Prévia do material em texto
Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos Apresentação Nesta Unidade de Aprendizagem, será abordada a gestão das águas brasileiras, instituída pela Política Nacional de Recursos Hídricos, Lei no 9.433/1997. O Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos (SNGRH) é composto por distintos órgãos que desempenham funções específicas, no âmbito da União, do Estado e da bacia hidrográfica. A partir dos estudos desta Unidade de Aprendizagem, será possível perceber que planejar, regular e controlar o uso, a preservação e a recuperação dos recursos hídricos é apenas um dos objetivos desse grupo. Bons estudos. Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados: Reconhecer os objetivos do Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos.• Identificar os órgãos que compõem o Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos. • Diferenciar os agentes responsáveis pela formulação da política dos responsáveis pela implementação dos instrumentos dessa política. • Infográfico O infográfico a seguir apresenta um resumo acerca dos órgãos integrantes do Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos, que possui atuação em âmbito Federal, Estadual e, lembre- se: da bacia hidrográfica. Conteúdo do livro Existem distintos órgãos responsáveis pela gestão dos recursos hídricos no território Nacional. Dentre estes, podemos citar o Conselho Nacional de Recursos Hídricos, que busca a promoção e articulação dos planejamentos e projetos pertinentes à Política Nacional de Recursos Hídricos. Temos também os Comitês de Bacias Hidrográficas, compostos por representantes da União, dos Estados e do Distrito Federal. Sua função é promover o debate das questões relacionadas às águas da bacia hidrográfica em questão, arbitrar em primeira instância os conflitos relacionados aos recursos hídricos e aprovar e acompanhar o Plano de Recursos Hídricos da bacia. Não podemos deixar de falar da ANA - Agência Nacional de Águas, que tem como objetivo regular o acesso e o uso dos recursos hídricos de domínio da União. No capítulo Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos, base teórica desta Unidade de Aprendizagem, você saberá mais sobre os órgãos que compõem esse sistema. Boa leitura. RECURSOS HÍDRICOS E DRENAGEM URBANA OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM > Reconhecer os objetivos do Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos. > Identificar os órgãos que compõem o Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos. > Diferenciar os agentes responsáveis pela formulação da política dos res- ponsáveis pela implementação dos instrumentos dessa política. Introdução Popularmente conhecida como a Lei das Águas, a Política Nacional de Recursos Hídricos conta com o Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos (Singreh), cuja função principal é realizar a gestão dos usos das águas de forma democrática e participativa. Para que essa gestão possa ocorrer de forma eficaz, uma série de órgãos federais e estaduais, juntamente com colegiados, concebe e implementa a Política Nacional de Recursos Hídricos. Neste capítulo, você conhecerá alguns desses órgãos que visam a gestão eficaz dos recursos hídricos e o papel de cada um,. Além disso, compreenderá os objetivos do Singreh. Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos Ronei Tiago Stein Objetivos do Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos hídricos (Singreh) Os instrumentos da gestão de recursos hídricos são instrumentos da Política Nacional de Recursos Hídricos: � os planos de recursos hídricos; � o enquadramento dos corpos d’água em classes, segundo os usos hídricos preponderantes; � a outorga dos direitos de uso de recursos hídricos; � a cobrança pelo uso de recursos hídricos; � a compensação a municípios; � o Sistema Nacional de Informações sobre Recursos Hídricos (SNIRH). O SNIRH é um sistema de coleta, tratamento, armazenamento e recupera- ção de informações sobre recursos hídricos e fatores intervenientes em sua gestão. Macedo et al. (2016) descrevem que os dados gerados pelos órgãos integrantes do Singreh serão incorporados ao SNIRH. São objetivos do SNIRH: � reunir, dar consistência e divulgar os dados e informações sobre a situação qualitativa e quantitativa dos recursos hídricos no