Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

1.2. 

A GUERRA DOS PALMARES

(1644-1695)
USP - FFLCH - DH 
FLH 242 - HISTÓRIA DO BRASIL COLONIAL II - 2023 
PEDRO PUNTONI 
1904 Raimundo NINA RODRIGUES, "A Troya Negra: erros e lacunas 
da História de Palmares", Revista do Instituto Arqueológico e 
Geográfico Pernambucano, 63;645-672,1904. 
1938 Ernesto ENNES, Os Palmares (subsídios para a sua história). 
Lisboa, 1o. Congresso de História da Expansão Portuguesa no 
Mundo, 1938. 
1939 Arthur RAMOS, The Negro in Brazil. Washington, The 
Associated Publishers, 1939. 
1946 Edison CARNEIRO, O quilombo dos Palmares. São Paulo, 
Editora Nacional, 1988. [a primeira edição brasileira é de 1947, 
publicada por Caio Prado Júnior; há uma edição da Martins 
Fontes de 2011] 
1954 Mário Martins de FREITAS, O reino negro dos Palmares. Rio de 
Janeiro, Cia. Editora Americana, 1954, 2 vols. 
1956 Benjamin Péret, “O que foi o quilombo dos Palmares?”, 
Anhembi. São Paulo, 65;230-249; 66;467-486, 1956. 
[republicado em 2002, com estudos de Robert Ponge e Mario 
Maestri, em Porto Alegre pela editora da UFRGS] 
1958 Duvitiliano RAMOS, “A posse útil da terra entre os quilombolas”, 
Estudos Sociais. Rio de Janeiro, 3/4, 1958. 
1959 Clóvis MOURA, Rebeliões na Senzala. São Paulo, Ciências 
Humanas, 1981. 
1965 Raymond K. KENT, “Palmares: na African State in Brazil”, 
Journal of African History, VI,2, 1965. 
1973 Décio FREITAS, Palmares, A guerra dos escravos, Porto Alegre, 
Movimento, 1973. [a segunda edição de 1978 (Rio de Janeiro, 
Graal, 1978) foi enriquecida com documentação do AHU] 
1981 MOURA, Clóvis, “Sociologia da República de Palmares”, in: 
idem, Sociologia do Negro Brasileiro. São Paulo, Ática, 1988, 
pp.159-186. [o texto é de 1981 e fora incluído no seu livro Brasil: 
as raízes do protesto negro (São Paulo, Global, 1983)] 
1987 Stuart SCHWARTZ, “Mocambos, Quilombos e Palmares: a 
resistência escrava no Brasil colonial”, Estudos Econômicos, 
17;61-88, 1987. 
1988 Ivan ALVES FILHO, Memorial dos Palmares. 1988. 
[originalmente tese defendida na EHESS, 1978] 
1996 João José REIS e Flávio dos Santos GOMES, Liberdade por um 
fio: história dos quilombos no Brasil. São Paulo, Cia. das Letras, 
1996. 
2003 Gérard Police, Quilombo dos Palmares: lectures sur un 
marronage brésilien. Paris, Ibis Rouge Editions, 2003. 
2004 Décio FREITAS, República de Palmares: pesquisa e 
comentários em documentos históricos do século XVII. Maceió, 
UFAL, 2004. 
2005 Flávio GOMES, Palmares: escravidão e liberdade no Atlântico 
Sul. São Paulo, Contexto, 2005. 
2005 Maria Lêda OLIVEIRA: “A primeira Rellação do último assalto a 
Palmares”, Afro-Ásia, 33;251-324, 2005 
2010 Flávio GOMES (org.), Mocambos de Palmares. História e fontes 
(séculos XVI-XIX). Rio de Janeiro, 7Letras, 2010. 
2012 Jean Marcel C. FRANÇA; Ricardo Alexandre FERREIRA. Três 
vezes Zumbi: a construção de um herói brasileiro. São Paulo: 
Três Estrelas, 2012. 
