nos prazos de que trata o § 6o do art. 477 da Consolidação das Leis do
Trabalho – CLT; (Redação dada pela Medida Provisória nº 2.197–43, de 2001)
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13932.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13932.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13932.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8678.htm#art4
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8678.htm#art4
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9964.htm#art6
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9964.htm#art6
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9964.htm#art6
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9964.htm#art6
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9964.htm#art6
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9964.htm#art6
http://(Redação dada pela Lei nº 9.964, de 2000)
http://(Redação dada pela Lei nº 9.964, de 2000)
http://(Redação dada pela Lei nº 9.964, de 2000)
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9964.htm#art6
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9964.htm#art6
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13932.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/MPV/2197-43.htm#art5
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/MPV/2197-43.htm#art5
24
II – omitir as informações sobre a conta vinculada do trabalhador;
III – apresentar as informaçõesao Cadastro Nacional do Trabalhador, dos trabalhadores
beneficiários, com erros ou omissões;
IV – deixar de computar, para efeito de cálculo dos depósitos do FGTS, parcela
V – deixar de efetuar os depósitos e os acréscimos legais, após ser notificado pela fiscalização; e
(Redação dada pela Lei nº 13.932, de 2019)
VI – deixar de apresentar, ou apresentar com erros ou omissões, as informações de que trata o
art. 17–A desta Lei e as demais informações legalmente exigíveis. (Incluído pela Lei nº 13.932,
de 2019)
V – deixar de efetuar os depósitos e os acréscimos legais, após ser notificado pela fiscalização;
e (Redação dada pela Lei nº 13.932, de 2019)
VI – deixar de apresentar, ou apresentar com erros ou omissões, as informações de que trata
o art. 17–A desta Lei e as demais informações legalmente exigíveis. (Incluído pela Lei nº 13.932,
de 2019)
§ 2º Pela infração do disposto no § 1º deste artigo, o infrator estará sujeito às seguintes multas
por trabalhador prejudicado:
a) de 2 (dois) a 5 (cinco) BTN, no caso dos incisos II e III;
b) de 10 (dez) a 100 (cem) BTN, no caso dos incisos I, IV e V.
c) de R$ 100,00 (cem reais) a R$ 300,00 (trezentos reais) por trabalhador prejudicado, na
hipótese prevista no inciso VI do § 1º deste artigo. (Redação dada pela Lei nº 13.932, de 2019)
§ 3º Nos casos de fraude, simulação, artifício, ardil, resistência, embaraço ou desacato à
fiscalização, assim como na reincidência, a multa especificada no parágrafo anterior será
duplicada, sem prejuízo das demais cominações legais.
§ 4º Os valores das multas, quando não recolhidas no prazo legal, serão atualizados
monetariamente até a data de seu efetivo pagamento, através de sua conversão pelo BTN
Fiscal.
§ 5º O processo de fiscalização, de autuação e de imposição de multas reger–se–á pelo disposto
no Título VII da CLT. (Redação dada pela Lei nº 13.932, de 2019)
§ 6º Quando julgado procedente o recurso interposto na forma do Título VII da CLT, os depósitos
efetuados para garantia de instância serão restituídos com os valores atualizados na forma de lei.
§ 7º A rede arrecadadora e a Caixa Econômica Federal deverão prestar ao Ministério do
Trabalho e da Previdência Social as informações necessárias à fiscalização.
Art. 23–A. A notificação do empregador relativa aos débitos com o FGTS, o início de procedimento
administrativo ou a medida de fiscalização interrompem o prazo prescricional. (Incluído dada pela
Lei nº 13.932, de 2019)
§ 1º O contencioso administrativo é causa de suspensão do prazo prescricional. (Incluído dada
pela Lei nº 13.932, de 2019)
http://V - deixar de efetuar os depósitos e os acréscimos legais, após ser notificado pela fiscalização; e
(Redação dada pela Lei nº 13.932, de 2019)
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13932.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13932.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13932.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13932.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13932.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13932.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del5452.htm#tvii
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del5452.htm#tvii
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13932.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del5452.htm#tvii
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13932.htm#art2
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25
§ 2º A data de publicação da liquidação do crédito será considerada como a data de sua
constituição definitiva, a partir da qual será retomada a contagem do prazo prescricional.
(Incluído dada pela Lei nº 13.932, de 2019)
§ 3º Todos os documentos relativos às obrigações perante o FGTS, referentes a todo o contrato
de trabalho de cada trabalhador, devem ser mantidos à disposição da fiscalização por até
5 (cinco) anos após o fim de cada contrato. (Incluído dada pela Lei nº 13.932, de 2019)
Art. 24. Por descumprimento ou inobservância de quaisquer das obrigações que lhe compete como
agente arrecadador, pagador e mantenedor do cadastro de contas vinculadas, na forma que vier a
ser regulamentada pelo Conselho Curador, fica o banco depositário sujeito ao pagamento de multa
equivalente a 10 (dez) por cento do montante da conta do empregado, independentemente das
demais cominações legais.
Art. 25. Poderá o próprio trabalhador, seus dependentes e sucessores, ou ainda o Sindicato a
que estiver vinculado, acionar diretamente a empresa por intermédio da Justiça do Trabalho,
para compeli–la a efetuar o depósito das importâncias devidas nos termos desta lei. (Vide Medida
Provisória nº 651, de 2014)
Parágrafo único. A Caixa Econômica Federal e o Ministério do Trabalho e da Previdência Social
deverão ser notificados da propositura da reclamação.
Art. 26. É competente a Justiça do Trabalho para julgar os dissídios entre os trabalhadores e os
empregadores decorrentes da aplicação desta lei, mesmo quando a Caixa Econômica Federal e o
Ministério do Trabalho e da Previdência Social figurarem como litisconsortes.
Parágrafo único. Nas reclamatórias trabalhistas que objetivam o ressarcimento de parcelas
relativas ao FGTS, ou que, direta ou indiretamente, impliquem essa obrigação de fazer, o juiz
determinará que a empresa sucumbente proceda ao recolhimento imediato das importâncias
devidas a tal título.
Art. 26–A. Para fins de apuração e lançamento, considera–se não quitado o valor relativo ao FGTS
pago diretamente ao trabalhador, vedada a sua conversão em indenização compensatória. (Incluído
dada pela Lei nº 13.932, de 2019)
§ 1º Os débitos reconhecidos e declarados por meio de sistema de escrituração digital serão
recolhidos integralmente, acrescidos dos encargos devidos. (Incluído dada pela Lei nº 13.932,
de 2019)
§ 2º Para a geração das guias de depósito, os valores devidos a título de FGTS e o período laboral
a que se referem serão expressamente identificados. (Incluído dada pela Lei nº 13.932, de 2019)
Art. 27. A apresentação do Certificado de Regularidade do FGTS, fornecido na forma do regulamento,
é obrigatória nas seguintes situações: (Redação dada pela Lei nº 13.932, de 2019)
a) habilitação e licitação promovida por órgão da Administração Federal, Estadual
e Municipal, direta, indireta ou fundacional ou por entidade controlada direta ou
indiretamente pela União, Estado e Município;
b) obtenção, por parte da União, dos Estados ou dos Municípios, ou por órgãos da Administração
federal, estadual ou municipal, direta, indireta ou fundacional, ou indiretamente pela União,
pelos Estados ou pelos Municípios, de empréstimos ou financiamentos realizados com lastro
em recursos públicos ou oriundos do FGTS perante quaisquer instituições de crédito; (Redação
dada pela Lei nº 13.805, de 2019) (Vide Medida Provisória nº 958, de 2020) (Vide Lei nº 13.999,
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13932.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13932.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2014/Mpv/mpv651.htm#art39
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2014/Mpv/mpv651.htm#art39
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13932.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13932.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13932.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13932.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13932.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13932.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2020/Mpv/mpv958.htm#art1http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2020/Mpv/mpv958.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2020/Mpv/mpv958.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2020/Mpv/mpv958.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Mpv/mpv1028.htm#art1
26
de 2020) (Vide Medida Provisória nº 975, de 2020). (Vide Medida Provisória nº 1.028, de 2021).
(Vide Lei nº 14.179, de 2021)
c) obtenção de favores creditícios, isenções, subsídios, auxílios, outorga ou concessão de
serviços ou quaisquer outros benefícios concedidos por órgão da Administração Federal,
Estadual e Municipal, salvo quando destinados a saldar débitos para com o FGTS; (Vide
Medida Provisória nº 958, de 2020) (Vide Lei nº 13.999, de 2020) (Vide Medida Provisória nº
975, de 2020). (Vide Medida Provisória nº 1.028, de 2021). (Vide Lei nº 14.179, de 2021)
d) transferência de domicílio para o exterior;
e) registro ou arquivamento, nos órgãos competentes, de alteração ou distrato de contrato
social, de estatuto, ou de qualquer documento que implique modificação na estrutura
jurídica do empregador ou na sua extinção.
Art. 28. São isentos de tributos federais os atos e operações necessários à aplicação desta lei, quando
praticados pela Caixa Econômica Federal, pelos trabalhadores e seus dependentes ou sucessores,
pelos empregadores e pelos estabelecimentos bancários.
Parágrafo único. Aplica–se o disposto neste artigo às importâncias devidas, nos termos desta
lei, aos trabalhadores e seus dependentes ou sucessores.
Art. 29. Os depósitos em conta vinculada, efetuados nos termos desta lei, constituirão despesas
dedutíveis do lucro operacional dos empregadores e as importâncias levantadas a seu favor
implicarão receita tributável.
Art. 29–A. Quaisquer créditos relativos à correção dos saldos das contas vinculadas do FGTS serão
liquidados mediante lançamento pelo agente operador na respectiva conta do trabalhador.
(Incluído pela Medida Provisória nº 2.197–43, de 2001)
Art. 29–B. Não será cabível medida liminar em mandado de segurança, no procedimento cautelar
ou em quaisquer outras ações de natureza cautelar ou preventiva, nem a tutela antecipada prevista
nos arts. 273 e 461 do Código de Processo Civil que impliquem saque ou movimentação da conta
vinculada do trabalhador no FGTS. Incluído pela Medida Provisória nº 2.197–43, de 2001)
Art. 29–C. Nas ações entre o FGTS e os titulares de contas vinculadas, bem como naquelas em
que figurem os respectivos representantes ou substitutos processuais, não haverá condenação
em honorários advocatícios. (Incluído pela Medida Provisória nº 2.164–41, de 2001) (Vide ADI nº
2.736)
Art. 29–D. A penhora em dinheiro, na execução fundada em título judicial em que se determine cr
édito complementar de saldo de conta vinculada do FGTS, será feita mediante depósito de recursos
do Fundo em conta vinculada em nome do exeqüente, à disposição do juízo. (Incluído pela Medida
Provisória nº 2.164–41, de 2001)
Parágrafo único. O valor do depósito só poderá ser movimentado, após liberação judicial, nas
hipóteses previstas no art. 20 ou para reversão ao Fundo. (Incluído pela Medida Provisória nº
2.164–41, de 2001)
Art. 30. Fica reduzida para 1 1/2 (um e meio) por cento a contribuição devida pelas empresas
ao Serviço Social do Comércio e ao Serviço Social da Indústria e dispensadas estas entidades da
subscrição compulsória a que alude o art. 21 da Lei nº 4.380, de 21 de agosto de 1964.
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Mpv/mpv1028.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Mpv/mpv1028.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Mpv/mpv1028.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14179.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2020/Mpv/mpv958.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2020/Mpv/mpv958.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2020/Lei/L13999.htm#art4
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2020/Mpv/mpv975.htm#art5
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2020/Mpv/mpv975.htm#art5
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Mpv/mpv1028.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14179.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/MPV/2197-43.htm#art5
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/MPV/2197-43.htm#art5
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L5869.htm#art461
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L5869.htm#art461
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L5869.htm#art461
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/MPV/2197-43.htm#art5
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/MPV/2164-41.htm#art9
http://www.stf.jus.br/portal/peticaoInicial/verPeticaoInicial.asp?base=ADIN&s1=2736&processo=2736
http://www.stf.jus.br/portal/peticaoInicial/verPeticaoInicial.asp?base=ADIN&s1=2736&processo=2736
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/MPV/2164-41.htm#art9
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/MPV/2164-41.htm#art9
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/MPV/2164-41.htm#art9
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/MPV/2164-41.htm#art9
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L4380.htm#art21
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L4380.htm#art21
LEGISLAÇÃO ESPECÍFICA | ARIEL ZVOZIAK
27
Art. 31. O Poder Executivo expedirá o Regulamento desta lei no prazo de 60 (sessenta) dias a contar
da data de sua promulgação.
Art. 32. Esta lei entra em vigor na data de sua publicação, revogada a Lei nº 7.839, de 12 de outubro
de 1989, e as demais disposições em contrário.
Brasília, 11 de maio de 1990; 169º da Independência e 102º da República.
FERNANDO COLLOR
Zélia M. Cardoso de Mello Antonio Magri
Margarida Procópio
Este texto não substitui o publicado no DOU de 14.5.1990 e retificado em 15.5.1990
ANEXO
(Incluído pela Lei nº 13.932, de 2019)
LIMITE DAS FAIXAS DE SALDO (Em R$) ALÍQUOTA PARCELA ADICONAL
(EM R$)
de 00,01 até 500,00 50% –
de 500,01 até 1.000,00 40% 50,00
de 1.000,01 até 5.000,00 30% 150,00
de 5.000,01 até 10.000,00 20% 650,00
de 10.000,01 até 15.000,00 15% 1.150,00
de 15.000,01 até 20.000,00 10% 1.900,00
Acima de 20.000,00 – 5% 2.900,00
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L7839.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L7839.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/1989_1994/RET/rlei-8036-90.pdf
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13932.htm#anexo
Conhecimentos
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LEGISLAÇÃO ESPECÍFICA
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Lei Complementar nº 7/1970 - Institui o Programa de Integra-
ção Social
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Resolução CMN nº 3.694/2009
LEGISLAÇÃO ESPECÍFICA
3
RESOLUÇÃO Nº 3.694
Dispõe sobre a prevenção de riscos na contratação de operações e na prestação de serviços
por parte de instituições financeiras e demais instituições autorizadas a funcionar pelo Banco
Central do Brasil.
O Banco Central do Brasil, na forma do art. 9º da Lei nº 4.595, de 31 de dezembro de 1964, torna
público que o Conselho Monetário Nacional, em sessão realizada em 26 de março de 2009, com
base no art. 4º, inciso VIII, da referida lei,
R E S O L V E U :
Art. 1º As instituições financeiras e demais instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central
do Brasil devem contemplar, em seus sistemas de controles internos e de prevenção de riscos
previstos na regulamentação vigente, a adoção e a verificação de procedimentos, na contratação de
operações e na prestação de serviços, que assegurem:
Art. 1º As instituições financeiras e demais instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central
do Brasil, na contratação de operações e na prestação de serviços, devem assegurar: (Redação dada
pela Resolução nº 4.283, de 4/11/2013.)
I - a prestação das informações necessárias à livre escolha e à tomada de decisões por parte
de seus clientes e usuários, explicitando, inclusive, as cláusulas contratuais ou práticas que
impliquem deveres, responsabilidades e penalidadese fornecendo tempestivamente cópia
de contratos, recibos, extratos, comprovantes e outros documentos relativos a operações e a
serviços prestados;
I - a adequação dos produtos e serviços ofertados ou recomendados às necessidades, interesses
e objetivos dos clientes e usuários; (Redação dada pela Resolução nº 4.283, de 4/11/2013.)
II - a utilização em contratos e documentos de redação clara, objetiva e adequada à natureza
e à complexidade da operação ou do serviço prestado, de forma a permitir o entendimento
do conteúdo e a identificação de prazos, valores, encargos, multas, datas, locais e demais
condições.
II - a integridade, a confiabilidade, a segurança e o sigilo das transações realizadas, bem como a
legitimidade das operações contratadas e dos serviços prestados; (Redação dada pela Resolução
nº 4.283, de 4/11/2013.)
III - a adequação dos produtos e serviços ofertados ou recomendados às necessidades,
interesses e objetivos dos seus clientes; (Incluído pela Resolução nº 3.919, de 25/11/2010.)
III - a prestação das informações necessárias à livre escolha e à tomada de decisões por parte
de clientes e usuários, explicitando, inclusive, direitos e deveres, responsabilidades, custos ou
ônus, penalidades e eventuais riscos existentes na execução de operações e na prestação de
serviços; (Redação dada pela Resolução nº 4.283, de 4/11/2013.)
LEGISLAÇÃO ESPECÍFICA
3
RESOLUÇÃO Nº 3.694
Dispõe sobre a prevenção de riscos na contratação de operações e na prestação de serviços
por parte de instituições financeiras e demais instituições autorizadas a funcionar pelo Banco
Central do Brasil.
O Banco Central do Brasil, na forma do art. 9º da Lei nº 4.595, de 31 de dezembro de 1964, torna
público que o Conselho Monetário Nacional, em sessão realizada em 26 de março de 2009, com
base no art. 4º, inciso VIII, da referida lei,
R E S O L V E U :
Art. 1º As instituições financeiras e demais instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central
do Brasil devem contemplar, em seus sistemas de controles internos e de prevenção de riscos
previstos na regulamentação vigente, a adoção e a verificação de procedimentos, na contratação de
operações e na prestação de serviços, que assegurem:
Art. 1º As instituições financeiras e demais instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central
do Brasil, na contratação de operações e na prestação de serviços, devem assegurar: (Redação dada
pela Resolução nº 4.283, de 4/11/2013.)
I - a prestação das informações necessárias à livre escolha e à tomada de decisões por parte
de seus clientes e usuários, explicitando, inclusive, as cláusulas contratuais ou práticas que
impliquem deveres, responsabilidades e penalidades e fornecendo tempestivamente cópia
de contratos, recibos, extratos, comprovantes e outros documentos relativos a operações e a
serviços prestados;
I - a adequação dos produtos e serviços ofertados ou recomendados às necessidades, interesses
e objetivos dos clientes e usuários; (Redação dada pela Resolução nº 4.283, de 4/11/2013.)
II - a utilização em contratos e documentos de redação clara, objetiva e adequada à natureza
e à complexidade da operação ou do serviço prestado, de forma a permitir o entendimento
do conteúdo e a identificação de prazos, valores, encargos, multas, datas, locais e demais
condições.
II - a integridade, a confiabilidade, a segurança e o sigilo das transações realizadas, bem como a
legitimidade das operações contratadas e dos serviços prestados; (Redação dada pela Resolução
nº 4.283, de 4/11/2013.)
III - a adequação dos produtos e serviços ofertados ou recomendados às necessidades,
interesses e objetivos dos seus clientes; (Incluído pela Resolução nº 3.919, de 25/11/2010.)
III - a prestação das informações necessárias à livre escolha e à tomada de decisões por parte
de clientes e usuários, explicitando, inclusive, direitos e deveres, responsabilidades, custos ou
ônus, penalidades e eventuais riscos existentes na execução de operações e na prestação de
serviços; (Redação dada pela Resolução nº 4.283, de 4/11/2013.)
4
IV - a possibilidade de tempestivo cancelamento de contratos; (Incluído pela Resolução nº
3.919, de 25/11/2010.)
IV - o fornecimento tempestivo ao cliente ou usuário de contratos, recibos, extratos,
comprovantes e outros documentos relativos a operações e a serviços; (Redação dada pela
Resolução nº 4.283, de 4/11/2013.)
V - a formalização de título adequado estipulando direitos e obrigações para fins de fornecimento
de cartão de crédito; e (Incluído pela Resolução nº 3.919, de 25/11/2010.)
V - a utilização de redação clara, objetiva e adequada à natureza e à complexidade da operação
ou do serviço, em contratos, recibos, extratos, comprovantes e documentos destinados ao
público, de forma a permitir o entendimento do conteúdo e a identificação de prazos, valores,
encargos, multas, datas, locais e demais condições; (Redação dada pela Resolução nº 4.283, de
4/11/2013.)
VI - o encaminhamento de cartões de crédito ao domicílio do cliente somente em decorrência
de sua expressa solicitação. (Incluído pela Resolução nº 3.919, de 25/11/2010.)
VI - a possibilidade de tempestivo cancelamento de contratos; (Redação dada pela Resolução nº
4.283, de 4/11/2013.)
VII - a formalização de título adequado estipulando direitos e obrigações para abertura,
utilização e manutenção de conta de pagamento pós-paga; (Incluído pela Resolução nº 4.283,
de 4/11/2013.)
VIII - o encaminhamento de instrumento de pagamento ao domicílio do cliente ou usuário ou a
sua habilitação somente em decorrência de sua expressa solicitação ou autorização; e (Incluído
pela Resolução nº 4.283, de 4/11/2013.)
IX - a identificação dos usuários finais beneficiários de pagamento ou transferência em
demonstrativos e faturas do pagador, inclusive nas situações em que o serviço de pagamento
envolver instituições participantes de diferentes arranjos de pagamento. (Incluído pela
Resolução nº 4.283, de 4/11/2013.)
Parágrafo único. Para fins do cumprimento do disposto no inciso III, no caso de abertura de conta
de depósitos ou de conta de pagamento, deve ser fornecido também prospecto de informações
essenciais, explicitando, no mínimo, as regras básicas, os riscos existentes, os procedimentos
para contratação e para rescisão, as medidas de segurança, inclusive em caso de perda, furto
ou roubo de credenciais, e a periodicidade e forma de atualização pelo cliente de seus dados
cadastrais. (Incluído pela Resolução nº 4.283, de 4/11/2013, com produção de efeitos a partir
de 2/5/2014.)
Art. 2º As instituições referidas no art. 1º devem divulgar, em suas dependências e nas dependências
dos estabelecimentos onde seus produtos são ofertados, em local visível e em formato legível,
informações relativas a situações que impliquem recusa à realização de pagamentos ou à recepção
de cheques, fichas de compensação, documentos, inclusive de cobrança, contas e outros.
Art. 3º É vedado às instituições referidas no art. 1º recusar ou dificultar, aos clientes e usuários de
seus produtos e serviços, o acesso aos canais de atendimento convencionais, inclusive guichês de
caixa, mesmo na hipótese de oferecer atendimento alternativo ou eletrônico.
LEGISLAÇÃO ESPECÍFICA | ARIEL ZVOZIAK
5
§ 1º O disposto no caput não se aplica às dependências exclusivamente eletrônicas nem à
prestação de serviços de cobrança e de recebimento decorrentes de contratos ou convênios que
prevejam canais de atendimento específicos.
§ 2º A opção pela prestação de serviços por meios alternativos aos convencionais é admitida desde
que adotadas as medidas necessárias para preservar a integridade, a confiabilidade, a segurança e
o sigilo das transações realizadas, assim como a legitimidade dos serviços prestados, em face dos
direitos dos clientes e dos usuários, devendo as instituições informá-los dos riscos existentes.
Art. 4º Esta resolução entra em vigor na data de sua publicação.
Art. 5º Ficam revogadas as Resoluções nºs 2.878, de26 de julho de 2001, e 2.892, de 27 de
setembro de 2001.
Brasília, 26 de março de 2009.
Henrique de Campos Meirelles Presidente
Este texto não substitui o publicado no DOU e no Sisbacen.
LEGISLAÇÃO ESPECÍFICA | ARIEL ZVOZIAK
5
§ 1º O disposto no caput não se aplica às dependências exclusivamente eletrônicas nem à
prestação de serviços de cobrança e de recebimento decorrentes de contratos ou convênios que
prevejam canais de atendimento específicos.
§ 2º A opção pela prestação de serviços por meios alternativos aos convencionais é admitida desde
que adotadas as medidas necessárias para preservar a integridade, a confiabilidade, a segurança e
o sigilo das transações realizadas, assim como a legitimidade dos serviços prestados, em face dos
direitos dos clientes e dos usuários, devendo as instituições informá-los dos riscos existentes.
Art. 4º Esta resolução entra em vigor na data de sua publicação.
Art. 5º Ficam revogadas as Resoluções nºs 2.878, de 26 de julho de 2001, e 2.892, de 27 de
setembro de 2001.
Brasília, 26 de março de 2009.
Henrique de Campos Meirelles Presidente
Este texto não substitui o publicado no DOU e no Sisbacen.
Conhecimentos
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CONHECIMENTOS BANCÁRIOS
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PROF. SIRLO OLIVEIRA
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3
CONHECIMENTOS BANCÁRIOS
3
CAPÍTULO 1
POLÍTICAS ECONOMICAS E FUNÇÕES DA MOEDA
Vamos começar a falar de conhecimentos bancários, mas antes, preciso te
falar sobre o assunto principal da matéria. Achou que é o tal do sistema financeiro
nacional? Não! O assunto principal é o tal do DINHEIRO! Isso mesmo!
O dinheiro não foi criado junto com Adão e Eva, o dinheiro foi criado por
uma necessidade da humanidade de realizar comercio sem precisar trocar
mercadorias.
Antes do dinheiro (papel moeda e moeda metálica) as negociações de
mercadorias eram feitas através da simples troca, ou escambo.
O produtor de cadeiras queria leite, e o produtor de leite queria cadeiras;
então vamos fazer a troca. Esse exemplo é bem diferente, mas esse é o objetivo, para
mostrar que o escambo tinha seus vários problemas, uma vez que nem sempre uma
pessoa tinha interesse no que o outro produzia para troca, ou seja, o fabricante de
cadeiras podia não querer tanto leite, ou pelo fato do leite se mais perecível em
relação a cadeira, a necessidade por leite seria maior do que de cadeiras. E aí? Como
fica isso?
A humanidade foi buscando formas de encontrar objetos que tivessem
um interesse unanime das pessoas, ou seja, vamos tentar achar algo que tenha o
mesmo valor para a pessoa A e para a pessoa B; assim as trocas poderiam ser
feitas com base nesse item valioso e não entre mercadorias.
No início foi convencionado que os metais preciosos e pedras seriam os
itens de valor comum que poderiam ser trocados por mercadorias, pois quem
não iria querer uma pepita de ouro? Assim a humanidade foi comercializando
mercadorias trocando por pedras preciosas ou metais.
A moeda metálica surgiu com a necessidade de melhorar o transporte e
guarda dos metais preciosos, pois ladrões sempre existiram, então os ourives, que
manuseavam o ouro, também receberam a função de custodiantes (guardadores)
dos metais e pedras preciosas das pessoas e, ao receber os itens, emitia um papel
informando que aquela pessoa possuía aqueles valores guardados. Esse papel
também serviria como objeto de troca por mercadorias.
A cunhagem de moedas foi criada para evitar as falsificações dos metais,
acredita nisso? Na Grécia antiga já existiam os falsificadores, ou seja, aqueles que
diziam que uma moeda era de prata, mas ela não tinha tanta prata como ele dizia.
Para evitar esse problema, as nações começaram a cunhar moedas colocando
seus selos nas moedas para garantir que aquela moeda de prata tinha a
quantidade correta de prata e não de outro metal inferior.
44
Assim a humanidade vem caminhando e utilizando cada vez mais a
moeda, ou seja, o item que serve de troca para se adquirir produtos ou serviços,
pois é um item que tem valor para qualquer pessoa.
“Em termos econômicos, moeda é tudo aquilo que é geralmente aceito
para liquidar as transações, isto é, para pagar pelos bens e serviços e para quitar
obrigações, ou seja, de acordo com esta definição, qualquer coisa pode ser
moeda, desde que aceita como forma de pagamento. Ela é considerada o
instrumento básico para que se possa operar no mercado. Pois a moeda atua
como meio de troca. Quando um indivíduo vende seu produto, ele receberá
moeda pelo produto vendido e, por conseguinte, terá moeda para comprar
aquilo que desejar.
Além disso, a moeda desempenha a função como unidade de
conta (também chamado de denominador comum de valor), isto é, fornece um
padrão para que as demais mercadorias expressem seus valores, e forneçam um
referencial para que os valores dos demais produtos sejam cotados no mercado.
E a terceira função da moeda é a chamada reserva de valor, função que
decorre do meio de troca, onde o poder de comprar adquirido ao vender sua
mercadoria mantem-se ao longo do tempo. Em outras palavras, a moeda deve
preservar o poder de compra (assim como acontece com os títulos, pois eles têm
valor de compra e rentabilidade ao longo do tempo).
Resumindo as três funções, temos:
• Moeda como meio de troca: intermediário entre as mercadorias;
• Moeda com unidade de conta: ser o referencial das trocas, o instrumento
pelo qual as mercadorias são cotadas; e
• Moeda como reserva de valor: poder de compra que se mantém no tempo,
ou seja, forma de se medir a riqueza.
Ao longo do tempo, a moeda evoluiu, primeiramente tínhamos a moeda-
mercadoria (sal, animais etc.), passando pela moeda metálica (ouro, prata,
metais preciosos) até chegarmos ao que temos hoje, o papel-moeda ou moeda
fiduciária, para o qual não existe qualquer tipo de lastro. Isto é, não existe a
garantia física sustentando o valor da moeda, e sua aceitação se deve à imposição
legal do Governo.
Assim como demandamos moeda ao comprar e vender mercadorias, há
também a oferta de moeda. Em um sistema cuja moeda é lastreada, por exemplo,
em ouro, a circulação de moeda depende da quantidade de ouro em estoque no
país. Já em um sistema sem lastro, tem-se a moeda fiduciária, e o responsável
pelo controle de oferta de moeda é o Banco Central.”
Fonte: https://politicamonetaria.webnode.com.br/moeda/oferta-da-moeda/
Agora que nos conhecemos as funções do dinheiro e a importância na nossa
vida, vamos falar sobre o dinheiro como mercadoria, onde, assim como todas as
mercadorias, sofre com a lei da oferta e da demanda.
CONHECIMENTOS BANCÁRIOS | SIRLO OLIVEIRA
54
Assim a humanidade vem caminhando e utilizando cada vez mais a
moeda, ou seja, o item que serve de troca para se adquirir produtos ou serviços,
pois é um item que tem valor para qualquer pessoa.
“Em termos econômicos, moeda é tudo aquilo que é geralmente aceito
para liquidar as transações, isto é, para pagar pelos bens e serviços e para quitar
obrigações, ou seja, de acordo com esta definição, qualquer coisa pode ser
moeda, desde que aceita como forma de pagamento. Ela é considerada o
instrumento básico para que se possa operar no mercado. Pois a moeda atua
como meio de troca. Quando um indivíduo vende seu produto, ele receberá
moeda pelo produto vendido e, por conseguinte, terá moeda para comprar
aquilo que desejar.
Além disso, a moeda desempenha a função como unidade de
conta (também chamado de denominador comum de valor), isto é, fornece um
padrão para que as demais mercadorias expressem seus valores, e forneçam um
referencial para que os valores dos demais produtos sejam cotados no mercado.
