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1 2 SUMÁRIO LÍNGUA PORTUGUESA Planejamento 1: Procedimentos de leitura e Relação entre textos ....................... pág 01 Planejamento 2: Implicações do suporte, compreensão do texto, do gênero e/ou do enunciador na compreensão do texto ................................................... pág 08 Planejamento 3: Coerência e coesão no processamento do texto e Relações entre recursos expressivos e efeitos de sentido ................................................. pág 16 Planejamento 4: Variação linguística................................................................. pág 26 ANEXO Caderno de Questões...................................................................................... pág 35 1 SEGMENTO MATERIAL DE APOIO PEDAGÓGICO PARA APRENDIZAGENS – MAPA SAEB 2023 TÓPICO: DESCRITOR: Procedimentos de leitura. Relação entre textos. D1 - Localizar informações explícitas em um texto. D3 - Inferir o sentido de uma palavra ou expressão. D4 - Inferir uma informação implícita em um texto. D6 - Identificar o tema de um texto. D14 - Distinguir um fato da opinião relativa a esse fato. D20 - Reconhecer diferentes formas de tratar uma informação na comparação de textos que tratam do mesmo tema, em função das condições em que ele foi produzido e daquelas em que será recebido. D21 - Reconhecer posições distintas entre duas ou mais opiniões relativas ao mesmo fato ou ao mesmo tema. PLANEJAMENTO TEMA DE ESTUDO: Leitura, interpretação e compreensão de textos. DURAÇÃO: 2 aulas. PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS A) CONTEXTUALIZAÇÃO/ABERTURA: Professor(a), nesta sequência didática vamos explorar a leitura de diversos tipos de textos para que os estudantes desenvolvam e aprimorem suas capacidades linguísticas de maneira que demonstrem o aprendizado da língua. É importante que se exponha ao estudante o que de fato é ler, interpretar e compreender um texto. Mostrar-lhe que a leitura é parte essencial do trabalho, do empenho, da perseverança, da dedicação em aprender. B) DESENVOLVIMENTO: AULA 1: RETOMANDO O CONCEITO Professor(a), nesta aula vamos conceituar e diferenciar os seguintes itens: LER, COMPREENDER e INTERPRETAR. Pode-se fazer uma projeção ou utilizar folhas impressas, distribuindo-as aos estudantes. É importante deixar claro aos estudantes que a leitura vai muito além da simples decodificação. Comente com eles, professor(a), que o hábito da leitura pode melhorar a comunicação e ainda a capacidade de se relacionar com indivíduos e trabalhar em grupo, sobretudo no mundo corporativo. Afinal, com mais conhecimentos, um vocabulário enriquecido e uma escrita aperfeiçoada, a pessoa será capaz de transmitir suas ideias de maneira mais objetiva. A figura abaixo pode ser usada para dar início à aula. COMPONENTE CURRICULAR Língua Portuguesa ANO DE ESCOLARIDADE 3 o ano 2 Imagem 1: Diferenças entre compreender e interpretar. Fonte: (FRANCISCO, 2023) Após mostrar a imagem acima, você pode apresentar o seguinte exemplo, que a Professora Pamba deu em sua página, que pode ser projetado ou escrito no quadro: “Ana Júlia andava cabisbaixa.” Pergunte aos estudantes: “Qual a sua compreensão disso?”. Em seguida pergunte: “Qual a sua interpretação dessa frase?”. Ouça as respostas e verifique se eles compreenderam a diferença entre compreender e interpretar. Comente com os estudantes que a palavra ‘cabisbaixa’, em nossa cultura, carrega um sentido negativo, de tristeza. Destaque que essa possibilidade só foi possível porque em nosso contexto social, uma pessoa que anda de cabeça baixa (cabisbaixa) normalmente está triste. Trata-se de uma INTERPRETAÇÃO. Já no campo da COMPREENSÃO, é fato que Ana é uma pessoa do sexo feminino e a mesma andava de cabeça baixa (cabisbaixa). Ou seja; isso é o que está ESCRITO na frase. Assim sendo, mostre aos estudantes que a interpretação, como vimos, depende da nossa visão de mundo. Deduzimos que ela estava triste não pelo significado da palavra, ali no dicionário, mas pelo modo como costumamos utilizá-la no nosso contexto social. AULA 2: DIFERENCIANDO FATO DE OPINIÃO Professor(a), nesta aula vamos primeiro diferenciar FATO de OPINIÃO. Comente com os estudantes que é muito relevante saber essa diferenciação, mas que nem sempre é uma tarefa fácil, sendo necessário praticar para que se consiga adquirir um certo domínio. Pode-se começar a aula mostrando, brevemente, a diferença entre fato e opinião, por meio da imagem a seguir, fazendo a exposição por projeção, imprimindo as folhas e distribuindo aos estudantes ou mesmo reproduzindo no quadro. 3 Imagem 2: Fato X Opinião Fonte: (FRANCISCO, 2023) Em seguida à exposição, mostre o exemplo abaixo, resolvendo a atividade com os estudantes. Leia o texto com a turma. Disponível em: https://www.tudosaladeaula.com/2021/11/atividade-sobre-fato-e-opiniao-com-explicacao-anos-finais.html Peça aos estudantes que preencham no quadro abaixo a opinião referente ao fato relatado no texto. Em seguida faça a correção com os mesmos e apontando as diferenças entre o que é FATO do que é uma OPINIÃO. 4 RECURSOS: Caderno, caneta, lousa, pincel, projetor multimídia e/ou cópias de atividades com o texto. PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO Interação e envolvimento do estudante nas dinâmicas e reflexões. Detectar se o estudante consegue reconhecer as principais diferenças entre os temas abordados. 5 ATIVIDADES 1 − Leia o seguinte trecho de um texto: "A juventude atual tem sido cada vez mais influenciada pelas redes sociais. Essas plataformas digitais oferecem uma ampla exposição a conteúdos diversos, o que pode impactar diretamente no desenvolvimento de valores e opiniões dos jovens. Além disso, a necessidade de aprovação social e a busca por a inteligência pode gerar ansiedade e emoções afetivas dos indivíduos." Com base no trecho acima, responda à seguinte pergunta: a) De acordo com o texto, quais são as duas possíveis consequências do uso intensivo das redes sociais pela juventude? ___________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________ b) Explique como essas consequências podem afetar os jovens. ___________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________ 2 − Leia o seguinte trecho de um texto: "O aquecimento global é um fenômeno preocupante que resulta do aumento das emissões de gases de efeito estufa na atmosfera. Essas emissões são causadas principalmente pela queima de combustíveis fósseis, como carvão e petróleo, além do desmatamento desenfreado. O aumento da temperatura média do planeta traz consigo consequências graves, como o derretimento das calotas polares, o aumento do nível do mar e a ocorrência de eventos climáticos extremos." Com base no trecho acima, responda às seguintes perguntas: a) Quais são as principais causas do aquecimento global mencionadas no texto? ___________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________ b) Quais são as três consequências mencionadas no texto que são consequências do aquecimento global? ___________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ 3 − Qual das seguintes hipóteses pode ser classificada como um fato, e qual pode ser classificada como uma opinião? a) "A cidade de Paris é a capital da França." b) "A pizza é a melhor comida do mundo." Escolha a alternativa correta: a) A afirmação a) é um fato, enquanto a afirmação b) é uma opinião. b) A afirmação a) é uma opinião, enquanto a afirmação b) é um fato. c) Ambas as expressões são fatos. d) Ambas as opiniões são opiniões. e) Nenhuma das afirmações acima é verdadeira. 6 4 − Leia o seguinte trecho de um texto: "Após horas de caminhada sob o sol escaldante, o explorador finalmente chegou a um oásis. Lá, encontrou uma fonte de água cristalina e fresca, onde pode saciar sua sede." Com base no trecho acima, a expressão "saciar sua sede" significa: a) Sentir alívio após uma longa caminhada. b) Matar sua sede, sentindo a necessidade de água. c) Descansar e relaxar após uma jornada extenuante. d) Encontre um local seguro e protegido para descansar. e) Apenas descansar à sombra de uma árvore. 5 − Leia o seguinte trecho de um texto: "O avanço da inteligência artificial tem transformado diversos setores da sociedade, desde a indústria até a saúde. Essa tecnologia promete revolucionar a forma como realizamos tarefas cotidianas, trazendo benefícios, mas também gerando preocupações em relação ao impacto nos empregos e na privacidade." Com base no trecho acima, qual é o tema principal desse texto? a) Os avanços na indústria e na saúde. b) A transformação da sociedade pela inteligência artificial. c) Os benefícios da inteligência artificial nas tarefas cotidianas. d) A substituição de humanos por máquinas. e) As preocupações sobre empregos e privacidade na era da inteligência artificial. 7 REFERÊNCIAS AULA, Tudo de sala. Atividade sobre Fato e Opinião. 14 nov. 2023. Disponível em: https://www.tudosaladeaula.com/2021/11/atividade-sobre-fato-e-opiniao-com-explicacao-anos- finais.html. Acesso em: 13 jul. 2023. BRASIL. Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP). Matrizes de referência de língua portuguesa e matemática do SAEB: documento de referência do ano de 2001. FRANCISCO, Márcia C. P. Diferenças entre compreender e Interpretar. 13 jul. 2023. FRANCISCO, Márcia C. P. Fato X Opinião. 13 jul. 2023. PAMBA, Professora. Interpretação e Compreensão de textos. [s. l.]. 