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Este material é parte integrante do curso online "Enfermagem e a Saúde da Mulher" do 
EAD (www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a 
reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste material sem autorização 
prévia expressa do autor (Artigo 29). 
Com certificado 
online 
80 horas Enfermagem e a Saúde da 
Mulher 
Samara Calixto Gomes 
 
 
 
 
 
 
Este material é parte integrante do curso online “Enfermagem e a Saúde da Mulher” do 
EAD (www.enfermagemadistancia.com.br) conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a 
reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste material sem autorização 
prévia expressa do autor (Artigo 29). 
Enfermagem e a Saúde da 
Mulher 
Samara Calixto Gomes 
80 horas 
Com certificado 
online 
 
 
 
SUMÁRIO 
 
 
 
 
APRESENTAÇÃO .............................................................................................................. 5 
SAÚDE DA MULHER ........................................................................................................ 6 
QUADRO DE CONCEITOS .............................................................................................. 8 
PUBERDADE ...................................................................................................................... 9 
SISTEMA REPRODUTOR FEMININO ........................................................................ 11 
5.1 HORMÔNIOS FEMININOS .................................................................................... 11 
 
 
5.2 HORMÔNIOS SEXUAIS FEMININOS .................................................................. 11 
5.2.1 Funções do Estrogênio........................................................................................ 12 
5.2.2 Funções da Progesterona .................................................................................... 12 
CICLO MENSTRUAL...................................................................................................... 13 
6.1 CICLO MENSTRUAL NORMAL: .......................................................................... 14 
6.2 COMPONENTES FUNCIONAIS DO CICLO MENSTRUAL ............................... 14 
6.3 FASES DO CICLO OVARIANO ............................................................................. 14 
6.3.1 Fase Folicular ..................................................................................................... 14 
6.3.2 Ovulação ............................................................................................................. 15 
6.3.3 Fase Lútea ........................................................................................................... 15 
6.4 FASES DO CICLO UTERINO ................................................................................. 15 
AVALIAÇÃO PRÉ-CONCEPCIONAL ......................................................................... 17 
PLANEJAMENTO REPRODUTIVO ............................................................................. 19 
MÉTODOS ANTICONCEPCIONAIS ............................................................................ 20 
9.1 VOCÊ SABE DIFERENCIAR O PLANEJAMENTO FAMILIAR DO CONTROLE 
DE NATALIDADE? ....................................................................................................... 21 
9.1.1 Planejamento Familiar ........................................................................................ 21 
9.1.2 Controle de Natalidade ....................................................................................... 21 
MÉTODOS CONTRACEPTIVOS .................................................................................. 22 
10.1 MÉTODOS NATURAIS OU COMPORTAMENTAIS ......................................... 23 
10.1 1 Temperatura Basal ............................................................................................ 23 
10.1.2 Tabela de Ogino-Knauss (Tabelinha) ............................................................... 23 
10.1.3 Método de Billings ou do Muco Cervical ........................................................ 24 
10.1.4 Lactação-Amenorreia ....................................................................................... 24 
10.2 MÉTODOS DE BARREIRA .................................................................................. 25 
10.2.1 Preservativo ...................................................................................................... 25 
10.2.1 Diafragma ......................................................................................................... 25 
10.2.2 Espermicidas ..................................................................................................... 25 
10.3 Métodos Hormonais ................................................................................................ 26 
10.3.1 Pílula ................................................................................................................. 26 
10.3.2 Pílula do Dia Seguinte ...................................................................................... 26 
10.4 MÉTODOS MECÂNICOS ..................................................................................... 27 
10.4.1 DIU - Dispositivo Intra Uterino........................................................................ 27 
DIAGNÓSTICO DA GRAVIDEZ ................................................................................... 28 
PRE-NATAL ...................................................................................................................... 30 
PREVENÇÃO DO CÂNCER GENITAL E DE MAMA ............................................... 31 
ASSISTÊNCIA A MULHER NO CLIMATÉRIO ......................................................... 33 
14.1 SAÚDE BUCAL NO CLIMATÉRIO ..................................................................... 35 
VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER ............................................................................. 37 
AVALIAÇÃO..................................................................................................................... 39 
REFERÊNCIAS................................................................................................................. 42 
 
 
Unidade 1 – Apresentação 
 
 
5 
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conforme a lei nº 9.610/98. É proibida a reprodução total e parcial ou divulgação comercial deste material sem autorização prévia 
expressa do autor (Artigo 29). 
01 
APRESENTAÇÃO 
 
 
 
 
A manutenção da boa saúde da mulher exige uma série de cuidados e atitudes preventivas. 
Cada mulher tem uma história e um corpo diferente das outras mulheres e que 
devem ser analisadas cuidadosamente com a supervisão de um médico, para garantir uma 
vida saudável e sem surpresas. 
Neste curso, faremos uma revisão sobre os principais pontos que prejudicam a 
saúde da mulher. Ao realizar o curso, o enfermeiro será capaz de prestar assistência 
sistematizada e integral à mulher nas diversas fases do ciclo vital. 
 
Enfermagem e a Saúde da Mulher 
 
 
6 
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expressa do autor (Artigo 29). 
02 
SAÚDE DA MULHER 
 
 
 
 
De acordo com o Ministério da Saúde, as mulheres compõem a maioria da população 
brasileira e são as principais usuárias do Sistema Único de Saúde (SUS). 
Além de buscarem os serviços de saúde para o seu próprio atendimento, 
acompanham crianças e outros familiares, como pessoas idosas, com deficiência, vizinhos 
e amigos. Também são também cuidadoras, não só das crianças ou outros membros da 
família, mas também de pessoas da vizinhança e da comunidade. 
A situação de saúde de um indivíduo envolve diversosaspectos da vida, como a re-
lação com o meio ambiente, o lazer, a alimentação e as condições de trabalho, moradia e 
renda. No caso das mulheres, os problemas são agravados pela discriminação nas relações 
de trabalho e a sobrecarga com as responsabilidades com o trabalho doméstico. 
Mulheres vivem mais do que os homens. Entretanto, adoecem com mais frequência. 
E essa vulnerabilidade está mais relacionada com a situação de discriminação na sociedade 
do que com fatores biológicos. 
Existem vários conceitos sobre saúde da mulher. Conceitos mais restritos abordam 
apenas aspectos da biologia e anatomia do corpo feminino e outros mais amplos que 
interagem com dimensões dos direitos humanos e questões relacionadas à cidadania. 
No primeiro, o corpo da mulher é visto apenas na sua função reprodutiva e a 
maternidade torna-se seu principal atributo, limitando a saúde da mulher à saúde materna 
ou à ausência de enfermidade associada ao processo de reprodução biológica. Nesse caso 
estão excluídos os direitos sexuais e as questões de gênero. 
Com o novo conceito de saúde, essa realidade começa a mudar. Além do aspecto 
reprodutivo, as desigualdades sociais se revelam no processo de adoecer e morrer das 
populações. 
O relatório sobre a situação da População Mundial (2014) demonstra que o número 
de mulheres que vivem em situação de pobreza é superior ao de homens, que as mulheres 
trabalham durante mais horas do que os homens e que, pelo menos, metade do seu tempo é 
Unidade 2 – Saúde da Mulher 
 
7 
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expressa do autor (Artigo 29). 
gasto em atividades não remuneradas, o que diminui o seu acesso aos bens sociais, 
inclusive aos serviços de saúde, o que implica num forte impacto em suas condições. 
Enfermagem e a Saúde da Mulher 
 
 
8 
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03 
QUADRO DE CONCEITOS 
 
 
 
 
Antes de nos aprofundarmos nos estudos de saúde da mulher, vamos conhecer alguns 
termos sobre o tema: 
Amenorreia: Ausência de menstruação. 
Climatério: é a fase da vida em que ocorre a transição do período reprodutivo ou 
fértil para o não reprodutivo, devido à diminuição dos hormônios sexuais produzidos pelos 
ovários. 
Menacme: Período reprodutivo da mulher. Inicia-se após a puberdade. 
Menarca: Primeira menstruação. 
Menopausa: é a última menstruação da mulher. É o evento marcante do climatério. 
Geralmente ocorre dos 45 aos 55 anos e só pode ser diagnosticada após 12 meses de 
amenorreia. 
Menstruação: Sangramento genital de origem intrauterina, periódico e temporário 
na mulher e que se manifesta aproximadamente em cada mês. Inicia-se com a menarca e 
termina com a menopausa. 
Perimenopausa: É o período no qual surgem as irregularidades menstruais, os 
distúrbios neurovegetativos e alterações psicoemocionais. Ela inicia-se em torno de 5 anos 
antes da menopausa e acaba 12 meses após. 
Telarca: Desenvolvimento do tecido e botão mamário. 
 
