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GEOGRAFIA
GEOGRAFIA A
Astronomia 
A TERRA NO ESPAÇO 
• A Terra, terceiro planeta em ordem de 
afastamento do Sol, é considerada um geoide – 
representado pela figura do elipsoide. De acordo 
com o Elipsoide Internacional de Referência, 
comprovam que a Terra não é uma esfera 
perfeita.
MOVIMENTOS DA TERRA
• Se avaliarmos todos os movimentos da Terra, 
teremos 14 movimentos, mas os dois mais 
importantes no cotidiano são os movimentos de 
rotação e translação. 
ROTAÇÃO 
• A rotação trata do movimento da Terra de girar 
em torno de si, do seu próprio eixo. Esse 
movimento é responsável pelo dia e a noite. 
• É um ciclo de 23 horas, 56 minutos e 4 segundos 
que, para finalidades cotidianas, é arredondado 
para 24 horas.
• O movimento de rotação da Terra acontece de 
oeste para leste, resultando no movimento 
aparente dos astros como Sol, Lua, outros planetas 
e estrelas que começam do horizonte mais a leste 
e terminam no oeste. Como comparação, o 
movimento aparente se assemelha à experiência 
de estar dentro de um veículo e enxergar a 
paisagem “indo para trás”, se movendo, sendo que 
é o veículo que se desloca, não a paisagem.
TRANSLAÇÃO 
• Já a translação, é o movimento de orbitar (dar 
uma volta) em torno do Sol e que, junto da 
inclinação do eixo da Terra em relação ao plano 
orbital do Sol, é responsável pelas sazonalidades 
das estações do ano, um ciclo de um ano.
• As estações do ano e a sucessão do dia e da noite 
são pontos cruciais para entender a dinâmica da 
vida na Terra, seja por causa do ciclo da água pelo 
planeta, a circulação atmosférica, os ciclos 
migratórios da fauna ou do desenvolvimento da 
flora ao longo do ano, para que, então, a 
humanidade desenvolva técnicas de extrativismo, 
de plantio e de criação animal.
DISTÂNCIA DO SOL - TERRA 
• A distância entre o Sol e a Terra varia no decorrer 
do ano em função da órbita terrestre, 
determinando:
1. Afélio terrestre: 152 milhões de km em 1o. de julho.
2. Periélio terrestre: 147 milhões de km em 31 de 
dezembro.
3. Distância média: 150 milhões de km.
4. Plano da órbita: plano em que a Terra orbita em 
torno do Sol. O plano de órbita da Terra é 
perpendicular ao eixo solar. 
5. Obliquidade da eclíptica: inclinação do Equador 
terrestre em relação ao plano da órbita, 
correspondendo a um ângulo agudo de 23° 27’ 30”. 
ESTAÇÕES DO ANO 
• A inclinação de 23,5° do eixo da Terra em relação 
ao plano orbital do Sol junto do movimento de 
translação são os responsáveis pelas quatro 
estações do ano: Primavera, Verão, Outono e 
Inverno.
• Entre 21 de dezembro e 21 de março, os raios 
solares incidem com maior intensidade sobre o 
hemisfério Sul, ocasionando o verão, e com 
menor incidência no hemisfério Norte, 
ocasionando o inverno.
• Entre 21 de março e 21 de junho, os raios solares 
incidem com maior intensidade na altura do 
Equador, tendo como consequência o outono no 
hemisfério Sul e a primavera no hemisfério 
Norte.
• Entre 21 de junho e 23 de setembro, há menor 
incidência de raios solares sobre o hemisfério 
Sul, ocasionando o inverno, e maior incidência no 
hemisfério Norte, propiciando o verão.
• Entre 23 de setembro e 21 de dezembro, os raios 
solares incidem com maior intensidade na altura do 
Equador, resultando na primavera para o 
hemisfério Sul e outono para o hemisfério Norte. 
Portanto, as estações do ano são opostas em 
relação aos hemisférios.
SOLSTÍCIO 
• Momento em que os raios solares incidem 
perpendicularmente sobre um dos trópicos. Nos 
solstícios, verificam- -se as maiores diferenças de 
duração entre os dias e as noites. Os solstícios 
ocorrem em 21 de dezembro – solstício de verão no 
hemisfério Sul (maior dia e menor noite do ano) – e 
21 de junho – solstício de inverno no hemisfério Sul 
(menor dia e maior noite do ano).
EQUINÓCIO 
• Momento em que os raios solares incidem 
perpendicularmente sobre a Linha do Equador. Os 
equinócios ocor- rem durante as entradas do 
outono e da primavera, em 21 de março e 23 de 
setembro, respectivamente, no hemisfério Sul. Nos 
equinócios, os dias e as noites têm a mesma 
duração em toda a Terra.
• A obliquidade da Terra, ou seja, a inclinação do 
eixo do planeta, faz com que os raios solares 
que incidem nas regiões de alta e média 
latitude sejam mais amenos do que na faixa de 
baixa latitude. Lembrando que:
—> Latitude Baixa: parte do globo com latitudes 
entre 30°N e 30°S;
—> Latitude Média: faixa do globo com latitudes de 
30°N até 60°N e 30°S até 60°S; 
—> Latitude Alta: regiões de latitude de 60°N até 
90°N e 60°S até 90°S.
OBS: As estações do ano têm características 
diferentes para cada região do globo. Mesmo no 
Brasil, que tem quase todo o seu território no 
hemisfério sul, as estações do ano têm 
características próprias em cada região. Acerca 
das características generalizadas das 4 estações:
PRIMAVERA: um período de certa estabilidade, com 
chuvas mais recorrentes, em que a vegetação 
recupera a folhagem e começa a sua floração. Os 
lugares que foram cobertos por neve passam por 
um período de degelo.
VERÃO: período do ano com mais tempo de insolação, 
aumento das temperaturas acima da média, quando a 
vegetação aproveita a insolação para acumular 
nutrientes para os frutos ainda verdes. Dependendo da 
região, há também o aumento da quantidade e da 
intensidade das chuvas.
OUTONO: período de certa estabilidade. Na paisagem, as 
plantas perdem as folhagens e os frutos entram na 
fase de maturação. Alguns animais precisam estocar 
alimentos ou gordura no corpo e, em certos casos, até 
mesmo migrar para outras regiões.
INVERNO: a combinação de menos horas de iluminação e 
raios solares incidindo com menor intensidade 
favorecerão a diminuição de temperatura e a formação 
de massas de ar frio, dando início ao inverno. Em 
latitudes médias e altas, é mais notável na paisagem que 
a vegetação já deve ter perdido boa parte das folhas, e 
que alguns animais ficam mais reservados. Nas latitudes 
baixas, é um período com menos chuvas.
ZÊNITE SOLAR 
• A ocorrência do Sol no zênite, ou seja, incidência solar 
perpendicularmente a um determinado ponto na 
superfície, condição verificada ao meio-dia, com a 
ausência de projeção de sombra dos objetos e corpos 
nas direções cardeais – sol a pino –, só ocorre na faixa 
intertropical. 
Orientação 
E localização 
PONTOS CARDEAIS 
• Para facilitar o direcionamento e a localização, 
usam-se os quatro pontos cardeais: norte, sul, 
leste e oeste. 
E os pontos colaterais: nordeste, noroeste, sudeste 
e sudoeste. Os pontos colaterais são intermediários 
entre os pontos cardeais.
Os pontos cardeais e colaterais têm suas 
respectivas siglas:
• Pontos cardeais: norte - N, sul - S, leste - L, 
oeste -O;
• Pontos colaterais: nordeste - NE, noroeste - NO, 
sudeste - SE, sudoeste- SO.
E, quando for necessário ser mais específico sobre a 
direção, é possível combinar os nomes do ponto 
colateral com o ponto cardeal mais próximo, como sul-
sudeste (SSE) e oeste-noroeste (ONO). Ao todo, 
existem oito pontos subcolaterais.
FORMAS DE ORIENTAÇÃO - ASTROS 
• Considerando o movimento de rotação da Terra, 
pode-se afirmar que os astros nascem no leste e 
se põem no oeste. Sabendo onde o Sol ou a Lua 
nascem, é possível deduzir os demais pontos 
cardeais.
• Além desses astros, no hemisfério Norte, a estrela 
Polar, da constelação de Ursa Menor, identifica o 
rumo norte. No hemisfério Sul, a orientação pode 
ser feita pela estrela de Magalhães, da 
Constelação do Cruzeiro do Sul, que identifica o 
rumo sul.
FORMAS DE ORIENTAÇÃO - INSTRUMENTOS
1. Bússola: Instrumento simples, em que uma agulha 
magnética é atraída pelo magnetismo terrestre. 
2. GPS: O GPS é um conjunto de satélites emissores 
de sinais eletromagnéticos que podem ser 
captados por antenas receptoras na Terra. Esses 
receptores de sinais dos satélites de posicio- 
namento são geralmente chamadosde GPS, que 
através de suas antenas recebem as ondas 
eletromagnéticas emitidas pelos satélites. 
COORDENADAS GEOGRÁFICAS 
• Um ponto na superfície terrestre é localizado por 
meio da latitude e da longitude, tendo como 
pontos de referência a Linha do Equador e o 
Meridiano de Greenwich (Meridiano Inicial ou 
Meridiano de Origem).
• Convencionou-se dividir a Terra em dois 
hemisférios a partir da Linha do Equador: Norte 
ou Setentrional e Sul ou Meridional.
LATITUDE 
• A latitude terrestre é a medida angular entre a 
Linha do Equador e qualquer ponto situado na 
superfície da Terra, no sentido norte ou sul. As 
latitudes terrestres variam de 0° a 90° de latitude 
norte ou sul, sendo que correspondem aos polos 
geográficos as latitudes de 90° N e 90° S.
• Os paralelos mais importantes são denominados 
paralelos notáveis e são o Equador (lat. 0°), Trópico 
de Capricórnio (lat. 23° 27’ S), Trópico de Câncer (lat. 
23° 27’ N), Círculo Polar Antártico (lat. 66° 32’ S) e 
Círculo Polar Ártico (lat. 66° 32’ N).
• As regiões intertropicais podem ser denominadas 
regiões de baixas latitudes; as zonas temperadas, 
regiões de médias latitudes; e as polares, regiões de 
altas latitudes.
ZONAS TÉRMICAS 
1. Zona Intertropical (tropical ou tórrida): situa-se 
entre os Trópicos de Câncer e de Capricórnio (áreas 
de baixa latitudes). Constitui a zona mais quente do 
globo, onde não se observam as estações do ano.
2. Zonas Temperadas: aparecem nas áreas de médias 
latitudes, a partir dos trópicos até os círculos 
polares. Nas zonas temperadas a ocorrência das 
quatro estações é bem observada.
3. Zonas Polares (frígidas, frias ou glaciais): situam-se 
no interior dos círculos polares (áreas de grandes 
latitudes). Constituem as regiões mais frias do 
globo. 
LONGITUDE
• Medida angular entre o Meridiano de 
Greenwich e qualquer ponto na superfície 
terrestre, no sentido leste ou oeste, variando 
0° a 180°.
• Para facilitar a localização de qualquer 
longitude, são colocados nos mapas ou globos 
meridianos com longitudes preestabelecidas.
• Os principais meridianos traçados a cada 15° 
correspondem aos fusos horários.
O meridiano oposto ao Meridiano de Greenwich é 
denominado Linha Internacional da Data.
Cartografia 
INTRODUÇÃO 
• Existe uma certa dificuldade em representar os 
globo em mapas, principalmente por causa do 
globo ser em 3D e os mapas precisarem ser feitos 
em folhas em 2D. Para poder resolver essa 
questão existem as projeções cartográficas. 
Técnicas que projetam a superfície do globo para 
uma superfície plana.
PROPRIEDADE DAS PROJEÇÕES 
1. Projeções Equidistantes: mantêm as distâncias 
lineares, mas apresentam distorções nas áreas e 
nas formas terrestres. Essas projeções são 
melhores para medir distâncias em relação a uma 
cidade de interesse para outros locais.
2. PROJEÇÕES CONFORMES: mantêm as formas 
terrestres, mas apresentam distorções nas áreas 
representadas. É uma projeção que afeta a escala ao 
longo do mapa, e isso dificulta o seu uso para medir 
distâncias e áreas. Mas para a navegação por mar é 
uma alternativa mais viável já que mantêm os 
valores angulares das coordenadas geográficas.
PROJEÇÕES EQUIVALENTES: mantêm o valor da 
área, mas distorcem os formatos dos continentes, 
países e os ângulos das coordenadas geográficas. 
É melhor aplicado para contabilizar o tamanho de 
terrenos, lavouras, pastos e cidades.
TIPOS DE PROJEÇÕES - PROJEÇÃO PLANA 
• Podem ser chamadas de polares, azimutais ou 
tangenciais. Quando a superfície de projeção 
acontece sobre uma superfície de forma plana. 
Serve para projetar lugares específicos, como 
um país. Mas é normalmente usada para 
representação dos polos, tanto da Antártida 
quanto a do Polo Norte. (Símbolo onu) 
Mapas e escalas 
PROJEÇÃO CILÍNDRICA 
• É como se uma folha envolvesse o globo 
terrestre, de ponta a ponta, como se fosse um 
cilindro ou um cano. A parte do globo com 
contato direto com esse cilindro.
• Se esse cilindro for feito com a superfície de 
projeção própria para a linha do Equador, isso 
fará as partes do globo mais próximas da linha 
do Equador com menor distorção, mas com 
distorções maiores nos polos.
PROJEÇÃO CÔNICA 
• na superfície de projeção de formato cônico, 
parecendo uma casquinha de sorvete. Onde o 
globo fica completamente dentro deste cone. 
Esse método permite mapear só um hemisfério 
por vez, havendo distorções maiores na linha 
do Equador e nos polos, porém é ideal para 
representar as regiões de latitude média. Este 
tipo de projeção irá fornecer mapas com as 
linhas paralelas em um forma curva.
PROJEÇÃO DE MERCATOR 
• Entre as projeções cilíndricas, uma das mais 
conhecidas é a de Mercator. As regiões 
equatoriais são representadas na verdadeira 
grandeza e as altas latitudes são deformadas 
com as dimensões exa- geradas. Divulgada em 
1569, é uma projeção conforme, que valoriza o 
contorno (forma) das terras. Muito usada na 
navegação, tornou-se im- portante nas 
Grandes Navegações e, mantendo a Europa no 
centro e na parte superior do mapa, 
contribuiu com o eurocentrismo.
PROJEÇÃO DE PETERS 
• A projeção do historiador Arno Peters 
aumenta visivelmente as zonas localizadas 
nas proximidades do Equador. Nessa projeção, 
o comprimento original da África no sentido 
norte-sul passa de 8 013,6 km para 10 622,3 km, 
e a imagem tradicional do continente fica 
quase irreconhecível. O mesmo acontece com 
a América do Sul. A projeção de Peters busca a 
equivalência das áreas, com prejuízo das 
formas – é uma projeção equivalente.
ESCALA 
• Escala de um mapa é a relação existente entre 
as distâncias medidas no mapa e as distâncias 
lineares correspondentes no terreno. A escala 
pode ser numérica ou gráfica.
• A escala numérica é representada por uma 
fração em que o numerador representa a 
distância no mapa e o denominador, a 
distância correspondente no terreno, sempre 
utilizando a mesma unidade. 
• Assim, num mapa de 1 : 100 000, 1 cm no mapa 
representa 100 000 cm, ou seja, 1 km no 
terreno.
Considerando que:
• E = escala
• N = denominador da escala
• d = distância no mapa
• D = distância no terreno (distância real)
Temos:
• D = d × N para obtenção da distância no terreno;
• d = D/N para obtenção da distância no mapa;
• N = D/d para obtenção do denominador da escala.
CURVAS DE NÍVEL 
• As curvas de nível ou isoípsas são linhas que 
unem pontos de igual altitude num mapa.
• As curvas de nível podem ser comparadas 
“degraus” de uma escada. A partir de um 
conjunto de curvas de ní- vel é possível obter o 
perfil do relevo (perfil topográfico). 
• Na representação, a aproximação das curvas de 
nível indica maior declividade do terreno e o 
afastamento das curvas, menor declividade.
ANAMORFOSE 
• Com a técnica da anamorfose, a área e os 
contornos de um determinado espaço são 
representados proporcional- mente a outra 
informação. As formas e tamanhos são 
transformados ou deformados para assumirem 
as dimensões de outra informação, como 
população absoluta, participação nas exportações, 
óbitos em função de alguma doença.
Fusos horários 
INTRODUÇÃO 
• Até antes do século XIX, as horas do dia eram 
feitas de forma muito regional, usando o 
posicionamento do sol ao meio-dia, momento em 
que ele está alinhado com o meridiano local. No 
século XIX em Washington (EUA) aconteceu uma 
Conferência Internacional do Meridiano. Ficou 
estabelecido que haveria uma padronização dos 
horários, com base nos respectivos meridianos 
locais em relação ao meridiano de Greenwich. 
Dando origem ao Greenwich Mean Time (GMT), 
ou o Tempo Médio de Greenwich.
• Assim, o meridiano de Greenwich tornou-se o 
meridiano central e os meridianos ao seu oeste 
estarão atrasados e os meridianos ao seu leste 
estarão adiantados.
FUSOS 
• Os fusos são compostos pelo meridiano central 
(MC), um meridiano com -7°30’ ao seu oeste e 
um meridiano com+7°30’ ao seu leste. Resultando 
nos 15° e aplicando o horário do meridiano 
central nessa faixa.
• Já que o dia tem 24 horas e a soma dos 
meridianos (180°W e 180°E) resultam em 360°, 
calcula-se que 360° dividido por 24 horas, resulte 
em cada 15° de longitude, correspondendo a 1 
hora.
À medida que os fusos de oeste são atrasados e os 
fusos de leste são adiantados, existe uma faixa que 
tem +12 horas de um lado e -12 horas do outro, ou 
seja, 24 horas de diferença. Isso acontece na Linha 
Internacional de Data.
Por passar numa região com mais oceano do que 
terra, convencionou-se que esta linha poderia ter 
desvios para não atravessar um país com uma linha 
que tem uma diferença de um dia inteiro.
• À medida que os fusos de oeste são atrasados e os 
fusos de leste são adiantados, existe uma faixa 
que tem +12 horas de um lado e -12 horas do outro, 
ou seja, 24 horas de diferença. Isso acontece na 
Linha Internacional de Data.
• Por passar numa região com mais oceano do que 
terra, convencionou-se que esta linha poderia ter 
desvios para não atravessar um país com uma 
linha que tem uma diferença de um dia inteiro.
• Mas como os fusos são linhas imaginárias de 
modelos matemáticos, isso faz com que elas não 
respeitem limites político-administrativos. Diversas 
nações são “cortadas” por fusos diferentes, mas, 
para resolver essas questões, muitos estados, 
províncias e países estabelecem por convenção 
qual fuso determina a hora local.
FUSOS HORÁRIOS BRASILEIROS 
Pelo território brasileiro passam 4 fusos horários 
diferentes e atravessam os estados, mas por 
convenção alguns estados estabelecem um horário 
padrão para o seu território.
GMT -2: Com MC 30°W, atrasado 2 horas em relação a 
Greenwich. Corresponde com as ilhas oceânicas do 
Brasil: Fernando de Noronha e Ilhas Trindade e 
Martins Vaz.
• GMT -2: Com MC 30°W, atrasado 2 horas em 
relação a Greenwich. Corresponde com as ilhas 
oceânicas do Brasil: Fernando de Noronha e 
Ilhas Trindade e Martins Vaz.
