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CENTRO DE PREPARAÇÃO DE OFICIAIS DA RESERVA (SP)
HISTÓRIA MILITAR
Maykon W. Silva Vieira – Cap
maykon.silva@eb.mil.br
PLANO DE DISCIPLINAS
UD I – O Exército Colonial e do Império
Ass a – Teoria Geral do Estado
Ass b – Guararapes
Ass c – A ação pacificadora de Luís Alves de Lima e Silva, o 
Duque de Caxias
Ass d – A Guerra da Tríplice Aliança
A ação pacificadora de Luís Alves de Lima e Silva, 
o Duque de Caxias
Objetivos
• Descrever a participação do Duque de Caxias no período pós-
independência do Brasil (FACTUAL)
• Conhecer as transformações do Exército: da Independência até a 
participação na Guerra da Tríplice Aliança (CONCEITUAL)
• Compreender os ensinamentos de Caxias para os militares 
(CONCEITUAL)
Sumário
I – INTRODUÇÃO
Biografia do Duque de Caxias
II – DESENVOLVIMENTO
• Participação do Duque de Caxias no período pós-
independência do Brasil
• Transformações do Exército: da Independência até a 
participação na Guerra da Tríplice Aliança
• Ensinamentos de Caxias para os militares
III – CONCLUSÃO
Introdução
Árvore Genealógica de Duque de Caxias
Bisavô paterno: 
Sargento-Mor de Infantaria JOÃO DA SILVA DA FONSECA LIMA.
Avô paterno: 
Marechal-de-Campo JOSÉ JOAQUIM DE LIMA E SILVA. 
Tios paternos de CAXIAS: 
1. Marechal MANUEL DA FONSECA LIMA E SILVA - Barão de SURUÍ . 
2. Marechal JOSÉ JOAQUIM DE LIMA E SILVA - Visconde de MAJÉ.
3. General JOÃO MANUEL DE LIMA E SILVA. 
4. Marechal LUIZ MANUEL DE LIMA E SILVA.
Pai de CAXIAS: 
 - Brigadeiro FRANCISCO DE LIMA E SILVA.
Pelo lado materno: 
 - A família do Coronel LUIZ ALVES DE FREITAS BELO, cujos filhos foram os Marechais VENCESLAU DE OLIVEIRA 
BELO e JOAQUIM MARIANO DE OLIVEIRA BELO.
*POR ISSO, AOS 5 ANOS DE IDADE LUÍS ALVES DE LIMA E SILVA TORNA-SE CADETE NO 1º REGIMENTO DE INFANTARIA
 CAXIAS nasceu em 25 agosto de 1803, no TAQUARAÇU, na 
Fazenda de SÃO PAULO, Vila da ESTRELA, na Capitania do RIO DE 
JANEIRO.
1. Em janeiro de 1818, aos quinze anos, matriculou-se na Academia Real Militar. A 19 de 
dezembro do mesmo ano, foi promovido ao posto de Alferes.
 2. Promovido a Tenente em 2 de janeiro de 1821, foi servir no 1º Batalhão de Fuzileiros, 
unidade de elite do Exército do Rei, atual 1º Batalhão de Guardas/RJ.
3. Deslocado para a Bahia, nas guerras de Independência, em 1823, combateu as tropas 
portuguesas estacionadas em Salvador. Nessa ocasião, dá-se o batismo de fogo do então 
Tenente Luís Alves de Lima e Silva, no dia 3 de maio de 1823.
4. Como coronel recém-promovido, e já cercado de considerável 
prestígio entre seus companheiros de armas, foi investido nas 
funções de Comandante das Armas e Presidente da Província do 
Maranhão, assolada pela violenta rebelião cognominada de 
Balaiada.
5. O governo imperial em reconhecimento a esse brilhante feito 
de armas o promoveu a brigadeiro e lhe conferiu o título 
nobiliárquico de Barão de Caxias, nome da cidade mais atingida 
pela violência dos rebeldes e da qual expediu o derradeiro 
ultimato aos revoltosos.