Unidade 4 – Puberdade 
 
9 
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04 
PUBERDADE 
 
 
 
 
Na infância nosso corpo ainda não está totalmente formado. Na adolescência, acontece a 
transição da infância para a fase adulta, que chamamos de Puberdade. 
A Puberdade é um momento de transformações físicas e biológicas e de oscilações 
emocionais ocasionadas pelas alterações hormonais que o corpo sofre. 
O corpo está voltado nessa fase para a produção dos hormônios sexuais que são 
diferentes para meninos e meninas. Os meninos produzem a testosterona e as meninas o 
estrógeno. 
Nessa fase o crescimento se acelera, os órgãos sexuais ganham forma e a fertilidade 
se inicia. É um processo difícil tanto para o adolescente, que vai viver essas 
transformações, como para os que o rodeiam que terão de se adaptar às alterações de 
humor e às crises existenciais vividas por ele. 
Apesar de tudo isso essas transformações são necessárias para a manutenção da 
espécie humana, pois todo esse processo tem como objetivo de adaptar tanto a mulher 
quanto o homem para a capacidade de reprodução. 
No corpo masculino a puberdade ocorre geralmente entre a faixa etária dos 12 aos 
14 anos de idade, e para o biótipo feminino esse marco caracteriza-se a partir da primeira 
menstruação, também denominada de menarca, conferindo maturidade por volta dos 10 
aos 13 anos de idade. 
Além da menarca, outros acontecimentos caracterizam essa fase. São eles: 
• O desenvolvimento da genitália; 
• Crescimento dos seios (telarca); 
• Aparecimento de pelos pubianos na genitália e nas axilas; 
Enfermagem e a Saúde da Mulher 
 
 
10 
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expressa do autor (Artigo 29). 
• Definição das formas do corpo acarretada pelo acúmulo de tecido adiposo em 
determinadas partes (quadris, coxas); 
• Surgimento de erupções na pele (acne). 
• Diminuição no crescimento ósseo; 
• Expansão óssea da cintura pélvica (bacia); 
• Aumento do desejo sexual. 
 
Unidade 5 – Sistema Reprodutor Feminino 
 
11 
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05 
SISTEMA REPRODUTOR FEMININO 
 
 
 
 
A Pituitária, também conhecia como Hipófise anterior, não secreta praticamente nenhum 
hormônio gonadotrópico até a idade de 10 a 14 anos. 
A partir da Puberdade, começa a secretar dois hormônios gonadotrópicos. 
Inicialmente, secreta principalmente o hormônio folículo-estimulante (FSH), que inicia a 
vida sexual na menina em crescimento. Em seguida, secreta o hormônio luteinizante (LH), 
que auxilia no controle do ciclo menstrual. 
 
 
5.1 HORMÔNIOS FEMININOS 
Hormônio Folículo-Estimulante: Causa a proliferação das células foliculares ovarianas e 
estimula a secreção de estrógeno, levando as cavidades foliculares a desenvolverem-se e 
crescerem. 
Hormônio Luteinizante: Aumenta ainda mais a secreção das células foliculares, 
estimulando a ovulação. 
 
 
5.2 HORMÔNIOS SEXUAIS FEMININOS 
Os dois hormônios ovarianos, o estrogênio e a progesterona, são responsáveis pelo 
desenvolvimento sexual da mulher e pelo ciclo menstrual. Esses hormônios, como os 
hormônios adrenocorticais e o hormônio masculino testosterona, são compostos esteroides, 
formados, principalmente, de um lipídio, o colesterol. 
Enfermagem e a Saúde da Mulher 
 
 
12 
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Os estrogênios são vários hormônios diferentes chamados estradiol, estriol e 
estrona, mas que têm funções idênticas e estruturas químicas muito semelhantes. Por esse 
motivo, são considerados juntos, como um único hormônio. 
 
5.2.1 Funções do EstrogênioO estrogênio induz as células de vários locais do organismo, a proliferarem-se, ou seja, 
aumentar em número. A musculatura lisa do útero, por exemplo, aumenta tanto que o 
órgão, após a puberdade, chega a duplicar ou, mesmo, a triplicar de tamanho. 
Todas as características que distinguem a mulher do homem, que foram citadas 
anteriormente, são devido ao estrogênio e a razão básica do desenvolvimento dessas 
características é o estímulo à proliferação dos elementos celulares em certas regiões do 
corpo. 
O estrogênio também estimula o crescimento de todos os ossos logo após a 
puberdade, mas promove rápida calcificação óssea, fazendo com que as partes dos ossos 
que crescem se "extingam" dentro de poucos anos, de forma que o crescimento estaciona. 
Nessa fase, a mulher cresce mais rapidamente que o homem até os primeiros anos 
da puberdade. O estrogênio tem, outrossim, efeitos muito importantes no revestimento 
interno do útero, o endométrio, no ciclo menstrual. 
 
5.2.2 Funções da Progesterona 
A progesterona tem pouco a ver com o desenvolvimento dos caracteres sexuais femininos. 
Está principalmente relacionada com a preparação do útero para a aceitação do embrião e à 
preparação das mamas para a secreção láctea. 
Esse hormônio também aumenta o grau da atividade secretória das glândulas 
mamárias e, também, das células que revestem a parede uterina, acentuando o 
espessamento do endométrio e fazendo com que ele seja intensamente invadido por vasos 
sanguíneos. 
Determina, ainda, o surgimento de numerosas glândulas produtoras de glicogênio. 
E durante a gestação, uma de suas mais importantes funções é a de inibir as contrações do 
útero e impedir a expulsão do embrião implantado ou do feto em desenvolvimento. 
 
Unidade 6 – Ciclo Menstrual 
 
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06 
CICLO MENSTRUAL 
 
 
 
 
O Ciclo Menstrual representa mudanças fisiológicas recorrentes relacionadas ao sistema 
reprodutivo, que ocorrem em mulheres em idade reprodutiva. Esse ciclo fica sob o controle 
do sistema hormonal e é necessário para a reprodução. 
Em outras palavras, é o conjunto de eventos endócrinos interdependentes do eixo 
hipotálamo - hipófise - ovário e as modificações fisiológicas no organismo que são 
consequentes a estes eventos, e visam à preparação para a ovulação e para uma futura 
gravidez. 
Esse ciclo pode ser dividido em várias fases, e a duração de cada fase difere de 
mulher para mulher e de ciclo para ciclo. A menstruação inicia-se na metade da puberdade, 
geralmente entre os 11 e 12 anos, ainda que possa acontecer dentro do intervalo dos 10 até 
os 18 anos. 
A partir da menarca, a mulher continua menstruando até os 49 ou 50 anos, podendo 
estender-se até os 55 anos, até menopausa, que será discutida mais adiante. 
Um ciclo menstrual normalmente varia de 20 a 36 dias, sendo que a maioria das 
mulheres tem um ciclo de 28 dias. Normalmente dura de 4 a 6 dias, podendo em algumas 
mulheres variar de 2 a 8 dias. 
Cada mulher reage de forma distinta quando está menstruada, podendo ocorrer 
alguns destes sintomas: 
• Aumento do desejo sexual; 
• Dores no abdome (cólicas); 
• Dores nas pernas; 
• Dores de cabeça (enxaqueca); 
• Mau humor/ irritação/depressão; 
Enfermagem e a Saúde da Mulher 
 
 
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expressa do autor (Artigo 29). 
• Dores nos seios. 
Esses sintomas são chamados de “síndrome pré-menstrual”. 
 
 
6.1 CICLO MENSTRUAL NORMAL: 
• Duração do Ciclo Menstrual Normal: 21 a 35 dias; 
• Duração do Fluxo Menstrual: 2 a 6 dias; 
• Perda Sanguínea: 20 a 60 ml; 
• Fases do Ciclo Ovariano: Folicular e Lútea; 
• Fases do Ciclo Uterino: Proliferativa, Secretora e Menstrual. 
 
