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Xô,	Preguiça!
Vencendo	a	procrastinação	na	era	das	grandes
distrações
	
	
Dr.	Wessel	Friedrich
	
Todos	os	direitos	reservados
Sumário
	
Sumário
Procrastinação,	o	inimigo	de	todos	nós
Nosso	tempo	vale	muito	mais	do	que	o	nosso	dinheiro.
CAPÍTULO	1
IDENTIFICANDO	O	PROBLEMA
CAPÍTULO	2
AKRASIA
CAPÍTULO	3
CONSEQUÊNCIAS	DA	PROCRASTINAÇÃO
CAPÍTULO	4
POR	QUE	PROCRASTINAMOS?
QUANDO	NÃO	ESTAMOS		MOTIVADOS
QUANDO	ESTAMOS	COM	MEDO
QUANDO	NÃO	NOS	SENTIMOS	CONFIANTES
INCONSISTÊNCIA	TEMPORAL
QUANDO	NÃO	GOSTAMOS	DO	QUE	FAZEMOS
CAPÍTULO	5
A	LINHA	DA	PROCRASTINAÇÃO	&	CICLO	DE	CONTATO
PRÉ	CONTATO	OU	SENSAÇÃO
INICIO	DO	CONTATO
ÚLTIMO	CONTATO
PÓS	CONTATO
CICLOS	INCOMPLETOS
CAPÍTULO	6
PRAZO	X	SEM	PRAZO
COM	PRAZO
SEM	PRAZO
CAPÍTULO	7
COMO	PARAR	DE	PROCRASTINAR
COM	PLANEJAMENTO
PLANO	DE	CURTO	PRAZO
PLANO	DE	LONGO	PRAZO
COM	O	SISTEMA	DE	RECOMPENSA
Você	precisa	se	privar	desta	atividade	agradável	em	outros	momentos	do	seu	dia
a	dia.
Lembre-se	que	estamos	tentando	deixar	as	coisas	o	mais	fáceis	possíveis	para
que	seu	corpo	não	apresente	tanta	recusa	natural	para	a	atividade.
Você	só	poderá	ir	à	praia	quando	fizer	o	orçamento	da	viagem.
COM	O	SISTEMA	DE	PUNIÇÃO
Por	isso,	precisamos	tornar	as	consequências	mais	imediatas.
Se	eu	não	escrever	500	palavras	desta	pesquisa	hoje,	eu	terei	que	escrever	1000
amanhã.
Método	1.
Para	cada	dia	que	eu	não	escrever	a	meta	de	500	palavras	neste	projeto,	eu
ficarei	um	dia	sem	consumir	açúcar	na	minha	alimentação.
Método	2.
CAPITULO	8
METAS	IRREALISTAS
Encontre	a	raiz	do	problema
Qualidade	x	Quantidade
Não	faça	comparações
Não	faça	planos	para	tentar	vencer	os	outros,	e	sim	você	mesmo.
CAPÍTULO	9
MAIS	SOBRE	COMO	PARAR	DE	PROCRASTINAR
MANTENHA	UMA	ROTINA	DIÁRIA
ORGANIZE	SUAS	METAS	POR	PRIORIDADE
SIGA	A	ORDEM	IMPOSTA
REALIZE	UMA	TAREFA	DE	CADA	VEZ
MOVA	TAREFAS	INACABADAS	PARA	A	PRÓXIMA	LISTA
SIGA	ESTE	MÉTODO	DIARIAMENTE
UTILIZE	INCENTIVOS	VISUAIS
Incentivos	Visuais	são	ótimos	gatilhos
Melhor	visualização	do	progresso	feito
Motivação
CAPÍTULO	10
PRODUTIVIDADE	E	HÁBITO
Se	conseguimos	cumprir	diversas	tarefas	no	tempo	que	temos,	podemos	nos
considerar	produtivos	e	de	forma	geral	mais	eficientes	em	nossos	trabalhos.
Regra	dos	2	minutos
“Já	que	eu	estou	pronto(a)	e	tenho	tudo	que	preciso,	é	melhor	ir.”
Siga	os	seus	planos,	não	o	plano	de	outras	pessoas
Menos	decisões	diárias	=	Mais	produtividade
Saiba	valorizar	os	começos	imperfeitos
	
Procrastinação,	o	inimigo	de	todos	nós
Você	já	parou	para	pensar	sobre	a	importância	do	tempo?	Esse	elemento	que
faz	parte	das	nossas	vidas	é	basicamente	o	que	rege	todos	os	aspectos	de	como
vivemos	e	nos	comportamos.	Tudo	que	fazemos,	planejamos,	pensamos	acaba	se
resumindo	ao	tempo.	Estamos	constantemente	pensando	nele,	analisando	o	que
fizemos	 no	 passado	 e	 sonhamos	 com	 o	 que	 queremos	 fazer	 no	 futuro,
lamentando	o	quanto	perdemos	e	pensando	em	quanto	ainda	teremos.
Tempo	é	o	único	 recurso	que	não	é	 renovável,	o	 tempo	que	perdemos	não
pode	ser	recuperado	uma	vez	perdido,	uma	vez	desperdiçado.	Você	pode	ganhar
mais	 dinheiro,	 adquirir	 novos	 bens,	 criar	 novas	 coisas,	 voltar	 a	 um	 lugar	 que
visitou.	 O	 que	 nós	 realmente	 não	 podemos	 fazer	 é	 ganhar	 tempo.	 Tudo	 que
podemos	fazer	com	relação	a	ele	é	gastá-lo,	as	vezes	com	sabedoria	ou	não.
Não	sei	se	compartilham	do	mesmo	sentimento,	mas	a	ideia	de	perder	tempo
sempre	me	 assustou.	 Para	 algo	 que	 é	 tão	 valioso	 para	 nós,	 é	 surpreendente	 o
quanto	 podemos	 acabar	 desprezando	 o	 quão	 limitado	 ele	 é.	 O	 tempo	 é	 fator
determinante	quando	falamos	em	personalidade,	afinal,	o	que	você	passa	o	seu
tempo	 fazendo	 determina	 seus	 gostos,	 quem	 você	 é,	 o	 que	 gosta	 e	 o	 que	 não
gosta	de	fazer,	inclusive	as	suas	prioridades.
O	que	você	não	faz	durante	o	seu	tempo	tem	a	mesma	importância.	O	tempo
que	negligenciamos	sem	fazer	nada	daquilo	que	precisamos	também	afeta	quem
somos	e	o	rumo	das	nossas	vidas.	O	que	decidimos	fazer	ou	não	fazer	no	tempo
que	 temos	 agora	 irá	 determinar	 como	 teremos	 que	 gastar	 o	 nosso	 tempo	 do
futuro,	 e	 não	 ter	 controle	 sobre	 como	 poderemos	 usá-lo	 me	 soa	 como	 uma
péssima	ideia.
Precisamos	de	tempo	para	ganhar	dinheiro,	para	conquistar	nossos	objetivos,
para	crescermos	em	nossas	carreiras,	ver	nossa	 família	crescer...	Para	 tudo	nós
precisamos	 de	 tempo,	 e	muitas	 vezes	 bastante	 doses	 dele.	 Não	 podemos	 citar
quase	 nada	 que	 seja	 instantâneo,	 para	 tudo	 há	 um	 processo,	 etapas,	 tempo	 de
espera.
Passamos	a	vida	basicamente	trocando	nosso	tempo	por	coisas	que	julgamos
importantes.	Sejam	elas	dinheiro,	diversão,	trabalho,	etc.	E	nós,	em	geral,	temos
escolha	 sobre	 como	 queremos	 dividir	 o	 tempo	 que	 temos.	 Alguns	 decidem
trabalhar	mais	 pois	 vem	prioridade	 no	 dinheiro,	 outros	 preferem	 gastar	menos
tempo	 trabalhando	 porque	 estão	 satisfeitos	 com	 uma	 vida	 mais	 simples	 e
preferem	usar	o	tempo	com	outras	coisas.	Podemos	fazer	o	que	quisermos.
Algo	 que	 sempre	 me	 fascinou	 a	 respeito	 do	 tempo	 é	 o	 fato	 de	 todos	 nós
possuirmos	a	mesma	quantidade	de	horas	para	ser	usada,	independente	de	quem
somos	 ou	 da	 nossa	 personalidade,	 todos	 temos	 24	 horas	 diárias	 para	 decidir	 o
que	 queremos	 fazer,	 ao	 contrário	 de	 todas	 as	 outras	 particularidades	 e
oportunidades	que	nos	fazem	únicos,	o	tempo	é	estável	para	todos.
Nosso	tempo	vale	muito	mais	do	que	o	nosso	dinheiro.
Você	 pode	 usar	 o	 seu	 tempo	 para	 conseguir	 dinheiro	 e	 basicamente
qualquer	outra	coisa	que	deseja,	mas	nada...	absolutamente	nada	lhe	dar	o	poder
de	adquirir	mais	 tempo.	 Isto	automaticamente	 torna	o	 tempo	um	recurso	muito
mais	importante	e	valioso,	e	mesmo	assim,	frequentemente	fazemos	má	escolhas
sobre	como	usá-lo.
Ao	contrário	do	dinheiro,	nem	sempre	se	trata	sobre	ter	mais	em	quantidade,
e	sim	sobre	valorizar	o	quanto	tempos.	Usá-lo	da	melhor	forma	e	ter	a	confiança
de	que	gastamos	nosso	tempo	fazendo	boas	escolhas.	Tudo	em	nossas	vidas,	se
resume	a	tempo.
Tempo	é	uma	ferramenta	de	investimento.	Se	deseja	algo,	deve	investir	seu
tempo	 em	 torno	 do	 que	 almeja.	Quando	 encontramos	 alguém	bem-sucedido,	 a
primeira	 coisa	 que	 pensamos	 é	 quanto	 tempo	 de	 trabalho	 ele	 precisou	 para
chegar	a	esse	nível.	Quando	vemos	um	médico,	logo	pensamos	nos	anos	e	anos
de	estudo	que	foram	dedicados	para	conseguir	se	graduar	e	se	especializar.
Quando	somos	um	profissional	que	não	investe	nenhum	tempo	em	aprimorar
nosso	conhecimento,	muito	provavelmente	não	seremos	o	melhor	da	nossa	área.
Os	 profissionais	 mais	 bem-sucedidos	 dedicaram	 muito	 mais	 tempo	 em
aperfeiçoar	 seus	 métodos	 enquanto	 estávamos	 ocupando	 nosso	 tempo	 com
coisas	 triviais.	E	quando	somos	deixados	para	 trás	não	entendemos	muito	bem
porque	tudo	aconteceu.
Ao	contrário,	quando	entendemos	nossos	objetivos	e	estamos	determinados	a
alcançá-los	 tudo	se	 torna	mais	fácil,	pois	queremos	dedicar	nosso	 tempo	a	este
objetivo,	mesmo	 sendo	 difícil	 e	 cansativo,	 sabemos	 que	 todo	 o	 esforço	 vale	 a
pena.
Você	já	parou	para	sentar	e	analisar	os	seus	planos	e	sonhos?	E	como	você
pode	 alcançá-los?	 Como	 você	 está	 usando	 o	 seu	 tempo	 para	 chegar	 até	 ele?
Quanto	 tempo	 você	 precisará	 para	 alcança-lo?	Ou	 se	 apenas	 esse	 sonho	 é	 um
pensamento	 que	 você	 nunca	 levou	 adiante	 mesmo	 tendo	 todas	 ferramentas
disponíveis	 para	 começar?	 Caso	 ainda	 não	 tenha	 parado	 para	 fazer	 esses
questionamentos	a	si	mesmo,	esta	talvez	seja	uma	boa	hora	para	começar.
A	diferença	determinante	entre	duas	pessoas	com	uma	mesma	ideia,	ou	seja,
o	que	vai	decidir	aquele	que	irá	ter	sucesso	ou	não,	é	o	tempo.	Quem	realmente
vai	usar	os	seus	dias	para	pôr	o	planejado	em	prática.	Os	que	agem	e	investem
seu	 tempo	 em	 algo	 serão	muito	mais	 sucedidos	 do	 que	 os	 que	 apenas	 deixam
tudo	no	papel.
Além	 disso,	 valorizamos	 muito	 mais	 aquilo	 que	 leva	 mais	 tempo	 para
conseguir,	 de	 fato,	 não	 vemos	 de	 forma	 positiva	 as	 conquistas	 que	 vieram
“rápido	 demais”,	 como	 se	 elas	 nãomerecessem	 ser	 tão	 prestigiadas	 quanto	 as
que	 levamos	 anos	 para	 conseguir.	 Consideramos	 algo	 que	 vem	 rápido	 demais
como	“instável”,	que	pode	a	qualquer	momento	ser	perdido	e	buscamos	evita-las
porque	entendemos	que	tudo	é	um	processo.
Com	a	tamanha	importância	que	o	tempo	tem	sobre	nossas	vidas,	é	estranho
perceber	 como	é	 comum	deixar	 ele	 de	 lado	 e	 desperdiçar	 grandes	 quantidades
todos	os	dias	como	se	não	houvesse	amanhã,	como	se	estivéssemos	bebendo	de
um	poço	sem	fundo.	Imagina	viver	nossas	vidas	decidindo	usar	o	nosso	 tempo
em	coisas	 que	 sabemos	 serem	prejudiciais	 e	 adiar	 o	 tempo	 todo	 as	 coisas	 que
realmente	precisamos	fazer.
Precisamos	distribuir	o	nosso	tempo	em	uma	forma	melhor,	 tomar	decisões
melhores	e	investir	nossos	dias	em	coisas	melhores	para	nós	mesmos.	Invista	seu
tempo	em	construir	algo	bom	para	você	em	seu	ambiente	de	trabalho,	faculdade
e	 empreitadas	 para	 você	 e	 as	 pessoas	 ao	 seu	 redor,	 ao	 invés	 de	 gastá-lo	 com
coisas	que	não	deveria	estar	fazendo.	Quanto	mais	entendemos	sua	importância,
mais	 experientes	 ficamos	 em	usá-lo	 a	 nosso	 favor.	Tenha	 controle	 sobre	 ele	 e
use-o	como	uma	ferramenta	para	realizar	seus	sonhos.
CAPÍTULO	1
IDENTIFICANDO	O	PROBLEMA
	
“Você	pode	se	atrasar,	mas	o	tempo	não,	e	o	tempo	perdido	nunca	volta.”	´-
Benjamin	Franklin
	
Todos	 nós	 já	 deixamos	 para	 o	 último	 minuto	 algo	 que	 deveríamos	 ter
começado	dias	antes	ou	até	mesmo	meses	antes.	Sim,	você	também.	Não	adianta
fingir	 que	 não	 é	 com	 você,	 afinal	 de	 contas,	 está	 lendo	 este	 livro,	 o	 que
convenhamos	 já	 é	 um	 ótimo	 sinal.	Apesar	 de	 nossos	maiores	 esforços,	 parece
que	 nós,	 como	 humanos,	 simplesmente	 somos	 imunes	 ao	 hábito	 de	 começar
nossas	tarefas	com	antecedência,	mesmo	sabendo	que	provavelmente	teríamos	o
privilégio	de	finalizar	tudo	que	precisamos	com	sucesso,	menos	estresse	e	dores
de	cabeça.
Parece	 que	 estamos	 sempre	 esperando	 pelo	 momento	 certo	 para	 começar
algo,	e	esse	momento	definitivamente	não	é	agora.	Afinal,	o	que	lhe	faria	sair	do
conforto	da	sua	casa	em	um	dia	de	chuva	para	aquela	visita	a	biblioteca?	O	que
lhe	 faria	 parar	 de	 assistir	 vídeos	 bobos	 em	 rede	 sociais	 para	 começar	 aquele
projeto	 estressante	 e	 tedioso	 da	 faculdade?	 Eu	 respondo...	 Nada.	 Nada	 mais
importa	 para	 nós	 além	 da	 situação,	 eu	 diria	 até	 fácil,	 em	 que	 estamos	 no
momento.	 Notas	 baixas?	 Não	 sabemos	 o	 que	 são;	 Reclamações	 do	 nosso
supervisor	no	trabalho?	Podemos	lidar	com	isso	em	outra	hora!	Preferimos	nos
submeter	 a	 correrias	 desnecessárias	 como	 a	 de	 tentar	 concluir	 downloads	 de
diversos	artigos	online	enquanto	nos	preparamos	para	sair	de	casa	para	conseguir
escrever	no	carro	ou	ónibus,	e	se	com	um	pouco	de	sorte	conseguirmos	entregar
aquele	projeto	a	tempo,	começam	as	rezas	para	pelo	menos	uma	nota	cinco,	por
favor.	
Um	 momento!	 Aquela	 famosa	 desculpa	 de	 que	 “trabalho	 melhor	 sob
pressão”	não	 convence	 aqui,	 afinal,	 se	 este	 fosse	 o	 nosso	 caso,	 por	 que	 então
você	estaria	lendo	este	livro?	Estamos	aqui	conversando	porque	você	conseguiu
dar	um	pequeno	passo,	o	de	admitir	e	reconhecer	que	há	algo	errado.	Por	tanto,
não	 volte	 atrás	 agora,	 você	 realmente	 consegue	 ser	 mais	 produtivo	 quando
submetido	a	altos	níveis	de	estresse,	correria,	suor	e	dores	de	cabeça?	Ou	talvez
esteja	procurando	motivos	para	justificar	suas	ações?
Tenho	 plena	 confiança	 de	 que,	 no	 fundo,	 você	 também	 sabe	 que	 está
propositalmente	 adiando	 suas	 responsabilidades,	 talvez	 até	 fugindo	 delas.	Não
apenas	 isso,	 talvez	 você	 não	 satisfeito	 com	 as	 distrações	 que	 naturalmente
podem	 surgir,	 procura	 por	 elas	 você	mesmo,	 como	desculpa	para	 não	 fazer	 as
suas	 obrigações.	 Vai	me	 dizer	 que	 você	 ainda	 não	 se	 deu	 conta	 que	 deixar	 o
smartphone	do	ladinho	da	sua	mesa	de	estudo	é	uma	péssima	ideia...
Chances	 são	 de	 que	 você,	 como	milhões	 de	 outras	 pessoas,	 prefere	 deixar
tudo	 para	 a	 última	 hora.	 Sim,	 sejamos	 honestos,	 na	 maioria	 das	 vezes,	 você
mesmo	 decide	 se	 distrair	 com	 as	 coisas	 mais	 banais,	 na	 tentativa	 de	 adir	 o
máximo	possível	um	dever	que	você	puramente	não	quer	cumprir.
“Não	é	culpa	minha!”.	Claro	que	não,	como	esperar	que	você	siga	um	plano
inicialmente	 preparado	 para	 que	 tudo	 ocorresse	 bem?	 Imprevistos	 acontecem,
outros	problemas	surgem,	e	é	sua	prioridade	dispor	sua	atenção	total	a	eles.	Todo
o	resto	pode	esperar.	Você	consegue	escrever	artigos	em	poucas	horas,	e	aquela
apresentação	para	os	sócios	da	empresa	nem	é	tão	urgente	assim,	não	é	mesmo?
Deixa-me	adivinhar,	você	sempre	espera	pela	Segunda-Feira	para	começar	a
sua	dieta,	e	utiliza	 todos	os	seus	esforços	e	 ferramentas	para	convencer	a	você
mesmo	que	existe	uma	lógica	válida	em	começar	qualquer	plano	apenas	em	uma
Segunda-Feira,	 como	 se	 todos	 os	 outros	 dias	 da	 semana	 fossem	 impróprios	 e
automaticamente	significassem	um	erro	no	fluxo	das	suas	metas.		Começar	algo
a	noite	então...	Impossível!	Não	é	assim	que	as	coisas	devem	ser,	a	noite	não	é
um	horário	bom	para	começar	nada,	apenas	descansar.
Sinto	informar	leitor,	que	a	Segunda-Feira	é	apenas	mais	um	dia	como	outro
qualquer,	 uma	 desculpa	 que	 você	 usa	 talvez	 a	 anos	 para	 adiar	 sua	 reeducação
alimentar.	Não	apenas	isso,	um	dia	corresponde	ao	tempo	que	a	Terra	leva	para
dar	uma	volta	completa	sobre	si	mesma,	ela	não	tem	nada	a	ver	com	os	seus	ou
meus	 objetivos.	 Quantas	 Segundas-feiras	 você	 irá	 esperar	 antes	 de	 realmente
começar	 a	 trabalhar	 para	 realizar	 seus	 sonhos?	 Parece	 que	 a	 Segunda-feira
correta	 nunca	 chegará,	 sempre	 haverá	 uma	nova	 semana,	 sempre	 haverá	 horas
extras	para	organizar	a	casa,	ou	para	começar	a	procurar	por	um	novo	trabalho,
você	sempre	poderá	começar	a	escrever	o	seu	primeiro	livro	amanhã.	A	ideia	de
começar	a	trabalhar	no	agora	parece	assustadora	demais.
Tudo	 bem,	 eu	 entendo	 que	 talvez	 alguns	 de	 nós	 adiamos	 tarefas
propositalmente,	 e	 que	 talvez	 para	 essas	 pessoas	 realmente	 é	 mais	 produtivo
trabalhar	sob	pressão.	Supondo	que	você	caiu	de	paraquedas	neste	 livro,	e	que
no	fundo	você	não	estava	procurando	soluções	para	este	problema,	proponho	um
pequeno	 desafio,	 na	 verdade,	 uma	 análise.	 É	 muito	 simples,	 apenas	 precisa
pensar	em	seus	projetos	nas	últimas	 semanas	na	 faculdade,	escola,	 trabalho	ou
até	 mesmo	 planos	 mais	 pessoais,	 de	 longo	 e	 curto	 prazo,	 desde	 arrumar	 seu
quarto	a	começar	o	seu	projeto	de	conclusão	de	curso.
Pronto?	Então	vamos	lá.	Você	sempre	consegue	fazer	tudo	que	previamente
havia	 planejado	 para	 a	 sua	 pesquisa?	 Seus	 artigos	 sempre	 são	 aclamados	 pela
banca	 acadêmica?	 Você	 adiou,	 porém,	 conseguiu	 resultados	 positivos	 em	 sua
nova	 vida	 fitness?	Você	 conseguiu	 seguir	 pelo	menos	 70%	das	metas	 que	 fez
para	 este	 ano?	Você	 foi	 promovido	 ou	 ganhou	 um	 aumento	 de	 salário?	 Não?
Tudo	bem,	tomar	a	iniciativa	de	ler	este	livro	já	é	um	ótimo	começo,	e	muito	irá
aprender	aqui	sobre	a	raiz	dos	seus	problemas.
Suas	 respostas	 foram	sim?	Bem,	se	 todos	estes	questionamentos	 receberam
uma	réplica	positiva,	significa	que	de	alguma	forma,	você	conseguiu	atingir	bons
resultados	 mesmo	 na	 correria.	 Porém,	 nada	 está	 tão	 bom	 que	 não	 possa	 ser
melhorado.	 Se	 você	 acha	 que	 apenas	 é	 produtivo	 nos	 últimos	 momentos	 de
prazo,	 talvez	 você	 nunca	 tenha	 se	 proposto	 a	 tentar	 realizar	 tudo	 com	 mais
calma,	 logo,	 não	 conhece	 outra	 realidade.	 Você	 já	 tentou	 fazer	 essas	mesmas
atividades	 com	 antecedência?	 Afinal,	 se	 você	 pode	 conseguir	 os	 mesmos
resultados	 sem	 a	 fadiga,	 estresse	 e	 muitas	 vezes	 cansaço	 físico	 e	 mental	 que
fazer	tudo	no	último	momento	podem	lhe	trazer,	por	que	não	pelo	menos	tentar?
Caso	você	seja	do	time	“Eu	admito”,	estamos	no	caminho	correto.	Afinal	de
contas,	 todos	 nós	 buscamos	maneiras	mais	 eficientes	 de	 resolver	 problemas,	 e
reconhecer	 que	 osseus	 são	muito	mais	 complexos	 e	 longos	 do	 que	 deveriam
puramente	por	decisões	tomadas	por	impulso	já	é	um	começo,	e	provavelmente
você	poderá	se	identificar	com	as	situações	abordadas	neste	livro.
A	 primeira	 delas	 é	 que	 para	 muitos,	 a	 decisão	 de	 ignorar	 sua	 própria
intuição	e	deixar	tudo	para	depois	são	sempre	seguidas	de	arrependimento.	Você
sabe	 que	 deveria	 ter	 começado	 sua	 pesquisa	 meses	 atrás	 e	 que	 deixar	 para	 a
última	hora	pode	afetar	gravemente	a	qualidade	do	projeto.	Agora	é	tarde	demais
para	 tentar	 melhorá-lo	 e	 não	 há	 chances	 do	 seu	 orientador	 lhe	 conceder	mais
tempo.	O	que	fazer	nessa	situação?	Culpar	o	seu	cachorro	de	estimação	e	jurar
que	 ele	 destruiu	 o	 seu	 trabalho	 perfeito	 que	 certamente	 receberia	 um	 10	 e
implorar	 por	 mais	 tempo	 para	 refazê-lo	 ou	 aprender	 com	 a	 situação	 e	 tentar
evitá-la	no	futuro?
Mesmo	com	situações	semelhantes	a	essa	que	mais	parecem	ter	saído	direto
dos	nossos	piores	pesadelos,	o	medo	parece	não	 ser	 forte	o	 suficiente	para	 lhe
fazer	estudar	com	antecedência.	Ciente	do	erro,	você	insiste	em	tentar	convencer
a	si	mesmo	que	dará	tempo	e	você	entregará	tudo	sem	maiores	problemas.	Até
tudo	dar	errado.
Após	mais	uma	Segunda-Feira	ter	passado,	você	lamenta	não	ter	começado	a
dieta	na	semana	anterior,	e	apenas	ter	visitado	a	academia	quinze	dos	trinta	dias
que	pagou.	Melhor	ainda,	como	“falhou”	na	sua	dieta	na	Terça-Feira	ou	qualquer
outro	 dia	 da	 semana,	 você	 obviamente	 agora	 deverá	 esperar	 até	 a	 próxima
Segunda-Feira,	 porque	 novamente,	 não	 se	 pode	 começar	 nada	 no	 meio	 da
semana.	Você	 lamenta,	se	arrepende,	se	 frustra,	compra	aquele	pote	de	sorvete
favorito	para	se	sentir	melhor,	e	repete	tudo	na	semana	seguinte.
Da	lamentação,	passa	para	a	raiva	e	sentimento	de	culpa.	Você	se	cobra	por
continuar	 delongando	 seus	 afazeres	 mesmo	 sabendo	 das	 consequências
negativas,	 planeja	 tudo	 novamente	 para	 a	 semana	 seguinte,	 sem	 realmente
entender	a	raiz	dos	problemas.	Não	se	pode	esperar	resultados	diferentes	agindo
da	mesma	 forma	 repetidamente.	 Sem	 um	 entendimento	mais	 profundo	 do	 que
nos	faz	agir	desta	maneira,	apenas	se	frustrará	novamente	na	semana	seguinte.
Mas	 como	 entender	 e	 se	 livrar	 desse	 hábito	 tão	 prejudicial?	 Há	 várias
hipóteses	válidas	 sobre	os	motivos	que	nos	 levam	a	agir	dessa	 forma,	algo	 tão
complicado	que	resiste	a	maioria	das	nossas	tentativas	de	mudar,	nos	prendendo
em	 um	 ciclo	 vicioso	 de	 culpa	 e	 repetição	 de	 erro.	 Alguns	 podem	 tentar
argumentar	 que	 se	 trata	 apenas	 da	 famosa	 preguiça,	 acredito,	 porém,	 que	 um
preguiçoso	não	gostaria	de	 lidar	repetidamente	com	a	grande	carga	de	afazeres
para	serem	resolvidos	em	pouco	tempo	que	o	adiamento	por	causar.	Ao	contrário
da	preguiça,	que	representa	apatia	e	aquela	vontade	de	não	fazer	nada,	neste	caso
você	 ativamente	 decide	 fazer	 outra	 coisa,	 tudo	 além	 do	 que	 você	 realmente
deveria	estar	fazendo.	Vamos	então,	considerar	a	preguiça	oficialmente	inocente
por	enquanto.
Outro	famoso	suspeito	que	podemos	tentar	acusar	é	a	falta	de	planejamento,
e	 embora	 ela	 também	 possa	 prejudicar	 seus	 planos	 e	 seja	 essencial	 para	 o
sucesso	dos	mesmos,	talvez	ele	não	seja	ainda	o	principal	responsável	por	seus
problemas,	 afinal	 de	 contas,	 você	 pode	 até	 planejar	 seu	 esboço	 com	 metas
diárias,	o	problema	começa	quando	você	não	consegue	seguir	esse	planejamento.
Logo,	 vamos	 considerar	 a	 falta	 de	 planejamento	 também	 inocente.	 Mas	 não
esqueça	dela,	ela	será	parte	importante	em	alguns	capítulos.
Bom,	sendo	assim,	então	quem,	ou	melhor,	o	que	é	responsável	por	todo
esse	estresse	ao	qual	somos	submetidos	quando	deixamos	para	começar	nossos
estudos	na	noite	anterior	a	uma	prova?	Ou	a	carga	de	adrenalina	que	recebemos
quando	 optamos	 por	 começar	 a	 fazer	 nossas	malas	 para	 trinta	 dias	 de	 viagem
poucas	horas	antes	do	voo?	Quem	nunca,	naquele	conforto	único	que	só	nossa
própria	 cama	 pode	 proporcionar,	 decidiu	 continuar	 embaixo	 das	 cobertas	 na
noite	 de	 sexta-feira	 ao	 invés	 de	 estar	 na	 academia,	 mesmo	 que	 essa	 mesma
academia	 custe	 um	valor	 salgado	 para	 o	 nosso	 bolso	 no	 fim	do	mês?	Por	 que
continuamos	a	tomar	decisões	que	sabemos	não	ser	as	ideais	a	longo	prazo?
Nos	capítulos	seguintes,	iremos	abordar	todos	os	aspectos	do	hábito	que	está
prejudicando	 os	 seus	 negócios,	 planos	 e	 projetos.	 Discutir	 maneiras	 e
ferramentas	 para	 combatê-lo	 de	 forma	 efetiva	 e	 simples,	 sem	 que	 seu	 corpo
resmungue	um	não	e	retorne	à	estaca	zero.	Vamos	começar	a	entender	melhor	o
vilão	da	 sua	 eficiência,	 de	 forma	que,	 ao	 final	 desta	 leitura	 consiga	 identificar
possíveis	comportamentos	de	auto	sabotagem	e	retomar	o	controle	do	seu	dia-a-
dia.	Eu	lhes	apresento,	a	procrastinação.													
CAPÍTULO	2
AKRASIA
“Meu	conselho	é	jamais	deixar	para	amanha	o	que	pode	ser	feito	hoje.
Procrastinação	é	o	ladrão	do	tempo”.	-	Charles	Dickens
	