LUÍS ALVES DE LIMA E SILVA (DUQUE DE CAXIAS)
Atuou em diversas campanhas (internas e externas):
 - Guerra de independência na Bahia; Guerra da Cisplatina; Revolta da 
Balaiada; Revolução Farroupilha; Revoltas Liberais de Minas Gerais e São 
Paulo; Campanha contra Oribe e Rosas; Guerra da Tríplice Aliança.
CAXIAS foi: Marechal, Senador, Conselheiro da Coroa, Presidente de 
Província, Ministro de Estado, Presidente de Conselho, Barão, Conde, 
Marquês, Duque e Grande Pacificador. 
Era início de maio de 1880, no Rio de Janeiro, seis praças de 
bom comportamento carregam sobre os ombros o esquife 
daquele que foi o comandante das maiores operações militares 
conduzidas em um teatro de operações sul-americano e 
responsável pela pacificação de graves movimentos 
insurrecionais no Brasil do século XIX.
 Luís Alves de Lima e Silva ocupa, por todos esses heróicos atos, 
um lugar de destaque entre os líderes militares brasileiros. Com 
efeito, o Império atribuiu-lhe as maiores responsabilidades nas 
mais graves crises militares externas e internas enfrentadas 
pelo Brasil, entre 1838 e 1869.
 Secundariamente, exerceu funções políticas relevantes, como 
Deputado, Senador e Presidente do Conselho de Ministros e 
Encarregado dos Negócios da Guerra por três vezes, em 1855, 
1861 e 1876.
Participação do Duque de Caxias no período 
pós-independência do Brasil 
Depois de debelada uma série de rebeliões no 
Norte do país e com a preocupante Revolução 
Farroupilha, no Rio Grande do Sul, ainda em 
curso, irrompe, próximo ao poder central, um 
movimento ornado de cunho exclusivamente 
político que ameaçava diretamente o regime 
monárquico recentemente restaurado com a 
maioridade de D. Pedro II. Era a Revolução 
Liberal de 1842, com lideranças autônomas 
em São Paulo e Minas Gerais. 
Em 18 de maio de 1842, o Barão de Caxias foi incumbido de debelar a rebelião em São Paulo. A 
ação de Caxias foi rápida e decisiva. Entrava em São Paulo a 22 de maio, de lá desdobrando suas 
forças em três colunas que ocupariam Santo Amaro, Campinas, Itu e Sorocaba, esta última o 
foco da rebelião, extinta a 20 de julho,onde prendeu Tobias de Aguiar e Feijó seus líderes.
1. Causas: 
 - Situação econômica da província (crise da 
lavoura algodoeira);
 - instabilidade política (unitaristas/conservadores 
x federalistas/liberais) e insatisfação com a Regência;
 - bandos armados apavoram população 
(província entregue a desordem e a violência).
2. Desenvolvimento:
 - Liderados por Manuel Fco. dos Anjos Ferreira -
“O Balaio”, pelo vaqueiro e mulato Raimundo Gomes -
“Cara Preta” e pelo escravo Cosme Bento das 
Chagas-“ Preto Cosme” e contando com apoio 
político dos liberais, bandos armados dominam ampla 
região no sul do Maranhão e tomam, em fins de 1839, 
a vila de Caxias, estabelecendo nesta um governo 
provisório.
Balaiada (1838-1841)
Balaiada
(1838-1841)
Balaiada
(1838-1841)
Balaiada
(1838-1841)
3. Conclusão:
 - regente uno Araújo Lima nomeia, em 1840, o 
Coronel Luís Alves de Lima e Silva para presidente e 
Cmt das armas do Maranhão; 
 - O futuro Barão de Caxias, tomou medidas: 
políticas (anistia para os rebeldes), administrativas 
(combate ao peculato e ao nepotismo) e militares 
(saneamento das forças legais - Exército e Guarda 
Nacional e combate aos focos rebeldes);
 - em 1841, a província estava pacificada.
Balaiada (1838-1841)
Retornando à Corte, foi nomeado Ajudante-de-Campo do Imperador e 
incumbido de pôr fim à rebelião que explodira em Minas Gerais, onde concebe 
uma brilhante manobra de cerco e destruição da principal força rebelde reunida 
em Santa Luzia. Estava amadurecida a figura militar e política de Caxias para a 
pacificação da Província de São Pedro do Rio Grande, sublevada desde 1835.