2013 Laura Peraza MENDES, O serviço de armas nas guerras contra 
Palmares: expedições, soldados e mercês (Pernambuco, 
segunda metade do século XVII). Campinas, dissertação de 
mestrado, Unicamp, 2013. 
2014 Romulo Xavier NASCIMENTO, Palmares: os escravos contra o 
poder colonial. São Paulo, Terceiro Nome, 2014. 
2014 Glenn Alan CHENEY, Quilombo dos Palmares: Brazil's Lost 
Nation of Fugitive Slaves. Londres, New London Librarium, 
2014. 
2017 Marcelo D’SALETE, Angola Janga: uma história de Palmares. 
São Paulo, Veneta, 2017. 
2018 Felipe Aguiar DAMASCENO, A ocupação das terras dos 
Palmares de Pernambuco (séculos XVII e XVIII). Rio de Janeiro, 
tese de doutoramento, UFRJ, 2018. 
2019 Pedro PUNTONI, 1694 (uma história de Palmares) [volume 12 
da coleção “Portugal: uma retrospectiva”]. Lisboa, Tinta da 
China / Público, 2019. 
2021 Silvia Hunold LARA e Phablo Roberto Marchis FACHIN, Guerra 
Contra Palmares: o Manuscrito de 1678. São Paulo, Editora 
Chão, 2021. 
2021 Silvia Hunold LARA, Palmares & Cucaú: o aprendizado da 
dominação. São Paulo, Edusp, 2021 (tese de 2008). 
mares. 
LIVRO OITAVO. 471 
muy caro a fazenda Real, e de immenfa fadiga 
aos condudores, (nao fendo a copia capaz de re- c ^ i S Í S 
compenfar com ventagem adefpeza, nem aínda S ^ Í M 5 ^ 
de a fatisfazer) fe colheo o defengano da inutili-car* 
dadp dellas, para fe nao fabricarem ; refolucaó, 
que, foy férvido mandar EIRey, vendo? o falitre, 
queto Governador Ihe enviou , e pelos avifos, 
q,ue>lhe fez, 
24 Governava a Provincia de Pernambuco 
Caetano de Mello deCaftro, e fendo quafi irre-
mediavel o damno, que aquelles moradoras expe-
rimenta vaó dos negros dos Palmares, (cuja extin-1 Guena dos piU 
cao era empreza já reputada por taó difficil, que 
muitos dos feus anteceflbres no pofto a nao in-
tentaraó) elle a emprehendeo com valor, e a con-
feguio com fortuna. He precifo darmos noticia 
dar condicaó, e principio daquelles inimigos, da 
origem do Povo, ou República, que eftabelece-
raó, das Leys com que fe governaraó, e dos dañi-
nos , que pelo curfo de mais de feflenta annos nos 
fizeraó ñas Villas do Porto do Calvo , das Ala-
goas, de S. Francifco doPenedo, e em todas as 
fuas Povoacóes, e deftridos, e até em outros me-
nos diftantes da Cidade de Olinda, Cabeca dá-
quella Provincia, e dos males, que caufaraó aos 
feus habitadores, fendo'ainda mayores naexecu-
$aó, que 110 temor continuo, em que viviaó de 
ferem inopinada , e repentinamente acometidos 
com frequentes aflaltos, e perda das vidas, fa-
zendas , e lavouras. 
