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CENTRO DE PREPARAÇÃO DE OFICIAIS DA RESERVA (SP) HISTÓRIA MILITAR Maykon W. Silva Vieira – Cap maykon.silva@eb.mil.br PLANO DE DISCIPLINAS UD I – O Exército Colonial e do Império Ass a – Teoria Geral do Estado Ass b – Guararapes Ass c – A ação pacificadora de Luís Alves de Lima e Silva, o Duque de Caxias Ass d – A Guerra da Tríplice Aliança A ação pacificadora de Luís Alves de Lima e Silva, o Duque de Caxias Objetivos • Descrever a participação do Duque de Caxias no período pós- independência do Brasil (FACTUAL) • Conhecer as transformações do Exército: da Independência até a participação na Guerra da Tríplice Aliança (CONCEITUAL) • Compreender os ensinamentos de Caxias para os militares (CONCEITUAL) Sumário I – INTRODUÇÃO Biografia do Duque de Caxias II – DESENVOLVIMENTO • Participação do Duque de Caxias no período pós- independência do Brasil • Transformações do Exército: da Independência até a participação na Guerra da Tríplice Aliança • Ensinamentos de Caxias para os militares III – CONCLUSÃO Introdução Árvore Genealógica de Duque de Caxias Bisavô paterno: Sargento-Mor de Infantaria JOÃO DA SILVA DA FONSECA LIMA. Avô paterno: Marechal-de-Campo JOSÉ JOAQUIM DE LIMA E SILVA. Tios paternos de CAXIAS: 1. Marechal MANUEL DA FONSECA LIMA E SILVA - Barão de SURUÍ . 2. Marechal JOSÉ JOAQUIM DE LIMA E SILVA - Visconde de MAJÉ. 3. General JOÃO MANUEL DE LIMA E SILVA. 4. Marechal LUIZ MANUEL DE LIMA E SILVA. Pai de CAXIAS: - Brigadeiro FRANCISCO DE LIMA E SILVA. Pelo lado materno: - A família do Coronel LUIZ ALVES DE FREITAS BELO, cujos filhos foram os Marechais VENCESLAU DE OLIVEIRA BELO e JOAQUIM MARIANO DE OLIVEIRA BELO. *POR ISSO, AOS 5 ANOS DE IDADE LUÍS ALVES DE LIMA E SILVA TORNA-SE CADETE NO 1º REGIMENTO DE INFANTARIA CAXIAS nasceu em 25 agosto de 1803, no TAQUARAÇU, na Fazenda de SÃO PAULO, Vila da ESTRELA, na Capitania do RIO DE JANEIRO. 1. Em janeiro de 1818, aos quinze anos, matriculou-se na Academia Real Militar. A 19 de dezembro do mesmo ano, foi promovido ao posto de Alferes. 2. Promovido a Tenente em 2 de janeiro de 1821, foi servir no 1º Batalhão de Fuzileiros, unidade de elite do Exército do Rei, atual 1º Batalhão de Guardas/RJ. 3. Deslocado para a Bahia, nas guerras de Independência, em 1823, combateu as tropas portuguesas estacionadas em Salvador. Nessa ocasião, dá-se o batismo de fogo do então Tenente Luís Alves de Lima e Silva, no dia 3 de maio de 1823. 4. Como coronel recém-promovido, e já cercado de considerável prestígio entre seus companheiros de armas, foi investido nas funções de Comandante das Armas e Presidente da Província do Maranhão, assolada pela violenta rebelião cognominada de Balaiada. 5. O governo imperial em reconhecimento a esse brilhante feito de armas o promoveu a brigadeiro e lhe conferiu o título nobiliárquico de Barão de Caxias, nome da cidade mais atingida pela violência dos rebeldes e da qual expediu o derradeiro ultimato aos revoltosos. LUÍS ALVES DE LIMA E SILVA (DUQUE DE CAXIAS) Atuou em diversas campanhas (internas e externas): - Guerra de independência na Bahia; Guerra da Cisplatina; Revolta da Balaiada; Revolução Farroupilha; Revoltas Liberais de Minas Gerais e São Paulo; Campanha