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Proteção Contra Incêndios e Explosões –
Elaboração de Plano de Atendimento a 
Emergências (PAE)
Fausto Jaime Miranda de Araujo
Apresentação
Eng° Agrônomo (UFG Goiânia: 2005 – 2010);
Eng° de Segurança do Trabalho (RTG Goiânia: 2011– 2012);
Mestrado em Agronomia (UnB 2017 – 2018);
Perito TRT 18ª Região (2015 – 2017);
Instrutor SENAR (2012 – 2013):
Análise e Interpretação da NR 31;
Prevenção de Acidentes com Agrotóxicos (NR 31.8);
Instrutor CIPA, Primeiros Socorros, NR 10, 33, 35, Brigada de Emergência (Desde 2012);
Instrutor na pós em EngSTr RTG 
Instrutor na pós em EngSTr Unyleya
Instrutor na pós em EngSTr Instituto Brasil Pós
Bombeiro Militar CBMGO (2010 a 2013);
Bombeiro Militar CBMDF.
Introdução
Plano - Conjunto de medidas ou providências a serem tomadas; projeto.
Planejamento - Ação de preparar um trabalho, ou um objetivo, de forma
sistemática; Ação ou efeito de planejar, de elaborar um plano. Determinação das
etapas, procedimentos ou meios que devem ser usados no desenvolvimento de um
trabalho, festa, evento.
Introdução
Necessidade: considerável aumento dos riscos tecnológicos se torna uma
necessidade real e cada vez mais constante.
Falta de padrão específico deste tipo de planejamento. Entretanto, alguns
elementos são considerados fundamentais para a elaboração de um plano.
A elaboração de Planos de Emergência variam de acordo com a natureza do
risco.
(Araujo, 2000).
Introdução
Incêndios:
Introdução
Rompimento de barragens:
qRegião de Córrego do Feijão no município brasileiro de Brumadinho, a 65 km
de Belo Horizonte, em Minas Gerais, 25/01/2019;
q Mais de 200 mortos. 52 desaparecidos;
qMariana, MG, 05/11/2015. 19 mortes;
Introdução
• Alto n° de vítimas (locais de maior concentração humana, principalmente edifícios) ;
Causas:
• falta de conhecimento de como agir;
• falta de conhecimento de como combater o princípio de incêndio e o incêndio;
• falta de conhecimento de evacuação (melhores locais de saída, evitar o pânico, quedas,
pisoteamento, pessoas retidas em elevadores e outras falhas);
Necessidade: planejamento e a execução de exercícios de abandono de emergência.
Desastres Naturais
Emergências
Desastres
Desastres
Desastres
Desastres
Emergência
Situação não desejável, que colocam em perigo a integridade física das pessoas, instalações 
patrimoniais e ao Meio Ambiente.
• Incêndio nas instalações de um Edifício;
• Incêndio nas instalações circunvizinhas;
• Risco ou desabamento de estruturas;
Emergência
• Ameaça de explosivo;
• Acidente grave com empregado e/ou visitante;
• Pane em Elevador com pessoa dentro;
• Colisão de veículos no pátio da Empresa.
• Tumulto / ameaça a ordem.
• Derramamento de Produto Químico.
Objetivos
ØPreparar os funcionários para um rápido e eficiente abandono do edifício, fábrica, 
escolas, hospitais etc, em caso real de incêndio ou qualquer outra emergência. 
Definir o atendimento e as potenciais situações de emergência conforme plano 
vigente e nas considerações do departamento de segurança.
PAE
PAE
PAE
PAE
PAE
PAE
oFev a Jul – 200 profissionais - Registro da população (cerca de 8 mil imóveis);
oMateriais com mapas das rotas de fuga e dos pontos de encontro;
o Telefones de contato da Defesa Civil e da Vale; 
oMais de 1.800 placas de sinalização de rotas de fuga e pontos de encontro foram
instaladas no município.
PAE
Simulado
o As defesas civis Estadual e Municipal, a Prefeitura de Itabira e a Vale, com apoio das polícias Civil
e Militar e do Corpo de Bombeiros Militar;
o Cerca de 4 mil profissionais estarão envolvidos na organização e condução do evento;
o 19 mil pessoas de mais de oito mil imóveis, localizados em 27 bairros do município;
o Zonas de Autossalvamento (ZAS) das barragens Itabiruçu, Conceição, Rio de Peixe, Sistema
Pontal e Cambucal l e ll, e Zonas de Segurança Secundária (ZSS) urbana de Itabiruçu e
Conceição;
o Empregados da mina Conceição, que estiverem tralhando no dia e horário do simulado, também
participarão do exercício;
PAE
Simulado
o Alerta por meio de sirenes com mensagem de voz;
o 96 pontos de encontro que serão montados em áreas seguras, fora das ZAS.
• Plano de Ação de Emergência de Barragens de Mineração (PAEBM);
• Plano de Contingência e Evacuação de Itabira, este último elaborado por uma equipe
multidisciplinar formada por representantes das defesas civis Estadual e Municipal, Prefeitura de
Itabira, Vale, polícias Militar e Civil, Corpo de Bombeiros e Ministério Público de Itabira
Razões para a Elaboração de um PAE
ØEstabelece cenários de acidentes para os riscos identificados.
ØDefine princípios, normas e regras de atuação aplicada aos cenários possíveis.
ØOrganiza os meios de socorro o prevê missões que competem a cada um dos 
intervenientes.
ØPermite desencadear ações oportunas, destinadas a minimizar as consequências 
do sinistro.
ØEvita confusões, erros, atropelos e a duplicação de atuações.
ØPrevê e organiza antecipadamente a atuação e a evacuação.