E a terceira função da moeda é a chamada reserva de valor, função que
decorre do meio de troca, onde o poder de comprar adquirido ao vender sua
mercadoria mantem-se ao longo do tempo. Em outras palavras, a moeda deve
preservar o poder de compra (assim como acontece com os títulos, pois eles têm
valorde compra e rentabilidade ao longo do tempo).
Resumindo as três funções, temos:
• Moeda como meio de troca: intermediário entre as mercadorias;
• Moeda com unidade de conta: ser o referencial das trocas, o instrumento
pelo qual as mercadorias são cotadas; e
• Moeda como reserva de valor: poder de compra que se mantém no tempo,
ou seja, forma de se medir a riqueza.
Ao longo do tempo, a moeda evoluiu, primeiramente tínhamos a moeda-
mercadoria (sal, animais etc.), passando pela moeda metálica (ouro, prata,
metais preciosos) até chegarmos ao que temos hoje, o papel-moeda ou moeda
fiduciária, para o qual não existe qualquer tipo de lastro. Isto é, não existe a
garantia física sustentando o valor da moeda, e sua aceitação se deve à imposição
legal do Governo.
Assim como demandamos moeda ao comprar e vender mercadorias, há
também a oferta de moeda. Em um sistema cuja moeda é lastreada, por exemplo,
em ouro, a circulação de moeda depende da quantidade de ouro em estoque no
país. Já em um sistema sem lastro, tem-se a moeda fiduciária, e o responsável
pelo controle de oferta de moeda é o Banco Central.”
Fonte: https://politicamonetaria.webnode.com.br/moeda/oferta-da-moeda/
Agora que nos conhecemos as funções do dinheiro e a importância na nossa
vida, vamos falar sobre o dinheiro como mercadoria, onde, assim como todas as
mercadorias, sofre com a lei da oferta e da demanda.
CONHECIMENTOS BANCÁRIOS | SIRLO OLIVEIRA
5
Assim a humanidade vem caminhando e utilizando cada vez mais a
moeda, ou seja, o item que serve de troca para se adquirir produtos ou serviços,
pois é um item que tem valor para qualquer pessoa.
“Em termos econômicos, moeda é tudo aquilo que é geralmente aceito
para liquidar as transações, isto é, para pagar pelos bens e serviços e para quitar
obrigações, ou seja, de acordo com esta definição, qualquer coisa pode ser
moeda, desde que aceita como forma de pagamento. Ela é considerada o
instrumento básico para que se possa operar no mercado. Pois a moeda atua
como meio de troca. Quando um indivíduo vende seu produto, ele receberá
moeda pelo produto vendido e, por conseguinte, terá moeda para comprar
aquilo que desejar.
Além disso, a moeda desempenha a função como unidade de
conta (também chamado de denominador comum de valor), isto é, fornece um
padrão para que as demais mercadorias expressem seus valores, e forneçam um
referencial para que os valores dos demais produtos sejam cotados no mercado.
E a terceira função da moeda é a chamada reserva de valor, função que
decorre do meio de troca, onde o poder de comprar adquirido ao vender sua
mercadoria mantem-se ao longo do tempo. Em outras palavras, a moeda deve
preservar o poder de compra (assim como acontece com os títulos, pois eles têm
valor de compra e rentabilidade ao longo do tempo).
Resumindo as três funções, temos:
• Moeda como meio de troca: intermediário entre as mercadorias;
• Moeda com unidade de conta: ser o referencial das trocas, o instrumento
pelo qual as mercadorias são cotadas; e
• Moeda como reserva de valor: poder de compra que se mantém no tempo,
ou seja, forma de se medir a riqueza.
Ao longo do tempo, a moeda evoluiu, primeiramente tínhamos a moeda-
mercadoria (sal, animais etc.), passando pela moeda metálica (ouro, prata,
metais preciosos) até chegarmos ao que temos hoje, o papel-moeda ou moeda
fiduciária, para o qual não existe qualquer tipo de lastro. Isto é, não existe a
garantia física sustentando o valor da moeda, e sua aceitação se deve à imposição
legal do Governo.
Assim como demandamos moeda ao comprar e vender mercadorias, há
também a oferta de moeda. Em um sistema cuja moeda é lastreada, por exemplo,
em ouro, a circulação de moeda depende da quantidade de ouro em estoque no
país. Já em um sistema sem lastro, tem-se a moeda fiduciária, e o responsável
pelo controle de oferta de moeda é o Banco Central.”
Fonte: https://politicamonetaria.webnode.com.br/moeda/oferta-da-moeda/
Agora que nos conhecemos as funções do dinheiro e a importância na nossa
vida, vamos falar sobre o dinheiro como mercadoria, onde, assim como todas as
mercadorias, sofre com a lei da oferta e da demanda.
Dentro do contexto da nossa matéria, surgirão, inevitavelmente, as políticas
adotadas pelo governo para buscar o bem-estar da população. Como agente de
peso no sistema financeiro brasileiro, o Governo tem por objetivo, estruturar
políticas para alcançar a macroeconomia brasileira, ou seja, criar mecanismos para
defender os interesses dos brasileiros, economicamente.
É comum você ouvir nos jornais notícias como: o governo aumentou a taxa
de juros, ou diminuiu. Essas notícias estão ligadas, intrinsecamente, as políticas
coordenadas pelo governo para estabilizar a economia e o processo inflacionário.
As políticas traçadas pelo governo têm um objetivo simples, que é aumentar
ou reduzir a quantidade de dinheiro circulando no país, e com isso, controlar a
inflação.
Para tanto, o governo vale-se de manobras como: aumentar ou diminuir
taxas de juros, aumentarem ou diminuírem impostos e estimular ou desestimular
a liberação de crédito pelas instituições financeiras.
Mas o que é essa tal inflação, ou processo inflacionário?
A inflação é um fenômeno econômico que ocorre devido a vários fatores,
dentre eles um bastante conhecido por todos nos desde o ensino médio, onde
os professores falavam de uma tal “lei da oferta e da procura”, lembra?
A lei é bem simples do ponto de vista histórico, mas do ponto de vista
econômico há muitas variáveis que levam a uma explicação do seu
comportamento, por exemplo:
O que faria você gastar mais dinheiro? Obviamente ter mais dinheiro.
Correto? Então se você possuir mais dinheiro, a tendência natural é que você
gaste mais, com isso as empresas, os produtores e os prestadores de serviços
percebendo que você está gastando mais, elevarão seus preços, pois sabem que
você pode pagar mais pelo mesmo produto, uma vez que há excesso de demanda
pelo produto ou serviço.
Da mesma forma se um produto é elaborado em grande quantidade e a há
uma sobra deste, os seus preços tendem a cair, uma vez que há um excesso de
oferta de produto.
“Em resumo, a lei da oferta e procura declara que quando a procura é alta,
os preços sobem e, quando a oferta é alta, os preços caem. Dois exemplos
demonstram isso. Se existe um teatro com 2 mil lugares (uma oferta fixa), o preço
dos espetáculos dependerá de quantas pessoas desejam ingressos. Se uma peça
muito popular está sendo encenada, e 10 mil pessoas querem assisti-la, o teatro
pode subir os preços de forma que os 2 mil mais ricos possam pagar os ingressos.
Quando a procura é muito mais alta que a oferta, os preços podem subir
terrivelmente. Nosso segundo exemplo é mais elaborado. Digamos que você viva
numa ilha na qual todos amam doces. Porém, existe um suprimento limitado de
doces na ilha, assim, quando as pessoas trocam doces por outros itens, o preço
é razoavelmente estável. Com o tempo, você economiza até 25 quilos de doces,
66
que você pode trocar por um carro novo. Um dia um navio choca-se com algumas
pedras perto da ilha e sua carga de doces é perdida na costa. De repente, 30
toneladas de doces estão dispostas na praia, e qualquer pessoa que deseja doces
simplesmente caminha até a praia e pega alguns. Porque a oferta de doces é
muito maior que a procura, os seus 25 quilos de doces não têm valor algum.”
(Fonte: Ed Grabianowski)
Essa simples lei é um dos fatores que mais afetam a inflação pois, por
definição, inflação é:
“O aumento generalizado e persistente dos preços dos produtos de
uma cesta de consumo”, ou seja, para haver inflação deve haver um aumento
de preços, mas este aumento não pode ser pontual, deve ser generalizado.
Mesmo alguns produtos não aumentando de preço, se a maioria aumentar,
já é suficiente, mas este aumento deve ser persistente, ou seja, deve ser contínuo.
Como toda pesquisa científica, deve haverum grupo de teste e um de
controle, e a esses grupos chamamos de cestas de consumo, isso porque ao
avaliar a inflação, avaliamos a evolução de um grupo de produtos ou serviços, e
não cada um isoladamente.
Imagine que você vai ao supermercado e faz suas compras, você terá vários
produtos em seu carrinho como: Água, arroz, feijão, carne, milho, trigo, frutas,
verduras, legumes etc. Terá na mesma cesta produtos como: Dólar, Euro, gasolina,
álcool (combustível hein), viagens, lazer, cinema, energia etc.
Quando você terminou a cesta e foi ao caixa e a conta totalizou R$ 500,00
no primeiro mês. No segundo mês ao repetir os mesmos produtos a conta
totalizou R$ 620,00; no terceiro R$ 750,00 e no quarto R$ 800,00. Note que os
preços estão subindo de forma persistente.
Quando o preço de algo sobe, o nosso dinheiro perde valor, uma vez que
precisaremos de mais reais para comprar o mesmo produto. Essa é a
consequência mais indesejada do processo que chamamos de INFLAÇÃO.
O processo inflacionário tem um irmão oposto que é chamado de
DEFLAÇÃO. A Deflação ocorre quando os preços dos produtos começam a cair
de forma generalizada e persistente, gerando desconforto econômico para os
produtores que podem chegar a desistir de produzir algo em virtude do baixo
preço de venda.
Ambos os fenômenos têm consequências desastrosas no nosso bem-estar
econômico, pois a inflação gera desvalorização do nosso poder de compra e a
deflação pode gerar desinteresse dos produtores em fabricar, o que, em ambos
os casos, pode gerar desemprego em massa, além de tudo ambas ainda podem
culminar na temida Recessão, que nada mais é do que a estagnação completa
ou quase total da economia de um país.
CONHECIMENTOS BANCÁRIOS | SIRLO OLIVEIRA
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que você pode trocar por um carro novo. Um dia um navio choca-se com algumas
pedras perto da ilha e sua carga de doces é perdida na costa. De repente, 30
toneladas de doces estão dispostas na praia, e qualquer pessoa que deseja doces
simplesmente caminha até a praia e pega alguns. Porque a oferta de doces é
muito maior que a procura, os seus 25 quilos de doces não têm valor algum.”
(Fonte: Ed Grabianowski)
Essa simples lei é um dos fatores que mais afetam a inflação pois, por
definição, inflação é:
“O aumento generalizado e persistente dos preços dos produtos de
uma cesta de consumo”, ou seja, para haver inflação deve haver um aumento
de preços, mas este aumento não pode ser pontual, deve ser generalizado.
Mesmo alguns produtos não aumentando de preço, se a maioria aumentar,
já é suficiente, mas este aumento deve ser persistente, ou seja, deve ser contínuo.
Como toda pesquisa científica, deve haver um grupo de teste e um de
controle, e a esses grupos chamamos de cestas de consumo, isso porque ao
avaliar a inflação, avaliamos a evolução de um grupo de produtos ou serviços, e
não cada um isoladamente.
Imagine que você vai ao supermercado e faz suas compras, você terá vários
produtos em seu carrinho como: Água, arroz, feijão, carne, milho, trigo, frutas,
verduras, legumes etc. Terá na mesma cesta produtos como: Dólar, Euro, gasolina,
álcool (combustível hein), viagens, lazer, cinema, energia etc.
Quando você terminou a cesta e foi ao caixa e a conta totalizou R$ 500,00
no primeiro mês. No segundo mês ao repetir os mesmos produtos a conta
totalizou R$ 620,00; no terceiro R$ 750,00 e no quarto R$ 800,00. Note que os
preços estão subindo de forma persistente.
Quando o preço de algo sobe, o nosso dinheiro perde valor, uma vez que
precisaremos de mais reais para comprar o mesmo produto. Essa é a
consequência mais indesejada do processo que chamamos de INFLAÇÃO.
O processo inflacionário tem um irmão oposto que é chamado de
DEFLAÇÃO. A Deflação ocorre quando os preços dos produtos começam a cair
de forma generalizada e persistente, gerando desconforto econômico para os
produtores que podem chegar a desistir de produzir algo em virtude do baixo
preço de venda.
Ambos os fenômenos têm consequências desastrosas no nosso bem-estar
econômico, pois a inflação gera desvalorização do nosso poder de compra e a
deflação pode gerar desinteresse dos produtores em fabricar, o que, em ambos
os casos, pode gerar desemprego em massa, além de tudo ambas ainda podem
culminar na temida Recessão, que nada mais é do que a estagnação completa
ou quase total da economia de um país.
CONHECIMENTOS BANCÁRIOS | SIRLO OLIVEIRA
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que você pode trocar por um carro novo. Um dia um navio choca-se com algumas
pedras perto da ilha e sua carga de doces é perdida na costa. De repente, 30
toneladas de doces estão dispostas na praia, e qualquer pessoa que deseja doces
simplesmente caminha até a praia e pega alguns. Porque a oferta de doces é
muito maior que a procura, os seus 25 quilos de doces não têm valor algum.”
(Fonte: Ed Grabianowski)
Essa simples lei é um dos fatores que mais afetam a inflação pois, por
definição, inflação é:
“O aumento generalizado e persistente dos preços dos produtos de
uma cesta de consumo”, ou seja, para haver inflação deve haver um aumento
de preços, mas este aumento não pode ser pontual, deve ser generalizado.
Mesmo alguns produtos não aumentando de preço, se a maioria aumentar,
já é suficiente, mas este aumento deve ser persistente, ou seja, deve ser contínuo.
Como toda pesquisa científica, deve haver um grupo de teste e um de
controle, e a esses grupos chamamos de cestas de consumo, isso porque ao
avaliar a inflação, avaliamos a evolução de um grupo de produtos ou serviços, e
não cada um isoladamente.
Imagine que você vai ao supermercado e faz suas compras, você terá vários
produtos em seu carrinho como: Água, arroz, feijão, carne, milho, trigo, frutas,
verduras, legumes etc. Terá na mesma cesta produtos como: Dólar, Euro, gasolina,
álcool (combustível hein), viagens, lazer, cinema, energia etc.
Quando você terminou a cesta e foi ao caixa e a conta totalizou R$ 500,00
no primeiro mês. No segundo mês ao repetir os mesmos produtos a conta
totalizou R$ 620,00; no terceiro R$ 750,00 e no quarto R$ 800,00. Note que os
preços estão subindo de forma persistente.
Quando o preço de algo sobe, o nosso dinheiro perde valor, uma vez que
precisaremos de mais reais para comprar o mesmo produto. Essa é a
consequência mais indesejada do processo que chamamos de INFLAÇÃO.
O processo inflacionário tem um irmão oposto que é chamado de
DEFLAÇÃO. A Deflação ocorre quando os preços dos produtos começam a cair
de forma generalizada e persistente, gerando desconforto econômico para os
produtores que podem chegar a desistir de produzir algo em virtude do baixo
preço de venda.
Ambos os fenômenos têm consequências desastrosas no nosso bem-estar
econômico, pois a inflação gera desvalorização do nosso poder de compra e a
deflação pode gerar desinteresse dos produtores em fabricar, o que, em ambos
os casos, pode gerar desemprego em massa, além de tudo ambas ainda podem
culminar na temida Recessão, que nada mais é do que a estagnação completa
ou quase total da economia de um país.
Tanto a inflação como a deflação são fenômenos que podem ser calculados
e quantificados, para isso nosso governo mantém uma autarquia a postos, pronta
para apurar e divulgar o valor da Inflação Oficial chamada IPCA – Índice de
Preços ao Consumidor Amplo. Esta autarquia chama-se IBGE – Instituto Brasileiro
de geografia e Estatística. O IPCA é a inflação calculada do dia primeiro ao doa
30 de cada mês, considerando como cesta de serviços a de famílias com renda
até 40 salários-mínimos, ou seja, quem ganha até quarenta salários-mínimos
entra no cálculo da inflação oficial.
A fim de manter nosso bem-estar econômico o Governo busca estabilizar
esta inflação, uma vez que ela, por sua vez, reduz nosso poder de compra. Para
padronizar os parâmetros da inflação o governo brasileiro instituiu o regime de
Metas para Inflação.
Neste regime a meta de inflação é constituídapor um Centro de meta, que
seria o valor ideal entendido pelo governo como uma inflação saudável.
Este centro tem uma margem de tolerância para mais e para menos, pois
como em qualquer nota temos os famosos arredondamentos. É como no colégio
quando você tirava 6,5 e o professor arredondava para 7, lembra?! Isso ajudava
muito você na hora de fechar a nota no fim do ano, e para o governo é do mesmo
jeito. É uma ajudinha para fechar a nota. Veja como foram e como estão as
principais mudanças referentes a isto no Brasil.
88
ATENÇÃO!
Até 31/12/2016 a margem de tolerância, ou seja, de variação do Centro da
meta era de 2% para mais (teto) ou para menos (piso). Já a partir de
01/01/2017 até 31/12/2018 a nova margem de tolerância passou a ser de
1,5% para mais (teto) ou para menos (piso).
Para o ano de 2019, o CENTRO DA META para a inflação será de 4,25%, com
intervalo de tolerância de menos 1,50% e de mais 1,50%; para o ano de
2020, o CENTRO DA META para a inflação será de 4,00%, com intervalo de
tolerância de menos 1,50% e de mais 1,50%, para o ano de 2021, o centro
da meta será 3,75% com a margem de tolerância de 1,5% para mais ou para
menos, para 2022 o centro será de 3,50%, para 2023 o centro será de 3,25%
com margens de tolerância de 1,5% para mais e para menos e para 2024 o
centro será de 3%, com margens de tolerância de 1,5% para mais e para
menos.
Além disso, o Decreto 9.083 de junho de 2017 alterou a periodicidade
de estabelecimento da meta de inflação para até 30 de junho de cada
terceiro ano imediatamente anterior. Deu um nó não foi?!
É simples, o centro da meta de inflação do ano de 2021 foi decidido
pelo Conselho Monetário Nacional 3 anos antes, ou seja, até 30 de junho
de 2018; e assim sucessivamente, o de 2022 deveria ser decidido até 30 de
junho de 2019, sempre respeitado o limite de 3 anos de antecedência.
Todas essas medidas adotadas pelo governo buscam estabilizar nosso
poder de compra e nosso bem-estar econômico. Para utilizar estas ferramentas
o governo utiliza as tão famosas políticas econômicas, que nada mais são do que
um conjunto de medidas que buscam estabilizar o poder de compra da moeda
nacional, gerando bem-estar econômico para o País. Estas políticas econômicas
são estabelecidas pelo Governo Federal, tendo como agentes de suporte o
Conselho Monetário Nacional, como normatizador, e o Banco Central, como
executor destas políticas. As ações destes agentes resultam em apenas duas
situações para o cenário econômico, que são:
Políticas/Situações Restritivas ou Políticas/Situações Expansionistas
As políticas restritivas são resultado de ações que de alguma forma
reduzem o volume de dinheiro circulando na economia e, consequentemente,
os gastos das pessoas gerando uma desaceleração da economia e do
crescimento. Mas porque o governo faria isso?!
A resposta é simples: Faz isso para controlar a inflação, pois quando há
muito dinheiro circulando no mercado, o que acontece com os preços dos
produtos?! Sobem!
CONHECIMENTOS BANCÁRIOS | SIRLO OLIVEIRA
98
ATENÇÃO!
Até 31/12/2016 a margem de tolerância, ou seja, de variação do Centro da
meta era de 2% para mais (teto) ou para menos (piso). Já a partir de
01/01/2017 até 31/12/2018 a nova margem de tolerância passou a ser de
1,5% para mais (teto) ou para menos (piso).
Para o ano de 2019, o CENTRO DA META para a inflação será de 4,25%, com
intervalo de tolerância de menos 1,50% e de mais 1,50%; para o ano de
2020, o CENTRO DA META para a inflação será de 4,00%, com intervalo de
tolerância de menos 1,50% e de mais 1,50%, para o ano de 2021, o centro
da meta será 3,75% com a margem de tolerância de 1,5% para mais ou para
menos, para 2022 o centro será de 3,50%, para 2023 o centro será de 3,25%
com margens de tolerância de 1,5% para mais e para menos e para 2024 o
centro será de 3%, com margens de tolerância de 1,5% para mais e para
menos.
Além disso, o Decreto 9.083 de junho de 2017 alterou a periodicidade
de estabelecimento da meta de inflação para até 30 de junho de cada
terceiro ano imediatamente anterior. Deu um nó não foi?!
É simples, o centro da meta de inflação do ano de 2021 foi decidido
pelo Conselho Monetário Nacional 3 anos antes, ou seja, até 30 de junho
de 2018; e assim sucessivamente, o de 2022 deveria ser decidido até 30 de
junho de 2019, sempre respeitado o limite de 3 anos de antecedência.
Todas essas medidas adotadas pelo governo buscam estabilizar nosso
poder de compra e nosso bem-estar econômico. Para utilizar estas ferramentas
o governo utiliza as tão famosas políticas econômicas, que nada mais são do que
um conjunto de medidas que buscam estabilizar o poder de compra da moeda
nacional, gerando bem-estar econômico para o País. Estas políticas econômicas
são estabelecidas pelo Governo Federal, tendo como agentes de suporte o
Conselho Monetário Nacional, como normatizador, e o Banco Central, como
executor destas políticas. As ações destes agentes resultam em apenas duas
situações para o cenário econômico, que são:
Políticas/Situações Restritivas ou Políticas/Situações Expansionistas
As políticas restritivas são resultado de ações que de alguma forma
reduzem o volume de dinheiro circulando na economia e, consequentemente,
os gastos das pessoas gerando uma desaceleração da economia e do
crescimento. Mas porque o governo faria isso?!
A resposta é simples: Faz isso para controlar a inflação, pois quando há
muito dinheiro circulando no mercado, o que acontece com os preços dos
produtos?! Sobem!
CONHECIMENTOS BANCÁRIOS | SIRLO OLIVEIRA
9
ATENÇÃO!
Até 31/12/2016 a margem de tolerância, ou seja, de variação do Centro da
meta era de 2% para mais (teto) ou para menos (piso). Já a partir de
01/01/2017 até 31/12/2018 a nova margem de tolerância passou a ser de
1,5% para mais (teto) ou para menos (piso).
Para o ano de 2019, o CENTRO DA META para a inflação será de 4,25%, com
intervalo de tolerância de menos 1,50% e de mais 1,50%; para o ano de
2020, o CENTRO DA META para a inflação será de 4,00%, com intervalo de
tolerância de menos 1,50% e de mais 1,50%, para o ano de 2021, o centro
da meta será 3,75% com a margem de tolerância de 1,5% para mais ou para
menos, para 2022 o centro será de 3,50%, para 2023 o centro será de 3,25%
com margens de tolerância de 1,5% para mais e para menos e para 2024 o
centro será de 3%, com margens de tolerância de 1,5% para mais e para
menos.
Além disso, o Decreto 9.083 de junho de 2017 alterou a periodicidade
de estabelecimento da meta de inflação para até 30 de junho de cada
terceiro ano imediatamente anterior. Deu um nó não foi?!
É simples, o centro da meta de inflação do ano de 2021 foi decidido
pelo Conselho Monetário Nacional 3 anos antes, ou seja, até 30 de junho
de 2018; e assim sucessivamente, o de 2022 deveria ser decidido até 30 de
junho de 2019, sempre respeitado o limite de 3 anos de antecedência.
Todas essas medidas adotadas pelo governo buscam estabilizar nosso
poder de compra e nosso bem-estar econômico. Para utilizar estas ferramentas
o governo utiliza as tão famosas políticas econômicas, que nada mais são do que
um conjunto de medidas que buscam estabilizar o poder de compra da moeda
nacional, gerando bem-estar econômico para o País. Estas políticas econômicas
são estabelecidas pelo Governo Federal, tendo como agentes de suporte o
Conselho Monetário Nacional, como normatizador, e o Banco Central, como
executor destas políticas. As ações destes agentes resultam em apenas duas
situações para o cenário econômico, que são:
Políticas/Situações Restritivas ou Políticas/Situações Expansionistas
As políticas restritivas são resultado de ações que de alguma forma
reduzem o volume de dinheiro circulando na economia e, consequentemente,
os gastos das pessoas gerando uma desaceleração da economia e do
crescimento. Mas porque o governo faria isso?!
A resposta é simples: Faz isso para controlar a inflação, pois quandohá
muito dinheiro circulando no mercado, o que acontece com os preços dos
produtos?! Sobem!
Para conter esta subida, o governo restringe o consumo e os gastos para
que a inflação diminua. Neste caso você iria ao shopping não para comprar coisas,
mas apenas para ver as coisas ou dar uma voltinha. Este representa nosso cenário
atual desde 2014.
As políticas expansionistas são resultado de ações do governo que
estimulam os gastos e o consumo, ou seja, em cenário de baixo crescimento o
governo incentiva as pessoas a gastarem e as instituições financeiras a emprestar.
Isto geral um volume maior de recursos na economia, para que o mercado não
ente em recessão. Portanto, este resultado faria você gastar mais, se endividar
mais e investir mais; logo você não iria ao shopping só para ver as coisas, mas
sim para comprar as coisas, e comprar muito! Mas temos que ter cuidado, pois
com muitos gastos também alimentamos um crescimento acelerado da inflação!
Tivemos este cenário recentemente de 2008 a 2013 e hoje sofremos a crise
inflacionaria devido ao crescimento excessivo do consumo.
Resumindo, as políticas econômicas resultam em suas coisas:
➔ Serem Expansionistas: quando estimulam os gastos, empréstimos e
endividamentos para aumentar o volume de recursos circulando no país.
➔ Serem Restritivas: quando desestimulam restringem os gastos, empréstimos e
endividamentos para reduzir o volume de recursos circulando no país.
ATENÇÃO!
Muitas pessoas se questionam do porquê o governo, quando busca estimular
o consumo e aquecer a economia, não simplesmente emite mais dinheiro e,
com isso, resolve o “problema da falta de dinheiro”. A resposta é a mais simples
e, pelos conhecimentos que você adquiriu até aqui, será perfeitamente capaz
de responder. “Quanto mais dinheiro em circulação, menor seu valor, e com
isso os preços irão sempre tender a subir mais e o “problema” da falta de
dinheiro continuará. Logo, emitir moeda não é uma solução fácil de aceitar,
pois ela pode acarretar sérios danos a estabilidade do poder de compra.
Entretanto, existe uma forma NÃO convencional de emitir moeda para que
possamos, eventualmente, suprir a falta exagerada de dinheiro, mas vale
lembrar que essa forma de emitir é restrita e peculiar, pois o dinheiro será
emitido APENAS de forma ESCRITURAL, ou seja, eletrônica, uma vez que o ato
de emitir papel moeda, o torna suscetível a desgastes pela inflação, uma vez
que circula livremente em qualquer lugar do país. Esta forma de emissão de
moeda chama-se FLEXIBILIZAÇÃO QUANTITATIVA ou QUANTITATIVE EASING,
ou ainda AFROUXAMENTO QUANTITATIVO.
A quantidade de moeda criada em quantitative easing é denominada valor
expandido. Trata-se de uma criação maciça de dinheiro, ou seja, de
afrouxamento monetário. Os bancos centrais, normalmente, só imprimem
papel moeda de acordo com a demanda de dinheiro (não há criação
espontânea de dinheiro novo). No quantitative easing, os bancos centrais usam
1010
o dinheiro eletronicamente criado para comprar grandes quantidades de títulos
e diversos ativos financeiros no mercado financeiro e de capitais. Isto aparece
como reservas bancárias (depósitos que os bancos têm nas contas do Banco
Central), não representando entrega de dinheiro novo para os bancos
emprestarem.
E quais são estas políticas econômicas e como se dividem?
Política Fiscal (Arrecadações menos despesas do fluxo do orçamento do
governo)
Política Cambial (Controle indireto das taxas de câmbio e da balança de
pagamentos)
Política Creditícia (Influência nas taxas de juros do mercado, através da taxa
Selic)
Política de Rendas (Controle do salário-mínimo nacional e dos preços dos
produtos em geral)
Política Monetária (Controle do volume de meio circulante disponível no país
e controle do poder multiplicador do dinheiro escritural)
POLÍTICA FISCAL
Política fiscal reflete o conjunto de medidas pelas quais o Governo arrecada
receitas e realiza despesas de modo a cumprir três funções: a estabilização
macroeconômica, a redistribuição da renda e a alocação de recursos. A função
estabilizadora consiste na promoção do crescimento econômico sustentado, com
baixo desemprego e estabilidade de preços. A função redistributiva visa assegurar
a distribuição equitativa da renda. Por fim, a função alocativa consiste no
fornecimento eficiente de bens e serviços públicos, compensando as falhas de
mercado.
Os resultados da política fiscal podem ser avaliados sob diferentes ângulos,
que podem focar na mensuração da qualidade do gasto público bem como
identificar os impactos da política fiscal no bem-estar dos cidadãos. Para tanto o
Governo se utiliza de estratégias como elevar ou reduzir impostos, pois, além de
sensibilizar seus cofres públicos, buscar aumentar ou reduzir o volume de
recursos no mercado quando for necessário.
A política fiscal consiste em basicamente dois objetivos: primeiro, ser uma
fonte de receitas ou de gastos para o governo, na medida em que reduz seus
impostos para estimular ou desestimular o consumo. Segundo, quando o
CONHECIMENTOS BANCÁRIOS | SIRLO OLIVEIRA
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o dinheiro eletronicamente criado para comprar grandes quantidades de títulos
e diversos ativos financeiros no mercado financeiro e de capitais. Isto aparece
como reservas bancárias (depósitos que os bancos têm nas contas do Banco
Central), não representando entrega de dinheiro novo para os bancos
emprestarem.
E quais são estas políticas econômicas e como se dividem?
