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Economia industrial, da tecnologia e inovação 2

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Autoria: Carolina Freitas - Revisão técnica: André Abdala
Economia industrial, da tecnologia e inovação
UNIDADE 2 - SEGUNDA E TERCEIRA
REVOLUÇÃO INDUSTRIAL E CRESCIMENTO
ECONÔMICO
Caro (a) estudante, você já sabe que o início da
industrialização se deu com a Primeira Revolução
Industrial, com destaque para as mudanças que
ocorreram na Grã-Bretanha. Nesta unidade, vamos
continuar com a inovação no ramo industrial. Em um
primeiro momento, vamos estudar quais foram as causas
e as consequências que levaram a inovação no processo
produtivo mundial tanto da Segunda Revolução Industrial
quanto da Terceira Revolução Industrial. Para esse
assunto, é necessário responder a algumas questões, como: qual foi a importância da Segunda
Revolução Industrial para o mundo? E quais as consequências da Terceira Revolução Industrial para
o cenário mundial? Como foram essas revoluções industriais em si? Qual o processo produtivo que
impactou esses dois marcos importantes? É importante ressaltar que as três revoluções industriais
foram fundamentais para a tecnologia e a inovação que temos acesso hoje.
Em seguida, veremos o novo cenário mundial na visão da economia industrial, nos questionando
como a globalização e a produção seguiram posteriormente, a posição diante das revoluções
industriais, das mudanças de produção, seja em uma ótica da oferta e demanda, além de como as
inovações levaram os países a manterem maior contato entre si. A globalização levou a uma maior
transação entre os países, seja de matérias-primas ou de bens e serviços finalizados. Por último,
vamos estudar a indústria por uma ótima das políticas governamentais, ou seja, como o governo lida
com o setor industrial, destacando o cenário no Brasil.
Bons estudos!
Introdução
2.1 Causas e consequências da Segunda e Terceira
Revolução Industrial
Em resposta à continuidade do processo industrial e de inovação ocorrido na Primeira Revolução Industrial,
que representou um crescimento exorbitante com as máquinas, superando o trabalho humano, no século XIX,
se iniciou a Segunda Revolução Industrial. Vamos lembrar alguns pontos importantes? A Primeira Revolução
Industrial aconteceu no período do século XVIII e quando os acontecimentos entre as revoluções são expostos
em uma linha do tempo, podemos dizer que houve grandes mudanças. No século XIX, as pessoas
atravessaram oceanos e mares em barcos a vapor, e as mercadorias transportadas com maior facilidade por
ferrovias.
Uma grande parcela da população ocidental passou a se comunicar e a se locomover com maior facilidade,
viagens que antes eram raras e demoradas, se tornaram cada vez mais possíveis e rápidas. Na Segunda
Revolução Industrial, diferente da primeira, outros países também participaram desse processo revolucionário,
entre eles: França, Alemanha, Estados Unidos, Bélgica, Holanda e Japão.
#PraCegoVer: foto, em preto e branco, traz uma locomotiva, mostrada de frente, em uma estação. Há neve no
chão, entre os trilhos, e a fumaça na locomotiva está se dispersando.
Em um curto espaço de tempo, países e famílias passaram de uma produção apenas para um número
pequeno de agentes para uma produção em larga escala. Matérias-primas eram descobertas e exploradas,
como, por exemplo, o aço e o petróleo (novo mecanismo para produção de combustíveis) (DATHEIN, 2003).
Porém, nem sempre as consequências do surgimento de novas riquezas e progresso científico têm resultado
positivo, concorda? Pois, neste mesmo século de expansão da inovação, produção e tecnologia, o mundo
presenciou o aumento de problemas relacionados à desigualdade. Essa situação ia contra um arcabouço
teórico de que quanto mais aumentava “a proporção do bolo, haveria maiores fatias a serem distribuídas”, pois,
de forma empírica, foi demonstrado que a crescente riqueza mundial levou a uma condizente desigualdade.