 
6.2 COMPONENTES FUNCIONAIS DO CICLO MENSTRUAL 
Como já foi dito, o ciclo menstrual é uma interação entre o hipotálamo, a hipófise e os 
ovários, onde os principais hormônios, responsáveis pela ação desse ciclo, é o Hormônio 
liberador de gonadotrofina (GnRH), um dos hormônios-hipotalâmicos. 
 
 
6.3 FASES DO CICLO OVARIANO 
 
6.3.1 Fase Folicular 
Período em que o folículo dominante é selecionado e desenvolvido até se tornar um 
folículo maduro. Durante essa fase, o revestimento do útero fica mais espesso, estimulado 
ao aumentar gradualmente as quantidades de estrogênio. Ao longo desse processo, o FSH e 
o estrogênio aumentam a quantidade de receptores para FSH. 
Os folículos no ovário começam a desenvolver-se sob a influência de hormônios e 
depois de vários dias um folículo (ou ocasionalmente dois) fica dominante. Os folículos 
não dominantes atrofiam e morrem. Então, o folículo dominante libera um ovo em um 
evento chamado ovulação. 
Unidade 6 – Ciclo Menstrual 
 
15 
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6.3.2 Ovulação 
A ovulação ocorre aproximadamente 32 a 36 horas após o início da elevação dos níveis de 
estradiol. Se o ovo não for fertilizado por espermatozoide em até 1 dia após a ovulação ele 
morrerá e será absorvido pelo corpo da mulher. 
 
6.3.3 Fase Lútea 
Compreende o período da ovulação até o aparecimento da menstruação. 
Depois da ovulação, durante a fase luteal, os restos do folículo dominante no 
ovário transformam-se em corpo lúteo, o qual tem como função principal produzir grandes 
quantidades de Progesterona. Sob a influência da progesterona, o endométrio (revestimento 
do útero) muda para se preparar a uma possível implantação do embrião. 
Se a implantação do embrião não ocorrer dentro de aproximadamente duas 
semanas, o corpo lúteo morrerá causando queda brusca nos níveis de progesterona e 
estrogênio. Essa queda nos níveis hormonais faz com que o útero elimine seu revestimento 
em um processo chamado menstruação. 
 
 
6.4 FASES DO CICLO UTERINO 
O útero é um órgão musculado revestido internamente por uma mucosa muito 
vascularizada, o Endométrio. Esta mucosa uterina sofre transformações ao longo do ciclo, 
com a função de criar condições adequadas para que o óvulo fecundado se aloje no 
endométrio, e aí se desenvolva o embrião e, posteriormente, o feto ao longo dos 9 meses. 
As transformações que ocorrem no endométrio podem ser agrupadas em três fases: 
Fase Menstrual: Ocorre do 1º ao 5º dia. Caracteriza-se por uma ruptura irregular 
do endométrio. Isso acontece quando não há fecundação, sendo essa parede uterina, 
destruída cerca de 4/5 mm da sua espessura. Esses fragmentos de tecido e sangue 
proveniente dos vasos que irrigam a parede do útero são libertados constituindo a 
menstruação. 
A menstruação é uma hemorragia e marca o início de todo o ciclo sexual feminino. 
Lembrando que, o 1º dia de sangramento é o 1º dia do Ciclo Menstrual. 
Fase Proliferativa: Ocorre do 6º ao 14º dia. Logo após a menstruação a mucosa 
uterina é reconstituída, em que os vasos sanguíneos e tecidos são reconstituídos, passando 
de 1 a 5 mm de espessura. 
Enfermagem e a Saúde da Mulher 
 
 
16 
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Fase Secretora: Ocorre do 15º ao 28ºdia. Caracteriza-se pela atuação da 
progesterona produzida pelo corpo lúteo em contraposição à ação estrogênica. O 
endométrio enriquece-se de glândulas e vasos sanguíneos. 
As glândulas produzem um muco que é particularmente abundante na ovulação. 
Deste modo, o útero está pronto para receber e alojar nesta camada um embrião. Caso não 
tenha ocorrido uma fecundação esta camada degenera, iniciando-se assim um novo ciclo 
com a fase menstrual. 
Unidade 7 – Avaliação Pré-Concepcional 
 
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07 
AVALIAÇÃO PRÉ-CONCEPCIONAL 
 
 
 
 
Consideramos Avaliação pré-concepcional, a consulta que o casal realiza antes de uma 
gravidez, com o objetivo de identificar fatores de risco ou doenças que possam alterar a 
evolução normal de uma futura gestação. 
É um instrumento importante para a redução dos índices de morbidade e 
mortalidade materna e infantil. 
Sabemos que a maioria das gestações não é inicialmente planejada, embora possam 
ser desejadas. Esse não planejamento deve-se à falta de orientação ou de oportunidade para 
a aquisição de um método Anticoncepcional, e isso ocorre comumente com adolescentes. 
As atividades a serem desenvolvidas na avaliação pré-concepcional devem incluir 
anamnese e exame físico, com exame ginecológico completo, além de alguns exames 
laboratoriais. 
É recomendada a realização do Exame Clínico das Mamas (ECM) em qualquer 
idade e do exame preventivo do câncer do colo do útero uma vez ao ano e, após dois 
exames normais, a cada três anos, principalmente na faixa etária de risco (25 a 59 anos). 
Podem ser instituídas ações específicas quanto aos hábitos e estilo de vida, tais como: 
• Alimentação adequada; 
• Riscos do tabagismo e do uso rotineiro de bebidas alcoólicas e outras drogas; 
• Orientações quanto ao uso de medicamentos e, quando necessário, realizar 
substituição para drogas com menores efeitos sobre o feto; 
• Avaliação das condições de trabalho, com orientação sobre os riscos nos casos de 
exposição a tóxicos ambientais; 
• Administração preventiva de ácido fólico para a prevenção de defeitos congênitos 
do tubo neural; 
Enfermagem e a Saúde da Mulher 
 
 
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• Orientação para registro sistemático do ciclo menstrual; 
• Estímulo para que o intervalo entre as gestações seja de, no mínimo, 2 anos. 
 
Unidade 8 – Planejamento Familiar 
 
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08 
PLANEJAMENTO REPRODUTIVO 
 
 
 
 
A regulamentação do planejamento reprodutivo no Brasil, por meio da Lei n.º 9.263/96, 
foi conquista importante para mulheres e homens no que diz respeito à afirmação dos 
direitos reprodutivos. 
Conforme consta na referida Lei, o planejamento reprodutivo é entendido “como o 
conjunto de ações de regulação da fecundidade que garanta direitos iguais de constituição, 
limitação, ou aumento da prole pela mulher, pelo homem, ou pelo casal” (art. 2º). 
A atenção em planejamento familiar contribui para a redução da morbimortalidade 
materna e infantil, pois: 
• Diminui o número de gestações não desejadas e de abortamentos provocados; 
• Diminui o número de cesáreas realizadas para fazer a ligadura tubária; 
• Diminui o número de ligaduras tubárias por falta de opção e de acesso a outros 
métodos anticoncepcionais; 
• Aumenta o intervalo entre as gestações, contribuindo para diminuir a frequência de 
bebês de baixo peso e para que os bebês sejam adequadamente amamentados; 
• Possibilita a prevenção e/ou postergação de gravidez em mulheres adolescentes ou 
com patologias crônicas, tais como diabetes, cardiopatias, hipertensão, portadoras 
do HIV, entre outras. 
Enfermagem e a Saúde da Mulher 
 
 
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expressa do autor (Artigo 29). 
09 
MÉTODOS ANTICONCEPCIONAIS 
 
 
 