Nós	 sempre	 queremos	 mais.	 Encontrar	 uma	 única	 pessoa	 que	 esteja
completamente	 satisfeita	 em	 todos	 os	 aspectos	 que	 envolvem	 sua	 vida	 como
relacionamentos,	 trabalhos,	 hobbies,	 vida	 social,	 estudos,	 planos	 e	 cuidado
pessoal	parece	ser	uma	missão	impossível.	Mesmo	aqueles	que	ao	nossos	olhos
aparentemente	possuem	tudo	que	precisam	ainda	acumulam	objetivos,	planos	e
sonhos,	e	para	os	casos	mais	extremos,	a	vida	que	levam	hoje	é	completamente
diferente	 da	 que	 gostariam	 de	 ter.	 Dentre	 os	 mais	 variados	 possíveis	 motivos
para	essa	constante	insatisfação	com	nossas	vidas	está	o	que	trabalharemos	neste
livro,	 a	 procrastinação,	 quando	 tudo	 está	 a	 um	 passo	 do	 nosso	 alcance,	 mas
estamos	ocupados	demais	deixando	para	depois.
Não	há	muito	sentindo	em	reclamar	da	sua	situação	atual	quando	não	se
adota	nenhuma	decisão	para	tentar	mudá-la.	A	verdade	é	apenas	uma,	suas	notas
não	vão	subir	de	um	básico	cinco	para	dez	magicamente,	e	os	quilinhos	a	mais
também	 não	 vão	 desaparecer	 da	 noite	 para	 o	 dia.	 Grande	 parte	 das	 nossas
insatisfações	são	consequências	das	ações	que	tomamos,	ou	até	mesmo,	daquelas
que	não	tomamos.
Diariamente	 somos	 bombardeados	 de	 opções	 e	 questionamentos	 pequenos
que	 podem	 causar	 um	 grande	 impacto	 no	 futuro.	 E	 não	 é	 um	 futuro	 muito
distante!	O	simples	hábito	de	começar	a	fazer	seu	trabalho	poucas	horas	antes	do
fim	do	expediente	já	te	coloca	atrás	dos	outros	funcionários	que	passam	o	dia	de
trabalho	 sendo	 produtivos.	 Quando	 esse	 ato	 ocasional	 vira	 um	 hábito,	 pode
influenciar	 sua	 carreira	 como	 um	 todo,	 lhe	 tornando	 um	 mal	 profissional	 ou
estudante.	 Ninguém	 quer	 ser	 deixado	 para	 trás	 não	 é	 mesmo?	 Somos
naturalmente	 competitivos	 e	 não	 conseguimos	 evitar	 aquele	 “poderia	 ser	 eu”
pensamento	ao	ver	o	colega	ganhando	uma	superpromoção.	Realmente,	poderia
e	 deveria	 ser	 você!	Mas,	 você	 decidiu	 que	 passar	 o	 dia	 inteiro	 navegando	 nas
redes	sociais	era	mais	importante.
Não	estou,	no	entanto,	implicando	que	deve	trabalhar	horas	extras,	ou	puxar
o	saco	do	seu	chefe	para	conseguir	um	aumento.	Estamos	falando	de	obrigações
básicas.	Entenda	que,	você	deve	passar	as	horas	de	trabalho...	Trabalhando!	Não
é	 um	 bônus	 ou	 um	 extra,	 é	 fazer	 o	 que	 está	 sendo	 pago	 para	 fazer	 naquele
horário,	ou	no	fim	das	contas	terá	que	passar	suas	noites	correndo	para	finalizar
projetos,	ao	invés	de	estar	descansando	ou	aproveitando	um	bom	jantar	com	os
amigos.
Fora	do	ambiente	de	 trabalho	 tudo	 funciona	basicamente	da	mesma	 forma.
Quanto	 mais	 você	 adiar	 aquela	 organização	 bastante	 necessária	 no	 seu
apartamento,	 mais	 dor	 de	 cabeça	 terá	 quando	 for	 tentar	 limpar	 uma	 grande
quantidade	de	cômodos	em	um	só	dia.	Eu	sei	que	você	odeia	organizar	a	casa,	e
que	 por	mais	 que	 você	 tente	 começar,	 não	 consegue	 evitar	 adiar	 até	 o	 último
segundo,	 quando	 já	 não	 há	mais	 para	 onde	 correr.	 Se	 esse	 é	 seu	 caso,	 não	 se
preocupe,	não	há	nadade	estranho	com	você,	você	só	tem	que	notar	a	presença
de	 um	 certo	 comportamento,	 que	 está	 o	 impedindo	 de	 começar	 seus	 afazeres,
mesmo	sabendo	da	urgência	dos	mesmos.
Especificamente,	 como	 nós	 podemos	 descrever	 esse	 comportamento?
Quando	começamos	a	abdicar	propositalmente	das	nossas	responsabilidades?	A
resposta	é	a	muito,	muito	tempo.	Seres	humanos	estão	procrastinando	a	séculos.
A	 conduta	 é	 tão	 antiga	 que	 filósofos	 da	 Grécia	 Antiga	 como	 Sócrates	 e
Aristóteles	decidiram	em	uma	palavra	que	representasse	essa	ação:	Akrasia.
A	palavra	que	soa	estranho	aos	nossos	ouvidos,	para	eles,	significava	“O	ator
de	agir	contra	o	seu	melhor	julgamento”.	Confuso?	Basicamente	é	o	ato	de	fazer
algo,	mesmo	quando	você	está	ciente	de	que	essa	não	é	a	melhor	opção.	Ou	mais
comumente	 no	 nosso	 caso,	 optar	 por	 não	 fazer	 algo,	 mesmo	 quando	 estamos
cientes	que	deveríamos	fazê-las	para	o	nosso	próprio	bem-estar.	É	quando	você
decide	ir	ao	cinema,	mesmo	sabendo	que	poderia	estar	começando	sua	pesquisa
acadêmica,	 ou	 quando	 decide	 assistir	 mais	 um	 episódio	 da	 sua	 série	 de	 TV
favorita,	mesmo	sabendo	que	precisa	responder	e-mails	importantes.
Exibir	comportamento	de	Akrasia	 significa	perder	controle,	o	que	 filósofos
chamam	de	“fraqueza	de	vontade”.	O	indivíduo	que	apresentasse	esse	hábito	era
chamado	na	Grécia	antiga	de	“Akrates”,	ou	seja,	não	possuíam	“Kratos”.	Calma,
não	 precisa	 se	 desesperar	 e	 abandonar	 esta	 leitura	 devido	 a	 quantidade	 de
palavras	 novas	 e	 um	 pouco	 estranhas.	 Apenas	 compreenda	 este	 conceito:
Akrates,	 uma	 pessoa	 que	 não	 possui	 Kratos,	 é	 uma	 pessoa	 que	 perdeu	 uma
batalha	 consigo	 mesma.	 Mas	 como	 exatamente	 alguém	 pode	 perder	 para	 si
mesmo?
	 O	 conceito	 original	 de	 Akrasia	 é	 bastante	 amplo	 e	 se	 refere	 ao	 ato	 de
decidir	 fazer	 algo	mesmo	 sabendo	que	não	é	 a	 escolha	 adequada,	podendo	 ser
aplicado	 a	 inúmeras	 situações	 e	 sendo	 frequentemente	 ligado	 a	 falta	 de
autocontrole.	Quando	optamos	por	 comprar	 a	 peça	de	 roupa	mais	 cara	mesmo
sabendo	que	a	diferença	de	qualidade	para	a	opção	mais	barata	é	mínima,	nosso
comportamento	pode	ser	definido	como	Akrasia.	Nesse	caso,	o	problema	não	é
possuir	um	mau	julgamento	do	que	é	correto	ou	errado,	você	está	completamente
ciente	da	diferença	de	valores	e	qualidade	dos	produtos,	e	entende	que	a	melhor
opção	seria	adquirir	a	peça	mais	barata.	Todo	o	planejamento	é	 feito	de	 forma
harmonizada	e	você	tem	todas	as	informações	que	precisa	para	tomar	a	melhor
decisão.	Porém,	há	uma	falha	no	momento	de	executar	o	que	foi	planejamento,
você	acaba	pagando	mais	caro	e	não	entende	exatamente	o	que	te	 levou	a	essa
decisão.	 Assim,	 você	 acabou	 de	 perder	 uma	 batalha	 contra	 o	 seu	 impulso	 de
compra.
Não	 entendeu?	Atente-se	 a	 este	 exemplo:	Não	 há	 nenhum	 fumante	 que
não	 saiba	 os	 malefícios	 do	 cigarro.	 Todos	 estão	 a	 par	 das	 consequências	 que
anos	de	fumo	provocam	à	saúde.	Muitos	inclusive,	aconselham	outras	pessoas	a
não	 fumar,	 informam	 sobre	 os	 perigos	 do	 vício	 e	 procuram	 evitar	 que	 outros
sigam	seus	passos.	Sabemos	que	existem	vários	empecilhos	e	dificuldades	que
acompanham	a	decisão	de	largar	o	fumo,	preciso	que	foquem	essencialmente	no
conceito	principal	da	situação,	no	ato	de	fazer	algo	que	você	sabe	não	ser	“bom”
ou	o	ideal,	de	tomar	decisões	que	podem	prejudicar	o	nosso	próprio	bem	estar	a
longo	prazo,	a	prática	de	ignorar	tudo	que	sabemos	e	seguir	apenas	um	impulso
de	momento.	Falta	de	controle,	lembra?
Jogar	 precauções,	 consequências	 e	 basicamente	 a	 razão	 pela	 janela
propositalmente	 priorizando	 escolhas	 que	 são	 tecnicamente	 prejudiciais	 pode
parecer	um	conceito	difícil	de	se	acostumar.	Pensamos	em	como	alguém	pode	se
auto	 sabotar?	 Simplesmente	 não	 faz	 sentido,	 é	 um	 comportamento	 fora	 do
esperado.	 Alguns	 filósofos	 inclusive,	 argumentam	 que	 no	 fim	 das	 contas,	 é
improvável	 uma	 pessoa	 decidir	 ativamente	 por	 fazer	 algo	 que	 prejudique	 a	 si
mesmo,	nosso	instinto	de	autoproteção	seria	forte	demais.
Mas	 espera	 aí!	 Nós	 sabemos	 que	 estas	 escolhas	 de	 fato	 acontecem,	 nós
mesmos	 as	 praticamos	 diariamente.	 Você	 facilmente	 conseguiria	 recordar
situações	 semelhantes	 no	 seu	 dia	 a	 dia,	 seja	 ele	 acadêmico,	 de	 trabalho	 ou
pessoal.	 Sendo	 assim,	 como	 é	 possível	 que	 elas	 não	 existam?	 Estaríamos	 na
verdade,	 buscando	 motivos	 e	 justificativas	 para	 disfarçar	 a	 nossa	 própria
irresponsabilidade	e	fraqueza	de	vontade?	Qual	seria	o	mecanismo	que	explica	o
porquê	tomamos	decisões	erradas	e	bobas?	Por	ser	algo	tão	fora	da	linha	quem
nós	 deveríamos	 seguir,	 obviamente,	 não	 somos	 os	 primeiros	 a	 estranhar	 esse
conceito.	Há	vários	 possíveis	 fatores	 que	podem	 ser	 discutidos	 na	 tentativa	 de
procurar	 soluções	ou	 justificativas	para	a	Akrasia,	como	os	diversos	motivos	e
gatilhos	mentais	de	recompensa	e	consequência	que	podem-nos	transformar	em
uma	pessoa	Akrates.	Mas	calma,	um	passo	de	cada	vez.
CAPÍTULO	3
CONSEQUÊNCIAS	DA	PROCRASTINAÇÃO
“Nada	é	tão	cansativo	quanto	o	peso	de	uma	tarefa	inacabada”.	-	William
James
	
