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1 
 
 
 
 
2 
 
 
 SUMÁRIO 
 
 
LÍNGUA PORTUGUESA 
 
Planejamento 1: Procedimentos de leitura e Relação entre textos ....................... pág 01 
Planejamento 2: Implicações do suporte, compreensão do texto, do gênero 
e/ou do enunciador na compreensão do texto ................................................... pág 08 
Planejamento 3: Coerência e coesão no processamento do texto e Relações 
entre recursos expressivos e efeitos de sentido ................................................. pág 16 
Planejamento 4: Variação linguística................................................................. pág 26 
 
ANEXO 
 
Caderno de Questões...................................................................................... pág 35 
 
 
 
 
 
1 
 
 SEGMENTO 
 
 
 
 
 MATERIAL DE APOIO PEDAGÓGICO PARA APRENDIZAGENS – MAPA SAEB 2023 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
TÓPICO: DESCRITOR: 
Procedimentos de leitura. 
Relação entre textos. 
 
 
D1 - Localizar informações explícitas em um texto. 
D3 - Inferir o sentido de uma palavra ou expressão. 
D4 - Inferir uma informação implícita em um texto. 
D6 - Identificar o tema de um texto. 
D14 - Distinguir um fato da opinião relativa a esse fato. 
D20 - Reconhecer diferentes formas de tratar uma informação na 
comparação de textos que tratam do mesmo tema, em função das 
condições em que ele foi produzido e daquelas em que será recebido. 
D21 - Reconhecer posições distintas entre duas ou mais opiniões 
relativas ao mesmo fato ou ao mesmo tema. 
 
 PLANEJAMENTO 
 
 
TEMA DE ESTUDO: Leitura, interpretação e compreensão de textos. 
DURAÇÃO: 2 aulas. 
PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS 
A) CONTEXTUALIZAÇÃO/ABERTURA: 
Professor(a), nesta sequência didática vamos explorar a leitura de diversos tipos de textos para que os 
estudantes desenvolvam e aprimorem suas capacidades linguísticas de maneira que demonstrem o 
aprendizado da língua. É importante que se exponha ao estudante o que de fato é ler, interpretar e 
compreender um texto. Mostrar-lhe que a leitura é parte essencial do trabalho, do empenho, da 
perseverança, da dedicação em aprender. 
 
B) DESENVOLVIMENTO: 
AULA 1: RETOMANDO O CONCEITO 
Professor(a), nesta aula vamos conceituar e diferenciar os seguintes itens: LER, COMPREENDER e 
INTERPRETAR. Pode-se fazer uma projeção ou utilizar folhas impressas, distribuindo-as aos estudantes. É 
importante deixar claro aos estudantes que a leitura vai muito além da simples decodificação. Comente 
com eles, professor(a), que o hábito da leitura pode melhorar a comunicação e ainda a capacidade de se 
relacionar com indivíduos e trabalhar em grupo, sobretudo no mundo corporativo. Afinal, com mais 
conhecimentos, um vocabulário enriquecido e uma escrita aperfeiçoada, a pessoa será capaz de transmitir 
suas ideias de maneira mais objetiva. A figura abaixo pode ser usada para dar início à aula. 
 
 
 
 
 
 COMPONENTE CURRICULAR 
Língua Portuguesa 
 
 ANO DE ESCOLARIDADE 
3 o ano 
 
2 
 
Imagem 1: Diferenças entre compreender e interpretar. 
 
Fonte: (FRANCISCO, 2023) 
 
Após mostrar a imagem acima, você pode apresentar o seguinte exemplo, que a Professora Pamba 
deu em sua página, que pode ser projetado ou escrito no quadro: 
 
“Ana Júlia andava cabisbaixa.” 
 
Pergunte aos estudantes: “Qual a sua compreensão disso?”. Em seguida pergunte: “Qual a sua 
interpretação dessa frase?”. Ouça as respostas e verifique se eles compreenderam a diferença entre 
compreender e interpretar. 
Comente com os estudantes que a palavra ‘cabisbaixa’, em nossa cultura, carrega um sentido 
negativo, de tristeza. Destaque que essa possibilidade só foi possível porque em nosso contexto social, 
uma pessoa que anda de cabeça baixa (cabisbaixa) normalmente está triste. Trata-se de uma 
INTERPRETAÇÃO. 
Já no campo da COMPREENSÃO, é fato que Ana é uma pessoa do sexo feminino e a mesma andava de 
cabeça baixa (cabisbaixa). Ou seja; isso é o que está ESCRITO na frase. 
Assim sendo, mostre aos estudantes que a interpretação, como vimos, depende da nossa visão de 
mundo. Deduzimos que ela estava triste não pelo significado da palavra, ali no dicionário, mas pelo 
modo como costumamos utilizá-la no nosso contexto social. 
 
AULA 2: DIFERENCIANDO FATO DE OPINIÃO 
Professor(a), nesta aula vamos primeiro diferenciar FATO de OPINIÃO. Comente com os estudantes 
que é muito relevante saber essa diferenciação, mas que nem sempre é uma tarefa fácil, sendo 
necessário praticar para que se consiga adquirir um certo domínio. Pode-se começar a aula mostrando, 
brevemente, a diferença entre fato e opinião, por meio da imagem a seguir, fazendo a exposição por 
projeção, imprimindo as folhas e distribuindo aos estudantes ou mesmo reproduzindo no quadro. 
 
 
 
3 
 
Imagem 2: Fato X Opinião 
 
Fonte: (FRANCISCO, 2023) 
 
Em seguida à exposição, mostre o exemplo abaixo, resolvendo a atividade com os estudantes. 
Leia o texto com a turma. 
 
Disponível em: https://www.tudosaladeaula.com/2021/11/atividade-sobre-fato-e-opiniao-com-explicacao-anos-finais.html 
Peça aos estudantes que preencham no quadro abaixo a opinião referente ao fato relatado no texto. 
Em seguida faça a correção com os mesmos e apontando as diferenças entre o que é FATO do que é 
uma OPINIÃO. 
 
 
4 
 
 
 
RECURSOS: 
Caderno, caneta, lousa, pincel, projetor multimídia e/ou cópias de atividades com o texto. 
 
PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO 
Interação e envolvimento do estudante nas dinâmicas e reflexões. Detectar se o estudante consegue 
reconhecer as principais diferenças entre os temas abordados. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
5 
 
 ATIVIDADES 
1 − Leia o seguinte trecho de um texto: 
"A juventude atual tem sido cada vez mais influenciada pelas redes sociais. Essas plataformas digitais 
oferecem uma ampla exposição a conteúdos diversos, o que pode impactar diretamente no 
desenvolvimento de valores e opiniões dos jovens. Além disso, a necessidade de aprovação social e a 
busca por a inteligência pode gerar ansiedade e emoções afetivas dos indivíduos." 
Com base no trecho acima, responda à seguinte pergunta: 
a) De acordo com o texto, quais são as duas possíveis consequências do uso intensivo das redes 
sociais pela juventude? 
___________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________ 
 
b) Explique como essas consequências podem afetar os jovens. 
___________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________ 
 
2 − Leia o seguinte trecho de um texto: 
"O aquecimento global é um fenômeno preocupante que resulta do aumento das emissões de gases de 
efeito estufa na atmosfera. Essas emissões são causadas principalmente pela queima de combustíveis 
fósseis, como carvão e petróleo, além do desmatamento desenfreado. O aumento da temperatura 
média do planeta traz consigo consequências graves, como o derretimento das calotas polares, o 
aumento do nível do mar e a ocorrência de eventos climáticos extremos." 
Com base no trecho acima, responda às seguintes perguntas: 
a) Quais são as principais causas do aquecimento global mencionadas no texto? 
___________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________ 
___________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________ 
 
b) Quais são as três consequências mencionadas no texto que são consequências do aquecimento 
global? 
___________________________________________________________________________________ 
______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ 
 
3 − Qual das seguintes hipóteses pode ser classificada como um fato, e qual pode ser classificada 
como uma opinião? 
a) "A cidade de Paris é a capital da França." b) "A pizza é a melhor comida do mundo." 
Escolha a alternativa correta: 
a) A afirmação a) é um fato, enquanto a afirmação b) é uma opinião. 
b) A afirmação a) é uma opinião, enquanto a afirmação b) é um fato. 
c) Ambas as expressões são fatos. 
d) Ambas as opiniões são opiniões. 
e) Nenhuma das afirmações acima é verdadeira. 
 
 
6 
 
4 − Leia o seguinte trecho de um texto: 
"Após horas de caminhada sob o sol escaldante, o explorador finalmente chegou a um oásis. Lá, 
encontrou uma fonte de água cristalina e fresca, onde pode saciar sua sede." 
Com base no trecho acima, a expressão "saciar sua sede" significa: 
a) Sentir alívio após uma longa caminhada. 
b) Matar sua sede, sentindo a necessidade de água. 
c) Descansar e relaxar após uma jornada extenuante. 
d) Encontre um local seguro e protegido para descansar. 
e) Apenas descansar à sombra de uma árvore. 
 
5 − Leia o seguinte trecho de um texto: 
"O avanço da inteligência artificial tem transformado diversos setores da sociedade, desde a indústria 
até a saúde. Essa tecnologia promete revolucionar a forma como realizamos tarefas cotidianas, 
trazendo benefícios, mas também gerando preocupações em relação ao impacto nos empregos e na 
privacidade." 
Com base no trecho acima, qual é o tema principal desse texto? 
a) Os avanços na indústria e na saúde. 
b) A transformação da sociedade pela inteligência artificial. 
c) Os benefícios da inteligência artificial nas tarefas cotidianas. 
d) A substituição de humanos por máquinas. 
e) As preocupações sobre empregos e privacidade na era da inteligência artificial. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
7 
 
 REFERÊNCIAS 
AULA, Tudo de sala. Atividade sobre Fato e Opinião. 14 nov. 2023. Disponível em: 
https://www.tudosaladeaula.com/2021/11/atividade-sobre-fato-e-opiniao-com-explicacao-anos-
finais.html. Acesso em: 13 jul. 2023. 
BRASIL. Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP). Matrizes de 
referência de língua portuguesa e matemática do SAEB: documento de referência do ano de 2001. 
FRANCISCO, Márcia C. P. Diferenças entre compreender e Interpretar. 13 jul. 2023. 
FRANCISCO, Márcia C. P. Fato X Opinião. 13 jul. 2023. 
PAMBA, Professora. Interpretação e Compreensão de textos. [s. l.]. 2021. Disponível em: 
https://redacaoegramatica.com.br/blog/interpretacao-e-compreensao-textual-exercicio/. Acesso em: 13 
jul. 2023. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
https://www.tudosaladeaula.com/2021/11/atividade-sobre-fato-e-opiniao-com-explicacao-anos-finais.html
https://www.tudosaladeaula.com/2021/11/atividade-sobre-fato-e-opiniao-com-explicacao-anos-finais.html
https://redacaoegramatica.com.br/blog/interpretacao-e-compreensao-textual-exercicio/
 
8 
 
TÓPICO: DESCRITOR: 
Implicações do suporte, 
compreensão do texto, do 
gênero e/ou do enunciador 
na compreensão do texto. 
D5 - Interpretar texto com auxílio de material gráfico diverso 
(propagandas, quadrinhos, foto etc.). 
D12 - Identificar a finalidade de textos de diferentes gêneros. 
 
 PLANEJAMENTO 
TEMA DE ESTUDO: Interpretação e compreensão de textos de diferentes gêneros textuais. 
 DURAÇÃO: 3 aulas. 
 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS 
A) CONTEXTUALIZAÇÃO/ABERTURA: 
Professor (a), inicie a aula destacando que os gêneros textuais surgem como formas de comunicação, 
atendendo a necessidade de expressão do ser humano, moldados sob a influência do contexto 
histórico e social das diversas esferas da comunicação humana. Assim sendo, eles são dinâmicos e se 
originam, se integram e se desenvolvem funcionalmente nas culturas e, para além das questões 
linguísticas que os caracterizam, eles são ainda mais caracterizados por suas funções. O ato de 
aprender a ler e escrever, há um sentido, uma função. 
Os gêneros são dinâmicos e sofrem modificações ao longo do tempo, surgindo e desaparecendo, se 
diferenciando de uma região, de uma cultura para outra. Com o desenvolvimento da tecnologia, uma 
nova gama de novos gêneros vêm à tona, de forma que atendam às novas necessidades das situações 
comunicativas, como e-mail, chats, mensagens em redes sociais, etc. Para Bakhtin (2000) os gêneros 
materializam a língua. A língua, por sua vez, está vinculada à vida. Os gêneros portam-se, então, com 
o elo entre a língua e a vida. Os gêneros textuais são de uma heterogeneidade imensa, variam do 
simples diálogo informal até as teses de doutorado, por exemplo. De acordo com Marcuschi (2008) não 
há comunicação que não seja feita através de algum gênero. 
Peça aos estudantes que imaginem os gêneros textuais como gavetas de um armário, onde as coisas 
que ali estão, foram selecionadas por apresentarem características comuns. 
 