contra Oribe e Rosas; Guerra da Tríplice Aliança. CAXIAS foi: Marechal, Senador, Conselheiro da Coroa, Presidente de Província, Ministro de Estado, Presidente de Conselho, Barão, Conde, Marquês, Duque e Grande Pacificador. Era início de maio de 1880, no Rio de Janeiro, seis praças de bom comportamento carregam sobre os ombros o esquife daquele que foi o comandante das maiores operações militares conduzidas em um teatro de operações sul-americano e responsável pela pacificação de graves movimentos insurrecionais no Brasil do século XIX. Luís Alves de Lima e Silva ocupa, por todos esses heróicos atos, um lugar de destaque entre os líderes militares brasileiros. Com efeito, o Império atribuiu-lhe as maiores responsabilidades nas mais graves crises militares externas e internas enfrentadas pelo Brasil, entre 1838 e 1869. Secundariamente, exerceu funções políticas relevantes, como Deputado, Senador e Presidente do Conselho de Ministros e Encarregado dos Negócios da Guerra por três vezes, em 1855, 1861 e 1876. Participação do Duque de Caxias no período pós-independência do Brasil Depois de debelada uma série de rebeliões no Norte do país e com a preocupante Revolução Farroupilha, no Rio Grande do Sul, ainda em curso, irrompe, próximo ao poder central, um movimento ornado de cunho exclusivamente político que ameaçava diretamente o regime monárquico recentemente restaurado com a maioridade de D. Pedro II. Era a Revolução Liberal de 1842, com lideranças autônomas em São Paulo e Minas Gerais. Em 18 de maio de 1842, o Barão de Caxias foi incumbido de debelar a rebelião em São Paulo. A ação de Caxias foi rápida e decisiva. Entrava em São Paulo a 22 de maio, de lá desdobrando suas forças em três colunas que ocupariam Santo Amaro, Campinas, Itu e Sorocaba, esta última o foco da rebelião, extinta a 20 de julho,onde prendeu Tobias de Aguiar e Feijó seus líderes. 1. Causas: - Situação econômica da província (crise da lavoura algodoeira); - instabilidade política (unitaristas/conservadores x federalistas/liberais) e insatisfação com a Regência; - bandos armados apavoram população (província entregue a desordem e a violência). 2. Desenvolvimento: - Liderados por Manuel Fco. dos Anjos Ferreira - “O Balaio”, pelo vaqueiro e mulato Raimundo Gomes - “Cara Preta” e pelo escravo Cosme Bento das Chagas-“ Preto Cosme” e contando com apoio político dos liberais, bandos armados dominam ampla região no sul do Maranhão e tomam, em fins de 1839, a vila de Caxias, estabelecendo nesta um governo provisório. Balaiada (1838-1841) Balaiada (1838-1841) Balaiada (1838-1841) Balaiada (1838-1841) 3. Conclusão: - regente uno Araújo Lima nomeia, em 1840, o Coronel Luís Alves de Lima e Silva para presidente e Cmt das armas do Maranhão; - O futuro Barão de Caxias, tomou medidas: políticas (anistia para os rebeldes), administrativas (combate ao peculato e ao nepotismo) e militares (saneamento das forças legais - Exército e Guarda Nacional e combate aos focos rebeldes); - em 1841, a província estava pacificada. Balaiada (1838-1841) Retornando à Corte, foi nomeado Ajudante-de-Campo do Imperador e incumbido de pôr fim à rebelião que explodira em Minas Gerais, onde concebe uma brilhante manobra de cerco e destruição da principal