Todos	 nós	 já	 tivemos	 problemas	 com	 a	 procrastinação	 em	 algum
momento	de	nossas	vidas.	Alguns	mais	do	que	outros,	verdade,	mas	todos	nós	já
adiamos	ao	máximo	que	podíamos	uma	tarefa	que	simplesmente	não	queríamos
fazer,	ou	talvez	porque	possuímos	coisas	demais	na	nossa	cabeça,	não	sabemos
por	onde	começar,	o	que	priorizar	e	acabamos	não	fazendo	nada.	Outras	vezes
nós	mesmos	procuramos	distrações,	só	para	depois	argumentar	que	não	tivemos
tempo	e	que	nossas	vidas	são	tão	ocupadas	e	cheia	de	afazeres	que	não	dá	para
dar	conta	de	tudo	ao	mesmo	tempo.
Sabemos	 que	 é	 bastante	 difícil	 levar	 uma	 vida	 sem	 absolutamente
nenhuma	procrastinação	e	que	todos	nós	eventualmente	iremos	procrastinar.	No
entanto,	estamos	 falando	de	pessoas	que	permitem	que	esse	comportamento	 se
torne	um	hábito	diário,	 alguns	 inclusive	procrastinam	várias	 tarefas	no	mesmo
dia,	de	forma	que	essas	decisões	afetam	pontos	importantes	de	nossas	carreiras.
Se	trata	daquele	momento	onde	notamos	que	poderíamos	ser	um	escritor	melhor
se	 parássemos	 de	 procrastinar,	 que	 seriamos	 um	 professor	 melhor	 se
preparássemos	 o	 material	 das	 aulas	 com	 antecedência,	 que	 provavelmente	 já
estaríamos	 notando	 um	 tanquinho	 se	 apenas	 tivéssemos	 começado	 a	 academia
meses	atrás.	Cansados,	finalmente	decidimos	fazer	algo	a	respeito.
Se	você	chegou	até	aqui	é	porque	provavelmente	entende	que	poderia	ser
um	 profissional	 melhor	 se	 parasse	 de	 procrastinar,	 talvez	 conseguiria	 aquele
aumento	 que	 tanto	 almeja;	 Dinheiro	 suficiente	 para	 fazer	 aquela	 viagem	 dos
sonhos	 no	 fim	 do	 ano,	 trocar	 de	 carro,	 comprar	 livros	 novos	 e	 quem	 sabe	 até
adquirir	um	novo	apartamento.	Tudo	se	resume	a	eficiência,	e	a	procrastinação
pode	acabar	se	tornando	uma	grande	inimiga	das	suas	conquistas.	Talvez,	quem
sabe,	 você	 apenas	 esteja	 cansado	 das	 cargas	 de	 estresse	 e	 preocupação	 que
procrastinar	lhe	causa.	Talvez	o	seu	corpo	e	principalmente	a	sua	mente	estejam
pedindo	 uma	pausa	 da	 correria.	Engana-se	 quem	pensa	 que	 procrastinar	 não	 é
um	problema	tão	grande	assim,	que	não	afeta	nossa	saúde	e	bem-estar	de	forma
significativa.	Você	e	eu	 sabemos	bem	que	 isso	não	é	verdade,	 e	que	postergar
afazeres	pode	ter	um	peso	gigantesco	em	todos	os	aspectos	de	nossas	vidas.
Procrastinar	pode	causar	em	suas	maiores	vítimas	problemas	de	ansiedade
e	fadiga.	O	esgotamento	que	fazer	 tudo	em	cima	da	hora	causa	pode	aumentar
riscos	de	problemas	de	saúde	em	pessoas	suscetíveis.	Você	se	alimenta	mal,	para
de	fazer	exercícios	físicos,	está	sempre	ocupado	demais	para	ir	ao	médico	fazer
um	 check	 up	 e	 devido	 ao	 estresse	 sua	 imunidade	 pode	 cair	 bastante.	Você	 se
encontra	 não	 conseguindo	 passar	 um	 dia	 inteiro	 sem	 dores	 de	 cabeça	 e	 não
entende	o	que	está	acontecendo.
Talvez	 você	 esteja	 maltratando	 seu	 própriocorpo	 sem	 se	 dar	 conta.	 Toda
essa	adrenalina	pode	ser	a	causa	das	suas	noites	de	sono	mal	dormidas,	deixando
você	 exausto	 física	 e	 mentalmente.	 Esse	 cansaço	 afeta	 diretamente	 o	 nosso
humor	 e	 podemos	 acabar	 descontando	 nossas	 frustrações	 em	 amigos	 e
familiares,	prejudicando	nossos	relacionamentos.	Quem	nunca	acabou	sendo	um
pouco	mais	ríspido	com	colegas	de	trabalho	depois	de	ter	virado	a	noite	tentando
terminar	 um	 relatório	 do	 qual	 você	 já	 tinha	 conhecimento	 da	 necessidade	 a
semanas?	 	 No	 fim	 das	 contas	 seus	 amigos	 não	 têm	 culpa,	 é	 você	 quem	 está
tomando	essas	decisões.
Procrastinadores	 perdem	 bastante	 tempo.	 Talvez	 você	 nunca	 tenha
pensado	 nisso,	mas	 adiar	 começar	 aquele	 curso	 profissionalizante	 por	meses	 e
meses	lhe	faz	perder	uma	quantidade	absurda	de	tempo	precioso.	Quando	se	der
conta,	 anos	 já	 se	 passaram	e	 você	 não	 começou	nenhum	dos	 planos	 que	 tinha
planejando	para	 “daqui	 a	 2	meses”.	Quem	nunca	 fez	mil	 e	 uma	promessas	 no
começo	 do	 ano,	 planos,	 metas	 que	 você	 jurou	 que	 alcançaria,	 mas	 acabou
adiando	 por	 meses.	 Ano	 após	 ano	 você	 continua	 listando	 as	 mesmas	 metas
porque	não	consegue	realmente	pôr	em	prática	nada	do	que	planejou.
Sua	 autoestima	 também	 sofrera	 com	os	 seus	 hábitos.	 Talvez	 você	 saiba
disso,	 procrastinadores	 podem	 e	 na	 maioria	 das	 vezes	 são	 perfeccionistas	 e
cobram	bastante	de	si	mesmos.	No	fim	das	contas,	é	difícil	manter	o	nosso	ego
quando	 vemos	 todos	 ao	 nosso	 redor	 aproveitando	 todas	 essas	 incríveis
oportunidades	 enquanto	 continuamos	 presos	 no	mesmo	 lugar.	Não	 avançamos
em	nenhum	aspecto	de	nossas	vidas	e	começamos	a	nos	considerar	perdedores	e
questionar	se	talvez	somos	apenas	incapazes.
A	baixa	autoestima	também	pode	afetar	suas	decisões.	No	meio	da	correria
para	entregar	aquela	pesquisa	que	você	 realizou	em	duas	horas	seus	critérios	e
padrões	 caem	bruscamente.	De	 repente	 aquela	 nota	 oito	 que	 você	 queria	 tanto
pode	 facilmente	 se	 tornar	 um	 cinco,	 e	 você	 está	 de	 acordo	 com	 essa
possibilidade.	 Como	 está	 sob	 imensa	 pressão,	 você	 é	 mais	 suscetível	 a	 fazer
escolhas	ruins.
Perder	dinheiro.	Com	certeza	essa	frase	é	suficiente	pra	assustar	qualquer
pessoa.	Procrastinar	pode	lhe	fazer	perder	dinheiro.	Você	deixa	para	pagar	suas
contas	 no	 dia	 do	 vencimento	 todo	 mês,	 um	 imprevisto	 acontece	 e	 você	 não
consegue	 realizar	 esse	 pagamento	 e	 agora	 terá	 que	 pagar	 juros.	 Mesmo	 já
possuindo	 o	 valor	 do	 pagamento,	 você	 adia	 o	 quanto	 pode,	 como	 se	 estivesse
esperando	 a	 dívida	 magicamente	 desaparecer.	 Procrastinar	 também	 pode	 lhe
custar	aquela	promoção	que	tanto	queria	desde	o	momento	quer	foi	contratado.
Você	não	só	perderá	o	prestigio	e	a	satisfação	de	subir	de	cargos	como	aquele
bom	aumento	de	salário	que	viria	com	ele.
Se	identificou	com	tudo	listado	neste	capítulo?	Não	perca	as	esperanças,
parar	 de	 procrastinar	 é	 possível	 e	 não	 significa	 que	 você	 é	 preguiçoso	 ou
incapaz.	É	apenas	um	hábito,	e	todo	hábito	pode	ser	eliminado	ou	transformado.
Obviamente,	seria	ótimo	se	pudéssemos	apertar	um	botão	nas	nossas	cabeças	e
acordar	 na	 manhã	 seguinte	 livres	 da	 procrastinação,	 isso,	 no	 entanto,
provavelmente	não	irá	acontecer.	Para	a	maioria	dos	procrastinadores	o	processo
é	 lento,	 mas	 pequenas	 mudanças	 diárias	 já	 podem	 significar	 uma	 grande
diferença.	Primeiro,	você	precisa	entender	por	que	nós	procrastinamos.
	
	
	
	
CAPÍTULO	4
POR	QUE	PROCRASTINAMOS?
“O	que	pode	ser	feito	em	qualquer	momento	não	será	feito	em	momento
algum”.	–	Provérbio	Escocês
	
Nós	 agora	 entendemos	 e	 conseguimos	 identificar	 a	 raiz	 do	 nosso
problema,	 procrastinamos.	 Também	 descobrimos	 o	 que	 exatamente	 é	 a
procrastinação,	 e	 apesar	 de	 saber	 que	 entender	 o	 conceito	 é	 essencial,	 ainda
podem	 restar	 algumas	 dúvidas,	 sendo	 a	 mais	 essencial	 “por	 que	 nós
procrastinamos”.
Agora	que	um	pequeno	passo	já	foi	dado	precisamos	entender	o	que	nos	leva
a	 agir	 dessa	 forma,	 visto	 que	 o	 conceito	 da	 procrastinação	 e	Akrasia	 parecem
difíceis	de	digerir,	por	que	faríamos	tudo	isso	conosco?	Quem	faria,	por	vontade
própria,	escolhas	ruins	para	sua	vida	profissional	e	acadêmica?	O	que	nos	levaria
a	esse	comportamento?
Muitos	podem	acreditar	que	é	apenas	preguiça,	descaso	e	talvez	até	uma
falta	 de	 senso	 de	 responsabilidade.	 Seria	 simples,	 confesso,	 se	 pudéssemos
resumir	todos	os	nossos	problemas	a	preguiça,	a	verdade	é	muito	mais	complexa
e	envolve	as	raízes	do	comportamento	humano	sobre	determinadas	 influências,
nossas	 reações,	 como	 nos	 sentimos,	 nossos	medos	 e	 nossos	 receios.	 Com	 um
pouco	 de	 ajuda,	 podemos	 começar	 a	 entender	 nossos	 motivos	 e	 porque	 a
procrastinação	consegue	atingir	tantos	de	nós.
	
			QUANDO	NÃO	ESTAMOS		MOTIVADOS
Motivação.	 	 Precisamos	 estar	 dispostos	 a	 agir	 em	 prol	 dos	 nossos
objetivos,	 e	 a	motivação	 é	 o	 nosso	 principal	 combustível	 para	 que	 os	 projetos
saiam	do	papel.	Quando	estamos	animados	sobre	algo	como	um	evento,	ocasião
ou	objetivo,	tudo	irá	fluir	mais	facilmente.	A	expectativa	nos	influencia	a	querer
fazer	 algo	 a	 respeito	 agora,	 pois	 quando	 fazemos	 algo	 relacionado	 ao	 nosso
objetivo	temos	a	falsa	sensação	de	que	já	estamos	vivendo	aquilo	que	sonhamos.
O	problema	é	que	o	que	decidimos	 fazer,	muitas	vezes,	não	é	 relevante	para	a
realização	do	projeto	em	si,	e	sim	apenas	algo	que	nos	faz	sentir	dessa	forma.
Quem	nunca	decidiu	levar	uma	vida	mais	ativa	e	decidiu	ir	ao	Shopping
mais	 próximo	 comprar	 vestimentas	 adequadas	 para	 exercícios	 físicos	 quando
deveríamos,	 na	 verdade,	 assinar	 o	 plano	 da	 academia?	 	 Da	 mesma	 forma,
comprar	 mais	 frutas	 e	 verduras	 nos	 impõe	 a	 sensação	 de	 que	 já	 estamos	 nos
alimentando	melhor.	Todas	essas	ações	são	frutos	da	nossa	motivação,	a	todo	o
vapor,	nos	incentivando	a	agir	agora.
Após	 assistir	 um	 incrível	 documentário	 sobre	 negócios	 online	 e	 ler	 dez
diferentes	artigos	sobre	empreendedorismo	estamos	mergulhados	em	estímulos	e
energia	para	finalmente	começamos	a	nossa	Start	Up;	após	uma	conversa	muito
agradável	com	amigos	bem-sucedidos	nos	sentimos	prontos	para	dar	a	volta	por
cima	 nos	 nossos	 estudos,	 aumentar	 nossas	 médias,	 nos	 destacar	 na	 multidão.
Seremos	 referência	 de	 excelência	 em	 qualquer	 coisa	 que	 fizermos;	 seria
realmente	uma	pena	se	a	nossa	motivação	acabasse...
Sim!	Motivação	acaba...	Rápido.	Aquela	onda	de	adrenalina	que	nos	passa
a	impressão	que	conseguimos	realizar	todos	os	nossos	maiores	sonhos	apenas	se
colocarmos	 a	 nossa	 mente	 e	 dedicação	 em	 nossas	 metas	 passa	 muito	 rápido.
Logo	 somos	 bombardeados	 com	 a	 realidade,	 e	 ela	 envolve	 todos	 os	 passos
burocráticos	 e	 difíceis	 que	 acompanham	 literalmente	 qualquer	 coisa	 que	 nós
decidimos	 fazer.	 A	 energia	 esgotou,	 e	 você	 agora	 está	 desmotivado(a)	 e
apático(a).	Aqueles	assuntos	que	faziam	seu	coração	palpitar	apenas	alguns	dias
atrás	 agora	 são	 chatos	 e	 cansativos,	 você	 então	 finalmente	 os	 guarda	 em	 uma
pequena	gaveta	do	consciente...	para	depois.
QUANDO	ESTAMOS	COM	MEDO
Medo.	 Sim,	 esta	 palavra	 assim,	 única,	 pode	 explicar	 por	 que
procrastinamos.	 Bem,	 pelo	 menos	 uma	 das	 possíveis	 respostas	 aceitadas	 por
pessoas	no	mundo	 inteiro.	Temos	medo!	Medo	de	 falhar,	medo	de	não	sermos
bons	o	suficiente.	Engajar	em	atividades	que	são	importantes	nos	apavoram,	não
sabemos	por	onde	começar,	como	terminar,	nos	estressamos	por	que	colocamos
grande	pressão	em	nós	mesmo,	sofremos	com	ansiedade,	por	antecipação.
Você	 já	 notou	 como	 é	 “mais	 fácil”	 para	 nós	 resolvermos	 coisas	 que	 não
consideramos	 tão	 importantes	 assim?	 Não	 pensamos	 muito	 sobre	 elas	 e	 com
calma	 finalizamos	 uma	 a	 uma,	 sem	maiores	 problemas	 e	 dores	 de	 cabeça.	As
vezes	nem	nos	damos	conta	que	já	está	tudo	resolvido,	parece	fácil	demais...	Ou
talvez	o	 fato	de	não	a	consideramostão	 importantes	nos	 faz	 relaxar.	Calmos	e
mais	racionais	e	lógicos,	conseguimos	finalizar	tudo	com	muito	mais	facilidade.	
Ao	depositarmos	maior	 importância	 em	 certas	 atividades	 ficamos	 com
tanto	 medo	 de	 falhar,	 que	 não	 temos	 coragem	 de	 começar.	 	 A	 ideia	 de
fracassarmos	em	algo	que	é	tão	importante	para	nós	é	muito	mais	intimidante	do
que	simplesmente	não	começar,	travamos.	Caso	você	já	possua	um	histórico	de
falhas	nesta	atividade...	Aí	é	que	tudo	piora.	Você	já	fez	o	download	de	vários
tutoriais	 de	 Francês	 e	 tentou	 engajar	 em	 um	 hábito	 de	 estudo	 diário	 diversas
vezes,	 e	 falhou.	 Agora,	 você	 se	 recorda	 da	má	 experiência,	 e	 praticamente	 se
convence	de	que	também	não	irá	conseguir	dessa	vez.
“Ué,	se	não	vamos	conseguir	mesmo...	por	que	tentar?”
Sentimos	 medo	 para	 nos	 proteger.	 Ele	 serve	 para	 nos	 avisar	 do	 perigo	 a
tempo	de	agirmos	para	escapar	de	qualquer	situação	que	possa	nos	machucar.	A
partir	do	momento	que	você	acredita	que	uma	ação	irá	genuinamente	falhar,	seu
cérebro	fará	de	tudo	para	te	convencer	a	não	o	fazer	para	preservar	o	seu	bem-
estar.	 Não	 somos,	 pelo	 menos	 a	 maioria	 de	 nós,	 masoquistas.	 Jamais
decidiremos	fazer	algo	propositalmente	que	sabemos	que	não	vai	dar	certo,	que	é
errado.	 O	medo	 te	 impede	 de	 correr	 riscos,	 quando	 nada	 podemos	 conquistar
sem	sair	da	nossa	zona	de	conforto.
	
QUANDO	NÃO	NOS	SENTIMOS	CONFIANTES
Talvez	 para	 você	 não	 seja	medo.	Você	 não	 teme	 desvios	 no	 caminho	 e
adora	 correr	 riscos,	 ama	 se	 aventurar	 e	 tentar	 coisas	 novas.	 No	 entanto,
claramente	 algo	 ainda	 te	 impede	 de	 dar	 o	 primeiro	 passo	 em	 busca	 dos	 seus
objetivos.
Você	 não	 acredita	 que	 possui	 o	 conhecimento	 necessário	 para
resolver	a	situação.	Enquanto	o	medo	de	falhar	discutido	no	tópico	anterior	se
refere	ao	produto	final	e	sua	qualidade	ou	efetividade,	aqui,	você	não	sabe	nem
por	onde	começar.	Ou	talvez,	pelo	menos	você	se	convenceu	que	não.	Aqui,	não
é	 sobre	 seu	 livro	 que	 tanto	 sonhou	 em	 publicar	 ser	 ruim,	 difícil	 de	 ler,	 de
péssima	 qualidade;	 mas	 sim,	 sobre	 você	 não	 saber	 como	 e	 por	 onde	 deve
começar.
Quando	 você	 não	 dispõe	 confiança	 em	 suas	 habilidades	 tende	 a	 evitar
projetos	em	que	seja	necessário	usá-las!	Naturalmente	não	gostamos	de	realizar
tarefas	 que	 consideramos	 difíceis	 e	 desconfortáveis,	 e	 muito	 do	 nosso
desconforto	 quanto	 a	 um	 projeto	 está	 relacionado	 a	 termos	 confiança	 que
sabemos	ou	não,	de	fato,	fazê-los.
O	motivo	para	você	procrastinar	o	início	do	seu	projeto	de	conclusão	de
curso	é	a	insegurança	de	não	conseguir	sair	do	lugar.	Às	vezes,	pode	até	tentar
começar,	 decido(a)	 a	 finalizar	 pelo	 menos	 a	 introdução;	 Depois	 de	 escrever
quinze	 versões	 diferentes	 da	 primeira	 frase	 você	 finalmente	 desiste	 e	 decide
aposentar	o	computador	pela	noite,	você	não	se	acha	capaz	de	avançar	em	suas
próprias	metas.
Admitir	 dificuldade	 em	 alguma	 habilidade	 necessária	 ao	 seu	 dia	 a	 dia
significa	reconhecer	que	você	pode	e	deve	melhorar.	Você	está	ciente	que	uma
hora	ou	outra	não	terá	outra	escolha	a	não	ser	finalmente	começar	o	seu	projeto
de	 conclusão,	 e	 que	 sentir	 dificuldades	 no	 desenvolvimento	 dele	 significa	 ter
ainda	mais	 trabalho	para	 tentar	 adquirir	 um	conhecimento	que	você	 já	 deveria
possuir.	 Mais	 trabalho?	 Escrever	 uma	 monografia	 por	 si	 só	 já	 é	 bastante
trabalho,	e	saber	que	precisaremos	aplicar	ainda	mais	tempo	e	dedicação	do	que
o	esperado	nos	frustra.	Decidimos	então,	lidar	com	esse	problema	depois.
	
INCONSISTÊNCIA	TEMPORAL
Peço	que	não	se	assustem,	mas	talvez	seja	preciso	misturar	um	pouco	de
ciência	ao	nosso	debate.	Não	é	nenhum	bicho	de	sete	cabeças,	prometo.	Se	trata
de	algo	chamado	“Time	Inconsistency”	e	ela	pode	ser	uma	das	explicações	para
todos	 os	 seus	 questionamentos.	 Time	 Inconsistency,	 no	 português
“Inconsistência	 Temporal”	 é	 um	 dos	 temas	 de	 estudo	 da	 Psicologia
comportamental,	 ou	 Behaviorismo,	 e	 é	 um	 dos	 possíveis	 culpados	 mais
frequentemente	citados	por	diversos	autores	como	motivo	para	agirmos	contra	o
nosso	julgamento.	Ela	se	refere	a	nossa	tendência	de	valorizarmos	recompensas
mais	imediatas	comparado	a	recompensas	futuras.
Para	 entender	 esse	 conceito	 preciso	 que	 imagine	 duas	 versões	 de	 você
mesmo,	 duas	 personas.	Vamos	 lá,	 eles	 serão	 quem	você	 é	 agora	 e	 quem	você
almeja	 ser,	 ou	 seja,	 como	 você	 se	 vê	 agora	 e	 como	 você	 se	 vê	 daqui	 a	 um
intervalo	 de	 tempo.	 Todo	 e	 qualquer	 plano	 que	 você	 faz	 para	 o	 futuro	 como
perder	 peso,	 escrever	 um	 livro,	melhorar	 suas	 notas,	 ser	mais	 organizado,	 não
acumular	dividas,	etc...	São	planos	que	você	faz	para	a	sua	versão	futura,	aquela
que	você	quer	ser.	Funciona	como	se	você	estivesse	fazendo	planos	para	você	no
futuro,	 são	metas	 a	médio	 e	 longo	prazo.	Quando	você	planeja	 qualquer	 coisa
que	levará	mais	tempo	para	ser	alcançado.	Lembre-se,	você	está	fazendo	planos
para	o	seu	futuro	eu,	e	não	para	quem	você	é	agora.
A	 inconsistência	 Temporal	 mostra	 que	 conseguimos	 entender	 muito
melhor	o	valor	das	nossas	ações	quando	pensamos	no	nosso	“futuro	eu”.	Pensa
da	seguinte	forma:	Nós	sabemos	que	para	ter	uma	média	oito	no	fim	do	semestre
precisamos	 melhorar	 nossa	 vida	 acadêmica	 agora,	 e	 que	 essa	 decisão	 é
extremamente	 importante	 para	 atingir	 o	 resultado	 que	 queremos.	 Da	 mesma
forma,	 sabemos	que	para	 conseguirmos	publicar	um	 livro	de	 trezentas	páginas
em	 seis	 meses,	 precisamos	 começar	 a	 escreve-lo	 agora,	 é	 imprescindível	 que
comecemos,	 afinal,	 não	 se	 escreve	 um	 livro	 em	 apenas	 algumas	 horas.
Conseguiu	acompanhar?
Até	aqui	o	que	você	precisa	saber	é	que	os	planos	que	fazemos	são	para
quem	nós	queremos	ser,	e	não	para	quem	somos	agora.	Que	quando	analisamos
nossas	 possibilidades	 e	 opções	 pensando	 nessa	 futura	 versão	 de	 nós	 mesmos
conseguimos	valorizar	muito	mais	as	ações	que	precisamos	aplicar	para	atingir
nossos	objetivos.	O	nosso	“futuro	eu”	entende	o	valor	de	recompensas	de	longo
prazo	e	o	trabalho	que	deve	ser	dedicado	a	conquistar	tudo	que	planejamos,	mas
o	nosso	eu	de	agora...	Não.	Nosso	“futuro	eu”	consegue	fazer	quantos	planos	e
metas	ele	quiser,	para	que	essas	metas	virem	realidade	só	existe	um	caminho...	O
nosso	“eu	do	presente”	precisa	agir.	E	é	aqui	que	tudo	fica	mais	complicado	para
nós	meros	mortais	imperfeitos.
Nós	sabemos	que	na	hora	de	tomar	decisões,	apenas	nós	mesmos,	agora,
no	 presente	 momento	 podemos	 decidir	 e	 agir	 sobre	 algo.	 Tudo	 que	 o	 nosso
“futuro	eu”	pode	fazer	é	planejar,	e	infelizmente,	ele	é	extremamente	dependente
de	 quem	 somos	 agora.	O	 gatilho	mental	 que	 complica	 todo	 o	 nosso	 poder	 de
fazer	a	escolha	certa	é	esse:	Nós	apenas	pensamos	no	agora.
O	 mecanismo	 funciona	 da	 seguinte	 forma,	 quando	 você	 planeja	 perder
cinco	quilos	em	três	meses,	na	verdade	você	está	planejando	estar	cinco	quilos
mais	 magro(a)	 em	 três	 meses.	 Esta	 pessoa	 com	 cinco	 quilos	 a	 menos	 é	 uma
versão	futura	de	você	mesmo,	no	entanto,	quando	você	decide	não	aceitar	aquele
bolo	de	 chocolate	 que	 seu	 colega	de	 trabalho	 lhe	ofereceu,	 você	 está	 tomando
uma	decisão	para	o	seu	agora.	Desta	forma	é	simples	de	entender	que,	apesar	de
querermos	 certo	 resultado	 no	 futuro,	 precisamos	 agir	 agora,	 e	 o	 nosso	 “eu	 de
agora”	não	quer	se	preocupar	com	planos	futuros.
Mas	por	que	o	nosso	agora	quer	tanto	boicotar	os	nossos	planos?
Ambas	 as	 versões	 sabem	 que	 melhorar	 suas	 notas	 é	 algo	 importante.	 A
diferença	está	em	como	reagimos	a	recompensas	de	curto	e	longo	prazo.	Nosso
agora	adora	recompensas	imediatas,	e	não	tem	tempo	para	ficar	imaginando	ou
sonhando	 com	 algo	 que	 ainda	 vai	 demorar	meses	 para	 chegar.	 Estamos	muito
mais	preocupados	em	ser	feliz	agora,	estar	confortável	agora,	sentir	o	sabor	do
chocolate	agora,	e	isso	pesa	mais	do	que	qualquer	recompensa	de	longo	prazo.
Essa	 diferença	 de	 interesse	 fazcom	 que	 vivamos	 em	 combate	 com	 nós
mesmos,	 e	 somos	 obrigados	 a	 voltar	 ao	 autocontrole	 do	 qual	 nos	 referimos
anteriormente.	O	seu	futuro	quer	uma	nota	melhor,	mas	o	seu	agora	quer	assistir
aquele	filme	aclamado	que	ganhou	o	Oscar	do	ano.		O	seu	futuro	pode	até	querer
começar	 o	 seu	 próprio	 negócio,	 mas	 o	 seu	 agora	 se	 sente	 mais	 confortável
usando	o	tempo	livre	no	fim	de	semana	para	aquela	cervejinha	com	os	amigos.
Aprender	um	novo	idioma	vai	ter	que	esperar,	o	seu	agora	prefere	ouvir	o	álbum
novo	 do	 seu	 artista	 favorito.	 E	 ai	 de	 quem	 tentar	 te	 aconselhar	 a	 abaixar	 o
volume	do	som,	o	álbum	é	a	sua	prioridade	e	 todo	o	 resto	automaticamente	se
torna	algo	para	depois.	
	Entendemos	que	nós	priorizamos	as	recompensas	imediatas	e	que	elas	vão
influenciar	completamente	as	nossas	decisões	diárias.	Mas	e	as	consequências?
Como	 elas	 irão	 afetar	 as	 nossas	 decisões?	 Ninguém	 quer	 ser	 punido,	 não	 é
mesmo?	A	linha	de	raciocínio	para	ambos	é	muito	similar.	Nós	estamos	cientes
das	consequências	de	nossos	atos,	e	mais	uma	vez	priorizamos	as	consequências
a	curto	prazo	comparado	as	de	longo	prazo.
Nós	 sabemos	 que	 jovens	 adultos	 e	 adultos	 com	 dietas	 pobres	 em
nutrientes	 e	 ricas	 em	 gorduras	 saturadas	 assim	 como	 um	 elevado	 consumo	 de
açúcar	 podem	 nos	 deixar	 bastante	 doentes	 no	 futuro,	 como	 diabéticos	 e	 com
sobrepeso.	Mas	veja	bem!	Acabamos	de	citar	a	palavra	chave	de	todo	o	motivo
pelo	qual	procrastinamos	a	nossa	mudança	alimentar.
“Pode	nos	deixar	bastantes	doentes...	No	futuro”
Esse	 futuro	 não	 nos	 interessa	 agora,	 assim	 como	 qualquer	 outra
consequência	 de	 longo	 prazo.	 Todos	 nós	 sabemos	 da	 importância	 de	 salvar
aquele	dinheiro	 todo	mês	para	uma	aposentadoria	mais	 tranquila	e	confortável.
“Pelo	amor	de	Deus!	Eu	tenho	apenas	25	anos!”	Se	aposentar	está	a	anos	de
distância	para	muitos	de	nós,	logo,	ela	está	no	fim	da	nossa	lista	de	prioridades.
É	muito	mais	fácil	para	nós,	jovens	e	adultos,	valorizarmos	mais	aquela	viagem
para	a	mesma	cidade	que	já	visitamos	outras	dez	vezes,	por	que	não?
A	inconsistência	temporal	é	uma	das	razões	que	lhe	faz	desistir	de	planos
para	os	quais	você	estava	totalmente	animado	horas	antes.	Quem	nunca	marcou
aquela	baladinha	com	os	amigos	para	o	fim	de	semana,	mas	acabou	inventando
as	desculpas	mais	tolas	para	cancelar	tudo	porque	você	só	conseguia	pensar	em
ficar	 embaixo	 das	 cobertas	 dormindo?	 Descansar	 neste	 caso	 é	 muito	 mais
atrativo	 para	 você	 no	 momento	 do	 que	 dirigir	 para	 o	 outro	 lado	 da	 cidade.
Naquele	momento	 você	 odeia	 baladas;	 precisa	 guardar	 dinheiro	 de	 todo	 jeito;
acha	que	está	até	começando	a	sentir	um	pouco	de	dor	de	cabeça.	Você	sabe	que
não	quer	sair	de	casa	e	tenta	se	convencer	de	que	esta	é	a	melhor	decisão,	que	é	a
decisão	correta.	
	