Política Fiscal (Arrecadações menos despesas do fluxo do orçamento do
governo)
Política Cambial (Controle indireto das taxas de câmbio e da balança de
pagamentos)
Política Creditícia (Influência nas taxas de juros do mercado, através da taxa
Selic)
Política de Rendas (Controle do salário-mínimo nacional e dos preços dos
produtos em geral)
Política Monetária (Controle do volume de meio circulante disponível no país
e controle do poder multiplicador do dinheiro escritural)
POLÍTICA FISCAL
Política fiscal reflete o conjunto de medidas pelas quais o Governo arrecada
receitas e realiza despesas de modo a cumprir três funções: a estabilização
macroeconômica, a redistribuição da renda e a alocação de recursos. A função
estabilizadora consiste na promoção do crescimento econômico sustentado, com
baixo desemprego e estabilidade de preços. A função redistributiva visa assegurar
a distribuição equitativa da renda. Por fim, a função alocativa consiste no
fornecimento eficiente de bens e serviços públicos, compensando as falhas de
mercado.
Os resultados da política fiscal podem ser avaliados sob diferentes ângulos,
que podem focar na mensuração da qualidade do gasto público bem como
identificar os impactos da política fiscal no bem-estar dos cidadãos. Para tanto o
Governo se utiliza de estratégias como elevar ou reduzir impostos, pois, além de
sensibilizar seus cofres públicos, buscar aumentar ou reduzir o volume de
recursos no mercado quando for necessário.
A política fiscal consiste em basicamente dois objetivos: primeiro, ser uma
fonte de receitas ou de gastos para o governo, na medida em que reduz seus
impostos para estimular ou desestimular o consumo. Segundo, quando o
CONHECIMENTOS BANCÁRIOS | SIRLO OLIVEIRA
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o dinheiro eletronicamente criado para comprar grandes quantidades de títulos
e diversos ativos financeiros no mercado financeiro e de capitais. Isto aparece
como reservas bancárias (depósitos que os bancos têm nas contas do Banco
Central), não representando entrega de dinheiro novo para os bancos
emprestarem.
E quais são estas políticas econômicas e como se dividem?
Política Fiscal (Arrecadações menos despesas do fluxo do orçamento do
governo)
Política Cambial (Controle indireto das taxas de câmbio e da balança de
pagamentos)
Política Creditícia (Influência nas taxas de juros do mercado, através da taxa
Selic)
Política de Rendas (Controle do salário-mínimonacional e dos preços dos
produtos em geral)
Política Monetária (Controle do volume de meio circulante disponível no país
e controle do poder multiplicador do dinheiro escritural)
POLÍTICA FISCAL
Política fiscal reflete o conjunto de medidas pelas quais o Governo arrecada
receitas e realiza despesas de modo a cumprir três funções: a estabilização
macroeconômica, a redistribuição da renda e a alocação de recursos. A função
estabilizadora consiste na promoção do crescimento econômico sustentado, com
baixo desemprego e estabilidade de preços. A função redistributiva visa assegurar
a distribuição equitativa da renda. Por fim, a função alocativa consiste no
fornecimento eficiente de bens e serviços públicos, compensando as falhas de
mercado.
Os resultados da política fiscal podem ser avaliados sob diferentes ângulos,
que podem focar na mensuração da qualidade do gasto público bem como
identificar os impactos da política fiscal no bem-estar dos cidadãos. Para tanto o
Governo se utiliza de estratégias como elevar ou reduzir impostos, pois, além de
sensibilizar seus cofres públicos, buscar aumentar ou reduzir o volume de
recursos no mercado quando for necessário.
A política fiscal consiste em basicamente dois objetivos: primeiro, ser uma
fonte de receitas ou de gastos para o governo, na medida em que reduz seus
impostos para estimular ou desestimular o consumo. Segundo, quando o
governo usa a emissão de títulos públicos, títulos estes emitidos pela Secretaria
do Tesouro Nacional, para comercializá-los e arrecadar dinheiro para cobrir seus
gastos e cumprir suas metas de arrecadação.
Sim, o governo tem metas de arrecadação, que muitas vezes precisam de
uma forcinha através da comercialização de títulos públicos federais no mercado
financeiro. Como, segundo a constituição federal, no artigo 164 é vedado ao
Banco Central financiar o tesouro com recursos próprios, esse busca CAPITALIZAR
o governo comercializando os títulos emitidos pela Secretaria do Tesouro.
Desta forma o governo consegue não só arrecadar recursos como, também,
enxugar ou irrigar o mercado de dinheiro, pois quando o Banco Central vende
títulos públicos federais retira dinheiro de circulação, e entrega títulos aos
investidores. Já quando o Banco Central compra títulos de volta, devolve recursos
ao sistema financeiro, além de diminuir a dívida pública do governo. Mas aí você
se pergunta: Como assim?
Simples. O governo vive em uma quebra de braços constante, onde, precisa
arrecadar mais do que ganha, mas não pode deixar de gastar, pois precisa
estimular a economia. Então a saída é arrecadar impostos e quando estes não
forem suficientes o governo se endivida. Isso mesmo! Quando o governo emite
títulos públicos federais ele se endivida, pois os títulos públicos são
acompanhados de uma remuneração, uma taxa de juros, que recebeu o nome do
sistema que administra e registra essas operações de compra e venda. Este
sistema chama-se SELIC (Sistema Especial de Liquidação e Custódia). Este sistema
deu o nome a taxa de juros dos títulos, logo a intitulamos de taxa SELIC.
Esta taxa de juros nada mais é do que o famoso juro da dívida pública, isso
porque o governo deve considerá-lo como despesa e endividamento. Logo, a
emissão destes títulos, bem como o aumento da taxa SELIC devem ser cautelosos
para evitar excessos de endividamento, acarretando dificuldades em fechar o
caixa no fim do ano.
Este fechamento de caixa pode resultar em duas situações. Uma chamamos
de superávit e a outra chamamos de déficit.
Resultado fiscal primário é a diferença entre as receitas primárias e as
despesas primárias durante um determinado período. O resultado fiscal
nominal, ou resultado secundário, por sua vez, é o resultado primário acrescido
do pagamento líquido de juros. Assim, fala-se que o Governo obtém superávit
fiscal quando as receitas excedem as despesas em dado período; por outro
lado, há déficit quando as receitas são menores do que as despesas.
No Brasil, a política fiscal é conduzida com alto grau de responsabilidade
fiscal. O uso equilibrado dos recursos públicos visa a redução gradual da dívida
líquida como percentual do PIB, de forma a contribuir com a estabilidade, o
crescimento e o desenvolvimento econômico do país. Mais especificamente, a
política fiscal busca a criação de empregos, o aumento dos investimentos
1212
públicos e a ampliação da rede de seguridade social, com ênfase na redução da
pobreza e da desigualdade.
POLÍTICA CAMBIAL
É o conjunto de ações governamentais diretamente relacionadas ao
comportamento do mercado de câmbio, inclusive no que se refere à estabilidade
relativa das taxas de câmbio e do equilíbrio no balanço de pagamentos.
A política cambial busca estabilizar a balança de pagamentos tentando
manter em equilíbrio seus componentes, que são: a conta corrente, que registra
as entradas e saídas devidas ao comércio de bens e serviços, bem como
pagamentos de transferências; e a conta capital e financeira. Também são
componentes dessa conta os capitais compensatórios: empréstimos oferecidos
pelo FMI e contas atrasadas (débitos vencidos no exterior).
Dentro desta balança de pagamentos há uma outra balança chamada Balança
Comercial, que busca estabilizar o volume de importações e exportações dentro
do Brasil. Esta política visa equilibrar o volume de moedas estrangeiras dentro do
Brasil para que seus valores não pesem tanto na apuração da inflação, pois como
vimos anteriormente, as moedas estrangeiras estão muito presentes em nosso dia
a dia.
Como o governo não pode interferir no câmbio brasileiro de forma direta,
uma vez que o câmbio brasileiro é flutuante, o governo busca estimular
exportações e desestimular importações quando o volume de moeda estrangeira
estiver menor dentro do brasil. Da mesma forma caso o volume de moeda
estrangeira dentro do Brasil aumente demais, causando sua desvalorização
exagerada, o governo buscar estimular importações para reestabelecer o
equilíbrio.
Mas porque o governo estimularia a valorização de uma moeda estrangeira
no Brasil?
A resposta é simples, ao estimular a valorização de uma moeda estrangeira
atraímos investidores, além de tornar o cenário mais salutar para os exportadores,
que são os que produzem riquezas e empregos dentro do Brasil.
Desta forma ao se utilizar da política cambial, o governo busca estabilizar a
balançam de pagamentos e estimular ou desestimular exportações e
importações.
POLÍTICA CREDITÍCIA
É um conjunto de normas ou critérios que cada instituição financeira utiliza
para financiar ou emprestar recursos a seus clientes, mas sobre a supervisão do
Governo, que controla os estímulos a concessão de crédito. Cada instituição deve
CONHECIMENTOS BANCÁRIOS | SIRLO OLIVEIRA
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públicos e a ampliação da rede de seguridade social, com ênfase na redução da
pobreza e da desigualdade.
POLÍTICA CAMBIAL
É o conjunto de ações governamentais diretamente relacionadas ao
comportamento do mercado de câmbio, inclusive no que se refere à estabilidade
relativa das taxas de câmbio e do equilíbrio no balanço de pagamentos.
A política cambial busca estabilizar a balança de pagamentos tentando
manter em equilíbrio seus componentes, que são: a conta corrente, que registra
as entradas e saídas devidas ao comércio de bens e serviços, bem como
pagamentos de transferências; e a conta capital e financeira. Também são
componentes dessa conta os capitais compensatórios: empréstimos oferecidos
pelo FMI e contas atrasadas (débitos vencidos no exterior).
Dentro desta balança de pagamentos há uma outra balança chamada Balança
Comercial, que busca estabilizar o volume de importações e exportações dentro
do Brasil. Esta política visa equilibrar o volume de moedas estrangeiras dentro do
Brasil para que seus valores não pesem tanto na apuração da inflação, pois como
vimos anteriormente, as moedas estrangeiras estão muito presentes em nosso dia
a dia.
Como ogoverno não pode interferir no câmbio brasileiro de forma direta,
uma vez que o câmbio brasileiro é flutuante, o governo busca estimular
exportações e desestimular importações quando o volume de moeda estrangeira
estiver menor dentro do brasil. Da mesma forma caso o volume de moeda
estrangeira dentro do Brasil aumente demais, causando sua desvalorização
exagerada, o governo buscar estimular importações para reestabelecer o
equilíbrio.
Mas porque o governo estimularia a valorização de uma moeda estrangeira
no Brasil?
A resposta é simples, ao estimular a valorização de uma moeda estrangeira
atraímos investidores, além de tornar o cenário mais salutar para os exportadores,
que são os que produzem riquezas e empregos dentro do Brasil.
Desta forma ao se utilizar da política cambial, o governo busca estabilizar a
balançam de pagamentos e estimular ou desestimular exportações e
importações.
POLÍTICA CREDITÍCIA
É um conjunto de normas ou critérios que cada instituição financeira utiliza
para financiar ou emprestar recursos a seus clientes, mas sobre a supervisão do
Governo, que controla os estímulos a concessão de crédito. Cada instituição deve
CONHECIMENTOS BANCÁRIOS | SIRLO OLIVEIRA
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públicos e a ampliação da rede de seguridade social, com ênfase na redução da
pobreza e da desigualdade.
POLÍTICA CAMBIAL
É o conjunto de ações governamentais diretamente relacionadas ao
comportamento do mercado de câmbio, inclusive no que se refere à estabilidade
relativa das taxas de câmbio e do equilíbrio no balanço de pagamentos.
A política cambial busca estabilizar a balança de pagamentos tentando
manter em equilíbrio seus componentes, que são: a conta corrente, que registra
as entradas e saídas devidas ao comércio de bens e serviços, bem como
pagamentos de transferências; e a conta capital e financeira. Também são
componentes dessa conta os capitais compensatórios: empréstimos oferecidos
pelo FMI e contas atrasadas (débitos vencidos no exterior).
Dentro desta balança de pagamentos há uma outra balança chamada Balança
Comercial, que busca estabilizar o volume de importações e exportações dentro
do Brasil. Esta política visa equilibrar o volume de moedas estrangeiras dentro do
Brasil para que seus valores não pesem tanto na apuração da inflação, pois como
vimos anteriormente, as moedas estrangeiras estão muito presentes em nosso dia
a dia.
Como o governo não pode interferir no câmbio brasileiro de forma direta,
uma vez que o câmbio brasileiro é flutuante, o governo busca estimular
exportações e desestimular importações quando o volume de moeda estrangeira
estiver menor dentro do brasil. Da mesma forma caso o volume de moeda
estrangeira dentro do Brasil aumente demais, causando sua desvalorização
exagerada, o governo buscar estimular importações para reestabelecer o
equilíbrio.
Mas porque o governo estimularia a valorização de uma moeda estrangeira
no Brasil?
A resposta é simples, ao estimular a valorização de uma moeda estrangeira
atraímos investidores, além de tornar o cenário mais salutar para os exportadores,
que são os que produzem riquezas e empregos dentro do Brasil.
Desta forma ao se utilizar da política cambial, o governo busca estabilizar a
balançam de pagamentos e estimular ou desestimular exportações e
importações.
POLÍTICA CREDITÍCIA
É um conjunto de normas ou critérios que cada instituição financeira utiliza
para financiar ou emprestar recursos a seus clientes, mas sobre a supervisão do
Governo, que controla os estímulos a concessão de crédito. Cada instituição deve
desenvolver uma política de crédito coordenada, para encontrar o equilíbrio entre
as necessidades de vendas e, concomitantemente, sustentar uma carteira a
receber de alta qualidade.
Esta política sofre constante influência do poder governamental, pois o
governo se utiliza de sua taxa básica de referência, a taxa SELIC, para conduzir as
taxas de juros das instituições financeiras para cima ou para baixo.
É simples. Se o governo eleva suas taxas de juros, é sinal de que os bancos
em geral seguirão seu raciocínio e elevarão suas taxas também, gerando uma
obstrução a contratação de crédito pelos clientes tomadores ou gastadores. Já se
o governo tende a diminuir a taxa Selic, os bancos em geral tendem a seguir esta
diminuição, recebendo estímulos a contratação de crédito para os tomadores ou
gastadores.
POLÍTICA DE RENDAS
A política de rendas consiste na interferência do governo nos preços e
salários praticados pelo mercado. No intuito de atender a interesses sociais, o
governo tem a capacidade de interferir nas forças do mercado e impedir o seu
livre funcionamento. É o que ocorre quando o governo realiza um tabelamento
de preços com o objetivo de controlar a inflação. Ressaltamos que, atualmente,
o Governo brasileiro interfere tabelando o valor do salário-mínimo, entretanto
quanto aos preços dos diversos produtos no país não há interferência direta do
governo.
POLÍTICA MONETÁRIA
É a atuação de autoridades monetárias sobre a quantidade de moeda em
circulação, de crédito e das taxas de juros controlando a liquidez global do
sistema econômico.
Esta é a mais importante política econômica traçada pelo governo. Nela
estão contidas as manobras que surtem efeitos mais eficazmente na economia.
A política monetária influencia diretamente a quantidade de dinheiro
circulando no país e, consequentemente, a quantidade de dinheiro no nosso
bolso.
Existem dois principais tipos de política monetária a serem adotados pelo
governo; a política restritiva, ou contracionista, e a política expansionista.
A política monetária expansiva consiste em aumentar a oferta de moeda,
reduzindo assim a taxa de juros básica e estimulando investimentos. Essa política
é adotada em épocas de recessão, ou seja, épocas em que a economia está parada
e ninguém consome, produzindo uma estagnação completa do setor produtivo.
Com esta medida o governo espera estimular o consumo e gerar mais empregos.
1414
Ao contrário, a política monetária contracionista consiste em reduzir a
oferta de moeda, aumentando assim a taxa de juros e reduzindo os
investimentos. Essa modalidade da política monetária é aplicada quando a
economia está a sofrer alta inflação, visando reduzir a procura por dinheiro e o
consumo causando, consequentemente, uma diminuição no nível de preços dos
produtos.
Esta política monetária é rigorosamente elaborada pelas autoridades
monetárias brasileiras, se utilizando dos seguintes instrumentos, TODOS
REGULAMENTADOS E EXECUTADOS PELO BANCO CENTRAL DO BRASIL.
Mercado Aberto
Também conhecido como Open Market (Mercado Aberto), as operações
com títulos públicos é mais um dos instrumentos disponíveis de Política
Monetária. Este instrumento, considerado um dos mais eficazes, consegue
equilibrar a oferta de moeda e regular a taxa de juros em curto prazo.
A compra e venda dos títulos públicos, emitidos pela Secretaria do
Tesouro Nacional, se dá pelo Banco Central através de Leilões Formais e
Informais. De acordo com a necessidade de expandir ou reter a circulação de
moedas do mercado, as autoridades monetárias competentes resgatam ou
vendem esses títulos.
Se existe a necessidade de diminuir a taxa de juros e aumentar a circulação
de moedas, o Banco Central compra (resgata) títulos públicos que estejam em
circulação.
Se a necessidade for inversa, ou seja, aumentar a taxa de juros e diminuir a
circulação de moedas, o Banco Central vende (oferta) os títulos disponíveis.
Portanto, os títulos públicos são considerados ativos de renda fixa,
tornando-se uma boa opção de investimento para a sociedade.
Outra finalidade dos títulos públicos é a de captar recursos para o
financiamento da dívida pública, bem como financiar atividades do Governo
Federal, como por exemplo, Educação, Saúde e Infraestrutura.
ATENÇÃO!
Os leilões dos títulos públicos são de responsabilidade do BACEN que
credencia Instituições Financeiraschamadas de Dealers ou líderes de
mercado, para que façam efetivamente o leilão dos títulos. Nesse caso temos
leilão Informal ou Go Around, pois nem todas as instituições são classificadas
como Dealers.
Os leilões Formais são aqueles em que TODAS as instituições financeiras,
credenciadas pelo BACEN, podem participar do leilão dos títulos, mas sempre
sob o comando do deste.
CONHECIMENTOS BANCÁRIOS | SIRLO OLIVEIRA
1514
Ao contrário, a política monetária contracionista consiste em reduzir a
oferta de moeda, aumentando assim a taxa de juros e reduzindo os
investimentos. Essa modalidade da política monetária é aplicada quando a
economia está a sofrer alta inflação, visando reduzir a procura por dinheiro e o
consumo causando, consequentemente, uma diminuição no nível de preços dos
produtos.
Esta política monetária é rigorosamente elaborada pelas autoridades
monetárias brasileiras, se utilizando dos seguintes instrumentos, TODOS
REGULAMENTADOS E EXECUTADOS PELO BANCO CENTRAL DO BRASIL.
Mercado Aberto
Também conhecido como Open Market (Mercado Aberto), as operações
com títulos públicos é mais um dos instrumentos disponíveis de Política
Monetária. Este instrumento, considerado um dos mais eficazes, consegue
equilibrar a oferta de moeda e regular a taxa de juros em curto prazo.
A compra e venda dos títulos públicos, emitidos pela Secretaria do
Tesouro Nacional, se dá pelo Banco Central através de Leilões Formais e
Informais. De acordo com a necessidade de expandir ou reter a circulação de
moedas do mercado, as autoridades monetárias competentes resgatam ou
vendem esses títulos.
Se existe a necessidade de diminuir a taxa de juros e aumentar a circulação
de moedas, o Banco Central compra (resgata) títulos públicos que estejam em
circulação.
Se a necessidade for inversa, ou seja, aumentar a taxa de juros e diminuir a
circulação de moedas, o Banco Central vende (oferta) os títulos disponíveis.
Portanto, os títulos públicos são considerados ativos de renda fixa,
tornando-se uma boa opção de investimento para a sociedade.
Outra finalidade dos títulos públicos é a de captar recursos para o
financiamento da dívida pública, bem como financiar atividades do Governo
Federal, como por exemplo, Educação, Saúde e Infraestrutura.
ATENÇÃO!
Os leilões dos títulos públicos são de responsabilidade do BACEN que
credencia Instituições Financeiras chamadas de Dealers ou líderes de
mercado, para que façam efetivamente o leilão dos títulos. Nesse caso temos
leilão Informal ou Go Around, pois nem todas as instituições são classificadas
como Dealers.
Os leilões Formais são aqueles em que TODAS as instituições financeiras,
credenciadas pelo BACEN, podem participar do leilão dos títulos, mas sempre
sob o comando do deste.
CONHECIMENTOS BANCÁRIOS | SIRLO OLIVEIRA
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Ao contrário, a política monetária contracionista consiste em reduzir a
oferta de moeda, aumentando assim a taxa de juros e reduzindo os
investimentos. Essa modalidade da política monetária é aplicada quando a
economia está a sofrer alta inflação, visando reduzir a procura por dinheiro e o
consumo causando, consequentemente, uma diminuição no nível de preços dos
produtos.
Esta política monetária é rigorosamente elaborada pelas autoridades
monetárias brasileiras, se utilizando dos seguintes instrumentos, TODOS
REGULAMENTADOS E EXECUTADOS PELO BANCO CENTRAL DO BRASIL.
Mercado Aberto
Também conhecido como Open Market (Mercado Aberto), as operações
com títulos públicos é mais um dos instrumentos disponíveis de Política
Monetária. Este instrumento, considerado um dos mais eficazes, consegue
equilibrar a oferta de moeda e regular a taxa de juros em curto prazo.
A compra e venda dos títulos públicos, emitidos pela Secretaria do
Tesouro Nacional, se dá pelo Banco Central através de Leilões Formais e
Informais. De acordo com a necessidade de expandir ou reter a circulação de
moedas do mercado, as autoridades monetárias competentes resgatam ou
vendem esses títulos.
Se existe a necessidade de diminuir a taxa de juros e aumentar a circulação
de moedas, o Banco Central compra (resgata) títulos públicos que estejam em
circulação.
Se a necessidade for inversa, ou seja, aumentar a taxa de juros e diminuir a
circulação de moedas, o Banco Central vende (oferta) os títulos disponíveis.
Portanto, os títulos públicos são considerados ativos de renda fixa,
tornando-se uma boa opção de investimento para a sociedade.
Outra finalidade dos títulos públicos é a de captar recursos para o
financiamento da dívida pública, bem como financiar atividades do Governo
Federal, como por exemplo, Educação, Saúde e Infraestrutura.
ATENÇÃO!
Os leilões dos títulos públicos são de responsabilidade do BACEN que
credencia Instituições Financeiras chamadas de Dealers ou líderes de
mercado, para que façam efetivamente o leilão dos títulos. Nesse caso temos
leilão Informal ou Go Around, pois nem todas as instituições são classificadas
como Dealers.
Os leilões Formais são aqueles em que TODAS as instituições financeiras,
credenciadas pelo BACEN, podem participar do leilão dos títulos, mas sempre
sob o comando do deste.
Além destas formas de o Governo participar do mercado de capitais, existe o
Tesouro Direto, que é uma forma que o Governo encontrou que aproxima as
pessoas físicas e jurídicas em geral, ou não financeiras, da compra de títulos
públicos. O tesouro direto é um sistema controlado pelo BACEN para que a
pessoa física ou jurídica comum possa comprar títulos do Governo, dentro
de sua própria casa ou escritório.
Os títulos públicos possuem, hoje, 5 tipos diferentes com características que lhe
concedem rentabilidades distintas. Vamos conhecer quais são os títulos abaixo:
Os juros semestrais, significam que a cada semestre o governo paga a você os
juros devidos, mas apenas os juros, o principal, que é o valor que você investiu,
ele só devolve no final do prazo, belezinha?! Esse pagamento de juros
semestrais, nós chamamos de CUPOM.
Redesconto ou empréstimo de liquidez
Outro instrumento de controle monetário é o Redesconto Bancário, no
qual o Banco Central concede “empréstimos” às instituições financeiras a
taxas acima das praticadas no mercado.
Os chamados empréstimos de assistência à liquidez são utilizados pelos
bancos somente quando existe uma insuficiência de caixa (fluxo de caixa), ou seja,
quando a demanda de recursos depositados não cobre suas necessidades.
Quando a intenção do Banco Central é de injetar dinheiro no mercado, ele
baixa a taxa de juros para estimular os bancos a pegar estes empréstimos. Os
bancos por sua vez, terão mais disponibilidade de crédito para oferecer ao
mercado, consequentemente a economia aquece.
E quando o Banco Central tem por necessidade retirar dinheiro do
mercado, as taxas de juros concedidas para estes empréstimos são altas,
desestimulando os bancos a pegá-los. Desta forma, os bancos que precisam
cumprir com suas necessidades imediatas, enxugam as linhas de crédito,
disponibilizando menos crédito ao mercado, com isso a economia desacelera.
1616
Vale ressaltar que o Banco Central é proibido, pela Constituição
Brasileira, de emprestar dinheiro a qualquer outra instituição que não seja
uma instituição financeira.
As operações de Redesconto do Banco Central podem ser:
I - intradia, destinadas a atender necessidades de liquidez das instituições
financeiras ao longo do dia. É o chamado Redesconto a juros zero!
II - de um dia útil, destinadas a satisfazer necessidades de liquidez decorrentes
de descasamento de curtíssimo prazo no fluxo de caixa de instituição financeira;
III - de até quinze dias úteis, podendo ser recontratadas desde que o prazo total
não ultrapasse quarenta e cinco dias úteis, destinadas a satisfazer necessidades
de liquidez provocadas pelo descasamento de curto prazo no fluxo de caixa de
instituição financeira e que não caracterizem desequilíbrio estrutural; e
IV - de até noventa diascorridos, podendo ser recontratadas desde que o prazo
total não ultrapasse cento e oitenta dias corridos, destinadas a viabilizar o ajuste
patrimonial de instituição financeira com desequilíbrio estrutural.
ATENÇÃO!
Entende-se por operação intradia, para efeito do disposto neste regulamento,
a compra com compromisso de revenda, em que a compra e a correspondente
revenda ocorrem no próprio dia entre a instituição financeira tomadora e o
Banco Central.
Todas as operações feitas elo BACEN são compromissadas, ou seja, a outra parte
que contrata com o BACEN assume compromissos com ele para desfazer a
operação assim que o BACEN solicitar. Sobre a Compra com Compromisso de
Revenda temos algumas observações que despencam nas provas.
Podem ser objeto de Redesconto do Banco Central, na modalidade de compra
com compromisso de revenda, os seguintes ativos de titularidade de instituição
financeira, desde que não haja restrições a sua negociação:
I - Títulos públicos federais registrados no Sistema Especial de Liquidação e de
Custódia -Selic, que integrem a posição de custódia própria da instituição
financeira, e
II - Outros títulos e valores mobiliários, créditos e direitos creditórios,
preferencialmente com garantia real, e outros ativos.
Informação de ouro!
As operações intradia e de um dia útil aceitam como garantia
exclusivamente os títulos públicos federais, as demais podem ter como
garantia qualquer título aceito como garantia pelo BACEN.
CONHECIMENTOS BANCÁRIOS | SIRLO OLIVEIRA
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Vale ressaltar que o Banco Central é proibido, pela Constituição
Brasileira, de emprestar dinheiro a qualquer outra instituição que não seja
uma instituição financeira.
As operações de Redesconto do Banco Central podem ser:
I - intradia, destinadas a atender necessidades de liquidez das instituições
financeiras ao longo do dia. É o chamado Redesconto a juros zero!
II - de um dia útil, destinadas a satisfazer necessidades de liquidez decorrentes
de descasamento de curtíssimo prazo no fluxo de caixa de instituição financeira;
III - de até quinze dias úteis, podendo ser recontratadas desde que o prazo total
não ultrapasse quarenta e cinco dias úteis, destinadas a satisfazer necessidades
de liquidez provocadas pelo descasamento de curto prazo no fluxo de caixa de
instituição financeira e que não caracterizem desequilíbrio estrutural; e
IV - de até noventa dias corridos, podendo ser recontratadas desde que o prazo
total não ultrapasse cento e oitenta dias corridos, destinadas a viabilizar o ajuste
patrimonial de instituição financeira com desequilíbrio estrutural.
ATENÇÃO!
Entende-se por operação intradia, para efeito do disposto neste regulamento,
a compra com compromisso de revenda, em que a compra e a correspondente
revenda ocorrem no próprio dia entre a instituição financeira tomadora e o
Banco Central.
Todas as operações feitas elo BACEN são compromissadas, ou seja, a outra parte
que contrata com o BACEN assume compromissos com ele para desfazer a
operação assim que o BACEN solicitar. Sobre a Compra com Compromisso de
Revenda temos algumas observações que despencam nas provas.
Podem ser objeto de Redesconto do Banco Central, na modalidade de compra
com compromisso de revenda, os seguintes ativos de titularidade de instituição
financeira, desde que não haja restrições a sua negociação:
I - Títulos públicos federais registrados no Sistema Especial de Liquidação e de
Custódia -Selic, que integrem a posição de custódia própria da instituição
financeira, e
II - Outros títulos e valores mobiliários, créditos e direitos creditórios,
preferencialmente com garantia real, e outros ativos.
Informação de ouro!
As operações intradia e de um dia útil aceitam como garantia
exclusivamente os títulos públicos federais, as demais podem ter como
garantia qualquer título aceito como garantia pelo BACEN.
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Vale ressaltar que o Banco Central é proibido, pela Constituição
Brasileira, de emprestar dinheiro a qualquer outra instituição que não seja
uma instituição financeira.
As operações de Redesconto do Banco Central podem ser:
I - intradia, destinadas a atender necessidades de liquidez das instituições
financeiras ao longo do dia. É o chamado Redesconto a juros zero!
II - de um dia útil, destinadas a satisfazer necessidades de liquidez decorrentes
de descasamento de curtíssimo prazo no fluxo de caixa de instituição financeira;
III - de até quinze dias úteis, podendo ser recontratadas desde que o prazo total
não ultrapasse quarenta e cinco dias úteis, destinadas a satisfazer necessidades
de liquidez provocadas pelo descasamento de curto prazo no fluxo de caixa de
instituição financeira e que não caracterizem desequilíbrio estrutural; e
IV - de até noventa dias corridos, podendo ser recontratadas desde que o prazo
total não ultrapasse cento e oitenta dias corridos, destinadas a viabilizar o ajuste
patrimonial de instituição financeira com desequilíbrio estrutural.
ATENÇÃO!
Entende-se por operação intradia, para efeito do disposto neste regulamento,
a compra com compromisso de revenda, em que a compra e a correspondente
revenda ocorrem no próprio dia entre a instituição financeira tomadora e o
Banco Central.
Todas as operações feitas elo BACEN são compromissadas, ou seja, a outra parte
que contrata com o BACEN assume compromissos com ele para desfazer a
operação assim que o BACEN solicitar. Sobre a Compra com Compromisso de
Revenda temos algumas observações que despencam nas provas.