força rebelde reunida em Santa Luzia. Estava amadurecida a figura militar e política de Caxias para a pacificação da Província de São Pedro do Rio Grande, sublevada desde 1835. A campanha militar naquela Província teve início em janeiro de 1843, com uma bem-sucedida manobra que iludiu os rebeldes sobre a aplicação do esforço principal das tropas imperiais. Revoluções Liberais Revoltosos tomam Queluz/MG (atual Cons. Lafaiete), em 13/Jul/1842 1. Causas: - A anulação das “eleições do cacete”, a convocação de novas eleições e a vitória dos conservadores; - a queda do gabinete liberal da “Maioridade” e a nomeação de gabinete conservador. 2. Desenvolvimento: - Em 17 Mai, rebeldes paulistas liderados por Feijó e pelo Brig. Tobias de Aguiar sublevam Sorocaba e marcham para a capital, não a conquistando; - em 19 Mai, Araújo Lima nomeia Caxias que, imediatamente, parte para São Paulo, chega a Santos/SP em 21 Mai, e se desloca para a capital, ocupando-a; 3.Conclusão: - Em 07 Jul, ocorre, próximo à Campinas/SP, a Batalha de Venda Grande, com vitória dos imperiais, selando o fim da revolta em São Paulo. Revoluções Liberais SP (1842) 1. Causas: - As mesmas da revolta paulista. 2. Desenvolvimento: - Em 10 Jun, GuardaNacional e Câmara de Barbacena se insurgem, aclamam José Feliciano Pinto Coelho da Cunha presidente e buscam o apoio na capital Ouro Preto; - revoltosos cortam comunicações com a Corte e tomam: Queluz, São João del Rei, e outras localidades mineiras; - em 15 Jul, grande parte da província estava nas mãos dos revoltosos; - primeiros insucessos dos revoltosos em Serra Negra e Rio do Peixe; - tropas legais se concentram nos limites S da província e iniciam a liberação do eixo Rio-Minas; - forças legais de Minas e Rio controlavam metade da província. Revoluções Liberais MG (1842) COMBATE DE SANTA LUZIA (MG) 3. Conclusão: - Em 25 Jul, Barão de Caxias, já nomeado Cmt das Armas de Minas Gerais, inicia o Dsl de suas Forças para a província; - em 6 de Ago, imperiais atingem Ouro Preto e à 20 Ago é travado o combate de Santa Luzia, com vitória dos legalistas; - após eliminar últimos redutos rebeldes, a província estava pacificada. Farroupilha (1835-1845) De fevereiro de 1843 a fevereiro de 1845, Caxias empreendeu uma campanha inédita nos pampas, incumbindo a força legal de não apenas neutralizar a força inimiga, mas também restabelecer a lei e a ordem no interior conturbado, perseguindo os rebeldes e ocupando as cidades e vilas, restituindo a autoridade dos poderes públicos e estimulando a retomada das atividades econômicas. Dificultou a passagem dos rebeldes através da fronteira com os países vizinhos. Firmou a paz com os farroupilhas em 1° de março de 1845. Farroupilha (1835-1845) Em 15 de junho de 1851, era nomeado novamente Presidente da Província de São Pedro do Rio Grande do Sul e comandante-em-chefe do Exército do Sul, que iria operar contra Oribe e Rosas. Em curto espaço de tempo saiu vitorioso, em janeiro de 1852. . 1. Causas: - Crise econômica: concorrência do charque argentino e taxação da produção pecuária gaúcha; - Crise política: disputas entre liberais(estancieiros) e conservadores (comerciantes), nomeação de presidente que desagradou liberais e Manifesto de Bento Gonçalves Farroupilha (1835-1845) FARROUPILHA- RIO GRANDE DO SUL (1835 - 1845) . 