Esse aumento produtivo e expansivo da indústria levou ao êxodo rural e, consequentemente, a um aumento da
população urbana. Cidades que muitas vezes já eram urbanizadas, cresceram em exponencial, resultando em
aglomerações de pessoas vivendo em condições precárias. Vamos a um exemplo. A Inglaterra desde a
Primeira Revolução Industrial apresentava êxodo rural e forte produção de bens e serviços, o que resultou em
um crescimento da produção, aumento da população nas cidades e, assim, forte desigualdade. Os
trabalhadores desses espaços urbanos passaram a ser conhecidos como proletários, caracterizados como a
mão de obra que recebia salário para manter o sustento apenas da família.
A Segunda Revolução Industrial deu continuidade às péssimas condições de trabalho que existiam nos
ambientes de trabalho da Primeira Revolução Industrial. Homens, mulheres e crianças eram empregados em
fábricas, muitas das quais em condições insalubres, cumprindo horas inesgotáveis de trabalhos e recebendo
pouco, e ainda com diferença salarial, tudo para gerar renda à família. Não havia opção: ou o proletariado
trabalhava nessas condições ou padecia pela miséria.
Figura 1 - A Segunda Revolução Industrial facilitou o transporte de mercadorias por meio de ferrovias
Fonte: Ugis Riba, Shutterstock, 2021.
A situação desumana levou os trabalhadores a reivindicarem melhores condições de trabalho, pois até então a
burguesia vivia em uma situação bem cômoda, uma vez que obtinha lucros exorbitantes. A resposta, então,
veio com revoltas e quebra de máquinas.
#PraCegoVer: foto, em tons de marrom, mostra um ambiente de uma fábrica, com dois longos e estreitos
corredores. Nesse espaço há maquinários e rolos de fios, um ao lado do outro, organizados em fileiras. Há
trabalhadores, vestidos com uniforme, em pé ou sentados no espaço entre os corredores.
 
Essa relação capitalista de produção gerou muitos estudos, entre os mais famosos os de Karl Marx e Friedrich
Engels. Ambos estudavam a situação depreciativa do proletariado e a ascendência da burguesia. Vale
relembrar que burguesia é o nome dado aos donos dos meios de produção, enquanto proletariado são
homens, mulheres e crianças que trabalhavam em condições subumanas para sobreviver, ou seja, vendiam a
força de trabalho para a burguesia em troca de valores monetários.
Com o passar do tempo, a expressão de ideias, como as de Marx e Engels, e a inalterabilidade da situação de
trabalho que a burguesia oferecia, trouxeram como consequência o surgimento de sindicatos, grupos
organizados de trabalhadores com o objetivo de lutar por melhores condições de trabalho. Dessa forma foi
possível o início de uma mudança nas situações de jornada de trabalho (assunto que ainda está em processo)
com, por exemplo, a regulamentação. Esse movimento trabalhista tomou força também em outros países,
levando condições justas de trabalho para o resto do mundo. Como consequência da Segunda Revolução
Industrial surgiram correntes de pensamento, dentre elas o socialismo científico, o anarquismo e o liberalismo.
As duas primeiras tinham como objetivo a defesa da classe trabalhadora, enquanto a burguesia,
consequentemente, defendia a corrente do liberalismo e da livre concorrência.
Figura 2 - Homens, mulheres e crianças eram a mão de obra de fábricas durante a Segunda Revolução Industrial
Fonte: Everett Collection, Shutterstock, 2021.
#PraCegoVer: foto, em preto e branco, de Karl Marx: homem com cabelo cumprido, bigode, barba, que veste
terno preto com camisa branca.
 
Uma das grandes consequências da Segunda Revolução Industrial que gerou mudanças para a economia
mundial foi o imperialismo. As transformações industriais e os métodos de produção levaram também à
mudança na comunicação e nos transportes. Essa expansão ocorreu pela busca de novas matérias-primas, já
que a quantidade ofertada de produtos estava em estado crescente. O continente africano foi entre os lugares
que mais sofreram com o imperialismo. A desculpa de que os países atrasados, como os da África, deveriam
ser civilizados, apenas aumentou a desigualdade e miséria no continente.