Podem ser objeto de Redesconto do Banco Central, na modalidade de compra
com compromisso de revenda, os seguintes ativos de titularidade de instituição
financeira, desde que não haja restrições a sua negociação:
I - Títulos públicos federais registrados no Sistema Especial de Liquidação e de
Custódia -Selic, que integrem a posição de custódia própria da instituição
financeira, e
II - Outros títulos e valores mobiliários, créditos e direitos creditórios,
preferencialmente com garantia real, e outros ativos.
Informação de ouro!
As operações intradia e de um dia útil aceitam como garantia
exclusivamente os títulos públicos federais, as demais podem ter como
garantia qualquer título aceito como garantia pelo BACEN.
Recolhimento Compulsório
Recolhimento compulsório é um dos instrumentos de Política Monetária
utilizado pelo Governo para aquecer ou esfriar a economia. É um
depósito obrigatório feito pelos bancos junto ao Banco Central.
Parte de todos os depósitos que são efetuados à vista, ou seja, os depósitos
das contas correntes, tanto de livre movimentação como de não livre
movimentação pelo cliente, depósitos a prazo e demais depósitos feitos pela
população, junto aos bancos, vão para o Banco Central. O Banco Central fixa esta
taxa de recolhimento. Essa taxa é variável, de acordo com os interesses do
Governo em acelerar ou não a economia.
Isso porque ao reduzir o nível do recolhimento, sobram mais recursos nas
mãos dos bancos para serem emprestados aos clientes, e, com isso, gerando
maior volume de recursos no mercado. Já quando os níveis do recolhimento
aumentam, as instituições financeiras reduzem seu volume de recursos, liberando
menos crédito e, consequentemente, reduzindo o volume de recursos no
mercado.
O recolhimento compulsório tem por finalidade aumentar ou diminuir a
circulação de moeda no País. Quando o Governo precisa diminuir a circulação de
moedas no país, o Banco Central aumenta a taxa do compulsório, pois desta
forma as instituições financeiras terão menos crédito disponível para população,
portanto, a economia acaba encolhendo.
Ocorre o inverso quando o Governo precisa aumentar a circulação de
moedas no país. A taxa do compulsório diminui e com isso as instituições
financeiras fazem um depósito menor junto ao Banco Central. Desta maneira, os
bancos comerciais ficam com mais moeda disponível, consequentemente
aumentam suas linhas de crédito.Com mais dinheiro em circulação, há o
aumento de consumo e a economia tende a crescer.
As instituições financeiras podem fazer transferências voluntárias, de
posições positivas na captação, ou seja, quando captam mais do que emprestam,
porém, o depósito compulsório é obrigatório. Os valores que são recolhidos ao
Banco Central são remunerados por ele para que a instituição financeira não
tenha prejuízos com os recursos parados devido ao compulsório. É importante
destacar que, devido a Lei 14.185/21, o BACEN também está autorizado a captar
recursos de forma voluntária das instituições financeiras, os depósitos
voluntários, e remunerá-las por isso.
O recolhimento pode ser feito em espécie (papel moeda), através de
transferências eletrônicas para contas mantidas pelas instituições financeiras
junto ao BACEN ou até mesmo através de compra e venda de títulos públicos
federais.
1818
Além disso o Recolhimento Compulsório pode variar em função das
seguintes situações:
1) Regiões Geoeconômicas (Redação dada pelo Del nº 1.959, de 14/09/82)
2) Prioridades de aplicações, ou seja, necessidade do Governo (Redação dada
pelo Del nº 1.959, de 14/09/82)
3) Natureza das instituições financeiras; (Redação dada pelo Del nº 1.959, de
14/09/82)
Os valores dos Recolhimentos Compulsórios são estabelecidos pelo BACEN da
seguinte forma:
Determinar compulsório sobre Depósito
à vista
Até
100%
Determinar compulsório sobre demais
Títulos Contábeis e Financeiros
Até
60%
ATENÇÃO
Os instrumentos de política monetária citados acima são
importantes armas para execução do QUANTITATIVE EASING ou
FLEXIBILIDADE QUANTITATIVA que já comentamos anteriormente.
As novas Linhas Financeiras de Liquidez do BACEN RESOLUÇÃO 110/2021
Quando uma pessoa pretende adquirir um bem, não basta ter renda e patrimônio
compatíveis com essa aquisição, é necessário que ela possua recursos disponíveis
para efetivar a compra nas condições acertadas. Assim também ocorre com as
empresas ou instituições financeiras quando vão quitar alguma obrigação com
um terceiro: é necessário possuir recursos disponíveis, ou “liquidez”, para efetivar
a quitação.
A liquidez pode ser entendida como a medida dos recursos disponíveis que
alguém possui para quitar suas obrigações.
O fornecimento de liquidez é a atividade que o BC realiza ao disponibilizar
recursos às instituições financeiras para facilitar a quitação de obrigações.
Atuando, assim, como banco dos bancos, uma função clássica de bancos centrais.
Essa função contribui para a credibilidade e para a estabilidade da moeda e do
sistema financeiro.
CONHECIMENTOS BANCÁRIOS | SIRLO OLIVEIRA
1918
Além disso o Recolhimento Compulsório pode variar em função das
seguintes situações:
1) Regiões Geoeconômicas (Redação dada pelo Del nº 1.959, de 14/09/82)
2) Prioridades de aplicações, ou seja, necessidade do Governo (Redação dada
pelo Del nº 1.959, de 14/09/82)
3) Natureza das instituições financeiras; (Redação dada pelo Del nº 1.959, de
14/09/82)
Os valores dos Recolhimentos Compulsórios são estabelecidos pelo BACEN da
seguinte forma:
Determinar compulsório sobre Depósito
à vista
Até
100%
Determinar compulsório sobre demais
Títulos Contábeis e Financeiros
Até
60%
ATENÇÃO
Os instrumentos de política monetária citados acima são
importantes armas para execução do QUANTITATIVE EASING ou
FLEXIBILIDADE QUANTITATIVA que já comentamos anteriormente.
As novas Linhas Financeiras de Liquidez do BACEN RESOLUÇÃO 110/2021
Quando uma pessoa pretende adquirir um bem, não basta ter renda e patrimônio
compatíveis com essa aquisição, é necessário que ela possua recursos disponíveis
para efetivar a compra nas condições acertadas. Assim também ocorre com as
empresas ou instituições financeiras quando vão quitar alguma obrigação com
um terceiro: é necessário possuir recursos disponíveis, ou “liquidez”, para efetivar
a quitação.
A liquidez pode ser entendida como a medida dos recursos disponíveis que
alguém possui para quitar suas obrigações.
O fornecimento de liquidez é a atividade que o BC realiza ao disponibilizar
recursos às instituições financeiras para facilitar a quitação de obrigações.
Atuando, assim, como banco dos bancos, uma função clássica de bancos centrais.
Essa função contribui para a credibilidade e para a estabilidade da moeda e do
sistema financeiro.
CONHECIMENTOS BANCÁRIOS | SIRLO OLIVEIRA
19
Além disso o Recolhimento Compulsório pode variar em função das
seguintes situações:
1) Regiões Geoeconômicas (Redação dada pelo Del nº 1.959, de 14/09/82)
2) Prioridades de aplicações, ou seja, necessidade do Governo (Redação dada
pelo Del nº 1.959, de 14/09/82)
3) Natureza das instituições financeiras; (Redação dada pelo Del nº 1.959, de
14/09/82)
Os valores dos Recolhimentos Compulsórios são estabelecidos pelo BACEN da
seguinte forma:
Determinar compulsório sobre Depósito
à vista
Até
100%
Determinar compulsório sobre demais
Títulos Contábeis e Financeiros
Até
60%
ATENÇÃO
Os instrumentos de política monetária citados acima são
importantes armas para execução do QUANTITATIVE EASING ou
FLEXIBILIDADE QUANTITATIVA que já comentamos anteriormente.
As novas Linhas Financeiras de Liquidez do BACEN RESOLUÇÃO 110/2021
Quando uma pessoa pretende adquirir um bem, não basta ter renda e patrimônio
compatíveis com essa aquisição, é necessário que ela possua recursos disponíveis
para efetivar a compra nas condições acertadas. Assim também ocorre com as
empresas ou instituições financeiras quando vão quitar alguma obrigação com
um terceiro: é necessário possuir recursos disponíveis, ou “liquidez”, para efetivar
a quitação.
A liquidez pode ser entendida como a medida dos recursos disponíveis que
alguém possui para quitar suas obrigações.
O fornecimento de liquidez é a atividade que o BC realiza ao disponibilizar
recursos às instituições financeiras para facilitar a quitação de obrigações.
Atuando, assim, como banco dos bancos, uma função clássica de bancos centrais.
Essa função contribui para a credibilidade e para a estabilidade da moeda e do
sistema financeiro.
O Banco Central do Brasil possui mandato legal (Lei nº 4.595/1964) para
desempenhar a função de banco dos bancos de duas formas, por meio do
redesconto ou do empréstimo.
Tradicionalmente, o termo redesconto se refere a um tipo de operação que
ocorria em dois momentos distintos. No primeiro momento, uma empresa
tomava títulos que representavam promessas de pagamento em seu favor por
parte de clientes e as descontava num banco comercial. Ou seja, ela os entregava
como garantia, antecipando, assim, o recebimento do seu valor original,
descontado pelo banco a uma dada taxa de juros. No momento seguinte, caso
precisasse de recursos, o banco apresentava ao Banco Central um novo título que
representava o valor antecipado à empresa com base nos títulos que já haviam
sido descontados. Então o Banco Central emprestava ao banco os recursos
financeiros correspondentes ao valor do novo título, descontado a uma taxa de
juros. Assim, considerando que o lastro original deste último empréstimo eram
os títulos apresentados pela empresa ao banco comercial, entendeu-se que tais,
de fato, haviam sofrido duas operações de desconto ou, por assim dizer, sido
“redescontados”.
Atualmente, com a evolução do processo de assistência financeira de liquidez por
parte do Banco Central, o termo redesconto, previsto no arcabouço legal e
infralegal que regulam esse tipo de operação, foi mantido, apesar de traduzir um
conjunto mais diversificado de procedimentos pelos quais o Banco Central
fornece recursos de última instância às instituições financeiras. Um desses
procedimentos é o Redesconto do Banco Central, operação por meio da qual o
BCB compra ativos da instituição financeira com compromisso de revendê-los à
mesma instituição em data futura e, por seu turno, a instituição financeiravende
seus ativos ao Banco Central com compromisso de recomprá-los em data futura.
O Redesconto do Banco Central é efetivado, portanto, por meio de uma operação
compromissada.
Outra forma de o Banco Central atuar em sua função típica de banco dos bancos
ou emprestador de última instância é o empréstimo. Uma das modalidades de
empréstimo é aquela realizada contra cesta de garantias. Nesta operação a
instituição transfere previamente ativos ao Banco central que, a partir desta cesta
de ativos, vai atribuir um limite de crédito à instituição financeira para que possa
contratar empréstimos.
Novas Linhas Financeiras de Liquidez – LFL
A Linha de Liquidez Imediata (LLI), destinada ao gerenciamento de
descasamentos de fluxos de caixa de curto prazo, abrangendo operações pelo
prazo de até 5 (cinco) dias úteis; e
2020
A Linha de Liquidez a Termo (LLT), voltada a atender necessidades de liquidez
decorrentes de descasamentos entre operações ativas e passivas de instituições
financeiras, abrangendo operações pelo prazo de até 359 (trezentos e cinquenta
e nove) dias corridos.
As diretrizes estratégicas para o desenvolvimento dessas linhas foram definidas
pela Diretoria do Banco Central (BC) por meio do Voto 140/2019-BCB de 10 de
julho de 2019.
Principais características das novas LFL
• Empréstimo contra uma cesta de garantias;
• Pré-posicionamento da cesta de garantias em favor do BC;
• Realização do posicionamento da cesta de garantias em modelo de cessão
fiduciária
• Composição da cesta de garantias incluindo títulos e valores mobiliários
emitidos por entidades privadas;
• Definição de regras de elegibilidade para os ativos e contrapartes;
• Processo de definição de preço da cesta de ativos colocada em garantia;
• Disponibilidade de um limite financeiro com base na definição de preço
da cesta de garantias e em mitigadores de risco.
Ativos que compõem a cesta de garantias
Debêntures e Notas Promissórias Comerciais foram os ativos priorizados para
compor a cesta de garantias na primeira etapa de operação das LFL.
A ampliação dos ativos a serem aceitos de forma automática aumentará o
potencial acesso a liquidez, colaborando para a missão do Banco Central de
assegurar um Sistema Financeiro mais sólido e eficiente. Permitirá, ainda, a
redução estrutural dos níveis de recolhimentos compulsórios sem fragilizar a
estabilidade do Sistema Financeiro. A inclusão de títulos de emissão privada tem
ainda o potencial de aumentar a eficiência do mercado financeiro e desenvolver
o mercado de capitais local, reduzindo custos e aumentando suas
competitividades, inclusive em relação a mercados internacionais.
CONHECIMENTOS BANCÁRIOS | SIRLO OLIVEIRA
2120
A Linha de Liquidez a Termo (LLT), voltada a atender necessidades de liquidez
decorrentes de descasamentos entre operações ativas e passivas de instituições
financeiras, abrangendo operações pelo prazo de até 359 (trezentos e cinquenta
e nove) dias corridos.
As diretrizes estratégicas para o desenvolvimento dessas linhas foram definidas
pela Diretoria do Banco Central (BC) por meio do Voto 140/2019-BCB de 10 de
julho de 2019.
Principais características das novas LFL
• Empréstimo contra uma cesta de garantias;
• Pré-posicionamento da cesta de garantias em favor do BC;
• Realização do posicionamento da cesta de garantias em modelo de cessão
fiduciária
• Composição da cesta de garantias incluindo títulos e valores mobiliários
emitidos por entidades privadas;
• Definição de regras de elegibilidade para os ativos e contrapartes;
• Processo de definição de preço da cesta de ativos colocada em garantia;
• Disponibilidade de um limite financeiro com base na definição de preço
da cesta de garantias e em mitigadores de risco.
Ativos que compõem a cesta de garantias
Debêntures e Notas Promissórias Comerciais foram os ativos priorizados para
compor a cesta de garantias na primeira etapa de operação das LFL.
A ampliação dos ativos a serem aceitos de forma automática aumentará o
potencial acesso a liquidez, colaborando para a missão do Banco Central de
assegurar um Sistema Financeiro mais sólido e eficiente. Permitirá, ainda, a
redução estrutural dos níveis de recolhimentos compulsórios sem fragilizar a
estabilidade do Sistema Financeiro. A inclusão de títulos de emissão privada tem
ainda o potencial de aumentar a eficiência do mercado financeiro e desenvolver
o mercado de capitais local, reduzindo custos e aumentando suas
competitividades, inclusive em relação a mercados internacionais.
CONHECIMENTOS BANCÁRIOS | SIRLO OLIVEIRA
21
A Linha de Liquidez a Termo (LLT), voltada a atender necessidades de liquidez
decorrentes de descasamentos entre operações ativas e passivas de instituições
financeiras, abrangendo operações pelo prazo de até 359 (trezentos e cinquenta
e nove) dias corridos.
As diretrizes estratégicas para o desenvolvimento dessas linhas foram definidas
pela Diretoria do Banco Central (BC) por meio do Voto 140/2019-BCB de 10 de
julho de 2019.
Principais características das novas LFL
• Empréstimo contra uma cesta de garantias;
• Pré-posicionamento da cesta de garantias em favor do BC;
• Realização do posicionamento da cesta de garantias em modelo de cessão
fiduciária
• Composição da cesta de garantias incluindo títulos e valores mobiliários
emitidos por entidades privadas;
• Definição de regras de elegibilidade para os ativos e contrapartes;
• Processo de definição de preço da cesta de ativos colocada em garantia;
• Disponibilidade de um limite financeiro com base na definição de preço
da cesta de garantias e em mitigadores de risco.
Ativos que compõem a cesta de garantias
Debêntures e Notas Promissórias Comerciais foram os ativos priorizados para
compor a cesta de garantias na primeira etapa de operação das LFL.
A ampliação dos ativos a serem aceitos de forma automática aumentará o
potencial acesso a liquidez, colaborando para a missão do Banco Central de
assegurar um Sistema Financeiro mais sólido e eficiente. Permitirá, ainda, a
redução estrutural dos níveis de recolhimentos compulsórios sem fragilizar a
estabilidade do Sistema Financeiro. A inclusão de títulos de emissão privada tem
ainda o potencial de aumentar a eficiência do mercado financeiro e desenvolver
o mercado de capitais local, reduzindo custos e aumentando suas
competitividades, inclusive em relação a mercados internacionais.
VAMOS PRATICAR?
1. (atualizada) Parte das nações indica apenas a meta na qual a autoridade
monetária do país está mirando ao fixar os juros básicos. Outras estabelecem
um intervalo de tolerância, [...], ao mesmo tempo em que sete países adotam
o sistema igual ao do Brasil (meta central e intervalo de tolerância para cima
e para baixo).
MARTELLO, A. Governo fixa meta central de inflação... / Globo.com/G1, Brasília, 26 jun. 2015.
Disponível em:<http://www.g1.globo.com/economia/noticia/20150/06/governo-fixa-meta-
central-de-inflamacao...>.
Acesso em: 13 ago. 2015. Adaptado
O intervalo de tolerância da meta de inflação, adotado pelo governo para
2017, sofreu uma alteração em junho de 2015 que levou a alteração do:
a) teto do intervalo de tolerância, de 6,5% ao ano para 6% ao ano.
b) piso do intervalo de tolerância, de 2,5% ao ano para 2% ao ano.
c) valor central do intervalo de tolerância, de 4,5% ao ano para 5% ao ano.
d) valor central do intervalo de tolerância, de 4,5% ao ano para 4% ao ano.
e) teto do intervalo de tolerância, de 6,5% ao ano para 7% ao ano.
2. (atualizada) O Banco Central do Brasil tem por objetivo zelar pela liquidez da
economia. A liquidez é um atributo de um ativo que deve, em maior ou menor
grau, conservar valor ao longo do tempo e ser capaz de liquidar dívidas.
Sendo a moeda um ativo líquido, o Banco Central do Brasil deve interferir na
liquidez da economia quando:
a) as reservas monetárias estão baixas.
b) os empréstimos excedem as reservas bancárias.
c) a inflaçãoestá acima do esperado.
d) a inflação está dentro do esperado.
e) os empréstimos excedem os depósitos à vista.
3. As previsões para o desempenho da economia brasileira neste ano e no
próximo continuam se deteriorando. As cerca de cem instituições que
consultadas para o boletim Focus, divulgado pelo Banco Central (BC),
projetam uma queda maior para Produto Interno Bruto (PIB) em 2015 [...]
Quanto à inflação, os analistas consultados pelo BC aguardam uma alta de
9,23% para o IPCA deste calendário, acima da taxa estimada antes, de 9,15%.
CAPRIOLI, G. Mercado vê inflação de 9,23% em 2015 e economia mais
contraída.
Valor Econômico, São Paulo, 27 jul. 2015. Disponível em:
<http://www.valor.com.br/brasil/4150608/
mercado-ve-inflacao-de-923-em-2015-e-economia-mais-contraida>. Acesso em: 10 ago.
2015. Adaptado.
2222
Nesse contexto, representa uma medida efetiva que poderá ser adotada para
conter a alta inflacionária:
a) aumentar a taxa de juros básica da economia.
b) reduzir drasticamente os principais impostos federais, estaduais e
municipais.
c) aumentar a emissão de papel moeda para honrar a folha de
pagamento e os demais gastos do governo, visando a diminuir os
depósitos à vista nos bancos.
d) aumentar a produção de bens na indústria.
e) aumentar o nível geral de preços da economia.
4. No Brasil, a condução e a operação diárias da política monetária, com o
objetivo de estabilizar a economia, atingindo a meta de inflação e mantendo
o sistema financeiro funcionando adequadamente, são uma responsabilidade
do(a).
a) Caixa Econômica Federal.
b) Comissão de Valores Mobiliários.
c) Banco do Brasil.
d) Banco Central do Brasil.
e) Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social.
5. Julgue os seguintes itens, relativos à formulação e execução da política
monetária no Brasil.
A redução da alíquota do recolhimento compulsório e a compra de títulos
em operações de mercado aberto são exemplos da adoção de política
monetária expansionista, uma vez que ambas elevam a quantidade de
moeda em circulação na economia.
( ) Certo ( ) Errado
6. No que diz respeito ao mercado monetário, julgue o item.
As operações de redesconto do BACEN incluem a intradia: operação destinada
a viabilizar o ajuste patrimonial de instituição financeira com desequilíbrio
estrutural.
( ) Certo ( ) Errado
7. Uma desvalorização cambial da moeda brasileira (real) frente à moeda norte-
americana (dólar), implica a(o):
a) diminuição do número de reais necessários para comprar um dólar.
b) diminuição do estoque de dólares do Banco Central do Brasil.
CONHECIMENTOS BANCÁRIOS | SIRLO OLIVEIRA
2322
Nesse contexto, representa uma medida efetiva que poderá ser adotada para
conter a alta inflacionária:
a) aumentar a taxa de juros básica da economia.
b) reduzir drasticamente os principais impostos federais, estaduais e
municipais.
c) aumentar a emissão de papel moeda para honrar a folha de
pagamento e os demais gastos do governo, visando a diminuir os
depósitos à vista nos bancos.
d) aumentar a produção de bens na indústria.
e) aumentar o nível geral de preços da economia.
4. No Brasil, a condução e a operação diárias da política monetária, com o
objetivo de estabilizar a economia, atingindo a meta de inflação e mantendo
o sistema financeiro funcionando adequadamente, são uma responsabilidade
do(a).
a) Caixa Econômica Federal.
b) Comissão de Valores Mobiliários.
c) Banco do Brasil.
d) Banco Central do Brasil.
e) Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social.
5. Julgue os seguintes itens, relativos à formulação e execução da política
monetária no Brasil.
A redução da alíquota do recolhimento compulsório e a compra de títulos
em operações de mercado aberto são exemplos da adoção de política
monetária expansionista, uma vez que ambas elevam a quantidade de
moeda em circulação na economia.
( ) Certo ( ) Errado
6. No que diz respeito ao mercado monetário, julgue o item.
As operações de redesconto do BACEN incluem a intradia: operação destinada
a viabilizar o ajuste patrimonial de instituição financeira com desequilíbrio
estrutural.
( ) Certo ( ) Errado
7. Uma desvalorização cambial da moeda brasileira (real) frente à moeda norte-
americana (dólar), implica a(o):
a) diminuição do número de reais necessários para comprar um dólar.
b) diminuição do estoque de dólares do Banco Central do Brasil.
CONHECIMENTOS BANCÁRIOS | SIRLO OLIVEIRA
23
Nesse contexto, representa uma medida efetiva que poderá ser adotada para
conter a alta inflacionária:
a) aumentar a taxa de juros básica da economia.
b) reduzir drasticamente os principais impostos federais, estaduais e
municipais.
c) aumentar a emissão de papel moeda para honrar a folha de
pagamento e os demais gastos do governo, visando a diminuir os
depósitos à vista nos bancos.
d) aumentar a produção de bens na indústria.
e) aumentar o nível geral de preços da economia.
4. No Brasil, a condução e a operação diárias da política monetária, com o
objetivo de estabilizar a economia, atingindo a meta de inflação e mantendo
o sistema financeiro funcionando adequadamente, são uma responsabilidade
do(a).
a) Caixa Econômica Federal.
b) Comissão de Valores Mobiliários.
c) Banco do Brasil.
d) Banco Central do Brasil.
e) Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social.
5. Julgue os seguintes itens, relativos à formulação e execução da política
monetária no Brasil.
A redução da alíquota do recolhimento compulsório e a compra de títulos
em operações de mercado aberto são exemplos da adoção de política
monetária expansionista, uma vez que ambas elevam a quantidade de
moeda em circulação na economia.
( ) Certo ( ) Errado
6. No que diz respeito ao mercado monetário, julgue o item.
As operações de redesconto do BACEN incluem a intradia: operação destinada
a viabilizar o ajuste patrimonial de instituição financeira com desequilíbrio
estrutural.
( ) Certo ( ) Errado
7. Uma desvalorização cambial da moeda brasileira (real) frente à moeda norte-
americana (dólar), implica a(o):
a) diminuição do número de reais necessários para comprar um dólar.
b) diminuição do estoque de dólares do Banco Central do Brasil.
c) diminuição do preço em reais de um produto importado dos EUA.
d) estímulo às exportações brasileiras para os EUA.
e) aumento das cotações das ações das empresas importadoras na bolsa
de valores.
8. Uma das funções desempenhadas pela moeda é a de reserva de valor, no
entanto, a moeda não é o único ativo que desempenha tal função. O motivo
que faz com que os cidadãos retenham moeda como reserva de valor é o fato
de ela:
(A) ser protegida contra inflação.
(B) prestar algum serviço ao seu possuidor.
(C) propiciar um aumento no seu valor.
(D) oferecer um rendimento a seu detentor.
(E) possuir liquidez absoluta.
9. Julgue os seguintes itens, relativos à formulação e execução da política
monetária no Brasil.
As operações de mercado aberto são transações, realizadas diariamente, de
compra e venda de títulos da dívida pública emitidos pelo BCB com o objetivo
de controlar a liquidez do sistema bancário.
( ) Certo ( ) Errado
10. Com relação às características e funções do mercado monetário e do mercado
de crédito, julgue os itens que se seguem.
No mercado monetário, a oferta de moeda é definida pelo BCB e atende à
seguinte relação: quanto maior for a taxa básica de juros da economia, maior
será a demanda por moeda.
( ) Certo ( ) Errado
Gabarito
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
A C A D C E D E E E
24
Capítulo 2
SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL -
ENTIDADES REGULADORAS E SUPEVISORAS.
Uma das engrenagens mais importantes, se não a mais importante, para
que o mundo seja do jeito que é, é o dinheiro. Ele compra: carros, casas, roupas,
título e, segundo alguns, só não compra a felicidade.Sendo o dinheiro carregado
com toda essa importância, cada país, cada estado e cidade, se organiza de forma
a ter seu próprio modo de ganhar dinheiro. Essa organização, aliás, é formada de
um jeito em que a maior quantidade possível de dinheiro possa ser adquirida. Há
a muito tempo que o mundo funciona dessa forma. Por isso todos os países já
conhecem muitos caminhos e atalhos para que sua organização seja elaborada
para seu benefício.
Essa tal organização, que busca o maior número possível de riquezas, é
definida por uma série de importantes órgãos do estado. No Brasil, esse órgão
formador da estratégia econômicas do país, é chamado de Sistema Financeiro
Nacional. Tem, basicamente, a função de controlar todas as instituições que são
ligadas às atividades econômicas dentro do país. Mas esse sistema tem ainda
muitas outras funções. Tem também muitos componentes que o formam.
Existem grupos, dentro do grupo do Sistema Financeiro Nacional. O
mais importante dentro desse sistema é o Conselho Monetário Nacional.
Esse conselho é essencial por tomar as decisões mais importantes, para a que
o país funcione de forma eficiente e eficaz. O Conselho Monetário Nacional tem
sob seu comando muitos integrantes que são importantes, cada um na sua
função. No entanto, o mais importante desses membros é o Banco Central do
Brasil.
O Banco Central do Brasil é o responsável pela emissão de papel-moeda
e de moeda metálica, dinheiro que circula no país. Ele exerce, junto ao Conselho
Monetário Nacional, um trabalho de fiscalização nas instituições financeiras
do país. Além disso, tem diversas utilidades, como realizar operações de
empréstimos e cobrança de créditos junto às instituições financeiras. O Banco
central é considerado o banco mais importante do Brasil, acima de todos os
outros, uma espécie de “Banco dos Bancos”.
O Sistema Financeiro Nacional, então, é uma forma de várias entidades se
organizarem, de modo a manter a máquina do governo funcionando. Sua
utilidade é o acompanhamento e também a coordenação de todas as atividades
financeiras que acontecem no Brasil. Esse acompanhamento acontece na forma
de fiscalização. Já a coordenação está na parte em que funcionários do Banco
Central agem segundo suas responsabilidades, no cenário financeiro.
CONHECIMENTOS BANCÁRIOS | SIRLO OLIVEIRA
25
Capítulo 2
SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL -
ENTIDADES REGULADORAS E SUPEVISORAS.
Uma das engrenagens mais importantes, se não a mais importante, para
que o mundo seja do jeito que é, é o dinheiro. Ele compra: carros, casas, roupas,
título e, segundo alguns, só não compra a felicidade. Sendo o dinheiro carregado
com toda essa importância, cada país, cada estado e cidade, se organiza de forma
a ter seu próprio modo de ganhar dinheiro. Essa organização, aliás, é formada de
um jeito em que a maior quantidade possível de dinheiro possa ser adquirida. Há
a muito tempo que o mundo funciona dessa forma. Por isso todos os países já
conhecem muitos caminhos e atalhos para que sua organização seja elaborada
para seu benefício.
Essa tal organização, que busca o maior número possível de riquezas, é
definida por uma série de importantes órgãos do estado. No Brasil, esse órgão
formador da estratégia econômicas do país, é chamado de Sistema Financeiro
Nacional. Tem, basicamente, a função de controlar todas as instituições que são
ligadas às atividades econômicas dentro do país. Mas esse sistema tem ainda
muitas outras funções. Tem também muitos componentes que o formam.
Existem grupos, dentro do grupo do Sistema Financeiro Nacional. O
mais importante dentro desse sistema é o Conselho Monetário Nacional.
Esse conselho é essencial por tomar as decisões mais importantes, para a que
o país funcione de forma eficiente e eficaz. O Conselho Monetário Nacional tem
sob seu comando muitos integrantes que são importantes, cada um na sua
função. No entanto, o mais importante desses membros é o Banco Central do
Brasil.
O Banco Central do Brasil é o responsável pela emissão de papel-moeda
e de moeda metálica, dinheiro que circula no país. Ele exerce, junto ao Conselho
Monetário Nacional, um trabalho de fiscalização nas instituições financeiras
do país. Além disso, tem diversas utilidades, como realizar operações de
empréstimos e cobrança de créditos junto às instituições financeiras. O Banco
central é considerado o banco mais importante do Brasil, acima de todos os
outros, uma espécie de “Banco dos Bancos”.
O Sistema Financeiro Nacional, então, é uma forma de várias entidades se
organizarem, de modo a manter a máquina do governo funcionando. Sua
utilidade é o acompanhamento e também a coordenação de todas as atividades
financeiras que acontecem no Brasil. Esse acompanhamento acontece na forma
de fiscalização. Já a coordenação está na parte em que funcionários do Banco
Central agem segundo suas responsabilidades, no cenário financeiro.