2. Desenvolvimento: - Em Set 1835, Bento Gonçalves ocupa Porto Alegre e obriga a Assembléia Provincial a nomear outro presidente; - em 1836, farroupilhas proclamam a República Riograndense, com capital em Piratini; - em 1837, revolução quase vencida pelas forças legais, mas nomeação de novo presidente, obriga Gen. Bento Manuel a se aliar aos farroupilhas; - em 1839, capital é transferida de Piratini para Caçapava, revoltosos conquistam Laguna e fundam a República Juliana, no mesmo ano, forças legais de mar e terra reconquistam Sta. Catarina; - de 1840-1842, nova mudança da capital para Alegrete - revolução e combates estagnados até a nomeação de Caxias (Set 1842) para presidente e Cmt das armas do Rio G. do Sul; Farroupilha (1835-1845) Farroupilha (1835-1845) Teatro de Operações 3.Conclusão: - Caxias tomou medidas políticas e de reorganização das força legais para o combate aos revoltosos e recebe o apoio de Bento Manuel que abandonou os farrapos; - em 1843, ocorrem os combates de Ponche Verde (de resultado indefinido), Piratini, Encruzilhada e Santa Rosa; - em 14 Nov 1844, Caxias derrota Gen. farrapo David Canabarro em Porongos, obrigando os revoltosos a buscarem o caminho da negociação; - em 25 Fev 1845, é assinada a “Paz de Ponche Verde” e D.Pedro II anistia os revoltosos. Farroupilha (1835-1845) Quando o Paraguai de Solano Lopez, atacou o Brasil e a Argentina em dezembro de 1864 e abril de 1865, no Mato Grosso, Corrientes, Entre Rios e Rio Grande do Sul, o Conde de Caxias não pôde assumir o comando das operações, por força da política interna do Império. Somente depois do insucesso aliado na conquista de Curupaiti, em setembro de 1866, o governo teve condições de nomeá- lo comandante-em-chefe das Forças do Império, a 10 de outubro de 1866. Desastre de Curupaiti Até então Caxias que já fora Presidente do Conselho de Ministros e Ministro da Guerra, atendera à solicitação do Ministro da Guerra Beaurepoire-Rohan no sentido de propor um Plano Geral de Operações contra o Paraguai, com o qual coincidiria, em linhas gerais o plano adotado por Mitre, comandante-em-chefe aliado na fase inicial da guerra. Caxias acompanhou também o Imperador D. Pedro II na sua viagem ao Rio Grande do Sul para receber a rendição dos paraguaios em Uruguaiana, a 18 de setembro de 1865. A nomeação de Caxias para o comando-geral das forças brasileiras, terrestres e navais, no final de 1866, foi uma das providências do governo brasileiro para encaminhar a solução da guerra que havia caído num impasse desde a primeira Batalha de Tuiuti, a maior batalha campal da América do Sul. Essas providências procuravam centralizar ao máximo o comando das ações, promovendo uma reorganização da Força dando-lhe melhor infra-estrutura como fardamento adequado e hospitais, dentro das condições do Tratado da Tríplice Aliança, e aumentar o poder de combate das forças brasileiras. Tomada De Humaitá Tomada De Humaitá Batalha de Itororó Em Avaí, concebe e logra efetivar uma precisa batalha de destruição, da qual escapam poucos combatentes paraguaios. Conduz, a seguir, uma sistemática destruição do Exército paraguaio, inerte nas posições, em grande parte