			QUANDO	NÃO	GOSTAMOS	DO	QUE	FAZEMOS
Já	 tentou	 fazer	 algo	 que	 você	 não	 gosta?	 Pois	 é,	 não	 é	 das	 coisas	mais
fáceis	de	se	acostumar.	Inevitavelmente	tentamos	ficar	o	mais	longe	possível	das
tarefas	 tediosas	 que	mais	 nos	 oferecem	 tédio	 do	 que	 prazer.	 Se	 você	 não	 tem
medo	 de	 tentar	 coisas	 novas,	 não	 acredita	 que	 o	 problema	 está	 em	 sua
determinação	 ou	 não	 se	 identificou	 com	 a	 teoria	 da	 Inconsistência	 Temporal,
talvez	lhe	falte	amar	o	que	faz.
Tudo	 bem,	 sei	 que	 é	 difícil	 amar	 ir	 ao	 banco	 resolver	 aquelas	 pendências
burocráticas.	Não	somos	de	ferro.	Quero	que	pense	em	objetivos	maiores,	na	sua
carreira,	 nos	 seus	 planos,	 sonhos.	 Será	 que	 eles	 realmente	 representam	 seus
maiores	desejos?
Talvez	você	não	ame	tanto	aquele	livro	de	150	páginas	que	está	tentando	ler
a	seis	meses;	talvez	você	não	goste	tanto	assim	de	fazer	exercícios	físicos,	talvez
você	está	bem	com	os	quilinhos	a	mais,	 talvez,	no	fundo,	você	sabe	que	odeia
todo	o	processo	envolto	na	criação	da	sua	empresa.
Sabemos	 que	 é	 impossível	 gostar	 de	 tudo.	 Sempre	 haverá	 coisas	 que	 lhe
causarão	 arrepios	 só	 de	 imaginar,	 faz	 parte	 de	 ser	 adulto	 e	 a	 vida	 não	 é	 feita
apenas	 de	 coisas	 prazerosas.	 Todos	 nós	 simplesmente	 amamos	 pagar	 contas,
principalmente	quando	elas	estão	recheadas	de	juros,	não	é	mesmo?	Óbvio	que
não,	mas	precisamos	paga-las	do	mesmo	jeito	e	sabemos	de	sua	importância.
Parte	de	ser	alguém	responsável	é	lidar	com	as	tarefas	que	nós	não	gostamos
de	 fazer.	 Até	 porque,	 se	 pudéssemos	 escolher	 trabalhar	 apenas	 naquilo	 que
gostamos,	 ou	 pagar	 apenas	 as	 contas	 que	 achamos	 que	 devemos,	 todos	 nós
viveríamos	em	caos.	Tudo	que	você	precisa	aprender	é	como	passar	por	cima	da
barreira	do	“não	estou	afim”	e	pôr	em	prática	ações	que	resolvam	problemas.	Se
você	 acredita	 que	 não	 há	 chances	 para	 mudar,	 que	 já	 passou	 do	 limite	 de
salvação	e	que	está	destinado	a	continuar	procrastinando,	de	uma	chance	a	você
mesmo.	 Procrastinar	 é	 um	 hábito	 e	 todo	 hábito	 pode	 ser	 modificado	 ou
eliminado,	lembra?	Você	pode	aprender	a	parar	de	procrastinar.
CAPÍTULO	5
A	LINHA	DA	PROCRASTINAÇÃO	&	CICLO	DE
CONTATO
“Se	adiar	tudo	até	que	se	sinta	preparado	nunca	irá	realizar	nada”.	-
Norman	Vincent	Peale
	
O	ciclo	 de	 contato	 se	 refere	 ao	 ciclo	 que	 iniciamos	 quando	 começamos
algo	e	a	necessidade	que	sentimos	para	finalizá-lo.	Para	algumas	pessoas,	ele	é
chamado	 de	Ciclo	 de	Gestalt	 ou	 ciclo	 de	 experiência;	 Independentemente	 de
como	você	o	chame,	este	ciclo	poderia	ser	descrito	como	a	imagem	do	processo
que	 deveríamos	 seguir	 para	 completar	 tarefas	 com	 sucesso,	 e	 é	 nele	 que
falhamos	quando	procrastinamos.
Este	 ciclo	 possui	 várias	 etapas	 que	 devem	 ser	 seguidas	 corretamente	 e
completadas	para	que	o	nosso	processo	de	troca	de	experiências	ocorra.	Apesar
de	existir	diversas	diferentes	interpretações	e	conceitos	de	uso,	vamos	usar	neste
livro	 o	 modelo	 utilizado	 por	 Joseph	 Zinker,	 terapeuta	 altamente	 responsável
pelo	crescimento	da	teoria	de	Gestalt.
O	ciclo	de	contato	possui	quatro	diferentes	fases	e	em	cada	uma	destas	fases
agimos	de	 forma	diferente.	Completar	 todas	as	 fases	com	sucesso	seria	o	 ideal
para	nós,	por	exemplo,	não	procrastinarmos.	Tudo	funciona	assim:
			PRÉ	CONTATO	OU	SENSAÇÃO
Na	 fase	de	pré	 contato	nós	 recebemos	algum	estimulo	externo	que	nos	 faz
sentir	algo.	É	uma	sensação	ou	animação	a	respeito	de	algo	que	desperta	nosso
interesse	 e	 capta	 a	 nossa	 atenção.	 Tratamos	 o	 nosso	 próprio	 corpo	 aqui	 como
fundo,	um	quadro	em	branco	que	recebe	uma	onda	de	impulsos	que	nos	permite
notar	algo,	nos	faz	consciente	de	alguma	situação.
Apesar	 deste	 conceito	 talvez	 parecer	 vago	 demais	 para	 você,	 as
possibilidades	de	exemplo	para	esta	fase	são	inúmeras	para	se	listar.		
Exemplo	de	situações	caraterizadas	pelo	pré	contato:
				Quando	notamos	a	urgência	de	uma	situação;
				Quando	ficamos	animados	com	uma	viagem;
	 	 	 	 Quando	 nos	 animamos	 ao	 saber	 que	 iremos	 encontrar	 alguém	 que
gostamos;
				Quando	nosso	coração	bate	mais	forte	ao	ver	alguém	que	nos	interessa;
				Quando	percebemos	que	uma	data	importante	está	chegando.
Esta	 fase	 se	 refere	 exclusivamente	 a	 nossa	 percepção	 a	 um	 incitamento
causado	por	algo	ou	alguém,	estamos	apenas	reagindo	a	algo	e	não	agindo	para
algo.
Para	ficar	ainda	mais	fácil,	essa	fase	seria	quando	você	se	torna	ciente	de	um
trabalho	que	precisa	ser	realizado.
			INICIO	DO	CONTATO
A	segunda	fase	se	caracteriza	em	uma	fase	ativa,	onde	decidimos	agir	para
resolver	algo,	ou	resolver	uma	situação	que	nos	interessou.	Se	atente	ao	fato	de
que	essa	 fase	não	se	 refere	a	 resolver	os	problemas	em	si,	mas	ao	processo	de
decidir	agir	a	respeito	de	algo	e	dar	continuidade	ao	processo	que	foi	iniciado	na
fase	de	pré	contato.
Dando	continuidade	aos	exemplos	dados,	esta	seria	a	situação	do	ciclo:
				Decidir	fazer	algo	para	resolver	a	situação;
				Decidir	comprar	passagens	para	que	a	viagem	aconteça;
				Decidir	ir	ao	encontro	desta	pessoa;
				Decidir	se	declarar	para	quem	amamos;
				Decidir	começaro	projeto	que	devemos	entregar.
É	 nesta	 fase	 que	 as	 falhas	 principais	 ocorrem.	 Quando	 não	 conseguimos
seguir	 adiante	 com	 esta	 fase,	 as	 coisas	 que	 começamos	 não	 podem	 ser
finalizadas,	 continuam	 abertas,	 como	 negócios	 inacabados.	 Esta	 situação	 nos
incomoda	 bastante,	 na	maioria	 das	 vezes,	 nos	 incomoda	muito	mais	 do	 que	 o
desconforto	que	trabalhar	em	algo	que	não	gostamos	pode	nos	trazer.
Nesta	 fase,	 seria	 como	 você	 decidir	 começar	 a	 trabalhar	 no	 projeto	 que
precisa	realizar.
			ÚLTIMO	CONTATO
A	 terceira	 etapa	do	 ciclo	 se	 refere	 a	 ação	 em	 si,	 quando	 realmente	 agimos
para	que	o	que	planejamos	se	torne	realidade.	É	quando	nos	movemos,	e	saímos
do	estado	estático	que	nos	encontrávamos.	Esta	 fase	é	 importante	por	que	 liga
você	a	aquilo	que	planejou,	ou	aquilo	que	 lhe	despertou	 interesse.	 	Nesta	 fase,
toda	 a	 sua	 atenção	 é	 voltada	 na	 ação	 que	 está	 realizando	 e	 não	 há	 dúvidas	 ou
questionamentos.
Ainda	seguindo	os	exemplos	que	estamos	usando,	esta	seria	a	configuração
atual:
				Buscar	resolver	a	situação	que	lhe	deixou	aflito	(a);
				Realizar	a	viagem;
				Encontrar	esta	pessoa;
				Concluir	a	declaração	para	a	pessoa	amada;
				Começar	a	escrever	ou	pesquisar	o	projeto.
Esta	fase	nem	sempre	será	confortável,	afinal	de	contas,	nem	sempre	agir	em
prol	de	algo	que	devemos	realizar	é	algo	extremamente	prazeroso.	No	entanto,
essa	 fase	 do	 ciclo	 é	 muito	 mais	 satisfatória	 do	 que	 não	 estar	 nela.	 É	 muito
comum	 que	 pessoas	 que	 procrastinem	 e	 parem	 na	 fase	 2	 do	 ciclo,	 se	 sintam
extremamente	desconfortáveis	e	aflitos.	Logo,	não	importa	o	qual	ruim	essa	fase
possa	lhe	parecer,	evitá-la,	muitas	vezes,	se	mostrar	ser	muito	pior.
Aqui,	você	ligaria	o	seu	computador	e	começaria	a	pesquisa.
			PÓS	CONTATO
Na	fase	de	Pós	contanto,	finalizamos	a	ação	que	começamos.	É	fechar	ou
concluir	aquilo	que	você	começou,	de	forma	que	essa	troca	vira	uma	experiencia
que	 será	 armazenada	 no	 seu	 cérebro;	 algo	 que	 seria	 adicionado	 a	 uma	 grande
biblioteca	de	momentos	e	realizações	que	inclusive,	serviram	de	referências	para
ciclos	futuros.	E	é	por	isso	que	é	tão	importante	passar	por	todo	o	ciclo	por	mais
difícil	e	complexo	que	ele	pareça.
Durante	essa	 fase,	há	uma	retração.	Você	para	de	agir	e	 sente-se	satisfeito.
Você	 fechou	 um	 ciclo	 e	 viveu	 algo	 que	 queria	 ou	 que	 precisava	 viver.	 Nesta
fase,	não	há	estresse,	apenas	aquele	suspiro	de	alivio	que	damos	após	conseguir
entregar	 algo	 com	 um	 deadline	 apertado,	 ou	 quando	 chegamos	 em	 nossa	 casa
após	suar	na	academia;	ou	aquela	sensação	de	esperança	que	sentimentos	após
assinar	 nossos	 primeiros	 contratos.	 É	 a	 melhor	 parte	 do	 ciclo,	 porque	 nos
sentimentos	realizados	e	prontos	para	mais	ciclos,	mais	tarefas,	mais	aventuras.
			CICLOS	INCOMPLETOS
A	 realização	 destes	 ciclos	 é	 de	 extrema	 importância.	 Veja	 bem	 leitor,
acumular	 ciclos	 “incompletos”	em	sua	galeria,	 ou	 seja,	 em	sua	mente	 e	 tempo
pode	ter	diversas	consequências.	Imagine	aquele	papeis	que	você	precisa	assinar
no	 trabalho,	 todos	 os	 dias	 cerca	 de	 cinco	 diferentes	 papeis	 chegam	 até	 você.
Cada	 um	 desses	 papeis	 possui	 temas	 diferentes,	 são	 sobre	 coisas	 diferentes	 e
possuem	 diferentes	 datas	 de	 entrega.	 Você	 então,	 lê	 todos,	 mas	 decide	 não
começar	a	assiná-los	pois	sabe	que	é	um	trabalho	tedioso,	longo	e	simplesmente
lhe	 aparenta	 ser	 uma	 tarefa	 desgastante	 demais	 para	 agora.	 Como	 são	 apenas
cinco	documentos	você	deixa	para	depois.
O	 problema	 é	 que	 como	 sabemos,	 todos	 os	 dias	 você	 receberá	 novos
documentos,	 com	 novos	 temas	 e	 novos	 prazos.	Apenas	 após	 dias	 acumulando
ciclos	 incompletos	você	 sente	 certa	urgência	 em	 resolver	 suas	pendências	 e	 se
depara	com	uma	bola	de	neve	de	projetos	que	você	mesmo	acumulou.	Quando
decide	então,	finalmente	começar	a	assinar	os	papeis,	o	fato	de	ter	muito	mais	do
que	 os	 primeiros	 cinco	 que	 chegaram	 é	 ainda	 mais	 um	 motivo	 para	 você
desanimar	e	não	querer	começar.	Quando	tomar	essa	decisão	eis	a	questão:	por
onde	começo?
O	acumulo	de	 tantas	coisas	que	demandam	a	sua	atenção	ao	mesmo	tempo
dificulta	ainda	mais	a	 tarefa	de	escolher	ou	priorizar	as	mais	 importantes.	Não
apenas	isso,	sabemos	que	temos	coisas	“inacabadas”	e	não	conseguimos	relaxar.
Quando	você	 procrastina	 sabe	 o	 que	 está	 fazendo,	 e	 nem	por	 um	momento	 se
esquece	 das	 coisas	 que	 tem	 que	 fazer.	Você	 está	 a	 todo	 tempo	 ciente	 daquela
tarefa,	 pensando	 nela,	 contemplando	 começá-la	 e	 por	 todos	 os	 motivos	 que
citamos	 em	 Por	 que	 procrastinamos,	 você	 não	 consegue	 transformar	 essa
energia	em	ações.
Viver	preocupado	não	é	uma	das	melhores	experiências,	e	é	assim	que	vive
um	procrastinador,	constantemente	pensando	nas	coisas	que	não	fez;	em	prazos,
datas,	na	gritaria	do	chefe,	quem	sabe	até	na	demissão	caso	falhe	em	suas	tarefas
básicas.	 Ocupados	 com	 as	 coisas	 pendentes,	 não	 estamos	 abertos	 a	 novas
experiências	voluntárias.	É	quando	dizemos	aos	amigos	que	não	podemos	ir	para
a	 balada	 porque	 “temos	 que	 terminar	 algo”	 e	 acabamos	 passando	 a	 noite
encarando	a	tela	do	computador	sem	digitar	uma	simples	letra.
CAPÍTULO	6
PRAZO	X	SEM	PRAZO
“Procrastinação	é	a	assassina	da	oportunidade”.	-	Victor	Kiam
	
