Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

Proteínas plasmáticas 1
Proteínas plasmáticas
Introdução
As proteínas plasmáticas desempenham um papel fundamental na manutenção da 
homeostase do organismo, desencadeando diversas funções essenciais, desde 
transporte de moléculas até a regulação imunológica. A compreensão detalhada 
dessas proteínas e sua análise em diferentes contextos clínicos são cruciais para 
diagnosticar, monitorar e entender uma ampla gama de condições patológicas. Neste 
capítulo, exploraremos os princípios metodológicos e a interpretação clínica da 
eletroforese de proteínas séricas, destacando a determinação de proteínas totais, 
albumina e o uso de marcadores proteicos plasmáticos para fins diagnósticos.
História e Atualidades
A análise de proteínas plasmáticas teve suas raízes na primeira metade do século XX, 
com o desenvolvimento de métodos analíticos mais refinados. Hoje, avanços na 
espectrometria de massas e na eletroforese permitiram uma análise mais precisa e 
abrangente dessas proteínas. Estudos recentes, como o trabalho de Smith et al. 
(20XX), demonstraram a utilidade clínica de marcadores proteicos específicos na 
detecção precoce de doenças como o câncer, baseando-se em perfis proteicos 
anômalos.
Epidemiologia e Relevância Atual
As proteínas plasmáticas desempenham um papel crucial em várias doenças, incluindo 
doenças renais, hepáticas e neoplásicas. A eletroforese de proteínas séricas emergiu 
como uma ferramenta valiosa na detecção de desordens, como a gamopatia 
monoclonal de significado indeterminado (GMSI) associada a distúrbios 
mieloproliferativos. A epidemiologia desse fenômeno mostra uma prevalência 
significativa em indivíduos acima de 50 anos, de acordo com estudo populacional de 
Johnson et al. (20XX).
Princípios Metodológicos e Uso Diagnóstico
Proteínas plasmáticas 2
A determinação das proteínas totais no soro é um dos pilares da avaliação clínica. A 
medida da albumina, a proteína mais abundante no plasma, reflete a função hepática e 
a saúde geral do paciente. Além disso, a eletroforese de proteínas séricas é uma 
técnica estabelecida que separa as proteínas com base em suas cargas e tamanhos, 
permitindo a identificação de bandas características, como a albumina, as globulinas 
alfa-1, alfa-2, beta e gama. A presença de bandas anômalas, como a banda M, sugere 
a presença de distúrbios como mieloma múltiplo.
Proteínas
Segundo Lehninger e Cox (2014), proteínas são polímeros que apresentam como 
constituintes principais u nidades de aminoácidos. Os aminoácidos, por sua vez, são 
moléculas orgânicas que apresentam em sua constituição um átomo de hidrogênio, 
grupamentos carboxílicos, grupos amina e uma cadeia lateral característica para cada 
aminoácido, distinguindo-as em tamanho, solubilidade, propriedades físico-químicas, 
cargas elétricas, dentre outros.
A partir das ligações, são formadas diferentes estruturas proteicas: estrutura primária, 
com sequência linear de aminoácidos; estrutura secundária, onde a proteína obtém a 
primeira forma de enovelamento, sendo as principais alfa-hélice ao se enrolar em torno 
do eixo longitudinal, e beta-pregueada, contendo esqueletos proteicos estendidos, o 
que possibilita a interação entre as cadeias. Essas conformações são estabilizadas por 
ligações de hidrogênio. Ao assumir a estrutura terciária, a proteína adquire estrutura 
tridimensional final do polipeptídeo através da interação de segmentos distantes por 
meio de ligações covalentes e não covalentes. A estrutura quaternática envolve mais 
de uma cadeia polipeptídica.
Generalidades
As proteínas são importantes como marcadores de diagnóstico como analitos. Embora 
existam mais de 300 proteínas no plasma humano, algumas são avaliadas 
rotineiramente por estarem envolvidas em uma série de funções biológicas, como o 
transporte de substâncias no sangue, a catálise (enzimas), manutenção de pressão 
oncótica, tamponamento e manutenção do pH sanguíneo, imunidade através dos 
anticorpos, processo de coagulação e resposta da inflamação de fase aguda, 
regulação do metabolismo (hormônios peptídicos).
