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SISTEMA DE ENSINO CONTABILIDADE Lei n. 6.404/1976 e Legislação Complementar Livro Eletrônico 2 de 148www.grancursosonline.com.br Lei n. 6.404/1976 e Legislação Complementar CONTABILIDADE Claudio Zorzo Sumário Lei n. 6.404/1976 e Legislação Complementar ..............................................................................................3 Apresentação .....................................................................................................................................................................3 Pronunciamentos Técnicos do CPC (Comitê de Pronunciamentos Contábeis) ............................3 CPC 00 R2 - Estrutura Conceitual para Elaboração e Divulgação de Relatório Contábil-Financeiro ........................................................................................................................................................8 Capítulo 1 - Objetivo do Relatório Financeiro para Fins Gerais ...........................................................12 Capítulo 2 - As Características Qualitativas de Informações Financeiras Úteis ......................16 Informação relevante ...................................................................................................................................................18 Representação Fidedigna ........................................................................................................................................20 Características de Melhoria da Informação ...................................................................................................25 Capítulo 3 - Demonstrações Contábeis e a Entidade Que Reporta ..................................................33 Entidade que Reporta .................................................................................................................................................35 Capítulo 4 - Elementos das Demonstrações Contábeis .........................................................................35 Definição dos Elementos ..........................................................................................................................................36 Capítulo 5 - Reconhecimento e Desreconhecimento ...............................................................................43 Desreconhecimento.....................................................................................................................................................45 Capítulo 6 - Mensuração ...........................................................................................................................................46 Custo Histórico ...............................................................................................................................................................47 Valor Atual ........................................................................................................................................................................48 Capítulo 7 - Apresentação e Divulgação .........................................................................................................56 Capítulo 8 - Conceitos de Capital e Manutenção de Capital. ...............................................................57 Conceito de Manutenção de Capital .................................................................................................................. 58 Lei 6.404/1976 e Atualizações ..............................................................................................................................70 Principais Mudanças Apresentadas pelas Leis 11.638/07 e 11.941/09 ........................................84 Resumo ..............................................................................................................................................................................119 Questões de Concurso ............................................................................................................................................. 124 Gabarito .............................................................................................................................................................................131 O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para CONCURSEIRA - 02891961919, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 3 de 148www.grancursosonline.com.br Lei n. 6.404/1976 e Legislação Complementar CONTABILIDADE Claudio Zorzo LEI N. 6.404/1976 E LEGISLAÇÃO COMPLEMENTAR ApresentAção Olá, meu amigo e minha amiga. Tudo bem contigo? Espero que você esteja bem; que tenha gostado do nosso curso de contabilidade. Desejo que continue firme na busca do conhecimento. Uma frase que pode ajudar nos momentos de avaliação do ritmo de estudo: Nossa maior fraqueza é desistir. O caminho mais certo para o sucesso é sempre tentar apenas uma vez mais. Thomas A. Edison Devagar, com ânimo e força, aula após aula, você vai conseguir compreender a nossa bela contabilidade e atingir seu sucesso. Não se esqueça: VOCÊ PODE. Nesta última aula de contabilidade geral, vamos estudar a importância do CPC e seus pro- nunciamentos, especialmente a estrutura conceitual básica e alguns artigos da Lei 6.404-76. É sabido que o Gran Cursos online investe em seus materiais e em suas aulas para que sempre sejam apresentados produtos de qualidade, por isto, solicito que você avalie a qualidade desta aula; este retorno é muito importante para que o GRAN consiga cada vez mais melhorar os seus produtos. pronunciAmentos técnicos do cpc (comitê de pronunciAmentos contábeis) O CPC foi criado pela Resolução CFC n. 1.055/05, e tem como objetivo: “o estudo, o preparo e a emissão de Pronunciamentos Técnicos sobre procedimentos de Contabili- dade e a divulgação de informações dessa natureza, para permitir a emissão de normas pela enti- dade reguladora brasileira, visando à centralização e uniformização do seu processo de produção, levando sempre em conta a convergência da Contabilidade Brasileira aos padrões internacionais”. É importante destacar que o Conselho é um organismo não governamental que nasceu ao final de 2005 da união de interesses das seguintes entidades: • CFC – Conselho Federal de Contabilidade, • IBRACON – Instituto Brasileiro de Contadores, • FIPECAFI – representantes da academia – USP, O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para CONCURSEIRA - 02891961919, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 4 de 148www.grancursosonline.com.br Lei n. 6.404/1976 e Legislação Complementar CONTABILIDADE Claudio Zorzo • BOVESPA – Bolsa de Valores de São Paulo, • APIMEC – Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais e • ABRASCA – Associação Brasileira de Companhias abertas. O CPC é totalmente autônomo das entidades representadas, sendo que o Conselho Federal de Contabilidade fornece a estrutura necessária para as reuniões e os seus membros, na maio- ria contadores, não auferem remuneração. Foi idealizado em função das necessidades de: • Convergência internacional das normas contábeis (redução de custo de elaboração de relatórios contábeis, redução de riscos e custo nas análises e decisões, redução de cus- to de capital); • Centralização na emissão de normas dessa natureza (no Brasil, diversas entidades o fazem); • Representação e processo democrático na produção dessas informações (produtores da informação contábil, auditor, usuário, intermediário, academia, governo). O PULO DO GATO O CPC não emite normas. O CPC emite Pronunciamentos Técnicos sobre contabilidade para permitir a emissão de nor-mas pelas entidades reguladoras brasileiras, visando à centralização e à uniformização do seu processo de produção de informações. Os produtos do trabalho do CPC são: Pronunciamentos Técnicos, orientações e interpreta- ções; sendo que os Pronunciamentos Técnicos serão obrigatoriamente submetidos à audiên- cia pública. As orientações e interpretações poderão, também, sofrer esse processo, mas não é obrigatório. Atualmente os pronunciamentos contábeis são os seguintes: Documento Título Data Aprovação Data Divulgação CPC 00 Estrutura Conceitual para Elaboração e Divulgação de Relatório Contábil- Financeiro 02/12/2011 15/12/2011 CPC 01 Redução ao Valor Recuperável de Ativos 06/08/2010 07/10/2010 O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para CONCURSEIRA - 02891961919, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=80 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=80 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=80 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=80 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=80 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=2 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=2 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=2 5 de 148www.grancursosonline.com.br Lei n. 6.404/1976 e Legislação Complementar CONTABILIDADE Claudio Zorzo Documento Título Data Aprovação Data Divulgação CPC 02 Efeitos das mudanças nas taxas de câmbio e conversão de demonstrações contábeis 03/09/2010 07/10/2010 CPC 03 Demonstração dos Fluxos de Caixa 03/09/2010 07/10/2010 CPC 04 Ativo Intangível 05/11/2010 02/12/2010 CPC 05 Divulgação sobre Partes Relacionadas 03/09/2010 07/10/2010 CPC 06 Operações de Arrendamento Mercantil 06/10/2017 21/12/2017 CPC 07 Subvenção e Assistência Governamentais 05/11/2010 02/12/2010 CPC 08 Custos de Transação e Prêmios na Emissão de Títulos e Valores Mobiliários 03/12/2010 16/12/2010 CPC 09 Demonstração do Valor Adicionado (DVA) 30/10/2008 12/11/2008 CPC 10 Pagamento Baseado em Ações 03/12/2010 16/12/2010 CPC 11 Contratos de Seguro 05/12/2008 17/12/2008 CPC 12 Ajuste a Valor Presente 05/12/2008 17/12/2008 CPC 13 Adoção Inicial da Lei n.. 11.638/07 e da Medida Provisória n.. 449/08 05/12/2008 17/12/2008 CPC 14 Instrumentos Financeiros: Reconhecimento, Mensuração e Evidenciação (Fase I) - Transformado em OCPC 03 CPC 15 Combinação de Negócios 03/06/2011 04/08/2011 CPC 16 Estoques 08/05/2009 08/09/2009 CPC 17 Contratos de Construção (revogado a partir de 1º/01/2018) 19/10/2012 08/11/2012 O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para CONCURSEIRA - 02891961919, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=9 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=9 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=9 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=9 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=9 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=34 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=34 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=34 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=35 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=35 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=36 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=36 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=36 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=37 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=37 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=37 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=38 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=38 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=38 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=39 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=39 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=39 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=39 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=39 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=40 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=40 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=40 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=41 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=41 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=41 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=42 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=42 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=43 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=43 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=44 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=44 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=44 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=44 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=45 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=45 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=45 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=45 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=45 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=45 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=45 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=46 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=46 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=47 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=47 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=48 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=48 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=48 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=48 6 de 148www.grancursosonline.com.br Lei n. 6.404/1976 e Legislação Complementar CONTABILIDADE Claudio Zorzo Documento Título Data Aprovação Data Divulgação CPC 18 Investimento em Coligada, em Controlada e em Empreendimento Controlado em Conjunto 07/12/2012 13/12/2012 CPC 19 Negócios emConjunto 09/11/2012 23/11/2012 CPC 20 Custos de Empréstimos 02/09/2011 20/10/2011 CPC 21 Demonstração Intermediária 02/09/2011 20/10/2011 CPC 22 Informações por Segmento 26/06/2009 31/07/2009 CPC 23 Políticas Contábeis, Mudança de Estimativa e Retificação de Erro 26/06/2009 16/09/2009 CPC 24 Evento Subsequente 17/07/2009 16/09/2009 CPC 25 Provisões, Passivos Contingentes e Ativos Contingentes 26/06/2009 16/09/2009 CPC 26 Apresentação das Demonstrações Contábeis 02/12/2011 15/12/2011 CPC 27 Ativo Imobilizado 26/06/2009 31/07/2009 CPC 28 Propriedade para Investimento 26/06/2009 31/07/2009 CPC 29 Ativo Biológico e Produto Agrícola 07/08/2009 16/09/2009 CPC 30 Receitas (revogado a partir de 1º/01/2018) 19/10/2012 08/11/2012 CPC 31 Ativo Não Circulante Mantido para Venda e Operação Descontinuada 17/07/2009 16/09/2009 CPC 32 Tributos sobre o Lucro 17/07/2009 16/09/2009 CPC 33 Benefícios a Empregados 07/12/2012 13/12/2012 CPC 34 Exploração e Avaliação de Recursos Minerais (Não editado) CPC 35 Demonstrações Separadas 31/10/2012 08/11/2012 CPC 36 Demonstrações Consolidadas 07/12/2012 20/12/2012 O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para CONCURSEIRA - 02891961919, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=49 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=49 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=49 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=49 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=49 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=50 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=50 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=51 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=51 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=52 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=52 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=52 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=53 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=53 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=53 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=54 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=54 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=54 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=54 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=55 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=55 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=56 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=56 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=56 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=56 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=57 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=57 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=57 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=58 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=58 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=59 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=59 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=59 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=60 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Inicial das Normas Internacionais de Contabilidade 05/11/2010 02/12/2010 CPC 38 Instrumentos Financeiros: Reconhecimento e Mensuração (revogado a partir de 1º/01/2018) 02/10/2009 19/11/2009 CPC 39 Instrumentos Financeiros: Apresentação 02/10/2009 19/11/2009 CPC 40 Instrumentos Financeiros: Evidenciação 01/06/2012 30/08/2012 CPC 41 Resultado por Ação 08/07/2010 06/08/2010 CPC 42 Contabilidade em Economia Hiperinflacionária 07/12/2018 21/12/2018 CPC 43 Adoção Inicial dos Pronunciamentos Técnicos CPCs 15 a 41 03/12/2010 16/12/2010 CPC 44 Demonstrações Combinadas 02/12/2011 02/05/2013 CPC 45 Divulgação de Participações em outras Entidades 07/12/2012 13/12/2012 CPC 46 Mensuração do Valor Justo 07/12/2012 20/12/2012 CPC 47 Receita de Contrato com Cliente 04/11/2016 22/12/2016 CPC 48 Instrumentos Financeiros 04/11/2016 22/12/2016 CPC 49 Contabilização e Relatório Contábil de Planos de Benefícios de Aposentadoria 06/04/2018 18/04/2018 CPC PME Contabilidade para Pequenas e Médias Empresas com Glossário de Termos 04/12/2009 16/12/2009 O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para CONCURSEIRA - 02891961919, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=68 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=68 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=68 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=68 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=69http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=69 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=69 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=69 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=69 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=70 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=70 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=70 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=71 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=71 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=71 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=72 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=72 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=73 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=73 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=73 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=73 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=74 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=74 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=74 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=74 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=76 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=76 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=76 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=75 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=75 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=75 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=75 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=78 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=78 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=78 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=105 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=105 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=105 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=106 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=106 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=111 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=111 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=111 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=111 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=111 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=79 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=79 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=79 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=79 http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=79 8 de 148www.grancursosonline.com.br Lei n. 6.404/1976 e Legislação Complementar CONTABILIDADE Claudio Zorzo 001. (IADES/CITEC/CONTADOR/2016) Acerca do Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), assinale a alternativa correta. a) Trata-se de um órgão público subordinado à Comissão de Valores Mobiliários. b) Desde a respectiva criação, em 2005, além dos pronunciamentos técnicos, o CPC passou a emitir as resoluções do Conselho Federal de Contabilidade (CFC). c) O CPC tem prerrogativas legais, portanto a aplicação das próprias normas é obrigatória. d) Trata-se de uma entidade de direito privado subordinada ao International Accounting Stan- dards Board (IASB). e) Os pronunciamentos técnicos emitidos pelo CPC subsidiam a emissão de normas que per- mitem a convergência da Contabilidade Brasileira com os padrões internacionais. Está correta a letra “E”; o CPC não emite norma para o mercado, ele se pronuncia sobre assun- tos específicos. Quem normatiza são as autarquias. O CPC é autônomo, não tem vinculação com nenhuma instituição pública ou privada. Letra e. cpc 00 r2 - estruturA conceituAl pArA elAborAção e divulgAção de relAtório contábil-FinAnceiro Em dezembro de 2019 o CPC (Comitê de Pronunciamentos Contábeis) apresentou e o CFC (Conselho Federal de Contabilidade) aprovou a revisão do Pronunciamento Técnico CPC 00 (R2) - Estrutura Conceitual para Relatório Financeiro. A revisão trouxe alguns conceitos novos e apresentou pequenas variações nos conceitos antigos, tudo objetivando melhorar a qualida- de da informação contábil que é apresentada pelas empresas, no material denominadas de entidade que reporta. Assim, esta aula já está de acordo com os novos conceitos. O Pronunciamento Conceitual Básico (R2) é o resultado da segunda revisão sobre o CPC 00 (R1) que apresenta conceitos-base para a elaboração das Demonstrações Contábeis e ou- tros demonstrativos, trata-se de um referencial teórico da contabilidade e dos conceitos que moldam a prática contábil, servindo de base para a elaboração dos demais pronunciamentos. O complemento ao nome do pronunciamento “R2” informa quantas vezes o pronunciamen- to foi revisado e atualizado; a última atualização foi em novembro de 2019. É importante destacar que a estrutura conceitual não é um pronunciamento técnico pro- priamente dito e, portanto, não define normas ou procedimentos para qualquer questão par- ticular sobre aspectos de mensuração ou divulgação. Ela é o arcabouço conceitual para a elaboração dos demais pronunciamentos, devido a isto é denominada de “CPC 00”. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para CONCURSEIRA - 02891961919, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 9 de 148www.grancursosonline.com.br Lei n. 6.404/1976 e Legislação Complementar CONTABILIDADE Claudio Zorzo Um pronunciamento técnico tem por objetivo definir conceitos doutrinários, estrutura técni- ca e procedimentos específicos que serão aplicados sobre um assunto, enquanto o pronuncia- mento básico dá subsídio conceitual para a elaboração dos demais pronunciamentos. PEGADINHA DA BANCA Quando for observado um conflito entre a estrutura conceitual e um pronunciamento técnico, as exigências do pronunciamento técnico devem prevalecer sobre a estrutura conceitual. As bancas tentam enganar o aluno dizendo que o pronunciamento básico se sobrepõe aos de- mais pronunciamentos técnicos. Guarde o seguinte: A estrutura conceitual não é um pronunciamento técnico propriamente dito. Ela não é específica. Se a estrutura conceitual não é um pronunciamento técnico propriamente dito, qual é então a sua finalidade? Para responder isto devemos entender que ela busca apresentar conceitos que ajudam suprir a necessidade de informações que contribuem para a transparência ao melhorar a com- parabilidade internacional e a qualidade de informações financeiras, permitindo que os investi- dores e outros participantes do mercado tomem decisões econômicas fundamentadas; Com a apresentação destes conceitos ela atende as seguintes finalidades: a) auxiliar o desenvolvimento das Normas Internacionais deContabilidade (IFRS) para que tenham base em conceitos consistentes; b) auxiliar os responsáveis pela elaboração (preparadores) dos relatórios financeiros a de- senvolver políticas contábeis consistentes quando nenhuma norma se aplica à determinada transação ou outro evento, ou quando a norma permite uma escolha de política contábil; c) auxiliar todas as partes a entender e interpretar as normas. Você viu que as finalidades estão diretamente vinculadas ao suporte e ao auxílio na elabo- ração dos pronunciamentos e até mesmo de normas pelos organismos normatizadores. Para atender estas finalidades, sendo essencialmente um arcabouço conceitual, o CPC “00 R2” é dividido nos seguintes capítulos: Capítulo 1 - Objetivo do relatório financeiro para fins gerais; Capítulo 2 - As características qualitativas de informações financeiras úteis; Capítulo 3 - Demonstrações contábeis e a entidade que reporta; Capítulo 4 - Elementos das demonstrações contábeis; Capítulo 5 - Reconhecimento e desreconhecimento; Capítulo 6 - Mensuração; Capítulo 7 - Apresentação e divulgação; Capítulo 8 - Conceitos de capital e manutenção de capital. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para CONCURSEIRA - 02891961919, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 10 de 148www.grancursosonline.com.br Lei n. 6.404/1976 e Legislação Complementar CONTABILIDADE Claudio Zorzo 002. (IF-PE/IF-PE/CONTADOR/2016/ADAPTADA) Sobre a estrutura conceitual estabelecida pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), analise a assertiva: no caso de conflito entre a estrutura conceitual e um pronunciamento técnico do CPC, o dispos- to na Estrutura Conceitual deve ter prevalência sobre as exigências do pronunciamento técnico. Como a estrutura conceitual não é um procedimento técnico, não deve prevalecer, ela tem um caráter de orientação. Guardem o seguinte: “quem manda são os pronunciamentos técnicos”. Errado. 003. (AOCP/TRE-AC/ANALISTA CONTÁBIL/2015/ADAPTADA) No que se refere ao Pronun- ciamento Conceitual Básico CPC 00 (R1) - Estrutura Conceitual para Elaboração e Divulgação de Relatório Contábil-Financeiro, assinale as assertivas: É um Pronunciamento Técnico propriamente dito e, portanto, define normas e procedimentos sobre aspectos relacionados à mensuração ou divulgação dos elementos patrimoniais. Podemos ver que a banca tratou o “CPC 00” como um pronunciamento técnico, o que não é verdade, assim, a assertiva está errada. Errado. 004. (AOCP/TRE-AC/ANALISTA CONTÁBIL/2015/ADAPTADA) Quando for observado um conflito entre essa Estrutura Conceitual e um Pronunciamento Técnico, uma interpretação ou uma orientação, as exigências da Estrutura Conceitual devem prevalecer. Nesta assertiva tivemos o mesmo questionamento da questão anterior, contudo, o autor des- tacou que a estrutura conceitual se sobrepõe aos pronunciamentos técnicos, o que sabemos que não é verdade. Errado. 005. (CESPE/TCE-RO/CONTADOR/2013) Com relação à estrutura conceitual do Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), julgue os itens a seguir. No caso de conflito entre a estrutura conceitual e um pronunciamento técnico do CPC, o dispos- to na estrutura conceitual deve ter prevalência sobre as exigências do pronunciamento técnico. Questão idêntica às demais, contudo, sabemos que a estrutura básica não prevalece sobre os pronunciamentos técnicos. Errado. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para CONCURSEIRA - 02891961919, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 11 de 148www.grancursosonline.com.br Lei n. 6.404/1976 e Legislação Complementar CONTABILIDADE Claudio Zorzo 006. (AOCP/TRE-AC/ANALISTA CONTÁBIL/2015) No que se refere ao Pronunciamento Con- ceitual Básico CPC 00 (R1) - Estrutura Conceitual para Elaboração e Divulgação de Relatório Contábil-Financeiro, assinale a alternativa correta. a) É um Pronunciamento Técnico propriamente dito e, portanto, define normas e procedimen- tos sobre aspectos relacionados à mensuração ou divulgação dos elementos patrimoniais. b) É um Pronunciamento Técnico que estabelece critérios para elaboração e apresentação de demonstrações contábeis destinadas a usuários internos e externos da informação contábil. c) Conforme esse Pronunciamento Técnico, as demonstrações contábeis são comumente ela- boradas segundo modelo com base no valor justo. d) Quando for observado um conflito entre essa Estrutura Conceitual e um Pronunciamento Técnico, uma interpretação ou uma orientação, as exigências da Estrutura Conceitual devem prevalecer. e) Demonstrações contábeis são elaboradas dentro do que prescreve essa Estrutura Concei- tual não tendo o propósito de atender finalidade ou necessidade específica de determinados grupos de usuários. Podemos responder esta questão por meio da eliminação das assertivas. As letras “A”, “B” e “C” estão erradas, pois tratam o pronunciamento conceitual como um pro- nunciamento técnico. Vimos que ele é uma estrutura básica e não pronunciamento propria- mente dito. Quanto a letra “D”, o erro está em afirmar que em caso de conflito normativo, o pronunciamento básico se sobrepõe aos pronunciamentos técnicos. Vimos que o pronunciamento técnico é que manda. A letra “E” de forma correta apresenta que as demonstrações contábeis não têm propósito específico. Elas têm propósito geral. Letra e. 007. (AOCP/CARIACICA/AFTM/2020) Em relação ao CPC 00 (R1) – Estrutura Conceitual para Elaboração e Divulgação de Relatórios Contábil-Financeiros, analise as assertivas e assinale a alternativa que aponta a(s) correta(s). I – A Estrutura Conceitual define normas ou procedimentos, para as questões particulares so- bre aspectos de mensuração ou divulgação, reportados nas demonstrações financeiras. II – As exigências do Pronunciamento Técnico, da Interpretação ou da Orientação específicos não devem prevalecer sobre a Estrutura Conceitual. III – As demonstrações financeiras não são elaboradas para se chegar ao valor da entidade que reporta a informação. a) Apenas I e II. b) Apenas I e III. c) Apenas II. d) Apenas III. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para CONCURSEIRA - 02891961919, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 12 de 148www.grancursosonline.com.br Lei n. 6.404/1976 e Legislação Complementar CONTABILIDADE Claudio Zorzo O CPC 00 é a estrutura conceitual básica da contabilidade, apresenta os conceitos que servirão de base para a elaboração dos demais pronunciamentos. Já está na revisão R2. A estrutura conceitual NÃO define normas ou procedimentos específicos; os procedimentos são definidos nos pronunciamentos técnicos que abarcam os mais diversos assuntos. O item I está errado. Como os pronunciamentos técnicos são direcionados ao assunto específico, eles prevalecem sobre a estrutura conceitual, caso exista um conflito técnico. O Item II está errado. O item III está certo. Segundo a estrutura conceitual as demonstrações não são elaboradas para estabelecer o valor de uma empresa; o valor de negociação da empresa é estabelecido pelo mercado. Letra d. cApítulo 1 - objetivo do relAtório FinAnceiro pArA Fins gerAis O objetivo do relatório financeiro para fins gerais é fornecer informações financeiras sobre a entidade que reporta que sejam úteis para investidores, credores por empréstimos e ou- tros credores, existentes e potenciais, na tomada de decisões referente à oferta de recursos à entidade. Essas decisões envolvem decisões sobre: a) comprar, vender ou manter instrumentode patrimônio e de dívida; b) conceder ou liquidar empréstimos ou outras formas de crédito; ou c) exercer direitos de votar ou de outro modo influenciar os atos da administração que afe- tam o uso dos recursos econômicos da entidade. Informação é o conjunto de dados prontos para uso, obtido no registro, processamento, análise e organização dos fatos contábeis, de forma que exerça uma alteração (quantitativa ou qualitativa) no conhecimento de quem a recebe, reduzindo incertezas e servindo de orientação. O pronunciamento “00” destaca que muitos investidores e credores por empréstimo, não podem requerer que as entidades que reportam a informação prestem a eles diretamente as informações de que necessitam, devendo desse modo confiar nos relatórios financeiros de propósito geral, para grande parte da informação contábil-financeira que buscam. Consequen- temente, eles são os usuários primários, sem hierarquia de prioridade; para quem relatórios contábil-financeiros de propósito geral são direcionados. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para CONCURSEIRA - 02891961919, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 13 de 148www.grancursosonline.com.br Lei n. 6.404/1976 e Legislação Complementar CONTABILIDADE Claudio Zorzo As demonstrações contábeis de propósito geral são destinadas prioritariamente aos investido- res e credores por empréstimos. Segundo o CPC o foco dos relatórios financeiros está nos usuários que aplicam dinheiro na empresa, ou seja, os fornecedores de capital; contudo, devemos entender que eles não são os únicos usuários, já que o os clientes, os fornecedores, o governo, os sindicados representando os funcionários e o governo utilizam as informações contábeis apresentadas para atender suas necessidades específicas. Agora é lógico que os relatórios de “propósito geral” não atendem e não podem atender a todas as informações de que estes usuários necessitam, por isto eles precisam considerar informação pertinente de outras fontes, como, por exemplo, condições econômicas gerais e expectativas, eventos políticos e clima político, perspectivas e panorama para a indústria e para a entidade, evolução do mercado, concorrência etc. Outras partes, como reguladores e o público em geral, que não investidores, credores por empréstimos e outros credores, podem também considerar relatórios financeiros para fins ge- rais úteis. Contudo, esses relatórios não são direcionados essencialmente a esses outros gru- pos; que são denominados de usuários externos secundários. Os relatórios contábil-financeiro de propósito geral englobam o conjunto das demonstrações contábeis. Ou seja, as demonstrações contábeis fazem parte dos relatórios apresentados. Relatórios financeiros, para fins gerais, fornecem informações sobre a posição financeira da entidade que reporta, as quais consistem em informações sobre os recursos econômicos da entidade e as reivindicações contra a entidade que reporta; fornecem ainda informações sobre os efeitos de transações e outros eventos que alteram os recursos econômicos e reivin- dicações da entidade que reporta. Ambos os tipos de informações fornecem dados úteis para decisões referentes à oferta de recursos à entidade. Contudo, os relatórios para fins gerais não se destinam a apresentar o valor da entidade que reporta, mas fornecem informações para auxiliar investidores, credores por empréstimos e outros credores, existentes e potenciais, a estimar o valor da entidade que reporta. O PULO DO GATO Os governos, órgãos reguladores ou autoridades tributárias, financiadores, por exemplo, po- dem determinar especificamente exigências para atender a seus próprios interesses. Daí sur- gem os relatórios de propósito específico. São relatórios específicos por atenderem somente um usuário. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para CONCURSEIRA - 02891961919, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 14 de 148www.grancursosonline.com.br Lei n. 6.404/1976 e Legislação Complementar CONTABILIDADE Claudio Zorzo Essas exigências específicas não devem afetar as demonstrações contábeis elaboradas segundo a estrutura conceitual, pois elas devem atender as necessidades de todos os seus usuários para a tomada de decisões econômicas, tais como: a) decidir quando comprar, manter ou vender instrumentos patrimoniais; b) avaliar a administração da entidade quanto à responsabilidade que lhe tenha sido confe- rida e quanto à qualidade de seu desempenho e de sua prestação de contas; c) avaliar a capacidade de a entidade pagar seus empregados e proporcionar-lhes outros benefícios; d) avaliar a segurança quanto à recuperação dos recursos financeiros emprestados à entidade; e) determinar políticas tributárias; f) determinar a distribuição de lucros e dividendos; g) elaborar e usar estatísticas da renda nacional; ou h) regulamentar as atividades das entidades. O CPC 00 R2 destaca também que o objetivo da elaboração e divulgação do relatório de propósito geral constitui o pilar da Estrutura Conceitual, pois os outros aspectos abordados, como as características qualitativas da informação contábil-financeira útil e suas restrições, os elementos das demonstrações contábeis, o reconhecimento e desreconhecimento, a men- suração, a apresentação e a evidenciação, fluem logicamente desse objetivo. Outro ponto que merece destaque é que os relatórios são, na maioria das informações, baseados em estimativas, julgamentos e modelos e não em descrições ou retratos exatos. Por fim, a estrutura conceitual ressalta que as informações apresentadas devem ser re- gistradas de acordo com o regime de Competência, mas, devem também ser apresentadas informações sobre o fluxo de caixa da entidade. O regime de competência reflete os efeitos de transações e outros eventos nos períodos em que esses efeitos ocorrem, mesmo que os pagamentos e recebimentos à vista resultantes ocorram em período diferente, ou seja, é importante a divulgação da informação na ocorrência do fato gerador do direito ou obrigação. Isso é necessário porque informações sobre os recursos econômicos e reivindicações da entidade e suas alterações durante o período fornecem uma base melhor para a avaliação do desempenho passado e futuro da entidade do que informações exclusivamente sobre recebi- mentos e pagamentos à vista durante esse período. 008. (CESPE/DPU/CONTADOR/2016) De acordo com o pronunciamento técnico CPC 00 (R1) —estrutura conceitual para elaboração e divulgação de relatórios contábil-financeiros —, julgue o item a seguir, referente a conceito, objetivos e usuários da contabilidade. O objetivo do relatório contábil-financeiro de propósito geral é fornecer informações contábil- -financeiras úteis acerca da entidade para a tomada de decisão por parte de usuários internos, como os gerentes de produção, e de usuários externos, como os acionistas. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para CONCURSEIRA - 02891961919, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 15 de 148www.grancursosonline.com.br Lei n. 6.404/1976 e Legislação Complementar CONTABILIDADE Claudio Zorzo A assertiva destaca que os relatórios são destinados aos usuários internos e externos, o que não é verdade. Nós vimos que as demonstrações são direcionadas aos usuários externos. Errado. 009. (CESPE/ANTAQ/ANALISTA CONTÁBIL/2015) No que diz respeito ao Comitê de Pronun- ciamentos Contábeis (CPC) e à estrutura conceitualpara elaboração e divulgação do relatório contábil-financeiro, julgue os itens que se seguem. O conjunto de relatórios contábil-financeiros elaborados de acordo com a estrutura conceitual é adequado e suficiente para o atendimento a todas as informações de que os usuários exter- nos necessitem. Os relatórios são elaborados para atender as necessidades dos usuários externos, especial- mente os investidores. Em nossa aula vimos que estes relatórios não atendem todas as neces- sidades dos usuários. Agora é lógico que os relatórios de “propósito geral” não atendem e não podem atender a todas as informações de que estes usuários necessitam, por isto eles precisam considerar informação pertinente de outras fontes, como, por exemplo, condições econômicas gerais e expectativas, eventos políticos e clima político, perspectivas e panorama para a indústria e para a entidade, evolução do mercado, concorrência etc. Errado. 010. (CESPE/DPU/CONTADOR/2016) De acordo com o pronunciamento técnico CPC 00 (R1) — estrutura conceitual para elaboração e divulgação de relatórios contábil-financeiros —, julgue o item a seguir, referente a conceito, objetivos e usuários da contabilidade. Os relatórios contábil-financeiros de propósitos gerais não são os instrumentos que atendem a todas as informações de que os usuários externos — investidores, credores por empréstimos e outros credores, existentes e em potencial — necessitam. Os relatórios objetivam fornecer informações aos usuários externos, especialmente aos in- vestidores, contudo, estas informações devem ser melhoradas com outras fontes. Assim, a assertiva está correta, pois os relatórios não atendem todas as necessidades dos usuários. Certo. 011. (FCC/PREFEITURA DE SP/AUDITOR FISCAL/2012) Sobre a Estrutura Conceitual para Elaboração e Divulgação de Relatório Contábil-financeiro, considere: I – As autoridades tributárias podem determinar exigências específicas para atender a seus próprios interesses e, consequentemente, mudar a estrutura conceitual para elaboração e di- vulgação de relatório contábil-financeiro de propósito geral. 