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PARÓQUIA NOSSA SENHORA DO MONTE SERRAT Catequista MARIA CLAUDIA PRIMEIRA EUCARISTIA Turma TARDE Data: _____ / _____/2019 Catequisando (a): JESUS A SALVAÇÃO TEXTOS BÍBLICOS Gênesis 12,1-8 Êxodo 3,7-12 1 Samuel 3,1-10 1 Samuel 16,1-13 Isaías 6,1-9 Lucas 7,24-27 Judite 8 e 9 Lucas 1,26-38 Mateus 4,18-22 No Evangelho, Lucas ao falar da salvação ele a relaciona sempre com a pessoa de Jesus. Desde o início o leitor sabe que Jesus é o salvador (2,11; At. 5,31). Que Ele é a visita de Deus para beneficiar o seu povo. Em Lucas, Jesus está sempre perto dos publicanos e dos pecadores. Percebe-se, em suas atividades, a prática de sua bondade e de sua misericórdia manifestadas de maneira particular em relação à mulher pecadora na casa de Simão (7,36-50). Também encontramos em Lucas a experiência de conversão vivenciada por Zaqueu, o chefe dos publicanos. Este é um exemplo da vontade de Jesus de reabilitar todos aqueles que vivem afastados de Deus, como indicam suas palavras: "Hoje a salvação entrou nesta casa" (19,1-10). No relato da morte de Jesus Lucas deixa claro o momento em que Jesus perdoa os seus perseguidores (23,34), prometendo o paraíso ao ladrão arrependido. Aprendemos com Lucas que Jesus é aquele quem sempre toma a iniciativa do perdão, manifestando que a salvação é um dom gratuito de Deus. A salvação de que Lucas fala está relacionada com as atividades de Jesus, seja por meio dos milagres, ou operando conversões, agindo pelo poder da palavra e ou dando orientações sobre o caminho da salvação. Jesus está sempre preocupado em salvar a pessoa toda, na sua totalidade, um ser integral. Quem é o discipulado cristão? Os discípulos de Jesus reconhecem o dom doado da graça salvífica de Jesus e percorre com ele o caminho. Mulheres, homens, crianças são chamados para o discipulado, seguimento a Jesus no compromisso com o Reino de Deus (1,17-20), 2,14; 15,40-41).Trata-se de um Evangelho aberto para as nações, e o discipulado deve colocar-se nesse caminho. O Evangelho aponta para as consequências, não apenas da práxis e do caminho de Jesus, mas também dos discípulos (8,31-9,1 – resistência e renúncia; 9,31-37 – ensino e serviço, 10,32-45 – inversão de valores e relações). Assim como o Evangelho de Jesus não objetivou pompa e glória, mas culminou na cruz, da mesma forma o discípulo deve se colocar a caminho em humildade e resistência. Participar do Reino e da vida eterna depende, porém, da reação de cada pessoa ao chamado, á aceitação e à inclusão manifestas por Jesus, o Filho de Deus, por meio de anuência ou rejeição. Quem se decide seguir Jesus manifesta-se numa nova práxis libertadora (1,31; 2,6-14; 6,12-13; 10,22; 15,40-41). Os discípulos vão aprendendo na caminhada e nos acontecimentos que a fé é, pois, a atitude pedida ao ser humano para que a graça de Deus possa manifestar todo o seu poder libertador. Fé e salvação caminham juntos significando que a salvação é verdadeira na medida em que atinge a totalidade da pessoa, também na sua dimensão religiosa. Segundo Lucas, é possível amar somente porque a ação de Deus transformou o coração humano. Vários são os ensinamentos sobre a salvação transformadora, mas se torna evidente aquela ocorrida no interior de Zaqueu. Este realmente recebeu Jesus em sua casa com muita alegria e prometeu dar metade de seus bens aos pobres. Após essa transformação é que Jesus diz: "hoje a salvação entrou nesta casa". A perspectiva comunitária da salvação No Evangelho também encontramos a perspectiva da salvação comunitária. Percebe-se que, por ocasião do nascimento de Jesus, os anjos anunciam uma grande alegria que é para todo o povo. Semeão, ao colocar os olhos no menino Jesus, reconhece nele a salvação para todos. Desde o início do Evangelho , Lucas deixa claro que a salvação é dirigida a todas as nações. O próprio Jesus confirma, profeticamente, que todos os povos terão lugar à mesa do reino de Deus. (13,29). Os discípulos e as discípulas de Jesus conservaram, no coração e na memória, o que Jesus fez e ensinou. Eles sentiram -se chamados e escolhidos para