• GMT -3: Horário de Brasília, com o MC 45°W, 
atrasado 3 horas em relação a Greenwich. 
Corresponde com maior parte do território 
brasileiro. Corresponde ao território dos estados 
da Região Sul, Sudeste, Nordeste, Amapá, 
Tocantins, Pará, Goiás e Brasília-DF.
• GMT -4: Com o MC 60°W, atrasado 4 horas em 
relação a Greenwich. Corresponde ao território 
dos estados de Roraima, Amazonas, Rondônia, 
Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.
• GMT -5: Com o MC 75°W, atrasado 5 horas em 
relação a Greenwich. Corresponde ao território 
ao estado do Acre, exclusivamente.
CÁLCULO DO FUSO HORÁRIO 
Para saber a hora dos fusos:
—> Veja qual é o meridiano central do fuso 
correspondente ao local, normalmente é um 
número múltiplo de 15 (15, 30, 45, 60, ...),
—> Divida o valor da longitude por 15;
—> Se for de um lugar ao oeste, subtraia. Se estiver 
à leste, some.
—> Exemplo: Se são 20h em Londres (GMT 0), que 
horas são em São Paulo (46°30’W)?
A longitude 46°30’ W está mais próxima do MC 45°W.
—> Por ser ao oeste, o MC entra na conta com o valor 
negativo.
—> -45/15 = -3. ou seja, 3 horas a menos em relação ao 
horário em GMT 0. f 20h-3h = 17h ou 5:00 p.m.
Quando for necessário calcular o horário em uma 
questão que envolva tempo de deslocamento, basta 
acrescentar no cálculo o tempo de viagem.
Lembre:
—> Veja os fusos das cidades e a diferença entre ele; 
—> Veja qual é o sentido da viagem;
—> Veja o tempo gasto em viagem.
HORÁRIO DE VERÃO 
• O horário de verão é um procedimento de adiantar 
as horas do relógio em relação ao fuso horário 
padrão para aproveitar melhor as horas de sol. 
Isso permite que as pessoas aproveitem mais o dia 
depois do horário comercial de trabalho. Mas 
contribui principalmente para a redução de 
consumo de energia elétrica e um achatamento do 
pico de consumo
Brasil 
Localização e regionalização 
TAMANHO DO BRASIL 
• O Brasil, ou República Federativa do Brasil, está 
localizado na costa do oceano Atlântico da 
América do Sul. É o quinto maior território 
nacional do mundo. Por isso é comum ouvir que 
o “Brasil é um país de dimensão continental”. Só 
é menor que o território da Rússia, do Canadá, 
da China e dos Estados Unidos.
LIMITES CONTINENTAIS 
• são de 15.719 quilômetros. As fronteiras do Brasil 
começam no extremo norte do Amapá, seguem 
pelo oeste, passando pelos estados de Pará, 
Roraima, Amazonas, Acre, Rondônia, Mato 
Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná e Santa 
Catarina, até chegar no extremo sul do Brasil 
no Rio Grande do Sul.
LIMITES DE COSTA
• são aproximadamente 8.000 quilômetros. Pode-
se dizer que a linha de costa, começando no 
Amapá, passa pelos estados de Pará, 
Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, 
Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia, 
Espirito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, 
Paraná, Santa Catarina e termina no Rio 
Grande do Sul.
LOCALIZAÇÃO DO BRASIL NO GLOBO
• Se dividirmos o mundo em quadrantes, usando o 
meridiano de Greenwich e a linha do Equador, 
perceberemos que o Brasil fica totalmente no 
Hemisfério Ocidental, 93% no Hemisfério Sul e 7% 
no Hemisfério Norte (AM, RR, AP e PA).
• Pelo território brasileiro, também passa o Trópico 
de Capricórnio, este paralelo “atravessa” os 
estados de MS, PR e SP. Assim, aproximadamente 
8% do território brasileiro está em zona 
temperada, mas a maior parte do território 
nacional fica na zona intertropical, cerca de 92%.
FRONTEIRAS 
• O Brasil faz fronteira com 10 países. Os únicos dois 
países da América do Sul que não fazem fronteira 
com o Brasil são o Equador e o Chile. O Brasil faz 
fronteira com Guiana Francesa, Suriname, Guiana, 
Venezuela, Colômbia, Peru, Bolívia, Paraguai, 
Argentina e Uruguai.
PONTOS EXTREMOS DO BRASIL 
• Norte: cabeceiras do rio Aylã, no Monte do 
Caburaí (RR), fronteira com a Guiana, com 
latitude de 05° 16’ 20” N.
• Sul: uma das curvas do arroio Chuí (RS), na 
fronteira com o Uruguai, com latitude de 33° 
45’ 03” S.
Os pontos extremos leste e oeste do Brasil são 
dados pelas longitudes extremas:
• Leste: Ponta do Seixas (PB), com longitude 34° 
47’ 30” W;
• Oeste: nascentes do rio Moa, na Serra de 
Contamana ou do Divisor (AC), com longitude 
73° 59’ 32” W.
AS 5 GRANDES REGIÕES DO BRASIL 
• A atual divisão regional do Brasil usada pelo IBGE, 
destaca cinco grandes regiões: Norte, Nordeste, 
Centro-Oeste, Sul e Sudeste. Este método de 
regionalização leva em consideração aspectos de 
naturais, sociais e econômicos e os limites 
administrativos de cada estado.
REGIÃO NORTE 
• abrange sete estados: Acre, Amazonas, Rondônia, 
Roraima, Pará, Amapá e Tocantins.
• Extensão: maior região do Brasil. Com um pouco 
mais de 45% do território brasileiro. Possui uma 
área de, aproximadamente, 3,85 milhões de km2. 
Região onde há a fronteira setentrional (ao 
norte) com outros países e com acesso ao mar 
(AP e PA);
• Aspectos naturais: clima equatorial úmido, 
temperaturas altas (mínima de 20 °C e máximas 
de 35 °C) e ventos leves, Floresta Amazônica 
(maior floresta tropical do planeta), hidrografia 
predominantemente da Bacia Hidrográfica do Rio 
Amazonas (maior bacia hidrográfica do mundo). 
• População: uma população de aproximadamente 
10% da população nacional. Cerca de 18 milhões 
de habitantes e uma densidade demográfica 
de 4,72 hab/km2. Maior população indígena do 
Brasil, cerca de 300 mil habitantes são 
indígenas, com existência de aldeias indígenas 
isoladas.
• Economia: a região baseia-se nas atividades 
primárias, como extrativismo mineral 
(construção civil e pedras preciosas) e vegetal 
(para produção alimentícia, farmacêutica, látex 
e de cosméticos), agropecuária e atividades 
industriais na Zona Franca de Manaus
REGIÃO NORDESTE
• Abrange 9 estados: Maranhão, Piauí, Ceará, Rio 
Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, 
Alagoas, Sergipe e Bahia.
• Extensão: cerca de 18% do território nacional, 
com 1,5 milhão de km2.Sem fronteira 
internacional, mas com a maior linha de costa 
do Brasil e com todos os estados com acesso ao 
mar. 
• Aspectos naturais: clima predominante do 
semiárido no interior, equatorial úmido na transição 
com região norte (PI e MA) e clima tropical no 
litoral leste. Predomínio do bioma da Caatinga, com 
Mata Atlântica no litoral e áreas de transição com 
Cerrado (BA). Recebe muitos ventos de leste 
(ventos alísios). Sua principal bacia é a Bacia 
Hidrográfica do Rio São Francisco.
• População: cerca de 56 milhões de habitantes (25% 
da pop. brasileira) e uma densidade demográfica 
de 32 hab/km2. Concentração das grandes cidades 
e capitais no litoral (exceto Teresina/PI).
• Economia: o turismo é uma das atividades mais 
desenvolvidas na economia nordestina. São 
desenvolvidas na região atividades de extrativismo 
mineral, agropecuária e latifúndios. Produção de 
petróleo e gás natural, plantio de cana e mamona 
para biocombustível, produção de energia por 
hidroelétrica e com grande potencial de produção 
de energia eólica e solar. 
REGIÃO CENTRO OESTE 
abrange 3 estados: Mato Grosso, Mato Grosso do 
Sul e Goiás. É onde localiza-se Brasília, Distrito 
Federal, atual capital brasileira.
• Extensão: cerca de 1,6 milhões de km2, ou seja, 
19% do território brasileiro. Área que estava 
fora do Tratado de Tordesilhas, mas que os 
bandeirantes ocuparam na intenção de 
encontrar ouro e pedras preciosas. 
• Aspectos naturais: dos biomas do Cerrado e do 
Pantanal. Periodicamente, recebe chuvas da 
umidade da evapotranspiração da floresta 
amazônica. A sua principal bacia é a Bacia 
Hidrográfica do Paraguai.
• População: cerca de 16 milhões de habitantes, 
com uma densidade demográfica de 10 
habitantes por km2. Porém, os dados de 
Brasília contrastam com o resto da região. Só 
em Brasília vivem 2,5 milhões de habitantes, 
cerca de 444 hab/km2. 
• Economia: com base na agricultura e pecuária 
de soja, milho e a criação de gado de abate. O 
turismo também tem grande força na região 
que apresenta as Chapada dos Veadeiros e a 
Chapada dos Guimarães e o Pantanal.
REGIÃO SUDESTE 
• Composta por 4 estados: São Paulo, Minas Gerais, 
Espírito Santo e Rio de Janeiro
• Extensão: cerca de 10% do território nacional, 924 
mil km2. Sem fronteira Internacional, mas com 
acesso ao mar (exceto MG). Com São Paulo 
(Capital) maior metrópole do Brasil e da América 
Latina e cidade mais populosa do Brasil. 
• Aspectos naturais: clima predominante de 
Tropical e Tropical de Altitude. Predomínio do 
bioma Mata Atlântica com áreas de transição com 
o Cerrado. 
• População: quase 90 milhões de pessoas vivem na 
região Sudeste, a mais populosa do Brasil. É a 
região do Brasil que mais atrai migrantes em 
busca de emprego, renda e melhores 
oportunidades de vida.
• Economia: com base no setor industrial 
(petrolíferas, siderúrgicas e automobilística), 
financeiro (Ibovespa), comercial, agropecuária no 
seu interior e atividades de turismo, esta região 
corresponde com 55% do PIB nacional.
REGIÃO SUL 
• é composta por 3 estados: Paraná, Santa 
Catarina e Rio Grande do Sul.
• Extensão: cerca de 575 mil km2, equivalente a 8% 
do território nacional. Todos os seus estados tem 
fronteira terrestre internacional e acesso ao 
mar. 
• Aspectos naturais: clima subtropical e estações 
do ano bem definidas. Por apresentar verões 
quentes e clima de geada no inverno, essa região 
apresenta a maior amplitude térmica (diferença 
entre a temperatura mínima e a máxima ao 
longo do ano). Chuvas bem distribuídas ao longo 
do ano. Vegetação de predomínio de Mata 
Atlântica, e com ocorrência da Mata das 
Araucárias no seu interior. Com predomínio das 
bacias hidrográficas do Paraná e do Uruguai (no 
planalto) e com diferentes bacias hidrográficas 
menores com deságue no oceano Atlântico 
(serra e litoral). 
POPULAÇÃO 
• cerca de 29 milhões de habitantes, quase 15% da 
população nacional. Uma densidade populacional 
de 47 hab/km2
• Economia: economia baseada em extração vegetal 
e silvicultura, produção agropecuária de grãos, 
suínos, frangos, maçãs, uvas, bananas, palmitos e 
arroz, com produção industrial na área de 
cerâmicas, calçados, papel e celulose e motores e 
partes para produtos de refrigeração.
REGIÕES GEOECONOMICAS 
• Existem outras formas de regionalizar o Brasil 
além das cinco grandes regiões do IBGE. Uma delas 
é pelo método das Regiões Geoeconômicas que 
dividem o Brasil em três Complexos Regionais: 
Complexo da Amazônia, Complexo do Nordeste e 
Complexo do Centro-Sul.
COMPLEXO REGIONAL CENTRO-SUL 
• Só essa região engloba 33% do território nacional. 
Engloba os estados da região Sul, Sudeste (exceto 
a porção norte-nordeste de MG), o Mato Grosso 
do Sul, quase todo o estado de Goiás, parte sul do 
Tocantins e Mato Grosso.
• Com atividades econômicas que se destacam 
economicamente por englobar a maior parte das 
indústrias, das áreas de atividades agrícolas mais 
modernizadas, dos bancos, mercados de capitais, 
extremamente urbanizado em relação às outras 
regiões.
COMPLEXO REGIONAL NORDESTE 
• O complexo regional do Nordeste vai desde a 
porção leste do Maranhão até o norte de 
Minas Gerais, incluindo todos os estados 
nordestinos. Abrange cerca de 30% do 
território nacional.
• É a região onde ocorreu o processo de 
povoamento do país. Possui forte contraste 
natural e socioeconômico entre as áreas do 
litoral, (mais urbanizadas, industrializadas e 
desenvolvidas economicamente) em relação 
ao interior (predomínio de clima semiárido e 
grandes problemas sociais).
Atmosfera terrestre 
COMPOSIÇÃO DA ATMOSFERA TERRESTRE
• 78% nitrogênio
• 21% de oxigenio
• 1% de outros gases
CAMADAS TERRESTRE
• TROPOSFERA: primeira camada atmosfera a 
partir da superfície terrestre. Nessa camada 
estão contidos quase 80% dos gases e 
fenômenos meteorológicos, como chuvas, 
ventos, nuvens e formação de neves 
• ESTRATOSFERA: corresponde a segunda 
camada, situada a 21.000 metros e 50.000 
metros. Nessa camada, encontra-se o ozônio, o 
qual atua como um filtro enfraquecendo a 
intensidade da radiação ultravioleta. A 
temperatura da estratosfera aumenta com a 
altitude
• MESOSFERA: localiza acima da estratosfera, 
apresenta pressão atmosférica muito baixa e 
constitui a camada mais fria da atmosfera
• IONOSFERA: nessa camada tem inicio a 
filtragem seletiva da radiação solar, pois é na 
ionosfera que ocorrem as radiações gama e 
raio X. Na ionosfera ocorre a reflexão das 
ondas de radio 
• EXOSFERA: presença de gases extremamente 
rarefeitos e temperaturas altas
FUNÇÕES DA ATMOSFERA
1. Filtro: raios solares sao barrados pela 
atmosfera, impedindo, dessa maneira, que os 
raios em excesso ou nocivos a vida cheguem a 
superfície
2. Conservação: propriedade que a atmosfera tem 
de conservar calor que foi absorvido durante o 
dia
3. Efeito estufa: capacidade da atmosfera de 
manter as temperaturas estáveis, permitindo a 
vida do planeta
4. Proteção: impede o choque de fragmentos 
FATORES DE AQUECIMENTO DA ATMOSFERA
1. LATITUDE: quanto maior a latitude, menor será o 
aquecimento, uma vez que os raios solares 
aquecem mais as regiões de baixas latitudes
2. ALTITUDE: nas maiores altitudes, o aquecimento 
torna-se menor, devido a distancia do foco 
principal de irradiação calorífica
3. CONTINENTALIDADE E MARITIMIDADE: as 
temperatura sobre os oceanos ou nas 
proximidades (litoral) sao mais estáveis 
(maritimidade) do que no interior dos 
continentes (continentalidade)
Clima I 
Ventos e chuvas 
Clima II 
TEMPERATURA
• Quanto maiores, tanto altitude menores serão as 
temperaturas (altitude e latitude são 
inversamente proporcionais às temperaturas); 
próximo aos mares e oceanos (maritimidade), as 
amplitudes térmicas são menores e, no interior 
dos continentes (continentalidade), as amplitudes 
são maiores
PRESSÃO ATMOSFÉRICA 
• A pressão é a medidada força ou peso da 
atmosfera sobre um determinado ponto na 
superfície da Terra. A pressão atmosférica é 
medida em milibares (mb) e sofre variações com a 
densidade do ar. 
• Isóbara (linha isobárica): é a linha que une os 
pontos de mesma pressão atmosférica 
(barométrica).
ANTICICLONAL E CICLONAL 
• Anticiclonal é a denominação que se dá à área de 
alta pressão e ciclonal é como se denomina a área 
de baixa pressão.
• As massas atmosféricas sempre se deslocam das 
áreas anticiclonais para as áreas ciclonais.
VENTOS
• São movimentos de massas atmosféricas 
ocasionados por diferenças de pressão.
• Os ventos sempre se originam de áreas anticiclonais 
(dispersoras) para áreas ciclonais (receptoras). 
Podem ser classificados de acordo com a velocidade 
e a frequência com que sopram. Quanto maiores as 
diferenças barométricas (de pressão), mais fortes 
serão os ventos.
TIPOS DE VENTOS 
1. Alísios: São ventos que sopram das proximidades das 
linhas tropicais (áreas subtropicais – latitude 30°) 
para o Equador, em altitude sempre inferior a 2 000 
metros. Ao convergirem na linha equatorial, os 
alísios se elevam a apro- ximadamente 10 000 
metros, o ar resfria e a umidade condensa, 
provocando chuvas intensas.
2. Contra-alísios: São ventos que sopram do Equador 
em direção aos trópicos em altitudes superiores a 
3000 metros. Os contra-alísios chegam secos e 
retiram das latitudes pró- ximas dos Trópicos de 
Câncer e de Capricórnio grandes quantidades de 
umidade. Por isso, desertos quentes, como o Saara e 
o da Aus- trália, estão localizados próximos das 
linhas dos trópicos.
3. Ventos de oeste: Sopram nos hemisférios Norte e 
Sul das linhas tropicais para as regiões polares – 
formando a célula temperada ou das médias latitu- 
des. Nas proximidades dos círculos polares, estes 
ventos se chocam com massas polares, elevam-se, 
provocam chuvas e retornam para os trópicos.
4. Ventos polares: Constituem a célula polar e sopram 
nas zonas glaciais ártica e antártica e, ao se 
chocarem com os ventos da célula das médias 
latitudes, provocam as frentes polares que alteram 
características térmicas e pluviométricas das zonas 
temperadas.
CIRCULAÇÃO GERAL DA ATMOSFERA
A diferença de aquecimento entre as superfícies 
oceânicas e as continentais determina 
movimentações de massas atmosféricas, 
ocasionando o mecanismo das brisas. Podem ser de 
dois tipos:
• Marítimas: pelo fato de as superfícies 
continentais se aquecerem com maior rapidez do 
que as superfícies líquidas, ao amanhecer, a 
parte da atmosfera situada sobre a superfície 
oceânica se converte em áreas anticiclonais, por 
apresentar temperaturas inferiores às da 
superfície continental. Dessa maneira, surgem 
as brisas marítimas (ou vento maral), que 
durante o amanhecer sopram do mar para a 
terra.
se converte em áreas anticiclonais, por apresentar 
temperaturas inferiores às da superfície marítima. 
Surgem as brisas terrestres (ou vento terral), que 
sopram da terra para o mar.
• Terrestres: considerando o resfriamento 
mais rápido das superfícies continentais em 
comparação com as oceâni- cas, ao anoitecer, 
a parte da atmosfera situada sobre a 
superfície continental se converte em áreas 
anticiclonais, por apresentar temperaturas 
inferiores às da superfície marítima. Surgem 
as brisas terrestres (ou vento terral), que 
sopram da terra para o mar.
BRISAS LITORÂNEAS 
• As brisas são ventos periódicos relacionados 
à maritimidade e à continentalidade.
MONÇÕES 
• São ventos que sopram durante seis meses 
da Ásia para o oceano e durante seis meses 
do oceano para a Ásia.
CICLONES TROPICAIS 
• São centros ciclônicos que apresentam 
pressão atmosférica muito baixa. 
