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ESTATÍSTICA APLICADA 
AULA 2 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Prof. Rodolfo dos Santos Silva 
 
 
2 
CONVERSA INICIAL 
Olá, alunos e alunas do Curso de Serviço Social, estamos iniciando com 
este texto a fundamentação teórica para a nossa segunda aula do curso de 
Estatística Aplicada. Por meio do primeiro texto, deste texto e de outros quatro 
textos e de nossas aulas gravadas, você poderá acompanhar o desenvolvimento 
da disciplina e resolver alguns exercícios e atividades propostas. No texto 
número 1, você viu a importância da Estatística como instrumento fundamental 
de análise da realidade social e como forma de tomar decisões. Aprendeu que 
desmistificar as representações numéricas, os gráficos e as tabelas e quantidade 
de dados que elas apresentam é fundamental para o profissional de Serviço 
Social, pois representam uma fonte importante não só de informações, mas de 
poder. Compreendeu que com base na Estatística é possível melhorar o 
desenvolvimento do trabalho do profissional de Serviço Social e intervir com 
conhecimento para transformar as condições de vida da população. Dando 
continuidade ao processo de aprendizado, promovido por nossos materiais e por 
suas pesquisas individuais, vamos estudar o significado de população e amostra, 
a coleta de dados e os tipos de variáveis. Você também aprenderá sobre a 
representação dos dados por meio da distribuição de frequências em tabelas, 
das séries estatísticas e suas representações gráficas. 
Neste segundo texto, vamos estudar como organizar os dados com base 
na escolha da população e da amostra. Aprenderemos como realizar a Coleta 
de Dados e compreender melhor sobre as variáveis e os tipos de amostragens. 
Estudaremos também, como deve ser utilizada a amostragem para se fazer 
inferências. Veremos que para se fazer uma inferência devemos partir de uma 
amostra representativa da população, que pode ser qualitativa ou quantitativa. 
Entenderemos os vários tipos de amostragens, sua representatividade, sua 
imparcialidade e como sistematizá-las. Na prática, vamos aprender a coletar 
dados e construir uma amostragem com base em uma dada população. 
Também vamos enriquecer nosso saber aprendendo mais sobre as 
representações dos dados por meio de tabelas. Com a utilização das tabelas 
perceberemos a existência de séries estatísticas e, como estas, são 
fundamentais para a representação dos dados absolutos e dos dados relativos. 
 
 
3 
TEMA 1 – POPULAÇÃO E AMOSTRA 
1.1 População 
De acordo com Crespo (2009) e Bussab (2002), população é conjunto de 
indivíduos da mesma espécie, localizado em determinado espaço e tempo, que 
apresentam as mesmas características. Utiliza-se essa denominação para 
grupos de seres humanos, para grupos de animais e para grupos de vegetais. 
Porém, como nossa disciplina é aplicada ao Curso de Serviço Social, vamos 
estudar apenas com dados relacionados à população humana. 
Figura 1 – População e amostra 
 
1.2 Amostra 
É um conjunto de técnicas estatísticas que possibilita, por meio do 
conhecimento de uma parte (a amostra), obter informações sobre o todo 
(universo ou população). Ao observarmos uma determinada população de um 
bairro, a amostra é um subconjunto dessa população. A figura anterior busca 
ilustrar a relação entre o todo (a população) e a amostra (subconjunto do todo). 
 
 
 