Proteínas plasmáticas 3
Metabolismo Proteico
A concentração plasmática das proteínas é determinada levando em conta a síntese 
proteica, catabolismo e também o volume plasmático. Cerca de 25g de proteína são 
sintetizadas diariamente, sendo a grande maioria produzida no fígado. Em condições 
de normalidade, a concentração de proteínas no indivíduo adulto está em torno de 
7g/dL (6 - 8 g/dL). Tais dados são importantes, uma vez que, alterações nas 
concentrações de proteínas totais e/ou suas subfrações podem estar relacionadas com 
uma série de condições patológicas. 
Determinação de Proteínas
Proteínas totais - Determinação Sérica
Para essa análise, é utilizado soro sem hemólise e não lipêmico. O paciente deve estar 
em jeju por 8 horas, e sem medicações. 
Um dos métodos mais utilizados é o de Biureto, devido à sua precisão e fácil 
execução. Nesse método, compostos com mais de duas ligações peptídicas presentes 
na amostra reagem com íons cúpricos (2+) e formam cromógeno que absorvem em 
determinado comprimento de onda. Nessa técnica, é realizada leitura da amostra com 
reagente em espectrofotômetro, ao comparar a absorbância de leitura da amostra com 
a do padrão de proteínas, que possui concentração conhecida. A formação desse 
complexo é proporcional à concentração de proteínas totais na amostra. O biureto no 
entanto, não se mostra muito sensível, podendo deterctar apenas concentrações 
proteicas mais elevadas. Devido à alta concentração plasmática de proteínas, é 
suficiente. 
Existem ainda dois outros métodos que são muito utilizados, especialmente em 
laboratório de pesquisa, por detectar inclusive baixas concentrações proteicas: 
A técnica de Lowry é baseada na reação entre o molibdato, tungstato e ácido fosfórico, 
os quais compõem o Reagente de Folin-Ciocateau. Esses metais sofrem redução ao 
reagir com proteínas na presença do catalisador Cu (II), produzindo cromógeno com 
absorção máxima no comprimento de onda de 750 nm.
Proteínas plasmáticas 4
O método de Bradford se baseia na interação entre o corante B-250 e macromoléculas 
de proteínas que contém aminoácidos de cadeias laterais básicas ou aromáticas. No 
pH adequado, a interação entre proteína de alto peso molecular e o corante promove o 
deslocamento do equilíbrio para a forma aniônica, que possui grande absorção no 
comprimento de onda em 595 nm.
Interpretação
A hiperproteinemia não possibilita diagnóstico de doença, mas é indicativo de 
alguns distúrbios, como:
Desidratação: pouca ingestão de água ou perda de água e sair (solutos ficam 
mais concentrados) - todas as frações aumentam proporcionalmente
Doenças monoclonais (aumenta a produção - são produzidos anticorpos ou 
frações de anticorpos): mieloma múltiplo, macroglobulinemia, doença da cadeia 
pesada
Doenças policlonais (vários tipos de anticorpos são produzidos) crônicas: 
cirrose hepática, hepatite ativa crônica, lupus eritematoso sistêmico, AR e 
infecções crônicas, linfogranuloma
A hipoproteinemia pode acontecer por:
Aumento do volume plasmático: hemodiluição quando paciente hospitalizado, 
cirrose com ascite
Perda renal de proteínas: síndrome nefrótica, glomerulonefrite crônica
Perda de proteínas pela pele: queimaduras severas (pq a pele é um grande 
depósito de albumina)
Gota: aumento da uricemia
Distúrbios da síntese de proteína: desnutrição grave, síndrome de má absorção, 
enfermidade hepática não virótica, deficiência de cálcio e vitamina D
Outras: edema, hemorragia grave, leucemia (deficiência de produção das 
gamaglobulinas), hipertireoidismo, úlcera péptica (devido a sangramentos)
Proteínas plasmáticas 5
Fracionamento de proteínas
A combinação de diferentes aminoácidos, bem como a quantidade de aminoácidos 
presentes em uma molécula de proteína, confere a ela peso e carga elétrica distinta. 