Regularmente um ciclone tropical tem entre 
150 a 600 quilômetros de diâmetro e ventos 
que podem atingir mais de 200 km/h.
• As condições favoráveis para os ciclones 
tropicais (grande aquecimento) ocorrem nas 
áreas oceânicas da faixa tropical – em 
especial no Atlântico Norte.
CICLONES EXTRATROPICAIS 
• Como os “furacões”, também ocorrem em áreas 
oceânicas. Formam-se em latitudes médias e 
altas em sistemas frontais. Portanto, o 
nascimento de um ciclone extratropical não 
está diretamente ligado à temperatura da 
água, e seu núcleo (olho) pode apre- sentar 
pressões mais altas que a periferia do sistema. 
Regularmente não causam grandes danos e 
estão associados a quedas bruscas de 
temperatura e chuvas. Em alguns casos, 
provocam vendavais, chuvas fortes e granizo.
• A Escala Saffir-Simpson avalia a intensidade 
dos furacões. Varia da “categoria” 1 a 5. N
TORNADOS 
• Menores que os ciclones tropicais, os tornados 
(ou Twister) são centros ciclônicos que se 
formam nas áreas continentais com diâmetro 
geralmente inferior a 2 km e ventos que 
podem atingir mais de 400 km/h. Quando 
atingem, ou esporadicamente ocorrem sobre 
mares, provocam chuvas fortes e localizadas 
(trombas-d á́gua).
• A Escala Fujita avalia a intensidade dos 
tornados. Varia de 0 (Fujita F0 – abreviado) a 5 
CICLO HIDROLÓGICO 
• O ciclo hidrológico ou ciclo da água corresponde 
aos estágios pelos quais a água passa na 
natureza. São eles: evaporação, condensação e 
precipitação.
• A água, em temperaturas superiores a 0°C, 
evapora. Esse fenômeno ocorre com as águas dos 
rios (fluviais), dos lagos (lacustres) dos oceanos, 
etc. Com a evaporação, a água sobe para a 
troposfera e, à medida que se eleva, a 
temperatura vai diminuindo até impedir por 
completo a evaporação, dando origem à 
condensação. Quando o ar está saturado de 
vapor, a água forma gotículas que se juntam, 
formando gotas maiores, e voltam à superfície 
terrestre: é a precipitação.
UMIDADE ATMOSFERICA
• É a quantidade de vapor-d’água existente numa 
determinada porção da atmosfera. A umidade 
atmosférica depen- de de vários fatores, tais 
como: temperatura, superfície, altitude e ventos.
• Umidade absoluta: quantidade absoluta de vapor-
d’água existente numa certa porção da 
atmosfera.
• Ponto de saturação: quantidade máxima de 
vapor-d’água que uma determinada porção da 
atmosfera pode conter.
• Umidade relativa: relação entre umidade absoluta 
e ponto de saturação, expressa em porcentagem.
CONDENSAÇÃO 
• Ocorre quando o ponto de saturação é 
atingido. A condensação pode ocorrer em 
vários níveis, recebendo os nomes de orvalho, 
geada, neblina e nuvem.
ORVALHO
• Corresponde à condensação efetuada na 
superfície, ao anoitecer, principalmente 
quando o vapor-d’água, em contato com 
superfícies frias, condensa. Também é 
denominado sereno ou rocio.
GEADA 
• não corresponde à condensação, uma vez que 
é o orvalho congelado. Os principais indícios de 
que possa ocorrer geada são noite fria, 
ausência de nuvens e vento.
NEBLINA 
• É o fenômeno de condensação de vapor-
d’água próximo da superfície terrestre – 
corresponde a nuvens muito baixas. Está 
relacionada a variações térmicas diurnas. 
Pode ser denominada de nevoeiro ou cerração.
NUVEM 
• É o resultado do vapor-d’água condensado e 
em suspensão na atmosfera, sendo núcleos 
de condensação. 
TIPOS DE NUVENS 
CHUVA 
• É a precipitação de gotas-d’água, oriundas da jun- 
ção de gotículas que formam as nuvens. Há três 
tipos fundamentais:
1. CHUVA FRONTAL 
• É causada pelo encontro de uma massa fria com 
outra quente e úmida, típicas das latitudes médias, 
como as de inverno no Brasil Meridional.
2. CHUVA DE CONVECÇÃO 
• É provocada pela intensa evaporação e pelo 
consequente resfriamento em virtude da ascensão 
do ar úmido, fenômeno que ocorre nas zonas 
equatoriais e no verão do Centro-Sul brasileiro.
CHUVA OROGENICA, OROGRÁFICA OU RELEVO 
• É provocada pela intensa evaporação e pelo 
consequente resfriamento em virtude da ascensão 
do ar úmido, fenômeno que ocorre nas zonas 
equatoriais e no verão do Centro-Sul brasileiro.
Recursos hídricos 
ÁGUAS CONTINENTAIS 
• As águas continentais são aquelassituadas na 
superfície e no subsolo dos continentes. Através 
do ciclo da água – o ciclo hidrológico –, toda água 
do Planeta é “naturalmente reciclada”. 
CRISE HÍDRICA 
• Apenas 2,5% de todas águas do planeta são 
doces, sendo a distribuição irregular. A maior 
parcela das águas doces está nas geleiras – nos 
polos e altas montanhas – (68,9%) e nos lençóis e 
aquíferos – águas subterrâneas – (29,9%). 
Somente 1,2% das águas doces são de mais fácil 
acesso, nos rios, lagos, umidade do solo e das 
chuvas, e também apresentam áreas de maior e 
menor concentração. 
• Então, além de a menor parcela das águas do 
Planeta ser doce e estar irregularmente 
distribuída, a crise envolvendo o abastecimento 
de água doce vem do aumento da demanda (do 
consumo) em razão do crescimento demográfico 
e das produções, situação agravada pela poluição 
e desperdício.
SOLUÇÃO OU AMENIZAÇÃO DA CRISE 
• uso racional, preservação das matas 
(principalmente das ciliares), reuso e controle da 
poluição; em alguns casos, passa pela 
dessalinização das águas dos mares e oceanos, 
mas essa é uma alternativa ainda cara.
ÁGUAS CONTINENTAIS DO BRASIL 
• O Brasil é um país rico em águas continentais. O 
País detém 12% de todas as águas doces do 
Planeta, concentradas em grandes bacias 
hidrográficas, principalmente na Amazônica e 
Platina, e em aquíferos, onde se destacam o 
Guarani e o Alter do Chão
DEMANDA PELAS ÁGUAS 
• Separando as demandas hídricas (os usos) por 
seto- res, segundo a ONU, verifica-se que: 70% das 
águas são usadas na agropecuária, principalmente 
em irrigação; 22% pelas indústrias; e 8% nos 
domicílios.
DIVISÃO DAS ÁGUAS CONTINENTAIS 
1. Geleiras: As geleiras ou glaciares são a maior 
reserva de águas doces. Estão concentradas nas 
regiões polares ártica e antártica, onde existem 
camadas de gelo com mais de 3.000 metros de 
espessura.
2. Lençóis freáticos e aquíferos: As águas 
superficiais podem infiltrar nas camadas do solo e 
nas rochas mais profundas, formando lençóis e 
aquíferos.
Relevo 
MINERAIS E ROCHAS 
• DEFINIÇÕES 
1. Minerais: substâncias inorgânicas encontradas 
na natureza, com propriedades físicas e 
químicas definidas. Os principais minerais são: 
feldspato, anfibólios, piro- xênios, quartzo e 
mica.
2. Rochas: agregados de dois ou mais minerais.
3. Pedra: designação popular para as rochas. O 
termo pedra também é usado para fragmentos 
de rochas.
4. Minério: mineral ou rocha com aproveitamento 
econômico (exemplo: minério de ferro).
5. Jazida: localidade com grande concentração de 
minérios. As jazidas também são chamadas de 
bancos, depósitos, reservas, minas e campos.
CLASSIFICAÇÃO DAS ROCHAS
• De acordo com a origem (gênese), as rochas 
podem ser classificadas em:
1. magmáticas;
2. sedimentares;
3. metamórficas.
ROCHAS ÍGNEAS OU MAGMÁTICAS
• Resultado do resfriamento do magma que vai 
fazer os seu minerais cristalizarem. Esse 
processo de resfriamento não acontece apenas 
em superfície, também ocorre nas profundezas 
da crosta e no manto superior.
• Quando estão em sua forma de magma (rocha 
fundida) no subsolo, os minerais estão um pouco 
mais fluidos e conseguem se mover e se organizar 
com mais tempo. Isso vai resultar em rochas com 
diferentes minerais, que consigam se acumular e se 
organizar em uma aparência mais heterogênea, com 
os minerais bem aparentes (com uma granulação 
mais grossa).
• Essas rochas, com origem na cristalização do magma 
ainda no subsolo e em temperaturas acima de 500 °C, 
são conhecidas como rochas ígneas intrusivas. E 
assim vão ser formados os granitos, por exemplo:
• Já no caso dos resfriamentos e da cristalizações do 
magma (lava) de uma atividade vulcânica, que 
acontecem de forma muito mais imediata e em 
superfície, não há tempo suficiente para os minerais 
serem organizados. Então, quando o resfriamento da 
lava dá origem a uma rocha com uma aparência mais 
homogênea e com granulação mais fina, temos por 
exemplo o basalto. Essas rochas são classificadas 
como rochas ígneas extrusivas.
Rochas 
ROCHAS SEDIMENTARES
• São rochas que passaram por um processo de 
erosão natural pela ação dos rios, ventos, de 
desmoronamentos, da formação e do 
derretimento de geleiras, de atividades 
biológicas, marinho-costeiros, das chuvas e do 
intemperismo que as rochas sofrem. Após a 
erosão, fragmentos menores da rocha foram 
acumulados em sedimentos e, em algum 
momento, a pressão ou a alta temperatura fez 
com que esse sedimento voltasse a ficar de 
forma mais agregada.
• As rochas sedimentares vão ter características 
relacionadas com a rocha de origem, do 
tamanho dos fragmentos de rochas que foram 
erodidas e do ambiente de formação. Isso 
também inclui partes de plantas e animais. E 
por isso as rochas sedimentares contribuem 
para conhecer ecossistemas antigos e datar as 
formações rochosas com os seus fósseis, ou 
mesmo, jazidas de carvão e petróleo.
• As formações das rochas sedimentares 
seguem uma sequência, que pode ser resumida 
em:
1. Intemperismo dos minerais das rochas
2. Erosão da rocha;
3. Transporte dos fragmentos erodidos da rocha;
4. Sedimentação em depósitos sedimentares
5. diagênese, consolidação dos sedimentos 
ROCHAS METAFÓRICAS
1. São rochas que vão ser submetidas a um processo 
de muita pressão e temperatura. Mais pressão e 
temperatura do que as rochas sedimentares são 
expostas e menos do que as rochas ígneas. Esse 
processo acontece quase totalmente com as 
rochas no estado sólido, no qual os seus minerais 
são cristalizados em uma forma mais estável.
2. O metamorfismo acontece na interação de 
fatores: calor, pressão, fluidos e tempo. A 
interação entre esses fatores, a rocha de origem e 
o ambiente de metamorfismo vão resultar em 
diferentes formações de rochas metamórficas. 
Uma das características marcantes nas rochas 
metamórficas é a presença de dobras geológicas, 
resultado de tanta pressão e alta temperatura por 
tanto tempo.
CICLO DAS ROCHAS 
Placas tectônicas 
E estrutura da terra
CAMADAS E ESTRUTURA INTERNA DA TERRA
• O interior da Terra é uma estrutura 
estratificada, constituída basicamente por 
três camadas: núcleo, manto e crosta.
NÚCLEO 
• É a porção central da Terra, também 
denominada Nife, por ser constituída de 
principalmente de ferro e níquel. O núcleo 
terrestre corresponde a 1/3 da massa do 
planeta e possui pressões até 3,5 milhões de 
vezes maiores que a pressão da atmosfera – 
daí a denominação barisfera (es- fera 
pesada). Estima-se que as temperaturas 
variem entre 6.900 °C no núcleo interno e 4.800 
°C no núcleo externo.
• Pelo fato de o ponto de fusão dos minerais 
variar de acordo com a pressão e a 
temperatura, o núcleo interno é sólido e o 
núcleo externo é líquido, com fluidez maior que 
a do magma existente no manto.
MANTO 
• É a camada intermediária entre o núcleo e a 
crosta, podendo ser subdividido em manto 
inferior, zona de transição, manto superior e 
astenosfera, no sentido do núcleo para a 
crosta.
• O manto detém 68,3% da massa da Terra (a crosta, 
0,7, e o núcleo, 32,7%) e é formado 
predominantemente por material magmático 
(magma). O material magmá- tico do manto 
apresenta correntes de convecção, responsáveis 
na astenosfera pelo deslocamento das placas que 
compõem a crosta – as placas tectônicas.
ASTENOSFERA
• Parte superior do manto onde ocorrem os 
movimen- tos que deslocam as placas tectônicas.
CROSTA
• A crosta terrestre ou litosfera é o envoltório 
externo da Terra, com espessura 
proporcionalmente semelhante à casca de uma 
maçã. Consiste em uma fina camada de rochas 
menos densas que o manto subjacen- te, do qual 
derivou por meio de um complexo processo que 
durou milhões de anos.
• Há dois tipos de crosta: a continental, que forma os 
continentes, e a oceânica, que constitui o assoalho 
dos oceanos.
AGENTES INTERNOS DO RELEVO 
• Correspondem a forças que atuam no interiorou 
abaixo da crosta terrestre. Os agentes internos ou 
endógenos são: vulcanismo, tectonismo e abalos 
sísmicos.
TECTONISMO 
• São movimentos internos verificados no interior da 
crosta terrestre que influenciam nas formas de 
relevo.
• Entre os movimentos tectônicos (ou diastróficos), 
distinguem-se dois tipos: epirogenéticos e 
orogenéticos.
• Os movimentos tectônicos epirogenéticos atingem 
áreas de dimensões continentais, motivados por 
forças verticais e não alteram as estruturas 
rochosas. Suas principais consequências são as 
regressões e as transgressões oceânicas.
• Os movimentos tectônicos orogenéticos 
apresentam amplitude restrita, porém atuam em 
todas as pla- cas, o que resulta em profundas 
deformações da crosta, originando montanhas pelo 
dobramento e falhamento. Ocorrem em breves e 
nítidos períodos, separados por longos espaços de 
estabilidade.
AREAS DE DIVERGÊNCIA 
• Áreas de afastamento das placas onde ocorre 
intensa atividade vulcânica. Nessas áreas, o magma 
que está sob pressão no manto é constantemente 
expelido.
• As áreas de divergência são consideradas constru- 
tivas. No fundo dos oceanos existem áreas de 
divergên- cia onde o acúmulo de material 
magmático originou as cordilheiras meso-oceânicas 
ou dorsais.
DORSAIS OCEÂNICAS 
• As dorsais oceânicas são grandes cadeias de 
montanhas submarinas que ocorrem nas áreas de 
divergência tectônica. Essas concepções evidenciam 
que os fundos oceânicos são recentes e estão em 
constante processo de expansão.
• Por ocuparem áreas praticamente no centro das 
bacias oceânicas, as dorsais também são chamadas 
de cordilheiras meso-oceânicas.
SUBDUCCAO 
• Locais em que as placas se chocam, com a mais 
densa mergulhando sobre a menos densa até 
sofrer fu- são e se incorporar ao material do 
manto. A subducção normalmente ocorre com o 
mergulho de uma placa oceânica (mais densa) 
sob outra continental (menos densa). As zonas 
de subducção são consideradas destrutivas.
• As áreas com subducção, ocorrem fortes terre- 
motos, dobramentos com a formação de 
cordilheiras, fossas oceânicas e vulcanismos. 
OBDUCCAO 
• Áreas em que uma parte da crosta oceânica é 
arrastada para cima de uma porção da crosta 
continental. Também pode ocorrer no choque de 
duas placas continentais. Na obducção acontece 
o cavalgamento de uma placa sobre outra ou 
grandes enrugamentos na crosta – originando 
montanhas e terremotos. Nos casos de obducção 
não são verificadas abundantes áreas de 
vulcanismos, sendo a cordilheira do Himalaia o 
exemplo mais típico desse processo tectônico.
TRANSCORRENTE
• No caso dos movimentos tectônicos 
transcorrentes, uma placa desliza lateral à outra. 
Também chamados de movimentos 
transformantes, nessas áreas, grosso modo, não 
há vulcanismo nem a formação de monta- nhas, 
por isso movimentos ditos conservativos. Porém, 
nas áreas com movimentos transcorrentes são 
comuns terremotos, muitos de grande magnitude.
Relevo II 
Agentes externos 
• Os agentes externos são: intemperismo, águas 
correntes, oceanos, ventos, geleiras e seres 
vivos.
INTEMPERISMO 
• É a ação de agentes mecânicos, químicos e 
biológicos sobre as rochas e minerais da 
superfície terrestre, tendo como produto final 
a formação do manto de intemperismo.
• O intemperismo pode ser físico e químico.
INTEMPERISMO FÍSICO 
• O intemperismo físico é o resultado de ação 
mecânica, desagregando as rochas 
gradualmente em partículas, pela variação de 
temperatura ou pela ação de gelo e degelo. No 
intemperismo físico, as rochas sofrem 
alterações de tamanho e forma, sem alterarem 
sua estrutura química.
INTEMPERISMO QUÍMICO 
• O intemperismo químico (ou químico-biológico) é 
a ação dos fenômenos químicos da água por 
meio da umidade atmosférica, de agentes 
biológicos e seus produtos orgânicos. Assim 
como o intemperismo físico, o intemperismo 
químico pode ocorrer em qualquer su- perfície 
continental, porém é predominante nas regiões 
de climas úmidos e quentes.
MANTO DE INTEMPERISMO 
• A camada superficial da crosta que sofre a ação do 
intemperismo denomina-se manto de intemperismo 
ou regolito ou solo arável.
ENXURRADAS
• São formadas durante e após as chuvas. Pela sua 
ação, há formação das ravinas nas encostas e 
depósitos de sedimentos nas partes baixas.
• As enxurradas formam-se com maior frequência nas 
áreas montanhosas, onde a declividade seja 
acentuada pela menor infiltração de água. Outros 
fatores podem determinar a maior ou menor 
intensidade das enxurradas, tais como vegetação, 
permeabilidade do solo, regime pluviométrico..
• As voçorocas (ou boçorocas) são grandes valas ou 
ravinas abertas pelas águas pluviais. As formações 
das voçorocas é favorecida em áreas com solos 
arenosos e altos índices pluviométricos. Práticas 
inadequadas de agricultura e o desmatamento 
contribuem para a formação dessas erosões. 
TORRENTES
• São enxurradas em áreas montanhosas, ocasionadas 
por chuvas torrenciais ou degelo, que podem ser 
violentas e devastadoras.
''
DESLIZAMENTO DE ENCOSTAS
• As encostas (vertentes ou escarpas) dos 
relevos acidentados, como montanhas e serras, 
são suscetíveis ao deslizamento 
(escorregamento, avalanche, desabamento, 
avanço, rastejo, ou ainda, creep) de materiais, 
como solos e rochas decompostas. Os 
deslizamentos são naturais e mais comuns nos 
locais chuvosos, podendo ser também causados 
ou acelerados por ações humanas (antrópicas), 
como desmatamentos e construções 
irregulares.
RIOS 
• São um dos principais agentes de relevo 
externos por meio da erosão, transporte e 
acumulação.
• A erosão fluvial pode ser vertical e horizontal.