4 
TEMA 2 – A COLETA DE DADOS E VARIÁVEIS QUALITATIVAS E VARIÁVEIS 
QUANTITATIVAS 
2.1 A coleta de dados 
Vamos supor que a prefeitura de um determinado município pretenda abrir 
uma escola em um bairro da periferia da cidade. Para a instalação dessa escola, 
existe a necessidade de obtenção de informações sobre os moradores e suas 
condições socioeconômicas. Para isso, um órgão de pesquisa do município vai 
realizar a coleta das informações necessárias. Cada família entrevistada 
fornecerá um ou mais resultados que denominamos de variáveis. No 
levantamento, as variáveis que surgirão, poderão ser qualitativas (sexo, religião, 
nível de escolaridade dos pais, estratificação social) ou quantitativas (número de 
filhos por família, idade, renda familiar) entre outras. 
Quando reunimos um conjunto de dados sobre uma determinada 
população, podemos obter várias informações (variáveis) sobre essa população. 
Sendo assim, uma informação sobre o sexo de toda a população, é uma 
característica comum que representará a variável sexo como representativa de 
toda a população. 
 Após a coleta de dados, o próximo passo é separar as variáveis em 
Variáveis Qualitativas e Variáveis Quantitativas. Como já vimos anteriormente, 
um conjunto de informações pode ser apresentado por variáveis, conforme o 
organograma representado a seguir. 
Figura 2 – Organograma 
 
 
 
5 
As variáveis qualitativas são denominadas dessa forma por representar 
atributos das variáveis pesquisadas, por exemplo: profissão, sexo, estado civil, 
religião, cor dos olhos, etnia, grau de instrução, entre outras. As variáveis 
qualitativas podem ser nominais, quando são reconhecidas por sua 
denominação (profissão, sexo, estado civil, religião) ou ordinárias quando são 
apresentadas por uma certa ordem ou hierarquia (grau de instrução). 
As variáveis quantitativas são denominadas dessa forma por serem 
apresentadas em formas numéricas, expressando quantidades, por exemplo: 
idade, estatura, peso, renda e número de filhos. As variáveis quantitativas 
discretas são aquelas expressas por números inteiros, como idade, renda e 
número de filhos. As variáveis quantitativas contínuas são aquelas expressas em 
quantidades de medidas como estatura e peso. 
TEMA 3 – APRESENTAÇÃO DOS DADOS EM TABELAS 
Com a coleta de dados, como vimos no item anterior, é necessário dispor 
as informações coletadas em tabelas. Para se montar uma tabela alguns passos 
devem ser seguidos: A primeira coisa a se fazer é escolher um título, que deve 
ser bem explicativo sobre o que contém a tabela. Depois é necessário decidir 
como será o corpo da tabela que deverá conter o cabeçalho, que indica o que 
a tabela contém (mantendo-se na linha horizontal) e uma coluna indicadora 
que destaca o que cada linha contém. O próximo passo é escrever um total. É 
importante ressaltar que nem todas as tabelas apresentam um total. O último 
passo a ser dado é a indicação da fonte. A fonte é obrigatória e deve estar 
colocada no rodapé da tabela. Para se fazer as tabelas, existem hoje vários 
programas, entre eles os mais utilizados são o Excell, porém devem seguir um 
determinado padrão de apresentação, conforme pode ser percebido, no 
exemplo, em sequência. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
6 
Tabela 1 – Distribuição de frequência responsável pela renda familiar por sexo 
 
TEMA 4 – SÉRIES ESTATÍSTICAS E REPRESENTAÇÕES GRÁFICAS 
No Tema 4, aprendemos como apresentar os dados por meio de Tabelas. 
Agora vamos aprender como demonstrar os resultados obtidos usando Gráficos. 
Para se representar as variáveis existem vários tipos de Gráficos. O melhor 
Gráfico é aquele que demonstra ser mais simples, de fácil compreensão e que 
expressa maior veracidade sobre o fenômeno em estudo. Para isso, vamos 
iniciar com os Gráficos Planos. Os Gráficos Planos são representações em 
desenhos que não se utilizam do recurso visual de profundidade. Definem-se em 
duas dimensões: altura e largura. Os principais tipos de Gráficos Planos mais 
comuns são: Diagrama de Colunas, Diagrama de Barras, Histograma e Polígono 
de Frequências. 
4.1 Diagrama de Colunas 
Os Diagramas de Colunas são gráficos planos, apresentados em formas 
de retângulos, definidos em função de sua altura e largura, traçados no eixo 
cartesiano ortogonal, colocando a variável no eixo das abcissas e a frequência 
relativa (%) no eixo das ordenadas. Veja o exemplo do Gráfico a seguir.7 
Figura 3 – Gráfico 
 Fonte: IBGE, 2008. 
4.1.1 Diagrama de Colunas conforme intervalos de frequência 
Os Diagramas de Colunas são representações gráficas apresentadas em 
formas de retângulos, definidas em função de sua altura e largura, traçados no 
eixo cartesiano ortogonal, colocando os intervalos de classe da frequência no 
eixo das abcissas e a frequência no relativa (%) no eixo das ordenadas. Observe 
o exemplo a seguir. 
Figura 4 – Gráfico 
Fonte: Instituto Pró-Criar, 2015. 
 