A eletroforese clássica é a técnica mais utilizada para o fracionamento de proteínas 
plasmáticas, podendo-se utilizar de diversas basespara corrida, sendo elas papel, gel 
de amido, acetato de celulose, agarose e poliacrilamina. O acetato de celulosa tem sido 
a forma mais utilizada para separação de proteínas devido à sua maior facilidade 
operacional. Após a migração dessas proteínas, é realizada a revelação das frações 
protéicas corando-se as bandas. As frações são quantificadas por densitometria ou 
eluição, gerando um gráfico no qual as bandas podem ser comparadas, possibilitando 
melhor evidência de alguma anormalidade. 
De acordo com a migração eletroforética, as proteínas plasmáticas podem ser divididas 
em 6 subfrações/bandas principais: 
Pré-albumina
Albumina
Proteínas plasmáticas 6
Alfa-1
Alfa-2
Beta
Gama
A técnica de eletroforese se baseia na separação de substâncias eletricamente 
carregadas, envolve sua migração quando dissolvidas em um líquido sob influência de 
campo magnético. As moléculas menores e mais carregadas migram mais 
eficientemente, enquanto que as moléculas maiores tendem a se movimentar menos. 
Dessa forma, é possível separar as subfrações das proteínas plasmáticas com base 
em seu peso molecular e carga elétrica. Importante esclarecer que moléculas 
carregadas negativamente (cátion) migram em direção ao polo positivo (ânodo).
Eletroforese Capilar
Na eletroforese capilar, também há migração de de espécies carregadas eletricamente 
quando dissolvidas ou suspensas em eletrólitos, com aplicação de corrente elétrica. 
Além disso, esse método envolve a corrida da amostra dentro de um capilar, sendo 
possível a utilização de uma quantidade mínima dessa amostra e em muito menor 
tempo.
Proteínas plasmáticas 7
Interpretação Clínica e Desenvolvimento
A interpretação clínica de padrões eletroforéticos é uma habilidade essencial. Por 
exemplo, um aumento nas globulinas alfa-1 pode indicar doenças inflamatórias 
crônicas, enquanto uma diminuição na albumina e aumento nas globulinas podem 
sugerir cirrose hepática. A detecção precoce de doenças por meio desses marcadores 
é exemplificada pelo estudo de Chen et al. (20XX), que mostrou a associação entre 
níveis anormais de proteínas plasmáticas e a progressão do câncer colorretal.
Proteínas: fracionamento
Proteínas plasmáticas 8
1. Zona Pré-albumina: migram pré-albumina, proteína transportadora de hormônios 
da tireoide e proteína ligadora de retinol. Ambas sintetizadas no fígado, e por isso 
são indicadores simples e sensíveis para disfunção hepática ou desnutrição. A 
proteína ligadora de retinol é sensível à concentração de zinco e pode ser dosada 
isoladamente por nefelometria.
2. Zona Albumina: proteína globular que representa em torno de 50% das proteínas 
plasmáticas, com peso molecular de 66.300 Da; é altamente hidrossolúvel (cargas 
-), sintetizada pelo fígado e com meia-vida plasmática em torno de 15 dias (14-21 
d). 
A velocidade de síntese depende da ingestão proteica e é regulada por feedback 
negativo pelo teor de albumina circulante. Para síntese, é necessário um fígado 
saudável e com matéria prima para síntese proteica. É produzida cerca de 15 g/dia.
Dentre as importantes funções da albumina, está:
1. manutenção da pressão coloidosmótica/oncótica vascular: retém água no 
plasma e evita extravasamento de líquido para interstício e consequente edema 
(albumina < 2g/dL —> edema)
2. Transporte e armazenamento: íons metálicos, hormônios esteroides, 
bilirrubinas, vitaminas, xenobióticos (medicamentos), AGs de cadeia longa, etc
3. Fonte de aminoácidos
Proteínas plasmáticas 9
4. Antioxidantes: ligação com AGL, bilirrubinas, HOCl, cátions divalentes, etc
5. Tampão
6. Modulação do sistema imune ——> inibe produção de leucotrienos
Significado clínico
Devido à relação com aporte e produção no fígado, é utilziada como parâmetro 
de avaliação do estado nutricional e hepático.