2021. Disponível em: https://redacaoegramatica.com.br/blog/interpretacao-e-compreensao-textual-exercicio/. Acesso em: 13 jul. 2023. https://www.tudosaladeaula.com/2021/11/atividade-sobre-fato-e-opiniao-com-explicacao-anos-finais.html https://www.tudosaladeaula.com/2021/11/atividade-sobre-fato-e-opiniao-com-explicacao-anos-finais.html https://redacaoegramatica.com.br/blog/interpretacao-e-compreensao-textual-exercicio/ 8 TÓPICO: DESCRITOR: Implicações do suporte, compreensão do texto, do gênero e/ou do enunciador na compreensão do texto. D5 - Interpretar texto com auxílio de material gráfico diverso (propagandas, quadrinhos, foto etc.). D12 - Identificar a finalidade de textos de diferentes gêneros. PLANEJAMENTO TEMA DE ESTUDO: Interpretação e compreensão de textos de diferentes gêneros textuais. DURAÇÃO: 3 aulas. PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS A) CONTEXTUALIZAÇÃO/ABERTURA: Professor (a), inicie a aula destacando que os gêneros textuais surgem como formas de comunicação, atendendo a necessidade de expressão do ser humano, moldados sob a influência do contexto histórico e social das diversas esferas da comunicação humana. Assim sendo, eles são dinâmicos e se originam, se integram e se desenvolvem funcionalmente nas culturas e, para além das questões linguísticas que os caracterizam, eles são ainda mais caracterizados por suas funções. O ato de aprender a ler e escrever, há um sentido, uma função. Os gêneros são dinâmicos e sofrem modificações ao longo do tempo, surgindo e desaparecendo, se diferenciando de uma região, de uma cultura para outra. Com o desenvolvimento da tecnologia, uma nova gama de novos gêneros vêm à tona, de forma que atendam às novas necessidades das situações comunicativas, como e-mail, chats, mensagens em redes sociais, etc. Para Bakhtin (2000) os gêneros materializam a língua. A língua, por sua vez, está vinculada à vida. Os gêneros portam-se, então, com o elo entre a língua e a vida. Os gêneros textuais são de uma heterogeneidade imensa, variam do simples diálogo informal até as teses de doutorado, por exemplo. De acordo com Marcuschi (2008) não há comunicação que não seja feita através de algum gênero. Peça aos estudantes que imaginem os gêneros textuais como gavetas de um armário, onde as coisas que ali estão, foram selecionadas por apresentarem características comuns. B) DESENVOLVIMENTO: AULA 1: RETOMANDO O CONCEITO Professor(a), nesta aula podem ser usados recursos como projeção multimídia ou folhas impressas. Exponha as imagens abaixo, para os estudantes. 9 Imagem 1: Versão soviética de “O Senhor dos Anéis” Imagem 2: Bolo Pudim de chocolate Peça aos estudantes que leiam os textos e selecione um estudante para fazer a leitura em voz alta. Solicite ao estudante que leu em voz alta cada texto que vá ao quadro e escreva, pelo menos, três características do texto lido. Por exemplo, o estudante pode escrever o título, o formato em que o texto foi apresentado, o tipo de linguagem utilizada, o público-alvo, o assunto, onde pode ser encontrado, etc. Em seguida pergunte à turma se concorda ou discorda com as características listadas pelos colegas. Acrescente características que não foram listadas ou retire as que não se adequam. Comente com os estudantes as diferenças de ambos os textos e conclua a aula mostrando aos estudantes que o tipo de texto varia de acordo com a situação comunicativa e sua função no processo comunicativo. 10 Caso haja tempo de aula, pode ser trabalhado esse segundo exercício. AULAS 2 E 3: CARACTERIZANDO ALGUNS GÊNEROS TEXTUAIS Nesta aula, os estudantes devem ter em mãos materiais diversos, que foram previamente solicitados que trouxessem para a sala de aula, como jornais, revistas, folders, encartes, cartazes, etc. A turma deve ser dividida em 5 ou 6 grupos a depender da quantidade de estudantes presentes. Cada grupo não deve ter mais do que quatro integrantes. Cada grupo deve selecionar, a partir do material disponível no grupo, quatro tipos de textos diferentes. Cada tipo de texto deve ser colado em folha de papel ofício, colando nesta folha as principais características, como: tipo de linguagem usada, formato de apresentação, qual o público-alvo, qual a função desse tipo de texto, em que meio pode ser divulgado. A seguir, cada grupo fará uma exposição dos tipos de textos para os demais grupos. Mostre aos estudantes o exemplo abaixo. 11 Imagem 3: Piada. RECURSOS: Caderno, caneta, lousa, pincel, projetor multimídia e/ou cópias de atividades com o texto. PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO: Interação e envolvimento do estudante nas dinâmicas e reflexões. Detectar se o estudante consegue compreender o significado de gênero textual e reconhecer as principais características desse tipo de texto. 12 ATIVIDADES 1 − Leia o seguinte trecho de texto: "Prezados clientes, informamos que a loja estará fechada no próximo domingo devido a uma manutenção programada. Pedimos desculpas pelo inconveniente e agradecemos a compreensão. Retornaremos às atividades normaisna segunda-feira." Com base no trecho acima, identifique o gênero textual predominante: a) Aviso. b) Conto. c) Receita culinária. d) Relatório científico. e) Carta. 2 − Leia o seguinte trecho: "Prezados senhores, Gostaria de solicitar um orçamento para a realização de uma reforma em minha residência. A reforma incluirá a pintura de todas as paredes, a troca do piso da sala e dos quartos, além da instalação de novos armários na cozinha. Atenciosamente, Maria" Com base no trecho acima, identifique o gênero textual predominante: a) Email. b) Carta formal. c) Anúncio publicitário. d) Nota fiscal. e) Conto. 3 − Observe e leia as tirinhas abaixo. TIRINHA MAFALDA FONTE: CANTINHO DA EDUCAÇÃO, 2023. 13 FONTE: CANTINHO DA EDUCAÇÃO, 2023. O gênero textual charge tem como características: • Interação entre a linguagem escrita e a linguagem visual. • Tem como objetivo tornar seus leitores competentes, críticos e capazes de transformar e modificar a realidade em que se inserem. • Não permite que o leitor faça qualquer análise social ou política sobre os fatos apresentados. • Predominância da linguagem figurada, ou seja, geralmente utiliza-se de metáforas e termos literários. • Linguagem objetiva e clara, utilizando recursos que estimulam o receptor, levando-o a desenvolver a criticidade. Marque a alternativa correta. a) Apenas 5 está correta. b) 1, 2 e 5 estão corretas. c) apenas 1 e 5 estão corretas. d) apenas 3 e 4 estão corretas. e) todas as alternativas estão corretas. O anúncio a seguir foi exposto em outdoors de estradas brasileiras. Leia-o e responda às questões a seguir. Foto: Reprodução, 2012. 14 4 − Releia o texto verbal do anúncio: “Nessas férias, lembre que nem todo pet é descartável”. a) Em que época do ano esse texto foi veiculado? ___________________________________________________________________________________ b) Qual foi o motivo da divulgação desse texto na época do ano em que foi divulgado? ___________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________ c) Inicialmente, qual parece ser a intencionalidade desse texto? ___________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________ d) Qual a verdadeira intencionalidade dele? ___________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________ e) Em relação ao gênero textual, como esse texto pode ser classificado? ___________________________________________________________________________________ f) Qual o objetivo desse tipo de texto? ___________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________ 15 REFERÊNCIAS ANDRADE, Carlos Drummond de. Alguma Poesia. In: Poesia completa, Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2002, p.23. BAKHTIN, Mikhail. Estética da criação verbal. Tradução: Maria Ermantina Galvão G. Pereira. 3.ed. São Paulo: Martins Fontes, 2000. BRASIL. Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP). Matrizes de referência de língua portuguesa e matemática do SAEB: documento de referência do ano de 2001. CEREJA, William. Gramática: texto, reflexão e uso: volume único / William Cereja, Carolina Dias Vianna. 6a. ed. São Paulo: Atual Editora, 2020. EDUCAÇÃO, Cantinho da. Instituto Invicto. [s. l.]. Disponível em: http://institutoveritas2010.blogspot.com/2010/11/. Acesso em: 14 jul. 2023. FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Miniaurélio Século XXI Escolar, 2001, p.117. [et al.]. 4. ed., rev. e ampl. / do minidicionário Aurélio. Publicação Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2001. FIORATTI, Carolina. Existe uma versão soviética de “O Senhor dos Anéis”. E dá para vê-la no YouTube. Publicado em 8 abr. 2021. Disponível em: https://super.abril.com.br/cultura/versao- sovietica-de-o-senhor-dos-aneis-e-disponibilizada-no. Acesso em: 14 jul. 2023. KELLY, Samantha. Outdoor busca conscientizar população sobre abandono. 31 dez. 2012. Disponível em: https://www.portaldodog.com.br/cachorros/noticias/outdoor-busca-conscientizar- populacao-sobre-abandono/. Acesso em: 14 jul. 2023. LEDA, Flávia. Receita culinária. Publicada no Canal SEDUC-P14. 17 dez. 2019. Disponível em: https://canaleducacao.tv/images/slides/36012_d623e4168b2c20346bf5f1551df4924f.p. Acesso em 14 jul. 2023. MARCUSCHI, Luiz Antônio. Produção textual, análise de gêneros e compreensão. São Paulo: Parábola Editorial, 2008. PEREZ, Luana Castro Alves. Exercícios sobre gêneros textuais do cotidiano. [s. l.]. 2023. Disponível em: https://exercicios.brasilescola.uol.com.br/exercicios-redacao/exercicios-sobre-generos- textuais.htm. Acesso em: 14 jul. 2023. RIBERA, Elen. Doutor, devo rir mais? Como assim? Publicado na revista Seleções. 28 set. 2019. Disponível em: https://www.selecoes.com.br/humor/historias-divertidas-doutor-devo-rir-mais/. Acesso em: 14 jul. 2023. http://institutoveritas2010.blogspot.com/2010/11/ https://super.abril.com.br/cultura/versao-sovietica-de-o-senhor-dos-aneis-e-disponibilizada-no https://super.abril.com.br/cultura/versao-sovietica-de-o-senhor-dos-aneis-e-disponibilizada-no https://www.portaldodog.com.br/cachorros/noticias/outdoor-busca-conscientizar-populacao-sobre-abandono/ https://www.portaldodog.com.br/cachorros/noticias/outdoor-busca-conscientizar-populacao-sobre-abandono/ https://canaleducacao.tv/images/slides/36012_d623e4168b2c20346bf5f1551df4924f.p https://exercicios.brasilescola.uol.com.br/exercicios-redacao/exercicios-sobre-generos-textuais.htm https://exercicios.brasilescola.uol.com.br/exercicios-redacao/exercicios-sobre-generos-textuais.htm https://www.selecoes.com.br/humor/historias-divertidas-doutor-devo-rir-mais/ 16 TÓPICO: DESCRITOR: Coerência e coesão no processamento do texto. D2 - Estabelecer relações entre partes de um texto, identificando repetições ou substituições que contribuem para a continuidade de um texto. D7 - Identificar a tese de um texto. D8 - Estabelecer relação entre a tese e os argumentos oferecidos para sustentá-la. D9 - Diferenciar as partes principais das secundárias em um texto. D10 - Identificar o conflito gerador do enredo e os elementos que constroem a narrativa. D11 - Estabelecer relação causa/consequência entre partes e elementos do texto. D15 - Estabelecer relações lógico-discursivas presentes no texto, marcadas por conjunções, advérbios etc. Relações entre recursos expressivos e efeitos de sentido. D16 - Identificar efeitos de ironia ou humor em textos variados. D17 - Reconhecer o efeito de