ØPermite rotina e procedimentos, os quais poderão ser testados, através de 
exercícios de simulação. 
PAE
ØAplicações - Visando em princípio o bem estar e a vida, as instalações e 
dependência a o meio ambiente.
ØDetalhamento - Toda situação de emergência é tratada com padronização obtendo 
várias etapas.
Ø Responsabilidades - Todas as responsabilidades, de ação, prevenção, dentre 
outras, serão de responsabilidades dos setores diretamente voltados para o evento 
e de forma alguma serão tomadas decisões isoladas, tendo como objetivo que as 
decisões sejam tomadas no mínimo com duas pessoas sendo estas voltadas para o 
acontecimento.
PAE
ØLEGISLAÇÃO CONTRA INCÊNDIO.
ØLEGISLAÇÃO AMBIENTAL.
ØNR.
ØNBR
Avaliação dos Riscos 
Avaliação dos Riscos 
Defesa Civil
Defesa Civil - Conjunto de ações preventivas (situação de normalidade), de
socorro, assistenciais e reconstrutivas (situação de anormalidade) destinadas a evitar
ou minimizar os desastres, preservar o moral da população e restabelecer o
bem-estar social.
Finalidade: garantir o direito natural, reconhecido pela Constituição, à
incolumidade física e patrimonial e à vida, em circunstâncias de desastres, naturais
ou humanos, para todos os cidadãos residentes no território brasileiro.
ORIGENS DAS ORGANIZAÇÕES DE ADMINISTRAÇÃO DE 
DESASTRES
Desastre - Resultado de eventos adversos naturais ou humanos sobre um
ecossistema vulnerável, causando danos humanos, materiais, ambientais e
consequentes prejuízos econômicos, culturais e sociais.
Dinâmica do Desastre e Sua Administração
Desastres
Desastres
Fundamentos do Planejamento
• Análise dos riscos e vulnerabilidades - Estima o tipo e a magnitude dos desastres
que possam ocorrer;
• Planejamento de resposta - Organiza a resposta a estes riscos, e que visa reduzir a
vulnerabilidade e
• Operacionalização - Transforma planos e decisões em ações a nível da campo.
ORIGENS DAS ORGANIZAÇÕES DE ADMINISTRAÇÃO DE 
DESASTRES
Primeira organização de resposta à emergências no mundo ocidental: Roma,
6 A.C. O Imperador Augustus.
Organização de vigilância e luta permanente contra os incêndios.
Estava então criado o “Vigiles”, composto de sete “cohortes” (batalhões)
compostos de cerca de 560 homens cada, estando assim criada a primeira
organização de controle de emergências.
ORIGENS DAS ORGANIZAÇÕES DE ADMINISTRAÇÃO DE 
DESASTRES
Primeiro desastre da Era Moderna: Terremoto de Lisboa (01/11/1755)
Magnitude Ritcher de 9.0
85% dos edifícios foram destruídos
Um tsunami de 30 metros de altura varreu a Baixa de Lisboa
Cerca de 90.000 pessoas morreram
Nas partes altas da cidade candeeiros e fornos acesos criaram um violento incêndio,
que destruiu inúmeras residências.
Primeiro Ministro Sebastião de Melo (Marquês de Pombal): exécito cercou a cidade,
evitando saques e roubos de comida, o preço da comida foi tabelado, cortou
impostos sobre pescados, liberou jogar corpos ao mar.
Necessidade da Elaboração de Planos de 
Emergência
• Considerável aumento dos riscostecnológicos;
• Acidentes ocorridos inicialmente em indústrias nucleares e em outros parques 
tecnológicos ocorridos principalmente a partir da década de 70;
• Segurança ambiental (Proteção contra impactos ambientais);
• Vazamento de dioxina em Seveso, Itália, 1976;
• Vazamento de Isocianato de Metila (MIC) em Bhopal, Índia, 1984;
• Incêndio e descarga de águas contaminadas no Reno, 1984.
Necessidade da elaboração de Planos de 
Emergência
Esses acidentes levaram a comunidade internacional a estabelecer os
seguintes protocolos que visavam a segurança comunidades ao redor das instalações
industriais:
• Diretriz Seveso (Partes I e II) (Riscos industriais UE, 1982);
• Plano APELL (UNEP – United Nations Environmental Program);
• EPCRA (Emergency Planning and Community Right-to-Know Act)- 1986 (was
created to help communities plan for chemical emergencies).
Necessidade da Elaboração de Planos de 
Emergência
Necessidade da Elaboração de Planos de 
Emergência
Plano de Emergência
Sistematização de um conjunto de normas e regras de procedimentos,
destinadas a minimizar os efeitos dos desastres que se prevê que venham a ocorrer
em determinadas áreas sob determinadas condições, gerindo de forma otimizada o
emprego de recursos e a participação de pessoal técnico-especializado para lidar
com eles.
Plano de Emergência
Emergência
CLASSIFICAÇÃO 
De acordo com as características da emergência a avaliação e ação, são definidas pela
Brigada de Emergência como:
• Emergência de Pequenas Proporções
É aquela em que, ao se iniciar pode ainda ser sanada facilmente com os recursos disponíveis
na empresa.
• Emergência de Grandes Proporções
É aquela em que os recursos disponíveis no local tornam-se ineficazes ao combate e
controle do sinistro.
Evacuação
PLANO DE EVACUAÇÃO
Tipos de Evacuação
• Parcial
Ocorre quando da desocupação apenas dos ocupantes da área sinistrada.
• Total
Ocorre quando da desocupação de todos os ocupantes da edificação
sinistrada.