Figura 3 - Karl Marx, um dos estudiosos do socialismo científico
Fonte: Everett Collection, Shutterstock,2021.
O que é imperialismo
Ano: 1981
Autor: Afrânio Mendes Catani
Comentário: para aprender um pouco da história mundial e do
período do imperialismo, este livro retrata como as grandes
economias no final do século XIX praticamente dividiram a África
Você quer ler?
Logo após o período da Segunda Guerra Mundial, até a crise no petróleo na segunda metade do século XX, o
mundo presenciou um marco histórico no capitalismo, a chamada idade de ouro, que ascendeu sob a
sustentação dos Estados Unidos e culminou em um maior crescimento das economias no sistema de produção
com sustento na tecnologia (FARAH JÚNIOR, 2000).
Dando continuidade ao nosso estudo, vamos agora tratar da Terceira Revolução Industrial, período no qual o
desenvolvimento industrial se deu em metalúrgicas, siderúrgicas e setor automobilístico.
Além disso, tiveram destaque na conjuntura da inovação a ciência genética, as telecomunicações, a
informática e, principalmente, os eletrônicos. O crescimento eletrônico aumentou cada vez mais no valor
agregado, no emprego e na renda das economias capitalistas desenvolvidas (COUTINHO, 2016). Segundo
Coutinho (2016), dois aspectos levaram a atenção no setor eletrônico.Veja quais são.
Agora que citamos o que levou à Terceira Revolução Industrial, vamos estudar as consequências refletidas no
setor industrial e no mundo. Os impactos da inovação tecnológica, consequentemente, geraram uma
transformação e difusão acelerada da base eletromecânica e automação industrial.
em colônias. O livro também traz como é exposta a visão da
ideologia imperialista.
A Terceira Revolução Industrial: uma nova e radical economia de
partilha (2018), do economista Jeremy Rifkin, exibe as ideias que
levaram a um novo cenário econômico: a Terceira Revolução
Industrial. O documentário mostra também as infraestruturas de
novas tecnologias e como o novo arcabouço digital transformou e
movimentou a vida econômica. Por outro lado, você verá também
os contras dessa pujança tecnológica, como as alterações
climáticas no planeta, além da mudança constante de políticas e
ideologias.
Acesse (https://video.vice.com/pt/video/vice-the-third-
industrial-revolution-a-new-story-for-the-human-
family/5a79c759f1cdb34df33d5811)
Você quer ver?
A maior diversificação e o grau de integração do complexo eletrônico na estrutura industrial.
A aproximação do arcabouço técnico dos sistemas de bens de capital (industriais, equipamentos e
máquinas).
 
https://video.vice.com/pt/video/vice-the-third-industrial-revolution-a-new-story-for-the-human-family/5a79c759f1cdb34df33d5811
https://video.vice.com/pt/video/vice-the-third-industrial-revolution-a-new-story-for-the-human-family/5a79c759f1cdb34df33d5811
https://video.vice.com/pt/video/vice-the-third-industrial-revolution-a-new-story-for-the-human-family/5a79c759f1cdb34df33d5811
O processo dessa evolução eletrônica apresentou efeitos positivos, como a continuação da produção, com o
desenvolvimento de controladores, sensores, medidores digitais e sistemas computadorizados, que otimizaram
bases e levaram a uma maior eficiência. As características de produção em linhas de montagem, como a do
fordismo, foram substituídas para, por exemplo, os segmentos repetitivos de operações manuais diretas a
robôs (COUTINHO, 2016).
Filha de imigrantes poloneses e nascida nos Estados Unidos, Stephanie
Kwolek (1923-2014) foi uma das grandes mulheres que revolucionaram o
campo industrial. Formou-se aos 23 anos, em 1946, em química e biologia.
Alguns anos depois, dedicou-se ao curso de medicina. Em 1960, fez história
ao descobrir o polímero “Kevlar”, uma fibra resistente e utilizada na
produção de muitas mercadorias, como coletes à prova de balas, aviões,
telefone e pneus. Essa invenção lhe rendeu vários prêmios e
reconhecimentos. Além disso, ficou reconhecida por ser um ícone feminino
da ciência e no incentivo de mulheres no palco da pesquisa. Faleceu aos 90
anos e continua uma figura importante para a ciência e indústria
(SAVIGNANO, 2020).