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IV – Comparabilidade é a característica qualitativa que define o uso dos mesmos métodos para os mesmos itens, tanto de um período para outro, considerando a mesma entidade que reporta a informação, quanto para um único período entre entidades. Está correto o que se afirma APENAS em a) I e II. b) II e III. c) III e IV. d) I, II e III. e) II, III e IV. Os itens I e IV estão errados. No item I, o erro é que as autoridades tributárias NÃO podem modificar a estrutura básica. Quando a autoridade exigir informações específicas, a empresa deve elaborar um relatório de propósito específico. No item IV o conceito apresentado é de consistência e não de comparabilidade. A comparabi- lidade é a característica qualitativa que permite que os usuários identifiquem e compreendam similaridades dos itens e diferenças entre eles. Diferentemente de outras características quali- tativas, a comparabilidade não está relacionada com um único item. A comparação requer no mínimo dois itens. Letra b. cApítulo 2 - As cArActerísticAs QuAlitAtivAs de inFormAções FinAncei- rAs Úteis Vimos que o objetivo dos relatórios e levar informações uteis, primariamente aos investido- res, ou seja, ao mercado de capital, e aos credores financeiros. Para que as informações produzam benefícios, elas precisam ser apresentadas com trans- parência, com completude e de forma verdadeira para aumentar a credibilidade entre os usu- ários, ou seja, devem possuir algumas características básicas que as qualificam como úteis. As características qualitativas de informações financeiras úteis identificam os tipos de in- formações que tendem a ser mais úteis a investidores, credores por empréstimos e outros credores, existentes e potenciais, para que tomem decisões sobre a entidade que reporta com base nas informações contidas em seu relatório financeiro (informações financeiras). O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para CONCURSEIRA - 02891961919, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 17 de 148www.grancursosonline.com.br Lei n. 6.404/1976 e Legislação Complementar CONTABILIDADE Claudio Zorzo As características qualitativas de informações financeiras úteis se aplicam a informações fi- nanceiras fornecidas nas demonstrações contábeis, bem como a informações financeiras for- necidas de outras formas, em relatórios complementares e notas explicativas. A estrutura básica inicial passou por algumas mudanças na sua revisão “R1”, dentre as modificações estabelecidas destacam-se: 1) A característica qualitativa da confiabilidade passou a ser denominada de Representa- ção fidedigna; 2) A característica da “Essência sobre a Forma” foi retirada da condição de componente separado da Representação Fidedigna, uma vez que foi considerada uma redundância, já que para ser fidedigna a informação deve priorizar o controle sobre a propriedade; 3) A característica da prudência (ou conservadorismo) foi retirada na revisão, pois ela é inconsistente com o atributo da neutralidade. Após a 1ª revisão as caraterísticas qualitativas ficaram divididas em fundamentais e de melhoria, da seguinte forma: a) Características qualitativas fundamentais (fundamental qualitative characteristics– re- levância e representação fidedigna), as mais críticas; e b) Características qualitativas de melhoria (enhancing qualitative characteristics – compa- rabilidade, verificabilidade, tempestividade e compreensibilidade), menos críticas, mas ainda assim altamente desejáveis. A revisão R2 não mudou nenhum conceito, somente alterou o nome da caraterística da VERI- FICABILIDADE para CAPACIDADE DE VERIFICAÇÃO e reincluiu a prudência como atributo da neutralidade, conforme veremos mais a frente. As características qualitativas são os atributos, as condições que devem ser atendidas para que a informação seja proveitosa para os usuários, assim, representam as propriedades necessárias para dar utilidade às informações. Para entender a importância das caraterísticas das informações que são apresentadas nas demonstrações contábeis devemos lembrar que os usuários externos dependem das in- formações que são fornecidas. Assim, se não houvesse uma padronização na qualidade das informações cada administrador poderia decidir sobre o que, e como divulgar, criando desta forma uma assimetria informacional. Como as demonstrações servirão de base para a tomada de decisão pelos usuários exter- nos, elas deverão conter informações relevantes e que representam corretamente a situação da empresa; por isto a estrutura básica destaca que tais informações deverão ser úteis e na busca de uma padronização formal, as características qualitativas da informação apresenta- das pelo “pronunciamento 00 R2” identificam os tipos de informação que muito provavelmentesão reputadas como as mais úteis para a tomada de decisões acerca da entidade. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para CONCURSEIRA - 02891961919, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 18 de 148www.grancursosonline.com.br Lei n. 6.404/1976 e Legislação Complementar CONTABILIDADE Claudio Zorzo Assim, se a informação é para ser útil, ela precisa ser relevante e representar com fide- dignidade o que se propõe; ela deve representar adequadamente a “fotografia” da situação patrimonial e financeira da entidade, devendo ser confiável e sem vieses. Por isto as caracte- rísticas qualitativas fundamentais das informações são relevância e representação fidedigna, pois uma representação fidedigna de um acontecimento irrelevante é tão inútil quanto uma representação não fidedigna de um acontecimento relevante. inFormAção relevAnte Informação contábil-financeira relevante é aquela capaz de fazer diferença nas decisões que possam ser tomadas pelos usuários. Podemos entender que é relevante a informação que se não for prestada ou se for prestada de forma equivocada irá afetar a decisão dos usuários, mesmo que eles optem por não tirar vantagem delas ou já tenham conhecimento delas a partir de outras fontes. A informação pode ser capaz de fazer diferença em uma decisão mesmo no caso do usuário decidir não a levar em consideração ou até mesmo se já tiver tomado ciência de sua existência por outras fontes, contudo a decisão pela importância da informação deve ser do usuário, a empresa tem a obrigação de prestar a informação. Uma interpretação interessante para relevância é no sentido de que se o usuário tivesse tido a informação em momento hábil, ele teria tomada uma decisão diferente. EXEMPLO Um gestor de fundos de investimento decide aplicar nas debêntures de uma empresa, pois ela está distribuindo um lucro acima do esperado. Para tomar a sua decisão ele considera somen- te os dados apresentados nas Demonstrações e nas notas explicativas. Após a compra dos títulos é divulgado pela administração da empresa que ela irá reconhecer uma despesa por dano ambiental em relação a um sinistro ocorrido no ano anterior. Sabe-se que o fato gerador da despesa foi um vazamento, que causou um dano ambiental, ocorrido anteriormente e a administração não divulgou esta informação. Note que se o gestor do fundo tivesse esta informação ele não teria comprado as debêntures, pois as despesas irão diminuir o lucro e por consequência diminuir a distribuição aos debenturistas. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para CONCURSEIRA - 02891961919, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 19 de 148www.grancursosonline.com.br Lei n. 6.404/1976 e Legislação Complementar CONTABILIDADE Claudio Zorzo A informação relevante é capaz de fazer diferença nas decisões dos usuários se tiver valor preditivo, valor confirmatório ou ambos. A informação contábil-financeira tem valor preditivo se puder ser utilizada como dado de entrada em processos empregados pelos usuários para predizer futuros resultados. A informação contábil-financeira tem valor confirmatório se retro- -alimentar – servir de feedback – avaliações prévias (confirmá-las ou alterá-las). Por valor confirmatório de uma informação entende-se a condição de que o usuário com a informação possa verificar a efetividade das ações da administração, ou seja, se foram atingi- dos os objetivos estabelecidos. A informação deve ajudar a confirmar se a administração fez o que queria fazer. O valor preditivo de uma informação está relacionado com a condição de que ela irá servir de direcionador nas decisões que serão tomadas elos usuários. O valor confirmatório da informação tem relação com o passado e o valor preditivo com o futuro, por isto devem ser analisadas em conjunto de forma inter-relacionadas, pois a capa- cidade de fazer predições é efetivada a partir do momento da possibilidade de confirmar as predições feitas anteriormente. Por exemplo, a informação sobre a composição do ativo e sobre a receita da empresa au- xilia ao usuário a predizer a capacidade de geração de riqueza da entidade com base em seu ativo, tendo assim um indicador sobre o possível retorno do investimento a ser feito. O Pronunciamento destaca também que a relevância da informação é afetada pela sua materialidade. A materialidade está relacionada com a mudança de uma decisão, pelo usuário, devido ao conhecimento de uma informação, por isto tem relação com a natureza e a magnitu- de do que está sendo informado. A informação contábil-financeira será material quando a sua omissão ou a sua divulgação de forma distorcida (mistating) influenciar nas tomadas de decisões dos usuários das informa- ções. Ela é considera um aspecto de relevância específico da entidade e, por essa razão, não é possível especificar um limite quantitativo uniforme para materialidade ou predefinir o que seria jugado material em uma situação concreta. Normalmente a materialidade de uma informação está diretamente relacionada com o jul- gamento profissional do usuário, devido a isto deve ser analisado caso a caso para definir se uma informação é material ou não. Em alguns casos, a natureza das informações, por si só, é suficiente para determinar a sua relevância. Por exemplo, reportar uma nova linha de produtos que a entidade venha a operar pode afetar a avaliação dos riscos e oportunidades com que a entidade se depara, independen- te dos valores envolvidos. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para CONCURSEIRA - 02891961919, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 20 de 148www.grancursosonline.com.br Lei n. 6.404/1976 e Legislação Complementar CONTABILIDADE Claudio Zorzo Em outros casos, a materialidade é importante pelo valor envolvido. Por exemplo, a empre- sa tem estoque composto por vários produtos, sendo que os produtos mais valorados não tem mercado atuante e tendem a não se realizarem rapidamente, assim é importante destacar esta informação pelos valores envolvidos. Esta convenção contábil é de extrema importância para a relação custo-benefício, pois desobriga um tratamento mais rigoroso para aqueles itens cujo valor monetário é pequeno dentro dos gastos totais, assim, itens imateriais não necessitam de um controle efetivo. O PULO DO GATO A materialidade é um aspecto de relevância específico da entidade com base na natureza ou magnitude, ou ambas, dos itens aos quais as informações se referem no contexto do relató- rio financeiro da entidade individual. Consequentemente, não se pode especificar um limite quantitativo uniforme para materialidade ou predeterminar o que pode ser material em uma situação específica. representAção FidedignA Representar fidedignamente um evento econômico quer dizer ser fiel ao fato, de forma neutra e sem um viés informacional, de forma mais simples, é falar a verdade, o que realmen- te acorreu. A representação fidedigna, anteriormente denominada de “confiabilidade”, é definida como a qualidade da informação que garante aos usuários uma mensagem livre de erro e de viés e que represente fielmente o que se pretende informar. Conforme orientação normativa, a representação fidedigna deve priorizar a essência da transação em detrimento da forma, ou seja, os eventos devem ser apresentados de acordo com a sua substância e realidade econômica, e não meramente sua forma legal. Disto pode- mos inferir que o controle sobre um bemou direito, suplanta a propriedade, quando da divulga- ção das informações. Assim, para ser representação perfeitamente fidedigna, a realidade retratada precisa ter três atributos. Ela tem que ser completa, neutra e livre de erro. • Completa: “deve incluir toda a informação necessária para que o usuário compreenda o fenômeno sendo retratado, incluindo todas as descrições e explicações necessárias”. • O retrato da realidade econômica completo deve incluir toda a informação necessária para que o usuário compreenda o fenômeno sendo retratado, incluindo todas as descri- ções e explicações necessárias. • Por exemplo, um retrato completo de um grupo de ativos incluiria, no mínimo, a descri- ção da natureza dos ativos que compõem o grupo, o retrato numérico de todos os ativos que compõem o grupo, e a descrição acerca do que o retrato numérico representa (por exemplo, custo histórico original, custo histórico ajustado ou valor justo). O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para CONCURSEIRA - 02891961919, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 21 de 148www.grancursosonline.com.br Lei n. 6.404/1976 e Legislação Complementar CONTABILIDADE Claudio Zorzo • Neutra: ausência de viés na seleção ou na apresentação da informação contábil-financeira. • A representação neutra não possui inclinações, não é parcial, não é enfatizada ou deixa de ser enfatizada, nem é, de outro modo, manipulada para aumentar a probabilidade de que as informações financeiras serão recebidas de forma favorável ou desfavorável pelos usuários. • Informações neutras não significam informações sem nenhum propósito ou sem nenhu- ma influência sobre o comportamento, ao contrário, informações financeiras relevantes são, por definição, capazes de fazer diferença nas decisões dos usuários. • Uma novidade na revisão R2 foi a apresentação de que neutralidade é apoiada pelo exercício da prudência. Prudência é o exercício de cautela ao fazer julgamentos sob condições de incerteza. O exercício de prudência significa que ativos e receitas não es- tão superavaliados e passivos e despesas não estão subavaliados. Da mesma forma, o exercício de prudência não permite a subavaliação de ativos ou receitas ou a superava- liação de passivos ou despesas. Essas divulgações distorcidas podem levar à superava- liação ou subavaliação de receitas ou despesas em períodos futuros. Assim, ao estabelecer as estimativas para perda ou as provisões para pagamentos a entidade deverá observar a prudência, como apoio à neutralidade. • Livre de erros: não pode haver erros ou omissões relevantes no fenômeno retratado. • Um retrato da realidade econômica livre de erros significa que não há erros ou omissões no fenômeno retratado, e que o processo utilizado, para produzir a informação reporta- da, foi selecionado e foi aplicado livre de erros. • Assim, representação fidedigna não significa exatidão em todos os aspectos. Nesse sen- tido, um retrato da realidade econômica livre de erros não significa algo perfeitamente exato em todos os aspectos. Por exemplo, a estimativa de preço ou valor não observável não pode ser qualificada como sendo algo exato ou inexato. Entretanto, a representação dessa estimativa pode ser considerada fidedigna se o montante for descrito claramente e precisamente como sendo uma estimativa, se a natureza e as limitações do processo forem devidamente reveladas, e nenhum erro tiver sido cometido na seleção e aplicação do processo apropriado para desenvolvimento da estimativa. Não esqueça: A informação precisa concomitantemente ser relevante e representar com fidedignidade a realidade reportada para ser útil. Nem a representação fidedigna de fenômeno irrelevante, tampouco a representação não fidedigna de fenômeno relevante auxilia os usuá- rios a tomarem boas decisões. O processo mais eficiente e eficaz para aplicar as características qualitativas fundamen- tais é, normalmente, o seguinte: O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para CONCURSEIRA - 02891961919, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 22 de 148www.grancursosonline.com.br Lei n. 6.404/1976 e Legislação Complementar CONTABILIDADE Claudio Zorzo Em primeiro lugar, identificar o fenômeno econômico, informações sobre o que é capaz de ser útil para os usuários das informações financeiras da entidade que reporta. Em segundo lugar, identificar o tipo de informação sobre esse fenômeno que é mais relevante. Em terceiro lugar, determinar se essas informações estão disponíveis e se podem fornecer representação fidedigna do fenômeno econômico. Em caso afirmativo, o processo para satis- fazer às características qualitativas fundamentais se encerra nesse ponto. Em caso negativo, o processo é repetido com o próximo tipo de informação mais relevante. As características fundamentais são bastante exigidas em concurso, sendo que ques- tões normalmente são literais, assim, basta saber quais são e alguns conceitos relacionados. Vamos ver. 012. (CESPE/DPF/PERITO CONTADOR/2013) Julgue o item seguinte, de acordo com os prin- cípios de contabilidade e as normas do Conselho Federal de Contabilidade (CFC). Relevância e comparabilidade são características qualitativas fundamentais da informação contábil-financeira útil, pois tornam a informação capaz de fazer a diferença nas decisões to- madas pelos usuários. A assertiva cobra literalmente quais são as características fundamentais da informação contá- bil. Para responder basta lembra que são a relevância e a representação fidedigna. Errado. 013. (FEPESE/MPE-SC/AUDITOR/2014) De acordo com o CPC 00/R1/2011, são duas as ca- racterísticas qualitativas fundamentais da informação contábil-financeira. Assinale a alternativa que traz estas características fundamentais a) Compreensibilidade e relevância b) Verificabilidade e tempestividade c) Comparabilidade e verificabilidade d) Relevância e representação fidedigna e) Representação fidedigna e tempestividade. Novamente a questão é literal, basta saber que relevância e representação fidedigna são as características fundamentais da informação contábil. “É só correr para o abraço”. Letra d. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para CONCURSEIRA - 02891961919, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 23 de 148www.grancursosonline.com.br Lei n. 6.404/1976 e Legislação Complementar CONTABILIDADE Claudio Zorzo 014. (IF-PI/IF-PI/PROFESSOR DE CONTABILIDADE/2016) As demonstrações contábeis são importantes para que o usuário interessado pela informação tome decisões e conheça a si- tuação econômico-financeira de uma entidade. Conforme a Estrutura Conceitual Básica-CPC 00(R1), a qualidade da informação contábil deve ser útil e relevante. Conforme a afirmação acima marque a alternativa CORRETA: a) As características qualitativas fundamentais são relevância e representação fidedigna. b) A informação econômica é capaz de fazer diferença nas decisões se tiver valor preditivo, valor médio ou ambos. c) A informação contábil-financeira já é considerada útil se representar um fenômeno relevante. d) Representação fidedigna de uma informação significa exatidão em todos os aspectos. Boa questão; contudo, a resposta é a mesma das demais. Na letra “B” sabemos que a informação é relevante se possuir valor preditivo e confirmató- rio, ou ambos. Na letra “C” não basta ser relevante, lembram? Deve ser relevante e fidedigna. Na letra “D” a representação fidedigna não representaexatidão, mas sim que as informações estão livres de erros materiais. Letra a. 015. (INAZ DO PARÁ/CORE-PE/CONTADOR/2019) As características qualitativas fundamen- tais da Informação Contábil-Financeira são relevância e representação fidedigna. Diante das informações qualitativas fundamentais, assinale a alternativa correta: a) Informação contábil-financeira relevante é aquela que não possui poder de influenciar as decisões que possam ser tomadas pelos usuários. b) Para ser útil, a informação contábil-financeira não tem só que representar um fenômeno relevante, mas tem também que representar com fidedignidade o fenômeno que se propõe representar. c) Representação fidedigna, por si só, pode resultar necessariamente em informação útil. d) A informação precisa concomitantemente ser irrelevante e representar com fidedignidade a realidade reportada para ser útil. e) A informação contábil-financeira precisa ser uma predição ou uma projeção para que pos- sua valor preditivo. Vimos na aula que para ser útil, a informação contábil-financeira deve ter as características fundamentais da relevância e da representação fidedigna. Assim, ela não tem só que represen- tar um fenômeno relevante, mas tem também que representar com fidedignidade o fenômeno que se propõe representar. Letra b. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para CONCURSEIRA - 02891961919, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 24 de 148www.grancursosonline.com.br Lei n. 6.404/1976 e Legislação Complementar CONTABILIDADE Claudio Zorzo 016. (VUNESP/GUARULHOS/FISCAL DE RENDAS/2019) De acordo com a Estrutura Concei- tual (Resolução CFC n. 1.374/2011), são características fundamentais da informação contá- bil-financeira: a) Relevância e representação fidedigna. b) Relevância e compreensibilidade. c) Regime de competência e relevância. d) Regime de competência e consistência. e) Comparabilidade e verificabilidade. As características qualitativas fundamentais são relevância e representação fidedigna. Letra a. 017. (CESGRANRIO/PETROBRAS/CONTADOR JÚNIOR/2015) Os termos do Pronunciamen- to Conceitual Básico (R1) contemplam as características qualitativas da informação contábil útil. Nesse aspecto, são características qualitativas fundamentais da informação contábil útil: a) Comparabilidade e Materialidade b) Materialidade e Verificabilidade c) Compreensão e Representação Tempestiva d) Relevância e Representação Fidedigna e) Tempestividade e Anualidade As características fundamentais são: relevância e representação fidedigna. Letra d. 018. (FCC/TCE-GO/CONTADOR/2014) Os três atributos para que uma demonstração finan- ceira seja considerada fidedigna são: a) Completa, neutra e livre de erro. b) Suficiente, prudente e livre de fraude. c) Limitada, suficiente e livre de erro. d) Integral, prudente e livre de fraude. e) Adequada, possível e livre de erro. Para ser representação fidedigna, a realidade da informação retratada precisa ter três atribu- tos. Ela tem que ser completa, neutra e livre de erro. Letra a. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para CONCURSEIRA - 02891961919, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 25 de 148www.grancursosonline.com.br Lei n. 6.404/1976 e Legislação Complementar CONTABILIDADE Claudio Zorzo 019. (FCC/MANAUS/AFTM/2019) Na avaliação de materialidade, é razoável que o auditor assuma que os usuários de demonstrações financeiras a) possuem aprofundado conhecimento de economia. b) não sabem que as demonstrações contábeis são auditadas considerando níveis de ma- terialidade. c) possuem conhecimento razoável de contabilidade. d) não possuem disposição para estudar as informações contábeis com diligência. e) possuem aprofundado conhecimento das atividades econômicas. Segundo o CPC 00, a materialidade é um atributo da relevância. Em auditoria, materialidade é o montante fixado pelo auditor que deverá estar correto. Assim, é material a informação que afeta a opinião do usuário. A determinação de materialidade pelo auditor é uma questão de julgamento profissional e é afetada pela percepção do auditor das necessidades de informações financeiras dos usu- ários das demonstrações contábeis. Neste contexto, é razoável que o auditor assuma que os usuários: a) possuem conhecimento razoável de negócios, atividades econômicas, de contabilidade e a disposição de estudar as informações das demonstrações contábeis com razoável diligência. Letra c. cArActerísticAs de melhoriA dA inFormAção Como vimos as características qualitativas de dividem em fundamentais e em caracterís- ticas de melhoria. a) Características qualitativas fundamentais (fundamental qualitative characteristics– re- levância e representação fidedigna), as mais críticas; e b) Características qualitativas de melhoria (enhancing qualitative characteristics – compa- rabilidade, capacidade de verificação, tempestividade e compreensibilidade), menos críticas, mas ainda assim altamente desejáveis. É importante destacar que as características de melhoria são desejáveis, mas não essen- ciais, pois elas agregam valor e melhoram a qualidade da informação, servindo para auxiliar qual de duas alternativas de informação igualmente relevante e fidedigna deveria ser apre- sentada em relação a um fenômeno, no entanto, elas não tornam a informação útil, se uma informação for irrelevante ou não tiver representação fidedigna, não importa ser comparável, verificável, tempestiva ou compreensível, ela não é uma informação útil. 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Comparabilidade A comparabilidade é a característica qualitativa de melhoria que visa fazer com que os usuários identifiquem e compreendam as semelhanças e as diferenças entres as informações e dados apresentados e divulgados. As decisões de usuários implicam escolhas entre alternativas, como, por exemplo, ven- der ou manter um investimento, ou investir em uma entidade ou noutra. Consequentemente, a informação acerca da entidade será mais útil caso possa ser comparada com informação similar sobre outras entidades e com informação similar sobre a mesma entidade para outro período ou para outra data. A COMPARABILIDADE tem como necessidade própria precisar de pelo menos dois itens para efetivar a comparação. Assim, por uma questão de lógica, se o objetivo é comparar, existe a necessidade de ter um dado em mãos para comparar com outro dado, e assim inferir sobre algo. O atributo da comparabilidade permite que sejam comparadas informações com outras entidades ou com a mesma entidade, entre mais de um período. Outro ponto importante da comparabilidade é que ela não se confunde com o atributo da consistência ou de uniformidade. É normal as bancas apresentaremque comparabilidade é o mesmo que consistência ou que uniformidade. Consistência, embora esteja relacionada com a comparabilidade, não significa o mesmo. Consistência refere-se ao uso dos mesmos métodos para os mesmos itens, tanto de um perío- do para outro considerando a mesma entidade que reporta a informação, quanto para um único período entre entidades. Comparabilidade é a meta; a consistência auxilia a alcançar essa meta. Comparabilidade também não significa uniformidade. Para que a informação seja compa- rável, coisas iguais precisam parecer iguais e coisas diferentes precisam parecer diferentes. A comparabilidade da informação contábil-financeira não é aprimorada ao se fazer com que coisas diferentes pareçam iguais ou ainda ao se fazer coisas iguais parecerem diferentes. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para CONCURSEIRA - 02891961919, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 27 de 148www.grancursosonline.com.br Lei n. 6.404/1976 e Legislação Complementar CONTABILIDADE Claudio Zorzo Meu amigo (a) chamo a sua atenção para que entenda que manter a consistência não quer dizer que a empresa não possa mudar algum critério. A consistência estabelece que a empresa mantenha os MESMOS critérios dentro do exercício, e se está utilizando um critério, este seja utilizado em todos os itens da mesma natureza. Por exemplo: se a empresa utiliza em suas máquinas da linha de produção o critério da depreciação pelo número de unidades produzidas, deve utilizar para todas as máquinas na linha de produção o mesmo critério. Se a empresa faz estimativa de inadimplência para as contas a receber, deve fazer para todas as contas a receber. Qualquer mudança de critério que impacte de forma relevante nos dados apresentados deve ser divulgada em notas explicativas junto com as demonstrações contábeis. Na sua essência a comparabilidade deve possibilitar ao usuário o conhecimento da situa- ção e evolução de determinada informação ao longo do tempo, numa mesma Entidade ou em diversas Entidades, de tal forma que se obtenha condição para a melhor tomada de decisão. Capacidade de Verificação A capacidade de verificação ajuda a garantir aos usuários que as informações representem de forma fidedigna os fenômenos econômicos que pretendem representar. A capacidade de verificação significa que diferentes observadores bem informados e inde- pendentes podem chegar ao consenso, embora não a acordo necessariamente completo, de que a representação específica é representação fidedigna. Tem relação com conseguir com- provar uma informação. A verificabilidade não é sinônimo de concordância entre as opiniões e decisões dos usuá- rios, ela ajuda a assegurar aos usuários que a informação representa fidedignamente o fenô- meno econômico que se propõe representar. A verificação pode ser direta ou indireta. Verificação direta significa verificar um montante ou outra representação por meio de observação direta, como, por exemplo, por meio da conta- gem de caixa a identificação física de bens do imobilizado. Verificação indireta significa checar os dados de entrada do modelo, fórmula ou outra téc- nica e recalcular os resultados obtidos por meio da aplicação da mesma metodologia; está relacionada com exame documental. Um exemplo é a verificação do valor contábil dos esto- ques por meio da checagem dos dados de entrada (quantidades e custos) e por meio do recál- culo do saldo final dos estoques utilizando a mesma premissa adotada no fluxo do custo (por exemplo, utilizando o método PEPS). Tempestividade Tempestividade significa ter informação disponível para tomadores de decisão a tempo de poder influenciá-los em suas decisões. Tem relação direta com a oportunidade de uma informação, devido a isto, a informação tem que estar disponível para tomadores de decisão a tempo para poder influenciá-los em suas decisões. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para CONCURSEIRA - 02891961919, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 28 de 148www.grancursosonline.com.br Lei n. 6.404/1976 e Legislação Complementar CONTABILIDADE Claudio Zorzo Em geral, a informação mais antiga é a que tem menos utilidade. Contudo, certa informa- ção pode ter o seu atributo tempestividade prolongado após o encerramento do período contá- bil, em decorrência de alguns usuários necessitarem identificar e avaliar tendências. A falta de tempestividade pode criar uma assimetria informacional entre os usuários. Por exemplo: os usuários internos (administradores) têm conhecimento de uma informação rele- vante, contudo não a divulgam para não afetar a negociação de um título da empresa no mer- cado de capital. Quando a informação for divulgada, após a negociação dos papéis ter sido efetivada, ela perdeu a sua oportunidade e de certa forma foi inútil naquele momento. Compreensibilidade Compreensibilidade é uma das características que ajudam o usuário a assimilar o signifi- cado das informações. Assim, classificar, mensurar e apresentar a informação com clareza e concisão torna-a compreensível. A compreensibilidade presume que o usuário disponha de conhecimentos de Contabilida- de e dos negócios e atividades da Entidade, em nível que o habilite ao entendimento das in- formações colocadas à sua disposição, desde que se proponha analisá-las, pelo tempo e com a profundidade necessários, sendo que uma eventual dificuldade de entendimento suficiente das informações contábeis por algum usuário jamais será motivo para a sua não-divulgação. Alguns fenômenos são inerentemente complexos e pode não ser possível tornar a sua compreensão fácil. Excluir informações sobre esses fenômenos dos relatórios financeiros pode tornar mais fácil a compreensão das informações contidas nesses relatórios financeiros. Contudo, esses relatórios seriam incompletos e, portanto, possivelmente distorcidos. PEGADINHA DAS BANCAS Normalmente as bancas afirmam que para facilitar a compreensão pelos usuários, a empresa não precisa divulgar as informações consideradas complexas. Não caiam neste peguinha. De- vem ser divulgadas todas as informações relevantes, inclusive as que envolvem cálculos com- plexos como os relacionados com a precificação de ativos e derivativos no mercado de capital. Então, para ser compreensível a informação deve ser divulgada com clareza e completude, contudo, exige-se que o usuário saiba interpretar as informações, pois, as informações sobre assuntos complexos que devam ser incluídas nas demonstrações contábeis, por causa da sua relevância para as necessidades de tomada de decisão pelos usuários, não devem ser excluí- das meramente sob o pretexto de que seriam difíceis para certos usuários as entenderem. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para CONCURSEIRA - 02891961919, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 29 de 148www.grancursosonline.com.br Lei n. 6.404/1976 e Legislação Complementar CONTABILIDADE Claudio Zorzo Na elaboração das informações a administração deverá analisar a relação custo benefício, pois, o custo é uma restrição generalizada sobre as informações que podem ser fornecidas pelo relatório financeiro. Como a elaboração do relatório de informações financeiras impõe custos, e é importante que esses custos sejam justificados pelos benefícios de apresentar essas informações. Devido à subjetividade inerente, as avaliações de diferentes indivíduos sobre os custose benefícios da apresentação de itens específicos de informações financeiras variam. Portanto, procura-se considerar custos e benefícios em relação ao relatório financeiro, de modo geral, e, não apenas, em relação a entidades individuais que reportam. 020. (IF-ES/IF-ES/TÉCNICO EM CONTABILIDADE/2019) De acordo com a “Estrutura Con- ceitual para Elaboração e Divulgação de Relatório Contábil-Financeiro (CPC 00 – R1)” é um exemplo de característica qualitativa capaz de melhorar a utilidade da informação contábil-fi- nanceira, a ________. No tocante ao caso específico do setor público, a “NBC TSP Estrutura Conceitual para Elabora- ção e Divulgação de Informação Contábil de Propósito Geral pelas Entidades do Setor Público” prevê que os usuários dos Relatórios Contábeis de Propósito Geral das Entidades do Setor Público almejam subsídios nestes relatórios para fins de prestação de contas e responsabili- zação (accountability) e para o (a) _________. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para CONCURSEIRA - 02891961919, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 30 de 148www.grancursosonline.com.br Lei n. 6.404/1976 e Legislação Complementar CONTABILIDADE Claudio Zorzo Completam de forma CORRETA as lacunas do texto na ordem prevista: a) Comparabilidade / tomada de decisão. b) Representação fidedigna / fiscalização dos tributos arrecadados. c) Relevância / fiscalização dos agentes públicos. d) Tempestividade / acompanhamento da ação governamental. e) Compreensibilidade / participação democrática. As caraterísticas qualitativas de melhoria são a comparabilidade, a verificabilidade, a tempesti- vidade e a compreensibilidade; elas melhoram a utilidade da informação que é relevante e que é representada com fidedignidade. Assim, eliminamos as letras B e C. Os usuários, sejam públicos ou privados, utilizam as informações apresentadas pela contabili- dade para tomar uma decisão sobre a melhor forma de alocar seus recursos. Letra a. 021. (AOCP/PC-ES/PERITO CONTÁBIL/2019) Conforme a Estrutura Conceitual para Elabora- ção e Divulgação de Relatório Contábil-Financeiro, a característica qualitativa da confiabilidade foi redenominada para a) verificabilidade. b) compreensibilidade. c) comparabilidade. d) representação fidedigna. e) relevância. A característica qualitativa confiabilidade foi redenominada de representação fidedigna. Letra d. 022. (IBFC/EBSERH/TÉCNICO CONTÁBIL/2017) Com base na NBC TSP Estrutura Conceitual – estrutura conceitual para elaboração e divulgação de informação contábil de propósito geral pelas entidades do setor público, assinale a alternativa que completa corretamente a lacuna. “ _______________ significa ter informação disponível para os usuários antes que ela perca a sua capacidade de ser útil para fins de prestação de contas e responsabilização (accountability) e tomada de decisão”. a) Tempestividade b) Compreensibilidade c) Neutralidade d) Comparabilidade e) Verificabilidade. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para CONCURSEIRA - 02891961919, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 31 de 148www.grancursosonline.com.br Lei n. 6.404/1976 e Legislação Complementar CONTABILIDADE Claudio Zorzo A Tempestividade significa ter informação disponível para tomadores de decisão a tempo de poder influenciá-los em suas decisões. Em geral, a informação mais antiga é a que tem menos utilidade. Contudo, certa informação pode ter o seu atributo tempestividade prolongado após o encerramento do período contábil, em decorrência de alguns usuários, por exemplo, necessi- tarem identificar e avaliar tendências. Está representando o princípio da oportunidade. Letra a. 023. (IESES/CRM-SC/CONTADOR/2015) As características qualitativas da informação con- tábil-financeira identificam os tipos de informações que muito provavelmente são reputadas como as mais úteis para investidores, credores por empréstimos e outros credores, existentes e em potencial, para tomada de decisões acerca da entidade. Assinale a alternativa que representa uma característica qualitativa fundamental da informa- ção contábil-financeira. a) Relevância. b) Competência. c) Entidade. d) Continuidade. As características fundamentais são relevância e representação fidedigna. Não se esqueça dos atributos de melhoria: comparabilidade, compreensibilidade, tempestividade e verificabilidade. Letra a. 024. (FCC/TRE-PR/ANALISTA DE CONTABILIDADE/2013) Sobre a estrutura conceitual para a elaboração e apresentação das demonstrações contábeis, considere: I – A estrutura conceitual aplica-se à forma e ao conteúdo das informações adicionais forneci- das para atender às necessidades da administração da empresa. II – O objetivo das demonstrações contábeis é fornecer informações que sejam úteis a um grande número de usuários em suas avaliações e tomadas de decisão econômica. III – As demonstrações contábeis são preparadas com base no pressuposto de que a entidade não tem a intenção nem a necessidade de entrar em liquidação, nem reduzir materialmente a escala das suas operações. IV – As informações sobre assuntos complexos que dificultam a compreensibilidade para al- guns usuários da contabilidade devem ser excluídas das demonstrações contábeis. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para CONCURSEIRA - 02891961919, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 32 de 148www.grancursosonline.com.br Lei n. 6.404/1976 e Legislação Complementar CONTABILIDADE Claudio Zorzo Está correto o que se afirma APENAS em a) I e II. b) II e III. c) I, II e III. d) II, III e IV. e) III e IV. I – Está errado. Os relatórios de propósito emitidos pela empresa visam atender aos usuários externos; os administradores que representam os usuários internos utilizam informações pon- tuais e específicas. II – Está correto. O objetivo das demonstrações contábeis é fornecer informações que sejam úteis a um grande número de usuários em suas avaliações e tomadas de decisão econômica, por isto que são denominadas de relatórios de propósito geral. III – Está correto. As demonstrações contábeis são preparadas com base no pressuposto da continuidade, ou seja, considerando que a empresa não tem a intenção, nem a necessidade de entrar em liquidação, nem reduzir materialmente a escala das suas operações. IV – Está errada. As informações sobre assuntos complexos que dificultam a compreensibi- lidade para alguns usuários da contabilidade NÃO devem ser excluídas das demonstrações contábeis. É o caso dos instrumentos financeiros sem um mercado ativo. A exclusão de infor- mações sobre esses fenômenos dos relatórios contábil-financeiros pode tornar a informação constante em referidos relatórios mais facilmente compreendida. Contudo, referidos relatórios seriam considerados incompletos e potencialmente distorcidos. Letra b. 025. (AOCP/SANTO AGOSTINHO-PE/CONTADOR/2019) Segundo o CPC 00 (R1) – Estrutura Conceitual para Elaboração e Divulgação de Relatório Contábil-Financeiro, a) a utilização do regime de caixa fornece melhor base de avaliação da performance passada e da futura da entidade a que reporta a informação. b) as características qualitativas foram divididas em duas categorias: as fundamentais e as da relevância. c) para ser representação perfeitamente fidedigna, a realidade retratada da informação precisa ter os atributos da neutralidade e ser livre de distorções relevantes. d) as informações se destinam, principalmente, ao públicoexterno, com foco nos investidores, credores por empréstimos e a outros credores. A estrutura conceitual determina a utilização do regime de competência para a apuração dos resultados, pois o regime de caixa apresenta somente as entradas e saídas de dinheiro, forne- cendo uma base de informações muito pequena. A letra “A” está errada. 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(AOCP/ADAF-AM/CONTADOR/2018) Nos termos do CPC 00, são características quali- tativas de melhoria: a) conservadorismo, relevância, confiabilidade e comparabilidade. b) representação fidedigna, materialidade, comparabilidade e compreensibilidade. c) comparabilidade, tempestividade, confiabilidade e relevância. d) comparabilidade, verificabilidade, tempestividade e compreensibilidade. e) fidedignidade, confiabilidade, materialidade e conservadorismo. As características qualitativas de melhoria são a comparabilidade, capacidade de verificação (verificabilidade), tempestividade e compreensibilidade, menos críticas, mas ainda assim alta- mente desejáveis. Letra d. cApítulo 3 - demonstrAções contábeis e A entidAde Que reportA A estrutura conceitual destaca que as demonstrações contábeis fornecem informações sobre recursos econômicos (ativos) da entidade que reporta; reivindicações contra a entidade (obrigações exigíveis) e alterações nesses recursos (receitas e despesas); devido a isto elas têm o objetivo de fornecer informações financeiras sobre os ativos, passivos, patrimônio líqui- do, receitas e despesas que sejam úteis aos usuários das demonstrações contábeis na avalia- ção das perspectivas para futuros fluxos de entrada de caixa líquidos e na avaliação da gestão de recursos da administração sobre os recursos econômicos da entidade. As informações são apresentadas no balanço patrimonial, ao reconhecer ativos, passivos e patrimônio líquido; na demonstração do resultado, ao reconhecer as receitas e despesas, e na demonstração do resultado abrangente, que apresenta as receitas e despesas abrangentes (contas apresentadas no Patrimônio Líquido na conta Ajuste da Avaliação Patrimonial); e em outras demonstrações e notas explicativas. Aqui temos uma novidade. O CPC 00 R2 apresenta a necessidade da elaboração da DRA – De- monstração dos Resultados abrangentes. 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Desta forma as demonstrações devem retratar os efeitos patrimoniais e financeiros das transações e outros eventos, por meio do grupamento deles em classes amplas de acordo com as suas características econômicas (são os grupos e subgrupos de contas). Assim, as informações sobre possíveis transações futuras e outros possíveis eventos fu- turos (informações abrangentes-prospectivas) são incluídas nas demonstrações contábeis se: a) referirem-se a ativos ou passivos da entidade – incluindo ativos ou passivos não reco- nhecidos – ou patrimônio líquido que existiam no final do período de relatório, ou durante o período de relatório, ou a receitas ou a despesas do período de relatório; e b) forem úteis aos usuários das demonstrações contábeis. Os ativos e passivos NÃO RECONHECIDOS, são os considerados contingentes, que não apare- cem no balanço patrimonial, mas são divulgados em notas explicativas. No Brasil, o período utilizado para a elaboração das demonstrações é o exercício social adotado pela empresa, que em regra, é o ano civil. Contudo, independe do prazo utilizado na elaboração das demonstrações, para ajudar os usuários a identificarem e avaliarem mudanças e tendências, as demonstrações contábeis também fornecem informações comparativas de, pelo menos, um período de relatório anterior. O PULO DO GATO A empresa deve apresentar as demonstrações do período corrente e as demonstrações do período anterior. Outra inclusão é a de que as demonstrações contábeis são normalmente elaboradas com base na suposição de que a entidade está em continuidade operacional e continuará em ope- ração no futuro previsível. Assim, presume-se que a entidade não tem a intenção nem a necessidade de entrar em liquidação ou deixar de negociar. Se existe essa intenção ou necessidade, as demonstrações contábeis podem ter que ser elaboradas em base diferente. Em caso afirmativo, as demonstra- ções contábeis descrevem a base utilizada. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para CONCURSEIRA - 02891961919, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 35 de 148www.grancursosonline.com.br Lei n. 6.404/1976 e Legislação Complementar CONTABILIDADE Claudio Zorzo entidAde Que reportA A entidade que reporta é a entidade que é obrigada a, ou decide, elaborar demonstrações contábeis; pode ser uma única entidade ou parte da entidade ou pode compreender mais de uma entidade. Às vezes, a entidade (controladora) tem o controle sobre outra entidade (controlada). Se a en- tidade que reporta compreende tanto a controladora como suas controladas, as demonstrações contábeis da entidade que reporta são denominadas “demonstrações contábeis consolidadas”. As demonstrações consolidadas fornecem informações sobre os ativos, passivos, patri- mônio líquido, receitas e despesas tanto da controladora como de suas controladas como uma única entidade. Essas informações são úteis para investidores, credores por empréstimos e outros credores, existentes e potenciais, da controladora em sua avaliação das perspectivas para futuros fluxos de entrada de caixa líquidos para a controladora. Isso porque os fluxos de entrada de caixa líquidos para a controladora incluem distribuições para a controladora de suas controladas, e essas distribuições dependem de fluxos de entrada de caixa líquidos para as controladas. Se a entidade que reporta é apenas a controladora, as demonstrações contábeis são deno- minadas “demonstrações contábeis não consolidadas”. Demonstrações contábeis não consolidadas destinam-se a fornecer informações sobre os ativos, passivos, patrimônio líquido, receitas e despesas da controladora e, não, sobre aquelas de suas controladas Se a entidade que reporta compreende duas ou mais entidades que não são todas vincu- ladas pelo relacionamento controladora-controlada,as demonstrações contábeis da entidade que reporta são denominadas “demonstrações contábeis combinadas”. As demonstrações contábeis podem ser não consolidadas (individuais), consolidadas ou combinadas. cApítulo 4 - elementos dAs demonstrAções contábeis Os elementos das demonstrações contábeis definidos na Estrutura Conceitual são apre- sentados pelas classes de contas que compõem os ativos, passivos e patrimônio líquido, que se referem à posição financeira da entidade que reporta; e receitas e despesas, que se referem ao desempenho financeiro da entidade que reporta. Essas classes amplas são denominadas de elementos das demonstrações contábeis. Os elementos das demonstrações contábeis definidos nesta Estrutura Conceitual são: • ativos, passivos e patrimônio líquido, que se referem à posição financeira da entidade que reporta; e • receitas e despesas, que se referem ao desempenho financeiro da entidade que reporta. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para CONCURSEIRA - 02891961919, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 36 de 148www.grancursosonline.com.br Lei n. 6.404/1976 e Legislação Complementar CONTABILIDADE Claudio Zorzo A apresentação desses elementos no balanço patrimonial e na demonstração do resultado envolve um processo de subclassificação. Por exemplo, ativos e passivos podem ser classifi- cados por sua natureza ou função nos negócios da entidade, em circulante os não circulantes, a fim de mostrar as informações da maneira mais útil aos usuários para fins de tomada de decisões econômicas. As receitas e despesas são segmentadas conforme as atividades em operacionais e outras receitas ou despesas. deFinição dos elementos A definição dos elementos prevista no Pronunciamento nos apresenta os conceitos de ativo, passivo, patrimônio líquido, receita e despesa. Contudo são denominados de elementos das Demonstrações Contábeis. Os elementos diretamente relacionados com a posição financeira da entidade que reporta são os ativos, os passivos e o patrimônio líquido. Estes são definidos como segue: • Ativo é um recurso econômico presente controlado pela entidade como resultado de eventos passados. Recurso econômico é um direito que tem o potencial de produzir benefícios econômicos e deve atender três aspectos: direito, potencial de produzir benefícios econômicos e controle. Os direitos que têm o potencial de produzir benefícios econômicos assumem muitas for- mas, incluindo: a) direitos que correspondem à obrigação de outra parte b) direitos de receber caixa; c) direitos de receber produtos ou serviços; d) direitos de trocar recursos econômicos com outra parte em condições favoráveis. A entidade não pode ter direito de obter benefícios econômicos de si mesma. Um recurso econômico é um direito que tem o potencial de produzir benefícios econômicos. Para que esse potencial exista, não precisa ser certo, ou mesmo provável, que esse direito produzirá benefícios econômicos. É necessário somente que o direito já exista e que, em pelo menos uma circunstância, produzirá para a entidade benefícios econômicos além daqueles disponíveis para todas as outras partes. Um recurso econômico pode produzir benefícios econômicos para a entidade, com um ou mais dos seguintes atos: a) receber fluxos de caixa contratuais ou outro recurso econômico; b) trocar recursos econômicos com outra parte em condições favoráveis; c) produzir fluxos de entrada de caixa ou evitar fluxos de saída de caixa, por exemplo: i) utilizando o recurso econômico para produzir produtos ou prestar serviços; ii) utilizando o recurso econômico para melhorar o valor de outros recursos econômicos; iii) arrendando o recurso econômico a outra parte; d) receber caixa ou outros recursos econômicos por meio da venda do recurso econômico; ou e) extinguir passivos por meio da transferência do recurso econômico. 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Ocorre que, se uma parte controla um recurso econômico, nenhuma outra parte controla esse recurso. • Passivo é uma obrigação presente da entidade de transferir um recurso econômico como resultado de eventos passados. Para que exista passivo, três critérios devem ser satisfeitos: a entidade tem uma obrigação, a obrigação é de transferir um recurso econômico, a obrigação é uma obrigação presente que existe como resultado de eventos passados O primeiro critério para o passivo é que a entidade tenha a obrigação. A obrigação é o dever ou responsabilidade que a entidade não tem a capacidade prática de evitar. A obrigação é sempre devida à outra parte (ou partes). A outra parte (ou partes) pode ser uma pessoa ou outra entidade, grupo de pessoas ou outras entidades, ou a sociedade em geral. Não é necessário conhecer a identidade da parte (ou partes) para quem a obrigação é devida. Muitas obrigações são estabelecidas por contrato, legislação ou meios similares e são legalmente exigíveis pela parte (ou partes) para quem são devidas. Obrigações também podem resultar, contudo, de práticas usuais, políticas publicadas ou declarações específicas da entidade se a entidade não tem capacidade prática de agir de modo inconsistente com essas práticas, políticas ou declarações. A obrigação que surge nessas situações é denominada, às vezes, “obrigação presumida”. O segundo critério para um passivo é que a obrigação seja de transferir um recurso econômico. Para satisfazer a esse critério, a obrigação deve ter o potencial de exigir que a entidade transfira um recurso econômico para outra parte (ou partes). Para que esse potencial exista, não é necessário que seja certo, ou mesmo provável, que a entidade será obrigada a transferir um recurso econômico – a transferência pode, por exemplo, ser obrigada somente se ocorrer evento futuro incerto especificado. 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Essas obrigações incluem, por exemplo, contrato a termo para vender um recurso econômico em condições que são atualmente desfavoráveis ou a opção que dá direito à outra entidade de comprar um recurso econômico da entidade; d) obrigações de transferir um recurso econômicose ocorrer evento futuro incerto específico; e) obrigações de emitir instrumento financeiro se esse instrumento financeiro obrigar a entidade a transferir um recurso econômico. O terceiro critério para um passivo é que a obrigação seja uma obrigação presente que exista como resultado de eventos passados. A obrigação presente existe como resultado de eventos passados somente se: a) a entidade já tiver obtido benefícios econômicos ou tomado uma ação; e b) como consequência, a entidade terá ou poderá ter que transferir um recurso econômico que de outro modo não teria que transferir. A obrigação presente pode existir mesmo se a transferência de recursos econômicos não puder ser executada até algum momento no futuro. Por exemplo, passivo contratual de pagar o valor à vista pode existir atualmente mesmo se o contrato não exige o pagamento até uma data futura. De modo similar, a obrigação contratual para a entidade realizar um trabalho em data fu- tura pode existir atualmente mesmo se a contraparte não puder exigir que a entidade realize o trabalho até essa data futura. • Patrimônio líquido é a participação residual nos ativos da entidade após a dedução de todos os seus passivos. É uma obrigação não exigível para a empresa, pois os direitos sobre o patrimônio líquido são reivindicações contra a entidade que não atendem à definição de passivo. Essas reivindicações podem ser estabelecidas por contrato, legislação ou meios similares, e incluem, na medida em que não atendem à definição de passivo: a) ações de diversos tipos emitidas pela entidade; e b) algumas obrigações da entidade de emitir outro direito sobre o patrimônio líquido, como dividendos e proventos. Os elementos diretamente relacionados com o desempenho financeiro da entidade, são as receitas e as despesas. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para CONCURSEIRA - 02891961919, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 39 de 148www.grancursosonline.com.br Lei n. 6.404/1976 e Legislação Complementar CONTABILIDADE Claudio Zorzo a) Receitas são aumentos nos ativos, ou reduções nos passivos, que resultam em aumen- tos no patrimônio líquido, exceto aqueles referentes a contribuições de detentores de direitos sobre o patrimônio; b) Despesas são reduções nos ativos, ou aumentos nos passivos, que resultam em redu- ções no patrimônio líquido, exceto aqueles referentes a distribuições aos detentores de direi- tos sobre o patrimônio. O resultado é frequentemente utilizado como medida de performance, desempenho ou como base para outras medidas, tais como o retorno do investimento ou o resultado por ação. O CPC 00 R2 apresenta a seguinte síntese sobre os conceitos: O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para CONCURSEIRA - 02891961919, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 40 de 148www.grancursosonline.com.br Lei n. 6.404/1976 e Legislação Complementar CONTABILIDADE Claudio Zorzo 027. (FCC/TCE-SE/TÉCNICO DE CONTROLE EXTERNO/2012) Ativo é definido na estrutura conceitual da contabilidade como um recurso a) de propriedade da entidade, utilizado em suas atividades operacionais, independentemente do fluxo de caixa que este venha a gerar. b) do qual se espera apenas uma saída próxima de recursos da entidade para o seu pagamento. c) adquirido à vista pela entidade. d) controlado pela entidade e do qual se espera que resultem benefícios econômicos futuros. e) que não pode ser distribuído aos proprietários da entidade como restituição do capital. O conceito de ativo é um recurso econômico controlado pela entidade como resultado de even- tos passados. Recurso controlado não precisa ser de propriedade da empresa, por exemplo, direito de uso de uma marca, um ativo obtido por arrendamento mercantil financeiro. Por resultado de eventos passados entendemos que deve ter corrido um fato contábil, onde forma identificadas mensuradas as contas. O ativo representa o potencial econômico da empresa e este potencial está relacionado com os futuros benefícios econômicos esperados. Em suma, o ativo existe para gerar benefícios econômicos, ou seja, gerar lucro para a empresa, aumentando as receitas ou diminuindo as despesas. Letra d. 028. (FCC/TJ-SE/ANALISTA DE CONTABILIDADE/2009) A identificação de um gasto efetu- ado que NÃO produza benefícios econômicos futuros é reconhecido nas demonstrações de uma entidade como a) ganho. b) despesa. c) custo. d) receita. e) ativo. A essência de um ativo é ter um potencial econômico embutido; caso ocorra um gasto que seja improvável a futura geração de benefícios econômicos para a entidade, como é o caso de uma perda econômica, com sinistros, doações etc. o elemento deverá ser reconhecido como despesa. Letra b. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para CONCURSEIRA - 02891961919, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 41 de 148www.grancursosonline.com.br Lei n. 6.404/1976 e Legislação Complementar CONTABILIDADE Claudio Zorzo 029. (IF-PE/IF-PE/CONTADOR/2016) Sobre a estrutura conceitual estabelecida pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), está CORRETO afirmar que a) segundo a Estrutura Conceitual, reconhecimento é o processo que consiste na incorporação ao balanço patrimonial ou à demonstração do resultado de item que se enquadre na defini- ção de elemento e que satisfaça os critérios de reconhecimento mencionados na Estrutura Conceitual. b) no caso de conflito entre a estrutura conceitual e um pronunciamento técnico do CPC, o disposto na Estrutura Conceitual deve ter prevalência sobre as exigências do pronunciamen- to técnico. c) demonstrações contábeis elaboradas dentro do que prescreve a Estrutura Conceitual obje- tivam fornecer informações que sejam úteis na tomada de decisões econômicas e avaliações por parte dos usuários, tendo o propósito de atender finalidade específica de determinados grupos de usuários. d) aportes dos proprietários da empresa é receita, pois são aumentos nos benefícios econômi- cos durante o período contábil sob a forma de entrada de recursos que resultam em aumento do patrimônio líquido. e) despesas são decréscimos nos benefícios econômicos durante o período contábil sob a forma da saída de recursos ou da redução de ativos ou assunção de passivos, que resultam em decréscimo do patrimônio líquido. Porém essa definição não abrange as perdas. Reconhecer um elemento é identificar as caraterísticas de ativo, passivo, PL, receita e despesa; além disto, verificar se foram atendidos os critérios necessários para o seu registro no Balanço Patrimonial ou Demonstração do Resultado do Exercício. A letra “a” está correta. b) Quando houver conflito entre a estrutura conceitual básica e um pronunciamento técnico prevalece o que estiver previsto no pronunciamento técnico. c) As demonstrações são elaboradas para atender aos propósitos de todos os usuários exter- nos e não especificamente um usuário. d) Aporte de capital representa um aumento no capital social com a aplicação de dinheiro pe- los sócios, não é receita, pois não tem relação com as atividades normais da empresa. e) Uma perda também é uma despesa, por exemplo, um sinistro, um incêndio ou um roubo. As per- das não têm relação com as atividades normais, são tratadas como despesas descontinuadas. Letra a. 030. (VUNESP/DOIS CÓRREGOS/CONTADOR/2018) Em uma empresa, uma despesa pode ser gerada a) pela redução das reservas de lucros para aumento do capital social. b) pelo aumentode uma aplicação financeira avaliada a valor justo. c) pelo pagamento a fornecedores. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para CONCURSEIRA - 02891961919, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 42 de 148www.grancursosonline.com.br Lei n. 6.404/1976 e Legislação Complementar CONTABILIDADE Claudio Zorzo d) pelo reconhecimento de ajuste de perdas de estoques. e) pela aquisição de um veículo à vista. A despesa é uma perda econômica que deixa a empresa mais pobre; toda despesa diminui a situação líquida; diminuindo o ativo ou aumentando o passivo. O reconhecimento de perdas no estoque é uma despesa que diminui o ativo. Letra d. 031. (VUNESP/DOIS CÓRREGOS/CONTADOR/2018) Em uma empresa, uma receita pode ser gerada a) pelo aumento de capital social em dinheiro. b) pela redução do passivo em decorrência do reconhecimento de variação cambial. c) pelos juros dos empréstimos obtidos. d) pela perda por impairment. e) pelo reconhecimento inicial de uma provisão trabalhista. Receita é um ganho econômico que deixa a empresa mais rica; será registrada independente- mente do recebimento ou não. Toda receita aumenta a situação líquida da empresa, aumentando o ativo ou diminuindo o pas- sivo; contudo, nem todo aumento da situação líquida é uma receita, como é o caso do aumento do capital social e a conversão de dívidas em ações. A diminuição do passivo pelo ganho na variação cambial é um exemplo de receita. Letra b. 032. (VUNESP/DOIS CÓRREGOS/CONTADOR/2018) Em uma empresa, uma das caracterís- ticas essenciais de um ativo é a) gerar benefícios econômicos para a entidade. b) ser um recurso decorrente de evento futuro. c) ser de propriedade legal. d) ter sido utilizado para liquidar um passivo. e) ter forma física. O ativo é um recurso controlado pela entidade como resultado de eventos passados e do qual se espera que fluam futuros benefícios econômicos para a entidade e pode ser tangível ou intangível. Letra a. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para CONCURSEIRA - 02891961919, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 43 de 148www.grancursosonline.com.br Lei n. 6.404/1976 e Legislação Complementar CONTABILIDADE Claudio Zorzo 033. (UFG/UFG/CONTADOR/2017) Até há bem pouco tempo, era comum conceituar Ativo como o conjunto de bens e direitos, embora diversos autores afirmassem que a utilização de um conceito simplificado se devia à formação ainda incipiente dos estudantes. O Ativo, após a divulgação da estrutura conceitual para a elaboração e divulgação das demonstrações contá- beis, passa a ser um recurso a) possuído por uma entidade, como resultado de eventos passados, e que apresenta va- lor de troca. b) possuído por uma entidade, como resultado de eventos passados, e do qual se espera que benefícios econômicos futuros fluam para essa entidade. c) controlado por uma entidade, como resultado de eventos passados, e do qual se espera que benefícios econômicos futuros fluam para essa entidade. d) controlado por uma entidade, como resultado de eventos passados, e que apresenta va- lor de troca. A questão cobrou literalmente o conceito de ativo: “Ativo é um recurso econômico controlado pela entidade como resultado de eventos passados e do qual se espera que fluam futuros benefícios econômicos para a entidade”. Lembre-se que atualmente o ativo não precisa mais ser de propriedade da empresa, contudo deve estar sob o seu controle. Letra c. cApítulo 5 - reconhecimento e desreconhecimento Reconhecimento é o processo de captação para inclusão no balanço patrimonial ou na demonstração do resultado e na demonstração do resultado abrangente de item que atenda à definição de um dos elementos das demonstrações contábeis – ativo, passivo, patrimônio líquido, receita ou despesa. O reconhecimento de um elemento envolve refletir o item em uma dessas demonstrações – seja isoladamente ou em conjunto com outros itens – em palavras e por meio do valor mo- netário, ou seja, a conta ou o grupo de contas, e incluir esse valor em um ou mais totais nessa demonstração. O valor pelo qual ativo, passivo ou patrimônio líquido é reconhecido no balanço patrimonial é referido como o seu “valor contábil”. Segundo o CPC 00 R2 o reconhecimento vincula os elementos, o balanço patrimonial e a demonstração do resultado e a demonstração do resultado abrangente, conforme abaixo: O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para CONCURSEIRA - 02891961919, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 44 de 148www.grancursosonline.com.br Lei n. 6.404/1976 e Legislação Complementar CONTABILIDADE Claudio Zorzo a) no balanço patrimonial no início e no final do período de relatório, total do ativo menos total do passivo equivale ao total do patrimônio líquido; e b) alterações reconhecidas no patrimônio líquido durante o período de relatório compreendem: i) receitas menos despesas reconhecidas na demonstração do resultado e na demonstra- ção do resultado abrangente; mais ii) contribuições de detentores de direitos sobre o patrimônio, menos distribuições aos de- tentores de direitos sobre o patrimônio. O PULO DO GATO Somente itens que atendem à definição de ativo, passivo ou patrimônio líquido devem ser re- conhecidos no balanço patrimonial. Similarmente, somente itens que atendem à definição de receitas ou despesas devem ser reconhecidos na demonstração do resultado e na demons- tração do resultado abrangente. Contudo, nem todos os itens que atendem à definição de um desses elementos devem ser reconhecidos. Reconhecimento é o processo que consiste na incorporação nas demonstrações contá- beis de item que se enquadre na definição de elemento, ou seja, é o processo de identificação e classificação do elemento, contudo pata que um item seja registrado nas demonstrações ele deve satisfazer os seguintes critérios: a) for provável que algum benefício econômico futuro associado ao item flua para a enti- dade (ativo) ou flua da entidade (passivo); e O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para CONCURSEIRA - 02891961919, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 45 de 148www.grancursosonline.com.br Lei n. 6.404/1976 e Legislação Complementar CONTABILIDADE Claudio Zorzo b) o item tiver custo ou valor que possa ser mensurado com confiabilidade. Note que a palavra-chave é a probabilidade (provável) de um bem ser realizar para a em- presa, quando for um ativo, ou exigir algo da empresa, quando for um passivo. Esta diferença é que caracteriza o ativo como realizável e o passivo como exigível. O PULO DO GATO Para ser reconhecido como ativo ou passivo deve ser PROVÁVEL que o bem irá se realizar (ati- vo) ou será exigida uma liquidação (passivo). Outro critério muito importante é que o elemento deve ser mensurável. Quando a empresa não conseguir estabelecer um valor, mesmo que por estimativa, não deve reconhecer o item nas demonstrações. O conceito de probabilidade deve ser adotado nos critérios de reconhecimento para de- terminar o grau de incerteza com que os benefícios econômicos futuros referentes ao item venham a fluir para a entidade ou a fluir da entidade. As avaliações acerca do grau de incerteza quanto a realização de um bem deve ser fei- ta com base na evidência disponível quando as demonstraçõescontábeis são elaboradas, ou seja, deve ser na data das demonstrações, o que ocorre normalmente no dia 31/12. Por exemplo, quando for provável que uma conta a receber devida à entidade não será paga pelo devedor, é então justificável, reconhecer uma estimativa de perda pela provável inadimplência e dessa forma, reconhecer como despesa a esperada redução nos recebimentos (benefícios econômicos esperados). O segundo critério para reconhecimento de um item é que ele possua custo ou valor que possa ser mensurado com confiabilidade. Em muitos casos, o custo ou valor precisa ser es- timado; o uso de estimativas razoáveis é parte essencial da elaboração das demonstrações contábeis e não prejudica a sua confiabilidade. Quando, entretanto, não puder ser feita estima- tiva razoável, o item não deve ser reconhecido no balanço patrimonial ou na demonstração do resultado. Por exemplo, o valor que se espera receber de uma ação judicial pode enquadrar-se nas definições tanto de ativo (direito) quanto de receita (ganho), assim como nos critérios probabi- lísticos exigidos para reconhecimento. Todavia, se não é possível mensurar com confiabilidade o montante que será recebido, ele não deve ser reconhecido como ativo ou receita. desreconhecimento Desreconhecimento é a retirada de parte ou da totalidade de ativo ou passivo reconhecido do balanço patrimonial da entidade, ou seja, consiste em dar baixa do componente patrimonial. O desreconhecimento normalmente ocorre quando esse item não atende mais à definição de ativo ou passivo: O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para CONCURSEIRA - 02891961919, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 46 de 148www.grancursosonline.com.br Lei n. 6.404/1976 e Legislação Complementar CONTABILIDADE Claudio Zorzo • para o ativo, o desreconhecimento normalmente ocorre quando a entidade perde o con- trole da totalidade ou de parte do ativo reconhecido; e • para o passivo, o desreconhecimento normalmente ocorre quando a entidade não pos- sui mais uma obrigação presente pela totalidade ou parte do passivo reconhecido. Normalmente o desreconhecimento é feito quando quaisquer ativos ou passivos expiraram ou foram consumidos, recebidos, executados ou transferidos, tendo como contrapartida do registro da baixa, receitas ou despesas. O PULO DO GATO O desreconhecimento NÃO deve ser feito se a entidade aparentemente tiver transferido o ativo, mas mantém exposição a significativas variações positivas ou negativas no valor dos benefí- cios econômicos que podem ser produzidos pelo ativo, ou seja, ainda controla o recurso. cApítulo 6 - mensurAção Mensuração é o processo que consiste em determinar os montantes monetários (VALOR) por meio dos quais os elementos das demonstrações contábeis devem ser reconhecidos e apresentados no balanço patrimonial e na demonstração do resultado. Para conseguir estabelecer o valor de um elemento nas demonstrações contábeis, a em- presa deve selecionar uma base inicial de mensuração, ou seja, estabelecer o valor de entra- da do item. Após o reconhecimento do valor do bem, a empresa ajusta este valor ao seu VALOR ATUAL de acordo com a sua realização corrente (uso/perda/desvalorização etc), desta forma, no tér- mino do exercício ao elaborar as demonstrações, a empresa deve apresentar o valor de saída do bem pelo valor mais próximo do atual possível; mesmo que por estimativa. A mensuração consiste em estabelecer, com base no preço de entrada, o preço de SAÍDA, de realização para ativos e exigibilidade para passivos. Valores de entrada: referem-se aos valores de obtenção dos elementos para seu primeiro registro nas demonstrações. Valores de Saída: refletem os valores recebidos ou gastos pela firma, na liquidação de um item. Na contabilidade um número variado de bases de mensuração é empregado em diferentes graus e em variadas combinações para estabelecer o valor dos itens nas demonstrações con- tábeis. Cada item terá um tratamento, vai depender da sua natureza. Por exemplo: os estoques são mensurados ao valor de mercado; os valores a receber e a pagar ao valor presente; o imo- bilizado é ajustado ao seu valor realizável etc. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para CONCURSEIRA - 02891961919, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 47 de 148www.grancursosonline.com.br Lei n. 6.404/1976 e Legislação Complementar CONTABILIDADE Claudio Zorzo Segundo o pronunciamento conceitual R2 são utilizadas as bases de mensuração do custo histórico, que deve ser ajustado ao seu custo atual, que pode ser pelo valor justo, valor em uso e valor de cumprimento ou custo corrente. A lógica do processo de mensuração é atender aos atributos fundamentais da informação contábil, respeitando a relevância e a representação fidedigna. custo histórico Os ativos são registrados pelos valores pagos ou pelo valor justo dos recursos que são entregues para adquiri-los na data da aquisição. Os passivos são registrados pelos valores dos recursos que serão necessários para liquidar o passivo no curso normal das operações. A mensuração ao custo histórico fornece informações monetárias sobre ativos, passivos e respectivas receitas e despesas, utilizando informações derivadas, pelo menos em parte, do preço da transação ou outro evento que deu origem a eles. Diferentemente do valor atual, o custo histórico não reflete as mudanças nos valores, exceto na medida em que essas mudan- ças se referirem à redução ao valor recuperável de ativo ou passivo que se torna onerosa. O custo histórico representa o valor original de negociação, o primeiro valor registrado. Para estabelecer o valor original é importante considerar que tudo o que for gasto com o item até a sua disponibilização para a empresa é considerado um custo, assim, se a empresa com- prar uma máquina por R$ 10.000,00 e gastar R$ 5.000,00 com frete e seguro, o valor original da máquina é de R$ 15.000,00. O custo histórico de ativo quando é adquirido ou criado é o valor dos custos incorridos na aquisição ou criação do ativo, compreendendo a contraprestação paga para adquirir ou criar o ativo mais custos de transação. O custo histórico de passivo quando é incorrido ou assumido é o valor da contraprestação recebida para incorrer ou assumir o passivo menos custos de transação. Como o custo histórico é reduzido para refletir o consumo do ativo e sua redução ao valor recuperável, o valor que se espera que seja recuperado do ativo mensurado ao custo histórico é, pelo menos, tão grande quanto o seu valor contábil. Similarmente, como o custo histórico do passivo é aumentado quando se torna oneroso, o valor da obrigação de transferir os recursos econômicos necessários para satisfazer à obriga- ção não é maior do que o valor contábil do passivo. Assim, o custo histórico do ativo e do passivo devem ser atualizado ao longo do tempo para refletir, se aplicável: Atualização do custo histórico do ativo deve ser feita quando: O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para CONCURSEIRA - 02891961919, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 48 de 148www.grancursosonline.com.br Lei n. 6.404/1976 e Legislação Complementar CONTABILIDADE Claudio Zorzo • o consumo da totalidade ou parte do recurso econômico que constitui o ativo (deprecia- ção ou amortização); • pagamentos recebidos que extinguem a totalidade ou parte do ativo; • o efeito de eventos que fazem com que a totalidadeou parte do custo histórico do ativo não seja mais recuperável (redução ao valor recuperável); e • provisão de juros para refletir qualquer componente de financiamento do ativo. Atualização do custo histórico do passivo deve ser feita quando: • o cumprimento da totalidade ou parte do passivo, por exemplo, efetuando pagamentos que extinguem a totalidade ou parte do passivo ou satisfazendo a obrigação de entregar produtos; • o efeito de eventos que aumentam o valor da obrigação de transferir os recursos eco- nômicos necessários para cumprir a obrigação em tal medida que o passivo se torna oneroso. O passivo é oneroso se o custo histórico não é mais suficiente para refletir a obrigação de satisfazer o passivo; e • provisão de juros para refletir qualquer componente de financiamento do passivo. vAlor AtuAl O valor atual de um componente das demonstrações é o seu valor histórico ajustado pelas alterações necessárias que ocorreram no exercício corrente. Diferentemente do custo histórico, o valor atual de ativo ou passivo não resulta, mesmo em parte, do preço da transação ou outro evento que deu origem ao ativo ou passivo, mas sim, é o resultado as variações que ocorreram nos itens do patrimônio. As mensurações ao valor atual fornecem informações monetárias sobre ativos, passivos e respectivas receitas e despesas, utilizando informações atualizadas para refletir condições na data de mensuração. Devido à atualização, os valores atuais de ativos e passivos refletem as mudanças, desde a data de mensuração anterior, em estimativas de fluxos de caixa e outros fatores refletidos nesses valores atuais. As bases de mensuração do valor atual incluem: a) valor justo; b) valor em uso de ativos e valor de cumprimento de passivos; e c) custo corrente. a) Valor Justo O valor justo do ativo é o preço que seria recebido para vende-lo sem deduzir custos de tran- sação na alienação; para o passivo é o preço que seria pago para transferir a parte não cum- prida da obrigação, não incluindo custos de transação que seriam incorridos na transferência. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para CONCURSEIRA - 02891961919, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 49 de 148www.grancursosonline.com.br Lei n. 6.404/1976 e Legislação Complementar CONTABILIDADE Claudio Zorzo O valor justo é determinado pela perspectiva dos participantes do mercado e, não, pela pers- pectiva específica da entidade. As informações fornecidas mensurando ativos e passivos ao valor justo podem ter valor pre- ditivo porque o valor justo reflete as atuais expectativas dos participantes do mercado sobre o valor, época e incerteza de fluxos de caixa futuros. Essas expectativas são precificadas de modo que reflitam as atuais preferências de risco dos participantes do mercado. Essas informações também podem ter valor confirmatório, fornecendo feedback sobre expectativas anteriores. Receitas e despesas que refletem as atuais expectativas dos participantes do mercado podem ter algum valor preditivo, pois essas receitas e despesas podem ser usadas como dado para prever futuras receitas e despesas. Essas receitas e despesas também podem ajudar na avaliação da eficiência e eficácia da administração da entidade no cumprimento de suas res- ponsabilidades sobre o uso dos recursos econômicos da entidade. A mudança no valor justo de ativo ou passivo pode resultar de vários fatores. Quando es- ses fatores possuem diferentes características, identificar separadamente receitas e despesas que resultam desses fatores pode fornecer informações úteis aos usuários das demonstra- ções contábeis. Se a entidade adquiriu o ativo em mercado e determina o valor justo utilizando preços de mercado diferente (mercado em que a entidade venderia o ativo), qualquer diferença entre os preços nesses dois mercados é reconhecida como receita quando esse valor justo é inicial- mente determinado. b) Valor em Uso (Ativo) e Valor de Cumprimento (Passivo) O valor em uso é usado como base de mensuração do ativo, normalmente é o valor realizá- vel; o valor de cumprimento, que apresenta o montante exigível da acabar com a obrigação, é utilizado como base de mensuração do passivo. O valor em uso fornece informações sobre o valor presente dos fluxos de caixa estimados do uso de ativo e de sua alienação final. Essas informações podem ter valor preditivo porque podem ser utilizadas ao avaliar as perspectivas de futuros fluxos de entrada de caixa líquidos. O valor de cumprimento fornece informações sobre o valor presente dos fluxos de caixa estimados necessários para satisfazer o passivo. Assim, o valor de cumprimento pode ter va- lor preditivo, particularmente se a obrigação for cumprida, em vez de transferida ou liquidada por negociação. As estimativas atualizadas de valor em uso ou valor de cumprimento, combinadas com informações sobre estimativas do valor, época e incerteza de fluxos de caixa futuros, também podem ter valor confirmatório porque fornecem feedback sobre as estimativas anteriores de valor em uso ou valor de cumprimento. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para CONCURSEIRA - 02891961919, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 50 de 148www.grancursosonline.com.br Lei n. 6.404/1976 e Legislação Complementar CONTABILIDADE Claudio Zorzo c) Custo Corrente Os ativos são mantidos valores que teriam de ser pagos se esses mesmos ativos ou ati- vos equivalentes fossem adquiridos na data do balanço. Os passivos são reconhecidos pelos valores, não descontados (com os juros embutidos), que se espera seriam necessários para liquidar a obrigação na data do balanço. O custo corrente é conhecido como custo de reposição e normalmente é utilizado para tomadas de decisão interna. As informações sobre ativos e passivos mensurados ao custo corrente podem ser relevan- tes porque o custo corrente reflete o custo pelo qual ativo equivalente poderia ser adquirido ou criado na data de mensuração ou a contraprestação que seria recebida por incorrer ou assumir passivo equivalente. Assim como o custo histórico, o custo corrente fornece informações sobre o custo de ati- vo consumido ou sobre receita do cumprimento de passivos. Essas informações podem ser utilizadas para obter as margens correntes e podem ser utilizadas como dado para prever mar- gens futuras. Diferentemente do custo histórico, o custo corrente reflete os preços vigentes no momento do consumo ou cumprimento. Quando as mudanças de preço são significativas, as margens baseadas em custo corrente podem ser mais úteis para prever margens futuras do que as margens baseadas em custo histórico. Para informar o custo corrente de consumo (ou receita corrente do cumprimento), é neces- sário separar a mudança no valor contábil no período de relatório em custo corrente de consu- mo (ou receita corrente do cumprimento) e o efeito de mudanças nos preços. O efeito de mu- dança nos preços às vezes é denominado “ganho de manutenção” ou “perda de manutenção”. O PULO DO GATO A estrutura conceitual não determina os critérios para utilizar uma ou outra base; entretanto, destaca que ao escolher a base de mensuração a ser utilizada é necessário considerar a na- tureza das informações que a base de mensuração produzirá nas demonstrações. Ou seja, a seleção será feita com base no julgamento profissional. Na maioria dos casos, nenhum fator único determina qual base de mensuração deve ser escolhida. A importância relativa de cada fator depende de fatos e circunstâncias, assim, a base de mensuração mais comumente adotada pelas entidades na elaboração de suas de- monstrações contábeisé o custo histórico. Ele é normalmente combinado com outras bases de mensuração. Entretanto, o CPC destaca a necessidade da escolha da base de mensuração ser determi- nada considerando-se tanto a mensuração inicial como a mensuração subsequente, sempre de acordo com a relevância e a fidedignidade das informações apresentadas. 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Em 31/7/2015, o preço de reposição unitário das referidas mercadorias havia alcan- çado o valor de R$ 7,80, ao passo que o preço de venda unitário estimado da mercadoria era R$ 12,50, e o gasto estimado necessário para a concretização da venda era R$ 1,50 por unidade. Em uma transação sem favorecimentos, cada uma dessas mercadorias poderia ser trocada no mercado pelo valor de R$ 12,50 no último dia do mês de julho de 2015. Com base na situação hipotética apresentada, julgue os próximos itens: Em 31/7/2015, o custo corrente unitário das mercadorias adquiridas era R$ 7,80. Esta questão é muito boa para contextualizar cada conceito apresentado. Valor de aquisição = valor histórico = R$ 7,00 Preço de reposição = valor corrente = R$ 7,80 Preço de venda (-) custos de vendas = Valor realizável líquido = R$ 11,00 (12,50 – 1,50) Valor de troca = valor justo = 12,50 A assertiva está correta, pois o valor corrente é de R$ 7,80. Certo. 035. (CESPE/STJ/ANALISTA JUDICIÁRIO/2015) Em atendimento ao princípio do registro pelo valor original, que indica o custo histórico como a base de mensuração a ser utilizada para o registro inicial dos componentes patrimoniais, cada unidade da mercadoria adquirida deve ser reconhecida ao preço de R$ 7,00. Esta questão é muito boa para contextualizar cada conceito apresentado. Valor de aquisição = valor histórico = R$ 7,00 Preço de reposição = valor corrente = R$ 7,80 Preço de venda (-) custos de vendas = Valor realizável líquido = R$ 11,00 (12,50 – 1,50) Valor de troca = valor justo = 12,50 A assertiva está correta, pois o valor histórico é de R$ 7,00. Certo. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para CONCURSEIRA - 02891961919, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 52 de 148www.grancursosonline.com.br Lei n. 6.404/1976 e Legislação Complementar CONTABILIDADE Claudio Zorzo 036. (CESPE/FUNPRESP-EXE/CONTABILIDADE E FINANÇAS/2016) Acerca da estrutu- ra conceitual básica da contabilidade, dos planos de contas, dos lançamentos e da apura- ção de resultados bem como da estrutura das demonstrações contábeis, julgue os itens que se seguem. A verificabilidade, uma das características qualitativas de melhoria, é aquela que garante a uniformidade das demonstrações contábeis, dando segurança ao usuário sobre a adoção de métodos semelhantes para contabilização de itens idênticos. A verificabilidade é uma característica de melhoria e está relacionada com a capacidade de comprovação de uma informação pelos usuários. A utilização de métodos uniformes tem rela- ção com o atributo da comparabilidade. Errado. 037. (CESPE/MPU/ANALISTA ATUARIAL/2015) Julgue o item seguinte, acerca dos compo- nentes patrimoniais, suas características e contabilização. As despesas configuram perdas nos benefícios econômicos de uma entidade, sob a forma de redução de ativos ou acréscimo de passivos, não estando relacionadas a distribuição de recursos a sócios/acionistas. A assertiva cobra literalmente o conceito de despesa apresentado na estrutura conceitual. As transações com os sócios como: aumento de capital, saída de sócios e pagamento de dividen- dos, não são tratadas como receitas ou despesas. Não esqueçam que toda despesa diminui o PL, contudo nem toda diminuição do PL é despesa. Certo. 038. (CESPE/TCE-RN/AUDITOR/2015) Com relação aos princípios, às normas, às teorias e às práticas contábeis vigentes, julgue o item que se segue. A essência sobre a forma é conceito indispensável para o cumprimento da característica qua- litativa da representação fidedigna, ao passo que a prudência, por ser inconsistente com a neutralidade, é incompatível com a representação fidedigna. A essência sobre a forma foi retirada na revisão do pronunciamento conceitual por ser con- siderada uma redundância, pois para a contabilidade a representação fidedigna exige que o controle sobreponha a propriedade. A prudência foi excluída por ser contraria à neutralidade, uma característica da representação fidedigna. Certo. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para CONCURSEIRA - 02891961919, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 53 de 148www.grancursosonline.com.br Lei n. 6.404/1976 e Legislação Complementar CONTABILIDADE Claudio Zorzo 039. (CESPE/TCE-RO/CONTADOR/2013) Com relação à estrutura conceitual do Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), julgue os itens a seguir. O direito de propriedade é condição essencial para que seja configurada a existência de um ativo, o qual surge sempre em decorrência de um direito legal. Como vimos, na contabilidade atual prevalece a “essência econômica sobre a forma legal”, daí podemos inferir que o controle sobrepõe a propriedade, desta forma um item pode estar no ativo da empresa mesmo não sendo de sua propriedade legal. O caso mais caraterizador da essência sobre a forma é o arrendamento mercantil financeiro, onde a empresa é usufrutuária do bem, contudo a propriedade é da financeira (arrendadora). Errado. 040. (CESPE/DPF/PERITO CONTADOR/2013) Julgue o item seguinte, de acordo com os prin- cípios de contabilidade e as normas do Conselho Federal de Contabilidade (CFC). Relevância e comparabilidade são características qualitativas fundamentais da informação contábil-financeira útil, pois tornam a informação capaz de fazer a diferença nas decisões to- madas pelos usuários. As caraterísticas fundamentais da informação contábil são: RELEVÂNCIA E REPRESENTAÇÃO FIDEDIGNA. Existem também os atributos de melhoria que são: comparabilidade, verificabilidade, tempes- tividade e compreensibilidade. Errado. 