Procedimentos de Evacuação
• Características das instalações
• Todos os integrantes devem conhecer as rotas de fuga e saídas de 
emergências da edificação
Plano de Emergência
O PAE apresenta os procedimentos de resposta às situações
emergenciais que eventualmente possam vir a ocorrer nas instalações
da empresa, além de definir as atribuições e responsabilidades dos
envolvidos, de forma a propiciar as condições necessárias para o pronto
atendimento às emergências, por meio do desencadeamento de ações
rápidas e seguras.
Plano de Emergência
Procedimentos:
• Mobilização e desmobilização
• Resgate de vítimas
• Atribuições e responsabilidades específicas a determinadas pessoas/setores
• Comunicação com órgãos externos
• Providências para resposta interna à emergência
• local de encontro das equipes de emergência e dos evacuados
Características 
• Simplicidade – Ao ser elaborado de forma simples e concisa, será bem
compreendido, evitando confusões e erros por parte dos executantes;
• Flexibilidade – Um plano não pode ser rígido. Deve permitir a sua adaptação a
situações não coincidentes com cenários inicialmente previstos;
• Dinamismo – Deve ser atualizado em função do aprofundamento da análise de
riscos e da evolução quantitativa e qualitativa dos meios disponíveis; Adequação –
Deve estar adequado à realidade da instituição e aos meios existentes;
• Adequação – Estar adequado à realidade da instituição e aos meios existentes;
• Precisão – Deve ser claro na atribuição das responsabilidades.
Plano de Emergência
Quem pode elaborar ??????
Profissional habilitado.
3.10 profissional habilitado (NBR 15219 - Plano de emergência contra incêndio —
Requisitos)
Profissional com formação em prevenção, combate a incêndio e abandono de área, com 
carga horária mínima de 200 h para risco baixo, 300 h para risco médio ou 400 h para risco 
alto; primeiros-socorros com carga horária mínima de 60 h para risco baixo, 120 h para 
risco médio ou 240 h para risco alto; e análise de risco com carga horária mínima de 60 h 
para risco baixo, 100 h para risco médio ou 140 h para risco alto. Ou profissional que tenha 
elaborado planos de emergência contra incêndio nos últimos cinco anos, específicos para o 
risco baixo, médio ou alto, confirmados por atestado de capacitação técnica emitido por
instituição ou empresa de notório reconhecimento no Brasil. 
Plano de Emergência
NBR 15219
3.11 risco: Propriedade de um perigo promover danos, com possibilidade de perdas 
humanas, ambientais, materiais e/ou econômicas, resultante da combinação entre 
freqüência esperada e consequência destas perdas.
3.12 risco alto: Planta com carga de incêndio acima de 1 200 MJ/m².
3.13 risco baixo: Planta com carga de incêndio até 300 MJ/m².
3.14 risco iminente: Risco que requer ação imediata.
3.15 risco médio: Planta com carga de incêndio entre 300 e 1 200 MJ/m² 
Finalidade do PAE
Promover a integração das ações de resposta às emergências entre as
diversas áreas da empresa e desta com outras instituições, possibilitando, assim o
desencadeamento de medidas integradas e coordenadas, de modo que os resultados
esperados possam ser alcançados; ou seja, a minimização de danos às pessoas e/ou
ao patrimônio, bem como em relação aos eventuais impactos ambientais.
Revisões do PAE
Quando houver modificações nas instalações, processo ou ainda em
decorrência de constatações feitas durante a avaliação de situações reais de
emergências ou exercícios simulados que possam agregar informações importantes
nas ações de resposta previstas neste plano.
Disciplinar e determinar os procedimentos a serem adotados pelos
colaboradores em geral durante a ocorrência de situações de emergência nas
instalações da empresa, de forma a propiciar as condições necessárias para o pronto
atendimento às emergências, por meio do desencadeamento de ações rápidas e
seguras.
Objetivos
Orientar os empregados, prestadores de serviços e visitantes para que possam de forma
organizada, atuar e controlar uma situação de emergência quer seja evacuando o Edifício ,
combatendo sinistros ou prestando atendimento de primeiros socorros, visando:
• Salvar vidas e prevenir lesões;
• Reduzir ao mínimo os danos às instalações, a comunidade e ao Meio Ambiente;
• Reiniciar as operações produtivas o mais rápido possível;
• Resguardar a imagem institucional da empresa;
• Atender aos requisitos básicos do Corpo de Bombeiros, e da Lei do Ministério do Trabalho e 
Emprego MTE nº. 6.514/77 e Portaria nº. 3.214/78 - Norma Reguladora – NR 23.
Objetivos
Objetivos
Para que os objetivos possam ser alcançados são estabelecidos os seguintes
pressupostos:
• Identificação dos perigos que possam resultar em maiores acidentes;
• Definição das atribuições e responsabilidades;
• Preservação do patrimônio da empresa, da continuidade operacional e da
integridade física de pessoas;
• Treinamento de pessoal habilitado para operar os equipamentos necessários ao
controle das emergências;
• Minimização das consequências e impactos associados;
• Estabelecimento das diretrizes básicas, necessárias para atuações emergenciais;
• Disponibilização de recursos para o controle das emergências.
Estrutura Organizacional
Acionamento do Plano
• Detectar uma emergência deve comunicar imediatamente no ramal de
emergência. Posteriormente ao Líder da Brigada de emergência local, para que
este se dirija ao local sinistrado e avalie o cenário, adotando as ações de combate
iniciais e comunicando o Coordenador Geral de Emergência.
• Caso a emergência não seja controlada, podem ser solicitados recursos adicionais.
Abandono de Área
• Aviso sonoro
• Rotas de fuga
• Ponto de encontro
• Conferência dos colaboradores
• Equipe bem treinada (Brigada de Emergência).