Você o conhece?
Teste seus conhecimentos
(Atividade não pontuada)
As revoluções industriais tiveram forte impacto na economia mundial, transformando o processo produtivo. Em relação a esse contexto, leia o texto a seguir.
“No século XIX, por volta de 1860, a Revolução Industrial assumiu novas características e uma incontida
dinâmica, impulsionada por inovações técnicas, como a descoberta da eletricidade, a transformação de ferro
em aço, o surgimento e o avanço dos meios de transporte e, mais tarde, dos meios de comunicação, o
desenvolvimento da indústria química e de outros setores.
Nascia, assim, a Segunda Revolução Industrial e, com ela, na busca de maiores lucros em relação aos
investimentos feitos, levou-se ao extremo a especialização do trabalho; ampliou-se a produção, passando-
se a produzir artigos em série, o que barateava o custo por unidade produzida. Surgiram as linhas de
montagem, esteiras rolantes por onde circulavam as partes do produto a ser montado, de modo a agilizar a
produção” (SILVA; GASPARIN, 2006, p. 6).
SILVA, M. C. A.; GASPARIN, J. L. A Segunda Revolução Industrial e suas influências sobre a educação
escolar brasileira. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE ESTUDOS E PESQUISAS “HISTÓRIA, SOCIEDADE E
EDUCAÇÃO NO BRASIL”, 7., 2006, Campinas. Anais [...]. Campinas: HISTEDBR, Unicamp, 2006. p. 2-20.
Conforme o que é retratado no texto, assinale a alternativa que traz a corrente de pensamento que trata das
questões sobre as condições de trabalho do proletariado no período da Segunda Revolução Industrial.
a. Anarquismo.
b. Socialismo Científico.
c. Liberalismo.
d. Comunismo.
e. Democracia.
Verificar 
2.2 O novo cenário
mundial
Logo após o período da Segunda e da Terceira Revolução Industrial, o mundo presenciou uma forte
globalização, em que as economias passaram a transacionar mercadorias, serviços, tecnologia e capital. E o
que destaca a globalização como um processo importante desse novo cenário mundial? Veja a resposta,
segundo Almeida (2001). 
Nessa nova tendência mundial, um conjunto das grandes potências econômicas mundiais surgiu, conhecido,
atualmente, como bloco do G7, como também surgiram processos financeiros semelhantes à junção de cartéis
no final do século XIX e a pujança de empresas multinacionais no século XXI (ALMEIDA, 2001).
O século XX foi marcado pela fase crescente do sistema produtivo e de novas formas de transmitir informação
à sociedade, em que a terra, o capital e o trabalho são mediados por uma nova economia inteligente. Além
disso, o valor de algumas matérias-primas de bens duráveis foi desvalorizado, o valor da inteligência humana
inserido no produto final subiu, seja para design, concepção, propriedade, materiais compostos, patentes,
marketing, publicidade ou know-how.
As indústrias, muitas vezes, são vistas como vilãs por conta de suas atividades e
o efeito no meio ambiente. Por isso, existem normas e leis para cada tipo de
atividade industrial. Algumas empresas também possuem projetos de controle de
resíduos e realizam atividades voltadas à preservação do meio ambiente. Como
exemplo, podemos citar, no Brasil, a lei nº 6.938/1981, sobre a Política Nacional
Você sabia?
A globalização foi marcada por uma linha do tempo de saltos tecnológicos, mudança
de moedas, crises financeiras e uma nova corrente de liberalização econômica.
Globalização
Vale lembrar que a ascendência da globalização se iniciou no período do pós-Segunda Guerra Mundial, com a
rápida expansão do comércio internacional entre as economias, característica do comércio que estava em
ascensão, e de investimentos externos, para que ocorresse o aumento da oferta de bens e serviços em níveis
mundiais.