B) DESENVOLVIMENTO: 
AULA 1: RETOMANDO O CONCEITO 
Professor(a), nesta aula podem ser usados recursos como projeção multimídia ou folhas impressas. 
Exponha as imagens abaixo, para os estudantes. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
9 
 
Imagem 1: Versão soviética de “O Senhor dos Anéis” Imagem 2: Bolo Pudim de chocolate 
 
 
Peça aos estudantes que leiam os textos e selecione um estudante para fazer a leitura em voz alta. 
Solicite ao estudante que leu em voz alta cada texto que vá ao quadro e escreva, pelo menos, três 
características do texto lido. Por exemplo, o estudante pode escrever o título, o formato em que o 
texto foi apresentado, o tipo de linguagem utilizada, o público-alvo, o assunto, onde pode ser 
encontrado, etc. 
Em seguida pergunte à turma se concorda ou discorda com as características listadas pelos colegas. 
Acrescente características que não foram listadas ou retire as que não se adequam. Comente com os 
estudantes as diferenças de ambos os textos e conclua a aula mostrando aos estudantes que o tipo de 
texto varia de acordo com a situação comunicativa e sua função no processo comunicativo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
10 
 
Caso haja tempo de aula, pode ser trabalhado esse segundo exercício. 
 
 
 
AULAS 2 E 3: CARACTERIZANDO ALGUNS GÊNEROS TEXTUAIS 
Nesta aula, os estudantes devem ter em mãos materiais diversos, que foram previamente solicitados 
que trouxessem para a sala de aula, como jornais, revistas, folders, encartes, cartazes, etc. A turma 
deve ser dividida em 5 ou 6 grupos a depender da quantidade de estudantes presentes. Cada grupo 
não deve ter mais do que quatro integrantes. Cada grupo deve selecionar, a partir do material 
disponível no grupo, quatro tipos de textos diferentes. Cada tipo de texto deve ser colado em folha de 
papel ofício, colando nesta folha as principais características, como: tipo de linguagem usada, formato 
de apresentação, qual o público-alvo, qual a função desse tipo de texto, em que meio pode ser 
divulgado. 
A seguir, cada grupo fará uma exposição dos tipos de textos para os demais grupos. 
Mostre aos estudantes o exemplo abaixo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
11 
 
Imagem 3: Piada.
 
 
 
RECURSOS: 
Caderno, caneta, lousa, pincel, projetor multimídia e/ou cópias de atividades com o texto. 
 
PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO: 
Interação e envolvimento do estudante nas dinâmicas e reflexões. Detectar se o estudante consegue 
compreender o significado de gênero textual e reconhecer as principais características desse tipo de 
texto. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
12 
 
 ATIVIDADES 
1 − Leia o seguinte trecho de texto: 
"Prezados clientes, informamos que a loja estará fechada no próximo domingo devido a uma 
manutenção programada. Pedimos desculpas pelo inconveniente e agradecemos a compreensão. 
Retornaremos às atividades normaisna segunda-feira." 
Com base no trecho acima, identifique o gênero textual predominante: 
a) Aviso. 
b) Conto. 
c) Receita culinária. 
d) Relatório científico. 
e) Carta. 
 
2 − Leia o seguinte trecho: 
"Prezados senhores, 
Gostaria de solicitar um orçamento para a realização de uma reforma em minha residência. A 
reforma incluirá a pintura de todas as paredes, a troca do piso da sala e dos quartos, além da 
instalação de novos armários na cozinha. 
Atenciosamente, Maria" 
Com base no trecho acima, identifique o gênero textual predominante: 
a) Email. 
b) Carta formal. 
c) Anúncio publicitário. 
d) Nota fiscal. 
e) Conto. 
 
3 − Observe e leia as tirinhas abaixo. 
 
TIRINHA MAFALDA 
 
FONTE: CANTINHO DA EDUCAÇÃO, 2023. 
 
 
13 
 
 
FONTE: CANTINHO DA EDUCAÇÃO, 2023. 
 
O gênero textual charge tem como características: 
• Interação entre a linguagem escrita e a linguagem visual. 
• Tem como objetivo tornar seus leitores competentes, críticos e capazes de transformar e 
modificar a realidade em que se inserem. 
• Não permite que o leitor faça qualquer análise social ou política sobre os fatos apresentados. 
• Predominância da linguagem figurada, ou seja, geralmente utiliza-se de metáforas e termos 
literários. 
• Linguagem objetiva e clara, utilizando recursos que estimulam o receptor, levando-o a 
desenvolver a criticidade. 
 
Marque a alternativa correta. 
a) Apenas 5 está correta. 
b) 1, 2 e 5 estão corretas. 
c) apenas 1 e 5 estão corretas. 
d) apenas 3 e 4 estão corretas. 
e) todas as alternativas estão corretas. 
 
 
O anúncio a seguir foi exposto em outdoors de estradas brasileiras. Leia-o e responda às questões a 
seguir. 
 
 
Foto: Reprodução, 2012. 
 
 
14 
 
4 − Releia o texto verbal do anúncio: 
 
“Nessas férias, lembre que nem todo pet é descartável”. 
 
a) Em que época do ano esse texto foi veiculado? 
___________________________________________________________________________________ 
 
b) Qual foi o motivo da divulgação desse texto na época do ano em que foi divulgado? 
___________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________ 
 
c) Inicialmente, qual parece ser a intencionalidade desse texto? 
___________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________ 
 
d) Qual a verdadeira intencionalidade dele? 
___________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________ 
 
e) Em relação ao gênero textual, como esse texto pode ser classificado? 
___________________________________________________________________________________ 
 
f) Qual o objetivo desse tipo de texto? 
___________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________ 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
15 
 
 REFERÊNCIAS 
ANDRADE, Carlos Drummond de. Alguma Poesia. In: Poesia completa, Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 
2002, p.23. 
BAKHTIN, Mikhail. Estética da criação verbal. Tradução: Maria Ermantina Galvão G. Pereira. 3.ed. 
São Paulo: Martins Fontes, 2000. 
BRASIL. Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP). Matrizes de 
referência de língua portuguesa e matemática do SAEB: documento de referência do ano de 
2001. 
CEREJA, William. Gramática: texto, reflexão e uso: volume único / William Cereja, Carolina Dias 
Vianna. 6a. ed. São Paulo: Atual Editora, 2020. 
EDUCAÇÃO, Cantinho da. Instituto Invicto. [s. l.]. Disponível em: 
http://institutoveritas2010.blogspot.com/2010/11/. Acesso em: 14 jul. 2023. 
FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Miniaurélio Século XXI Escolar, 2001, p.117. [et al.]. 4. ed., 
rev. e ampl. / do minidicionário Aurélio. Publicação Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2001. 
FIORATTI, Carolina. Existe uma versão soviética de “O Senhor dos Anéis”. E dá para vê-la no 
YouTube. Publicado em 8 abr. 2021. Disponível em: https://super.abril.com.br/cultura/versao-
sovietica-de-o-senhor-dos-aneis-e-disponibilizada-no. Acesso em: 14 jul. 2023. 
KELLY, Samantha. Outdoor busca conscientizar população sobre abandono. 31 dez. 2012. 
Disponível em: https://www.portaldodog.com.br/cachorros/noticias/outdoor-busca-conscientizar-
populacao-sobre-abandono/. Acesso em: 14 jul. 2023. 
LEDA, Flávia. Receita culinária. Publicada no Canal SEDUC-P14. 17 dez. 2019. Disponível em: 
https://canaleducacao.tv/images/slides/36012_d623e4168b2c20346bf5f1551df4924f.p. Acesso em 14 
jul. 2023. 
MARCUSCHI, Luiz Antônio. Produção textual, análise de gêneros e compreensão. São Paulo: 
Parábola Editorial, 2008. 
PEREZ, Luana Castro Alves. Exercícios sobre gêneros textuais do cotidiano. [s. l.]. 2023. 
Disponível em: https://exercicios.brasilescola.uol.com.br/exercicios-redacao/exercicios-sobre-generos-
textuais.htm. Acesso em: 14 jul. 2023. 
RIBERA, Elen. Doutor, devo rir mais? Como assim? Publicado na revista Seleções. 28 set. 2019. 
Disponível em: https://www.selecoes.com.br/humor/historias-divertidas-doutor-devo-rir-mais/. Acesso 
em: 14 jul. 2023. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
http://institutoveritas2010.blogspot.com/2010/11/
https://super.abril.com.br/cultura/versao-sovietica-de-o-senhor-dos-aneis-e-disponibilizada-no
https://super.abril.com.br/cultura/versao-sovietica-de-o-senhor-dos-aneis-e-disponibilizada-no
https://www.portaldodog.com.br/cachorros/noticias/outdoor-busca-conscientizar-populacao-sobre-abandono/
https://www.portaldodog.com.br/cachorros/noticias/outdoor-busca-conscientizar-populacao-sobre-abandono/
https://canaleducacao.tv/images/slides/36012_d623e4168b2c20346bf5f1551df4924f.p
https://exercicios.brasilescola.uol.com.br/exercicios-redacao/exercicios-sobre-generos-textuais.htm
https://exercicios.brasilescola.uol.com.br/exercicios-redacao/exercicios-sobre-generos-textuais.htm
https://www.selecoes.com.br/humor/historias-divertidas-doutor-devo-rir-mais/
 
16 
 
TÓPICO: DESCRITOR: 
Coerência e coesão no 
processamento do texto. 
D2 - Estabelecer relações entre partes de um texto, identificando 
repetições ou substituições que contribuem para a continuidade de um 
texto. 
D7 - Identificar a tese de um texto. 
D8 - Estabelecer relação entre a tese e os argumentos oferecidos para 
sustentá-la. 
D9 - Diferenciar as partes principais das secundárias em um texto. 
D10 - Identificar o conflito gerador do enredo e os elementos que 
constroem a narrativa. 
D11 - Estabelecer relação causa/consequência entre partes e elementos 
do texto. 
D15 - Estabelecer relações lógico-discursivas presentes no texto, 
marcadas por conjunções, advérbios etc. 
Relações entre recursos 
expressivos e efeitos de 
sentido. 
D16 - Identificar efeitos de ironia ou humor em textos variados. 
D17 - Reconhecer o efeito de sentido decorrente do uso da pontuação e 
de outras notações. 
D18 - Reconhecer o efeito de sentido decorrente da escolha de uma 
determinada palavra ou expressão. 
D19 - Reconhecer o efeito de sentido decorrente da exploração de 
recursos ortográficos e/ou morfossintáticos. 
 PLANEJAMENTO 
TEMA DE ESTUDO: Articulação textual e elementos expressivos. 
DURAÇÃO: 3 aulas. 
PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS 
A) CONTEXTUALIZAÇÃO/ABERTURA: 
Professor(a), nesta sequência didática vamos explorar os elementos que constituem a textualidade, ou 
seja, aqueles elementos que constroem a articulação entre as diversas partes de um texto: a coerência 
e a coesão. Vale salientar aos estudantes que a coerência é a lógica entre as ideias expostas no texto, 
para que exista coerência é necessário que a ideia apresentada se relacione ao todo textual dentro de 
uma sequência e progressão de ideias. 
Para que as ideias estejam bem relacionadas, tambémé preciso que estejam bem interligadas, bem 
“unidas” por meio de conectivos adequados, ou seja, com vocábulos que têm a finalidade de ligar 
palavras, locuções, orações e períodos. Dessa forma, as peças que interligam o texto, como pronomes, 
conjunções e preposições, promovendo o sentido entre as ideias são chamadas coesão textual. 
Importante enfatizar que, nesta série, tratar-se-á apenas os pronomes como elementos coesivos. As 
habilidades a serem desenvolvidas pelos descritores que compõem este tópico exigem que o estudante 
compreenda o texto não como um simples agrupamento de frases justapostas, mas como um conjunto 
harmonioso em que há laços, interligações, relações entre suas partes. 
 