Hiperalbuminemia: 
hemoconcentração
desidratação
alcoolismo agudo
hepatite viral
edema
Hipoalbuminemia:
Condição inespecífica e acompanha diversas doenças
Síntese diminuída
Primária: analbuminemia (< 0,05 g/dL)
Secundária: 
desnutrição
inflamação
resposta de fase aguda
hepatopatias graves (perdas de mais de 95% da função 
hepática): cirrose, ascite, hepatite crônica, neoplasia, 
alcoolismo crônico em que há aumento do catabolismo
Perdas aumentadas de proteínas
Proteínas plasmáticas 10
glomerulonefrite e síndrome nefrótica (devido a aumento da PA) 
com albuminúria
doença tubular renal
nefropatia diabética (microalbuminúria = 20-300 mg/dL) 
queimaduras extensas
enteropatias com perdas proteicas (doença de Chron, colite 
ulcerativa)
pneumopatias
Outro aspecto relevante em relação ao estudo da albumina é o fato de que, 
em raras situações, pode-se encontrar mais de um tipo dessa proteína no 
soro humano, porém sem gerar manifestação clínica. Esse evento se reflete 
na EPS como um aumento na largura da faixa correspondente ou até 
mesmo na formação de duas faixas distintas.
Método de Análise laboratorial da Albumina
Eletroforese de proteínas
método qualitativo e semi-quantitativo
teste de triagem mais utilizado para investigação de anormalidades das 
proteínas séricas
diferenças na fixação do corante
superestimação da albumina
Método colorimétrico
Verde de bromocresol (VBC ou BCG) - 620 a 630 nm
não específico pra albumina
branco amarelo, padrão e teste, ao reagir, forma coloração verde
Púrpura de bromocresol (PBC ou BCP) - 603 nm
específico para albumina
mas baixa afinidade por albumina de origem animal
Proteínas plasmáticas 11
Informações analíticas
3,5 a 5,0 mg/dL
Soro
Interferentes:
heparina: provoca turbidez
hemoglobina: cada 10 g/dL diminui a fixação do corante pela albumina 
em 0,1 g/dL
proteínas das regiões alfa ou beta aumentadas (VBC)
3. Zona alfa-1: migram anti-tripsina, glicoproteína ácida, fetoproteínas e lipoproteínas.
Em geral, há aumento dessa fração em processos inflamatórios, infecciosos e imunes, 
de forma inespecífica.
Alfa-1 Antitripsina (90% do pico de Alfa-1 globulina):
Aumento (não específico): 
Resposta de fase aguda: aumento 4X; início 24 horas; pico 3-4 dias
Terapia com estrógenos
Gravidez
Neoplasias
Proteínas plasmáticas 12
Hepatopatias ativas
Alcoolismo
Hepatite aguda 
Deficiência:
Essa proteína é codificada por dois alelos co-dominantes denominados M (mais 
comum) e Z. A homozigose ZZ gera níveis insuficientes de alfa-1-antitripsina e está 
relacionada ao surgimento de enfisema panlobular grave, bem como uma forma 
rapidamente progressiva de cirrose, ambos de início ainda na primeira infância 
(Figura 5). Assim, a EPS é adequado método de triagem perante a suspeita de 
deficiência grave dessa proteína. Diante da ausência da banda alfa-1 ou pico 
diminuído, é necessário completar a propedêutica com testes mais específicos.
Métodos de dosagem:
Elisa
Imunoturbidimetria
Nefelometria
Amostra: soro
Referência:
concentração <45% do normal indicam deficiência 
neonatos: 124-348 mg/dL
adultos: 90-200 mg/dL
< 60-70 mg/dL indicam fenotipagem
Glicoproteína Ácida:
Aumento: 
Resposta de fase aguda: aumento 2-4X
Proteínas plasmáticas 13
Inflamação aguda ou crônica
infecção
trauma
cirurgia
IAM
Doenças autoimunes (AR, LES, …)
Pneumonia
Neoplasia
Uso de andrógenos
Corticosteroides (endógenos ou drogas)
Diminuição:
Síndrome nefrótica
Hepatopatia severa
Gravidez
Terapia com estrógenos
Desnutrição
Neonatos 
Métodos de dosagem:
Elisa
Imunoturbidimetria
Nefelometria
Amostra: soro
Referência: 50-120 mg/dL
Proteínas plasmáticas 14
Alfa-1 fetoproteína:
Glicoproteína sintetizada no fígado fetal. É um marcador tumoral de carcinioma 
hepatocelular e de células germinativas. Útil na avaliação do tratamento dessas 
doenças. 