• A erosão vertical é aquela verificada em seu 
próprio leito, predominando em curso superior 
e geralmente mais intensa na fase de 
juventude.
• A erosão horizontal ou erosão laminar é aquela 
verificada em suas vertentes.
• O transporte dos sedimentos ocorre por três 
processos: em suspensão, por rolamento e em 
solução.
• A acumulação ocorre ao longo do curso médio e 
inferior, uma vez que o declive do curso é 
menos acentuado, em seu leito, em suas 
margens e também em sua foz.
• O resultado do trabalho de acumulação são as 
planícies aluvionais e os meandros.
TRABALHO DOS OCEANOS
1. EROSÃO: A erosão ocasionada pelos oceanos 
denomina-se abrasão e se realiza por meio das 
vagas que, ao se chocarem com as rochas, 
destroem-nas. Se a costa é alta, surge a falésia 
ou penedia, que nada mais é do que um 
paredão abrupto muitas vezes denominado de 
costão. 
2. ACUMULAÇÃO: O trabalho de acumulação pelos 
sedimentos determi- na a formação de praia, 
restinga, tômbolo, ilha e recife.
RESTINGA 
• Também denominada cordão litorâneo, é a 
acumu- lação fluviomarinha feita pelas 
correntes costeiras nas entradas das baías. 
Essas baías ficarão ligadas ao oceano por 
pequena passagem, formando, então, uma 
lagoa costeira ou laguna.
TÔMBOLO 
• Também denominado linguado, é a sedimentação 
marinha que une uma ilha ao continente, 
formando um pequeno istmo.
VENTOS (AÇÃO EOLICA) 
1. DEFLAÇÃO: Consiste no trabalho de os ventos 
“varrerem” uma superfície, retirando até mesmo 
seixos.
2. CORRASAO: Também denominada de corrosão, 
consiste no tra- balho de os ventos atirarem 
partículas contra as rochas, muitas vezes, de 
forma violenta.
Solos
SOLOS
• Os solos constituem a parte mais superficial da 
crosta terrestre. São formados por rochas 
degradadas (produto final do intemperismo/
meteorização) e por material orgânico.
• O estudo dos solos é realizado pela pedologia. 
Outro ramo, a edafologia, preocupa-se com o solo 
arável ou agrícola (estrato mais “produtivo” e 
indicado para os vegetais).
COMPONENTES DO SOLO
• Os solos representam um segmento abiótico de 
suporte à vida, sendo essencialmente formados 
por minerais, acrescidos de material orgânico, 
água e ar. Na constituição de um solo, de modo 
geral,são encontrados 46% de mi- nerais, 4% de 
material orgânico, 25% de ar e 25% de água (sendo 
as quantidades de água e ar bastante variáveis).
• As partículas minerais são originadas a partir do 
intemperismo das rochas e pelos processos de 
deposição de sedimentos. Ocorrem em variados 
tamanhos de grãos, como argilas, siltes, areias, 
cascalhos e matacões (pedregulhos). As argilas, 
partes minerais de menor tamanho (menor 
granulometria), são as mais importantes, sendo 
onde as raízes realizam a retirada de importantes 
nutrientes como o cálcio e o potássio.
• O material orgânico, ou parte biológica, é 
represen- tado pelo acúmulo de dejetos animais 
e vegetais (folhas, galhos, frutos, excrementos, 
animais mortos) e pelo hú- mus. O húmus (ou 
humo) é a parte orgânica dos solos pronta para 
ser absorvida pelas plantas e oriunda dos 
processos de decomposição realizado por 
micróbios e das fezes das minhocas.
LATOSSOLOS E LITOSSOLOS 
• Os solos profundos constituem os latossolos, 
comumente maduros, férteis e encontrados 
em áreas planas com climas úmidos 
(temperados e tropicais).
• Os solos rasos, denominados litossolos, em geral 
são jovens, pouco férteis e encontrados em 
áreas acidentadas e de clima seco.
HORIZONTES DO SOLO 
• Horizonte O: é a parte superior de um solo, 
constituída pelos materiais orgânicos 
depositados, pouco ou não decompostos 
(denominada serapilheira). Tem coloração 
escura, é bem aerado, iluminado e suscetível a 
grandes variações de umidade. Esse horizonte 
aparece em alguns trabalhos subdividido entre O 
(superior) e H (inferior).
• `Horizonte A: é o solo propriamente constituído 
(ou solum) de minerais decompostos e material 
orgânico. Camada rica em húmus e ocupada por 
raízes, minhocas, formigas e micróbios. É a 
fração dos solos com condições de fixação dos 
vegetais, condições edáficas, por isso 
denominada de solo arável ou agrícola. Esse 
horizonte aparece em alguns trabalhos 
subdividido entre A1 (superior e com grande 
riqueza orgânica) e A2 (inferior e 
predominantemente mineral).
• Horizonte B: é uma camada de areias finas e 
argi- las, onde o material orgânico está reduzido 
a traços ou mesmo é inexistente. O material 
constituinte pode ser denominado barro e 
corresponde ao subsolo atingido apenas pelas 
raízes mais profundas. É também um horizonte 
de rochas locais (eluvial), em alguns trabalhos 
tendo a parte superior chamada horizonte E.
• Horizonte C: é formado pelas rochas de maior 
profundidade que estão em decomposição 
apresentando matacões, ou seja, porções ainda não 
inconsolidadas de rochas. Esse horizonte não 
apresenta materiais orgânicos e é também 
denominado regolito.
• Horizonte R: camada profunda, correspondente 
à crosta terrestre. É a rocha mãe ou matriz 
sem traços de decomposição, ou seja, 
consolidada. Em alguns trabalhos é apontado 
como horizonte D.
FORMAÇÃO DO SOLO (PEDOGÊNESE) 
• As rochas determinam a parte mineral, mais 
abundante e primordial dos solos. Quando o solo 
é formado pelas rochas locais, é denominado 
eluvial. Quando é formado por material 
sedimentado trazido de outras localidades pelos 
agentes erosivos, é denominado aluvial.
SOLOS EM DESTAQUES NO BRASIL: 
1. Aluvião: solos presentes nas planícies e várzeas 
fluviais, como as dos rios Amazonas, Araguaia e 
São Francisco.
São bastante aproveitados em lavouras de 
policultura para subsistência. Com destaque para os 
vazanteiros do vale do rio São Francisco, que 
aproveitam os períodos de vazante do rio para 
cultivar alimentos. São formados a partir dos sedi- 
mentos depositados pelas cheias dos rios, sendo 
azonais, em geral rasos ou pouco profundos e 
aluviais.
2. Massapé (ou massapê): é o solo muito fértil que 
caracteriza a Zona da Mata Nordestina. Teve grande 
aproveitamento nos ciclos da cana-de-açúcar e do 
cacau. O massapé é derivado da decomposição de 
calcário e gnaisse. Corresponde a um solo zonal, 
profundo e eluvial.
3. Salmourão: é o solo com maior uso agrícola no 
Brasil, tendo destaque nas culturas de arroz, 
laranja, trigo e soja. Ocorre principalmente nas 
regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul.
4. Terra preta do índio (TPI): são manchas de solos 
muitos férteis, ricos em húmus, encontrados na 
floresta amazônica, empregados em roças tropicais 
de subsistência por índios e outros habitantes da 
região. 
5. Terra roxa (ou massapé vermelho): solo 
encontrado nas porções ocidentais de São Paulo e 
Paraná e no sul do Mato Grosso do Sul. Teve 
destaque nas plantações do ciclo do café. É muito 
fértil e oriundo da decomposição de rochas
SOLOS DE OUTRAS PARTES DO GLOBO 
1. Loesse (ou Loess): solo abundante nas planícies 
do nordeste chinês e importante no cultivo de 
vários alimentos, com destaque para o arroz 
(rizicultura).
2. Podzol: é o solo encontrado nas florestas frias 
(temperadas e de coníferas) do hemisfério 
Norte (Canadá, norte europeu e Rússia 
central). É muito fértil, empregado em 
plantações e pastagens. É um solo zonal, 
profundo e eluvial.
3. Tchernozion: também denomi- nado de terra 
negra, é um solo fértil presente com destaque 
na Ucrânia (com grandes amostras também 
na Rússia e Ásia central). É amplamente usado 
em planta- ções de cerais, como a aveia e o 
trigo. 
4. Tundra: é o solo das periferias do círculo polar 
ártico, ocorrendo nas latitudes de até 
aproximadamente 75° Norte. Só apresenta 
condições para o de- senvolvimento de 
vegetais no verão, quando ocorre o degelo e 
surgem as formações da tundra (musgos, 
liquens e gramíneas).
Vegetações 
CLASSIFICAÇÃO QUANTO A UMIDADE
1. Higrófitos – que se adaptam bem a ambientes 
de elevada umidade (quando relacionadas a 
chuvas abundantes, florestas higrófitas são 
também chamadas de pluvial ou ombrófilas);
2. Tropófitos – os que se adaptam a ambientes 
que alternam períodos úmidos e secos;
3. Xerófitos – os que se adaptam a períodos de 
pouca umidade.
QUANTO AS FOLHAS 
1. Latifoliadas – vegetais que têm folhas largas 
para facilitar a fotossíntese e a transpiração – 
típicos de áreas quentes e úmidas;
2. Aciculifoliadas – vegetais de folhas 
pontiagudas, que reduzem a transpiração – 
típicos de áreas temperadas;
3. Perenifólios vegetais que não perdem as 
folhas ao longo do ano,possuem folhagem 
persistente, sendo“sempre verdes”;
4, Caducifólios (ou decíduos) – são os que perdem 
folhas em períodos frios ou secos do ano.
GRANDES FORMAÇÕES VEGETAIS 
• Constituem a mais pujante formação 
florística, onde há predomínio de árvores 
(segmentos arbóreos). Os princi- pais tipos de 
formações florestais são:
` intertropicais (equatoriais e 
 1. intertropicais (equatoriais e tropicais úmidas)
2. Temperadas
3. De coníferas
FLORESTAS EQUATORIAIS E TROPICAIS ÚMIDAS
• Desenvolvem-se em áreas quentes e de precipitação 
abundante o ano todo (médias térmicas e 
pluviométricas anuais, respectivamente, acima de 20 
°C e 2.000 mm). Essas condições promovem o rápido 
crescimento das árvores e um esforço violento de 
sobrevivência.
• São dominadas por árvores verdes de folhas largas e 
queda/reposição contínua – latifoliadas e perenifo- 
liadas. Possuem grande variedade de espécies e, por 
isso, são consideradas como os ecossistemas de 
maior biodiversidade do planeta.
• A grande biomassa dessas florestas não é alimen- 
tada por solos férteis. Na verdade, tais solos são 
fortemente lixiviados e, portanto, ácidos. Há, 
contudo, um ativo sistema de decomposição orgânica 
que gera um ciclo de nutrientes fechado que 
sustenta a floresta.
FLORESTAS TEMPERADAS 
• Nessas florestas, encontram-se árvores com mais 
de 100 metros de altura (sequoias). Apresentam 
muitos elementos caducifoliados (com queda das 
folhas no inverno) e grande uniformidade vegetal – 
já com a presença de pinheiros.
• São típicas dessa categoria as matas do 
Mediterrâneo, as florestas da Califórnia e da 
Austrália e a Mata das Arau- cárias, com opinheiro-do-paraná (Araucaria angustifolia), 
uma conífera (gimnosperma) que pode 
atingir até 30 metros de altura, e a erva-mate 
(Ilex paraguariensis).
• Essas florestas são muito exploradas 
economicamente.
FLORESTAS DE CONÍFERAS 
• Ocupam vastas áreas da América do Norte e 
da Eurásia, sobretudo entre as latitudes 45° e 
75° Norte. As condições climáticas são 
rigorosas, com invernos frios, verões curtos e 
estação de chuva baixa.
• Em grande parte, as árvores são perenes, 
dominando espécies como abeto, pinheiro e 
abeto vermelho.
• Os ramos são flexíveis para sofrer a queda da 
neve pesada, e as folhas pequenas, em forma 
de agulha, reduzem a transpiração durante o 
inverno.
FORMAÇÃO DE ARBUSTIVAS 
• Constituem um tipo intermediário entre 
florestas e her- báceas. São formações 
vegetais encontradas nas regiões in- 
tertropicais, com uma vegetação de arbustos 
intercalados com campos
• savana – nos EUA e na África Central; 
• cerrado – no Brasil;
• lhano – na Venezuela;
• parque – na África Oriental;
• chaparral – no México; 
• bosque – no Sudão;
• jângal – na Índia;
• bush – na Austrália.
FORMAÇÃO DE HERBÁCEAS
• Correspondem à vegetação rasteira, gramas e 
pequenos arbustos e recebem vários nomes:
• estepe – em áreas de climas áridos e semiáridos 
da Federação Russa;
• pampa – na Argentina, no Uruguai e no Rio 
Grande do Sul;
• campo – no Brasil;
• pradaria – nos EUA;
• down – na Austrália;
• puszta – na Hungria.
FORMAÇÃO DE XEROFÍTICAS
• São formados típicas de regiões onde existe 
escassez de umidade. Nessas regiões, verifica-
se a predominância de cactáceas. Recebem 
diversos nomes, como:
• Caatinga: sertão nordestino 
• Puna: deserto Atacama 
FORMAÇÕES DOS ALAGADIÇOS 
• Correspondem às tundras das regiões árticas 
e aos mangues nos litorais lodosos de regiões 
intertropicais.
• Nas regiões próximas do círculo polar Ártico, o 
degelo que ocorre no verão permite o 
surgimento da tundra, cobertura vegetal de 
vida curta (efêmera), formada por musgos, 
liquens e gramíneas. No domínio polar sul 
(Antártica), praticamente não existe 
vegetação.
VEGETAÇÃO HALÓFITA
• Composta por vegetais adaptados em meios 
de elevada salinidade. São vegetais dos 
manguezais, das praias e restingas
MATA CILIAR
• Vegetação composta por vegetais de médio e 
grande porte, situada às margens de rios 
tropicais, também denominada mata de 
várzea ou mata-galeria.
• As matas ciliares são vitais para os cursos 
fluviais.
• Elas regulam o escoamento superficial 
(mantendo a umidade e abastecendo as 
nascentes), filtram sedi- mentos evitando o 
assoreamento, evitam a erosão das margens 
e controlam o fluxo dos rios nas enchentes.
VEGETAÇÃO ORÓFILA
• Os segmentos rasteiros e arbustivos das altas 
mon- tanhas (entre 2 000 a 3 000 metros) 
constituem as vegetações orófilas.
VEGETAÇÃO MEDITERRÂNEA 
• Nas áreas de clima mediterrâneo, com verões 
secos e invernos chuvosos, aparece uma 
vegetação caracterizada por arbustos e 
pequenas árvores espalhadas (esparsas). Suas 
principais ocorrências estão na orla do mar 
Mediterrâneo e na Califórnia estadunidense.
• A vegetação mediterrânea é comumente 
chamada maquis e garrigues.
Clima e hidrografia 
Do Brasil
CLIMAS BRASILEIROS 
• Grande parte do território brasileiro está 
situada predominantemente num 
ambiente intertropical. Em decorrência 
desse fato, os climas brasileiros são 
predominantemente quentes e úmidos, 
com as seguintes características:
• temperaturas médias superiores a 18oC;
• amplitude térmica anual inferior a 6oC;
• diferenças de estações caracterizadas pelo 
regime pluviométrico;
• circulação atmosférica controlada pela 
Zona de Convergência Intertropical (ZCIT);
• baixas pressões equatoriais (doldrums) ;
• ventos alísios;
• altas pressões subtropicais.
• Também a maritimidade, a continentalidade 
e a altitude influenciam nos climas 
brasileiros.
MASSAS ATMOSFÉRICAS
• Cinco são as massas que atuam com maior 
intensidade sobre o território brasileiro: 
massa equatorial conti- nental (mEc), 
massa equatorial atlântica (mEa), massa 
tropical continental (mTc), massa tropical 
atlântica (mTa) e massa polar atlântica 
(mPa).
1. A massa equatorial continental (mEc), quente e 
úmida, tem seu centro de origem na Amazônia e 
exerce grande influência na Amazônia Ocidental, 
ocasionando chuvas de convecção durante todo o 
ano. Durante o ve- rão, essa massa se expande, 
podendo cobrir grande parte do território 
brasileiro, ocasionando aguaceiros (chuvas fortes 
e passageiras).
2. A massa equatorial atlântica (mEa), quente e 
úmida, é originária dos Açores (anticiclone). 
Domina a Amazônia Oriental e parte do litoral do 
Nordeste, atuando com intensidade no verão do 
hemisfério Sul.
3. A massa tropical continental (mTc), quente e seca, 
tem seu centro de origem na Depressão do Chaco. 
Atua principalmente no Centro-Oeste, 
determinando estiagem durante o inverno.
4. Massa tropical atlântica (mTa), quente e úmida, é 
originária do anticiclone de Santa Helena, nas 
proximidades do Trópico de Capricórnio, no oceano 
Atlântico. Atua no litoral da região Sul, Sudeste e 
parte meridional da Nordeste. Normalmente, por 
movimentar-se no sentido descendente 
(subsidência), não ocasiona chuvas. Porém, 
durante o verão, essa massa é responsável pela 
elevada precipitação registrada no litoral oriental 
(que abrange parte do litoral das regiões Sudeste 
e Nordeste).
• A massa polar atlântica (mPa), também 
denominada de massa polar antártica, é fria e 
úmida, tendo seu centro de origem no sul da 
Argentina (Patagônia). Atua com maior 
intensidade durante o outono e o inverno. 
Atinge com maior frequência a região Sul, 
porém pode estender-se pelo litoral até a 
porção meridional do litoral nordestino. Em 
casos excepcionais, desloca-se em direção à 
Amazônia Ocidental.
CLASSIFICAÇÃO CLIMÁTICA 
1. Clima equatorial úmido e equatorial semiúmido 
– compreende a maior parte da região Norte e 
a porção setentrional da região Centro-Oeste.
2. Clima tropical: também denominado de clima 
tropical semiúmido, abrange grande parte da 
região Centro-Oeste e porções das regiões 
Nordeste, Sudeste e Norte.
3. Clima semiárido: compreende o polígono das 
senas
4. Clima tropical de altitude – abrange porções 
das regiões Sudeste, Sul, Centro-Oeste e parte 
do Norte.
5. Clima subtropical: abrange toda a região sul e 
porções das regiões sudeste e centro oeste 
HIDROGRAFIA BRASILEIRA
RIOS
A rede hidrográfica brasileira apresenta as seguintes 
características:
1. riqueza em rios;
2. pobreza em formações lacustres (lagos);
3. organização feita por três grandes divisores de 
água: a cordilheira andina, o planalto Central e o 
planalto das Guianas;
4. dificuldade de identificação dos divisores de água 
nas áreas de relevo aplainado;
5. bacias exorreicas com rios de drenagem aberta para 
o oceano Atlântico, devido à barreira andina e à 
ausência de depressões absolutas;
6. predomínio de rios perenes (os rios intermitentes 
são encontrados nos domínios do clima semiárido);
7. predomínio de foz do tipo estuário (somente os rios 
Amazonas e Parnaíba terminam em deltas);
8. predomínio de rios planálticos com grande potencial 
hidráulico;
9. rios navegáveis afastados das regiões mais 
desenvolvidas;
10. regime pluvial tropical com cheias no verão austral.
IBGE
BACIAS HIDROGRÁFICAS
• O Brasil é constituído por 10 bacias que, em 
virtude da disposição do relevo brasileiro, 
apresentam divisores de água descontínuos e 
de altitudes modestas. Por isso a dificuldade em 
delimitá-las, o que resulta em divergên- cias na 
identificação dessas bacias. Todas são 
exorreicas e podem ser agrupadas em bacias 
independentes e secundárias.