neutralizadas na abordagem brasileira pelo norte. Essa derradeira fase da luta, coroada pela vitória de Lomas Valentinas e a captura de Angustura, abre-lhe as portas de Assunção, na qual entra em 5 de janeiro de 1869. A Guerra da Tríplice Aliança, o maior conflito militar da América do Sul, não terminara ainda, mas fora definitivamente vencida pelo grande general do Brasil. Batalha de Itororó Transformações do Exército: da Independência até a participação na Guerra da Tríplice Aliança EXÉRCITO BRASILEIRO - GUERRA DE INDEPENDÊNCIA (1822-1823) - CONFEDERAÇÃO DO EQUADOR (1824) - GUERRA DA CISPLATINA (1825-1828) - PACIFICAÇÃO DAS PROVÍNCIAS (1832-1848) - INTERVENÇÕES NO PRATA (1851-52 e 1864) PRINCIPAIS CAMPANHAS MILITARES ATÉ A GUERRA DA TRÍPLICE ALIANÇA LINHA COLÔNIA TRANSFORMAÇÃO 1ª TROPAS REGULARES (PAGAS) 1824 – EXÉRCITO IMPERIAL 2ª TROPAS AUXILIARES (MILICIAS) 1824 – 2ª LINHA DO EXÉRCITO 1831 – GUARDA NACIONAL 3ª TROPAS IRREGULARES (BANDEIRAS) 1831 – GUARDAS MUNICIPAIS PERMANENTES (VOLUNTÁRIOS) UNIFORMES DA INFANTARIA BRASILEIRA IMPERIAL GUARDA DE HONRA: UNIDADE DE ELITE DO EXÉRCITO ARMAMENTO DO EXÉRCITO BRASILEIRO APÓS 1830 ESPINGARDA CARABINA CLAVINA PISTOLA BAIONETA SABRE-BAIONETA INFANTARIA CAVALARIA LUTAS DA INDEPENDÊNCIA RIO DE JANEIRO - Na Corte a Divisão Auxiliadora comandada pelo brigadeiro Avilez causou grandes transtornos a D. Pedro, até ser expulsa para Portugal. - Um grande contingente desta divisão iria reforçar os portugueses em Salvador. EFETIVOS PRESENTES Portugueses: 10.500 H Brasileiros: 1ª Linha - 3100 H, Voluntários - 9000 H A RESISTÊNCIA BAIANA LUTAS NO NORDESTE E NORTE INDEPENDÊNCIA NA CISPLATINA Frota Brasileira Tropa Brasileira Sítio RESULTADO DO PROCESSO DE INDEPENDÊNCIA CONTINUIDADE MONÁRQUICA CONSEQUÊNCIA: PRESERVAÇÃO DA ORDEM POLÍTICA, ECONÔMICA E SOCIAL. CENTRALISMO POLÍTICO CONSEQUÊNCIA: MANUTENÇÃO DA INTEGRIDADE POLÍTICA E TERRITORIAL DA NAÇÃO. - Estas foram as principais características da independência brasileira e que a diferenciam das demais colônias da América. CONFLITOS NO 1º REINADO CONFEDERAÇÃO DO EQUADOR (1824) Tomada do Recife pelas Forças Imperiais Brasileiras CONFEDERAÇÃO DO EQUADOR (1824) 1.Causas: - Decadência da economia açucareira: reforça o sentimento autonomista; - Dissolução da constituinte eoutorga da Constituição de 1824: desprestígio político da Província; - Oposição política a D. Pedro I e ao Pres. da Província Francisco Paes Barreto; - Idéias republicanas e federalistas fomentadas desde 1817(Revolução Pernambucana); - Imposição de novo Pres (Jul 1824) e Bloqueio Naval ao Recife, por força comandada por John Taylor. CONFEDERAÇÃO DO EQUADOR (1824) 2.Desenvolvimento e pacificação: - Paes de Andrade, com apoio da: Paraíba, Ceará, Rio G. Norte, Piauí, funda, em 02/07/1824, a Confederação do Equador e busca apoio externo (EUA e Inglaterra); - D. Pedro I convoca Alte. Cochrane e Brig. Francisco de Lima e Silva para combater a Confederação; - Força naval desembarca tropa em Maceió e bloqueia Recife e Natal; - Set 1824, forças legais tomam Recife, luta continua no interior da província e no Ceará, na Paraíba e no Rio G. Norte; - Nov 1824, término da revolução no Ceará (Crato). TEATRO DE OPERAÇÕES DA CONFEDERAÇÃO DO EQUADOR Divisão