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GEOGRAFIA GEOGRAFIA A Astronomia A TERRA NO ESPAÇO • A Terra, terceiro planeta em ordem de afastamento do Sol, é considerada um geoide – representado pela figura do elipsoide. De acordo com o Elipsoide Internacional de Referência, comprovam que a Terra não é uma esfera perfeita. MOVIMENTOS DA TERRA • Se avaliarmos todos os movimentos da Terra, teremos 14 movimentos, mas os dois mais importantes no cotidiano são os movimentos de rotação e translação. ROTAÇÃO • A rotação trata do movimento da Terra de girar em torno de si, do seu próprio eixo. Esse movimento é responsável pelo dia e a noite. • É um ciclo de 23 horas, 56 minutos e 4 segundos que, para finalidades cotidianas, é arredondado para 24 horas. • O movimento de rotação da Terra acontece de oeste para leste, resultando no movimento aparente dos astros como Sol, Lua, outros planetas e estrelas que começam do horizonte mais a leste e terminam no oeste. Como comparação, o movimento aparente se assemelha à experiência de estar dentro de um veículo e enxergar a paisagem “indo para trás”, se movendo, sendo que é o veículo que se desloca, não a paisagem. TRANSLAÇÃO • Já a translação, é o movimento de orbitar (dar uma volta) em torno do Sol e que, junto da inclinação do eixo da Terra em relação ao plano orbital do Sol, é responsável pelas sazonalidades das estações do ano, um ciclo de um ano. • As estações do ano e a sucessão do dia e da noite são pontos cruciais para entender a dinâmica da vida na Terra, seja por causa do ciclo da água pelo planeta, a circulação atmosférica, os ciclos migratórios da fauna ou do desenvolvimento da flora ao longo do ano, para que, então, a humanidade desenvolva técnicas de extrativismo, de plantio e de criação animal. DISTÂNCIA DO SOL - TERRA • A distância entre o Sol e a Terra varia no decorrer do ano em função da órbita terrestre, determinando: 1. Afélio terrestre: 152 milhões de km em 1o. de julho. 2. Periélio terrestre: 147 milhões de km em 31 de dezembro. 3. Distância média: 150 milhões de km. 4. Plano da órbita: plano em que a Terra orbita em torno do Sol. O plano de órbita da Terra é perpendicular ao eixo solar. 5. Obliquidade da eclíptica: inclinação do Equador terrestre em relação ao plano da órbita, correspondendo a um ângulo agudo de 23° 27’ 30”. ESTAÇÕES DO ANO • A inclinação de 23,5° do eixo da Terra em relação ao plano orbital do Sol junto do movimento de translação são os responsáveis pelas quatro estações do ano: Primavera, Verão, Outono e Inverno. • Entre 21 de dezembro e 21 de março, os raios solares incidem com maior intensidade sobre o hemisfério Sul, ocasionando o verão, e com menor incidência no hemisfério Norte, ocasionando o inverno. • Entre 21 de março e 21 de junho, os raios solares incidem com maior intensidade na altura do Equador, tendo como consequência o outono no hemisfério Sul e a primavera no hemisfério Norte. • Entre 21 de junho e 23 de setembro, há menor incidência de raios solares sobre o hemisfério Sul, ocasionando o inverno, e maior incidência no hemisfério Norte, propiciando o verão. • Entre 23 de setembro e 21 de dezembro, os raios solares incidem com maior intensidade na altura do Equador, resultando na primavera para o hemisfério Sul e outono para o hemisfério Norte. Portanto, as estações do ano são opostas em relação aos hemisférios. SOLSTÍCIO • Momento em que os raios solares incidem perpendicularmente sobre um dos trópicos. Nos solstícios, verificam- -se as maiores diferenças de duração entre os dias e as noites. Os solstícios ocorrem em 21 de dezembro – solstício de verão no hemisfério Sul (maior dia e menor noite do ano) – e 21 de junho – solstício de inverno no hemisfério Sul (menor dia e maior noite do ano). EQUINÓCIO • Momento em que os raios solares incidem perpendicularmente sobre a Linha do Equador. Os equinócios ocor- rem durante as entradas do outono e da primavera, em 21 de março e 23 de setembro, respectivamente, no hemisfério Sul. Nos equinócios, os dias e as noites têm a mesma duração em toda a Terra. • A obliquidade da Terra, ou seja, a inclinação do eixo do planeta, faz com que os raios solares que incidem nas regiões de alta e média latitude sejam mais amenos do que na faixa de baixa latitude. Lembrando que: —> Latitude Baixa: parte do globo com latitudes entre 30°N e 30°S; —> Latitude Média: faixa do globo com latitudes de 30°N até 60°N e 30°S até 60°S; —> Latitude Alta: regiões de latitude de 60°N até 90°N e 60°S até 90°S. OBS: As estações do ano têm características diferentes para cada região do globo. Mesmo no Brasil, que tem quase todo o seu território no hemisfério sul, as estações do ano têm características próprias em cada região. Acerca das características generalizadas das 4 estações: PRIMAVERA: um período de certa estabilidade, com chuvas mais recorrentes, em que a vegetação recupera a folhagem e começa a sua floração. Os lugares que foram cobertos por neve passam por um período de degelo. VERÃO: período do ano com mais tempo de insolação, aumento das temperaturas acima da média, quando a vegetação aproveita a insolação para acumular nutrientes para os frutos ainda verdes. Dependendo da região, há também o aumento da quantidade e da intensidade das chuvas. OUTONO: período de certa estabilidade. Na paisagem, as plantas perdem as folhagens e os frutos entram na fase de maturação. Alguns animais precisam estocar alimentos ou gordura no corpo e, em certos casos, até mesmo migrar para outras regiões. INVERNO: a combinação de menos horas de iluminação e raios solares incidindo com menor intensidade favorecerão a diminuição de temperatura e a formação de massas de ar frio, dando início ao inverno. Em latitudes médias e altas, é mais notável na paisagem que a vegetação já deve ter perdido boa parte das folhas, e que alguns animais ficam mais reservados. Nas latitudes baixas, é um período com menos chuvas. ZÊNITE SOLAR • A ocorrência do Sol no zênite, ou seja, incidência solar perpendicularmente a um determinado ponto na superfície, condição verificada ao meio-dia, com a ausência de projeção de sombra dos objetos e corpos nas direções cardeais – sol a pino –, só ocorre na faixa intertropical. Orientação E localização PONTOS CARDEAIS • Para facilitar o direcionamento e a localização, usam-se os quatro pontos cardeais: norte, sul, leste e oeste. E os pontos colaterais: nordeste, noroeste, sudeste e sudoeste. Os pontos colaterais são intermediários entre os pontos cardeais. Os pontos cardeais e colaterais têm suas respectivas siglas: • Pontos cardeais: norte - N, sul - S, leste - L, oeste -O; • Pontos colaterais: nordeste - NE, noroeste - NO, sudeste - SE, sudoeste- SO. E, quando for necessário ser mais específico sobre a direção, é possível combinar os nomes do ponto colateral com o ponto cardeal mais próximo, como sul- sudeste (SSE) e oeste-noroeste (ONO). Ao todo, existem oito pontos subcolaterais. FORMAS DE ORIENTAÇÃO - ASTROS • Considerando o movimento de rotação da Terra, pode-se afirmar que os astros nascem no leste e se põem no oeste. Sabendo onde o Sol ou a Lua nascem, é possível deduzir os demais pontos cardeais. • Além desses astros, no hemisfério Norte, a estrela Polar, da constelação de Ursa Menor, identifica o rumo norte. No hemisfério Sul, a orientação pode ser feita pela estrela de Magalhães, da Constelação do Cruzeiro do Sul, que identifica o rumo sul. FORMAS DE ORIENTAÇÃO - INSTRUMENTOS 1. Bússola: Instrumento simples, em que uma agulha magnética é atraída pelo magnetismo terrestre. 2. GPS: O GPS é um conjunto de satélites emissores de sinais eletromagnéticos que podem ser captados por antenas receptoras na Terra. Esses receptores de sinais dos satélites de posicio- namento são geralmente chamadosde GPS, que através de suas antenas recebem as ondas eletromagnéticas emitidas pelos satélites. COORDENADAS GEOGRÁFICAS • Um ponto na superfície terrestre é localizado por meio da latitude e da longitude, tendo como pontos de referência a Linha do Equador e o Meridiano de Greenwich (Meridiano Inicial ou Meridiano de Origem). • Convencionou-se dividir a Terra em dois hemisférios a partir da Linha do Equador: Norte ou Setentrional e Sul ou Meridional. LATITUDE • A latitude terrestre é a medida angular entre a Linha do Equador e qualquer ponto situado na superfície da Terra, no sentido norte ou sul. As latitudes terrestres variam de 0° a 90° de latitude norte ou sul, sendo que correspondem aos polos geográficos as latitudes de 90° N e 90° S. • Os paralelos mais importantes são denominados paralelos notáveis e são o Equador (lat. 0°), Trópico de Capricórnio (lat. 23° 27’ S), Trópico de Câncer (lat. 23° 27’ N), Círculo Polar Antártico (lat. 66° 32’ S) e Círculo Polar Ártico (lat. 66° 32’ N). • As regiões intertropicais podem ser denominadas regiões de baixas latitudes; as zonas temperadas, regiões de médias latitudes; e as polares, regiões de altas latitudes. ZONAS TÉRMICAS 1. Zona Intertropical (tropical ou tórrida): situa-se entre os Trópicos de Câncer e de Capricórnio (áreas de baixa latitudes). Constitui a zona mais quente do globo, onde não se observam as estações do ano. 2. Zonas Temperadas: aparecem nas áreas de médias latitudes, a partir dos trópicos até os círculos polares. Nas zonas temperadas a ocorrência das quatro estações é bem observada. 3. Zonas Polares (frígidas, frias ou glaciais): situam-se no interior dos círculos polares (áreas de grandes latitudes). Constituem as regiões mais frias do globo. LONGITUDE • Medida angular entre o Meridiano de Greenwich e qualquer ponto na superfície terrestre, no sentido leste ou oeste, variando 0° a 180°. • Para facilitar a localização de qualquer longitude, são colocados nos mapas ou globos meridianos com longitudes preestabelecidas. • Os principais meridianos traçados a cada 15° correspondem aos fusos horários. O meridiano oposto ao Meridiano de Greenwich é denominado Linha Internacional da Data. Cartografia INTRODUÇÃO • Existe uma certa dificuldade em representar os globo em mapas, principalmente por causa do globo ser em 3D e os mapas precisarem ser feitos em folhas em 2D. Para poder resolver essa questão existem as projeções cartográficas. Técnicas que projetam a superfície do globo para uma superfície plana. PROPRIEDADE DAS PROJEÇÕES 1. Projeções Equidistantes: mantêm as distâncias lineares, mas apresentam distorções nas áreas e nas formas terrestres. Essas projeções são melhores para medir distâncias em relação a uma cidade de interesse para outros locais. 2. PROJEÇÕES CONFORMES: mantêm as formas terrestres, mas apresentam distorções nas áreas representadas. É uma projeção que afeta a escala ao longo do mapa, e isso dificulta o seu uso para medir distâncias e áreas. Mas para a navegação por mar é uma alternativa mais viável já que mantêm os valores angulares das coordenadas geográficas. PROJEÇÕES EQUIVALENTES: mantêm o valor da área, mas distorcem os formatos dos continentes, países e os ângulos das coordenadas geográficas. É melhor aplicado para contabilizar o tamanho de terrenos, lavouras, pastos e cidades. TIPOS DE PROJEÇÕES - PROJEÇÃO PLANA • Podem ser chamadas de polares, azimutais ou tangenciais. Quando a superfície de projeção acontece sobre uma superfície de forma plana. Serve para projetar lugares específicos, como um país. Mas é normalmente usada para representação dos polos, tanto da Antártida quanto a do Polo Norte. (Símbolo onu) Mapas e escalas PROJEÇÃO CILÍNDRICA • É como se uma folha envolvesse o globo terrestre, de ponta a ponta, como se fosse um cilindro ou um cano. A parte do globo com contato direto com esse cilindro. • Se esse cilindro for feito com a superfície de projeção própria para a linha do Equador, isso fará as partes do globo mais próximas da linha do Equador com menor distorção, mas com distorções maiores nos polos. PROJEÇÃO CÔNICA • na superfície de projeção de formato cônico, parecendo uma casquinha de sorvete. Onde o globo fica completamente dentro deste cone. Esse método permite mapear só um hemisfério por vez, havendo distorções maiores na linha do Equador e nos polos, porém é ideal para representar as regiões de latitude média. Este tipo de projeção irá fornecer mapas com as linhas paralelas em um forma curva. PROJEÇÃO DE MERCATOR • Entre as projeções cilíndricas, uma das mais conhecidas é a de Mercator. As regiões equatoriais são representadas na verdadeira grandeza e as altas latitudes são deformadas com as dimensões exa- geradas. Divulgada em 1569, é uma projeção conforme, que valoriza o contorno (forma) das terras. Muito usada na navegação, tornou-se im- portante nas Grandes Navegações e, mantendo a Europa no centro e na parte superior do mapa, contribuiu com o eurocentrismo. PROJEÇÃO DE PETERS • A projeção do historiador Arno Peters aumenta visivelmente as zonas localizadas nas proximidades do Equador. Nessa projeção, o comprimento original da África no sentido norte-sul passa de 8 013,6 km para 10 622,3 km, e a imagem tradicional do continente fica quase irreconhecível. O mesmo acontece com a América do Sul. A projeção de Peters busca a equivalência das áreas, com prejuízo das formas – é uma projeção equivalente. ESCALA • Escala de um mapa é a relação existente entre as distâncias medidas no mapa e as distâncias lineares correspondentes no terreno. A escala pode ser numérica ou gráfica. • A escala numérica é representada por uma fração em que o numerador representa a distância no mapa e o denominador, a distância correspondente no terreno, sempre utilizando a mesma unidade. • Assim, num mapa de 1 : 100 000, 1 cm no mapa representa 100 000 cm, ou seja, 1 km no terreno. Considerando que: • E = escala • N = denominador da escala • d = distância no mapa • D = distância no terreno (distância real) Temos: • D = d × N para obtenção da distância no terreno; • d = D/N para obtenção da distância no mapa; • N = D/d para obtenção do denominador da escala. CURVAS DE NÍVEL • As curvas de nível ou isoípsas são linhas que unem pontos de igual altitude num mapa. • As curvas de nível podem ser comparadas “degraus” de uma escada. A partir de um conjunto de curvas de ní- vel é possível obter o perfil do relevo (perfil topográfico). • Na representação, a aproximação das curvas de nível indica maior declividade do terreno e o afastamento das curvas, menor declividade. ANAMORFOSE • Com a técnica da anamorfose, a área e os contornos de um determinado espaço são representados proporcional- mente a outra informação. As formas e tamanhos são transformados ou deformados para assumirem as dimensões de outra informação, como população absoluta, participação nas exportações, óbitos em função de alguma doença. Fusos horários INTRODUÇÃO • Até antes do século XIX, as horas do dia eram feitas de forma muito regional, usando o posicionamento do sol ao meio-dia, momento em que ele está alinhado com o meridiano local. No século XIX em Washington (EUA) aconteceu uma Conferência Internacional do Meridiano. Ficou estabelecido que haveria uma padronização dos horários, com base nos respectivos meridianos locais em relação ao meridiano de Greenwich. Dando origem ao Greenwich Mean Time (GMT), ou o Tempo Médio de Greenwich. • Assim, o meridiano de Greenwich tornou-se o meridiano central e os meridianos ao seu oeste estarão atrasados e os meridianos ao seu leste estarão adiantados. FUSOS • Os fusos são compostos pelo meridiano central (MC), um meridiano com -7°30’ ao seu oeste e um meridiano com+7°30’ ao seu leste. Resultando nos 15° e aplicando o horário do meridiano central nessa faixa. • Já que o dia tem 24 horas e a soma dos meridianos (180°W e 180°E) resultam em 360°, calcula-se que 360° dividido por 24 horas, resulte em cada 15° de longitude, correspondendo a 1 hora. À medida que os fusos de oeste são atrasados e os fusos de leste são adiantados, existe uma faixa que tem +12 horas de um lado e -12 horas do outro, ou seja, 24 horas de diferença. Isso acontece na Linha Internacional de Data. Por passar numa região com mais oceano do que terra, convencionou-se que esta linha poderia ter desvios para não atravessar um país com uma linha que tem uma diferença de um dia inteiro. • À medida que os fusos de oeste são atrasados e os fusos de leste são adiantados, existe uma faixa que tem +12 horas de um lado e -12 horas do outro, ou seja, 24 horas de diferença. Isso acontece na Linha Internacional de Data. • Por passar numa região com mais oceano do que terra, convencionou-se que esta linha poderia ter desvios para não atravessar um país com uma linha que tem uma diferença de um dia inteiro. • Mas como os fusos são linhas imaginárias de modelos matemáticos, isso faz com que elas não respeitem limites político-administrativos. Diversas nações são “cortadas” por fusos diferentes, mas, para resolver essas questões, muitos estados, províncias e países estabelecem por convenção qual fuso determina a hora local. FUSOS HORÁRIOS BRASILEIROS Pelo território brasileiro passam 4 fusos horários diferentes e atravessam os estados, mas por convenção alguns estados estabelecem um horário padrão para o seu território. GMT -2: Com MC 30°W, atrasado 2 horas em relação a Greenwich. Corresponde com as ilhas oceânicas do Brasil: Fernando de Noronha e Ilhas Trindade e Martins Vaz. • GMT -2: Com MC 30°W, atrasado 2 horas em relação a Greenwich. Corresponde com as ilhas oceânicas do Brasil: Fernando de Noronha e Ilhas Trindade e Martins Vaz. • GMT -3: Horário de Brasília, com o MC 45°W, atrasado 3 horas em relação a Greenwich. Corresponde