Esse sistema já sofreu várias mudanças ao longo dos anos. O próprio Banco
Central era outra entidade com nome diferente: Superintendência da Moeda e
do Crédito. A mudança ocorreu por meio da lei nº 4.595/64, no art. 8º. As moedas
do Brasil já mudaram várias vezes ao longo da história brasileira. A modificação
de uma moeda nacional é, em qualquer circunstância, algo que causa muitas
mudanças, mas no caso da mudança para a atual moeda (real), essa
transformação foi grandiosa.
Numa época em que a inflação era um grande terror para economia
brasileira, essa mudança, chamada de plano real, conseguiu frear a inflação e
normalizar os preços do comércio interno. Isso, seguido de uma valorização da
moeda nacional, resultou numa recuperação rápida da economia brasileira.
Quem pega no dinheiro todos os dias, paga as suas contas, recebe seu
salário, nem pensa no grande sistema que há por trás dessas operações. Na
verdade, os salários são do valor que são, para que a atual quantidade de dinheiro
circule no país, para que a economia brasileira seja como é, e o Sistema Financeiro
Nacional toma decisões todos os dias, que são refletidas na nossa realidade.
O Sistema Financeiro Nacional é um conjunto de instituições, órgãos e afins
que controlam, fiscalizam e fazem as medidas que dizem respeito à circulação da
moeda e de crédito dentro do país. O Brasil, em sua Constituição Federal de 1988,
em seu artigo 192, cita qual o intuito do sistema financeiro nacional: “O Sistema
Financeiro Nacional, estruturado de forma a promover o desenvolvimento
equilibrado do país e a servir aos interesses da coletividade, em todas as
partes que o compõem, abrangendo as cooperativas de crédito, será
regulado por leis complementares que disporão, inclusive, sobre a
participação do capital estrangeiro nas instituições que o integram".
O Sistema Financeiro Nacional pode ser divido em duas partes distintas:
Subsistema normativo e subsistema operativo ou operador. O de normas se
responsabiliza por fazer regras para que se definam parâmetros para
transferência de recursos entre uma parte e outra, além de supervisionar o
funcionamento de instituições que façam atividade de intermediação
monetária. Já o subsistema operativo ou operador torna possível que as regras
de transferência de recursos, definidas pelo subsistema supervisão sejam
possíveis.
O subsistema de normativo é formado por: Conselho Monetário
Nacional, Conselho de Recursos do Sistema Financeiro Nacional, Banco
Central do Brasil, Comissão de Valores Mobiliários, Conselho Nacional de
Seguros Privados, Superintendência de Seguros Privados, Conselho Nacional da
Previdência Complementar e Superintendência da Previdência Complementar.
O outro subsistema, o operativo ou operador, é composto por:
Instituições Financeiras Bancárias, Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo,
Sistema de Pagamentos, Instituições Financeiras Não Bancárias, Agentes
26
Especiais, Sistema de Distribuição de TVM. As partes integrantes do subsistema
operativo, citados acima, são grupo que compreendem instituiçõesque são
facilmente achadas em nosso dia a dia. As Instituições Financeiras Bancárias, por
exemplo, representam as Caixas Econômicas, Bancos Comerciais, Cooperativas de
Crédito e Bancos Cooperativos. As instituições Financeiras Não Bancárias são, por
exemplo, Sociedades de Crédito ao Microempreendedor, Companhias
Hipotecárias, Bancos de Desenvolvimento.
As autoridades do Sistema Financeiro Nacional também podem ser
divididas em dois grupos: Autoridades Monetárias e Autoridades de Apoio.
As autoridades monetárias são as responsáveis por normatizar e executar as
operações de produção de moeda. O Banco Central do Brasil (BACEN) e o
Conselho Monetário Nacional (CMN). Já as autoridades de apoio são
instituições que auxiliam as autoridades monetárias na prática da política
monetária. Um exemplo desse tipo de instituição é o Banco do Brasil. Outro tipo
de autoridade de apoio são instituições que têm poderes de normatização
limitada a um setor específico. O exemplo desse tipo de autoridade é a
Comissão de Valores Mobiliários.
As Instituições financeiras, termo muito usado para definir algumas
empresas, são definidas como as pessoas jurídicas, públicas ou privadas e que
tenham sua função principal ou secundária de guardar, intermediar ou aplicar
os recursos financeiros (tanto dos próprios recursos como recursos de terceiros),
que sejam em moeda de circulação nacional ou de fora do país e também a
custódia de valor de propriedade de outras pessoas.
Pessoas físicas que façam atividades paralelas às características acima
descritas também são consideradas instituições financeiras, sendo que essa
atividade pode ser de maneira permanente ou não. No entanto, exercer essa
atividade sem a prévia autorização devida do estado pode acarretar ações contra
essa pessoa. Essa autorização deve ser dada pelo Banco Central e, no caso de
serem estrangeiras, a partir de um decreto do Presidente da República,
entretanto, em 2020 o presidente editou um decreto nº 10.029 que
DELEGOU ao Bacen o poder de autorizar o funcionamento de instituições
financeiras estrangeiras, mas você deve levar em consideração que trata-se de
uma delegação, que pode ser avocada a qualquer momento, e trata-se de um
decreto, que pode ser, também, revogado.
As decisões tomadas pelo Conselho Monetário Nacional têm total ligação
com o estado da economia do país. Suas mudanças são determinantes, para o
funcionamento do mercado financeiro. A chamada bolsa de valores (mercado
onde as mercadorias são ações ou outros títulos financeiros) tem empresas,
produtos e ações que variam de acordo com o que esse sistema faz.
Considerando o alto valor de dinheiro investido nesse mercado, a bolsa de
valores é um espelho das grandes proporções que as decisões tomadas por esse
sistema podem afetar a vida de todas as esferas da sociedade.
CONHECIMENTOS BANCÁRIOS | SIRLO OLIVEIRA
27
Especiais, Sistema de Distribuição de TVM. As partes integrantes do subsistema
operativo, citados acima, são grupo que compreendem instituições que são
facilmente achadas em nosso dia a dia. As Instituições Financeiras Bancárias, por
exemplo, representam as Caixas Econômicas, Bancos Comerciais, Cooperativas de
Crédito e Bancos Cooperativos. As instituições Financeiras Não Bancárias são, por
exemplo, Sociedades de Crédito ao Microempreendedor, Companhias
Hipotecárias, Bancos de Desenvolvimento.
As autoridades do Sistema Financeiro Nacional também podem ser
divididas em dois grupos: Autoridades Monetárias e Autoridades de Apoio.
As autoridades monetárias são as responsáveis por normatizar e executar as
operações de produção de moeda. O Banco Central do Brasil (BACEN) e o
Conselho Monetário Nacional (CMN). Já as autoridades de apoio são
instituições que auxiliam as autoridades monetárias na prática da política
monetária. Um exemplo desse tipo de instituição é o Banco do Brasil. Outro tipo
de autoridade de apoio são instituições que têm poderes de normatização
limitada a um setor específico. O exemplo desse tipo de autoridade é a
Comissão de Valores Mobiliários.
As Instituições financeiras, termo muito usado para definir algumas
empresas, são definidas como as pessoas jurídicas, públicas ou privadas e que
tenham sua função principal ou secundária de guardar, intermediar ou aplicar
os recursos financeiros (tanto dos próprios recursos como recursos de terceiros),
que sejam em moeda de circulação nacional ou de fora do país e também a
custódia de valor de propriedade de outras pessoas.
Pessoas físicas que façam atividades paralelas às características acima
descritas também são consideradas instituições financeiras, sendo que essa
atividade pode ser de maneira permanente ou não. No entanto, exercer essa
atividade sem a prévia autorização devida do estado pode acarretar ações contra
essa pessoa. Essa autorização deve ser dada pelo Banco Central e, no caso de
serem estrangeiras, a partir de um decreto do Presidente da República,
entretanto, em 2020 o presidente editou um decreto nº 10.029 que
DELEGOU ao Bacen o poder de autorizar o funcionamento de instituições
financeiras estrangeiras, mas você deve levar em consideração que trata-se de
uma delegação, que pode ser avocada a qualquer momento, e trata-se de um
decreto, que pode ser, também, revogado.
As decisões tomadas pelo Conselho Monetário Nacional têm total ligação
com o estado da economia do país. Suas mudanças são determinantes, para o
funcionamento do mercado financeiro. A chamada bolsa de valores (mercado
onde as mercadorias são ações ou outros títulos financeiros) tem empresas,
produtos e ações que variam de acordo com o que esse sistema faz.
Considerando o alto valor de dinheiro investido nesse mercado, a bolsa de
valores é um espelho das grandes proporções que as decisões tomadas por esse
sistema podem afetar a vida de todas as esferas da sociedade.
Fonte: sistema-financeiro-nacional.info
O Sistema Financeiro Nacional e a Legislação
O Brasil, buscando a melhor forma de servir ao seu povo, conforme ordena
a Carta Magna, tem por obrigação criar um sistema que seja capaz de organizar,
de forma eficiente, a circulação de dinheiro e suas formas derivadas, buscando a
segurança e desenvolvimento do País, com isso vem o artigo 192 da nossa
Constituição Federal.
“Art. 192. O sistema financeiro nacional, estruturado de forma a promover
o desenvolvimento equilibrado do País e a servir aos interesses da
28
coletividade, em todas as partes que o compõem, abrangendo as cooperativas
de crédito, será regulado por LEIS COMPLEMENTARES que disporão, inclusive,
sobre a participação do capital estrangeiro nas instituições que o
integram. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 40, de 2003)“.
Criado pela Lei nº 4595/64, que dispõe sobre o sistema que será operado
no Brasil, e as autoridades monetárias que serão os agentes responsáveis por
garantir que estas operações aconteçam, e que sejam seguras e solidas para os
agentes financeiros e seus clientes.
Art. 1º (ADAPTADO) O sistema Financeiro Nacional, estruturado e regulado
pela presente Lei, será constituído:
I – do Conselho Monetário Nacional;
II – do Banco Central do Brasil
III – do Banco do Brasil S. A.;
IV – do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social;
V – demais instituições financeiras públicas e privadas.
VI – Comissão de Valores Mobiliários (Lei 6385/1976) (Adaptação do
Professor!)
CONSELHO MONETÁRIO NACIONAL – CMN
É o órgão NORMATIVO máximo no SFN. Este órgão é quem dita as
Normas que serão seguidas pelas instituições financeiras, pois para tudo na vida
existe alguém superior que controla e dita as regras do jogo.
Além disso, o CMN é responsável por formular as políticas da moeda e
crédito no país, ou seja, é responsável por coordenar todas as políticas
econômicas do país, e principalmente a política monetária.
Suas REUNIÕES ORDINÁRIAS, ou seja, comuns, são MENSAIS, e ao final de
cada reunião é emitida uma RESOLUÇÃO da qual é lavradauma ata, cujo
extrato é publicado no DOU (Diário Oficial da União) e no SISBACEN,
excluindo-se os assuntos confidenciais discutidos na reunião.
DECRETO Nº 1.307, DE 9 DE NOVEMBRO DE 1994.
Art. 30. As decisões de natureza normativa serão divulgadas mediante
resoluções assinadas pelo Presidente do Banco Central do Brasil, veiculadas
pelo Sistema de Informações Banco Central (Sisbacen) e publicadas no Diário
Oficial da União.
CONHECIMENTOS BANCÁRIOS | SIRLO OLIVEIRA
29
coletividade, em todas as partes que o compõem, abrangendo as cooperativas
de crédito, será regulado por LEIS COMPLEMENTARES que disporão, inclusive,
sobre a participação do capital estrangeiro nas instituições que o
integram. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 40, de 2003)“.
Criado pela Lei nº 4595/64, que dispõe sobre o sistema que será operado
no Brasil, e as autoridades monetárias que serão os agentes responsáveis por
garantir que estas operações aconteçam, e que sejam seguras e solidas para os
agentes financeiros e seus clientes.
Art. 1º (ADAPTADO) O sistema Financeiro Nacional, estruturado e regulado
pela presente Lei, será constituído:
I – do Conselho Monetário Nacional;
II – do Banco Central do Brasil
III – do Banco do Brasil S. A.;
IV – do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social;
V – demais instituições financeiras públicas e privadas.
VI – Comissão de Valores Mobiliários (Lei 6385/1976) (Adaptação do
Professor!)
CONSELHO MONETÁRIO NACIONAL – CMN
É o órgão NORMATIVO máximo no SFN. Este órgão é quem dita as
Normas que serão seguidas pelas instituições financeiras, pois para tudo na vida
existe alguém superior que controla e dita as regras do jogo.
Além disso, o CMN é responsável por formular as políticas da moeda e
crédito no país, ou seja, é responsável por coordenar todas as políticas
econômicas do país, e principalmente a política monetária.
Suas REUNIÕES ORDINÁRIAS, ou seja, comuns, são MENSAIS, e ao final de
cada reunião é emitida uma RESOLUÇÃO da qual é lavrada uma ata, cujo
extrato é publicado no DOU (Diário Oficial da União) e no SISBACEN,
excluindo-se os assuntos confidenciais discutidos na reunião.
DECRETO Nº 1.307, DE 9 DE NOVEMBRO DE 1994.
Art. 30. As decisões de natureza normativa serão divulgadas mediante
resoluções assinadas pelo Presidente do Banco Central do Brasil, veiculadas
pelo Sistema de Informações Banco Central (Sisbacen) e publicadas no Diário
Oficial da União.
Parágrafo único. As decisões de caráter confidencial serão comunicadas
somente aos interessados. (Então existem algumas decisões ou informações que
não são divulgadas publicamente).
Art. 33º § 1° Após as atas terem sido assinadas por todos os conselheiros,
extratos das atas serão publicados no Diário Oficial da União, excluídos os
assuntos de caráter confidencial.
Resumindo: Tanto as Resoluções quanto os extratos são publicados no DOU e
no SISBACEN, entretanto, se houver algum assunto confidencial, esse não será
divulgado a todos publicamente, apenas aos interessados, mas a resolução
como um todo deve ser publicada, excluindo-se as partes confidenciais.
O CMN é um órgão colegiado, composto por UM MINISTRO, o
Presidentes do Banco Central, e o Secretário especial do tesouro e
orçamento, todos INDICADOS pelo Presidente da República, sendo o
Presidente do Bacen submetido à aprovação do Senado Federal.
Importante!
Em fevereiro de 2021 foi publicada a Lei Complementar 179, que
estabelece mandatos de quatro anos para presidentes e diretores do Banco
Central (BC). Estes mandatos são renováveis por mais quatro, para o presidente
do Banco Central e os demais diretores.
CMN
Ministro da Economia
(Presidente do
Conselho)
Presidente do Banco
Central do Brasil
Secretário especial
do tesouro e
orçamento
30
Além disso o Presidente do Bacen e os demais diretores serão, durante o
período do mandato, fixos e estáveis, só podendo ser demitidos por processo
administrativo disciplinar.
Falaremos mais sobre a sistemática das indicações no item em que
versaremos exclusivamente sobre Banco Central mais à frente.
É interessante saber também que, segundo o DECRETO Nº 1.307, DE 9 DE
NOVEMBRO DE 1994.
Art. 8º O presidente do CMN poderá convidar para participar das reuniões
do conselho sem direito a voto outros Ministros de Estado, assim como
representantes de entidades públicas ou privadas.
Art. 16º § 1° Poderão assistir às reuniões do CMN:
a) assessores credenciados individualmente pelos conselheiros;
b) convidados do presidente do conselho.
§ 2° Somente aos conselheiros é dado o direito de voto.
Compete ao Presidente do Conselho
Deliberar ad referendum do colegiado, nos casos de urgência e de
relevante interesse.
(Perceba que o Presidente não tem o famoso voto de minerva, ou seja, não
possui voto de desempate, pois ele pode tomar decisões sozinho, em casos de
urgência, e depois submeter essa decisão a votação na reunião ordinária ou
extraordinária do colegiado).
O Banco Central do Brasil é a Secretaria-Executiva do CMN e da
COMOC. Compete ao Banco Central organizar e assessorar as sessões
deliberativas (preparar, assessorar, dar suporte durante as reuniões, e elaborar
as atas e manter seu arquivo histórico).
A COMOC, Comissão Técnica da Moeda e do Crédito, compete:
I - Propor a regulamentação das matérias tratadas na presente Lei, de
competência do Conselho Monetário Nacional;
II - Manifestar-se, na forma prevista em seu regimento interno, previamente,
sobre as matérias de competência do Conselho Monetário Nacional.
Objetivos do CMN
Sim! Agora vamos saber o que o CMN faz de fato, qual sua missão, e para
isso as Leis 4595/64, Lei 6358/76 e Decreto 3088/99 deram ao CMN funções, isso
CONHECIMENTOS BANCÁRIOS | SIRLO OLIVEIRA
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Além disso o Presidente do Bacen e os demais diretores serão, durante o
período do mandato, fixos e estáveis, só podendo ser demitidos por processo
administrativo disciplinar.
Falaremos mais sobre a sistemática das indicações no item em que
versaremos exclusivamente sobre Banco Central mais à frente.
É interessante saber também que, segundo o DECRETO Nº 1.307, DE 9 DE
NOVEMBRO DE 1994.
Art. 8º O presidente do CMN poderá convidar para participar das reuniões
do conselho sem direito a voto outros Ministros de Estado, assim como
representantes de entidades públicas ou privadas.
Art. 16º § 1° Poderão assistir às reuniões do CMN:
a) assessores credenciados individualmente pelos conselheiros;
b) convidados do presidente do conselho.
§ 2° Somente aos conselheiros é dado o direito de voto.
Compete ao Presidente do Conselho
Deliberar ad referendum do colegiado, nos casos de urgência e de
relevante interesse.
(Perceba que o Presidente não tem o famoso voto de minerva, ou seja, não
possui voto de desempate, pois ele pode tomar decisões sozinho, em casos de
urgência, e depois submeter essa decisão a votação na reunião ordinária ou
extraordinária do colegiado).
O Banco Central do Brasil é a Secretaria-Executiva do CMN e da
COMOC. Compete ao Banco Central organizar e assessorar as sessões
deliberativas (preparar, assessorar, dar suporte durante as reuniões, e elaborar
as atas e manter seu arquivo histórico).
A COMOC, Comissão Técnica da Moeda e do Crédito, compete:
I - Propor a regulamentação das matérias tratadas na presente Lei, de
competência do Conselho Monetário Nacional;
II - Manifestar-se, na forma prevista em seu regimento interno, previamente,
sobre as matérias de competência do Conselho Monetário Nacional.
Objetivos do CMN
Sim! Agora vamos saber o que o CMN faz de fato, qual sua missão, e para
isso as Leis 4595/64, Lei 6358/76 e Decreto 3088/99 deram ao CMN funções, isso
mesmo, objetivos que são sua missão, os motivos de ele existir. Os Objetivos do
CMN são 6, e as atribuições, que são as armas que o CMN tem para cumprir os
objetivos, são aproximadamente 36!
ATENÇÃO!
Você precisaaprender todos os 6 principais objetivos do CMN, pois são os que
mais caem nas provas, mas quanto às atribuições, podemos adicionar uma
regrinha dos verbos, onde veremos que tanto os objetivos, quanto as
atribuições sempre serão iniciadas com verbos de PODER, MANDAR,
AUTORIDADE.
Vejamos abaixo a sequência das principais funções do CMN
ATENÇÃO!
Você percebeu algo estranho naquele vermelhinho?! Pois é, ele não é um
verbo de MANDAR, mas sim de FAZER, de “Colocar a Mão na Massa”. Esta é a
ÚNICA exceção do CMN a regra dos verbos, então, CUIDADO com este verbo
ZELAR, pois ele cai muito em provas, por se tratar de uma exceção, mais a
frente falaremos dele novamente.
Bom, agora que você viu os verbos vinculados aos objetivos do CMN, você
percebeu que estes verbos indicam PODER, MANDAR, AUTORIDADE. Logo,
fica fácil memorizar as competências o CMN, pois estas sempre serão iniciadas
por um verbo que indica MANDAR. Então vejamos na integra os objetivos.
• Orientar a aplicação dos recursos das instituições financeiras públicas ou
privadas, de forma a garantir condições favoráveis ao desenvolvimento
equilibrado da economia nacional.
É muito importante que o CMN oriente a forma como as instituições irão
investir seus recursos, pois más decisões no mercado financeiro custam muito
dinheiro e até a falência de várias instituições. Importante destacar que ele
32
orienta TODAS as instituições financeiras, e quando falamos todas, são todas,
mesmo, incluindo as públicas.
• Zelar pela liquidez e solvência das instituições financeiras.
Este objetivo cai com muita frequência nas provas, pois se trata de uma
exceção à regra dos verbos de mandar. Este objetivo faz com que o CMN
sempre tenha como preocupação em buscar que as instituições financeiras
tenham recursos disponíveis em seu caixa, mantendo-se liquidas e honrando
seus compromissos para com seus credores, mantendo-se solventes.
• Propiciar o aperfeiçoamento das instituições e dos instrumentos financeiros,
de forma a tornar mais eficiente o sistema de pagamentos e mobilização de
recursos. (Esse aqui não tem muito contexto em prova, então, quando
aparecer, será uma pergunta direta e simples, você visualizará só com a
regrinha do verbo de mandar).
• Estabelecer, para fins da política monetária e cambial, as condições
especificas para negociação de contratos derivativos, estabelecendo limites,
compulsórios e definindo as próprias características dos contratos existentes,
e criando novos. (Esse aqui também não tem muito contexto em prova, então,
quando aparecer, será uma pergunta direta e simples, você visualizará só com
a regrinha do verbo de mandar).
• Coordenar as políticas monetária, creditícia, orçamentária, fiscal e da dívida
pública interna e externa e a cambial.
É importante destacar que o CMN sempre será o responsável por formular
estas políticas. Como vimos o CMN não costuma fazer coisas, mas apenas
MANDAR, então quando o CMN formula políticas, ele as envia ao BACEN que
executa estas políticas.
• Estabelecer a Meta de Inflação.
Este é um dos mais importantes objetivos do CMN e que DESPENCA nas
provas! O CMN passa a ser o responsável por estabelecer um parâmetro para
metas de inflação no Brasil. Ele, com base em estudos e avaliações da
economia, estabelece uma meta para a inflação oficial, que deverá ser
cumprida pelo BACEN dentro do ano indicado.
Hoje no Brasil, temos uma meta de inflação que é dividida da seguinte forma
até dezembro de 2022:
CONHECIMENTOS BANCÁRIOS | SIRLO OLIVEIRA
33
orienta TODAS as instituições financeiras, e quando falamos todas, são todas,
mesmo, incluindo as públicas.
• Zelar pela liquidez e solvência das instituições financeiras.
Este objetivo cai com muita frequência nas provas, pois se trata de uma
exceção à regra dos verbos de mandar. Este objetivo faz com que o CMN
sempre tenha como preocupação em buscar que as instituições financeiras
tenham recursos disponíveis em seu caixa, mantendo-se liquidas e honrando
seus compromissos para com seus credores, mantendo-se solventes.
• Propiciar o aperfeiçoamento das instituições e dos instrumentos financeiros,
de forma a tornar mais eficiente o sistema de pagamentos e mobilização de
recursos. (Esse aqui não tem muito contexto em prova, então, quando
aparecer, será uma pergunta direta e simples, você visualizará só com a
regrinha do verbo de mandar).
• Estabelecer, para fins da política monetária e cambial, as condições
especificas para negociação de contratos derivativos, estabelecendo limites,
compulsórios e definindo as próprias características dos contratos existentes,
e criando novos. (Esse aqui também não tem muito contexto em prova, então,
quando aparecer, será uma pergunta direta e simples, você visualizará só com
a regrinha do verbo de mandar).
• Coordenar as políticas monetária, creditícia, orçamentária, fiscal e da dívida
pública interna e externa e a cambial.
É importante destacar que o CMN sempre será o responsável por formular
estas políticas. Como vimos o CMN não costuma fazer coisas, mas apenas
MANDAR, então quando o CMN formula políticas, ele as envia ao BACEN que
executa estas políticas.
• Estabelecer a Meta de Inflação.
Este é um dos mais importantes objetivos do CMN e que DESPENCA nas
provas! O CMN passa a ser o responsável por estabelecer um parâmetro para
metas de inflação no Brasil. Ele, com base em estudos e avaliações da
economia, estabelece uma meta para a inflação oficial, que deverá ser
cumprida pelo BACEN dentro do ano indicado.
Hoje no Brasil, temos uma meta de inflação que é dividida da seguinte forma
até dezembro de 2022:
O centro da meta é um ideal, no qual o CMN entende que seria a meta ideal
para o cenário econômico do País. Entretanto, engessar um número no mercado
financeiro não é bom, principalmente um índice que avalia os preços do mercado,
então o CMN admite uma pequena variação para mais ou para menos. Caso o
índice de inflação, IPCA, inflação oficial, esteja dentro desta margem de variação,
ou margem de tolerância, entende-se que o Banco Central cumpriu a Meta de
inflação Estabelecida pelo CMN.
Os parâmetros de inflação estão com seus centros nos seguintes
cenários.
PA
RÂ
M
ET
RO
S D
A
M
ET
A
DE
IN
FL
AÇ
ÃO
2
02
2
TETO de 5% a.a
Margem de tolerância de 1,5%
CENTRO de 3,50%a.a
Margem de tolerância de 1,5%
PISO de 2%a.a
34
O CMN diminuiu, a partir de 2017, a margem de tolerância de 2% para 1,5%,
o que acabou por modificar os tetos e pisos das metas de inflação a partir de
então. Cabe destacar que as próximas metas de inflação estão definidas das
seguintes formas: 2023 – 3,25% e 2024 – 3%, com margens de tolerância de
1,5% para mais e para menos.
Por causa dos objetivos, o CMN recebeu da Lei 4595/64 várias atribuições,
ou seja, as armas que ele tem para poder cumprir seus objetivos, das quais
destacamos algumas que mais são objetos de prova e que podemos fazer
conexões com os objetivos, para nos ajudar a memorizar mais, sem ter de utilizar,
apenas, a regra dos verbos. Seguem abaixo os principais verbos ligados as
atribuições:
PR
IN
CI
PA
IS
AT
RI
BU
IÇ
ÕE
S
FIXAR DIRETRIZES
DISCIPLINAR
ESTABELECER
LIMITES
DETERMINAR
REGULAMENTAR
OUTORGAR
ESTABELECER
REGULAR
EXPEDIR NORMAS
DISCIPLINAR
DELIMITAR
Objetivo: Zelar pela liquidez e solvência das instituições financeiras.
• Atribuição: Delimitar, com periodicidade não inferior a dois anos o capital mínimo das
instituições financeiras privadas, levando em conta sua natureza, bem como a
localização de suas sedes e agências ou filiais
Objetivo: Orientar a aplicação dos recursos das instituições financeiras
públicas ou privadas, de forma a garantir condições favoráveis ao
desenvolvimento equilibrado da economia nacional.
• Atribuição: Regular a constituição, o funcionamento e a fiscalização
de todas as instituições financeiras que operam no País.
CONHECIMENTOSBANCÁRIOS | SIRLO OLIVEIRA
35
O CMN diminuiu, a partir de 2017, a margem de tolerância de 2% para 1,5%,
o que acabou por modificar os tetos e pisos das metas de inflação a partir de
então. Cabe destacar que as próximas metas de inflação estão definidas das
seguintes formas: 2023 – 3,25% e 2024 – 3%, com margens de tolerância de
1,5% para mais e para menos.
Por causa dos objetivos, o CMN recebeu da Lei 4595/64 várias atribuições,
ou seja, as armas que ele tem para poder cumprir seus objetivos, das quais
destacamos algumas que mais são objetos de prova e que podemos fazer
conexões com os objetivos, para nos ajudar a memorizar mais, sem ter de utilizar,
apenas, a regra dos verbos. Seguem abaixo os principais verbos ligados as
atribuições:
PR
IN
CI
PA
IS
AT
RI
BU
IÇ
ÕE
S
FIXAR DIRETRIZES
DISCIPLINAR
ESTABELECER
LIMITES
DETERMINAR
REGULAMENTAR
OUTORGAR
ESTABELECER
REGULAR
EXPEDIR NORMAS
DISCIPLINAR
DELIMITAR
Objetivo: Zelar pela liquidez e solvência das instituições financeiras.
• Atribuição: Delimitar, com periodicidade não inferior a dois anos o capital mínimo das
instituições financeiras privadas, levando em conta sua natureza, bem como a
localização de suas sedes e agências ou filiais
Objetivo: Orientar a aplicação dos recursos das instituições financeiras
públicas ou privadas, de forma a garantir condições favoráveis ao
desenvolvimento equilibrado da economia nacional.
• Atribuição: Regular a constituição, o funcionamento e a fiscalização
de todas as instituições financeiras que operam no País.
Existem Algumas atribuições do CMN que não temos como fazer conexões,
pois são bastante independentes. Mas nem por isso deixaremos de comentá-las,
pois caem bastante em provas, logo merecem nossa atenção. São Elas:
➔➔ Expedir normas gerais de estatística e contabilidade a serem apreciadas
pelas instituições financeiras. (Cuidado com esta aqui, pois quando uma
banca quer dificultar o item ela sempre põe essa!).
➔➔ Disciplinar as atividades das bolsas de valores. (Define o que é uma bolsa de
valores e o que elas fazem).
➔ Fixar as diretrizes e normas da política cambial, inclusive quanto a compra
e venda de ouro e quaisquer operações em Direitos Especiais de Saque e em
moeda estrangeiras.
➔ Outorgar ao Banco Central da República do Brasil o monopólio das
operações de câmbio quando ocorrer grave desequilíbrio no balanço de
pagamentos ou houver sérias razões para prever a iminência de tal situação
➔ Baixar normas que regulem as operações de câmbio, inclusive swaps,
fixando limites, taxas, prazos e outras condições.
ATENÇÃO!
Nas provas das bancas mais exigentes é comum aparecer o CMN
contextualizado com Congresso Nacional, Senado Federal e Câmara dos
Deputados.
Então temos uma regra básica que vai te ajudar em qualquer competência do
CMN que possa ser perguntada e contextualizada com o Poder Legislativo.
Regra: O CMN só se relaciona com o Senado Federal, ou seja, Câmara dos
Deputados NUNCA!
Exceto dois casos em que aparece o Congresso Nacional na Lei 4595/64:
XVI - Enviar obrigatoriamente ao Congresso Nacional, até o último dia do
mês subsequente, relatório e mapas demonstrativos da aplicação dos
recolhimentos compulsórios.
Objetivo: Coordenar as políticas monetária, creditícia, orçamentária, fiscal e da
dívida pública interna e externa.