Procedimentos Abandono de Área
• Pare o que estiver executando;
• Se possível desligue a máquina ou aparelho que estiver usando;
• Feche o gás ou qualquer chama aberta;
• Ao sair, feche as porta se janelas (não as tranque);
• Desobstrua passagens caso necessário;
• Dirija-se à saídaindicada mantendo-se em fila e aguardando distância segura do colaborador da
frente;
• Movimente-se de modo rápido e ordeiro, NÃO CORRA;
• Mantenha-se em grupo após a saída para facilitar a conferência;
• Na presença de fumaça, movimentar-se abaixado;
• Se a emergência for incêndio e estiver usando roupa de nylon, tire-a do corpo e carregue na mão;
• Seguir as instruções dos membros da brigada de incêndio;
• Dirija-se ao ponto de encontro onde haverá esclarecimentos do fato.
Procedimentos Abandono de Área
• Não corra sem saber para onde;
• Não atrase a fim de não atrapalhar a fila;
• Não use sapatos de salto alto;
• Não grite e nem faça barulho desnecessário;
• Não ria e nem fume;
• Não cause qualquer confusão ou brincadeiras;
• Não fique nos sanitários, vestiários ou qualquer outro compartimento;
• Não volte para apanhar roupas ou outros objetos esquecidos;
• Não use elevadores ou saídas designadas para outros fins;
• Não demore em atender as instruções.
Procedimentos Abandono de Área
• Posicione-se nas saídas;
• Controlar os colaboradores, evitando pânico;
• Orientar os colaboradores para as saídas, em ordem;
• Prestar os primeiros socorros, caso haja necessidade;
• Realizar buscas nos pisos e locais fechados;
• Cronometrar o tempo da evacuação.
Defesa Civil/Proteção Civil 
• Acidente - Evento definido ou uma sequência de eventos fortuitos e não planejados que geram
uma consequência específica em termos de danos.
• Alerta - Estado anterior a ocorrência de um desastre, declarado com a finalidade de se tomar
precauções específicas, devido a provável e próxima ocorrência de um evento destrutivo.
• Calamidade - Desgraça pública, flagelo, grande desgraça ou infortúnio.
• Catástrofe - Grande desgraça, acontecimento funesto e lastimoso, desastre de grandes
proporções envolvendo alto número de vítimas e/ou danos severos.
• Dano - Medida que define a intensidade ou severidade da lesão resultante de um acidente ou
evento adverso, perda humana, material ou ambiental, física ou funcional, que pode resultar,
caso seja perdido o controle sobre um risco. Intensidade das perdas humanas, materiais ou
ambientais, induzidas ás pessoas, comunidades, instalações, instituições e ecossistemas, como
conseqüência de um desastre. Os danos podem se classificar em:
1 - Danos materiais 2 - Danos ambientais 3-Danos ou perdas humanas: que são mortos, feridos
graves, feridos leves, enfermos, mutilados, desalojados, desabrigados
Conceitos
Desalojados - foram obrigados a abandonar suas habitações, temporária ou
definitivamente, em função de evacuações preventivas, destruição ou avaria e que,
não necessariamente, necessitam ser abrigados pelo Sistema de Defesa
Civil/Proteção Civil.
Desabrigados - indivíduos desalojados que necessitam de ajuda do Sistema de
Defesa Civil/Proteção Civil para a provisão de abrigo ou albergue.
Deslocados - indivíduos que foram obrigados a abandonar a localidade ou região
onde residiam, como consequência de desastres.
l. Defesa Civil:
Conjunto de ações preventivas (situação de normalidade), de
socorro, assistenciais e recuperativas (situação de anormalidade)
destinadas a evitar desastres e minimizar seus impactos para a
população e restabelecer a normalidade social.
Defesa Civil
Defesa Civil
A DC tem por finalidade garantir o direito natural, reconhecido
pela Constituição, à incolumidade física e patrimonial e à vida, em
circunstâncias de desastres, naturais ou humanos, para todos os
cidadãos residentes no território brasileiro.
Desastre - resultado de eventos adversos naturais ou humanos sobre
um ecossistema vulnerável, causando danos humanos, materiais,
ambientais e conseqüentes prejuízos econômicos, culturais e sociais.
JAPÃO RIO DE JANEIRO
ALAGOAS
DESASTRES
INDONÉSIA
Defesa Civil
Entidade ou órgão criado em âmbito nacional, estadual e municipal,
com atribuições específicas. (Nacional - Defesa Civil Nacional, nos estados -
Coordenadoria de Defesa Civil Estadual e nos municípios - Coordenação de
Defesa Civil).
Sua principal missão ou atividade é, quando no acontecimento de um
evento adverso (alagamento, deslizamento, tornado, desmoronamento,
vendaval, enchente etc.), socorrer as pessoas ou comunidades atingidas,
afim deminimizar as situações de adversidades em que elas se encontram.
Na normalidade, as atividades focam-se na educação e orientação
das comunidades sobre procedimentos e condutas de como proceder na
ocorrência destes eventos, e também de como a sociedade civil pode auxiliar
com diversos cuidados que devem ser adotados no dia a dia com o propósito
de que, futuramente, estas ocorrências não aconteçam
Fases de Atuação
Preventiva: Desenvolvida em períodos de normalidade, é fase de extrema importância, por
ser o momento de elaboração de planos e dos exercícios simulados, destinados ao
desenvolvimento e aperfeiçoamento do sistema de autodefesa, conforme os riscos de cada
região ou município.
Socorro: os trabalhos desta fase atuam direto nos efeitos da ocorrência e são
desenvolvidos com emprego coordenado de pessoal treinado dos vários órgãos envolvidos,
conforme planos preestabelecidos. É a fase, por exemplo, da extinção do incêndio, resgates
de vítimas, evacuação etc.