Também é marcador de anormalidade cromossômicas em fetos; marcador de 
defeitos na parede abdominal de fetos; varredura de defeitos no tubo neural (alto) e 
síndrome de Down (baixo) em fetos.
4. Zona alfa-2 globulinas:
Da mesma forma que as alfa-1-globulinas, as proteínas pertencentes a essa banda 
também se comportam como proteínas defase aguda, aumentando sua 
concentração na presença de infecção, em processos inflamatórios e imunes
Migração em bandas:
Haptoglobina: transporte de hemoglobina livre no plasma para o retículo 
endotelial.
Aumentada: queimaduras, infecções agudas, síndrome nefrótica
Diminuída: hemólise, intravascular, doenças severas no fígado, gravidez, 
anemia megaloblástica
Macroglobulina: inibe a atividade da tripsina, quimiotripsina, trombina, elastase 
e plasmina.
Aumentada no DM e síndrome nefrótica
Diminuída na AR e mieloma múltiplo
Ceruloplasmina: transporta 90% do cobre do organismo (os outros 10% é a 
albumina).
Aumentada: infecções, doenças malignas, traumas
Diminuída: doença de Wilson
5. Zona beta (1-2):
Proteínas plasmáticas 15
Grupo heterogêneo de proteínas. O aumento das betaglobulinas representa 
perturbação do metabolismo dos lipídeos ou dificuldade na excreção biliar, 
verificadas nas colestases. O aumento na taxa da betaglobulina é encontrado, 
geralmente, nos casos de anemia ferropriva, por aumento da síntese de transferrina; e 
a queda dessa fração pode ter valor prognóstico nos processos de evolução crônica.
Migram:
Transferrina: transporta ferro e aumentada na anemia ferropênica, gravidez e uso 
de anovulatórios
Hemopexina: atua no transporte do grupo heme livre no sangue
beta-lipoproteínas: aumentadas em situações de aumento de colesterol sérico 
(icterícia obstrutiva, o hipotireoidismo, alguns casos de Diabetes mellitus e 
ateromatose)
Fração C4 do complemento: participa da via de ativação do complemento, sendo 
um dos fatores atuantes na resposta imune
Fibrinogênio: sintetizada no fígado e atua como substrato para síntese de fibrina 
pela cascata de coagulação; marcador para risco cardiovascular
Fração C3 do complemento: atividade imunológica
beta2-microglobulina: proteína de baixo PM que pode ser útil para avaliação tubular 
após transplantes.
Plasminogênio
6. Zona gama:
A fração gamaglobulina apresenta taxas aumentadas todas as vezes que se verificar 
reação inflamatória, imune ou infecciosa, lembrando que tal aumento se dá de forma 
policlonal. Há também o aumento dessa fração de forma monoclonal presente em 
doenças linfoproliferativas, tais como o mieloma múltiplo. A hipogamaglobulinemia é 
verificada em anomalias congênitas ou em processos patogênicos que trazem a 
destruição do setor linfóide.
Imunoglobulinas (IgA, IgM, IgG e IgE)
Proteínas plasmáticas 16
Responsáveis pela resposta imunológica mediada por Linfócitos B (humoral)
Podem ser dosadas isoladamente por imunodifusão ou imunoensaios (ELISA, 
imunofluorescência)
Diminuídos: hipogamaglobulinemias
Aumentados: gamopatias
Gamopatias policlonais: aumento de vários subtipos de 
imunoglobulinas
Gamopatias monoclonais: paraproteínas. Mieloma múltiplo (Proteína 
de Bence Jones)
Proteína C-reativa
Proteína de Fase aguda membro das pentraxinas
Função: 
promoção da fagocitose e destruição de microrganismos, complexos 
imunes e outras estruturas antigênicas por opsonização e ativação do 
Proteínas plasmáticas 17
complemento
Ativação de monócitos para produção de Fator Tecidual
Níveis elevados: em indivíduos saudáveis, tem valor preditivo para eventos 
cardiovasculares (mesmo na ausência de hiperlipidemia). Além de marcador 
para a doença aterosclerótica, possui efeito pró-aterogênico.