041. (IF-PA/IF-PA/TÉCNICO CONTÁBIL/2019) De acordo com a Resolução CFC 1374/2011- Estrutura Conceitual para Elaboração e Divulgação de Relatório Contábil-Financeiro, Mensura- ção é o processo que consiste em determinar os montantes monetários por meio dos quais os elementos das demonstrações contábeis devem ser reconhecidos e apresentados no balanço patrimonial e na demonstração do resultado. Esse processo envolve a seleção das seguintes bases específicas de mensuração. 1. Custo Corrente 2. Valor Presente 3. Custo Histórico 4. Valor Realizável ( ) Os ativos são registrados pelos montantes pagos em caixa ou equivalentes de caixa ou pelo valor justo dos recursos entregues para adquiri-los na data da aquisição. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para CONCURSEIRA - 02891961919, vedada, por quaisquermeios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 54 de 148www.grancursosonline.com.br Lei n. 6.404/1976 e Legislação Complementar CONTABILIDADE Claudio Zorzo ( ) Os ativos são mantidos pelos montantes em caixa ou equivalentes de caixa que teriam de ser pagos se esses mesmos ativos ou ativos equivalentes fossem adquiridos na data do balanço. ( ) Os ativos são mantidos pelos montantes em caixa ou equivalentes de caixa que poderiam ser obtidos pela sua venda em forma ordenada. ( ) Os ativos são mantidos pelo valor descontado, dos fluxos futuros de entradas líquidas de caixa que se espera seja gerado pelo item no curso normal das operações. De acordo com a Resolução CFC 1374/2011, relacione as colunas e marque a alternativa que contenha sequência correta das bases de mensuração dos Ativos: a) 3, 2, 4, 1. b) 2, 1, 2,4. c) 4, 3, 1, 2. d) 1, 2, 3, 4. e) 3, 1, 4, 2. Custo Histórico - Os ativos são registrados pelos montantes pagos em caixa ou equivalentes de caixa ou pelo valor justo dos recursos entregues para adquiri-los na data da aquisição. Custo Corrente - Os ativos são mantidos pelos montantes em caixa ou equivalentes de caixa que teriam de ser pagos se esses mesmos ativos ou ativos equivalentes fossem adquiridos na data do balanço. Valor Realizável - Os ativos são mantidos pelos montantes em caixa ou equivalentes de caixa que poderiam ser obtidos pela sua venda em forma ordenada. Valor Presente - Os ativos são mantidos pelo valor descontado, dos fluxos futuros de entradas líquidas de caixa que se espera seja gerado pelo item no curso normal das operações. Letra e. 042. (IF-PA/IF-PA/GESTÃO FINANCEIRA/2019) Em atenção à Estrutura Conceitual Básica da Contabilidade, assinale a afirmação que NÃO É VERDADEIRA. a) Patrimônio é o conjunto de bens, direitos e obrigações vinculados a uma pessoa física ou jurídica, ou a uma entidade. b) Ativo é um recurso necessariamente de propriedade da entidade, resultado de eventos pas- sados e do qual se espera que fluam futuros benefícios econômicos. c) Passivo é uma obrigação presente da entidade, derivada de eventos passados, cuja liquida- ção se espera que resulte na saída de recursos capazes de gerar benefícios econômicos. d) Patrimônio Líquido é o interesse residual nos ativos da entidade, depois de deduzidos todos os seus passivos. e) Os usuários da contabilidade são as pessoas físicas ou jurídicas que tenham interesse na avaliação da situação patrimonial da entidade. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para CONCURSEIRA - 02891961919, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 55 de 148www.grancursosonline.com.br Lei n. 6.404/1976 e Legislação Complementar CONTABILIDADE Claudio Zorzo O ativo não necessita ser de propriedade da empresa, entretanto, deve estar sob o seu controle. Letra b. 043. (VUNESP/MPE-SP/CONTADOR/2019) O patrimônio líquido pode ser estudado de dife- rentes perspectivas, como, por exemplo, dos pontos de vista legal, contábil e econômico. Con- siderando-se essas vertentes, é correto afirmar: a) contabilmente, o patrimônio líquido corresponde à diferença entre ativos totais e passivos exigíveis. b) economicamente, o patrimônio líquido é o valor de mercado de uma entidade. c) legalmente, o patrimônio líquido pode ser entendido como o valor de responsabilidade dos sócios em relação às obrigações de uma entidade, no caso de uma empresa S.A. d) o patrimônio líquido contábil é o conjunto dos fluxos de caixa futuros da entidade trazidos a valor presente pelo seu custo de oportunidade. e) economicamente, o patrimônio líquido é obtido trazendo os fluxos de resultados previstos a valor presente pelo seu custo de oportunidade. Contabilmente o patrimônio líquido é um resíduo patrimonial e seu valor é obtido pela equação: PL = ativo - passivo exigível. Legalmente, conforme determinação da lei 6.404/76, o PL é uma obrigação não exigível da empresa junto aos sócios. Economicamente o PL representa o valor patrimonial da empresa, ou seja, o valor da empresa considerando somente o seu patrimônio ativo e passivo; o valor de mercado da empresa é o seu valor justo em um mercado ativo. Letra a. 044. (UFMT/UFMT/TÉCNICO CONTÁBIL/2019) Quais elementos das Demonstrações Contábeis na Estrutura Conceitual estão diretamente relacionados com a mensuração do desempenho? a) Ativo e Passivo b) Ativo e Patrimônio Líquido c) Receitas e Despesas d) Patrimônio Líquido e Passivo Os elementos diretamente relacionados com a mensuração e apuração do desempenho da empresa são as receitas e as despesas. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para CONCURSEIRA - 02891961919, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 56 de 148www.grancursosonline.com.br Lei n. 6.404/1976 e Legislação Complementar CONTABILIDADE Claudio Zorzo a) receitas são aumentos nos benefícios econômicos durante o período contábil, sob a forma da entrada de recursos ou do aumento de ativos ou diminuição de passivos, que resultam em aumentos do patrimônio líquido, e que não estejam relacionados com a contribuição dos de- tentores dos instrumentos patrimoniais; b) despesas são decréscimos nos benefícios econômicos durante o período contábil, sob a forma da saída de recursos ou da redução de ativos ou assunção de passivos, que resultam em decréscimo do patrimônio líquido, e que não estejam relacionados com distribuições aos detentores dos instrumentos patrimoniais. Letra c. cApítulo 7 - ApresentAção e divulgAção Para entender este capítulo é importante lembrar que a apresentação é nas demonstra- ções, como um conta ou um grupo de contas e a divulgação é feita nas notas explicativas. Vimos que a entidade que reporta deve apresentar informações sobre seus ativos, passi- vos, patrimônio líquido, receitas e despesas, pois a comunicação efetiva de informações nas demonstrações contábeis torna essas informações mais relevantes e contribui para uma re- presentação fidedigna de ativos, passivos, patrimônio líquido, receitas e despesas da entidade. Sua apresentação também aprimora a compreensibilidade e comparabilidade das informa- ções nas demonstrações contábeis. A comunicação efetiva de informações nas demonstra- ções contábeis requer: a) concentrar-se em princípios e objetivos de divulgação e apresentação em vez de con- centrar-se em regras. Concentrar-se em princípios e objetivos de divulgação e apresentação em vez de concen- trar-se em regras, está em acordo com a aplicação da essência econômica sobre a forma jurí- dica, atributo inerente da representação fidedigna. b) classificar informações de maneira a agrupar itens similares e separar itens diferentes. Classificação é a organização de ativos, passivos, patrimônio líquido, receitas ou despesas com base em características compartilhadas para fins de divulgação e apresentação. Essas características incluem, entre outras, a natureza do item, seu papel (ou função) dentro das ati- vidades de negócio conduzidas pela entidade e como é mensurado. A classificação é aplicada à unidade de conta selecionada para ativo ou passivo. Contudo, às vezes pode ser apropriado separar o ativo ou passivo em componentes que possuem dife- rentes características e classificar esses componentes separadamente. Isso é apropriado se classificar esses componentes separadamente melhoraria a utilidade das informações finan- ceiras resultantes. Por exemplo, pode ser apropriado separar ativo ou passivo em componen- tes circulantes e não circulantes e classificaresses componentes separadamente. c) agregar informações de tal modo que não sejam obscurecidas por detalhes desneces- sários ou por agregação excessiva. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para CONCURSEIRA - 02891961919, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 57 de 148www.grancursosonline.com.br Lei n. 6.404/1976 e Legislação Complementar CONTABILIDADE Claudio Zorzo A agregação é a soma de ativos, passivos, patrimônio líquido, receitas ou despesas que possuem características compartilhadas e são incluídas na mesma classificação. A agregação torna as informações mais úteis ao resumir grande quantidade de detalhes, é utilizada no imobilizado de uso, por exemplo, quando são agregadas todas as máquinas em um grupo. Contudo, a agregação oculta alguns desses detalhes. Como por exemplo: agregar no ativo investimento as participações societárias e as propriedades para investimento, dificul- tará a interpretação da informação pelo usuário, já que são aplicações de natureza diferente. Portanto, deve-se observar um equilíbrio de modo que as informações relevantes não sejam obscurecidas por grande quantidade de detalhes insignificantes ou por agregação excessiva. Assim como custo restringe outras decisões de relatório financeiro, também restringe deci- sões sobre apresentação e divulgação. Então, ao tomar decisões sobre apresentação e divul- gação, é importante considerar se é provável que os benefícios fornecidos aos usuários das demonstrações contábeis ao apresentar ou divulgar informações específicas justifiquem os custos de fornecer e utilizar essas informações. cApítulo 8 - conceitos de cApitAl e mAnutenção de cApitAl. Nesta parte o pronunciamento procura conceituar o termo capital. Por capital se entende o montante aplicado na empresa pelos sócios; incialmente tem uma relação direta com o capital social e por fim o montante do Patrimônio Líquido, pois o “PL” em última análise representa o capital dos sócios na empresa. De acordo com a Estrutura Conceitual o capital de uma entidade pode ser definido como financeiro (monetário) ou físico (operacional). De acordo com o conceito de capital financeiro, tal como o dinheiro investido ou o seu poder de compra investido, o capital é sinônimo de ativos líquidos ou patrimônio líquido da entidade. Segundo o conceito de capital físico, tal como capacidade operacional, o capital é considerado como a capacidade produtiva da entidade baseada, por exemplo, nas unidades de produção diária. De acordo com o conceito podemos inferir que o capital financeiro refere-se ao investimen- to realizado, ou seja, ao dinheiro colocado no negócio pelos sócios, que foi ajustado pelos re- sultados oriundos das atividades correntes, representando assim, o resíduo patrimonial, deno- minado de ativo líquido ou patrimônio líquido. Representa o valor patrimonial de uma empresa. PL = ATIVO LÍQUIDO = CAPITAL PRÓPRIO = ATIVO (-) PASSIVO O capital físico, por sua vez, diz respeito à capacidade produtiva ou operacional da entida- de. Este conceito tem relação com a produção, por isto, é mais direcionado para as indústrias, que estabelecem o valor do seu capital (PL) pela sua capacidade de produção. è um bom pa- râmetro para se estabelecer o valor de mercado de uma empresa. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para CONCURSEIRA - 02891961919, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 58 de 148www.grancursosonline.com.br Lei n. 6.404/1976 e Legislação Complementar CONTABILIDADE Claudio Zorzo O pronunciamento prevê que a seleção do conceito de capital apropriado (financeiro ou físico) para a entidade deve estar baseada nas necessidades dos usuários das demonstra- ções contábeis. Assim, o conceito de capital financeiro deve ser adotado se os usuários das demonstrações contábeis estiverem primariamente interessados na manutenção do capital nominal investido ou no poder de compra do capital investido. Se, contudo, a principal preocu- pação dos usuários for com a capacidade operacional da entidade, o conceito de capital físico deve ser adotado. No Brasil, as empresas divulgam suas demonstrações com base no conceito de capital financeiro. DÚVIDA DE SALA DE AULA: Em sala de aula um aluno questionou: Professor o capital financeiro é o próprio Patrimônio Líquido? do jeito que já era? Exatamente, se vocês notarem o conceito de capital financeiro nada mais é que o valor do PL; ou seja, o valor patrimonial da empresa. Assim, primeiro se estabelece o valor financeiro para o ativo total, depois retira o total do passivo exigível e a sobra é o patrimônio líquido. Este é o normal nas nossas empresas, avaliar o capital dos sócios pelo montante financeiro. Contudo, o valor de mercado da empresa na Bolsa de Valores ou em outro mercado de negociação pode ser mensurado com base no capital físico. Por isto que este conceito é mais utilizado com ferramenta gerencial e de decisão. conceito de mAnutenção de cApitAl O conceito de manutenção do capital está relacionado com a forma que a entidade define o capital que ele procura manter, assim, tem relação direta com o capital financeiro ou capi- tal físico. • Manutenção do capital financeiro. De acordo com esse conceito, o lucro é considerado auferido somente se o montante financeiro (ou dinheiro) dos ativos líquidos no fim do período exceder o seu montante financeiro (ou dinheiro) no começo do período, depois de excluídas quaisquer distribuições aos proprietários e seus aportes de capital durante o período. A manutenção do capital financeiro pode ser medida em qualquer unidade monetária nominal ou em unidades de poder aquisitivo constante. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para CONCURSEIRA - 02891961919, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 59 de 148www.grancursosonline.com.br Lei n. 6.404/1976 e Legislação Complementar CONTABILIDADE Claudio Zorzo O conceito financeiro de manutenção do capital não requer o uso de uma base específica de mensuração. A escolha da base depende do tipo de capital que a entidade procura manter e o lucro representa o aumento do capital nominal no período. • Manutenção do capital físico. De acordo com esse conceito, o lucro é considerado aufe- rido somente se a capacidade física produtiva (ou capacidade operacional) da entidade (ou os recursos ou fundos necessários para atingir essa capacidade) no fim do período exceder a capacidade física produtiva no início do período, depois de excluídas quais- quer distribuições aos proprietários e seus aportes de capital durante o período. A manutenção de do capital físico requer a adoção do custo corrente como base de avalia- ção e o lucro representa o aumento do capital físico no período. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para CONCURSEIRA - 02891961919, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 60 de 148www.grancursosonline.com.br Lei n. 6.404/1976 e Legislação Complementar CONTABILIDADE Claudio Zorzo A principal diferença entre os dois conceitos de manutenção de capital está no tratamento dos efeitos das mudanças nos preços dos ativos e passivos da entidade. No conceito finan- ceiro é considerado o valor monetário para mensurar o ativo e o passivo, enquanto no conceito físico o valorprodutivo é levado em consideração para a mensuração. Em termos gerais, a en- tidade terá mantido seu capital investido se ela tiver tanto capital (PL) no fim do período como tinha no início, computados os efeitos das distribuições aos proprietários e seus aportes para o capital durante esse período. Qualquer valor além daquele necessário para manter o capital do início do período é lucro. Note que a manutenção de capital representa um elo entre os conceitos de capital e os conceitos de lucro, pois fornece o ponto de referência para medição do resultado apurado pela empresa, com base nos valores do ativo e do passivo. Em termos gerais, a entidade terá manti- do seu capital se ela tiver tanto capital no fim do período como tinha no início, computados os efeitos das distribuições aos proprietários e seus aportes para o capital durante esse período. Qualquer valor além daquele necessário para manter o capital do início do período é lucro. De acordo com o conceito de manutenção do capital financeiro, por meio do qual o ca- pital é definido em termos de unidades monetárias nominais, o lucro representa o aumento do capital monetário nominal ao longo do período. Assim, os aumentos nos preços de ativos mantidos ao longo do período, convencionalmente designados como ganhos de estocagem, são, conceitualmente, lucros. Entretanto, eles podem não ser reconhecidos como tais até que os ativos sejam realizados mediante transação de troca. Quando o conceito de manutenção do capital financeiro é definido em termos de unidades de poder aquisitivo constante, o lucro representa o aumento no poder de compra investido ao longo do período. Assim, somente a parcela do aumento nos preços dos ativos que exceder o aumento no nível geral de preços é considerada como lucro. O restante do aumento é tratado como ajuste para manutenção do capital e, consequentemente, como parte integrante do patrimônio líquido. De acordo com o conceito de manutenção do capital físico, quando o capital é definido em termos de capacidade física produtiva, o lucro representa o aumento desse capital ao longo do período. Todas as mudanças de preços afetando ativos e passivos da entidade são vistas, nesse conceito, como mudanças na mensuração da capacidade física produtiva da entidade. Assim sendo, devem ser tratadas como ajustes para manutenção do capital, que são parte do patrimônio líquido, e não como lucro. Este assunto tem sido cobrado em algumas provas, vamos ver: 045. (FUNDEP/IFN-MG/TÉCNICO CONTÁBIL/2016) Tomando por base a estrutura conceitu- al básica da Contabilidade (Resolução N. 1.374/11 do Conselho Federal de Contabilidade), em relação os conceitos de manutenção de capital e determinação do lucro, é incorreto afirmar: O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para CONCURSEIRA - 02891961919, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 61 de 148www.grancursosonline.com.br Lei n. 6.404/1976 e Legislação Complementar CONTABILIDADE Claudio Zorzo a) De acordo com o conceito de manutenção do capital financeiro, o lucro é considerado au- ferido somente se o montante financeiro dos ativos líquidos no fim do período exceder o seu montante financeiro no começo dele, depois de excluídas quaisquer distribuições aos proprie- tários e seus aportes de capital durante o período. b) De acordo com o conceito de manutenção do capital físico, o lucro é considerado auferido somente se a capacidade física produtiva da entidade no fim do período exceder a capacidade física produtiva no início dele, depois de excluídas quaisquer distribuições aos proprietários e seus aportes de capital durante o período. c) O conceito de manutenção de capital representa um elo entre os conceitos de capital e os de lucro, pois fornece um ponto de referência para medição do lucro. O conceito de manuten- ção do capital físico requer a adoção do custo histórico como base de mensuração, enquanto o conceito de manutenção do capital financeiro não requer o uso de uma base específica de mensuração. d) A principal diferença entre os dois conceitos de manutenção de capital está no tratamento dos efeitos das mudanças nos preços dos ativos e passivos da entidade. Em termos gerais, a entidade terá mantido seu capital se ela tiver tanto capital no fim do período como tinha no início, computados os efeitos das distribuições aos proprietários e seus aportes para o capital durante esse período. A questão é bem teórica, quase que literal ao pronunciamento. As letras “a” e “b” estão corretas, de acordo com o conceito de manutenção do capital, o lucro é a variação positiva no PL, depois de deduzidas as movimentações com os sócios (aporte de capital/dividendos e juros sobre capital pagos). A letra “d” também está correta, representa de forma literal a diferença entre os dois modelos de conceitos de manutenção de capital. A diferença entre os modelos é a forma de valoração dos ativos e passivos, um é pelo valor monetário (capital financeiro) e outro pelo valor produ- tivo (capital físico). A letra “c” está errada, pois o conceito de manutenção do capital físico requer a adoção do cus- to CORRENTE como base de mensuração. O custo corrente é o custo de reposição de um ativo. Letra c. 046. (CFC/CFC/BACHAREL EM CONTABILIDADE/2014) Com base na Resolução NBC TG ESTRUTURA CONCEITUAL – Estrutura Conceitual para Elaboração e Divulgação de Relatório Contábil-Financeiro, julgue os itens sobre Manutenção de Capital como Verdadeiros (V) ou Falsos (F) e, em seguida, assinale a opção CORRETA. I – De acordo com o conceito de capital financeiro, tal como o dinheiro investido ou o seu poder de compra investido, o capital é sinônimo de ativos líquidos ou patrimônio líquido da entidade. 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A sequência CORRETA é a) F, F, V. b) F, V, F. c) V, F, V. d) V, V, F. Outra questão literal: I – Está verdadeira. De acordo com o conceito de capital financeiro, tal como o dinheiro inves- tido ou o seu poder de compra investido, o capital é sinônimo de ativos líquidos ou patrimônio líquido da entidade. Lembrem que o conceito financeiro está relacionado com o valor em di- nheiro do PL. II – Está verdadeira: Manutenção do capital físico. De acordo com esse conceito, o lucro é con- siderado auferido somente se a capacidade física produtiva (ou capacidade operacional) da entidade (ou os recursos ou fundos necessários para atingir essa capacidade) no fim do perí- odo exceder a capacidade física produtiva no início do período, depois de excluídas quaisquer distribuições aos proprietários e seus aportes de capital durante o período. Entendam que a manutenção de capital está relacionada com a manutenção do valor do PL; se o PL aumentar de um ano para o outro sem ter sido pelas atividades com os sócios, a empresa apurou um lucro. III – Esta falsa. De acordo com o conceito de manutenção do capital físico,quando o capital é definido em termos de capacidade física produtiva, o lucro representa o aumento desse capital ao longo do período. Todas as mudanças de preços afetando ativos e passivos da entidade são vistas, nesse conceito, como mudanças na mensuração da capacidade física produtiva da entidade. Assim sendo, devem ser tratadas como ajustes para manutenção do capital, que são parte do patrimônio líquido, e não como lucro. Letra d. 047. (CESGRANRIO/PETROBRÁS/PROFISSIONAL JUNIOR/2015) O Pronunciamento Con- ceitual Básico (R1) do Comitê de Pronunciamentos Contábeis dispõe sobre a Estrutura Concei- tual para Elaboração e Divulgação de Relatório Contábil-Financeiro, aprovado pela Deliberação CVM n. 675, de 13 de dezembro de 2011. 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Esta questão é totalmente literal. Não mede conhecimento. Segundo o “CPC 00” a estrutura conceitual aborda: a) O objetivo da elaboração e divulgação de relatório contábil-financeiro; b) As características qualitativas da informação contábil-financeira útil; c) A definição, o reconhecimento e a mensuração dos elementos a partir dos quais as demons- trações contábeis são elaboradas; e d) Os conceitos de capital e de manutenção de capital. Notem que a única que é literal ao pronunciamento é a letra “A”. As demais não estão com os temos previstos na estrutura conceitual. Letra a. 048. (UFES/UFES/TÉCNICO CONTÁBIL/2015) A afirmação que NÃO está de acordo com os preceitos da NBC TG ESTRUTURA CONCEITUAL é: a) As Demonstrações Contábeis são elaboradas e apresentadas para usuários externos em geral, tendo em vista suas finalidades distintas e necessidades diversas. b) A NBC TG ESTRUTURA CONCEITUAL estabelece os conceitos que fundamentam a elabora- ção e a apresentação de Demonstrações Contábeis destinadas a usuários internos e externos. c) A NBC TG ESTRUTURA CONCEITUAL não substitui qualquer norma, interpretação ou comu- nicado técnico. d) A NBC TG ESTRUTURA CONCEITUAL aborda, entre outros aspectos, os conceitos de capital e de manutenção de capital. e) A comparabilidade, a verificabilidade e a tempestividade estão entre as características qua- litativas de melhoria previstas na NBC TG ESTRUTURA CONCEITUAL. 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(IF-TO/IF-TO/TÉCNICO CONTÁBIL/2015) Com relação à Estrutura Conceitual Básica para a elaboração e divulgação dos relatórios contábeis financeiros de uma entidade, considere: I – A escrituração contábil deve seguir a estrutura básica conceitual, uma vez que as necessi- dades comuns da maioria dos usuários dos relatórios contábeis financeiros de propósito geral é a avaliação da administração da entidade, quanto à qualidade de seu desempenho e de sua prestação de contas e quanto à responsabilidade que lhe tenha sido conferida. II – As autoridades tributárias podem determinar exigências específicas para atender a seus próprios interesses e, consequentemente, mudar a estrutura conceitual para elaboração e di- vulgação de relatório contábil-financeiro de propósito geral. III – O regime de competência retrata com propriedade os efeitos de transações e outros even- tos e circunstâncias sobre os recursos econômicos e reivindicações da entidade que reporta a informação nos períodos em que ditos efeitos são produzidos. IV – Comparabilidade é uma característica qualitativa que define o uso dos mesmos métodos para os mesmos itens, tanto de um período para outro, considerando a mesma entidade que reporta a informação, quanto para o período entre entidades. Com base nas afirmativas apresentadas, marque a alternativa que contempla somente as corretas. a) I, III e IV. b) II e III. c) I, II e IV. d) I e III. e) II, III e IV. Questão interessante, vamos analisar os itens individualmente: I – Está assertiva destaca que as entidades devem seguir a estrutura conceitual como base para fornecer informações para todos os usuários externos. Ou seja, as demonstrações são de propósito geral. Está certa II – As autoridades tributárias podem solicitar informações específicas, contudo, esta solici- tação exige a elaboração de relatórios de propósito específico. As autoridades tributárias não têm poder para mudar a estrutura conceitual. Está errada. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para CONCURSEIRA - 02891961919, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 65 de 148www.grancursosonline.com.br Lei n. 6.404/1976 e Legislação Complementar CONTABILIDADE Claudio Zorzo III – o regime de competência tem relação com o registro do fato gerador de uma receita ou despesa, assim, reporta os direitos e as obrigações na medida em que os fatos ocorreram. Está certa. IV – Comparabilidade é a característica qualitativa que permite que os usuários identifiquem e compreendam similaridades dos itens e diferenças entre eles. Utilizar os mesmos métodos para os mesmos itens é sinônimo de consistência. Está errada. Letra d. 050. (FCC/TJ-SE/ANALISTA DE CONTABILIDADE/2009) De acordo com a estrutura concei- tual contábil, considere: I – Todos os bens adquiridos pela empresa devem ser registrados no balanço patrimonial, nos grupos de ativos. II – As despesas devem ser reconhecidas no resultado da empresa, considerando-se a sua associação direta com a receita gerada. III – O conceito físico de manutenção de capital pressupõe a manutenção dos montantes fi- nanceiros dos ativos líquidos existentes no início do período e no final do período do Balanço Patrimonial. Está correto o que se afirma APENAS em a) I. b) I e II. c) I e III. d) II. e) III. O item I está errado. Segundo o CPC 00 - um ativo é reconhecido no balanço patrimonial quan- do for provável que benefícios econômicos futuros dele provenientes fluirão para a entidade e seu custo ou valor puder ser determinado em bases confiáveis. Assim, não basta adquirir para registrá-lo. O item II está certo. Conforme apresente o CPC 00 as despesas são reconhecidas na demons- tração do resultado com base na associação direta entre elas e os correspondentesitens de receita. O item III está errado. O conceito físico de patrimônio está relacionado com a produção e não com o capital financeiro. Letra d. 051. (FGV/AL-MT/CONTADOR/2013) Segundo o pronunciamento conceitual básico que trata da estrutura conceitual para elaboração e divulgação de relatório contábil-financeiro, as carac- terísticas qualitativas de melhoria são O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para CONCURSEIRA - 02891961919, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 66 de 148www.grancursosonline.com.br Lei n. 6.404/1976 e Legislação Complementar CONTABILIDADE Claudio Zorzo a) a comparabilidade e a compreensibilidade. b) a verificabilidade e a utilidade. c) a tempestividade e a entidade. d) a continuidade e a oportunidade. e) a competência e a prudência Divisão das características qualitativas da informação contábil-financeira em: a) características qualitativas fundamentais – relevância e representação fidedigna, as mais críticas; e b) características qualitativas de melhoria – comparabilidade, capacidade de verificação, tem- pestividade e compreensibilidade, menos críticas, mas ainda assim altamente desejáveis. As características qualitativas melhoram a utilidade da informação que é relevante e que é representada com fidedignidade e podem também auxiliar a determinar qual de duas alterna- tivas que sejam consideradas equivalentes em termos de relevância e fidedignidade de repre- sentação deve ser usada para retratar um fenômeno. Letra a. 052. (FGV/COMPESA/TÉCNICO CONTÁBIL/2018) Sobre a Estrutura Conceitual para Elabo- ração e Divulgação de Relatório Contábil-Financeiro, de acordo com o CPC 00, entre os usuá- rios primários dos relatórios contábil-financeiros de propósito geral estão a) os investidores. b) os administradores. c) os funcionários. d) os consumidores. e) o governo. Os usuários das informações apresentadas pela empresa são internos e externos. As demons- trações são orientadas aos usuários externos, que são divididos em primários e secundários. O CPC estabelece que o objetivo do relatório contábil-financeiro de propósito geral é fornecer infor- mações que sejam úteis a investidores existentes e em potencial, a credores por empréstimos e a outros credores, quando da tomada decisão ligada ao fornecimento de recursos para a entidade. Essas decisões envolvem comprar, vender ou manter participações em instrumentos patrimoniais e em instrumentos de dívida, e a oferecer ou disponibilizar empréstimos ou outras formas de crédito. Estes usuários não podem requerer que as entidades prestem a eles diretamente as informa- ções de que necessitam, devendo desse modo confiar nos relatórios contábil-financeiros de propósito geral, para grande parte da informação contábil-financeira que buscam. Consequen- temente, eles são os usuários primários para quem relatórios contábil-financeiros de propósito geral são direcionados Letra a. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para CONCURSEIRA - 02891961919, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 67 de 148www.grancursosonline.com.br Lei n. 6.404/1976 e Legislação Complementar CONTABILIDADE Claudio Zorzo 053. (FGV/AL-RO/TÉCNICO CONTÁBIL/2018) De acordo com o Pronunciamento Conceitual Básico (R1)- Estrutura Conceitual para elaboração e divulgação de relatório contábil- financei- ro, as características qualitativas da informação contábil-financeira podem ser divididas em fundamentais e de melhoria. Assinale a opção que indica as características qualitativas fundamentais. a) Confiabilidade e materialidade. b) Relevância e representação fidedigna. c) Essência sobre a forma e neutralidade. d) Comparabilidade e tempestividade. e) Compreensibilidade e verificabilidade. As características qualitativas da informação contábil-financeira são divididas em: a) características qualitativas fundamentais – relevância e representação fidedigna, as mais críticas; e b) características qualitativas de melhoria – comparabilidade, capacidade de verificação (veri- ficabilidade), tempestividade e compreensibilidade, menos críticas, mas ainda assim altamen- te desejáveis. As características qualitativas melhoram a utilidade da informação que é relevante e que é representada com fidedignidade e podem também auxiliar a determinar qual de duas alterna- tivas que sejam consideradas equivalentes em termos de relevância e fidedignidade de repre- sentação deve ser usada para retratar um fenômeno. Letra b. 054. (FGV/MPE-AL/CONTADOR/2018) De acordo com o Pronunciamento Conceitual Básico (R1) - Estrutura Conceitual para Elaboração e Divulgação de Relatório Contábil-Financeiro, as- sinale a opção que indica o objetivo do relatório contábil-financeiro de propósito geral. a) Oferecer subsídio à alta administração e aos gestores da entidade, de modo que estes pau- tem as suas decisões relacionadas ao funcionamento regular da entidade. b) Influenciar o relacionamento de investidores, credores, fornecedores e clientes com a enti- dade, garantindo a segurança necessária para suas transações. c) Fazer a diferença nas decisões dos usuários, podendo ser utilizados como dados de en- trada em processos empregados para predizer futuros resultados ou para confirmar as deci- sões tomadas. d) Fornecer informações contábil-financeiras que sejam úteis para os investidores, para os credores por empréstimos e para os outros credores, quando da tomada de decisão ligada ao fornecimento de recursos para a entidade. e) Garantir aos empregados e aos fornecedores da entidade que suas obrigações serão cumpridas. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para CONCURSEIRA - 02891961919, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 68 de 148www.grancursosonline.com.br Lei n. 6.404/1976 e Legislação Complementar CONTABILIDADE Claudio Zorzo O objetivo dos relatórios financeiros, ou seja, das demonstrações contábeis é fornecer infor- mações aos usuários externos, principalmente, aos que aplicam dinheiro na empresa, de for- ma que consiga atender aos seus anseios, no tocante a tomada de decisão sobre como e onde é melhor investir. Letra d. 055. (FGV/SEFIN-RO/AFTE/2018) Na última versão do Pronunciamento Técnico CPC00 - Es- trutura Conceitual para Elaboração e Divulgação de Relatório Contábil-Financeiro, a caracterís- tica “essência sobre a forma” foi formalmente retirada da condição de componente separado da representação fidedigna. Assinale a opção que indica o motivo por que a “essência sobre a forma” foi retirada. a) Sua presença, junto à representação fidedigna, foi considerada uma redundância. b) Ela foi considerada inconsistente à característica qualitativa da neutralidade. c) Ela foi considerada inconsistente à característica qualitativa da tempestividade. d) As normas contábeis norte-americanas não incluem a essência sobre a forma em sua es- trutura conceitual. e) Sua presença deixou de ser exigida nas normas internacionais. A essência econômica sobre a forma jurídica determina que os ativos deverão ser registrados na empresa que tiver o controle sobre os benefícios e riscos com a sua utilização, independen- temente, da propriedade. É o controle sobre a propriedade. Um exemplo é o arrendamento mercantil financeiro; a empresa arrendatária que “aluga” o bem, tem o controle sobre ele, mas a propriedade é da financeira arrendadora que está fornecendo o bem para o arrendatário. A essência econômica sobre a forma jurídica foi retirada de componente da representaçãofidedigna por ser redundante a sua inclusão, assim, a primazia passou a ser uma verdade para a contabilidade, um axioma que deverá ser aplicado em todas nas análises patrimoniais. Letra a. 056. (FGV/MPE-AL/CONTADOR/2018) O Pronunciamento Conceitual Básico (R1)- Estrutura Conceitual para Elaboração e Divulgação de Relatório Contábil-Financeiro apresenta as carac- terísticas qualitativas da informação contábil-financeira útil. Assinale a opção que indica a característica qualitativa que permite que os usuários identifi- quem e compreendam as similaridades dos itens e as diferenças entre eles. a) Representação fidedigna. b) Comparabilidade. c) Verificabilidade. d) Tempestividade. e) Compreensibilidade. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para CONCURSEIRA - 02891961919, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 69 de 148www.grancursosonline.com.br Lei n. 6.404/1976 e Legislação Complementar CONTABILIDADE Claudio Zorzo Dentro das características de melhoria a COMPARABILIDADE permite que os usuários identi- fiquem e compreendam as similaridades dos itens e as diferenças entre eles, sempre com, no mínimo, dois dados para conseguir efetuar a comparação. Letra b. 057. (FGV/COMPESA/CONTADOR/2016) De acordo com o Pronunciamento Conceitual Bási- co (R1) – Estrutura Conceitual para Elaboração e Divulgação de Relatório Contábil-Financeiro, o Regime de Competência representa a) um postulado contábil. b) uma premissa subjacente da contabilidade. c) um elemento para a definição da performance financeira da empresa. d) uma característica qualitativa fundamental da informação contábil-financeira útil. e) uma característica qualitativa de melhoria da informação contábil-financeira útil. O regime de competência é o método utilizado pela contabilidade para registrar as receitas e despesas, e por consequência, apurar o resultado (performance) da empresa. Neste regime, as receitas e despesas são registradas quando ocorrer o seu fato gerador, inde- pendentemente de ter entrado ou saído dinheiro. Letra c. 058. (FGV/COMPESA/TÉCNICO CONTÁBIL/2018) Sobre a Estrutura Conceitual para Elabo- ração e Divulgação de Relatório Contábil-Financeiro, de acordo com o CPC 00, entre os usuá- rios primários dos relatórios contábil-financeiros de propósito geral estão a) os investidores. b) os administradores. c) os funcionários. d) os consumidores. e) o governo. Os usuários das informações apresentadas pela empresa são internos e externos. As demons- trações são orientadas aos usuários externos, que são divididos em primários e secundários. O CPC estabelece que o objetivo do relatório contábil-financeiro de propósito geral é fornecer informações que sejam úteis a investidores existentes e em potencial, a credores por emprésti- mos e a outros credores, quando da tomada decisão ligada ao fornecimento de recursos para a entidade. Essas decisões envolvem comprar, vender ou manter participações em instrumentos patrimoniais e em instrumentos de dívida, e a oferecer ou disponibilizar empréstimos ou outras formas de crédito. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para CONCURSEIRA - 02891961919, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 70 de 148www.grancursosonline.com.br Lei n. 6.404/1976 e Legislação Complementar CONTABILIDADE Claudio Zorzo Estes usuários não podem requerer que as entidades prestem a eles diretamente as informa- ções de que necessitam, devendo desse modo confiar nos relatórios contábil-financeiros de propósito geral, para grande parte da informação contábil-financeira que buscam. Consequen- temente, eles são os usuários primários para quem relatórios contábil-financeiros de propósito geral são direcionados. Letra a. 059. (FGV/COMPESA/CONTADOR/2016) De acordo com o Pronunciamento Conceitual Bási- co (R1) – Estrutura Conceitual para Elaboração e Divulgação de Relatório Contábil-Financeiro, assinale a opção que indica os elementos diretamente relacionados à mensuração da posição patrimonial e financeira de uma sociedade empresária. a) Receitas, despesas e resultado do período. b) Caixa e equivalente a caixa, clientes e contas a receber. c) Ativos contingentes, passivos contingentes e patrimônio líquido. d) Ativo não circulante, passivo não circulante e patrimônio líquido. e) Ativos, Passivos e Patrimônio Líquido. Os elementos diretamente relacionados à mensuração da posição patrimonial e financeira no balanço patrimonial são os ativos, os passivos e o patrimônio líquido. Lembre-se que as receitas e despesas são os elementos diretamente relacionados com a men- suração do desempenho na demonstração do resultado. Letra e. lei 6.404/1976 e AtuAlizAções A lei 6.404 de 1976 é a lei que rege as Sociedades Anônimas, por isto é denominada de lei societária. A contabilidade brasileira inicialmente seguia as bases da escola Italiana, pois a primeira lei das S/As - Sociedades Anônimas - editada no Brasil, o Decreto 2.627 de 1940, era nitidamen- te influenciada pela escola patrimonialista italiana. Com a expansão empresarial e a necessidade de fomentar o mercado com informações sobre a situação das empresas, o Brasil passou a adotar, na década de 50, a escola Americana. Esta escola no Brasil, foi a base da elaboração dos Princípios de Contabilidade, apresentados pelo CFC – Conselho Federal de Contabilidade e da publicação da lei 6.404/76, conhecida como Lei Societária, que trata das demonstrações financeiras. Por isto podemos entender que a legislação contábil no Brasil, com essa Lei, passou a ser embasada na escola Americana, pois ela estabelece um padrão para a estrutura das demons- trações contábeis de acordo com a forma norte-americana de apresentação, destacando a apresentação do balanço patrimonial em ordem decrescente de liquidez para o ativo e de de- crescente de exigibilidade para o passivo. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para CONCURSEIRA - 02891961919, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 71 de 148www.grancursosonline.com.br Lei n. 6.404/1976 e Legislação Complementar CONTABILIDADE Claudio Zorzo A Lei 6.404/76 passou por uma grande atualização com a apresentação da lei 11.638 em 28 de dezembro de 2007. A lei 11.638 orienta, entre outros pontos, o equacionamento das normas contábeis brasileiras às normas internacionais emitidas pelo IASB (International Ac- counting Standards Board). Estas normas destacam a necessidade de fornecer relatórios com informações confiáveis e precisas que possam ser entendidas pelos usuários e estejam de acordo com as normas aplicadas na maioria dos Países. O PULO DO GATO A Lei 6.404/76 foi elaborada tendo como base a escola americana de contabilidade e com a sua apresentação a contabilidade brasileira se afastava da escola italiana. As alterações que ocorreram posteriormente na Lei 6.404/76 buscaram a convergência das normas nacionais às normas internacionais emitidas pelo IASB. Assim, as alterações apresentadas pelas novas leis foram para adequá-la a escola internacional, afastando-se da escola americana. A legislação apresenta que Sociedade Anônima é a empresa constituída por duas ou mais pessoas, sendo o seu capital dividido em partes de igual valor denominadas de “ações”, e as- sumindo os seus sócios responsabilidade apenas pela importância aplicada no capital social da sociedade. O capital social, constituído por ações, será fixado no estatuto, devendo ser expresso em moeda corrente, podendo ser modificadomediante aditivo ao estatuto social, conforme deter- minações da Lei n. 6.404/76. O capital social pode ser formado por contribuições em dinheiro, ou em qualquer espécie de bens suscetíveis de avaliação econômica. A Lei n. 6.404/76 distingue duas espécies de companhias: as abertas e a as fechadas. • Companhia Aberta = É aquela cujos valores mobiliários de sua emissão são admitidos à negociação no mercado de valores mobiliários. Esse tipo de companhia busca recursos junto ao público, oferecendo suas ações à subscrição pública (mercado primário). • Companhia Fechada = Não capta recursos junto ao público, ou seja, os títulos e valores mobiliários de sua emissão não são admitidos à negociação no mercado de valores mobiliários. Os sócios representam um grupo específico e fechado. O assunto está previsto o art 4º da lei da seguinte forma: Art. 4º Para os efeitos desta Lei, a companhia é aberta ou fechada conforme os valores mobiliários de sua emissão estejam ou não admitidos à negociação no mercado de valores mobiliários. (Reda- ção dada pela Lei n. 10.303, de 2001) § 1º Somente os valores mobiliários de emissão de companhia registrada na Comissão de Valores Mobiliários podem ser negociados no mercado de valores mobiliários. (Redação dada pela Lei n. 10.303, de 2001) § 2º Nenhuma distribuição pública de valores mobiliários será efetivada no mercado sem prévio registro na Comissão de Valores Mobiliários. (Incluído pela Lei n. 10.303, de 2001) O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para CONCURSEIRA - 02891961919, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 72 de 148www.grancursosonline.com.br Lei n. 6.404/1976 e Legislação Complementar CONTABILIDADE Claudio Zorzo Buscando uma maior independência normativa para o mercado de capital, a Lei destaca que as demonstrações financeiras das companhias abertas observarão também as normas expedidas pela Comissão de Valores Mobiliários e serão obrigatoriamente submetidas à audi- toria por auditores independentes nela registrados. As companhias fechadas poderão optar por observar as normas sobre demonstrações financeiras expedidas pela Comissão de Valores Mobiliários para as companhias abertas. Aplicam-se às sociedades de grande porte, ainda que não constituídas sob a forma de socie- dades por ações, sobre escrituração e elaboração de demonstrações financeiras e a obrigato- riedade de auditoria independente por auditor registrado na Comissão de Valores Mobiliários. Considera-se de grande porte, para os fins exclusivos desta Lei, a sociedade ou conjunto de sociedades sob controle comum que tiver, no exercício social anterior, ativo total superior a R$ 240.000.000,00 (duzentos e quarenta milhões de reais) ou receita bruta anual superior a R$ 300.000.000,00 (trezentos milhões de reais). A parte importante da Lei, para a contabilidade, está nos artigos 175 a 204, oriento a leitura destes artigos: CAPÍTULO XV Exercício Social e Demonstrações Financeiras SEÇÃO I Exercício Social SEÇÃO II Demonstrações Financeiras e escrituração SEÇÃO III Balanço Patrimonial SEÇÃO IV Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados SEÇÃO V Demonstração do Resultado do Exercício SEÇÃO VI Demonstrações dos Fluxos de Caixa e do Valor Adicionado O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para CONCURSEIRA - 02891961919, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 73 de 148www.grancursosonline.com.br Lei n. 6.404/1976 e Legislação Complementar CONTABILIDADE Claudio Zorzo CAPÍTULO XVI Lucro, reservas e dividendos SEÇÃO I Lucro, participações e proposta de destinação do lucro SEÇÃO II Reservas e retenção de lucros CAPÍTULO XV Exercício Social e Demonstrações Financeiras SEÇÃO I Exercício Social Art. 175. O exercício social terá duração de 1 (um) ano e a data do término será fixada no estatuto. Parágrafo único. Na constituição da companhia e nos casos de alteração estatutária o exercício social poderá ter duração diversa. SEÇÃO II Demonstrações Financeiras Disposições Gerais Art. 176. Ao fim de cada exercício social, a diretoria fará elaborar, com base na escrituração mercantil da companhia, as seguintes demonstrações financeiras, que deverão exprimir com clareza a situação do patrimônio da companhia e as mutações ocorridas no exercício: I – balanço patrimonial; II – demonstração dos lucros ou prejuízos acumulados; III – demonstração do resultado do exercício; e IV – demonstração dos fluxos de caixa; e (Redação dada pela Lei n. 11.638,de 2007) V – se companhia aberta, demonstração do valor adicionado. (Incluído pela Lei n. 11.638, de 2007) § 1º As demonstrações de cada exercício serão publicadas com a indicação dos valores correspondentes das demonstrações do exercício anterior. § 2º Nas demonstrações, as contas semelhantes poderão ser agrupadas; os pequenos saldos poderão ser agregados, desde que indicada a sua natureza e não ultrapassem 0,1 (um décimo) do valor do respectivo grupo de contas; mas é vedada a utilização de designações genéricas, como «diversas contas» ou «contas-correntes». O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para CONCURSEIRA - 02891961919, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 74 de 148www.grancursosonline.com.br Lei n. 6.404/1976 e Legislação Complementar CONTABILIDADE Claudio Zorzo § 3º As demonstrações financeiras registrarão a destinação dos lucros segundo a propos- ta dos órgãos da administração, no pressuposto de sua aprovação pela assembléia-geral. § 4º As demonstrações serão complementadas por notas explicativas e outros quadros analíticos ou demonstrações contábeis necessários para esclarecimento da situação patrimo- nial e dos resultados do exercício. § 5º As notas explicativas devem: (Redação dada pela Lei n. 11.941, de 2009) I – apresentar informações sobre a base de preparação das demonstrações financeiras e das práticas contábeis específicas selecionadas e aplicadas para negócios e eventos signifi- cativos; (Incluído pela Lei n. 11.941, de 2009) II – divulgar as informações exigidas pelas práticas contábeis adotadas no Brasil que não estejam apresentadas em nenhuma outra parte das demonstrações financeiras; (Incluído pela Lei n. 11.941, de 2009) III – fornecer informações adicionais não indicadas nas próprias demonstrações finan- ceiras e consideradas necessárias para uma apresentação adequada; e (Incluído pela Lei n. 11.941, de 2009) IV – indicar: (Incluído pela Lei n. 11.941, de 2009) a) os principais critérios de avaliação dos elementos patrimoniais, especialmente esto- ques, dos cálculos de depreciação, amortização e exaustão, de constituição de provisões para encargos ou riscos, e dos ajustes para atender a perdas prováveis na realização de elementos do ativo; (Incluído pela Lei n. 11.941, de 2009) b) os investimentos em outras sociedades, quando relevantes (art. 247, parágrafo único); (Incluído pela Lei n. 11.941, de 2009) c) o aumento de valor de elementos do ativo resultante de novas avaliações (art. 182, § 3º ); (Incluído pela Lei n. 11.941, de 2009) d) os ônus reais constituídos sobre elementos do ativo, as garantias prestadas a terceiros e outras responsabilidades eventuais ou contingentes; (Incluído pela Lei n. 11.941, de 2009) e) a taxa de juros, as datas de vencimento e as garantias das obrigações a longo prazo; (Incluído pela Lei n. 11.941, de 2009) f) o número, espécies e classes das ações do capital social; (Incluído pela Lei n. 11.941, de 2009)g) as opções de compra de ações outorgadas e exercidas no exercício; (Incluído pela Lei n. 11.941, de 2009) h) os ajustes de exercícios anteriores (art. 186, § 1º); e (Incluído pela Lei n. 11.941, de 2009) i) os eventos subsequentes à data de encerramento do exercício que tenham, ou possam vir a ter, efeito relevante sobre a situação financeira e os resultados futuros da companhia. (In- cluído pela Lei n. 11.941, de 2009) § 6º A companhia fechada com patrimônio líquido, na data do balanço, inferior a R$ 2.000.000,00 (dois milhões de reais) não será obrigada à elaboração e publicação da demons- tração dos fluxos de caixa. (Redação dada pela Lei n. 11.638,de 2007) § 7º A Comissão de Valores Mobiliários poderá, a seu critério, disciplinar de forma diversa o registro de que trata o § 3º deste artigo. (Incluído pela Lei n. 11.941, de 2009) O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para CONCURSEIRA - 02891961919, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 75 de 148www.grancursosonline.com.br Lei n. 6.404/1976 e Legislação Complementar CONTABILIDADE Claudio Zorzo Escrituração Art. 177. A escrituração da companhia será mantida em registros permanentes, com obe- diência aos preceitos da legislação comercial e desta Lei e aos princípios de contabilidade geralmente aceitos, devendo observar métodos ou critérios contábeis uniformes no tempo e registrar as mutações patrimoniais segundo o regime de competência. § 1º As demonstrações financeiras do exercício em que houver modificação de métodos ou critérios contábeis, de efeitos relevantes, deverão indicá-la em nota e ressaltar esses efeitos. § 2º A companhia observará exclusivamente em livros ou registros auxiliares, sem qualquer modificação da escrituração mercantil e das demonstrações reguladas nesta Lei, as disposi- ções da lei tributária, ou de legislação especial sobre a atividade que constitui seu objeto, que prescrevam, conduzam ou incentivem a utilização de métodos ou critérios contábeis diferen- tes ou determinem registros, lançamentos ou ajustes ou a elaboração de outras demonstra- ções financeiras. (Redação dada pela Lei n. 11.941, de 2009) I – (revogado); (Redação dada pela Lei n. 11.941, de 2009) II – (revogado). (Redação dada pela Lei n. 11.941, de 2009) § 3º As demonstrações financeiras das companhias abertas observarão, ainda, as normas expedidas pela Comissão de Valores Mobiliários e serão obrigatoriamente submetidas a audi- toria por auditores independentes nela registrados. (Redação dada pela Lei n. 11.941, de 2009) § 4º As demonstrações financeiras serão assinadas pelos administradores e por contabi- listas legalmente habilitados. § 5º As normas expedidas pela Comissão de Valores Mobiliários a que se refere o § 3º deste artigo deverão ser elaboradas em consonância com os padrões internacionais de contabilidade adotados nos principais mercados de valores mobiliários. (Incluído pela Lei n. 11.638,de 2007) § 6º As companhias fechadas poderão optar por observar as normas sobre demonstrações financeiras expedidas pela Comissão de Valores Mobiliários para as companhias abertas. (In- cluído pela Lei n. 11.638,de 2007) § 7º (Revogado). (Redação dada pela Lei n. 11.941, de 2009) SEÇÃO III Balanço Patrimonial Grupo de Contas Art. 178. No balanço, as contas serão classificadas segundo os elementos do patrimônio que registrem, e agrupadas de modo a facilitar o conhecimento e a análise da situação finan- ceira da companhia. § 1º No ativo, as contas serão dispostas em ordem decrescente de grau de liquidez dos elementos nelas registrados, nos seguintes grupos: I – ativo circulante; e (Incluído pela Lei n. 11.941, de 2009) O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para CONCURSEIRA - 02891961919, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 76 de 148www.grancursosonline.com.br Lei n. 6.404/1976 e Legislação Complementar CONTABILIDADE Claudio Zorzo II – ativo não circulante, composto por ativo realizável a longo prazo, investimentos, imobi- lizado e intangível. (Incluído pela Lei n. 11.941, de 2009) § 2º No passivo, as contas serão classificadas nos seguintes grupos: I – passivo circulante; (Incluído pela Lei n. 11.941, de 2009) II – passivo não circulante; e (Incluído pela Lei n. 11.941, de 2009) III – patrimônio líquido, dividido em capital social, reservas de capital, ajustes de avaliação patrimonial, reservas de lucros, ações em tesouraria e prejuízos acumulados. (Incluído pela Lei n. 11.941, de 2009) § 3º Os saldos devedores e credores que a companhia não tiver direito de compensar serão classificados separadamente. Ativo Art. 179. As contas serão classificadas do seguinte modo: I – no ativo circulante: as disponibilidades, os direitos realizáveis no curso do exercício so- cial subsequente e as aplicações de recursos em despesas do exercício seguinte; II – no ativo realizável a longo prazo: os direitos realizáveis após o término do exercício seguinte, assim como os derivados de vendas, adiantamentos ou empréstimos a sociedades coligadas ou controladas (artigo 243), diretores, acionistas ou participantes no lucro da com- panhia, que não constituírem negócios usuais na exploração do objeto da companhia; III – em investimentos: as participações permanentes em outras sociedades e os direitos de qualquer natureza, não classificáveis no ativo circulante, e que não se destinem à manuten- ção da atividade da companhia ou da empresa; IV – no ativo imobilizado: os direitos que tenham por objeto bens corpóreos destinados à manutenção das atividades da companhia ou da empresa ou exercidos com essa finalidade, inclusive os decorrentes de operações que transfiram à companhia os benefícios, riscos e con- trole desses bens; (Redação dada pela Lei n. 11.638,de 2007) V – (Revogado pela Lei n. 11.941, de 2009) VI – no intangível: os direitos que tenham por objeto bens incorpóreos destinados à manu- tenção da companhia ou exercidos com essa finalidade, inclusive o fundo de comércio adqui- rido. (Incluído pela Lei n. 11.638,de 2007) Parágrafo único. Na companhia em que o ciclo operacional da empresa tiver duração maior que o exercício social, a classificação no circulante ou longo prazo terá por base o prazo desse ciclo. Passivo Exigível Art. 180. As obrigações da companhia, inclusive financiamentos para aquisição de direitos do ativo não circulante, serão classificadas no passivo circulante, quando se vencerem no exer- cício seguinte, e no passivo não circulante, se tiverem vencimento em prazo maior, observado o disposto no parágrafo único do art. 179 desta Lei. (Redação dada pela Lei n. 11.941, de 2009) O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para CONCURSEIRA - 02891961919, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 77 de 148www.grancursosonline.com.br Lei n. 6.404/1976 e Legislação Complementar CONTABILIDADE Claudio Zorzo Resultados de Exercícios Futuros Art. 181. (Revogado pela Lei n. 11.941, de 2009) Patrimônio Líquido Art. 182. A conta do capital social discriminará o montante subscrito e, por dedução, a parcela ainda não realizada. § 1º Serão classificadas como reservas de capital as contas que registrarem: a) a contribuição do subscritor de ações que ultrapassar o valor nominal e a parte do preço de emissão das ações sem valor nominal que ultrapassar a importância destinada à forma- ção do capital social, inclusive nos casos de conversão em ações de debêntures ou partes beneficiárias;b) o produto da alienação de partes beneficiárias e bônus de subscrição; c) (revogada); (Redação dada pela Lei n. 11.638,de 2007) (Revogado pela Lei n. 11.638,de 2007) d) (revogada). (Redação dada pela Lei n. 11.638,de 2007) (Revogado pela Lei n. 11.638,de 2007) § 2º Será ainda registrado como reserva de capital o resultado da correção monetária do capital realizado, enquanto não-capitalizado. § 3º Serão classificadas como ajustes de avaliação patrimonial, enquanto não computadas no resultado do exercício em obediência ao regime de competência, as contrapartidas de au- mentos ou diminuições de valor atribuídos a elementos do ativo e do passivo, em decorrência da sua avaliação a valor justo, nos casos previstos nesta Lei ou, em normas expedidas pela Comissão de Valores Mobiliários, com base na competência conferida pelo § 3º do art. 177 desta Lei. (Redação dada pela Lei n. 11.941, de 2009) § 4º Serão classificados como reservas de lucros as contas constituídas pela apropriação de lucros da companhia. § 5º As ações em tesouraria deverão ser destacadas no balanço como dedução da conta do patrimônio líquido que registrar a origem dos recursos aplicados na sua aquisição. Critérios de Avaliação do Ativo Art. 183. No balanço, os elementos do ativo serão avaliados segundo os seguintes critérios: I – as aplicações em instrumentos financeiros, inclusive derivativos, e em direitos e títulos de créditos, classificados no ativo circulante ou no realizável a longo prazo: (Redação dada pela Lei n. 11.638,de 2007) a) pelo seu valor justo, quando se tratar de aplicações destinadas à negociação ou dispo- níveis para venda; e (Redação dada pela Lei n. 11.941, de 2009) b) pelo valor de custo de aquisição ou valor de emissão, atualizado conforme disposições legais ou contratuais, ajustado ao valor provável de realização, quando este for inferior, no caso das demais aplicações e os direitos e títulos de crédito; (Incluída pela Lei n. 11.638,de 2007) II – os direitos que tiverem por objeto mercadorias e produtos do comércio da companhia, assim como matérias-primas, produtos em fabricação e bens em almoxarifado, pelo custo de aquisição ou produção, deduzido de provisão para ajustá-lo ao valor de mercado, quando este for inferior; O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para CONCURSEIRA - 02891961919, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 78 de 148www.grancursosonline.com.br Lei n. 6.404/1976 e Legislação Complementar CONTABILIDADE Claudio Zorzo III – os investimentos em participação no capital social de outras sociedades, ressalvado o disposto nos artigos 248 a 250, pelo custo de aquisição, deduzido de provisão para perdas pro- váveis na realização do seu valor, quando essa perda estiver comprovada como permanente, e que não será modificado em razão do recebimento, sem custo para a companhia, de ações ou quotas bonificadas; IV – os demais investimentos, pelo custo de aquisição, deduzido de provisão para atender às perdas prováveis na realização do seu valor, ou para redução do custo de aquisição ao valor de mercado, quando este for inferior; V – os direitos classificados no imobilizado, pelo custo de aquisição, deduzido do saldo da respectiva conta de depreciação, amortização ou exaustão; VI – (revogado); (Redação dada pela Lei n. 11.941, de 2009) VII – os direitos classificados no intangível, pelo custo incorrido na aquisição deduzido do saldo da respectiva conta de amortização; (Incluído pela Lei n. 11.638,de 2007) VIII – os elementos do ativo decorrentes de operações de longo prazo serão ajustados a valor presente, sendo os demais ajustados quando houver efeito relevante. (Incluído pela Lei n. 11.638,de 2007) § 1º Para efeitos do disposto neste artigo, considera-se valor justo: (Redação dada pela Lei n. 11.941, de 2009) a) das matérias-primas e dos bens em almoxarifado, o preço pelo qual possam ser repos- tos, mediante compra no mercado; b) dos bens ou direitos destinados à venda, o preço líquido de realização mediante venda no mercado, deduzidos os impostos e demais despesas necessárias para a venda, e a mar- gem de lucro; c) dos investimentos, o valor líquido pelo qual possam ser alienados a terceiros. d) dos instrumentos financeiros, o valor que pode se obter em um mercado ativo, decorrente de transação não compulsória realizada entre partes independentes; e, na ausência de um mer- cado ativo para um determinado instrumento financeiro: (Incluída pela Lei n. 11.638,de 2007) 1) o valor que se pode obter em um mercado ativo com a negociação de outro instrumento financeiro de natureza, prazo e risco similares; (Incluído pela Lei n. 11.638,de 2007) 2) o valor presente líquido dos fluxos de caixa futuros para instrumentos financeiros de natureza, prazo e risco similares; ou (Incluído pela Lei n. 11.638,de 2007) 3) o valor obtido por meio de modelos matemático-estatísticos de precificação de instru- mentos financeiros. (Incluído pela Lei n. 11.638,de 2007) § 2º A diminuição do valor dos elementos dos ativos imobilizado e intangível será registra- da periodicamente nas contas de: (Redação dada pela Lei n. 11.941, de 2009) a) depreciação, quando corresponder à perda do valor dos direitos que têm por objeto bens físicos sujeitos a desgaste ou perda de utilidade por uso, ação da natureza ou obsolescência; b) amortização, quando corresponder à perda do valor do capital aplicado na aquisição de direitos da propriedade industrial ou comercial e quaisquer outros com existência ou exercício de duração limitada, ou cujo objeto sejam bens de utilização por prazo legal ou contratualmen- te limitado; O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para CONCURSEIRA - 02891961919, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 79 de 148www.grancursosonline.com.br Lei n. 6.404/1976 e Legislação Complementar CONTABILIDADE Claudio Zorzo c) exaustão, quando corresponder à perda do valor, decorrente da sua exploração, de di- reitos cujo objeto sejam recursos minerais ou florestais, ou bens aplicados nessa exploração. § 3º A companhia deverá efetuar, periodicamente, análise sobre a recuperação dos valo- res registrados no imobilizado e no intangível, a fim de que sejam: (Redação dada pela Lei n. 11.941, de 2009) I – registradas as perdas de valor do capital aplicado quando houver decisão de interrom- per os empreendimentos ou atividades a que se destinavam ou quando comprovado que não poderão produzir resultados suficientes para recuperação desse valor; ou (Incluído pela Lei n. 11.638,de 2007) II – revisados e ajustados os critérios utilizados para determinação da vida útil econô- mica estimada e para cálculo da depreciação, exaustão e amortização. (Incluído pela Lei n. 11.638,de 2007) § 4º Os estoques de mercadorias fungíveis destinadas à venda poderão ser avaliados pelo valor de mercado, quando esse for o costume mercantil aceito pela técnica contábil. Critérios de Avaliação do Passivo Art. 184. No balanço, os elementos do passivo serão avaliados de acordo com os seguin- tes critérios: I – as obrigações, encargos e riscos, conhecidos ou calculáveis, inclusive Imposto sobre a Renda a pagar com base no resultado do exercício, serão computados pelo valor atualizado até a data do balanço; II – as obrigações em moeda estrangeira, com cláusula de paridade cambial, serão conver- tidas em moeda nacional à taxa de câmbio em vigor na data do balanço; III – as obrigações, os encargos e os riscos classificados no passivo não circulante serão ajustados ao seu valor presente, sendo os demais ajustados quando houver efeito relevante. (Redação dada pela Lei n. 11.941,de 2009) Critérios de Avaliação em Operações Societárias (Incluído pela Lei n. 11.941, de 2009) Art. 184-A. A Comissão de Valores Mobiliários estabelecerá, com base na competência conferida pelo § 3º do art. 177 desta Lei, normas especiais de avaliação e contabilização apli- cáveis à aquisição de controle, participações societárias ou negócios. (Incluído pela Lei n. 11.941, de 2009) Correção Monetária Art. 185. (Revogado pela Lei n. 7.730, de 1989) SEÇÃO IV Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados Art. 186. A demonstração de lucros ou prejuízos acumulados discriminará: I – o saldo do início do período, os ajustes de exercícios anteriores e a correção monetária do saldo inicial; O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para CONCURSEIRA - 02891961919, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 80 de 148www.grancursosonline.com.br Lei n. 6.404/1976 e Legislação Complementar CONTABILIDADE Claudio Zorzo II – as reversões de reservas e o lucro líquido do exercício; III – as transferências para reservas, os dividendos, a parcela dos lucros incorporada ao capital e o saldo ao fim do período. § 1º Como ajustes de exercícios anteriores serão considerados apenas os decorrentes de efeitos da mudança de critério contábil, ou da retificação de erro imputável a determinado exercício anterior, e que não possam ser atribuídos a fatos subsequentes. § 2º A demonstração de lucros ou prejuízos acumulados deverá indicar o montante do dividendo por ação do capital social e poderá ser incluída na demonstração das mutações do patrimônio líquido, se elaborada e publicada pela companhia. SEÇÃO V Demonstração do Resultado do Exercício Art. 187. A demonstração do resultado do exercício discriminará: I – a receita bruta das vendas e serviços, as deduções das vendas, os abatimentos e os impostos; II – a receita líquida das vendas e serviços, o custo das mercadorias e serviços vendidos e o lucro bruto; III – as despesas com as vendas, as despesas financeiras, deduzidas das receitas, as des- pesas gerais e administrativas, e outras despesas operacionais; IV – o lucro ou prejuízo operacional, as outras receitas e as outras despesas; (Redação dada pela Lei n. 11.941, de 2009) V – o resultado do exercício antes do Imposto sobre a Renda e a provisão para o imposto; VI – as participações de debêntures, empregados, administradores e partes beneficiárias, mesmo na forma de instrumentos financeiros, e de instituições ou fundos de assistência ou previdência de empregados, que não se caracterizem como despesa; (Redação dada pela Lei n. 11.941, de 2009) VII – o lucro ou prejuízo líquido do exercício e o seu montante por ação do capital social. § 1º Na determinação do resultado do exercício serão computados: a) as receitas e os rendimentos ganhos no período, independentemente da sua realização em moeda; e b) os custos, despesas, encargos e perdas, pagos ou incorridos, correspondentes a essas receitas e rendimentos. § 2º (Revogado). (Redação dada pela Lei n. 11.638,de 2007) (Revogado pela Lei n. 11.638,de 2007) SEÇÃO VI Demonstrações dos Fluxos de Caixa e do Valor Adicionado (Redação dada pela Lei n. 11.638,de 2007) Art. 188. As demonstrações referidas nos incisos IV e V do caput do art. 176 desta Lei in- dicarão, no mínimo: (Redação dada pela Lei n. 11.638,de 2007) O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para CONCURSEIRA - 02891961919, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 81 de 148www.grancursosonline.com.br Lei n. 6.404/1976 e Legislação Complementar CONTABILIDADE Claudio Zorzo I – demonstração dos fluxos de caixa – as alterações ocorridas, durante o exercício, no saldo de caixa e equivalentes de caixa, segregando-se essas alterações em, no mínimo, 3 (três) fluxos: (Redação dada pela Lei n. 11.638,de 2007) a) das operações; (Redação dada pela Lei n. 11.638,de 2007) b) dos financiamentos; e (Redação dada pela Lei n. 11.638,de 2007) c) dos investimentos; (Redação dada pela Lei n. 11.638,de 2007) II – demonstração do valor adicionado – o valor da riqueza gerada pela companhia, a sua distribuição entre os elementos que contribuíram para a geração dessa riqueza, tais como empregados, financiadores, acionistas, governo e outros, bem como a parcela da riqueza não distribuída. (Redação dada pela Lei n. 11.638,de 2007) III – (Revogado pela Lei n. 11.941, de 2009) IV – (Revogado pela Lei n. 11.941, de 2009) CAPÍTULO XVI Lucro, Reservas e Dividendos SEÇÃO I Lucro Dedução de Prejuízos e Imposto sobre a Renda Art. 189. Do resultado do exercício serão deduzidos, antes de qualquer participação, os prejuízos acumulados e a provisão para o Imposto sobre a Renda. Parágrafo único. o prejuízo do exercício será obrigatoriamente absorvido pelos lucros acu- mulados, pelas reservas de lucros e pela reserva legal, nessa ordem. Participações Art. 190. As participações estatutárias de empregados, administradores e partes benefici- árias serão determinadas, sucessivamente e nessa ordem, com base nos lucros que remanes- cerem depois de deduzida a participação anteriormente calculada. Parágrafo único. Aplica-se ao pagamento das participações dos administradores e das partes beneficiárias o disposto nos parágrafos do artigo 201. Lucro Líquido Art. 191. Lucro líquido do exercício é o resultado do exercício que remanescer depois de deduzidas as participações de que trata o artigo 190. Proposta de Destinação do Lucro Art. 192. Juntamente com as demonstrações financeiras do exercício, os órgãos da admi- nistração da companhia apresentarão à assembléia-geral ordinária, observado o disposto nos artigos 193 a 203 e no estatuto, proposta sobre a destinação a ser dada ao lucro líquido do exercício. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para CONCURSEIRA - 02891961919, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 82 de 148www.grancursosonline.com.br Lei n. 6.404/1976 e Legislação Complementar CONTABILIDADE Claudio Zorzo SEÇÃO II Reservas e Retenção de Lucros Reserva Legal Art. 193. Do lucro líquido do exercício, 5% (cinco por cento) serão aplicados, antes de qual- quer outra destinação, na constituição da reserva legal, que não excederá de 20% (vinte por cento) do capital social. § 1º A companhia poderá deixar de constituir a reserva legal no exercício em que o saldo dessa reserva, acrescido do montante das reservas de capital de que trata o § 1º do artigo 182, exceder de 30% (trinta por cento) do capital social. § 2º A reserva legal tem por fim assegurar a integridade do capital social e somente poderá ser utilizada para compensar prejuízos ou aumentar o capital. Reservas Estatutárias Art. 194. O estatuto poderá criar reservas desde que, para cada uma: I – indique, de modo preciso e completo, a sua finalidade; II – fixe os critérios para determinar a parcela anual dos lucros líquidos que serão destina- dos à sua constituição; e III – estabeleça o limite máximo da reserva. Reservas para Contingências Art. 195. A assembleia-geral poderá, por proposta dos órgãos da administração, destinar parte do lucro líquido à formação de reserva com a finalidade de compensar, em exercício futu- ro, a diminuição do lucro decorrente de perda julgada provável, cujo valor possa ser estimado. § 1º A proposta dos órgãos da administração deverá indicar a causa da perda prevista e justificar, com as razões de prudência que a recomendem, a constituição da reserva. § 2º A reserva será revertidano exercício em que deixarem de existir as razões que justifi- caram a sua constituição ou em que ocorrer a perda. Reserva de Incentivos Fiscais (Incluído pela Lei n. 11.638,de 2007) Art. 195-A. A assembleia geral poderá, por proposta dos órgãos de administração, destinar para a reserva de incentivos fiscais a parcela do lucro líquido decorrente de doações ou sub- venções governamentais para investimentos, que poderá ser excluída da base de cálculo do di- videndo obrigatório (inciso I do caput do art. 202 desta Lei). (Incluído pela Lei n. 11.638,de 2007) Retenção de Lucros Art. 196. A assembleia-geral poderá, por proposta dos órgãos da administração, deliberar reter parcela do lucro líquido do exercício prevista em orçamento de capital por ela previamen- te aprovado. § 1º O orçamento, submetido pelos órgãos da administração com a justificação da re- tenção de lucros proposta, deverá compreender todas as fontes de recursos e aplicações de capital, fixo ou circulante, e poderá ter a duração de até 5 (cinco) exercícios, salvo no caso de execução, por prazo maior, de projeto de investimento. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para CONCURSEIRA - 02891961919, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 83 de 148www.grancursosonline.com.br Lei n. 6.404/1976 e Legislação Complementar CONTABILIDADE Claudio Zorzo § 2º O orçamento poderá ser aprovado pela assembleia-geral ordinária que deliberar sobre o balanço do exercício e revisado anualmente, quando tiver duração superior a um exercício social. (Redação dada pela Lei n. 10.303, de 2001) Reserva de Lucros a Realizar Art. 197. No exercício em que o montante do dividendo obrigatório, calculado nos termos do estatuto ou do art. 202, ultrapassar a parcela realizada do lucro líquido do exercício, a as- sembléia-geral poderá, por proposta dos órgãos de administração, destinar o excesso à cons- tituição de reserva de lucros a realizar. (Redação dada pela Lei n. 10.303, de 2001) § 1º Para os efeitos deste artigo, considera-se realizada a parcela do lucro líquido do exer- cício que exceder da soma dos seguintes valores: (Redação dada pela Lei n. 10.303, de 2001) I – o resultado líquido positivo da equivalência patrimonial (art. 248); e (Incluído pela Lei n. 10.303, de 2001) II – o lucro, rendimento ou ganho líquidos em operações ou contabilização de ativo e pas- sivo pelo valor de mercado, cujo prazo de realização financeira ocorra após o término do exer- cício social seguinte. (Redação dada pela Lei n. 11.638,de 2007) § 2º A reserva de lucros a realizar somente poderá ser utilizada para pagamento do dividen- do obrigatório e, para efeito do inciso III do art. 202, serão considerados como integrantes da reserva os lucros a realizar de cada exercício que forem os primeiros a serem realizados em dinheiro. (Incluído pela Lei n. 10.303, de 2001) Limite da Constituição de Reservas e Retenção de Lucros Art. 198. A destinação dos lucros para constituição das reservas de que trata o artigo 194 e a retenção nos termos do artigo 196 não poderão ser aprovadas, em cada exercício, em pre- juízo da distribuição do dividendo obrigatório (artigo 202). Limite do Saldo das Reservas de Lucro (Redação dada pela Lei n. 11.638,de 2007) Art. 199. O saldo das reservas de lucros, exceto as para contingências, de incentivos fis- cais e de lucros a realizar, não poderá ultrapassar o capital social. Atingindo esse limite, a assembléia deliberará sobre aplicação do excesso na integralização ou no aumento do capital social ou na distribuição de dividendos. (Redação dada pela Lei n. 11.638,de 2007) Reserva de Capital Art. 200. As reservas de capital somente poderão ser utilizadas para: I – absorção de prejuízos que ultrapassarem os lucros acumulados e as reservas de lucros (artigo 189, parágrafo único); II – resgate, reembolso ou compra de ações; III – resgate de partes beneficiárias; IV – incorporação ao capital social; V – pagamento de dividendo a ações preferenciais, quando essa vantagem lhes for asse- gurada (artigo 17, § 5º). Parágrafo único. A reserva constituída com o produto da venda de partes beneficiárias po- derá ser destinada ao resgate desses títulos. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para CONCURSEIRA - 02891961919, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 84 de 148www.grancursosonline.com.br Lei n. 6.404/1976 e Legislação Complementar CONTABILIDADE Claudio Zorzo Como vimos, a lei societária - Lei n. 6.404, de 1976 - a partir de 2008 sofreu profundas alterações, inicialmente pela Lei n. 11.638, de 28 de dezembro de 2007 e pela Lei n. 11.941, de 2009, quando foram introduzidos novos conceitos, métodos e critérios contábeis e fiscais, com o fim de harmonizar as regras contábeis adotadas no Brasil aos padrões internacionais de contabilidade (padrão International Financial Report Standart - IFRS), recepcionando assim a transparência internacional de regras e informações contábeis a serem observadas por to- das as companhias abertas e pelas empresas de grande porte, quando da elaboração de suas demonstrações financeiras. As definições da Lei n. 11.638/07 e da Lei 11.941/09 devem ser observadas por todas as empresas obrigadas a obedecer à Lei das S/A. As empresas de grande porte, de acordo com a definição da Lei n. 11.638/07, devem, adicionalmente, observar as regras da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). principAis mudAnçAs ApresentAdAs pelAs leis 11.638/07 e 11.941/09 a) Classificação do Ativo e do Passivo em “Circulante” e “Não Circulante“. Segundo a lei 11.941/09 o ativo será apresentado pelo seu potencial de conversibilidade e o passivo pelo prazo de exigibilidade, sendo dividido em circulante e não circulante. b) Extinção do grupo Ativo Permanente. A mesma lei acabou com o ativo permanente; o intuito desta nova classificação é destacar que não existe ativo permanente na empresa, todos os ativos irão se realizar economicamente de alguma forma, diretamente ou indiretamente. c) Restrição ao longo do exercício de 2008 e extinção, na data de 5/12/08, do subgrupo “Ativo Diferido”. A Lei n. 11.638/07 promoveu alteração no art. 178 da Lei n. 6.404/76, onde ainda se man- teve o grupo ativo permanente, dividido em investimentos, intangível e diferido. Esse artigo, entretanto, foi novamente alterado pela Lei 11.941/09, cuja nova redação trou- xe a extinção do grupo ativo permanente e do subgrupo ativo diferido. Atualmente as entidades devem analisar o saldo existente nesse subgrupo, se for o caso, reclassificar: • Para o ativo imobilizado aqueles gastos vinculados ao processo de preparação e colo- cação em operação de máquinas e equipamentos. • Para o intangível aqueles gastos que se enquadrarem como gastos com desenvolvimen- tos de novos produtos. • Para o resultado do período os demais gastos pré-operacionais de pesquisas de novos produtos, de treinamento de pessoal administrativo ou de pessoal de vendas. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para CONCURSEIRA - 02891961919, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 85 de 148www.grancursosonline.com.br Lei n. 6.404/1976 e Legislação Complementar CONTABILIDADE Claudio Zorzo d) Criação do subgrupo “Intangível” no grupo do Ativo Não Circulante. A lei 11.638 criou o intangível sendo que nesse subgrupo devem ser classificados os va- lores que estavam em outras contas do ativo permanente e representam bens incorpóreos, como marcas, patentes,direitos de concessão, direitos de exploração, direitos de franquia, direitos autorais, gastos com desenvolvimento de novos produtos, ágio pago por expectativa de resultado futuro (fundo de comércio ou goodwill). e) Proibição da prática da reavaliação espontânea de ativos. A Lei 11.638 vedou a realização de qualquer tipo de reavaliação espontânea de bens. Os saldos existentes nas reservas de reavaliação devem ser mantidos até a sua efetiva realização ou estornados até a data de 31/12/08. Também poderá ser utilizado o saldo existente na reserva de reavaliação como contrapar- tida da provisão para desvalorização do bem, em um teste de recuperabilidade. f) Aplicação, ao final de cada exercício social, do teste de recuperabilidade dos ativos. Ao proibir a reavaliação a Lei 11.638/07 introduziu na contabilidade brasileira o teste de recuperabilidade de ativos (ou impairment test), cujo objetivo é verificar se os ativos reconheci- dos nas demonstrações contábeis não estão evidenciados a um valor superior aos benefícios que irão proporcionar à entidade. A entidade deve avaliar, no mínimo a cada exercício social, se há alguma indicação de que um ativo possa ter sofrido desvalorização. Se houver alguma indicação, a entidade deve estimar o valor recuperável do ativo e se esse valor for inferior ao valor estimado de recuperação, uma provisão para ajuste ao valor de recu- peração dos ativos deve ser reconhecida em contrapartida no resultado do exercício. g) Registro, em contas de ativo e passivo, dos contratos de arrendamento mercantil finan- ceiro (leasing). Com essa mudança as empresas arrendatárias passaram a registrar no ativo imobilizado os bens objeto de contratos de arrendamento mercantil financeiro (leasing financeiro), sendo que o arrendamento operacional era tratado como uma despesa operacional de aluguel na DRE. O objetivo deste registro é respeitar o atributo qualitativo da “primazia da essência de um fato sobre a sua forma jurídica”. O CPC 06 (R2) estabeleceu que a partir de 2019, na arrendatária, o leasing financeiro e opera- cional terão o mesmo tratamento contábil, é como se fosse uma compra a prazo. Antes da revisão da norma o arrendatário também tinha que classificar o arrendamento em operacional e financeiro, sendo o operacional tratado como um aluguel e o leasing financeiro tratado como uma compra a prazo, por consequência, os demais efeitos como, por exemplo, a manutenção, a depreciação e encargos financeiros eram reconhecidos como despesa pela arrendatária. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para CONCURSEIRA - 02891961919, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 86 de 148www.grancursosonline.com.br Lei n. 6.404/1976 e Legislação Complementar CONTABILIDADE Claudio Zorzo Agora, com a mudança da norma, todos os arrendamentos (operacional e financeiro) serão reconhecidos dentro do Balanço Patrimonial da empresa arrendatária, como ativo e passivo. h) Extinção do grupo Resultados de Exercícios Futuros. Os saldos de resultados de exercícios futuros existentes até a data de 4/12/08 devem ser reclassificados para o grupo do passivo, em contas representativas de receitas antecipadas deduzidas das respectivas despesas antecipadas. No entanto é importante destacar que as receitas antecipadas deverão respeitar o prazo de realização, podendo de acordo com o vencimento serem apresentadas no passivo circulante, quando for o caso. i) Criação, no Patrimônio Líquido, da conta de “Ajustes de Avaliação Patrimonial” e “ações em tesouraria”. Devem ser classificadas como AAP, enquanto não computadas no resultado do exercício, em obediência ao regime de competência, as contrapartidas de aumentos ou diminuições de valor atribuído a elementos do ativo e do passivo, em decorrência da sua avaliação a valor jus- to, em especial, os investimentos em derivativos e em instrumentos financeiros, classificáveis no circulante e não circulante. Ações em tesouraria é conta redutora do PL e representa o produto da compra pela em- presa de suas próprias ações. Estas ações poderão ser revendidas novamente no mercado ou doadas aos sócios. j) Destinação do saldo de Lucros Acumulados. Não há mais a previsão da conta “lucros ou prejuízos acumulados” como conta compo- nente do patrimônio líquido, tendo em vista que a Lei previu apenas como componente do patrimônio líquido, a conta de “prejuízos acumulados”. A não manutenção de saldo positivo nessa conta só pode ser exigida para as sociedades por ações, e não às demais sociedades e entidades de forma geral. É importante destacar que a conta lucros ou prejuízos acumulados deve permanecer no plano de contas de todas as entidades, e ser apresentada no balancete de verificação, haja vis- ta que o seu uso continuará sendo feito para receber o registro do resultado do exercício, bem com as suas várias formas de destinações e reversões (constituição de reservas, distribuição de lucros ou dividendos, etc.). O saldo da conta lucro acumulado deverá ser totalmente distribuído para: • Dividendos aos sócios • Juros sobre capital próprio • Reservas de lucros • Aumento ou integralização de capital social O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para CONCURSEIRA - 02891961919, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 87 de 148www.grancursosonline.com.br Lei n. 6.404/1976 e Legislação Complementar CONTABILIDADE Claudio Zorzo k) Alteração da sistemática de contabilização do incentivo fiscal, das doações e subven- ções fiscais, anteriormente contabilizadas em conta de Reserva de Capital. A Lei n. 11.638/07 proibiu o registro direto em contas de reservas de capital no patrimônio líquido das subvenções para investimentos (isenção ou redução de impostos) e das doações recebidas do Poder Público e dos incentivos fiscais. Tais benefícios devem ser reconhecidos em contas de resultado pelo regime da compe- tência, como receitas, e para não sofrer tributação a empresa deve manter o valor referente ao incentivo recebido como reserva de lucro de “incentivo fiscal”. l) Alteração na contabilização dos prêmios nas emissões de debêntures, anteriormente contabilizados em conta de Reserva de Capital. A Lei n. 11.638/07 proibiu o registro da conta “reserva de prêmios na emissão de debêntu- res” como reserva de capital. Dessa forma, os prêmios recebidos na emissão de debêntures devem ser apropriados como receita financeira ou como redução da despesa financeira na captação das referidas de- bêntures. De forma semelhante ao incentivo fiscal, para não sofrer tributação, a empresa deve manter o valor referente ao prêmio reconhecido como receita na DRE, como reserva de lucro de “prêmio na emissão de debêntures”. Contudo, as empresas que possuíam a referida reserva de capital poderão mantê-la até a sua destinação, conforme previsto no artigo 200 da lei 6.404/76. m) Extinção da classificação das Receitas e Despesas em Operacionais e Não Operacionais. As receitas e despesas que estavam sendo classificadas como não operacionais, em con- formidade com a lei anterior, devem ser denominadas de outras receitas e outras despesas. Com este procedimento foi eliminado grupo de receitas ou despesas não operacio- nais na DRE. O objetivo é que sejam apresentadas as receitas e despesas continuadas em separado das receitas e despesas descontinuadas ou atípicas nas atividades da empresa. n) Substituição da Demonstração das Origens e Aplicações de Recursos (DOAR) pela De- monstração dos Fluxos de Caixa (DFC). A DFC deve ser elaborada pelas sociedades por ações de capital fechado com patrimônio líquido igual ou superior a R$ 2.000.000,00, pelassociedades de capital aberto e sociedades de grande porte. Tem por objetivo apresentar o fluxo de dinheiro no disponível de acordo com as atividades operacionais, de financiamento ou de investimento. o) Obrigatoriedade da elaboração da Demonstração do Valor Adicionado (DVA) pelas Com- panhias Abertas. Essa demonstração visa apresentar a riqueza gerada pela empresa e como esta riqueza foi distribuída aos beneficiados. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para CONCURSEIRA - 02891961919, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 88 de 148www.grancursosonline.com.br Lei n. 6.404/1976 e Legislação Complementar CONTABILIDADE Claudio Zorzo Tem por objetivo destacar a participação da empresa na geração do produto interno bruto da sua região. p) Implantação da apuração do Ajuste a Valor Presente de elementos do ativo e do passivo. Foi determinada pela lei 11.638 a necessidade de ajustar a valor presente os ativos e pas- sivos de longo prazo, bem como os valores relevantes de curto prazo. Esse procedimento tem por objetivo apresentar as contas recebíveis e exigíveis o mais próximo do real possível, retirando do valor futuro os juros embutidos. A essência é reconhecer a despesa e a receita de juros em compras e vendas a longo prazo no período em que efetivamente ocorrerem. q) A lei 11.638-07 apresentou o conceito de “empresas de grande porte” e determinou que estas empresas deverão seguir os ditames estabelecidos pela lei 6.404-76, da seguinte forma: “Aplicam-se às sociedades de grande porte, ainda que não constituídas sob a forma de so- ciedades por ações, as disposições da Lei 6.404, de 15 de dezembro de 1976, sobre escritura- ção e elaboração de demonstrações financeiras e a obrigatoriedade de auditoria independente por auditor registrado na Comissão de Valores Mobiliários.” O PULO DO GATO Com relação à convergência da contabilidade às normas internacionais as maiores alterações foram apresentadas pela Lei 11.638/07. A Lei 11.941/09 alterou a estrutura do ativo e do passivo, dividindo-os em circulante e não circulante, extinguiu o ativo diferido e os resultados de exercícios futuros e formalizou, do pon- to de vista tributário, a desvinculação entre Fisco e Contabilidade, com a criação do Regime Transitório de Tributação. As principais alterações trazidas pela Lei n. 11.941/09, são: • Classificação do Ativo em Circulante e Não Circulante; • Acabou com o Ativo Permanente. • Acabou com subgrupo “ativo diferido”. • Acabou com o grupo “resultado de exercícios futuros”. • Criou do Regime Tributário de Transição (RTT). 060. (VUNESP/PREFEITURA DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS/AUDITOR TRIBUTÁRIO/2015) Como decorrência das alterações introduzidas pelas Leis n. 11.638/2007 e n. 11.941/2009, na nova estrutura do Balanço Patrimonial: a) os prêmios recebidos na emissão de debêntures passaram a ser contabilizados em contra- partida a uma conta de reserva de capital. b) o grupo de Resultados de Exercícios Futuros foi mantido, devendo nele serem contabiliza- dos as receitas e custos diferidos. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para CONCURSEIRA - 02891961919, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 89 de 148www.grancursosonline.com.br Lei n. 6.404/1976 e Legislação Complementar CONTABILIDADE Claudio Zorzo c) houve a criação do Ativo Intangível, de modo que as marcas desenvolvidas internamente pela pessoa jurídica puderam ser contabilizadas no Ativo. d) a possibilidade de constituir reservas de reavaliação foi extinta, mantido o direito de sua conservação pelas companhias que as constituíram até 31.12.2007. e) foi mantido o Ativo Diferido, onde, entretanto, passaram a ser classificados apenas as des- pesas pré-operacionais da companhia. Vou analisar item a item: a) Errada. Os prêmios na emissão de debêntures (valores recebidos a maior na venda de de- bêntures) eram classificados como reserva de capital. Com o advento das novas Leis o prêmio passou a ser tratado como receita, de acordo com o transcorrer do prazo de resgate do título. Está errada. b) Errada. O grupo resultado de exercícios futuros foi extinto pela Lei 11.941/2009. Está errado. c) Errada. O intangível foi criado pela lei 11.638, contudo não podem ser registrados os intangí- veis gerados internamente, que são denominados de fundo de comercio gerado internamente. Está errada. d) Certa. A Lei 11.638/07 extinguiu, com efeitos a partir de 1º de janeiro de 2008, a reserva de reavaliação. Porém, foi mantido o direito de sua conservação pelas companhias que as consti- tuíram até 31.12.2007. As empresas podiam manter ou reverter o valor registrado em reserva. e) Errada. O diferido foi extinto pela lei 11.941/09. Importante lembrar que a lei 11.638/07 havia mantido o diferido. Letra d. 061. (CETAP/MPCM/CONTADOR/2015) Qual das demonstrações financeiras que não era obrigatória pela Lei n. 6.404/76 passou a ser obrigatória, por meio da Lei n. 11.638/07, para todas as companhias abertas e companhias fechadas com patrimônio líquido, na data do ba- lanço, superior a dois milhões de reais? a) Demonstração dos Fluxos de Caixa. b) Demonstração das Origens e Aplicações de Recursos. c) Balanço Patrimonial. d) Demonstração do Resultado do Exercício. e) Balanço Social. Art. 176. Ao fim de cada exercício social, a diretoria fará elaborar, com base na escrituração mer- cantil da companhia, as seguintes demonstrações financeiras, que deverão exprimir com clareza a situação do patrimônio da companhia e as mutações ocorridas no exercício: I – balanço patrimonial; O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para CONCURSEIRA - 02891961919, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 90 de 148www.grancursosonline.com.br Lei n. 6.404/1976 e Legislação Complementar CONTABILIDADE Claudio Zorzo II – demonstração dos lucros ou prejuízos acumulados; III – demonstração do resultado do exercício; e IV – demonstração dos fluxos de caixa; e (Redação dada pela Lei n. 11.638,de 2007) V – se companhia aberta, demonstração do valor adicionado. (Incluído pela Lei n. 11.638,de 2007) § 6º A companhia fechada com patrimônio líquido, na data do balanço, inferior a R$ 2.000.000,00 (dois milhões de reais) não será obrigada à elaboração e publicação da demonstração dos fluxos de caixa Letra a. 062. (CONSULPLAN/CRESS-PB/CONTADOR/2015) No Brasil, com a criação do CPC e a aprovação de leis como as de n.º11.638/07 e 11.941/09, introduziram a Contabilidade brasi- leira em uma nova fase, trazendo grandes mudanças no cenário contábil. Um dos desafios na adoção das novas normas é alcançar a consistência no entendimento e, portanto, na aplicação dessas normas. Em relação a essas mudanças que visavam padronizar os processos contá- beis brasileiros, indo de encontro aos padrões mundiais, é INCORRETO o que consta no item: a) A Lei 11.638\07 alterou a Lei 6.404\76 no tocante a Elaboração e Publicação da Demonstra- ção das Origens e Aplicação dos Recursos – DOAR, substituindo pela Elaboração e publicação da Demonstração dos Fluxos de Caixa – DFC. b) Pela Lei 11.638\07 as Companhias Fechadas com Patrimônio Líquido inferior a R$ 2 mi- lhões estão desobrigadas de elaborar e publicar a Demonstração de Fluxos de Caixa – DFC. c) Pela Lei 11.638\07 o Patrimônio Líquido passa a ser dividido em: capital social, reservas de capital, ajustes de avaliação patrimonial, reservas de lucros, investimentos de terceiros, ações em tesouraria e prejuízos acumulados. d)Pela LEI n.11.941\09 os Ativos deverão ser avaliados pelo seu valor justo ou custo, dos dois o menor, sempre deduzidos de provisões para perdas. Para ativos de longo prazo, deverão ser efetuados ajustes a valor presente. A letra “C” está errada, não existe a conta investimentos de terceiro; a composição atual do PL é a seguinte: • Capital social • Reservas de capital • Ajustes de avaliação patrimonial • Reservas de lucros • Ações em tesouraria • Prejuízos acumulados. Letra c. 063. (COPESE/DPE-TO/ANALISTA DE GESTÃO/2012) Sobre a Lei n. 6.404/76 e alterações posteriores, é INCORRETO afirmar: O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para CONCURSEIRA - 02891961919, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 91 de 148www.grancursosonline.com.br Lei n. 6.404/1976 e Legislação Complementar CONTABILIDADE Claudio Zorzo a) A escrituração da companhia será mantida em registros permanentes, com obediência aos preceitos da legislação comercial e desta Lei e aos princípios de contabilidade geralmente aceitos, devendo observar métodos ou critérios contábeis uniformes no tempo e registrar as mutações patrimoniais segundo o regime de competência. b) Ao fim de cada exercício social, a diretoria fará elaborar, com base na escrituração mercantil da companhia, as seguintes demonstrações financeiras, que deverão exprimir com clareza a situação do patrimônio da companhia e as mutações ocorridas no exercício: balanço patri- monial; demonstração dos lucros ou prejuízos acumulados; demonstração do resultado do exercício; demonstração dos fluxos de caixa, e, se companhia aberta, demonstração do valor adicionado. c) Nas demonstrações, as contas semelhantes poderão ser agrupadas; os pequenos saldos poderão ser agregados, desde que indicada a sua natureza e não ultrapassem 0,1 (um déci- mo) do valor do respectivo grupo de contas, em contas como “diversas contas” ou “contas- -correntes”. d) A companhia observará exclusivamente em livros ou registros auxiliares, sem qualquer mo- dificação da escrituração mercantil e das demonstrações reguladas na Lei n. 6.404/76, as dis- posições da lei tributária, ou de legislação especial sobre a atividade que constitui seu objeto, que prescrevam, conduzam ou incentivem a utilização de métodos ou critérios contábeis dife- rentes ou determinem registros, lançamentos ou ajustes ou a elaboração de outras demons- trações financeiras. Questão literal à lei, o § 2º do artigo 176 estabelece: Nas demonstrações, as contas semelhantes poderão ser agrupadas; os pequenos saldos poderão ser agregados, desde que indicada a sua natureza e não ultrapassem 0,1 (um décimo) do valor do respectivo grupo de contas; mas é vedada a utilização de designações genéricas, como “diversas contas” ou “contas-correntes”. Letra c. 064. (CESGRANRIO/INOVA/CONTADOR JÚNIOR/2012) A Reserva de Incentivos Fiscais, nos termos do artigo 195-A introduzido na Lei no 6.404/1976, pela Lei no 11.638/2007, é uma reserva de a) lucro, constituída pela parcela do lucro líquido decorrente de doações ou subvenções gover- namentais para investimento. b) lucro, constituída pela parcela do lucro líquido decorrente de doações ou subvenções gover- namentais para custeio e investimento c) capital, constituída pelo valor das subvenções governamentais para investimento recebidas da União, Estados, Municípios ou Distrito Federal. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para CONCURSEIRA - 02891961919, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 92 de 148www.grancursosonline.com.br Lei n. 6.404/1976 e Legislação Complementar CONTABILIDADE Claudio Zorzo d) capital, constituída pela parcela do Imposto de Renda paga a título de incentivo fiscal con- cedido pelo governo, com um fim específico. e) capital, constituída por doações e subvenções governamentais para custeio ou investimen- to recebidas da União. As reservas de lucros são as contas constituídas pela apropriação de lucros da companhia que não foram distribuídos aos sócios, visam atender várias finalidades, sendo sua constituição efetivada por disposição da lei ou por proposta dos órgãos da administração. A reserva de incentivo fiscal está prevista na lei da seguinte forma: Art. 195-A. A assembleia geral poderá, por proposta dos órgãos de administração, destinar para a reserva de incentivos fiscais a parcela do lucro líquido decorrente de doações ou subvenções gover- namentais para investimentos, que poderá ser excluída da base de cálculo do dividendo obrigatório (inciso I do caput do art. 202 desta Lei). (Incluído pela Lei n. 11.638,de 2007). Letra a. 065. (COSEAC/UFF/TÉCNICO CONTÁBIL/2015) A lei que regulamenta as Sociedades por Ações determina fazer parte das demonstrações contábeis, ao fim de cada exercício social, necessariamente os seguintes itens, EXCETO: a) Demonstração dos Fluxos de Caixa. b) Balanço Patrimonial. c) Demonstração dos Lucros e Prejuízos. d) Demonstração das Origens e Aplicações de Recursos. e) Demonstração do Resultado do Exercício. A LEI 6.404/76 trata das demonstrações obrigatórias em seu Art. 176 da seguinte forma: Ao fim de cada exercício social, a diretoria fará elaborar, com base na escrituração mercantil da companhia, as seguintes demonstrações financeiras, que deverão exprimir com clareza a situação do patrimônio da companhia e as mutações ocorridas no exercício: I – balanço patrimonial; II – demonstração dos lucros ou prejuízos acumulados; III – demonstração do resultado do exercício; IV – demonstração dos fluxos de caixa; V – se companhia aberta, demonstração do valor adicionado. Não existe mais a previsão da DOAR. Letra d. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para CONCURSEIRA - 02891961919, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 93 de 148www.grancursosonline.com.br Lei n. 6.404/1976 e Legislação Complementar CONTABILIDADE Claudio Zorzo 066. (AOCP/ITEP-RN/PERITO CRIMINAL/2018) A Lei n. 6.404/76 dispõe sobre a normati- zação das Sociedades por Ações. Entretanto essa sofreu alterações nas regras contábeis e foram introduzidos novos dispositivos. Qual foi a lei que promoveu essas alterações? a) A lei 11.638/08, promulgada em 28 de dezembro de 2008. b) A lei 11.638/07, promulgada em 28 de dezembro de 2007. c) A lei 11.836/07, promulgada em 28 de dezembro de 2007. d) A lei 11.836/08, promulgada em 28 de dezembro de 2008. e) A lei 11.638/09, promulgada em 28 de dezembro de 2009. A Lei 11.638 de 28 de dezembro de 2007, alterou a e revoga dispositivos da Lei no 6.404, de 15 de dezembro de 1976. Letra b. 067. (AOPC/EBSERH/CONTADOR/2015) Considera-se de grande porte a sociedade ou con- junto de sociedade sob controle comum que tiver, no exercício social anterior, ativo total supe- rior a R$ 240.000.000,00 ou receita bruta anual de a) 100.000.000,00. b) 200.000.000,00. c) 250.000.000,00. d) 150.000.000,00. e) 300.000.000,00. A Lei 11.638-07 que alterou a lei 6.404-76 inclui a classificação de empresas de grande porte na legislação societária, estabelecendo o seguinte: “Considera-se de grande porte, para os fins exclusivos desta Lei, a sociedade ou conjunto de sociedades sob controle comum que tiver, no exercício social anterior, ativo total superior a R$ 240.000.000,00 (duzentos e quarenta milhões de reais) ou receita bruta anual superior a R$ 300.000.000,00 (trezentos milhões de reais)”. Letra e. 068. (AOPC/UFSM/CONTADOR/2014) A Legislação Societária prevê que, EXCETO a) as demonstrações decada exercício serão publicadas com a indicação dos valores corres- pondentes das demonstrações do exercício anterior b) nas demonstrações, as contas semelhantes poderão ser agrupadas; os pequenos saldos poderão ser agregados, desde que indicada a sua natureza e não ultrapassem 0,1 (um décimo) do valor do respectivo grupo de contas; mas é vedada a utilização de designações genéricas, como “diversas contas” ou “contas correntes” O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para CONCURSEIRA - 02891961919, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 94 de 148www.grancursosonline.com.br Lei n. 6.404/1976 e Legislação Complementar CONTABILIDADE Claudio Zorzo c) as demonstrações financeiras registrarão a destinação dos lucros segundo a proposta dos órgãos da administração, no pressuposto de sua aprovação pela assembleia geral. d) as demonstrações serão complementadas por notas explicativas e outros quadros analíti- cos ou demonstrações contábeis necessários para esclarecimento da situação patrimonial e dos resultados do exercício. e) as demonstrações financeiras das companhias abertas observarão, ainda, as normas expe- didas pelo IBRACOM e serão obrigatoriamente submetidas à auditoria por auditores internos. A letra “E” está errada, pois segundo o Art. 177 em seu § 3º as demonstrações financeiras das companhias abertas observarão, ainda, as normas expedidas pela Comissão de Valores Mobiliários e serão obrigatoriamente submetidas a auditoria por auditores independentes nela registrados. Não é o IBRACON. Letra e. 069. (CESGRANRIO/TRANSPETRO/CONTADOR/2018) As empresas brasileiras, em atendi- mento às Normas Brasileiras de Contabilidade e em cumprimento à Lei das sociedades por ações, devem apresentar suas informações patrimoniais, econômicas e financeiras nas de- monstrações contábeis, determinadas pelos citados diplomas. Nesse contexto, uma empresa com a obrigação legal de emitir a demonstração, que represen- ta um dos elementos componentes do Balanço Social e, que tem, entre seus objetivos básicos, apresentar o quanto a entidade agrega de valor aos insumos adquiridos, tem que elaborar a demonstração do(a) a) fluxo de caixa b) lucro ou prejuízo acumulado c) mutação do patrimônio líquido d) resultado abrangente e) valor adicionado A Demonstração do Valor Adicionado representa um dos elementos componentes do balanço social e tem por finalidade evidenciar a riqueza criada pela entidade e sua distribuição. A obri- gação legal de sua apresentação vem da lei 6.404/76, que trata do assunto da seguinte forma: Ao fim de cada exercício social, a diretoria fará elaborar, com base na escrituração mercantil da companhia, as seguintes demonstrações financeiras, que deverão exprimir com clareza a situação do patrimônio da companhia e as mutações ocorridas no exercício: I – balanço patrimonial; II – demonstração dos lucros ou prejuízos acumulados; III – demonstração do resultado do exercício; e O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para CONCURSEIRA - 02891961919, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 95 de 148www.grancursosonline.com.br Lei n. 6.404/1976 e Legislação Complementar CONTABILIDADE Claudio Zorzo IV – demonstração dos fluxos de caixa; V – se companhia aberta, demonstração do valor adicionado. Art. 188. As demonstrações referidas nos incisos IV e V do caput do art. 176 desta Lei indicarão, no mínimo: II – demonstração do valor adicionado – o valor da riqueza gerada pela companhia, a sua distribui- ção entre os elementos que contribuíram para a geração dessa riqueza, tais como empregados, financiadores, acionistas, governo e outros, bem como a parcela da riqueza não distribuída. Letra e. 070. (AOCP/PC-ES/PERITO CRIMINAL/2019) Nas entidades societárias, as demonstrações financeiras deverão ser assinadas pelo(s) a) administradores e por contabilistas legalmente habilitados. b) auditores e contadores legalmente habilitados. c) contador legalmente habilitado. d) administrador legalmente habilitado. e) contador legalmente habilitado e auditor independente. A Lei 6.404-76 apresenta em seu artigo 177 no parágrafo 4º o seguinte sobre a escrituração: § 4º As demonstrações financeiras serão assinadas pelos administradores e por contabilistas legal- mente habilitados. Letra a. 071. (PRÓ-MUNICIPIO/CRP 11ª/TÉCNICO CONTÁBIL/2019) Complete as lacunas da frase sobre a Contabilidade e assinale a opção que apresenta a ordem correta: “A Contabilidade tem como objeto o(a) _______, e a(o) seu(ua) _______ é fornecer informações para seus _______. a) Empresa, finalidade, sócios; b) Patrimônio, finalidade, usuários; c) Empresa, objeto, diretores; d) Patrimônio, objetivo, auditores. O objeto da contabilidade é o PATRIMÔNIO e o seu OBJETIVO/FINALIDADE é fornecer informa- ções para seus USUÁRIOS. Letra b. 072. (AOCP/PC-ES/PERITO CRIMINAL/2019) Nos termos da legislação societária, o prejuízo do exercício será obrigatoriamente absorvido pelos(as) a) reservas de capital, pelas reservas de lucros e pelas provisões antes das participações societárias. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para CONCURSEIRA - 02891961919, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 96 de 148www.grancursosonline.com.br Lei n. 6.404/1976 e Legislação Complementar CONTABILIDADE Claudio Zorzo b) lucros acumulados, pelas reservas de lucros e pela reserva legal. c) participações estatutárias, pelos dividendos distribuídos e pelos lucros acumulados. d) lucros acumulados, pelas reservas de lucros e pelas reservas de reavaliação. e) reservas de reversão de provisões, pelos lucros acumulados e pela reserva legal. Conforme estabelece o parágrafo único do artigo 189 da lei 6.404-76 o prejuízo do exercício será obrigatoriamente absorvido pelos lucros acumulados, pelas reservas de lucros e pela re- serva legal, nessa ordem. Letra b. 073. (COSEAC/UFF/AUDITOR/2019) “Sociedades de Grande Porte” foi um conceito incorpora- do ao cenário contábil brasileiro, basicamente com o objetivo de agregar mais transparência às informações das empresas constituídas sobre a forma de sociedades limitadas. A exigên- cia para essas empresas serem submetidas à auditoria independente foi incorporada à Lei 6.404/76 pelo(a): a) Comissão de Valores Mobiliários - CVM, através de uma de suas resoluções. b) Receita Federal do Brasil - RFB, a partir de sua legislação tributária. c) novo Código Civil. d) exigência da Lei 11.638/07. e) resolução expedida pelo Instituto dos Auditores Independentes do Brasil - IBRACON. A lei 11.638-07 apresentou o conceito de “empresas de grande porte” e determinou que estas empresas deverão seguir os ditames estabelecidos pela lei 6.404-76, da seguinte forma: “Aplicam-se às sociedades de grande porte, ainda que não constituídas sob a forma de sociedades por ações, as disposições da Lei 6.404, de 15 de dezembro de 1976, sobre escrituração e elaboração de demonstrações financeiras e a obrigatoriedade de auditoria independente por auditor registrado na Comissão de Valores Mobiliários.” Letra d. 074. (UFG/UFG/CONTADOR/2019) As demonstrações contábeis, juntamente com as notas explicativas que as integram, devem permitir a adequada compreensão, interpretação e análise: (i) da situação patrimonial e financeira da entidade em determinada data; e (ii) das transações realizadas pela entidade no período findo nessa data. Pelo artigo 176 da Lei n. 6.404/1976, alterado pela Lei n. 11.638/2007, as demonstraçõescontábeis obrigatórias, acompanhadas das notas explicativas, são: I – Balanço Patrimonial. II – Demonstração de lucros ou prejuízos acumulados. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para CONCURSEIRA - 02891961919, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 97 de 148www.grancursosonline.com.br Lei n. 6.404/1976 e Legislação Complementar CONTABILIDADE Claudio Zorzo III – Parecer do Conselho Fiscal. IV – Demonstração de Fluxo de Caixa. V – Demonstração de Origens e Aplicação de Recursos. Destas, de acordo com a Lei n. 11.638/2007, são obrigatórias apenas a) I, II, V. b) I, II, IV. c) I, II, III, IV. d) I, II, V e) I, II, IV, V. Ao fim de cada exercício social, a diretoria fará elaborar, com base na escrituração mercantil da companhia, as seguintes demonstrações financeiras, que deverão exprimir com clareza a situação do patrimônio da companhia e as mutações ocorridas no exercício: I – balanço patrimonial; II – demonstração dos lucros ou prejuízos acumulados; III – demonstração do resultado do exercício; e IV – demonstração dos fluxos de caixa; e V – se companhia aberta, demonstração do valor adicionado. A DOAR foi substituída pela DFC, assim, não é mais obrigatória. Letra b. 075. (FGV/DPE-MT/CONTADOR/2015) De acordo com a Lei n. 11.638/07, assinale a opção que indica a conta que não deve constar do patrimônio líquido de uma empresa brasileira, constituída na forma de sociedade por ações, na data do encerramento do exercício social. a) Lucros Acumulados. b) Prejuízos Acumulados. c) Reservas de Capital. d) Ações em tesouraria. e) Reserva para Contingências. Esta questão exige atenção ao enunciado. A Lei 11.638/07 alterou a Lei 6.404/76. Uma das alterações foi a mudança da composição do Patrimônio Líquido. Art. 1º O Art 178 passa a vigorar com a seguinte redação: Art. 178.......................................................... d) patrimônio líquido, dividido em capital social, reservas de capital, ajustes de avaliação patrimo- nial, reservas de lucros, ações em tesouraria e prejuízos acumulados. Antes da mudança na lei era prevista, no patrimônio líquido, a conta lucro ou prejuízo acumulado. Letra a. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para CONCURSEIRA - 02891961919, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 98 de 148www.grancursosonline.com.br Lei n. 6.404/1976 e Legislação Complementar CONTABILIDADE Claudio Zorzo 076. (FGV/DPE-MT/CONTADOR/2015) As reservas de capital podem ser utilizadas para as finalidades listadas a seguir, à exceção de uma. Assinale-a. a) Incorporação de capital. b) Pagamento de dividendo cumulativo a ações preferenciais, com prioridade no seu recebi- mento, quando essa vantagem for assegurada pelo estatuto social. c) Resgate, reembolso ou compra de ações. d) Pagamento de contingências em situação de organização societária. e) Absorção de prejuízos, quando esses ultrapassarem as reservas de lucros. Segundo a lei 6.404/76 no seu artigo 200, os valores apresentados nas reservas de capital somente poderão ser utilizados para: • Absorção dos prejuízos que ultrapassarem os lucros acumulados e as reservas de lucros; • Resgate, reembolso ou compra de ações; • Resgate de partes beneficiárias; • Incorporação ao capital social; • Pagamento de dividendos a ações preferenciais A reserva de capital não é utilizada para pagamento de contingências. Letra d. 077. (FGV/AL-RO/CONTADOR/2018) As demonstrações contábeis normalmente são elabo- radas tendo como premissa que a entidade está em atividade e irá manter-se em operação por um futuro previsível. De acordo com o Pronunciamento Conceitual Básico (R1) - Estrutura Conceitual para elabora- ção e divulgação de relatório contábil-financeiro, essa premissa é chamada de a) continuidade. b) entidade. c) essência sobre a forma. d) comparabilidade. e) tempestividade. O CPC 00 estabelece que as demonstrações contábeis são normalmente elaboradas com base na suposição de que a entidade que reporta está em CONTINUIDADE operacional e continuará em operação no futuro previsível. Assim, presume-se que a entidade não tem a intenção nem a necessidade de entrar em liquidação ou deixar de negociar. Letra a. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para CONCURSEIRA - 02891961919, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 99 de 148www.grancursosonline.com.br Lei n. 6.404/1976 e Legislação Complementar CONTABILIDADE Claudio Zorzo 078. (FGV/DPE-MT/CONTADOR/2015) Assinale a opção que indica uma das mudanças ins- tituídas pela Lei 11.941/2009. a) Proibição da reavaliação de ativos. b) Extinção do grupo Ativo Permanente. c) Extinção do grupo Ativo Diferido. d) Exigência do teste de recuperabilidade de alguns ativos. e) Retirada da Demonstração das Origens e Aplicações de Recursos (DOAR) como demonstra- ção contábil obrigatória. As principais alterações trazidas pela Lei n. 11.941/09, são: • Classificação do Ativo em Circulante e Não Circulante; • Acabou com o Ativo Permanente. • Acabou com subgrupo “ativo diferido”. • Acabou com o grupo “resultado de exercícios futuros”. • Criou do Regime Tributário de Transição (RTT). Assim, na minha visão tem duas respostas certas, a letra “B” e a letra “C”. As demais alterações foram feitas pela lei 11.638-07. Letra b. 079. (FGV/DETRAN-RN/CONTADOR/2010) Os demonstrativos adotados internacionalmente pelas empresas e que, a partir da Lei n.. 11638/07 representam também os demonstrativos contábeis obrigatórios para as empresas brasileiras, além do Balanço Patrimonial, Demons- tração do Resultado do Exercício e a Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido, são: a) Demonstração dos Lucros Acumulados e Demonstração das Origens e Aplicações de Recursos. b) Demonstração dos Fluxos de Caixa e Demonstração do Valor Adicionado. c) Demonstração das Origens e Aplicações de Recursos e Demonstração do Valor Adicionado. d) Demonstração das Reservas de Lucros e Demonstração do Fluxo de Caixa. e) Notas Explicativas e Demonstração de Lucros e Prejuízos. A lei 6.404-76 que foi alterada pela lei 11.638/07 apresenta as seguintes demonstrações obrigatórias: Art. 176. Ao fim de cada exercício social, a diretoria fará elaborar, com base na escrituração mer- cantil da companhia, as seguintes demonstrações financeiras, que deverão exprimir com clareza a situação do patrimônio da companhia e as mutações ocorridas no exercício: I – balanço patrimonial; II – demonstração dos lucros ou prejuízos acumulados; O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para CONCURSEIRA - 02891961919, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 100 de 148www.grancursosonline.com.br Lei n. 6.404/1976 e Legislação Complementar CONTABILIDADE Claudio Zorzo III – demonstração do resultado do exercício; e IV – demonstração dos fluxos de caixa; e V – se companhia aberta, demonstração do valor adicionado Desta forma foram incluídas a DFC e a DVA. Letra b. 080. (QUADRIX/CREA-GO/CONTADOR/2019) Com relação às noções fundamentais de con- tabilidade, julgue o item. Para atingir seu objetivo fundamental, a contabilidade deve priorizar a evidenciação de todas as informações que possibilitem o controle e a tomada de decisões por parte de seus usuários. O objetivo da CONTABILIDADE é fornecer informações aos usuários internose externos; de for- ma que consigam controlar a empresa e tomar suas decisões operacionais e de investimento. Certo. 081. (QUADRIX/CORE-PR/CONTADOR/2021) Com base na Resolução CFC n.º 1.374/2011 – NBC TG Estrutura Conceitual, revogada pela Resolução CFC NBCTGEC de 21/11/2019, jul- gue o item. O patrimônio das entidades, objeto de estudo da contabilidade, é composto qualitativamente de um conjunto de bens econômicos homogêneos. O patrimônio da aziendas é o objeto de estudo da contabilidade, contudo, ele é composto quali- tativamente e quantitativamente por um conjunto de bens, direitos e obrigações heterogêneos. O erro está em afirmar que os bens são homogêneos. Errado. 082. (QUADRIX/CFO-DF/CONTADOR/2019) Com base na Lei n.º 6.404/1964 e em suas alte- rações posteriores, julgue o item. A legislação estabelece um limite máximo de ações preferenciais sem direito a voto que po- dem ser emitidas, fixado em termos percentuais do total de ações existentes. A lei 6.404-76 destaca em seu artigo 15 parágrafo 2º que o número de ações preferenciais sem direito a voto, ou sujeitas a restrição no exercício desse direito, não pode ultrapassar 50% (cinquenta por cento) do total das ações emitidas. Certo. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para CONCURSEIRA - 02891961919, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 101 de 148www.grancursosonline.com.br Lei n. 6.404/1976 e Legislação Complementar CONTABILIDADE Claudio Zorzo 083. (QUADRIX/CFO-DF/CONTADOR/2019) Com base na Lei n.º 6.404/1964 e em suas alte- rações posteriores, julgue o item. É vedada a emissão de ações representativas do capital social sem valor nominal. A lei 6.404-76 destaca no caput do seu artigo 11 que o estatuto fixará o número das ações em que se divide o capital social e estabelecerá se as ações terão, ou não, valor nominal. Assim, a empresa pode emitir ações sem um valor estabelecido e neste caso o valor se ajusta- rá ao valor de mercado no momento da venda. Errado. 084. (QUADRIX/CRF-ES/CONTADOR/2019) A respeito das noções básicas de contabilidade, julgue o item. Determinada pessoa que nunca foi titular de qualquer tipo de item patrimonial não poderá ser objeto de estudo da contabilidade, ainda que exerça atividade econômica em nome de terceiros. O objeto de estudo da contabilidade é o patrimônio; se uma entidade (PF ou PJ) não possui patrimônio, ela não estará no campo de aplicação da contabilidade, pois não há o que estudar e controlar. Certo. 085. (QUADRIX/CRF-ES/CONTADOR/2019) Julgue o item, relativo aos diplomas legais e às interpretações técnicas da contabilidade. É vedado instituir companhias de capital aberto com objetivo de prestação de serviços de qualquer espécie. A lei 6.404-76 destaca em seu artigo 2º que pode ser objeto da companhia qualquer em- presa de fim lucrativo, não contrário à lei, à ordem pública e aos bons costumes. Já no seu art 4º a lei estabelece que a companhia é aberta ou fechada conforme os valores mobiliários de sua emissão estejam ou não admitidos à negociação no mercado de valores mobiliários Dessa forma, para ser sociedade anônima de capital aberto a companhia deverá ter suas ações negociadas na bolsa de valores, independentemente da sua área de atuação. Errado. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para CONCURSEIRA - 02891961919, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 102 de 148www.grancursosonline.com.br Lei n. 6.404/1976 e Legislação Complementar CONTABILIDADE Claudio Zorzo 086. (QUADRIX/CFO-DF/CONTADOR/2019) Acerca dos aspectos técnicos do patrimônio e da Estrutura Conceitual para Elaboração e Divulgação do Relatório Contábil‐financeiro, jul- gue o item. O atributo de tempestividade da informação contábil‐financeira encerra‐se ao final do exercício financeiro. O atributo da melhoria da tempestividade tem relação com a oportunidade da informação e não com o seu prazo de validade. A tempestividade significa disponibilizar informações aos tomadores de decisões a tempo para que sejam capazes de influenciar suas decisões, assim, algumas informações podem continuar a ser tempestivas por muito tempo após o final do período de relatório porque, por exemplo, alguns usuários podem precisar identificar e avaliar tendências. Errado. 087. (QUADRIX/CRO-AC/TÉCNICO EM CONTABILIDADE/2019) Acerca dos aspectos funda- mentais da contabilidade, julgue o item. A contabilidade consiste em conhecimentos obtidos por metodologia racional, com condições de generalidade, certeza e busca das causas dos fenômenos observados. A contabilidade como ciência social trata do patrimônio por meio de conhecimentos obtidos por metodologia racional, com as condições de generalidade, certeza e busca das causas. Certo. 088. (QUADRIX/CRO-AC/TÉCNICO EM CONTABILIDADE/2019) Acerca das noções básicas de contabilidade, julgue o item. A contabilidade tem objeto determinado, mas não pode ser considerada como uma ciência porque sua metodologia não leva à certeza das causas dos fenômenos. Contabilidade é a ciência social que, por meio de metodologia própria, estuda, controla e inter- preta os fatos ocorridos no PATRIMÔNIO das aziendas, mediante o registro, a demonstração e a divulgação desses fatos, com o de oferecer informações sobre a composição do patri- mônio, suas variações e o resultado econômico decorrente da gestão da riqueza patrimonial aos usuários. Errado. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para CONCURSEIRA - 02891961919, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 103 de 148www.grancursosonline.com.br Lei n. 6.404/1976 e Legislação Complementar CONTABILIDADE Claudio Zorzo 089. (QUADRIX/CREA-TO/CONTADOR/2019) Acerca dos temas fundamentais da contabili- dade, julgue o item. A contabilidade é uma ciência que dispõe de objeto de estudo e metodologia próprios. A Contabilidade, que é uma ciência social, o objeto é sempre o PATRIMÔNIO de uma Entidade, no entanto, o patrimônio também é objeto de outras ciências sociais que o estudam sob ângu- los diversos daquele da contabilidade. Certo. 090. (QUADRIX/CRF-ES/CONTADOR/2019) A respeito das noções básicas de contabilidade, julgue o item. Se a contabilidade for capaz de atender aos requisitos da legislação referente aos impostos diretos e indiretos, incidentes sobre as operações de cada entidade, terá atingido seus objeti- vos finais. O OBJETIVO final da contabilidade é o de fornecer informação de natureza econômica, finan- ceira, operacional e social, que seja útil aos usuários internos e externos. A contabilidade não pode se restringir a fornecer informações somente sobre os impostos. Errado. 091. (QUADRIX/CREA-GO/CONTADOR/2019) Com relação às noções fundamentais de con- tabilidade, julgue o item. Para atingir seu objetivo fundamental, a contabilidade deve priorizar a evidenciação de todas as informações que possibilitem o controle e a tomada de decisões por parte de seus usuários. O objetivo da contabilidade é fornecer informações aos usuários, sejam interno ou externos. As informações são fornecidas por meio de relatórios específicos ou de propósito geral. Certo. 092. (QUADRIX/CRO-GO/CONTADOR/2019) Acerca das noções básicas de contabilidade, julgue o item. Os acionistas são considerados como usuários internos da contabilidade. Os acionistas ordinários são os que tomam as decisões sobre a vida da empresa por meio de suas assembleias. Eles têm acesso tempestivos às informações e não dependem dos relató- riosemitidos pela administração. Assim, os acionistas são usuários internos da informações da empresa. Certo. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para CONCURSEIRA - 02891961919, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 104 de 148www.grancursosonline.com.br Lei n. 6.404/1976 e Legislação Complementar CONTABILIDADE Claudio Zorzo 093. (QUADRIX/CREA-GO/CONTADOR/2019) Acerca das normas legais e dos tópicos avan- çados da contabilidade, julgue o item. As companhias e sociedades por ações têm, obrigatoriamente, natureza mercantil e são regi- das pelas leis e pelos usos do comércio. O Art. 2º da lei 6.404-76 destaca que pode ser objeto da companhia qualquer empresa de fim lucrativo, não contrário à lei, à ordem pública e aos bons costumes, sendo que qualquer que seja o objeto, a companhia é mercantil e se rege pelas leis e usos do comércio. Certo. 094. (QUADRIX/CRA-PR/CONTADOR/2019) No que se refere aos conhecimentos prelimina- res de contabilidade, julgue o item. A contabilidade inclui‐se entre as ciências exatas, tendo em vista que possui objeto próprio e envolve os conhecimentos obtidos por metodologia racional, com as condições de generalida- de e certeza. A contabilidade é uma CIÊNCIA SOCIAL e não exata. Certo. 095. (INÉDITA/2022) As informações apresentadas pela contabilidade devem ser úteis, para isso precisam ser relevantes e fidedignas. A representação fidedigna necessita ser completa, neutra e livre de erros, de forma que a informação apresente exatamente o que se propõe apresentar. A informação fidedigna deve ser completa, neutra e livre de erros, contudo, para ser livre de erros a informação não precisa ser exata, pois a contabilidade utiliza estimativas em suas informações. Errado. 096. (INÉDITA/2022) Considerando o balancete de verificação e as demonstrações contábeis, analise as questões subsequentes: O balancete de verificação é um demonstrativo destinado ao público interno, utilizado para verificação da exatidão aritmética dos lançamentos contábeis feitos no livro diário e conside- rando os saldos das contas apresentados no livro razão. O balancete é elaborado com base nos saldos apresentados no livro razão, para verificar a exatidão dos lançamentos feitos no livro diário. Certo. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para CONCURSEIRA - 02891961919, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 105 de 148www.grancursosonline.com.br Lei n. 6.404/1976 e Legislação Complementar CONTABILIDADE Claudio Zorzo 097. (INÉDITA/2022) Segundo a lei 11.638-07 que modificou a lei 6.404-76 o Patrimônio Líqui- do é composto pelo capital social, reserva de capital, ajuste da avaliação patrimonial, reserva de lucros, lucro ou prejuízo acumulado, ações em tesouraria, que é conta redutora do PL. A lei não prevê a conta lucro acumulado no PL. Errado. 098. (INÉDITA/2022) Considerando a composição e a estrutura do Balanço Patrimonial, ana- lise as seguintes assertivas: Um sócio emprestou dinheiro para a empresa para receber após 5 meses. Segundo a lei 6.404- 76, o empréstimo a pagar deverá ser registrado no passivo não circulante da empresa. Os DÉBITOS da empresa junto aos sócios respeitam o prazo normal, assim, o empréstimo a pagar será registrado no passivo circulante. Os CRÉDITOS da empresa junto aos administradores, sócios e diretores deverão ser classifica- dos no ativo não circulante, realizável a longo prazo, independentemente do prazo acordado. Tal determinação está no seu art. 179: II – no ativo realizável a longo prazo: os direitos realizáveis após o término do exercício seguinte, assim como os derivados de vendas, adiantamentos ou empréstimos a sociedades coligadas ou controladas, diretores, acionistas ou participantes no lucro da companhia, que não constituírem negócios usuais na exploração do objeto da companhia. Errado. 099. (INÉDITA/2022) As contas do passivo deverão ser apresentadas em ordem decrescente de exigibilidade, independentemente do valor das dívidas. O passivo será apresentado em ordem decrescente de exigibilidade, ou seja, de acordo com o prazo de vencimento, independentemente do valor da dívida. Certo. 100. (INÉDITA/2022) O ativo imobilizado deverá ser ajustado pela conta depreciação, confor- me o uso dos bens, para apresentar o seu valor contábil líquido. O imobilizado será ajustado pela conta “depreciação acumulada”. Errado. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para CONCURSEIRA - 02891961919, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 106 de 148www.grancursosonline.com.br Lei n. 6.404/1976 e Legislação Complementar CONTABILIDADE Claudio Zorzo 101. (INÉDITA/2022) Na elaboração da DRE, segundo a lei 6.404-76, a primeira conta será a conta de receita líquida de vendas; e os gastos com carga e descarga serão apresentados no grupo das despesas operacionais com vendas. A Lei 6.404-76 estabelece que a elaboração da DRE deve começar com a conta Receita Bruta de Vendas. Errado. 102. (INÉDITA/2022) A contabilidade está em evolução, buscando a harmonização das normas nacionais às normas internacionais do IASB. Sobre o assunto analise os itens subsequentes: Atualmente o objetivo da contabilidade está na apresentação de informações aos usuários, que podem ser internos ou externos. Os gestores e diretores da entidade são exemplos de usuários internos das informações geradas. O objetivo da contabilidade é o fornecimento de informações aos usuários internos e externos. Os usuários internos são representados pela alta administração da empresa e pela assembleia dos sócios. Certo. 