2 5 Quando a Provincia de Pernambuco ef-
tava 
472 AMERICA PORTUGUEZA. 
tava tyrannizada , e pofluida dos Hollandezes, 
origem daqueiia fe coiígregaraó, e uniraó quafi quarenta nebros 
PO^Ó de negros fe Gentio fe Guin^ ¿e v a r ¡ o s Engenhos da Villa 
do Porto do Calvo, diípondo fugirem aosSenho-
res, de quem eraó efcravos, nao por tyrannias, 
que nelles experimentaflem, mas por apetecerem 
viver ifentos de qualquer dominio. Com fegredo 
(entre eftaNacaó, e tanto numero de peflbas, 
poucas vezes vifto) difpuzeraó a fuga, e a execu-
taraó, levando comfigo algumas efcravas, efpo-
fas, econcubinas, tambem cumplices no delicio 
da aufencia, muitas armas differentes, humas, que 
adquiriaó, e outras, que roubaraó a feus donos na 
occafiaó em que fugiraó. Foraó rompendo o vaf-
tiflimo Certaó dáquella Villa, que acharaó def-
occupado do Gentío, e fó afíiftido dos brutos, que 
lhes ferviraó de alimento , e companhia, com 
a qual fe julgaraó ditofos , eftimando mais a li-
berdade entre as feras , que a fogeicaó entre os 
homens. 
2 6 Nos primeiros annos efte fogo, que fe 
hia fuftentando em pequeñas brazas, para depois 
crefcer a grande incendio, nao caufou damno pu-
plico, mas fó o particular da perda dos efcravos, 
que feus donos nao poderaó defcobrir, por nao 
faberem a parte emque fe alojavaó daquelles ef-
peffbs , e dilatados matos, onde ainda entaó os 
fugitivos fó attendiaó a fuftentarfe das cacas, e 
frutas fylveftres do terreno inculto, e nao fahiaó 
delle mais, que a levar a furto de algumas fazen-
das menos apartadas as plantas de mandioca, c 
outras 
mares. 
LIVRO OITAVO. 471 
muy caro a fazenda Real, e de immenfa fadiga 
aos condudores, (nao fendo a copia capaz de re- c ^ i S Í S 
compenfar com ventagem adefpeza, nem aínda S ^ Í M 5 ^ 
de a fatisfazer) fe colheo o defengano da inutili-car* 
dadp dellas, para fe nao fabricarem ; refolucaó, 
que, foy férvido mandar EIRey, vendo? o falitre, 
queto Governador Ihe enviou , e pelos avifos, 
q,ue>lhe fez, 
24 Governava a Provincia de Pernambuco 
Caetano de Mello deCaftro, e fendo quafi irre-
mediavel o damno, que aquelles moradoras expe-
rimenta vaó dos negros dos Palmares, (cuja extin-1 Guena dos piU 
cao era empreza já reputada por taó difficil, que 
muitos dos feus anteceflbres no pofto a nao in-
tentaraó) elle a emprehendeo com valor, e a con-
feguio com fortuna. He precifo darmos noticia 
dar condicaó, e principio daquelles inimigos, da 
origem do Povo, ou República, que eftabelece-
raó, das Leys com que fe governaraó, e dos dañi-
nos , que pelo curfo de mais de feflentaannos nos 
fizeraó ñas Villas do Porto do Calvo , das Ala-
goas, de S. Francifco doPenedo, e em todas as 
fuas Povoacóes, e deftridos, e até em outros me-
nos diftantes da Cidade de Olinda, Cabeca dá-
quella Provincia, e dos males, que caufaraó aos 
feus habitadores, fendo'ainda mayores naexecu-
$aó, que 110 temor continuo, em que viviaó de 
ferem inopinada , e repentinamente acometidos 
com frequentes aflaltos, e perda das vidas, fa-
zendas , e lavouras. 