B) DESENVOLVIMENTO: 
AULA 1: RETOMANDO O CONCEITO 
Professor(a), nesta aula vamos retomar o conceito de coesão. Pode-se fazer uma projeção ou utilizar 
folhas impressas, distribuindo-as aos estudantes. Como sugestão, o texto abaixo poderá ser utilizado 
 
17 
 
da seguinte forma: forme trios como os estudantes presentes. Divida o texto em frases e/ou períodos 
a depender da quantidade de trios que tenha formado com os estudantes. Distribua, aleatoriamente, 
cada trecho do texto aos grupos e peça-lhes que façam uma leitura coletiva. (As cores foram usadas 
para sugerir possíveis divisões). É esperado que todos percebam que não faz sentido, ou seja; a leitura 
tornou-se caótica pois não houve sentido entre as partes do texto. Em seguida, proponha que os 
estudantes reorganizem o texto de forma que o mesmo apresente sentido, inserindo nas lacunas as 
palavras mais adequadas. Pode ser necessária sua intervenção. Peça-lhes que releiam o texto 
novamente. Deseja-se que, agora, o texto reorganizado apresente sentido. 
Sugere-se que a correção seja feita oralmente. As respostas são pessoais. As palavras originais do 
texto estão colocadas como resposta apenas como referência. O importante é que os estudantes 
percebam que algumas escolhas tornarão o texto incoerente ou sem coesão. Peça-lhes que leiam 
oralmente seus textos, a fim de observar a existência ou não de textualidade. 
Sugestão de texto: 
 
A História de uma boneca 
31 de maio de 2019. 
 
 estamos quase na metade do ano falta pouco para as férias escolares. , neste mês, 
deixo uma dica que vai animar os seus dias de estudo antes da folga. Minha sugestão é que você 
experimente a de um livro de suspense: 
Boneca de Ossos (Holly Black, editora #irado). 
 Uma cristaleira abriga a boneca que dá 
nome à História. E não se engane: ela está bem 
longe de ser apenas infantil. de cara, 
você também vai conhecer os amigos 
Poppy, Zach e Alice. 
 sempre gostaram de imaginar 
aventuras em um mundo povoado por piratas e 
guerreiros e governado por uma Grande Rainha 
- a feita de ossos que vive na cristaleira. 
, agora que os estão crescendo, a 
vontade brincar juntos já não é mais a mesma e 
a relação de parece passar por dificuldades. 
 Poppy começa a ter sonhos com a Rainha e os fantasmas de uma menina que não poderá 
descansar a boneca de ossos não for enterrada no túmulo dela, que está vazio. 
 que os três se reúnem e partem em uma jornada na tentativa de achar o cemitério certo, fica 
o tal túmulo. Não faltam mistérios a serem solucionados em meio a alguns sustos pelo caminho. 
Prepare-se para sentir aquele frio na . 
Por Maria Carolina Cristianini, editora-chefe do Joca. 
 
(Sugestão de respostas: Já, e, Por isso, últimos, leitura, brinquedo, Logo, também, Eles, boneca, Mas, 
três, amizade, Até que, enquanto, É aí, onde, barriga) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
18 
 
AULA 2: RETOMANDO O CONCEITO 
Professor(a), nesta aula vamos retomar o conceito de coerência. Pode-se fazer uma projeção ou 
utilizar folhas impressas, distribuindo-as aos estudantes. Além de tratar da coerência vamos abordar a 
interpretação de cartum que é um meio muito usado em vários tipos de avaliações. 
Para tanto, exiba a imagem do cartum de Rafael Koff abaixo. 
Cartum 
 
 
Em seguida lance algumas questões sobre a imagem e vá respondendo com os estudantes, de forma 
que todos possam participar e fazer intervenções. 
1. O Cartum retrata qual situação? 
2. Qual o objetivo desse diálogo? 
3. Pela fala do entrevistado, há indícios da fala do entrevistador? Como se percebe isso? Há algum 
elemento no texto que permita essa conclusão? Qual? 
4. O que chama a atenção na fala do entrevistado? 
5. Qual nome aparece no alto do cartum? Qual característica se depreende do personagem, a partir 
do nome dele? 
6. Qual crítica pode ser considerada à maneira como alguns jovens procedem no primeiro 
emprego? 
Conclua com os estudantes: O cartum de Rafael Koff é construído a partir de uma situação 
absurda, uma vez que não há conexão entre a fala do entrevistado e o motivo que o levou à 
entrevista, que é conseguir um emprego. Pode-se dizer que a fala do personagem é INCOERENTE com 
a situação. 
Porém, se considerarmos que a finalidade do cartum é construir humor e fazer uma crítica social, 
observa-se que, apesar da incoerência na situação apresentada, o texto é coerente com seus 
objetivos. Isso porque a coerência de um texto diz respeito à situação em que ele é produzido, ou seja, 
quem produz, para quem, com que finalidade, etc. No caso do cartum de Rafael Koff, a incoerência foi 
utilizada propositalmente para criar humor. Na maior parte dos textos que produzimos no dia a dia, 
entretanto, a coerência é necessária. 
 
19 
 
AULA 3: ENTENDENDO OS RECURSOS EXPRESSIVOS DA LINGUAGEM 
Professor(a), é necessário que os estudantes compreendam que o uso de recursos expressivos 
possibilita uma leitura para além dos elementos superficiais do texto e auxilia o estudante na 
construção de novos significados. Em diferentes gêneros textuais, tais como a propaganda, por 
exemplo, os recursos expressivos são largamente utilizados, como caixa alta, negrito, itálico, etc. Os 
poemas também se valem desses recursos, exigindo atenção redobrada e sensibilidade do estudante 
para perceber os efeitos de sentido subjacentes ao texto. 
Vale destacarmos que os sinais de pontuação, como reticências, exclamação, interrogação, etc., e 
outros mecanismos de notação, como o itálico, o negrito, a caixa alta e o tamanho da fonte podem 
expressar sentidos variados. O ponto de exclamação, por exemplo, nem sempre expressa surpresa. 
Faz-se necessário, portanto, que o estudante, ao explorar o texto, perceba como esses elementos 
constroem a significação, na situação comunicativa em que se apresentam. 
Nesta aula podem ser utilizados projetor multimídia ou textos impressos a serem disponibilizados para 
os estudantes. 
As atividades devem ser feitas com os estudantes, explicando-lhes tanto o enunciado quanto a 
resposta a que se chegou após discussão coletiva. É aconselhável que se dê um tempo aos mesmos 
para que reflitam sobre a questão e somente depois se discuta a resposta com eles. 
 
Atividade 1 
Leia o trecho abaixo e responda à questão: 
Texto: 
"Ah, que maravilha! Mais um dia chuvoso para alegrar nossas vidas. Mal posso conter minha 
empolgação ao pegar o guarda-chuva e enfrentar as ruas alagadas, os carros buzinando e a água 
gelada escorrendo pelo pescoço. Quem não adora um dia assim?" 
 
Pergunta: 
• Considerando o trecho apresentado, que tipo de figura de linguagem foi usada para criar 
sentido? 
(a) Metáfora. 
(b) Hipérbole. 
(c) Ironia. 
(d) Personificação. 
(e) Metonímia. 
 
Atividade 2 
Leia o trecho abaixo e responda à questão: 
"O dia estava lindo! O sol brilhava intensamente, as flores desabrochavam e os pássaros 
cantavam alegremente. Era uma cena perfeita... ou não?" 
 
Pergunta: 
• A pontuação utilizada no trecho tem como objetivo principal: 
(a) Indique uma pausa necessária para a clareza e fluidez da leitura. 
(b) Criar um suspense e gerar expectativa no leitor. 
 
20 
 
(c) Expressar alegria e entusiasmo com a situaçãodescrita. 
(d) Sinalizar uma contraposição irônica em relação à descrição anterior. 
(e) Marcar a fala do personagem. 
 
Atividade 3 
Leia a crônica LEITE, de Millôr Fernandes. 
 
• Ao terminar a crônica com “Múúúúúúú”, o autor ao texto um tom de 
(a) formalidade. 
(b) humor. 
(c) indiferença. 
(d) jovialidade. 
(e) seriedade. 
 
AULA 4: PRATICANDO A TEORIA. 
Nesta aula, professor(a), serão ofertados aos estudantes algumas atividades para que os mesmos 
pratiquem os conceitos de coerência e coesão de forma a se apropriarem desses conceitos. As 
questões podem ser projetadas ou fotocopiadas em folhas e distribuídas aos estudantes. Um recurso 
que pode ser usado é que façam esses exercícios em duplas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
21 
 
Atividade 1 
Leia o texto a seguir. 
Por que o pato não se molha quando nada? 
Porque ele produz uma secreção oleosa embaixo da cauda e com o bico retira o óleo e o espalha 
pelo corpo. Recobertas por essa secreção, as penas tornam-se impermeáveis. Além disso, a 
camada de ar que fica entre as penas e o corpo ajuda a manter o pato flutuando. 
Fonte: DUARTE, Marcelo. Por que o pato não se molha quando nada? Guia dos Curiosos, [s. l.], 24 abr. 2019. 
Disponível em: https://www.guiadoscuriosos.com.br/esportes/pergunta-curiosa/por-que-o-pato-nao-se-molha-quando-
nada/. 
 
1. O texto se compõe de que forma? 
2. A palavra porque, que inicia a resposta, estabelece que tipo de relação com a pergunta? 
3. Há duas orações na pergunta. Que palavra faz a conexão gramatical entre elas? Que sentido 
essa palavra apresenta? 
4. A palavra pato é retomada algumas vezes na resposta. Identifique: 
a) uma substituição por pronome. 
b) uma elipse. 
c) uma repetição. 
5. A expressão secreção oleosa também é retomada algumas vezes na resposta. Identifique: 
a) uma substituição lexical. 
b) uma substituição pronominal. 
c) uma repetição. 
6. Releia o último período do texto. 
a) Qual é a relação estabelecida por Além disso entre o período final e os anteriores? 
b) Que outra palavra ou expressão poderia ser usada com a mesma função? Se necessário, 
consulte um dicionário. 
 
Atividade 2 
Leia o trecho a seguir e assinale a opção que indica a melhor forma de melhorar a compreensão e 
coesão do texto: 
Trecho: 
"João foi ao supermercado. Ele comprou pão, leite e manteiga. Ele encontrou sua amiga Maria no 
corredor dos congelados. Ele cumprimentou e continuou suas compras." 
(a) Substituir as repetições do pronome "ele" por pronomes possessivos: "João foi ao 
supermercado. Ele comprou pão, leite e manteiga. No corredor dos congelados, encontrou sua 
amiga Maria. Cumprimentou e prosseguiu com suas compras." 
(b) Inserir conectivos para estabelecer relações claras entre as informações: "João foi ao 
supermercado para comprar pão, leite e manteiga. Enquanto estava no corredor dos 
congelados, encontrou sua amiga Maria. Ao cumprimentá-la, ele prosseguiu com suas 
compras." 
(c) Repetir as informações anteriores com palavras diferentes para evitar a monotonia: "João foi ao 
supermercado. Ele adquiriu pão, leite e manteiga. Na área de congelados, ele se partiu com sua 
amiga Maria. Ao saudá-la, continua suas compras. " 
 
22 
 
(d) Utilizar pronomes relativos para conectar as informações de maneira fluida: "João foi ao 
supermercado onde comprou pão, leite e manteiga. No corredor dos congelados, encontrou sua 
amiga Maria, a qual cumpriu antes de aguardar com suas compras." 
(e) Repetir as informações anteriores com as mesmas palavras. 
 
RECURSOS: 
Caderno, caneta, lousa, pincel, projetor multimídia e/ou cópias de atividades com o texto. 
 
PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO: 
Interação e envolvimento do estudante nas dinâmicas e reflexões. Detectar se o estudante consegue 
compreender, diferenciar e aplicar os conceitos de coerência e coesão textuais de forma adequada. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
23 
 
 ATIVIDADES 
Leia o texto abaixo e responda à questão: 
Texto: 
“A coesão textual é um aspecto fundamental na construção de um texto coeso e compreensível. 
A coesão consiste na conexão harmoniosa entre as diferentes partes de um texto, por meio do 
uso adequado de recursos linguísticos, como pronomes, conjunções, conectivos e repetição de 
termos. 
Um dos recursos mais utilizados para estabelecer a coesão é o emprego correto dos pronomes. 
Eles permitem fazer referência a elementos já mencionados no texto, evitando repetições 
desnecessárias e conferindo fluidez à leitura. Além disso, as conjunções e conectivos 
desempenham um papel importante na conexão de ideias, indicando relações de causa, 
consequência, oposição, entre outras. 
Outro recurso coesivo é a repetição de termos ou expressões ao longo do texto. Essa técnica 
reforça a conexão entre as ideias, destacando sua importância e mantendo a unidade do texto. 
Portanto, a coesão textual é essencial para a clareza, a organização e a compreensão de um 
texto, garantindo que as informações sejam transmitidas de maneira coesa e fluida." 
1 − No texto, a coesão textual é alcançada principalmente por meio de qual recurso linguístico? 
a) Adjetivos descritivos. 
b) Substantivos abstratos. 
c) Conjunções e conectivos. 
d) Verbos de ação. 
e) Verbos e pronomes. 
 
Leia o texto abaixo. 
 
 
 
24 
 
2 − Usando o termo “Toda” no início de cada frase, o texto 
a) enfatiza a ideia de universalidade. 
b) estabelece independência com o termo “criança”. 
c) estabelece maior vínculo com o leitor. 
d) faz uma repetição sem necessidade. 
e) reforça a especificidade de cada ideia. 
 
Leia o texto abaixo. 
 
3 − A expressão “dessa situação” (? . 2) refere-se ao fato de 
a) a ciência não ser feminina. 
b) a premiação possuir 202 anos. 
c) a língua ser a última coisa que morre em uma mulher. 
d) o pai da medicina ser Hipócrates. 
e) o Prêmio Nobel foi concedido a 11 mulheres. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
25 
 
 REFERÊNCIAS 
CEREJA, William. Gramática: texto, reflexão e uso: volume único / William Cereja, Carolina Dias 
Vianna. 6a. ed. São Paulo: Atual Editora, 2020. 
CHASSOT, Attico. A ciência é masculina? É sim senhora! Editora Unisinos, 9a. Edição. 2019. 
CRISTIANINI, Maria Carolina. Boneca de Ossos. Jornal Joca, [s. l.], 29 mai. 2019. Disponível em: 
www.jornaljoca.com.br/a-historia-de-uma-boneca-feita-de-ossos/boneca_de_ossos/ Acesso em: 17 jul. 
2023. 
CRÔNICA leite, de Millôr Fernandes. Armazém de texto, [s. l.] 2021. Disponível em: 
https://armazemdetexto.blogspot.com/2021/02/cronica-leite-millor-fernandes-com.html. Acesso em: 
17 jul. 2023. 
DUARTE, Marcelo. Por que o pato não se molha quando nada? Gia dos Curiosos, [s. l.], 24 abr. 
2019. Disponível em:https://www.guiadoscuriosos.com.br/esportes/pergunta-curiosa/por-que-o-pato-
nao-se-molha-quando-nada/. Acesso em: 17 jul. 2023. 
KOFF, Rafael. Flash vai a uma entrevista de emprego. Folha, [São Paulo], 18 jan. 2016. Disponível 
em: https://m.folha.uol.com.br/ilustrada/2016/01/1730551-quadrao.shtml. Acesso em: 17 jul. 2023. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
http://www.jornaljoca.com.br/a-historia-de-uma-boneca-feita-de-ossos/boneca_de_ossos/
https://armazemdetexto.blogspot.com/2021/02/cronica-leite-millor-fernandes-com.html
https://www.guiadoscuriosos.com.br/esportes/pergunta-curiosa/por-que-o-pato-nao-se-molha-quando-nada/
https://www.guiadoscuriosos.com.br/esportes/pergunta-curiosa/por-que-o-pato-nao-se-molha-quando-nada/
https://m.folha.uol.com.br/ilustrada/2016/01/1730551-quadrao.shtml
 
26 
 
TÓPICO: DESCRITOR: 
Variação Linguística. 
D13 - Identificar as marcas linguísticas que evidenciam o locutor e 
o interlocutor de um texto. 
 
 
 PLANEJAMENTO 
TEMA DE ESTUDO: Língua e Linguagem. 
DURAÇÃO: 4 aulas. 
PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS 
A) CONTEXTUALIZAÇÃO/ABERTURA: 
Professor(a), explique aos estudantes que o estudo da variação linguísticaou variedade linguística é 
essencial para a sua conscientização do funcionamento da Língua, permitindo que eles construam uma 
postura não-preconceituosa em relação a usos linguísticos distintos dos seus. É muito importante que 
eles saibam as razões dos diferentes usos, quando é utilizada a linguagem formal, a informal, a técnica 
ou as linguagens relacionadas aos falantes, como por exemplo, a linguagem dos adolescentes, das 
pessoas mais velhas. 
É necessário transmitirmos ao estudante a noção do valor social que é atribuído a essas variações, 
sem, no entanto, permitir que ele desvalorize sua realidade ou a de outrem. Essa discussão é 
fundamental nesse contexto, professor (a). 
B) DESENVOLVIMENTO: 
AULA 1: DISCUTINDO O PRECONCEITO LINGUÍSTICO 
Professor(a), inicie uma discussão com os estudantes a partir da exibição do vídeo: “O preconceito 
linguístico no dia a dia”, disponível em: <https://youtu.be/QlhsiMWT-eQ>, acesso em: 01 ago. 2023. 
Explique a eles que o propósito desta aula é conhecer e compreender a norma-padrão, as variedades 
da língua e falar sobre o preconceito linguístico. Após a exibição do vídeo, lance perguntas aos 
estudantes: 
- Vocês sabem o que são variedades linguísticas? 
- No seu ponto de vista, existe uma forma de se comunicar que tem mais ou menos prestígio 
social? Explique. 
- O que faz uma língua ser mais ou menos prestigiada? 
- O que é preconceito linguístico? 
- Segundo o vídeo, por que ocorre o preconceito linguístico? 
- Você acredita que a Língua que falamos no Brasil é de fato diferente da Língua Portuguesa 
falada em Portugal? Existe a “Língua Brasileira”? Você já pensou sobre o assunto? 
A partir das respostas dadas pelos estudantes, pontue no quadro aquilo que for mais relevante, tendo 
em vista o conceito de preconceito linguístico que você construirá com a turma e registrará no quadro. 
Sugestão de definição de preconceito linguístico: 
"O preconceito linguístico é, segundo o professor, linguista e filólogo Marcos Bagno, 
todo juízo de valor negativo (de reprovação, de repulsa ou mesmo de desrespeito) às 
variedades linguísticas de menor prestígio social. Normalmente, esse prejulgamento 
dirige-se às variantes mais informais e ligadas às classes sociais menos favorecidas, as 
quais, via de regra, têm menor acesso à educação formal ou têm acesso a um modelo 
educacional de qualidade deficitária." 
 
 
27 
 
Veja mais sobre "Preconceito linguístico" em: https://brasilescola.uol.com.br/portugues/preconceito-
linguistico.htm 
Finalize a aula perguntando aos estudantes se eles já passaram por alguma situação em que foram 
constrangidos pela forma como se expressaram ou se conhecem alguém que sofreu esse tipo de 
preconceito. Peça-lhes que relatem (caso queiram) e o modo como se sentiram. Permita-lhes fazerem 
uma reflexão sobre a importância de reconhecerem essas situações e os valores sociais que estão 
agregados a esse contexto. Sendo assim, diga-lhes que, segundo Carolina Pereira P. Martins, em seu 
livro Português é legal, “Respeitar todas as variedades é essencial, mas isso não pode ser usado como 
desculpa para negligenciar o ensino da norma padrão”. 
 
AULA 2: RETOMANDO CONCEITOS IMPORTANTES 
Nesta, aula, Professor(a), é necessário que os estudantes relembrem alguns conceitos básicos e 
relevantes. Para isso, as imagens abaixo podem ser projetadas ou impressas em folhas e distribuídas 
aos mesmos. Reveja cada uma das definições abaixo, esclarecendo alguma dúvida, caso ocorra. 
Imagem 1: Língua e Linguagem. 
 
Fonte: (FRANCISCO, 2023) 
 
 
 
 
28 
 
Imagem 2: Tipos de linguagem. 
 
Fonte: (FRANCISCO, 2023) 
 
Imagem 3: Variedades Linguísticas. 
 
 
Fonte: (FRANCISCO, 2023) 
 
 
29 
 
AULAS 3 E 4: PRATICANDO E REFLETINDO SOBRE OS CONCEITOS ESTUDADOS 
Professor(a), nesta aula proponha aos estudantes que façam um exercício de reflexão sobre os 
conceitos estudados por meio de uma situação hipotética abaixo sugerida, que pode ser projetada ou 
distribuída em folhas. A turma será dividida em grupos (sugere-se 5). A situação será a mesma para 
todos os grupos, qual seja: 
 
Cenário: 
Uma pequena cidade chamada "Cidadeland" está se preparando para comemorar seu 
aniversário de fundação. seja um evento especial no teatro da cidade, onde os moradores 
locais terão a oportunidade de subir ao palco e compartilhar suas histórias sobre a cidade e 
suas experiências pessoais. 
 
Personagens: 
João - Um morador idoso da cidade, conhecido por sua fala tradicional e conservadora, 
usando principalmente a variante linguística padrão. 
Maria - Uma jovem moradora da mesma cidade, mas com uma personalidade mais 
descontraída e que gosta de usar uma variante linguística regional, com algumas gírias e 
expressões locais. 
 
Desenvolvimento: 
No dia do evento, o teatro está lotado de moradores animados e curiosos para ouvir as 
histórias. João sobe ao palco primeiro. Ele conta uma história emocionante sobre como a 
cidade cresceu e se desenvolveu ao longo dos anos, usando uma variante linguística padrão 
de forma correta e formal. 
Em seguida, é a vez de Maria subir ao palco. Ela traz um toque de alegria e informalidade à 
sua história, falando com entusiasmo e usando uma variante linguística regional. Ela 
compartilha histórias divertidas e anedotas sobre a vida na cidade, arrancando risadas e 
sorrisos da plateia. 
No entanto, à medida que Maria continua sua narrativa, alguns moradores mais 
conservadores começam a murmurar e questionar o uso de gírias e expressões locais. Eles 
consideram isso inadequado para um evento tão importante como esse. Enquanto isso, os 
jovens e muitos outros moradores se divertem e apreciam a história de Maria, sentindo-se 
mais conectados à sua linguagem descontraída e familiar. 
 
Cada grupo terá uma função: 
− G 1: criar a fala de João. 
− G 2: criar a fala de Maria. 
− G 3: moradores que defendem a fala de João. 
− G 4: moradores que defendem a fala de Maria. 
− G 5: moradores que defendem uma mistura entre as falas de João e Maria. 
 
Professor (a), peça aos grupos que façam uma socialização de seus trabalhos, de forma que todos 
sejam ouvidos e tenham sua explanação garantida. 
Finalize a aula apresentando uma conclusão para a situação relatada. É esperado que os estudantes 
compreendam que essa situação hipotética exemplifica como as variantes linguísticas podem ser 
usadas em diferentes contextos e como as reações podem variar. Enquanto algumas pessoas valorizam 
a linguagem padrão e formal, outras apreciam o uso de variantes regionais que trazem identidade 
cultural e conexão com a comunidade local. Nesse cenário, é importante entender que a diversidade 
linguística enriquece uma comunidade e que diferentes formas de comunicação podem coexistir, 
respeitando as emoções e valores individuais. 
 
30 
 
RECURSOS: 
Caderno, caneta, lousa, pincel, projetor multimídia e/ou cópias de atividades com o texto. 
 
PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO: 
Interação e envolvimento do estudante nas dinâmicas e reflexões. Detectar se o estudante consegue 
compreender, diferenciar e aplicar os conceitos relativos às variações linguísticas e apresentar uma 
postura crítica sobre o preconceito linguístico. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
31 
 
 ATIVIDADES 
1 − Leia o seguinte trecho de um diálogo entre duas pessoas: 
"Pô, véi, tá ligado que hoje vai rolar um rolezão daqueles, né? Vai ser top demais!" 
Essa frase exemplifica um tipo de variação linguística. Identifique qual é essa variação que está 
associada à sua característica principal. 
a) Variação social - demonstrar a adaptação da linguagem de acordo com o contexto e o nível de 
formalidade. 
b) Variação diacrônica - reflete mudanças linguísticas ao longo do tempo, como arcaísmos ou 
neologismos. 
c) Variação regional - mostra como a linguagem pode variar de acordo com a localizaçãogeográfica. 
d) Variação estilística - representa diferentes estilos de linguagem, como literário, coloquial ou 
técnico. 
e) Variação diacrônica - reflete o nível de escolaridade dos falantes. 
Leia o trecho da canção a seguir. 
Pé de Breque 
Criolo 
Eu sei o que você quer 
De longe a gente ganha o vacilão 
Sempre só de migué, respeite! 
O ar gelou? É sem pressão! 
Fazer por fazer nunca será a nossa 
A tripa do macaco que derruba a sua tora 
Vivência não tem pra sentir real sabor 
E nem transcender pro momento que ligou 
Feito carrapato fala que quer aprender 
Não bolou por que? Não bolou por que? 
[...] Adaptado. 
Disponível em: https://www.letras.mus.br/criolo/nao-bolou-porque/ 
 
2 − O padrão de linguagem usado no texto sugere que se trata de um falante 
a) escrupuloso ao se expressar diante de uma situação. 
b) ajustado às situações informais. 
c) rigoroso na precisão vocabular. 
d) exato quanto à pronúncia das palavras. 
e) contrário ao uso de expressões populares. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
https://www.letras.mus.br/criolo/nao-bolou-porque/
 
32 
 
Leia o cartum abaixo. 
 
JEAN GALVÃO, 2022. 
 
 
 3 − À qual variedade linguística a imagem faz referência: 
a) Variedade diastrática. 
b) Variedade diatópica. 
c) Variedade diacrônica. 
d) Variedade diafásica. 
e) Variedade formal. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
33 
 
 REFERÊNCIAS 
AMPLIFICA - Natura Musical 2018. [s. l.: s. n.], 22 de mar. de 2018. 1 vídeo (2 min 57 seg). 
Preconceito Linguístico no dia-a-dia. Disponível em: https://youtu.be/QlhsiMWT-eQ. Acesso em: 
01 ago. 2023. 
BAGNO, Marcos. Preconceito linguístico – o que é, como se faz. 15 ed. Loyola: São Paulo, 2002. 
Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-44502003000200017. 
Acesso em: 01 ago. 2023. 
BERALDO, Jairo. "Preconceito linguístico"; Brasil Escola. Disponível em: 
https://brasilescola.uol.com.br/portugues/preconceito-linguistico.htm. Acesso em: 01 de ago. 2023. 
BRASIL. Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP). Matrizes de 
referência de língua portuguesa e matemática do SAEB: documento de referência do ano de 
2001. 
CEREJA, William. Gramática: texto, reflexão e uso: volume único / William Cereja, Carolina Dias 
Vianna. 6a. ed. São Paulo: Atual Editora, 2020. 
FRANCISCO, Márcia C. P. Língua e Linguagem. 20 jul. 2023. 
FRANCISCO, Márcia C. P. Variações Linguísticas. 02 ago. 2023. 
GALVÃO, Jean. Mineirês. Tirinha. 14, fev. 22. Disponível em: 
https://www.instagram.com/p/CSzNkUrrGld/?img_index=1. Acesso em: 04 ago. 2023. 
LETRAS, Music. Pé de Breque. [s. l.: s. n.] Disponível em: https://www.letras.mus.br/criolo/nao-
bolou-porque/. Acesso em: 04 ago. 2023. 
PEREIRA, C.; MARTINS, P. Português é legal. São Paulo, 2014. Disponível em: 
<http://www.portugueselegal.com.br/wp-content/uploads/2014/04/portugueselegal2.pdf>. Acesso 
em: 01 ago. 2023. 
 
 
 
 
https://www.instagram.com/p/CSzNkUrrGld/?img_index=1
https://www.letras.mus.br/criolo/nao-bolou-porque/
https://www.letras.mus.br/criolo/nao-bolou-porque/
 
34 
 
 
 
 
 
 
 
ANEXO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
35 
 
 SEGMENTO 
 
 
 
MATERIAL DE APOIO PEDAGÓGICO PARA APRENDIZAGENS – MAPA SAEB 
CADERNO DE QUESTÕES SAEB 2023 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Prezado(a) Estudante, 
 
Você está participando do Simulado de Língua Portuguesa. Você deverá demonstrar os 
conhecimentos aprendidos nos anos que já cursou. Com os resultados, os professores irão 
planejar e desenvolver as atividades escolares. Por isso, responda a todas as questões com 
bastante atenção. 
Cada questão tem somente uma resposta correta. Marque a sua resposta em cada questão e 
depois transcreva para a Folha de Respostas. 
 
Bom trabalho! 
 
 
FOLHA DE RESPOSTAS DO SIMULADO DE LÍNGUA PORTUGUESA 
01) (A) (B) (C) (D) (E) 
02) (A) (B) (C) (D) (E) 
03) (A) (B) (C) (D) (E) 
04) (A) (B) (C) (D) (E) 
05) (A) (B) (C) (D) (E) 
06) (A) (B) (C) (D) (E) 
07) (A) (B) (C) (D) (E) 
08) (A) (B) (C) (D) (E) 
09) (A) (B) (C) (D) (E) 
 
10) (A) (B) (C) (D) (E) 
11) (A) (B) (C) (D) (E) 
12) (A) (B) (C) (D) (E) 
13) (A) (B) (C) (D) (E) 
14) (A) (B) (C) (D) (E) 
15) (A) (B) (C) (D) (E) 
16) (A) (B) (C) (D) (E) 
17) (A) (B) (C) (D) (E) 
18) (A) (B) (C) (D) (E) 
19) (A) (B) (C) (D) (E) 
20) (A) (B) (C) (D) (E) 
21) (A) (B) (C) (D) (E) 
22) (A) (B) (C) (D) (E) 
23) (A) (B) (C) (D) (E) 
24) (A) (B) (C) (D) (E) 
25) (A) (B) (C) (D) (E) 
26) (A) (B) (C) (D) (E) 
 
 
 
 
 
 
 
ANO 
3º ano 
COMPONENTE CURRICULAR 
Língua Portuguesa 
ESCOLA 
NOME 
PROFESSOR(A) TURMA 
 
36 
 
01 - Leia o texto abaixo 
Como opera a máfia que transformou o 
Brasil num dos campeões da fraude de 
medicamentos 
É um dos piores crimes que se podem 
cometer. As vítimas são homens, mulheres e 
crianças doentes — presas fáceis, capturadas 
na esperança de recuperar a saúde perdida. A 
máfia dos medicamentos falsos é mais cruel 
do que as quadrilhas de narcotraficantes. 
Quando alguém decide cheirar cocaína, tem 
absoluta consciência do que coloca no corpo 
adentro. Às vítimas dos que falsificam 
remédios não é dada oportunidade de escolha. 
Para o doente, o remédio é compulsório. Ou 
ele toma o que o médico lhe receitou ou 
passará a correr risco de piorar ou até morrer. 
Nunca como hoje os brasileiros entraram 
numa farmácia com tanta reserva. 
PASTORE, Karina. O Paraíso dos Remédios 
Falsificados. Veja, nº 27. São Paulo: Abril, 8 jul. 
1998, p. 40-41. 
 
Segundo a autora, “um dos piores crimes que 
se podem cometer” é: 
A) a venda de narcóticos. 
B) a falsificação dos remédios. 
C) a receita de remédios falsos. 
D) a venda abusiva de remédios. 
E) a descriminalização das drogas. 
 
02 - Leia o texto. 
Realidade com muita fantasia 
Nascido em 1937, o gaúcho Moacyr Scliar 
é um homem versátil: médico e escritor, 
igualmente atuante nas duas áreas. Dono de 
uma obra literária extensa, é ainda um biógrafo 
de mão cheia e colaborador assíduo de diversos 
jornais brasileiros. Seus livros para jovens e 
adultos são sucesso de público e de crítica e 
alguns já foram publicados no exterior. 
Muito atento às situações-limite que 
desagradam à vida humana, Scliar combina em 
seus textos indícios de uma realidade bastante 
concreta com cenas absolutamente fantásticas. 
A convivência entre realismo e fantasia é 
harmoniosa e dela nascem os desfechos 
surpreendentes das histórias. 
Em sua obra, são freqüentes questões de 
identidade judaica, do cotidiano da medicina e 
do mundo da mídia, como, por exemplo, 
acontece no conto “O dia em que matamos 
James Cagney”. 
Para Gostar de Ler, volume 27. Histórias sobre Ética. 
Ática, 1999. 
 
A expressão sublinhada em “é ainda um 
biógrafo de mão cheia” (ℓ. 2) e (ℓ. 3) significa 
que Scliar é 
A) crítico e detalhista. 
B) criativo e inconsequente. 
C) habilidoso e talentoso. 
D) inteligente e ultrapassado. 
E) minucioso e exigente. 
 
03 - Leia o texto abaixo. 
Viva o povo brasileiro 
O país tem fama de não cuidar da 
ecologia. Vide as queimadas na Amazônia. Além 
disso, em reciclagem de vidros o Brasil foi 
reprovado num ranking do Instituto 
Worldwatch. Assim, parece soar estranho o país 
bater o recorde mundial em reciclagem de latas. 
De cada 100 latinhas de bebida, 65 voltam para 
a indústria. É que há 125.000 brasileiros suando 
na coleta de latas usadas. Esse exército de 
subempregados embolsou 80 milhões de dólares 
em 1998. 
VEJA. São Paulo: Ed. Abril. Ano 32, nº 17, 28 abr. 
1999. 
 
O sucesso na reciclagem de latas tem como 
causa 
A) o problema das queimadas na Amazônia. 
B) a reciclagem nacional de vidros. 
C) o Brasilé um país que prioriza o meio 
ambiente. 
D) o investimento em moeda estrangeira. 
E) o trabalho das pessoas subempregadas. 
 
 
 
37 
 
04 - Leia o texto abaixo 
O universo de Ziraldo 
Nascido em 24 de outubro de 1932, 
Ziraldo Alves Pinto é o mais velho de sete 
irmãos, e entre eles há outro cartunista, o Zélio. 
O nome curioso advém da combinação de 
sílabas dos nomes da mãe Zizinha e do pai, 
Geraldo. Coisa que os pais no Brasil costumam 
fazer e acabam inventando nomes para os 
filhos. 
Ziraldo nasceu em Minas Gerais, na 
cidade de Caratinga, onde viveu até a 
adolescência, quando depois de cursar o Grupo 
Escolar Princesa Isabel, veio com o avô para o 
Rio de Janeiro, estudar no MABE (Moderna 
Associação Brasileira de Ensino). Em 1950, 
voltou para seu estado, estudou mais e acabou 
formando-se advogado em Belo Horizonte, na 
Faculdade de Direito de Minas Gerais. 
Afeito ao desenho desde os mais tenros 
anos de vida, Ziraldo publicou seu primeiro 
desenho com apenas 6 anos de idade, no jornal 
A Folha de Minas. 
Em 1958, já morando fora de Minas 
Gerais, desembocou o namoro de sete anos com 
Vilma Gontijo, num casamento que lhe trouxe 
três filhos: Daniela, Fabrizia e Antônio, além de 
seis netos. 
Conhecimento Prático Literatura. Jan. 2011. p. 61. 
Fragmento. (P110195ES_SUP). 
 
Qual é o assunto tratado nesse texto? 
A) A formação escolar de Ziraldo. 
B) Aspectos biográficos de Ziraldo. 
C) A mudança para o Rio de Janeiro. 
D) A família de origem de Ziraldo. 
E) Aspectos da obra do Cartunista. 
 