Assistencial: os trabalhos da fase assistencial ocorrem concomitante ou logo depois do
impacto violento da emergência. Constituem-se no abrigo, alimentação e assistência
médica à população atingida.
Recuperativa: a fase recuperativa nas obras para reparos dos danos é a mais longa e
onerosa. É o período dos investimentos, visando a volta à normalidade da área atingida,
recuperando as condições anteriores da vida comunitária. Neste período, fecha-se o ciclo
do atendimento da emergência e inicia-se a prevenção de novos desastres.
Defesa Civil
O desastre não é o evento adverso mas a consequência do mesmo.
A intensidade do desastre é medida em função da grandeza dos danos
e prejuízos provocados.
Para que exista desastre, é necessário que:
• ocorra um evento adverso de magnitude suficiente para produzir danos e
prejuízos;
• o ecossistema seja vulnerável aos efeitos do evento adverso;
• interação entre os efeitos físicos, químicos e/ou biológicos do evento
adverso e os corpos receptores existentes no sistema vulnerável, em que
resultem danos ou prejuízos imensuráveis.
Estado de Calamidade Pública
• Reconhecimento legal pelo Poder Público de situação anormal
provocada por desastre, causando sérios danos á comunidade
afetada, inclusive á incolumidade e/ou a vida de seus integrantes. A
decretação de Situação de Emergência ou de Calamidade Pública
depende, antes de tudo, da capacidade de resposta local e da maior
ou menor necessidade de apoio e coordenação externa e da
agilização de medidas administrativas.
• Evento Adverso - Acidente ou acontecimento prejudicial. Pode
provocar efeitos físicos, que podem ser mecânicos ou irradiantes,
químicos e/ou biológicos. São os efeitos dos eventos que, atuando
sobre os corpos receptores, provocam danos ou lesões.
Durante a I Guerra Mundial (1914 – 1918), balões dirigíveis da Marinha Alemã efetuaram
incursões contra a Grã-Bretanha.
As possibilidades abertas pelo bombardeio de áreas urbanas iniciaram vários estudos,
projetando-se as consequências e tentando criar contra-medidas.
A destruição de Guernica precipitou a tomada de uma série de medidas pelo governo
britânico como:
ü remoção de crianças das áreas de Londres e sudeste para o interior do país;
ü treinamento de pessoal para combate a incêndios, prestação de primeiros socorros, e
salvamento
Defesa Civil no Mundo
Em decorrência da exposição da população a Inglaterra montou uma organização
denominada Civil Defense, que tinha o objetivo de preparar e organizar a população, no
sentido de minimizar os danos causados, quando do ataque de inimigos.
Defesa Civil no Mundo
Defesa Civil no Brasil
Com a participação do Brasil na 2ª Guerra Mundial em 1942, preocupado com a Segurança
Global da População, o Governo Federal, criou o Serviço de Defesa Passiva Antiaérea (Ministérioda
Aeronáutica), e a obrigatoriedade do ensino da defesa passiva em todos os estabelecimentos de
ensino, oficiais ou particulares existentes no país.
DEFESA CIVIL
EVENTO ADVERSO
Ocorrência desfavorável, prejudicial, imprópria. Acontecimento que traz prejuízo, infortúnio. Fenômeno
causador de um desastre.
PREJUÍZO
Medida de perda relacionada com o valor econômico, social e patrimonial de um determinado bem, em
circunstâncias de desastre.
DEFESA CIVIL
RECURSO
Conjunto de bens materiais, humanos, institucionais e financeiros utilizáveis em caso de desastre e
necessários para o restabelecimento da normalidade.
DESASTRE
É o resultado de eventos adversos, naturais ou provocados pelo homem, sobre um ecossistema (cenário)
vulnerável, causando danos humanos, materiais e/ou ambientais e consequentes prejuízos econômicos e
sociais.
DEFESA CIVIL
CLASSIFICAÇÃO DOS DESASTRES
QUANTO A
INTENSIDADE
QUANTO A
EVOLUÇÃO
QUANTO A
ORIGEM
QUANTO A
PERIODICIDADE
DEFESA CIVIL
QUANTO A INTENSIDADE
NÍVEL I - Desastres de Média Intensidade 
NÍVEL II - Desastres de Grande Intensidade 
DEFESA CIVIL
QUANTO A INTENSIDADE
DESASTRES DE NÍVEL I
São aqueles em que os danos e prejuízos são suportáveis e superáveis pelos governos locais e a situação 
de normalidade pode ser restabelecida com os recursos mobilizados em nível local ou complementados com o 
aporte de recursos estaduais e federais. 
DEFESA CIVIL
QUANTO A INTENSIDADE
DESASTRES DE NÍVEL II
São aqueles em que os danos e prejuízos não são superáveis e suportáveis pelos governos locais, mesmo 
quando bem preparados, e o restabelecimento da situação de normalidade depende da mobilização e da ação 
coordenada das três esferas do Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil e em alguns casos de ajuda 
internacional.
DEFESA CIVIL
QUANTO A INTENSIDADE
ü Os desastres de nível I ensejam a Decretação de Situação de Emergência.
ü Os desastres de nível II ensejam a Decretação de Estado de Calamidade Pública.
DEFESA CIVIL
Situação de Emergência:
É a alteração intensa e grave das condições de normalidade em um determinado Município, Estado ou
Região, decretada em razão de desastre, comprometendo parcialmente sua capacidade de resposta.
DEFESA CIVIL
Estado de Calamidade Pública
É a alteração intensa e grave das condições de normalidade em um determinado Município, Estado ou
Região, decretada em razão de desastre, comprometendo substancialmente sua capacidade de resposta.