fazer parte do novo povo de israel. E a partir da experiência de Jesus vivo no meio deles, pela ação do Espírito Santo, tornaram-se missionários ardorosos no mundo conhecido de então. Sabemos que o sofrimento existe no mundo por causa do pecado. São Paulo disse: “O salário do pecado é a morte” (RM 6-23). Deus veio trazer ao mundo a solução, a salvação, por meio de Jesus Cristo. O verbo no seio da Trindade se ofereceu a tornar-se homem para resgatar a humanidade da situação de pecado. Pois foi o homem que pecou, portanto um homem deveria mudar e salvar tudo isto. Quem destruiu o plano de Deus com o pecado foi o homem, quem disse não a Deus foi o homem, e ofendeu a majestade infinita de Deus foi o homem, por isso era preciso que um homem viesse resgatar tudo isso. Mas não havia nenhum capaz de assumir essa missão. Nós temos uma divida infinita com Deus, e só quem podia pagar essa dívida do homem contra Deus, era o próprio Deus. E foi aí que Jesus veio para nos trazer a salvação. Deus deseja a salvação de todos O projeto de Deus para o seu povo: O projeto de Deus é a salvação de todos os homens. Essa afirmação nos é assegurada pelo Catecismo da Igreja Católica (CIC) quando, no número 851, além de esclarecer que a salvação é universal, também, nos deixa entender que o meio para alcançar essa salvação é o conhecimento da verdade. Conseguimos compreender isso quando, no primeiro livro de Timóteo 2,4, o apóstolo Paulo diz que: “Deus quer que todos os homens sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade”. Com essa passagem bíblica, podemos ter a certeza da vontade de Deus sobre a nossa vida. Deus deseja alcançar a humanidade inteira e conduzir todos os povos à salvação. Não tenha dúvida de que o Senhor quer a todos, caso contrário, Deus estaria fazendo acepção de pessoas, sendo que, sabemos que isso, Deus não faz. Podemos nos perguntar: “Onde posso encontrar essa verdade?”. Antes mesmo de sabermos onde encontrarmos essa verdade que nos salva, precisaremos saber “que verdade é essa?”. Essa resposta encontraremos na boca de Jesus quando Ele diz: “Eu sou o caminho a verdade e a vida […]” (Jo 14,6). A Igreja, Corpo de Cristo Para entendermos a salvação do homem, faz-se necessário entendermos por quais meios isso acontece. A doutrina da Igreja atesta que, de forma sacramental, a Igreja é o instrumento de Redenção dos homens, a Igreja é o sacramento universal de salvação. Encontramos na Bíblia duas passagens que apontam a nossa união íntima com Cristo, ao ponto de entendermos que, nós, somos Igreja como corpo místico de Cristo. Na parábola da videira está assim: “Eu sou a videira e vós, os ramos. Aquele que permanece em mim, como Eu nele, esse dá muito fruto, pois sem Mim nada podeis fazer” (Jo 15, 5). Nessa passagem, Jesus já diz que precisamos estar ligados a Ele. A outra passagem está em Jo 6, 56: “Quem se alimenta com a Minha carne e bebe o Meu sangue permanece em mim, e Eu nele”. Com essas passagens bíblicas, podemos ver, claramente, que não estamos apenas reunidos em torno de Cristo ou da sua Igreja, mas estamos inseridos n’Ele. Inseridos em Cristo, como seus membros, somos alcançados pelos Seus efeitos e não menos pelo efeito da Sua morte na Cruz, que é a salvação de toda a humanidade. Os sacramentos e o Espírito Santo são os meios que nos tornam corpo místico de Cristo, como lemos no CIC 804: “A Igreja é o Corpo de Cristo. Pelo Espírito e pela ação deste nos sacramentos, sobretudo na Eucaristia, Cristo morto e ressuscitado constitui a comunidade dos crentes como seu corpo”. Cristo Salvador e salvação são anunciados pela Igreja O Mistério Pascal é o centro da Boa Nova anunciado pela Igreja. E, a Igreja unida a Cristo é, ao mesmo tempo, Santa e santificante. Dessa forma,entendemos que na Igreja está a salvação. A Congregação para a Doutrina da Fé escreveu uma carta aos bispos falando sobre a salvação cristã, que diz: “O lugar onde recebemos a salvação trazida por Jesus é a Igreja, comunidade daqueles que, tendo sido incorporados à nova ordem de relações inaugurada por Cristo, podem receber a plenitude do Espírito de