2 5 Quando a Provincia de Pernambuco ef-
tava 
472 AMERICA PORTUGUEZA. 
tava tyrannizada , e pofluida dos Hollandezes, 
origem daqueiia fe coiígregaraó, e uniraó quafi quarenta nebros 
PO^Ó de negros fe Gentio fe Guin^ ¿e v a r ¡ o s Engenhos da Villa 
do Porto do Calvo, diípondo fugirem aosSenho-
res, de quem eraó efcravos, nao por tyrannias, 
que nelles experimentaflem, mas por apetecerem 
viver ifentos de qualquer dominio. Com fegredo 
(entre eftaNacaó, e tanto numero de peflbas, 
poucas vezes vifto) difpuzeraó a fuga, e a execu-
taraó, levando comfigo algumas efcravas, efpo-
fas, econcubinas, tambem cumplices no delicio 
da aufencia, muitas armas differentes, humas, que 
adquiriaó, e outras, que roubaraó a feus donos na 
occafiaó em que fugiraó. Foraó rompendo o vaf-
tiflimo Certaó dáquella Villa, que acharaó def-
occupado do Gentío, e fó afíiftido dos brutos, que 
lhes ferviraó de alimento , e companhia, com 
a qual fe julgaraó ditofos , eftimando mais a li-
berdade entre as feras , que a fogeicaó entre os 
homens. 
2 6 Nos primeiros annos efte fogo, que fe 
hia fuftentando em pequeñas brazas, para depois 
crefcer a grande incendio, nao caufou damno pu-
plico, mas fó o particular da perda dos efcravos, 
que feus donos nao poderaó defcobrir, por nao 
faberem a parte emque fe alojavaó daquelles ef-
peffbs , e dilatados matos, onde ainda entaó os 
fugitivos fó attendiaó a fuftentarfe das cacas, e 
frutas fylveftres do terreno inculto, e nao fahiaó 
delle mais, que a levar a furto de algumas fazen-
das menos apartadas as plantas de mandioca, c 
outras 
LIVRO OITAVO. 473 
outras fementeiras, para darem principio ás fuas 
lavouras, tomando-as com forca, fe achavaó re-
fiftencia , e fem ella, fenaó encontravaó oppofi-
caó; porém era já notorio efte receptáculo por 
todas aquellas partes, de donde o hiaó bufcar ou-
tros muitos negros, e alguns mulatos cumplices juntaófeihesaiguns 
i 1 • n i n • 1 1 - r • J delinquentes tambem 
em dehdos domelticos, e-publicos, rugindo ao efcravos. 
caftigo dos Senhores, e dajuítija, e os recebiaó 
os negros dos Palmares, pondo-os no feu domi-
nio. 
27 Crefcia o poder dos negros com eftes Guerra M dos 
p i r * ' * n 11 1 • -* • J efcravos em Roma. 
íoccorros dos fugitivos, que íe lhes hiao juntando, 
para fazerem aos Povos de Pernambuco os dañi-
nos , que experimentara©; os de Roma na guer-
ra fervil, quando juntando-fe poucos efcravos 
gladiatores, e aggregando a fi muitos homens fa-
cinorofos, caufaraó tantos éftragbs na propria Ca-
bera dáquella nobiliílíma República. Além dos vay prodnzindo, 
filhos, que lhes nafciaó, entendendo os negros, maísatmuiherefcU<caí 
que para mayor propagado, e augmento do Po-
vo, que fundavaó , lhes eraó precifas mais mu-
flieres, trataraó de ashaver fem a induílria, com 
que os Romanos as tomaraó aos Sabinos, mas fó 
com a for^a, entrando pelas fazendas, e cafas dos 
moradores daquellas Villas, Povoacóes, e deftri-
dos , e levando negras, e mulatas do fervico do-
meftico, e das lavouras. Roubavaó aos Senhores Hoftiidades, qw 
dellas os vellidos, roupas, e armas, que lhes acha- azera' 
vaó, ameacando violarlhes asmulheres, efilhas, 
fe as nao remiaó a dinheiro, ou outras dadivas, 
que fe lhes offertavaó promptamente , defipre-
Ooo zando 
[Relação das guerras feitas aos Palmares de 
Pernambuco no tempo do governador D. Pedro 
de Almeida], 
Arquivo Nacional da Torre do Tombo, 
Manuscritos da Livraria, cód. 1185, fls. 149-155v 
“Relação do que se passou na guerra com os 
negros dos Palmares nos sertões de Pernambuco. 
É escrita em 1678, e está incompleta”, 
Biblioteca Pública de Évora, cód. CXVI-2-13- n. 