• Atribuição: Disciplinar o crédito e suas modalidades e as formas das operações
creditícias.
• Atribuição: Estabelecer limites para a remuneração das operações e serviços
bancários ou financeiros.
36
§ 6º O Conselho Monetário Nacional encaminhará ao Congresso Nacional, até
31 de março de cada ano, relatório da evolução da situação monetária e
creditícia do País no ano anterior, no qual descreverá, minudentemente as
providências adotadas para cumprimento dos objetivos estabelecidos nesta lei,
justificando destacadamente os montantes das emissões de papel-moeda que
tenham sido feitas para atendimento das atividades produtivas.
BANCO CENTRAL DO BRASIL - (BACEN)
O BACEN é uma autarquia, colegiada, INDEPENDENTE, composta por Nove
DIRETORIAS, incluindo a Presidência. Todos indicados pelo Presidente da
República com aprovação do Senado Federal, sem vinculação ou subordinação
a nenhum ministério.
Conforme preconiza a Lei Complementar 179, deverão ser nomeados o
Presidente e 8 (oito) Diretores do Banco Central do Brasil, cujos mandatos
atenderão à seguinte escala, dispensando-se nova aprovação pelo Senado
Federal para os indicados que, na ocasião, já estejam no exercício do cargo:
I - 2 (dois) Diretores terão mandatos com início no dia 1º de março do primeiro
ano de mandato do Presidente da República;
II - 2 (dois) Diretores terão mandatos com início no dia 1º de janeiro do segundo
ano de mandato do Presidente da República;
III – O Presidente do Banco Central e 2 (dois) Diretores terão mandatos com início
no dia 1º de janeiro do terceiro ano de mandato do Presidente da República; e
IV - 2 (dois) Diretores terão mandatos com início no dia 1º de janeiro do quarto
ano de mandato do Presidente da República.
Será admitida 1 recondução para o Presidente e para os Diretores do
Banco Central do Brasil que houverem sido nomeados na forma da LC179/21.
Além disso, no exercício dos mandatos, o presidente e os demais diretores
do Bacen são fixos e estáveis. Isso significa que, uma vez investidos nos cargos
de diretos, eles só podem ser demitidos nas seguintes hipóteses:
I - a pedido;
II - no caso de acometimento de enfermidade que incapacite o titular para o
exercício do cargo;
III - quando sofrerem condenação, mediante decisão transitada em julgado ou
proferida por órgão colegiado, pela prática de ato de improbidade administrativa
CONHECIMENTOS BANCÁRIOS | SIRLO OLIVEIRA
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§ 6º O Conselho Monetário Nacional encaminhará ao Congresso Nacional, até
31 de março de cada ano, relatório da evolução da situação monetária e
creditícia do País no ano anterior, no qual descreverá, minudentemente as
providências adotadas para cumprimento dos objetivos estabelecidos nesta lei,
justificando destacadamente os montantes das emissões de papel-moeda que
tenham sido feitas para atendimento das atividades produtivas.
BANCO CENTRAL DO BRASIL - (BACEN)
O BACEN é uma autarquia, colegiada, INDEPENDENTE, composta por Nove
DIRETORIAS, incluindo a Presidência. Todos indicados pelo Presidente da
República com aprovação do Senado Federal, sem vinculação ou subordinação
a nenhum ministério.
Conforme preconiza a Lei Complementar 179, deverão ser nomeados o
Presidente e 8 (oito) Diretores do Banco Central do Brasil, cujos mandatos
atenderão à seguinte escala, dispensando-se nova aprovação pelo Senado
Federal para os indicados que, na ocasião, já estejam no exercício do cargo:
I - 2 (dois) Diretores terão mandatos com início no dia 1º de março do primeiro
ano de mandato do Presidente da República;
II - 2 (dois) Diretores terão mandatos com início no dia 1º de janeiro do segundo
ano de mandato do Presidente da República;
III – O Presidente do Banco Central e 2 (dois) Diretores terão mandatos com início
no dia 1º de janeiro do terceiro ano de mandato do Presidente da República; e
IV - 2 (dois) Diretores terão mandatos com início no dia 1º de janeiro do quarto
ano de mandato do Presidente da República.
Será admitida 1 recondução para o Presidente e para os Diretores do
Banco Central do Brasil que houverem sido nomeados na forma da LC179/21.
Além disso, no exercício dos mandatos, o presidente e os demais diretores
do Bacen são fixos e estáveis. Isso significa que, uma vez investidos nos cargos
de diretos, eles só podem ser demitidos nas seguintes hipóteses:
I - a pedido;
II - no caso de acometimento de enfermidade que incapacite o titular para o
exercício do cargo;
III - quando sofrerem condenação, mediante decisão transitada em julgado ou
proferida por órgão colegiado, pela prática de ato de improbidadeadministrativa
ou de crime cuja pena acarrete, ainda que temporariamente, a proibição de
acesso a cargos públicos;
IV - quando apresentarem comprovado e recorrente desempenho insuficiente
para o alcance dos objetivos do Banco Central do Brasil.
Na hipótese acima, compete ao Conselho Monetário Nacional submeter
ao Presidente da República a proposta de exoneração, cujo aperfeiçoamento
ficará condicionado à prévia aprovação, por maioria absoluta, do Senado Federal.
O Bacen é a autarquia executiva central do SFN, além de Supervisora, com
a missão primária de garantir a estabilidade do poder de compra da moeda
nacional, e secundária de zelar pela estabilidade e eficiência do SFN, suavizar
as flutuações do nível de atividade econômica e fomentar o pleno emprego.
Realiza duas reuniões Ordinárias Semanalmente, nas quais são lavradas
CIRCULARES e, as atividades de sua competência privativa, também podem ser
emitidas RESOLUÇÕES.
Sua sede fica em Brasília, e tem outras 9 representações nas capitais dos
Estados do Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais,
Bahia, Pernambuco, Ceará e Pará.
O BACEN tem ainda 4 objetivos importantes:
• Zelar pela adequada liquidez da economia;
• Zelar pela estabilidade e promover o permanente aperfeiçoamento do
sistema financeiro.
• Manter as reservas internacionais em nível adequado;
• Estimular a formação de poupança;
Cuidado!
Lembre-se que existe um ZELAR que é competência do CMN: Zelar pela
liquidez e solvência das instituições financeiras. Então caso apareça um verbo
ZELAR e não for associado a este texto acima, automaticamente será
competência do BACEN.
Dentre as várias competências do BACEN, vale ressaltar:
• Emitir papel-moeda e moeda metálica;
• Executar os serviços do meio circulante;
• Regulamentar e Receber recolhimentos compulsórios e voluntários das
instituições financeiras e bancárias e remunerar quando for conveniente.
38
• Realizar e Regulamentar operações de redesconto e empréstimo às
instituições financeiras;
• Regular a execução dos serviços de compensação de cheques e outros
papéis;
• Regulamentar e Efetuar operações de compra e venda de títulos públicos
federais;
• Exercer o controle do crédito sobre todas as suas formas;
• Exercer a fiscalização das instituições financeiras;
• Vigiar a interferência de outras empresas nos mercados financeiros e de
capitais;
• Controlar o fluxo de capitais estrangeiros no país.
ATENÇÃO!
Autorizar o funcionamento de Instituições Financeiras Estrangeiras no País,
só por Decreto do Poder Executivo.
“Lei 4595/64 - Art. 18. As instituições financeiras somente poderão
funcionar no País mediante prévia autorização do Banco Central da República
do Brasil ou decreto do Poder Executivo,
quando forem estrangeiras.”
A partir de um decreto do Presidente da República, entretanto, em 2020 o
presidente editou um decreto nº 10.029 que DELEGOU ao Bacen o poder de
determinar se será ou não de interesse nacional o funcionamento de
instituições financeiras estrangeiras no país, desta forma podemos deduzir
que é competência do Bacen autorizar as estrangeiras, mas você deve levar
em consideração que trata-se de uma delegação, que pode ser avocada a
qualquer momento, e trata-se de um decreto, que pode ser, também, revogado.
ATENÇÃO!
Os verbos relacionados do CMN são sempre verbos de autoridade, verbos de
poder, verbos de mandar.
São verbos como: Regular, Autorizar, Estabelecer, Coordenar, Fixar Normas,
Disciplinar, Orientar, etc.
Já os verbos empregados ao BACEN são verbos de ação, ou seja, verbos que
indicam botar a mãos na massa ou apenas supervisionar.
São verbos como: Executar, Exercer, Realizar, Controlar, Fiscalizar, Aplicar, etc.
CONHECIMENTOS BANCÁRIOS | SIRLO OLIVEIRA
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• Realizar e Regulamentar operações de redesconto e empréstimo às
instituições financeiras;
• Regular a execução dos serviços de compensação de cheques e outros
papéis;
• Regulamentar e Efetuar operações de compra e venda de títulos públicos
federais;
• Exercer o controle do crédito sobre todas as suas formas;
• Exercer a fiscalização das instituições financeiras;
• Vigiar a interferência de outras empresas nos mercados financeiros e de
capitais;
• Controlar o fluxo de capitais estrangeiros no país.
ATENÇÃO!
Autorizar o funcionamento de Instituições Financeiras Estrangeiras no País,
só por Decreto do Poder Executivo.
“Lei 4595/64 - Art. 18. As instituições financeiras somente poderão
funcionar no País mediante prévia autorização do Banco Central da República
do Brasil ou decreto do Poder Executivo,
quando forem estrangeiras.”
A partir de um decreto do Presidente da República, entretanto, em 2020 o
presidente editou um decreto nº 10.029 que DELEGOU ao Bacen o poder de
determinar se será ou não de interesse nacional o funcionamento de
instituições financeiras estrangeiras no país, desta forma podemos deduzir
que é competência do Bacen autorizar as estrangeiras, mas você deve levar
em consideração que trata-se de uma delegação, que pode ser avocada a
qualquer momento, e trata-se de um decreto, que pode ser, também, revogado.
ATENÇÃO!
Os verbos relacionados do CMN são sempre verbos de autoridade, verbos de
poder, verbos de mandar.
São verbos como: Regular, Autorizar, Estabelecer, Coordenar, Fixar Normas,
Disciplinar, Orientar, etc.
Já os verbos empregados ao BACEN são verbos de ação, ou seja, verbos que
indicam botar a mãos na massa ou apenas supervisionar.
São verbos como: Executar, Exercer, Realizar, Controlar, Fiscalizar, Aplicar, etc.
Entretanto, CUIDADO, pois o BACEN tem 7 exceções a esta regra. Que são 4
regular, 1 Estabelecer 1 Determinar e 1 Autorizar.
* Regular a Compensação de Cheques e Outros Papéis, que é executada pelo
Banco do Brasil.
* Regular o Mercado de Câmbio e suas operações e flutuações.
* Regular a Concorrência entre as Instituições Financeiras.
* Regular os instrumentos de política monetária clássicos: mercado aberto,
redesconto e recolhimento compulsório.
* Estabelecer as condições para o exercício de cargos de
administração/direção das instituições financeiras privadas.
* Autorizar o funcionamento de instituições financeiras no país e, pelo Decreto
10029/20 também autorizar o funcionamento das estrangeiras.
* Determinar a Taxa do Recolhimentos Compulsório até o limite de 100% do
depósito à vista e até 60% das demais formas de captação.
Mas o que são essas demais formas de captação?
Exemplos: CDB, RDB, Poupança, Letra de crédito imobiliário LCI, Letra de crédito
do agronegócio LCA, Letra financeira LF, Letras imobiliárias etc. Ou seja, todas
as demais formas de captação de recursos.
APELIDOS DO BACEN
O BACEN recebe vários apelidos, devido a várias atividades que realiza. São
eles:
Banco dos Bancos: quando recebe os depósitos compulsórios e voluntários
das instituições financeiras. Além disso o Banco Central pode remunerá-los
quando tiverem origem remunerada ou quando for conveniente. A remuneração
será pactuada entre o BACEN e a instituição financeira conforme o caso,
conforme a Lei 14.185/2021.
Banqueiro do Governo: quando centraliza o caixa do Governo e administra
as reservas internacionais, bem como as reservas em ouro do Brasil.
Banco Emissor: quando emite o papel moeda fabricado pela Casa da
Moeda do Brasil, que é uma S/A de capital fechado com sede no Rio de Janeiro
(Capital).
Emprestador de última Instância: quando realiza o empréstimo de
liquidez, ou Redesconto, às instituições financeiras. Vale lembrar mais uma vez
40
que o Bacen é proibido pela Constituição Federal de emprestar dinheiro a
qualquer criatura que não seja uma instituição financeira.
Apenas para relembrar, este empréstimo, que nós já conhecemos pelo
nome de Redesconto do Banco Central, e que já explicamos no início da matéria,
tem 4 modalidades como já vimos antes:
I - intradia, destinadas a atendernecessidades de liquidez de instituição
financeira, ao longo do dia. É o chamado Redesconto a juros zero!
II - de um dia útil, destinadas a satisfazer necessidades de liquidez decorrentes
de descasamento de curtíssimo prazo no fluxo de caixa de instituição financeira;
III - de até quinze dias úteis, podendo ser recontratadas desde que o prazo total
não ultrapasse quarenta e cinco dias úteis, destinadas a satisfazer necessidades
de liquidez provocadas pelo descasamento de curto prazo no fluxo de caixa de
instituição financeira e que não caracterizem desequilíbrio estrutural; e
IV - de até noventa dias corridos, podendo ser recontratadas desde que o prazo
total não ultrapasse cento e oitenta dias corridos, destinadas a viabilizar o ajuste
patrimonial de instituição financeira com desequilíbrio estrutural.
ATENÇÃO!
Entende-se por operação intradia, para efeito do disposto neste regulamento,
a compra com compromisso de revenda, em que a compra e a correspondente
revenda ocorrem no próprio dia.
Importantíssimo!!!
Sobre a Compra com Compromisso de Revenda que falamos lá em cima temos
algumas observações que despencam nas provas.
Podem ser objeto de Redesconto do Banco Central, na modalidade de compra
com compromisso de revenda, os seguintes ativos de titularidade de instituição
financeira, desde que não haja restrições a sua negociação:
I - títulos públicos federais registrados no Sistema Especial de Liquidação e de
Custódia - Selic, que integrem a posição de custódia própria da instituição
financeira, e
II - outros títulos e valores mobiliários, créditos e direitos creditórios,
preferencialmente com garantia real, e outros ativos.
Informação de ouro!
As operações intradia e de um dia útil contemplam exclusivamente os títulos
públicos federais.
CONHECIMENTOS BANCÁRIOS | SIRLO OLIVEIRA
41
que o Bacen é proibido pela Constituição Federal de emprestar dinheiro a
qualquer criatura que não seja uma instituição financeira.
Apenas para relembrar, este empréstimo, que nós já conhecemos pelo
nome de Redesconto do Banco Central, e que já explicamos no início da matéria,
tem 4 modalidades como já vimos antes:
I - intradia, destinadas a atender necessidades de liquidez de instituição
financeira, ao longo do dia. É o chamado Redesconto a juros zero!
II - de um dia útil, destinadas a satisfazer necessidades de liquidez decorrentes
de descasamento de curtíssimo prazo no fluxo de caixa de instituição financeira;
III - de até quinze dias úteis, podendo ser recontratadas desde que o prazo total
não ultrapasse quarenta e cinco dias úteis, destinadas a satisfazer necessidades
de liquidez provocadas pelo descasamento de curto prazo no fluxo de caixa de
instituição financeira e que não caracterizem desequilíbrio estrutural; e
IV - de até noventa dias corridos, podendo ser recontratadas desde que o prazo
total não ultrapasse cento e oitenta dias corridos, destinadas a viabilizar o ajuste
patrimonial de instituição financeira com desequilíbrio estrutural.
ATENÇÃO!
Entende-se por operação intradia, para efeito do disposto neste regulamento,
a compra com compromisso de revenda, em que a compra e a correspondente
revenda ocorrem no próprio dia.
Importantíssimo!!!
Sobre a Compra com Compromisso de Revenda que falamos lá em cima temos
algumas observações que despencam nas provas.
Podem ser objeto de Redesconto do Banco Central, na modalidade de compra
com compromisso de revenda, os seguintes ativos de titularidade de instituição
financeira, desde que não haja restrições a sua negociação:
I - títulos públicos federais registrados no Sistema Especial de Liquidação e de
Custódia - Selic, que integrem a posição de custódia própria da instituição
financeira, e
II - outros títulos e valores mobiliários, créditos e direitos creditórios,
preferencialmente com garantia real, e outros ativos.
Informação de ouro!
As operações intradia e de um dia útil contemplam exclusivamente os títulos
públicos federais.
COMITÊ DE POLÍTICA MONETÁRIA - COPOM
O Comitê de Política Monetária (Copom) foi instituído em 20 de junho de
1996, com o objetivo de estabelecer as diretrizes da política monetária e de
definir a taxa de juros básica que será seguida pelos bancos.
O Copom é composto pelos membros da Diretoria Colegiada do Banco
Central do Brasil: o presidente, que tem o voto de qualidade; e os diretores
de Administração, Assuntos Internacionais e de Gestão de Riscos Corporativos,
Fiscalização, Organização do Sistema Financeiro e Controle de Operações do
Crédito Rural, Política Econômica, Política Monetária, Regulação do Sistema
Financeiro, e Relacionamento Institucional e Cidadania. Também participam do
primeiro dia da reunião os chefes dos seguintes departamentos do Banco Central:
Departamento de Operações Bancárias e de Sistema de Pagamentos (Deban),
Departamento de Operações do Mercado Aberto (Demab), Departamento
Econômico (Depec), Departamento de Estudos e Pesquisas (Depep),
Departamento das Reservas Internacionais (Depin), Departamento de Assuntos
Internacionais (Derin), e Departamento de Relacionamento com Investidores e
Estudos Especiais (Gerin). A primeira sessão dos trabalhos conta ainda com a
presença do chefe de gabinete do presidente, do assessor de imprensa e de
outros servidores do Banco Central, quando autorizados pelo presidente.
Destaca-se a adoção, pelo Decreto 3.088, em 21 de junho de 1999, da
sistemática de metas para a inflação como diretriz de política monetária.
Desde então, as decisões do Copom passaram a ter como objetivo cumprir as
metas para a inflação definidas pelo Conselho Monetário Nacional. Segundo
o mesmo Decreto, se as metas não forem atingidas, cabe ao presidente do
Banco Central divulgar, em Carta Aberta ao Ministro da Economia, os motivos
do descumprimento, bem como as providências e prazo para o retorno da taxa
de inflação aos limites estabelecidos.
Formalmente, os objetivos do Copom são:
Implementar a política monetária;
Analisar o Relatório de Inflação divulgado pelo Banco Central ao final de
cada trimestre civil;
Definir a meta para a Taxa Selic, ficando viés EXTINTO (circular 3868/17)
A taxa de juros fixada na reunião do Copom é a Meta para a Taxa Selic
(taxa média dos financiamentos diários, com lastro em títulos federais, apurados
no Sistema Especial de Liquidação e Custódia - SELIC), a qual vigora por todo o
período entre reuniões ordinárias do Comitê. Vale ressaltar que existe também
uma taxa SELIC chamada SELIC OVER, que nada mais é do que a taxa SELIC de
um dia específico, pois o que é traçado pelo COPOM é uma META, mas o que
42
acontece diariamente chama-se SELIC OVER, pois como qualquer outro papel
que vale dinheiro, os títulos públicos variam de preço todo dia.
Até dezembro de 2017 o Copom podia divulgar esta Meta da Taxa Selic com
um viés, ou seja, com uma tendência de alta ou de baixa. Este artifício era utilizado
para casos extremos de variação econômica em que, o Presidente do Copom,
poderia elevar ou abaixar a taxa Selic sem, necessariamente, convocar uma
reunião extraordinária do colegiado do comitê.
Entretanto em 19 de dezembro de 2017, através da Circular 3868, o Bacen
não mais autorizou ao Copom divulgar Taxa Selic com vieses de alta ou de
baixa, para evitar quaisquer tipos de especulações no mercado.
As reuniões ordinárias do Copom ocorrem APROXIMADAMENTE de 45
em 45 dias e dividem-se em dois dias/sessões: geralmente a primeira sessão
às terças-feiras e a segunda às quartas-feiras. O número de reuniões
ordinárias foi reduzido para oito ao ano a partir de 2006, sendo o calendário
anual divulgado até o fim de junho do ano anterior, admitidas modificações até
o último dia do ano da divulgação. No primeiro dia das reuniões, os chefes de
departamento apresentam uma análise da conjuntura doméstica abrangendo
inflação, nível de atividade, evolução dos agregados monetários, finanças
públicas, balanço de pagamentos, economiainternacional, mercado de câmbio,
reservas internacionais, mercado monetário, operações de mercado aberto,
avaliação prospectiva das tendências da inflação e expectativas gerais para
variáveis macroeconômicas.
No segundo dia da reunião, do qual participam apenas os membros do
Comitê e o chefe do Depep, sem direito a voto, os diretores de Política Monetária
e de Política Econômica, após análise das projeções atualizadas para a inflação,
apresentam alternativas para a taxa de juros de curto prazo e fazem
recomendações acerca da política monetária. Em seguida, os demais membros
do Copom fazem suas ponderações e apresentam eventuais propostas
alternativas. Ao final, procede-se à votação das propostas, buscando-se, sempre
que possível, o consenso. A decisão final - a meta para a Taxa Selic e o viés, se
houver - é imediatamente divulgada à imprensa ao mesmo tempo em que é
expedido Comunicado através do Sistema de Informações do Banco Central
(Sisbacen).
As atas em português das reuniões do Copom são divulgadas na semana
posterior a cada reunião, dentro do prazo regulamentar de até quatro dias úteis
após o fim da segunda sessão, sendo publicadas na página do Banco Central na
internet ("Atas do Copom") e para a imprensa a partir das 18:30 horas do dia da
segunda sessão. (Em inglês deverão ser publicadas no 5º dia útil). (Resolução
Bacen nº 61/2020)
Ao final de cada trimestre civil, o COPOM divulga, através do BACEN,
produz o documento "Relatório de Inflação", que analisa detalhadamente a
CONHECIMENTOS BANCÁRIOS | SIRLO OLIVEIRA
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acontece diariamente chama-se SELIC OVER, pois como qualquer outro papel
que vale dinheiro, os títulos públicos variam de preço todo dia.
Até dezembro de 2017 o Copom podia divulgar esta Meta da Taxa Selic com
um viés, ou seja, com uma tendência de alta ou de baixa. Este artifício era utilizado
para casos extremos de variação econômica em que, o Presidente do Copom,
poderia elevar ou abaixar a taxa Selic sem, necessariamente, convocar uma
reunião extraordinária do colegiado do comitê.
Entretanto em 19 de dezembro de 2017, através da Circular 3868, o Bacen
não mais autorizou ao Copom divulgar Taxa Selic com vieses de alta ou de
baixa, para evitar quaisquer tipos de especulações no mercado.
As reuniões ordinárias do Copom ocorrem APROXIMADAMENTE de 45
em 45 dias e dividem-se em dois dias/sessões: geralmente a primeira sessão
às terças-feiras e a segunda às quartas-feiras. O número de reuniões
ordinárias foi reduzido para oito ao ano a partir de 2006, sendo o calendário
anual divulgado até o fim de junho do ano anterior, admitidas modificações até
o último dia do ano da divulgação. No primeiro dia das reuniões, os chefes de
departamento apresentam uma análise da conjuntura doméstica abrangendo
inflação, nível de atividade, evolução dos agregados monetários, finanças
públicas, balanço de pagamentos, economia internacional, mercado de câmbio,
reservas internacionais, mercado monetário, operações de mercado aberto,
avaliação prospectiva das tendências da inflação e expectativas gerais para
variáveis macroeconômicas.
No segundo dia da reunião, do qual participam apenas os membros do
Comitê e o chefe do Depep, sem direito a voto, os diretores de Política Monetária
e de Política Econômica, após análise das projeções atualizadas para a inflação,
apresentam alternativas para a taxa de juros de curto prazo e fazem
recomendações acerca da política monetária. Em seguida, os demais membros
do Copom fazem suas ponderações e apresentam eventuais propostas
alternativas. Ao final, procede-se à votação das propostas, buscando-se, sempre
que possível, o consenso. A decisão final - a meta para a Taxa Selic e o viés, se
houver - é imediatamente divulgada à imprensa ao mesmo tempo em que é
expedido Comunicado através do Sistema de Informações do Banco Central
(Sisbacen).
As atas em português das reuniões do Copom são divulgadas na semana
posterior a cada reunião, dentro do prazo regulamentar de até quatro dias úteis
após o fim da segunda sessão, sendo publicadas na página do Banco Central na
internet ("Atas do Copom") e para a imprensa a partir das 18:30 horas do dia da
segunda sessão. (Em inglês deverão ser publicadas no 5º dia útil). (Resolução
Bacen nº 61/2020)
Ao final de cada trimestre civil, o COPOM divulga, através do BACEN,
produz o documento "Relatório de Inflação", que analisa detalhadamente a
conjuntura econômica e financeira do País, bem como apresenta suas
projeções para a taxa de inflação.
O COPOM se reúne 8 vezes ao ano, e isso dá aproximadamente 45 em 45 dias, mas
é aproximadamente mesmo, não exatamente.
E note que o antigo viés ou tendência de variação da taxa Selic foi extinto, ou seja,
o COPOM não pode mais indicar um viés para a taxa Selic estabelecida nas reuniões.
Dentro das políticas monetárias, o CMN e o BACEN, buscando facilitar a confecção deste
relatório de inflação, criaram os aglomerados monetários, e dentro deles, os meios de
pagamento, que nada mais são do que a forma como o dinheiro está presente na
economia, quer em dinheiro vivinho ou em “papel que vale dinheiro”.
COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS - (CVM)
Lei 6.385/76 e alterações posteriores
Apenas em 1976, portanto, 12 anos após a criação do SFN, é criada a CVM,
uma autarquia, em regime especial, vinculada ao Ministério da Economia,
colegiada, independente, composta por
5 Diretores, incluindo o presidente, todos indicados pelo Presidente da
República e aprovados pelo Senado Federal. Todos com mandato fixo e
estabilidade, mas cuidado, este mandato é de 5 anos, proibida a recondução,
ou seja, a “reeleição”, e a cada ano se renovam em um quinto, ou seja, sai um
dos 5 e entra um novo.
É só lembrar que a CVM adora o número 5! Qualquer coisa diferente de 5 está
errada!
➔➔ 5 diretores
➔ Mandato de 5 anos
➔ Renovados a cada ano e 1/5
Suas reuniões ordinárias são semanais, das quais são emitidas Instruções
Normativas de vinculação Nacional.
Responsável por:
Regulamentar, desenvolver, controlar e fiscalizar o Mercado de Valores
Mobiliários do país. A CVM sempre vai ter suas atribuições ligadas ao termo
Valores Mobiliários ou Mercado de Capitais.
44
ATENÇÃO!
Art. 3º Compete ao Conselho Monetário Nacional:
I - definir a política a ser observada na organização e no funcionamento do
mercado de valores mobiliários;
II - regular a utilização do crédito nesse mercado;
III - fixar, a orientação geral a ser observada pela Comissão de Valores
Mobiliários no exercício de suas atribuições;
IV - definir as atividades da Comissão de Valores Mobiliários que devem ser
exercidas em coordenação com o Banco Central do Brasil.
V - aprovar o quadro e o regulamento de pessoal da Comissão de Valores
Mobiliários
VI - estabelecer, para fins da política monetária e cambial, condições
específicas para negociação de contratos derivativos, independentemente da
natureza do investidor (Incluído pela Lei nº 12.543, de 2011)
§ 1o Ressalvado o disposto nesta Lei, a fiscalização do mercado financeiro e
de capitais continuará a ser exercida, nos termos da legislação em vigor, pelo
Banco Central do Brasil. (Incluído pela Lei nº 12.543, de 2011), ou seja, TUDO
que não for dado como responsabilidade da CVM será do BACEN.
Para este fim, a CVM e o CMN exercem as funções de:
Assegurar o funcionamento eficiente e regular dos mercados de bolsa e de
balcão;
Proteger os titulares de valores mobiliários;
Evitar ou coibir modalidades de fraude ou manipulação no mercado;
Assegurar o acesso do público a informações sobre valores mobiliários
negociados e sobre as companhias que os tenham emitido;
Assegurar a observância de práticas comerciais equitativas no mercado de
valores mobiliários;
Estimular a formação de poupança e sua aplicação em valores mobiliários;
ATENÇÃO!
Estimular a formação de poupança é do BACEN. Mas estimular a formação de
poupança para aplicação em valores mobiliáriosé da CVM.
Promover a expansão e o funcionamento eficiente e regular do mercado de
ações e estimular as aplicações permanentes em ações do capital social das
companhias abertas.
CONHECIMENTOS BANCÁRIOS | SIRLO OLIVEIRA
45
ATENÇÃO!
Art. 3º Compete ao Conselho Monetário Nacional:
I - definir a política a ser observada na organização e no funcionamento do
mercado de valores mobiliários;
II - regular a utilização do crédito nesse mercado;
III - fixar, a orientação geral a ser observada pela Comissão de Valores
Mobiliários no exercício de suas atribuições;
IV - definir as atividades da Comissão de Valores Mobiliários que devem ser
exercidas em coordenação com o Banco Central do Brasil.
V - aprovar o quadro e o regulamento de pessoal da Comissão de Valores
Mobiliários
VI - estabelecer, para fins da política monetária e cambial, condições
específicas para negociação de contratos derivativos, independentemente da
natureza do investidor (Incluído pela Lei nº 12.543, de 2011)
§ 1o Ressalvado o disposto nesta Lei, a fiscalização do mercado financeiro e
de capitais continuará a ser exercida, nos termos da legislação em vigor, pelo
Banco Central do Brasil. (Incluído pela Lei nº 12.543, de 2011), ou seja, TUDO
que não for dado como responsabilidade da CVM será do BACEN.
Para este fim, a CVM e o CMN exercem as funções de:
Assegurar o funcionamento eficiente e regular dos mercados de bolsa e de
balcão;
Proteger os titulares de valores mobiliários;
Evitar ou coibir modalidades de fraude ou manipulação no mercado;
Assegurar o acesso do público a informações sobre valores mobiliários
negociados e sobre as companhias que os tenham emitido;
Assegurar a observância de práticas comerciais equitativas no mercado de
valores mobiliários;
Estimular a formação de poupança e sua aplicação em valores mobiliários;
ATENÇÃO!
Estimular a formação de poupança é do BACEN. Mas estimular a formação de
poupança para aplicação em valores mobiliários é da CVM.