 A campanha militar naquela Província teve início em janeiro de 1843, com uma 
bem-sucedida manobra que iludiu os rebeldes sobre a aplicação do esforço 
principal das tropas imperiais.
Revoluções Liberais
Revoltosos tomam Queluz/MG (atual Cons. Lafaiete), em 
13/Jul/1842
1. Causas:
 - A anulação das “eleições do cacete”, a convocação de novas eleições e a 
vitória dos conservadores;
 - a queda do gabinete liberal da “Maioridade” e a nomeação de gabinete 
conservador.
2. Desenvolvimento:
 - Em 17 Mai, rebeldes paulistas liderados por Feijó e pelo Brig. Tobias de 
Aguiar sublevam Sorocaba e marcham para a capital, não a conquistando;
 - em 19 Mai, Araújo Lima nomeia Caxias que, imediatamente, parte para São 
Paulo, chega a Santos/SP em 21 Mai, e se desloca para a capital, ocupando-a; 
3.Conclusão:
 - Em 07 Jul, ocorre, próximo à Campinas/SP, a Batalha de Venda Grande, com 
vitória dos imperiais, selando o fim da revolta em São Paulo.
Revoluções Liberais SP (1842)
1. Causas: - As mesmas da revolta paulista.
2. Desenvolvimento: 
 - Em 10 Jun, GuardaNacional e Câmara de Barbacena 
se insurgem, aclamam José Feliciano Pinto Coelho da 
Cunha presidente e buscam o apoio na capital Ouro Preto;
 - revoltosos cortam comunicações com a Corte e tomam: 
Queluz, São João del Rei, e outras localidades mineiras;
 - em 15 Jul, grande parte da província estava nas mãos dos 
revoltosos;
 - primeiros insucessos dos revoltosos em Serra Negra e Rio 
do Peixe; 
 - tropas legais se concentram nos limites S da província e 
iniciam a liberação do eixo Rio-Minas; 
 - forças legais de Minas e Rio controlavam metade da 
província.
Revoluções Liberais MG (1842)
COMBATE DE SANTA LUZIA (MG)
3. Conclusão:
 - Em 25 Jul, Barão de Caxias, já nomeado Cmt das Armas de Minas 
Gerais, inicia o Dsl de suas Forças para a província;
 - em 6 de Ago, imperiais atingem Ouro Preto e à 20 Ago é travado o 
combate de Santa Luzia, com vitória dos legalistas;
 - após eliminar últimos redutos rebeldes, a província estava pacificada.
Farroupilha
(1835-1845)
De fevereiro de 1843 a fevereiro de 1845, Caxias empreendeu uma campanha inédita nos 
pampas, incumbindo a força legal de não apenas neutralizar a força inimiga, mas também 
restabelecer a lei e a ordem no interior conturbado, perseguindo os rebeldes e ocupando as 
cidades e vilas, restituindo a autoridade dos poderes públicos e estimulando a retomada das 
atividades econômicas. Dificultou a passagem dos rebeldes através da fronteira com os países 
vizinhos. Firmou a paz com os farroupilhas em 1° de março de 1845.
Farroupilha (1835-1845)
Em 15 de junho de 1851, era nomeado 
novamente Presidente da Província de 
São Pedro do Rio Grande do Sul e 
comandante-em-chefe do Exército do 
Sul, que iria operar contra Oribe e 
Rosas. Em curto espaço de tempo saiu 
vitorioso, em janeiro de 1852.
.
1. Causas:
 - Crise econômica: concorrência do charque argentino e taxação 
da produção pecuária gaúcha;
 - Crise política: disputas entre liberais(estancieiros) e 
conservadores (comerciantes), nomeação de presidente que 
desagradou liberais e Manifesto de Bento Gonçalves
Farroupilha (1835-1845)
FARROUPILHA- RIO GRANDE DO SUL (1835 - 1845)
.