#PraCegoVer: imagem traz metade de um globo terrestre. Ícones de pessoas e de localização estão
espalhados, ligados uns aos outros por linhas pontilhadas.
 
A ideia de produzir mais bens e serviços foi tão grande que muitas instituições reconhecidas mundialmente
apoiaram os países membros da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Poroutro lado, também foi acentuada a integração de países periféricos ao grupo de novos países industrializados,
com a ideia de expandir esses países a partir do trabalho e de corporações multinacionais. O complemento
político para a universalização do novo paradigma foi proporcionado pela desregulação, privatização e
desestatização, liberando os mercados não só para uma concorrência desenfreada das corporações
transnacionais, mas eliminando inúmeras pequenas e médias empresas. Entre as características mais
marcantes dessa nova configuração político-econômica internacional, merece destaque a integração acelerada
dos mercados financeiros nacionais e internacionais.
do Meio Ambiente, que traz diretrizes com o objetivo de orientar a ação da União,
estados, distrito federal e municípios quanto às atividades empresariais, públicas
ou privadas, que devem exercer a busca por “qualidade ambiental e manutenção
do equilíbrio ecológico“ (BRASIL, 1981). 
Figura 4 - O novo cenário mundial é marcado pela globalização, a conexão rápida entre as diversas partes do mundo
Fonte: nopporn, Shutterstock, 2021.
São ligados por redes de comunicação via satélite e apoiados por poderosos
sistemas informatizados, que permitem a perfeita mobilidade do capital em suas
operações, em um espaço-mercado global e a formação de consórcios e de joint-
ventures entre as corporações transnacionais, de bases territoriais-nacionais
diferentes.
Mercados
financeiros
nacionais e
internacionais
Assim, passaram a ser considerados no novo cenário econômico os países emergentes, conhecidos como
países subdesenvolvidos ou em desenvolvimento, que apresentam índices econômicos prósperos e
características sociais que diferenciam dos demais países subdesenvolvidos, porém sem prosperidade de
crescimento (o que caracteriza os periféricos).
Teste seus conhecimentos
(Atividade não pontuada)
“A globalização em curso na economia mundial vem provocando um conjunto de fenômenos novos em toda
a vida social da humanidade – na economia, na política, nas relações capital-trabalho, na cultura e nas
tradições dos povos. Portanto, trata-se de um processo que coloca para todos os marxistas uma série de
questões novas, bem como o desafio de procurar compreender os dados dessa realidade de uma forma
aberta, não dogmática, visando extrair desse fenômeno as consequências analíticas e teóricas desta fase
do capitalismo contemporâneo.
A globalização representa hoje uma fase nova do capitalismo, período em que este modo de produção
atingiu plenamente seu amadurecimento e se transformou num sistema mundial completo. Até o período
anterior à globalização, o capitalismo era completo apenas em relação a duas variáveis da órbita da
circulação – o comércio mundial e a exportação de capitais" (COSTA, 2007, p. 1). 
COSTA, E. A globalização e os clássicos do imperialismo. In: COLÓQUIO INTERNACIONAL MARX
ENGELS, 5., 2007, Campinas. Anais [...]. Campinas: Cemarx, Unicamp, 2007. Disponível em:
https://www.unicamp.br/cemarx/anais_v_coloquio_arquivos/arquivos/comunicacoes/gt1/sessao5/Ed
milson_Costa.pdf
(https://www.unicamp.br/cemarx/anais_v_coloquio_arquivos/arquivos/comunicacoes/gt1/sessao5/Ed
milson_Costa.pdf). Acesso em: 28 jan. 2021.
A globalização foi essencial para o capitalismo. Entretanto, há países que estão em desenvolvimento, porém
não apresentam índices de crescimento com pujança econômica. Assinale a alternativa que apresenta a
denominação desses países.
a. Periféricos.
b. Desenvolvidos.
c. Capitalistas.
d. Socialistas.
e. Emergentes.