DEFESA CIVIL
CLASSIFICAÇÃO
QUANTO A EVOLUÇÃO
ü SÚBITOS OU DE EVOLUÇÃO AGUDA
ü GRADUAIS OU DE EVOLUÇÃO CRÔNICA
Situação de Emergência e Estado Calamidade 
Pública 
• Estado de Calamidade Pública - Reconhecimento legal pelo Poder
Público de situação anormal provocada por desastre, causando sérios
danos á comunidade afetada, inclusive á incolumidade e/ou a vida de
seus integrantes. A decretação de Situação de Emergência ou de
Calamidade Pública depende, antes de tudo, da capacidade de
resposta local e da maior ou menor necessidade de apoio e
coordenação externa e da agilização de medidas administrativas.
Situação de Emergência
• QUEM DECRETA - Órgãos de monitoramento meteorológico e da
defesa civil
• EM QUE CASOS - Desastres de grande porte
• DURAÇÃO - Indeterminada
• Temporais, incêndios em áreas extensas, rompimento de barragens,
por exemplo.
Estado Calamidade Pública
• QUEM DECRETA - Prefeituras, estados e o governo federal
• EM QUE CASOS - Desastres grandes e com muitas vítimas
• DURAÇÃO - No máximo 180 dias
• Chuvas, alagamentos fora de controle, associados a desastres como
deslizamentos de terra, e muitas mortes. Um exemplo foi o furacão
Catarina, que, em 2004, colocou várias cidades no sul do Brasil em
estado de calamidade pública. Os governos podem fazer compras
sem licitação.
DEFESA CIVIL
CLASSIFICAÇÃO
QUANTO A EVOLUÇÃO
SÚBITOS OU DE EVOLUÇÃO AGUDA
Caracterizam pela velocidade com que o processo evolui e pela violência dos eventos adversos
causadores dos mesmos.
DEFESA CIVIL
CLASSIFICAÇÃO
QUANTO A EVOLUÇÃO
GRADUAIS OU DE EVOLUÇÃO CRÔNICA
Caracterizam por evoluírem em etapas de agravamento progressivo.
DEFESA CIVIL
CLASSIFICAÇÃO
QUANTO A ORIGEM
ü NATURAIS
ü TECNOLÓGICOS
DEFESA CIVIL
CLASSIFICAÇÃO
QUANTO A ORIGEM
NATURAIS
Causados por processos ou fenômenos naturais que podem implicar em perdas
humanas ou outros impactos à saúde, danos ao meio ambiente, à propriedade,
interrupção dos serviços e distúrbios sociais e econômicos.
DEFESA CIVIL
CLASSIFICAÇÃO
QUANTO A ORIGEM
TECNOLÓGICOS
Originados de condições tecnológicas ou industriais, incluindo acidentes,
procedimentos perigosos, falhas na infraestrutura ou atividades humanas
específicas.
Queda de Satélites
Artificiais
DEFESA CIVIL
CLASSIFICAÇÃO
QUANTO A PERIODICIDADE
ü ESPORÁDICO 
ü CÍCLICO OU SAZONAL
DEFESA CIVIL
CLASSIFICAÇÃO
QUANTO A PERIODICIDADE
ESPORÁDICOS
São desastres que ocorrem raramente com possibilidade limitada de
previsão.
DEFESA CIVIL
CLASSIFICAÇÃO
QUANTO A PERIODICIDADE
CÍCLICOS OU SAZONAIS
Ocorrem periodicamente e guardam relação com as estações do ano e os fenômenos associados.
DEFESA CIVIL
AGENTE DE DEFESA CIVIL
É o Agente Público que tem por missão, o poder e o dever de agir, objetivando o zelo da saúde
e da segurança da comunidade e seus membros, prevenindo e evitando a ocorrência de acidentes
que possam por em risco o patrimônio e a integridade dos demais cidadãos.
DEFESA CIVIL
Agente Honorífico
Enquadram-se os particulares indicados oficialmente como Agente de Defesa Civil, para
prestarem sua honorabilidade ou notória capacidade profissional, embora sem nenhum vínculo
empregatício, ou estatutário e sem remuneração, em regra.”
DEFESA CIVIL
Serviço Voluntário
É a atividade não remunerada, prestada por pessoa física a entidade pública de qualquer
natureza ou instituição privada de fins não lucrativos, que tenha objetivos cívicos, culturais,
educacionais, científicos, recreativos ou de assistência social.
DEFESA CIVIL
POLÍTICA NACIONAL DE PROTEÇÃO E DEFESA CIVIL – PNPDC
Aprovada pela Lei 12.608, de 10/04/2012. 
Art. 2º É dever da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios adotar as medidas
necessárias à redução dos riscos de desastre.
Diretrizes e Objetivos
Art. 3o Abrange as ações de prevenção, mitigação, preparação, resposta e recuperação
voltadas à proteção e defesa civil.
DEFESA CIVIL
Parágrafo único. A PNPDEC deve integrar-se às políticas de ordenamento territorial,
desenvolvimento urbano, saúde, meio ambiente, mudanças climáticas, gestão de recursos hídricos,
geologia, infraestrutura, educação, ciência e tecnologia e às demais políticas setoriais, tendo em
vista a promoção do desenvolvimento sustentável.
Art. 4º São diretrizes da PNPDEC:
I - atuação articulada entre a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios para redução de
desastres e apoio às comunidades atingidas;
III - a prioridade às ações preventivas relacionadas à minimização de desastres;
DEFESA CIVIL
Art. 5o São objetivos da PNPDEC:
I - reduzir os riscos de desastres;
II - prestar socorro e assistência às populações atingidas por desastres;
III - recuperar as áreas afetadas por desastres;
XIII - desenvolver consciência nacional acerca dos riscos de desastre;
DEFESA CIVIL
Órgãos Estaduais e Municipais 
- Coordenadorias Estadual de Defesa Civil – CEDEC ou Secretaria de Estado de Defesa Civil .