2. Desenvolvimento:
 - Em Set 1835, Bento Gonçalves ocupa Porto Alegre e obriga a 
Assembléia Provincial a nomear outro presidente;
 - em 1836, farroupilhas proclamam a República Riograndense, com 
capital em Piratini;
 - em 1837, revolução quase vencida pelas forças legais, mas 
nomeação de novo presidente, obriga Gen. Bento Manuel a se aliar 
aos farroupilhas; 
 - em 1839, capital é transferida de Piratini para Caçapava, 
revoltosos conquistam Laguna e fundam a República Juliana, no 
mesmo ano, forças legais de mar e terra reconquistam Sta. Catarina;
 - de 1840-1842, nova mudança da capital para Alegrete - 
revolução e combates estagnados até a nomeação de Caxias (Set 
1842) para presidente e Cmt das armas do Rio G. do Sul;
Farroupilha (1835-1845)
Farroupilha
(1835-1845)
Teatro 
de 
Operações
3.Conclusão:
 - Caxias tomou medidas políticas e de 
reorganização das força legais para o combate aos 
revoltosos e recebe o apoio de Bento Manuel que 
abandonou os farrapos; 
 - em 1843, ocorrem os combates de Ponche Verde 
(de resultado indefinido), Piratini, Encruzilhada e Santa 
Rosa;
 - em 14 Nov 1844, Caxias derrota Gen. farrapo David 
Canabarro em Porongos, obrigando os revoltosos a 
buscarem o caminho da negociação; 
 - em 25 Fev 1845, é assinada a “Paz de Ponche 
Verde” e D.Pedro II anistia os revoltosos. 
Farroupilha (1835-1845)
Quando o Paraguai de Solano Lopez, atacou 
o Brasil e a Argentina em dezembro de 1864 
e abril de 1865, no Mato Grosso, Corrientes, 
Entre Rios e Rio Grande do Sul, o Conde de 
Caxias não pôde assumir o comando das 
operações, por força da política interna do 
Império. 
Somente depois do insucesso aliado na 
conquista de Curupaiti, em setembro de 
1866, o governo teve condições de nomeá-
lo comandante-em-chefe das Forças do 
Império, a 10 de outubro de 1866.
Desastre de Curupaiti
Até então Caxias que já fora Presidente do 
Conselho de Ministros e Ministro da Guerra, 
atendera à solicitação do Ministro da Guerra 
Beaurepoire-Rohan no sentido de propor um Plano 
Geral de Operações contra o Paraguai, com o qual 
coincidiria, em linhas gerais o plano adotado por 
Mitre, comandante-em-chefe aliado na fase inicial 
da guerra.
Caxias acompanhou também o Imperador D. Pedro II 
na sua viagem ao Rio Grande do Sul para receber a 
rendição dos paraguaios em Uruguaiana, a 18 de 
setembro de 1865.
A nomeação de Caxias para o comando-geral 
das forças brasileiras, terrestres e navais, no 
final de 1866, foi uma das providências do 
governo brasileiro para encaminhar a 
solução da guerra que havia caído num 
impasse desde a primeira Batalha de Tuiuti, 
a maior batalha campal da América do Sul. 
Essas providências procuravam centralizar ao 
máximo o comando das ações, promovendo 
uma reorganização da Força dando-lhe 
melhor infra-estrutura como fardamento 
adequado e hospitais, dentro das condições 
do Tratado da Tríplice Aliança, e aumentar o 
poder de combate das forças brasileiras.
Tomada
De
Humaitá
Tomada
De
Humaitá
Batalha de Itororó
Em Avaí, concebe e logra efetivar uma precisa batalha de destruição, da qual escapam 
poucos combatentes paraguaios. Conduz, a seguir, uma sistemática destruição do 
Exército paraguaio, inerte nas posições, em grande parte neutralizadas na abordagem 
brasileira pelo norte. 
Essa derradeira fase da luta, coroada pela vitória de Lomas Valentinas e a captura de 
Angustura, abre-lhe as portas de Assunção, na qual entra em 5 de janeiro de 1869.
 A Guerra da Tríplice Aliança, o maior conflito militar da América do Sul, não terminara 
ainda, mas fora definitivamente vencida pelo grande general do Brasil.