Cristo” (Cf. n.12). Nós, católicos, temos a graça de, na Igreja, recebermos os meios de santificação para as nossas vidas que são os sacramentos. É por meio dos efeitos dos sacramentos que Deus quer santificar o seu povo, assim, concluímos, ao mesmo tempo, que Deus nos quer na Igreja, pois é nela que são administrados os sacramentos. A nossa salvação não é autônoma, ninguém salva-se a si mesmo e nem mesmo alcança a salvação sozinho. Por essa razão, entendemos que nós como batizados e inseridos no corpo místico de Cristo, temos a missão de anunciar. Contudo, lembremos que não há anúncio sem fidelidade. A fidelidade dos batizados é condição para o anúncio, pois o testemunho credita o anúncio. Comunicar a fé e a esperança em Cristo Nós, que já experimentamos a salvação de Cristo em nossas vidas (ainda que não em plenitude) somos impulsionados por Cristo para evangelizar e levar a outros essa mesma experiência. São Paulo escrevendo aos romanos nos diz: “Pois é na esperança que fomos salvos […]” (8, 24). A esperança que nos salvou é ainda a esperança que aguardamos para vivê-la em plenitude. Quantas pessoas ainda estão perdidas, desorientadas e sem esperanças, porque não descobriram o motivo real da sua esperança. Meus amigos, o motivo da nossa esperança é Cristo e Ele quis Se mostrar a nós. Deus, sabendo que somos como Tomé (precismos ver para crer) desejou Se revelar e Se encarnou, desse modo, mostrou o Seu rosto na pessoa de Cristo. Contudo, a fé que nos leva a crer é dom dado por Deus, é graça do Espírito Santo. Não acreditaremos pelos nossos esforços humanos, o único esforço será o de pedir a Deus o dom da fé. Eis a nossa missão: anunciar a esperança que Se encarnou e que por meio Dela todos somos salvos. Cristo tem uma força de atração que suscita a adesão do ser humano, realizando, assim, o encontro do homem com Deus, preenchendo o vazio existente no homem. Por esse motivo, precisamos levar a Boa Nova da salvação àqueles que não ouviram falar de Cristo. Meus amigos, sejamos verdadeiros arautos da salvação de Deus, anunciadores do Seu Reino. E, assim, configurados a Cristo, também assumamos a sua missão: “Com efeito, o Filho do Homem veio procurar e salvar o que estava perdido” (Lc 19,10). Querigma - Salvação Crianças, deixem a tia lhes contar uma historinha: Um dia Deus percebeu que as pessoas estavam muito distantes Dele. Não existia mais amor entre elas. Elas não eram felizes. Até que Deus enviou o Seu Filho e nosso Irmão: Jesus Cristo. Jesus fecha o guarda-chuva do pecado. Jesus tira o pecado do mundo. Para nos salvar das algemas do pecado. Ele é a chave que nos liberta do pecado. Ele venceu o inimigo (colocar a Cruz sobre a serpente) Eu posso não mais pecar! E tem mais: com Jesus eu posso usar agora somente a lente da salvação. Olhe para o seu irmãozinho com a lente da salvação (como ele está bonito, alegre...) E tem mais: Jesus é o Cotonete da Salvação. Sabe aquela rádio do pecado? Tudo o que nós ouvimos da rádio pecado pode ser limpo. Pegue o seu Cotonete da Salvação e vamos limpar de toda sujeira que nós ouvimos para podermos ouvir a voz do Bom Pastor. Ah, como Jesus é lindo e como Ele nos ama tanto mais tanto a ponto de morres numa Cruz para nos salvar. Você tem muito valor! Você vale o Sangue que Jesus derramou na Cruz. Obrigada Jesus por me livrar das amarras do pecado e me dar a Salvação. Eu te amo Jesus! VAMOS BRINCAR? Brincadeira: Caça ao Tesouro de Deus Tema: Salvação 1)Como explicar? Quem aqui gostaria de encontrar um tesouro? Você sabia que Deus tem um tesouro pra você? Este tesouro é o PARAÍSO, lá onde poderemos viver louvando a Deus. Só que este tesouro você precisa conquistar! Vamos conquistá-lo juntos? 2)Como fazer? Prepare oito folhas de papel A4 ou semelhante escrita em cada, uma letra palavra correspondente a palavra S-A-L-V-A-Ç-Ã-O. Chegue mais cedo no GOC, esconda as folhas em diversos lugares (os mais inusitados possíveis), e peça para as crianças procurarem os “tesouros”. Após encontrados os oito tesouros, monte e descubra o que nós temos que conquistar para chegar ao Paraíso. (Autoria: Tio Betinho)