BACIAS INDEPENDENTES
1. BACIA AMAZONICA 
• É a maior bacia hidrográfica do globo e drena 
aproximadamente 45,6% das terras brasileiras. A 
bacia Amazônica banha os seguintesestados: 
Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, 
Rondônia e Roraima. Comunica-se com a bacia 
do Orinoco através de vários canais, entre os 
quais o de Cassiquiare, e com a bacia do 
Paraguai por pequenos rios na região das 
“águas emendadas” (nordeste de Mato Grosso).
• O principal rio da bacia Amazônica é o 
Amazonas. Nasce nos Andes peruanos, na 
cordilheira de Vilcanota, com o nome de Ucayalli 
e, com aproximadamente 7100 km, é considerado 
o maior rio do mundo, com aproximadamente 430 
quilômetros a mais do que o rio Nilo, que até 1970 
era considerado o mais extenso do mundo.
• A grande maioria dos rios da bacia Amazônica 
vem do planalto das Guianas (margem esquerda) 
ou do planalto Central (margem direita), por isso 
são enca- choeirados e responsáveis pelo 
potencial hidrelétrico dessa bacia (o maior 
“disponível” no Brasil).
• O regime da bacia Amazônica é complexo, con- 
tribuindo para suas cheias as chuvas que caem 
sobre os afluentes da margem esquerda, 
situados no hemisfério Norte, e as chuvas e 
derretimentos de geleiras dos afluen- tes da 
margem direita, no hemisfério Sul. As cheias 
ocorrem em março e abril, consequência das 
chuvas de outono que caem sobre os afluentes 
da margem direita; quando há interferência com 
as cheias dos afluentes da margem esquerda, o 
débito máximo é registrado em junho.
BACIA DO TOCANTIS-ARAGUIA 
• É a maior bacia hidrográfica genuinamente 
brasileira. Também denominada de bacia do 
Tocantins-Araguaia, abrange os estados de Goiás, 
Tocantins, Mato Grosso, Pará e Maranhão.
• É formada pelo rio Tocantins e sua rede de 
afluentes, dos quais se destaca o rio Araguaia.
• A confluência dos rios Tocantins e Araguaia é 
conhecida como Bico do Papagaio (TO), onde 
ocorrem muitos conflitos fundiários.
BACIA DO SÃO FRANCISCO 
• Banha os estados de Minas Gerais, Bahia, 
Pernambuco, Alagoas e Sergipe. É uma bacia 
tipicamente planáltica, com altitudes entre 
400 e 1000 metros, quedas-d’água no rio 
principal e nos afluentes, possuindo potencial 
hidrelétrico aproveitável.
• O rio São Francisco é o maior rio totalmente 
brasileiro. Sua bacia hidrográfica é a 
segunda maior totalmente no Brasil.— É 
navegável entre Pirapora (MG) e Juazeiro 
(BA), na divisa com Pernambuco, também no 
seu baixo curso, próximo à sua foz.
• O rio São Francisco também é aproveitável 
para a produção de energia e irrigação de 
cultivos, destacando-se as frutas.
BACIA DO PARANÁ 
• Banha os estados de Minas Gerais, Goiás, 
Mato Grosso do Sul, São Paulo, Paraná e 
Santa Catarina através do rio Iguaçu.
• É uma bacia tipicamente de planalto, 
apresentando muitas quedas e corredeiras, 
muitas delas sendo apro- veitadas para a 
geração de energia elétrica. É a bacia 
hidrográfica mais utilizada para a geração 
de energia elétrica no país.
• O rio Paraná, principal rio dessa bacia, é 
considerado um dos maiores do mundo 
BACIA DO PARAGUAI
• Banha os estados de Mato Grosso e Mato Grosso 
do Sul. É tipicamente bacia de planície, tendo como 
rio principal o rio Paraguai.
• O rio Paraguai nasce no estado de Mato Grosso, 
recebe vários afluentes e vai desaguar fora do 
Brasil, no rio Paraná.
BACIA DO URUGUAI
• Banha os estados de Santa Catarina e Rio Grande 
do Sul, tendo como rio principal o rio Uruguai.
• O rio Uruguai é formado pela fusão dos rios 
Canoas e Pelotas. É um rio muito sinuoso, 
principalmente no trecho em que seu curso serve 
de divisa entre os estados de Santa Catarina e 
Rio Grande do Sul, e em seu curso inferior é 
navegável.
BACIAS SECUNDÁRIAS
BACIA DO AMAPÁ 
• É formada pelas bacias dos rios Oiapoque, 
Caciporé, Calçoene e Araguari, situados no estado 
do Amapá.
BACIA DO NORDESTE
• Abrange várias bacias hidrográficas situadas 
entre o leste do Pará e a foz do rio São Francisco, 
situada na divisa entre os estados de Alagoas e 
Sergipe.
•
BACIA DO LESTE
• Compreende os rios situados entre os 
estados de Sergipe e São Paulo (litoral 
centro-norte). Entre os rios que formam 
estas bacias, destacam-se: Vaza-Barris, 
Jequitinhonha, Pardo, Doce e Paraíba do Sul. 
BACIA DO SUDESTE DO SUL
• Formada pelos rios situados entre São Paulo 
(litoral sul) e Rio Grande do Sul.
• Fazem parte dessas bacias os rios Ribeira, 
Guaragua- çu, Itapocu, Itajaí-Açu, Tubarão, 
Jacuí e Jaguarão.
GEOGRAFIA B
Demografia 
EXPLOSÃO DEMORAFICA 
• Desde o final da última glaciação do planeta 
Terra (há cerca de 10.000 anos) até o século 
XIX, a população do planeta possivelmente 
nunca passou de 1 bilhão de habitantes, de 
acordo com cálculos aproximados. Con- tudo, 
após a Revolução Industrial, a população 
global aumentou muito em um prazo de 
tempo exigido. Esse fenômeno é chamado de 
Explosão Demográfica.
ÁREAS POPULOSAS
• Esse termo está relacionado com os países, 
estados ou cidades que possuem grande 
contingente populacional, também associado 
ao termo população absoluta.
ÁREAS POVOADAS
• São países, estados ou cidades que possuem 
elevada população por km2. Na maioria dos 
casos, possuem áreas pequenas e são 
Cidades-Estados
O BRASIL
• O Brasil pode ser considerado um país muito 
populoso, pois tem mais de 213.000.000 milhões 
de habitantes e pouco povoado uma vez que 
tem aproximadamente 25 hab./km2.
TEORIAS DEMOGRÁFICAS 
• Thomas Malthus foi um pastor anglicano e 
economista que viveu durante os impactos sociais e 
demográficos da 1a Revolução Industrial. Para ele, 
existiria uma catástrofe no futuro da população 
mundial, ele acreditava que a população cresceria 
em um ritmo muito acelerado e que o aumento da 
produção de alimentos não alcançaria o mesmo 
ritmo, como resultado disso, em algum momento da 
história, haveria mais pessoas do que alimentos.
• Contudo, muita coisa aconteceu desde a formulação 
da sua teoria, 2 revoluções industriais, 2 guerras 
mundiais, e a Revolução Agrícola. Fatores que 
criaram um novo cenário mundial e que 
evidenciaram a mudança no crescimento 
populacional e no aumento da produção de alimento 
mundial.
• Ou seja, Malthus estava duplamente errado, pelo 
progresso tecnológico a produção agrícola superou o 
ritmo do crescimento demográfico, tornando mais 
raras as crises de fome, os limites à expansão da 
população possuem razões econômicas e culturais, e 
não ocorrem pela carência de alimentos
• No lugar da “catástrofe demográfica”, tem ocorrido 
uma desaceleração gradual do crescimento 
demográfico, que fica cada vez mais evidente por 
todo o globo, e o Brasil não é exceção.
TEORIA NEOMALTHUSIANA 
• Com a Explosão Demográfica do período pós-
Se- gunda Guerra, alguns estudiosos e 
governos atribuíram o crescimento 
demográfico à pobreza das nações. Por isso, 
era imperativo que os Estados controlassem as 
ta- xas de natalidade e, mediante distribuição 
de métodos anticoncepcionais, fizessem 
operações de vasectomia ou laqueaduras, em 
alguns casos até de forma forçada.
• Um dos países que ficou famoso por essa 
política foi a China que, no final da década de 
1970 até 2015, gerenciou a política do filho único 
com êxito.
• Atualmente na China, como os índices de 
natalidade estão estáveis e a população está 
cada vez mais idosa, o governo está 
flexibilizando a lei, contudo os resultados não 
estão atingindo o esperado. Devido ao aumento 
do custo de vida da população, a competição 
no mercado de trabalho, a melhoria nos níveis 
de informação da população, os chineses 
continuam tendo no geral um único filho.
TEORIA ECOMALTHUSIANA 
• Essa linha de pensamento indica que o 
crescimento elevado da população instiga a 
exploração demasiada dos recursos naturais,
 elevando o consumo de combustíveis fósseis, 
necessitando uma agricultura com elevada 
produtividade e abertura de novos espaços urbanos 
para povoamento, o que atingiria diretamente 
diversos biomas no planeta, havendo dessa forma a 
obrigato- riedade de controlar a natalidade, 
principalmente nos paísesmais pobres.
TEORIA REFORMISTA 
• A teoria reformista é uma teoria demográfica 
que defende a ideia de que as altas taxas de 
natalidade e o crescimento populacional não são 
a causa do baixo desenvolvimento 
socioeconômico dos países, mas sim o contrário. 
Ou seja, segundo a teoria reformista, a condição 
de subdesenvolvimento e a pobreza que acomete 
a população são alguns dos principais motivos 
para a existência de elevado número de 
nascimentos nesses territórios
TAXAS DEMOGRÁFICAS
TAXA DE FECUNDIDADE 
• É uma estimativa de número médio de filhos que 
uma mulher tem em uma determinada área ou 
país até o final do seu ciclo reprodutivo.
TAXA DE NATALIDADE
• é o numero de nascimentos de uma determinada 
área ou pais geralmente apresentada por 1000 
habitantes
TAXA DE MORTALIDADE
• É o número de nascimentos de uma determinada 
área ou país geralmente apresentada por 1000 
habitantes.
TAXA DE CRESCIMENTO VEGETATIVO OU NATURAL 
• É a diferença entre o número de nascimentos e 
mortes de uma determinada região ou país.
TAXA DE CRESCIMENTO POPULACIONAL 
• Utiliza-se o crescimento vegetativo somado ao 
saldo migratório, que pode ser positivo se tiver 
recebendo mais imigrantes ou negativo se estiver 
cedendo emigrantes.
TAXA DE MORTALIDADE INFANTIL 
• É o número morte de recém-nascidos até um ano 
de vida e em alguns casos até 5 anos.
TAXA DE MORTALIDADE PERINATAL
• Consiste no número de mortes de fetos ou 
recém-nascidos até o final da primeira semana 
de vida.
CENSO DEMOGRÁFICO 
• Os censos demográficos ou recenseamentos 
promovem a coleta, organização e divulgação 
de informações sobre a população de uma 
área ou país. De modo geral possuem 
periodicidade decenal (de 10 em 10 anos). No 
Brasil o responsável pelos censos 
demográficos é o Instituto Brasileiro de 
Geografia e Estatística (IBGE).
Demografia II 
AS FASES DO CRESCIMENTO DEMOGRÁFICO 
• Na década de 20, o demógrafo Warren Thompson 
criou o Modelo de Transição Demográfica. Ao 
observar a realidade da Europa, Warren 
desenvolveu um modelo para servir de 
ferramenta teórica para a leitura, compreensão, 
interpretação e planejamento sobre a dinâmica 
do crescimento populacional mundial.
• Nesse modelo Thompson defendeu que as 
sociedades atravessariam um longo período de 
transição, no qual chegariam em um crescimento 
populacional baixo ou nulo, seja pelo alto índice de 
natalidade e mortalidade ou pelo contrário, 
teriam baixos valores de natalidade e 
mortalidade.
• Ou seja, teriam um número de nascimentos e 
óbitos bem próximo, de forma que um valor 
“anularia” o outro na taxa de crescimento. Neste 
modelo, nas faixas de transição, a taxa de 
natalidade cairia só depois das taxas de 
mortalidade.
PRIMEIRA FASE
• Fase Pré-transição ou do equilíbrio primitivo
• Na Europa: Início da humanidade até o século 
XVIII;
• No Brasil: Início da humanidade até meados dos 
anos 40;
• Altas taxas de natalidade e altas taxas de 
mortalidade;
• Crescimento populacional bem baixo;
• A taxa de mortalidade ainda é muito alta por 
causa da falta de técnicas de medicina, de 
acesso ao atendimento médico, saneamento 
básico, boas condições de trabalho, segurança 
alimentar, epidemias, guerras e conflitos;
• A taxa de natalidade também era alta pela 
ausência de conhecimento sobre planejamento 
familiar e métodos anticonceptivos, além disso, 
o trabalho no campo estava muito ligado ao 
trabalho familiar e com isso as crianças e 
jovens eram integrantes da mão de obra para 
trabalhos familiares;
• Populações concentradas no meio rural e não 
em centros urbanos.
• Nessa fase, a pirâmide etária tem uma base 
bem larga e um topo bem estreito
SEGUNDA FASE
• Fase aceleração demográfica ou do crescimento 
acelerado
• Na Europa: século XVIII até final do século XIX;
• No Brasil: começa nos anos 40 e vai até os anos 
70;
• Atualmente, alguns países encontram-se nesta 
fase, entre eles a República do Níger, Somália, 
Uganda e Haiti, por exemplo;
• Altas taxas de natalidade e redução das taxas de 
mortalidade;
• Crescimento populacional bem alto.
• Está diretamente relacionado com o início da 
industrialização das nações;
• A taxa de mortalidade está em um acelerado 
caso de redução em relação à fase anterior. Isso 
acontece por causa do surgimento do 
tratamento de doenças, aumento da produção 
alimentar, acesso aos tratamentos, melhores 
condições de vida e acesso ao saneamento 
básico;
f A taxa de natalidade ainda se mantém no mesmo 
patamar da fase anterior.
f Nesse balanço, a taxa de natalidade alta com taxa 
de mortalidade baixa resulta
em uma taxa de crescimento populacional acelerado 
ou alto;
f Populações começam a concentrar-se e 
consolidar-se em centros urbanos.
• A taxa de natalidade ainda se mantém no mesmo 
patamar da fase anterior.
• Nesse balanço, a taxa de natalidade alta com taxa 
de mortalidade baixa resulta em uma taxa de 
crescimento populacional acelerado ou alto;
• Populações começam a concentrar-se e consolidar-se 
em centros urbanos.
• Nessa fase, a pirâmide etária ainda tem uma base 
larga e um topo estreito, mas existe um alargamento 
do meio para baixo.
TERCEIRA FASE 
• Fase de desaceleração demográfica ou do 
crescimento moderado
• Na Europa: final do século XIX até meados dos anos 
1940; f No Brasil: dos anos 70 até os dias de hoje;
• Atualmente, a maior parte dos países 
subdesenvolvidos industrializados ou países em 
desenvolvimento, como Brasil, México e Índia, por 
exemplo;
• Altas taxas de natalidade, porém em redução;
• Baixas taxas de mortalidade;
• Crescimento populacional ou vegetativo ainda em 
alta;
• Altas taxas de natalidade, porém em 
redução;
• Baixas taxas de mortalidade;
• Crescimento populacional ou vegetativo 
ainda em alta;
• Nessa fase, a pirâmide etária evidencia um 
alargamento nas faixas relacionadas com a 
fase adulta e a população economicamente 
ativa.
QUARTA FASE
• Fase estabilização da população do 
envelhecimento
• Na Europa: desde os anos 1940 até os dias 
atuais; 
• O Brasil ainda não encontra-se nessa fase;
• Nesta fase, atualmente, encontram-se 
países desenvolvidos, como Japão, Noruega 
e Suécia.
• Baixas taxas de natalidade e baixas taxas de 
mortalidade; 
• Crescimento populacional ou vegetativo 
bem baixo.
• A taxa de natalidade ainda passa por redução 
em relação à fase anterior. O planejamento 
familiar se torna necessário, os métodos 
anticonceptivos são amplamente usados e as 
crianças e jovens viram sinônimo de contas, 
gastos e investimento.
• Nessa fase a população idosa passa 
aumentar e a população infantil passa a cair; 
f As questões relacionadas com a previdência 
social e aposentadoria começam a se mostrar 
emergências para o planejamento da 
administração pública;
• Nessa fase, a pirâmide etária apresenta um 
topo mais largo, com acentuação das faixas 
acima 50 anos e uma redução da base em 
relação ao meio da pirâmide.
OBS: O Brasil está passando pelo processo de se 
consolidar na 4a fase do modelo demográfico, 
por isso, os temas relacionados com a 
previdência social, produtividade e geração de 
emprego e renda se tornam cada vez mais 
comuns nos debates de planejamento urbano, 
administração e políticas públicas.
CLASSIFICAÇÃO AS GERAÇÕES 
• Embora não haja consenso, usualmente as gera- 
ções contemporâneas são agrupadas em:
1. A geração Baby Boomers (filhos da explosão de- 
mográfica ocorrida depois da Segunda Guerra 
Mundial) reúne os nascidos entre 1945 e 1964. Esse 
grupo foi muito influenciado pela televisão, 
buscou estabilidade nos empregos e no 
casamento.
2. A geração X reúne os nascidos entre 1965 e 1980. 
Foi marcada pela revolução sexual (feminismo, 
pílula anticoncepcional...). Questionadora da 
geração anterior, dando grande importância aos 
estudos e ações demo- cráticas.
3. A geração Y (ou Millennials) reúne os nascidos 
entre 1981 e 2000. Os indivíduosdessa geração 
foram influenciados pela evolução tecnológica, 
principalmen- te da telefonia móvel e da Internet, 
a globalização e as modificações no mercado de 
trabalho.
4. A geração Z reúne os nascidos entre 2001 e 2010. 
Buscam uso amplo e constante da Internet, a 
igualdade de gêneros, novos arranjos familiares e 
preocupação ambiental.
5. A geração Alpha corresponde aos nascidos depois 
de 2010, porção da população que está 
amplamente inserida no mundo tecnológico, novos 
arranjos familia- res, igualdade de gêneros e em 
muitos casos são filhos únicos.
GERAÇÃO CANGURÚ 
• É um termo criado na França durante os anos de 
1990. Descreve jovens geralmente na faixa de 25 a 34 
anos que vivem com os pais. Esse novo fenômeno é 
influenciado pelo elevado custo de vida urbano que 
dificulta a um jovem sair de casa.
GERAÇÃO NEM NEM
• São consideradas as pessoas que nem trabalham e 
nem estudam. Esse termo foi criado na Inglaterra, 
mas tem se popularizado em outros países, inclusive 
no Bra- sil onde é grande o número de pessoas que 
pertencem a esse grupo.
• Normalmente são jovens de até 30 anos, de classes 
sociais mais baixas que abandonaram os estudos 
antes de terminarem o ciclo necessário para a 
formação profissional. Por não estudarem, acabam 
sendo facil- mente recrutados para a prostituição, 
tráfico de drogas ou engravidam precocemente no 
caso das mulheres.
GERAÇÃO NEM NEM NEM 
• É uma adaptação informal do termo anterior, que 
tem aparecido frequentemente na mídia. 
Tecnicamente são chamados de desalentados.