Procrastinar	 é	 uma	 ação.	 Um	 hábito.	 Ela	 é	 consequência;	 uma	 reação;
talvez	 até	 uma	 defesa	 que	 criamos	 para	 evitar	 algo	 que	 para	 nós	 é
desconfortável.	Seja	por	medo	de	falhar	ou	porque	você	odeia	aquela	tarefa	que
tem	que	ser	finalizada	para	ontem,	você	procura	qualquer	distração	para	 tirar	a
sua	 mente	 do	 dever	 do	 qual	 está	 fugindo.	 Como	 discutimos	 anteriormente,
procrastinar	 está	 longe	 de	 ser	 apenas	 preguiça,	 e	 envolve	 vários	 mecanismos
diferentes	no	nosso	cérebro	como	ansiedade,	mecanismos	de	recompensa,	etc...
Com	 quase	 todas	 as	 definições	 fora	 do	 nosso	 caminho,	 está	 na	 hora	 de
finalmente,	 listar	 ferramentas	 e	 gatilhos	 mentais	 que	 podem	 nos	 ajudar	 a
começar	a	fazer	tudo	que	precisamos	e	queremos	agora,	nesse	momento.
Deixar	as	coisas	para	depois	é	apenas	uma	decisão.	Porém,	para	que	este
capitulo	e	os	seguintes	sejam	mais	didáticos	e	leves,	a	partir	de	agora,	trataremos
a	procrastinação	em	duas	diferentes	categorias,	elas	são:
				A	procrastinação	das	metas	que	possuem	prazo
				A	procrastinação	das	metas	que	não	possuem	prazo
Essas	 duas	 categorias	 são	 de	 extrema	 importância	 a	 partir	 deste	momento,
pois	elas	nos	ajudarão	a	classificar	os	nossos	objetivos,	e	implementar	as	ações
mais	 adequadas	 para	 cada	 situação.	 Sei	 que	 já	 deve	 estar	 exausto(a)	 de
definições,	 mas	 me	 perdoe	 enquanto	 escrevo	 o	 conceito	 de	 cada	 uma	 dessas
categorias	e	o	que	elas	significam	na	prática.
			COM	PRAZO
Uma	tarefa	ou	afazer	com	prazo,	como	o	nome	já	diz,	é	aquele	projeto	que
tem	uma	data	 especifica	de	 entrega,	 um	vencimento.	Você	precisa	 entregar	ou
finalizar	 ele	 em	 determinado	 dia	 e	 hora.	 Este	 tipo	 de	 projeto	 é	 muito	 mais
comum	no	nosso	dia	a	dia,	lidamos	com	ele	na	nossa	vida	acadêmica,	no	nosso
trabalho,	e	a	maior	parte	das	nossas	tarefas	diárias	também	possuem	prazos.
Você	 tem	 uma	 data	 especifica	 para	 defender	 o	 seu	 TCC;	 o	 semestre	 da
faculdade	tem	data	para	acabar	e	você	precisa	entregar	e	finalizar	seus	trabalhos
acadêmicos	 até	 lá;	 a	 prova	 tão	 difícil	 que	 toda	 a	 sua	 turma	 está	morrendo	 de
medo	 de	 fazer	 também	 tem	 uma	 data.	 Mesmo	 saindo	 da	 vida	 acadêmica,
colocamos	prazos	para	quase	tudo	que	fazemos	e	tudo	que	nos	rodeia	de	forma
involuntária	ou	essas	datas	 são	 impostas	para	 todos	nós.	A	 fatura	do	cartão	de
crédito	 chega	 no	 nosso	 endereço	 em	 uma	 data	 exata	 e	 também	 tem	 data	 de
vencimento.	 Se	 não	 pagamos	 a	 tempo,	 seremos	 multados	 com	 taxas	 de	 juros
absurdamente	altas	por	atraso.
Basicamente,	se	trata	de	tudo	aquilo	que	não	é	opção,	e	sim	obrigação.	Você
tem	que	fazer	todosos	seus	pagamentos,	caso	não	pretenda	ter	jantares	a	luz	de
velas	 quando	 cancelaram	 a	 sua	 energia,	 e	 aposto	 que	 também	 não	 está
animado(a)	 com	 a	 possibilidade	 de	 ouvir	 um	 sermão	 do	 seu	 chefe	 sobre	 o
relatório	que	você	deveria	 ter	 entregue	dois	dias	atrás.	Para	esse	 tipo	de	 tarefa
nós	somos	cobrados	constantemente,	seja	por	uma	pessoa	real	de	carne	e	osso,
ou	pela	situação	em	si.
			SEM	PRAZO
Os	 nossos	 projetos	 sem	 prazo	 podem	 ser	 definidos	 como	 os	 nossos
desejos.	São	aquelas	coisas	que	pretendemos	fazer,	temos	vontade,	são	planos	ao
invés	 de	 projetos	 definidos.	 Seriam	 eles	 aquele	 sonho	 de	 viajar	 duas	 vezes	 ao
ano,	ou	o	objetivo	de	aumentar	nossas	notas,	ou	o	desejo	de	começar	o	próprio
negócio,	adquirir	um	imóvel,	mudar	de	cidade.	São	aquelas	coisas	que	queremos
fazer,	mas	não	definimos	nenhum	prazo	especifico	para	elas.
Esses	objetivos	são	tão	importantes	para	nós	quanto	aqueles	que	possuem
um	prazo	 delimitado,	mas	 por	 não	 termos	 uma	 data	 especifica	 para	 a	 entrega,
sentimos	mais	liberdade	quanto	a	esses	projetos,	o	que	nos	dá	muito	mais	espaço
para	 procrastinar.	 Essas	 atividades	 sem	 prazo	 são	 as	 que	 mais	 sofrem	 com	 a
nossa	 procrastinação.	Na	 verdade,	 as	 que	 causam	danos	mais	 desastrosos	 para
procrastinadores.	Por	que?	Bom,	se	não	 tivéssemos	um	chefe	esbravejando	em
nossos	ouvidos,	 com	certeza	nos	 sentiríamos	mais	 tranquilos	para	 fazer	nossas
obrigações	 apenas	 horas	 depois	 do	 combinado,	 ou	 talvez	 até	 nem	 as	 fazer.
Quando	 há	 inúmeras	 oportunidades	 para	 o	 “amanha”,	 procrastinadores	 irão
usufruir	de	todas	elas.
Funciona	basicamente	da	seguinte	forma:	Estes	dois	tipos	de	atividades	são
iguais	até	um	determinado	momento,	até	que	se	separam	em	pontos	essenciais.
Ambas	 as	 tarefas	 são	 importantes	 para	 nós,	 são	 nossas	 prioridades	 e	 sabemos
que	 temos	 que	 realizá-las,	 que	 a	 finalização	 delas	 nos	 daria	 grande	 satisfação.
Como	procrastinadores	natos,	nós	adiamos	ambos	os	tipos	de	tarefa,	e	sofremos
todas	 as	 consequências	dessa	decisão.	Nos	 sentimentos	 frustrados,	 estressados,
com	 altos	 níveis	 de	 ansiedade,	 e	 até	 a	 maior	 parte	 do	 tempo	 que	 temos
disponível,	isso	nos	impede	de	agir.
É	quando,	a	partir	daí	 tudo	muda.	Na	nossa	 tarefa	com	prazo,	o	peso	da
data	de	entrega	ou	de	finalização,	em	algum	momento,	falará	mais	alto.	Lembre-
se	que	para	 essa	 categoria	 nós	não	 temos	 escolha.	Ou	você	 faz	o	 seu	TCC	ou
você	 reprova	 em	 seu	 projeto	 de	 conclusão	 e	 terá	 que	 repetir	 o	 semestre.	 Esse
medo,	esse	desespero,	neste	momento,	quando	faltam	duas	horas	para	o	fim	do
prazo,	 lhe	 fazem	 agir.	 É	 como	 se	 o	 seu	 senso	 de	 preservação	 te	 desse	 um
empurro	 e	 gritasse	 aos	 seus	 ouvidos	 que	 você	 tem	 que	 entregar...	 Algo.	 Pelo
menos	 um	 rascunho.	 Pelo	 menos	 um	 artigo	 mal	 feito	 e	 cheio	 de	 erros
ortográficos,	mas	você	simplesmente	não	pode	decidir	não	entregar	esse	projeto,
essa	não	é	uma	das	opções,	ela	não	existe.
Esse	 desespero	 combinado	 a	 uma	 onda	 de	 adrenalina	 percorrendo	 o	 seu
corpo	 lhe	 dá	 forças	 para	 de	 alguma	 forma	 terminar	 de	 escrever	 a	 quantidade
mínima	de	páginas,	 talvez	fazer	uma	capa	às	pressas	em	um	programa	gratuito
de	 edição	 de	 imagens,	 o	 importante	 é	 entregar.	 É	 finalizar	 aquilo	 que	 você	 se
propôs	a	fazer.	Este	tipo	de	tarefa	só	te	dá	essa	única	opção.
O	projeto	 sem	prazo,	no	entanto...	 te	dá	opções	demais.	Você	não	 se	 sente
pressionado	a	fazê-los	pois	não	há	um	vencimento,	não	há	uma	data,	você	não
precisa	prestar	contas	a	ninguém	a	não	ser	você	mesmo.	Se	essa	tarefa	te	causa
desconforto	de	 alguma	 forma	ou	 te	 força	 a	 sair	 da	 sua	 zona	de	 conforto,	 você
pode	 adiá-la	 infinitamente.	 O	 problema	 fica	 ainda	 maior	 porque	 dessa	 forma,
anos	 e	 anos	 podem	passar	 e	 você	 não	 fez	 nada	 daquilo	 que	 queria	 anos	 atrás.
Anos	podem	se	passar	e	 fases	 importantes	da	sua	vida	passarão	com	eles,	 sem
você	ter	feito	nada	do	que	queria	ter	realizado	em	cada	fase.
A	viagem	dos	sonhos	que	você	quer	fazer	com	destino	a	África	desde	os	seus
vinte	e	cinco	anos;	O	sonho	de	dar	o	pontapé	naquela	Startup	que	salvaria	sua
situação	financeira	que	você	planeja	a	mais	de	cinco	anos;	Fazer	a	sua	segunda
graduação	no	curso	que	você	sempre	amou;	Quem	sabe	até	comprar	um	imóvel,
ou	criar	uma	família.	Sonhos	que	você	sempre	pode	deixar	para	depois	até	que
simplesmente	não	possa	mais.
Veja	bem,	não	estou	lhe	aconselhando	a	se	jogar	em	seus	planos	mais	loucos
com	a	cara	e	a	coragem,	sem	nenhum	planejamento	e	apenas	torcer	para	que	de
alguma	 forma	 der	 certo.	 Estamos	 falando	 da	 linha	 tênue	 entre	 não	 estarmos
genuinamente	preparados	para	algo,	ou	usar	essa	desculpa	para	não	fazer	aquilo
que	devemos	ou	queremos,	porque	nos	assusta.
Estes,	 no	 fim	 das	 contas,	 são	 os	 sonhos	 que	 mais	 nos	 frustram,	 porque
sentimos	que	perdemos	grandes	oportunidades	e	que	agora	é	 tarde	demais	para
correr	 atrás	 do	 prejuízo.	Você	 agora	 tem	uma	 família	 e	 filhos	 pequenos	 e	 não
pode	 se	 ausentar	 por	 tanto	 tempo	para	 sua	viagem	à	África,	muito	menos	 tem
tempo	 para	 fazer	 outra	 graduação,	 pagar	 as	 contas	 é	mais	 importante.	 Aquela
Startup	que	parecia	ser	uma	ideia	genial	já	não	aparenta	mais	ser	um	bom	plano.
O	comércio	mudou,	os	negócios	mudaram	e	o	timing	já	não	funciona	mais.
Apesar	 de	 ambos	 os	 tipos	 de	 atividades	 nos	 deixarem	 extremamente
frustrados	as	consequências	para	ambos	são	diferentes	em	grau	de	gravidade	a
longo	 prazo.	 Enquanto	 umas	 podem	 prejudicar	 o	 seu	 semestre	 na	 faculdade,
outras	podem	prejudicar	todo	o	planejamento	da	sua	vida.	Sim,	isso	mesmo,	de
toda	a	sua	vida.	Todos	os	planos	para	o	seu	futuro	daqui	a	dez	anos	dependem	do
que	você	faz	agora.	E	procrastinar	esses	planos	parece	a	receita	perfeita	para	se
transformar	em	sua	pessoa	confusa	e	frustrada	daqui	a	dez	anos.
A	procrastinação	dos	objetivos	sem	prazo	nos	faz	carregar	uma	carga	muito
maior	 de	 culpa,	 porque	 sabemos	 que	 os	 únicos	 responsáveis	 por	 não	 termos
conseguido	fazer	algo	somos	nós	mesmos.	Não	temos	ninguém	mais	para	culpar;
não	temos	como	jogar	a	responsabilidade	para	os	nossos	sócios,	ou	para	o	nosso
chefe.	A	 realização	desses	 objetos	 dependia	 exclusivamente	de	nós	mesmos,	 e
esse	pensamento	para	muitos	é	simplesmente	assustador	pois	não	queremos	ser
aquela	 pessoa	 em	 anos	 cheias	 de	 arrependimentos.	 “Para	 onde	 foram	 todos	 os
anos?”;	“A	vida	passa	muito	rápido”.
Como	 essas	 duas	 categorias	 possuem	 consequências	 distintas	 os	 métodos
usados	para	ambas	também	serão	diferentes.	Levando	em	consideração	também
que	combater	procrastinações	com	prazo	são,	se	é	que	podemos	chamar	assim,
um	pouco	mais	 fácil	comparado	as	procrastinações	sem	prazo.	Essas	 requerem
muito	mais	energia	e	muito	mais	dedicação	daqueles	que	se	dispõem	a	começar
a	trabalhar	em	seus	objetivos	e	realizá-los	agora,	não	depois.
CAPÍTULO	7
COMO	PARAR	DE	PROCRASTINAR
“Procrastinação,	é	sempre	sombra	de	dúvida,	nossa	forma	favorita	de	auto
sabotagem”.	Alyce	P.	Cornyn-Selby
	
Já	 chega	 de	 conceitos,	 prometo.	 Vamos	 parar	 de	 procrastinar.	 Nos
seguintes	 tópicos	 abordaremos	 inicialmente	 três	 diferentes	 métodos	 que	 lhe
ajudarão	a	diminuir	consideravelmente	seu	hábito	de	procrastinador.
No	 primeiro	 tópico	 trataremos	 do	 PLANEJAMENTO.	 Esse	 fator	 é	 de
extrema	importância	para	garantir	que	você	saiba	exatamente	o	que	precisa	fazer
a	curto	e	longo	prazo,	esta	etapa	evita	sustos	e	surpresas,	aquela	situação	de	nos
darmos	conta	de	uma	tarefa	24	horas	antes	do	prazo.	O	segundo	tópico	abordado
se	 refere	 ao	 famoso	 sistema	 de	RECOMPENSA,	 e	 como	 elas	 podem	 ser	 suas
melhores	 aliadas	 para	 ser	 produtivo.	 Para	 esta	 etapa,	 nós	 falaremos	 em	 como
“enganar”	 o	 nosso	 cérebro	 a	 sentir	 vontade	 de	 fazer	 tarefas	 árduas	 que
normalmente	 evitaríamos	 no	 nosso	 dia-a-dia.	No	 terceiro	 tópico	 deste	 capítulo
trataremos	 da	 PUNIÇÃO,	 e	 comoela	 pode	 condicionar	 o	 seu	 comportamento
para	 não	procrastinar	mais.	Aqui	 nós	 ensinaremos	nossas	mentes	 a	 reconhecer
que	a	consequência	da	procrastinação	tem	afetos	imediatos	e	não	a	longo	prazo.
Pronto(a)	para	começar	a	mudar	o	hábito	de	procrastinar	e	 tomar	as	 rédeas
dos	seus	projetos	e	da	sua	vida?	Vamos	lá!
	
			COM	PLANEJAMENTO
Como	 primeiro	 tópico	 abordado	 o	 planejamento	 tem	 papel	 fundamental
em	 tudo	que	 faremos.	O	primeiro	passo	para	 a	 organização	de	 seus	 projetos	 e
afazeres	é	decidir	as	etapas	que	você	precisa	completar	para	finalizar	tudo	com
calma	 e	 qualidade.	O	 planejamento	 permite	 que	 você	minimize	 as	 chances	 de
erros	e	imprevistos,	e	o	que	nós	estamos	tentando	fazer	é	justamente	prevenir	os
erros	no	nosso	processo	não	é	mesmo?
Se	você	não	possui	um	calendário,	pare	tudo	que	está	fazendo	e	corra	para	a
loja	de	conveniência	mais	próxima.	Você	precisa	ter	um	calendário	de	tamanho
razoável	a	sua	disposição.	É	nele	que	você	vai	organizar	 todas	as	suas	metas	e
objetivos,	 sem	 exceções.	 Por	 mais	 que	 você	 possua	 calendários	 no	 seu
smartphone,	compre	um	calendário	físico	para	deixar	na	sua	mesa	de	estudos	ou
home	 office.	 Caso	 não	 goste	 de	 escrever	 a	 mão,	 vale	 a	 pena	 a	 busca	 por
aplicativos	de	calendário	para	computares	ou	notebooks.	De	preferência,	algum
modelo	 que	 possa	 ser	 instalado	 no	 seu	 papel	 de	 parede	 do	 computador.	 Isso
mesmo!	 O	 importante	 é	 que	 o	 calendário	 esteja	 a	 todo	momento	 visível	 para
você	e	de	fácil	acesso.
Agora	 que	 você	 já	 tem	 seu	 calendário	 em	mãos	 ou	 no	 seu	 computador,	 o
próximo	passo	é	anotar	as	suas	 tarefas.	Sim!	Pode	parecer	um	passo	 talvez	até
bobo,	mas	muitos	de	nós	frequentemente	perdemos	a	noção	de	quanto	trabalho
realmente	temos	para	fazer	quando	não	colocamos	tudo	no	papel.	Separe	alguns
minutos	do	seu	dia	para	fazer	uma	lista	de	todos	os	afazeres,	objetivos	e	planos
que	você	possui.	Nesta	fase,	não	importa	se	o	prazo	de	entrega	é	para	ontem	ou
se	o	projeto	é	para	daqui	a	dois	anos,	apenas	anote	tudo	que	você	quer	realizar,
todas	as	coisas	que	você	tem	que	fazer.
Com	a	 sua	 lista,	 que	 imagino	 estar	 gigantesca	 a	 este	 ponto,	 você	 irá	 agora
categorizar	 os	 seus	 planos!	 Todos	 os	 itens	 que	 você	 listou	 agora	 serão
segregados	em	três	grandes	categorias:
				Planos	de	curto	prazo
				Planos	de	médio	prazo
				Planos	de	longo	prazo	(Ou	planos	sem	prazo)
Ué?	Mas	nós	não	já	falamos	de	prazos?	Exatamente.	Lembra	quando	falamos
que	os	prazos,	de	certa	forma,	ajudam	a	evitar	a	procrastinação,	visto	que	ao	nos
aproximarmos	da	entrega	entramos	em	estado	de	desespero	e	agimos?	Pois	bem,
isso	não	quer	dizer,	é	claro,	que	quero	que	vivam	em	estresse	e	desespero,	um
passo	 de	 cada	 vez.	 Inicialmente,	 essas	 categorias	 nos	 ajudam	a	 ter	 uma	noção
melhor	de	quando	temos	que	finalizar	algo	e	nos	ajuda	a	ser	mais	organizados.
Com	o	uso	dessas	categorias,	conseguimos	visualizar	de	forma	mais	clara	o	que
precisamos	fazer	e	quando	precisamos	fazer.
Para	deixar	a	classificação	mais	clara,	o	critério	que	você	deverá	usar	para
organizar	seus	planos	são:
				Plano	de	curto	prazo	=	Aqueles	projetos	que	levarão	menos	tempo	para
serem	realizados.	O	ideal	é	que	esses	planos	não	possuam	um	deadline
maior	a	1	mês.	Aqui	você	colocará	planos	como:	Arrumar	o	seu	quarto;
começar	a	frequentar	a	academia;	organizar	os	arquivos	do	seu
computador;	desfazer	as	malas	de	uma	viagem;	etc.
				Plano	de	médio	prazo	=	Nesta	categoria	estarão	os	projetos	que	levarão
um	pouco	mais	de	tempo	para	serem	concluídos.	Coloque	aqui	planos
que	não	ultrapassem	3	meses,	como:	Perder	2kg;	finalizar	um	artigo	de
pesquisa;	concluir	10	aulas	de	inglês	ou	do	idioma	de	preferência;	etc.
				Plano	de	longo	prazo	=	Sabe	aquela	viagem	dos	sonhos	que	citamos
várias	vezes	neste	livro?	Ela	será	classificada	aqui.	Esses	são	os
projetos	que	precisarão	de	mais	de	3	meses	para	serem	concluídos,
como:	Uma	viagem;	retirar	a	carteira	de	motorista;	terminar	o	seu
TCC;	etc.	Nesta	categoria	também	estarão	os	planos	sem	prazo,
aqueles	que	você	quer	realizar,	mas	não	escolheu	uma	data	especifica
ainda,	como	a	compra	de	um	novo	imóvel,	por	exemplo.
É	 importante	 lembrar,	 no	 entanto,	 que	 estes	 são	 apenas	 alguns	 exemplos	 e
você	deverá	classificar	os	seus	próprios	projetos	de	acordo	os	prazos	da	 forma
que	acha	mais	adequada.	Afinal,	todos	nós	temos	planos	diferentes,	com	prazos
diferentes	e	importâncias	diferentes.
Agora	 que	 os	 seus	 projetos	 já	 estão	 devidamente	 classificados,	 o	 próximo
passo	 é	 transformá-los	 em	 metas.	 Basicamente,	 você	 vai	 quebrar	 grandes
projetos	 em	 pedaços	menores;	 transformar	 um	 grande	 prazo	 em	 vários	 prazos
menores.	Isto	irá	lhe	ajudar	a	manter	o	fluxo	de	trabalho	muito	mais	tranquilo	e
organizado.
Se	 você	 ainda	 não	 entendeu	 o	 conceito	 dos	 prazos,	 aqui	 estão	 alguns
exemplos	para	cada	um	dos	tipos	apresentados.
	
			PLANO	DE	CURTO	PRAZO
Você	tem	uma	reunião	importante	com	representantes	de	alguns	clientes	e
precisa	 apresentar	 números	 dos	 avanços	 dos	 negócios	 realizados	 pela	 sua
empresa,	 assim	 como	 dar	 amostras	 das	 ideias	 que	 pretendem	 implementar	 no
futuro.	 Seu	 chefe	 lhe	 informou	 desta	 reunião	 hoje,	 e	 ela	 acontecerá	 daqui	 a
exatamente	três	semanas,	o	que	a	configura	como	um	afazer	de	curto	prazo.
Suponhamos	 que	 você	 precise	 apresentar	 as	 provas	 de	 crescimento	 ou
desenvolvimento	 de	 seis	 diferentes	 clientes	 parceiros.	 Isto	 significa	 que	 você
precisa	 montar	 uma	 apresentação	 e	 coletar	 dados	 e	 informações	 destes	 seis
clientes	para	a	reunião	que	acontece	em	três	semanas.
Como	um	bom	procrastinador,	em	outra	situação	você	ficaria	tranquilo	com
o	intervalo	de	tempo	que	possui	até	a	data	da	reunião	e	deixaria	para	começar	a
recolher	 a	 papelada	 na	 semana	 em	 que	 a	 reunião	 está	 agendada.	 No	 entanto,
desta	vez	tentaremos	algo	diferente.
Você	sabe	que	possui	dias	muito	puxados	no	trabalho	e	dias	mais	leves,	onde
a	carga	de	afazeres	é	menor.	Suas	metas	então,	serão	separadas	de	acordo	com
esses	dias.	Como?	Neste	caso	é	simples,	você	tem	a	papelada	de	seis	clientes	e
três	semanas	de	prazo.	Isto	significa	que	em	cada	semana,	você	selecionará	dois
clientes	 para	 serem	 as	 metas	 daquela	 semana.	 Nossa	 situação	 estará	 mais	 ou
menos	assim:
Desta	 forma,	 ao	 invés	 de	 acumular	 tudo	 que	 precisa	 fazer	 para	 apenas	 um
dia,	 esses	 afazeres	 serão	 separados	 em	 dias	 diferentes,	 em	 metas	 menores.	 O
ideal	será	que	os	dias	escolhidos	para	a	realização	do	trabalho	sejam	aqueles	em
que	 sabe	 que	 possui	mais	 tempo	 disponível,	 para	 que	 a	 carga	 de	 trabalho	 não
fique	grande	demais	para	o	espaço	de	tempo	definido.
Todas	essas	datas	serão	adicionadas	em	seu	calendário	que	deverá	estar	bem
visível,	 lembra?	 Assim	 você	 vai	 saber	 exatamente	 os	 dias	 em	 que	 terá	 que
coletar	 a	 papelada.	 Pessoas	 habituadas	 a	 dividir	 seus	 projetos	 em	 metas
perceberam	grande	melhoria	na	organização	de	seus	projetos.	Desta	 forma	não
há	 sustos	 ou	 correria	 nas	 últimas	 horas.	 Dias	 antes	 da	 reunião	 tudo	 já	 estará
pronto.
Quando	você	já	estiver	familiarizado	com	o	uso	do	calendário	e	da	definição
de	metas,	elas	podem	ficar	cada	vez	mais	detalhadas	e	especificas.	Estes	dias	do
nosso	 exemplo	 poderiam	 ser	 quebrados	 ainda	 mais,	 dividindo	 o	 trabalho	 em
mais	partes	 ainda.	Tudo	depende	do	 seu	 conhecimento	 sobre	 a	 sua	 rotina	 e	os
dias	que	achar	propícios	para	dar	aquela	adiantada	em	alguns	de	seus	projetos.
	
			PLANO	DE	LONGO	PRAZO
Para	uma	situação	de	longo	prazo,	imaginaremos	que	você	está	sonhando	em
fazer	uma	viagem	para	a	Europa	no	final	deste	ano.	Você	tem	trabalhado	muito	e
acha	 que	merece	 essa	 recompensa.	 Sem	 contar	 que	 seus	 amigos	 ou	 familiares
sonham	em	viajar	para	a	Europa	a	muito	tempo	e	seria	a	grande	realização	de	um
sonho.
Suponhamos	que	você	tem	exatamente	12	meses	de	prazo	para	essa	viagem.
Nesse	 tempo	você	 teráque	cuidar	de	 todos	os	 tramites	e	documentos	que	uma
viagem	exige,	e	muito	provavelmente	eles	não	serão	resolvidos	em	três	semanas
como	 no	 exemplo	 anterior.	Neste	 caso	 você	 também	 irá	 definir	metas,	 só	 que
metas	com	prazos	maiores.
O	 primeiro	 passo	 é	 fazer	 uma	 lista	 de	 todas	 as	 etapas	 que	 você	 precisa
concluir	para	que	essa	viagem	saia	do	papel.	Precisará	fazer	orçamento,	comprar
passagens,	 reservar	 hotéis,	 escrever	 itinerário	 ou	 contratar	 agência	 de	 turismo,
preparar	passaportes,	se	preparar	financeiramente,	etc...
Uma	vez	que	a	lista	esteja	pronta,	você	irá	definir	prazos	para	os	itens.	Esse
passo	é	essencial,	já	que	em	projetos	como	esse	uma	etapa	normalmente	leva	a
outra.	Não	daria	para,	por	exemplo,	deixar	o	cálculo	do	orçamento	como	última
meta,	 ela	 é	 a	 primeira	 coisa	 que	 deve	 ser	 feita	 e	 irá	 ser	 fator	 decisivo	 para	 a
escolha	das	passagens,	hotéis	e	tempo	de	viagem.
Segregando	um	projeto	grande	e	de	 longo	prazo,	 em	pequenas	 tarefas	com
prazos	menores	dificilmente	ocorrerá	algum	erro	durante	o	processo.	E	mesmo
que	ocorra,	 apenas	aquela	meta	 sofrerá	um	atraso,	 e	não	o	projeto	 todo.	Pense
neste	processo	como	tentar	alinhar	peças	de	dominó	e	ter	o	cuidado	de	deixar	um
espaço	a	cada	grupo	de	10	peças,	para	que	caso	alguma	peça	caia	e	derrube	a	fila
de	 peças,	 termos	 a	 confiança	 de	 que	 apenas	 10	 peças	 cairão,	 e	 não	 a	 linha	 de
dominós	inteira.
Este	método	pode	e	deve	ser	aplicado	em	literalmente	tudo	que	rodear	a	sua
vida	 e	 seus	 planos.	 Seus	 projetos	 escolares,	 seu	 TCC,	 o	 planejamento	 do	 seu
negócio,	 planejamento	 de	 viagens,	 de	 comprar	 um	 imóvel,	 de	 mudança	 de
cidade,	 compra	de	um	carro	do	 ano,	 troca	de	 celular	 por	 um	 smartphone	mais
moderno...	Literalmente	tudo	pode	ser	transformado	em	metas,	e	essas	metas	são
a	garantia	de	que	a	linha	dos	seus	objetivos	não	será	derrubada.
	