com maior parte do território brasileiro. Corresponde ao território dos estados da Região Sul, Sudeste, Nordeste, Amapá, Tocantins, Pará, Goiás e Brasília-DF. • GMT -4: Com o MC 60°W, atrasado 4 horas em relação a Greenwich. Corresponde ao território dos estados de Roraima, Amazonas, Rondônia, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. • GMT -5: Com o MC 75°W, atrasado 5 horas em relação a Greenwich. Corresponde ao território ao estado do Acre, exclusivamente. CÁLCULO DO FUSO HORÁRIO Para saber a hora dos fusos: —> Veja qual é o meridiano central do fuso correspondente ao local, normalmente é um número múltiplo de 15 (15, 30, 45, 60, ...), —> Divida o valor da longitude por 15; —> Se for de um lugar ao oeste, subtraia. Se estiver à leste, some. —> Exemplo: Se são 20h em Londres (GMT 0), que horas são em São Paulo (46°30’W)? A longitude 46°30’ W está mais próxima do MC 45°W. —> Por ser ao oeste, o MC entra na conta com o valor negativo. —> -45/15 = -3. ou seja, 3 horas a menos em relação ao horário em GMT 0. f 20h-3h = 17h ou 5:00 p.m. Quando for necessário calcular o horário em uma questão que envolva tempo de deslocamento, basta acrescentar no cálculo o tempo de viagem. Lembre: —> Veja os fusos das cidades e a diferença entre ele; —> Veja qual é o sentido da viagem; —> Veja o tempo gasto em viagem. HORÁRIO DE VERÃO • O horário de verão é um procedimento de adiantar as horas do relógio em relação ao fuso horário padrão para aproveitar melhor as horas de sol. Isso permite que as pessoas aproveitem mais o dia depois do horário comercial de trabalho. Mas contribui principalmente para a redução de consumo de energia elétrica e um achatamento do pico de consumo Brasil Localização e regionalização TAMANHO DO BRASIL • O Brasil, ou República Federativa do Brasil, está localizado na costa do oceano Atlântico da América do Sul. É o quinto maior território nacional do mundo. Por isso é comum ouvir que o “Brasil é um país de dimensão continental”. Só é menor que o território da Rússia, do Canadá, da China e dos Estados Unidos. LIMITES CONTINENTAIS • são de 15.719 quilômetros. As fronteiras do Brasil começam no extremo norte do Amapá, seguem pelo oeste, passando pelos estados de Pará, Roraima, Amazonas, Acre, Rondônia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná e Santa Catarina, até chegar no extremo sul do Brasil no Rio Grande do Sul. LIMITES DE COSTA • são aproximadamente 8.000 quilômetros. Pode- se dizer que a linha de costa, começando no Amapá, passa pelos estados de Pará, Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia, Espirito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e termina no Rio Grande do Sul. LOCALIZAÇÃO DO BRASIL NO GLOBO • Se dividirmos o mundo em quadrantes, usando o meridiano de Greenwich e a linha do Equador, perceberemos que o Brasil fica totalmente no Hemisfério Ocidental, 93% no Hemisfério Sul e 7% no Hemisfério Norte (AM, RR, AP e PA). • Pelo território brasileiro, também passa o Trópico de Capricórnio, este paralelo “atravessa” os estados de MS, PR e SP. Assim, aproximadamente 8% do território brasileiro está em zona temperada, mas a maior parte do território nacional fica na zona intertropical, cerca de 92%. FRONTEIRAS • O Brasil faz fronteira com 10 países. Os únicos dois países da América do Sul que não fazem fronteira com o Brasil são o Equador e o Chile. O Brasil faz fronteira com Guiana Francesa, Suriname, Guiana, Venezuela, Colômbia, Peru, Bolívia, Paraguai, Argentina e Uruguai. PONTOS EXTREMOS DO BRASIL • Norte: cabeceiras do rio Aylã, no Monte do Caburaí (RR), fronteira com a Guiana, com latitude de 05° 16’ 20” N. • Sul: uma das curvas do arroio Chuí (RS), na fronteira com o Uruguai, com latitude de 33° 45’ 03” S. Os pontos extremos leste e oeste do Brasil são dados pelas longitudes extremas: • Leste: Ponta do Seixas (PB), com longitude 34° 47’ 30” W; • Oeste: nascentes do rio Moa, na Serra de Contamana ou do Divisor (AC), com longitude 73° 59’ 32” W. AS 5 GRANDES REGIÕES DO BRASIL • A atual divisão regional do Brasil usada pelo IBGE, destaca cinco grandes regiões: Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Sudeste. Este método de regionalização leva em consideração aspectos de naturais, sociais e econômicos e os limites administrativos de cada estado. REGIÃO NORTE • abrange sete estados: Acre, Amazonas, Rondônia, Roraima, Pará, Amapá e Tocantins. • Extensão: maior região do Brasil. Com um pouco mais de 45% do território brasileiro. Possui uma área de, aproximadamente, 3,85 milhões de km2. Região onde há a fronteira setentrional (ao norte) com outros países e com acesso ao mar (AP e PA); • Aspectos naturais: clima equatorial úmido, temperaturas altas (mínima de 20 °C e máximas de 35 °C) e ventos leves, Floresta Amazônica (maior floresta tropical do planeta), hidrografia predominantemente da Bacia Hidrográfica do Rio Amazonas (maior bacia hidrográfica do mundo). • População: uma população de aproximadamente 10% da população nacional. Cerca de 18 milhões de habitantes e uma densidade demográfica de 4,72 hab/km2. Maior população indígena do Brasil, cerca de 300 mil habitantes são indígenas, com existência de aldeias indígenas isoladas. • Economia: a região baseia-se nas atividades primárias, como extrativismo mineral (construção civil e pedras preciosas) e vegetal (para produção alimentícia, farmacêutica, látex e de cosméticos), agropecuária e atividades industriais na Zona Franca de Manaus REGIÃO NORDESTE • Abrange 9 estados: Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Bahia. • Extensão: cerca de 18% do território nacional, com 1,5 milhão de km2.Sem fronteira internacional, mas com a maior linha de costa do Brasil e com todos os estados com acesso ao mar. • Aspectos naturais: clima predominante do semiárido no interior, equatorial úmido na transição com região norte (PI e MA) e clima tropical no litoral leste. Predomínio do bioma da Caatinga, com Mata Atlântica no litoral e áreas de transição com Cerrado (BA). Recebe muitos ventos de leste (ventos alísios). Sua principal bacia é a Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco. • População: cerca de 56 milhões de habitantes (25% da pop. brasileira) e uma densidade demográfica de 32 hab/km2. Concentração das grandes cidades e capitais no litoral (exceto Teresina/PI). • Economia: o turismo é uma das atividades mais desenvolvidas na economia nordestina. São desenvolvidas na região atividades de extrativismo mineral, agropecuária e latifúndios. Produção de petróleo e gás natural, plantio de cana e mamona para biocombustível, produção de energia por hidroelétrica e com grande potencial de produção de energia eólica e solar. REGIÃO CENTRO OESTE abrange 3 estados: Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás. É onde localiza-se Brasília, Distrito Federal, atual capital brasileira. • Extensão: cerca de 1,6 milhões de km2, ou seja, 19% do território brasileiro. Área que estava fora do Tratado de Tordesilhas, mas que os bandeirantes ocuparam na intenção de encontrar ouro e pedras preciosas. • Aspectos naturais: dos biomas do Cerrado e do Pantanal. Periodicamente, recebe chuvas da umidade da evapotranspiração da floresta amazônica. A sua principal bacia é a Bacia Hidrográfica do Paraguai. • População: cerca de 16 milhões de habitantes, com uma densidade demográfica de 10 habitantes por km2. Porém, os dados de Brasília contrastam com o resto da região. Só em Brasília vivem 2,5 milhões de habitantes, cerca de 444 hab/km2. • Economia: com base na agricultura e pecuária de soja, milho e a criação de gado de abate. O turismo também tem grande força na região que apresenta as Chapada dos Veadeiros e a Chapada dos Guimarães e o Pantanal. REGIÃO SUDESTE • Composta por 4 estados: São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo e Rio de Janeiro • Extensão: cerca de 10% do território nacional, 924 mil km2. Sem fronteira Internacional, mas com acesso ao mar (exceto MG). Com São Paulo (Capital) maior metrópole do Brasil e da América Latina e cidade mais populosa do Brasil. • Aspectos naturais: clima predominante de Tropical e Tropical de Altitude. Predomínio do bioma Mata Atlântica com áreas de transição com o Cerrado. • População: quase 90 milhões de pessoas vivem na região Sudeste, a mais populosa do Brasil. É a região do Brasil que mais atrai migrantes em busca de emprego, renda e melhores oportunidades de vida. • Economia: com base no setor industrial (petrolíferas, siderúrgicas e automobilística), financeiro (Ibovespa), comercial, agropecuária no seu interior e atividades de turismo, esta região corresponde com 55% do PIB nacional. REGIÃO SUL • é composta por 3 estados: Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. • Extensão: cerca de 575 mil km2, equivalente a 8% do território nacional. Todos os seus estados tem fronteira terrestre internacional e acesso ao mar. • Aspectos naturais: clima subtropical e estações do ano bem definidas. Por apresentar verões quentes e clima de geada no inverno, essa região apresenta a maior amplitude térmica (diferença entre a temperatura mínima e a máxima ao longo do ano). Chuvas bem distribuídas ao longo do ano. Vegetação de predomínio de Mata Atlântica, e com ocorrência da Mata das Araucárias no seu interior. Com predomínio das bacias hidrográficas do Paraná e do Uruguai (no planalto) e com diferentes bacias hidrográficas menores com deságue no oceano Atlântico (serra e litoral). POPULAÇÃO • cerca de 29 milhões de habitantes, quase 15% da população nacional. Uma densidade populacional de 47 hab/km2 • Economia: economia baseada em extração vegetal e silvicultura, produção agropecuária de grãos, suínos, frangos, maçãs, uvas, bananas, palmitos e arroz, com produção industrial na área de cerâmicas, calçados, papel e celulose e motores e partes para produtos de refrigeração. REGIÕES GEOECONOMICAS • Existem outras formas de regionalizar o Brasil além das cinco grandes regiões do IBGE. Uma delas é pelo método das Regiões Geoeconômicas que dividem o Brasil em três Complexos Regionais: Complexo da Amazônia, Complexo do Nordeste e Complexo do Centro-Sul. COMPLEXO REGIONAL CENTRO-SUL • Só essa região engloba 33% do território nacional. Engloba os estados da região Sul, Sudeste (exceto a porção norte-nordeste de MG), o Mato Grosso do Sul, quase todo o estado de Goiás, parte sul do Tocantins e Mato Grosso. • Com atividades econômicas que se destacam economicamente por englobar a maior parte das indústrias, das áreas de atividades agrícolas mais modernizadas, dos bancos, mercados de capitais, extremamente urbanizado em relação às outras regiões. COMPLEXO REGIONAL NORDESTE • O complexo regional do Nordeste vai desde a porção leste do Maranhão até o norte de Minas Gerais, incluindo todos os estados nordestinos. Abrange cerca de 30% do território nacional. • É a região onde ocorreu o processo de povoamento do país. Possui forte contraste natural e socioeconômico entre as áreas do litoral, (mais urbanizadas, industrializadas e desenvolvidas economicamente) em relação ao interior (predomínio de clima semiárido e grandes problemas sociais). Atmosfera terrestre COMPOSIÇÃO DA ATMOSFERA TERRESTRE • 78% nitrogênio • 21% de oxigenio • 1% de outros gases CAMADAS TERRESTRE • TROPOSFERA: primeira camada atmosfera a partir da superfície terrestre. Nessa camada estão contidos quase 80% dos gases e fenômenos meteorológicos, como chuvas, ventos, nuvens e formação de neves • ESTRATOSFERA: corresponde a segunda camada, situada a 21.000 metros e 50.000 metros. Nessa camada, encontra-se o ozônio, o qual atua como um filtro enfraquecendo a intensidade da radiação ultravioleta. A temperatura da estratosfera aumenta com a altitude • MESOSFERA: localiza acima da estratosfera, apresenta pressão atmosférica muito baixa e constitui a camada mais fria da atmosfera • IONOSFERA: nessa camada tem inicio a filtragem seletiva da radiação solar, pois é na ionosfera que ocorrem as radiações gama e raio X. Na ionosfera ocorre a reflexão das ondas de radio • EXOSFERA: presença de gases extremamente rarefeitos e temperaturas altas FUNÇÕES DA ATMOSFERA 1. Filtro: raios solares sao barrados pela atmosfera, impedindo, dessa maneira, que os raios em excesso ou nocivos a vida cheguem a superfície 2. Conservação: propriedade que a atmosfera tem de conservar calor que foi absorvido durante o dia 3. Efeito estufa: capacidade da atmosfera de manter as temperaturas estáveis, permitindo a vida do planeta 4. Proteção: impede o choque de fragmentos FATORES DE AQUECIMENTO DA ATMOSFERA 1. LATITUDE: quanto maior a latitude, menor será o aquecimento, uma vez que os raios solares aquecem mais as regiões de baixas latitudes 2. ALTITUDE: nas maiores altitudes, o aquecimento torna-se menor, devido a distancia do foco principal de irradiação calorífica 3. CONTINENTALIDADE E MARITIMIDADE: as temperatura sobre os oceanos ou nas proximidades (litoral) sao mais estáveis (maritimidade) do que no interior dos continentes (continentalidade) Clima I Ventos e chuvas Clima II TEMPERATURA • Quanto maiores, tanto altitude menores serão as temperaturas (altitude e latitude são inversamente proporcionais às temperaturas); próximo aos mares e oceanos (maritimidade), as amplitudes térmicas são menores e, no interior dos continentes (continentalidade), as amplitudes são maiores PRESSÃO ATMOSFÉRICA • A pressão é a medidada força ou peso da atmosfera sobre um determinado ponto na superfície da Terra. A pressão atmosférica é medida em milibares (mb) e sofre variações com a densidade do ar. • Isóbara (linha isobárica): é a linha que une os pontos de mesma pressão atmosférica (barométrica). ANTICICLONAL E CICLONAL • Anticiclonal é a denominação que se dá à área de alta pressão e ciclonal é como se denomina a área de baixa pressão. • As massas atmosféricas sempre se deslocam das áreas anticiclonais para as áreas ciclonais. VENTOS • São movimentos de massas atmosféricas ocasionados por diferenças de pressão. • Os ventos sempre se originam de áreas anticiclonais (dispersoras) para áreas ciclonais (receptoras). Podem ser classificados de acordo com a velocidade e a frequência com que sopram. Quanto maiores as diferenças barométricas (de pressão), mais fortes serão os ventos. TIPOS DE VENTOS 1. Alísios: São ventos que sopram das proximidades das linhas tropicais (áreas subtropicais – latitude 30°) para o Equador, em altitude sempre inferior a 2 000 metros. Ao convergirem na linha equatorial, os alísios se elevam a apro- ximadamente 10 000 metros, o ar resfria e a umidade condensa, provocando chuvas intensas. 2. Contra-alísios: São ventos que sopram do Equador em direção aos trópicos em altitudes superiores a 3000 metros. Os contra-alísios chegam secos e retiram das latitudes pró- ximas dos Trópicos de Câncer e de Capricórnio grandes quantidades de umidade. Por isso, desertos quentes, como o Saara e o da Aus- trália, estão localizados próximos das linhas dos trópicos. 3. Ventos de oeste: Sopram nos hemisférios Norte e Sul das linhas tropicais para as regiões polares – formando a célula temperada ou das médias latitu- des. Nas proximidades dos círculos polares, estes ventos se chocam com massas polares, elevam-se, provocam chuvas e retornam para os trópicos. 