• São pessoas que não estudam, não trabalham nem 
procuram mais trabalhar. Em muitos casos, são do 
sexo masculino, acima de 30 anos e tendem a ficar 
na mendicância ou serem sustentados por algum 
familiar. Em muitos casos, acabam se tornando 
usuários de álcool
BÔNUS DEMOGRÁFICO 
• É o momento que um país tem o PEA – População 
Economicamente Ativa, maior que o PEI – População 
Economicamente Inativa.
• O PEA é a população adulta que trabalha ou que 
está desempregada procurando emprego, 
enquanto o PEI representa aposentados, 
estudantes, a população responsável pelos 
afazeres domésticos, incapacitados e 
desalentados.
• Os países que atingiram o bônus demográfico 
normalmente evoluíram muito economicamente e 
socialmente, pois se uma nação tem PEA elevado, 
há muitos adultos gerando riqueza e 
conhecimento.
• No caso do Brasil, o bônus demográfico teve seu 
início com a década de 2000 e deve durar devido à 
transição demográfica até o final da década de 
2020.
• Pelo atual estágio do país, parece que o bônus será 
desperdiçado, pois erros administrativos dos 
governos aplicaram o grande montante de 
dinheiro que entrou nesse período em políticas que 
não reverteram para um desenvolvimento 
econômico social e sustentável.
• A educação de base não foi fortalecida, muitas 
obras de infraestrutura focaram em eventos 
internacionais esportivos e não no aumento da 
capacidade produtiva do país, as universidades
aumentaram em quantidade, mas não evoluíram 
na produção de P&D – Pesquisa e Desenvolvimento, 
o que gera Royalties, como no caso da China e da 
Coreia do Sul que aproveitaram bem os seus bônus.
RAZÃO DA DEPENDÊNCIA DEMOGRÁFICA 
• É um cálculo que demonstra o percentual de 
população jovem e idosa que depende dos 
habitantes economicamente produtivos.
• Nas próximas décadas, apesar de o Brasil não 
apresentar uma tendência a aumento 
significativo do número de jovens, deve 
aumentar em muito o número de idosos, o que 
deve influenciar na elevação da taxa de 
dependência, ocasionando maiores gastos 
estatais com aposentadoria e sistema de 
saúde.
• Provavelmente os próximos governos deverão 
elevar os impostos, dificultar aposentadorias 
precoces ou incentivar a imigração de jovens 
estrangeiros para o país evitar o colapso 
econômico. Assim foi criado o termo ônus 
demográfico que são os gastos excessivos 
gerados por uma Razão de Dependência 
Demográfica maior de idosos e jovens em 
relação aos adultos.
Migrações 
E indicadores socioeconômicos 
IDH - ÍNDICE DE DESENVOLVIMENTO HUMANO
• Criado pelo paquistanês Mahbub ul Haq e o eco- 
nomista indiano Amartya Sen, o IDH desde 1990 
tem a função de gerar uma medida geral e 
sintética do que é o desenvolvimento humano.
• As medições são feitas pelo Programa das 
Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), 
com dados fornecidos pelos próprios países, o 
que gera muitas críticas, pois a ONU parte do 
preceito de que as estatís- ticas fornecidas são 
verdadeiras, e alguns países como China, Cuba 
e Arábia Saudita acabam sendo suspeitos de 
fornecer dados manipulados.
• A partir de 2010, quando ocorreu a sua 
modernização, o IDH passou a utilizar três 
variáveis
1. EXPECTATIVA DE VIDA
2. EDUCAÇÃO
3. PRODUTO INTERNO BRUTO PER CAPITA
MEDIÇÕES E CLASSIFICAÇÕES 
• O IDH é dividido em quatro partes: com valores 
de 0 – 0,54 é considerado baixo, de 0,55 até 0,69 é 
médio, de 0,70 até 0,79 é alto e de 0,80 até 1 é 
muito alto.
• Os países que possuem IDHs muito altos, no 
geral seguiram durante várias décadas a 
política do WelFare State, conhecida em 
português como Estado do Bem Estar Social, 
criada e desenvolvida principalmente pe- los 
países do norte da Europa (região da 
Escandinávia).
• Nesses países os governos são muito 
assistencia- listas e intervencionistas, cobram 
elevados impostos e geram muitas políticas 
sociais, educacionais e de saúde.
IDH NA AMÉRICA LATINA
• No geral, os países latinos têm IDHs médios ou 
altos (próximos de 0,70). Esses valores têm 
origem em um continente em que 
predominou uma colonização de exploração 
pelas metrópoles, zonas de monocultura e 
exploração mineral, parques industriais 
incipientes, histórico de escravidão e sistemas 
educacionais de baixa qualidade.
IDH BRASILEIRO 
• O Brasil, apesar de possuir um dos maiores 
Produtos Internos Brutos – PIBs do planeta, 
ficando geralmente entre as quinze maiores 
economias, possui um IDH considerado 
somente alto. 
• Para analisar a falta de uniformidade do IDH 
brasileiro, é importante considerar que das três 
variáveis medidas, a expectativa de vida é a 
melhor, pois desde a década de 1970 o tratamento 
de água melhorou no país, evoluíram as 
campanhas de vacinação para as crianças, 
adultos e idosos e, com a Constituição de 1988, foi 
garantido o direito a saúde pelo SUS – Sistema 
Único de Saúde e apo- sentadoria a todo cidadão 
pelo INSS – Instituto Nacional de Seguridade 
Social.
• Enquanto o PIB – per capita, vulgarmente 
conhecido como renda é o indicador que mais 
oscila entre os anos aferidos, pois a moeda 
brasileira sofre valorizações e des- valorizações 
constantes em relação ao dólar, o cálculo do IDH 
tenta corrigir essas diferenças com (PPC – 
Paridade de Poder de Compra). Apesar de a 
renda dos brasileiros não ser tão elevada como a 
dos países europeus, o Brasil é um país grande 
com muitos recursos naturais, o que influencia 
para que alguns bens de consumo como imó- 
veis, alimentos, além da energia e água, se 
comparados a outros países não sejam tão caros. 
• O indicador historicamente com os piores 
resultados é o da educação, pois o brasileiro que 
hoje é adulto, no geral abandonou os estudos 
cedo para tentar arrumar emprego quando era 
jovem, estudando pouco mais de 8 anos.
PISA
• Em 2000 a Organização de Cooperação e 
Desenvolvimento Econômico – OCDE, criou o 
PISA – Programa Interna- cional de Avaliação 
de Estudantes (tradução), tem a finalidade de 
a cada 3 anos medir a qualidade educacional 
dos países membros dessa instituição além de 
outros países parceiros, como o Brasil.
• A prova é feita para alunos de 15 a 16 anos e 
aplicada em algumas escolas sorteadas nos 
países, sendo elas públicas e privadas, em 
zonas rurais e urbanas, e são cobrados dos 
alunos os conhecimentos de três áreas: 
leitura, matemática e ciências. 
•No Brasil, quem gerencia todo o processo é o 
Instituto Nacional de Ensino e Pesquisas Anísio 
Teixeira – INEP.
• No brasil os resultados do PISA brasileiro são 
ruins, ficando sempre nas últimas colocações 
entre os quase 80 países que participam da 
pesquisa.
• No levantamento de 2018, o Brasil ficou em 57°. 
lugar em leitura, 66°. em ciências e em 70°. em 
matemática, de 79 países avaliados.
• Os Tigres Asiáticos, China e Japão têm obtido 
os melhores resultados, principalmente devido 
a uma apologia à cultura da matemática, 
respeito aos professores e estímulo da 
indústria de alta tecnologia.
GINI 
• O italiano Corrado Gini criou um índice para 
medir concentração de qualquer evento ou coisa 
medida, contudo o índice Gini ficou famoso por 
medir concentração de renda, ou seja, quanto 
mais próximo de 1 o país ou região estiver, maior 
será a concentração de dinheiro na mão de 
poucos e, por outro lado, quanto mais próximo do 
zero mais distribuída será a renda.
• Geralmente os países desenvolvidos, 
principalmente na Europa, têm Ginis na casa de 
0,30 e os países africanos e latinos na casa de 0,6
MIGRAÇÕES 
• As migrações, também conhecidas como 
movimen- tos horizontais ou transladativos, 
podem ser entre países, estados e municípios.
• Quando o sentido é de saída de um determinado 
lugar, essa pessoa deve ser chamada de 
emigrante, ou seja, aquele que está sendo 
exportado. A região de origem geralmente tem 
dificuldades econômicas, sociais, educacionais ou 
até mesmo problemas climáticos.
• Quando o migrante está chegando a alguma 
região deve ser chamado de imigrante, pois está 
sendo im- portado para uma área 
provavelmente promissora com empregos, 
estabilidade social, tolerância cultural e reli- 
giosa, com um sistema educacional melhor e 
talvez essa área tenha um clima melhor para a 
sua sobrevivência.
MIGRAÇÕES TEMPORÁRIAS 
1. PENDULAR: As migrações podem variar com o 
tempo. A mais comum é a pendular, que é diária, 
normalmente entre cidades menores e maiores ou 
entre países com cidades gêmeas na fronteira. Em 
ambos os casos deve haver grande fluxo 
econômico entre as partes.
2. TRANSUMÂNCIA: caracterizada por períodos mais 
longos, entretanto, sempre voltando para o lugar 
de origem. Normalmente é influenciada pelo clima, 
mais comum no continente africano e asiático, em 
que é composta por povos coletores ou pastores.
No Brasil é mais comum ser chamada de migração 
sazonal, quando a população mais pobre, geralmente 
em áreas interioranas, migra em busca de emprego 
temporário em colheitas manuais como a do café, 
cana-de-açúcar no Nordeste, frutas no sul e após o 
término do serviço tendem a voltar para seus lares.
(Muito comum é confundir as migrações anteriores 
com o nomadismo, que, apesar de ser uma migração 
temporária, não possui um destino fixo, nem um prazo 
de tempo determinado, em alguns casos não tem um 
local fixo de origem) 
MIGRAÇÕES NÃO TEMPORÁRIAS 
• Nas últimas décadas, motivadas pelo fim da URSS 
e as trocas de conhecimento entre os países, as 
migra- ções de fuga de cérebros ganharam 
volume. 
Esses migrantes se dirigem principalmente para os 
EUA, União Europeia e Canadá, e buscam empregos 
em empresas transnacionais ou institutos de 
pesquisa avança- da. A origem do movimento está 
nos baixos salários que os migrantes receberiam se 
ficassem nos países de origem.
REFUGIADOS 
• O conceito de refugiado foi popularizado a partir 
de 1951, quando o Alto Comissariado das Nações 
Unidas para Refugiados – ACNUR considerou 
refugiado aqueles que estão fora de seu país de 
origem devido à perse- guição de raça, religião, 
nacionalidade, pertencimento a um determinado 
grupo social ou opinião política.
• Recentemente foi criado o termo refugiados cli- 
máticos ou ambientais para designar aqueles que 
são forçados a deixar o lugar em que vivem, de 
maneira temporária ou permanente, 
influenciadas por eventos climáticos e ambientais, 
de origem natural ou humana. Esse conceito foi 
criado devido ao abandono de algumas populações 
dos atóis (ilhas vulcânicas) da região da Oceania, 
devido à elevação do nível dos oceanos.
• É importante destacar que segundo o tratado de 
refugiados de 1951, uma vez que um refugiado 
entrou em outro país, ele não pode ser devolvido 
para o país de origem, pois há um risco muito 
grande de retaliação contra esse refugiado.
• EUA ou Canadá, esses países costumam não 
aceitar muitos refugiados com o temor de 
incentivar ainda mais a solicitação de 
refúgio, além do temor de aculturação, ou 
seja, desaparecer a cultura local, devido à 
baixa na- talidade dos nativos e a elevada 
taxa de natalidade dos refugiados.
Migrações 
No Brasil 
O O Brasil é um país que já presenciou diversos 
momentos de migrações no seu território, seja por 
migração interna ou externa, sempre muito 
relacionadas com as motivações econômicas, políticas 
e sociais. A migração no Brasil pode ser dividida em 
três fases: 1808 – 1850, 1850 – 1934 e 1934 até os dias 
atuais.
1808 - 1850 
• O Brasil já era um país escravista e trazia à 
força pessoas capturadas e sequestradas do 
continente africano.
• A colonização portuguesa já estava consolidada 
nas capitanias. 
• (1808) Chegada da Família Real Portuguesa;
• População composta por:
— Pessoas brancas: 1,2 milhão; 
— Pessoas negras: 2 milhões; 
— Pessoas mestiças: 300 mil; 
— Pessoas indígenas: 500 mil.
— 2000 suíços e 1000 alemães radicaram-se em terras 
brasileiras nesse período;
• Dificuldade de estabelecer novos imigrantes no 
território do nordeste
• Abertura dos portos às nações amigas.
• Esta fase termina com a Lei Eusébio de Queiroz: 
lei que estabeleceu repressão ao tráfico de povos 
africanos durante o Brasil Império.
1850 - 1934
• Início da fase de conjunto de leis 
abolicionistas:
— Lei do Sexagenário;
— Lei do Ventre Livre;
— Lei Áurea.
• Nessa fase o Brasil passa a estimular a vinda 
de europeus para o Brasil; 
• Aumento expressivo do trabalho livre;
• Período de colonização de terras do Sul e 
formação de bairros urbanos no Sudeste;
• Imigrantes Portugueses: SP, RJ, SC e RS;
• Imigrantes Italianos: PR e SC (1850 – 1875) e SP 
(1887 – 1914);
• Imigrantes Espanhóis: Colônias no Sul e 
Sudeste;
• Imigrantes Alemães: SC, RS, PR e SP;
• Outros povos imigrantes: eslavos - poloneses, 
ucranianos, japoneses (nipônicos), chineses
• Forte imigração japonesa para São Paulo 
(principalmente) a partir do ano de 1906, o 
Brasil necessitava de mão de obra e o japão 
procurava aliviar a tensão social no país 
(causada pelo seu alto índice demográfico na 
época).
• Formação de uma identidade nacional pela 
miscigenação de povos e culturas;
• Termina a Lei de Cotas: que estabelecia um limite 
de quantos imigrantes poderiam vir para o Brasil 
para atender a demanda por mão de obra, mas 
sem criar um desequilíbrio entre ofertas de 
emprego e pessoas desempregadas.
1934 ATÉ OS DIAS ATUAIS 
• Imigrações relacionadas com as 1a e a 2a Guerra 
Mundial, recuperação da Europa, Pós-Guerra e 
crise nipônica;
• Imigração relacionada com a formação das 
indústrias nacionais e demanda da mão de obra;
• Consolidação de colônias no Sul do Brasil 
(concentração);
• Complementação da população em cidades do 
Sudeste (dispersão).
MIGRAÇÕES DENTRO DO BRASIL 
• O Brasil é um país de proporções continentais e, 
como tal, apresenta uma dinâmica populacional 
de migração interna de grande proporção. As 
migrações internas também acontecem por 
questões econômicas, sociais e políticas.
• Entre as décadas de 50 e 70, o Brasil estava se 
industrializando ou consolidando o seu parque 
industrial e seus centros urbanos, com isso, uma 
grande quantidade de pessoas se deslocaram da 
região Nordeste para a Região Sudeste.
• Na mesma época, o Brasil passava por um 
momento de interiorização e com isso, também 
aconteceu uma migração para as regiões Norte eCentro-Oeste vindas do Sul, Sudeste e Nordeste. 
Os anos 50 ainda apresentavam alguns vestígios 
do ciclo da borracha (região Norte), mudança da 
capital do Rio de Janeiro para Brasília e a criação 
e construção do DF como conhecemos hoje.
• Ao longo das décadas de 70 e 90, a migração para 
o sudeste caiu bastante, mas ainda apresenta 
números expressivos. Existe um avanço das 
migrações para o interior e para áreas 
inabitadas.
• Durante a década de 90, as migrações 
acontecem de forma mais regionais e mantém-
se um alto número de migração para a região 
Sudeste vindos do Nordeste, Centro-Oeste e Sul.
Urbanização 
O QUE É URBANIZAÇÃO? 
• Urbanização é como se chama o processo de 
formação do espaço pelo conjunto de técnicas 
e de obras que permitem trazer condições de 
infraestrutura, planejamento, organização 
administrativa e embelezamento conforme os 
princípios do urbanismo para uma cidade ou 
área de cidade.
HIERARQUIA URBANA E CIDADES GLOBAIS 
• Dentro do tecido urbano, os centros urbanos 
possuem uma ordem de importância, ou seja, 
uma HIERARQUIA URBANA, que leva em 
consideração a centralidade exercida de uma 
cidade em relação às outras.
• Os fatores de centralidade podem ser por 
razões dos serviços financeiros, comércio 
especializado ou instituições internacionais, 
por exemplo. É bom lembrar que o tamanho 
das cidades, o tamanho da população ou o 
fato de ser uma capital não é determinante 
para ser uma centralidade.
CIDADES GLOBAIS 
• O desenvolvimento das técnicas de 
comunicação, transporte e gestão permitiu a 
formação de redes urbanas regionais e 
nacionais articuladas às redes internacionais 
e as cidades globais.
• As cidades que exercem influência e polarização 
global, nas quais as relações vinculativas de uma 
cidade têm efeito direto e sobre assuntos globais 
através de meios socioeconômicos, são chamadas 
de cidades globais.
• E mesmo entre as cidades globais existe uma 
certa hierarquia.
HIERARQUIA URBANA NO BRASIL - CATEGORIAS
• O IBGE realiza estudos para conhecer melhor as 
metrópoles do Brasil, um estudo conhecido como 
Regiões de Influência das Cidades (REGIC).
• Existem dois componentes fundamentais para o 
estabelecimento da hierarquia entre regiões de 
influência das cidades, são eles: a atração 
exercida entre as cidades próximas e as ligações 
de longas distâncias realizadas pela atuação de 
instituições públicas e privadas presentes nos 
centros urbanos.
Nova Divisão da Hierarquia Brasileira
1. Metrópoles globais: São Paulo e Rio de Janeiro.
2. Metrópoles nacionais: Porto Alegre, Curitiba, Belo 
Horizonte, Salvador, Recife, Fortaleza e Brasília.
3. Metrópoles regionais: Campinas (a única que não 
é Capital Estadual), Belém, Manaus e Goiânia, entre 
outras.
4. Centros regionais: Cuiabá, Santos, Florianópolis, 
Vitória, Campo Grande, Londrina e Ribeirão Preto, 
entre outras.
f Centros sub-regionais de níveis A e B: Araras, 
Birigui, Cabo Frio, Angra dos Reis, Alfenas, 
Caratinga, Itajaí, Balneário Camboriú, entre outras.
• Centros sub-regionais de níveis A e B: Araras, 
Birigui, Cabo Frio, Angra dos Reis, Alfenas, 
Caratinga, Itajaí, Balneário Camboriú, entre 
outras.
METRÓPOLES 
• É composto pelos 15 principais centros urbanos 
do país (em 2007, eram 12), a principal 
característica é a extensão territorial e sua 
influência direta. É subdividida em 3 níveis:
• Grande Metrópole Nacional: Composta apenas 
pelo Arranjo Populacional de São Paulo, como 
principal centro urbano no país;
• Metrópole Nacional: composta pelos Arranjos 
Populacionais do Rio de Janeiro e Brasília, 
juntamente com São Paulo, estas cidades 
constituem o foco dos deslocamentos para os 
centros urbanos do país;
• Metrópole: Composta por 12 Arranjos 
Populacionais: Manaus, Belém, Fortaleza, Recife, 
Salvador, Belo Horizonte, Curitiba, Goiânia, Porto 
Alegre, Florianópolis, Campinas e Vitória (estes 3 
últimos são novos em relação ao REGIC de 2007). 