9, fls. 51-58v. 
“Relação das guerras feitas aos Palmares de 
Pernambuco no tempo do governador D. Pedro 
de Almeida (1674-78), de 1675 a 1678”, Revista 
do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro. 
Rio de Janeiro, 22;303-329, 1859. 
“Relação da ruína dos Palmares”, 
Silvia Hunold Lara e Phablo Roberto Marchis 
Fachin, Guerra Contra Palmares: o Manuscrito 
de 1678. São Paulo, Editora Chão, 2021. 
OS MOCAMBOS 
1) cerca real do Macaco ou o “Grande Palmares” (Barleus); 
2) quilombo de Zumbi [Zambi] (sobrinho do rei); 
3) mocambo de Acotirene [Aca Inene]; 
4) mocambo de Dambrabanga; 
5) cerca de Subupira; 
7) mocambo de Osenga; 
8) cerca de Amaro; 
9) palmar de Andalaquituche [Andalaquituxe] (irmão de Zumbi); 
11) mocambo de Aqualtune (mãe do rei); 
12 e 13) mocambos (dois) das Tabocas; 
14) “e entre todos estes, que são os maiores e mais defensáveis, há outros de menos conta e 
de menor gente”. 
Edison Carneiro , O Quilombo dos Palmares (1630-1695), 1947
Décio Freitas, Palmares: a guerra dos escravos. 4a. edição, 1982
Compartimentação megageomorfológica do Planalto da Borborema 
Antonio Carlos de Barros Correa et eli, “Gemorfologia e morfoestrutura do 
Planalto da Borborema”, Revista do Instituto Geológico, São Paulo, 31 (1/2), 
35-52, 2010. 
Planalto da Borborema 
tupi ybymbore’yma = terra sem habitantes 
[yby, «terra» mais mbora, «povo» mais e'yma, «sem»]
https://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%ADngua_tupi
 Felipe Aguiar Damasceno, “Revendo um mapa histórico: o caso do mapa dos mocambos de Palmares, de Décio Freitas (1971-1984)”, 
Anais da XII Jornada de Estudos Históricos Professor Manoel Salgado. Rio de Janeiro, PPGHIS-UFRJ, 2017.
Gaspar Barleus, História dos feitos recentemente praticados..., (1647), Belo 
Horizonte/São Paulo, 1974, pp.304-305)
Gaspar Barleus, História dos feitos recentemente praticados..., (1647), Belo 
Horizonte/São Paulo, 1974, pp.304-305)
“Relação das guerras feitas aos Palmares de Pernambuco no tempo do governador [de 
Pernambuco] D. Pedro de Almeida (1674-78), de 1675 a 1678”, RIHGB, 22;303-329, 1859 
“[...] reconhecem-se todos obedientes a um que se chama Ganga Zumba, que quer dizer 
Senhor Grande; a este tem por se rei e senhor todos os mais, assim os naturais dos 
Palmares como vindos de fora; tem palácio, casas da sua família, é assistido de guardas e 
oficiais que costumam ter as casas reais. É tratado com todos os respeitos de rei e com 
todas as honras de senhor. Os que chegam à sua presença põem os joelhos no chão e batem 
as palmas das mãos em sinal de reconhecimento e protestação de sua excelência; falam-lhe 
por Majestade, obedecem-lhe por admiração”. 
A CERCA REAL DO MACACO 
“Relação das guerras feitas aos Palmares de Pernambuco no tempo do governador [de 
Pernambuco] D. Pedro de Almeida (1674-78), de 1675 a 1678”, RIHGB, 22;303-329, 1859 
“Esta é a metrópole entre as mais cidades e povoações; está fortificada toda em uma cerca 
de pau a pique com trincheiras abertas para ofenderem a sua salvo os combatentes; e pela 
parte de fora toda se semeia de estrepes e de fojos tão cavilosos que perigava neles a maior 
vigilância; ocupa esta cidade dilatado espaço, forma-se de mais de 1500 casas. Há entre eles 
ministros de justiça, para suas execuções necessárias e todos os arremedos de qualquer 
república se acham entre eles”. 