 
O planejamento de uma gestação é fundamental, principalmente para adolescentes e 
adultos jovens sexualmente ativos, que devem ser orientados precocemente, uma vez que a 
idade para início das relações sexuais está diminuindo cada vez mais, enquanto estão 
aumentando o número de adolescentes grávidas. 
No Brasil, evitar filhos é uma tarefa assumida, quase exclusivamente, pelas 
mulheres. Os homens geralmente associam a diminuição de sua potência sexual ao uso de 
algum método para evitar filhos. 
Como o governo não tinha um programa que garantisse meios para a mulher e/ou o 
homem evitar filhos, algumas organizações não governamentais iniciaram esta atividade 
em nosso país, inicialmente distribuindo pílulas e em seguida oferecendo a laqueadura das 
trompas, que é irreversível. 
Em 1984 o Ministério da Saúde elaborou o Programa de Assistência Integral à 
Saúde da Mulher (PAISM), que recomenda aos serviços de saúde a implantação da 
atividade de Planejamento Familiar oferecendo todos os meios de evitar ou de ter filhos 
garantindo que o casal possa fazer uma opção livre e consciente, escolhendo o método que 
melhor responde às suas necessidades. 
Portanto, Planejamento Familiar (PF) é a atividade que visa ofertar informações e 
meios, para que as pessoas possam decidir livre, consciente e responsavelmente a respeito 
do número e da época de terem seus filhos. Sua maior importância é o controle de 
Natalidade de um país. 
Fator importante na origem de problemas sociais. É um direito humano básico, 
inserido na Constituição Federal. Atividade de saúde regulamentada pela Lei do 
Planejamento Familiar, a Lei 9.263de 12 de janeiro de 1996, que diz: 
Artigo 1º - O planejamento familiar é direito de todo cidadão. 
Unidade 9 – Métodos Anticoncepcionais 
 
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expressa do autor (Artigo 29). 
Artigo 2º - Entende-se planejamento familiar como o conjunto de ações de 
regulação da fecundidade que garanta direitos iguais de constituição, limitação ou aumento 
da prole. 
Artigo 4º: O planejamento familiar orienta-se por ações preventivas e educativas e 
pela garantia de acesso igualitário a informação, meios, métodos e técnicas disponíveis 
para a regulação da fecundidade. 
Artigo 9º: Para o exercício do direito ao planejamento familiar, serão oferecidos 
todos os métodos e técnicas de concepção e contracepção cientificamente aceitos e que não 
coloquem em risco a vida e a saúde das pessoas, garantida a liberdade de opção. 
Artigo 12º: É vedada a indução ou instigação, individual ou coletiva à prática de 
esterilização cirúrgica. 
Artigo 13º: É vedada a exigência de atestado de esterilização ou teste de gravidez 
para quaisquer fins. 
Em alguns países, onde não é o caso do Brasil, existe o Controle de Natalidade. 
 
 
9.1 VOCÊ SABE DIFERENCIAR O PLANEJAMENTO FAMILIAR DO 
CONTROLE DE NATALIDADE? 
 
9.1.1 Planejamento Familiar 
É o direito à informação,à assistência especializada e acesso aos recursos que permitam 
optar livre e conscientemente por ter ou não filhos, o número, o espaçamento entre eles e a 
escolha do método anticoncepcional mais adequado, sem coação. 
 
9.1.2 Controle de Natalidade 
É uma ação governamental com a preocupação de estipular metas para crescimento “ideal” 
da população, quer dizer, onde o governo determina quantos filhos o casal deve ter. 
 
Enfermagem e a Saúde da Mulher 
 
 
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10 
MÉTODOS CONTRACEPTIVOS 
 
 
 
 
Entende-se por Métodos Contraceptivos são as formas utilizadas por mulheres, homens e 
casais para evitar ou promover uma gravidez. Alguns métodos servem somente para evitar 
filhos, outros sevem para ajudar a mulher a engravidar. 
Os métodos contraceptivos podem ser divididos didaticamente em: 
• Naturais ou Comportamentais; 
• Lactação-amenorreia 
• De Barreira; 
• Mecânicos; 
• Métodos Hormonais 
• Cirúrgicos. 
A escolha do método contraceptivo deve ser sempre personalizada levando-se em 
conta fatores como idade, números de filhos, compreensão e tolerância ao método, desejo 
de procriação futura e a presença de doenças crônicas que possam agravar-se com o uso de 
determinado método. Como todos os métodos têm suas limitações, é importante que 
saibamos quais são elas, para que eventualmente possamos optar por um dos métodos. 
Todavia, na orientação sobre os métodos anticoncepcionais deve ser destacada a 
necessidade da dupla proteção que seria a contracepção e prevenção as DST e HIV/AIDS, 
mostrando a importância dos métodos de barreira, como os preservativos masculinos ou 
femininos. 
 
 
Unidade 10 – Métodos Contraceptivos 
 
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10.1 MÉTODOS NATURAIS OU COMPORTAMENTAIS 
São aqueles em que o casal ou a pessoa pode utilizar para evitar ou obter uma gravidez, 
identificando o período fértil da mulher. Os métodos naturais mais utilizados: 
 
10.1 1 Temperatura Basal 
Esse método é baseado na alteração térmica que o corpo apresenta quando ocorre a 
ovulação. 
A temperatura se eleva devido ao aumento hormonal (progesterona). Por ocasião da 
ovulação acontece uma ligeira queda na temperatura corpórea e após há uma elevação de 
aproximadamente 0,5 °C em relação às medidas basais (as da primeira fase do ciclo). 
Esta permanecerá elevada até a próxima menstruação. O 4º dia após a elevação da 
temperatura é considerado o provável fim do período fértil. Observe que nos 14 dias após a 
ovulação a temperatura é superior. 
 
10.1.2 Tabela de Ogino-Knauss (Tabelinha) 
A tabelinha é um método que ajuda a mulher a descobrir a época do mês em que ela pode 
ficar grávida. Esta época chama-se período fértil. É importante ter um calendário para 
marcar a cada mês o início do ciclo menstrual. Consiste em suspender as relações sexuais 
no período fértil da mulher. Esse método é baseado na premissa de que os ciclos 
menstruais são relativamente constantes e por isso o período fértil do mês subsequente 
pode ser estimado pelo ciclo anterior. 
Para Ciclos Regulares: o Período Fértil acontece 14 dias antes da próxima 
menstruação. 
Para Ciclos Irregulares: a mulher deve anotar pelo menos os 6 últimos ciclos e a 
partir daí estimar o início de período fértil subtraindo 18 dias do comprimento do ciclo 
mais curto, e estimar o fim do período fértil subtraindo 11 dias do ciclo mais longo. 
Exemplo: Uma mulher que anotou seus ciclos menstruais durante 6 meses, e teve 
um ciclo que chegou até 33 dias, e outro, mais curto de 26 dias, deverá: 
• Subtrair 18 dias do ciclo mais curto de 26 dias (26 - 18 = 8); 
• Subtrair 11 dias do ciclo mais longo de 33 dias (33 - 11 = 22), então, esta mulher 
deverá fazer abstinência a partir do 8º dia até o 22º dia do ciclo. 
O índice de falha deste método é muito grande, aproximadamente 40 por 100 
mulheres/ano. 
Enfermagem e a Saúde da Mulher 
 
 
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10.1.3 Método de Billings ou do Muco Cervical 
Assim como no método da tabelinha, este também é um método de abstinência. Para 
detectar o seu período fértil, neste método, a mulher precisa observar e reconhecer o tipo 
de secreção presente no colo do útero. A mulher deve ser orientada a respeito das 
mudanças que o estrogênio provoca no muco cervical na metade do ciclo. O muco cervical 
aumenta em quantidade, fica filante e transparente no período ovulatório, lembrando o 
aspecto de clara de ovo. O papel do muco cervical é proteger os espermatozoides do meio 
ácido vaginal e também capacitar os espermatozoides para poder haver fertilização. 
O método é limitado, pois sua eficácia como contraceptivo é pequena. Para sua 
utilização é necessário treinamento e disciplina, além do que várias doenças (tais como os 
corrimentos) interferem na qualidade do muco. A mulher deve examinar o muco 
diariamente, colocando o dedo na vagina e, em seguida, observando que tipo de secreção 
está presente. 
O aspecto do muco é mais importante do que a quantidade. O que interessa é se ele 
é pastoso, líquido, elástico, ou se não aparece. No início, é bom se examinar 2 ou 3 vezes 
ao dia. Depois, com a prática, uma vez só por dia é suficiente. Recomenda-se que o exame 
seja feito sempre na mesma hora. Anotar as diferenças do muco durante todo o mês. Isto 
ajudará a memorizar quais são os dias férteis. 
 