Batalha de Itororó
Transformações do Exército: da Independência 
até a participação na Guerra da Tríplice Aliança
EXÉRCITO BRASILEIRO
- GUERRA DE INDEPENDÊNCIA (1822-1823)
- CONFEDERAÇÃO DO EQUADOR (1824)
- GUERRA DA CISPLATINA (1825-1828)
- PACIFICAÇÃO DAS PROVÍNCIAS (1832-1848)
 - INTERVENÇÕES NO PRATA (1851-52 e 1864)
PRINCIPAIS CAMPANHAS MILITARES ATÉ A 
GUERRA DA TRÍPLICE ALIANÇA
LINHA COLÔNIA TRANSFORMAÇÃO
1ª TROPAS REGULARES 
(PAGAS)
1824 – EXÉRCITO 
IMPERIAL
2ª TROPAS AUXILIARES 
(MILICIAS)
1824 – 2ª LINHA DO 
EXÉRCITO
1831 – GUARDA 
NACIONAL
3ª TROPAS 
IRREGULARES 
(BANDEIRAS)
1831 – GUARDAS 
MUNICIPAIS 
PERMANENTES 
(VOLUNTÁRIOS)
UNIFORMES DA INFANTARIA BRASILEIRA
IMPERIAL GUARDA DE HONRA: 
UNIDADE DE ELITE DO EXÉRCITO
ARMAMENTO DO EXÉRCITO BRASILEIRO APÓS 1830 
ESPINGARDA
CARABINA
CLAVINA PISTOLA
BAIONETA
SABRE-BAIONETA
INFANTARIA
CAVALARIA
LUTAS DA INDEPENDÊNCIA
RIO DE JANEIRO
 - Na Corte a Divisão 
Auxiliadora comandada pelo 
brigadeiro Avilez causou grandes 
transtornos a D. Pedro, até ser 
expulsa para Portugal.
 - Um grande contingente desta 
divisão iria reforçar os 
portugueses em Salvador.
EFETIVOS PRESENTES
Portugueses: 10.500 H
Brasileiros: 1ª Linha - 3100 H, 
Voluntários - 9000 H
A RESISTÊNCIA BAIANA
LUTAS NO NORDESTE E NORTE
INDEPENDÊNCIA NA CISPLATINA
Frota
Brasileira
Tropa
Brasileira
Sítio
RESULTADO DO PROCESSO DE INDEPENDÊNCIA
CONTINUIDADE MONÁRQUICA
CONSEQUÊNCIA: PRESERVAÇÃO DA ORDEM POLÍTICA, 
ECONÔMICA E SOCIAL.
 CENTRALISMO POLÍTICO
CONSEQUÊNCIA: MANUTENÇÃO DA INTEGRIDADE 
POLÍTICA E TERRITORIAL DA NAÇÃO.
- Estas foram as principais características da 
independência brasileira e que a diferenciam das demais 
colônias da América.
CONFLITOS NO 1º REINADO
 CONFEDERAÇÃO DO EQUADOR (1824)
Tomada do Recife pelas Forças Imperiais Brasileiras
CONFEDERAÇÃO DO EQUADOR (1824)
1.Causas:
 - Decadência da economia açucareira: reforça o sentimento 
autonomista;
 - Dissolução da constituinte eoutorga da Constituição de 
1824: desprestígio político da Província;
 - Oposição política a D. Pedro I e ao Pres. da Província 
Francisco Paes Barreto;
 - Idéias republicanas e federalistas fomentadas desde 
1817(Revolução Pernambucana); 
 - Imposição de novo Pres (Jul 1824) e Bloqueio Naval ao 
Recife, por força comandada por John Taylor.
CONFEDERAÇÃO DO EQUADOR (1824)
2.Desenvolvimento e pacificação:
 - Paes de Andrade, com apoio da: Paraíba, Ceará, Rio G. 
Norte, Piauí, funda, em 02/07/1824, a Confederação do 
Equador e busca apoio externo (EUA e Inglaterra);
 - D. Pedro I convoca Alte. Cochrane e Brig. Francisco de Lima e 
Silva para combater a Confederação; 
 - Força naval desembarca tropa em Maceió e bloqueia Recife 
e Natal;
 - Set 1824, forças legais tomam Recife, luta continua no 
interior da província e no Ceará, na Paraíba e no Rio G. Norte;
 - Nov 1824, término da revolução no Ceará (Crato).