sentido decorrente do uso da pontuação e de outras notações. D18 - Reconhecer o efeito de sentido decorrente da escolha de uma determinada palavra ou expressão. D19 - Reconhecer o efeito de sentido decorrente da exploração de recursos ortográficos e/ou morfossintáticos. PLANEJAMENTO TEMA DE ESTUDO: Articulação textual e elementos expressivos. DURAÇÃO: 3 aulas. PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS A) CONTEXTUALIZAÇÃO/ABERTURA: Professor(a), nesta sequência didática vamos explorar os elementos que constituem a textualidade, ou seja, aqueles elementos que constroem a articulação entre as diversas partes de um texto: a coerência e a coesão. Vale salientar aos estudantes que a coerência é a lógica entre as ideias expostas no texto, para que exista coerência é necessário que a ideia apresentada se relacione ao todo textual dentro de uma sequência e progressão de ideias. Para que as ideias estejam bem relacionadas, tambémé preciso que estejam bem interligadas, bem “unidas” por meio de conectivos adequados, ou seja, com vocábulos que têm a finalidade de ligar palavras, locuções, orações e períodos. Dessa forma, as peças que interligam o texto, como pronomes, conjunções e preposições, promovendo o sentido entre as ideias são chamadas coesão textual. Importante enfatizar que, nesta série, tratar-se-á apenas os pronomes como elementos coesivos. As habilidades a serem desenvolvidas pelos descritores que compõem este tópico exigem que o estudante compreenda o texto não como um simples agrupamento de frases justapostas, mas como um conjunto harmonioso em que há laços, interligações, relações entre suas partes. B) DESENVOLVIMENTO: AULA 1: RETOMANDO O CONCEITO Professor(a), nesta aula vamos retomar o conceito de coesão. Pode-se fazer uma projeção ou utilizar folhas impressas, distribuindo-as aos estudantes. Como sugestão, o texto abaixo poderá ser utilizado 17 da seguinte forma: forme trios como os estudantes presentes. Divida o texto em frases e/ou períodos a depender da quantidade de trios que tenha formado com os estudantes. Distribua, aleatoriamente, cada trecho do texto aos grupos e peça-lhes que façam uma leitura coletiva. (As cores foram usadas para sugerir possíveis divisões). É esperado que todos percebam que não faz sentido, ou seja; a leitura tornou-se caótica pois não houve sentido entre as partes do texto. Em seguida, proponha que os estudantes reorganizem o texto de forma que o mesmo apresente sentido, inserindo nas lacunas as palavras mais adequadas. Pode ser necessária sua intervenção. Peça-lhes que releiam o texto novamente. Deseja-se que, agora, o texto reorganizado apresente sentido. Sugere-se que a correção seja feita oralmente. As respostas são pessoais. As palavras originais do texto estão colocadas como resposta apenas como referência. O importante é que os estudantes percebam que algumas escolhas tornarão o texto incoerente ou sem coesão. Peça-lhes que leiam oralmente seus textos, a fim de observar a existência ou não de textualidade. Sugestão de texto: A História de uma boneca 31 de maio de 2019. estamos quase na metade do ano falta pouco para as férias escolares. , neste mês, deixo uma dica que vai animar os seus dias de estudo antes da folga. Minha sugestão é que você experimente a de um livro de suspense: Boneca de Ossos (Holly Black, editora #irado). Uma cristaleira abriga a boneca que dá nome à História. E não se engane: ela está bem longe de ser apenas infantil. de cara, você também vai conhecer os amigos Poppy, Zach e Alice. sempre gostaram de imaginar aventuras em um mundo povoado por piratas e guerreiros e governado por uma Grande Rainha - a feita de ossos que vive na cristaleira. , agora que os estão crescendo, a vontade brincar juntos já não é mais a mesma e a relação de parece passar por dificuldades. Poppy começa a ter sonhos com a Rainha e os fantasmas de uma menina que não poderá descansar a boneca de ossos não for enterrada no túmulo dela, que está vazio. que os três se reúnem e partem em uma jornada na tentativa de achar o cemitério certo, fica o tal túmulo. Não faltam mistérios a serem solucionados em meio a alguns sustos pelo caminho. Prepare-se para sentir aquele frio na . Por Maria Carolina Cristianini, editora-chefe do Joca. (Sugestão de respostas: Já, e, Por isso, últimos, leitura, brinquedo, Logo, também, Eles, boneca, Mas, três, amizade, Até que, enquanto, É aí, onde, barriga) 18 AULA 2: RETOMANDO O CONCEITO Professor(a), nesta aula vamos retomar o conceito de coerência. Pode-se fazer uma projeção ou utilizar folhas impressas, distribuindo-as aos estudantes. Além de tratar da coerência vamos abordar a interpretação de cartum que é um meio muito usado em vários tipos de avaliações. Para tanto, exiba a imagem do cartum de Rafael Koff abaixo. Cartum Em seguida lance algumas questões sobre a imagem e vá respondendo com os estudantes, de forma que todos possam participar e fazer intervenções. 1. O Cartum retrata qual situação? 2. Qual o objetivo desse diálogo? 3. Pela fala do entrevistado, há indícios da fala do entrevistador? Como se percebe isso? Há algum elemento no texto que permita essa conclusão? Qual? 4. O que chama a atenção na fala do entrevistado? 5. Qual nome aparece no alto do cartum? Qual característica se depreende do personagem, a partir do nome dele? 6. Qual crítica pode ser considerada à maneira como alguns jovens procedem no primeiro emprego? Conclua com os estudantes: O cartum de Rafael Koff é construído a partir de uma situação absurda, uma vez que não há conexão entre a fala do entrevistado e o motivo que o levou à entrevista, que é conseguir um emprego. Pode-se dizer que a fala do personagem é INCOERENTE com a situação. Porém, se considerarmos que a finalidade do cartum é construir humor e fazer uma crítica social, observa-se que, apesar da incoerência na situação apresentada, o texto é coerente com seus objetivos. Isso porque a coerência de um texto diz respeito à situação em que ele é produzido, ou seja, quem produz, para quem, com que finalidade, etc. No caso do cartum de Rafael Koff, a incoerência foi utilizada propositalmente para criar humor. Na maior parte dos textos que produzimos no dia a dia, entretanto, a coerência é necessária. 19 AULA 3: ENTENDENDO OS RECURSOS EXPRESSIVOS DA LINGUAGEM Professor(a), é necessário que os estudantes compreendam que o uso de recursos expressivos possibilita uma leitura para além dos elementos superficiais do texto e auxilia o estudante na construção de novos significados. Em diferentes gêneros textuais, tais como a propaganda, por exemplo, os recursos expressivos são largamente utilizados, como caixa alta, negrito, itálico, etc. Os poemas também se valem desses recursos, exigindo atenção redobrada e sensibilidade do estudante para perceber os efeitos de sentido subjacentes ao texto. Vale destacarmos que os sinais de pontuação, como reticências, exclamação, interrogação, etc., e outros mecanismos de notação, como o itálico, o negrito, a caixa alta e o tamanho da fonte podem expressar sentidos variados. O ponto de exclamação, por exemplo, nem sempre expressa surpresa. Faz-se necessário, portanto, que o estudante, ao explorar o texto, perceba como esses elementos constroem a significação, na situação comunicativa em que se apresentam. Nesta aula podem ser utilizados projetor multimídia ou textos impressos a serem disponibilizados para os estudantes. As atividades devem ser feitas com os estudantes, explicando-lhes tanto o enunciado quanto a resposta a que se chegou após discussão coletiva. É aconselhável que se dê um tempo aos mesmos para que reflitam sobre a questão e somente depois se discuta a resposta com eles. Atividade 1 Leia o trecho abaixo e responda à questão: Texto: "Ah, que maravilha! Mais um dia chuvoso para alegrar nossas vidas. Mal posso conter minha empolgação ao pegar o guarda-chuva e enfrentar as ruas alagadas, os carros buzinando e a água gelada escorrendo pelo pescoço. Quem não adora um dia assim?" Pergunta: • Considerando o trecho apresentado, que tipo de figura de linguagem foi usada para criar sentido? (a) Metáfora. (b) Hipérbole. (c) Ironia. (d) Personificação. (e) Metonímia. Atividade 2 Leia o trecho abaixo e responda à questão: "O dia estava lindo! O sol brilhava intensamente, as flores desabrochavam e os pássaros cantavam alegremente. Era uma cena perfeita... ou não?" Pergunta: • A pontuação utilizada no trecho tem como objetivo principal: (a) Indique uma pausa necessária para a clareza e fluidez da leitura. (b) Criar um suspense e gerar expectativa no leitor. 20 (c) Expressar alegria e entusiasmo com a situaçãodescrita. (d) Sinalizar uma contraposição irônica em relação à descrição anterior. (e) Marcar a fala do personagem. Atividade 3 Leia a crônica LEITE, de Millôr Fernandes. • Ao terminar a crônica com “Múúúúúúú”, o autor ao texto um tom de (a) formalidade. (b) humor. (c) indiferença. (d) jovialidade. (e) seriedade. AULA 4: PRATICANDO A TEORIA. Nesta aula, professor(a), serão ofertados aos estudantes algumas atividades para que os mesmos pratiquem os conceitos de coerência e coesão de forma a se apropriarem desses conceitos. As questões podem ser projetadas ou fotocopiadas em folhas e distribuídas aos estudantes. Um recurso que pode ser usado é que façam esses exercícios em duplas. 21 Atividade 1 Leia o texto a seguir. Por que o pato não se molha quando nada? Porque ele produz uma secreção oleosa embaixo da cauda e com o bico retira o óleo e o espalha pelo corpo. Recobertas por essa secreção, as penas tornam-se impermeáveis. Além disso, a camada de ar que fica entre as penas e o corpo ajuda a manter o pato flutuando. Fonte: DUARTE, Marcelo. Por que o pato não se molha quando nada? Guia dos Curiosos, [s. l.], 24 abr. 2019. Disponível em: https://www.guiadoscuriosos.com.br/esportes/pergunta-curiosa/por-que-o-pato-nao-se-molha-quando- nada/. 1. O texto se compõe de que forma? 2. A palavra porque, que inicia a resposta, estabelece que tipo de relação com a pergunta? 3. Há duas orações na pergunta. Que palavra faz a conexão gramatical entre elas? Que sentido essa palavra apresenta? 4. A palavra pato é retomada algumas vezes na resposta. Identifique: a) uma substituição por pronome. b) uma elipse. c) uma repetição. 5. A expressão secreção oleosa também é retomada algumas vezes na resposta. Identifique: a) uma substituição lexical. b) uma substituição pronominal. c) uma repetição. 