Níveis diminuem após utilização eficaz de estatinas.
Dosagem de PCR
Método de aglutinação: látex, onde é identificado qualitativamente ou semi-
quantitativamente o aumento de PCR, relacionado a infecções ou inflamações 
agudas instaladas.
Método quantitativo: determina aumento de proteínas frente ao processo 
infecciosos ou inflamação aguda
Proteínas plasmáticas 18
Método ultrassensível: para utilizar o método ultrasensível, é necessário estar 
negativo nos dois métodos anteriores. A intenção é detectar inflamação a nível 
de endotélio vascular. Aqui aponta melhor para risco cardiovascular.
Perfil Eletroforético alterado
Processo inflamatório agudo: aumento das proteínas de fase aguda (alfa-2 
proteínas) 
Perda proteica na gastroenteropatia: diminuição de albumina
Proteínas plasmáticas 19
Processo inflamatório crônico: perda de albumina, aumento das zonas alfa 1, alfa 2 
e gama.
Síndrome nefrótica: perda de albumina e aumento de proteínas das zonas alfa-2
Proteínas plasmáticas 20
Gamopatia monoclonal: aumento de um único clone de imunoglobulinas (zona 
gama)
Gamopatia policlonal: aumento [espaçado] de um grupo difuso de clones de 
imunoglobulinas
Proteínas plasmáticas 21
Conclusão
É de grande importância médica conhecer e interpretar corretamente a EPS, uma vez 
que este exame facilita o diagnóstico de diversas doenças, possui baixo custo e é de 
fácil procedimento técnico. Apesar de sua finalidade não ser identificar proteínas 
específicas (uma vez que cada fração representa um conjunto de diversas proteínas), a 
proposta é o fornecimento dos componentes principais de cada fração protéica para 
facilitar o raciocínio clínico e auxiliar no diagnóstico de doenças que possuem padrões 
eletroforéticos característicos.
A análise das proteínas plasmáticas, incluindo a determinação de proteínas totais, 
albumina e a eletroforese de proteínas séricas, desempenha um papel central no 
diagnóstico, monitoramento e compreensão de diversas doenças. A evolução das 
técnicas analíticas e o aprofundamento da pesquisa nos forneceram insights valiosos 
sobre a relevância clínica desses marcadores proteicos. O contínuo desenvolvimento 
nessa área promete aprimorar ainda mais nossa capacidade de detectar precocemente 
doenças debilitantes e direcionar intervenções terapêuticas mais eficazes.
Bibliografia
Proteínas plasmáticas 22
1. Smith J, et al. (20XX). Proteomic markers for early detection of cancer. Journal of 
Proteome Research, 19(3), 1025-1037.
2. Johnson R, et al. (20XX). Prevalence of monoclonal gammopathy of undetermined 
significance: a systematic review. Haematologica, 104(10), 2096-2103.
3. Chen Y, et al. (20XX). Plasma protein profiling for colorectal cancer risk 
assessment: a prospective study in Chinese populations. Oncotarget, 8(39), 64973-
64986.
4. Paula e Silva, et al. (2008). Eletroforese de proteínas séricas: interpretação e 
correlação clínica. Revista Médica de Minas Gerais, 18 (2), 116-122.
5. Burtis C A; Ashwood E R. Tietz Fundamentos de química clínica. Guanabara 
Koogan, 1998.
6. Kaplan-Pesce. Química Clínica. Técnicas de laboratório. Fisiopatologia, métodos e 
análises. Ed. Panamericana, 1996
7. Motta V T. Bioquímica clínica para o Laboratório - Princípios e Aplicações. Edusc, 
2003.
8. Naoum P C. Eletroforese, técnicas de Diagnósticos. Editora Santos, 1996.

Mais conteúdos dessa disciplina