4. Ventos polares: Constituem a célula polar e sopram nas zonas glaciais ártica e antártica e, ao se chocarem com os ventos da célula das médias latitudes, provocam as frentes polares que alteram características térmicas e pluviométricas das zonas temperadas. CIRCULAÇÃO GERAL DA ATMOSFERA A diferença de aquecimento entre as superfícies oceânicas e as continentais determina movimentações de massas atmosféricas, ocasionando o mecanismo das brisas. Podem ser de dois tipos: • Marítimas: pelo fato de as superfícies continentais se aquecerem com maior rapidez do que as superfícies líquidas, ao amanhecer, a parte da atmosfera situada sobre a superfície oceânica se converte em áreas anticiclonais, por apresentar temperaturas inferiores às da superfície continental. Dessa maneira, surgem as brisas marítimas (ou vento maral), que durante o amanhecer sopram do mar para a terra. se converte em áreas anticiclonais, por apresentar temperaturas inferiores às da superfície marítima. Surgem as brisas terrestres (ou vento terral), que sopram da terra para o mar. • Terrestres: considerando o resfriamento mais rápido das superfícies continentais em comparação com as oceâni- cas, ao anoitecer, a parte da atmosfera situada sobre a superfície continental se converte em áreas anticiclonais, por apresentar temperaturas inferiores às da superfície marítima. Surgem as brisas terrestres (ou vento terral), que sopram da terra para o mar. BRISAS LITORÂNEAS • As brisas são ventos periódicos relacionados à maritimidade e à continentalidade. MONÇÕES • São ventos que sopram durante seis meses da Ásia para o oceano e durante seis meses do oceano para a Ásia. CICLONES TROPICAIS • São centros ciclônicos que apresentam pressão atmosférica muito baixa. Regularmente um ciclone tropical tem entre 150 a 600 quilômetros de diâmetro e ventos que podem atingir mais de 200 km/h. • As condições favoráveis para os ciclones tropicais (grande aquecimento) ocorrem nas áreas oceânicas da faixa tropical – em especial no Atlântico Norte. CICLONES EXTRATROPICAIS • Como os “furacões”, também ocorrem em áreas oceânicas. Formam-se em latitudes médias e altas em sistemas frontais. Portanto, o nascimento de um ciclone extratropical não está diretamente ligado à temperatura da água, e seu núcleo (olho) pode apre- sentar pressões mais altas que a periferia do sistema. Regularmente não causam grandes danos e estão associados a quedas bruscas de temperatura e chuvas. Em alguns casos, provocam vendavais, chuvas fortes e granizo. • A Escala Saffir-Simpson avalia a intensidade dos furacões. Varia da “categoria” 1 a 5. N TORNADOS • Menores que os ciclones tropicais, os tornados (ou Twister) são centros ciclônicos que se formam nas áreas continentais com diâmetro geralmente inferior a 2 km e ventos que podem atingir mais de 400 km/h. Quando atingem, ou esporadicamente ocorrem sobre mares, provocam chuvas fortes e localizadas (trombas-d á́gua). • A Escala Fujita avalia a intensidade dos tornados. Varia de 0 (Fujita F0 – abreviado) a 5 CICLO HIDROLÓGICO • O ciclo hidrológico ou ciclo da água corresponde aos estágios pelos quais a água passa na natureza. São eles: evaporação, condensação e precipitação. • A água, em temperaturas superiores a 0°C, evapora. Esse fenômeno ocorre com as águas dos rios (fluviais), dos lagos (lacustres) dos oceanos, etc. Com a evaporação, a água sobe para a troposfera e, à medida que se eleva, a temperatura vai diminuindo até impedir por completo a evaporação, dando origem à condensação. Quando o ar está saturado de vapor, a água forma gotículas que se juntam, formando gotas maiores, e voltam à superfície terrestre: é a precipitação. UMIDADE ATMOSFERICA • É a quantidade de vapor-d’água existente numa determinada porção da atmosfera. A umidade atmosférica depen- de de vários fatores, tais como: temperatura, superfície, altitude e ventos. • Umidade absoluta: quantidade absoluta de vapor- d’água existente numa certa porção da atmosfera. • Ponto de saturação: quantidade máxima de vapor-d’água que uma determinada porção da atmosfera pode conter. • Umidade relativa: relação entre umidade absoluta e ponto de saturação, expressa em porcentagem. CONDENSAÇÃO • Ocorre quando o ponto de saturação é atingido. A condensação pode ocorrer em vários níveis, recebendo os nomes de orvalho, geada, neblina e nuvem. ORVALHO • Corresponde à condensação efetuada na superfície, ao anoitecer, principalmente quando o vapor-d’água, em contato com superfícies frias, condensa. Também é denominado sereno ou rocio. GEADA • não corresponde à condensação, uma vez que é o orvalho congelado. Os principais indícios de que possa ocorrer geada são noite fria, ausência de nuvens e vento. NEBLINA • É o fenômeno de condensação de vapor- d’água próximo da superfície terrestre – corresponde a nuvens muito baixas. Está relacionada a variações térmicas diurnas. Pode ser denominada de nevoeiro ou cerração. NUVEM • É o resultado do vapor-d’água condensado e em suspensão na atmosfera, sendo núcleos de condensação. TIPOS DE NUVENS CHUVA • É a precipitação de gotas-d’água, oriundas da jun- ção de gotículas que formam as nuvens. Há três tipos fundamentais: 1. CHUVA FRONTAL • É causada pelo encontro de uma massa fria com outra quente e úmida, típicas das latitudes médias, como as de inverno no Brasil Meridional. 2. CHUVA DE CONVECÇÃO • É provocada pela intensa evaporação e pelo consequente resfriamento em virtude da ascensão do ar úmido, fenômeno que ocorre nas zonas equatoriais e no verão do Centro-Sul brasileiro. CHUVA OROGENICA, OROGRÁFICA OU RELEVO • É provocada pela intensa evaporação e pelo consequente resfriamento em virtude da ascensão do ar úmido, fenômeno que ocorre nas zonas equatoriais e no verão do Centro-Sul brasileiro. Recursos hídricos ÁGUAS CONTINENTAIS • As águas continentais são aquelassituadas na superfície e no subsolo dos continentes. Através do ciclo da água – o ciclo hidrológico –, toda água do Planeta é “naturalmente reciclada”. CRISE HÍDRICA • Apenas 2,5% de todas águas do planeta são doces, sendo a distribuição irregular. A maior parcela das águas doces está nas geleiras – nos polos e altas montanhas – (68,9%) e nos lençóis e aquíferos – águas subterrâneas – (29,9%). Somente 1,2% das águas doces são de mais fácil acesso, nos rios, lagos, umidade do solo e das chuvas, e também apresentam áreas de maior e menor concentração. • Então, além de a menor parcela das águas do Planeta ser doce e estar irregularmente distribuída, a crise envolvendo o abastecimento de água doce vem do aumento da demanda (do consumo) em razão do crescimento demográfico e das produções, situação agravada pela poluição e desperdício. SOLUÇÃO OU AMENIZAÇÃO DA CRISE • uso racional, preservação das matas (principalmente das ciliares), reuso e controle da poluição; em alguns casos, passa pela dessalinização das águas dos mares e oceanos, mas essa é uma alternativa ainda cara. ÁGUAS CONTINENTAIS DO BRASIL • O Brasil é um país rico em águas continentais. O País detém 12% de todas as águas doces do Planeta, concentradas em grandes bacias hidrográficas, principalmente na Amazônica e Platina, e em aquíferos, onde se destacam o Guarani e o Alter do Chão DEMANDA PELAS ÁGUAS • Separando as demandas hídricas (os usos) por seto- res, segundo a ONU, verifica-se que: 70% das águas são usadas na agropecuária, principalmente em irrigação; 22% pelas indústrias; e 8% nos domicílios. DIVISÃO DAS ÁGUAS CONTINENTAIS 1. Geleiras: As geleiras ou glaciares são a maior reserva de águas doces. Estão concentradas nas regiões polares ártica e antártica, onde existem camadas de gelo com mais de 3.000 metros de espessura. 2. Lençóis freáticos e aquíferos: As águas superficiais podem infiltrar nas camadas do solo e nas rochas mais profundas, formando lençóis e aquíferos. Relevo MINERAIS E ROCHAS • DEFINIÇÕES 1. Minerais: substâncias inorgânicas encontradas na natureza, com propriedades físicas e químicas definidas. Os principais minerais são: feldspato, anfibólios, piro- xênios, quartzo e mica. 2. Rochas: agregados de dois ou mais minerais. 3. Pedra: designação popular para as rochas. O termo pedra também é usado para fragmentos de rochas. 4. Minério: mineral ou rocha com aproveitamento econômico (exemplo: minério de ferro). 5. Jazida: localidade com grande concentração de minérios. As jazidas também são chamadas de bancos, depósitos, reservas, minas e campos. CLASSIFICAÇÃO DAS ROCHAS • De acordo com a origem (gênese), as rochas podem ser classificadas em: 1. magmáticas; 2. sedimentares; 3. metamórficas. ROCHAS ÍGNEAS OU MAGMÁTICAS • Resultado do resfriamento do magma que vai fazer os seu minerais cristalizarem. Esse processo de resfriamento não acontece apenas em superfície, também ocorre nas profundezas da crosta e no manto superior. • Quando estão em sua forma de magma (rocha fundida) no subsolo, os minerais estão um pouco mais fluidos e conseguem se mover e se organizar com mais tempo. Isso vai resultar em rochas com diferentes minerais, que consigam se acumular e se organizar em uma aparência mais heterogênea, com os minerais bem aparentes (com uma granulação mais grossa). • Essas rochas, com origem na cristalização do magma ainda no subsolo e em temperaturas acima de 500 °C, são conhecidas como rochas ígneas intrusivas. E assim vão ser formados os granitos, por exemplo: • Já no caso dos resfriamentos e da cristalizações do magma (lava) de uma atividade vulcânica, que acontecem de forma muito mais imediata e em superfície, não há tempo suficiente para os minerais serem organizados. Então, quando o resfriamento da lava dá origem a uma rocha com uma aparência mais homogênea e com granulação mais fina, temos por exemplo o basalto. Essas rochas são classificadas como rochas ígneas extrusivas. Rochas ROCHAS SEDIMENTARES • São rochas que passaram por um processo de erosão natural pela ação dos rios, ventos, de desmoronamentos, da formação e do derretimento de geleiras, de atividades biológicas, marinho-costeiros, das chuvas e do intemperismo que as rochas sofrem. Após a erosão, fragmentos menores da rocha foram acumulados em sedimentos e, em algum momento, a pressão ou a alta temperatura fez com que esse sedimento voltasse a ficar de forma mais agregada. • As rochas sedimentares vão ter características relacionadas com a rocha de origem, do tamanho dos fragmentos de rochas que foram erodidas e do ambiente de formação. Isso também inclui partes de plantas e animais. E por isso as rochas sedimentares contribuem para conhecer ecossistemas antigos e datar as formações rochosas com os seus fósseis, ou mesmo, jazidas de carvão e petróleo. • As formações das rochas sedimentares seguem uma sequência, que pode ser resumida em: 1. Intemperismo dos minerais das rochas 2. Erosão da rocha; 3. Transporte dos fragmentos erodidos da rocha; 4. Sedimentação em depósitos sedimentares 5. diagênese, consolidação dos sedimentos ROCHAS METAFÓRICAS 1. São rochas que vão ser submetidas a um processo de muita pressão e temperatura. Mais pressão e temperatura do que as rochas sedimentares são expostas e menos do que as rochas ígneas. Esse processo acontece quase totalmente com as rochas no estado sólido, no qual os seus minerais são cristalizados em uma forma mais estável. 2. O metamorfismo acontece na interação de fatores: calor, pressão, fluidos e tempo. A interação entre esses fatores, a rocha de origem e o ambiente de metamorfismo vão resultar em diferentes formações de rochas metamórficas. Uma das características marcantes nas rochas metamórficas é a presença de dobras geológicas, resultado de tanta pressão e alta temperatura por tanto tempo. CICLO DAS ROCHAS Placas tectônicas E estrutura da terra CAMADAS E ESTRUTURA INTERNA DA TERRA • O interior da Terra é uma estrutura estratificada, constituída basicamente por três camadas: núcleo, manto e crosta. NÚCLEO • É a porção central da Terra, também denominada Nife, por ser constituída de principalmente de ferro e níquel. O núcleo terrestre corresponde a 1/3 da massa do planeta e possui pressões até 3,5 milhões de vezes maiores que a pressão da atmosfera – daí a denominação barisfera (es- fera pesada). Estima-se que as temperaturas variem entre 6.900 °C no núcleo interno e 4.800 °C no núcleo externo. • Pelo fato de o ponto de fusão dos minerais variar de acordo com a pressão e a temperatura, o núcleo interno é sólido e o núcleo externo é líquido, com fluidez maior que a do magma existente no manto. MANTO • É a camada intermediária entre o núcleo e a crosta, podendo ser subdividido em manto inferior, zona de transição, manto superior e astenosfera, no sentido do núcleo para a crosta. • O manto detém 68,3% da massa da Terra (a crosta, 0,7, e o núcleo, 32,7%) e é formado predominantemente por material magmático (magma). O material magmá- tico do manto apresenta correntes de convecção, responsáveis na astenosfera pelo deslocamento das placas que compõem a crosta – as placas tectônicas. ASTENOSFERA • Parte superior do manto onde ocorrem os movimen- tos que deslocam as placas tectônicas. CROSTA • A crosta terrestre ou litosfera é o envoltório externo da Terra, com espessura proporcionalmente semelhante à casca de uma maçã. Consiste em uma fina camada de rochas menos densas que o manto subjacen- te, do qual derivou por meio de um complexo processo que durou milhões de anos. • Há dois tipos de crosta: a continental, que forma os continentes, e a oceânica, que constitui o assoalho dos oceanos. AGENTES INTERNOS DO RELEVO • Correspondem a forças que atuam no interiorou abaixo da crosta terrestre. Os agentes internos ou endógenos são: vulcanismo, tectonismo e abalos sísmicos. TECTONISMO • São movimentos internos verificados no interior da crosta terrestre que influenciam nas formas de relevo. • Entre os movimentos tectônicos (ou diastróficos), distinguem-se dois tipos: epirogenéticos e orogenéticos. • Os movimentos tectônicos epirogenéticos atingem áreas de dimensões continentais, motivados por forças verticais e não alteram as estruturas rochosas. Suas principais consequências são as regressões e as transgressões oceânicas. • Os movimentos tectônicos orogenéticos apresentam amplitude restrita, porém atuam em todas as pla- cas, o que resulta em profundas deformações da crosta, originando montanhas pelo dobramento e falhamento. Ocorrem em breves e nítidos períodos, separados por longos espaços de estabilidade. AREAS DE DIVERGÊNCIA • Áreas de afastamento das placas onde ocorre intensa atividade vulcânica. Nessas áreas, o magma que está sob pressão no manto é constantemente expelido. • As áreas de divergência são consideradas constru- tivas. No fundo dos oceanos existem áreas de divergên- cia onde o acúmulo de material magmático originou as cordilheiras meso-oceânicas ou dorsais. DORSAIS OCEÂNICAS • As dorsais oceânicas são grandes cadeias de montanhas submarinas que ocorrem nas áreas de divergência tectônica. Essas concepções evidenciam que os fundos oceânicos são recentes e estão em constante processo de expansão. • Por ocuparem áreas praticamente no centro das bacias oceânicas, as dorsais também são chamadas de cordilheiras meso-oceânicas. SUBDUCCAO • Locais em que as placas se chocam, com a mais densa mergulhando sobre a menos densa até sofrer fu- são e se incorporar ao material do manto. A subducção normalmente ocorre com o mergulho de uma placa oceânica (mais densa) sob outra continental (menos densa). As zonas de subducção são consideradas destrutivas. • As áreas com subducção, ocorrem fortes terre- motos, dobramentos com a formação de cordilheiras, fossas oceânicas e vulcanismos. OBDUCCAO • Áreas em que uma parte da crosta oceânica é arrastada para cima de uma porção da crosta continental. Também pode ocorrer no choque de duas placas continentais. Na obducção acontece o cavalgamento de uma placa sobre outra ou grandes enrugamentos na crosta – originando montanhas e terremotos. Nos casos de obducção não são verificadas abundantes áreas de vulcanismos, sendo a cordilheira do Himalaia o exemplo mais típico desse processo tectônico. TRANSCORRENTE • No caso dos movimentos tectônicos transcorrentes, uma placa desliza lateral à outra. Também chamados de movimentos transformantes, nessas áreas, grosso modo, não há vulcanismo nem a formação de monta- nhas, por isso movimentos ditos conservativos. Porém, nas áreas com movimentos transcorrentes são comuns terremotos, muitos de grande magnitude. Relevo II Agentes externos • Os agentes externos são: intemperismo, águas correntes, oceanos, ventos, geleiras e seres vivos. INTEMPERISMO • É a ação de agentes mecânicos, químicos e biológicos sobre as rochas e minerais da superfície terrestre, tendo como produto final a formação do manto de intemperismo. • O intemperismo pode ser físico e químico. INTEMPERISMO FÍSICO • O intemperismo físico é o resultado de ação mecânica, desagregando as rochas gradualmente em partículas, pela variação de temperatura ou pela ação de gelo e degelo. No intemperismo físico, as rochas sofrem alterações de tamanho e forma, sem alterarem sua estrutura química. INTEMPERISMO QUÍMICO • O intemperismo químico (ou químico-biológico) é a ação dos fenômenos químicos da água por meio da umidade atmosférica, de agentes biológicos e seus produtos orgânicos. Assim como o intemperismo físico, o intemperismo químico pode ocorrer em qualquer su- perfície continental, porém é predominante nas regiões de climas úmidos e quentes. MANTO DE INTEMPERISMO • A camada superficial da crosta que sofre a ação do intemperismo denomina-se manto de intemperismo ou regolito ou solo arável. ENXURRADAS • São formadas durante e após as chuvas. Pela sua ação, há formação das ravinas nas encostas e depósitos de sedimentos nas partes baixas. • As enxurradas formam-se com maior frequência nas áreas montanhosas, onde a declividade seja acentuada pela menor infiltração de água. Outros fatores podem determinar a maior ou menor intensidade das enxurradas, tais como vegetação, permeabilidade do solo, regime pluviométrico.. • As voçorocas (ou boçorocas) são grandes valas ou ravinas abertas pelas águas pluviais. As formações das voçorocas é favorecida em áreas com solos arenosos e altos índices pluviométricos. Práticas inadequadas de agricultura e o desmatamento contribuem para a formação dessas erosões. TORRENTES • São enxurradas em áreas montanhosas, ocasionadas por chuvas torrenciais ou degelo, que podem ser violentas e devastadoras. '' DESLIZAMENTO DE ENCOSTAS • As encostas (vertentes ou escarpas) dos relevos acidentados, como montanhas e serras, são suscetíveis ao deslizamento (escorregamento, avalanche, desabamento, avanço, rastejo, ou ainda, creep) de materiais, como solos e rochas decompostas. Os deslizamentos são naturais e mais comuns nos locais chuvosos, podendo ser também causados ou acelerados por ações humanas (antrópicas), como desmatamentos e construções irregulares. RIOS • São um dos principais agentes de relevo externos por meio da erosão, transporte e acumulação. • A erosão fluvial pode ser vertical e horizontal. • A erosão vertical é aquela verificada em seu próprio leito, predominando em curso superior e geralmente mais intensa na fase de juventude. • A erosão horizontal ou erosão laminar é aquela verificada em suas vertentes. • O transporte dos sedimentos ocorre por três processos: em suspensão, por rolamento e em solução. • A acumulação ocorre ao longo do curso médio e inferior, uma vez que o declive do curso é menos acentuado, em seu leito, em suas margens e também em sua foz. • O resultado do trabalho de acumulação são as planícies aluvionais e os meandros. TRABALHO DOS OCEANOS 1. EROSÃO: A erosão ocasionada pelos oceanos denomina-se abrasão e se realiza por meio das vagas que, ao se chocarem com as rochas, destroem-nas. Se a costa é alta, surge a falésia ou penedia, que nada mais é do que um paredão abrupto muitas vezes denominado de costão. 