TEATRO DE OPERAÇÕES DA 
CONFEDERAÇÃO DO EQUADOR
Divisão Constitucional
Forças 
Navais 
BrasileirasForças Terretres Brasileiras
GUERRA DA CISPLATINA (1824-28)
Exército Oriental - Gen Lavalleja
GUERRA DA CISPLATINA (1824-28)
1.Antecedentes: 
 - A província da Cisplatina de tradições 
hispânicas foi incorporada, pelo regente D. João, 
ao Brasil em 1816. Importância estratégica - 
garantia a livre navegação do rio da Prata, via de 
acesso a província do Mato Grosso;
 - a República das Províncias Unidas do 
Prata (Argentina) tinha como objetivo ampliar 
seus domínios e refazer o território antigo Vice-
Reino do Prata;
 - em 25 Ago 1825, Juan Antonio Lavalleja 
declara a Cisplatina separada do Brasil e a 
incorpora às Províncias Unidas, obrigando D. 
Pedro I a entrar em guerra com estas. 
2. Desenvolvimento:
 - Após um período de guerra naval, com o bloqueio de 
Montevidéu e Buenos Aires, em Jan de 1827 o 
Imperador nomeou o Marquês de Barbacena para o 
Comando do Exército no Sul em combate à Cisplatina;
 - em Fev, é travada a Batalha do Passo do Rosário(RS), 
com resultado indefinido;
3. Conclusão:
 - O conflito prejudicava as atividades comerciais da 
Inglaterra e da França no Prata, estas pressionam para o 
fim do conflito;
 - em 1828, a Convenção Preliminar de Paz, encerra a 
beligerância com criação da República da Banda 
Oriental do Uruguai;
 - Império garante a livre navegação do rio da Prata.
GUERRA 
DA
CISPLATINA 
(1824-1828)
BATALHA DO 
PASSO DO 
ROSÁRIO
Forças Imperiais
Forças Platinas
TEATRO DE OPERAÇÕES DA 
CISPLATINA (1824-1828)
ABDICAÇÃO DE D. PEDRO I - 1831
CAUSAS 
 - Sucessão/usurpação do Reino Português;
 - Simpatia do Imperador pelos portugueses;
 - Absolutismo de D. Pedro;
 (Perda dos apoios: povo e Exército).
 CONSEQUÊNCIAS 
 - Menoridade de D. Pedro de Alcântara (herdeiro);
 - Início do Período Regencial; 
 - Situação política agrava-se; 
 (Rv e Mvt separatistas nas províncias);
 - Integridade territorial da nação ameaçada.
PERÍODO REGENCIAL (1831-1840)
- REGÊNCIA TRINA PROVISÓRIA (1831);
 - REGÊNCIA TRINA PERMANENTE (1831-1834);
 - REGÊNCIA UNA DE DIOGO FEIJÓ (1835-1837);
 - REGÊNCIA UNA DE ARAÚJO LIMA (1837-1840).
CARACTERÍSTICAS DO PERÍODO:
 - CRIAÇÃO DA GUARDA NACIONAL;
 - AUTÔNOMIA DAS PROVÍNCAS;
 - REVOLTAS NAS PROVÍNCAS.
PERÍODO REGENCIAL (1831-1840)
CAUSAS DAS REVOLTAS PROVINCIAIS:
- DIVERGÊNCIAS ENTRE OS POLÍTICOS LOCAIS; 
- IDÉIAS REPUBLICANAS;
- DESCONTENTAMENTO COM O GOV. CENTRAL;
- CRISE ECONÔMICA.
PERÍODO REGENCIAL (1831-1840)
PRINCIPAIS REVOLTAS PROVINCIAIS:
- Guerra dos Cabanos (PE) - 1831/35;
- Revolta da Cabanagem (PA) - 1835/40;
- Revolta da Sabinada (BA) - 1837/38;
- Balaiada (MA) - 1838/41;*
- Revoltas liberais (MG/SP) – 1842;*
- Revolução farroupilha (RS) - 1835/45;*
- Praieira (PE) – 1848. * (Pacificadas por Caxias)
Conflitos no Prata - II Reinado
Campanha contra Oribe e Rosas(1851-52) 
 1. Causas:
 - Indefinições de limites no Prata;
 - Governantes: Oribe (Uruguai) e Rosas (Argentina) opostos aos 
interesses brasileiros na região; 
 - Livre navegação do rio da Prata; 
 - Política Hegemônica das Províncias Unidas do Prata 
(Argentina) – buscava a reconstituição dos territórios do antigo 
Vice-Reino do Prata; 
 - Ameaças às soberanias do Uruguai e Paraguai, pela Argentina; 
 - Interesses político-econômicos de Inglaterra e França. 