 
 
8 
4.2 Gráfico de Barras ou Diagrama de Barras Horizontal 
O Gráfico de Barras ou Diagramas de Barras Horizontal é uma 
representação gráfica, com colunas (em barras) dispostas horizontalmente, no 
eixo das ordenadas, e a frequência relativa (%) no eixo das ordenadas. 
Figura 5 – Gráfico 
Fonte: Dados hipotéticos para fins didáticos. 
4.3 Gráfico de Pizza 
O Gráfico de Pizza, é reconhecido por ser um gráfico de setor, em formato 
de círculo, que tem seu aspecto relacionado a uma pizza, no qual seu círculo é 
composto por um raio de representação de 100% dos dados. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
9 
Figura 6 – Gráfico 
Fonte: Highcharts.com. 
NA PRÁTICA 
Com base nos dados hipotéticos a seguir, calcule a amplitude total e 
defina o intervalo de classe, monte uma tabela e os represente por meio de um 
gráfico de colunas. 
Dados coletados hipoteticamente sobre a idade dos(as) chefes de família 
do Bairro Novo Horizonte: 25, 30, 37, 42, 46, 52, 27, 29, 33, 43, 54, 24, 40, 38, 
50, 39, 37, 44, 36, 35, 38, 35, 42, 49, 31, 51, 25, 27, 39, 28, 51, 34, 26, 37, 29, 
30, 53, 27, 32. 
FINALIZANDO 
Nesta aula você aprendeu sobre os diferentes tipos de variáveis, a 
distribuição de frequências e suas representações por meio de gráficos. 
Sobre isso é importante destacar que um diagrama de colunas, é uma 
representação gráfica da série estatística por meio de retângulos em colunas em 
sentido. Diagrama de barras, é também uma representação gráfica de uma série 
estatística por meio de retângulos postos horizontalmente. De acordo com 
Crespo (2009, p. 69), o “Histograma é formado por um conjunto de retângulos 
justapostos, cujas bases se localizam sobre o eixo horizontal, de tal forma que 
seus pontos médios coincidam com os pontos médios dos intervalos de classe”. 
http://www.google.com.br/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&source=images&cd=&cad=rja&uact=8&ved=2ahUKEwjtidSg5OnYAhULPJAKHS-VDDAQjRx6BAgAEAY&url=http://vispublica.gov.br/vispublica/publico/catalogo/tecnica.jsp?id=pizza&psig=AOvVaw0EMTiss2kDNaig4gqStPso&ust=1516649036565660
 
 
10 
O polígono de frequência é um gráfico em linha, sendo as frequências marcadas 
sobre perpendiculares ao eixo horizontal, levantadas pelos pontos médios dos 
intervalos de classe. 
REFERÊNCIAS 
BOBBIO, N.; MATTEUCCI, N.; PASQUINO, G. Dicionário de política. Brasília: 
UNB, 2010. 
BUSSAB. W. O.; MORETTIN, P. A. Estatística básica. São Paulo: Saraiva, 
2002. 
CASTANHEIRA, N. P. Estatística aplicada a todos os níveis. Curitiba: 
InterSaberes, 2012. 
CRESPO, A. A. Estatística fácil. São Paulo: Saraiva, 2009. 
PINHEIRO, I. et al. Estatística básica: a arte de trabalhar com dados. Rio de 
Janeiro: Elselvier, 2009. 
SANDRONI, P. Dicionário de economia do século XXI. São Paulo: Saraiva, 
2006.

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