2. ACUMULAÇÃO: O trabalho de acumulação pelos sedimentos determi- na a formação de praia, restinga, tômbolo, ilha e recife. RESTINGA • Também denominada cordão litorâneo, é a acumu- lação fluviomarinha feita pelas correntes costeiras nas entradas das baías. Essas baías ficarão ligadas ao oceano por pequena passagem, formando, então, uma lagoa costeira ou laguna. TÔMBOLO • Também denominado linguado, é a sedimentação marinha que une uma ilha ao continente, formando um pequeno istmo. VENTOS (AÇÃO EOLICA) 1. DEFLAÇÃO: Consiste no trabalho de os ventos “varrerem” uma superfície, retirando até mesmo seixos. 2. CORRASAO: Também denominada de corrosão, consiste no tra- balho de os ventos atirarem partículas contra as rochas, muitas vezes, de forma violenta. Solos SOLOS • Os solos constituem a parte mais superficial da crosta terrestre. São formados por rochas degradadas (produto final do intemperismo/ meteorização) e por material orgânico. • O estudo dos solos é realizado pela pedologia. Outro ramo, a edafologia, preocupa-se com o solo arável ou agrícola (estrato mais “produtivo” e indicado para os vegetais). COMPONENTES DO SOLO • Os solos representam um segmento abiótico de suporte à vida, sendo essencialmente formados por minerais, acrescidos de material orgânico, água e ar. Na constituição de um solo, de modo geral,são encontrados 46% de mi- nerais, 4% de material orgânico, 25% de ar e 25% de água (sendo as quantidades de água e ar bastante variáveis). • As partículas minerais são originadas a partir do intemperismo das rochas e pelos processos de deposição de sedimentos. Ocorrem em variados tamanhos de grãos, como argilas, siltes, areias, cascalhos e matacões (pedregulhos). As argilas, partes minerais de menor tamanho (menor granulometria), são as mais importantes, sendo onde as raízes realizam a retirada de importantes nutrientes como o cálcio e o potássio. • O material orgânico, ou parte biológica, é represen- tado pelo acúmulo de dejetos animais e vegetais (folhas, galhos, frutos, excrementos, animais mortos) e pelo hú- mus. O húmus (ou humo) é a parte orgânica dos solos pronta para ser absorvida pelas plantas e oriunda dos processos de decomposição realizado por micróbios e das fezes das minhocas. LATOSSOLOS E LITOSSOLOS • Os solos profundos constituem os latossolos, comumente maduros, férteis e encontrados em áreas planas com climas úmidos (temperados e tropicais). • Os solos rasos, denominados litossolos, em geral são jovens, pouco férteis e encontrados em áreas acidentadas e de clima seco. HORIZONTES DO SOLO • Horizonte O: é a parte superior de um solo, constituída pelos materiais orgânicos depositados, pouco ou não decompostos (denominada serapilheira). Tem coloração escura, é bem aerado, iluminado e suscetível a grandes variações de umidade. Esse horizonte aparece em alguns trabalhos subdividido entre O (superior) e H (inferior). • `Horizonte A: é o solo propriamente constituído (ou solum) de minerais decompostos e material orgânico. Camada rica em húmus e ocupada por raízes, minhocas, formigas e micróbios. É a fração dos solos com condições de fixação dos vegetais, condições edáficas, por isso denominada de solo arável ou agrícola. Esse horizonte aparece em alguns trabalhos subdividido entre A1 (superior e com grande riqueza orgânica) e A2 (inferior e predominantemente mineral). • Horizonte B: é uma camada de areias finas e argi- las, onde o material orgânico está reduzido a traços ou mesmo é inexistente. O material constituinte pode ser denominado barro e corresponde ao subsolo atingido apenas pelas raízes mais profundas. É também um horizonte de rochas locais (eluvial), em alguns trabalhos tendo a parte superior chamada horizonte E. • Horizonte C: é formado pelas rochas de maior profundidade que estão em decomposição apresentando matacões, ou seja, porções ainda não inconsolidadas de rochas. Esse horizonte não apresenta materiais orgânicos e é também denominado regolito. • Horizonte R: camada profunda, correspondente à crosta terrestre. É a rocha mãe ou matriz sem traços de decomposição, ou seja, consolidada. Em alguns trabalhos é apontado como horizonte D. FORMAÇÃO DO SOLO (PEDOGÊNESE) • As rochas determinam a parte mineral, mais abundante e primordial dos solos. Quando o solo é formado pelas rochas locais, é denominado eluvial. Quando é formado por material sedimentado trazido de outras localidades pelos agentes erosivos, é denominado aluvial. SOLOS EM DESTAQUES NO BRASIL: 1. Aluvião: solos presentes nas planícies e várzeas fluviais, como as dos rios Amazonas, Araguaia e São Francisco. São bastante aproveitados em lavouras de policultura para subsistência. Com destaque para os vazanteiros do vale do rio São Francisco, que aproveitam os períodos de vazante do rio para cultivar alimentos. São formados a partir dos sedi- mentos depositados pelas cheias dos rios, sendo azonais, em geral rasos ou pouco profundos e aluviais. 2. Massapé (ou massapê): é o solo muito fértil que caracteriza a Zona da Mata Nordestina. Teve grande aproveitamento nos ciclos da cana-de-açúcar e do cacau. O massapé é derivado da decomposição de calcário e gnaisse. Corresponde a um solo zonal, profundo e eluvial. 3. Salmourão: é o solo com maior uso agrícola no Brasil, tendo destaque nas culturas de arroz, laranja, trigo e soja. Ocorre principalmente nas regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul. 4. Terra preta do índio (TPI): são manchas de solos muitos férteis, ricos em húmus, encontrados na floresta amazônica, empregados em roças tropicais de subsistência por índios e outros habitantes da região. 5. Terra roxa (ou massapé vermelho): solo encontrado nas porções ocidentais de São Paulo e Paraná e no sul do Mato Grosso do Sul. Teve destaque nas plantações do ciclo do café. É muito fértil e oriundo da decomposição de rochas SOLOS DE OUTRAS PARTES DO GLOBO 1. Loesse (ou Loess): solo abundante nas planícies do nordeste chinês e importante no cultivo de vários alimentos, com destaque para o arroz (rizicultura). 2. Podzol: é o solo encontrado nas florestas frias (temperadas e de coníferas) do hemisfério Norte (Canadá, norte europeu e Rússia central). É muito fértil, empregado em plantações e pastagens. É um solo zonal, profundo e eluvial. 3. Tchernozion: também denomi- nado de terra negra, é um solo fértil presente com destaque na Ucrânia (com grandes amostras também na Rússia e Ásia central). É amplamente usado em planta- ções de cerais, como a aveia e o trigo. 4. Tundra: é o solo das periferias do círculo polar ártico, ocorrendo nas latitudes de até aproximadamente 75° Norte. Só apresenta condições para o de- senvolvimento de vegetais no verão, quando ocorre o degelo e surgem as formações da tundra (musgos, liquens e gramíneas). Vegetações CLASSIFICAÇÃO QUANTO A UMIDADE 1. Higrófitos – que se adaptam bem a ambientes de elevada umidade (quando relacionadas a chuvas abundantes, florestas higrófitas são também chamadas de pluvial ou ombrófilas); 2. Tropófitos – os que se adaptam a ambientes que alternam períodos úmidos e secos; 3. Xerófitos – os que se adaptam a períodos de pouca umidade. QUANTO AS FOLHAS 1. Latifoliadas – vegetais que têm folhas largas para facilitar a fotossíntese e a transpiração – típicos de áreas quentes e úmidas; 2. Aciculifoliadas – vegetais de folhas pontiagudas, que reduzem a transpiração – típicos de áreas temperadas; 3. Perenifólios vegetais que não perdem as folhas ao longo do ano,possuem folhagem persistente, sendo“sempre verdes”; 4, Caducifólios (ou decíduos) – são os que perdem folhas em períodos frios ou secos do ano. GRANDES FORMAÇÕES VEGETAIS • Constituem a mais pujante formação florística, onde há predomínio de árvores (segmentos arbóreos). Os princi- pais tipos de formações florestais são: ` intertropicais (equatoriais e 1. intertropicais (equatoriais e tropicais úmidas) 2. Temperadas 3. De coníferas FLORESTAS EQUATORIAIS E TROPICAIS ÚMIDAS • Desenvolvem-se em áreas quentes e de precipitação abundante o ano todo (médias térmicas e pluviométricas anuais, respectivamente, acima de 20 °C e 2.000 mm). Essas condições promovem o rápido crescimento das árvores e um esforço violento de sobrevivência. • São dominadas por árvores verdes de folhas largas e queda/reposição contínua – latifoliadas e perenifo- liadas. Possuem grande variedade de espécies e, por isso, são consideradas como os ecossistemas de maior biodiversidade do planeta. • A grande biomassa dessas florestas não é alimen- tada por solos férteis. Na verdade, tais solos são fortemente lixiviados e, portanto, ácidos. Há, contudo, um ativo sistema de decomposição orgânica que gera um ciclo de nutrientes fechado que sustenta a floresta. FLORESTAS TEMPERADAS • Nessas florestas, encontram-se árvores com mais de 100 metros de altura (sequoias). Apresentam muitos elementos caducifoliados (com queda das folhas no inverno) e grande uniformidade vegetal – já com a presença de pinheiros. • São típicas dessa categoria as matas do Mediterrâneo, as florestas da Califórnia e da Austrália e a Mata das Arau- cárias, com opinheiro-do-paraná (Araucaria angustifolia), uma conífera (gimnosperma) que pode atingir até 30 metros de altura, e a erva-mate (Ilex paraguariensis). • Essas florestas são muito exploradas economicamente. FLORESTAS DE CONÍFERAS • Ocupam vastas áreas da América do Norte e da Eurásia, sobretudo entre as latitudes 45° e 75° Norte. As condições climáticas são rigorosas, com invernos frios, verões curtos e estação de chuva baixa. • Em grande parte, as árvores são perenes, dominando espécies como abeto, pinheiro e abeto vermelho. • Os ramos são flexíveis para sofrer a queda da neve pesada, e as folhas pequenas, em forma de agulha, reduzem a transpiração durante o inverno. FORMAÇÃO DE ARBUSTIVAS • Constituem um tipo intermediário entre florestas e her- báceas. São formações vegetais encontradas nas regiões in- tertropicais, com uma vegetação de arbustos intercalados com campos • savana – nos EUA e na África Central; • cerrado – no Brasil; • lhano – na Venezuela; • parque – na África Oriental; • chaparral – no México; • bosque – no Sudão; • jângal – na Índia; • bush – na Austrália. FORMAÇÃO DE HERBÁCEAS • Correspondem à vegetação rasteira, gramas e pequenos arbustos e recebem vários nomes: • estepe – em áreas de climas áridos e semiáridos da Federação Russa; • pampa – na Argentina, no Uruguai e no Rio Grande do Sul; • campo – no Brasil; • pradaria – nos EUA; • down – na Austrália; • puszta – na Hungria. FORMAÇÃO DE XEROFÍTICAS • São formados típicas de regiões onde existe escassez de umidade. Nessas regiões, verifica- se a predominância de cactáceas. Recebem diversos nomes, como: • Caatinga: sertão nordestino • Puna: deserto Atacama FORMAÇÕES DOS ALAGADIÇOS • Correspondem às tundras das regiões árticas e aos mangues nos litorais lodosos de regiões intertropicais. • Nas regiões próximas do círculo polar Ártico, o degelo que ocorre no verão permite o surgimento da tundra, cobertura vegetal de vida curta (efêmera), formada por musgos, liquens e gramíneas. No domínio polar sul (Antártica), praticamente não existe vegetação. VEGETAÇÃO HALÓFITA • Composta por vegetais adaptados em meios de elevada salinidade. São vegetais dos manguezais, das praias e restingas MATA CILIAR • Vegetação composta por vegetais de médio e grande porte, situada às margens de rios tropicais, também denominada mata de várzea ou mata-galeria. • As matas ciliares são vitais para os cursos fluviais. • Elas regulam o escoamento superficial (mantendo a umidade e abastecendo as nascentes), filtram sedi- mentos evitando o assoreamento, evitam a erosão das margens e controlam o fluxo dos rios nas enchentes. VEGETAÇÃO ORÓFILA • Os segmentos rasteiros e arbustivos das altas mon- tanhas (entre 2 000 a 3 000 metros) constituem as vegetações orófilas. VEGETAÇÃO MEDITERRÂNEA • Nas áreas de clima mediterrâneo, com verões secos e invernos chuvosos, aparece uma vegetação caracterizada por arbustos e pequenas árvores espalhadas (esparsas). Suas principais ocorrências estão na orla do mar Mediterrâneo e na Califórnia estadunidense. • A vegetação mediterrânea é comumente chamada maquis e garrigues. Clima e hidrografia Do Brasil CLIMAS BRASILEIROS • Grande parte do território brasileiro está situada predominantemente num ambiente intertropical. Em decorrência desse fato, os climas brasileiros são predominantemente quentes e úmidos, com as seguintes características: • temperaturas médias superiores a 18oC; • amplitude térmica anual inferior a 6oC; • diferenças de estações caracterizadas pelo regime pluviométrico; • circulação atmosférica controlada pela Zona de Convergência Intertropical (ZCIT); • baixas pressões equatoriais (doldrums) ; • ventos alísios; • altas pressões subtropicais. • Também a maritimidade, a continentalidade e a altitude influenciam nos climas brasileiros. MASSAS ATMOSFÉRICAS • Cinco são as massas que atuam com maior intensidade sobre o território brasileiro: massa equatorial conti- nental (mEc), massa equatorial atlântica (mEa), massa tropical continental (mTc), massa tropical atlântica (mTa) e massa polar atlântica (mPa). 1. A massa equatorial continental (mEc), quente e úmida, tem seu centro de origem na Amazônia e exerce grande influência na Amazônia Ocidental, ocasionando chuvas de convecção durante todo o ano. Durante o ve- rão, essa massa se expande, podendo cobrir grande parte do território brasileiro, ocasionando aguaceiros (chuvas fortes e passageiras). 2. A massa equatorial atlântica (mEa), quente e úmida, é originária dos Açores (anticiclone). Domina a Amazônia Oriental e parte do litoral do Nordeste, atuando com intensidade no verão do hemisfério Sul. 3. A massa tropical continental (mTc), quente e seca, tem seu centro de origem na Depressão do Chaco. Atua principalmente no Centro-Oeste, determinando estiagem durante o inverno. 4. Massa tropical atlântica (mTa), quente e úmida, é originária do anticiclone de Santa Helena, nas proximidades do Trópico de Capricórnio, no oceano Atlântico. Atua no litoral da região Sul, Sudeste e parte meridional da Nordeste. Normalmente, por movimentar-se no sentido descendente (subsidência), não ocasiona chuvas. Porém, durante o verão, essa massa é responsável pela elevada precipitação registrada no litoral oriental (que abrange parte do litoral das regiões Sudeste e Nordeste). • A massa polar atlântica (mPa), também denominada de massa polar antártica, é fria e úmida, tendo seu centro de origem no sul da Argentina (Patagônia). Atua com maior intensidade durante o outono e o inverno. Atinge com maior frequência a região Sul, porém pode estender-se pelo litoral até a porção meridional do litoral nordestino. Em casos excepcionais, desloca-se em direção à Amazônia Ocidental. CLASSIFICAÇÃO CLIMÁTICA 1. Clima equatorial úmido e equatorial semiúmido – compreende a maior parte da região Norte e a porção setentrional da região Centro-Oeste. 2. Clima tropical: também denominado de clima tropical semiúmido, abrange grande parte da região Centro-Oeste e porções das regiões Nordeste, Sudeste e Norte. 3. Clima semiárido: compreende o polígono das senas 4. Clima tropical de altitude – abrange porções das regiões Sudeste, Sul, Centro-Oeste e parte do Norte. 5. Clima subtropical: abrange toda a região sul e porções das regiões sudeste e centro oeste HIDROGRAFIA BRASILEIRA RIOS A rede hidrográfica brasileira apresenta as seguintes características: 1. riqueza em rios; 2. pobreza em formações lacustres (lagos); 3. organização feita por três grandes divisores de água: a cordilheira andina, o planalto Central e o planalto das Guianas; 4. dificuldade de identificação dos divisores de água nas áreas de relevo aplainado; 5. bacias exorreicas com rios de drenagem aberta para o oceano Atlântico, devido à barreira andina e à ausência de depressões absolutas; 6. predomínio de rios perenes (os rios intermitentes são encontrados nos domínios do clima semiárido); 7. predomínio de foz do tipo estuário (somente os rios Amazonas e Parnaíba terminam em deltas); 8. predomínio de rios planálticos com grande potencial hidráulico; 9. rios navegáveis afastados das regiões mais desenvolvidas; 10. regime pluvial tropical com cheias no verão austral. IBGE BACIAS HIDROGRÁFICAS • O Brasil é constituído por 10 bacias que, em virtude da disposição do relevo brasileiro, apresentam divisores de água descontínuos e de altitudes modestas. Por isso a dificuldade em delimitá-las, o que resulta em divergên- cias na identificação dessas bacias. Todas são exorreicas e podem ser agrupadas em bacias independentes e secundárias. BACIAS INDEPENDENTES 1. BACIA AMAZONICA • É a maior bacia hidrográfica do globo e drena aproximadamente 45,6% das terras brasileiras. A bacia Amazônica banha os seguintesestados: Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia e Roraima. Comunica-se com a bacia do Orinoco através de vários canais, entre os quais o de Cassiquiare, e com a bacia do Paraguai por pequenos rios na região das “águas emendadas” (nordeste de Mato Grosso). • O principal rio da bacia Amazônica é o Amazonas. Nasce nos Andes peruanos, na cordilheira de Vilcanota, com o nome de Ucayalli e, com aproximadamente 7100 km, é considerado o maior rio do mundo, com aproximadamente 430 quilômetros a mais do que o rio Nilo, que até 1970 era considerado o mais extenso do mundo. • A grande maioria dos rios da bacia Amazônica vem do planalto das Guianas (margem esquerda) ou do planalto Central (margem direita), por isso são enca- choeirados e responsáveis pelo potencial hidrelétrico dessa bacia (o maior “disponível” no Brasil). • O regime da bacia Amazônica é complexo, con- tribuindo para suas cheias as chuvas que caem sobre os afluentes da margem esquerda, situados no hemisfério Norte, e as chuvas e derretimentos de geleiras dos afluen- tes da margem direita, no hemisfério Sul. As cheias ocorrem em março e abril, consequência das chuvas de outono que caem sobre os afluentes da margem direita; quando há interferência com as cheias dos afluentes da margem esquerda, o débito máximo é registrado em junho. BACIA DO TOCANTIS-ARAGUIA • É a maior bacia hidrográfica genuinamente brasileira. Também denominada de bacia do Tocantins-Araguaia, abrange os estados de Goiás, Tocantins, Mato Grosso, Pará e Maranhão. • É formada pelo rio Tocantins e sua rede de afluentes, dos quais se destaca o rio Araguaia. • A confluência dos rios Tocantins e Araguaia é conhecida como Bico do Papagaio (TO), onde ocorrem muitos conflitos fundiários. BACIA DO SÃO FRANCISCO • Banha os estados de Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Alagoas e Sergipe. É uma bacia tipicamente planáltica, com altitudes entre 400 e 1000 metros, quedas-d’água no rio principal e nos afluentes, possuindo potencial hidrelétrico aproveitável. • O rio São Francisco é o maior rio totalmente brasileiro. Sua bacia hidrográfica é a segunda maior totalmente no Brasil.