Promover a expansão e o funcionamento eficiente e regular do mercado de
ações e estimular as aplicações permanentes em ações do capital social das
companhias abertas.
São atribuições da CVM fiscalizar os seguintes valores mobiliários:
- AÇÕES (e suas distribuições públicas)
- DEBÊNTURES e suas Cédulas (e suas distribuições públicas)
- BONÚS DE SUBSCRIÇÃO (e suas distribuições públicas)
- Cotas de Fundos de Investimentos
- NOTAS PROMISSORIAS COMERCIAIS (COMMERCIAL PAPERS) (e suas
distribuições públicas)
- FUNDOS DE INVESTIMENTO
- DERIVATIVOS, Contratos Futuros e de Opções (Derivativos são contratos que
derivam a maior parte de seu valor de um ativo subjacente, taxa de referência
ou índice).
São atribuições da CVM fiscalizar os seguintes mercados de valores
mobiliários:
– MERCADO DE BALCÃO
– BOLSAS DE VALORES
ATENÇÃO!
– Cabe ao CMN disciplinar as atividades das Bolsas de Valores.
– Cabe ao CMN estabelecer, para fins da política monetária e cambial,
condições específicas para negociação de contratos de derivativos,
independentemente da natureza do investidor. (Incluído pela Lei nº 12.543, de
2011)
Não são títulos de responsabilidade da CVM
• Títulos Públicos (Federais, Estaduais e Municipais)
• Títulos Cambiais
Pois esses são competência do Banco Central.
COMPETE AO BACEN fiscalizar o Mercado de Capitais quando de títulos de
valores mobiliários não contemplados pela Lei 6.385/76.
Logo o BACEN fiscaliza tudo o que a CVM não fiscalizar no Mercado de
Captais.
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CONSELHO DE RECURSOS DO SFN
O Conselho de Recursos do Sistema Financeiro Nacional (CRSFN) é um
órgão colegiado, de segundo grau, integrante da estrutura do Ministério da
Economia e tem por finalidade julgar, em última instância administrativa, os
recursos contra as sanções aplicadas pelo BACEN e CVM e, nos processos de
lavagem de dinheiro, as sanções aplicadas pelo COAF e demais autoridades
competentes.
O CRSFN é um órgão paritário, integrante da estrutura do Ministério da
Economia. Os conselheiros titulares e suplentes são designados pelo Ministro da
Economia, com mandato de três anos, renovável por igual período por até duas
vezes, devendo ter competência reconhecida e conhecimentos
especializados nas matérias de competência do CRSFN.
O CRSFN é constituído por dezesseis conselheiros, sendo oito membros
(quatro titulares e respectivos suplentes) indicados pelo Governo e oito (quatro
titulares e respectivos suplentes) indicados por entidades representativas dos
mercados financeiro e de capitais. A Portaria do Ministério da Economia nº 246,
de 2 de maio de 2011, alterada pela Portaria nº 423, de 29 de agosto de 2011,
estabelece as entidades do setor privado que indicam conselheiros titulares e
suplentes. A composição do CRSFN é indicada abaixo:
CONHECIMENTOS BANCÁRIOS | SIRLO OLIVEIRA
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CONSELHO DE RECURSOS DO SFN
O Conselho de Recursos do Sistema Financeiro Nacional (CRSFN) é um
órgão colegiado, de segundo grau, integrante da estrutura do Ministério da
Economia e tem por finalidade julgar, em última instância administrativa, os
recursos contra as sanções aplicadas pelo BACEN e CVM e, nos processos de
lavagem de dinheiro, as sanções aplicadas pelo COAF e demais autoridades
competentes.
O CRSFN é um órgão paritário, integrante da estrutura do Ministério da
Economia. Os conselheiros titulares e suplentes são designados pelo Ministro da
Economia, com mandato de três anos, renovável por igual período por até duas
vezes, devendo ter competência reconhecida e conhecimentos
especializados nas matérias de competência do CRSFN.
O CRSFN é constituído por dezesseis conselheiros, sendo oito membros
(quatro titulares e respectivos suplentes) indicados pelo Governo e oito (quatro
titulares e respectivos suplentes) indicados por entidades representativas dos
mercados financeiro e de capitais. A Portaria do Ministério da Economia nº 246,
de 2 de maio de 2011, alterada pela Portaria nº 423, de 29 de agosto de 2011,
estabelece as entidades do setor privado que indicam conselheiros titulares e
suplentes. A composição do CRSFN é indicada abaixo:
Preside o CRSFN um dos conselheiros indicados pelo Ministério da
Economia. O Vice-presidente do Conselho é designado pelo Ministro de Estado
da Economia dentre os conselheiros indicados pelas entidades privadas
representativas dos mercados financeiro e de capitais.
VAMOS PRATICAR?
1. O Conselho Monetário Nacional (CMN) é a entidade máxima do sistema
financeiro brasileiro, ao qual cabe.
a) intervir diretamente nas instituições financeiras ilíquidas
b) apurar e anunciar mensalmente a taxa de inflação oficial.
c) fixar diretrizes e normas da política cambial.
d) fixar periodicamente a taxa de juros interbancária.
e) aprovar o orçamento do setor público federal.
2. O Conselho Monetário Nacional (CMN) foi instituído pela Lei
nº 4.595/1964. São integrantes do Conselho Monetário Nacional:
I. Presidente do Banco Central do Brasil.
II. Secretário Especial de Fazenda do Ministério da Economia.
III. Ministro da Economia.
IV. Secretário da Receita Federal.
V. Ministro-chefe da Casa Civil.
VI. Secretário-geral da Presidência da República.
a) Apenas I, II e III.
b) Apenas IV, V e VI.
c) Apenas I, II, III e IV.
d) Apenas II, III, VI e V.
e) I, II, III, IV, V e VI.
3. O Conselho Monetário Nacional (CMN) é o órgão superior do Sistema
Financeiro.
A política do CMN objetiva:
a) zelar pela liquidez e solvência das instituições financeiras;
b) controlar exclusivamente o fluxo de capitais estrangeiros;
c) realizar operações de redesconto e empréstimos, como instrumento de
política monetária como auxílio a problemas de liquidez;
d) fiscalizar a interferência de outras sociedades nos mercados financeiros
e de capitais;
e) emitir papel moeda e moeda metálica.
4. Com referência às funções do BCB, julgue os itens subsequentes.
O CMN, órgão normativo que estabeleceas regras de funcionamento e
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fiscalização dos entes participantes do SFN, é hierarquicamente subordinado
ao BCB.
( ) Certo ( ) Errado
5. Atualmente, o Sistema Financeiro Nacional é composto por órgãos
normativos, entidades supervisoras e por operadores.
Um dos órgãos normativos que compõe o Sistema Financeiro Nacional é o(a):
a) Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social - BNDES
b) Banco Comercial
c) Conselho Monetário Nacional
d) Bolsa de Valores
e) Superintendência de Seguros Privados – SUSEP
6. O Banco Central do Brasil (BC ou BACEN) foi criado pela lei nº 4595, de
31/12/1964, para atuar como órgão executivo central do sistema financeiro,
tendo como funções cumprir e fazer cumprir as disposições que regulam o
funcionamento do sistema e as normas expedidas pelo CMN (Conselho
Monetário Nacional). Entre as atribuições do Banco Central estão:
a) emitir papel-moeda, exercer o controle do crédito e exercer a
fiscalização das instituições financeiras, punindo-as quando necessário;
b) determinar as taxas de recolhimento compulsório, autorizar as emissões
de papel-moeda e estabelecer metas de inflação;
c) regulamentar as operações de redesconto de liquidez, coordenar as
políticas monetárias creditícia e cambial e estabelecer metas de inflação;
d) regular o valor interno da moeda, regular o valor externo da moeda e
zelar pela liquidez e solvência das instituições financeiras;
e) determinar as taxas de recolhimento compulsório, regular o valor
interno e externo da moeda e autorizar as emissões de papel-moeda.
7. Nas operações de mercado aberto, o BCB emite títulos no mercado primário
com o propósito de regular a taxa básica de juros SELIC.
( ) CERTO ( ) ERRADO
8. O Banco Central do Brasil, autarquia federal integrante do Sistema Financeiro
Nacional, foi criado em 31/12/64, com a promulgação da Lei nº 4.595. Entre
as suas atribuições, pode- se destacar:
a) efetuar operações de compra e venda de títulos públicos federais,
executar os serviços do meio circulante e exercer o controle de crédito.
CONHECIMENTOS BANCÁRIOS | SIRLO OLIVEIRA
49
fiscalização dos entes participantes do SFN, é hierarquicamente subordinado
ao BCB.
( ) Certo ( ) Errado
5. Atualmente, o Sistema Financeiro Nacional é composto por órgãos
normativos, entidades supervisoras e por operadores.
Um dos órgãos normativos que compõe o Sistema Financeiro Nacional é o(a):
a) Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social - BNDES
b) Banco Comercial
c) Conselho Monetário Nacional
d) Bolsa de Valores
e) Superintendência de Seguros Privados – SUSEP
6. O Banco Central do Brasil (BC ou BACEN) foi criado pela lei nº 4595, de
31/12/1964, para atuar como órgão executivo central do sistema financeiro,
tendo como funções cumprir e fazer cumprir as disposições que regulam o
funcionamento do sistema e as normas expedidas pelo CMN (Conselho
Monetário Nacional). Entre as atribuições do Banco Central estão:
a) emitir papel-moeda, exercer o controle do crédito e exercer a
fiscalização das instituições financeiras, punindo-as quando necessário;
b) determinar as taxas de recolhimento compulsório, autorizar as emissões
de papel-moeda e estabelecer metas de inflação;
c) regulamentar as operações de redesconto de liquidez, coordenar as
políticas monetárias creditícia e cambial e estabelecer metas de inflação;
d) regular o valor interno da moeda, regular o valor externo da moeda e
zelar pela liquidez e solvência das instituições financeiras;
e) determinar as taxas de recolhimento compulsório, regular o valor
interno e externo da moeda e autorizar as emissões de papel-moeda.
7. Nas operações de mercado aberto, o BCB emite títulos no mercado primário
com o propósito de regular a taxa básica de juros SELIC.
( ) CERTO ( ) ERRADO
8. O Banco Central do Brasil, autarquia federal integrante do Sistema Financeiro
Nacional, foi criado em 31/12/64, com a promulgação da Lei nº 4.595. Entre
as suas atribuições, pode- se destacar:
a) efetuar operações de compra e venda de títulos públicos federais,
executar os serviços do meio circulante e exercer o controle de crédito.
b) exercer a fiscalização das instituições financeiras, autorizar o
funcionamento das instituições financeiras e orientar a aplicação dos
recursos das instituições financeiras.
c) controlar e fiscalizar o mercado de valores mobiliários do país,
estabelecer as condições para o exercício de quaisquer cargos de
direção nas instituições financeiras e autorizar o funcionamento das
instituições financeiras.
d) exercer a fiscalização das instituições financeiras e centralizar o
recolhimento e posterior aplicação dos recursos oriundos do Fundo de
Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).
e) prescrever os critérios de constituição das Sociedades Seguradoras, de
Capitalização e Entidades de Previdência Privada Aberta e zelar pela
adequada liquidez da economia.
9. Periodicamente, o Banco Central do Brasil determina, nas reuniões de seu
Comitê de Política Monetária (Copom), o(a):
a) valor máximo do volume de operações de compra e venda de títulos
públicos pelo sistema bancário brasileiro.
b) quantidade de papel moeda e moeda metálica em circulação, dentro
dos limites autorizados pelo Conselho Monetário Nacional.
c) valor máximo de todas as formas de crédito no país.
d) valor máximo do fluxo de entrada no país de capitais financeiros vindo
do exterior.
e) taxa de juros de referência para as operações de um dia com títulos
públicos.
10. O Comitê de Política Monetária (COPOM), instituído pelo Banco Central do
Brasil em 1996 e composto por membros daquela instituição, toma decisões:
a) sobre a Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP).
b) a respeito dos depósitos compulsórios dos bancos comerciais.
c) de acordo com a maioria dos participantes nas reuniões periódicas de
dois dias.
d) a serem ratificadas pelo Ministro da Economia.
e) conforme os votos da Diretoria Colegiada.
11. O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil
estabelece as ações que definem a política monetária do governo. O Copom.
a) administra as reservas em divisas internacionais do Brasil
b) determina periodicamente a taxa de juros interbancários de referência,
a taxa Selic.
c) é presidido pelo Ministro da Economia.
d) impõe limites mínimos de capitalização aos bancos comerciais.
e) impede a entrada de capitais financeiros especulativos no país.
50
12. Admita que um empresário brasileiro, acionista majoritário de uma empresa
em situação pré-falimentar, venha a ser acusado pelos acionistas minoritários
de uso de informação privilegiada e manipulação de preços das ações
negociadas na Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros de São Paulo (BM&F
Bovespa).
O órgão responsável pelo eventual julgamento do processo administrativo
contra o empresário
é o(a):
a) Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade)
b) Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros de São Paulo (BM&F Bovespa)
c) Supremo Tribunal Federal (STF)
d) Supremo Tribunal de Justiça (STJ)
e) Comissão de Valores Mobiliários (CVM)
13. A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) é um órgão que regula e fiscaliza o
mercado de capitais no Brasil, sendo:
a) subordinada ao Banco Central do Brasil
b) subordinada ao Banco do Brasil
c) subordinada à Bolsa de Valores de São Paulo (BOVESPA)
d) independente do poder público
e) vinculada ao poder executivo (Ministério da Economia)
14. A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) é uma entidade que compõe o
sistema financeiro nacional, além de ser uma autarquia vinculada ao Ministério
da Economia.
A CVM é responsável por:
a) realizar transações de compra e venda de títulos e valores mobiliários, em
mercado livre e aberto.
b) regulamentar, desenvolver, controlar e fiscalizar o mercado de valores
mobiliários do país
c)controlar e fiscalizar o mercado de seguro, a previdência privada aberta
e a capitalização.
d) negociar contratos de títulos de capitalização.
e) garantir o poder de compra da moeda nacional.
15. Alguns dos principais objetivos da Comissão de Valores Mobiliários são:
I. Estimular a aplicação de poupança no mercado acionário.
II. Assegurar o funcionamento eficiente e regular das bolsas de valores e
instituições auxiliares.
CONHECIMENTOS BANCÁRIOS | SIRLO OLIVEIRA
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12. Admita que um empresário brasileiro, acionista majoritário de uma empresa
em situação pré-falimentar, venha a ser acusado pelos acionistas minoritários
de uso de informação privilegiada e manipulação de preços das ações
negociadas na Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros de São Paulo (BM&F
Bovespa).
O órgão responsável pelo eventual julgamento do processo administrativo
contra o empresário
é o(a):
a) Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade)
b) Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros de São Paulo (BM&F Bovespa)
c) Supremo Tribunal Federal (STF)
d) Supremo Tribunal de Justiça (STJ)
e) Comissão de Valores Mobiliários (CVM)
13. A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) é um órgão que regula e fiscaliza o
mercado de capitais no Brasil, sendo:
a) subordinada ao Banco Central do Brasil
b) subordinada ao Banco do Brasil
c) subordinada à Bolsa de Valores de São Paulo (BOVESPA)
d) independente do poder público
e) vinculada ao poder executivo (Ministério da Economia)
14. A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) é uma entidade que compõe o
sistema financeiro nacional, além de ser uma autarquia vinculada ao Ministério
da Economia.
A CVM é responsável por:
a) realizar transações de compra e venda de títulos e valores mobiliários, em
mercado livre e aberto.
b) regulamentar, desenvolver, controlar e fiscalizar o mercado de valores
mobiliários do país
c) controlar e fiscalizar o mercado de seguro, a previdência privada aberta
e a capitalização.
d) negociar contratos de títulos de capitalização.
e) garantir o poder de compra da moeda nacional.
15. Alguns dos principais objetivos da Comissão de Valores Mobiliários são:
I. Estimular a aplicação de poupança no mercado acionário.
II. Assegurar o funcionamento eficiente e regular das bolsas de valores e
instituições auxiliares.
III. Fiscalizar a emissão, o registro, a distribuição e a negociação de títulos
emitidos pelas sociedades anônimas de capital aberto.
IV. Fiscalizar o mercado interbancário de câmbio e das operações com
certificados de depósito interfinanceiro.
É correto o que consta APENAS em:
a) I e II
b) I e IV
c) II e III
d) II, III e IV
e) I, II e III
16. As bolsas de mercadorias e futuros têm autonomia financeira, patrimonial e
administrativa e são fiscalizadas pela CVM.
( ) Certo ( ) Errado
Gabarito
1 2 3 4 5
C A A E C
6 7 8
A E A
9 10 11
E E B
12 13 14 15 16
E E B E C
5252
Capítulo 3
INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS:
INTRODUÇÃO, OPERAÇÕES PASSIVAS E
TIPOS.
Quem são, de fato, as instituições financeiras de quem tanto falamos?
Lei 4595/64
Art. 17. Consideram-se instituições financeiras, para os efeitos da
legislação em vigor, as pessoas jurídicas públicas ou privadas, que tenham
como atividade principal ou acessória a coleta, intermediação ou aplicação de
recursos financeiros próprios ou de terceiros, em moeda nacional ou
estrangeira, e a custódia de valor de propriedade de terceiros.
Parágrafo único. Para os efeitos desta lei e da legislação em vigor,
equiparam-se às instituições financeiras as pessoas físicas que exerçam qualquer
das atividades referidas neste artigo, de forma permanente ou eventual.
Art. 18. As instituições financeiras somente poderão funcionar no País
mediante prévia autorização do Banco Central da República do Brasil ou
decreto do Poder Executivo, quando forem estrangeiras.
Basicamente, uma instituição financeira tem como objetivo a intermediação,
dos recursos de clientes que tem dinheiro sobrando (agentes superavitários), para
os clientes que precisam de dinheiro (agentes deficitários). Ou seja, nada mais é
do que pegar de quem tem em excesso, e emprestar para quem está com déficit.
Entretanto, quando a instituição busca captar dinheiro, ela oferece aos seus
clientes uma recompensa para que este cliente aceite assumir os riscos de
emprestar dinheiro, essa recompensa nós chamamos de remuneração por
aplicação, e esta operação, para a instituição, é uma operação PASSIVA.
Já quando o cliente necessita de dinheiro, a instituição financeira busca
emprestar o dinheiro captado, mas cobra do cliente uma taxa de juros, que nada
mais é do que o preço do dinheiro emprestado, mais o seu lucro. Esta operação,
para a instituição financeira, é chamada ATIVA.
Estas atividades realizadas pelas Instituições Financeiras levam ao
desenvolvimento dos produtos financeiros ou bancários, que estudaremos mais
à frente.
FORMAÇÃO DAS TAXAS DE JUROS
CONHECIMENTOS BANCÁRIOS | SIRLO OLIVEIRA
5352
Capítulo 3
INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS:
INTRODUÇÃO, OPERAÇÕES PASSIVAS E
TIPOS.
Quem são, de fato, as instituições financeiras de quem tanto falamos?
Lei 4595/64
Art. 17. Consideram-se instituições financeiras, para os efeitos da
legislação em vigor, as pessoas jurídicas públicas ou privadas, que tenham
como atividade principal ou acessória a coleta, intermediação ou aplicação de
recursos financeiros próprios ou de terceiros, em moeda nacional ou
estrangeira, e a custódia de valor de propriedade de terceiros.
Parágrafo único. Para os efeitos desta lei e da legislação em vigor,
equiparam-se às instituições financeiras as pessoas físicas que exerçam qualquer
das atividades referidas neste artigo, de forma permanente ou eventual.
Art. 18. As instituições financeiras somente poderão funcionar no País
mediante prévia autorização do Banco Central da República do Brasil ou
decreto do Poder Executivo, quando forem estrangeiras.
Basicamente, uma instituição financeira tem como objetivo a intermediação,
dos recursos de clientes que tem dinheiro sobrando (agentes superavitários), para
os clientes que precisam de dinheiro (agentes deficitários). Ou seja, nada mais é
do que pegar de quem tem em excesso, e emprestar para quem está com déficit.
Entretanto, quando a instituição busca captar dinheiro, ela oferece aos seus
clientes uma recompensa para que este cliente aceite assumir os riscos de
emprestar dinheiro, essa recompensa nós chamamos de remuneração por
aplicação, e esta operação, para a instituição, é uma operação PASSIVA.
Já quando o cliente necessita de dinheiro, a instituição financeira busca
emprestar o dinheiro captado, mas cobra do cliente uma taxa de juros, que nada
mais é do que o preço do dinheiro emprestado, mais o seu lucro. Esta operação,
para a instituição financeira, é chamada ATIVA.
Estas atividades realizadas pelas Instituições Financeiras levam ao
desenvolvimento dos produtos financeiros ou bancários, que estudaremos mais
à frente.
FORMAÇÃO DAS TAXAS DE JUROS
CONHECIMENTOS BANCÁRIOS | SIRLO OLIVEIRA
53
Capítulo 3
INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS:
INTRODUÇÃO, OPERAÇÕES PASSIVAS E
TIPOS.
Quem são, de fato, as instituições financeiras de quem tanto falamos?
Lei 4595/64
Art. 17. Consideram-se instituições financeiras, para os efeitos da
legislação em vigor, as pessoas jurídicas públicas ou privadas, que tenham
como atividade principal ou acessória a coleta, intermediação ou aplicação de
recursos financeiros próprios ou de terceiros, em moeda nacional ou
estrangeira, e a custódia de valor de propriedade de terceiros.
Parágrafo único. Para os efeitos desta lei e da legislação em vigor,
equiparam-se às instituições financeiras as pessoas físicas que exerçam qualquer
das atividades referidas neste artigo, de forma permanente ou eventual.
Art. 18. As instituições financeiras somentepoderão funcionar no País
mediante prévia autorização do Banco Central da República do Brasil ou
decreto do Poder Executivo, quando forem estrangeiras.
Basicamente, uma instituição financeira tem como objetivo a intermediação,
dos recursos de clientes que tem dinheiro sobrando (agentes superavitários), para
os clientes que precisam de dinheiro (agentes deficitários). Ou seja, nada mais é
do que pegar de quem tem em excesso, e emprestar para quem está com déficit.
Entretanto, quando a instituição busca captar dinheiro, ela oferece aos seus
clientes uma recompensa para que este cliente aceite assumir os riscos de
emprestar dinheiro, essa recompensa nós chamamos de remuneração por
aplicação, e esta operação, para a instituição, é uma operação PASSIVA.
Já quando o cliente necessita de dinheiro, a instituição financeira busca
emprestar o dinheiro captado, mas cobra do cliente uma taxa de juros, que nada
mais é do que o preço do dinheiro emprestado, mais o seu lucro. Esta operação,
para a instituição financeira, é chamada ATIVA.
Estas atividades realizadas pelas Instituições Financeiras levam ao
desenvolvimento dos produtos financeiros ou bancários, que estudaremos mais
à frente.
FORMAÇÃO DAS TAXAS DE JUROS
Muitas pessoas se perguntam: como um banco determina uma taxa de
juros?
Para estabelecer uma taxa de juros, os bancos seguem o mesmo raciocínio
de um vendedor de qualquer produto ou serviço. Para estabelecer esta taxa o
banco busca saber a quantidade de demanda pelo produto financeiro, bem como
os custos para vendê-lo e a sua margem de lucro.
Para se construir esta taxa os bancos levam em consideração:
1. Custo da captação do dinheiro (valor que irá ser pago ao cliente que deposita
os recursos no banco).
2. Custos administrativos do banco como: salários, impostos, água, luz, telefone,
despesas judiciais etc.
3. Custos com recolhimento compulsório, pois os valores que ficam retidos no
banco central, mesmo sendo remunerados, não tem o mesmo ganho que
teriam se estivessem sendo emprestados aos clientes.
4. Inadimplência do produto, uma vez que quanto maior for a inadimplência,
maior será o risco de prejuízo, e este prejuízo é repassado aos clientes com
aumentos de taxas e tarifas.
5. Margem de lucro desejada.
Quando os bancos avaliam as taxas de juros cobradas, levam em
consideração uma equação matemática simples: Receita de Crédito – Custo da
Captação.
Esta equação mostra o lucro bruto da liberação dos créditos, uma vez que
apenas deduziu o custo da captação, e como vimos ali em cima, este não é o
único custo que o banco possui.
O resultado desta equação chama-se SPREAD. Este termo nada mais é do
que a diferença entre a receita das taxas de juros que o banco recebe, e as
despesas que o banco tem para captar os recursos que serão emprestados.
ATENÇÃO!
Este spread não pode ser confundido com lucro do banco, pois se
considerarmos que o spread é o lucro, estamos afirmando que a única despesa
que o banco possui é o custo de captação, o que não é verdade!
O spread bancário funciona como um lucro bruto, do qual ainda serão
deduzidas as despesas administrativas, as provisões de devedores duvidosos
5454
(inadimplência) e despesas gerais, ficando o que sobrar depois destas deduções
o real lucro do banco.
Taxa de Juros do Mercado x Taxa Selic
A taxa de juros chamada SELIC, que é a taxa que remunera os títulos
públicos e que falaremos bastante ainda no decorrer da matéria, serve como
balizadora das taxas de juros cobradas pelos bancos, ou seja, se a taxa de juros
Selic subir, as taxas de juros dos bancos sobrem também, e vice-versa.
Com isso temos a formação das taxas de juros, onde os bancos levam em
consideração:
1. Custos administrativos (salários, inadimplência, indenizações etc.)
2. Custo da captação (pago aos poupadores)
3. Tendência da taxa SELIC (determinada pelo governo)
Desta forma temos a taxa de juros de uma instituição financeira, que será
cobrada em muitas operações de crédito.
Mais à frente entenderemos como o governo determina esta taxa Selic e
como ela influência de forma abrangente a formação das taxas de juros.
PRINCIPAIS INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS OFICIAIS FEDERAIS
Caixas Econômicas
A Caixa Econômica Federal, criada em 1.861, está regulada pelo Decreto-Lei
759, de 12 de agosto de 1969, como empresa pública vinculada ao Ministério
da Economia. Trata-se de instituição assemelhada aos bancos comerciais,
podendo captar depósitos à vista, realizar operações ativas e efetuar prestação
de serviços. Uma característica distintiva da Caixa é que ela prioriza a concessão
de empréstimos e financiamentos a programas e projetos nas áreas de assistência
social, saúde, educação, trabalho, transportes urbanos e esporte. Pode operar
com crédito direto ao consumidor, financiando bens de consumo duráveis,
emprestar sob garantia de penhor industrial e caução de títulos, bem como
tem o monopólio do empréstimo sob penhor de bens pessoais e sob consignação
e tem o monopólio da venda de bilhetes de loteria federal. Além de
centralizar o recolhimento e posterior aplicação de todos os recursos oriundos
do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), integra o Sistema Brasileiro
de Poupança e Empréstimo (SBPE) e o Sistema Financeiro da Habitação (SFH).
CONHECIMENTOS BANCÁRIOS | SIRLO OLIVEIRA
5554
(inadimplência) e despesas gerais, ficando o que sobrar depois destas deduções
o real lucro do banco.
Taxa de Juros do Mercado x Taxa Selic
A taxa de juros chamada SELIC, que é a taxa que remunera os títulos
públicos e que falaremos bastante ainda no decorrer da matéria, serve como
balizadora das taxas de juros cobradas pelos bancos, ou seja, se a taxa de juros
Selic subir, as taxas de juros dos bancos sobrem também, e vice-versa.
Com isso temos a formação das taxas de juros, onde os bancos levam em
consideração:
1. Custos administrativos (salários, inadimplência, indenizações etc.)
2. Custo da captação (pago aos poupadores)
3. Tendência da taxa SELIC (determinada pelo governo)
Desta forma temos a taxa de juros de uma instituição financeira, que será
cobrada em muitas operações de crédito.
Mais à frente entenderemos como o governo determina esta taxa Selic e
como ela influência de forma abrangente a formação das taxas de juros.
PRINCIPAIS INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS OFICIAIS FEDERAIS
Caixas Econômicas
A Caixa Econômica Federal, criada em 1.861, está regulada pelo Decreto-Lei
759, de 12 de agosto de 1969, como empresa pública vinculada ao Ministério
da Economia. Trata-se de instituição assemelhada aos bancos comerciais,
podendo captar depósitos à vista, realizar operações ativas e efetuar prestação
de serviços. Uma característica distintiva da Caixa é que ela prioriza a concessão
de empréstimos e financiamentos a programas e projetos nas áreas de assistência
social, saúde, educação, trabalho, transportes urbanos e esporte. Pode operar
com crédito direto ao consumidor, financiando bens de consumo duráveis,
emprestar sob garantia de penhor industrial e caução de títulos, bem como
tem o monopólio do empréstimo sob penhor de bens pessoais e sob consignação
e tem o monopólio da venda de bilhetes de loteria federal. Além de
centralizar o recolhimento e posterior aplicação de todos os recursos oriundos
do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), integra o Sistema Brasileiro
de Poupança e Empréstimo (SBPE) e o Sistema Financeiro da Habitação (SFH).
CONHECIMENTOS BANCÁRIOS | SIRLO OLIVEIRA
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(inadimplência) e despesas gerais, ficando o que sobrar depois destas deduções
o real lucro do banco.
Taxa de Juros do Mercado x Taxa Selic
A taxa de juros chamada SELIC, que é a taxa que remunera os títulos
públicos e que falaremos bastante ainda no decorrer da matéria, serve como
balizadora das taxas de juros cobradas pelos bancos, ou seja, se a taxa de juros
Selic subir, as taxas de juros dos bancos sobrem também, e vice-versa.Com isso temos a formação das taxas de juros, onde os bancos levam em
consideração:
1. Custos administrativos (salários, inadimplência, indenizações etc.)
2. Custo da captação (pago aos poupadores)
3. Tendência da taxa SELIC (determinada pelo governo)
Desta forma temos a taxa de juros de uma instituição financeira, que será
cobrada em muitas operações de crédito.
Mais à frente entenderemos como o governo determina esta taxa Selic e
como ela influência de forma abrangente a formação das taxas de juros.