05 - Leia o texto para responder à questão 
abaixo. 
Piscina natural no Morro do Moreno vira 
atração no ES 
Local tem sido descoberto por moradores da 
Grande Vitória no calor. 
 
A piscina de águas naturais da Ponta do 
Farol, no Morro do Moreno, em Vila Velha, virou 
atração durante o calor no Espírito Santo. O 
local, antes pouco visitado, foi divulgado em 
uma página que mostra os pontos turísticos do 
estado nas redes sociais. Depois da publicação, 
a piscina tem recebido visitantes de toda a 
Grande Vitória. 
Nem mesmo os moradores de Vila Velha 
e frequentadores antigos da formação de pedra 
que cerca o local conheciam o pequeno recanto. 
É o caso do administrador Deverson Daltio, que 
costuma passear de bicicleta e fazer caminhadas 
com a amiga Joseane de Carvalho bem pertinho 
da piscina. 
“A gente sempre passou por aqui, mas 
não sabia da piscina. Vimos que é um lugar 
maravilhoso para relaxar, fazer fotos, então 
viemos descobrir. Estamos adorando”, disse 
Deverson. 
As estudantes Eduarda Furtado e Juliana 
Moreira saíram de Vitória para ir até a piscina. 
As duas também já conheciam o Farol de Santa 
Luzia e o Morro do Moreno, mas a piscina 
natural foi uma surpresa. 
Enquanto a maré estiver alta, o local 
pode ser curtido para banhos. A água cristalina 
e a vista para a Terceira Ponte fizeram sucesso 
entre os moradores e turistas. [...] 
Disponível em: 
<http://g1.globo.com/espirito-
santo/noticia/2015/12/piscina-natural-no-morro-do-
moreno-vira-atracao-no-es. html>. Acesso em: 12 
jan. 2016. Fragmento. 
 
O trecho do Texto que apresenta uma opinião é: 
A) “A piscina de águas naturais da Ponta do 
Farol, [...] em Vila Velha, virou atração...”. (ℓ. 1-
2) 
B) “Depois da publicação, a piscina tem recebido 
visitantes de toda a Grande Vitória.”. (ℓ. 3-4) 
C) “‘A gente sempre passou por aqui, mas não 
sabia da piscina’.”. (ℓ. 9) 
D) “‘Vimos que é um lugar maravilhoso para 
relaxar, fazer fotos...’”. (ℓ. 9-10) 
E) “As estudantes Eduarda Furtado e Juliana 
Moreira saíram de Vitória para ir até a piscina.”. 
(ℓ. 11) 
 
 
 
38 
 
06 - Leia o texto 
 
 
Disponível em: 
<http://topismos.blogspot.com/2008/11/top-10-
tirinhas-do-calvin-que-me.html>. Acesso em: 08 jan. 
2011. (P110269ES_SUP). 
 
Com base nesse texto, conclui-se que o menino 
A) é um excelente aluno. 
B) faz sempre os deveres. 
C) gosta de se autoelogiar. 
D) tem medo da professora. 
E) tenta enganar a mãe. 
 
07 - Leia o texto para responder à questão a 
seguir. 
O anel de vidro 
Aquele pequenino anel que tu me deste, 
 – Ai de mim – era vidro e logo se quebrou 
Assim também o eterno amor que prometeste, 
– Eterno! era bem pouco e cedo se acabou. 
 
Frágil penhor1 que foi do amor que me tiveste, 
Símbolo da afeição que o tempo aniquilou, 
– Aquele pequenino anel que tu me deste, 
– Ai de mim – era vidro e logo se quebrou 
 
Não me turbou, porém, o despeito que investe 
Gritando maldições contra aquilo que amou. 
De ti conservo no peito a saudade celeste 
Como também guardei o pó que me ficou 
Daquele pequenino anel que tu me deste 
BANDEIRA, M. Disponível em: 
<http://www.revistabula.com/564-os-10-melhores-
poemas-de-manuel-bandeira/>. Acesso em: 12 jan. 
2015. 
 
De acordo com esse texto, o anel se quebrou 
porque 
A) foi feito de vidro. 
B) era de frágil penhor. 
C) era pequeno. 
D) a saudade foi conservada. 
E) o amor foi prometido. 
 
08 - Leia o texto abaixo. 
A cavalgada 
A lua banha a solitária estrada... 
Silêncio!... Mas além, confuso e brando, 
O som longínquo vem-se aproximando 
Do galopar de estranha cavalgada. 
 
São fidalgos que voltam da caçada; 
Vêm alegres, vêm rindo, vêm cantando. 
E as trompas a soar vão agitando 
O remanso da noite embalsamada... 
 
E o bosque estala, move-se, estremece... 
Da cavalgada o estrépito1 que aumenta 
Perde-se após no centro da montanha... 
 
E o silêncio outra vez soturno desce... 
E límpida, sem mácula, alvacenta 
A lua a estrada solitária banha... 
(GONZAGA, Sergius. Curso de Literatura Brasileira. 
Adaptado.) 
 
As reticências utilizadas na última estrofe desse 
texto reforçam a ideia de 
A) continuidade de uma ação. 
B) desconfiança. 
C) interrupção do pensamento. 
D) ironia. 
E) suspense. 
 
 
 
 
39 
 
09 - Leia o texto abaixo. 
O relógio da igreja 
- Corre, minha gente, corre! O relógio da igrja 
sumiu!!! 
A moça esbravejava, calçada acima, acordando 
os habitantes que moravam na Praça junto à 
igreja. As venezianas das casas foram se 
abrindo de par em par, como num efeito 
dominó. As caras das beatas apareceram quase 
que simultaneamente nas janelas. Era um 
espanto só. Os olhos arregaladas de D. Izabel e 
de D. Bona denunciavam a tragédia. 
- Meu Deus, Bona! Quem se atreveria a tal 
coisa? 
- É um sacrilégio – exclamou D. Izabel. E nós, 
que moramos ao pé da igreja, não vimos nada! 
- Quem terá sido, meu Deus? 
- É o fim dos tempos – dizia Maria do Perpétuo 
Socorro. 
D. Luizinha, descendente de escravos, 
conhecia histórias do tempo do ronca. Ela 
sempre contava pra nós que no fim do mundo ia 
aparecer uma besta-fera que ia destruir a casa 
dos ricos, mas que não alteraria nada para os 
pobres porque, na casa destes, a besta entraria 
e passaria direto da porta da sala para a porta 
da cozinha. 
- Cruz credo – benzeu-se D. Luizinha. Vou 
chamar Cônego Theodomiro. 
- Dianta não, D. Luizinha. Cônego Theodomiro 
foi pra a capital com o Dr. Juiz e só volta com 
ele na segunda. 
- Oxente! E a gente vai fazer o que, até lá? 
- Sei, não. Chama o Dr. Delegado! 
(GOMES, Elba. O relógio da igreja. Brasília-DF: LGE, 
2006. p. 3-4) 
 
A expressão “histórias do tempo do ronca” 
tem o sentido de histórias: 
A) inventadas. 
B) compridas. 
C) antigas. 
D) românticas. 
E) sarcásticas. 
 
 
 
 
 
10 - Leia o texto abaixo. 
A CHUVA 
A chuva derrubou as pontes. A chuva 
transbordou os rios. A chuva molhou os 
transeuntes. A chuva encharcou as praças. A 
chuva enferrujou as máquinas. A chuva 
enfureceu as marés. A chuva e seu cheiro de 
terra. A chuva com sua cabeleira. A chuva 
esburacou as pedras. A chuva alagou a favela. A 
chuva de canivetes. A chuva enxugou a sede. A 
chuva anoiteceu de tarde. A chuva e seu brilho 
prateado. A chuva de retas paralelas sobre a 
terra curva. A chuva destroçouos guarda-
chuvas. A chuva durou muitos dias. A chuva 
apagou o incêndio. A chuva caiu. A chuva 
derramou-se. A chuva murmurou meu nome. A 
chuva ligou o pára-brisa. A chuva acendeu os 
faróis. A chuva tocou a sirene. A chuva com a 
sua crina. A chuva encheu a piscina. A chuva 
com as gotas grossas. A chuva de pingos 
pretos. A chuva açoitando as plantas. A chuva 
senhora da lama. A chuva sem pena. A chuva 
apenas. A chuva empenou os móveis. A chuva 
amarelou os livros. A chuva corroeu as cercas. A 
chuva e seu baque seco. A chuva e seu ruído de 
vidro. A chuva inchou o brejo. A chuva pingou 
pelo teto. A chuva multiplicando insetos. A 
chuva sobre os varais. A chuva derrubando 
raios. A chuva acabou a luz. A chuva molhou os 
cigarros. A chuva mijou no telhado. A chuva 
regou o gramado. A chuva arrepiou os poros. A 
chuva fez muitas poças. A chuva secou ao sol. 
Disponível em: 
https://atividadesescolaresprontas.com.br/descritores
-d19-reconhecer-o-efeito-decorrente-da-exploracao-
de-recursos-ortograficos-e-ou-morfossintaticos-
gabarito/ 
 
Todas as frases do texto começam com "a 
chuva". Esse recurso é utilizado para 
A) provocar a percepção do ritmo e da 
sonoridade. 
B) provocar uma sensação de relaxamento dos 
sentidos. 
C) reproduzir exatamente os sons repetitivos da 
chuva. 
D) sugerir a intensidade e a continuidade da 
chuva. 
E) destacar a importância desse elemento da 
natureza
 
40 
 
11 – Leia o texto abaixo. 
A antiga Roma ressurge em cada detalhe 
Dos 20.000 habitantes de Pompéia, só 
dois escaparam da fulminante erupção do 
vulcão Vesúvio em 24 de agosto de 79 d.C. 
Varrida do mapa em horas, a cidade só foi 
encontrada em 1748, debaixo de 6 metros de 
cinzas. Por ironia, a catástrofe salvou Pompéia 
dos conquistadores e preservou-a para o futuro, 
como uma jóia arqueológica. Para quem já 
esteve lá, a visita é inesquecível. 
A profusão de dados sobre a cidade 
permitiu ao Laboratório de Realidade Virtual 
Avançada da Universidade Carnegie Mellon, nos 
Estados Unidos, criar imagens minuciosas, com 
apoio do instituto Americano de Arqueologia. 
Milhares de detalhes arquitetônicos tornaram-se 
visíveis. As imagens mostram até que nas casas 
dos ricos se comia pão branco, de farinha de 
trigo, enquanto na dos pobres comia-se pão 
preto, de centeio. 
Outro megaprojeto, para ser concluído 
em 2020, da Universidade da Califórnia, trata da 
restauração virtual da história de Roma, desde 
os primeiros habitantes, no século XV a.C., até a 
decadência, no século V. Guias turísticos virtuais 
conduzirão o visitante por paisagens animadas 
por figurantes. Edifícios, monumentos, ruas, 
aquedutos, termas e sepulturas desfilarão, 
interativamente. Será possível percorrer vinte 
séculos da história num dia. E ver com os 
próprios olhos tudo aquilo que a literatura 
esforçou-se para contar com palavras. 
Revista Superinteressante, dezembro de 
1998, p. 63. 
 
A finalidade principal do texto é 
A) convencer. 
B) relatar. 
C) descrever. 
D) informar. 
E) divulgar. 
 
 
 
 
 
 
12 – Leia os textos abaixo. 
TEXTO 01 
Piscina natural no Morro do Moreno vira 
atração no ES 
Local tem sido descoberto por moradores da 
Grande Vitória no calor. 
A piscina de águas naturais da Ponta do 
Farol, no Morro do Moreno, em Vila Velha, virou 
atração durante o calor no Espírito Santo. O 
local, antes pouco visitado, foi divulgado em 
uma página que mostra os pontos turísticos do 
estado nas redes sociais. Depois da publicação, 
a piscina tem recebido visitantes de toda a 
Grande Vitória. 
Nem mesmo os moradores de Vila Velha 
e frequentadores antigos da formação de pedra 
que cerca o local conheciam o pequeno recanto. 
É o caso do administrador Deverson Daltio, que 
costuma passear de bicicleta e fazer caminhadas 
com a amiga Joseane de Carvalho bem pertinho 
da piscina. 
“A gente sempre passou por aqui, mas 
não sabia da piscina. Vimos que é um lugar 
maravilhoso para relaxar, fazer fotos, então 
viemos descobrir. Estamos adorando”, disse 
Deverson. 
As estudantes Eduarda Furtado e Juliana 
Moreira saíram de Vitória para ir até a piscina. 
As duas também já conheciam o Farol de Santa 
Luzia e o Morro do Moreno, mas a piscina 
natural foi uma surpresa. Enquanto a maré 
estiver alta, o local pode ser curtido para 
banhos. 
 A água cristalina e a vista para a 
Terceira Ponte fizeram sucesso entre os 
moradores e turistas. [...] 
 