6. Releia o último período do texto. a) Qual é a relação estabelecida por Além disso entre o período final e os anteriores? b) Que outra palavra ou expressão poderia ser usada com a mesma função? Se necessário, consulte um dicionário. Atividade 2 Leia o trecho a seguir e assinale a opção que indica a melhor forma de melhorar a compreensão e coesão do texto: Trecho: "João foi ao supermercado. Ele comprou pão, leite e manteiga. Ele encontrou sua amiga Maria no corredor dos congelados. Ele cumprimentou e continuou suas compras." (a) Substituir as repetições do pronome "ele" por pronomes possessivos: "João foi ao supermercado. Ele comprou pão, leite e manteiga. No corredor dos congelados, encontrou sua amiga Maria. Cumprimentou e prosseguiu com suas compras." (b) Inserir conectivos para estabelecer relações claras entre as informações: "João foi ao supermercado para comprar pão, leite e manteiga. Enquanto estava no corredor dos congelados, encontrou sua amiga Maria. Ao cumprimentá-la, ele prosseguiu com suas compras." (c) Repetir as informações anteriores com palavras diferentes para evitar a monotonia: "João foi ao supermercado. Ele adquiriu pão, leite e manteiga. Na área de congelados, ele se partiu com sua amiga Maria. Ao saudá-la, continua suas compras. " 22 (d) Utilizar pronomes relativos para conectar as informações de maneira fluida: "João foi ao supermercado onde comprou pão, leite e manteiga. No corredor dos congelados, encontrou sua amiga Maria, a qual cumpriu antes de aguardar com suas compras." (e) Repetir as informações anteriores com as mesmas palavras. RECURSOS: Caderno, caneta, lousa, pincel, projetor multimídia e/ou cópias de atividades com o texto. PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO: Interação e envolvimento do estudante nas dinâmicas e reflexões. Detectar se o estudante consegue compreender, diferenciar e aplicar os conceitos de coerência e coesão textuais de forma adequada. 23 ATIVIDADES Leia o texto abaixo e responda à questão: Texto: “A coesão textual é um aspecto fundamental na construção de um texto coeso e compreensível. A coesão consiste na conexão harmoniosa entre as diferentes partes de um texto, por meio do uso adequado de recursos linguísticos, como pronomes, conjunções, conectivos e repetição de termos. Um dos recursos mais utilizados para estabelecer a coesão é o emprego correto dos pronomes. Eles permitem fazer referência a elementos já mencionados no texto, evitando repetições desnecessárias e conferindo fluidez à leitura. Além disso, as conjunções e conectivos desempenham um papel importante na conexão de ideias, indicando relações de causa, consequência, oposição, entre outras. Outro recurso coesivo é a repetição de termos ou expressões ao longo do texto. Essa técnica reforça a conexão entre as ideias, destacando sua importância e mantendo a unidade do texto. Portanto, a coesão textual é essencial para a clareza, a organização e a compreensão de um texto, garantindo que as informações sejam transmitidas de maneira coesa e fluida." 1 − No texto, a coesão textual é alcançada principalmente por meio de qual recurso linguístico? a) Adjetivos descritivos. b) Substantivos abstratos. c) Conjunções e conectivos. d) Verbos de ação. e) Verbos e pronomes. Leia o texto abaixo. 24 2 − Usando o termo “Toda” no início de cada frase, o texto a) enfatiza a ideia de universalidade. b) estabelece independência com o termo “criança”. c) estabelece maior vínculo com o leitor. d) faz uma repetição sem necessidade. e) reforça a especificidade de cada ideia. Leia o texto abaixo. 3 − A expressão “dessa situação” (? . 2) refere-se ao fato de a) a ciência não ser feminina. b) a premiação possuir 202 anos. c) a língua ser a última coisa que morre em uma mulher. d) o pai da medicina ser Hipócrates. e) o Prêmio Nobel foi concedido a 11 mulheres. 25 REFERÊNCIAS CEREJA, William. Gramática: texto, reflexão e uso: volume único / William Cereja, Carolina Dias Vianna. 6a. ed. São Paulo: Atual Editora, 2020. CHASSOT, Attico. A ciência é masculina? É sim senhora! Editora Unisinos, 9a. Edição. 2019. CRISTIANINI, Maria Carolina. Boneca de Ossos. Jornal Joca, [s. l.], 29 mai. 2019. Disponível em: www.jornaljoca.com.br/a-historia-de-uma-boneca-feita-de-ossos/boneca_de_ossos/ Acesso em: 17 jul. 2023. CRÔNICA leite, de Millôr Fernandes. Armazém de texto, [s. l.] 2021. Disponível em: https://armazemdetexto.blogspot.com/2021/02/cronica-leite-millor-fernandes-com.html. Acesso em: 17 jul. 2023. DUARTE, Marcelo. Por que o pato não se molha quando nada? Gia dos Curiosos, [s. l.], 24 abr. 2019. Disponível em:https://www.guiadoscuriosos.com.br/esportes/pergunta-curiosa/por-que-o-pato- nao-se-molha-quando-nada/. Acesso em: 17 jul. 2023. KOFF, Rafael. Flash vai a uma entrevista de emprego. Folha, [São Paulo], 18 jan. 2016. Disponível em: https://m.folha.uol.com.br/ilustrada/2016/01/1730551-quadrao.shtml. Acesso em: 17 jul. 2023. http://www.jornaljoca.com.br/a-historia-de-uma-boneca-feita-de-ossos/boneca_de_ossos/ https://armazemdetexto.blogspot.com/2021/02/cronica-leite-millor-fernandes-com.html https://www.guiadoscuriosos.com.br/esportes/pergunta-curiosa/por-que-o-pato-nao-se-molha-quando-nada/ https://www.guiadoscuriosos.com.br/esportes/pergunta-curiosa/por-que-o-pato-nao-se-molha-quando-nada/ https://m.folha.uol.com.br/ilustrada/2016/01/1730551-quadrao.shtml 26 TÓPICO: DESCRITOR: Variação Linguística. D13 - Identificar as marcas linguísticas que evidenciam o locutor e o interlocutor de um texto. PLANEJAMENTO TEMA DE ESTUDO: Língua e Linguagem. DURAÇÃO: 4 aulas. PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS A) CONTEXTUALIZAÇÃO/ABERTURA: Professor(a), explique aos estudantes que o estudo da variação linguísticaou variedade linguística é essencial para a sua conscientização do funcionamento da Língua, permitindo que eles construam uma postura não-preconceituosa em relação a usos linguísticos distintos dos seus. É muito importante que eles saibam as razões dos diferentes usos, quando é utilizada a linguagem formal, a informal, a técnica ou as linguagens relacionadas aos falantes, como por exemplo, a linguagem dos adolescentes, das pessoas mais velhas. É necessário transmitirmos ao estudante a noção do valor social que é atribuído a essas variações, sem, no entanto, permitir que ele desvalorize sua realidade ou a de outrem. Essa discussão é fundamental nesse contexto, professor (a). B) DESENVOLVIMENTO: AULA 1: DISCUTINDO O PRECONCEITO LINGUÍSTICO Professor(a), inicie uma discussão com os estudantes a partir da exibição do vídeo: “O preconceito linguístico no dia a dia”, disponível em: <https://youtu.be/QlhsiMWT-eQ>, acesso em: 01 ago. 2023. Explique a eles que o propósito desta aula é conhecer e compreender a norma-padrão, as variedades da língua e falar sobre o preconceito linguístico. Após a exibição do vídeo, lance perguntas aos estudantes: - Vocês sabem o que são variedades linguísticas? - No seu ponto de vista, existe uma forma de se comunicar que tem mais ou menos prestígio social? Explique. - O que faz uma língua ser mais ou menos prestigiada? - O que é preconceito linguístico? - Segundo o vídeo, por que ocorre o preconceito linguístico? - Você acredita que a Língua que falamos no Brasil é de fato diferente da Língua Portuguesa falada em Portugal? Existe a “Língua Brasileira”? Você já pensou sobre o assunto? A partir das respostas dadas pelos estudantes, pontue no quadro aquilo que for mais relevante, tendo em vista o conceito de preconceito linguístico que você construirá com a turma e registrará no quadro. Sugestão de definição de preconceito linguístico: "O preconceito linguístico é, segundo o professor, linguista e filólogo Marcos Bagno, todo juízo de valor negativo (de reprovação, de repulsa ou mesmo de desrespeito) às variedades linguísticas de menor prestígio social. Normalmente, esse prejulgamento dirige-se às variantes mais informais e ligadas às classes sociais menos favorecidas, as quais, via de regra, têm menor acesso à educação formal ou têm acesso a um modelo educacional de qualidade deficitária." 27 Veja mais sobre "Preconceito linguístico" em: https://brasilescola.uol.com.br/portugues/preconceito- linguistico.htm Finalize a aula perguntando aos estudantes se eles já passaram por alguma situação em que foram constrangidos pela forma como se expressaram ou se conhecem alguém que sofreu esse tipo de preconceito. Peça-lhes que relatem (caso queiram) e o modo como se sentiram. Permita-lhes fazerem uma reflexão sobre a importância de reconhecerem essas situações e os valores sociais que estão agregados a esse contexto. Sendo assim, diga-lhes que, segundo Carolina Pereira P. Martins, em seu livro Português é legal, “Respeitar todas as variedades é essencial, mas isso não pode ser usado como desculpa para negligenciar o ensino da norma padrão”. AULA 2: RETOMANDO CONCEITOS IMPORTANTES Nesta, aula, Professor(a), é necessário que os estudantes relembrem alguns conceitos básicos e relevantes. Para isso, as imagens abaixo podem ser projetadas ou impressas em folhas e distribuídas aos mesmos. Reveja cada uma das definições abaixo, esclarecendo alguma dúvida, caso ocorra. Imagem 1: Língua e Linguagem. Fonte: (FRANCISCO, 2023) 28 Imagem 2: Tipos de linguagem. Fonte: (FRANCISCO, 2023) Imagem 3: Variedades Linguísticas. Fonte: (FRANCISCO, 2023) 29 AULAS 3 E 4: PRATICANDO E REFLETINDO SOBRE OS CONCEITOS ESTUDADOS Professor(a), nesta aula proponha aos estudantes que façam um exercício de reflexão sobre os conceitos estudados por meio de uma situação hipotética abaixo sugerida, que pode ser projetada ou distribuída em folhas. A turma será dividida em grupos (sugere-se 5). A situação será a mesma para todos os grupos, qual seja: Cenário: Uma pequena cidade chamada "Cidadeland" está se preparando para comemorar seu aniversário de fundação. seja um evento especial no teatro da cidade, onde os moradores locais terão a oportunidade de subir ao palco e compartilhar suas histórias sobre a cidade e suas experiências pessoais. Personagens: João - Um morador idoso da cidade, conhecido por sua fala tradicional e conservadora, usando principalmente a variante linguística padrão. Maria - Uma jovem moradora da mesma cidade, mas com uma personalidade mais descontraída e que gosta de usar uma variante linguística regional, com algumas gírias e expressões locais. Desenvolvimento: No