Constitucional Forças Navais BrasileirasForças Terretres Brasileiras GUERRA DA CISPLATINA (1824-28) Exército Oriental - Gen Lavalleja GUERRA DA CISPLATINA (1824-28) 1.Antecedentes: - A província da Cisplatina de tradições hispânicas foi incorporada, pelo regente D. João, ao Brasil em 1816. Importância estratégica - garantia a livre navegação do rio da Prata, via de acesso a província do Mato Grosso; - a República das Províncias Unidas do Prata (Argentina) tinha como objetivo ampliar seus domínios e refazer o território antigo Vice- Reino do Prata; - em 25 Ago 1825, Juan Antonio Lavalleja declara a Cisplatina separada do Brasil e a incorpora às Províncias Unidas, obrigando D. Pedro I a entrar em guerra com estas. 2. Desenvolvimento: - Após um período de guerra naval, com o bloqueio de Montevidéu e Buenos Aires, em Jan de 1827 o Imperador nomeou o Marquês de Barbacena para o Comando do Exército no Sul em combate à Cisplatina; - em Fev, é travada a Batalha do Passo do Rosário(RS), com resultado indefinido; 3. Conclusão: - O conflito prejudicava as atividades comerciais da Inglaterra e da França no Prata, estas pressionam para o fim do conflito; - em 1828, a Convenção Preliminar de Paz, encerra a beligerância com criação da República da Banda Oriental do Uruguai; - Império garante a livre navegação do rio da Prata. GUERRA DA CISPLATINA (1824-1828) BATALHA DO PASSO DO ROSÁRIO Forças Imperiais Forças Platinas TEATRO DE OPERAÇÕES DA CISPLATINA (1824-1828) ABDICAÇÃO DE D. PEDRO I - 1831 CAUSAS - Sucessão/usurpação do Reino Português; - Simpatia do Imperador pelos portugueses; - Absolutismo de D. Pedro; (Perda dos apoios: povo e Exército). CONSEQUÊNCIAS - Menoridade de D. Pedro de Alcântara (herdeiro); - Início do Período Regencial; - Situação política agrava-se; (Rv e Mvt separatistas nas províncias); - Integridade territorial da nação ameaçada. PERÍODO REGENCIAL (1831-1840) - REGÊNCIA TRINA PROVISÓRIA (1831); - REGÊNCIA TRINA PERMANENTE (1831-1834); - REGÊNCIA UNA DE DIOGO FEIJÓ (1835-1837); - REGÊNCIA UNA DE ARAÚJO LIMA (1837-1840). CARACTERÍSTICAS DO PERÍODO: - CRIAÇÃO DA GUARDA NACIONAL; - AUTÔNOMIA DAS PROVÍNCAS; - REVOLTAS NAS PROVÍNCAS. PERÍODO REGENCIAL (1831-1840) CAUSAS DAS REVOLTAS PROVINCIAIS: - DIVERGÊNCIAS ENTRE OS POLÍTICOS LOCAIS; - IDÉIAS REPUBLICANAS; - DESCONTENTAMENTO COM O GOV. CENTRAL; - CRISE ECONÔMICA. PERÍODO REGENCIAL (1831-1840) PRINCIPAIS REVOLTAS PROVINCIAIS: - Guerra dos Cabanos (PE) - 1831/35; - Revolta da Cabanagem (PA) - 1835/40; - Revolta da Sabinada (BA) - 1837/38; - Balaiada (MA) - 1838/41;* - Revoltas liberais (MG/SP) – 1842;* - Revolução farroupilha (RS) - 1835/45;* - Praieira (PE) – 1848. * (Pacificadas por Caxias) Conflitos no Prata - II Reinado Campanha contra Oribe e Rosas(1851-52) 1. Causas: - Indefinições de limites no Prata; - Governantes: Oribe (Uruguai) e Rosas (Argentina) opostos aos interesses brasileiros na região; - Livre navegação do rio da Prata; - Política Hegemônica das Províncias Unidas do Prata (Argentina) – buscava a reconstituição dos territórios do antigo Vice-Reino do Prata; - Ameaças às soberanias do Uruguai e Paraguai, pela Argentina; - Interesses político-econômicos de Inglaterra e França. Conflitos no Prata - II Reinado