103. (INÉDITA/2022) No Brasil, a Lei n.º 6.404/1976, abarcou a escola norte americana, que apresentava uma visão menos teórica e mais prática para a contabilidade, especialmente, na melhoria da apresentação das informações contábeis. A Lei 6.404-76, Lei societária, abarcou a escola norte americana que se afastou da escola ita- liana que era muito teórica. Um dos objetivos da lei foi a melhora nas informações contábeis financeiras. Certo. 104. (INÉDITA/2022) Segundo a legislação societária o Balanço Patrimonial é uma demonstra- ção obrigatória para todas as Sociedades Anônimas e tem por finalidade apresentar, de forma dinâmica, a situação financeira e patrimonial de uma empresa em um determinado momento. O BP é uma demonstração obrigatória, apresenta a situação financeira patrimonial de for- ma ESTÁTICA. Errado. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para CONCURSEIRA - 02891961919, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 107 de 148www.grancursosonline.com.br Lei n. 6.404/1976 e Legislação Complementar CONTABILIDADE Claudio Zorzo 105. (INÉDITA/2022) Considerando a Lei 6.404-76 e as normas de contabilidade aplicáveis às demonstrações financeiras, especialmente o Balanço e a Demonstração do resultado, julgue os itens a seguir. A conta ajuste da avaliação patrimonial é conta patrimonial, considerada conta mista, pois pode apresentar natureza devedora ou credora conforme avaliação do ativo ou do passivo. A conta AAP é considerada conta mista, pois pode apresentar saldo credor ou devedor, confor- me o resultado da avaliação de itens do ativo ou do passivo. Certo. 106. (INÉDITA/2022) No patrimônio líquido, as reservas de capitalregistram as origens de re- cursos oriundos da venda de títulos da empresa, inclusive ágio na venda de ações, por isso não são apresentadas na DRE, pois sua formação não tem relação com as atividades da empresa. As reservas de capital são origens de recursos oriundas da venda de títulos da empresa, entre- tanto, não são apresentadas na DRE. Certo. 107. (INÉDITA/2022) De acordo com a estrutura da Demonstração do Resultado do Exercício o lucro bruto é apurado depois de deduzidas todas as despesas com vendas e compras de mercadorias que ocorreram no exercício social, ou seja, apresenta o lucro antes das participa- ções e do imposto de renda. O lucro bruto é apurado pela equação Receita Líquida de Vendas menos o Custo da Mercadoria Vendida, ou seja, antes das despesas e receitas operacionais. Errado. 108. (INÉDITA/2022) A conta ações em tesouraria, prevista na Lei 6.404-76, é uma conta pa- trimonial, considerada conta analítica, com natureza devedora. Seu registro diminui o total do patrimônio líquido. A conta “ações em tesouraria” é conta patrimonial, redutora do PL; tem natureza devedora e é uma conta analítica, pois ela recebe os registros a débito e a crédito. Certo. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para CONCURSEIRA - 02891961919, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 108 de 148www.grancursosonline.com.br Lei n. 6.404/1976 e Legislação Complementar CONTABILIDADE Claudio Zorzo 109. (INÉDITA/2022) Acerca das demonstrações contábeis previstas na legislação societária brasileira – Lei 6.404-76, julgue os itens seguintes. A conta capital a realizar é conta redutora do PL e tem natureza devedora; representa a parcela do capital subscrito pelos sócios que não foi transformada em capital, ou seja, o sócio ainda não integralizou. A conta capital a realizar ou a integralizar é conta redutora do PL, tem natureza devedora. Certo. 110. (INÉDITA/2022) As contas de receitas e despesas terão seus encerrados para a apura- ção do resultado do exercício, que será transferido para as reservas de lucro, pois atualmente as sociedades anônimas e as empresas de grande porte não podem manter no seu balanço patrimonial a conta lucro acumulado. As contas de resultado, representadas pelas receitas e despesas, são contas transitórias e terão o seu saldo encerrado término do exercício social. O saldo apurado na conta ARE será transferido para a conta lucro ou prejuízo acumulado para destinações legais; sendo que o lucro acumulado nas sociedades anônimas e nas empresas de grande porte deverá ser distri- buído como dividendos, reserva de lucros ou aumento do capital social. Errado. 111. (INÉDITA/2022) Segundo a Lei 6.404-76 a companhia aberta com patrimônio líquido, na data do balanço, inferior a R$ 2.000.000,00 (dois milhões de reais) não será obrigada à elabo- ração e publicação da demonstração dos fluxos de caixa. Segundo a Lei a companhia fechada com patrimônio líquido, na data do balanço, inferior a R$ 2.000.000,00 (dois milhões de reais) não será obrigada à elaboração e publicação da de- monstração dos fluxos de caixa. As sociedades anônimas de capital aberto deverão apre- sentar a DFC. Errado. 112. (INÉDITA/2022) O Art. 178 da lei 6.404-76 estabelece que no balanço, as contas serão classificadas segundo os elementos do patrimônio que registrem, e agrupadas de modo a fa- cilitar o conhecimento e a análise da situação financeira da companhia. Sobre o tema analise a questão: No ativo, as contas serão dispostas em ordem decrescente do prazo de realização, nos seguin- tes grupos: ativo circulante e ativo não circulante, composto por ativo realizável a longo prazo, investimentos, imobilizado e intangível. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para CONCURSEIRA - 02891961919, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 109 de 148www.grancursosonline.com.br Lei n. 6.404/1976 e Legislação Complementar CONTABILIDADE Claudio Zorzo No ativo, as contas serão dispostas em ordem decrescente de grau de liquidez (CRESCENTE NO PRAZO) dos elementos nelas registrados, nos seguintes grupos: I – ativo circulante; e II – ativo não circulante, composto por ativo realizável a longo prazo, investimentos, imobiliza- do e intangível. Errado. 113. (INÉDITA/2022) Conforme estabelecido na legislação societária os investimentos são as participações permanentes em outras sociedades e os direitos de qualquer natureza, não clas- sificáveis no ativo circulante, e que não se destinem à manutenção da atividade da companhia ou da empresa. Segundo a lei 6.404-76 os investimentos são as participações permanentes em outras socie- dades e os direitos de qualquer natureza, não classificáveis no ativo circulante, e que não se destinem à manutenção da atividade da companhia ou da empresa. Certo. 114. (INÉDITA/2022) Na demonstração do resultado do exercício, a apresentação das recei- tas e ganhos, e das despesas e perdas geralmente é feita de forma separada, fundamentando- -se esse fato razões de cunho conceitual. Na demonstração do resultado do exercício, a apresentação das receitas e ganhos, e das des- pesas e perdas geralmente é feita de forma separada, fundamentando-se esse fato em razões que levam à tomada de decisão econômica e não em razões de cunho conceitual. Errado. 115. (INÉDITA/2022) O modelo de demonstração do resultado do exercício previsto na Lei n.º 6.404/1976 inicia-se pela receita bruta, apurando-se a receita líquida a partir das deduções das vendas, como por exemplo: impostos sobre vendas, devoluções de vendas, frete e comissões sobre vendas. Frete e comissões sobre vendas não são deduções das vendas, são despesas operacionais. Errado. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para CONCURSEIRA - 02891961919, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 110 de 148www.grancursosonline.com.br Lei n. 6.404/1976 e Legislação Complementar CONTABILIDADE Claudio Zorzo 116. (INÉDITA/2022) Considerando os normas e legislação sobre o balancete e as demons- trações contábeis, julgue as assertivas: O balancete de verificação é a base da elaboração das demonstrações contábeis e segundo a lei 6.404-76, lei societária, é obrigatório para as sociedades anônimas. A lei 6.404-76 não obriga a elaboração do balancete de verificação. Errado. 117. (INÉDITA/2022) O Balanço Patrimonial é uma demonstração estática que apresenta as aplicações e origens patrimoniais, segundo a lei 6.404-76 o Balanço Patrimonial é composto pelo ativo e pelo passivo. Segundo a lei 6.404-76 o PL faz parte do passivo da empresa, assim, o BP é composto pelo ativo e pelo passivo. Certo. 118. (INÉDITA/2022) As reservas de capital registram as origens de recursos oriundos da ven- da de títulos da empresa, inclusive ágio na venda de ações, por isso são apresentadas na DRE como outras receitas, não tendo relação com as atividades da empresa. As reservas de capital são origens de recursos oriundas da venda de títulos da empresa, entre- tanto, não são apresentadas na DRE. Errado. 119. (INÉDITA/2022) Sobre o conjunto das demonstrações contábeis, analise as assertivas: A Demonstração dos lucros e prejuízos acumulados, obrigatória segundo a lei 6.404-76, deverá apresentar o montante dos dividendos por ação. A DLPA é obrigatória segundo a lei 6.404-76 e dentre outras informações irá apresentar quanto que foi distribuído de dividendos por ação do capital social. Certo. 120. (INÉDITA/2022) A Demonstração dos Fluxosde Caixa apresentará a entrada e saída de dinheiro do disponível da empresa, por meio das atividades operacionais, de investimento e de financiamento. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para CONCURSEIRA - 02891961919, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 111 de 148www.grancursosonline.com.br Lei n. 6.404/1976 e Legislação Complementar CONTABILIDADE Claudio Zorzo A DFC apresenta o fluxo financeiro (entrada e saída de dinheiro) considerando a atividades operacional, de investimento e de financiamento. Certo. 121. (INÉDITA/2022) Na Demonstração do Resultado do Exercício o lucro bruto é apurado depois de deduzidas todas as despesas operacionais e somadas as receitas operacionais que ocorreram no exercício social. O lucro bruto é apurado antes das despesas e receitas operacionais. Errado. 122. (INÉDITA/2022) Sobre os atributos qualitativos, analise as seguintes questões: A empresa CZ foi decidiu que irá investir, no exercício seguinte, uma parte substancial dos seus recursos financeiros no mercado de capital, comprando cotas de fundos de investimentos, ao invés de aplicar no seu processo fabril. Esta informação, por não ser do exercício corrente, não precisa ser divulgada, pois neste exercício ela é irrelevante. A mudança de destinação dos recursos financeiros da empresa deverá ser divulgada em notas explicativas, pois esta informação é relevante para auxiliar o usuário externo a predizer qual decisão tomar. Errado. 123. (INÉDITA/2022) Segundo o CPC 00 R2, a prudência foi excluída dos atributos da repre- sentação fidedigna, por ser inconsistente com a neutralidade. Contudo, a mesma revisão in- cluiu a prudência como atributo da relevância, devendo ser analisada ao estabelecer estimati- vas contábeis. O CPC 00 R2 reincluiu a prudência como atributo da neutralidade, devendo ser analisada quan- do do registro e mensuração de estimativas contábeis. Errado. 124. (INÉDITA/2022) Sobre a evolução da contabilidade e a lei 6.404-76, julgue as assertivas: A lei 6.404-76 foi um marco na evolução da contabilidade brasileira, pois ela estabeleceu a mudança da escola italiana para a escola norte americana, de forma que a contabilidade co- meçasse a prestar mais informações aos usuários internos e externos. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para CONCURSEIRA - 02891961919, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 112 de 148www.grancursosonline.com.br Lei n. 6.404/1976 e Legislação Complementar CONTABILIDADE Claudio Zorzo A lei 6.404-76 abarcou os atributos práticos da contabilidade, segundo a escola norte america- na, e com ela veio a mudança do objetivo da contabilidade; que passou a ser o fornecimento de informações aos usuários internos e externos. Certo. 125. (INÉDITA/2022) Considerando a lei 6.404-76 quanto a estrutura e composição das de- monstrações contábeis, julgue as seguintes questões: As reservas de capital serão apresentadas no patrimônio líquido e representam a parcela dos lucros que não foi distribuída aos sócios. As reservas de lucro é que são formadas com a parcela do lucro que não foi distribuída aos sócios. A reserva legal é a contrapartida da venda de títulos da empresa. Errado. 126. (INÉDITA/2022) A classificação dos ativos e passivos em circulante e não circulante leva em consideração o prazo de realização dos ativos e de exigibilidade para o passivo. Contudo, os empréstimos concedidos para sócios, que não estejam relacionados com as atividades da empresa, serão classificados no ativo não circulante realizável a longo prazo. Os empréstimos para sócios que não estejam relacionados com as atividades da empresa serão classificados no realizável a longo prazo, independentemente do prazo. Certo. 127. (INÉDITA/2022) O ativo imobilizado que está sendo utilizado nas atividades da empresa sofrerá depreciação; já um ativo intangível será exaurido, de acordo com o passar do tempo contratado para exploração do direito. O imobilizado será depreciado, já intangível sofrerá AMORTIZAÇÃO e não exaustão. Errado. 128. (INÉDITA/2022) Uma sociedade comercial adquiriu, a prazo, $ 300.000,00 de mercado- rias; pagou frete de $ 20.000,00 e carga e descarga de $ 10.000,00. No dia seguinte, vendeu a mesma mercadoria por $ 800.000,00, a prazo para receber em 90 dias, com ICMS de 140.000,00 e frete de entrega de $ 10.000,00. Caso o cliente pague após 30 dias da compra receberá um desconto de $ 40.000,00. Considerando a situação hipotética, julgue as questões: Na DRE, a receita líquida de venda apresentada será de $ 660.000,00. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para CONCURSEIRA - 02891961919, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 113 de 148www.grancursosonline.com.br Lei n. 6.404/1976 e Legislação Complementar CONTABILIDADE Claudio Zorzo Na DRE os valores serão apresentados da seguinte forma: RBV = 800.000 (-) Dedução = 140.000 – ICMS sobre vendas (=) RLV = 660.000 Certo. 129. (INÉDITA/2022) Ao elaborar a DRE, para apurar o resultado do exercício, o Custo da Mer- cadoria Vendida será de $ 330.000,00. O CMV será o valor da mercadoria mais o frete e os gastos com carga e descarga, totalizando $ 330.000,00. Certo. 130. (INÉDITA/2022) O desconto que será dado caso o cliente pague a duplicata após 30 dias é classificado com desconto comercial ou incondicional e será registrado como uma dedução das vendas na DRE. O desconto somente será dado se o cliente pagar a duplicata antes do seu vencimento, as- sim, é um desconto condicional ou desconto financeiro e será classificado como despesa operacional. Errado. 131. (INÉDITA/2022) Segundo as normas emanadas pelo CFC – Conselho Federal de Conta- bilidade, a DRE deverá começar pela conta Receita Bruta de Vendas. Segundo o CFC a DRE deverá começar pela conta Receita Líquida de Vendas; já segundo a Lei 6.404-76 será pela conta Receita Bruta de Venda. Errado. 132. (INÉDITA/2022) Uma sociedade anônima, em agosto de 2020, adquiriu um lote de suas próprias ações de um sócio dissidente por $ 500.000,00. Em janeiro de 2021 conseguiu vender as ações para outro investidor por $ 650.000,00, recebendo no ato $ 350.000,00 e o restante ficou para 60 dias. Considerando a situação acima, julgue os seguintes itens: O impacto da operação de compra das ações acarretará uma diminuição no disponível e um au- mento no saldo da conta “ações em tesouraria”, que diminuirá o montante do patrimônio líquido. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para CONCURSEIRA - 02891961919, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 114 de 148www.grancursosonline.com.br Lei n. 6.404/1976 e Legislação Complementar CONTABILIDADE Claudio Zorzo A compra de ações em tesouraria diminui o disponível e diminui o patrimônio líquido, pois a conta é redutora do PL, tem natureza devedora. Certo. 133. (INÉDITA/2022) A venda das ações em tesouraria será registrada em lançamento de segunda fórmula. O registro da venda será em lançamento de quarta fórmula: D- Banco – 350.000 D- Contas a receber – 300.000 C- Ações em tesouraria – 500.000 C- Ágio na venda de ações – reserva a de capital – 150.000 Errado. 134. (INÉDITA/2022) O ganho obtido na venda das ações em tesouraria será reconhecido como outras receitas, na Demonstraçãodo Resultado do Exercício. O ganho na venda de ações em tesouraria é considerado um ágio na venda de ações e será apresentado no PL, como reserva de capital. Errado. 135. (INÉDITA/2022) Uma empresa apresentou as seguintes contas e saldos em seu balan- cete de verificação: Duplicata descontadas – 50.000 Clientes – 150.000 Imóveis – 800.000 Financiamentos – 550.000 Capital social – 600.000 Prejuízo acumulado –??? Contas a pagar – 400.000 Veículos – 200.000 Ações de coligadas – 100.000 Despesa financeira a transcorrer – 50.000 Disponível – 50.000 Considerando os dados apresentados, podemos julgue as assertivas subsequentes: O saldo da conta Prejuízo Acumulado é de $ 250.000. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para CONCURSEIRA - 02891961919, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 115 de 148www.grancursosonline.com.br Lei n. 6.404/1976 e Legislação Complementar CONTABILIDADE Claudio Zorzo Para responder a questão basta elaborar o BP, o valor da conta PA é a diferença que falta para fechar o Balanço. ATIVO = 1.300.000 Clientes – 150.000 Imóveis – 800.000 Veículos – 200.000 Ações de coligadas – 100.000 Disponível – 50.000 PASSIVO= 950.000 Duplicata descontadas – 50.000 Financiamentos – 550.000 Contas a pagar – 400.000 Despesa financeira a transcorrer – (50.000) PL = 350.000 Capital social – 600.000 Prejuízo acumulado –??? (250.000) Certo. 136. (INÉDITA/2022) A empresa apresenta uma situação patrimonial negativa, também deno- minada de passivo a descoberto. A situação líquida é positiva, pois o ativo é maior que o passivo. ATIVO = 1.300.000 PASSIVO= 950.000 PL = 350.000 Errado. 137. (INÉDITA/2022) A empresa CZ vendeu seus produtos por $ 700.000,00 à vista, deu um desconto incondicional de $ 50.000,00. Sobre a operação incidiu $ 100.000,00 de ICMS. O frete de $ 10.000,00 ficou por conta da empresa CZ, já que ela tem seus caminhões próprios. O cus- to dos produtos foi de $ 250.000,00. Com base nas informações apresentadas, julgue as questões seguintes: O desconto incondicional dado na venda, assim como o frete, será apresentado na DRE como despesas operacionais, afetando o lucro líquido da empresa. O Desconto incondicional é uma dedução das vendas brutas, já o frete é uma despesa operacional. Errado. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para CONCURSEIRA - 02891961919, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 116 de 148www.grancursosonline.com.br Lei n. 6.404/1976 e Legislação Complementar CONTABILIDADE Claudio Zorzo 138. (INÉDITA/2022) Considerando a lei 6.404-76, sobre a elaboração da DRE, o lucro bruto apurado pela empresa CZ será $ 300.000,00. RBV = 700.000 (-) DEDUÇÃO = 150.000 (descontos e ICMS) (=) RLV = 550.000 (-) CPV = (250.000) (=) LUCRO BRUTO = 300.000 Certo. 139. (INÉDITA/2022) Considerando a legislação contábil, as normas do CFC e as demonstra- ções contábeis, analise a seguinte assertiva: O ativo intangível, relacionado com pesquisas e desenvolvimentos de produtos, passou a ser composto apenas pelos gastos com desenvolvimento de produtos cuja viabilidade econômica possa ser comprovada, sendo os gastos com pesquisas lançados diretamente no resultado. No ativo intangível entrarão somente os gastos com desenvolvimentos de novos produtos; os gastos com pesquisas deverão ser lançados como despesa. Certo. 140. (INÉDITA/2022) Acerca das demonstrações contábeis previstas na legislação societária brasileira, julgue os itens seguintes. A DMPL – Demonstração das Mutações do patrimônio Líquido poderá ser incluída na DLPA – Demonstração dos Lucros ou Prejuízos acumulados, que é obrigatória segundo a lei 6.404-76. O artigo 176 da lei 6.404/76 em seu § 2º estabelece que a demonstração de lucros ou preju- ízos acumulados deverá indicar o montante do dividendo por ação do capital social e poderá ser incluída na demonstração das mutações do patrimônio líquido. A DMPL que engloba a DLPA. Errado. 141. (INÉDITA/2022) A Demonstração do Resultado do Exercício (DRE) é um relatório cons- truído com base nos saldos de encerramento de todas as contas de resultado. Sobre a DRE analise a próxima questão: Segundo a lei 6.404-76, a DRE começará pela rubrica Receita Bruta de Vendas, seguida das de- duções das vendas, diferentemente da determinação do CPC, que estabelece que a DRE deverá começar pela conta Receita Líquida de Vendas. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para CONCURSEIRA - 02891961919, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 117 de 148www.grancursosonline.com.br Lei n. 6.404/1976 e Legislação Complementar CONTABILIDADE Claudio Zorzo Segundo a lei 6.404-76 a DRE deverá começar pela Receita Bruta de Vendas; já de acordo com o CPC pela Receita Líquida de Vendas. Certo. 142. (INÉDITA/2022) Considerando as normas de contabilidade aplicáveis às demonstrações financeiras e a correta classificação a contas contábeis, julgue o item a seguir. A conta ações em tesouraria, representa o produto da compra pela empresa de suas próprias ações para futura venda; deve ser registrada como ativo circulante, instrumentos financeiros para venda. A conta ações em tesouraria representa a compra pela empresa de suas próprias ações, con- tudo, é conta redutora do PL. Errado. 143. (INÉDITA/2022) Julgue o item a seguir, relativo a conceitos, objetivos e finalidades da contabilidade. A contabilidade, como ciência do patrimônio, tem como objeto o patrimônio das entidades, de- nominadas de aziendas. As técnicas contábeis utilizadas na contabilidade são: escrituração, demonstrações contábeis, auditoria e o orçamento empresarial. A contabilidade é uma ciência SOCIAL, denominada de ciência do patrimônio. As técnicas previs- tas na prática contábil são a escrituração, demonstrações contábeis, auditoria e análise das de- monstrações contábeis. O orçamento empresarial não é uma técnica específica da contabilidade. Errado. 144. (INÉDITA/2022) Considerando a legislação contábil, especialmente a lei 6.404-76, anali- se a seguinte assertiva: O patrimônio líquido é um resíduo patrimonial, não sendo considerado como parte do passivo, pois segundo a lei, ele não representa uma obrigação exigível da empresa. Segundo a Lei das S/As o patrimônio líquido faz parte do passivo, como uma obrigação da empresa junto aos sócios. Art. 178, § 2º o passivo, as contas serão classificadas nos seguintes grupos: I – Passivo circulante; II – Passivo não circulante; e III – patrimônio líquido. Errado. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para CONCURSEIRA - 02891961919, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 118 de 148www.grancursosonline.com.br Lei n. 6.404/1976 e Legislação Complementar CONTABILIDADE Claudio Zorzo 145. (INÉDITA/2022) A conta capital a realizar ou a integralizar representa a parcela do capital subscrito pelos sócios que não foi transformada em capital, ou seja, o sócio ainda não integra- lizou. É conta normal do PL e tem natureza credora. A conta capital a realizar ou a integralizar é conta redutora do PL, tem natureza devedora. Errado. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para CONCURSEIRA - 02891961919, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores àresponsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 119 de 148www.grancursosonline.com.br Lei n. 6.404/1976 e Legislação Complementar CONTABILIDADE Claudio Zorzo RESUMO Nesta aula, estudamos o CPC 00 R2, vimos que ele apresenta os conceitos básicos que deverão ser utilizados na elaboração das demonstrações contábeis. Inicialmente vimos que CPC 00 R2 não é um pronunciamento específico, ele é uma estrutu- ra conceitual básica, assim, ele não prevalece sobre os outros pronunciamentos. Também destaquei que ele apresenta os conceitos básicos que deverão ser utilizados na elaboração das demonstrações contábeis e dos outros pronunciamentos, pois a estrutura bá- sica é uma orientação mais genérica. Para lembrar a parte importante da estrutura conceitual básica, fiz o seguinte resumo so- bre os itens que ela trata: • Objetivo dos RCPG = Os relatórios têm por objetivo fornecer informações úteis aos usu- ários externos, por meio de relatórios financeiros de propósito geral. Não confunda; o objetivo da contabilidade é fornecer informações aos usuários internos e externos; contudo, o objetivo da demonstrações contábeis é fornecer informações ao usuários externos somente, pois, os usuários internos têm informações por meio de outros relatórios. Veja o seguinte mnemônico sobre os usuários das informações contábeis: O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para CONCURSEIRA - 02891961919, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 120 de 148www.grancursosonline.com.br Lei n. 6.404/1976 e Legislação Complementar CONTABILIDADE Claudio Zorzo • Características qualitativas = são os atributos que a informação deve apresentar, de for- ma que sejam úteis e complementares. − Fundamentais – relevância (importância e materialidade) e representação fide- digna (informação confiável e verdadeira). − De melhoria – compreensibilidade, comparabilidade, tempestividade e capacida- de de verificação. Veja o quadro abaixo: • Definição dos elementos das demonstrações = elementos das DC são os grupos de con- tas que irão compor as demonstrações contábeis. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para CONCURSEIRA - 02891961919, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 121 de 148www.grancursosonline.com.br Lei n. 6.404/1976 e Legislação Complementar CONTABILIDADE Claudio Zorzo São eles: − Ativo – recurso controlado - evento passado - gerar benefício econômico futuro. − Passivo – obrigação presente - evento passado - liquidação no futuro. − Patrimônio líquido – resíduo patrimonial - situação líquida. − Receita – ganho econômico - aumenta o PL - aumentando o ativo ou diminuindo o passivo. − Despesas – perda econômica - diminui o PL - diminuindo o ativo ou aumentando o passivo. • Mensuração – A mensuração consiste em estabelecer, com base no preço de entrada, o preço de realização (saída) de um bem, conforme o benefício econômico futuro espe- rado. Segundo o CPC 00 R2 a mensuração será feita considerando o valor histórico e o valor atu- al de um item do balanço patrimonial, assim, temos as seguintes bases de mensuração: a) Custo histórico b) Valor atual, que pode ser: valor justo, valor em uso de ativos e valor de cumprimento de passivos e o custo corrente. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para CONCURSEIRA - 02891961919, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 122 de 148www.grancursosonline.com.br Lei n. 6.404/1976 e Legislação Complementar CONTABILIDADE Claudio Zorzo • Conceito de capital e manutenção de capital = − Capital = Representa o potencial econômico da empresa o Capital Financeiro – é representado pelo dinheiro o Capital Físico – é a capacidade produtiva No Brasil, as demonstrações são elaboradas considerando o capital financeiro. • Manutenção de capital – apresenta se a empresa deu lucro ou prejuízo. − No capital Financeiro – o lucro é o aumento do PL; excluindo as transações com os sócios. − No capital Físico – o lucro é o aumento da produção; excluindo as transações com os sócios. Também vimos na aula que a lei 6.404-76 ou lei societária, passou por uma série de modi- ficações buscando equacionar a contabilidade nacional à contabilidade internacional, conside- rando a evolução da escolas contábeis e seus conceitos. A lei destaca que sociedade anônima é a empresa constituída por duas ou mais pessoas, sendo o seu capital dividido em partes de igual valor denominadas de “ações”, e assumindo os seus sócios responsabilidade apenas pela importância aplicada no capital social da socieda- de. Sendo que podemos ter duas espécies de companhias: as abertas e a as fechadas. • Companhia Aberta = É aquela cujos valores mobiliários de sua emissão são admitidos à negociação no mercado de valores mobiliários. Esse tipo de companhia busca recursos junto ao público, oferecendo suas ações à subscrição pública (mercado primário). • Companhia Fechada = Não capta recursos junto ao público, ou seja, os títulos e valores mobiliários de sua emissão não são admitidos à negociação no mercado de valores mobiliários. Os sócios representam um grupo específico e fechado. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para CONCURSEIRA - 02891961919, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 123 de 148www.grancursosonline.com.br Lei n. 6.404/1976 e Legislação Complementar CONTABILIDADE Claudio Zorzo Segundo a Lei, as demonstrações financeiras das companhias abertas observarão, ainda, as normas expedidas pela Comissão de Valores Mobiliários e serão obrigatoriamente subme- tidas à auditoria por auditores independentes nela registrados. As companhias fechadas poderão optar por observar as normas sobre demonstrações financeiras expedidas pela Comissão de Valores Mobiliários para as companhias abertas. Principais mudanças apresentadas pelas Leis 11.638/07 e 11.941/09: a) Classificação do Ativo e do Passivo em “Circulante” e “Não Circulante“. b) Extinção do grupo Ativo Permanente. c) Restrição ao longo do exercício de 2008 e extinção, na data de 5/12/08, do subgrupo “Ativo Diferido”. d) Criação do subgrupo “Intangível” no grupo do Ativo Não Circulante. e) Proibição da prática da reavaliação espontânea de ativos. f) Aplicação, ao final de cada exercício social, do teste de recuperabilidade dos ativos. g) Registro, em contas de ativo e passivo, dos contratos de arrendamento mercantil finan- ceiro (leasing). h) Extinção do grupo Resultados de Exercícios Futuros. i) Criação, no Patrimônio Líquido, da conta de “Ajustes de Avaliação Patrimonial” e “ações em tesouraria”. j) Destinação do saldo de Lucros Acumulados. k) Alteração da sistemática de contabilização das doações e subvenções fiscais, anterior- mente contabilizadas em conta de Reserva de Capital, agora são receitas. l) Alteração na contabilização dos prêmios nas emissões de debêntures, anteriormente contabilizados em conta de Reserva de Capital, agora são receitas. m) Extinção da classificação das Receitas e Despesas em Operacionais e Não Operacio- nais na DRE. n) Substituição da Demonstração das Origens e Aplicações de Recursos (DOAR) pela De- monstração dos Fluxos de Caixa (DFC). o) Obrigatoriedade da elaboração da Demonstração do ValorAdicionado (DVA) pelas Com- panhias Abertas. p) Implantação da apuração do Ajuste a Valor Presente de elementos do ativo e do passivo de longo prazo e de curto prazo, quando relevantes. q) A lei 11.638-07 apresentou o conceito de “empresas de grande porte” e determinou que estas empresas deverão seguir os ditames estabelecidos pela lei 6.404-76, da seguinte forma: Considera-se de grande porte, para os fins exclusivos da Lei, a sociedade ou conjunto de so- ciedades sob controle comum que tiver, no exercício social anterior, ativo total superior a R$ 240.000.000,00 (duzentos e quarenta milhões de reais) ou receita bruta anual superior a R$ 300.000.000,00 (trezentos milhões de reais). O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para CONCURSEIRA - 02891961919, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 124 de 148www.grancursosonline.com.br Lei n. 6.404/1976 e Legislação Complementar CONTABILIDADE Claudio Zorzo QUESTÕES DE CONCURSO 001. (CESPE/TCE-RO/CONTADOR/2013) Com relação à estrutura conceitual do Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), julgue os itens a seguir. O direito de propriedade é condição essencial para que seja configurada a existência de um ativo, o qual surge sempre em decorrência de um direito legal. 002. (CESPE/DPF/PERITO CONTADOR/2013) Julgue o item seguinte, de acordo com os prin- cípios de contabilidade e as normas do Conselho Federal de Contabilidade (CFC). Relevância e comparabilidade são características qualitativas fundamentais da informação contábil-financeira útil, pois tornam a informação capaz de fazer a diferença nas decisões to- madas pelos usuários. 003. (CESPE/TRE-TO/CONTADOR/2017) De acordo com a estrutura conceitual para elabora- ção e divulgação de relatório contábil-financeiro, emitida pelo Comitê de Pronunciamentos Con- tábeis (CPC), todo e qualquer elemento patrimonial que se enquadre na definição de ativo deve a) ter a forma legal de um bem ou direito. b) ter custo ou valor mensurável monetariamente. c) estar associado a um direito de propriedade. d) resultar de transações ou eventos passados. e) ter forma física. 004. (CESPE/TJ-AM/CONTADOR/2019) A empresa ABC S.A. figura como arrendatária em um contrato de arrendamento mercantil de um conjunto de máquinas pelo valor futuro de R$ 1 milhão, com opção de compra ao final do contrato. Os pagamentos do contrato serão feitos mensalmente durante o prazo de 10 anos. As máquinas são de controle da ABC S.A. e foram confeccionadas conforme as solicitações dessa empresa, para que as atividades comerciais da arrendatária pudessem ser realizadas. Com base nessa situação hipotética, julgue o item a seguir, de acordo com a legislação vigente. Para o reconhecimento das máquinas como ativo da ABC S.A., é necessário que a empresa detenha a efetiva propriedade jurídica delas. 005. (CESPE/TRE-BA/CONTADOR/2017) Por meio de um contrato de cessão de direitos au- torais, uma editora que está sujeita às regras contábeis estabelecidas pelo CPC adquire o direi- to de publicar, com exclusividade, determinada obra pelo prazo de cinco anos, esperando um retorno de 10% ao ano sobre o capital investido. Considerando os preceitos do pronunciamento contábil do CPC que disciplinam o reconheci- mento, a mensuração e a evidenciação de ativos intangíveis, assinale a opção correta a respei- to da situação apresentada. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para CONCURSEIRA - 02891961919, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 125 de 148www.grancursosonline.com.br Lei n. 6.404/1976 e Legislação Complementar CONTABILIDADE Claudio Zorzo a) O reconhecimento inicial dos direitos autorais adquiridos pela editora deve ser feito com base no valor de mercado, independentemente do valor negociado entre as partes no momen- to da transação. b) Dada a expectativa de retorno de 10% ao ano, permite-se que não se aplique o teste de valor recuperável de ativo aos direitos autorais adquiridos pela editora. c) Os direitos autorais adquiridos não estão sujeitos à amortização periódica de seu valor. d) As características dos direitos autorais adquiridos revelam que eles não podem ser conside- rados ativos identificáveis para fins de reconhecimento contábil desses ativos. e) As condições da contratação indicam que a editora passou a ter o controle sobre os direitos autorais por ela adquiridos. 006. (CESPE/ABIN/CONTADOR/2018) De acordo com dispositivos da Lei n.º 6.404/1976 e de legislação complementar, julgue o item a seguir. As normas expedidas pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) deverão ser observadas pelas companhias abertas na elaboração das demonstrações financeiras e esses relatórios serão submetidos à auditoria independente, assinados pelos administradores e por contabilis- tas legalmente habilitados. 007. (CESPE/SEDF/CONTADOR/2017) De acordo com a Lei das Sociedades por Ações e suas atualizações e com os pronunciamentos do Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), jul- gue o item que se segue. As demonstrações contábeis das sociedades anônimas de capital fechado têm de ser elabora- das de acordo com as mesmas normas aplicáveis às sociedades anônimas de capital aberto expedidas pela Comissão de Valores Mobiliários. 008. (CESPE/TCE-PA/CIÊNCIAS ATUARIAIS/2017) Com base no disposto na Lei n.º 6.404/1976, julgue o item a seguir, relativos aos critérios de avaliação contábil. Os recursos aplicados na aquisição de direitos da propriedade industrial ou comercial estão sujeitos à amortização, que representa perda de valor dos referidos ativos. 009. (CESPE/FUB/CONTADOR/2015) Com respeito à legislação e à normatização contábil brasileira vigentes, julgue o item subsequente. A Lei n.º 6.404/1976, ou Lei das Sociedades por Ações, originalmente elaborada em conso- nância com as teorias da Escola Italiana de Contabilidade, foi, nos últimos anos, modificada para atender a convergência da contabilidade brasileira às normas internacionais de contabi- lidade do IASB. 010. (CESPE/TELEBRÁS/CONTADOR/2013) Com base nas Leis n.º 6.404/1976, n.º 11.638/2007 e n.º 11.941/2009, julgue os itens que se seguem. Independentemente do objeto social definido no estatuto social, a sociedade anônima será mercantil e se regerá pelas leis e uso do comércio. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para CONCURSEIRA - 02891961919, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 126 de 148www.grancursosonline.com.br Lei n. 6.404/1976 e Legislação Complementar CONTABILIDADE Claudio Zorzo 011. (CESPE/MPE-PI/CONTROLE INTERNO/2013) A partir da Lei n.º 11.638/2007 e dos pro- nunciamentos do CPC, mudanças foram introduzidas na contabilidade das sociedades de ca- pital aberto, sociedades de capital fechado e sociedades limitadas. Com respeito a essas mudanças, julgue os itens subsequentes. Foi proibido o procedimento contábil de reavaliar ativos, inclusive para algumas sociedades limitadas. 012. (CESPE/STM/CONTADOR/2011) Segundo a Lei n.º 6.404/1976, registram-se no ativo imobilizado “os direitos que tenham por objeto bens corpóreos destinados à manutenção das atividades da companhia ou da empresa ou exercidos com essa finalidade, inclusive os decor- rentes de operações que transfiram à companhia os benefícios, riscos e controle desses bens”. A respeito desse assunto, julgue os itens seguintes. Marcas e patentes devem ser registradas no grupo ativo imobilizado pelo seu valor efetivo de aquisição, incluídos todos os custos. 013.(CESPE/STM/CONTADOR/2011) Com relação à Ciência Contábil e suas características, julgue os itens que se seguem. No Brasil, a Ciência Contábil, desde as últimas alterações na Lei n.º 6.404/1976, vem se afas- tando da escola italiana, ao mesmo tempo em que se aproxima da escola norte americana. 014. (CESPE/FUB/CONTADOR/2011) Acerca da Lei n.º 6.404/1976 e suas alterações recen- tes, julgue os itens que se seguem. As alterações promovidas pela Lei n.º 11.638/2007 e posteriores tiveram por finalidade criar al- ternativas às normas internacionais de contabilidade emitidas pelo IASB, dadas as condições reais da economia brasileira. 015. (CESPE/FUB/CONTADOR/2015) Julgue o item a seguir, com relação aos fatos descritos e seus efeitos nas demonstrações contábeis, elaboradas conforme a Lei n.º 6.404/1976 (e alterações posteriores) e os pronunciamentos técnicos do Comitê de Pronunciamentos Con- tábeis (CPC). O ágio recebido em decorrência de emissão de ações aumenta as reservas de lucros e, conse- quentemente, o patrimônio líquido da companhia. 016. (CESPE/UNIPAMPA/CONTADOR/2013) Julgue o item a seguir, de acordo com as dispo- sições da Lei n.º 6.404/1976 e alterações posteriores. A sociedade empresária constituída por ações deverá apresentar, ao final de cada exercício so- cial, as seguintes demonstrações financeiras: balanço patrimonial, demonstração dos lucros ou prejuízos acumulados, demonstração do resultado do exercício, demonstração do fluxo de caixa e, em caso de companhia aberta, demonstração do valor adicionado. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para CONCURSEIRA - 02891961919, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 127 de 148www.grancursosonline.com.br Lei n. 6.404/1976 e Legislação Complementar CONTABILIDADE Claudio Zorzo 017. (CESPE/MPU/CONTADOR/2013) Com base nos princípios fundamentais de contabilida- de, julgue os itens subsequentes. Alvo de constantes críticas, o custo histórico como base de valor sofreu alterações com a apro- vação da Lei n.º 11.638/2007. 018. (CESPE/TCE-RO/CONTADOR/2013) Com relação à estrutura conceitual do Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), julgue os itens a seguir. No caso de conflito entre a estrutura conceitual e um pronunciamento técnico do CPC, o dispos- to na estrutura conceitual deve ter prevalência sobre as exigências do pronunciamento técnico. 019. (CESPE/DPU/CONTADOR/2016) De acordo com o pronunciamento técnico CPC 00 (R1) — estrutura conceitual para elaboração e divulgação de relatórios contábil-financeiros —, julgue o item a seguir, referente a conceito, objetivos e usuários da contabilidade. Os relatórios contábil-financeiros de propósitos gerais não são os instrumentos que atendem a todas as informações de que os usuários externos — investidores, credores por empréstimos e outros credores, existentes e em potencial — necessitam. 020. (CESPE/FUNPRESP-EXE/CONTABILIDADE E FINANÇAS/2016) Acerca da estrutu- ra conceitual básica da contabilidade, dos planos de contas, dos lançamentos e da apura- ção de resultados bem como da estrutura das demonstrações contábeis, julgue os itens que se seguem. A verificabilidade, uma das características qualitativas de melhoria, é aquela que garante a uniformidade das demonstrações contábeis, dando segurança ao usuário sobre a adoção de métodos semelhantes para contabilização de itens idênticos. 021. (CESPE/MPU/ANALISTA ATUARIAL/2015) Julgue o item seguinte, acerca dos compo- nentes patrimoniais, suas características e contabilização. As despesas configuram perdas nos benefícios econômicos de uma entidade, sob a forma de redução de ativos ou acréscimo de passivos, não estando relacionadas a distribuição de recursos a sócios/acionistas. 022. (CESPE/TCE-RN/AUDITOR/2015) Com relação aos princípios, às normas, às teorias e às práticas contábeis vigentes, julgue o item que se segue. A essência sobre a forma é conceito indispensável para o cumprimento da característica qua- litativa da representação fidedigna, ao passo que a prudência, por ser inconsistente com a neutralidade, é incompatível com a representação fidedigna. 023. (CESPE/FUB/TÉCNICO CONTÁBIL/2018) Julgue o item a seguir, relativo a conceitos, objetivos e finalidades da contabilidade. A contabilidade se define, atualmente, como a ciência do patrimônio, cujo objetivo é captar os ele- mentos sensíveis, perceptíveis e habituais de transações que afetem a riqueza das organizações. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para CONCURSEIRA - 02891961919, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 128 de 148www.grancursosonline.com.br Lei n. 6.404/1976 e Legislação Complementar CONTABILIDADE Claudio Zorzo 024. (CESPE/DPF/ESCRIVÃO DE POLÍCIA/2018) Uma instituição europeia, ao analisar de- monstrações contábeis de entidades brasileiras com a finalidade de realizar investimentos, tomou conhecimento de que os relatórios financeiros publicados no Brasil possuem diversos atributos, entre eles as características qualitativas fundamentais da relevância e da represen- tação fidedigna. A respeito dessa situação hipotética, julgue o próximo item. Se uma demonstração contábil analisada tiver valor confirmatório para a investidora, então a característica da relevância estará presente na informação. 025. (CESPE/CGE-PE/AUDITOR DE CONTROLE INTERNO/2019) Julgue os itens a seguir, a respeito das disposições da Lei n.