Verificar 
https://www.unicamp.br/cemarx/anais_v_coloquio_arquivos/arquivos/comunicacoes/gt1/sessao5/Edmilson_Costa.pdf
https://www.unicamp.br/cemarx/anais_v_coloquio_arquivos/arquivos/comunicacoes/gt1/sessao5/Edmilson_Costa.pdf
https://www.unicamp.br/cemarx/anais_v_coloquio_arquivos/arquivos/comunicacoes/gt1/sessao5/Edmilson_Costa.pdf
https://www.unicamp.br/cemarx/anais_v_coloquio_arquivos/arquivos/comunicacoes/gt1/sessao5/Edmilson_Costa.pdf
2.3 A indústria como componente da política
governamental
Agora, vamos estudar como o processo de industrialização induzido pelas revoluções industriais chegou à
economia brasileira. Para isso, vamos apresentar a indústria pela visão governamental, ou seja, como as
políticas governamentais lidam com a indústria. Segundo Suzigan e Furtado (2010), as políticas
governamentais de implementação à indústria e tecnologia no Brasil são ineficazes. Isso se dá devido ao
grande número de órgãos governamentais com incerta capacidade de mover recursos, administrar
instrumentos dispersos e análise dos quadros técnicos com formação adequada. Outro fator exposto pelos
autores é que as instituições muitas vezes estão presas em práticas antigas. Além disso, muitas dessas
empresas foram construídas no período pós-guerra, quando a indústria buscava internalizar setores por
proteção e subsídios de produção. Na contemporaneidade, a indústria passou por uma metamorfose, com
algumas características. Veja quais são.
Focos de inovações.
Intensivos de conhecimentos.
Rápidas decisões.
Competição mundial.
Pronta implementação.
Isso mostra que as políticas macroeconômicas governamentais voltadas para a industrialização evoluíram para
o novo cenário econômico mundial, porém com pouca renovação na parte tecnológica.
Demografia em Empresas é um estudo que fornece valores, taxas de entrada,
saída e a sobrevivência de mercado de acordo com o tamanho que a empresa
apresenta na economia, assim como informações gerais (sexo, escolaridade e
outros) dos funcionários e colaboradores. Segundo o IBGE (2021), esse estudo
é um padrão demográfico de empresas formais brasileiras e de como elas
sobrevivem no mercado. O estudo teve início em 2005, obtendo dados do
Cadastro Central de Empresas (Cempre) do IBGE e da Classificação Nacional
de Atividades Econômicas (Cnae 1.0). A metodologia mudou em 2008, e passou
a importar novos critérios para a seleção de empresas ativas no Cempre,
utilizando a Cnae 2.0, além de uma série de indicadores de metodologias
internacionais. Porém, os resultados foram divulgados apenas até o ano de
2015, pois, a partir de 2016, houve forte similaridade com outras bases de
dados utilizadas para o empreendedorismo e a estatística, além da necessidade
de otimização de recursos da instituição para o desenvolvimento de análises,
optando por permanecer os estudos da Demografia das Empresas e estatísticas
de empreendedorismo (IBGE, 2021).
Políticas e dificuldades técnicas são obstáculos para as reformas nas instituições, mas é necessário que as
políticas governamentais tenham uma visão moderna e adotem um sistema institucional, com um olhar
específico para a industrialização, para os instrumentos e recursos adequados, além de treinamento e
qualificação para cada função de produção.
Caso
A industrialização transformou aos poucos o processo de
produção para que o capitalismo chegasse ao cenário
mundial atual. Mas o que dizer desse processo entre
estados e/ou entre os municípios?
Acesse o site do IBGE, clique no menu Cidades e Estados,
e pesquise uma unidade de federação ou município.
Depois, faça um resumo sobre as informações que o IBGE
apresentou sobre sua escolha.
Vamos Praticar!
Finalizamos mais uma unidade e aqui você pôde compreender as
causas e as consequências que levaram a Segunda e a Terceira
Revolução Industrial, marcos históricos que geraram diversos
impactos para a produção mundial.