dia do evento, o teatro está lotado de moradores animados e curiosos para ouvir as histórias. João sobe ao palco primeiro. Ele conta uma história emocionante sobre como a cidade cresceu e se desenvolveu ao longo dos anos, usando uma variante linguística padrão de forma correta e formal. Em seguida, é a vez de Maria subir ao palco. Ela traz um toque de alegria e informalidade à sua história, falando com entusiasmo e usando uma variante linguística regional. Ela compartilha histórias divertidas e anedotas sobre a vida na cidade, arrancando risadas e sorrisos da plateia. No entanto, à medida que Maria continua sua narrativa, alguns moradores mais conservadores começam a murmurar e questionar o uso de gírias e expressões locais. Eles consideram isso inadequado para um evento tão importante como esse. Enquanto isso, os jovens e muitos outros moradores se divertem e apreciam a história de Maria, sentindo-se mais conectados à sua linguagem descontraída e familiar. Cada grupo terá uma função: − G 1: criar a fala de João. − G 2: criar a fala de Maria. − G 3: moradores que defendem a fala de João. − G 4: moradores que defendem a fala de Maria. − G 5: moradores que defendem uma mistura entre as falas de João e Maria. Professor (a), peça aos grupos que façam uma socialização de seus trabalhos, de forma que todos sejam ouvidos e tenham sua explanação garantida. Finalize a aula apresentando uma conclusão para a situação relatada. É esperado que os estudantes compreendam que essa situação hipotética exemplifica como as variantes linguísticas podem ser usadas em diferentes contextos e como as reações podem variar. Enquanto algumas pessoas valorizam a linguagem padrão e formal, outras apreciam o uso de variantes regionais que trazem identidade cultural e conexão com a comunidade local. Nesse cenário, é importante entender que a diversidade linguística enriquece uma comunidade e que diferentes formas de comunicação podem coexistir, respeitando as emoções e valores individuais. 30 RECURSOS: Caderno, caneta, lousa, pincel, projetor multimídia e/ou cópias de atividades com o texto. PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO: Interação e envolvimento do estudante nas dinâmicas e reflexões. Detectar se o estudante consegue compreender, diferenciar e aplicar os conceitos relativos às variações linguísticas e apresentar uma postura crítica sobre o preconceito linguístico. 31 ATIVIDADES 1 − Leia o seguinte trecho de um diálogo entre duas pessoas: "Pô, véi, tá ligado que hoje vai rolar um rolezão daqueles, né? Vai ser top demais!" Essa frase exemplifica um tipo de variação linguística. Identifique qual é essa variação que está associada à sua característica principal. a) Variação social - demonstrar a adaptação da linguagem de acordo com o contexto e o nível de formalidade. b) Variação diacrônica - reflete mudanças linguísticas ao longo do tempo, como arcaísmos ou neologismos. c) Variação regional - mostra como a linguagem pode variar de acordo com a localizaçãogeográfica. d) Variação estilística - representa diferentes estilos de linguagem, como literário, coloquial ou técnico. e) Variação diacrônica - reflete o nível de escolaridade dos falantes. Leia o trecho da canção a seguir. Pé de Breque Criolo Eu sei o que você quer De longe a gente ganha o vacilão Sempre só de migué, respeite! O ar gelou? É sem pressão! Fazer por fazer nunca será a nossa A tripa do macaco que derruba a sua tora Vivência não tem pra sentir real sabor E nem transcender pro momento que ligou Feito carrapato fala que quer aprender Não bolou por que? Não bolou por que? [...] Adaptado. Disponível em: https://www.letras.mus.br/criolo/nao-bolou-porque/ 2 − O padrão de linguagem usado no texto sugere que se trata de um falante a) escrupuloso ao se expressar diante de uma situação. b) ajustado às situações informais. c) rigoroso na precisão vocabular. d) exato quanto à pronúncia das palavras. e) contrário ao uso de expressões populares. https://www.letras.mus.br/criolo/nao-bolou-porque/ 32 Leia o cartum abaixo. JEAN GALVÃO, 2022. 3 − À qual variedade linguística a imagem faz referência: a) Variedade diastrática. b) Variedade diatópica. c) Variedade diacrônica. d) Variedade diafásica. e) Variedade formal. 33 REFERÊNCIAS AMPLIFICA - Natura Musical 2018. [s. l.: s. n.], 22 de mar. de 2018. 1 vídeo (2 min 57 seg). Preconceito Linguístico no dia-a-dia. Disponível em: https://youtu.be/QlhsiMWT-eQ. Acesso em: 01 ago. 2023. BAGNO, Marcos. Preconceito linguístico – o que é, como se faz. 15 ed. Loyola: São Paulo, 2002. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-44502003000200017. Acesso em: 01 ago. 2023. BERALDO, Jairo. "Preconceito linguístico"; Brasil Escola. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/portugues/preconceito-linguistico.htm. Acesso em: 01 de ago. 2023. BRASIL. Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP). Matrizes de referência de língua portuguesa e matemática do SAEB: documento de referência do ano de 2001. CEREJA, William. Gramática: texto, reflexão e uso: volume único / William Cereja, Carolina Dias Vianna. 6a. ed. São Paulo: Atual Editora, 2020. FRANCISCO, Márcia C. P. Língua e Linguagem. 20 jul. 2023. FRANCISCO, Márcia C. P. Variações Linguísticas. 02 ago. 2023. GALVÃO, Jean. Mineirês. Tirinha. 14, fev. 22. Disponível em: https://www.instagram.com/p/CSzNkUrrGld/?img_index=1. Acesso em: 04 ago. 2023. LETRAS, Music. Pé de Breque. [s. l.: s. n.] Disponível em: https://www.letras.mus.br/criolo/nao- bolou-porque/. Acesso em: 04 ago. 2023. PEREIRA, C.; MARTINS, P. Português é legal. São Paulo, 2014. Disponível em: <http://www.portugueselegal.com.br/wp-content/uploads/2014/04/portugueselegal2.pdf>. Acesso em: 01 ago. 2023. https://www.instagram.com/p/CSzNkUrrGld/?img_index=1 https://www.letras.mus.br/criolo/nao-bolou-porque/ https://www.letras.mus.br/criolo/nao-bolou-porque/ 34 ANEXO 35 SEGMENTO MATERIAL DE APOIO PEDAGÓGICO PARA APRENDIZAGENS – MAPA SAEB CADERNO DE QUESTÕES SAEB 2023 Prezado(a) Estudante, Você está participando do Simulado de Língua Portuguesa. Você deverá demonstrar os conhecimentos aprendidos nos anos que já cursou. Com os resultados, os professores irão planejar e desenvolver as atividades escolares. Por isso, responda a todas as questões com bastante atenção. Cada questão tem somente uma resposta correta. Marque a sua resposta em cada questão e depois transcreva para a Folha de Respostas. Bom trabalho! FOLHA DE RESPOSTAS DO SIMULADO DE LÍNGUA PORTUGUESA 01) (A) (B) (C) (D) (E) 02) (A) (B) (C) (D) (E) 03) (A) (B) (C) (D) (E) 04) (A) (B) (C) (D) (E) 05) (A) (B) (C) (D) (E) 06) (A) (B) (C) (D) (E) 07) (A) (B) (C) (D) (E) 08) (A) (B) (C) (D) (E) 09) (A) (B) (C) (D) (E) 10) (A) (B) (C) (D) (E) 11) (A) (B) (C) (D) (E) 12) (A) (B) (C) (D) (E) 13) (A) (B) (C) (D) (E) 14) (A) (B) (C) (D) (E) 15) (A) (B) (C) (D) (E) 16) (A) (B) (C) (D) (E) 17) (A) (B) (C) (D) (E) 18) (A) (B) (C) (D) (E) 19) (A) (B) (C) (D) (E) 20) (A) (B) (C) (D) (E) 21) (A) (B) (C) (D) (E) 22) (A) (B) (C) (D) (E) 23) (A) (B) (C) (D) (E) 24) (A) (B) (C) (D) (E) 25) (A) (B) (C) (D) (E) 26) (A) (B) (C) (D) (E) ANO 3º ano COMPONENTE CURRICULAR Língua Portuguesa ESCOLA NOME PROFESSOR(A) TURMA 36 01 - Leia o texto abaixo Como opera a máfia que transformou o Brasil num dos campeões da fraude de medicamentos É um dos piores crimes que se podem cometer. As vítimas são homens, mulheres e crianças doentes — presas fáceis, capturadas na esperança de recuperar a saúde perdida. A máfia dos medicamentos falsos é mais cruel do que as quadrilhas de narcotraficantes. Quando alguém decide cheirar cocaína, tem absoluta consciência do que coloca no corpo adentro. Às vítimas dos que falsificam remédios não é dada oportunidade de escolha. Para o doente, o remédio é compulsório. Ou ele toma o que o médico lhe receitou ou passará a correr risco de piorar ou até morrer. Nunca como hoje os brasileiros entraram numa farmácia com tanta reserva. PASTORE, Karina. O Paraíso dos Remédios Falsificados. Veja, nº 27. São Paulo: Abril, 8 jul. 1998, p. 40-41. Segundo a autora, “um dos piores crimes que se podem cometer” é: A) a venda de narcóticos. B) a falsificação dos remédios. C) a receita de remédios falsos. D) a venda abusiva de remédios. E) a descriminalização das drogas. 02 - Leia o texto. Realidade com muita fantasia Nascido em 1937, o gaúcho Moacyr Scliar é um homem versátil: médico e escritor, igualmente atuante nas duas áreas. Dono de uma obra literária extensa, é ainda um biógrafo de mão cheia e colaborador assíduo de diversos jornais brasileiros. Seus livros para jovens e adultos são sucesso de público e de crítica e alguns já foram publicados no exterior. Muito atento às situações-limite que desagradam à vida humana, Scliar combina em seus textos indícios de uma realidade bastante concreta com cenas absolutamente fantásticas. A convivência entre realismo e fantasia é harmoniosa e dela nascem os desfechos surpreendentes das histórias. Em sua obra, são freqüentes questões de identidade judaica, do cotidiano da medicina e do mundo da mídia, como, por exemplo, acontece no conto “O dia em que matamos James Cagney”. Para Gostar de Ler, volume 27. Histórias sobre Ética. Ática, 1999. A expressão sublinhada em “é ainda um biógrafo de mão cheia” (ℓ. 2) e (ℓ. 3) significa que Scliar é A) crítico e detalhista. B) criativo e inconsequente. C) habilidoso e talentoso. D) inteligente e ultrapassado. E) minucioso e exigente. 03 - Leia o texto abaixo. Viva o povo brasileiro O país tem fama de não cuidar da ecologia. Vide as queimadas na Amazônia. Além disso, em reciclagem de vidros o Brasil foi reprovado num ranking do Instituto Worldwatch. Assim, parece soar estranho o país bater o recorde mundial em reciclagem de latas. De cada 100 latinhas de bebida, 65 voltam para a indústria. É que há 125.000 brasileiros suando na coleta de latas usadas. Esse exército de subempregados embolsou 80 milhões de dólares em 1998. VEJA. São Paulo: Ed. Abril. Ano 32, nº 17, 28 abr. 1999. O sucesso na reciclagem de latas tem como causa A) o problema das queimadas na Amazônia. B) a reciclagem nacional de vidros. C) o Brasilé um país que prioriza o meio ambiente. D) o investimento em moeda estrangeira. E) o trabalho das pessoas subempregadas. 