Disponível em: <http://g1.globo.com/espirito-
santo/noticia/2015/12/piscina-natural-no-morro-do-
moreno-vira-atracao-no-es. html>. Acesso em: 12 
jan. 2016. 
 
TEXTO 02 
Ecoturismo na Rota do Caparaó é a dica 
para o fim de semana no Espírito Santo 
O fim de semana se aproxima e a 
Secretaria de Estado de Turismo (Setur) indica o 
Parque Nacional do Caparaó, que abriga o Pico 
 
41 
 
da Bandeira, como opção para os adeptos do 
ecoturismo. 
O Pico da Bandeira é o terceiro ponto 
mais alto do país, com 2 890 metros de altitude. 
O parque que abriga o pico situa-se na divisa 
entre o Espírito Santo e Minas Gerais e tem 70% 
de sua extensão em território capixaba. A 
entrada principal do parque localiza-se no 
município de Dores do Rio Preto, ao Sul do 
Espírito Santo. 
O relevo favorece a formação de quedas 
d’água, sendo as mais conhecidas a Cachoeira 
Bonita, com 80 metros de altura, e o Vale 
Verde, famoso por belas piscinas naturais. A 
fauna e a flora são riquíssimas e podem ser 
observadas nos trekkings realizados com a 
companhia de um guia. [...] 
O clima no parque é frio e em alguns 
meses do ano as temperaturas chegam a ser 
negativas. O Caparaó é um dos cenários de 
ecoturismo mais visitados do país e seu grande 
fluxo de visitantes é responsável por 
movimentar a região em seu entorno. 
Disponível em: 
<http://ruralcentro.uol.com.br/noticias/ecoturismo-
na-rota-do-caparao-e-a-dica-para-o-fim-de-semana-
noespirito-santo-38145#y=563>. Acesso em: 15 jan. 
2016. 
 
Esses textos têm em comum o fato de 
A) apresentarem parques ecológicos naturais. 
B) citarem atrações turísticas do Espírito Santo. 
C) destacarem o turismo na cidade de Vitória. 
D) divulgarem as cachoeiras do Espírito Santo. 
E) informarem a descoberta de piscinas 
naturais. 
 
13 – Leia o texto. 
Texto I – Telenovelas empobrecem o país 
Parece que não há vida inteligente na telenovela 
brasileira. O que se assiste todos os dias às 6, 7 
ou 8 horas da noite é algo muito pior do que os 
mais baratos filmes “B” americanos. Os diálogos 
são péssimos. As atuações, sofríveis. Três 
minutos em frente a qualquer novela são 
capazes de me deixar absolutamente entediado 
– nada pode ser mais previsível. 
Antunes Filho. Veja, 11/mar/96. 
 
Texto II – Novela é cultura 
Veja – Novela de televisão aliena? 
Maria Aparecida – Claro que não. Considerar a 
telenovela um produto cultural alienante é um 
tremendo preconceito da universidade. Quem 
acha que novela aliena está na verdade 
chamando o povo de débil mental. Bobagem 
imaginar que alguém é induzido a pensar que a 
vida é um mar de rosas só por causa de um 
enredo açucarado. A telenovela brasileira é um 
produto cultural de alta qualidade técnica, e 
algumas delas são verdadeiras obras de arte. 
Veja, 24/jan/96. 
 
Com relação ao tema “telenovela” 
A) nos textos I e II, encontra-se a mesma 
opinião sobre a telenovela. 
B) no texto I, compara-se a qualidade das 
novelas aos melhores filmes americanos. 
C) no texto II, algumas telenovelas brasileiras 
são consideradas obras de arte. 
D) no texto II, a telenovela é considerada uma 
bobagem. 
E) nos textos I e II, encontramos opiniões a 
favor das novelas. 
 
14 - Leia o texto abaixo e responda. 
FAMÍLIA BRASILEIRA NÃO É MAIS A 
MESMA 
O crescimento da proporção de solitários é 
um aspecto das mudanças na estrutura familiar 
brasileira, reveladas pelos dados do IBGE. Uma 
tendência confirmada pelaamostra é o avanço 
da mulher como chefe de domicílio. No último 
censo, 26,7% das famílias tinham a mulher 
como cabeça, contra 20,5% em 1991. Para a 
socióloga Lilibeth Cardoso Roballo Ferreira, esse 
dado tem relação com o número de pessoas que 
vivem sós. Para efeito da Amostra do Censo, em 
uma casa habitada por apenas uma mulher, ela 
é a chefe, o que ocorreu em 17,9% dos casos. 
Enquanto isso, apenas 6,2% dos domicílios 
chefiados pelo homem tinham apenas um 
morador. 
Outra mudança importante na estrutura 
familiar é o crescimento das uniões consensuais, 
acompanhado pela queda no número de 
casamentos legais. Entre 1991 e 2000, subiu de 
 
42 
 
18,3% para 28,3% a porcentagem de brasileiros 
que preferem a união consensual. Em 
contrapartida, a proporção de pessoas com 
casamento registrado em cartório caiu, no 
mesmo período, de 57,8% para 50,1%. 
A queda da taxa de fecundidade, por sua 
vez, provocou também a diminuição do número 
médio de pessoas por família, de 3,9 em 1991 
para 3,5 em 2000. As famílias com até quatro 
componentes representam 60% do total. Por 
causa disso, o Brasil, aproxima-se de um padrão 
observado em países desenvolvidos, onde o 
crescimento populacional é substituído pela 
reposição da população, ou seja, o número de 
nascimento está perto do número de óbitos. 
Jornal Estado de Minas, Belo Horizonte, 19 maio 
2002. 
 
O uso de “Em contrapartida”, no trecho “Em 
contrapartida, a proporção de pessoas com 
casamento registrado caiu”, estabelece a 
relação de oposição com a ideia de: 
A) acréscimo espantoso da população brasileira. 
B) aumento do percentual da preferência pela 
união consensual. 
C) aumento no número de nascimento em 
relação ao óbito. 
D) crescimento do número de famílias que tem 
a mulher na liderança. 
E) crescimento do número de casais jovens que 
se casam. 
 
15 - Leia o texto abaixo e responda. 
Idioma ajuda a criar marcas de identidade 
A língua é patrimônio de uma 
coletividade, seja ela a língua oficial de um 
Estado constituído, seja ela a língua materna de 
uma comunidade minoritária de imigrantes em 
um país estrangeiro, [...] e assim por diante. De 
qualquer modo, a língua constitui marca 
identitária da comunidade que a usa [...]. 
Entretanto, nenhuma língua compõe um 
bloco de formas e construções cristalizadas, 
usadas sempre do mesmo modo por todos os 
falantes, isto é, nenhuma língua é cristalizada, 
sem variações, imutável. Aliás, imaginar uma 
língua que assim fosse é imaginar algo 
completamente impossível. 
Uma língua cumpre suas funções em 
uma comunidade exatamente porque: ela é 
moldável, para satisfação dos propósitos da fala; 
ela é variável, para oferta às escolhas dos 
falantes; ela é dinâmica, para servir às 
necessidades de expressão nas diferentes 
situações, nos diferentes lugares, nos diferentes 
momentos. Só assim ela revela as identidades 
individuais que se constroem no espaço 
simbólico que ela própria identifica e marca, no 
conjunto. [...] 
Significa isso que se esteja negando a 
existência de padrões? Não, pelo contrário. 
Nessa variabilidade e nesse dinamismo 
naturalmente se formam “padrões” de uso, que, 
por sua vez, identificam grupos, e, numa 
apuração mais fina, identificam os próprios 
indivíduos. 
NEVES, Maria Helena de Moura. Língua Portuguesa. Set. 
2010. Fragmento. (P120091F5_SUP) 
 
A ideia defendida nesse texto está no trecho: 
A) “A língua é patrimônio de uma 
coletividade,...”. (ℓ. 1) 
B) “... a língua constitui marca identitária da 
comunidade que a usa.”. (ℓ. 3-4) 
C) “... nenhuma língua é cristalizada, sem 
variações, imutável.”. (ℓ. 6-7) 
D) “Uma língua cumpre suas funções em uma 
comunidade...”. (ℓ. 9) 
E) “... ela é moldável, para satisfação dos 
propósitos da fala;...”. (ℓ. 9-10) 
 
16 - Leia o texto abaixo. 
O que é ser adotado 
Os alunos do primeiro ano, da professora 
Débora, discutiam a fotografia de uma família. 
Um menino na foto tinha os cabelos de cor 
diferente dos outros membros da família. 
Um aluno sugeriu que ele talvez fosse 
adotado e uma garotinha disse: 
– Sei tudo de filhos adotados porque sou 
adotada. 
– O que é ser adotado? – outra criança 
perguntou. 
– Quer dizer que você cresce no coração 
da mãe, em vez de crescer na barriga. 
DOLAN, George. Você Não Está Só. Ediouro. 
 
43 
 
O aluno sugeriu que a criança da foto tinha sido 
adotada porque: 
A) os cabelos dela eram diferentes. 
B) estava na foto da família. 
C) pertencia a uma família. 
D) cresceu na barriga da mãe. 
E) a criança era totalmente diferente dos outros 
membros da família. 
 
17 - Leia o texto abaixo. 
Necessidade de alegria 
O ator que fazia o papel de Cristo no espetáculo 
de Nova Jerusalém ficou tão compenetrado da 
magnitude da tarefa que, de ano para ano, mais 
exigia de si mesmo, tanto na representação 
como na vida rotineira. 
Não que pretendesse copiar o modelo divino, 
mas sentia necessidade de aperfeiçoar-se 
moralmente, jamais se permitindo a prática de 
ações menos nobres. E exagerou em contenção 
e silêncio. 
Sua vida tornou-se complicada, pois os amigos 
de bar o estranhavam, os colegas de trabalho 
no escritório da Empetur (Empresa 
Pernambucana de Turismo) passaram a olhá-lo 
com espanto, e em casa a mulher reclamava do 
seu alheamento. 
No sexto ano de encenação do drama sacro, 
estava irreconhecível. Emagrecera, tinha 
expressão sombria no olhar, e repetia 
maquinalmente as palavras tradicionais. Seu 
desempenho deixou a desejar. 
Foi advertido pela Empetur e pela crítica: devia 
ser durante o ano um homem alegre, 
descontraído, para tornar-se perfeito intérprete 
da Paixão na hora certa. Além do mais, até 
a chegada a Jerusalém, Jesus era jovial e 
costumava ir a festas. 
Ele não atendeu às ponderações, acabou 
destituído do papel, abandonou a família, e 
dizem que se alimenta de gafanhotos no 
agreste. 
ANDRADE, Carlos Drummond de. Histórias para o 
Rei.2ª ed. Rio de Janeiro: Record, 1998. p.56. 
 
 
 
Qual é a informação principal no texto 
“Necessidade de alegria”? 
A) A arte de representar exige compenetração. 
B) O ator pode exagerar em contenção e 
silêncio. 
C) O ator precisa ser alegre. 
D) É necessário aperfeiçoar-se. 
E) A alegria é algo pessoal. 
 