1644-45 
expedições holandesas 
1667-1675 
primeiras entradas luso-brasileiras 
1675-1678 
as entradas do governo de Pedro de Almeida e a paz com Ganga Zumba 
1679-1686 
a recusa de Zumbi e o recrudescimento da guerra 
1687-1694 
o assalto final: a intervenção do governo geral 
1695 
a morte de Zumbi 
A 
G
U
ER
R
A
Benedito Calixto, Domingos Jorge Velho e o locotenente Antônio Fernandes de Abreu, 1903. 
Óleo sobre tela. 140 x 100 cm. Acervo do Museu Paulista-USP
“Relação verdadeira da guerra que se fez aos negros levantados do Palmar, governandoestas capitanias de Pernambuco o senhor governador e capitão-geral Caetano de Melo de 
Castro, no ano de 1694, da feliz vitória que contra o dito inimigo se alcançou” 
 
Biblioteca Nacional em Lisboa, na Secção dos Reservados, códice 11358//37, ff. 75-101 
publicado por Maria Lêda Oliveira: “A primeira rellação do último assalto a Palmares”, 
Afro- Ásia, 33;251-324, 2005. 
tropa do… local total lusos indígenas africanos
capitão-mor Bernardo Vieira de Mello 
(+ Antonio Vieira de Mello, irmão)
ordenança Igarassu 75 30 20 (Miguel Pereira 
e Jorge Pires)
25 (escravos 
seus)
tenente do Camarão 50 30 (Camarão) 
20 tapuias da 
aldeia do 
Capibaribe
capitão Manuel de Melo Bezerra 
(irmão de BVM)
ordenança Ipojuca 10 10
mestre de campo Domingos Jorge Velho contrato Paulista 400
capitão Antonio Pinto Pereira 
Domingo Marques
regular 124 100 24 (tomados em 
Alagoas)
sargento Sebastião Dias Maneli ordenança Alagoas 60 60
tropas no São Francisco ordenança Alagoas
capitão Francisco Fernandes Anjo ordenança Serinhaem 90 90
Cristóvão da Rocha ordenança Porto 
Calvo
20 20
André da Rocha ordenança Porto 
Calvo
20 20
José de Barros contrato Paulista 14 14
TOTAL 863 344 70 49
74% 15% 11%
6 de fevereiro 
1694
Homem negro, Albert van der Eckhout (1610 - 1666)
Zumbi (1927), pintura de Antonio Parreiras (1860 – 1937) 
Acervo do Museu Antonio Parreiras, Niterói
MORTE DO ZUMBI
Erica Cristina Camarotto de Souza, 
Apontamentos diplomáticos sobre 
Consultas do Conselho 
Ultramarino referentes à 
Capitania de São Paulo. São 
Paulo, dissertação demostrado 
USP. 2007. 
Senhor. 
O governador de Pernambuco, Caetano de 
Mello de Castro, em carta de 14 de março deste 
ano dá conta de Vossa Majestade de se haver 
conseguido a morte do Zumbi, ao qual 
descobrira um mulato de seu maior valimento 
que os moradores do rio São Francisco 
aprisionaram e, remetendo-se-lhe, topara com 
uma das tropas que dedicara àqueles distritos 
que acertou ser de paulistas em que ia por cabo 
o capitão André Furtado de Mendonça, e 
temendo-se o dito mulato de ser punido por 
seus graves crimes oferecera que, segurando-se-
lhe a vida em nome dele governador, se 
obrigava a entregar o dito Zumbi e, aceitando-
se-lhe a oferta, desempenhara a palavra, 
guiando a tropa ao mocambo do negro que 
tinha já lançado fora a pouca família que o 
acompanhava, ficando somente com vinte 
negros, dos quais mandara quatorze para os 
postos das emboscadas, que esta gente usa, no 
seu modo de guerra, e indo os mais que lhe 
restaram a se ocultar no sumidouro que 
artificiosamente havia fabricado; achando 
tomada a passagem, pelejara valorosa ou 
desesperadamente, matando um homem, 
ferindo alguns, e não querendo render-se nem 
os companheiros, fora preciso matá-los, 
apanhando só um vivo; que enviando-se-lhe a 
cabeça de Zumbi, determinara se pusesse num 
pau, no lugar mais público daquela praça a 
satisfazer os ofendidos 
e justamente queixosos e [a] atemorizar os 
negros que supersticiosamente julgavam este 
imortal; pelo que se entendia que nesta empresa 
se acaba de todo com os Palmares; que 
estimaria ele governador que em tudo se 
experimentem sucessos felizes para que Vossa 
Majestade se satisfaça do zelo com que procura 
desempenhar as obrigações de leal vassalo. 