São caracterizados pelo porte e projeção 
nacional.
CAPITAIS REGIONAIS 
• Composto por 97 centros urbanos (eram 70 no 
REGIC 2007), cuja área de influência é no âmbito 
regional. Estão divididos em três grupos:
• Capital Regional A: composta por 9 cidades (eram 
11 no REGIC 2007), caracterizadas por serem 
capitais estaduais (exceto Campinas). A população 
destas cidades varia entre 800 mil e 1,4 milhão de 
habitantes, e todas se relacionam diretamente 
com as cidades classificadas como Metrópoles. 
Neste grupo encontram- se a cidade de João 
Pessoa-PB, Natal-RN e Aracaju-SE;
• Capital Regional B: Composta por 24 cidades 
(eram 20 no REGIC 2007), com população média de 
530 mil habitantes e sendo centralidades de 
referência no interior dos Estados (exceto 
Palmas-TO e Porto Velho-RO). Neste grupo 
encontram- se a cidade de Caruaru-PE, Feira de 
Santana-BA e Uberlândia-MG;
• Capital Regional C: Composta por 64 cidades 
(eram 39 no REGIC 2007), com população entre 200 
mil e 360 mil habitantes. Neste grupo, encontram-
se as cidades de Campina Grande-PB e Mossoró-
RN.
CONURBAÇÃO 
• Conurbação é o nome que se dá para o 
crescimento de duas ou mais cidades vizinhas, 
que acabam por formar um único aglomerado 
urbano. Em geral, em uma conurbação existe uma 
cidade principal e uma (ou várias) cidade(as). 
Cidades ligadas fisicamente.
MEGALÓPOLE
• As megalópoles são conurbações que acontecem 
entre duas ou mais metrópoles. Por exemplo, a 
Megalópole entre San Francisco e San Diego (San-
San), a Megalópole dos Grandes Lagos (Chipitts) e 
a Megalópole entre Boston e Washington (Bos- 
Wash).
• No Brasil, as metrópoles do Rio de Janeiro e São 
Paulo (as únicas metrópoles do Brasil) estão em um 
processo de formação de uma megalópole que pode 
ser a primeira megalópole do hemisfério sul. Essa 
conexão física entre metrópoles pode ser vista com 
facilidade com as imagens de satélites registradas 
à noite.
SÍTIO URBANO 
• Sítio urbano e situação geográfica: categorias 
explicadoras da construção do ambiente urbano. 
Aspectos físicos do espaço urbano. O estudo da 
expansão da cidade e do seu sítio urbano é de 
fundamental importância para o entendimento dos 
problemas socioambientais que ocorrem na cidade.
MARCHA URBANA 
• É como é chamada a área que é ocupada com 
edificações e infraestruturas urbanas, algumas 
cidades tem seu desenvolvimento mais horizontal e 
se dispersaram pela região fazendo com que 
outras cidades também tenham um crescimento 
vertical, com o aumento de prédios e muitos
pavimentos. Um caso interessante acontece em Atlanta 
(EUA) e Barcelona (Espanha), que apesar de terem o 
número de habitantes bem próximos apresentam 
manchas urbanas bem distintas.
FUNÇÕES URBANAS 
• Função urbana é a utilidade que a cidade tem para a 
sociedade e para região, como funções sociais, 
econômicas ou políticas desempenhadas por uma 
cidade que a caracterizam. Como cidades portuárias, 
polos administrativos, polos turísticos e industriais, 
etc.
MEGACIDADES
• É uma definição de cidades pela quantidade de 
pessoas, pelo menos 10 milhões de habitantes. 
Atualmente, as Megacidades estão com o seu 
crescimento estabilizado mas as cidades de países 
subdesenvolvidos ainda estão passando pelo seu 
crescimento populacional, por isso, afirma-se que as 
próximas Megacidades virão dos países que hoje são 
classificados como subdesenvolvidos.
REDE URBANA 
• Consiste nas articulações, é a malha de cidades de 
um país. As vias e infovias que conectam os centros 
urbanos entre si, também pode ser denominada de 
Malha ou Tecido Urbano.
Fontes de energia 
MATRIZ ENERGÉTICA 
• É todo o conjunto de fontes de energia utilizadas 
tanto por máquinas mecânicas, como automóveis, 
trens e aviões, quanto por máquinas elétricas: 
computadores e eletrodomésticos.
• A matriz brasileira apesar de consumir muito 
petróleo devido ao seguimento rodoviário, se 
comparada a de outros países, ainda éconsiderada muito boa, sendo quase 50% 
renovável. 
PETRÓLEO 
• Comum em áreas de bacia sedimentar que já 
foram fundo de mar, tem origem principalmente 
na era Cenozoica e Mesozoica.
• Os países que normalmente têm grandes 
reservas estão no Oriente Médio, região do 
Cáucaso, Sibéria na Rússia, Venezuela, Golfo do 
México e Alasca nos Estados Unidos.
• O Brasil junto com a Nigéria na África possui uma 
das maiores bacias petrolíferas do mundo, o 
chamado Pré-Sal. Contudo, essa reserva tem 
diversas limitações de exploração, como elevada 
profundidade no oceano e na crosta, a extração é 
realizada em águas abertas (off shore) e o 
petróleo em muitos casos é denso com limitado 
mercado internacional.
Para viabilizar uma exploração lucrativa para o país, 
haveria a necessidade de maiores preços e 
demandas, o que não é sinalizado pelo mercado 
internacional, principalmente devido às pressões pela 
mudança na matriz energética devido a questões de 
aquecimento global.
• Para viabilizar uma exploração lucrativa para o 
país, haveria a necessidade de maiores preços e 
demandas, o que não é sinalizado pelo mercado 
internacional, principalmente devido às pressões 
pela mudança na matriz energética devido a 
questões de aquecimento global.
PRÉ-SAL BRASILEIRO 
CRISES DO PETRÓLEO 
• Desde o final da década de 1960 já se 
apresentavam sinais de que o preço do petróleo 
era muito barato e o consumo intenso, o que 
ocasionaria um colapso energético mundial em 
algumas décadas.
• Os grandes produtores, como a Venezuela e os 
países dos Oriente Médio, criaram no início da 
década de 1960 a OPEP – Organização dos Países 
Produtores de Petróleo. Sendo considerado um 
cartel legalizado, começaram a se reunir 
periodicamente para controlar a produção e, 
assim, elevar os preços e aumentar o lucro dos 
países membros.
• Aliado à criação da OPEP, em 1973 ocorreu a Guerra 
do Yom Kipur, quando os países do Oriente Médio 
tentaram invadir Israel. Os Estados Unidos e União 
Soviética agiram politicamente em prol de Israel. 
Essa interferência contribui para aumentar o ódio 
dos árabes e dos iranianos contra os Estados 
Unidos, então a OPEP reduziu drasticamente a 
produção o que elevou excessivamente o preço do 
petróleo gerando a 1a. Crise do Petróleo.
• Após a Guerra do Yom Kipur, diversos países e 
empresas petrolíferas iniciaram uma busca por 
petróleo em áreas remotas ou em águas 
profundas, como o caso brasileiro na Bacia de 
Campos no RJ e na Bacia de Santos em SP, No- 
ruega, Alaska, além do desenvolvimento de novas 
fontes de energia, como nuclear, gás natural, 
eólica, solar e outras.
• Em 1979, o governo iraniano foi transformado em 
um sistema teocrático, entrando em conflito 
político e ideológico contra os Estados Unidos, 
novamente influenciando na produção e nos 
preços do petróleo. Surgindo a 2a. Crise do 
Petróleo.
ENERGIA ELÉTRICA 
• A energia hidrelétrica é gerada com o movimento 
das águas dos rios para a produção de 
eletricidade, em resumo, a água escorre de um 
ponto mais alto até chegar com velocidade nas 
turbinas e lá geram um movimento cinético que é 
convertido em energia elétrica.
• No Brasil a produção de energia por hidrelétricas é 
muito importante, cerca de 65% da demanda 
nacional por energia é abastecida por hidrelétricas. 
Ela também é uma importante fonte de energia 
renovável que não emite gases de efeito estufa e o 
seu custo de produção é muito baixo.
• Atenção: Apesar do processo de produção de 
energia por hidrelétricas não produzir gases de 
efeito estufa, em alguns casos o corte de árvores 
ou o represamento de água causa a inundação de 
áreas represadas, acabando por liberar gases e 
matéria orgânica durante a decomposição desses 
organismos.
ENERGIA ÉOLICA 
• A energia eólica é gerada com a utilização de 
geradores específicos que se parecem muito com 
moinhos e cataventos, eles se aproveitam da ação 
do vento para girar as pás e com isso o mecanismo 
interno do gerador (turbina) usa essa ação para 
produzir energia elétrica e disponibilizar essa 
energia na rede elétrica do sistema.
• A utilização dessa fonte de energia vem 
aumentando nos últimos anos por produzir energia 
sem liberar gases de efeito estufa e outros 
poluentes na atmosfera, para o Brasil a energia 
eólica é uma fonte de energia viável pelas 
características naturais e de circulação 
atmosférica do país.
ENERGIA SOLAR
• A energia solar funciona captando a energia 
eletromagnética dos raios solares e 
convertendo em energia elétrica, por ter 
como fonte de energia os raios solares essa 
tecnologia se mostra importante para 
produzir energia limpa, renovável e 
inesgotável.
Existem duas formas de aproveitar a energia 
solar: a fotovoltaica e a térmica.
1. Fotovoltaica: As placas fotovoltaicas 
convertem a radiação solar em energia 
elétrica para ser usada nas mais diferentes 
formas.
2. Térmica: Os raios solares aquecem a água e o 
ambiente, para o uso doméstico ou também 
em termoelétricas.
ENERGIA DA BIOMASSA 
• A produção de energia biológica provém 
principalmente da biomassa, isto é, conjunto 
de organismos e energias que podem ser 
aproveitados. Nesse caso estamos falando 
de uma fonte de matéria não fóssil e com a 
matéria- prima advinda de cana-de-açúcar e 
mamona, por exemplo.
Existem três tipos de combustíveis de biomassas 
utilizados como fontes de energia: os sólidos, os líquidos 
e os gasosos.
1. Combustíveis sólidos: podemos citar a madeira, o 
carvão vegetal e os restos orgânicos vegetais e 
animais.
2. Combustíveis líquidos: o etanol, o biodiesel e qualquer 
outro líquido obtido pela transformação do material 
orgânico por processos químicos ou biológicos.
3. Combustíveis gasosos: aqueles que são obtidos pela 
transformação industrial ou até natural de restos 
orgânicos, como o biogás e o gás metano coletado em 
áreas de aterros sanitários.
• O Brasil tem um grande potencial para a produção 
de biocombustíveis porque oferece a combinação de 
solo, clima e fontes renováveis capazes de 
favorecer uma cadeia de produção com potencial de 
abastecer o mercado.
• O biodiesel, por exemplo, é um combustível 
biodegradável derivado de fontes renováveis como 
óleos vegetais e gorduras animais. 
BIODIGESTORES E BIOGÁS 
• O biogás é um dos produtos da decomposição de 
forma anaeróbica da matéria orgânica, que 
acontece pela ação de grupos específicos de 
bactérias. Esse método vem se tornando mais 
comum entre diferentes países para tratar os 
resíduos sólidos orgânicos das cidades.
ENERGIA GEOTÉRMICA 
• A energia geotérmica se aproveita do calor de 
camadas internas (subterrâneas) da crosta 
terrestre. Alguns lugares da Terra tem essas 
camadas mais quentes bem próximas da 
superfície, esse calor pode ser aproveitado para 
aquecer a água e fazer um processo parecido 
com as usinas termonucleares, onde o calor 
aquece a água, move turbinas e gera energia 
elétrica, ou seja, existe a conversão de energia 
térmica em cinética e depois em energia elétrica.
ENERGIA DE ONDAS E DAS MARÉS 
• A energia criada por ondas do mar, também 
chamadas de energia maremotriz, é uma forma 
de produzir energia por meio do movimento das 
marés, com elas podem ser geradas:
• energia cinética das correntes devido às marés;
• energia potencial pela diferença de altura entre 
as marés alta e baixa.
Transportes 
MODALIDADES DE TRANSPORTES
• Nos Estados nacionais desenvolvidos, a matriz de 
transportes é mais diversificada, com foco no 
transporte de cargas através de hidrovias e 
ferrovias. As hidrovias e ferrovias possuem 
capacidade de carga maiores e operam com 
custos mais baixos, os seguintes fatores 
influenciam na escolha de um modal de 
transporte:
1. A distância a ser percorrida;
2. O valor unitário do produto;
3. O tempo no deslocamento do produto; 
4. Condições naturais.
TRANSPORTES AQUAVIÁRIOS (3 MODALIDADES 
PRINCIPAIS)1. Hidroviário (fluvial, lacustre);
2. Navegação de cabotagem;
3. Navegação em longas distâncias.
Principais vantagens
• Bom custo-benefício do transporte quando 
associado à enorme quantidade de carga 
deslocada; Baixo consumo de energia; Baixo custo 
de operacionalização.
Principais desvantagens
Necessidade da existência de portos e de outras 
infraestruturas locais; Transporte lento, não 
indicado para mercadorias com alta urgência de 
entrega e dependência das condições naturais.
TRANSPORTE FERROVIÁRIO 
• O transporte ferroviário é ideal para o 
deslocamento de grandes cargas por grandes 
distâncias. Tipos:
1. Sistema clássico de transporte de cargas e 
passageiros; f VLT – Veículo Leve sobre Trilhos;
2. Trem de Grande Velocidade – TGV;
3. Trens urbanos e transporte metroviário;
PRINCIPAIS VANTAGENS 
• O baixo custo de operacionalização associado à 
grande quantidade deslocada e numerosas 
opções de fontes energéticas, como 
eletricidade, carvão e derivados de petróleo.
PRINCIPAIS DESVANTAGENS 
• O alto custo de instalação, baixa flexibilidade e 
dependência das condições naturais, com 
dificuldade para implantação em áreas de 
relevo acidentado.
MODAL AEROVIÁRIO 
Principais vantagens 
• Velocidade de deslocamento, ideal para 
grandes distâncias que devem ser percorridas 
rapidamente;
• Muito utilizado para produtos que possuam 
maior valor agregado;
• Comum no transporte rápido de passageiros a 
longas e médias distâncias.
Principais desvantagens 
• Alto custo de instalação e do deslocamento do 
veículo aéreo;
• Baixa capacidade de carga quando comparado 
com os outros modais.
MODAL DUTOVIÁRIO 
• O transporte dutoviário é o transporte de 
óleos (petróleo, gasolina, diesel e outros), 
gases (gás natural) e minérios (minério de 
ferro, sal-gema, concentrado fosfático e 
outros) realizado através de dutos ou 
tubulações que transportam os produtos por 
meio da força da gravidade ou de pressão.
•
Principais vantagens
O baixo custo de manutenção e de deslocamento 
e o maior nível de segurança e confiabilidade, 
permitem o transporte de grandes quantidades 
de um produto em pouco tempo.
Além disso, não requerem armazenamento e 
apresentam baixo consumo de energia, operações 
de carga e descarga simplificadas e possibilidade 
de operar ininterruptamente – 24 horas por dia, 
sete dias por semana, exceto nos momentos de 
manutenção.
Principais desvantagens
O custo de implantação é muito elevado, entre 
outros motivos, porque grandes áreas precisam 
ser desapropriadas para dar espaço às 
instalações.
Se destinam a produtos específicos, líquidos, 
gasosos ou semi fluidos, não podendo ser 
utilizado para cargas em geral.
• Além disso, não requerem armazenamento e 
apresentam baixo consumo de energia, 
operações de carga e descarga simplificadas e 
possibilidade de operar ininterruptamente – 24 
horas por dia, sete dias por semana, exceto nos 
momentos de manutenção.
Principais desvantagens
• O custo de implantação é muito elevado, entre 
outros motivos, porque grandes áreas precisam 
ser desapropriadas para dar espaço às 
instalações.
• Se destinam a produtos específicos, líquidos, 
gasosos ou semi fluidos, não podendo ser 
utilizado para cargas em geral.
Agropecuária 
TIPOS DE AGRICULTURA - JARDINAGEM 
• Tradicional nos países asiáticos, como Japão e 
China, consiste em criar curvas de nível em 
áreas montanhosas e plantar gêneros de 
subsistência em terraços que lembram 
jardins, sendo comum a produção de chá, 
arroz e trigo. Esse método milenar, surgiu 
principalmente pela falta de espaço para coe- 
xistir população que normalmente vive em 
fundos de vales, com a produção agropecuária 
nas encostas de montanha
ITINERANTE
• Caracteriza-se pelo processo migratório de 
sua população, comum em áreas indígenas ou 
comunidades tradicionais no Brasil e em países 
de economia subdesenvolvida.
• Na maioria dos casos, plantam alimentos 
endêmicos para subsistência, como a 
mandioca e o milho. Também é comum 
praticarem a queimada, pois esse método 
reduz as pragas e animais peçonhentos, e os 
elementos químicos contidos nas cinzas 
contri- buem para fertilizar o solo. 
• No Brasil, as queimadas (com a finalidade de 
itinerância) são chamadas de coivaras.
PLANTATION
• Típico do período colonial, ainda persiste nos dias 
atuais em regiões da África, América Latina e sul 
da Ásia. Consiste em produzir com finalidade de 
atender o mer- cado externo. Na maioria dos 
casos, são plantados produtos que servem de 
matéria-prima, como cana, café, tabaco e chá. 
Era comum utilizar mão de obra análoga à 
escravidão.
• No caso do Brasil, esse tipo de agricultura ficou 
muito associada aos ciclos da Cana e do Café. 
Atualmente, o agronegócio não se caracteriza 
como Plantation.
AGRONEGÓCIO OU AGRICULTURA PATRONAL 
• Distingue-se pela utilização intensiva de 
maquinário, defensivos agrícolas, irrigação, 
Agricultura de Precisão – GPS, imagens de satéli- 
tes, softwares e Drones, adubação química e 
transgenia.
• A produção é focada em gerar commodities – 
matéria-prima para ser utilizada em indústrias – 
no Brasil ou no mercado externo, principal- 
mente nos EUA, China e Europa. Essa modalidade 
também é muito comum na pecuária de gado de 
corte.
AGRICULTURA FAMILIAR 
• Comumente utilizada na produção de alimentos 
(como arroz, feijão) e na criação de animais de 
pequeno e médio porte, como aves e suínos, e 
para a criação de gado leiteiro.
• As propriedades geralmente são de médio a 
pequeno porte, comuns em estados do sul do 
país ou nos chamados cinturões verdes no 
entorno das grandes metrópoles.
ORGÂNICA 
• Com características similares à agricultura 
familiar, a orgânica difere da anterior no 
quesito de não utilizar defensivos agrícolas, 
adubos químicos e normalmente ser manual e 
não mecanizada.
• Apesar de sua coerência no quesito proteção do 
meio ambiente, é de difícil expansão, pois ao 
expandir a produção sem a utilização de 
defensivos agrícolas acaba atraindo muitas 
pragas, o que dificulta o seu controle. 
SISTEMAS AGRÍCOLAS 
1. EXTENSIVO: Comum em regiões mais pobres do 
planeta, utiliza pouca tecnologia e recursos 
econômicos reduzidos. As técnicas são mais 
rudimentares, o que acarreta menor 
produtividade, podendo ser produzida tanto em 
pequenas quanto em grandes propriedades.
INTENSIVO: Típico de países emergentes que possuem 
mais recursos econômicos ou em desenvolvidos. Nesse 
sistema utiliza-se defensivos agrícolas, adubos quí- micos 
e maquinário. A mão de obra é reduzida e a produtividade 
é elevada.