18 - Leia o texto. 
Cardápio existencial 
– E se a vida for como um cardápio? 
A pergunta pegou Rosinha de surpresa. 
Ela levantou os olhos do menu e se deparou 
com o marido em estado reflexivo. 
– Ora, Alfredo, deixe de filosofar e 
escolha logo o seu prato. Os dois haviam saído 
para jantar e estavam na varanda do Bar Lagoa, 
de onde se pode ver um cantinho de céu e o 
Redentor. 
– Rosinha, pense nas consequências do 
que estou dizendo. Se a vida for como um 
cardápio, nós talvez estejamos escolhendo 
errado. No lugar da buchada de bode em que 
nossas vidas se transformaram, poderíamos nos 
deliciar com escargots. Experimentar sabores 
novos, mais sofisticados... 
– Por que a vida seria como um 
cardápio, Alfredo? Tenha dó. 
– E por que não seria? Ninguém sabe de 
fato o que é a vida, portanto qualquer acepção 
é válida, até prova em contrário. 
– Benhê, acorda. Ninguém vai aparecer 
para servir o seu cardápio imaginário. Na vida, a 
gente tem que ir buscar. A vida é mais parecida 
com um restaurante a quilo, self-service, 
entende? 
– Boa imagem. Concordo com o 
restaurante a quilo. É assim para quase todo 
mundo. Mas quando evoluímos um pouco, 
chega a hora em que podemos nos servir a la 
carte. Rosinha, nós estamos nesse nível. 
Podemos fazer opções mais ousadas. 
– Alfredo, se você está querendo 
aventuras, variar o arroz com feijão, seja claro. 
Não me venha com essa conversa de cardápio 
existencial. Além disso, se a nossa vida virou 
uma buchada de bode, com quem você pensa 
experimentar essa coisa gosmenta, o tal 
escargot? 
 
44 
 
– Querida, não reduza minhas ideiasa 
uma trivial variação gastronômica. Minha 
hipótese, caso correta, tem implicações 
metafísicas. Se a vida for como um cardápio, do 
outro lado teria que existir o Grand Chef, o 
criador do menu. 
– Alfredo, fofo, agora você viajou na 
maionese. 
FARIAS, Antônio Carlos de. Disponível em: 
<http://www1.folha.uol.com.br/folha/pensata/ult686
u141.shtml>. Acesso em: 9 mar. 2014. 
 
O enredo dessa história desenvolveu-se a partir 
A) da comparação com os dois pratos feita pelo 
marido. 
B) da proposta do marido sobre opções mais 
ousadas. 
C) da saída do casal para jantar na varanda do 
Bar Lagoa. 
D) do momento que Rosinha diz que o marido 
viajou na maionese. 
E) do questionamento do marido sobre a 
filosofia da vida. 
 
19 - Leia o texto para responder 
 O anel de vidro 
 Aquele pequenino anel que tu me deste, 
– Ai de mim – era vidro e logo se quebrou 
Assim também o eterno amor que prometeste, 
– Eterno! Era bem pouco e cedo se acabou. 
Frágil penhor que foi do amor que me tiveste, 
Símbolo da afeição que o tempo aniquilou, 
– Aquele pequenino anel que tu me deste, 
– Ai de mim – era vidro e logo se quebrou 
 
Não me turbou, porém, o despeito que investe 
Gritando maldições contra aquilo que amou. 
De ti conservo no peito a saudade celeste 
Como também guardei o pó que me ficou 
Daquele pequenino anel que tu me deste. 
BANDEIRA, M. Disponível em: 
<http://www.revistabula.com/564-os-10-melhores-
poemas-de-manuel-bandeira/>. Acesso em: 12 jan. 
2015. 
 
 
 
 
 
De acordo com esse texto, o anel se quebrou 
porque 
A) a saudade foi conservada. 
B) era de frágil penhor. 
C) era pequeno. 
D) foi feito de vidro. 
E) o amor foi prometido. 
 
20 - Leia o texto. 
A Formiga e a Cigarra 
Era uma vez uma formiguinha e uma cigarra 
muito amigas. Durante todo o outono, a 
formiguinha trabalhou sem parar, armazenando 
comida para o período de inverno. Não 
aproveitou nada do Sol, da brisa suave do fim 
da tarde nem do bate-papo com os amigos ao 
final do expediente de trabalho, tomando uma 
cervejinha. Seu nome era ―trabalho‖ e seu 
sobrenome, ―sempre‖. Enquanto isso, a cigarra 
só queria saber de cantar nas rodas de amigos e 
nos bares da cidade; não desperdiçou um 
minuto sequer, cantou durante todo o outono, 
dançou, aproveitou o Sol, curtiu para valer, sem 
se preocupar com o inverno que estava por vir. 
Então, passados alguns dias, começou a esfriar. 
Era o inverno que estava começando. A 
formiguinha, exausta, entrou em sua singela e 
aconchegante toca repleta de comida. Mas 
alguém chamava por seu nome do lado de fora 
da toca. Quando abriu a porta para ver quem 
era, ficou surpresa com o que viu: sua amiga 
cigarra, dentro de uma Ferrari, com um 
aconchegante casaco de visom. E a cigarra falou 
para a formiguinha: 
– Olá, amiga, vou passar o inverno em Paris. 
Será que você poderia cuidar da minha toca? 
– Claro, sem problema! Mas o que lhe 
aconteceu? Como você conseguiu grana pra ir a 
Paris e comprar essa Ferrari? 
– Imagine você que eu estava cantando em um 
bar, na semana passada, e um produtor gostou 
da minha voz. Fechei um contrato de seis meses 
para fazer shows em Paris... A propósito, a 
amiga deseja algo de lá? 
– Desejo, sim. Se você encontrar um tal de La 
Fontaine por lá, manda ele pro DIABO QUE O 
CARREGUE! 
 
45 
 
MORAL DA HISTÓRIA: ―Aproveite sua vida, 
saiba dosar trabalho e lazer, pois trabalho em 
demasia só traz benefício em fábulas do La 
Fontaine. 
Fábula de La Fontaine 
reelaborada.http://www.geocities.com/soho/Atrium/8
069/Fabulas/fabula2.html - com adaptações. 
 
Em relação ao texto original da fábula, percebe-
se ironia no fato de: 
A) a cigarra deixar de trabalhar para aproveitar 
o Sol. 
B) a formiga trabalhar e possuir uma toca. 
C) a cigarra, sem trabalhar, surgir de Ferrari e 
casaco de visom. 
D) a cigarra não trabalhar e cantar durante todo 
o outono. 
E) a cigarra não gostava de trabalhar. 
 
21 – Leia o texto. 
O homem que entrou pelo cano 
Abriu a torneira e entrou pelo cano. A 
princípio incomodava-o a estreiteza do tubo. 
Depois se acostumou. E, com a água, foi 
seguindo. Andou quilômetros. Aqui e ali ouvia 
barulhos familiares. Vez ou outra um desvio, 
era uma seção que terminava em torneira. 
Vários dias foi rodando, até que tudo se 
tornou monótono. O cano por dentro não era 
interessante. 
No primeiro desvio, entrou. Vozes de 
mulher. Uma criança brincava. 
Então percebeu que as engrenagens 
giravam e caiu numa pia. À sua volta era um 
branco imenso, uma água límpida. E a cara da 
menina aparecia redonda e grande, a olhá-lo 
interessada. Ela gritou: “Mamãe, tem um 
homem dentro da pia”. 
Não obteve resposta. Esperou, tudo 
quieto. A menina se cansou, abriu o tampão e 
ele desceu pelo esgoto. 
BRANDÃO, Ignácio de Loyola. 
Cadeiras Proibidas. São Paulo: 
Global, 1988, p. 89. 
 
 
 
Na frase “Mamãe, tem um homem dentro da 
pia.” (ℓ. 9), o verbo empregado representa, no 
contexto, uma marca de 
A) registro oral formal. 
B) registro oral informal. 
C) falar regional. 
D) falar caipira. 
E) fala técnica. 
 
22- Leia o texto. 
Ritmo 
 
Na porta 
a varredeira varre o cisco 
varre o cisco 
varre o cisco 
 
Na pia 
a menininha escova os dentes 
escova os dentes 
 
No arroio 
a lavadeira bate roupa 
bate roupa 
bate roupa 
até que enfim 
se desenrola 
toda a corda 
 
e o mundo gira imóvel 
como um pião. 
 
(Mário Quintana. Apontamentos de história 
sobrenatural. 1987.) 
 
Esse texto trata, principalmente, 
A) da descrição de atividades. 
B) de ações feitas no dia a dia. 
C) dos trabalhos feitos em casa. 
D) do movimento rítmico do pião. 
E) da passagem do tempo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
46 
 
23 – Leia o texto abaixo. 
Minha Sombra 
De manhã a minha sombra 
com meu papagaio e o meu macaco 
começam a me arremedar. 
 
E quando eu saio 
a minha sombra vai comigo 
fazendo o que eu faço 
seguindo os meus passos. 
 
Depois é meio-dia. 
E a minha sombra fica do tamaninho 
de quando eu era menino. 
 
Depois é tardinha. 
E a minha sombra tão comprida 
brinca de pernas de pau. 
 
Minha sombra, eu só queria 
ter o humor que você tem, 
ter a sua meninice, 
ser igualzinho a você. 
 
E de noite quando escrevo, 
fazer como você faz, 
como eu fazia em criança: 
 
Minha sombra 
você põe a sua mão 
por baixo da minha mão, 
vai cobrindo o rascunho dos meus poemas 
sem saber ler e escrever. 
(LIMA, Jorge de. Minha Sombra In: Obra Completa. 
19. ed. Rio de Janeiro: José Aguillar Ltda., 1958.) 
 
De acordo com o texto, a sombra imita o 
menino: 
A) de manhã. 
B) ao meio-dia. 
C) à tardinha. 
D) à noite. 
E) durante todo o período de tempo. 
 
 
 
 
 
 
24 – Leia o texto. 
Carnaval pernambucano chega a São 
Paulo 
Embora o palco sejam as ruas da capital 
pernambucana, há pessoas que pensam e 
constroem a maneira como a cidade receberá o 
Carnaval – as cores, as texturas, os materiais 
usados. A artista Joana Lira é uma dessas 
profissionais, chamadas de cenógrafas. 
Durante os anos de 2001 a 2011, ela se 
juntou ao pai, o arquiteto Carlos Lira, para criar 
a cenografia dos carnavais recifenses. Agora, 
uma exposição no Instituto Tomie Ohtake, em 
São Paulo, mostra a diversidade e os registros 
da festa, de intervenções artísticas assinadas 
por ela a manifestações culturais locais, como 
frevo e maracatu. 
A exposição Quando a Vida É uma 
Euforia traz ainda uma vasta programação 
educativa, que vai de oficina de fantasia a 
apresentação de dança. Vale a visita de crianças 
e adultos. 
Jornal Joca. Edição 106, 1ª quinzena fevereiro/2018 (com 
cortes). 
 
Nesse texto, o autor defende a ideia de que 
A) o Carnaval nordestino possui uma rica 
característica cultural. 
B) a exposição Quando a Vida é um Euforia 
agradará aqueles que gostam da folia recifense. 
C) a cidade deSão Paulo é a única capital a 
receber a exposição sobre o Carnaval de Recife. 
D) as cenógrafas, como Joana Lira, são 
responsáveis pela organização do Carnaval 
recifense. 
E) o carnaval de todo o Brasil se constitui de 
cenografias maravilhosas. 
 
25 – Leia o texto. 
MORADA DO INVENTOR 
A professora pedia e a gente levava, 
achando loucura ou monte de lixo: 
latas vazias de bebidas, caixas de fósforo, 
pedaços de papel de embrulho, fitas, brinquedos 
quebrados, xícaras sem asa, recortes e bichos, 
pessoas, luas e estrelas, revistas e jornais lidos, 
retalhos de tecido, rendas, linhas, penas de 
aves, cascas de ovo, pedaços de madeira, de 
 
 
47 
 
ferro ou de plástico. 
Um dia, a professora deu a partida, e 
transformamos, colamos e colorimos. 
E surgiram bonecos (...), bichos (...) e 
coisas malucas (...) 
E a escola virou morada do inventor. 
(Elias José. Nova Escola, junho 2000, n. 133.) 
 
No trecho “Um dia, a professora deu a partida, e 
transformamos, colamos e colorimos.”, a 
expressão em destaque significa: 
A) saiu do local. 
B) quebrou um objeto. 
C) ligou o carro. 
D) iniciou a atividade. 
E) sinalizou que algo aconteceria. 
 
26 – Leia o texto. 
 
 
Ziraldo. “O menino Maluquinho”. In: folha de 
Londrina, 10/04/2002. 
 
O desespero da mãe do Menino Maluquinho se 
justifica pela: 
A) Pergunta do Menino Maluquinho. 
B) Ação do Menino Maluquinho. 
C) Ignorância do Menino Maluquinho. 
D) Distração do Menino Maluquinho. 
E) Pela desobediência do Menino Maluquinho.

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