37 04 - Leia o texto abaixo O universo de Ziraldo Nascido em 24 de outubro de 1932, Ziraldo Alves Pinto é o mais velho de sete irmãos, e entre eles há outro cartunista, o Zélio. O nome curioso advém da combinação de sílabas dos nomes da mãe Zizinha e do pai, Geraldo. Coisa que os pais no Brasil costumam fazer e acabam inventando nomes para os filhos. Ziraldo nasceu em Minas Gerais, na cidade de Caratinga, onde viveu até a adolescência, quando depois de cursar o Grupo Escolar Princesa Isabel, veio com o avô para o Rio de Janeiro, estudar no MABE (Moderna Associação Brasileira de Ensino). Em 1950, voltou para seu estado, estudou mais e acabou formando-se advogado em Belo Horizonte, na Faculdade de Direito de Minas Gerais. Afeito ao desenho desde os mais tenros anos de vida, Ziraldo publicou seu primeiro desenho com apenas 6 anos de idade, no jornal A Folha de Minas. Em 1958, já morando fora de Minas Gerais, desembocou o namoro de sete anos com Vilma Gontijo, num casamento que lhe trouxe três filhos: Daniela, Fabrizia e Antônio, além de seis netos. Conhecimento Prático Literatura. Jan. 2011. p. 61. Fragmento. (P110195ES_SUP). Qual é o assunto tratado nesse texto? A) A formação escolar de Ziraldo. B) Aspectos biográficos de Ziraldo. C) A mudança para o Rio de Janeiro. D) A família de origem de Ziraldo. E) Aspectos da obra do Cartunista. 05 - Leia o texto para responder à questão abaixo. Piscina natural no Morro do Moreno vira atração no ES Local tem sido descoberto por moradores da Grande Vitória no calor. A piscina de águas naturais da Ponta do Farol, no Morro do Moreno, em Vila Velha, virou atração durante o calor no Espírito Santo. O local, antes pouco visitado, foi divulgado em uma página que mostra os pontos turísticos do estado nas redes sociais. Depois da publicação, a piscina tem recebido visitantes de toda a Grande Vitória. Nem mesmo os moradores de Vila Velha e frequentadores antigos da formação de pedra que cerca o local conheciam o pequeno recanto. É o caso do administrador Deverson Daltio, que costuma passear de bicicleta e fazer caminhadas com a amiga Joseane de Carvalho bem pertinho da piscina. “A gente sempre passou por aqui, mas não sabia da piscina. Vimos que é um lugar maravilhoso para relaxar, fazer fotos, então viemos descobrir. Estamos adorando”, disse Deverson. As estudantes Eduarda Furtado e Juliana Moreira saíram de Vitória para ir até a piscina. As duas também já conheciam o Farol de Santa Luzia e o Morro do Moreno, mas a piscina natural foi uma surpresa. Enquanto a maré estiver alta, o local pode ser curtido para banhos. A água cristalina e a vista para a Terceira Ponte fizeram sucesso entre os moradores e turistas. [...] Disponível em: <http://g1.globo.com/espirito- santo/noticia/2015/12/piscina-natural-no-morro-do- moreno-vira-atracao-no-es. html>. Acesso em: 12 jan. 2016. Fragmento. O trecho do Texto que apresenta uma opinião é: A) “A piscina de águas naturais da Ponta do Farol, [...] em Vila Velha, virou atração...”. (ℓ. 1- 2) B) “Depois da publicação, a piscina tem recebido visitantes de toda a Grande Vitória.”. (ℓ. 3-4) C) “‘A gente sempre passou por aqui, mas não sabia da piscina’.”. (ℓ. 9) D) “‘Vimos que é um lugar maravilhoso para relaxar, fazer fotos...’”. (ℓ. 9-10) E) “As estudantes Eduarda Furtado e Juliana Moreira saíram de Vitória para ir até a piscina.”. (ℓ. 11) 38 06 - Leia o texto Disponível em: <http://topismos.blogspot.com/2008/11/top-10- tirinhas-do-calvin-que-me.html>. Acesso em: 08 jan. 2011. (P110269ES_SUP). Com base nesse texto, conclui-se que o menino A) é um excelente aluno. B) faz sempre os deveres. C) gosta de se autoelogiar. D) tem medo da professora. E) tenta enganar a mãe. 07 - Leia o texto para responder à questão a seguir. O anel de vidro Aquele pequenino anel que tu me deste, – Ai de mim – era vidro e logo se quebrou Assim também o eterno amor que prometeste, – Eterno! era bem pouco e cedo se acabou. Frágil penhor1 que foi do amor que me tiveste, Símbolo da afeição que o tempo aniquilou, – Aquele pequenino anel que tu me deste, – Ai de mim – era vidro e logo se quebrou Não me turbou, porém, o despeito que investe Gritando maldições contra aquilo que amou. De ti conservo no peito a saudade celeste Como também guardei o pó que me ficou Daquele pequenino anel que tu me deste BANDEIRA, M. Disponível em: <http://www.revistabula.com/564-os-10-melhores- poemas-de-manuel-bandeira/>. Acesso em: 12 jan. 2015. De acordo com esse texto, o anel se quebrou porque A) foi feito de vidro. B) era de frágil penhor. C) era pequeno. D) a saudade foi conservada. E) o amor foi prometido. 08 - Leia o texto abaixo. A cavalgada A lua banha a solitária estrada... Silêncio!... Mas além, confuso e brando, O som longínquo vem-se aproximando Do galopar de estranha cavalgada. São fidalgos que voltam da caçada; Vêm alegres, vêm rindo, vêm cantando. E as trompas a soar vão agitando O remanso da noite embalsamada... E o bosque estala, move-se, estremece... Da cavalgada o estrépito1 que aumenta Perde-se após no centro da montanha... E o silêncio outra vez soturno desce... E límpida, sem mácula, alvacenta A lua a estrada solitária banha... (GONZAGA, Sergius. Curso de Literatura Brasileira. Adaptado.) As reticências utilizadas na última estrofe desse texto reforçam a ideia de A) continuidade de uma ação. B) desconfiança. C) interrupção do pensamento. D) ironia. E) suspense. 39 09 - Leia o texto abaixo. O relógio da igreja - Corre, minha gente, corre! O relógio da igrja sumiu!!! A moça esbravejava, calçada acima, acordando os habitantes que moravam na Praça junto à igreja. As venezianas das casas foram se abrindo de par em par, como num efeito dominó. As caras das beatas apareceram quase que simultaneamente nas janelas. Era um espanto só. Os olhos arregaladas de D. Izabel e de D. Bona denunciavam a tragédia. - Meu Deus, Bona! Quem se atreveria a tal coisa? - É um sacrilégio – exclamou D. Izabel. E nós, que moramos ao pé da igreja, não vimos nada! - Quem terá sido, meu Deus? - É o fim dos tempos – dizia Maria do Perpétuo Socorro. D. Luizinha, descendente de escravos, conhecia histórias do tempo do ronca. Ela sempre contava pra nós que no fim do mundo ia aparecer uma besta-fera que ia destruir a casa dos ricos, mas que não alteraria nada para os pobres porque, na casa destes, a besta entraria e passaria direto da porta da sala para a porta da cozinha. - Cruz credo – benzeu-se D. Luizinha. Vou chamar Cônego Theodomiro. - Dianta não, D. Luizinha. Cônego Theodomiro foi pra a capital com o Dr. Juiz e só volta com ele na segunda. - Oxente! E a gente vai fazer o que, até lá? - Sei, não. Chama o Dr. Delegado! (GOMES, Elba. O relógio da igreja. Brasília-DF: LGE, 2006. p. 3-4) A expressão “histórias do tempo do ronca” tem o sentido de histórias: A) inventadas. B) compridas. C) antigas. D) românticas. E) sarcásticas. 10 - Leia o texto abaixo. A CHUVA A chuva derrubou as pontes. A chuva transbordou os rios. A chuva molhou os transeuntes. A chuva encharcou as praças. A chuva enferrujou as máquinas. A chuva enfureceu as marés. A chuva e seu cheiro de terra. A chuva com sua cabeleira. A chuva esburacou as pedras. A chuva alagou a favela. A chuva de canivetes. A chuva enxugou a sede. A chuva anoiteceu de tarde. A chuva e seu brilho prateado. A chuva de retas paralelas sobre a terra curva. A chuva destroçouos guarda- chuvas. A chuva durou muitos dias. A chuva apagou o incêndio. A chuva caiu. A chuva derramou-se. A chuva murmurou meu nome. A chuva ligou o pára-brisa. A chuva acendeu os faróis. A chuva tocou a sirene. A chuva com a sua crina. A chuva encheu a piscina. A chuva com as gotas grossas. A chuva de pingos pretos. A chuva açoitando as plantas. A chuva senhora da lama. A chuva sem pena. A chuva apenas. A chuva empenou os móveis. A chuva amarelou os livros. A chuva corroeu as cercas. A chuva e seu baque seco. A chuva e seu ruído de vidro. A chuva inchou o brejo. A chuva pingou pelo teto. A chuva multiplicando insetos. A chuva sobre os varais. A chuva derrubando raios. A chuva acabou a luz. A chuva molhou os cigarros. A chuva mijou no telhado. A chuva regou o gramado. A chuva arrepiou os poros. A chuva fez muitas poças. A chuva secou ao sol. Disponível em: https://atividadesescolaresprontas.com.br/descritores -d19-reconhecer-o-efeito-decorrente-da-exploracao- de-recursos-ortograficos-e-ou-morfossintaticos- gabarito/ Todas as frases do texto começam com "a chuva". Esse recurso é utilizado para A) provocar a percepção do ritmo e da sonoridade. B) provocar uma sensação de relaxamento dos sentidos. C) reproduzir exatamente os sons repetitivos da chuva. D) sugerir a intensidade e a continuidade da chuva. E) destacar a importância desse elemento da natureza 40 11 – Leia o texto abaixo. A antiga Roma ressurge em cada detalhe Dos 20.000 habitantes de Pompéia, só dois escaparam da fulminante erupção do vulcão Vesúvio em 24 de agosto de 79 d.C. Varrida do mapa em horas, a cidade só foi encontrada em 1748, debaixo de 6 metros de cinzas. Por ironia, a catástrofe salvou Pompéia dos conquistadores e preservou-a para o futuro, como uma jóia arqueológica. Para quem já esteve lá, a visita é inesquecível. A profusão de dados sobre a cidade permitiu ao Laboratório de Realidade Virtual Avançada da Universidade Carnegie Mellon, nos Estados Unidos, criar imagens minuciosas, com apoio do instituto Americano de Arqueologia. Milhares de detalhes arquitetônicos tornaram-se visíveis. As imagens mostram até que nas casas dos ricos se comia pão branco, de farinha de trigo, enquanto na dos pobres comia-se pão preto, de centeio. Outro megaprojeto, para ser concluído em 2020, da Universidade da Califórnia, trata da restauração virtual da história de Roma, desde os primeiros habitantes, no século XV a.C., até a decadência, no século V. Guias turísticos virtuais conduzirão o visitante por paisagens animadas por figurantes. Edifícios, monumentos, ruas, aquedutos, termas e sepulturas desfilarão, interativamente. Será possível percorrer vinte séculos da história num dia. E ver com os próprios olhos tudo aquilo que a literatura esforçou-se para contar com palavras. Revista Superinteressante, dezembro de 1998, p. 63. A finalidade principal do texto é A) convencer. B) relatar. C) descrever. D) informar. E) divulgar. 