º 6.404/1976, acerca das sociedades por ação, e suas alte- rações após a promulgação das Leis n.º 11.638/2007 e n.º 11.941/2009. I – Originalmente disposto na Lei n.º 6.404/1976, o subgrupo diferido, componente do ativo, foi inicialmente mantido pela Lei n.º 11.638/2007, mas, posteriormente, foi extinto pela Lei n.º 11.941/2009. II – O subgrupo reserva de reavaliação, componente do patrimônio líquido, foi extinto e subs- tituído pelo subgrupo ajustes de avaliação patrimonial, após alterações na Lei n.º 6.404/1976. III – Alterações da Lei n.º 6.404/1976 criaram o grupo ativo não circulante, que inclui o subgru- po intangível, no qual deve ser classificado o fundo de comércio adquirido. IV – A partir da promulgação da Lei n.º 11.941/2009, passou a ser vedadas a apresentação e a manutenção, nos balanços patrimoniais, de saldos a título de lucros acumulados no patrimô- nio líquido das sociedades, independentemente de sua forma de constituição. Estão certos apenas os itens a) I e II. b) I e III. c) II e IV. d) I, III e IV. e) II, III e IV. 026. (CESPE/SLU-DF/CONTADOR/2019) Com base nos pronunciamentos técnicos do Comi- tê de Pronunciamentos Contábeis e nas disposições da Lei n.º 6.404/1976 e suas alterações acerca de demonstrações contábeis, julgue o próximo item. A classificação de ativos e passivos como circulantes ou não circulantes deve obedecer ao ciclo operacional da empresa. 027. (CESPE/TCE-RO/AUDITOR DE CONTROLE EXTERNO/2019) Segundo o Comitê de Pro- nunciamentos Contábeis (CPC – Estrutura Conceitual para Elaboração e Divulgação de Rela- tório Contábil-Financeiro), os relatórios contábeis-financeiros “objetivam fornecer informações que sejam úteis na tomada de decisões econômicas e avaliações por parte dos usuários em geral, não tendo o propósito de atender finalidade ou necessidade específica de determinados grupos de usuários”. Ainda que destinados a usuários em geral, esses relatórios destinam-se prioritariamente à tomada de decisão por parte O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para CONCURSEIRA - 02891961919, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.brhttps://www.grancursosonline.com.br 129 de 148www.grancursosonline.com.br Lei n. 6.404/1976 e Legislação Complementar CONTABILIDADE Claudio Zorzo a) dos administradores e gestores em geral. b) do fisco. c) dos governos em geral. d) dos órgãos supervisores. e) dos investidores existentes e potenciais. 028. (CESPE/TJ-AM/CONTADOR/2019) Com base no Pronunciamento Conceitual Básico (R1) — Estrutura Conceitual para Elaboração e Divulgação de Relatório Contábil-Financeiro — do Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), julgue o item seguinte. A forma legal é o elemento determinante para se concluir que uma obrigação se enquadra ou não na definição de passivo. 029. (CESPE/TJ-AM/CONTADOR/2019) Com base no Pronunciamento Conceitual Básico (R1) — Estrutura Conceitual para Elaboração e Divulgação de Relatório Contábil-Financeiro — do Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), julgue o item seguinte. Uma entidade que controla determinado recurso, mas que não detém a sua propriedade, não deve reconhecê-lo como ativo na contabilidade, pois, independentemente de qualquer condi- ção, tal recurso não se enquadra na definição de ativo. 030. (CESPE/SEFAZ-AL/AFRE/2020) Com base nas Normas Brasileiras de Contabilidade Ge- ral (NBC TG), julgue os próximos itens. Uma das características qualitativas fundamentais da informação financeira é a representação fidedigna, que preconiza que as informações financeiras sejam representações fiéis da forma legal dos fenômenos que elas se propõem a representar. 031. (CESPE/SEFAZ-DF/AFRE/2020) No que se refere às características qualitativas funda- mentais da informação contábil-financeira, julgue o item seguinte. Para ser útil, a informação contábil deve, concomitantemente, ser relevante e representar com fidedignidade a realidade reportada: nem a representação fidedigna de fenômeno irrelevante, nem a representação não fidedigna de fenômeno relevante auxiliam os usuários a tomarem boas decisões. 032. (CESPE/SEFAZ-DF/AFRE/2020) Ao avaliar se um item se enquadra na definição de ativo, passivo ou patrimônio líquido, deve-se atentar para a sua essência subjacente e sua realidade econômica, e não apenas para sua forma legal. 033. (CESPE/DPF/AGENTE/2021) A consistência é uma condição que favorece a compara- bilidade da informação contábil ao estabelecer que sejam utilizados os mesmos princípios ou políticas contábeis e a mesma base de elaboração para as demonstrações contábeis, pro- cedimento que vale de período para período dentro de uma mesma empresa, bem como em relação a um mesmo período contábil envolvendo empresas distintas. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para CONCURSEIRA - 02891961919, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 130 de 148www.grancursosonline.com.br Lei n. 6.404/1976 e Legislação Complementar CONTABILIDADE Claudio Zorzo 034. (CESPE/TCE-RJ/AUDITOR EXTERNO/2021) Com base no Pronunciamento Técnico CPC 00 (R2) — Estrutura Conceitual para Relatório Financeiro, julgue o item subsecutivo. Natureza e magnitude são os elementos que servem de base para se determinar a materiali- dade dos itens que compõem o relatório financeiro, devendo tais elementos ser analisados no contexto da entidade que reporta a informação. 035. (CESPE/PC-SE/ESCRIVÃO/2021) Com relação aos conceitos fundamentais da contabi- lidade e seu mecanismo de registro de fatos administrativos, julgue o item que segue. Contabilidade é a ciência que estuda, interpreta e registra as variações expressas na equação fundamental do patrimônio, as quais afetam a situação líquida patrimonial. 036. (CESPE/PGDF/CONTADOR/2021) A estrutura conceitual para relatório financeiro tanto descreve o objetivo quanto os conceitos para a elaboração do relatório financeiro para fins gerais. Acerca desse assunto, julgue o próximo item. A utilidade da informação divulgada no relatório financeiro está diretamente relacionada à rele- vância e à fidedignidade daquilo que elas pretendem representar. Assim, quanto mais compre- ensível for a informação divulgada, mais útil ela será ao usuário interessado. 037. (CESPE/PGDF/CONTADOR/2021) A estrutura conceitual para relatório financeiro tanto descreve o objetivo quanto os conceitos para a elaboração do relatório financeiro para fins gerais. Acerca desse assunto, julgue o próximo item. Ao considerar a nova perspectiva do conservadorismo contábil, as decisões dos gestores de- vem fundamentar-se nas informações que geram valor confirmatório. Desse modo, a relevân- cia das informações financeiras não se vincula a informações que tenham valor preditivo. 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E O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para CONCURSEIRA - 02891961919, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 132 de 148www.grancursosonline.com.br Lei n. 6.404/1976 e Legislação Complementar CONTABILIDADE Claudio Zorzo GABARITO COMENTADO 001. (CESPE/TCE-RO/CONTADOR/2013) Com relação à estrutura conceitual do Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), julgue os itens a seguir. O direito de propriedade é condição essencial para que seja configurada a existência de um ativo, o qual surge sempre em decorrência de um direito legal. Como vimos, na contabilidade atual prevalece a “essência econômica sobre a forma legal”, daí podemos inferir que o controle sobrepõe a propriedade, desta forma um item pode estar no ativo da empresa mesmo não sendo de sua propriedade legal. O caso mais caraterizador da essência sobre a forma é o arrendamento mercantil financeiro, onde a empresa é usufrutuária do bem, contudo a propriedade é da financeira (arrendadora). Errado. 002. (CESPE/DPF/PERITO CONTADOR/2013) Julgue o item seguinte, de acordo com os prin- cípios de contabilidade e as normas do Conselho Federal de Contabilidade (CFC). Relevância e comparabilidade são características qualitativas fundamentais da informação contábil-financeira útil, pois tornam a informação capaz de fazer a diferença nas decisões to- madas pelos usuários. As caraterísticas fundamentais da informação contábil são: RELEVÂNCIA E REPRESENTAÇÃO FIDEDIGNA. Existem também os atributos de melhoria que são: comparabilidade, verificabilidade, tempes- tividade e compreensibilidade. Errado. 003. (CESPE/TRE-TO/CONTADOR/2017) De acordo com a estrutura conceitual para elabora- ção e divulgação de relatório contábil-financeiro, emitida pelo Comitê de Pronunciamentos Con- tábeis (CPC), todo e qualquer elemento patrimonial que se enquadre na definição de ativo deve a) ter a forma legal de um bem ou direito. b) ter custo ou valor mensurável monetariamente. c) estar associado a um direito de propriedade. d) resultar de transações ou eventos passados. e) ter forma física. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para CONCURSEIRA - 02891961919, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br133 de 148www.grancursosonline.com.br Lei n. 6.404/1976 e Legislação Complementar CONTABILIDADE Claudio Zorzo Conceitualmente o ATIVO é um recurso controlado pela entidade como resultado de eventos passados e do qual se espera que resultem futuros benefícios econômicos para a entidade. As características essenciais de um ativo são: • Ser controlado pela entidade; • Ser oriundo de uma transação passada; • Provavelmente irá gerar benefício econômico futuro. Para ser registrado como ativo no balanço patrimonial o item deve atender aos seguintes critérios: a) for provável que algum benefício econômico futuro associado ao item flua para a entidade; e b) o item tiver custo ou valor que possa ser mensurado com confiabilidade. Letra d. 004. (CESPE/TJ-AM/CONTADOR/2019) A empresa ABC S.A. figura como arrendatária em um contrato de arrendamento mercantil de um conjunto de máquinas pelo valor futuro de R$ 1 milhão, com opção de compra ao final do contrato. Os pagamentos do contrato serão feitos mensalmente durante o prazo de 10 anos. As máquinas são de controle da ABC S.A. e foram confeccionadas conforme as solicitações dessa empresa, para que as atividades comerciais da arrendatária pudessem ser realizadas. Com base nessa situação hipotética, julgue o item a seguir, de acordo com a legislação vigente. Para o reconhecimento das máquinas como ativo da ABC S.A., é necessário que a empresa detenha a efetiva propriedade jurídica delas. Atualmente, ao avaliar se um item se enquadra na definição de ativo, passivo ou patrimônio líquido, deve-se atentar para a sua essência econômica e não apenas para sua forma legal. É a aplicação prática da primazia da “essência econômica sobre a formalidade jurídica”, onde o que importa é o controle sobre os itens e não a sua propriedade. O CPC 00 apresenta que ativo é um recurso controlado pela entidade como resultado de even- tos passados e do qual se espera que fluam futuros benefícios econômicos para a entidade Um exemplo que se encaixa neste contexto é o arrendamento mercantil, nele a propriedade é do arrendador (financeira), entretanto, o bem é registrado no ativo da arrendatária (usufrutuá- ria) que controla e se beneficia com o uso do bem. Errado. 005. (CESPE/TRE-BA/CONTADOR/2017) Por meio de um contrato de cessão de direitos au- torais, uma editora que está sujeita às regras contábeis estabelecidas pelo CPC adquire o direi- to de publicar, com exclusividade, determinada obra pelo prazo de cinco anos, esperando um retorno de 10% ao ano sobre o capital investido. 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Vou comentar item a item. a) Errada. O reconhecimento inicial deve ser feito pelo valor original e não de mercado. b) Errada. O intangível em questão deverá sofre o teste de recuperabilidade. c) Errada. O valor pago pelo intangível deverá ser amortizado dentro do prazo contratual. d) Errada. As características do item permitem que ele seja classificado como um intangível. e) Certa. A empresa tem o controle sobre os direitos autorais pelo período contatual e deve classificá-lo como intangível. Letra e. 006. (CESPE/ABIN/CONTADOR/2018) De acordo com dispositivos da Lei n.º 6.404/1976 e de legislação complementar, julgue o item a seguir. As normas expedidas pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) deverão ser observadas pelas companhias abertas na elaboração das demonstrações financeiras e esses relatórios serão submetidos à auditoria independente, assinados pelos administradores e por contabilis- tas legalmente habilitados. Questão literal ao que está estabelecido na Lei 6.404/76 em seu Art. 177: § 3º As demonstrações financeiras das companhias abertas observarão, ainda, as normas expe- didas pela Comissão de Valores Mobiliários e serão obrigatoriamente submetidas a auditoria por auditores independentes nela registrados. § 4º As demonstrações financeiras serão assinadas pelos administradores e por contabilistas legal- mente habilitados. Certo. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para CONCURSEIRA - 02891961919, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 135 de 148www.grancursosonline.com.br Lei n. 6.404/1976 e Legislação Complementar CONTABILIDADE Claudio Zorzo 007. (CESPE/SEDF/CONTADOR/2017) De acordo com a Lei das Sociedades por Ações e suas atualizações e com os pronunciamentos do Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), jul- gue o item que se segue. As demonstrações contábeis das sociedades anônimas de capital fechado têm de ser elabora- das de acordo com as mesmas normas aplicáveis às sociedades anônimas de capital aberto expedidas pela Comissão de Valores Mobiliários. Segundo a Lei 6.404-76 as S/as de capital fechado poderão optar por seguir a mesmas orien- tações das S/as de capital aberto. É facultativo. O assunto está apresentado no artigo 177 da seguinte forma: Escrituração Art. 177. A escrituração da companhia será mantida em registros permanentes, com obediência aos preceitos da legislação comercial e desta Lei e aos princípios de contabilidade geralmente aceitos, devendo observar métodos ou critérios contábeis uniformes no tempo e registrar as mutações pa- trimoniais segundo o regime de competência. § 6º As companhias fechadas poderão optar por observar as normas sobre demonstrações finan- ceiras expedidas pela Comissão de Valores Mobiliários para as companhias abertas. (Incluído pela Lei n. 11.638, de 2007) Errado. 008. (CESPE/TCE-PA/CIÊNCIAS ATUARIAIS/2017) Com base no disposto na Lei n.º 6.404/1976, julgue o item a seguir, relativos aos critérios de avaliação contábil. Os recursos aplicados na aquisição de direitos da propriedade industrial ou comercial estão sujeitos à amortização, que representa perda de valor dos referidos ativos. Aquisição de direitos sobre propriedades é considerado um ativo intangível, que deve ser amor- tizado conforme o prazo de uso do bem. O assunto é abordado pela Lei no artigo 183 da seguinte forma: Art. 183 § 2º A diminuição do valor dos elementos dos ativos imobilizado e intangível será registra- da periodicamente nas contas de: (Redação dada pela Lei n. 11.941, de 2009) a) depreciação, quando corresponder à perda do valor dos direitos que têm por objeto bens físicos sujeitos a desgaste ou perda de utilidade por uso, ação da natureza ou obsolescência; b) amortização, quando corresponder à perda do valor do capital aplicado na aquisição de direitos da propriedade industrial ou comercial e quaisquer outros com existência ou exercíciode duração limitada, ou cujo objeto sejam bens de utilização por prazo legal ou contratualmente limitado; c) exaustão, quando corresponder à perda do valor, decorrente da sua exploração, de direitos cujo objeto sejam recursos minerais ou florestais, ou bens aplicados nessa exploração. Certo. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para CONCURSEIRA - 02891961919, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 136 de 148www.grancursosonline.com.br Lei n. 6.404/1976 e Legislação Complementar CONTABILIDADE Claudio Zorzo 009. (CESPE/FUB/CONTADOR/2015) Com respeito à legislação e à normatização contábil brasileira vigentes, julgue o item subsequente. A Lei n.º 6.404/1976, ou Lei das Sociedades por Ações, originalmente elaborada em conso- nância com as teorias da Escola Italiana de Contabilidade, foi, nos últimos anos, modificada para atender a convergência da contabilidade brasileira às normas internacionais de contabi- lidade do IASB. A LEI 6.404/76 abarcava a escola norte americana. As leis 11.638/07 e 11.941/09 abarcam a escola internacional. Errado. 010. (CESPE/TELEBRÁS/CONTADOR/2013) Com base nas Leis n.º 6.404/1976, n.º 11.638/2007 e n.º 11.941/2009, julgue os itens que se seguem. Independentemente do objeto social definido no estatuto social, a sociedade anônima será mercantil e se regerá pelas leis e uso do comércio. A Lei 6.404/76 trata das sociedades anônimas que exerçam atividades mercantis. Objeto Social Art. 2º Pode ser objeto da companhia qualquer empresa de fim lucrativo, não contrário à lei, à ordem pública e aos bons costumes. § 1º Qualquer que seja o objeto, a companhia é mercantil e se rege pelas leis e usos do comércio. Certo. 011. (CESPE/MPE-PI/CONTROLE INTERNO/2013) A partir da Lei n.º 11.638/2007 e dos pro- nunciamentos do CPC, mudanças foram introduzidas na contabilidade das sociedades de ca- pital aberto, sociedades de capital fechado e sociedades limitadas. Com respeito a essas mudanças, julgue os itens subsequentes. Foi proibido o procedimento contábil de reavaliar ativos, inclusive para algumas sociedades limitadas. A Lei n.. 11.638/07 vedou a realização de qualquer tipo de reavaliação espontânea de bens nas S/As e nas empresas de grande porte, que podem ser limitadas. Os saldos existentes nas reservas de reavaliação devem ser mantidos até a sua efetiva realiza- ção ou estornados até a data de 31/12/08. Certo. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para CONCURSEIRA - 02891961919, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 137 de 148www.grancursosonline.com.br Lei n. 6.404/1976 e Legislação Complementar CONTABILIDADE Claudio Zorzo 012. (CESPE/STM/CONTADOR/2011) Segundo a Lei n.º 6.404/1976, registram-se no ativo imobilizado “os direitos que tenham por objeto bens corpóreos destinados à manutenção das atividades da companhia ou da empresa ou exercidos com essa finalidade, inclusive os decor- rentes de operações que transfiram à companhia os benefícios, riscos e controle desses bens”. A respeito desse assunto, julgue os itens seguintes. Marcas e patentes devem ser registradas no grupo ativo imobilizado pelo seu valor efetivo de aquisição, incluídos todos os custos. Marcas e patentes são classificadas no intangível e não no imobilizado. Errado. 013. (CESPE/STM/CONTADOR/2011) Com relação à Ciência Contábil e suas características, julgue os itens que se seguem. No Brasil, a Ciência Contábil, desde as últimas alterações na Lei n.º 6.404/1976, vem se afas- tando da escola italiana, ao mesmo tempo em que se aproxima da escola norte americana. A Lei 6.404/76 foi elaborada tendo como base a escola americana de contabilidade e neste momento se afastava da escola italiana. As alterações que ocorreram na Lei 6.404/76 busca- ram a convergência das normas nacionais às normas internacionais emitidas pelo IASB. Assim, as alterações apresentadas pelas novas leis foram para adequá-la a escola internacio- nal, afastando-se da escola americana. Errado. 014. (CESPE/FUB/CONTADOR/2011) Acerca da Lei n.º 6.404/1976 e suas alterações recen- tes, julgue os itens que se seguem. As alterações promovidas pela Lei n.º 11.638/2007 e posteriores tiveram por finalidade criar al- ternativas às normas internacionais de contabilidade emitidas pelo IASB, dadas as condições reais da economia brasileira. As alterações promovidas pelas leis 11.638 e 11.941 não tiveram a finalidade de CRIAR ALTER- NATIVAS, mas sim de promover a convergência das normas nacionais às internacionais. É importante destacar que a convergência às normas internacionais de contabilidade, no Bra- sil, teve seu marco legal com a promulgação da Lei 11.638/2007, que determinou a adoção dos padrões internacionais de contabilidade. Errado. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para CONCURSEIRA - 02891961919, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 138 de 148www.grancursosonline.com.br Lei n. 6.404/1976 e Legislação Complementar CONTABILIDADE Claudio Zorzo 015. (CESPE/FUB/CONTADOR/2015) Julgue o item a seguir, com relação aos fatos descritos e seus efeitos nas demonstrações contábeis, elaboradas conforme a Lei n.º 6.404/1976 (e alterações posteriores) e os pronunciamentos técnicos do Comitê de Pronunciamentos Con- tábeis (CPC). O ágio recebido em decorrência de emissão de ações aumenta as reservas de lucros e, conse- quentemente, o patrimônio líquido da companhia. O ágio recebido (valor a maior) recebido na venda de ações deve ser contabilizado como reser- va de capital e não como reserva de lucro. A lei trata do assunto no artigo 182 da seguinte maneira. Art. 182. A conta do capital social discriminará o montante subscrito e, por dedução, a parcela ainda não realizada. § 1º Serão classificadas como reservas de capital as contas que registrarem: a) a contribuição do subscritor de ações que ultrapassar o valor nominal e a parte do preço de emissão das ações sem valor nominal que ultrapassar a importância destinada à formação do capi- tal social, inclusive nos casos de conversão em ações de debêntures ou partes beneficiárias; b) o produto da alienação de partes beneficiárias e bônus de subscrição; Errado. 016. (CESPE/UNIPAMPA/CONTADOR/2013) Julgue o item a seguir, de acordo com as dispo- sições da Lei n.º 6.404/1976 e alterações posteriores. A sociedade empresária constituída por ações deverá apresentar, ao final de cada exercício so- cial, as seguintes demonstrações financeiras: balanço patrimonial, demonstração dos lucros ou prejuízos acumulados, demonstração do resultado do exercício, demonstração do fluxo de caixa e, em caso de companhia aberta, demonstração do valor adicionado. A LEI 6.404/76 trata das demonstrações obrigatórias em seu Art. 176 da seguinte forma: Ao fim de cada exercício social, a diretoria fará elaborar, com base na escrituração mercantil da companhia, as seguintes demonstrações financeiras, que deverão exprimir com clareza a situação do patrimônio da companhia e as mutações ocorridas no exercício: I – balanço patrimonial; II – demonstração dos lucros ou prejuízos acumulados; III – demonstração do resultado do exercício; IV – demonstração dos fluxos de caixa; V – se companhia aberta, demonstração do valor adicionado. Certo. 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Os critérios de avaliação do ativo estão no artigo 183 da Lei. Certo. 018. (CESPE/TCE-RO/CONTADOR/2013) Com relação à estrutura conceitual do Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), julgue os itens a seguir. No caso de conflito entre a estrutura conceitual e um pronunciamento técnico do CPC, o dispos- to na estrutura conceitual deve ter prevalência sobre as exigências do pronunciamento técnico. Como a estrutura conceitual não é um procedimento técnico, não deve prevalecer, ela tem um caráter de orientação. Guarde o seguinte: “quem manda são os pronunciamentos técnicos”. Errado. 019. (CESPE/DPU/CONTADOR/2016) De acordo com o pronunciamento técnico CPC 00 (R1) — estrutura conceitual para elaboração e divulgação de relatórios contábil-financeiros —, julgue o item a seguir, referente a conceito, objetivos e usuários da contabilidade. Os relatórios contábil-financeiros de propósitos gerais não são os instrumentos que atendem a todas as informações de que os usuários externos — investidores, credores por empréstimos e outros credores, existentes e em potencial — necessitam. Os relatórios objetivam fornecer informações aos usuários externos, especialmente aos in- vestidores, contudo, estas informações devem ser melhoradas com outras fontes. Assim, a assertiva está correta, pois os relatórios não atendem todas as necessidades dos usuários. Contudo, essas exigências específicas não devem afetar as demonstrações contábeis elabo- radas segundo a estrutura conceitual, pois elas devem atender as necessidades de todos os seus usuários para a tomada de decisões econômicas, tais como: a) decidir quando comprar, manter ou vender instrumentos patrimoniais; b) avaliar a administração da entidade quanto à responsabilidade que lhe tenha sido conferida e quanto à qualidade de seu desempenho e de sua prestação de contas; c) avaliar a capacidade de a entidade pagar seus empregados e proporcionar-lhes outros be- nefícios; O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para CONCURSEIRA - 02891961919, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 140 de 148www.grancursosonline.com.br Lei n. 6.404/1976 e Legislação Complementar CONTABILIDADE Claudio Zorzo d) avaliar a segurança quanto à recuperação dos recursos financeiros emprestados à entidade; e) determinar políticas tributárias; f) determinar a distribuição de lucros e dividendos; g) elaborar e usar estatísticas da renda nacional; ou h) regulamentar as atividades das entidades. O CPC destaca também que o objetivo da elaboração e divulgação do relatório de propósito geral constitui o pilar da Estrutura Conceitual, pois os outros aspectos abordados, como as ca- racterísticas qualitativas da informação contábil-financeira útil e suas restrições, os elementos das demonstrações contábeis, o reconhecimento, a mensuração, a apresentação e a eviden- ciação, fluem logicamente desse objetivo. Outro ponto que merece destaque é que os relatórios são, na maioria das informações, basea- dos em estimativas, julgamentos e modelos e não em descrições ou retratos exatos. Certo. 020. (CESPE/FUNPRESP-EXE/CONTABILIDADE E FINANÇAS/2016) Acerca da estrutu- ra conceitual básica da contabilidade, dos planos de contas, dos lançamentos e da apura- ção de resultados bem como da estrutura das demonstrações contábeis, julgue os itens que se seguem. A verificabilidade, uma das características qualitativas de melhoria, é aquela que garante a uniformidade das demonstrações contábeis, dando segurança ao usuário sobre a adoção de métodos semelhantes para contabilização de itens idênticos. A verificabilidade é uma característica de melhoria e está relacionada com a capacidade de comprovação de uma informação pelos usuários. A utilização de métodos uniformes tem rela- ção com o atributo da comparabilidade. Errado. 021. (CESPE/MPU/ANALISTA ATUARIAL/2015) Julgue o item seguinte, acerca dos compo- nentes patrimoniais, suas características e contabilização. As despesas configuram perdas nos benefícios econômicos de uma entidade, sob a forma de redução de ativos ou acréscimo de passivos, não estando relacionadas a distribuição de recursos a sócios/acionistas. A assertiva cobra literalmente o conceito de despesa apresentado na estrutura conceitual. As transações com os sócios como: aumento de capital, saída de sócios e pagamento de dividen- dos, não são tratadas como receitas ou despesas. Não esqueçam que toda despesa diminui o PL, contudo nem toda diminuição do PL é despesa. Certo. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para CONCURSEIRA - 02891961919, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 141 de 148www.grancursosonline.com.br Lei n. 6.404/1976 e Legislação Complementar CONTABILIDADE Claudio Zorzo 022. (CESPE/TCE-RN/AUDITOR/2015) Com relação aos princípios, às normas, às teorias e às práticas contábeis vigentes, julgue o item que se segue. A essência sobre a forma é conceito indispensável para o cumprimento da característica qua- litativa da representação fidedigna, ao passo que a prudência, por ser inconsistente com a neutralidade, é incompatível com a representação fidedigna. A essência sobre a forma foi retirada na revisão do pronunciamento conceitual por ser con- siderada uma redundância, pois para a contabilidade a representação fidedigna exige que o controle sobreponha a propriedade. A prudência foi excluída por ser contraria à neutralidade, uma característica da representação fidedigna. Certo. 023. (CESPE/FUB/TÉCNICO CONTÁBIL/2018) Julgue o item a seguir, relativo a conceitos, objetivos e finalidades da contabilidade. A contabilidade se define, atualmente, como a ciência do patrimônio, cujo objetivo é captar os elementos sensíveis, perceptíveis e habituais de transações que afetem a riqueza das or- ganizações. O objetivo da contabilidade é fornecer informações úteis aos usuários internos e externos. Errado. 024. (CESPE/DPF/ESCRIVÃO DE POLÍCIA/2018) Uma instituição europeia, ao analisar de- monstrações contábeis de entidades brasileiras com a finalidade de realizar investimentos, tomou conhecimento de que os relatórios financeiros publicados no Brasil possuem diversos atributos, entre eles as características qualitativas fundamentais da relevância e da represen- tação fidedigna. A respeito dessa situação hipotética, julgue o próximo item. Se uma demonstração contábil analisada tiver valor confirmatório para a investidora, então a característica da relevância estará presente na informação. A informação contábil-financeira é capaz de fazer diferença nas decisões se tiver valor prediti- vo, valor confirmatório ou ambos. A informação contábil-financeira tem valor confirmatório se retroalimentar – servir de feedba- ck – avaliações prévias (confirmá-las ou alterá-las). Certo. 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II – O subgrupo reserva de reavaliação, componente do patrimônio líquido, foi extinto e subs- tituído pelo subgrupo ajustes de avaliação patrimonial, após alterações na Lei n.º 6.404/1976. III – Alterações da Lei n.º 6.404/1976 criaram o grupo ativo não circulante, que inclui o subgru- po intangível, no qual deve ser classificado o fundo de comércio adquirido. IV – A partir da promulgação da Lei n.º 11.941/2009, passou a ser vedadas a apresentação e a manutenção, nos balanços patrimoniais, de saldos a título de lucros acumulados no patrimô- nio líquido das sociedades, independentemente de sua forma de constituição. Estão certos apenas os itens a) I e II. b) I e III. c) II e IV. d) I, III e IV. e) II, III e IV. Estão certos os itens I e III. O item II está errado, a lei 11.638 proibiu a reavaliação, contudo, não extinguiu a reserva de reavaliação, assim, as empresas que possuíam saldo nesta conta poderiam mantê-lo até a sua realização. O item IV está errado, as determinações da nova lei eram para as Sociedades Anônimas e para as empresas de grande porte; as demais sociedades podem manter a conta lucro acumulado. Letra b. 026. (CESPE/SLU-DF/CONTADOR/2019) Com base nos pronunciamentos técnicos do Comi- tê de Pronunciamentos Contábeis e nas disposições da Lei n.º 6.404/1976 e suas alterações acerca de demonstrações contábeis, julgue o próximo item. A classificação de ativos e passivos como circulantes ou não circulantes deve obedecer ao ciclo operacional da empresa. A classificação de um item patrimonial em circulante ou não circulante leva em consideração o prazo de realização do ativo e de exigibilidade do passivo. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para CONCURSEIRA - 02891961919, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 143 de 148www.grancursosonline.com.br Lei n. 6.404/1976 e Legislação Complementar CONTABILIDADE Claudio Zorzo Estão no circulante todos os itens que se realizarão e que serão liquidados até o término do exercício social seguinte (1 ano da data das demonstrações contábeis); não havendo uma re- lação direta com o ciclo operacional da empresa. O ciclo operacional será o orientador da classificação dos itens patrimoniais em circulante ou não circulante quando for superior a 1 ano. A lei 6.404/76 trata do assunto em seus artigos 175 e 179. Art. 175. O exercício social terá duração de 1 (um) ano e a data do término será fixada no estatuto. Art. 179. (...) Parágrafo único. Na companhia em que o ciclo operacional da empresa tiver duração maior que o exercício social, a classificação no circulante ou longo prazo terá por base o prazo des- se ciclo. Errado. 027. (CESPE/TCE-RO/AUDITOR DE CONTROLE EXTERNO/2019) Segundo o Comitê de Pro- nunciamentos Contábeis (CPC – Estrutura Conceitual para Elaboração e Divulgação de Rela- tório Contábil-Financeiro), os relatórios contábeis-financeiros “objetivam fornecer informações que sejam úteis na tomada de decisões econômicas e avaliações por parte dos usuários em geral, não tendo o propósito de atender finalidade ou necessidade específica de determinados grupos de usuários”. Ainda que destinados a usuários em geral, esses relatórios destinam-se prioritariamente à tomada de decisão por parte a) dos administradores e gestores em geral. b) do fisco. c) dos governos em geral. d) dos órgãos supervisores. e) dos investidores existentes e potenciais. Vimos que as demonstrações contábeis são elaboradas para atender aos usuários externos, que são divididos em primário e secundário. O CPC 00 destaca que PRIMARIAMENTE o objetivo do relatório contábil-financeiro de propó- sito geral é fornecer informações que sejam úteis a investidores existentes e em potencial, a credores por empréstimos e a outros credores, quando da tomada decisão ligada ao forneci- mento de recursos para a entidade. Letra e. 028. (CESPE/TJ-AM/CONTADOR/2019) Com base no Pronunciamento Conceitual Básico (R1) — Estrutura Conceitual para Elaboração e Divulgação de Relatório Contábil-Financeiro — do Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), julgue o item seguinte. A forma legal é o elemento determinante para se concluir que uma obrigação se enquadra ou não na definição de passivo. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para CONCURSEIRA - 02891961919, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 144 de 148www.grancursosonline.com.br Lei n. 6.404/1976 e Legislação Complementar CONTABILIDADE Claudio Zorzo Atualmente, ao avaliar se um item se enquadra na definição de ativo, passivo ou patrimônio líquido, deve-se atentar para a sua essência econômica e não apenas para sua forma legal. É a aplicação prática da primazia da “essência econômica sobre a formalidade jurídica”, onde o que importa é o controle sobre os itens e não a sua propriedade. Errado. 029. (CESPE/TJ-AM/CONTADOR/2019) Com base no Pronunciamento Conceitual Básico (R1) — Estrutura Conceitual para Elaboração e Divulgação de Relatório Contábil-Financeiro — do Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), julgue o item seguinte. Uma entidade que controla determinado recurso, mas que não detém a sua propriedade, não deve reconhecê-lo como ativo na contabilidade, pois, independentemente de qualquer condi- ção, tal recurso não se enquadra na definição de ativo. Atualmente, ao avaliar se um item se enquadra na definição de ativo, passivo ou patrimônio líquido, deve-se atentar para a sua essência econômica e não apenas para sua forma legal. É a aplicação prática da primazia da “essência econômica sobre a formalidade jurídica”, onde o que importa é o controle sobre os itens e não a sua propriedade. Um exemplo que se encaixa neste contexto é o arrendamento mercantil, nele a propriedade é do arrendador (financeira), entretanto, o bem é registrado no ativo da arrendatária (usufrutuária). Errado. 030. (CESPE/SEFAZ-AL/AFRE/2020) Com base nas Normas Brasileiras de Contabilidade Ge- ral (NBC TG), julgue os próximos itens. Uma das características qualitativas fundamentais da informação financeira é a representação fidedigna, que preconiza que as informações financeiras sejam representações fiéis da forma legal dos fenômenos que elas se propõem a representar. Representação fidedigna é uma caraterística fundamental das informações contábeis. Representar fidedignamente um evento econômico quer dizer ser fiel ao fato, de forma neutra e sem um viés informacional, de forma mais simples, é falar a verdade, apresentar o que realmen- te acorreu segundo a ESSÊNCIA ECONÔMICA do fato, independentemente da sua forma legal. Errado. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para CONCURSEIRA - 02891961919, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 145 de 148www.grancursosonline.com.brLei n. 6.404/1976 e Legislação Complementar CONTABILIDADE Claudio Zorzo 031. (CESPE/SEFAZ-DF/AFRE/2020) No que se refere às características qualitativas funda- mentais da informação contábil-financeira, julgue o item seguinte. Para ser útil, a informação contábil deve, concomitantemente, ser relevante e representar com fidedignidade a realidade reportada: nem a representação fidedigna de fenômeno irrelevante, nem a representação não fidedigna de fenômeno relevante auxiliam os usuários a tomarem boas decisões. A utilidade da informação está relacionada com a sua relevância e a fidedignidade, ambas em conjunto. Certo. 032. (CESPE/SEFAZ-DF/AFRE/2020) Ao avaliar se um item se enquadra na definição de ativo, passivo ou patrimônio líquido, deve-se atentar para a sua essência subjacente e sua realidade econômica, e não apenas para sua forma legal. Segundo as normas contábeis atuais, deve prevalecer a essência econômica de uma informa- ção sobre a sua forma legal. Certo. 033. (CESPE/DPF/AGENTE/2021) A consistência é uma condição que favorece a compara- bilidade da informação contábil ao estabelecer que sejam utilizados os mesmos princípios ou políticas contábeis e a mesma base de elaboração para as demonstrações contábeis, pro- cedimento que vale de período para período dentro de uma mesma empresa, bem como em relação a um mesmo período contábil envolvendo empresas distintas. A comparabilidade consiste em fornecer informações para que o ou usuários consigam anali- sar as tendências e a atipicidades dos elementos das demonstrações da própria empresa ou com outra empresa; para que o usuário consiga comparar é necessário que a entidade respeite os atributos da consistência e da uniformidade no fornecimento de suas informações. Certo. 034. (CESPE/TCE-RJ/AUDITOR EXTERNO/2021) Com base no Pronunciamento Técnico CPC 00 (R2) — Estrutura Conceitual para Relatório Financeiro, julgue o item subsecutivo. Natureza e magnitude são os elementos que servem de base para se determinar a materiali- dade dos itens que compõem o relatório financeiro, devendo tais elementos ser analisados no contexto da entidade que reporta a informação. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para CONCURSEIRA - 02891961919, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 146 de 148www.grancursosonline.com.br Lei n. 6.404/1976 e Legislação Complementar CONTABILIDADE Claudio Zorzo A materialidade, atributo da característica da relevância, tem relação com o impacto da infor- mação nas decisões do usuário, sua importância tem relação com a natureza (qual informa- ção) ou magnitude (valor da informação), ou ambas, dos itens aos quais as informações se referem no contexto do relatório financeiro da entidade individual. Certo. 035. (CESPE/PC-SE/ESCRIVÃO/2021) Com relação aos conceitos fundamentais da contabi- lidade e seu mecanismo de registro de fatos administrativos, julgue o item que segue. Contabilidade é a ciência que estuda, interpreta e registra as variações expressas na equação fundamental do patrimônio, as quais afetam a situação líquida patrimonial. A contabilidade é uma ciência; ela estuda o patrimônio e suas variações, que podem mudar ou não a situação líquida. A banca deu como certa a resposta; entretanto, se a questão estiver restringindo ao objeto de estudo da contabilidade as variações que afetam o patrimônio, ela estaria errada. Entendo que na visão do Cespe, a questão quis dizer que a contabilidade estuda as variações patrimoniais que afetam a situação líquida. Certo. 036. (CESPE/PGDF/CONTADOR/2021) A estrutura conceitual para relatório financeiro tanto descreve o objetivo quanto os conceitos para a elaboração do relatório financeiro para fins gerais. Acerca desse assunto, julgue o próximo item. A utilidade da informação divulgada no relatório financeiro está diretamente relacionada à rele- vância e à fidedignidade daquilo que elas pretendem representar. Assim, quanto mais compre- ensível for a informação divulgada, mais útil ela será ao usuário interessado. Segundo o CPC 00 R2 as informações financeiras para serem úteis devem ser relevantes e representar fidedignamente aquilo que pretendem representar, sendo que a utilidade das in- formações financeiras é aumentada se forem comparáveis, verificáveis, tempestivas e com- preensíveis. Assim, quanto mais compreensível for a informação relevante e fidedigna, mais útil ela será. Certo. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para CONCURSEIRA - 02891961919, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 147 de 148www.grancursosonline.com.br Lei n. 6.404/1976 e Legislação Complementar CONTABILIDADE Claudio Zorzo 037. (CESPE/PGDF/CONTADOR/2021) A estrutura conceitual para relatório financeiro tanto descreve o objetivo quanto os conceitos para a elaboração do relatório financeiro para fins gerais. Acerca desse assunto, julgue o próximo item. Ao considerar a nova perspectiva do conservadorismo contábil, as decisões dos gestores de- vem fundamentar-se nas informações que geram valor confirmatório. Desse modo, a relevân- cia das informações financeiras não se vincula a informações que tenham valor preditivo. A informação relevante deve ser capaz de fazer diferença nas decisões que possam ser toma- das pelos usuários. Ela será capaz de fazer diferença nas decisões se tiver valor preditivo, valor confirmatório ou ambos. Errado. Claudio Zorzo Bacharel em Ciências Contábeis, pós-graduado em Análise Gerencial, Docência para Nível Superior, Auditoria e Perícia Contábil. É ex-servidor público do Executivo Federal – Ministério do Exército e ex- servidor público do Legislativo Federal – Assessor Parlamentar. Atualmente, é professor de Contabilidade e Auditoria Pública e Privada. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para CONCURSEIRA - 02891961919, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para CONCURSEIRA - 02891961919, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. _Hlk31722730 _Hlk31726829 _Hlk31729585 _Hlk31731237 _Hlk33512315 _Hlk13493375 _Hlk3026893 _Hlk19852069 F72787200 F72787201 F72787204 _Hlk33519783 F72787206 F72787208 art195A art196 art196§2 art197 art197§2 _Hlk22807912 _Hlk61272016 _Hlk22806712 _Hlk61272461 _Hlk57018802 _Hlk28348608 _Hlk43278310 _Hlk32585745 Lei n. 6.404/1976 e Legislação Complementar Apresentação Pronunciamentos Técnicos do CPC (Comitê de Pronunciamentos Contábeis) CPC 00 R2 - Estrutura Conceitual para Elaboração e Divulgação de Relatório Contábil-Financeiro Capítulo 1 - Objetivo do Relatório Financeiro para Fins Gerais Capítulo 2 - As Características Qualitativas de Informações Financeiras Úteis Informação relevante Representação Fidedigna Características de Melhoria da Informação Capítulo 3 - Demonstrações Contábeis e a Entidade Que Reporta Entidade que Reporta Capítulo 4 - Elementos das Demonstrações Contábeis Definição dos Elementos Capítulo 5 - Reconhecimento e Desreconhecimento Desreconhecimento Capítulo 6 - Mensuração Custo Histórico Valor Atual Capítulo 7 - Apresentação e Divulgação Capítulo 8 - Conceitos de Capital e Manutenção de Capital. Conceito de Manutenção de Capital Lei 6.404/1976 e Atualizações Principais Mudanças Apresentadas pelas Leis 11.638/07 e11.941/09 Resumo Questões de Concurso Gabarito Gabarito Comentado AVALIAR 5: Página 148: