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DIVERSIDADE NA ESCOLA DESAFIOS E POSSIBILIDADES

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Dra. TÂNIA GOMES
DIVERSIDADE NA ESCOLA: DESAFIOS E POSSIBILIDADES
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IGUALDADE E DIFERENÇA:
“Temos o direito a ser iguais quando a diferença nos inferioriza; temos o direito a ser diferentes quando a igualdade nos descaracteriza” - Boaventura de Sousa Santos (2009, p.18)
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A EDUCAÇÃO NUM MUNDO EM MUDANÇAS: 
A sociedade contemporânea é palco de muitas mudanças: políticas, sociais, econômicas e tecnológicas.
Globalização, TV, mídias sociais.
As mudanças refletem na escola.
Como os educadores/as devem se posicionar frente a esse mundo “pós-moderno” ?
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A PRÁTICA DOCENTE EM NOVOS TEMPOS: 
Como a escola poderá integrar essas mudanças?
Como os professores/as poderão agir para que sua prática docente esteja em consonância com esses novos tempos?
Que tipo de alunos e alunas precisam ser preparados para esse mundo em construção? 
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TOLERÂNCIA RELIGIOSA 
http://conexao.cpb.com.br/secoes/entenda/a-diversidade-religiosa-do-mundo
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DIVERSIDADE RELIGIOSA 
O Brasil é marcado pelo sincretismo religioso, resultado de sua formação multicultural.
A Constituição de 1988 prevê liberdade religiosa e proíbe qualquer tipo de intolerância. 
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DIFERENTES RELIGIOSIDADES: 
Os alunos e alunas devem receber informações sobre as diferentes formas de religiosidade. 
As religiões fazem parte da experiência humana e são variáveis.
Não existe a religião “certa”, todas são certas para quem as pratica. 
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RELIGIÃO E DIREITOS HUMANOS:
Não é função dos professores fazer catequese. 
A escola é um espaço para que todos possam refletir eticamente sobre a vida.
O direito à liberdade religiosa é um dos direitos fundamentais do ser humano. 
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O QUE DIZ A CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA?
“É inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e as suas liturgias”(BRASIL, 1988, p.5)
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O QUE DIZ A ONU?
“Toda pessoa tem direito à liberdade de pensamento, consciência e religião; este direito inclui a liberdade de mudar de religião ou crença e a liberdade de manifestar essa religião ou crença, pelo ensino, pela prática, pelo culto e pela observância, isolada ou coletivamente, em público ou particular” (ONU, 1948)
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VALORIZANDO AS DIFERENÇCAS:
A escola é um importante espaço de valorização das diferenças, reforçando nos alunos a necessidade da tolerância e do respeito em todos os aspectos da vida, inclusive no âmbito da religiosidade. 
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MISSA 
http://portugalmisterioso.blogspot.com.br/2013/01/igreja-catolica-adota-missa-hightech.html
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CULTO INDÍGENA
http://cultoindigena.blogspot.com.br/2015/11/rituais-indigenas.html
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CULTO AFRO-BRASILEIRO:
http://karyfalcao.blogspot.com.br/2011/08/terreiros-e-casas-de-cultos-africanos.html
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O QUE DIZ A LEI:
No Brasil, o artigo 33 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, determina que o ensino religioso deverá assegurar o respeito à diversidade religiosa o Brasil, vedando qualquer forma de proselitismo.
Respeito à liberdade religiosa do aluno e da aluna, não sendo permitido tentar convertê-lo (la) para esta ou aquela religião.
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PRECONCEITO RELIGIOSO:
As religiões afro-brasileiras são as principais vítimas de intolerância religiosa. 
Religiões de matriz africana: umbanda, candomblé.
Há também desrespeito à religião indígena, cigana e ao espiritismo. 
Há também preconceito contra as pessoas que optam por não ter religião (ateus)
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JUDAÍSMO: 
http://www.olhardireto.com.br/conceito/noticias/exibir.asp?id=6362&noticia=mesmo-sem-sinagoga-em-mato-grosso-judeus-comemoram-chanuca-com-festa-e-reflexao
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CRIANÇAS COM NECESSIDADES ESPECIAIS
http://g1.globo.com/fantastico/quadros/qual-e-a-diferenca/noticia/2015/08/escolas-nao-podem-negar-matricula-criancas-com-sindrome-de-down.html
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INCLUSÃO ESCOLAR E ALUNOS COM NECESSIDADES ESPECIAIS
A legislação é clara quanto à necessidade de inclusão de todos os alunos e alunas, independente de suas necessidades e diferenças. 
É preciso que a escola esteja preparada para fazer esse acolhimento de maneira a efetivamente promover o desenvolvimento das potencialidade do aluno (a).
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PROCESSO DE EXCLUSÃO/SEGREGAÇÃO:
Segundo Frias e Menezes (2009)
Fase da exclusão: período em que não havia nenhuma preocupação com as pessoas com necessidades especiais.
Fase da segregação institucional – Séc. XIX - as pessoas com necessidades especiais eram afastadas de suas famílias e eram atendidas em instituições religiosas ou filantrópicas. 
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FASE DA INTEGRAÇÃO/INCLUSÃO: 
Fase da integração: (Séc XIX-XX) algumas pessoas com necessidades especiais eram encaminhadas às escolas regulares, salas de recurso ou classes especiais .
Fase de inclusão (Séc. XX-XXI): pessoas com necessidades especiais devem ser inseridas em classes comuns e os ambientes físicos e os procedimentos educativos devem se adaptar aos alunos, conforme suas necessidades e especificidades 
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EDUCAÇÃO DE PESSOAS COM NECESSIDADES ESPECIAIS
 Marginalização: descrença na capacidade de pessoas com deficiência e omissão. Assistencialismo: atitudes de sentido filantrópico e paternalista, buscando proteger, sem acreditar no potencial das pessoas. Educação/reabilitação: crença nas possibilidades de desenvolvimento das pessoas com deficiência e organização de serviços educacionais. (FRIAS, MENEZES, 2009)
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DIREITOS ASSEGURADOS: 
1948 – Declaração Universal dos Direitos Humanos – assegura a todos, sem distinção alguma, os mesmos direitos à liberdade, a uma vida .
 1994 – Declaração de Salamanca (Espanha) UNESCO – são lançados os princípios fundamentais da educação inclusiva.
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DIREITOS ASSEGURADOS II: 
1999- Convenção da Guatemala - Convenção Interamericana para a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação da Pessoa Portadora de Deficiência - 
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DESAFIO À ESCOLA E AOS EDUCADORES (AS)
Oferecer uma educação de qualidade para todos os alunos e alunas: surdos, mudos, cegos, downs, etc.
Evitar toda forma de discriminação de pessoas com necessidades especiais no âmbito da escola.
A escola deve ser um lugar de acolhimento.
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GARANTINDO A INCLUSÃO I
Condições físicas, materiais e ambientais em sala de aula;
Favorecer o melhor nível de comunicação e interação do aluno(a) com a comunidade escolar.
Permitir e favorecer a participação do aluno (a) em toda e qualquer atividade escolar (FRIAS, MENEZES, 2009)
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GARANTINDO A INCLUSÃO II
Lutar pela aquisição de equipamentos e materiais específicos necessários;
Permitir sistemas alternativos de educação, tanto no decorrer das aulas como nas avaliações, para alunos que não utilizam a comunicação oral.
Colaborar na eliminação de sentimentos de inferioridade, menos valia ou fracasso. 
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REFERÊNCIAS
BRASÍLIA. Diversidade religiosa e direitos humanos. Distrito Federal. Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, 2013. Disponível em www.sdh.gov.br/assuntos/bibliotecavirtual/promocao-e-defesa/publicações/2013.
DECLARAÇÃO MUNDIAL SOBRE EDUCAÇÃO PARA TODOS. Plano de Ação para satisfazer as necessidades básicas de aprendizagem. Tailândia. 1990. Disponível em www.acaoeducativa.org.br/downloads/declaracaoJomtien.pdf.
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FRIAS, Elzabel Maria Alberton MENEZES, Maria Christine Berdusco. Inclusão escolar do aluno com necessidades educacionais especiais. Contribuições ao professor do ensino regular. Sec. Est. Educação. Faculdade de Educação, Ciências e Letras de Paranavaí e Universidade Estadual de Maringá. PDE, 2009.
SANTOS, Boaventura de Sousa. Direitos Humanos, o desafio da interculturalidade. Revista Direitos Humanos, n, 2, p. 10-18, agosto 2013. 
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