PRINCIPAIS INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS OFICIAIS FEDERAIS
Caixas Econômicas
A Caixa Econômica Federal, criada em 1.861, está regulada pelo Decreto-Lei
759, de 12 de agosto de 1969, como empresa pública vinculada ao Ministério
da Economia. Trata-se de instituição assemelhada aos bancos comerciais,
podendo captar depósitos à vista, realizar operações ativas e efetuar prestação
de serviços. Uma característica distintiva da Caixa é que ela prioriza a concessão
de empréstimos e financiamentos a programas e projetos nas áreas de assistência
social, saúde, educação, trabalho, transportes urbanos e esporte. Pode operar
com crédito direto ao consumidor, financiando bens de consumo duráveis,
emprestar sob garantia de penhor industrial e caução de títulos, bem como
tem o monopólio do empréstimo sob penhor de bens pessoais e sob consignação
e tem o monopólio da venda de bilhetes de loteria federal. Além de
centralizar o recolhimento e posterior aplicação de todos os recursos oriundos
do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), integra o Sistema Brasileiro
de Poupança e Empréstimo (SBPE) e o Sistema Financeiro da Habitação (SFH).
BANCO DO BRASIL S/A
O BB é uma S/A, Múltipla, Pública, de capital aberto, onde o Governo
Federal é o acionista majoritário, portanto é uma Sociedade de Economia Mista,
onde existe capital público e privado, juntos.
É o principal executor da política oficial de crédito rural.
Tem algumas funções atípicas, pois ainda é um grande parceiro do Governo
Federal, são elas:
Executar e administrar os serviços da câmara de compensação de cheques
e outros papéis.
Efetuar os pagamentos e suprimentos necessários à execução do Orçamento
Geral da União.
Aquisição e financiamento dos estoques de produção exportável.
Agenciamento dos pagamentos e recebimentos fora do País.
Operador dos fundos setoriais, como Pesca e Reflorestamento.
Captação de depósitos de poupança, com direcionamento para o crédito
rural, e operacionalização do FCO – Fundo Constitucional do Centro-Oeste.
Execução dos preços mínimos dos produtos agropastoris.
Execução dos serviços da dívida pública consolidada.
Realizar, por conta própria, operações de compra e venda de moeda
estrangeira e, por conta do BACEN, nas condições estabelecidas pelo CMN.
Arrecadação dos tributos e rendas federais, a critério do Tesouro Nacional.
Executor dos serviços bancários para o Governo Federal, e suas autarquias,
bem como de todo os Ministérios e órgãos acessórios.
BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social
Criado em 1952 como autarquia federal, foi enquadrado como uma
empresa pública federal, com personalidade jurídica de direito privado e
patrimônio próprio, pela Lei 5.662, de 21 de junho de 1971. O BNDES é uma
Empresa Pública vinculada ao Ministério da Economia e tem como objetivo:
Apoiar empreendimentos que contribuam para o desenvolvimento do país.
Suas linhas de apoio contemplam financiamentos de longo prazo e custos
competitivos, para o desenvolvimento de projetos de investimentos e para a
comercialização de máquinas e equipamentos novos, fabricados no país,
bem como para o incremento das exportações brasileiras. Contribui, também,
5656
para o fortalecimento da estrutura de capital das empresas privadas e
desenvolvimento do mercado de capitais. A BNDESPAR, subsidiária integral,
investe em empresas nacionais através da subscrição de ações e debêntures
conversíveis. O BNDES considera ser de fundamental importância, na execução
de sua política de apoio, a observância de princípios ético-ambientais e assume
o compromisso com os princípios do desenvolvimento sustentável. As linhas de
apoio financeiro e os programas do BNDES atendem às necessidades de
investimentos das empresas de qualquer porte e setor, estabelecidas no
país. A parceria com instituições financeiras, com agências estabelecidas em todo
o país, permite a disseminação do crédito, possibilitando um maior acesso aos
recursos do BNDES.
OPERAÇÕES PASSIVAS DE UMA INSTITUIÇÃO FINANCEIRA
As operações passivas são aquelas em que a instituição financeira está captando
recursos de superavitários para posteriormente emprestar a deficitários
(operações ATIVAS), ou seja, ao pegar recursos emprestados com algum cliente,
as instituições financeiras assumem o compromisso de devolver este dinheiro ao
cliente, daí a expressão PASSIVA ou PASSIVO.
1) Depósitos à vista ou depósitos em conta corrente ou depósitos a Custo
Zero:
São a captação de recursos junto ao público em geral, pessoas físicas e
jurídicas. Os depósitos à vista têm como características não serem remunerados
e permanecem no banco por prazo indeterminado, ficando livres para
movimentações.
Para o banco, geram fundos (funding) para lastrear operações de créditos
de curto prazo, porém, uma parte deve ser recolhida ao BACEN, como
depósito compulsório, servindo portando como instrumento de política
monetária. Outra parte destina-se ao crédito contingenciado (proteção contra
riscos não previstos), conforme parâmetros definidos pelo CMN, e o restante são
os recursos livres para aplicações em empréstimos feitos pelo banco a
tomadores.
A movimentação das contas correntes, cujos recursos são de livre
movimentação pelos seus titulares, são movimentadas por meio de depósitos,
cheques, ordens de pagamento, documentos de créditos (DOC), transferências
eletrônicas disponíveis (TED) e outros.
A abertura e movimentação de contas correntes são normatizadas pelo
CMN, por meio das Resoluções n. 2025 e 2.747 e dispositivos complementares.
De regra todo depósito é feito no Caixa do Banco, que recebe o dinheiro e
autentica a ficha de depósito, que vale como prova de que foi feito o depósito e
que o cliente entregou tal dinheiro ao Banco.
CONHECIMENTOS BANCÁRIOS | SIRLO OLIVEIRA
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para o fortalecimento da estrutura de capital das empresas privadas e
desenvolvimento do mercado de capitais. A BNDESPAR, subsidiária integral,
investe em empresas nacionais através da subscrição de ações e debêntures
conversíveis. O BNDES considera ser de fundamental importância, na execução
de sua política de apoio, a observância de princípios ético-ambientais e assume
o compromisso com os princípios do desenvolvimento sustentável. As linhas de
apoio financeiro e os programas do BNDES atendem às necessidades de
investimentos das empresas de qualquer porte e setor, estabelecidas no
país. A parceria com instituições financeiras, com agências estabelecidas em todo
o país, permite a disseminação do crédito, possibilitando um maior acesso aos
recursos do BNDES.
OPERAÇÕES PASSIVAS DE UMA INSTITUIÇÃO FINANCEIRA
As operações passivas são aquelas em que a instituição financeira está captando
recursos de superavitários para posteriormente emprestar a deficitários
(operações ATIVAS), ou seja, ao pegar recursos emprestados com algum cliente,
as instituições financeiras assumem o compromisso de devolver este dinheiro ao
cliente, daí a expressão PASSIVA ou PASSIVO.
1) Depósitos à vista ou depósitos em conta corrente ou depósitos a Custo
Zero:
São a captação de recursos junto ao público em geral, pessoas físicas e
jurídicas. Os depósitos à vista têm como características não serem remunerados
e permanecem no banco por prazo indeterminado, ficando livres para
movimentações.
Para o banco, geram fundos (funding) para lastrear operações de créditos
de curto prazo,porém, uma parte deve ser recolhida ao BACEN, como
depósito compulsório, servindo portando como instrumento de política
monetária. Outra parte destina-se ao crédito contingenciado (proteção contra
riscos não previstos), conforme parâmetros definidos pelo CMN, e o restante são
os recursos livres para aplicações em empréstimos feitos pelo banco a
tomadores.
A movimentação das contas correntes, cujos recursos são de livre
movimentação pelos seus titulares, são movimentadas por meio de depósitos,
cheques, ordens de pagamento, documentos de créditos (DOC), transferências
eletrônicas disponíveis (TED) e outros.
A abertura e movimentação de contas correntes são normatizadas pelo
CMN, por meio das Resoluções n. 2025 e 2.747 e dispositivos complementares.
De regra todo depósito é feito no Caixa do Banco, que recebe o dinheiro e
autentica a ficha de depósito, que vale como prova de que foi feito o depósito e
que o cliente entregou tal dinheiro ao Banco.
CONHECIMENTOS BANCÁRIOS | SIRLO OLIVEIRA
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para o fortalecimento da estrutura de capital das empresas privadas e
desenvolvimento do mercado de capitais. A BNDESPAR, subsidiária integral,
investe em empresas nacionais através da subscrição de ações e debêntures
conversíveis. O BNDES considera ser de fundamental importância, na execução
de sua política de apoio, a observância de princípios ético-ambientais e assume
o compromisso com os princípios do desenvolvimento sustentável. As linhas de
apoio financeiro e os programas do BNDES atendem às necessidades de
investimentos das empresas de qualquer porte e setor, estabelecidas no
país. A parceria com instituições financeiras, com agências estabelecidas em todo
o país, permite a disseminação do crédito, possibilitando um maior acesso aos
recursos do BNDES.
OPERAÇÕES PASSIVAS DE UMA INSTITUIÇÃO FINANCEIRA
As operações passivas são aquelas em que a instituição financeira está captando
recursos de superavitários para posteriormente emprestar a deficitários
(operações ATIVAS), ou seja, ao pegar recursos emprestados com algum cliente,
as instituições financeiras assumem o compromisso de devolver este dinheiro ao
cliente, daí a expressão PASSIVA ou PASSIVO.
1) Depósitos à vista ou depósitos em conta corrente ou depósitos a Custo
Zero:
São a captação de recursos junto ao público em geral, pessoas físicas e
jurídicas. Os depósitos à vista têm como características não serem remunerados
e permanecem no banco por prazo indeterminado, ficando livres para
movimentações.
Para o banco, geram fundos (funding) para lastrear operações de créditos
de curto prazo, porém, uma parte deve ser recolhida ao BACEN, como
depósito compulsório, servindo portando como instrumento de política
monetária. Outra parte destina-se ao crédito contingenciado (proteção contra
riscos não previstos), conforme parâmetros definidos pelo CMN, e o restante são
os recursos livres para aplicações em empréstimos feitos pelo banco a
tomadores.
A movimentação das contas correntes, cujos recursos são de livre
movimentação pelos seus titulares, são movimentadas por meio de depósitos,
cheques, ordens de pagamento, documentos de créditos (DOC), transferências
eletrônicas disponíveis (TED) e outros.
A abertura e movimentação de contas correntes são normatizadas pelo
CMN, por meio das Resoluções n. 2025 e 2.747 e dispositivos complementares.
De regra todo depósito é feito no Caixa do Banco, que recebe o dinheiro e
autentica a ficha de depósito, que vale como prova de que foi feito o depósito e
que o cliente entregou tal dinheiro ao Banco.
As fichas de depósitos devem ser preenchidas pelo cliente ou por
funcionário do Banco, constando, especificamente, os valores em cheque e em
dinheiro, sendo que uma das vias da ficha será entregue ao cliente e a outra será
o documento contábil do caixa.
O depósito tanto pode ser feito em dinheiro corrente, como em cheques,
que serão resgatados pelo Banco depositário junto ao serviço de compensação
de cheques, ou pelo serviço de cobrança.
Os depósitos em dinheiro produzem o imediato crédito na conta corrente
em que foi depositado, mas os depósitos em cheque só terão o crédito liberado
após seu resgate.
Fonte: PORTAL EDUCAÇÃO
É importante mencionar que o deposito a vista é uma das principais formas
que as Instituições Financeiras têm de criar MOEDA ESCRITURAL, ou seja,
moedas que são dados em um computador, ou seja, não existem de fato.
Logo, só os captadores de deposito a vista criam moeda escritural!
2) Depósito a Prazo ou depósito a prazo fixo:
São depósitos em que o cliente dá ao banco um prazo para sacar o dinheiro,
ou seja, o cliente não poderá sacar sem prévio aviso ao banco. Com isso o banco
fica mais seguro para emprestar esse dinheiro captado, portanto, paga uma
remuneração, em forma de taxa de juros, pelo prazo que o dinheiro permanecer
aplicado.
Com esses valores o banco empresta-os para os deficitários e nesta ponta
realiza uma operação ATIVA, pois está em posição superior, uma vez que o cliente
agora deverá devolver o dinheiro ao banco.
CUIDADO!
Se sua prova pedir para você definir se tal operação é ativa ou passiva, atente
para um referencial que a questão estiver indicando, caso contrário, poderá
se confundir. Nosso referencial acima foi o BANCO.
Os depósitos a prazo mais comuns são o CDB e o RDB.
O CDB e o RDB nada mais são do que, como vimos acima, o cliente superavitário
emprestando dinheiro ao banco, para que este empreste dinheiro aos deficitários.
O CDB – Certificado de Depósito Bancário é materializado quando o cliente faz
um deposito, em um banco comercial e o banco entrega um certificado de que
o cliente depositou aquele dinheiro, e pagará uma remuneração em forma de
5858
taxa de juros, geralmente atrelada a outro certificado de depósito, chamado CDI
– Certificado de Depósito Interfinanceiro.
A vantagem deste papel é que pode ser “passado para frente”, ou seja, pode
ser endossado (para quem nunca viu este termo, nada mais é do que poder
passar para frente).
O CDB possui duas modalidades: Pré-fixado, quando determinamos a
remuneração do cliente no momento da contratação; Pós-fixado quando a
remuneração do cliente está atrelada a um índice futuro.
Na modalidade pós-fixada, há uma sub modalidade chamada FLUTUANTE, esta
modalidade permite que a remuneração varie todo dia, ou seja, o cliente será
remunerado por período que deixar o dinheiro aplicado. Neste caso dizemos que
o CDB possui liquidez diária, pois após o primeiro dia de aplicação já é possível
resgatar os valores obtendo juros proporcionais ao período aplicado.
O RDB – Recibo de Depósito Bancário é materializado quando o cliente faz uma
entrega de dinheiro a uma Instituição Financeira, mas esta não pode emitir um
certificado, pois não capta em contas correntes. Então a instituição emite apenas
um recibo, um simples recibo, que diz: “este cliente deixou comigo um valor e eu
remunerarei por uma taxa de juros”, geralmente, também, o CDI.
O problema deste papel é que, por não ser um certificado, e sim apenas um
recibo, não pode ser passado para frente, ou seja, não pode ser endossado.
As instituições são as Sociedades de Crédito e as Cooperativas de Crédito, pois
só podem captar deposito a prazo SEM emissão de CERTIFICADO, ou seja, apenas
RDB.
O RDB possui duas modalidades: Pré-fixado e Pós-fixado, entretanto o RDB
não possui liquidez diária, visto que não pode ser resgatado, sob hipótese
alguma, enquanto não acabar o prazo acordado com a instituição financeira.
Vale destacar que tanto no CDB quando no RDB, há incidência de imposto de
renda sobre os rendimentos e o IOF (Imposto dobre Operações Financeiras), ou
seja, o que você ganhar de remuneração, uma parte terá que deixar para o leão
(a Receita Federal). O IOF vai de 96% dos rendimentos até zero em 30 dias e o
imposto de renda segue uma tabela que é chamada de regressiva, pois quanto
mais tempo você mantiver a aplicação, menosimposto você pagará. Segue a
tabela.
CONHECIMENTOS BANCÁRIOS | SIRLO OLIVEIRA
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taxa de juros, geralmente atrelada a outro certificado de depósito, chamado CDI
– Certificado de Depósito Interfinanceiro.
A vantagem deste papel é que pode ser “passado para frente”, ou seja, pode
ser endossado (para quem nunca viu este termo, nada mais é do que poder
passar para frente).
O CDB possui duas modalidades: Pré-fixado, quando determinamos a
remuneração do cliente no momento da contratação; Pós-fixado quando a
remuneração do cliente está atrelada a um índice futuro.
Na modalidade pós-fixada, há uma sub modalidade chamada FLUTUANTE, esta
modalidade permite que a remuneração varie todo dia, ou seja, o cliente será
remunerado por período que deixar o dinheiro aplicado. Neste caso dizemos que
o CDB possui liquidez diária, pois após o primeiro dia de aplicação já é possível
resgatar os valores obtendo juros proporcionais ao período aplicado.
O RDB – Recibo de Depósito Bancário é materializado quando o cliente faz uma
entrega de dinheiro a uma Instituição Financeira, mas esta não pode emitir um
certificado, pois não capta em contas correntes. Então a instituição emite apenas
um recibo, um simples recibo, que diz: “este cliente deixou comigo um valor e eu
remunerarei por uma taxa de juros”, geralmente, também, o CDI.
O problema deste papel é que, por não ser um certificado, e sim apenas um
recibo, não pode ser passado para frente, ou seja, não pode ser endossado.
As instituições são as Sociedades de Crédito e as Cooperativas de Crédito, pois
só podem captar deposito a prazo SEM emissão de CERTIFICADO, ou seja, apenas
RDB.
O RDB possui duas modalidades: Pré-fixado e Pós-fixado, entretanto o RDB
não possui liquidez diária, visto que não pode ser resgatado, sob hipótese
alguma, enquanto não acabar o prazo acordado com a instituição financeira.
Vale destacar que tanto no CDB quando no RDB, há incidência de imposto de
renda sobre os rendimentos e o IOF (Imposto dobre Operações Financeiras), ou
seja, o que você ganhar de remuneração, uma parte terá que deixar para o leão
(a Receita Federal). O IOF vai de 96% dos rendimentos até zero em 30 dias e o
imposto de renda segue uma tabela que é chamada de regressiva, pois quanto
mais tempo você mantiver a aplicação, menos imposto você pagará. Segue a
tabela.
CONHECIMENTOS BANCÁRIOS | SIRLO OLIVEIRA
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taxa de juros, geralmente atrelada a outro certificado de depósito, chamado CDI
– Certificado de Depósito Interfinanceiro.
A vantagem deste papel é que pode ser “passado para frente”, ou seja, pode
ser endossado (para quem nunca viu este termo, nada mais é do que poder
passar para frente).
O CDB possui duas modalidades: Pré-fixado, quando determinamos a
remuneração do cliente no momento da contratação; Pós-fixado quando a
remuneração do cliente está atrelada a um índice futuro.
Na modalidade pós-fixada, há uma sub modalidade chamada FLUTUANTE, esta
modalidade permite que a remuneração varie todo dia, ou seja, o cliente será
remunerado por período que deixar o dinheiro aplicado. Neste caso dizemos que
o CDB possui liquidez diária, pois após o primeiro dia de aplicação já é possível
resgatar os valores obtendo juros proporcionais ao período aplicado.
O RDB – Recibo de Depósito Bancário é materializado quando o cliente faz uma
entrega de dinheiro a uma Instituição Financeira, mas esta não pode emitir um
certificado, pois não capta em contas correntes. Então a instituição emite apenas
um recibo, um simples recibo, que diz: “este cliente deixou comigo um valor e eu
remunerarei por uma taxa de juros”, geralmente, também, o CDI.
O problema deste papel é que, por não ser um certificado, e sim apenas um
recibo, não pode ser passado para frente, ou seja, não pode ser endossado.
As instituições são as Sociedades de Crédito e as Cooperativas de Crédito, pois
só podem captar deposito a prazo SEM emissão de CERTIFICADO, ou seja, apenas
RDB.
O RDB possui duas modalidades: Pré-fixado e Pós-fixado, entretanto o RDB
não possui liquidez diária, visto que não pode ser resgatado, sob hipótese
alguma, enquanto não acabar o prazo acordado com a instituição financeira.
Vale destacar que tanto no CDB quando no RDB, há incidência de imposto de
renda sobre os rendimentos e o IOF (Imposto dobre Operações Financeiras), ou
seja, o que você ganhar de remuneração, uma parte terá que deixar para o leão
(a Receita Federal). O IOF vai de 96% dos rendimentos até zero em 30 dias e o
imposto de renda segue uma tabela que é chamada de regressiva, pois quanto
mais tempo você mantiver a aplicação, menos imposto você pagará. Segue a
tabela.
Outros exemplos que temos que depósitos a prazo são a LCI (Letra de Crédito
Imobiliária), LCA (Letra de Crédito do Agronegócio) e LC (Letra de Câmbio); estes
3 são menos comuns de ocorrerem em prova, mas vale a pena a leitura e
definição breve de cada um.
LCI – A letra de crédito imobiliário nada mais é do que uma forma que as IF
têm de captar recursos para realizar mais empréstimos, direcionados
especialmente para o setor imobiliário, como sugere o próprio nome. Funciona
como um CDB, portanto também é um título de crédito, só que os recursos
devem ser direcionados para financiamentos imobiliários. Desta forma, a pessoa
física ou jurídica que investir nesse deposito a prazo, recebera uma remuneração
que pode ser pré ou pós fixadas, igualzinho ao CDB. Uma das grandes vantagens
para as pessoas físicas, é que a remuneração é isenta de imposto de renda, ou
seja, o que você ganhar com essa aplicação, não terá incidência dos arranhões do
leão. Para as pessoas jurídicas há imposto de renda e segue a mesma tabela que
você já aprendeu no CDB e RDB, assim como o IOF, que também chega a zero
em 30 dias, mas a LCI tem uma peculiaridade que é uma carência mínima para
resgate de 90 dias, se a remuneração não for de índice de preços (um exemplo
de índice de preços é o IPCA que já estudamos em políticas econômicas) e
podendo chegar a 36 meses caso seja atualizado mensalmente por índice de
preços.
LCA (não é repeteco não, é que a LCI e LCA são muito parecidas) – A letra de
crédito do agronegócio nada mais é do que uma forma que as IF têm de captar
recursos para realizar mais empréstimos, direcionados especialmente para agro,
como sugere o próprio nome. Funciona como um CDB, portanto também é um
título de crédito, só que os recursos devem ser direcionados para financiamentos
ao agronegócio. Desta forma, a pessoa física ou jurídica que investir nesse
deposito a prazo, recebera uma remuneração que pode ser pré ou pós fixadas,
igualzinho ao CDB. Uma das grandes vantagens para as pessoas físicas, é que a
remuneração é isenta de imposto de renda, ou seja, o que você ganhar com
essa aplicação, não terá incidência dos arranhões do leão. Para as pessoas
jurídicas há imposto de renda e segue a mesma tabela que você já aprendeu no
6060
CDB e RDB, assim como o IOF, que também chega a zero em 30 dias, mas a LCI
tem uma peculiaridade que é uma carência mínima para resgate de 90 dias, se
a remuneração não for de índice de preços (um exemplo de índice de preços é o
IPCA que já estudamos em políticas econômicas) e podendo chegar a 36 meses
caso seja atualizado mensalmente por índice de preços.
LC – Letra de Câmbio, ou simplesmente LC, é um título de crédito emitido por
instituições financeiras que representa uma ordem de pagamento. O ativo faz
parte da renda fixa e é muito semelhante ao CDB (Certificado de Depósito
Bancário) emitido pelos bancos. A LC é considerada uma opção segura e com boa
rentabilidade, podendo ser atrelada ao CDI ou combinada com uma taxa fixa
mais a inflação (por exemplo, 105 % do CDI ou 3,5% + IPCA). Além disso, é uma
alternativa aos produtos tradicionais de renda fixa como CDBs, LCIs e LCAs.
O prazo do investimento nas Letras de Câmbio varia bastante, mas costuma
girar em torno de dois anos e podechegar até sete anos. O ideal, no caso, é
manter o ativo durante todo o período previsto, para aumentar os rendimentos
no vencimento do título.
Para os investidores de perfil mais conservados, a Letra de Câmbio é interessante
para diversificar as aplicações e buscar resultados melhores na carteira. Para os
mais arrojados, é uma forma de proteger parte do patrimônio com uma
rentabilidade superior a outros ativos do mercado.
Quem emite a letra de câmbio?
A Letra de Câmbio é emitida por sociedades de crédito, financiamento e
investimentos, ou seja, para emitir LC a instituição financeira deve ter a carteira
de crédito, financiamento e investimentos, carteira muito comum na maioria das
intuições financeiras, conforme veremos mais à frente. Ao comprar uma Letra de
Câmbio, você está “emprestando” dinheiro à financeira que emitiu o título e, em
troca, receberá o valor acrescido de juros e correção monetária.
Na prática, a LC é uma ordem de pagamento, no qual o sacador emite a ordem
para que o sacado pague e o tomador se beneficie. Assim, o saque autoriza o
CONHECIMENTOS BANCÁRIOS | SIRLO OLIVEIRA
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CDB e RDB, assim como o IOF, que também chega a zero em 30 dias, mas a LCI
tem uma peculiaridade que é uma carência mínima para resgate de 90 dias, se
a remuneração não for de índice de preços (um exemplo de índice de preços é o
IPCA que já estudamos em políticas econômicas) e podendo chegar a 36 meses
caso seja atualizado mensalmente por índice de preços.
LC – Letra de Câmbio, ou simplesmente LC, é um título de crédito emitido por
instituições financeiras que representa uma ordem de pagamento. O ativo faz
parte da renda fixa e é muito semelhante ao CDB (Certificado de Depósito
Bancário) emitido pelos bancos. A LC é considerada uma opção segura e com boa
rentabilidade, podendo ser atrelada ao CDI ou combinada com uma taxa fixa
mais a inflação (por exemplo, 105 % do CDI ou 3,5% + IPCA). Além disso, é uma
alternativa aos produtos tradicionais de renda fixa como CDBs, LCIs e LCAs.
O prazo do investimento nas Letras de Câmbio varia bastante, mas costuma
girar em torno de dois anos e pode chegar até sete anos. O ideal, no caso, é
manter o ativo durante todo o período previsto, para aumentar os rendimentos
no vencimento do título.
Para os investidores de perfil mais conservados, a Letra de Câmbio é interessante
para diversificar as aplicações e buscar resultados melhores na carteira. Para os
mais arrojados, é uma forma de proteger parte do patrimônio com uma
rentabilidade superior a outros ativos do mercado.
Quem emite a letra de câmbio?
A Letra de Câmbio é emitida por sociedades de crédito, financiamento e
investimentos, ou seja, para emitir LC a instituição financeira deve ter a carteira
de crédito, financiamento e investimentos, carteira muito comum na maioria das
intuições financeiras, conforme veremos mais à frente. Ao comprar uma Letra de
Câmbio, você está “emprestando” dinheiro à financeira que emitiu o título e, em
troca, receberá o valor acrescido de juros e correção monetária.
Na prática, a LC é uma ordem de pagamento, no qual o sacador emite a ordem
para que o sacado pague e o tomador se beneficie. Assim, o saque autoriza o
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CDB e RDB, assim como o IOF, que também chega a zero em 30 dias, mas a LCI
tem uma peculiaridade que é uma carência mínima para resgate de 90 dias, se
a remuneração não for de índice de preços (um exemplo de índice de preços é o
IPCA que já estudamos em políticas econômicas) e podendo chegar a 36 meses
caso seja atualizado mensalmente por índice de preços.
LC – Letra de Câmbio, ou simplesmente LC, é um título de crédito emitido por
instituições financeiras que representa uma ordem de pagamento. O ativo faz
parte da renda fixa e é muito semelhante ao CDB (Certificado de Depósito
Bancário) emitido pelos bancos. A LC é considerada uma opção segura e com boa
rentabilidade, podendo ser atrelada ao CDI ou combinada com uma taxa fixa
mais a inflação (por exemplo, 105 % do CDI ou 3,5% + IPCA). Além disso, é uma
alternativa aos produtos tradicionais de renda fixa como CDBs, LCIs e LCAs.
O prazo do investimento nas Letras de Câmbio varia bastante, mas costuma
girar em torno de dois anos e pode chegar até sete anos. O ideal, no caso, é
manter o ativo durante todo o período previsto, para aumentar os rendimentos
no vencimento do título.
Para os investidores de perfil mais conservados, a Letra de Câmbio é interessante
para diversificar as aplicações e buscar resultados melhores na carteira. Para os
mais arrojados, é uma forma de proteger parte do patrimônio com uma
rentabilidade superior a outros ativos do mercado.
Quem emite a letra de câmbio?
A Letra de Câmbio é emitida por sociedades de crédito, financiamento e
investimentos, ou seja, para emitir LC a instituição financeira deve ter a carteira
de crédito, financiamento e investimentos, carteira muito comum na maioria das
intuições financeiras, conforme veremos mais à frente. Ao comprar uma Letra de
Câmbio, você está “emprestando” dinheiro à financeira que emitiu o título e, em
troca, receberá o valor acrescido de juros e correção monetária.
Na prática, a LC é uma ordem de pagamento, no qual o sacador emite a ordem
para que o sacado pague e o tomador se beneficie. Assim, o saque autoriza o
tomador a procurar o sacado para receber a quantia acordada no título, desde
que cumpra as condições do contrato.
Rentabilidade da Letra de Câmbio
A rentabilidade da Letra de Câmbio depende do tipo de título escolhido, pois
há opções prefixadas, pós-fixadas e híbridas.
Além disso, as taxas também variam de acordo com a instituição. Se comparadas
com outros ativos de renda fixa, as LCs costumam oferecer
rentabilidade próxima de 100% do CDI.
Confira os rendimentos para cada tipo de ativo.
LC prefixada
A Letra de Câmbio prefixada possui juros fixos e permite saber quanto será pago
no vencimento do título no ato da compra. É vantajosa caso os juros
caiam dentro do prazo de investimento, mas terá um rendimento abaixo do real
se os juros subirem.
LC pós-fixada
A Letra de Câmbio pós-fixada tem sua rentabilidade atrelada a indicadores como
o CDI. Dessa forma, para saber quanto o título vai render no final, é preciso
acompanhar as variações do indexador.
LC híbrida
A Letra de Câmbio híbrida combina uma taxa prefixada e outra pós-fixada, como
no exemplo do CDI fixo atrelado à variação da inflação (IPCA). Por isso, é o tipo
mais indicado para quem deseja manter o poder de compra e obter ganhos
reais sobre a inflação — especialmente em objetivos de médio e longo prazo.
Letra de Câmbio tem proteção do FGC?
O FGC (Fundo Garantidor de Créditos) é uma instituição privada sem fins
lucrativos que protege os investidores brasileiros e previne o risco de uma crise
6262
bancária em nível nacional. Ele é formado pelos recursos
depositados periodicamente por instituições como a Caixa Econômica Federal,
bancos de desenvolvimentos e sociedades de crédito.
Assim, todas as modalidades de investimentos protegidas pelo FGC dão direito a
uma cobertura de R$ 250 mil (teto por CPF/CNPJ) em caso de falência da
instituição financeira. Felizmente, a Letra de Câmbio entra na lista de
investimentos segurados, dando mais tranquilidade para o investidor que escolhe
esse título. Outros investimentos cobertos pelo FGC são os CDBs, LCIs, LCAs, RDBs
e LHs.
(Fonte - https://www.capitalresearch.com.br/blog/investimentos/letra-de-cambio/)
3) Caderneta de Poupança:
As instituições financeiras captadoras de poupança são geralmente as que
aplicam em financiamento habitacionais, ou seja, pegam o valor arrecadado na
poupança e emprestam boa parte do valor em financiamentos habitacionais.
Entretanto existem as poupanças rurais que são captadas pelos bancos
comerciais, para empréstimos no setor rural.
As instituições