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Respiração Traqueal 
 É comum para insetos e outros artrópodes, e acontece de uma forma bem diferente da maioria dos animais pois o sistema circulatório tem um pequeno ou nulo papel no processo de transporte de O2 . O que interfere diretamente nisso é o fato do sangue dos animais ser pobre em hemoglobina, fazendo que com que esse não seja tão funcional para transportar o oxigênio como acontece por exemplo com os mamíferos. 
 O corpo dos insetos possui estruturas chamadas traqueias que se estendem por todo corpo, elas são um sistema de finos tubos que abrem-se para a atmosfera por meio de poros denominados espiráculos, que se localizam ao longo da superfície lateral do corpo. As traqueias penetram para dentro do corpo a partir de cada espiráculo e ramificam-se repetidamente, alcançando todas as partes do animal. Os espiráculos estão sempre dispostos em pares podendo ser de 1 à 11 pares, e em geral podem ser fechados por músculos espiraculares. A traqueia desses animais vai se afinando formando os túbulos terminais de paredes delgadas que tem o nome de traquéolas, que acreditam ser o principal sítio de troca de O2 e CO2 com os tecidos. 
Embora o sistema traqueal varie bastante entre as espécies de insetos , todos eles tem a presença de traqueias e traquéolas, e o número de ramos desse sistema nos tecidos e órgãos variam de acordo com o requerimento energético. A maior parte das traquéolas passam por meio das células. 
No sistema respiratório traqueal também temos os sacos aéreos, que são alargamentos, inchaços ao longo da traqueia. Eles tem um melhor desenvolvimento em insetos mais ativos. 
O sistema traqueal funciona como se fosse um pulmão de difusão, pois o transporte de gases através do sistema ocorre por difusão. Devido ao fato da difusão ter uma tendência a ser mais lenta em distâncias maiores, fisiologistas discutem se se o tamanho do corpo do inseto seria limitado pela natureza de seu sistema respiratório. 
Um recente estudo usando uma técnica de raios x para visualizar o sistema traqueal revelou que em besouros de diferentes tamanhos corporais, o volume do sistema traqueal é desproporcional ao tamanho do corpo. O que não acontece com mamíferos por exemplo, se comparado o sistema respiratório de um boi com o de um coelho. 
Ventilação Conspícua: Ocorre em algumas grandes espécies de inseto. Gafanhotos por exemplo, bombeiam seus abdomes fazendo com que alternadamente expanda e comprima certas vias aéreas traqueais, fazendo com que o ar seja sugado por certos espiráculos e expelido por outros. Quando o inseto possuí os sacos aéreos, os mesmos funcionam como foles durante esse bombeamento. 
A função da ventilação conspícua é reduzir o comprimento do caminho para a difusão movimentando o ar até uma certa profundidade do sistema traqueal. 
Controle da respiração: uma vulnerabilidade do sistema respiratório de insetos é que ele pode permitir rápida perda de água corporal por evaporação, pois o gás nas vias traqueais é úmido. Insetos resolvem esse problema deixando seus espiráculos parcialmente fechados, ou abrindo periodicamente e os fechando, sempre de maneira compatível com suas necessidades de trocas gasosas. 
O estímulo responsável pela abertura dos espiráculos é o aumento na pressão parcial de CO2, uma redução na pressão parcial de O2 também irá estimular a abertura dos espiráculos. Esse controle lembra a ventilação pulmonar em mamíferos.
Insetos aquáticos:  Alguns possuem brânquias ou sifões e outros respiram por meio de pigmentos respiratórios ou cutículas cutâneas. Assim como os insetos terrestres, os insetos aquáticos possuem um sistema traqueal, porém possui algumas adaptações. Exemplos: Traqueias hidrofóbicas, cerdas hidrofóbicos, pêlos hidrofóbicos, plastrão e brânquias traqueais
Insetos aquáticos podem obter oxigênio através do ar, da água e também de plantas.

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