12 – Leia os textos abaixo. TEXTO 01 Piscina natural no Morro do Moreno vira atração no ES Local tem sido descoberto por moradores da Grande Vitória no calor. A piscina de águas naturais da Ponta do Farol, no Morro do Moreno, em Vila Velha, virou atração durante o calor no Espírito Santo. O local, antes pouco visitado, foi divulgado em uma página que mostra os pontos turísticos do estado nas redes sociais. Depois da publicação, a piscina tem recebido visitantes de toda a Grande Vitória. Nem mesmo os moradores de Vila Velha e frequentadores antigos da formação de pedra que cerca o local conheciam o pequeno recanto. É o caso do administrador Deverson Daltio, que costuma passear de bicicleta e fazer caminhadas com a amiga Joseane de Carvalho bem pertinho da piscina. “A gente sempre passou por aqui, mas não sabia da piscina. Vimos que é um lugar maravilhoso para relaxar, fazer fotos, então viemos descobrir. Estamos adorando”, disse Deverson. As estudantes Eduarda Furtado e Juliana Moreira saíram de Vitória para ir até a piscina. As duas também já conheciam o Farol de Santa Luzia e o Morro do Moreno, mas a piscina natural foi uma surpresa. Enquanto a maré estiver alta, o local pode ser curtido para banhos. A água cristalina e a vista para a Terceira Ponte fizeram sucesso entre os moradores e turistas. [...] Disponível em: <http://g1.globo.com/espirito- santo/noticia/2015/12/piscina-natural-no-morro-do- moreno-vira-atracao-no-es. html>. Acesso em: 12 jan. 2016. TEXTO 02 Ecoturismo na Rota do Caparaó é a dica para o fim de semana no Espírito Santo O fim de semana se aproxima e a Secretaria de Estado de Turismo (Setur) indica o Parque Nacional do Caparaó, que abriga o Pico 41 da Bandeira, como opção para os adeptos do ecoturismo. O Pico da Bandeira é o terceiro ponto mais alto do país, com 2 890 metros de altitude. O parque que abriga o pico situa-se na divisa entre o Espírito Santo e Minas Gerais e tem 70% de sua extensão em território capixaba. A entrada principal do parque localiza-se no município de Dores do Rio Preto, ao Sul do Espírito Santo. O relevo favorece a formação de quedas d’água, sendo as mais conhecidas a Cachoeira Bonita, com 80 metros de altura, e o Vale Verde, famoso por belas piscinas naturais. A fauna e a flora são riquíssimas e podem ser observadas nos trekkings realizados com a companhia de um guia. [...] O clima no parque é frio e em alguns meses do ano as temperaturas chegam a ser negativas. O Caparaó é um dos cenários de ecoturismo mais visitados do país e seu grande fluxo de visitantes é responsável por movimentar a região em seu entorno. Disponível em: <http://ruralcentro.uol.com.br/noticias/ecoturismo- na-rota-do-caparao-e-a-dica-para-o-fim-de-semana- noespirito-santo-38145#y=563>. Acesso em: 15 jan. 2016. Esses textos têm em comum o fato de A) apresentarem parques ecológicos naturais. B) citarem atrações turísticas do Espírito Santo. C) destacarem o turismo na cidade de Vitória. D) divulgarem as cachoeiras do Espírito Santo. E) informarem a descoberta de piscinas naturais. 13 – Leia o texto. Texto I – Telenovelas empobrecem o país Parece que não há vida inteligente na telenovela brasileira. O que se assiste todos os dias às 6, 7 ou 8 horas da noite é algo muito pior do que os mais baratos filmes “B” americanos. Os diálogos são péssimos. As atuações, sofríveis. Três minutos em frente a qualquer novela são capazes de me deixar absolutamente entediado – nada pode ser mais previsível. Antunes Filho. Veja, 11/mar/96. Texto II – Novela é cultura Veja – Novela de televisão aliena? Maria Aparecida – Claro que não. Considerar a telenovela um produto cultural alienante é um tremendo preconceito da universidade. Quem acha que novela aliena está na verdade chamando o povo de débil mental. Bobagem imaginar que alguém é induzido a pensar que a vida é um mar de rosas só por causa de um enredo açucarado. A telenovela brasileira é um produto cultural de alta qualidade técnica, e algumas delas são verdadeiras obras de arte. Veja, 24/jan/96. Com relação ao tema “telenovela” A) nos textos I e II, encontra-se a mesma opinião sobre a telenovela. B) no texto I, compara-se a qualidade das novelas aos melhores filmes americanos. C) no texto II, algumas telenovelas brasileiras são consideradas obras de arte. D) no texto II, a telenovela é considerada uma bobagem. E) nos textos I e II, encontramos opiniões a favor das novelas. 14 - Leia o texto abaixo e responda. FAMÍLIA BRASILEIRA NÃO É MAIS A MESMA O crescimento da proporção de solitários é um aspecto das mudanças na estrutura familiar brasileira, reveladas pelos dados do IBGE. Uma tendência confirmada pelaamostra é o avanço da mulher como chefe de domicílio. No último censo, 26,7% das famílias tinham a mulher como cabeça, contra 20,5% em 1991. Para a socióloga Lilibeth Cardoso Roballo Ferreira, esse dado tem relação com o número de pessoas que vivem sós. Para efeito da Amostra do Censo, em uma casa habitada por apenas uma mulher, ela é a chefe, o que ocorreu em 17,9% dos casos. Enquanto isso, apenas 6,2% dos domicílios chefiados pelo homem tinham apenas um morador. Outra mudança importante na estrutura familiar é o crescimento das uniões consensuais, acompanhado pela queda no número de casamentos legais. Entre 1991 e 2000, subiu de 42 18,3% para 28,3% a porcentagem de brasileiros que preferem a união consensual. Em contrapartida, a proporção de pessoas com casamento registrado em cartório caiu, no mesmo período, de 57,8% para 50,1%. A queda da taxa de fecundidade, por sua vez, provocou também a diminuição do número médio de pessoas por família, de 3,9 em 1991 para 3,5 em 2000. As famílias com até quatro componentes representam 60% do total. Por causa disso, o Brasil, aproxima-se de um padrão observado em países desenvolvidos, onde o crescimento populacional é substituído pela reposição da população, ou seja, o número de nascimento está perto do número de óbitos. Jornal Estado de Minas, Belo Horizonte, 19 maio 2002. O uso de “Em contrapartida”, no trecho “Em contrapartida, a proporção de pessoas com casamento registrado caiu”, estabelece a relação de oposição com a ideia de: A) acréscimo espantoso da população brasileira. B) aumento do percentual da preferência pela união consensual. C) aumento no número de nascimento em relação ao óbito. D) crescimento do número de famílias que tem a mulher na liderança. E) crescimento do número de casais jovens que se casam. 15 - Leia o texto abaixo e responda. Idioma ajuda a criar marcas de identidade A língua é patrimônio de uma coletividade, seja ela a língua oficial de um Estado constituído, seja ela a língua materna de uma comunidade minoritária de imigrantes em um país estrangeiro, [...] e assim por diante. De qualquer modo, a língua constitui marca identitária da comunidade que a usa [...]. Entretanto, nenhuma língua compõe um bloco de formas e construções cristalizadas, usadas sempre do mesmo modo por todos os falantes, isto é, nenhuma língua é cristalizada, sem variações, imutável. Aliás, imaginar uma língua que assim fosse é imaginar algo completamente impossível. Uma língua cumpre suas funções em uma comunidade exatamente porque: ela é moldável, para satisfação dos propósitos da fala; ela é variável, para oferta às escolhas dos falantes; ela é dinâmica, para servir às necessidades de expressão nas diferentes situações, nos diferentes lugares, nos diferentes momentos. Só assim ela revela as identidades individuais que se constroem no espaço simbólico que ela própria identifica e marca, no conjunto. [...] Significa isso que se esteja negando a existência de padrões? Não, pelo contrário. Nessa variabilidade e nesse dinamismo naturalmente se formam “padrões” de uso, que, por sua vez, identificam grupos, e, numa apuração mais fina, identificam os próprios indivíduos. NEVES, Maria Helena de Moura. Língua Portuguesa. Set. 2010. Fragmento. (P120091F5_SUP) A ideia defendida nesse texto está no trecho: A) “A língua é patrimônio de uma coletividade,...”. (ℓ. 1) B) “... a língua constitui marca identitária da comunidade que a usa.”. (ℓ. 3-4) C) “... nenhuma língua é cristalizada, sem variações, imutável.”. (ℓ. 6-7) D) “Uma língua cumpre suas funções em uma comunidade...”. (ℓ. 9) E) “... ela é moldável, para satisfação dos propósitos da fala;...”. (ℓ. 9-10) 16 - Leia o texto abaixo. O que é ser adotado Os alunos do primeiro ano, da professora Débora, discutiam a fotografia de uma família. Um menino na foto tinha os cabelos de cor diferente dos outros membros da família. Um aluno sugeriu que ele talvez fosse adotado e uma garotinha disse: – Sei tudo de filhos adotados porque sou adotada. – O que é ser adotado? – outra criança perguntou. – Quer dizer que você cresce no coração da mãe, em vez de crescer na barriga. DOLAN, George. Você Não Está Só. Ediouro. 43 O aluno sugeriu que a criança da foto tinha sido adotada porque: A) os cabelos dela eram diferentes. B) estava na foto da família. C) pertencia a uma família. D) cresceu na barriga da mãe. E) a criança era totalmente diferente dos outros membros da família. 17 - Leia o texto abaixo. Necessidade de alegria O ator que fazia o papel de Cristo no espetáculo de Nova Jerusalém ficou tão compenetrado da magnitude da tarefa que, de ano para ano, mais exigia de si mesmo, tanto na representação como na vida rotineira. Não que pretendesse copiar o modelo divino, mas sentia necessidade de aperfeiçoar-se moralmente, jamais se permitindo a prática de ações menos nobres. E exagerou em contenção e silêncio. Sua vida tornou-se complicada, pois os amigos de bar o estranhavam, os colegas de trabalho no escritório da Empetur (Empresa Pernambucana de Turismo) passaram a olhá-lo com espanto, e em casa a mulher reclamava do seu alheamento. No sexto ano de encenação do drama sacro, estava irreconhecível. Emagrecera, tinha expressão sombria no olhar, e repetia maquinalmente as palavras tradicionais. Seu desempenho deixou a desejar. Foi advertido pela Empetur e pela crítica: devia ser durante o ano um homem alegre, descontraído, para tornar-se perfeito intérprete da Paixão na hora certa. Além do mais, até a chegada a Jerusalém, Jesus era jovial e costumava ir a festas. Ele não atendeu às ponderações, acabou destituído do papel, abandonou a família, e dizem que se alimenta de gafanhotos no agreste. ANDRADE, Carlos Drummond de. Histórias para o Rei.2ª ed. Rio de Janeiro: Record, 1998. p.56. Qual é a informação principal no texto “Necessidade de alegria”? A) A arte de representar exige compenetração. B) O ator pode exagerar em contenção e silêncio. C) O ator precisa ser alegre. D) É necessário aperfeiçoar-se. E) A alegria é algo pessoal. 