Brasil; � atualizar permanentemente as informações sobre disponibilidade e demanda de recursos hídricos em todo o território nacional; � fornecer subsídios para a elaboração dos Planos de Recursos Hídricos. Mas como estes objetivos podem ser alcançados? A partir do art. 32 da Lei nº 9.433/97 (BRASIL, 1997), foi criado o Singreh, que tem como objetivos: � coordenar a gestão integrada das águas; � arbitrar administrativamente os conflitos relacionados com os recursos hídricos; � implementar a Política Nacional de Recursos Hídricos; � planejar, regular e controlar o uso, a preservação e a recuperação dos recursos hídricos; � promover a cobrança pelo uso de recursos hídricos. Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos2 O Singreh é a estrutura de governança instituída no Brasil para a gestão dos recursos hídricos. É constituído por organismos colegiados, que debatem e deliberam sobre a gestão dos recursos hídricos (são órgãos consultivos e deliberativos) e por órgãos administrativos, responsáveis por implementar a Política Nacional de Recursos Hídricos. Estes entes atuam na esfera federal ou estadual, conforme o domínio dos corpos hídricos. Ainda no âmbito da Lei nº 9.433/97 (BRASIL, 1997), precisamos falar do Conselho Nacional Recursos Hídricos (CNRH), o órgão mais expressivo na hierarquia do Singreh. Trata-se de um órgão colegiado, consultivo e delibe- rativo, que tem as seguintes atribuições: � promover a articulação do planejamento de recursos hídricos com os planejamentos nacional, regional, estadual e dos setores usuários; � deliberar sobre os projetos de aproveitamento de recursos hídricos; � acompanhar a execução e aprovar o Plano Nacional de Recursos Hídricos; � estabelecer critérios gerais para a outorga de direito de uso dos re- cursos hídricos e para a cobrança pelo seu uso. Cabe ao CNRH decidir sobre a criação de Comitês de Bacias Hidrográficas em rios de domínio da União. Mas o que seriam rios de domínio da União? O artigo 20 da Constituição Federal descreve que as águas de domínio da União são (BRASIL, 1988): � os lagos, rios e quaisquer correntes de água em terrenos de seu domí- nio, ou que banhem mais de um estado, sirvam de limites com outros países ou se estendam a território estrangeiro ou dele provenham, bem como os terrenos marginais e as praias fluviais; � as praias marítimas; � o mar territorial; � as águas subterrâneas quando enquadradas no Código de Mineração, Decreto-Lei nº 227/67, e exploradas como águas minerais ou termais; � as águas reservadas em barragens construídas com recursos da União mesmo que localizadas em águas de domínio dos estados; � os cursos d’água localizados internamente em Parques Nacionais. Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos 3 Já conforme o artigo 26 da Constituição Federal, as águas de domínio dos estados são: � as superficiais fluentes, emergentes e em depósitos (reservatórios) — ressalvados aqueles decorrentes de obras da União — localizadas em áreas de seu domínio; � as águas subterrâneas quando não são exploradas para fins minerais ou termais; � quaisquer outros corpos d’água que não sejam de domínio da União. Em termos globais, a escassez de água será um sério desafio ao desenvol- vimento no futuro, pois em muitas regiões a demanda hídrica para indústrias e abastecimento doméstico estará competindo cada vez mais com a demanda para produção agrícola. Análises globais preliminares conformam que a es- cassez de água está afetando áreas cada vez mais extensas, particularmente na Ásia Ocidental e África (REBOUÇAS; BRAGA; TUNDISI, 2015). Logo, cadapaís vem tomando decisões e criando legislações específicas para garantir o melhor uso de seus recursos hídricos. De modo geral, o Singreh visa gerenciar os recursos, sejam eles jurídicos, financeiros e ordem pública, sobre as bacias hidrográficas do território brasileiro. Órgãos que compõem o Singreh Conforme mencionado anteriormente, o SNIRH é um dos instrumentos de gestão previsto na Política Nacional de Recursos Hídricos, a qual foi instituída pela Lei nº 9.433, de 8 de janeiro de 1997, popularmente conhecida como Lei das Águas (BRASIL, 1997). Já o Singreh é o conjunto de órgãos e colegiados que cria e implementa a Política Nacional de Recursos Hídricos. Especificamente falando do Singreh, é composto pelos seguintes órgãos: � Conselho Nacional de Recursos Hídricos (CNRH); � Secretaria Nacional de Segurança Hídrica (SNSH), que está vinculada ao Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR); � Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA); � Conselhos Estaduais de Recursos Hídricos (CERHs); � órgãos gestores estaduais de recursos hídricos; � comitês de bacia hidrográfica (interestaduais e estaduais); � agências de água (vinculadas aos comitês). Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos4 Para uma melhor compreensão, acompanhe a Figura 1, que apresenta a estrutura do Singreh. Figura 1. Órgãos que compõem o Singreh. Fonte: Brasil (2022, documento on-line). Em relação ao CNRH, é composto por representantes de: Ministérios e Secretarias da Presidência da República, com atuação no gerencia- mento ou no uso de recursos hídricos; representantes indicados pelos Conselhos Estaduais de Recursos Hídricos; representantes dos usuários dos recursos hídri- cos e representantes das organizações civis de recursos hídricos. O número de representantes do poder executivo federal não poderá exceder à metade mais um do total dos membros do CNRH (AMBIENTE BRASIL, 2021, documento on-line). A SNSH, visando fortalecer o planejamento e gestão dos investimento em infraestrutura hídrica, conduz o processo de formulação, revisão, implemen- tação, monitoramento e avaliação da Política Nacional de Segurança Hídrica, da Política Nacional de Recursos Hídricos e seus instrumentos, incluindo o Plano Nacional de Recursos Hídricos. O objetivo dessas ações é garantir a oferta de água, propiciando mais saúde e conforto para a população, bem como a geração de emprego e aumento da renda da população, colaborando para a redução das desigualdades regionais. Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos 5 Por sua vez, a ANA é responsável, dentro da esfera federal, por implementar a Política Nacional de Recursos Hídricos. Desta forma, ela regular o uso de recursos hídricos, presta serviços públicos de irrigação e adução de água bruta, opera na segurança de barragens e institui normas de referência para a regulação dos serviços públicos de saneamento básico. A ANA tem como missão garantir a segurança hídrica para o desenvolvi- mento sustentável no país, atuando: � na articulação com setores e esferas de governo; � na produção e disseminação de informações e conhecimentos; � no estabelecimento de normas que visam garantir o direito ao uso da água, minimizar os efeitos de eventos críticos (secas e inundações) e dar referência para a regulação dos serviços públicos de saneamento básico. Já os CERHs são colegiados compostos, na sua maioria, por representantes dos poderes públicos, usuários de água e membros da sociedade civil. Todos os estados brasileiros têm um conselho de recursos hídricos ou entidade equivalente. Entre as atribuições dos CERHs, estão: � deliberar e acompanhar a execução do plano estadual de recursos hídricos; � promover a articulação das políticas setoriais relacionadas à água; � arbitrar conflitos pelo uso da água de domínio estadual; A Lei nº 9.433/97 é um importante instrumento de política visando a ges- tão dos recursos hídricos, definindo a estrutura jurídico-administrativa do Singreh (BRASIL, 1997). Esta legislação prevê a criação dos Comitês de Bacias Hidrográficas (COBH), que participam como instâncias descentralizadas de discussão e deliberação dos recursos hídricos, contando com a participação de diferentes setores da sociedade e atuando como fóruns de decisão no âmbito das bacias hidrográficas. Os comitês também definem o grau de qualidade esperada de um determinado recurso hídrico, o qual varia de acordo com os usos da água (FARIAS, 2006). Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos6 A ANA tem um setor de educação e capacitação para a regulação e gestão das águas e saneamento, uma plataforma que apresenta inúmeros cursos para aprofundamento sobre todas as questões relacionadas à água, e com certificação. Confira a seção “Capacitação para Gestão das Águas” no site oficial da ANA. Agentes responsáveis pela formulação da Política Nacional de Recursos Hídricos Macedo et al. (2016) ressaltam que existem vários atores que participam dos processos de formação de políticas públicas: indivíduos, grupos ou organiza- ções que exercem influência direta ou indireta em diferentes momentos. Mas antes de falarmos dos agentes responsáveis por formular as políticas rela- cionadas aos recursos hídricos, precisamos compreender melhor a definição de políticas públicas nesse âmbito. O principal objetivo dos programas, ações e atividades das políticas pú- blicas é assegurar determinado direito de cidadania ou melhorias sociais e econômicas, de forma geral ou para determinado segmento social, cultural, étnico ou econômico (SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM RURAL, 2015). Ou seja, as políticas públicas visam, segundo Vargas Velasquez (2001) e Souza (2006), colocar o governo em ação, ou então analisar essa ação e, quando necessário, propor eventuais mudanças no rumo ou curso dessas ações. Após planejadas e formuladas as ações, as políticas públicas desdobram- -se em planos, programas, projetos e, por fim, ações. Obviamente, é preciso realizar acompanhamentos e avaliações para verificar a efetividade de cada uma destas etapas. Caso necessário, elas podem sofrer reformulações e até modificações, a fim de corrigir eventuais problemas estruturais, técnicos e de qualquer outra natureza (VARGAS VELASQUEZ, 2001). São dois os elementos fundamentais das políticas públicas nessa área: � intencionalidade pública — consiste na motivação para estabelecer ações para o tratamento ou resolução de um problema; � problema público — diferença entre a situação atual vivida (status quo) e uma situação ideal possível à realidade coletiva. Assim, existem políticas públicas em diferentes setores/áreas da economia, incluindo, é claro, em recursos hídricos. Além dos órgãos já mencionados Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos 7 anteriormente, é necessário citar o Ministério do Meio Ambiente, que cum- pre uma função essencial não apenas na gestão dos recursos hídricos, mas também em várias outras questões ambientais. O Ministério do Meio Ambiente foi criado em novembro de 1992, tendo à missão de formular e implementar políticas públicas ambientais nacionais de forma articulada e pactuada com os atores públicos e a sociedade para o desenvolvimento sustentável. O Decreto nº 11.349, de 2023, estabelece que o Ministério do Meio Ambiente tem como áreas de competência (BRASIL, 2023): � Política Nacional do Meio Ambiente; � Política Nacional dos Recursos Hídricos; � Política Nacional de Segurança Hídrica; � Política Nacional sobre Mudança do Clima; � política de preservação, conservação e utilização sustentável de ecos- sistemas, biodiversidade e florestas; � gestão de florestas públicas para a produção sustentável; � gestão do Cadastro Ambiental Rural (CAR), em âmbito federal; � estratégias, mecanismos e instrumentos regulatórios e econômicos para a melhoria da qualidade ambiental e o uso sustentável dos re- cursos naturais; � políticas para a integração da proteção ambiental com a produçãoeconômica; � políticas para a integração entre a política ambiental e a política energética; � políticas de proteção e de recuperação da vegetação nativa; � políticas e programas ambientais para a Amazônia e para os demais biomas brasileiros; � zoneamento ecológico-econômico e outros instrumentos de orde- namento territorial, incluindo o planejamento espacial marinho, em articulação com outros ministérios competentes; � qualidade ambiental dos assentamentos humanos, em articulação com o Ministério das Cidades; � política nacional de educação ambiental, em articulação com o Mi- nistério da Educação; � gestão compartilhada dos recursos pesqueiros, em articulação com o Ministério da Pesca e Aquicultura. Segundo a Política Nacional de Recursos Hídricos, arbitrar administrativa- mente os conflitos relacionados com os recursos hídricos é um dos objetivos Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos8 do Singreh. A competência para o arbitramento dos conflitos foi conferida, em primeira instância, aos Comitês de Bacia Hidrográfica, no âmbito de sua área de atuação. Se tais conflitos envolverem mais de uma unidade da federação ou não sendo possível chegar a uma solução local, a competência passa ao CNRH como última instância administrativa (CONTROLADORIA GERAL DA UNIÃO, 2020). Um dos agentes mais importantes da Política de Recursos Hídricos é a ANA. Esta agência é responsável