PRINCIPAIS CULTIVARES BRASILEIROS
1. CANA DE AÇÚCAR
2. CAFÉ 
3. ALGODÃO 
4. LARANJA
5. SOJA 
6. MILHO
LEI DAS TERRAS
• Lei criada em 1850 é vista como dificultadora de acesso 
às terras devolutas no Brasil, ou seja, somente teria o 
título das terras aquele que pagasse pelas mesmas.
• Naquele período, a população total do país não 
chegava a 10 milhões de habitantes e a “aristocracia 
rural” brasileira tinha o temor que o fim da escravidão 
incentivaria a invasão de terras por ex-escravos. A 
criação da Lei das Terras dificultou a distribuição de 
terras em um momento que a população era pequena,
ESTATUTO DA TERRA 
• Criada em 1964, é a lei que dá parâmetros para execu- 
ção de uma Reforma Agrária – R.A. Foi desenvolvida 
no Governo João Goulart e finalizada no primeiro 
governo da Ditadura Militar.
TIPOS DE IMÓVEIS RURAIS 
1. Minifúndio
Propriedade com área inferior a 1 módulo fiscal, o 
que é insuficiente para sustentar uma família, 
sendo essas elas em muitos casos as solicitantes da 
R.A.
2. Pequena Propriedade: Imóvel com área entre 1 e 4 
módulos fiscais.
3. Média Propriedade: Imóvel rural de área superior 
a 4 até 15 módulos fiscais.
4. Grande Propriedade: Imóvel rural de área superior 
a 15 módulos fiscais.
Indústrias e serviços 
ATIVIDADE INDUSTRIAL E TIPOS DE INDÚSTRIA 
• AtividadeIndustrial é o processo de produção que 
transforma a matéria-prima em um bem de 
consumo através do trabalho humano e do uso de 
máquinas.
• Existem 3 tipos de indústrias, com base na sua 
produção:
1. Indústria de bens de produção: também 
conhecidas como indústrias de base ou pesadas, 
são responsáveis pela transformação da matéria-
prima bruta da natureza em matéria-prima 
processada. 
2. Indústrias extrativistas: extraem a matéria-prima 
da natureza e transformam em matéria-prima 
processada sem perder as suas principais 
características. Exemplo: indústrias de produção 
mineral e indústria madeireira.
3. Indústria de Equipamentos: são as indústrias que 
fazem transformação de bens naturais ou 
semimanufaturados em produtos para os outros 
tipos de indústrias (de bens de consumo e de 
bens intermediários), como é o caso das 
petroquímicas e siderúrgicas, por exemplo.
4. Indústria de bens intermediários: são as 
indústrias que produzem e fornecem produtos 
beneficiados, por exemplo, máquinas e 
equipamentos para serem utilizados em 
indústrias de bens de consumo, maquinário 
agrícola, tratores, autopeças.
INDÚSTRIA DE BENS DE CONSUMO: como o nome já 
sugere esse tipo de indústria é focada no mercado 
consumidor, a população de modo geral, na indústria 
de bens de consumo existe a divisão em dois subtipos, 
os bens de consumo duráveis e os bens de consumo 
não duráveis
• Indústria de bens de consumo duráveis: produzem 
bens de longa duração, como carros, televisores, 
rádios, smartphones, computadores, móveis, 
eletrodomésticos e etc.
• Indústrias de bens de consumo não duráveis: 
produzem bens de pouca duração ou de consumo 
imediato, por exemplo: roupas, calçados, remédios, 
cosméticos, material de higiene e limpeza.
PRIMEIRA REVOLUÇÃO INDUSTRIAL 
• A 1a Revolução Industrial aconteceu principalmente 
entre o final do século XVIII e 1a metade do século 
XIX, esteve centrada na Inglaterra, primeira nação 
do mundo a passar pelo processo e iniciar uma 
forte urbanização. Desde o século XVII os britânicos 
já estavam estabelecendo gradualmente o domínio 
sobre o comércio marítimo, o que o tornou-os a 
maior potência naval do mundo.
SEGUNDA REVOLUÇÃO
• Diferente da 1a Revolução Industrial, a 2a 
Revolução Industrial aconteceu em vários países, 
entre eles nações da Europa Ocidental, Estados 
Unidos e Japão.
FORDISMO 
• É o método produtivo desenvolvimento pelo 
engenheiro norte americano Henry Ford
• Constituía em produzir produtos baratos, 
simples, e de qualidade para um publico mais 
pobre
• Possuía grandes estoques
• Para produzir veículos, Ford tentou por 
diversas vezes criar uma linha de produção 
com esteiras rolantes que traziam as peças 
ou os carros até os funcionários, que ficavam 
parados executando suas funções. Contudo 
as dificuldades e fracassos foram vários, por 
isso ele teve que usar técnicas desenvolvidas 
pelo engenheiro Frenderick Taylor.
TAYLORISMO 
• Compulsivo por reduzir tempo no processo 
industrial, Taylor analisava os movimentos 
desnecessários e lentos na linha de produção 
e tentava eliminá-los.
• Os funcionários deveriam se preocupar 
somente em fazer as atividades que foram 
treinados para executar, acabando, assim, o 
improviso e a lentidão na linha de produção, 
típico do início da manufatura no século XVIII.
• Taylor também sabia que os funcionários não 
motivados rapidamente perderiam seu ritmo 
de produção. Então foram criadas premiações
para os mesmos, como medalhas, brindes, placas de 
reconhecimento e inclusive o aumento de salário 
relacionado com a produtividade.
CRÍTICAS COMUNS AO MÉTODO FORDISTA/TAYLORISTA
• Alienação que o operário sofria, em muitos casos não 
sabendo a razão de estar produzindo aquele produto.
• Apesar de não existir na época o conceito de Lesão 
por Esforço Repetitivo – LER –, os funcionários eram 
submetidos a longas cargas de trabalho gerando 
diversos problemas de saúde.
• A superprodução que não era consumida contribuía 
para a formação de problemas econômicos.
TOYOTISMO 
• É o sistema produtivo japonês desenvolvido na 
década de 1950. 
• Consiste em utilizar muitas máquinas na linha de 
produção, estoques reduzidos, fábricas não 
necessariamente devem ficar nos grandes centros 
japoneses; e a produção deve seguir a demanda do 
mercado consumidor, ou seja, não deve produzir se 
não houver consumo.
• O Toyotismo gerou um legado para a industrialização 
mundial, o principal seria o desenvolvimento do just 
in time quando a fábrica recebe as matérias-primas 
na “hora e quantidade certa”. Dessa forma, as 
empresas podiam economizar recursos investindo em 
pesquisa, mercado financeiro ou aquisição de novas 
empresas.
• No Toyotismo, os funcionários tem um perfil 
mais generalista, pois pas- sam por 
treinamentos periódicos e tendem a mudar de 
função de tempos em tempos, para evitar a 
monotonia, desgaste físico, o que pode gerar a 
queda de rendimento, ao contrário dos 
funcionários fordistas/tayloristas que eram 
especialistas, e faziam sempre a mesma 
atividade
VOLVISMO 
• Método produtivo típico dos países do Norte da 
Europa, consiste em ter elevada automação. 
Os funcionários são importantes no 
desenvolvimento dos produtos, e as marcas 
buscam atender normas ambientais, de 
segurança e sociais.
• As características políticas dos países 
escandinavos com sindicatos fortes e a política 
do welfare state – Estado do Bem Estar Social 
– com muitos impostos e muitas benfeitorias, 
influenciam diretamente nas características 
qualitativas dos produtos volvistas.
• Os produtos gerados por esse método 
normalmente têm um valor agre- gado 
elevado, com qualidade técnica e com design 
elaborado.
INTERNACIONALIZAÇÃO DAS INDÚSTRIAS 
Indústria brasileira 
CONTEXTO 
• Apesar das tentativas de o Brasil se industrializar, 
desde o final do século XIX, o país não possuía os 
elementos utilizados pelos países europeus para o 
desenvolvimento da Revolução Industrial.
• As reservas de carvão do Brasil eram pequenas, de 
qualidade mediana e centralizadas no sul do país. 
O mercado consumidor brasi- leiro era reduzido, e 
o país não tinha colônias para explorar.
• A elite local era agrária e escravagista e não tinha 
interesse em mudar o padrão econômico do país.
• E, finalmente o Brasil não era uma nação belicista 
geradora de guerras, não se beneficiando das 
tecnologias e explorações econô- micas dos países 
vencidos, como foram os casos da Inglaterra, 
França, Estados Unidos, Alemanha e Japão. 
• A industrialização brasileira iniciou com mais 
significância quando o ciclo que sustentava o país, 
o do Café, entrou em crise em 1929.
INDUSTRIALIZAÇÃO DO GOVERNO DE VARGAS
• Teve início a partir de década de 1930. O Presidente 
Vargas se espelhou no desenvolvimento dos 
governos nacionalistas da época como da Itália, 
Alemanha e URSS, quando criou várias estatais. 
Além de copiar dos Estados Unidos os 
conhecimentos técnicos, criando principalmente 
indústrias de base – responsáveis pela extração ou 
produção de matérias primas 
• Um fator relevante para industrialização nesse 
perío- do seria a Segunda Guerra, pois os produtos 
estrangeiros eram focados para atender os 
mercados internacionais no conflito, faltando 
produtos no Brasil. Não tendo con- correntes 
estrangeiros, o governo Vargas procurou criar um 
modelo de substituição das importações.
• Contudo, esse modelo possui outras características 
mais problemáticas que se arrastam até os dias 
atuais, como ser uma industrialização tardia, 
praticamente com mais de 100 anos de atraso em 
relação à europeia. Além de ser e centralizada em 
São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, o que 
gerou elevada concentração de renda nesses 
estados e pobreza nos demais.
INDUSTRIALIZAÇÃO DO GOVERNO JK 
• O governo JK ficou associado à modernização do 
país, a entrada de multinacionais e o endividamento 
do país combancos internacionais.
INDUSTRIALIZAÇÃO DURANTE O GOVERNO MILITAR
• Novamente com apoio dos Estados Unidos entraram 
muitas multinacionais e a partir daquele período se 
intensificaram a instalação das empresas 
japonesas e europeias, já que o Brasil a partir 
daquele momento, não apresentaria um risco de se 
aliar aos países socialistas e as tecnologias e 
fábricas serem confiscadas por um possível 
governo pró-soviético.
• Na primeira metade dos governos militares, 
ou seja, até o início da década de 1970 com 
empréstimos internacionais, foram criadas 
grandes obras de infraestrutura, como 
rodovias, usinas de energia, universidades 
públicas, companhias de água e telefonia, 
além de bancos públicos e diversas estatais 
como, por exemplo, a EMBRAER.
• O PIB do país teve um dos maiores 
crescimentos do mundo, contudo após a Crise 
do Petróleo em 1973, os empréstimos 
internacionais ficaram cada vez mais difíceis, 
os custos para importar petróleo se elevaram 
e o país na segunda metade da ditadura 
tinha dificuldades para pagar a dívida 
externa, assim, em poucos anos surgiram a 
recessão e a inflação que uma década depois 
seria incontrolável.
• Outro ponto negativo desse período foi que a 
entra- da de multinacionais no Brasil 
contribuiu para gerar a falência de diversas 
empresas nacionais que não tinham como 
competir com as estrangeiras.
• Um ponto positivo dessa época foi a 
desconcentração industrial, com a lei de 
criação das Regiões Metropolitanas.
INDUSTRIALIZAÇÃO DA DÉCADA DE 1990 
• Tanto o Presidente Fernando Collor como Fernando 
Henrique Cardoso – FHC seguiram a linha de 
pensamen- to econômico do neoliberalismo – Estado 
Mínimo. Muitas estatais foram privatizadas como a 
VALE, EMBRAER, empresas de telecomunicações e a 
PETROBRAS, que foi parcialmente privatizada. O 
sistema bancário, em grande parte, como o de 
energia, seguiu a mesma tendência e muitas 
universidades privadas foram criadas
• característica dos governos neoliberais foi uma 
segunda onda de desconcentração industrial. 
Muitas multinacionais, principalmente do setor 
automobilístico, entraram no país evitando os eixos 
tradicionais de concentração industrial como São 
Paulo e Rio de Janeiro.
INDUSTRIALIZAÇÃO DESDE OS GOVERNOS DE LULA ATÉ O 
MOMENTO 
• Com o início dos anos 2000 o Brasil acentuou a sua 
desindustrialização iniciada após a Crise do Petróleo. 
Nesse momento a economia chinesa ficou imbatível 
no quesito atrair indústrias e ao mesmo tempo a 
economia brasileira ficou “viciada” em vender 
commodities para aquele país. Esse processo hoje 
vem sendo chamado de primarização da economia.
• Essa dependência econômica do setor primário é 
ambígua, pois quando existem crises econômicas os 
alimentos exportados pelo Brasil são os últimos a 
serem cortados pelas nações do mundo.
Por outro lado, o país sobrevive de produtos com baixo 
valor agregado. Como o Brasil não investe corre- 
tamente em P&D – Pesquisa e Desenvolvimento, o país 
tem que produzir muitas commodities para ter um PIB 
elevado como os países desenvolvidos.
Globalização 
' INTRODUÇÃO / CONTEXTO 
• Alguns autores atribuem a globalização ao 
momento em que os europeus circum-navegaram 
o planeta, quando intercambiaram mercadorias e 
conhecimentos entre muitos países.
• O termo globalização começou a ser mais utilizado 
durante a transição da década de 1980 para 1990. 
Seu significado representa o fim de uma Ordem 
Bipolar de disputas políticas, econômicas e militares 
durante a Guerra Fria, entre a União das 
Repúblicas Socialistas
NEOLIBERALISMO 
• Após o colapso da URSS, houve um declínio gradual 
do socialismo entre os partidos de esquerda ao 
redor do mundo. Questões ambientais, dificuldades 
econômicas e a incapacidade de acompanhar o 
progresso dos países desenvolvidos contribuíram 
para fortalecer partidos de direita e de centro. 
Nesse cenário, emergiu o debate sobre a 
relevância do papel centralizador do Estado. Ideias 
do século XVIII, como as de Adam Smith, ganharam 
destaque, promovendo a noção de um Estado 
Mínimo focado em educação, saúde, segurança e 
regulação econômica mínima. Após a Segunda 
Guerra Mundial, os EUA, influenciados pela Escola 
de Chicago, promoveram a economia liberal para 
expandir seus mercados no mundo. 
• As teorias de Adam Smith e da Escola Austríaca de 
Friedrich Hayek deram origem ao neoliberalismo, 
que começou a ser difundido nos anos 1970.
CONSENSO DE WASHINGTON 
• Foi um conjunto de grandes medidas formuladas 
durante uma reunião em 1989, desenvolvidas por 
economistas de instituições financeiras situadas 
em Washington. Entre elas, estavam o FMI, o 
Banco Mundial e o Departamento do Tesouro dos 
Estados Unidos.
• No encontro, foram feitas recomendações aos 
países da América Latina, indicando que, para 
atingirem o seu desenvolvimento os países 
deveriam ampliar o neoliberalismo, privatizar 
empresas públicas, criar leis de con- trole e 
responsabilidade de gastos públicos, incentivar o 
livre comércio, como a liberalização das 
importações com ênfase na eliminação de 
impostos ou barreiras não fiscais, e a segurança 
jurídica para a propriedade privada.
• Os países na América Latina que mais adotaram 
esse ideário do Consenso foram México, Brasil e 
Argentina.
BLOCOS ECONÔMICOS 
• São associações econômicas entre os países de 
uma determinada região geográfica. Os blocos 
podem ser considerados um dos principais 
ícones da globalização. Eles são criados para 
incentivar o comércio regional, reduzindo 
impostos entre os membros e normalmente 
criando barreiras alfandegárias contra países 
de fora dessas organizações.
ORGANIZAÇÃO INTERNACIONAL 
• Apesar de muitas organizações terem sido 
criadas logo após a Segunda Guerra, com a 
finalidade de ordenar o caos mundial gerado 
pelo conflito, no período pós 1990 as instituições 
vão ser mais notadas do que nas décadas 
anteriores. Isso se deve ao surgimento de novos 
players na política internacional – como os 
emergentes Brasil, Ín- dia, China, Nigéria, África 
do Sul e diversos países árabes.
ONU 
• Criada em 1945 nos Estados Unidos, inicialmente 
com sede na Califórnia e depois transferida para 
Nova York, procura mediar conflitos entre países, 
incentivar a cultura, defender o respeito aos 
direitos humanos e promover o desenvolvimento 
sustentável e econômico e a cooperação entre as 
nações. Contudo, evita interferir diretamente na 
soberania dos países.
OTAN - ORGANIZAÇÃO DO TRATADO DO ATLÂNTICO 
NORTE 
• Criada em 1949, essa organização proporciona um 
sistema em que seus membros concordam com a 
defesa mútua em resposta a um ataque por 
qualquer entidade externa à organização. 
Atualmente possui 30 países membros na América 
do Norte e Europa, e as despesas militares 
combinadas de todos os membros constitui mais 
de 70% do total de todo o mundo.
PACTO DE VARSÓVIA 
• Aliança militar criada em 1955, tinha 
características similares a OTAN, contudo o que a 
difere desta organiza- ção é que o Pacto de 
Varsóvia tem função de proteger a URSS de 
possíveis invasões dos seus domínios territoriais 
pelos norte-americanos ou europeus ocidentais.
OMS - ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE 
• É uma agência especializada em saúde, criada 
em 1948 e subordinada à ONU. Sua sede é em 
Genebra, na Suíça.
• Tem como seus objetivos principais a liderança 
em questões críticas para a saúde, desenvolver 
opções políticas éticas e científicas de base, 
acompanhar a situação e a avaliação das 
tendências de saúde, colaborar com os estudos 
de coleta de lixo.
OMC - ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DO COMÉRCIO
• É a organização que mais representa a 
globalização. Sua criação vem do ano de 1995, 
para substituir o antigo GATT (Acordo Geral de 
Tarifas e Comércio), que havia sido 
impulsionado pelos Estados Unidos em 1947. Esse 
país visava reduzir as tarifas alfandegárias 
entre as nações pois, apósa Segunda Guerra, 
os EUA estavam com sua indústria intacta e 
seria muito bom existir a abertura dos 
mercados para os norte-americanos. Contudo, 
o GATT nunca foi bem recebido, pois a URSS 
influenciava aproximadamente 1/3 do planeta e 
não aceitava um crescimento da economia 
capitalista. Outros países do eixo, chamados de 
Terceiro Mundo na época, tentavam proteger 
suas economias, fechando-se para muitos 
produtos das nações do Primeiro Mundo.
OCDE - ORGANIZAÇÃO DE COOPERAÇÃO E 
DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO 
• Criada em 1948, originou-se como a Organização 
para a Cooperação Econômica Europeia (OCEE), 
para ajudar a administrar o Plano Marshall – 
auxílio financeiro e técnico para reconstrução 
da Europa, o que foi rejeitado pela União 
Soviética e seus Estados satélites.
OPEP - ORGANIZAÇÃO DOS PAÍSES EXPORTADORES 
DE PETRÓLEO 
• Fundada em 1960, com sede em Viena na 
Áustria, seus membros possuem 
aproximadamente 80% das reservas 
petrolíferas do mundo, dando à OPEP uma 
grande influência nos preços globais de 
petróleo,
• Os membros são: Argélia, Angola, Guiné 
Equatorial, Gabão, Irã, Iraque, Kuwait, Líbia, 
Nigéria, República do Congo, Arábia Saudita, 
Emirados Árabes Unidos e Venezuela.

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