			COM	O	SISTEMA	DE	RECOMPENSA
	
Nós	 já	 sabemos	 que	 o	 nosso	 cérebro	 prefere	 recompensas	 imediatas
graças	 ao	 capítulo	 4.	 Nós	 sempre	 daremos	 prioridade	 as	 ações	 que	 nos	 dão
prazer	agora,	comparado	a	benefícios	de	 longo	prazo,	e	o	nosso	cérebro	é	algo
muito	difícil	de	ser	mudado.	É	da	nossa	natureza	tentar	nos	preservar	o	máximo
possível	 e	 evitar	 problemas.	Entenda	 que,	 independente	 do	 que	 você	 faça,	 seu
cérebro	sempre	tentará	lhe	convencer	a	assistir	o	campeonato	de	Tênis	que	está
no	ar	com	os	seus	atletas	favoritos	se	a	outra	opção	for	responder	e-mails.
O	 que	 podemos	 fazer	 então,	 para	 transformar	 uma	 desvantagem	 em
vantagem	 e	 “enganar”	 o	 nosso	 cérebro	 para	 aceitar	 fazer	 aquilo	 que	 não
gostamos	ou	ainda	melhor,	fazer	com	que	o	nosso	cérebro	queira	realizar	essas
tarefas?
É	bastante	simples,	a	partir	de	agora	suas	ações	não	andarão	sozinhas.
A	linha	de	pensamento	funciona	assim:	Você	não	irá	fazer	apenas	uma	tarefa
ruim...	 ou	 apenas	 uma	 tarefa	 que	 lhe	 proporciona	 prazer.	 Agora	 elas	 andarão
juntas,	e	você	irá	realizá-las	em	conjunto.	Uma	dependerá	da	outra.
Este	método	 é	 utilizado	 para	 fazer	 com	que	 as	 suas	 recompensas	 sejam
mais	imediatas	e	para	que	sua	mente	entenda	que,	caso	realize	uma	tarefa	chata
que	você	realmente	não	quer	fazer,	receberá	uma	recompensa	agora,	nesse	exato
momento,	e	não	daqui	a	seis	meses.	O	processo	funciona	da	seguinte	forma:	Para
cada	 atividade	 que	 você	 tende	 a	 procrastinar,	 você	 deverá	 adicionar	 uma
atividade	que	você	gosta	de	fazer	a	ela,	e	você	apenas	poderá	fazer	a	atividade
boa	quando	fizer	a	ruim.	Ou	seja,	cada	vez	que	você	lutar	contra	a	vontade	de
procrastinar	e	finalizar	uma	tarefa,	você	será	recompensado	imediatamente	com
algo	que	lhe	proporcione	prazer.
É	 imprescritível	 que	 a	 tarefa	 “agradável”	 dependa	 da	 finalização	 da	 sua
tarefa	“desagradável”.	Aqui,	você	está	condicionando	o	seu	cérebro	a	assimilar
atividades	 que	 antes	 você	 considerava	 ruins	 por	 qualquer	 um	 dos	 motivos
citados	neste	livro	a	uma	atividade	prazerosa.
Você	precisa	se	privar	desta	atividade	agradável	em
outros	momentos	do	seu	dia	a	dia.
A	questão	em	jogo	é	que	não	podemos	dar	a	sua	mente	a	opção	de	escolher
entre	uma	situação	mais	fácil	e	outra	mais	difícil,	pois	sabemos	que	ela	sempre
optará	pela	primeira	opção.	Você	deverá	seguir	exemplos	como	estes:
				Você	só	deve	fazer	as	unhas	quando	estiver	respondendo	seus	e-mails;
				Você	só	pode	comer	seu	chocolate	favorito	quando	ler	50	páginas	do	livro;
				Você	só	pode	ir	jogar	golfe	após	preparar	o	material	da	reunião;
	 	 	 	Você	só	pode	tomar	uma	taça	de	vinho	favorita	quando	preparar	o	material
de	aula	para	seus	alunos;
				Você	só	pode	assistir	sua	serie	de	TV	favorita	enquanto	organiza	seu	quarto.
Sendo	 assim,	 por	 exemplo,	 não	 decida	 ir	 jogar	 golfe	 espontaneamente	 no
meio	da	semana.	Caso	faça	 isso,	seu	cérebro	não	mais	fara	uma	ligação	com	a
atividade	 que	 queríamos	 conectar,	 e	 quando	 for	 preciso	 escolher	 entre	 jogar
golfe	 após	 organizar	 documentos	 e	 somente	 jogar	 golfe,	 você	 sempre	 irá
escolher	jogar	golfe	espontaneamente,	como	nós	já	discutimos.
Por	tanto,	essas	atividades	só	poderão	ser	realizadas	quando	conectadas	aos
seus	afazeres.	Assim,	quando	uma	tarefa	for	finalizada,	ou	seja,	quando	o	projeto
no	 qual	 estava	 trabalhando	 for	 entregue,	 você	 poderá	 voltar	 a	 fazer	 suas
atividades	 divertidas	 livremente	 até	 que	 um	 novo	 projeto	 que	 precise	 de	 sua
atenção	apareça.
É	 importante	 ressaltar	 também,	 que	 as	 atividades	 escolhidas	 para
acompanharem	 seus	 projetos	 são	 totalmente	 uma	 escolha	 sua.	 Quanto	 mais
importante	para	você	for	a	tarefa	que	esta	ligada	a	este	método	mais	efetivo	ele
será.	É	o	que	chamamos	de	“Acúmulo	de	tentação”.	Quando	a	expectativa	para
assistir	aquele	jogo	de	futebol	for	imensa,	você	se	sentirá	muito	mais	inclinado	a
começar	a	trabalhar.	Por	que	estou	falando	isso?	Bem,	se	você	tentar	por	outro
lado	“trapacear”	o	método	e	conectar	uma	atividade	que	você	talvez	nem	goste
tanto	assim	de	fazer	com	uma	obrigação,	talvez	não	sentirá	vontade	de	trabalhar
e	este	método	se	torna	falho.	Por	tanto,	esteja	desposto(a)	a	realmente	mudar,	do
contrário	esses	métodos	não	serão	tão	efetivos.
Você	 pode	 usar	 esse	 recurso	 também	 para	 tarefas	 de	 longo	 prazo.	 A
diferença	 será	 que	 nessas	 situações	 você	 provavelmente	 terá	 tarefas	 mais
espaçadas	 que	 ocuparão	mais	 tempo	 no	 geral	 para	 serem	 finalizadas,	mas	 que
não	necessariamente	ocuparão	muito	tempo	no	seu	dia	a	dia.	Sendo	assim,	você
deverá	escolher	atividades	que	você	também	não	faz	frequentemente	para	evitar
períodos	longos	demais	de	restrição,	o	que	pode	prejudicar	o	seu	bem-estar	e	lhe
causar	estresse.
Ainda	 utilizando	 o	 exemplo	 da	 viagem	 que	 citamos	 anteriormente,
imaginaremos	 que	 foi	 decidido	 que	 durante	 o	 primeiro	 mês	 de	 planejamento
você	 deverá	 começar	 a	 trabalhar	 no	 orçamento	 da	 viagem,	 e	 no	 segundo	mês
reservar	as	passagens	aéreas.	Suponhamos	que	para	fazer	o	cálculo	do	orçamento
você	 precisará	 tirar	 um	 tempo	 dos	 seus	 dias	 para	 listar	 possíveis	 gastos	 pelo
menos	 duas	 vezes,	 para	 garantir	 que	 o	 orçamento	 está	 correto	 e	 realista.	 Isto
então,	significa	que	você	precisará	segregar	esta	tarefa	mensal	em	duas	pequenas
tarefas,	duas	diferentes	ocasiões	para	finalizar	o	orçamento.
Você	 então,	 precisará	 escolher	 uma	 atividade	 para	 ligar	 ao	 cálculo	 do
orçamento.	Neste	caso,	é	mais	adequado	que	você	escolha	atividades	que	você
costuma	fazer	duas	ou	 três	vezes	ao	mês,	 lembra?	Ir	a	academia,	por	exemplo,
uma	atividade	que	você	realiza	diariamente	não	seria	uma	boa	opção	para	essa
ligação,	 pois	 significaria	 que	 abrir	mão	 da	 academia	 seria	 um	 sacrifício	muito
grande	 para	 a	 realização	 da	 tarefa	 e	 a	 recompensa	 que	 teríamos	 não	 valeria	 a
pena	pelo	“esforço”	de	fazer	os	cálculos.
Lembre-se	que	estamos	tentando	deixar	as	coisas	o	mais
fáceis	possíveis	para	que	seu	corpo	não	apresente	tanta
recusa	natural	para	a	atividade.Neste	 exemplo,	 você	 notou	 que	 o	 tempo	 na	 sua	 cidade	 não	 está	 tão	 bom
assim,	 o	 que	 limita	 a	 quantidade	 de	 ocasiões	 que	 você	 poderá	 ir	 à	 praia.
Percebendo	que	nos	últimos	meses	você	frequentou	praias	ou	piscinas	de	duas	a
três	 vezes	 no	 mês,	 esta	 seria	 então	 uma	 boa	 opção	 para	 fazer	 o	 link	 com	 o
orçamento.
Você	só	poderá	ir	à	praia	quando	fizer	o	orçamento	da
viagem.
Utilizando	 este	 método,	 você	 estará	 unindo	 prazeres	 de	 longo	 prazo	 (a
realização	 da	 viagem)	 com	 os	 prazeres	 de	 curto	 prazo	 (a	 ida	 à	 praia).	 O	 que
“engana”	 o	 seu	 cérebro	 e	 lhe	 torna	mais	 disposto	 a	 realizar	 as	 atividades	 que
você	em	outra	situação	evitaria	e	acabaria	procrastinando	por	meses,	até	se	dar
conta	que	vários	meses	se	passaram	sem	que	houvesse	nenhum	progresso.	Tudo
se	 resume	 a	 receber	 recompensas	 imediatas	 e	 ensinarmos	 a	 nós	 mesmos	 que
todas	as	atividades,	mesmo	as	que	não	gostamos,	trazem	benefícios.
	
			COM	O	SISTEMA	DE	PUNIÇÃO
Nós	 evitamos	 as	 consequências	 tão	 quanto	 perseguimos	 as	 recompensas.
Logo,	 essa	 também	 se	 torna	 uma	 ferramenta	 para	 usarmos	 na	 luta	 contra	 a
procrastinação.	 Similar	 as	 recompensas,	 nós	 também	 valorizamos	 e	 tememos
muito	mais	as	consequências	a	curto	prazo	comparado	as	de	longo	prazo.	Faltar
a	academia	apenas	um	dia	não	lhe	deixará	com	mais	peso	ou	menos	peso,	todos
os	músculos	que	cultivou	em	meses	de	academia	não	irão	desaparecer	em	apenas
um	 dia.	 Logo,	 decidir	 ficar	 em	 casa	 naquele	 dia	 de	 chuva	 parece	 não	 ter
consequências	 reais,	 ou	 pelo	 menos	 parece	 ter	 consequências	 brandas	 demais
comparadas	ao	prazer	de	ficar	embaixo	das	cobertas.
Por	isso,	precisamos	tornar	as	consequências	mais
imediatas.
Apenas	 quando	 abdicar	 de	 algo	 que	 sabemos	 que	 deveríamos	 fazer
possuir	uma	consequência	imediata	começaremos	a	tentar	evitá-las	a	todo	custo.
Isso	significa	que	após	um	tempo,	você	entenderá	que	é	muito	melhor	se	levantar
do	sofá	e	começar	a	trabalhar,	visto	que	procrastinar	não	valerá	mais	a	pena.
Para	 aplicarmos	 esse	 método	 nas	 nossas	 tarefas	 usaremos	 um	 conceito
similar	ao	das	recompensas.	Porém,	ao	contrário	de	fazer	 ligações	entre	nossas
recompensas	 de	 longo	 prazo	 com	 as	 de	 curto	 prazo,	 nós	 ligaremos	 as
consequências	de	longo	prazo	com	as	de	curto	prazo.
Tudo	 que	 você	 precisará	 fazer	 é	 aplicar	 uma	 consequência	 para	 a	 sua
procrastinação.	Exemplo:
Se	eu	não	escrever	500	palavras	desta	pesquisa	hoje,	eu
terei	que	escrever	1000	amanhã.
Correto?	 Errado!	 Esta	 frase	 lhe	 soa	 familiar?	 Exatamente,	 isso	 é
basicamente...	a	procrastinação	e	uma	clássica	consequência	da	mesma.	Quando
procrastinamos	 um	 projeto	 hoje	 teremos	 o	 dobro	 de	 trabalho	 neste	 mesmo
projeto	 amanhã.	 Logo,	 aplicar	 esse	 método	 desta	 forma	 estaria	 na	 verdade
incentivando	 a	 procrastinação,	 a	 alimentando.	 Para	 as	 punições,	 faremos	 as
coisas	um	pouco	diferentes.
	
			Método	1.
Para	 essa	 fase,	 você	 terá	 que	 conectar	 a	 consequência	 de	 longo	prazo	 com
uma	 consequência	 de	 curto	 prazo.	 No	 entanto,	 a	 consequência	 de	 curto	 prazo
deverá	 ser	 diferente	 da	 consequência	 que	 já	 ocorreria	 com	 a	 procrastinação.
Ficou	tudo	um	pouco	confuso?	Veja	este	exemplo:
Para	cada	dia	que	eu	não	escrever	a	meta	de	500	palavras
neste	projeto,	eu	ficarei	um	dia	sem	consumir	açúcar	na
minha	alimentação.
Quem,	em	sã	consciência	iria	preferir	se	privar	de	açúcar	por	um	dia	inteiro
do	 que	 trabalhar	 por	 20	minutos	 em	um	 artigo?	A	 consequência	 parece	muito
alta	para	o	“crime”,	não	é	mesmo?	E	ela	tem	que	ser.	Precisamos	treinar	o	nosso
comportamento	e	nossos	hábitos	para	que	a	procrastinação	não	nos	traga	prazer.
Lembre-se	que	procrastinamos,	em	parte,	porque	o	nosso	cérebro	é	condicionado
a	 escolher	 as	 opções	 mais	 fáceis.	 Logo,	 precisamos	 transformar	 a
procrastinação	na	escolha	mais	difícil.
			Método	2.
Outra	opção	similar	é	ligar	as	suas	atividades	as	de	outra	pessoa.	Caso	você
esteja	 na	 tentativa	 de	 parar	 de	 procrastinar	 com	 a	 ajuda	 de	 algum	 amigo	 ou
familiar,	 vocês	 podem	 conectar	 as	 suas	 tarefas	 de	 forma	 que	 um	 sofrerá	 a
consequência	da	procrastinação	do	outro.	Obviamente,	não	queremos	que	outras
pessoas	 tenham	 que	 sofrer	 as	 consequências	 dos	 nossos	 próprios	 atos,	 logo,
tendemos	a	fazer	de	tudo	para	evitar	que	situações	como	essa	ocorram.	Imagina
ser	 o	 responsável	 por	 seu	melhor	 amigo	não	poder	 jogar	 videogames	por	 uma
semana?	 Ou	 levar	 a	 culpa	 por	 sua	 irmã	 não	 poder	 assistir	 sua	 série	 favorita?
Imagina	então,	não	ter	direto	a	praticar	aquele	esporte	que	tanto	gosta	porque	seu
amigo	 não	 cumpriu	 sua	 parte	 do	 acordo?	Quando	 colocados	 na	 balança,	 essas
ações	irão	pesar	muito	mais	e	você	irá	evitá-las.
Independente	 da	 estratégia	 escolhida,	 é	 necessário	 mudar	 a	 forma	 como
enxergamos	a	procrastinação.	Ela	não	pode	ser	considerada	como	uma	solução
para	os	seus	problemas	ou	a	desculpa	perfeita	para	adiar	as	coisas	que	não	quer
fazer.	 Você	 perde	 muito	 mais	 procrastinando	 do	 que	 trabalhando	 em	 seus
objetivos,	 estes	 só	 lhe	 trarão	 benefícios	 e	 conquistas.	 Não	 podemos	 ficar
eternamente	 esperando	 o	 momento	 certo	 para	 começar	 algo,	 esse	 momento	 é
agora.
Sem	esforços	e	sacrifícios	nada	mudará,	você	não	acordará	um	belo	dia	com
animo	para	fazer	tudo	de	uma	só	vez	e	mesmo	que	isso	acontecesse,	logo	viriam
mais	 e	mais	 responsabilidades	 porque	 sempre	 estamos	 em	 busca	 de	 algo.	Nós
sempre	 sonharemos	 com	 algo,	 sempre	 teremos	 um	 objetivo,	 e	 com	 objetivos
vem	as	obrigações	e	as	tarefas	mais	burocráticas	e	cansativas.	Tudo	faz	parte	do
processo	e	precisamos	aprender	a	lidar	com	ele.	Do	contrário,	corremos	o	risco
de	 nos	 tornar	 pessoas	 frustradas	 eternamente,	 que	 passam	 todo	 o	 seu	 tempo
procrastinando	e	reclamando	do	hábito.
Ninguém	 resolverá	 o	 problema	 para	 você	 e	 as	 coisas	 não	 mudarão	 da
noite	 para	 o	 dia.	 Porém,	 aplicando	 os	 métodos	 de	 recompensa	 e	 punição
podemos	 sozinhos	 mudar	 os	 nossos	 hábitos	 e	 levar	 uma	 vida	 mais	 leve	 e
responsável.	Em	algum	momento	todo	esse	sistema	se	tornará	um	hábito	e	você
se	verá	o	aplicando	para	novos	projetos	sem	nem	se	dar	conta.
Não	precisa	começar	com	passos	 largos,	o	que	importa	não	é	a	velocidade.
Comece	 aplicando	 a	 recompensa	 em	 apenas	 um	 de	 seus	 planos	 e	 veja	 os
resultados.	Inicie	com	punições	pequenas,	não	precisa	abrir	mão	de	todos	os	seus
prazeres	para	se	tornar	uma	pessoa	organizada.	De	passos	pequenos	para	chegar
mais	longe.	Passos	pequenos	são	melhores	do	que	continuar	parado.
CAPITULO	8
METAS	IRREALISTAS
“Eu	sempre	disse	que	as	pessoas	têm	expectativas	irrealistas.”	-		Bette
Midler
Da	mesma	forma	que	uma	meta	 realizada	pode	 lhe	proporcionar	uma	onda
de	 energia	 e	 disposição,	 um	projeto	 falho	pode	quebrar	 a	 sua	 autoestima.	Não
gostamos	de	falhar	e	ficamos	desanimados	e	frustrados	quando	não	conseguimos
finalizar	 algo.	Nesta	 situação,	 estaríamos	 falando	 daquela	meta	 que	 você	 quer
muito	 realizar,	 muito!	 Sonha,	 planeja,	 planeja	 mais	 um	 pouco,	 procrastina	 e
acaba	não	finalizando	o	que	pretendia.	Falhou.
O	que	muitas	pessoas	não	sabem,	ou	optam	por	ignorar,	é	que	muitas	vezes	o
motivo	de	não	 estarmos	 conseguindo	 realizar	 nossos	 sonhos	 é	 porque	 eles	 são
irrealistas	demais.	São	metas	praticamente	inalcançáveis.	Tentamos	várias	vezes
e	não	saímos	do	lugar	porque	o	lugar	para	qual	queremos	ir	não	existe.	Por	isso	é
essencial	 que	 as	 suas	metas	 sejam	 viáveis,	 de	 nada	 adiantará	 criar	metas	 para
evitar	a	procrastinação	se	você	as	configurou	difíceis	demais	para	resolver.	No
fim	das	contas,	pode	acabar	culpando	o	método	como	um	todo	ao	invés	de	notar
que	o	erro	estava	em	outro	lugar.	Por	 isso,	precisamos	aprender	a	 lidar	com	as
metas	irrealistas.
			Encontre	a	raiz	do	problema
Caso	 você	 esteja	 passando	 por	 esse	 obstáculo,	 o	 primeiro	 passo	 étentar
encontrar	 onde	 está	 o	 problema.	 Faça	 uma	 analisa	 das	 suas	 metas	 de	 curto,
médio	e	longo	prazo	para	encontrar	a	meta	que	se	sobressai	comparado	as	outras.
Faça	pesquisas	e	 se	eduque	 sobre	os	assuntos	necessários	para	que	você	possa
construir	metas	melhores	da	próxima	vez.
Desconfie	 das	 metas	 que	 parecem	 boas	 demais	 para	 ser	 verdade.	 Como
falamos,	 não	 existem	 soluções	 rápidas	 e	 contos	 de	 fadas.	Você	 não	 irá	 perder
20kg	 em	um	mês,	 e	 colocar	 esse	 número	 como	meta	 é	 apenas	mais	 uma	 auto
sabotagem.	Uma	visita	ao	nutricionista	ou	uma	boa	pesquisa	sobre	o	assunto	lhe
mostraria	que	um	valor	menor	seria	a	melhor	opção,	logo...	estude	as	suas	metas
e	 os	 assuntos	 que	 as	 envolvem,	 principalmente	 em	 projetos	 maiores	 como
empreendedorismo,	viagens	e	negócios.
			Qualidade	x	Quantidade
Qualidade	sempre	valerá	mais	que	quantidade.	Esse	lema	também	serve	para
a	procrastinação	e	consequentemente	para	as	suas	metas.	Escolha	com	atenção	as
empreitadas	 que	 pretende	 começar	 e	 procure	 não	 acumular	 coisas	 em	 sua
cabeça	 e	 em	 sua	mesa.	 Espere	 pela	 finalização	 de	 um	 projeto	 já	 inicializado
antes	de	se	aventurar	em	desafios	novos.
Quantos	mais	trabalhos	simultâneos	você	possuir	mais	difícil	será	organizá-
los	 e	 decidir	 para	 quais	 dar	 mais	 prioridade.	 Procure	 não	 atropelar	 os	 seus
objetivos	e	tentar	resolver	tudo	de	uma	vez,	isso	pode	acabar	bagunçando	ainda
mais	o	seu	cronograma,	criando	uma	bola	de	neve	de	afazeres	que	você	não	sabe
por	onde	começar	a	tentar	organizar.
Se	 possuir	muitos	 afazeres	 de	 curto	 prazo,	 dê	 prioridade	 aqueles	 que	 terão
consequências	mais	sérias,	principalmente	os	que	envolvem	sua	vida	acadêmica,
finanças,	filhos	e	trabalho.	Deixar	projetos	que	não	são	tão	importantes	assim	e
que	caiam	mais	na	categoria	de	querer	do	que	de	dever	não	é	procrastinação,	é
organização.	Cuidado,	no	entanto,	para	não	utilizar	esses	critérios	para	trapacear
o	 seu	 planejamento.	 Por	 isso,	 é	 importante	 ter	 o	 dobro	 de	 atenção	 quando
organizando	seus	afazeres	e	os	separando	em	metas.
			Não	faça	comparações
Seu	 colega	 de	 trabalho	 conseguiu	 vários	 bônus	 na	 empresa	 em	 um	 ano	 e
você	não	conseguiu	nada.	Logo,	você	começa	a	acumular	tarefas	pensando	que
irá	conseguir	seguir	o	mesmo	ritmo	e	falha...	O	resto	da	história	nós	já	sabemos.
Organização	é	muito	de	saber	o	seu	limite	e	conhecer	os	próprios	hábitos.	Como
discutimos,	nós	sempre	sabemos	quando	estamos	procrastinando,	reconhecemos
esse	 hábito	 e	 entendemos	 que	 há	 um	 problema.	 Faça	 o	 mesmo	 para	 os	 seus
limites.
Pode	 ser	 que	 alguém	 consiga	 gerenciar	 família,	 vida	 pessoal,	 trabalho,
cuidados	e	muito	mais	ao	mesmo	tempo.	Parece	tão	incrível	que	você	não	sabe
se	acredita	que	aquilo	é	 realidade	e	que	existem	pessoas	que	não	se	enrolam	e
sofrem	com	a	procrastinação	como	você.	Bate	a	culpa	e	você	se	sente	inferior	e
menos	capaz.	Por	favor	leitor,	não	se	compare.	Todos	nós	possuímos	realidades
diferentes	e	medir	todos	com	a	nossa	própria	régua	nunca	será	uma	boa	ideia.
			Não	faça	planos	para	tentar	vencer	os	outros,	e	sim	você
mesmo.
Parar	de	procrastinar	não	é	uma	competição	com	o	seu	vizinho	ou	colega	de
classe,	é	uma	luta	para	tentar	melhorar	você	mesmo.	Comparações	são	bobas	e
são	incentivos	para	que	você	faça	mais	planos	do	que	pode	cumprir.	Ao	invés	de
basear	 os	 seus	 planos	 em	 outras	 pessoas,	 compare-os	 com	 os	 seus	 resultados
anteriores.
Se	 antes	 você	 costumava	 finalizar	 seus	 trabalhos	 no	 caminho	 para	 a
faculdade,	 tente	 tê-los	prontos	 inicialmente	um	dia	antes	da	entrega.	A	medida
que	facilmente	conseguir	realizar	o	feito,	tente	ter	tudo	pronto	3	ou	4	dias	antes.
Compare	você	somente	com	você	mesmo	e	seus	resultados	somente	com	os	seus
próprios	 resultados,	 veja	 um	 progresso,	 uma	 melhoria.	 Não	 é	 porque	 alguém
perdeu	 10kg	 em	 30	 dias	 que	 você	 deve	 traçar	 essas	 mesmas	 metas.	 Nossos
corpos	são	diferentes	e	podem	reagir	ao	mesmo	estimulo	de	forma	diferente.	Em
sua	última	 tentativa,	você	conseguiu	perder	1kg	em	um	mês...	dessa	vez,	 tente
perder	 2kg.	 Sempre	 construa	 suas	 metas	 para	 que	 você	 se	 torne	 uma	 versão
melhor	de	você	mesmo,	e	não	outra	pessoa.
Caso	queira	se	inspirar	em	alguém,	procure	pessoas	com	realidades	parecidas
com	a	sua.	Pessoas	que	tem	objetivos	similares	ao	seus.	Que	tal	procurar	alguém
que	também	quer	começar	uma	Start	Up;	ou	arrumar	um	parceiro	de	academia;
alguém	 que	 também	 esteja	 estudando	 Francês.	 O	 importante	 é	 que	 a	 sua
melhoria	seja	o	objetivo	sempre,	e	não	outras	pessoas.
Metas	 irrealistas	 são	 uma	 bomba	 prestes	 a	 explodir.	 Somos	 nós	 traçando
objetivos	grandes	demais	e	com	riscos	demais	para	nós	mesmos,	quase	como	se
quiséssemos	 falhar	 de	 propósito.	 Aumente	 as	 suas	 chances	 de	 ter	 sucesso
traçando	 não	 objetivos	 “fáceis’,	 mas	 planos	 realistas	 que	 condizem	 com	 um
progresso,	 e	não	um	pulo	quilométrico.	Estabilidade	e	Longevidade	 serão	 seus
melhores	amigos	a	 longo	prazo.	Crie	uma	rotina	que	você	sabe	que	conseguirá
seguir	 e	 se	 esforce	 para	 que	 dê	 certo,	 esteja	 disposto(a)	 a	 começar	 mesmo
dando	passos	pequenos	para	fazer	coisas	gigantescas.
CAPÍTULO	9
MAIS	SOBRE	COMO	PARAR	DE	PROCRASTINAR
“Em	um	momento	de	decisão,	a	melhor	coisa	que	você	pode	fazer	é	a
escolha	certa,	a	segunda	melhor	coisa	é	a	escolha	errada,	e	a	pior	coisa	que
você	pode	fazer	é	não	fazer	nada.”	–	Theodore	Roosevelt
	