10.1.4 Lactação-Amenorreia 
A secreção irregular de GnRH interfere na liberação do hormônio folículo estimulante 
(FSH) e do hormônio luteinizante (LH) 
Principais requisitos: 
• Aleitamento exclusivo 
• Seis primeiros meses pós-parto 
• Ausência de menstruação 
• Intervalo entre as mamadas não superior a 5 horas 
• Risco de gravidez: 2% 
• Permite o espaçamento das gestações 
 
 
Unidade 10 – Métodos Contraceptivos 
 
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10.2 MÉTODOS DE BARREIRA 
São aqueles que evitam a gravidez através do impedimento da ascensão dos 
espermatozoides ao útero. São métodos que colocam obstáculos mecânicos ou químicos à 
penetração dos espermatozoides no canal cervical. Atualmente, com a crescente incidência 
das DSTs, houve uma revalorização do uso dos métodos de barreira (preservativos). 
 
10.2.1 Preservativo 
Também chamado de camisinha, camisa de vênus, condom. Existe na versão masculina e 
Feminina. 
Masculino: é o método de barreira mais difundido no mundo. Consiste em um 
envoltório de látex ou membrana que recobre o pênis durante o ato sexual e retém o 
esperma por ocasião da ejaculação. Oferece proteção contra DST. 
Feminino: é um contraceptivo de barreira vaginal de poliuretano. Adequadamente 
posicionado recobre a cérvice uterina, paredes vaginais e parte da vulva. Devido à grande 
área genital tanto feminina quanto masculina recoberta, oferece proteção efetiva contra a 
transmissão de doenças sexualmente transmissíveis. É mais resistente e durável que o 
preservativo masculino, com a vantagemde poder ser inserido fora do intercurso sexual, 
ficando seu uso sob controle feminino. 
 
10.2.1 Diafragma 
O diafragma é um método vaginal de anticoncepção, que consiste em um capuz macio de 
borracha côncavo com borda flexível, que cobre o colo uterino. É colocado na vagina antes 
da relação sexual. Deve ser utilizado com geleia ou creme espermicida. 
 
10.2.2 Espermicidas 
Eles matam os espermatozoides. Espermaticidas são produtos para serem colocados na 
vagina antes da relação sexual. Os espermaticidas podem ser usados sozinhos, porém são 
mais seguros quando usados junto com outros métodos (camisinha, diafragma, tabela). 
Existem vários tipos: cremes, geleia, tabletes ou óvulos. 
 
 
Enfermagem e a Saúde da Mulher 
 
 
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10.3 Métodos Hormonais 
Os anticoncepcionais hormonais são esteroides utilizados isoladamente ou em associação 
com progesterona com a finalidade básica de impedir a concepção. A anticoncepção 
hormonal é um dos métodos mais empregados em todo o mundo desde 1960, tendo sofrido 
uma extraordinária evolução em termos de quantidade e qualidade dos hormônios 
utilizados. São classificados de acordo com a via de utilização em: oral, injetável, 
subcutâneo e vaginal. 
 
10.3.1 Pílula 
Também chamados de anticoncepcionais orais hormonais combinados (AOCS). As pílulas 
anticoncepcionais são comprimidos, feitos com substâncias químicas semelhantes aos 
hormônios encontrados no corpo da mulher. Elas impedem a ovulação, evitando, assim, a 
gravidez. Existem diferentes tipos de pílulas, as mais usadas vêm em cartelas com 21 
comprimidos. A pílula só faz efeito se tomada corretamente. 
Uso correto: 
Para começar a usar a pílula a mulher deve tomar o primeiro comprimido no 1º dia 
da menstruação. Continuar tomando 1 comprimido por dia, de preferência na mesma hora 
até terminar os 21 comprimidos da cartela. Começar nova cartela 7 dias após a tomada do 
último comprimido, independente do dia da menstruação. 
Se a mulher esquecer de tomar 1 comprimido, deve tomá-lo assim que se 
lembrar, além de tomar o comprimido do dia na hora de sempre. E continuar a cartela. 
Se a mulher esquecer de tomar 2 ou mais comprimidos seguidos: Parar de tomar 
esta cartela; Só iniciar outra cartela no primeiro dia da menstruação; Se não menstruar, 
procurar o serviço médico. 
Em qualquer caso de esquecimento, o casal deve usar outro método para garantir 
maior segurança neste mês. Em caso de diarreia ou vômito por mais de 2 dias, interromper 
o uso da pílula. 
 
10.3.2 Pílula do Dia Seguinte 
A anticoncepção de emergência é um uso alternativo de contracepção hormonal oral 
(tomado antes de 72 horas após o coito) evitando-se a gestação após uma relação sexual 
desprotegida. 
Este método só deve ser usado nos casos de emergência, ou seja, nos casos em que 
os outros métodos anticoncepcionais não tenham sido adotados ou tenham falhado de 
alguma forma, como esquecimento, ruptura da camisinha, desalojamento do diafragma, 
Unidade 10 – Métodos Contraceptivos 
 
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falha na tabelinha ou no coito interrompido, esquecimento da tomada da pílula por dois ou 
mais dias em um ciclo ou em caso de estupro. 
Este contraceptivo contém o levonorgestrel, que é um tipo de progesterona. O 
levonorgestrel previne a gravidez inibindo a ovulação, fertilização e implantação do 
blastocisto. Um tablete original contém dois comprimidos. 
O primeiro comprimido deve ser tomado no máximo 72 horas após a ocorrência de 
uma relação sexual desprotegida (nunca após esse prazo). O segundo deve ser tomado 12 
horas após o primeiro. Se ocorrer vômito, a dose deve ser repetida. Nem sempre surte 
resultados e pode ter efeitos colaterais intensos. Os sintomas mais comuns são náusea, 
dores abdominais, fadiga, dor de cabeça, distúrbio no ciclo menstrual, tontura, fragilidade 
dos seios, e, em casos menos comuns, diarreia, vômito e acnes. 
Índice de falha: 
• Se usada até 24 horas da relação - 5 %. 
• Entre 25 e 48 horas - 15 %. 
• Entre 49 e 72 horas - 42 %. 
Efeitos Colaterais: vômito e diarreia. Alteração no ciclo menstrual, dor de cabeça, 
náuseas e sensibilidade nos seios. 
 
 
10.4 MÉTODOS MECÂNICOS 
 
10.4.1 DIU - Dispositivo Intra Uterino 
Os DIUs são artefatos de polietileno, aos quais podem ser adicionados cobre ou 
hormônios, que são inseridos na cavidade uterina exercendo sua função contraceptiva. 
Atuam impedindo a fecundação, tornando difícil a passagem do espermatozoide pelo trato 
reprodutivo feminino. 
Os problemas mais frequentes durante o uso do DIU são a expulsão do dispositivo, 
dor pélvica, dismenorreia (sangramentos irregulares nos meses iniciais) e aumento do risco 
de infecção (infecções agudas sem melhora ou infecções persistentes implicam na remoção 
do DIU). Deve ser colocado pelo médico e é necessário um controle semestral e sempre 
que aparecerem leucorréias. 
 
Enfermagem e a Saúde da Mulher 
 
 
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expressa do autor (Artigo 29). 
11 
DIAGNÓSTICO DA GRAVIDEZ 
 
 
 
 
O diagnóstico de gravidez é realizado através da anamnese, exame físico e testes 
laboratoriais. 
Na presença da amenorreia ou atraso menstrual, deve-se, antes de tudo, suspeitar da 
possibilidade de uma gestação. 
Mulheres com atraso menstrual que não ultrapassa 16 semanas, a confirmação do 
diagnóstico da gravidez pode ser feita pelo profissional de saúde da unidade básica, por 
meio de um teste imunológico para gravidez (TIG), de acordo com os procedimentos 
especificados no fluxograma a seguir. Para as mulheres com atraso menstrual maior que 16 
semanas ou que já saibam da gravidez, o teste laboratorial é dispensável. 
Unidade 11 – Diagnóstico da Gravidez 
 
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expressa do autor (Artigo 29). 
 
Após a confirmação da gravidez em consulta médica ou de enfermagem, dá-se 
início ao acompanhamento da gestante, com seu cadastramento no SISPRENATAL. 
 