— É navegável entre Pirapora (MG) e Juazeiro (BA), na divisa com Pernambuco, também no seu baixo curso, próximo à sua foz. • O rio São Francisco também é aproveitável para a produção de energia e irrigação de cultivos, destacando-se as frutas. BACIA DO PARANÁ • Banha os estados de Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Paraná e Santa Catarina através do rio Iguaçu. • É uma bacia tipicamente de planalto, apresentando muitas quedas e corredeiras, muitas delas sendo apro- veitadas para a geração de energia elétrica. É a bacia hidrográfica mais utilizada para a geração de energia elétrica no país. • O rio Paraná, principal rio dessa bacia, é considerado um dos maiores do mundo BACIA DO PARAGUAI • Banha os estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. É tipicamente bacia de planície, tendo como rio principal o rio Paraguai. • O rio Paraguai nasce no estado de Mato Grosso, recebe vários afluentes e vai desaguar fora do Brasil, no rio Paraná. BACIA DO URUGUAI • Banha os estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, tendo como rio principal o rio Uruguai. • O rio Uruguai é formado pela fusão dos rios Canoas e Pelotas. É um rio muito sinuoso, principalmente no trecho em que seu curso serve de divisa entre os estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, e em seu curso inferior é navegável. BACIAS SECUNDÁRIAS BACIA DO AMAPÁ • É formada pelas bacias dos rios Oiapoque, Caciporé, Calçoene e Araguari, situados no estado do Amapá. BACIA DO NORDESTE • Abrange várias bacias hidrográficas situadas entre o leste do Pará e a foz do rio São Francisco, situada na divisa entre os estados de Alagoas e Sergipe. • BACIA DO LESTE • Compreende os rios situados entre os estados de Sergipe e São Paulo (litoral centro-norte). Entre os rios que formam estas bacias, destacam-se: Vaza-Barris, Jequitinhonha, Pardo, Doce e Paraíba do Sul. BACIA DO SUDESTE DO SUL • Formada pelos rios situados entre São Paulo (litoral sul) e Rio Grande do Sul. • Fazem parte dessas bacias os rios Ribeira, Guaragua- çu, Itapocu, Itajaí-Açu, Tubarão, Jacuí e Jaguarão. GEOGRAFIA B Demografia EXPLOSÃO DEMORAFICA • Desde o final da última glaciação do planeta Terra (há cerca de 10.000 anos) até o século XIX, a população do planeta possivelmente nunca passou de 1 bilhão de habitantes, de acordo com cálculos aproximados. Con- tudo, após a Revolução Industrial, a população global aumentou muito em um prazo de tempo exigido. Esse fenômeno é chamado de Explosão Demográfica. ÁREAS POPULOSAS • Esse termo está relacionado com os países, estados ou cidades que possuem grande contingente populacional, também associado ao termo população absoluta. ÁREAS POVOADAS • São países, estados ou cidades que possuem elevada população por km2. Na maioria dos casos, possuem áreas pequenas e são Cidades-Estados O BRASIL • O Brasil pode ser considerado um país muito populoso, pois tem mais de 213.000.000 milhões de habitantes e pouco povoado uma vez que tem aproximadamente 25 hab./km2. TEORIAS DEMOGRÁFICAS • Thomas Malthus foi um pastor anglicano e economista que viveu durante os impactos sociais e demográficos da 1a Revolução Industrial. Para ele, existiria uma catástrofe no futuro da população mundial, ele acreditava que a população cresceria em um ritmo muito acelerado e que o aumento da produção de alimentos não alcançaria o mesmo ritmo, como resultado disso, em algum momento da história, haveria mais pessoas do que alimentos. • Contudo, muita coisa aconteceu desde a formulação da sua teoria, 2 revoluções industriais, 2 guerras mundiais, e a Revolução Agrícola. Fatores que criaram um novo cenário mundial e que evidenciaram a mudança no crescimento populacional e no aumento da produção de alimento mundial. • Ou seja, Malthus estava duplamente errado, pelo progresso tecnológico a produção agrícola superou o ritmo do crescimento demográfico, tornando mais raras as crises de fome, os limites à expansão da população possuem razões econômicas e culturais, e não ocorrem pela carência de alimentos • No lugar da “catástrofe demográfica”, tem ocorrido uma desaceleração gradual do crescimento demográfico, que fica cada vez mais evidente por todo o globo, e o Brasil não é exceção. TEORIA NEOMALTHUSIANA • Com a Explosão Demográfica do período pós- Se- gunda Guerra, alguns estudiosos e governos atribuíram o crescimento demográfico à pobreza das nações. Por isso, era imperativo que os Estados controlassem as ta- xas de natalidade e, mediante distribuição de métodos anticoncepcionais, fizessem operações de vasectomia ou laqueaduras, em alguns casos até de forma forçada. • Um dos países que ficou famoso por essa política foi a China que, no final da década de 1970 até 2015, gerenciou a política do filho único com êxito. • Atualmente na China, como os índices de natalidade estão estáveis e a população está cada vez mais idosa, o governo está flexibilizando a lei, contudo os resultados não estão atingindo o esperado. Devido ao aumento do custo de vida da população, a competição no mercado de trabalho, a melhoria nos níveis de informação da população, os chineses continuam tendo no geral um único filho. TEORIA ECOMALTHUSIANA • Essa linha de pensamento indica que o crescimento elevado da população instiga a exploração demasiada dos recursos naturais, elevando o consumo de combustíveis fósseis, necessitando uma agricultura com elevada produtividade e abertura de novos espaços urbanos para povoamento, o que atingiria diretamente diversos biomas no planeta, havendo dessa forma a obrigato- riedade de controlar a natalidade, principalmente nos paísesmais pobres. TEORIA REFORMISTA • A teoria reformista é uma teoria demográfica que defende a ideia de que as altas taxas de natalidade e o crescimento populacional não são a causa do baixo desenvolvimento socioeconômico dos países, mas sim o contrário. Ou seja, segundo a teoria reformista, a condição de subdesenvolvimento e a pobreza que acomete a população são alguns dos principais motivos para a existência de elevado número de nascimentos nesses territórios TAXAS DEMOGRÁFICAS TAXA DE FECUNDIDADE • É uma estimativa de número médio de filhos que uma mulher tem em uma determinada área ou país até o final do seu ciclo reprodutivo. TAXA DE NATALIDADE • é o numero de nascimentos de uma determinada área ou pais geralmente apresentada por 1000 habitantes TAXA DE MORTALIDADE • É o número de nascimentos de uma determinada área ou país geralmente apresentada por 1000 habitantes. TAXA DE CRESCIMENTO VEGETATIVO OU NATURAL • É a diferença entre o número de nascimentos e mortes de uma determinada região ou país. TAXA DE CRESCIMENTO POPULACIONAL • Utiliza-se o crescimento vegetativo somado ao saldo migratório, que pode ser positivo se tiver recebendo mais imigrantes ou negativo se estiver cedendo emigrantes. TAXA DE MORTALIDADE INFANTIL • É o número morte de recém-nascidos até um ano de vida e em alguns casos até 5 anos. TAXA DE MORTALIDADE PERINATAL • Consiste no número de mortes de fetos ou recém-nascidos até o final da primeira semana de vida. CENSO DEMOGRÁFICO • Os censos demográficos ou recenseamentos promovem a coleta, organização e divulgação de informações sobre a população de uma área ou país. De modo geral possuem periodicidade decenal (de 10 em 10 anos). No Brasil o responsável pelos censos demográficos é o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Demografia II AS FASES DO CRESCIMENTO DEMOGRÁFICO • Na década de 20, o demógrafo Warren Thompson criou o Modelo de Transição Demográfica. Ao observar a realidade da Europa, Warren desenvolveu um modelo para servir de ferramenta teórica para a leitura, compreensão, interpretação e planejamento sobre a dinâmica do crescimento populacional mundial. • Nesse modelo Thompson defendeu que as sociedades atravessariam um longo período de transição, no qual chegariam em um crescimento populacional baixo ou nulo, seja pelo alto índice de natalidade e mortalidade ou pelo contrário, teriam baixos valores de natalidade e mortalidade. • Ou seja, teriam um número de nascimentos e óbitos bem próximo, de forma que um valor “anularia” o outro na taxa de crescimento. Neste modelo, nas faixas de transição, a taxa de natalidade cairia só depois das taxas de mortalidade. PRIMEIRA FASE • Fase Pré-transição ou do equilíbrio primitivo • Na Europa: Início da humanidade até o século XVIII; • No Brasil: Início da humanidade até meados dos anos 40; • Altas taxas de natalidade e altas taxas de mortalidade; • Crescimento populacional bem baixo; • A taxa de mortalidade ainda é muito alta por causa da falta de técnicas de medicina, de acesso ao atendimento médico, saneamento básico, boas condições de trabalho, segurança alimentar, epidemias, guerras e conflitos; • A taxa de natalidade também era alta pela ausência de conhecimento sobre planejamento familiar e métodos anticonceptivos, além disso, o trabalho no campo estava muito ligado ao trabalho familiar e com isso as crianças e jovens eram integrantes da mão de obra para trabalhos familiares; • Populações concentradas no meio rural e não em centros urbanos. • Nessa fase, a pirâmide etária tem uma base bem larga e um topo bem estreito SEGUNDA FASE • Fase aceleração demográfica ou do crescimento acelerado • Na Europa: século XVIII até final do século XIX; • No Brasil: começa nos anos 40 e vai até os anos 70; • Atualmente, alguns países encontram-se nesta fase, entre eles a República do Níger, Somália, Uganda e Haiti, por exemplo; • Altas taxas de natalidade e redução das taxas de mortalidade; • Crescimento populacional bem alto. • Está diretamente relacionado com o início da industrialização das nações; • A taxa de mortalidade está em um acelerado caso de redução em relação à fase anterior. Isso acontece por causa do surgimento do tratamento de doenças, aumento da produção alimentar, acesso aos tratamentos, melhores condições de vida e acesso ao saneamento básico; f A taxa de natalidade ainda se mantém no mesmo patamar da fase anterior. f Nesse balanço, a taxa de natalidade alta com taxa de mortalidade baixa resulta em uma taxa de crescimento populacional acelerado ou alto; f Populações começam a concentrar-se e consolidar-se em centros urbanos. • A taxa de natalidade ainda se mantém no mesmo patamar da fase anterior. • Nesse balanço, a taxa de natalidade alta com taxa de mortalidade baixa resulta em uma taxa de crescimento populacional acelerado ou alto; • Populações começam a concentrar-se e consolidar-se em centros urbanos. • Nessa fase, a pirâmide etária ainda tem uma base larga e um topo estreito, mas existe um alargamento do meio para baixo. TERCEIRA FASE • Fase de desaceleração demográfica ou do crescimento moderado • Na Europa: final do século XIX até meados dos anos 1940; f No Brasil: dos anos 70 até os dias de hoje; • Atualmente, a maior parte dos países subdesenvolvidos industrializados ou países em desenvolvimento, como Brasil, México e Índia, por exemplo; • Altas taxas de natalidade, porém em redução; • Baixas taxas de mortalidade; • Crescimento populacional ou vegetativo ainda em alta; • Altas taxas de natalidade, porém em redução; • Baixas taxas de mortalidade; • Crescimento populacional ou vegetativo ainda em alta; • Nessa fase, a pirâmide etária evidencia um alargamento nas faixas relacionadas com a fase adulta e a população economicamente ativa. QUARTA FASE • Fase estabilização da população do envelhecimento • Na Europa: desde os anos 1940 até os dias atuais; • O Brasil ainda não encontra-se nessa fase; • Nesta fase, atualmente, encontram-se países desenvolvidos, como Japão, Noruega e Suécia. • Baixas taxas de natalidade e baixas taxas de mortalidade; • Crescimento populacional ou vegetativo bem baixo. • A taxa de natalidade ainda passa por redução em relação à fase anterior. O planejamento familiar se torna necessário, os métodos anticonceptivos são amplamente usados e as crianças e jovens viram sinônimo de contas, gastos e investimento. • Nessa fase a população idosa passa aumentar e a população infantil passa a cair; f As questões relacionadas com a previdência social e aposentadoria começam a se mostrar emergências para o planejamento da administração pública; • Nessa fase, a pirâmide etária apresenta um topo mais largo, com acentuação das faixas acima 50 anos e uma redução da base em relação ao meio da pirâmide. OBS: O Brasil está passando pelo processo de se consolidar na 4a fase do modelo demográfico, por isso, os temas relacionados com a previdência social, produtividade e geração de emprego e renda se tornam cada vez mais comuns nos debates de planejamento urbano, administração e políticas públicas. CLASSIFICAÇÃO AS GERAÇÕES • Embora não haja consenso, usualmente as gera- ções contemporâneas são agrupadas em: 1. A geração Baby Boomers (filhos da explosão de- mográfica ocorrida depois da Segunda Guerra Mundial) reúne os nascidos entre 1945 e 1964. Esse grupo foi muito influenciado pela televisão, buscou estabilidade nos empregos e no casamento. 2. A geração X reúne os nascidos entre 1965 e 1980. Foi marcada pela revolução sexual (feminismo, pílula anticoncepcional...). Questionadora da geração anterior, dando grande importância aos estudos e ações demo- cráticas. 3. A geração Y (ou Millennials) reúne os nascidos entre 1981 e 2000. Os indivíduosdessa geração foram influenciados pela evolução tecnológica, principalmen- te da telefonia móvel e da Internet, a globalização e as modificações no mercado de trabalho. 4. A geração Z reúne os nascidos entre 2001 e 2010. Buscam uso amplo e constante da Internet, a igualdade de gêneros, novos arranjos familiares e preocupação ambiental. 