Durante	 a	 sua	 luta	 contra	 a	 procrastinação	 é	 importante	 ser	 consistente.
Criar	um	hábito	que	você	consiga	manter	em	longo	período	de	tempo	é	a	melhor
opção	 para	 não	 se	 sentir	 tentando	 e	 acabar	 voltando	 a	 estaca	 zero.	 Talvez	 os
passos	mostrados	até	agora	não	sejam	suficientes	para	que	você	consiga	vencer
de	vez	a	procrastinação,	 já	que	cada	um	de	nós	possuímos	 rotinas	diferentes	e
limites	 diferentes.	 Pensando	 nisso,	 há	 alguns	 outros	 métodos	 que	 você	 pode
utilizar	em	conjunto	com	as	metas	e	sistemas	de	recompensa	e	punição	para	dar
um	pouco	mais	de	força	ao	processo.
			MANTENHA	UMA	ROTINA	DIÁRIA
Alguns	dos	motivos	culpados	por	acabarmos	falhando	na	nossa	tentativa	de
mudar	 é	 que	muitas	 vezes	 damos	mais	 prioridade	 as	 nossas	metas	 do	 que	 ao
sistema	 que	 desenvolvemos	 para	 realizá-los.	 Traçar	 metas	 é	 apenas	 um	 dos
passos	 para	 que	 consigamos	 trabalhar	 aos	 poucos	 ao	 invés	 de	 acumular
conteúdo,	 um	 dos	 fatores	mais	 importante	 é	 se	 o	 nosso	 sistema	 de	 trabalho	 é
efetivo	para	a	nossa	rotina.
Uma	 das	 falhas	 principais	 é	 não	 conseguirmos	 priorizar	 corretamente	 as
tarefas	 mais	 urgentes.	 Quando	 estamos	 trabalhos	 em	 pequenos	 projetos	 e
levamos	 uma	 vida	 mais	 tranquila	 não	 temos	 tanta	 urgência	 e	 podemos	 ir
trabalhando	em	 todas	 as	metas	 ao	 longo	do	 tempo.	Porém,	quando	 temos	uma
vida	mais	corrida	e	uma	quantidade	maior	de	prazos	a	cumprir,	podemos	 ficar
perdidos	com	tantas	metas	e	prazos	diferentes.
Uma	das	soluções	para	esse	problema	é	entender	a	dificuldade	de	cada	meta,
além	 do	 tempo	 que	 ela	 provavelmente	 levará	 para	 ser	 finalizada.	 Exemplo:
Escrever	10	páginas	do	TCC	e	escrever	10	páginas	de	conteúdo	para	postar	em
um	blog	particular	não	 tem	o	mesmo	nível	de	dificuldade.	Logo,	colocar	essas
metas	 igualmente	 em	 nossos	 calendários	 apenas	 levando	 em	 consideração	 o
número	 de	 páginas	 e	 não	 a	 complexidade	 da	 tarefa	 pode	 se	 tornar	 uma
armadilha.	Nesse	caso,	o	ideal	é	que	você	separe	as	metas	de	forma	consciente	e
análise	as	tarefas	de	forma	qualitativa	e	não	quantitativa.
Além	disso,	a	alguns	sistemas	prontos	que	podemos	aplicar	no	nosso	dia	a
dia	que	poderão	facilitar	a	nossa	organização.	Como	roteiros	que	podemos	seguir
para	 garantir	 a	 efetividade	 do	 nosso	 sistema	 de	metas.	 Um	 dos	 sistemas	mais
simples	 e	 usados	 é	 o	 chamado	 “The	 Ivy	 Lee	Method”	 ou	 em	 português	 “O
método	de	Ivy	Lee”.	Este	método	possui	cinco	etapas	diferentes:
			ORGANIZE	SUAS	METASPOR	PRIORIDADE
Nós	já	aprendemos	a	separar	nossos	objetivos	em	metas	menores	e	também
falamos	 sobre	 dar	 prioridade	 aos	 projetos	 que	 tem	 maior	 complexidade,	 um
prazo	 mais	 apertado	 e	 de	 maior	 importância.	 Pois	 bem,	 precisamos	 usar	 os
mesmos	métodos	para	as	metas.
O	problema	é	o	seguinte,	após	separar	todas	as	suas	metas	você	se	dá	conta
que	 acabou	 com	cerca	de	10	metas	 diárias	 em	determinado	período	de	 tempo.
Apesar	 de	 já	 ter	 aplicado	 certa	 prioridade	 em	 seus	 projetos,	 igualmente	 aos
planos	 maiores,	 possuir	 muitas	 metas	 pode	 causar	 problemas	 no	 ciclo	 de
contanto	 que	 falamos	 anteriormente.	 Mesmo	 sendo	 menores,	 as	 metas	 ainda
podem	 acumular	 e	 atrapalhar	 o	 fluxo	 do	 sistema,	 você	 não	 saber	 por	 onde
começar	e	sabemos	que	quando	isso	acontece,	provavelmente	não	faremos	nada.
Logo,	para	garantir	que	isso	não	ocorra,	na	noite	anterior	organize	a	sua	lista
de	metas	para	o	dia	seguinte	em	ordem	de	prioridade.
			SIGA	A	ORDEM	IMPOSTA
Algumas	 metas	 podem	 parecer	 mais	 fáceis	 do	 que	 outras	 e	 você	 pode	 se
sentir	tentado	a	resolver	as	mais	simples	primeiro,	mesmo	que	elas	não	tenham
prioridade	 e	 tanta	 urgência	 assim.	 Portanto,	 você	 deve	 seguir	 a	 lista	 da	 noite
anterior	rigorosamente.
Acumular	 as	 tarefas	 “mais	 difíceis”	 para	 depois	 pode	 causar	 ansiedade	 e
estresse,	pois	mesmo	depois	de	 ter	 trabalhado	bastante	nas	metas	mais	simples
você	se	verá	com	ainda	um	grande	número	de	metas	que	são	ainda	maiores	do
que	 as	 que	 você	 já	 fez.	 Siga	 a	 lista	 de	 prioridade	 e	 comece	 pela	 meta	 que
possuem	mais	urgência,	e	não	pela	mais	fácil.
			REALIZE	UMA	TAREFA	DE	CADA	VEZ
Sabemos	que	tarefas	inacabadas	atrapalham	o	nosso	ciclo	de	contato	porque
não	 conseguimos	 abandonar	 aquelas	metas	 que	 ainda	 precisam	 ser	 concluídas.
Não	comece	uma	nova	meta	 antes	de	 terminar	 a	que	 já	 começou,	dedique	 sua
total	 concentração	e	 tempo	para	 finalizar	uma	de	cada	vez	e	 riscá-las	das	 suas
anotações.
Não	 apenas	 isso	 irá	 prevenir	 que	 várias	 metas	 inacabadas	 se	 acumulem,
como	 você	 também	 irá	 se	 sentir	melhor	 e	mais	 calmo	 assim	 que	 ver	 que	 está
finalizando	 o	 que	 precisa	 ser	 feito.	 Lembre-se	 que	muitas	 vezes	 o	 estresse	 de
possuir	metas	“abertas”	é	muito	pior	do	que	a	possível	complexidade	do	trabalho
que	está	realizando.	
			MOVA	TAREFAS	INACABADAS	PARA	A
PRÓXIMA	LISTA
Caso	 tenha	 seguido	 todos	 os	 passos	 corretamente,	 mas	 simplesmente	 lhe
faltou	 horas	 para	 completar	 tudo	 que	 precisava,	 mova	 as	 tarefas	 que	 não
conseguiu	começar	para	a	primeira	prioridade	do	dia	seguinte.	Dessa	forma,	não
corre	o	risco	de	você	continuar	adiando	aquela	mesma	tarefa	todos	os	dias	e	não
a	cumprir	nunca.
Faça	um	esforço,	no	entanto,	para	seguir	o	sistema	e	conseguir	finalizar	tudo
que	 se	 dispõe	 a	 fazer.	 Lembre-se	 que	 o	 objetivo	 da	 criação	 das	 metas	 é	 não
acumular	trabalho	e	que	se	você	não	está	conseguindo	finalizar	tudo	por	vários
dias	 consecutivos	 provavelmente	 você	 cometeu	 algum	 erro	 enquanto	 estava
determinando	 suas	 metas.	 Nesse	 caso,	 talvez	 seja	 necessário	 reavaliar	 seus
projetos	no	capítulo	7.
			SIGA	ESTE	MÉTODO	DIARIAMENTE
Muito	 provavelmente	 você	 terá	 metas	 diárias	 menores	 e	 maiores.	 É
importante	que	você	se	esforce	para	seguir	o	sistema	diariamente	no	 intuito	de
não	quebrar	o	fluxo	de	trabalho.	Apenas	um	dia	sem	trabalhar	já	pode	gerar	um
acumulo	muito	grande	de	conteúdo	a	ser	concluído.
Nós	 já	 sabemos	 que	 um	 dos	 motivos	 pelos	 quais	 procrastinamos	 é	 a
dificuldade	de	começar,	que	muitas	vezes	é	acionada	pela	quantidade	de	trabalho
que	 temos	 para	 fazer	 e	 que	 todo	 nosso	 sistema	 se	 baseia	 em	 quebrar	 projetos
maiores	em	peças	menores.	Logo,	é	importante	que	você	se	mantenha	dedicado
diariamente	para	não	acumular	afazeres.	É	muito	mais	fácil	e	eficiente	trabalhar
um	pouco	todos	os	dias	do	que	passar	48	horas	trabalhando	sem	parar.
			UTILIZE	INCENTIVOS	VISUAIS
Lembra	 quando	 falamos	 sobre	 a	 importância	 de	 ter	 um	 calendário	 a	 vista
constantemente?	Pois	bem,	vamos	explicar	um	pouco	mais	sobre	a	importante	de
ter	incentivos	visuais	em	todo	lugar.
Alguns	de	nós	somos	extremamente	visuais,	gostamos	mais	de	assistir	TV	do
que	 ouvir	 rádio	 ou	 um	 podcast	 porque	 mais	 de	 um	 senso	 está	 envolvido.
Seguindo	 a	 mesma	 linha	 de	 pensamento,	 ter	 incentivos	 visuais	 que	 ajudam	 a
manter	o	 foco	poderá	ser	mais	eficiente	do	que	 ter	apenas	um	aviso	no	celular
por	exemplo.
			Incentivos	Visuais	são	ótimos	gatilhos
Muitas	vezes	nós	gostamos	de	nos	 iludir	 com	 relação	 a	quantidade	 real	 de
trabalho	 que	 precisamos	 fazer.	 Quando	 queremos	 procrastinar,	 buscamos
justificativas	que	validem	as	nossas	decisões.	Repetimos	para	nós	mesmos	que
“Nem	 é	 tanta	 coisa	 assim,	 posso	 fazer	 outra	 hora”,	 porém,	 com	 incentivos
visuais	como	um	calendário	que	esteja	constantemente	à	sua	vista	você	terá	uma
melhor	noção	da	quantidade	de	tarefas	que	precisa	fazer,	além	de	ser	uma	ótima
ferramenta	para	a	organização	do	trabalho.
Não	 se	 trata	 de	 propositalmente	 causar	 ansiedade,	 afinal	 de	 contas,	 a	 essa
altura	 já	 fizemos	 nossa	 lista	 de	 afazeres	 e	 a	 separamos	 em	 pequenas	 metas.
Logo,	 realizar	 essas	 tarefas	 é	 importante	 para	 o	 progresso	 do	 projeto	 inteiro	 e
manter	 anotações	 visíveis	 que	 te	 lembrem	 exatamente	 o	 que	 precisa	 ser	 feito
pode	ser	de	grande	ajuda.
	