Atraso irregular menstrual, 
náuseas e aumento do volume 
abdominal
Avaliar:
-Ciclo menstrual;
- DUM;
-Atividade sexual.
Atraso menstrual em mulheres 
maiores de 10 anos com 
atividade sexual
Solicitar teste imunológico de 
gravidez
Enfermagem e a Saúde da Mulher 
 
 
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12 
PRE-NATAL 
 
 
 
 
Os procedimentos e as condutas que se seguem devem ser realizados sistematicamente e 
avaliados em toda consulta de pré-natal. As condutas e os achados diagnósticos sempre 
devem ser anotados na ficha perinatal e no cartão da gestante. 
Nesse momento, a gestante deverá receber as orientações necessárias referentes ao 
acompanhamento pré-natal – sequência de consultas, visitas domiciliares e reuniões 
educativas.Deverão ser fornecidos: 
• O cartão da gestante, com a identificação preenchida, o número do 
SISPRENATAL, o hospital de referência para o parto e as orientações sobre este; 
• O calendário de vacinas e suas orientações; 
• A solicitação dos exames de rotina; 
• As orientações sobre a participação nas atividades educativas – reuniões e visitas 
domiciliares. 
Maiores informações sobre esse tópico serão abordadas no curso Enfermagem 
Obstétrica. 
 
Unidade 13 – Prevenção do Câncer Genital e de Mama 
 
31 
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13 
PREVENÇÃO DO CÂNCER GENITAL E DE 
MAMA 
 
 
 
 
De acordo com o Ministério da Saúde, no ano de 2018 foram estimados mais de 59.700 
casos novos de câncer na população brasileira. 
Embora as ações de prevenção de câncer cérvicouterino e de mama tenham 
aumentado nos últimos anos, elas têm sido insuficientes para reduzir a tendência à 
mortalidade das mulheres por esses cânceres. 
Em algumas regiões do país, o diagnóstico tardio está relacionado a fatores como a 
dificuldade de acesso da população feminina aos serviços e ações de saúde e a baixa 
capacitação dos profissionais envolvidos na atenção oncológica, principalmente em 
municípios de pequeno e médio portes. 
Existe, ainda, a dificuldade dos gestores municipais e estaduais em definir um fluxo 
assistencial que permita o manejo e o encaminhamento adequado dos casos suspeitos para 
investigação em outros níveis do sistema. 
Embora as ações de prevenção de câncer cérvicouterino e de mama tenham 
aumentado nos últimos anos, elas têm sido insuficientes para reduzir a tendência à 
mortalidade das mulheres por esses cânceres. 
A prevenção do câncer não é condição que se planeje ou que se organize de 
maneira isolada, desvinculada do contexto social. Ela envolve políticas públicas, ações 
profissionais e a participação da população. Articuladas, essas ações resultarão em 
benefícios para as usuárias do sistema de saúde. 
A prevenção do câncer cérvicouterino está baseada no rastreamento da população 
feminina que apresenta probabilidade de ter lesões pre-cancerosas detectáveis pelos 
exames de detecção precoce, no diagnóstico exato do grau da lesão e no tratamento. 
Enfermagem e a Saúde da Mulher 
 
 
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expressa do autor (Artigo 29). 
Desse modo, a cobertura da população feminina em relação à prevenção é um 
elemento primordial no controle dos cânceres de mama e cérvico uterino. 
Maiores informações sobre esse tópico serão abordados no curso HPV e 
Câncer de Colo de Útero. 
Unidade 14 – Assistência a Mulher no Climatério 
 
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14 
ASSISTÊNCIA A MULHER NO 
CLIMATÉRIO 
 
 
 
 
O Climatério é o período de transição entre as fases reprodutiva e não reprodutiva da 
mulher. Iniciam-se por volta dos 40 anos, podendo estender-se até os 55 anos ou mais. 
Durante esses anos, acontece a última menstruação, definida como menopausa. 
O climatério pode causar sintomas em torno de 20 a 25% das mulheres. Quando 
presentes são consequentes à insuficiência ovariana progressiva. É importante considerar 
que hoje, diferentemente de épocas passadas, o fim da fase “reprodutiva” não coincide com 
o da fase “produtiva” da mulher que, com expectativa de vida de quase 80 anos, pode viver 
metade de sua vida após a menopausa. 
A mulher vivencia mudanças de diversas naturezas ao longo da vida: menarca, 
iniciação da vida sexual, gravidez e menopausa que exigem adaptações físicas, 
psicológicas e emocionais. Portanto, é comum ela reviver antigos conflitos nessa fase. 
Para a mulher cujos filhos estão começando a abandonar o “ninho”, o climatério 
pode representar uma chance de refazer seus planos de vida. Por outro lado, o metabolismo 
sofre algumas alterações, especialmente relacionadas às funções do sistema endócrino e 
diminuição da atividade ovariana. 
Assim, o evento menopausa pode ser vivenciado, por algumas mulheres, como a 
paralisação do próprio fluxo vital, pois os seus órgãos genitais, assim como o restante do 
organismo, mostra, gradualmente, sinais de envelhecimento. 
É frequente encontrá-las insatisfeitas, ansiosas e desmotivadas, com queixas de que 
tudo está errado, sem saberem definir bem a causa. Muitas têm a sensação de que a vida 
está um caos, de que tudo foge ao seu controle como se fosse ocorrer uma “tragédia 
iminente”. 
É nesse contexto socioemocional que devemos desenvolver estratégias no sentido 
de motivar essas usuárias para as mudanças no estilo de vida, em especial o 
Enfermagem e a Saúde da Mulher 
 
 
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expressa do autor (Artigo 29). 
desenvolvimento de hábitos saudáveis e a busca de novos objetivos e afetos que motivem o 
seu viver. 
As ansiedades e inseguranças femininas podem ser acolhidas pelos profissionais de 
saúde, além da detecção precoce das principais doenças que acometem as mulheres e que 
são características dessa fase. 
Outro aspecto a ser considerado é a discriminação geracional que ocorre na nossa 
sociedade, como se fosse algo natural. Seus efeitos na mídia promovem discriminação 
mais intensa e evidente para as mulheres. Embora seja um evento fisiológico, o climatério 
pode cursar com intensas manifestações sintomáticas que acometem de maneira variada, 
em torno de 75% das mulheres. 
Os sintomas resultam da falência ovariana e são expressos por instabilidade 
vasomotora, modificações atróficas e distúrbios emocionais. 
Inicialmente, torna-se necessário fazer algumas distinções conceituais entre 
climatério, menopausa e perimenopausa, que são tratados como se fossem sinônimos. A 
promoção da saúde às mulheres nessa faixa etária ainda é um aspecto muito negligenciado 
na formação e atuação dos profissionais de saúde. 
Atividades de educação em saúde deve ajudá-las a compreender as mudanças 
físicas que estão ocorrendo e a desenvolver atitudes mais positivas em relação à saúde, tais 
como: 
• O autocuidado em geral pode influenciar na melhora da autoestima e da 
insegurança frente às mudanças que acompanham essa fase. Aquisição de hábitos 
saudáveis; 
• Cuidados com a limpeza e a hidratação da pele e cabelos, automassagem, técnicas 
de meditação e relaxamento e outras tantas formas que proporcionam o bem-estar 
físico e psicoemocional; 
• Atenção em relação ao uso excessivo de medicamentos como: diuréticos que 
podem provocar espoliação de minerais – magnésio, sódio e potássio; antiácidos, 
que diminuem a acidez gástrica, alterando a digestão e absorção de nutrientes; 
antibióticos, que alteram a flora bacteriana normal, propiciando má-absorção; 
laxantes, que aumentam a perda de nutrientes e podem levar à dependência; e 
sedativos e neurolépticos, que diminuem a atividade cerebral; 
• Apoio às iniciativas da mulher na melhoria da qualidade das relações, valorizando a 
experiência e o autoconhecimento adquiridos durante a vida; 
• Estímulo à prática do sexo seguro em todas as relações sexuais. O número de 
mulheres portadorasdo HIV nessa faixa etária tem sido crescente; 
• Estímulo ao “reaquecimento” da relação ou a reativação da libido por diversas 
formas, segundo o desejo e os valores das mulheres. 
Unidade 14 – Assistência a Mulher no Climatério 
 
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expressa do autor (Artigo 29). 
A avaliação clínica da mulher no climatério envolve uma equipe multidisciplinar e 
deve ser voltada para o seu estado de saúde atual e pregresso. 
Além da promoção da saúde, a atenção precisa abranger prevenção de doenças e a 
assistência aos sintomas climatéricos que ocorrem concomitantes às doenças sistêmicas 
(BRASIL, 2008g). Estas se manifestam em queixas como: dores articulares ou musculares, 
ganho de peso gradativo, depressão ou sintomas de hipotireoidismo muitas vezes ainda não 
diagnosticado. 
Da mesma forma que nem todas as mulheres apresentam os sintomas climatéricos, 
é preciso estar atento às doenças que se tornam mais comuns com o avançar da idade, 
como diabetes mellitus e hipertensão arterial. Na avaliação do estado de saúde, a escuta 
qualificada é um componente fundamental do acolhimento para facilitar o diagnóstico e 
acompanhamento adequados. 
Para isso, deve-se realizar sempre a anamnese e o exame físico completos, 
incluindo o ginecológico, ressaltando-se a importância do exame das mamas e da vulva. 
Deverão ser solicitados, também, alguns exames complementares rotineiramente. São eles: 
• Mamografia de rastreamento, para pacientes assintomáticas entre 50 e 69 anos; 
• Dosagem de colesterol total e fracionado; 
• Dosagem de triglicérides; 
• Dosagem da glicemia de jejum; 
• Dosagem de TSH, uma vez que as disfunções tireoidianas assintomáticas são 
frequentes nessa faixa etária. 
 
 
14.1 SAÚDE BUCAL NO CLIMATÉRIO 
Um aspecto importante da educação em saúde é que as mulheres precisam estar cientes dos 
potenciais problemas de saúde sistêmicos e localizados que ocorrem com o avançar da 
idade e sobre a importância da higiene bucal diária, principalmente à medida que as 
condições debilitantes sistêmicas se agravam. 
Dificuldade relacionada à alimentação, fala e queixas de dor podem ser sinais e 
sintomas importantes de que alguma alteração bucal está ocorrendo. 
Por isso, as mulheres nessa faixa etária devem ter acesso à reabilitação bucal por 
meio de restaurações diretas e a todos os tipos de próteses que são importantes no 
restabelecimento da função (mastigação, fonação e deglutição) e da estética dos dentes, as 
quais influenciam o bem-estar e a autoestima. 
Enfermagem e a Saúde da Mulher 
 
 
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expressa do autor (Artigo 29). 
Atenção especial deve ser dada ao uso inadequado de prótese total ou parcial, seja 
por má-adaptação, por estar quebrada ou frouxa. Deve ser verificado, ainda, se há dentes 
fraturados e restos radiculares, que devem ser diagnosticados precocemente e removidos 
para que esses fatores traumáticos não se tornem uma lesão que possa evoluir para 
malignização. 
 
Unidade 15 – Violência Contra a Mulher 
 
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15 
VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER 
 
 
 
 
Embora a Lei 11.340/2006 de 07/08/2006 venha sendo utilizada na defesa de mulheres em 
situação de violência, ela ainda é pouco conhecida pelos profissionais de saúde, 
principalmente por enfermeiros. 
Existe, ainda, uma dificuldade de compreender as raízes desse tipo de violência, 
pois elas se situam nas próprias relações entre homens e mulheres. 
A violência surge como uma característica perversa ao anular a relação entre dois 
sujeitos: um deles se vê transformado em objeto. É importante realçar que as mulheres 
também podem ser violentas com seus parceiros, outras mulheres e crianças, porém isto 
ocorre com menos frequência. 
Outro aspecto a ser considerado é a violência causada pela própria privação dos 
bens materiais e sociais que a população assistida pela equipe de Saúde da Família sofre 
cotidianamente. Na sua maioria, além de possuírem baixa renda e baixa escolaridade, se 
veem frustradas em seus direitos básicos. 
Como você já deve ter observado a violência contra a mulher é um problema 
bastante complexo e difícil de ser abordado. Seu enfrentamento requer a implementação de 
políticas públicas intersetoriais que tenham a perspectiva de gênero em seus fundamentos. 
Em 1998, a área técnica de saúde da mulher e a coordenação nacional de 
DST/AIDS do Ministério da Saúde estabeleceram um protocolo para abordagem e conduta 
frente aos agravos resultantes da violência sexual contra a mulher. Esse protocolo foi 
publicado nas normas técnicas de Prevenção e Tratamento dos Agravos Resultantes da 
Violência Sexual contra Mulheres e Adolescentes. 
A rede básica de saúde constitui-se em uma instância de enfrentamento da violência 
contra as mulheres, por seu papel fundamental na detecção de casos e na problematização 
desse problema com as mulheres. 
Enfermagem e a Saúde da Mulher 
 
 
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expressa do autor (Artigo 29). 
Este tem sido um desafio enfrentado pelos profissionais que atuam na equipe de 
Saúde da Família porque implica mudanças profundas nos paradigmas que sustentam as 
suas práticas. 
Assim, é necessária a capacitação dos serviços de saúde para o acolhimento, 
identificação, tratamento e encaminhamento adequado das vítimas, para que todas as 
unidades com serviços de ginecologia-obstetrícia prestem atendimento imediato a esses 
casos. 
O ideal é que o atendimento a essas mulheres possa ser realizado por uma equipe 
multidisciplinar sensibilizada e treinada para lidar com essa questão. Segundo 
recomendação do Ministério da Saúde, é importante dispor de recursos laboratoriais para 
realização dos seguintes exames: 
A anticoncepção de emergência deve ser proposta, em casos de estupro, até 72 
horas após a sua ocorrência. Ela será desnecessária se a mulher estiver usando método 
anticoncepcional de alta eficácia, como anticoncepcional oral, injetável ou dispositivo 
intrauterino (DIU). 
Sabe-se que 16% das mulheres que sofrem violência sexual contraem algum tipo de 
doença sexualmente transmissível (DST) e que uma em cada 1.000 é infectada pelo HIV. 
Por isto, a prevenção de DST/AIDS também deve ser realizada: 
• Para sífilis: penicilina benzatina 2.400.000 U IM; 
• Outras doenças sexualmente transmissíveis: azitromicina 1g VO dose única 
associada à cefixima 400 mg VO, dose única; 
• Vacinação anti-hepatite B também é preconizada; 
• Quimioprofilaxia para o HIV. 
É importante acentuar que a mulher que vive sob ameaça física e de morte deve ser 
preparada para sair dessa situação com muito cuidado, pois qualquer motivo pode 
justificar, para a mente perversa do agressor, justificativa para seu extermínio. 
O apoio emocional para que a mulher recupere a sua autoestima e construa seu 
plano de fuga, caso seja esse o seu desejo, deve ser um objetivo da equipe de saúde. 
Ela deve ser orientada a evitar o confronto com o seu agressor, pois se a agressão 
físicae psicológica existe é porque ela se encontra em condição realmente vulnerável. 
Muitas vezes, as mulheres que recebem o estereótipo de “poliqueixosas” 
vivenciaram situações de violência. Suas queixas geralmente são vagas e de sintomas 
crônicos que não são esclarecidos em exame clínico e laboratorial. 
Um quadro de psicossomatização pode estar refletindo dores e traumas 
vivenciados, traduzidos por meio de queixas físicas, mentais ou sociais. 
 
Avaliação 
 
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AVALIAÇÃO 
 
 
 
 
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ou superior a 60% para poder emitir o seu certificado. 
 
 
1. Quais as Fases do Ciclo Ovariano: 
a. Fase Folicular; Ovulação e Fase Lútea. 
b. Menstrual, Folicular e Lútea; 
c. Secretora, Ovulação e Lútea; 
d. Proliferativa, Lútea e Folicular. 
 
2. Quais são as fases do ciclo uterino: 
a. Menstrual e Secretora; 
b. Menstrual, Proliferativa e Secretora; 
c. Secretora e Menstrual; 
d. Hemorrágica e Proliferativa. 
 
3. A Lei n.º 9.263/96 regulamenta o: 
a. Planejamento Reprodutivo; 
b. Ciclo Menstrual; 
c. Controle de Natalidade; 
d. Climatério 
Enfermagem e a Saúde da Mulher 
 
 
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4. “Ação governamental com a preocupação de estipular metas para crescimento ‘ideal’ 
da população, quer dizer, onde o governo determina quantos filhos o casal deve ter.” 
Essa afirmativa é o conceito de: 
a. Planejamento Familiar 
b. Ciclo Menstrual; 
c. Controle de Natalidade; 
d. Climatério 
 
5. São Métodos Contraceptivos de Barreiras: 
a. Temperatura basal; Tabela de Ogino-Knauss (Tabelinha); 
b. Pílulas e espermicida; 
c. Lactação-amenorreia; 
d. Preservativo e Diafragma. 
 