por acompanhar informações dos recursos hídricos na esfera nacional, como nível, vazão, sedimentos dos rios e quanti- dade de chuvas, e avaliar a qualidade de água em todo o território nacional. Além do monitoramento contínuo, também cabe à ANA a emissão de alertas e boletins específicos em casos de catástrofes ambientais. Neste capítulo, exploramos os objetivos, a estrutura e os agentes envolvidos no Singreh. Ao compreendermos os objetivos desse sistema, como a promoção da gestão integrada e sustentável dos recursos hídricos, torna-se evidente a importância de sua implementação. Nesse contexto, identificamos os órgãos que compõem esse sistema, destacando sua abrangência e a colaboração entre diferentes esferas governamentais e setores da sociedade. Além disso, reconhecemos a diferenciação entre os agentes responsáveis pela formulação da política e aqueles encarregados da implementação dos instrumentos dessa política. Essa distinção é fundamental para uma efetiva governança hídrica, permitindo a participação ativa de diferentes atores e a aplicação adequada dos instrumentos de gestão. De modo geral, fica evidente que a gestão eficaz dos recursos hídricos é um desafio complexo, mas crucial para garantir a disponibilidade e a qualidade da água para as gerações presentes e futuras. A compreensão desses aspectos essenciais do Singreh nos prepara para explo- rar mais a fundo as estratégias e práticas que promovem a sustentabilidade hídrica e contribuem para a preservação desse recurso vital. Referências AMBIENTE BRASIL. Sistema nacional de gerenciamento de recursos hídricos. [S. l.]: Ambiente Brasil, 2021. Disponível em: https://ambientes.ambientebrasil.com.br/agua/ sngrh/sistema_nacional_de_gerenciamento_de_recursos_hidricos.html. Acesso: 28 jun. 2023. BRASIL. [Constituição (1988)]. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Brasília: Presidência da República, 2020. BRASIL. Decreto nº 11.349, de 1º de janeiro de 2023. Aprova a estrutura regimental e o quadro demonstrativo dos cargos em comissão e das funções de confiança do Ministério do Meio Ambiente e mudança do clima e remaneja cargos em comissão e funções de confiança. Brasília: Presidência da República, 2023. Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos 9 BRASIL. Lei nº 9.433, de 8 de janeiro de 1997. Institui a Política Nacional de Recursos Hídricos, cria o Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos, regulamenta o inciso XIX do art. 21 da Constituição Federal, e altera o art. 1º da Lei nº 8.001, de 13 de março de 1990, que modificou a Lei nº 7.990, de 28 de dezembro de 1989. Brasília: Presidência da República, 1997. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/ leis/l9433.htm. Acesso em: 28 jun. 2023. BRASIL. Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional. SINGREH. Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos. Brasília: SINGREH, 2022. Disponível em: https://www.gov.br/mdr/pt-br/assuntos/seguranca-hidrica/cnrh/cnrh/sistema- -nacional-de-gerenciamento-de-recursos-hidricos. Acesso em: 28 jun. 2023. CONTROLADORIA GERAL DA UNIÃO. Relatório de avaliação: avaliação da atuação das instituições federais na governança do Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos: Singreh. Brasília: CGU, 2020. FARIAS, M. S. S. Monitoramento da qualidade da água na bacia hidrográfica do Rio Canelo. 2006. Tese (Doutorado em Engenharia Agrícola) — Universidade Federal de Campina Grande, Campina Grande, 2006. MACEDO, A. S. et al. O papel dos atores na formulação e implementação de políticas públicas: dinâmicas, conflitos e interesses no Programa Mais Médicos. Cadernos EBAPE. BR, v. 14, n. spe, p. 593-618, 2016. REBOUÇAS, A.; BRAGA, B.; TUNDISI, J. G. (org.). Águas doces no Brasil: capital ecológico, uso e conservação. 4. ed. São Paulo: Escrituras, 2015. SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM RURAL. Curso técnico em agronegócio: políticas públicas para o agronegócio. Brasília: SENAR, 2015. SOUZA, C. Políticas públicas: uma revisão da literatura. Sociologias, Porto Alegre, n. 16, p. 20-45, 2006. VARGAS VELASQUEZ, A. Notas sobre o Estado e as políticas públicas. Santa Fe de Bogotá: Almudena, 2001. Os links para sites da web fornecidos neste capítulo foram todos testados, e seu funcionamento foi comprovado no momento da publicação do material. No entanto, a rede é extremamente dinâmica; suas páginas estão constantemente mudando de local e conteúdo. Assim, os editores declaram não ter qualquer responsabilidade sobre qualidade, precisão ou integralidade das informações referidas em tais links. Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos10 Dica do professor No vídeo a seguir, há mais detalhes sobre a abrangência e as respectivas funções do Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos. Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar. https://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/cee29914fad5b594d8f5918df1e801fd/6bf22570a07ec2d0de206c644fb316c9 Exercícios 1) São objetivos do Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos, EXCETO: A) fiscalizar a gestão das águas. B) decidir administrativamente os conflitos acerca dos recursos hídricos. C) implementar a Política Nacional de Recursos Hídricos D) promover a cobrança pelo uso da água. E) planejar a preservação e a recuperação dos recursos hídricos. 2) O Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos é composto por órgãos que formulam as diretrizes da política e por outros que implementam essa política. A esse respeito, marque a opção correta. A) A Agência Nacional de Águas (ANA) é um dos órgãos que normatizam os instrumentos da Política Nacional dos Recursos Hídricos. B) As Agências de Bacias desempenham função prática, e não de normatização. C) Os conselhos desempenham função prática de gerenciamento, e não de normatização. D) Os Comitês de Bacias executam o Plano de Recursos Hídricos, portanto fazem parte da área do gerenciamento. E) As Agências de Bacias desempenham função de normatização, e não de gerenciamento. 3) Como o apoio administrativo, técnico e financeiro ao Conselho Nacional de Recursos Hídricos é feito? A) Nenhum órgão realiza esse trabalho. B) Pelo sistema de informações sobre recursos hídricos. C) Pelas agências de água. D) Pela Secretaria Executiva do Conselho Nacional de Recursos Hídricos. E) Pelos comitês de bacia hidrográfica. 4) Sobre as organizações civis de recursos hídricos, assinale a alternativa INCORRETA. A) As associações intermunicipais de baciashidrográficas integram essas organizações. B) As organizações civis de recursos hídricos são formadas por várias instituições. C) Os órgãos que fazem parte dessas organizações não precisam ser legalmente constituídas. D) As organizações de ensino e pesquisa podem integrar essas organizações. E) As associações regionais, locais ou setoriais de usuários de recursos hídricos integram essas organizações. 5) Com respeito aos comitês de bacias hidrográficas, assinale a alternativa correta. A) Sua área de atuação é municipal. B) Sua área de atuação é a da União. C) Serão dirigidos somente por um presidente. D) Compete aos comitês elaborar o plano de recursos hídricos da bacia. E) Aprovar o plano de recursos hídricos da bacia é uma das competências do comitê Na prática Você trabalha em uma consultoria ambiental, que também realiza pesquisa e divulgação de resultados, e foi convidado para fazer uma palestra no Congresso Brasileiro de Recursos Hídricos sobre a gestão das águas brasileiras. Ao final de sua explanação, uma aluna faz uma consideração referente ao tempo para a criação da agência reguladora das águas nacionais, a ANA, em relação ao do Sistema de Gerenciamento de Recursos Hídricos. Saiba + Para ampliar o seu conhecimento a respeito desse assunto, veja abaixo as sugestões do professor: Lei no 9433, de 8 de janeiro de 1997. Política Nacional de Recursos Hídricos: Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar. Fortalecimento dos entes do SINGREH veja o Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos (SINGREH) é o conjunto de órgãos e colegiados que concebe e implementa a Política Nacional das Águas Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar. Playlist Capacitação ANA Playlist Capacitação ANA Veja esta playlist que aborda diversos assunto que podem colaborar com sua aprendizagem Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar. http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9433.htm https://www.gov.br/ana/pt-br/assuntos/gestao-das-aguas/fortalecimento-dos-entes-do-singreh https://www.youtube.com/playlist?list=PLdDOTUuInCuyCjf94rQEbiiRH73-RUdjl