5. A geração Alpha corresponde aos nascidos depois de 2010, porção da população que está amplamente inserida no mundo tecnológico, novos arranjos familia- res, igualdade de gêneros e em muitos casos são filhos únicos. GERAÇÃO CANGURÚ • É um termo criado na França durante os anos de 1990. Descreve jovens geralmente na faixa de 25 a 34 anos que vivem com os pais. Esse novo fenômeno é influenciado pelo elevado custo de vida urbano que dificulta a um jovem sair de casa. GERAÇÃO NEM NEM • São consideradas as pessoas que nem trabalham e nem estudam. Esse termo foi criado na Inglaterra, mas tem se popularizado em outros países, inclusive no Bra- sil onde é grande o número de pessoas que pertencem a esse grupo. • Normalmente são jovens de até 30 anos, de classes sociais mais baixas que abandonaram os estudos antes de terminarem o ciclo necessário para a formação profissional. Por não estudarem, acabam sendo facil- mente recrutados para a prostituição, tráfico de drogas ou engravidam precocemente no caso das mulheres. GERAÇÃO NEM NEM NEM • É uma adaptação informal do termo anterior, que tem aparecido frequentemente na mídia. Tecnicamente são chamados de desalentados. • São pessoas que não estudam, não trabalham nem procuram mais trabalhar. Em muitos casos, são do sexo masculino, acima de 30 anos e tendem a ficar na mendicância ou serem sustentados por algum familiar. Em muitos casos, acabam se tornando usuários de álcool BÔNUS DEMOGRÁFICO • É o momento que um país tem o PEA – População Economicamente Ativa, maior que o PEI – População Economicamente Inativa. • O PEA é a população adulta que trabalha ou que está desempregada procurando emprego, enquanto o PEI representa aposentados, estudantes, a população responsável pelos afazeres domésticos, incapacitados e desalentados. • Os países que atingiram o bônus demográfico normalmente evoluíram muito economicamente e socialmente, pois se uma nação tem PEA elevado, há muitos adultos gerando riqueza e conhecimento. • No caso do Brasil, o bônus demográfico teve seu início com a década de 2000 e deve durar devido à transição demográfica até o final da década de 2020. • Pelo atual estágio do país, parece que o bônus será desperdiçado, pois erros administrativos dos governos aplicaram o grande montante de dinheiro que entrou nesse período em políticas que não reverteram para um desenvolvimento econômico social e sustentável. • A educação de base não foi fortalecida, muitas obras de infraestrutura focaram em eventos internacionais esportivos e não no aumento da capacidade produtiva do país, as universidades aumentaram em quantidade, mas não evoluíram na produção de P&D – Pesquisa e Desenvolvimento, o que gera Royalties, como no caso da China e da Coreia do Sul que aproveitaram bem os seus bônus. RAZÃO DA DEPENDÊNCIA DEMOGRÁFICA • É um cálculo que demonstra o percentual de população jovem e idosa que depende dos habitantes economicamente produtivos. • Nas próximas décadas, apesar de o Brasil não apresentar uma tendência a aumento significativo do número de jovens, deve aumentar em muito o número de idosos, o que deve influenciar na elevação da taxa de dependência, ocasionando maiores gastos estatais com aposentadoria e sistema de saúde. • Provavelmente os próximos governos deverão elevar os impostos, dificultar aposentadorias precoces ou incentivar a imigração de jovens estrangeiros para o país evitar o colapso econômico. Assim foi criado o termo ônus demográfico que são os gastos excessivos gerados por uma Razão de Dependência Demográfica maior de idosos e jovens em relação aos adultos. Migrações E indicadores socioeconômicos IDH - ÍNDICE DE DESENVOLVIMENTO HUMANO • Criado pelo paquistanês Mahbub ul Haq e o eco- nomista indiano Amartya Sen, o IDH desde 1990 tem a função de gerar uma medida geral e sintética do que é o desenvolvimento humano. • As medições são feitas pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), com dados fornecidos pelos próprios países, o que gera muitas críticas, pois a ONU parte do preceito de que as estatís- ticas fornecidas são verdadeiras, e alguns países como China, Cuba e Arábia Saudita acabam sendo suspeitos de fornecer dados manipulados. • A partir de 2010, quando ocorreu a sua modernização, o IDH passou a utilizar três variáveis 1. EXPECTATIVA DE VIDA 2. EDUCAÇÃO 3. PRODUTO INTERNO BRUTO PER CAPITA MEDIÇÕES E CLASSIFICAÇÕES • O IDH é dividido em quatro partes: com valores de 0 – 0,54 é considerado baixo, de 0,55 até 0,69 é médio, de 0,70 até 0,79 é alto e de 0,80 até 1 é muito alto. • Os países que possuem IDHs muito altos, no geral seguiram durante várias décadas a política do WelFare State, conhecida em português como Estado do Bem Estar Social, criada e desenvolvida principalmente pe- los países do norte da Europa (região da Escandinávia). • Nesses países os governos são muito assistencia- listas e intervencionistas, cobram elevados impostos e geram muitas políticas sociais, educacionais e de saúde. IDH NA AMÉRICA LATINA • No geral, os países latinos têm IDHs médios ou altos (próximos de 0,70). Esses valores têm origem em um continente em que predominou uma colonização de exploração pelas metrópoles, zonas de monocultura e exploração mineral, parques industriais incipientes, histórico de escravidão e sistemas educacionais de baixa qualidade. IDH BRASILEIRO • O Brasil, apesar de possuir um dos maiores Produtos Internos Brutos – PIBs do planeta, ficando geralmente entre as quinze maiores economias, possui um IDH considerado somente alto. • Para analisar a falta de uniformidade do IDH brasileiro, é importante considerar que das três variáveis medidas, a expectativa de vida é a melhor, pois desde a década de 1970 o tratamento de água melhorou no país, evoluíram as campanhas de vacinação para as crianças, adultos e idosos e, com a Constituição de 1988, foi garantido o direito a saúde pelo SUS – Sistema Único de Saúde e apo- sentadoria a todo cidadão pelo INSS – Instituto Nacional de Seguridade Social. • Enquanto o PIB – per capita, vulgarmente conhecido como renda é o indicador que mais oscila entre os anos aferidos, pois a moeda brasileira sofre valorizações e des- valorizações constantes em relação ao dólar, o cálculo do IDH tenta corrigir essas diferenças com (PPC – Paridade de Poder de Compra). Apesar de a renda dos brasileiros não ser tão elevada como a dos países europeus, o Brasil é um país grande com muitos recursos naturais, o que influencia para que alguns bens de consumo como imó- veis, alimentos, além da energia e água, se comparados a outros países não sejam tão caros. • O indicador historicamente com os piores resultados é o da educação, pois o brasileiro que hoje é adulto, no geral abandonou os estudos cedo para tentar arrumar emprego quando era jovem, estudando pouco mais de 8 anos. PISA • Em 2000 a Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico – OCDE, criou o PISA – Programa Interna- cional de Avaliação de Estudantes (tradução), tem a finalidade de a cada 3 anos medir a qualidade educacional dos países membros dessa instituição além de outros países parceiros, como o Brasil. • A prova é feita para alunos de 15 a 16 anos e aplicada em algumas escolas sorteadas nos países, sendo elas públicas e privadas, em zonas rurais e urbanas, e são cobrados dos alunos os conhecimentos de três áreas: leitura, matemática e ciências. •No Brasil, quem gerencia todo o processo é o Instituto Nacional de Ensino e Pesquisas Anísio Teixeira – INEP. • No brasil os resultados do PISA brasileiro são ruins, ficando sempre nas últimas colocações entre os quase 80 países que participam da pesquisa. • No levantamento de 2018, o Brasil ficou em 57°. lugar em leitura, 66°. em ciências e em 70°. em matemática, de 79 países avaliados. • Os Tigres Asiáticos, China e Japão têm obtido os melhores resultados, principalmente devido a uma apologia à cultura da matemática, respeito aos professores e estímulo da indústria de alta tecnologia. GINI • O italiano Corrado Gini criou um índice para medir concentração de qualquer evento ou coisa medida, contudo o índice Gini ficou famoso por medir concentração de renda, ou seja, quanto mais próximo de 1 o país ou região estiver, maior será a concentração de dinheiro na mão de poucos e, por outro lado, quanto mais próximo do zero mais distribuída será a renda. • Geralmente os países desenvolvidos, principalmente na Europa, têm Ginis na casa de 0,30 e os países africanos e latinos na casa de 0,6 MIGRAÇÕES • As migrações, também conhecidas como movimen- tos horizontais ou transladativos, podem ser entre países, estados e municípios. • Quando o sentido é de saída de um determinado lugar, essa pessoa deve ser chamada de emigrante, ou seja, aquele que está sendo exportado. A região de origem geralmente tem dificuldades econômicas, sociais, educacionais ou até mesmo problemas climáticos. • Quando o migrante está chegando a alguma região deve ser chamado de imigrante, pois está sendo im- portado para uma área provavelmente promissora com empregos, estabilidade social, tolerância cultural e reli- giosa, com um sistema educacional melhor e talvez essa área tenha um clima melhor para a sua sobrevivência. MIGRAÇÕES TEMPORÁRIAS 1. PENDULAR: As migrações podem variar com o tempo. A mais comum é a pendular, que é diária, normalmente entre cidades menores e maiores ou entre países com cidades gêmeas na fronteira. Em ambos os casos deve haver grande fluxo econômico entre as partes. 2. TRANSUMÂNCIA: caracterizada por períodos mais longos, entretanto, sempre voltando para o lugar de origem. Normalmente é influenciada pelo clima, mais comum no continente africano e asiático, em que é composta por povos coletores ou pastores. No Brasil é mais comum ser chamada de migração sazonal, quando a população mais pobre, geralmente em áreas interioranas, migra em busca de emprego temporário em colheitas manuais como a do café, cana-de-açúcar no Nordeste, frutas no sul e após o término do serviço tendem a voltar para seus lares. (Muito comum é confundir as migrações anteriores com o nomadismo, que, apesar de ser uma migração temporária, não possui um destino fixo, nem um prazo de tempo determinado, em alguns casos não tem um local fixo de origem) MIGRAÇÕES NÃO TEMPORÁRIAS • Nas últimas décadas, motivadas pelo fim da URSS e as trocas de conhecimento entre os países, as migra- ções de fuga de cérebros ganharam volume. Esses migrantes se dirigem principalmente para os EUA, União Europeia e Canadá, e buscam empregos em empresas transnacionais ou institutos de pesquisa avança- da. A origem do movimento está nos baixos salários que os migrantes receberiam se ficassem nos países de origem. REFUGIADOS • O conceito de refugiado foi popularizado a partir de 1951, quando o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados – ACNUR considerou refugiado aqueles que estão fora de seu país de origem devido à perse- guição de raça, religião, nacionalidade, pertencimento a um determinado grupo social ou opinião política. • Recentemente foi criado o termo refugiados cli- máticos ou ambientais para designar aqueles que são forçados a deixar o lugar em que vivem, de maneira temporária ou permanente, influenciadas por eventos climáticos e ambientais, de origem natural ou humana. Esse conceito foi criado devido ao abandono de algumas populações dos atóis (ilhas vulcânicas) da região da Oceania, devido à elevação do nível dos oceanos. • É importante destacar que segundo o tratado de refugiados de 1951, uma vez que um refugiado entrou em outro país, ele não pode ser devolvido para o país de origem, pois há um risco muito grande de retaliação contra esse refugiado. • EUA ou Canadá, esses países costumam não aceitar muitos refugiados com o temor de incentivar ainda mais a solicitação de refúgio, além do temor de aculturação, ou seja, desaparecer a cultura local, devido à baixa na- talidade dos nativos e a elevada taxa de natalidade dos refugiados. Migrações No Brasil O O Brasil é um país que já presenciou diversos momentos de migrações no seu território, seja por migração interna ou externa, sempre muito relacionadas com as motivações econômicas, políticas e sociais. A migração no Brasil pode ser dividida em três fases: 1808 – 1850, 1850 – 1934 e 1934 até os dias atuais. 1808 - 1850 • O Brasil já era um país escravista e trazia à força pessoas capturadas e sequestradas do continente africano. • A colonização portuguesa já estava consolidada nas capitanias. • (1808) Chegada da Família Real Portuguesa; • População composta por: — Pessoas brancas: 1,2 milhão; — Pessoas negras: 2 milhões; — Pessoas mestiças: 300 mil; — Pessoas indígenas: 500 mil. — 2000 suíços e 1000 alemães radicaram-se em terras brasileiras nesse período; • Dificuldade de estabelecer novos imigrantes no território do nordeste • Abertura dos portos às nações amigas. • Esta fase termina com a Lei Eusébio de Queiroz: lei que estabeleceu repressão ao tráfico de povos africanos durante o Brasil Império. 1850 - 1934 • Início da fase de conjunto de leis abolicionistas: — Lei do Sexagenário; — Lei do Ventre Livre; — Lei Áurea. • Nessa fase o Brasil passa a estimular a vinda de europeus para o Brasil; • Aumento expressivo do trabalho livre; • Período de colonização de terras do Sul e formação de bairros urbanos no Sudeste; • Imigrantes Portugueses: SP, RJ, SC e RS; • Imigrantes Italianos: PR e SC (1850 – 1875) e SP (1887 – 1914); • Imigrantes Espanhóis: Colônias no Sul e Sudeste; • Imigrantes Alemães: SC, RS, PR e SP; • Outros povos imigrantes: eslavos - poloneses, ucranianos, japoneses (nipônicos), chineses • Forte imigração japonesa para São Paulo (principalmente) a partir do ano de 1906, o Brasil necessitava de mão de obra e o japão procurava aliviar a tensão social no país (causada pelo seu alto índice demográfico na época). • Formação de uma identidade nacional pela miscigenação de povos e culturas; • Termina a Lei de Cotas: que estabelecia um limite de quantos imigrantes poderiam vir para o Brasil para atender a demanda por mão de obra, mas sem criar um desequilíbrio entre ofertas de emprego e pessoas desempregadas. 1934 ATÉ OS DIAS ATUAIS • Imigrações relacionadas com as 1a e a 2a Guerra Mundial, recuperação da Europa, Pós-Guerra e crise nipônica; • Imigração relacionada com a formação das indústrias nacionais e demanda da mão de obra; • Consolidação de colônias no Sul do Brasil (concentração); • Complementação da população em cidades do Sudeste (dispersão). MIGRAÇÕES DENTRO DO BRASIL • O Brasil é um país de proporções continentais e, como tal, apresenta uma dinâmica populacional de migração interna de grande proporção. As migrações internas também acontecem por questões econômicas, sociais e políticas. • Entre as décadas de 50 e 70, o Brasil estava se industrializando ou consolidando o seu parque industrial e seus centros urbanos, com isso, uma grande quantidade de pessoas se deslocaram da região Nordeste para a Região Sudeste. • Na mesma época, o Brasil passava por um momento de interiorização e com isso, também aconteceu uma migração para as regiões Norte eCentro-Oeste vindas do Sul, Sudeste e Nordeste. Os anos 50 ainda apresentavam alguns vestígios do ciclo da borracha (região Norte), mudança da capital do Rio de Janeiro para Brasília e a criação e construção do DF como conhecemos hoje. • Ao longo das décadas de 70 e 90, a migração para o sudeste caiu bastante, mas ainda apresenta números expressivos. Existe um avanço das migrações para o interior e para áreas inabitadas. • Durante a década de 90, as migrações acontecem de forma mais regionais e mantém- se um alto número de migração para a região Sudeste vindos do Nordeste, Centro-Oeste e Sul. Urbanização O QUE É URBANIZAÇÃO? • Urbanização é como se chama o processo de formação do espaço pelo conjunto de técnicas e de obras que permitem trazer condições de infraestrutura, planejamento, organização administrativa e embelezamento conforme os princípios do urbanismo para uma cidade ou área de cidade. HIERARQUIA URBANA E CIDADES GLOBAIS • Dentro do tecido urbano, os centros urbanos possuem uma ordem de importância, ou seja, uma HIERARQUIA URBANA, que leva em consideração a centralidade exercida de uma cidade em relação às outras. • Os fatores de centralidade podem ser por razões dos serviços financeiros, comércio especializado ou instituições internacionais, por exemplo. É bom lembrar que o tamanho das cidades, o tamanho da população ou o fato de ser uma capital não é determinante para ser uma centralidade. CIDADES GLOBAIS • O desenvolvimento das técnicas de comunicação, transporte e gestão permitiu a formação de redes urbanas regionais e nacionais articuladas às redes internacionais e as cidades globais. • As cidades que exercem influência e polarização global, nas quais as relações vinculativas de uma cidade têm efeito direto e sobre assuntos globais através de meios socioeconômicos, são chamadas de cidades globais. • E mesmo entre as cidades globais existe uma certa hierarquia. HIERARQUIA URBANA NO BRASIL - CATEGORIAS • O IBGE realiza estudos para conhecer melhor as metrópoles do Brasil, um estudo conhecido como Regiões de Influência das Cidades (REGIC). • Existem dois componentes fundamentais para o estabelecimento da hierarquia entre regiões de influência das cidades, são eles: a atração exercida entre as cidades próximas e as ligações de longas distâncias realizadas pela atuação de instituições públicas e privadas presentes nos centros urbanos. Nova Divisão da Hierarquia Brasileira 1. Metrópoles globais: São Paulo e Rio de Janeiro. 2. Metrópoles nacionais: Porto Alegre, Curitiba, Belo Horizonte, Salvador, Recife, Fortaleza e Brasília. 3. Metrópoles regionais: Campinas (a única que não é Capital Estadual), Belém, Manaus e Goiânia, entre outras. 