			Melhor	visualização	do	progresso	feito
Quando	 estamos	 lidando	 com	 uma	 carga	 maior	 de	 trabalho	 podemos
facilmente	 nos	 confundir	 e	 não	 ter	 uma	 real	 noção	 de	 quanto	 progredimos,
porém,	tarefas	concluídas	com	sucesso	nos	proporcionam	satisfações	e	alivio	por
temos	 finalizado	 nossas	 metas.	 Logo,	 ter	 controle	 de	 quanto	 trabalhamos
concluímos	 é	 tão	 importante	 quanto	 ter	 controle	 do	 trabalho	 que	 precisamos
concluir.
Ao	percebermos	o	progresso	do	nosso	trabalho	e	a	eficiência	do	sistema	que
implantamos	 nos	 sentimentos	 mais	 motivados	 a	 continuar	 a	 rotina	 e	 concluir
ainda	mais	metas.	Essa	etapa	 também	é	 importante	para	 conseguirmos	apontar
falhas	 na	 nossa	 rotina	 e	 adaptar	 a	 nossa	 estratégia	 até	 acharmos	 uma	 que
funcione	 melhor	 para	 a	 nossa	 carga	 de	 trabalhos	 e	 projetos	 principalmente
quando	estamos	lidando	com	uma	demanda	maior.
			Motivação
Além	de	manter	controle	sobre	suas	metas	e	progresso	os	incentivos	visuais
são	ótimas	ferramentas	para	dar	um	gás	na	nossa	motivação.	Construa	um	mural
de	inspiração	que	possua	relação	direta	com	os	seus	objetivos.	Por	exemplo:	A
foto	de	um	par	de	calça	jeans	que	lhe	servia	perfeitamente	no	passado	e	já	não
lhe	 serve	mais	 para	 incentivar	 a	 sua	 reeducação	 alimentar;	A	 foto	 de	 um	belo
apartamento	para	lhe	incentivar	a	economizar	mais	dinheiro	e	estudar	mais	sobre
finanças	 e	 como	 conseguir	 independência	 financeira;	 A	 foto	 de	 uma	 beca	 de
formatura	para	lhe	motivar	a	estudar	mais	para	as	suas	provas,	etc.
Mantenha	 os	 incentivos	 visuais	 em	 lugares	 estratégicos,	 aqueles	 em	 que
passa	mais	tempo	trabalhando	ou	lugares	onde	o	incentivo	ficará	a	vista	como	a
tela	 do	 seu	 computador,	 smartphone,	 ou	 um	 mural	 ao	 lado	 da	 sua	 mesa	 de
trabalho.	Renove	seus	incentivos	assim	que	finalizar	metas	e	novas	surgirem	ou
crie	 duas	 seções	 no	 mural:	 Concluídos	 e	 Em	 Andamento.	 Visualizar	 o
progresso	 que	 já	 fez	 e	 as	 outras	 metas	 que	 conseguiu	 realizar	 lhe	 darão	 o
incentivo	 que	 precisa	 para	 continuar	 sendo	 produtivo	 e	 não	 retornar	 aos	 seus
hábitos	de	procrastinar.
Comprovando	 a	 eficiência	 do	 método,	 muitas	 pessoas	 de	 grande	 sucesso
utilizam	 de	 incentivos	 visuais	 em	 seu	 dia	 a	 dia	 para	 não	 quebrar	 o	 sistema
imposto	 e	 continuar	 sendo	 produtivos.	 Talvez	 você	 se	 sinta	 mais	 motivado	 a
tentar	ao	saber	das	histórias	de	Jerry	Seinfeld	e	Trent	Dyrsmid.
Jerry	Seinfeld,	comediante	de	sucesso	nos	Estados	Unidos	que	faz	fortunastodos	os	anos,	contou	a	um	de	seus	pupilos	que	estavam	em	busca	de	sucesso	na
área	o	segredo	para	continuar	sendo	produtivo.	Ele	explicou	que	o	segredo	para
escrever	piadas	de	sucesso	era	escrever	bastante	e	melhorar	a	técnica	de	escrita
ao	praticar	diariamente.	Seinfeld	explicou	que	um	bom	método	era	comprar	um
grande	calendário	de	vários	meses	ou	até	mesmo	um	ano	 inteiro	e	definir	uma
meta	diária.	Todos	os	dias	em	que	as	metam	eram	completadas	com	sucesso	ele
marcava	o	dia	com	um	X,	e	após	dias	e	meses	ele	conseguiu	criar	uma	cadeia	de
X	em	seu	calendário.
Seinfeld	 gostava	 de	 ver	 a	 cadeia	 crescer	 e	 não	 ser	 interrompida,	 era	 um
incentivo	 visual!	 Diariamente	 ele	 se	 esforçava	 para	 concluir	 suas	 metas	 e
continuar	 crescendo	 a	 cadeia	 de	 X	 pois	 isso	 lhe	 proporcionava	 satisfação.
Durantes	diversos	anos	a	única	preocupação	dele	era	manter	a	cadeia	“viva”	e
crescendo,	e	ele	acredita	que	um	dos	grandes	motivos	de	seu	sucesso	foi	o	hábito
de	 escrever	 diariamente.	 Hábito	 esse	 que	 foi	 impulsionado	 por	 um	 incentivo
visual!
Não	 diferente	 de	 Seinfeld,	 Trent	 Dyrsmid	 que	 conseguiu	 uma	 carreira	 de
sucesso	aos	25	anos	trabalhando	em	um	pequeno	banco	da	cidade	onde	morava,
explicou	que	utilizava	de	um	método	chamado	“O	método	dos	clipes	de	papel”.
Todos	os	dias,	Dyrsmid	começava	o	dia	com	uma	jarra	completa	com	120	clipes
de	 papel	 e	 cada	 vez	 que	 ele	 fazia	 uma	 ligação	 para	 empresas	 ou	 possíveis
clientes	tentando	recrutá-los	para	o	banco	ele	movia	um	clipe	de	papel	para	outra
jarra	vazia.
A	meta	de	Dyrsmid	era	mover	 todos	os	120	clipes	diariamente	e	a	quando
conseguia	mover	todos	isso	lhe	causava	satisfação.	Manter	um	incentivo	visual
ao	 ver	 o	 jarro	 que	 começou	 cheio	 esvaziando	 e	 o	 jarro	 que	 começou	 vazio
enchendo	proporcionava	a	motivação	que	ele	precisava	para	continuar	 fazendo
as	ligações,	o	que	resultou	em	mais	de	5	milhões	de	reais	adicionados	ao	banco
graças	aos	esforços	de	Dyrsmid.
Seguindo	o	mesmo	exemplo	dos	dois	exemplos	de	sucesso	você	pode	utilizar
o	método	no	seu	dia	a	dia	também!	Veja	estes	exemplos:
	 	 	 	Se	 a	 sua	meta	 for	 escrever	 1000	 palavras	 de	 uma	 pesquisa	 diariamente,
mova	1	clipe	de	papel	para	cada	100	palavras	que	escrever.
	 	 	 	 Se	 a	 sua	 meta	 for	 organizar	 os	 cômodos	 da	 sua	 casa	 e	 você	 possui	 10
cômodos,	mova	1	clipe	de	papel	para	cada	cômodo	que	arrumar.
				Se	a	sua	meta	for	perder	10	kg,	mova	1	clipe	de	papel	para	cada	kg	perdido.
	 	 	 	Se	a	sua	meta	for	responder	15	e-mails	por	dia,	mova	1	clipe	de	papel	para
cada	e-mail	respondido.
Incentivos	visuais	podem	ser	a	 ferramenta	que	faltava	no	seu	planejamento
para	 que	 você	 abandone	 de	 vez	 a	 procrastinação.	 Sinta	 o	 progresso	 dos	 seus
sonhos	e	principalmente,	veja	o	progresso.	Anime-se	e	continue	trabalhando	até
a	 sua	 jarra	 estar	 completamente	vazia,	 apenas	para	 começar	novamente	no	dia
seguinte.
CAPÍTULO	10
PRODUTIVIDADE	E	HÁBITO
“Não	é	porque	as	coisas	são	difíceis	que	nós	não	tentamos,	é	porque	não
tentamos	que	as	coisas	são	difíceis.”		-	Seneca.
Independentemente	 de	 ser	 um	 procrastinador	 ou	 não,	 há	 algo	 que	 todos
buscamos	 melhorar	 diariamente,	 a	 nossa	 produtividade.	 Algumas	 pessoas
tendem	a	confundir	os	 termos	e	 achar	que	um	é	o	oposto	do	outro,	 isso	não	é
necessariamente	verdade.	Nós	sabemos	que	procrastinadores	são	aquelas	pessoas
que	 empurram	 tudo	 para	 a	 última	 hora,	 evitando	 tarefas	 simplesmente	 porque
não	 querem	 se	 comprometer,	 por	medo	 de	 falhar,	 por	 falta	 de	 planejamento	 e
muitos	outros	motivos.	Já	uma	pessoa	produtiva	é	alguém	que	consegue	finalizar
tarefas	 com	 eficiência	 e	 tem	 um	 bom	 fluxo	 de	 trabalho.	 O	 procrastinador,	 no
entanto,	também	pode	ser	uma	pessoa	produtiva.
A	confusão	acontece	porque	muitos	tendem	a	acreditar	que	produtividade
e	procrastinação	tem	relação	exclusiva	com	o	tempo	e	nada	mais.	Nós	sabemos,
no	 entanto,	 que	 procrastinar	 não	 se	 resume	 apenas	 ao	 tempo,	 afinal,	 muitas
pessoas	mesmo	procrastinando	conseguem	realizar	tarefas	com	certa	qualidade	e
podem	até	 ser	mais	criativos	e	produtivos	quando	 trabalham	em	cima	da	hora.
São	procrastinadores!	Mas	também	são	produtivos,	já	que	realizam	suas	tarefas
com	 eficiência	 e	 qualidade.	 Lembre-se	 que	 procrastinar	 passa	 a	 virar	 um
problema	 quando	 ela	 afeta	 o	 nosso	 trabalho,	 a	 qualidade	 do	 que	 fazemos,	 o
nosso	bem-estar	e	o	sucesso	dos	nossos	projetos.
Se	conseguimos	cumprir	diversas	tarefas	no	tempo	que
temos,	podemos	nos	considerar	produtivos	e	de	forma
geral	mais	eficientes	em	nossos	trabalhos.
Esta	 afirmação	 é	 incorreta,	 basicamente	 porque	 produtividade	 se	 trata
muito	mais	da	qualidade	do	que	de	quantidade.	Uma	pessoa	produtiva,	portanto,
é	aquela	que	consegue	realizar	tarefas	importantes	com	eficiência,	mesmo	que	de
última	hora,	e	os	métodos	que	listamos	até	esse	ponto	são	métodos	que	podem
ser	 aplicados	 para	 que	 você	 consiga	 não	 apenas	 realizar	 tarefas,	 mas	 fazê-las
bem.	A	partir	do	momento	que	você	conseguir	 seguir	as	dicas	deste	 livro	com
consistência	será	então	uma	pessoa	mais	produtiva.	Logo,	não	poderíamos	deixar
de	 fora	 dicas	 extras	 que	 podem	 lhe	 ajudar	 ainda	mais	 nesse	 processo.	 Afinal,
você	 sairá	 deste	 livro	 com	 todas	 as	 informações	 que	 precisa	 para	 mudar
completamente	a	forma	como	trabalha.
Regra	dos	2	minutos
A	regra	dos	2	minutos	é	um	método	bastante	simples	que	pode	ser	aplicado
em	suas	metas	diárias	para	evitar	a	procrastinação	e	lhe	tornar	uma	pessoa	mais
produtiva.	Você	já	possui	as	suas	metas	diárias	que	em	conjunto	representam	um
grande	 projeto,	mas	 você	 ainda	 precisa,	 de	 fato,	 realizá-las.	 Sabemos	 também
que	 você	 deve	 começar	 pelas	mais	 importantes,	 e	 não	 pelas	mais	 fáceis,	 logo
isso	pode	se	tornar	um	desafio.	Por	isso,	você	pode	usar	a	Regra	dos	2	minutos
para	lhe	impedir	de	acabar	procrastinando	suas	metas.
O	 conceito	 da	 regra	 é	 o	 seguinte:	 Para	 tudo	 que	 você	 for	 fazer,
independentemente	do	quão	difícil	for	inicialmente,	voce	deve	modificá-la	para
que	 a	 tarefa	 leve	 no	 máximo	 dois	 minutos	 para	 ser	 iniciada.	 Funciona	 da
seguinte	 forma,	 sabemos	 que	 temos	 que	 para	 começar	 a	 responder	 e-mails
efetivamente	 precisamos	 começar	 a	 digitar,	 no	 entanto,	 provavelmente	 isto	 é
algo	 com	 o	 qual	 voce	 não	 quer	 lidar	 no	 momento,	 do	 contrário	 não	 estaria
tentado(a)	 a	 procrastinar.	 Por	 tanto,	 ao	 invés	 de	 começar	 a	 digitar	 e	 enviar	 e-
mails,	 nos	 transformarmos	 o	 começo	 dessa	 atividade	 em	 apenas	 “ligar	 o
computador”.
Para	toda	atividade	que	precisamos	fazer	diariamente,	é	possível	diminuir	a
dificuldade	do	começo	para	que	se	torne	algo	muito	menor.	Podemos	então,	citar
vários	exemplos.
				Ir	a	academia	se	torna	=	Calçar	um	par	de	tênis.
				Ir	a	faculdade	se	torna	=	Pegar	as	chaves	do	carro.
				Responder	e-mails	se	torna	=	Ligar	o	computador.
				Lavar	as	roupas	se	torna	=	Recolher	a	roupa	suja.
				Limpar	o	quarto	se	torna	=	Pegar	os	matérias	de	limpeza.
O	 objetivo	 deste	 método	 é	 tornar	 o	 começo	 das	 suas	 metas	 o	 mais	 fácil
possível,	 de	 forma	que	você	não	 se	 sinta	desencorajado	 a	 começar.	Você	 sabe
que	 a	 sua	meta	não	 é	 calçar	 um	par	de	 tênis	 e	 sim	 ir	 à	 academia	malhar,	mas
você	tornou	o	começo	da	ação	em	uma	tarefa	muito	mais	simples	como	calçar	os
sapatos,	uma	tarefa	tão	prática	que	é	quase	impossível	não	a	cumprir.	Uma	vez
que	este	passo	esteja	pronto,	muito	provavelmente	você	não	irá	resolver	tirar	os
tênis	 novamente	 e	 voltar	 para	 o	 sofá.	 Estando	 pronto	 para	 sair,	 é	 muito	mais
simples	apenas	ir	do	que	retirar	tudo	e	voltar	para	o	sofá.
“Já	que	eu	estou	pronto(a)	e	tenho	tudo	que	preciso,	é
melhor	ir.”
Este	 método	 é	 eficiente	 porque	 ele	 reforça	 o	 que	 nós	 já	 sabemos	 sobre	 a
procrastinação:	Fazer	algo	não	é	difícil,	difícil	é	começar.	Ao	tornar	o	começo	da
nossa	tarefa	algo	tão	simples	que	você	não	precisa	nem	pensar	muito	a	respeito,você	 estimula	 a	 criação	 do	 hábito.	 Após	 algum	 tempo	 calçando	 os	 seus	 tênis
diariamente	isso	se	tornará	algo	que	você	faz	quase	que	involuntariamente.	“São
7	da	 noite	 vou	 calçar	 os	meus	 sapatos”,	 e	 uma	vez	 que	você	 já	 está	 pronto(a)
para	a	academia	será	muito	improvável	que	você	desista	de	ir.
	
			Siga	os	seus	planos,	não	o	plano	de	outras	pessoas
A	 internet	 é	 algo	 maravilhoso.	 Ela	 tem	 o	 poder	 de	 unir	 as	 pessoas	 e	 nos
deixar	a	um	clique	de	distância	um	do	outro.	Com	as	redes	sociais	conseguimos
acompanhar	em	tempo	real	o	que	todo	mundo	está	fazendo	e	isso	pode	se	tornar
um	 problema.	 Portanto,	 nossa	 segunda	 dica	 de	 produtividade	 é	 seguir	 a	 sua
rotina,	antes	de	acompanhar	a	dos	outros.
Que	 tal	não	checar	suas	 redes	sociais	antes	de	finalizar	pelo	menos	uma
meta	diária?	Que	tal	antes	de	responder	e-mails,	você	trabalhar	em	algo	que	seja
importante	 para	 você?	 Faça	 planos	 para	 o	 seu	 dia	 e	 tente	 seguir	 o	 seu
cronograma	antes	 de	 começar	 a	 apenas	 reagir	 a	 outras	 pessoas.	Muitos	 de	nós
podemos	facilmente	passar	horas	na	cama	checando	o	que	foi	postado	enquanto
estávamos	nos	dormindo...	Horas,	antes	de	começar	a	trabalhar	em	nós	mesmos.
Isto	não	quer	dizer	que	você	deve	correr	e	deletar	todas	as	suas	contas	e	se
isolar,	mas	que	checar	o	que	os	outros	estão	fazendo	não	deve	ser	sua	prioridade,
e	 sim	 trabalhar	 em	você	mesmo	e	nas	 suas	metas	 e	projetos.	Quando	 terminar
pelo	 menos	 uma	 meta	 diária,	 você	 pode	 dar	 uma	 conferida	 e	 logo	 voltar	 ao
trabalho.	Apenas	pessoas	determinadas	conseguem	resultados,	coloque	você	em
primeiro	 lugar	 e	 veja	 seus	 projetos	 acontecerem	 de	 forma	 muito	 mais	 fácil	 e
fluida.
	
			Menos	decisões	diárias	=	Mais	produtividade
Lembra	quando	 falamos	que	o	nosso	cérebro	sempre	escolhe	a	opção	mais
fácil	 e	 que	 por	 isso	 não	 podemos	 dar	 a	 ele	 essa	 opção?	 Pois	 bem,	 a	 nossa
próxima	dica	de	produtividade	é	 eliminar	 as	opções	que	podem	 lhe	distrair	ou
serem	 tentadoras	 durante	 o	 tempo	 em	 que	 você	 está	 trabalhando.	 Existem
inclusive,	 aplicativos	 e	 programas	 que	 bloqueiam	 o	 acesso	 a	 internet	 no	 seu
computador	por	um	período	de	tempo	determinado	pelo	usuário,	o	que	pode	ser
uma	boa	opção	caso	você	se	distraia	facilmente.
Alguns	de	nós	nutrimos	o	hábito	de	trabalhar	em	nossos	computadores	com
as	 redes	 sociais	 abertas,	 sites	 de	 streaming,	 portais	 de	 notícias	 entre	 outras
coisas.	Estamos	literalmente	nos	dando	opções	para	procrastinar	e	na	maioria	das
vezes	acabamos	clicando	nas	janelas	abertas	e	checando	o	que	foi	postado	a	cada
cinco	 minutos	 mesmo	 quando	 sabemos	 que	 nada	 aconteceu	 durante	 o	 curto
espaço	de	tempo	que	passamos	realmente	trabalhando.
É	 comprovado	 cientificamente	 que	 fazer	 muitas	 escolhas	 em	 um	 curto
período	de	tempo	afeta	a	nossa	força	de	vontade.	Como?	Bem,	é	algo	chamado
“Fadiga	 de	 decisão”,	 e	 basicamente	 significa	 que	 se	 você	 tiver	 que	 escolher
constantemente	 entre	 escrever	 o	 seu	 artigo	 e	 clicar	 no	 janela	 do	 e-mail,	 você
pode	até	resistir	por	um	certo	período	de	tempo,	normalmente	um	curto	período,
mas	 eventualmente	 irá	 simplesmente	 “perder	 as	 forças”	 e	 decidir	 clicar	 logo
apenas	para	se	“livrar”	do	impasse.
Após	você	se	render	e	começar	a	checar	outras	coisas	que	estão	abertas	em
seu	 navegador	 isso	 vira	 um	 hábito	 que	 você	 construiu	 em	 poucos	 minutos.
Quando	 se	 der	 conta,	 você	 está	 fazendo	 a	mesma	 coisa	 diversas	 vezes	 e	 está
passando	 mais	 tempo	 navegando	 em	 outros	 sites	 do	 que	 escrevendo.	 Do
computador,	você	começar	a	checar	o	celular,	ver	as	mensagens,	checar	todas	as
10	 redes	 sociais	 que	 você	 provavelmente	 possui	 e	 quando	 decidir	 voltar	 a
trabalhar	já	terá	“perdido”	quase	uma	hora.	Assim...	sem	nem	perceber.
Desligue	 qualquer	 coisa	 que	 possa	 te	 distrair,	 deixe	 seu	 celular	 em	 outro
cômodo	da	casa,	feche	todas	as	janelas	abertas	no	navegador	que	não	sejam	de
pesquisa	 e	 volte	 para	 elas	 assim	 que	 finalizar.	 Você	 não	 precisa	 passar	 o	 dia
inteiro	 longe	 das	 coisas	 que	 lhe	 proporcionam	 entretimento,	mas	 deve	 saber	 o
horário	em	que	elas	não	são	adequadas.	Quando	tentamos	fazer	muitas	coisas
simultaneamente	acabamos	não	fazendo	nada.	Trabalhe	agora	para	poder	se
divertir	depois.
			Saiba	valorizar	os	começos	imperfeitos
Comece,	querido	leitor.	Apenas	comece.	Na	dúvida	apenas	vá	e	faça	algo	a
respeito.	 Você	 não	 precisa	 ter	 tudo	 pronto	 antes	 de	 começar,	 corra	 riscos	 e
mesmo	 que	 acabe	 errando,	 pelo	 menos	 você	 fez	 algo.	 Pessoas	 de	 sucesso
conseguiram	 realizar	 coisa	 incríveis	 porque	 tentaram	 criar	 algo	 novo	 mesmo
quando	outras	pessoas	não	acreditaram	em	suas	ideias,	o	que	impede	você	então
de	finalmente	tirar	os	planos	do	papel?
Comece	a	sua	dieta	agora,	comece	seu	Star	Up	agora,	comece	a	praticar	um
esporte	 agora,	 comece	 a	 estudar	 para	 a	 prova	 agora,	 comece	 a	 aprender	 outro
idioma	agora.	Não	pense	muito,	apenas	se	 levante	e	vá	até	a	escola	de	 línguas
mais	próxima	e	pergunte	sobre	procedimento	de	matricula.	Se	sentir	dificuldade,
comece	utilizando	a	Regra	dos	2	minutos	 e	 transforme	 ir	 à	 escola	em	apenas
organizar	os	documentos	que	podem	ser	necessários	como	seus	dados	pessoais.
Tenha	tudo	em	mãos	e	apenas	vá.
Em	 qualquer	 nova	 empreitada	 você	 se	 sentirá	 assustado,	 com	 medo	 e
receoso,	isso	é	algo	completamente	normal.	Muitos	de	nós	usamos	a	motivação
como	desculpa.	“Precisamos	estar	motivados”;	focamos	muito	em	“preciso	estar
motivado”	 quando	 a	 realidade	 é	 que	 ninguém	 acorda	 as	 5	 da	manha	 animado
para	 correr	 10km,	 ou	 para	 estudar	 aquela	 matéria	 que	 você	 nem	 gosta.	 É
impossível	 enganar	 o	 nosso	 cérebro	 a	 gostar	 de	 algo	 que	 nós	 odiamos,	 o	 que
podemos,	 no	 entanto,	 e	 o	 que	 estamos	 tentando	 fazer	 é	 educar	 nós	 mesmo	 a
simplesmente	 fazer,	 relacionando	 essas	 atividades	 a	 coisas	 que	 gostamos	 e
tornando	o	processo	o	mais	simples	possível	de	se	começar.
Começar	é	mais	importante	do	que	ser	bem-sucedido.	Por	mais	que	algo	lhe
assuste,	você	precisa	estar	disposto	a	começar	de	alguma	forma,	principalmente
porque	as	consequências	de	não	começar	são	muito	maiores	do	que	as	de	falhar.
No	 mínimo,	 o	 seu	 erro	 vai	 lhe	 ensinar	 lições	 valiosas,	 você	 vai	 ter	 ótimas
histórias	 para	 contar	 e	 agora	 terá	mais	 experiência	 no	 assunto,	 o	 que	 significa
que	suas	chances	de	errar	em	uma	segunda	tentativa	são	ainda	menores.
Quando	optamos	por	não	começar	algo	estamos	trocando	50%	de	chance	por
0%.	 Veja	 bem,	 quando	 começamos	 algo	 as	 chances	 de	 nossa	 decisão	 ser	 a
correta	 é	 50%	 e	 também	 50%	 de	 ser	 a	 decisão	 errada.	 Quanto	 mais
conhecimento	e	experiência	temos	sobre	o	que	estamos	tentando	fazer,	maior	a
chance	de	dar	certo	será.	Esses	50%	poderão	se	tornar	60%	ou	até	70%.	Porém,
quando	decidimos	não	começar	estamos	optando	por	uma	chance	de	0%	de	tudo
dar	certo.	Apenas	as	pessoas	que	começam	têm	a	chance	de	terminar.
Acredite,	 você	 não	 está	 sozinho.	 Todos	 temos	 que	 enfrentar	 problemas	 e
todos	 nós	 chegamos	 em	 bloqueios	 de	 criatividade,	 queremos	 procrastinar	 e	 as
vezes	até	desistir.	A	diferença	é	que	algumas	pessoas,	normalmente	aquelas	que
atingem	o	sucesso,	conseguem	passar	por	cima	de	tudo	isso	e	começar.
O	 máximo	 que	 pode	 acontecer	 é	 falharmos,	 e	 quando	 pensamos	 nas
consequências	 de	 não	 fazer	 nada,	 falhar	 não	 parece	 a	 pior	 das	 ideias.	 O
importante	 é	 você	 ter	 a	 iniciativa	 de	 tentar	mudar	 uma	 realidade	 da	 qual	 você
não	está	 satisfeito	 (a).	Muito	mais	vale	 tentar	parar	de	procrastinar	em	prol	da
sua	melhoria	no	trabalho	do	que	ficar	eternamente	frustrado(a)	por	não	avançar
em	sua	carreira.
Para	várias	coisas	em	nossas	vidas	é	impossível	estar	totalmente	preparado,
aprendemos	 a	medida	 de	 que	 tentamos,	 aprendemos	 no	 processo,	 na	 prática	 e
não	apenas	na	teoria.	Também	não	aprendemos	nada	quando	não	tentamosnada,
não	 é	mesmo?	Por	 tanto,	 tente	 pelo	menos	 uma	 vez,	 vá	 aos	 poucos,	 deixando
sempre	um	espaço	na	sua	fileira	de	dominós.	Entenda	a	importância	do	que	você
faz	e	aprecie	o	progresso.	Quanto	mais	você	avançar	mais	se	sentirá	motivado	a
continuar.
Implemente	os	métodos	deste	livro	na	sua	rotina,	tente	mudar,	dedique-se	a
isso	 e	 aceite	 as	 consequências	 da	 decisão	 que	 escolher.	 Se	 errar,	 aperfeiçoe	 o
sistema	 e	 tente	 novamente.	 Se	 acertar,	 ótimo,	 vamos	 para	 a	 próxima	 meta.
Independentemente	do	resultado,	apenas	tente	ao	invés	de	ficar	parado	e	diga	a	si
mesmo...
...Xô,	preguiça!
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	Sumário
	Procrastinação, o inimigo de todos nós
	Nosso tempo vale muito mais do que o nosso dinheiro.
	CAPÍTULO 1
	IDENTIFICANDO O PROBLEMA
	CAPÍTULO 2
	AKRASIA
	CAPÍTULO 3
	CONSEQUÊNCIAS DA PROCRASTINAÇÃO
	CAPÍTULO 4
	POR QUE PROCRASTINAMOS?
	QUANDO NÃO ESTAMOS MOTIVADOS
	QUANDO ESTAMOS COM MEDO
	QUANDO NÃO NOS SENTIMOS CONFIANTES
	INCONSISTÊNCIA TEMPORAL
	QUANDO NÃO GOSTAMOS DO QUE FAZEMOS
	CAPÍTULO 5
	A LINHA DA PROCRASTINAÇÃO & CICLO DE CONTATO
	PRÉ CONTATO OU SENSAÇÃO
	INICIO DO CONTATO
	ÚLTIMO CONTATO
	PÓS CONTATO
	CICLOS INCOMPLETOS
	CAPÍTULO 6
	PRAZO X SEM PRAZO
	COM PRAZO
	SEM PRAZO
	CAPÍTULO 7
	COMO PARAR DE PROCRASTINAR
	COM PLANEJAMENTO
	PLANO DE CURTO PRAZO
	PLANO DE LONGO PRAZO
	COM O SISTEMA DE RECOMPENSA
	Você precisa se privar desta atividade agradável em outros momentos do seu dia a dia.
	Lembre-se que estamos tentando deixar as coisas o mais fáceis possíveis para que seu corpo não apresente tanta recusa natural para a atividade.
	Você só poderá ir à praia quando fizer o orçamento da viagem.
	COM O SISTEMA DE PUNIÇÃO
	Por isso, precisamos tornar as consequências mais imediatas.
	Se eu não escrever 500 palavras desta pesquisa hoje, eu terei que escrever 1000 amanhã.
	Método 1.
	Para cada dia que eu não escrever a meta de 500 palavras neste projeto, eu ficarei um dia sem consumir açúcar na minha alimentação.
	Método 2.
	CAPITULO 8
	METAS IRREALISTAS
	Encontre a raiz do problema
	Qualidade x Quantidade
	Não faça comparações
	Não faça planos para tentar vencer os outros, e sim você mesmo.
	CAPÍTULO 9
	MAIS SOBRE COMO PARAR DE PROCRASTINAR
	MANTENHA UMA ROTINA DIÁRIA
	ORGANIZE SUAS METAS POR PRIORIDADE
	SIGA A ORDEM IMPOSTA
	REALIZE UMA TAREFA DE CADA VEZ
	MOVA TAREFAS INACABADAS PARA A PRÓXIMA LISTA
	SIGA ESTE MÉTODO DIARIAMENTE
	UTILIZE INCENTIVOS VISUAIS
	Incentivos Visuais são ótimos gatilhos
	Melhor visualização do progresso feito
	Motivação
	CAPÍTULO 10
	PRODUTIVIDADE E HÁBITO
	Se conseguimos cumprir diversas tarefas no tempo que temos, podemos nos considerar produtivos e de forma geral mais eficientes em nossos trabalhos.
	Regra dos 2 minutos
	“Já que eu estou pronto(a) e tenho tudo que preciso, é melhor ir.”
	Siga os seus planos, não o plano de outras pessoas
	Menos decisões diárias = Mais produtividade
	Saiba valorizar os começos imperfeitos

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