Ao Conselho parece fazer presente a Vossa 
Majestade o que escreve o governador de 
Pernambuco Caetano de Mello, de se haver 
conseguido a morte do negro Zumbi, 
entendendo que por esse meio se poderão 
reduzir os mais de Palmares por ser este a 
cabeça principal de todas as inquietações e 
movimentos da guerra, que tão sensivelmente 
padeciam os moradores daquelas capitanias, 
com tanta perda de suas fazendas e morte de 
muitos e que é Vossa Majestade já sabido, e que 
o perdão que se deu a este mulato se deve 
aprovar na consideração da importância deste 
negro e de se poder por termo às hostilidades 
tão repetidas quantas os vassalos de Vossa 
Majestade sentiram na exortação e violência 
deste negro Zumbi. Lisboa, 18 de agosto de 
1696. 
João de Sepúlveda e Matos, José de F.as Serrão, 
o Conde de Alvor. 
DE MUCAMBO A QUILOMBO
Mocambo 
= do mu’kambu, ‘cumeeira' / couto de escravos fugidos na floresta 
Quilombo 
= do kilombo , ’capital, povoação, união'
1741 
alvará de 3 de março 
ordena que sejam marcados os quilombolas capturados com ferro quente 
com um F no ombro,e a orelha cortada se reincidente 
provisão régia de 6 de março 
especifica que um reduto de cinco escravos foragidos já constituía um 
quilombo 
PARQUE MEMORIAL 
QUILOMBO DOS PALMARES
PARQUE MEMORIAL QUILOMBO DOS PALMARES / (2007) Fundação Cultural Palmares
REMANESCENTES QUILOMBOLAS
Ato das Disposições Constitucionais Transitórias 
Art. 68. Aos remanescentes das comunidades dos quilombos que 
estejam ocupando suas terras é  reconhecida a propriedade 
definitiva, devendo o Estado emitir-lhes os títulos respectivos.
Decreto presidencial 4.887/2003 
Regulamenta o procedimento para identificação, reconhecimento, 
delimitação, demarcação e titulação das terras ocupadas por 
remanescentes das comunidades de quilombos. 
Art. 2o  Consideram-se remanescentes das comunidades dos 
quilombos, para os fins deste Decreto, os grupos étnico-raciais, 
segundo critérios de auto-atribuição, com trajetória histórica 
própria, dotados de relações territoriais específicas, com presunção 
de ancestralidade negra relacionada com a resistência à opressão 
histórica sofrida.
 
Censo Demográfico 2022 
Quilombolas: Primeiros resultados do universo 
 16 
 
 
Cartograma 1 – Territórios Quilombolas oficialmente delimitados, por status fundiário - 2022 
 
 
 
Fonte: IBGE, Censo Demográfico 2022, com informações do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária – Incra e dos órgãos estaduais e municipais 
com competências relacionadas à identificação, reconhecimento, delimitação, demarcação e titulação de Territórios Quilombolas, termos do Decreto nº 4.887, 
de 2003.

Mais conteúdos dessa disciplina