6. O diagnóstico de gravidez é realizado através de: 
a. Apenas anamnese; 
b. Anamnese, exame físico e testes laboratoriais. 
c. Ultrassonografia; 
d. Exames de sangue e de fezes. 
 
7. A prevenção do câncer cérvicouterino está baseada em: 
a. No rastreamento da população feminina que apresenta probabilidade de ter lesões 
pre- cancerosas detectáveis pelos exames de detecção precoce, no diagnóstico exato 
do grau da lesão e no tratamento. 
b. No rastreamento de gestantes que apresentam probabilidade de ter lesões pre- 
cancerosas detectáveis pelos exames de detecção precoce, no diagnóstico exato do 
grau da lesão e no tratamento. 
Avaliação 
 
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c. No rastreamento de mulheres que NÃO apresenta probabilidade de ter lesões pré-
cancerosas detectáveis pelos exames de detecção precoce, no diagnóstico exato do 
grau da lesão e no tratamento. 
d. No rastreamento de homens que apresentam DSTs. 
 
8. O Climatério é o período de transição entre as fases reprodutiva e não reprodutiva da 
mulher, quando acontece a última menstruação, definida como menopausa. Esse evento 
inicia-se por volta dos: 
a. 25 anos até os 72 anos. 
b. 40 anos, podendo estender-se até os 55 anos ou mais. 
c. 20 anos, podendo chegar até os 60 ou mais. 
d. 15 anos até os 45 anos. 
 
9. Em casos de estupro, a anticoncepção de emergência deve ser proposta até 72 horas 
após a sua ocorrência. Ela será desnecessária quando: 
a. Se a mulher estiver usando método anticoncepcional de alta eficácia, como 
anticoncepcional oral, injetável ou dispositivo intrauterino (DIU); 
b. A mulher não for mais virgem; 
c. A mulher for maior que 40 anos; 
d. A vítima é uma adolescente. 
 
10. Sabe-se que 16% das mulheres que sofrem violência sexual contraem algum tipo de 
doença sexualmente transmissível (DST) e que uma em cada 1.000 é infectada pelo 
HIV. Por isto, qual tipo de prevenção de DST/AIDS também deve ser realizado em 
suspeita de sífilis: 
a. Vacinação antihepatite B também é preconizada; 
b. Quimioprofilaxia para o HIV; 
c. Penicilina benzatina 2.400.000 U IM; 
d. Azitromicina 1g VO dose única associada à cefixima 400 mg VO, dose única. 
 
 
Enfermagem e a Saúde da Mulher 
 
 
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REFERÊNCIAS 
 
 
 
Aproveite para estudar também as referências bibliográficas e ampliar ainda 
mais o seu conhecimento. 
 
 
ANDRADE, C. J. M. As equipes de saúde da família e a violência doméstica contra a 
mulher: um olhar de gênero (Tese) – Escola de Enfermagem da Universidade de São 
Paulo, São Paulo, 2009. 
BARBOZA, W.M.O.; COSTA, T.V.; TOLEDO NETO, J.L. Qualidade de vida em 
mulheres no período de climatério e menopausa. Revista de Odontologia (ATO), Bauru, 
SP.v. 14, n. 7, p. 406-417, jul., 2014. 
BRASIL. Ministério da Saúde. Assistência Integral à saúde da mulher: bases de ação 
programática. Brasília: Ministério da Saúde, 1984. 
BRASIL. Lei nº 7.498, de 25 de junho de 1986. Dispõe sobre a regulamentação do 
exercício da enfermagem, e dá outras providências. Brasília: 1986. 
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ações 
Programáticas Estratégicas. Área Técnica de Saúde da Mulher. Prevenção e 
tratamento dos agravos resultantes da violência sexual contra mulheres e 
adolescentes: norma técnica. 2 ed. Brasília: Ministério da Saúde, 2005. 
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ações 
Programáticas Estratégicas. Área Técnica de Saúde da Mulher. Direitos sexuais e 
direitos reprodutivos: uma prioridade do governo. Brasília: Ministério da Saúde, 2005. 
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Instituto Nacional de 
Câncer. Coordenação de Prevenção e Vigilância. Sistema de informação do câncer do 
colo do útero - SISCOLO. Rio de Janeiro: Inca, 2005. 
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de 
Análise de Situação de Saúde. Saúde Brasil 2006: uma análise da situação de saúde no 
Brasil. Brasília: Ministério da Saúde, 2006. 
BRASIL. Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. Instituto Brasileiro de 
Geografia e Estatística. Diretoria de Pesquisas Coordenação de População e 
Indicadores Sociais Estudos e Pesquisas Informação Demográfica e Socioeconômica. 
Síntese de indicadores sociais 2005. Rio de Janeiro: IBGE, 2006. 
Referência 
 
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expressa do autor (Artigo 29). 
BRASIL. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Controle 
dos cânceres do colo do útero e da mama. Brasília: Ministério da Saúde, 2006. 
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ações 
Programáticas Estratégicas. Área Técnica de Saúde da Mulher. Pré-natal e puerpério: 
atenção qualificada e humanizada. Brasília: Ministérios da Saúde, 2006. 
BRASIL. Ministério da Saúde. Instituto Nacional de Câncer. Mamografia:da prática ao 
controle. Rio de Janeiro: Inca, 2007. 
BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria nº 204, de 29 de janeiro de 2007. Regulamenta o 
financiamento e a transferência dos recursos federais para as ações e os serviços de 
saúde, na forma de blocos de financiamento, com o respectivo monitoramento e 
controle. Brasília: Ministério da Saúde, 2007. 
BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria n° 779 de 31 de dezembro de 2008. Define o 
Sistema de Informação do Controle do Câncer de Mama (SISMAMA), altera a tabela 
de procedimentos, medicamentos e órteses, próteses e materiais especiais - OPM do 
SUS. Brasília: Ministério da Saúde, 2008. 
BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria nº 325, de 21 de fevereiro de 2008. Estabelece 
prioridades, objetivos e metas do Pacto pela Vida para 2008. Brasília: Ministério da 
Saúde, 2008. 
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ações 
Programáticas Estratégicas. Manual de atenção à mulher no climatério/ menopausa. 
Brasília: Ministério da Saúde, 2008. 
BRASIL. Ministério da Saúde, Conselho Nacional das Secretarias Municipais de Saúde. O 
SUS de A a Z: garantindo saúde nos municípios. (3a. ed.). Brasília: Editora do Ministério 
da Saúde. 2009. 
BRASIL. Instituto Nacional de Câncer. Plano de ação para redução da incidência e 
mortalidade por câncer do colo do útero: sumário executivo.Rio de Janeiro: 2010. 
BRASIL. Ministério da Saúde, Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa, 
Departamento de Apoio à Gestão Participativa e ao Controle Social. (2010). Saúde da 
mulher: um diálogo aberto e participativo. Brasília: Editora do Ministério da Saúde. 
2010. 
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ações 
Programáticas Estratégicas. Política nacional de atenção integral à saúde da mulher: 
princípios e diretrizes.Brasília: Editora do Ministério da Saúde. 2010 
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção 
Básica. Saúde sexual e saúde reprodutiva. – Brasília: Ministério da Saúde, 2010. 
Brasil. Ministério da Saúde. Protocolos da Atenção Básica: Saúde das Mulheres / 
Ministério da Saúde, Instituto Sírio-Libanês de Ensino e Pesquisa – Brasília: Ministério da 
Saúde, 2016. 
Enfermagem e a Saúde da Mulher 
 
 
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CAMARGOS, A. et al. Ginecologia Ambulatorial. 2 ed. Belo Horizonte: Coopmed, 
2008. 
FIGUEIREDO, Nébia Maria Almeida de; VIANA, Dirce Laplaca; MACHADO, Wiliam 
César Alves (coords). Tratado prático de enfermagem. vol 1. 2ª ed. São Caetano do 
Sul:Yendis Editora, 2008. 
FONSÊCA, T.C.; GIRON, M.N.; BERARDINELLI, L.M.M.; PENNA, L.H.G. Qualidade 
de vida de profissionais de enfermagem no climatério. Revista Rene. mar-abr; 
15(2):214-23. 2014. 
NARVAZ, M. G.; KOLLER, S. H. Mulheres vítimas de violência doméstica: 
compreendendo subjetividades assujeitadas. Psico, v. 37, n. 1, p. 7-13, 2006. 
 
contato@enfermagemadistancia.com.br 
 
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