Campanha contra Oribe e Rosas(1851-52) 2. Desenvolvimento do Conflito: - Oribe hostiliza estancieiros brasileiros, no Uruguai; - Barão de Jacuí invade o Uruguai; - Argentina rompe relações com Brasil (Aliança Oribe-Rosas); - Tratado Of-Def Lamas-Paulino (Brasil-Paraguai); - Aliança Brasil – Urquiza (Entre Rios-Corrientes) e Rivera (Colorado-Uruguai) contra Oribe-Rosas; - 4 Divisões Br (Cmdo - Caxias) invadem o Uruguai com apoio de Forças de Urquiza e Rivera e derrotam Oribe; - Forças Brasileiras, Uruguaias e de Entre Rios-Corrientes comandadas por Urquiza, invadem a Argentina; - Derrota de Rosas na Batalha de Monte Caseros (Morón). Batalha de Monte Caseiros Forças Brasileiras – Coloradas - Entre Rios/Corrientes Forças de Oribe e Rosas Conflitos no Prata - II Reinado Campanha contra Oribe e Rosas(1851-52) 3. Consequências: - Solução dos Limites entre Brasil e Uruguai; - Confirmação das independências do Uruguai e Paraguai; - Garantia da livre navegação no Prata. Crise de 1864 no Uruguai - 1860, Bernardo Berro eleito Presidente com política contrária ao Brasil; - 1864, Aguirre assume governo e continua política contrária aos brasileiros; - Missão diplomático-militar brasileira fracassa; - Brasil rompe relações e invade o Uruguai; - Venâncio Flores assume presidência do Uruguai; Ensinamentos de Caxias para os militares A OBRA PACIFICADORA DE CAXIAS AS REVOLTAS E A UNIDADE NACIONAL Cabanagem Balaiada Conf. Equador Praieira Sabinada Lib MG Lib SP Farroupilha Cabanos Ensinamentos do Duque de Caxias • Caráter retilíneo, firme, inquebrantável 1; • Suportava as adversidades 1 • temperamento brando, inclinava-se à indulgência 1. • Sereno (controle emocional; “sem altos e baixos”) 1 • Inflexível no cumprimento do dever 1 • Vontade 1 (1 : Adelpho Poli Monjardim) Ensinamentos do Duque de Caxias • Compreendeu que a união geraria as condições indispensáveis ao enfrentamento dos graves problemas que afligiam os brasileiros • Espírito patriótico • Unidade e integração (anistia) Conclusão “Abracemo-nos, unamo-nos para marcharmos não peito a peito, mas ombro a ombro, em defesa da Pátria que é nossa mãe comum” Slide 1 Slide 2 Slide 3 Slide 4 Slide 5 Slide 6 Slide 7 Slide 8 Slide 9 Slide 10 Slide 11: LUÍS ALVES DE LIMA E SILVA (DUQUE DE CAXIAS) Slide 12 Slide 13 Slide 14 Slide 15 Slide 16 Slide 17 Slide 18 Slide 19 Slide 20 Slide 21 Slide 22 Slide 23 Slide 24 Slide 25 Slide 26 Slide 27 Slide 28 Slide 29 Slide 30 Slide 31: FARROUPILHA- RIO GRANDE DO SUL (1835 - 1845) Slide 32 Slide 33 Slide 34 Slide 35 Slide 36 Slide 37 Slide 38 Slide 39 Slide 40 Slide 44 Slide 45 Slide 49 Slide 50 Slide 51 Slide 52 Slide 53 Slide 54 Slide 55: A RESISTÊNCIA BAIANA Slide 57 Slide 59 Slide 61: RESULTADO DO PROCESSO DE INDEPENDÊNCIA Slide 62 Slide 63: CONFEDERAÇÃO DO EQUADOR (1824) Slide 64: CONFEDERAÇÃO DO EQUADOR (1824) Slide 65 Slide 66 Slide 67: GUERRA DA CISPLATINA (1824-28) Slide 68 Slide 69 Slide 70 Slide 71: PERÍODO REGENCIAL (1831-1840) Slide 72: PERÍODO REGENCIAL (1831-1840) Slide 73: PERÍODO REGENCIAL (1831-1840) Slide 74: Conflitos no Prata - II Reinado Slide 75: Conflitos no Prata - II Reinado Slide 76 Slide 77: Conflitos no Prata - II Reinado Slide 78 Slide 79 Slide 80 Slide 81 Slide 82 Slide 89 Slide 90