18 - Leia o texto. Cardápio existencial – E se a vida for como um cardápio? A pergunta pegou Rosinha de surpresa. Ela levantou os olhos do menu e se deparou com o marido em estado reflexivo. – Ora, Alfredo, deixe de filosofar e escolha logo o seu prato. Os dois haviam saído para jantar e estavam na varanda do Bar Lagoa, de onde se pode ver um cantinho de céu e o Redentor. – Rosinha, pense nas consequências do que estou dizendo. Se a vida for como um cardápio, nós talvez estejamos escolhendo errado. No lugar da buchada de bode em que nossas vidas se transformaram, poderíamos nos deliciar com escargots. Experimentar sabores novos, mais sofisticados... – Por que a vida seria como um cardápio, Alfredo? Tenha dó. – E por que não seria? Ninguém sabe de fato o que é a vida, portanto qualquer acepção é válida, até prova em contrário. – Benhê, acorda. Ninguém vai aparecer para servir o seu cardápio imaginário. Na vida, a gente tem que ir buscar. A vida é mais parecida com um restaurante a quilo, self-service, entende? – Boa imagem. Concordo com o restaurante a quilo. É assim para quase todo mundo. Mas quando evoluímos um pouco, chega a hora em que podemos nos servir a la carte. Rosinha, nós estamos nesse nível. Podemos fazer opções mais ousadas. – Alfredo, se você está querendo aventuras, variar o arroz com feijão, seja claro. Não me venha com essa conversa de cardápio existencial. Além disso, se a nossa vida virou uma buchada de bode, com quem você pensa experimentar essa coisa gosmenta, o tal escargot? 44 – Querida, não reduza minhas ideiasa uma trivial variação gastronômica. Minha hipótese, caso correta, tem implicações metafísicas. Se a vida for como um cardápio, do outro lado teria que existir o Grand Chef, o criador do menu. – Alfredo, fofo, agora você viajou na maionese. FARIAS, Antônio Carlos de. Disponível em: <http://www1.folha.uol.com.br/folha/pensata/ult686 u141.shtml>. Acesso em: 9 mar. 2014. O enredo dessa história desenvolveu-se a partir A) da comparação com os dois pratos feita pelo marido. B) da proposta do marido sobre opções mais ousadas. C) da saída do casal para jantar na varanda do Bar Lagoa. D) do momento que Rosinha diz que o marido viajou na maionese. E) do questionamento do marido sobre a filosofia da vida. 19 - Leia o texto para responder O anel de vidro Aquele pequenino anel que tu me deste, – Ai de mim – era vidro e logo se quebrou Assim também o eterno amor que prometeste, – Eterno! Era bem pouco e cedo se acabou. Frágil penhor que foi do amor que me tiveste, Símbolo da afeição que o tempo aniquilou, – Aquele pequenino anel que tu me deste, – Ai de mim – era vidro e logo se quebrou Não me turbou, porém, o despeito que investe Gritando maldições contra aquilo que amou. De ti conservo no peito a saudade celeste Como também guardei o pó que me ficou Daquele pequenino anel que tu me deste. BANDEIRA, M. Disponível em: <http://www.revistabula.com/564-os-10-melhores- poemas-de-manuel-bandeira/>. Acesso em: 12 jan. 2015. De acordo com esse texto, o anel se quebrou porque A) a saudade foi conservada. B) era de frágil penhor. C) era pequeno. D) foi feito de vidro. E) o amor foi prometido. 20 - Leia o texto. A Formiga e a Cigarra Era uma vez uma formiguinha e uma cigarra muito amigas. Durante todo o outono, a formiguinha trabalhou sem parar, armazenando comida para o período de inverno. Não aproveitou nada do Sol, da brisa suave do fim da tarde nem do bate-papo com os amigos ao final do expediente de trabalho, tomando uma cervejinha. Seu nome era ―trabalho‖ e seu sobrenome, ―sempre‖. Enquanto isso, a cigarra só queria saber de cantar nas rodas de amigos e nos bares da cidade; não desperdiçou um minuto sequer, cantou durante todo o outono, dançou, aproveitou o Sol, curtiu para valer, sem se preocupar com o inverno que estava por vir. Então, passados alguns dias, começou a esfriar. Era o inverno que estava começando. A formiguinha, exausta, entrou em sua singela e aconchegante toca repleta de comida. Mas alguém chamava por seu nome do lado de fora da toca. Quando abriu a porta para ver quem era, ficou surpresa com o que viu: sua amiga cigarra, dentro de uma Ferrari, com um aconchegante casaco de visom. E a cigarra falou para a formiguinha: – Olá, amiga, vou passar o inverno em Paris. Será que você poderia cuidar da minha toca? – Claro, sem problema! Mas o que lhe aconteceu? Como você conseguiu grana pra ir a Paris e comprar essa Ferrari? – Imagine você que eu estava cantando em um bar, na semana passada, e um produtor gostou da minha voz. Fechei um contrato de seis meses para fazer shows em Paris... A propósito, a amiga deseja algo de lá? – Desejo, sim. Se você encontrar um tal de La Fontaine por lá, manda ele pro DIABO QUE O CARREGUE! 45 MORAL DA HISTÓRIA: ―Aproveite sua vida, saiba dosar trabalho e lazer, pois trabalho em demasia só traz benefício em fábulas do La Fontaine. Fábula de La Fontaine reelaborada.http://www.geocities.com/soho/Atrium/8 069/Fabulas/fabula2.html - com adaptações. Em relação ao texto original da fábula, percebe- se ironia no fato de: A) a cigarra deixar de trabalhar para aproveitar o Sol. B) a formiga trabalhar e possuir uma toca. C) a cigarra, sem trabalhar, surgir de Ferrari e casaco de visom. D) a cigarra não trabalhar e cantar durante todo o outono. E) a cigarra não gostava de trabalhar. 21 – Leia o texto. O homem que entrou pelo cano Abriu a torneira e entrou pelo cano. A princípio incomodava-o a estreiteza do tubo. Depois se acostumou. E, com a água, foi seguindo. Andou quilômetros. Aqui e ali ouvia barulhos familiares. Vez ou outra um desvio, era uma seção que terminava em torneira. Vários dias foi rodando, até que tudo se tornou monótono. O cano por dentro não era interessante. No primeiro desvio, entrou. Vozes de mulher. Uma criança brincava. Então percebeu que as engrenagens giravam e caiu numa pia. À sua volta era um branco imenso, uma água límpida. E a cara da menina aparecia redonda e grande, a olhá-lo interessada. Ela gritou: “Mamãe, tem um homem dentro da pia”. Não obteve resposta. Esperou, tudo quieto. A menina se cansou, abriu o tampão e ele desceu pelo esgoto. BRANDÃO, Ignácio de Loyola. Cadeiras Proibidas. São Paulo: Global, 1988, p. 89. Na frase “Mamãe, tem um homem dentro da pia.” (ℓ. 9), o verbo empregado representa, no contexto, uma marca de A) registro oral formal. B) registro oral informal. C) falar regional. D) falar caipira. E) fala técnica. 22- Leia o texto. Ritmo Na porta a varredeira varre o cisco varre o cisco varre o cisco Na pia a menininha escova os dentes escova os dentes No arroio a lavadeira bate roupa bate roupa bate roupa até que enfim se desenrola toda a corda e o mundo gira imóvel como um pião. (Mário Quintana. Apontamentos de história sobrenatural. 1987.) Esse texto trata, principalmente, A) da descrição de atividades. B) de ações feitas no dia a dia. C) dos trabalhos feitos em casa. D) do movimento rítmico do pião. E) da passagem do tempo. 46 23 – Leia o texto abaixo. Minha Sombra De manhã a minha sombra com meu papagaio e o meu macaco começam a me arremedar. E quando eu saio a minha sombra vai comigo fazendo o que eu faço seguindo os meus passos. Depois é meio-dia. E a minha sombra fica do tamaninho de quando eu era menino. Depois é tardinha. E a minha sombra tão comprida brinca de pernas de pau. Minha sombra, eu só queria ter o humor que você tem, ter a sua meninice, ser igualzinho a você. E de noite quando escrevo, fazer como você faz, como eu fazia em criança: Minha sombra você põe a sua mão por baixo da minha mão, vai cobrindo o rascunho dos meus poemas sem saber ler e escrever. (LIMA, Jorge de. Minha Sombra In: Obra Completa. 19. ed. Rio de Janeiro: José Aguillar Ltda., 1958.) De acordo com o texto, a sombra imita o menino: A) de manhã. B) ao meio-dia. C) à tardinha. D) à noite. E) durante todo o período de tempo. 24 – Leia o texto. Carnaval pernambucano chega a São Paulo Embora o palco sejam as ruas da capital pernambucana, há pessoas que pensam e constroem a maneira como a cidade receberá o Carnaval – as cores, as texturas, os materiais usados. A artista Joana Lira é uma dessas profissionais, chamadas de cenógrafas. Durante os anos de 2001 a 2011, ela se juntou ao pai, o arquiteto Carlos Lira, para criar a cenografia dos carnavais recifenses. Agora, uma exposição no Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo, mostra a diversidade e os registros da festa, de intervenções artísticas assinadas por ela a manifestações culturais locais, como frevo e maracatu. A exposição Quando a Vida É uma Euforia traz ainda uma vasta programação educativa, que vai de oficina de fantasia a apresentação de dança. Vale a visita de crianças e adultos. Jornal Joca. Edição 106, 1ª quinzena fevereiro/2018 (com cortes). Nesse texto, o autor defende a ideia de que A) o Carnaval nordestino possui uma rica característica cultural. B) a exposição Quando a Vida é um Euforia agradará aqueles que gostam da folia recifense. C) a cidade deSão Paulo é a única capital a receber a exposição sobre o Carnaval de Recife. D) as cenógrafas, como Joana Lira, são responsáveis pela organização do Carnaval recifense. E) o carnaval de todo o Brasil se constitui de cenografias maravilhosas. 25 – Leia o texto. MORADA DO INVENTOR A professora pedia e a gente levava, achando loucura ou monte de lixo: latas vazias de bebidas, caixas de fósforo, pedaços de papel de embrulho, fitas, brinquedos quebrados, xícaras sem asa, recortes e bichos, pessoas, luas e estrelas, revistas e jornais lidos, retalhos de tecido, rendas, linhas, penas de aves, cascas de ovo, pedaços de madeira, de 47 ferro ou de plástico. Um dia, a professora deu a partida, e transformamos, colamos e colorimos. E surgiram bonecos (...), bichos (...) e coisas malucas (...) E a escola virou morada do inventor. (Elias José. Nova Escola, junho 2000, n. 133.) No trecho “Um dia, a professora deu a partida, e transformamos, colamos e colorimos.”, a expressão em destaque significa: A) saiu do local. B) quebrou um objeto. C) ligou o carro. D) iniciou a atividade. E) sinalizou que algo aconteceria. 26 – Leia o texto. Ziraldo. “O menino Maluquinho”. In: folha de Londrina, 10/04/2002. O desespero da mãe do Menino Maluquinho se justifica pela: A) Pergunta do Menino Maluquinho. B) Ação do Menino Maluquinho. C) Ignorância do Menino Maluquinho. D) Distração do Menino Maluquinho. E) Pela desobediência do Menino Maluquinho.