Conflitos no Prata - II Reinado
Campanha contra Oribe e Rosas(1851-52) 
2. Desenvolvimento do Conflito: 
- Oribe hostiliza estancieiros brasileiros, no Uruguai; 
- Barão de Jacuí invade o Uruguai; 
- Argentina rompe relações com Brasil (Aliança Oribe-Rosas); 
- Tratado Of-Def Lamas-Paulino (Brasil-Paraguai); 
- Aliança Brasil – Urquiza (Entre Rios-Corrientes) e Rivera (Colorado-Uruguai) contra Oribe-Rosas; 
- 4 Divisões Br (Cmdo - Caxias) invadem o Uruguai com apoio de Forças de Urquiza e Rivera e 
derrotam Oribe; 
 - Forças Brasileiras, Uruguaias e de Entre Rios-Corrientes comandadas por Urquiza, invadem a 
Argentina; 
 - Derrota de Rosas na Batalha de Monte Caseros (Morón). 
Batalha 
de Monte 
Caseiros
Forças Brasileiras – Coloradas - Entre 
Rios/Corrientes 
Forças de Oribe e Rosas
Conflitos no Prata - II Reinado
Campanha contra Oribe e Rosas(1851-52)
3. Consequências: 
- Solução dos Limites entre Brasil e Uruguai; 
- Confirmação das independências do Uruguai e Paraguai; 
- Garantia da livre navegação no Prata.
Crise de 1864 no Uruguai
- 1860, Bernardo Berro eleito Presidente com política contrária ao Brasil;
- 1864, Aguirre assume governo e continua política contrária aos brasileiros;
- Missão diplomático-militar brasileira fracassa;
- Brasil rompe relações e invade o Uruguai;
- Venâncio Flores assume presidência do Uruguai;
Ensinamentos de Caxias para os militares 
A OBRA PACIFICADORA DE CAXIAS
AS REVOLTAS E A UNIDADE NACIONAL
Cabanagem
Balaiada
Conf. 
Equador
Praieira
Sabinada
Lib 
MG
Lib 
SP
Farroupilha
Cabanos
Ensinamentos do Duque de Caxias
• Caráter retilíneo, firme, inquebrantável 1;
• Suportava as adversidades 1
• temperamento brando, inclinava-se à indulgência 1. 
• Sereno (controle emocional; “sem altos e baixos”) 1 
• Inflexível no cumprimento do dever 1
• Vontade 1
(1 : Adelpho Poli Monjardim)
Ensinamentos do Duque de Caxias
• Compreendeu que a união geraria as condições indispensáveis 
ao enfrentamento dos graves problemas que afligiam os 
brasileiros
• Espírito patriótico
• Unidade e integração (anistia)
Conclusão
“Abracemo-nos, 
unamo-nos para 
marcharmos não 
peito a peito, mas 
ombro a ombro, em 
defesa da Pátria 
que é nossa mãe 
comum”
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	Slide 11: LUÍS ALVES DE LIMA E SILVA (DUQUE DE CAXIAS)
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	Slide 31: FARROUPILHA- RIO GRANDE DO SUL (1835 - 1845)
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	Slide 55: A RESISTÊNCIA BAIANA
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	Slide 61: RESULTADO DO PROCESSO DE INDEPENDÊNCIA
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	Slide 63: CONFEDERAÇÃO DO EQUADOR (1824)
	Slide 64: CONFEDERAÇÃO DO EQUADOR (1824)
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	Slide 67: GUERRA DA CISPLATINA (1824-28)
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	Slide 71: PERÍODO REGENCIAL (1831-1840)
	Slide 72: PERÍODO REGENCIAL (1831-1840)
	Slide 73: PERÍODO REGENCIAL (1831-1840)
	Slide 74: Conflitos no Prata - II Reinado
	Slide 75: Conflitos no Prata - II Reinado
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	Slide 77: Conflitos no Prata - II Reinado
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