- Coordenadoria Municipal de Defesa Civil – COMDEC ou Secretaria Municipal de Defesa Civil.
SECRETARIA DE ESTADO DE DEFESA CIVIL DO DISTRITO FEDERAL
Agentes Centrais
ü Governador do Distrito Federal - Agente Tomador de Decisões;
ü Secretário de Estado de Defesa Civil - Agente Executor Central.
DEFESA CIVIL
MISSÕES DO SIDEC/DF (Secretaria de Estado da Defesa Civil do Distrito Federal)
- Prevenir e minimizar os riscos e as perdas a que estão sujeitos a população, os recursos e bens
materiais de quaisquer natureza, em razão da ocorrência de fatores anormais ou calamidades;- Reparar os serviços vitais;
- Preservar o moral e estabelecer o bem-estar da população.
DEFESA CIVIL
Qual importância da COMDEC para o SINPDEC?
Como é no Município que os desastres acontecem e a ajuda externa normalmente demora a
chegar, é importante que a comunidade e o Governo Municipal estejam conscientes da necessidade
de uma COMDEC e de associações comunitárias que visem à segurança da coletividade.
DEFESA CIVIL
Mentalidade e Conceitos existentes no Brasil
“Defesa Civil e Atenção aos Desastres são, basicamente: atuar durante ou 
depois da ocorrência do desastre.”
DEFESA CIVIL
FUNCIONAMENTO DE UMA COMDEC
• Período de Normalidade 
• Período de Anormalidade
DEFESA CIVIL
Período de Normalidade
É no período de normalidade que a COMDEC se prepara para atuar, de forma eficaz, e as ações
mais importantes a serem desenvolvidas dizem respeito a:
Prevenção – tem por objetivo reduzir a incidência dos desastres, ou minimizar seus efeitos
adversos;
Preparação – tem por objetivo preparar os órgãos do Sistema Nacional de Proteção e Defesa
Civil no município, e a comunidade, para garantir uma resposta adequada aos desastres e
minimizar os danos e prejuízos.
DEFESA CIVIL
Período de Anormalidade
No período de anormalidade as atividades estão voltadas ao atendimento aos desastres por
intermédio de ações de Resposta aos desastres e Reconstrução.
Durante o Período de Socorro:
ü combate a sinistros;
ü resgate de feridos e mortos;
ü busca e salvamento;
ü primeiros socorros;
ü atendimento pré-hospitalar.
DEFESA CIVIL
Durante o Período de Assistência
Atendimento médico e hospitalar de vítimas;
Suprimento de água potável, alimentos e material para a sobrevivência (cobertores,
colchonetes, agasalhos, medicamentos essenciais etc).
Vigilância epidemiológica de doenças transmissíveis, desnutrição, doenças cardiovasculares
e transtornos mentais (comportamento);
DEFESA CIVIL
Durante o Período de Reabilitação
- Mobilização das equipes de demolição e remoção de escombros;
- Serviços essenciais: energia elétrica, água potável, comunicações, rede de esgotos,
coleta de lixo, suprimento de alimentos, combustíveis, etc.
- Limpeza, descontaminação, desinfecção, desinfestação.
DEFESA CIVIL
Durante o Período de Reconstrução
- Estruturas (pontes, estradas, etc) e serviços públicos essenciais;
- Economia da área afetada;
- Relocação da população e construção de moradias seguras e de baixo custo para
populações de baixa renda.
DEFESA CIVIL
NÚCLEO COMUNITÁRIO DE DEFESA CIVIL - NUDEC
Formado por um grupo comunitário organizado em um distrito, bairro, rua, edifício, associação
comunitária, entidade, entre outros, que participa de atividades de defesa civil como voluntário.
OBJETIVO:
Envolver a comunidade, no processo de construção de um ambiente favorável a mudanças de
comportamento, tendo como princípio a mitigação dos riscos e desastres nas áreas de maior
vulnerabilidade no município.
Sistema de Comando de Incidentes
Sistema de Comando de Incidentes
Ferramenta de gerenciamento de incidentes padronizada para todos os
tipos de sinistros, que permite a seu usuário adotar uma estrutura organizacional
integrada, para suprir as complexidades e demandas de incidentes únicos ou
múltiplos, independente das barreiras jurisdicionais.
Sistema de Comando de Incidentes
Sistema de Comando de Incidentes
S – Sistema - Combinação de partes coordenadas para um mesmo 
resultado, com a finalidade de formar um conjunto, com ordenamento 
de elementos interdependentes relacionados entre si e com seu 
entorno.
C – Comando - Ação e efeito de impulsionar, designar, orientar e 
conduzir os recursos.
I - Incidente - Evento de causa natural ou provocado por ação humana 
que requer a intervenção de equipes dos serviços de emergência para 
proteger vidas, bens e ambiente.