4. Centros regionais: Cuiabá, Santos, Florianópolis, Vitória, Campo Grande, Londrina e Ribeirão Preto, entre outras. f Centros sub-regionais de níveis A e B: Araras, Birigui, Cabo Frio, Angra dos Reis, Alfenas, Caratinga, Itajaí, Balneário Camboriú, entre outras. • Centros sub-regionais de níveis A e B: Araras, Birigui, Cabo Frio, Angra dos Reis, Alfenas, Caratinga, Itajaí, Balneário Camboriú, entre outras. METRÓPOLES • É composto pelos 15 principais centros urbanos do país (em 2007, eram 12), a principal característica é a extensão territorial e sua influência direta. É subdividida em 3 níveis: • Grande Metrópole Nacional: Composta apenas pelo Arranjo Populacional de São Paulo, como principal centro urbano no país; • Metrópole Nacional: composta pelos Arranjos Populacionais do Rio de Janeiro e Brasília, juntamente com São Paulo, estas cidades constituem o foco dos deslocamentos para os centros urbanos do país; • Metrópole: Composta por 12 Arranjos Populacionais: Manaus, Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Curitiba, Goiânia, Porto Alegre, Florianópolis, Campinas e Vitória (estes 3 últimos são novos em relação ao REGIC de 2007). São caracterizados pelo porte e projeção nacional. CAPITAIS REGIONAIS • Composto por 97 centros urbanos (eram 70 no REGIC 2007), cuja área de influência é no âmbito regional. Estão divididos em três grupos: • Capital Regional A: composta por 9 cidades (eram 11 no REGIC 2007), caracterizadas por serem capitais estaduais (exceto Campinas). A população destas cidades varia entre 800 mil e 1,4 milhão de habitantes, e todas se relacionam diretamente com as cidades classificadas como Metrópoles. Neste grupo encontram- se a cidade de João Pessoa-PB, Natal-RN e Aracaju-SE; • Capital Regional B: Composta por 24 cidades (eram 20 no REGIC 2007), com população média de 530 mil habitantes e sendo centralidades de referência no interior dos Estados (exceto Palmas-TO e Porto Velho-RO). Neste grupo encontram- se a cidade de Caruaru-PE, Feira de Santana-BA e Uberlândia-MG; • Capital Regional C: Composta por 64 cidades (eram 39 no REGIC 2007), com população entre 200 mil e 360 mil habitantes. Neste grupo, encontram- se as cidades de Campina Grande-PB e Mossoró- RN. CONURBAÇÃO • Conurbação é o nome que se dá para o crescimento de duas ou mais cidades vizinhas, que acabam por formar um único aglomerado urbano. Em geral, em uma conurbação existe uma cidade principal e uma (ou várias) cidade(as). Cidades ligadas fisicamente. MEGALÓPOLE • As megalópoles são conurbações que acontecem entre duas ou mais metrópoles. Por exemplo, a Megalópole entre San Francisco e San Diego (San- San), a Megalópole dos Grandes Lagos (Chipitts) e a Megalópole entre Boston e Washington (Bos- Wash). • No Brasil, as metrópoles do Rio de Janeiro e São Paulo (as únicas metrópoles do Brasil) estão em um processo de formação de uma megalópole que pode ser a primeira megalópole do hemisfério sul. Essa conexão física entre metrópoles pode ser vista com facilidade com as imagens de satélites registradas à noite. SÍTIO URBANO • Sítio urbano e situação geográfica: categorias explicadoras da construção do ambiente urbano. Aspectos físicos do espaço urbano. O estudo da expansão da cidade e do seu sítio urbano é de fundamental importância para o entendimento dos problemas socioambientais que ocorrem na cidade. MARCHA URBANA • É como é chamada a área que é ocupada com edificações e infraestruturas urbanas, algumas cidades tem seu desenvolvimento mais horizontal e se dispersaram pela região fazendo com que outras cidades também tenham um crescimento vertical, com o aumento de prédios e muitos pavimentos. Um caso interessante acontece em Atlanta (EUA) e Barcelona (Espanha), que apesar de terem o número de habitantes bem próximos apresentam manchas urbanas bem distintas. FUNÇÕES URBANAS • Função urbana é a utilidade que a cidade tem para a sociedade e para região, como funções sociais, econômicas ou políticas desempenhadas por uma cidade que a caracterizam. Como cidades portuárias, polos administrativos, polos turísticos e industriais, etc. MEGACIDADES • É uma definição de cidades pela quantidade de pessoas, pelo menos 10 milhões de habitantes. Atualmente, as Megacidades estão com o seu crescimento estabilizado mas as cidades de países subdesenvolvidos ainda estão passando pelo seu crescimento populacional, por isso, afirma-se que as próximas Megacidades virão dos países que hoje são classificados como subdesenvolvidos. REDE URBANA • Consiste nas articulações, é a malha de cidades de um país. As vias e infovias que conectam os centros urbanos entre si, também pode ser denominada de Malha ou Tecido Urbano. Fontes de energia MATRIZ ENERGÉTICA • É todo o conjunto de fontes de energia utilizadas tanto por máquinas mecânicas, como automóveis, trens e aviões, quanto por máquinas elétricas: computadores e eletrodomésticos. • A matriz brasileira apesar de consumir muito petróleo devido ao seguimento rodoviário, se comparada a de outros países, ainda éconsiderada muito boa, sendo quase 50% renovável. PETRÓLEO • Comum em áreas de bacia sedimentar que já foram fundo de mar, tem origem principalmente na era Cenozoica e Mesozoica. • Os países que normalmente têm grandes reservas estão no Oriente Médio, região do Cáucaso, Sibéria na Rússia, Venezuela, Golfo do México e Alasca nos Estados Unidos. • O Brasil junto com a Nigéria na África possui uma das maiores bacias petrolíferas do mundo, o chamado Pré-Sal. Contudo, essa reserva tem diversas limitações de exploração, como elevada profundidade no oceano e na crosta, a extração é realizada em águas abertas (off shore) e o petróleo em muitos casos é denso com limitado mercado internacional. Para viabilizar uma exploração lucrativa para o país, haveria a necessidade de maiores preços e demandas, o que não é sinalizado pelo mercado internacional, principalmente devido às pressões pela mudança na matriz energética devido a questões de aquecimento global. • Para viabilizar uma exploração lucrativa para o país, haveria a necessidade de maiores preços e demandas, o que não é sinalizado pelo mercado internacional, principalmente devido às pressões pela mudança na matriz energética devido a questões de aquecimento global. PRÉ-SAL BRASILEIRO CRISES DO PETRÓLEO • Desde o final da década de 1960 já se apresentavam sinais de que o preço do petróleo era muito barato e o consumo intenso, o que ocasionaria um colapso energético mundial em algumas décadas. • Os grandes produtores, como a Venezuela e os países dos Oriente Médio, criaram no início da década de 1960 a OPEP – Organização dos Países Produtores de Petróleo. Sendo considerado um cartel legalizado, começaram a se reunir periodicamente para controlar a produção e, assim, elevar os preços e aumentar o lucro dos países membros. • Aliado à criação da OPEP, em 1973 ocorreu a Guerra do Yom Kipur, quando os países do Oriente Médio tentaram invadir Israel. Os Estados Unidos e União Soviética agiram politicamente em prol de Israel. Essa interferência contribui para aumentar o ódio dos árabes e dos iranianos contra os Estados Unidos, então a OPEP reduziu drasticamente a produção o que elevou excessivamente o preço do petróleo gerando a 1a. Crise do Petróleo. • Após a Guerra do Yom Kipur, diversos países e empresas petrolíferas iniciaram uma busca por petróleo em áreas remotas ou em águas profundas, como o caso brasileiro na Bacia de Campos no RJ e na Bacia de Santos em SP, No- ruega, Alaska, além do desenvolvimento de novas fontes de energia, como nuclear, gás natural, eólica, solar e outras. • Em 1979, o governo iraniano foi transformado em um sistema teocrático, entrando em conflito político e ideológico contra os Estados Unidos, novamente influenciando na produção e nos preços do petróleo. Surgindo a 2a. Crise do Petróleo. ENERGIA ELÉTRICA • A energia hidrelétrica é gerada com o movimento das águas dos rios para a produção de eletricidade, em resumo, a água escorre de um ponto mais alto até chegar com velocidade nas turbinas e lá geram um movimento cinético que é convertido em energia elétrica. • No Brasil a produção de energia por hidrelétricas é muito importante, cerca de 65% da demanda nacional por energia é abastecida por hidrelétricas. Ela também é uma importante fonte de energia renovável que não emite gases de efeito estufa e o seu custo de produção é muito baixo. • Atenção: Apesar do processo de produção de energia por hidrelétricas não produzir gases de efeito estufa, em alguns casos o corte de árvores ou o represamento de água causa a inundação de áreas represadas, acabando por liberar gases e matéria orgânica durante a decomposição desses organismos. ENERGIA ÉOLICA • A energia eólica é gerada com a utilização de geradores específicos que se parecem muito com moinhos e cataventos, eles se aproveitam da ação do vento para girar as pás e com isso o mecanismo interno do gerador (turbina) usa essa ação para produzir energia elétrica e disponibilizar essa energia na rede elétrica do sistema. • A utilização dessa fonte de energia vem aumentando nos últimos anos por produzir energia sem liberar gases de efeito estufa e outros poluentes na atmosfera, para o Brasil a energia eólica é uma fonte de energia viável pelas características naturais e de circulação atmosférica do país. ENERGIA SOLAR • A energia solar funciona captando a energia eletromagnética dos raios solares e convertendo em energia elétrica, por ter como fonte de energia os raios solares essa tecnologia se mostra importante para produzir energia limpa, renovável e inesgotável. Existem duas formas de aproveitar a energia solar: a fotovoltaica e a térmica. 1. Fotovoltaica: As placas fotovoltaicas convertem a radiação solar em energia elétrica para ser usada nas mais diferentes formas. 2. Térmica: Os raios solares aquecem a água e o ambiente, para o uso doméstico ou também em termoelétricas. ENERGIA DA BIOMASSA • A produção de energia biológica provém principalmente da biomassa, isto é, conjunto de organismos e energias que podem ser aproveitados. Nesse caso estamos falando de uma fonte de matéria não fóssil e com a matéria- prima advinda de cana-de-açúcar e mamona, por exemplo. Existem três tipos de combustíveis de biomassas utilizados como fontes de energia: os sólidos, os líquidos e os gasosos. 1. Combustíveis sólidos: podemos citar a madeira, o carvão vegetal e os restos orgânicos vegetais e animais. 2. Combustíveis líquidos: o etanol, o biodiesel e qualquer outro líquido obtido pela transformação do material orgânico por processos químicos ou biológicos. 3. Combustíveis gasosos: aqueles que são obtidos pela transformação industrial ou até natural de restos orgânicos, como o biogás e o gás metano coletado em áreas de aterros sanitários. • O Brasil tem um grande potencial para a produção de biocombustíveis porque oferece a combinação de solo, clima e fontes renováveis capazes de favorecer uma cadeia de produção com potencial de abastecer o mercado. • O biodiesel, por exemplo, é um combustível biodegradável derivado de fontes renováveis como óleos vegetais e gorduras animais. BIODIGESTORES E BIOGÁS • O biogás é um dos produtos da decomposição de forma anaeróbica da matéria orgânica, que acontece pela ação de grupos específicos de bactérias. Esse método vem se tornando mais comum entre diferentes países para tratar os resíduos sólidos orgânicos das cidades. ENERGIA GEOTÉRMICA • A energia geotérmica se aproveita do calor de camadas internas (subterrâneas) da crosta terrestre. Alguns lugares da Terra tem essas camadas mais quentes bem próximas da superfície, esse calor pode ser aproveitado para aquecer a água e fazer um processo parecido com as usinas termonucleares, onde o calor aquece a água, move turbinas e gera energia elétrica, ou seja, existe a conversão de energia térmica em cinética e depois em energia elétrica. ENERGIA DE ONDAS E DAS MARÉS • A energia criada por ondas do mar, também chamadas de energia maremotriz, é uma forma de produzir energia por meio do movimento das marés, com elas podem ser geradas: • energia cinética das correntes devido às marés; • energia potencial pela diferença de altura entre as marés alta e baixa. Transportes MODALIDADES DE TRANSPORTES • Nos Estados nacionais desenvolvidos, a matriz de transportes é mais diversificada, com foco no transporte de cargas através de hidrovias e ferrovias. As hidrovias e ferrovias possuem capacidade de carga maiores e operam com custos mais baixos, os seguintes fatores influenciam na escolha de um modal de transporte: 1. A distância a ser percorrida; 2. O valor unitário do produto; 3. O tempo no deslocamento do produto; 4. Condições naturais. TRANSPORTES AQUAVIÁRIOS (3 MODALIDADES PRINCIPAIS)1. Hidroviário (fluvial, lacustre); 2. Navegação de cabotagem; 3. Navegação em longas distâncias. Principais vantagens • Bom custo-benefício do transporte quando associado à enorme quantidade de carga deslocada; Baixo consumo de energia; Baixo custo de operacionalização. Principais desvantagens Necessidade da existência de portos e de outras infraestruturas locais; Transporte lento, não indicado para mercadorias com alta urgência de entrega e dependência das condições naturais. TRANSPORTE FERROVIÁRIO • O transporte ferroviário é ideal para o deslocamento de grandes cargas por grandes distâncias. Tipos: 1. Sistema clássico de transporte de cargas e passageiros; f VLT – Veículo Leve sobre Trilhos; 2. Trem de Grande Velocidade – TGV; 3. Trens urbanos e transporte metroviário; PRINCIPAIS VANTAGENS • O baixo custo de operacionalização associado à grande quantidade deslocada e numerosas opções de fontes energéticas, como eletricidade, carvão e derivados de petróleo. PRINCIPAIS DESVANTAGENS • O alto custo de instalação, baixa flexibilidade e dependência das condições naturais, com dificuldade para implantação em áreas de relevo acidentado. MODAL AEROVIÁRIO Principais vantagens • Velocidade de deslocamento, ideal para grandes distâncias que devem ser percorridas rapidamente; • Muito utilizado para produtos que possuam maior valor agregado; • Comum no transporte rápido de passageiros a longas e médias distâncias. Principais desvantagens • Alto custo de instalação e do deslocamento do veículo aéreo; • Baixa capacidade de carga quando comparado com os outros modais. MODAL DUTOVIÁRIO • O transporte dutoviário é o transporte de óleos (petróleo, gasolina, diesel e outros), gases (gás natural) e minérios (minério de ferro, sal-gema, concentrado fosfático e outros) realizado através de dutos ou tubulações que transportam os produtos por meio da força da gravidade ou de pressão. • Principais vantagens O baixo custo de manutenção e de deslocamento e o maior nível de segurança e confiabilidade, permitem o transporte de grandes quantidades de um produto em pouco tempo. Além disso, não requerem armazenamento e apresentam baixo consumo de energia, operações de carga e descarga simplificadas e possibilidade de operar ininterruptamente – 24 horas por dia, sete dias por semana, exceto nos momentos de manutenção. Principais desvantagens O custo de implantação é muito elevado, entre outros motivos, porque grandes áreas precisam ser desapropriadas para dar espaço às instalações. Se destinam a produtos específicos, líquidos, gasosos ou semi fluidos, não podendo ser utilizado para cargas em geral. • Além disso, não requerem armazenamento e apresentam baixo consumo de energia, operações de carga e descarga simplificadas e possibilidade de operar ininterruptamente – 24 horas por dia, sete dias por semana, exceto nos momentos de manutenção. Principais desvantagens • O custo de implantação é muito elevado, entre outros motivos, porque grandes áreas precisam ser desapropriadas para dar espaço às instalações. • Se destinam a produtos específicos, líquidos, gasosos ou semi fluidos, não podendo ser utilizado para cargas em geral. Agropecuária TIPOS DE AGRICULTURA - JARDINAGEM • Tradicional nos países asiáticos, como Japão e China, consiste em criar curvas de nível em áreas montanhosas e plantar gêneros de subsistência em terraços que lembram jardins, sendo comum a produção de chá, arroz e trigo. Esse método milenar, surgiu principalmente pela falta de espaço para coe- xistir população que normalmente vive em fundos de vales, com a produção agropecuária nas encostas de montanha ITINERANTE • Caracteriza-se pelo processo migratório de sua população, comum em áreas indígenas ou comunidades tradicionais no Brasil e em países de economia subdesenvolvida. • Na maioria dos casos, plantam alimentos endêmicos para subsistência, como a mandioca e o milho. Também é comum praticarem a queimada, pois esse método reduz as pragas e animais peçonhentos, e os elementos químicos contidos nas cinzas contri- buem para fertilizar o solo. • No Brasil, as queimadas (com a finalidade de itinerância) são chamadas de coivaras. PLANTATION • Típico do período colonial, ainda persiste nos dias atuais em regiões da África, América Latina e sul da Ásia. Consiste em produzir com finalidade de atender o mer- cado externo. Na maioria dos casos, são plantados produtos que servem de matéria-prima, como cana, café, tabaco e chá. Era comum utilizar mão de obra análoga à escravidão. • No caso do Brasil, esse tipo de agricultura ficou muito associada aos ciclos da Cana e do Café. Atualmente, o agronegócio não se caracteriza como Plantation. AGRONEGÓCIO OU AGRICULTURA PATRONAL • Distingue-se pela utilização intensiva de maquinário, defensivos agrícolas, irrigação, Agricultura de Precisão – GPS, imagens de satéli- tes, softwares e Drones, adubação química e transgenia. • A produção é focada em gerar commodities – matéria-prima para ser utilizada em indústrias – no Brasil ou no mercado externo, principal- mente nos EUA, China e Europa. Essa modalidade também é muito comum na pecuária de gado de corte. AGRICULTURA FAMILIAR • Comumente utilizada na produção de alimentos (como arroz, feijão) e na criação de animais de pequeno e médio porte, como aves e suínos, e para a criação de gado leiteiro. • As propriedades geralmente são de médio a pequeno porte, comuns em estados do sul do país ou nos chamados cinturões verdes no entorno das grandes metrópoles. ORGÂNICA • Com características similares à agricultura familiar, a orgânica difere da anterior no quesito de não utilizar defensivos agrícolas, adubos químicos e normalmente ser manual e não mecanizada. • Apesar de sua coerência no quesito proteção do meio ambiente, é de difícil expansão, pois ao expandir a produção sem a utilização de defensivos agrícolas acaba atraindo muitas pragas, o que dificulta o seu controle. SISTEMAS AGRÍCOLAS 1. EXTENSIVO: Comum em regiões mais pobres do planeta, utiliza pouca tecnologia e recursos econômicos reduzidos. As técnicas são mais rudimentares, o que acarreta menor produtividade, podendo ser produzida tanto em pequenas quanto em grandes propriedades. INTENSIVO: Típico de países emergentes que possuem mais recursos econômicos ou em desenvolvidos. Nesse sistema utiliza-se defensivos agrícolas, adubos quí- micos e maquinário. A mão de obra é reduzida e a produtividade é elevada. PRINCIPAIS CULTIVARES BRASILEIROS 1. CANA DE AÇÚCAR 2. CAFÉ 3. ALGODÃO 4. LARANJA 5. SOJA 6. MILHO LEI DAS TERRAS • Lei criada em 1850 é vista como dificultadora de acesso às terras devolutas no Brasil, ou seja, somente teria o título das terras aquele que pagasse pelas mesmas. • Naquele período, a população total do país não chegava a 10 milhões de habitantes e a “aristocracia rural” brasileira tinha o temor que o fim da escravidão incentivaria a invasão de terras por ex-escravos. A criação da Lei das Terras dificultou a distribuição de terras em um momento que a população era pequena, ESTATUTO DA TERRA • Criada em 1964, é a lei que dá parâmetros para execu- ção de uma Reforma Agrária – R.A. Foi desenvolvida no Governo João Goulart e finalizada no primeiro governo da Ditadura Militar. TIPOS DE IMÓVEIS RURAIS 1. Minifúndio Propriedade com área inferior a 1 módulo fiscal, o que é insuficiente para sustentar uma família, sendo essas elas em muitos casos as solicitantes da R.A. 2. Pequena Propriedade: Imóvel com área entre 1 e 4 módulos fiscais. 