Nesta unidade, você teve a oportunidade de:
Conclusão
discutir os aspectos econômicos que levaram à Segunda e à
Terceira Revolução Industrial;
analisar as diferenças políticas, econômicas e industriais entre os
países desenvolvidos, emergentes e subdesenvolvidos;
avaliar as consequências da Segunda e da Terceira Revolução
Industrial;
compreender a política governamental brasileira em relação à
indústria.
Referências
ALMEIDA, P. R. de. A economia internacional no século XX: um ensaio de
síntese. Rev. Bras. Polít. Int., Brasília, v. 44, n. 1, p. 112-136, 2001.
Disponível em:
(https://www.scielo.br/pdf/rbpi/v44n1/a08v44n1.pdf)https://www.scielo.br/pdf/rbpi/v44n1/a08v44n1.pdf
(https://www.scielo.br/pdf/rbpi/v44n1/a08v44n1.pdf). Acesso em: 28
jan. 2021.
A TERCEIRA Revolução Industrial: uma nova e radical economia de
partilha. Direção: Eddy Moretti. Produção: Shane Smith; Spike Jonze;
Jeremy Rifkin. Nova York: Vice Media Group, 2018. (104 min). Disponível em:
(https://video.vice.com/pt/video/vice-the-third-industrial-revolution-a-new-story-for-the-human-
family/5a79c759f1cdb34df33d5811)https://video.vice.com/pt/video/vice-the-third-industrial-
revolution-a-new-story-for-the-human-family/5a79c759f1cdb34df33d5811
(https://video.vice.com/pt/video/vice-the-third-industrial-revolution-a-new-story-for-the-human-
family/5a79c759f1cdb34df33d5811). Acesso em: 28 jan. 2021.
BRASIL. Lei nº 6.938, de 31 de agosto de 1981. Dispõe sobre a Política Nacional do Meio Ambiente,
seus fins e mecanismos de formulação e aplicação, e dá outras providências. Brasília, DF: Presidência
da República, 1981. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l6938.htm
(http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l6938.htm). Acesso em: 4 fev. 2021.
CATANI, A. M. O que é imperialismo. São Paulo: Editora Brasiliense, 1981. (Coleção Primeiros
Passos).
CATANI, A. M. O que é capitalismo. São Paulo: Editora Brasiliense. 2017. (Coleção Primeiros
Passos). E-book.
COSTA, E. A globalização e os clássicos do imperialismo. In: COLÓQUIO INTERNACIONAL MARX
ENGELS, 5., 2007, Campinas. Anais [...]. Campinas: Cemarx, Unicamp, 2007. Disponível em:
https://www.unicamp.br/cemarx/anais_v_coloquio_arquivos/arquivos/comunicacoes/gt1/sessao
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(https://www.unicamp.br/cemarx/anais_v_coloquio_arquivos/arquivos/comunicacoes/gt1/sessa
o5/Edmilson_Costa.pdf). Acesso em: 28 jan. 2021.
COUTINHO, L. A terceira revolução industrial e tecnológica: as grandes tendências das mudanças.
Economia e Sociedade, Campinas, v. 1, n. 1, p. 69-87, 2016. Disponível em:
https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/ecos/article/view/8643306/10830
(https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/ecos/article/view/8643306/10830). Acesso em:
7 jan. 2021.
DATHEIN, R. Inovação e revoluções industriais: uma apresentação das mudanças tecnológicas
determinantes nos séculos XVIII e XIX. Porto Alegre: Publicações Decon Textos Didáticos, 2003.
Disponível em: (https://lume-re-
demonstracao.ufrgs.br/artnoveau/docs/revolucao.pdf)https://lume-re-
demonstracao.ufrgs.br/artnoveau/docs/revolucao.pdf (https://lume-re-
demonstracao.ufrgs.br/artnoveau/docs/revolucao.pdf). Acesso em: 28 jan. 2021.
FARAH JÚNIOR, M. A Terceira Revolução Industrial e o novo paradigma produtivo: algumas
considerações sobre o desenvolvimento industrial brasileiro nos anos 90. Revista da FAE, Curitiba, v.
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(https://revistafae.fae.edu/revistafae/article/view/501/396)https://revistafae.fae.edu/revistafae/arti
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