Sistema de Comando de Incidentes
• Tremores de terra; 
• Explosões;
• Incêndios em instalações e depósitos de inflamáveis;
• Incêndios florestais em áreas de relevante interesse ecológico e que 
fujam ao controle dos órgãos que têm atribuições específicas para 
combatê-los;
• Acidentes no transporte aéreo, rodoviário, ferroviário, aquático e 
metroviário;
• Incidentes com produtos perigosos;
Sistema de Comando de Incidentes
• Acidentes em estruturas industriais;
• Intoxicações coletivas;
• Acidentes relacionados a substâncias e equipamentos radioativos;
• Desastres relacionados à contaminação de mananciais e sistemas de 
abastecimento de água;
• Desastres relacionados a riscos de colapso ou exaurimento de recursos 
energéticos;
• Pânico em eventos planejados, como celebrações, desfiles, concertos, visitas de 
dignitários, competições esportivas, grandes aglomerações de público;
• Desastres relacionados à construção civil: patologias das edificações, 
desabamentos de prédios, viadutos, pontes, dentre outros;
• Rompimento de barragens; Tufões, tornados, vendavais, tempestades, 
alagamentos e inundações;
Princípios do SCI
o SCI adota 9 (nove) princípios que permitem assegurar o deslanche 
rápido, coordenado e efetivo dos recursos, minimizando a alteração 
das políticas e dos procedimentos operacionais próprios das 
instituições envolvidas. São eles:
Princípios do SCI
Princípios do SCI
1. Terminologia comum
• Empregar nomes comuns para recurso;
• Nomes comuns a instalações;
• Funções e níveis do sistema organizacional;
• Recursos;
• Instalações
Área de Espera – E; Heliponto - H1; Oficial de Segurança; Área de 
concentração de vítimas – ACV; Posto de Comando do Incidente – PC;
Comandante do Incidente – CI. 
Princípios do SCI
2- Comunicações integradas:
A organização do SCI tem previsto um plano de distribuição de canais e
freqüências de comunicação com procedimentos operacionais
padronizados, linguagem clara, freqüências comuns e a mesma
terminologia, sem códigos.
Princípios do SCI
3- Comando unificado
Aplica-se quando várias instituições com competência técnica e 
jurisdicional promovem acordos conjuntos para comandar um 
incidente em que cada instituição conserva sua autoridade, 
responsabilidade e obrigação. No comando unificado, as instituições 
contribuem no processo para:
Planejar de forma conjunta as atividades; Determinar os objetivos 
para o período operacional; Conduzir as operações de forma 
integrada; Otimizar o uso dos recursos; e Designar as funções do 
pessoal sob um só plano de ação do incidente.
Princípios do SCI
4 - Alcance de controle 
• O alcance de controle é definido como o número de indivíduos que 
uma pessoa pode supervisionar com efetividade; 
• De 1 - 7 recomendado - 3 a 5 Ótimo 
Princípios do SCI
4 - Alcance de controle 
Princípios do SCI
5- Plano de Ação no Incidente
Plano de Ação no Incidente (PAI) - É um planejamento especifico para
responder a um incidente. A grande maioria dos incidentes não
necessita de um PAI escrito, mas sim mental, uma vez que, para o
período inicial (fase reativa), ou seja, as primeiras 4 (quatro) horas do
incidente, ele não se faz necessário. O plano se apresenta com a
seguinte estrutura: objetivos, estratégias e táticas .
Princípios do SCI
Princípios do SCI
6 – Instalações Padronizadas
Não significa uma edificação ou construção. Em muitos casos o próprio Posto
de Comando (PC) pode ser um apenas um local no terreno, identificado por
uma placa.
Ao estabelecer instalações levar em conta:
• Necessidades prioritárias
• Tempo em que cada instalação estará em operação
• Custo do estabelecimento e da operação da instalação
• Elementos ambientais que podem afetar
• Capacidade de pessoal para garantir seu funcionamento
Princípios do SCI
Princípios do SCI
7 - Organização modular:
A estrutura modular do SCI deve ser desenvolvida segundo o tipo de 
incidente, sua magnitude e sua complexidade. Para cada incidente a 
organização estrutural vai-se ajustando segundo as características de 
cada incidente e a quantidade de recursos necessários. 
A primeira pessoa que chega à cena, com capacidade operacional,deve 
assumir inicialmente o comando do incidente e todas as funções até 
que as delegue (Comandante do incidente - CI).
Princípios do SCI
8 – Cadeia de Comando
No SCI, cada pessoa responde e informa somente a uma pessoa
designada (comandante do incidente, oficial, chefe, encarregado,
coordenador, líder ou supervisor), proporcionando a eficácia no
cumprimento das ordens.
Princípios do SCI
8 – Cadeia de Comando
Princípios do SCI
9- Manejo Integral dos Recursos
Garante:
• Otimização
• Controle e contabilidade dos recursos
• Diminuição das intromissões
• Segurança do pessoal
Cada recurso no incidente passa a fazer parte do SCI, independente da
instituição a que pertença.
Funções do SCI
Durante o atendimento a um incidente, o comandante do incidente (CI), inicialmente,
desempenha todas as funções. Na medida em que o incidente cresça em magnitude ou complexidade e
necessidade de pessoal, o CI poderá ativar seções e designar responsáveis para dirigi-las
O SCI está baseado em 8 funções:
Comando do incidente; 
Planejamento; 
Operações; 
Logística; 
Administração e finanças; 
Segurança;
Informação pública; 
Ligação. 
Estrutura do SCI
Para que todas as atividades sejam realizadas de forma coordenada, deve-se 
manter uma organização, e em cada nível da organização do SCI as posições e os 
responsáveis têm títulos diferentes que devem ser conhecidos por aqueles que trabalham 
com esse sistema.
Seções - Níveis da estrutura que têm a responsabilidade de uma área funcional principal 
no incidente (Planejamento, Operações, Logística, Administração e Finanças).
Setor - Nível da estrutura com responsabilidade funcional ou geográfica designada pelo CI, 
sob direção de um chefe de seção.
Divisão - Nível da estrutura que tem a responsabilidade de atuar dentro de uma área 
geográfica definida.
Grupo - Nível da estrutura que tem a responsabilidade de uma designação funcional 
específica. Os grupos cobrem funções específicas de operação
Unidade - Nível da estrutura que tem a função de apoiar as atividades de planejamento, 
logística e de administração e finanças.

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