3. Média Propriedade: Imóvel rural de área superior a 4 até 15 módulos fiscais. 4. Grande Propriedade: Imóvel rural de área superior a 15 módulos fiscais. Indústrias e serviços ATIVIDADE INDUSTRIAL E TIPOS DE INDÚSTRIA • AtividadeIndustrial é o processo de produção que transforma a matéria-prima em um bem de consumo através do trabalho humano e do uso de máquinas. • Existem 3 tipos de indústrias, com base na sua produção: 1. Indústria de bens de produção: também conhecidas como indústrias de base ou pesadas, são responsáveis pela transformação da matéria- prima bruta da natureza em matéria-prima processada. 2. Indústrias extrativistas: extraem a matéria-prima da natureza e transformam em matéria-prima processada sem perder as suas principais características. Exemplo: indústrias de produção mineral e indústria madeireira. 3. Indústria de Equipamentos: são as indústrias que fazem transformação de bens naturais ou semimanufaturados em produtos para os outros tipos de indústrias (de bens de consumo e de bens intermediários), como é o caso das petroquímicas e siderúrgicas, por exemplo. 4. Indústria de bens intermediários: são as indústrias que produzem e fornecem produtos beneficiados, por exemplo, máquinas e equipamentos para serem utilizados em indústrias de bens de consumo, maquinário agrícola, tratores, autopeças. INDÚSTRIA DE BENS DE CONSUMO: como o nome já sugere esse tipo de indústria é focada no mercado consumidor, a população de modo geral, na indústria de bens de consumo existe a divisão em dois subtipos, os bens de consumo duráveis e os bens de consumo não duráveis • Indústria de bens de consumo duráveis: produzem bens de longa duração, como carros, televisores, rádios, smartphones, computadores, móveis, eletrodomésticos e etc. • Indústrias de bens de consumo não duráveis: produzem bens de pouca duração ou de consumo imediato, por exemplo: roupas, calçados, remédios, cosméticos, material de higiene e limpeza. PRIMEIRA REVOLUÇÃO INDUSTRIAL • A 1a Revolução Industrial aconteceu principalmente entre o final do século XVIII e 1a metade do século XIX, esteve centrada na Inglaterra, primeira nação do mundo a passar pelo processo e iniciar uma forte urbanização. Desde o século XVII os britânicos já estavam estabelecendo gradualmente o domínio sobre o comércio marítimo, o que o tornou-os a maior potência naval do mundo. SEGUNDA REVOLUÇÃO • Diferente da 1a Revolução Industrial, a 2a Revolução Industrial aconteceu em vários países, entre eles nações da Europa Ocidental, Estados Unidos e Japão. FORDISMO • É o método produtivo desenvolvimento pelo engenheiro norte americano Henry Ford • Constituía em produzir produtos baratos, simples, e de qualidade para um publico mais pobre • Possuía grandes estoques • Para produzir veículos, Ford tentou por diversas vezes criar uma linha de produção com esteiras rolantes que traziam as peças ou os carros até os funcionários, que ficavam parados executando suas funções. Contudo as dificuldades e fracassos foram vários, por isso ele teve que usar técnicas desenvolvidas pelo engenheiro Frenderick Taylor. TAYLORISMO • Compulsivo por reduzir tempo no processo industrial, Taylor analisava os movimentos desnecessários e lentos na linha de produção e tentava eliminá-los. • Os funcionários deveriam se preocupar somente em fazer as atividades que foram treinados para executar, acabando, assim, o improviso e a lentidão na linha de produção, típico do início da manufatura no século XVIII. • Taylor também sabia que os funcionários não motivados rapidamente perderiam seu ritmo de produção. Então foram criadas premiações para os mesmos, como medalhas, brindes, placas de reconhecimento e inclusive o aumento de salário relacionado com a produtividade. CRÍTICAS COMUNS AO MÉTODO FORDISTA/TAYLORISTA • Alienação que o operário sofria, em muitos casos não sabendo a razão de estar produzindo aquele produto. • Apesar de não existir na época o conceito de Lesão por Esforço Repetitivo – LER –, os funcionários eram submetidos a longas cargas de trabalho gerando diversos problemas de saúde. • A superprodução que não era consumida contribuía para a formação de problemas econômicos. TOYOTISMO • É o sistema produtivo japonês desenvolvido na década de 1950. • Consiste em utilizar muitas máquinas na linha de produção, estoques reduzidos, fábricas não necessariamente devem ficar nos grandes centros japoneses; e a produção deve seguir a demanda do mercado consumidor, ou seja, não deve produzir se não houver consumo. • O Toyotismo gerou um legado para a industrialização mundial, o principal seria o desenvolvimento do just in time quando a fábrica recebe as matérias-primas na “hora e quantidade certa”. Dessa forma, as empresas podiam economizar recursos investindo em pesquisa, mercado financeiro ou aquisição de novas empresas. • No Toyotismo, os funcionários tem um perfil mais generalista, pois pas- sam por treinamentos periódicos e tendem a mudar de função de tempos em tempos, para evitar a monotonia, desgaste físico, o que pode gerar a queda de rendimento, ao contrário dos funcionários fordistas/tayloristas que eram especialistas, e faziam sempre a mesma atividade VOLVISMO • Método produtivo típico dos países do Norte da Europa, consiste em ter elevada automação. Os funcionários são importantes no desenvolvimento dos produtos, e as marcas buscam atender normas ambientais, de segurança e sociais. • As características políticas dos países escandinavos com sindicatos fortes e a política do welfare state – Estado do Bem Estar Social – com muitos impostos e muitas benfeitorias, influenciam diretamente nas características qualitativas dos produtos volvistas. • Os produtos gerados por esse método normalmente têm um valor agre- gado elevado, com qualidade técnica e com design elaborado. INTERNACIONALIZAÇÃO DAS INDÚSTRIAS Indústria brasileira CONTEXTO • Apesar das tentativas de o Brasil se industrializar, desde o final do século XIX, o país não possuía os elementos utilizados pelos países europeus para o desenvolvimento da Revolução Industrial. • As reservas de carvão do Brasil eram pequenas, de qualidade mediana e centralizadas no sul do país. O mercado consumidor brasi- leiro era reduzido, e o país não tinha colônias para explorar. • A elite local era agrária e escravagista e não tinha interesse em mudar o padrão econômico do país. • E, finalmente o Brasil não era uma nação belicista geradora de guerras, não se beneficiando das tecnologias e explorações econô- micas dos países vencidos, como foram os casos da Inglaterra, França, Estados Unidos, Alemanha e Japão. • A industrialização brasileira iniciou com mais significância quando o ciclo que sustentava o país, o do Café, entrou em crise em 1929. INDUSTRIALIZAÇÃO DO GOVERNO DE VARGAS • Teve início a partir de década de 1930. O Presidente Vargas se espelhou no desenvolvimento dos governos nacionalistas da época como da Itália, Alemanha e URSS, quando criou várias estatais. Além de copiar dos Estados Unidos os conhecimentos técnicos, criando principalmente indústrias de base – responsáveis pela extração ou produção de matérias primas • Um fator relevante para industrialização nesse perío- do seria a Segunda Guerra, pois os produtos estrangeiros eram focados para atender os mercados internacionais no conflito, faltando produtos no Brasil. Não tendo con- correntes estrangeiros, o governo Vargas procurou criar um modelo de substituição das importações. • Contudo, esse modelo possui outras características mais problemáticas que se arrastam até os dias atuais, como ser uma industrialização tardia, praticamente com mais de 100 anos de atraso em relação à europeia. Além de ser e centralizada em São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, o que gerou elevada concentração de renda nesses estados e pobreza nos demais. INDUSTRIALIZAÇÃO DO GOVERNO JK • O governo JK ficou associado à modernização do país, a entrada de multinacionais e o endividamento do país combancos internacionais. INDUSTRIALIZAÇÃO DURANTE O GOVERNO MILITAR • Novamente com apoio dos Estados Unidos entraram muitas multinacionais e a partir daquele período se intensificaram a instalação das empresas japonesas e europeias, já que o Brasil a partir daquele momento, não apresentaria um risco de se aliar aos países socialistas e as tecnologias e fábricas serem confiscadas por um possível governo pró-soviético. • Na primeira metade dos governos militares, ou seja, até o início da década de 1970 com empréstimos internacionais, foram criadas grandes obras de infraestrutura, como rodovias, usinas de energia, universidades públicas, companhias de água e telefonia, além de bancos públicos e diversas estatais como, por exemplo, a EMBRAER. • O PIB do país teve um dos maiores crescimentos do mundo, contudo após a Crise do Petróleo em 1973, os empréstimos internacionais ficaram cada vez mais difíceis, os custos para importar petróleo se elevaram e o país na segunda metade da ditadura tinha dificuldades para pagar a dívida externa, assim, em poucos anos surgiram a recessão e a inflação que uma década depois seria incontrolável. • Outro ponto negativo desse período foi que a entra- da de multinacionais no Brasil contribuiu para gerar a falência de diversas empresas nacionais que não tinham como competir com as estrangeiras. • Um ponto positivo dessa época foi a desconcentração industrial, com a lei de criação das Regiões Metropolitanas. INDUSTRIALIZAÇÃO DA DÉCADA DE 1990 • Tanto o Presidente Fernando Collor como Fernando Henrique Cardoso – FHC seguiram a linha de pensamen- to econômico do neoliberalismo – Estado Mínimo. Muitas estatais foram privatizadas como a VALE, EMBRAER, empresas de telecomunicações e a PETROBRAS, que foi parcialmente privatizada. O sistema bancário, em grande parte, como o de energia, seguiu a mesma tendência e muitas universidades privadas foram criadas • característica dos governos neoliberais foi uma segunda onda de desconcentração industrial. Muitas multinacionais, principalmente do setor automobilístico, entraram no país evitando os eixos tradicionais de concentração industrial como São Paulo e Rio de Janeiro. INDUSTRIALIZAÇÃO DESDE OS GOVERNOS DE LULA ATÉ O MOMENTO • Com o início dos anos 2000 o Brasil acentuou a sua desindustrialização iniciada após a Crise do Petróleo. Nesse momento a economia chinesa ficou imbatível no quesito atrair indústrias e ao mesmo tempo a economia brasileira ficou “viciada” em vender commodities para aquele país. Esse processo hoje vem sendo chamado de primarização da economia. • Essa dependência econômica do setor primário é ambígua, pois quando existem crises econômicas os alimentos exportados pelo Brasil são os últimos a serem cortados pelas nações do mundo. Por outro lado, o país sobrevive de produtos com baixo valor agregado. Como o Brasil não investe corre- tamente em P&D – Pesquisa e Desenvolvimento, o país tem que produzir muitas commodities para ter um PIB elevado como os países desenvolvidos. Globalização ' INTRODUÇÃO / CONTEXTO • Alguns autores atribuem a globalização ao momento em que os europeus circum-navegaram o planeta, quando intercambiaram mercadorias e conhecimentos entre muitos países. • O termo globalização começou a ser mais utilizado durante a transição da década de 1980 para 1990. Seu significado representa o fim de uma Ordem Bipolar de disputas políticas, econômicas e militares durante a Guerra Fria, entre a União das Repúblicas Socialistas NEOLIBERALISMO • Após o colapso da URSS, houve um declínio gradual do socialismo entre os partidos de esquerda ao redor do mundo. Questões ambientais, dificuldades econômicas e a incapacidade de acompanhar o progresso dos países desenvolvidos contribuíram para fortalecer partidos de direita e de centro. Nesse cenário, emergiu o debate sobre a relevância do papel centralizador do Estado. Ideias do século XVIII, como as de Adam Smith, ganharam destaque, promovendo a noção de um Estado Mínimo focado em educação, saúde, segurança e regulação econômica mínima. Após a Segunda Guerra Mundial, os EUA, influenciados pela Escola de Chicago, promoveram a economia liberal para expandir seus mercados no mundo. • As teorias de Adam Smith e da Escola Austríaca de Friedrich Hayek deram origem ao neoliberalismo, que começou a ser difundido nos anos 1970. CONSENSO DE WASHINGTON • Foi um conjunto de grandes medidas formuladas durante uma reunião em 1989, desenvolvidas por economistas de instituições financeiras situadas em Washington. Entre elas, estavam o FMI, o Banco Mundial e o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos. • No encontro, foram feitas recomendações aos países da América Latina, indicando que, para atingirem o seu desenvolvimento os países deveriam ampliar o neoliberalismo, privatizar empresas públicas, criar leis de con- trole e responsabilidade de gastos públicos, incentivar o livre comércio, como a liberalização das importações com ênfase na eliminação de impostos ou barreiras não fiscais, e a segurança jurídica para a propriedade privada. • Os países na América Latina que mais adotaram esse ideário do Consenso foram México, Brasil e Argentina. BLOCOS ECONÔMICOS • São associações econômicas entre os países de uma determinada região geográfica. Os blocos podem ser considerados um dos principais ícones da globalização. Eles são criados para incentivar o comércio regional, reduzindo impostos entre os membros e normalmente criando barreiras alfandegárias contra países de fora dessas organizações. ORGANIZAÇÃO INTERNACIONAL • Apesar de muitas organizações terem sido criadas logo após a Segunda Guerra, com a finalidade de ordenar o caos mundial gerado pelo conflito, no período pós 1990 as instituições vão ser mais notadas do que nas décadas anteriores. Isso se deve ao surgimento de novos players na política internacional – como os emergentes Brasil, Ín- dia, China, Nigéria, África do Sul e diversos países árabes. ONU • Criada em 1945 nos Estados Unidos, inicialmente com sede na Califórnia e depois transferida para Nova York, procura mediar conflitos entre países, incentivar a cultura, defender o respeito aos direitos humanos e promover o desenvolvimento sustentável e econômico e a cooperação entre as nações. Contudo, evita interferir diretamente na soberania dos países. OTAN - ORGANIZAÇÃO DO TRATADO DO ATLÂNTICO NORTE • Criada em 1949, essa organização proporciona um sistema em que seus membros concordam com a defesa mútua em resposta a um ataque por qualquer entidade externa à organização. Atualmente possui 30 países membros na América do Norte e Europa, e as despesas militares combinadas de todos os membros constitui mais de 70% do total de todo o mundo. PACTO DE VARSÓVIA • Aliança militar criada em 1955, tinha características similares a OTAN, contudo o que a difere desta organiza- ção é que o Pacto de Varsóvia tem função de proteger a URSS de possíveis invasões dos seus domínios territoriais pelos norte-americanos ou europeus ocidentais. OMS - ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE • É uma agência especializada em saúde, criada em 1948 e subordinada à ONU. Sua sede é em Genebra, na Suíça. • Tem como seus objetivos principais a liderança em questões críticas para a saúde, desenvolver opções políticas éticas e científicas de base, acompanhar a situação e a avaliação das tendências de saúde, colaborar com os estudos de coleta de lixo. OMC - ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DO COMÉRCIO • É a organização que mais representa a globalização. Sua criação vem do ano de 1995, para substituir o antigo GATT (Acordo Geral de Tarifas e Comércio), que havia sido impulsionado pelos Estados Unidos em 1947. Esse país visava reduzir as tarifas alfandegárias entre as nações pois, apósa Segunda Guerra, os EUA estavam com sua indústria intacta e seria muito bom existir a abertura dos mercados para os norte-americanos. Contudo, o GATT nunca foi bem recebido, pois a URSS influenciava aproximadamente 1/3 do planeta e não aceitava um crescimento da economia capitalista. Outros países do eixo, chamados de Terceiro Mundo na época, tentavam proteger suas economias, fechando-se para muitos produtos das nações do Primeiro Mundo. OCDE - ORGANIZAÇÃO DE COOPERAÇÃO E DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO • Criada em 1948, originou-se como a Organização para a Cooperação Econômica Europeia (OCEE), para ajudar a administrar o Plano Marshall – auxílio financeiro e técnico para reconstrução da Europa, o que foi rejeitado pela União Soviética e seus Estados satélites. OPEP - ORGANIZAÇÃO DOS PAÍSES EXPORTADORES DE PETRÓLEO • Fundada em 1960, com sede em Viena na Áustria, seus membros possuem aproximadamente 80% das reservas petrolíferas do mundo, dando à OPEP uma grande influência nos preços globais de petróleo, • Os membros são: Argélia, Angola, Guiné Equatorial, Gabão, Irã, Iraque, Kuwait, Líbia, Nigéria, República do Congo, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Venezuela.