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Mecanismos neurais do controle do ciclo sono-vigília O sono e sua regulação homeostática Fármacos para tratamento de transtornos do sono NEUROFISIOLOGIANEUROFISIOLOGIA DO SONODO SONO e aspectos farmacoterapêuticos dos seus transtornos O sono é uma condição fisiológica caracterizada por modificação do estado de consciência. A existência do sono ocorre em praticamente todos os vertebrados, de peixes a mamíferos. Movimentos oculares rápidos - REM Sem movimentos oculares rápidos - NREM Função do sono, segundo Mignot (2008): Promover/facilitar a conservação de energia e função ecológica, o aprendizado e a memória através das mudanças na plasticidade cerebral e sinaptogênese, o processo restaurativo de componentes celulares chave de biossíntese de macromoléculas. Hipotálamo “fator chave do sono-vigília” Hipotálamo anterior (Núcleo pré-optico) ventrolateral - VLPO, GABAérgico) Hipotálamo posterior (Núcleo tuberomamilar -TMN, histaminérgico) Hipotálamo lateral (Sistema orexina/hipocretina) Durante o sono, o cérebro passa por diferentes fases: Durante o NREM, ocorrem ondas cerebrais de baixa frequência e alta amplitude, indicando um estado de sono mais profundo. No sono REM, a atividade cerebral é semelhante à vigília, e é quando ocorrem sonhos vívidos. A eletrogênese cerebral é monitorada através de eletroencefalogramas (EEG), atividade elétrica essencial para entender os ciclos do sono. Introdução O sono e a eletrogênese cerebral O ciclo sono-vigília, regido pelo ritmo circadiano, encontra- se relacionado ao fotoperiodismo decorrente da alternância dia-noite e está sob o controle do núcleo supraquiasmático (NSQ) do hipotálamo. NSQ é influenciado pela luz ambiente e pela melatonina. O SRAA ponto-mesencefálico, quando ativado induz o despertar e a desincronização do ECG, bem como a sua lesão produz o sono. SRAA - Manutenção da vigília e também está envolvida no sono REM. Ach aumenta durante o sono REM e na vigília. Atonia do sono REM. Vigília prolongada: aumento da concentração de adenosina no cérebro. A necessidade do sono, seu nível de profundidade e duração, além de hábitos pessoais, é regulada por fatores circadianos (Processo C) e fatores homeostáticos (Processo S) (segundo Borbély). O sono é regulado pela homeostase, sendo influenciado pela acumulação de adenosina no cérebro, que aumenta durante a vigília. Quando a adenosina atinge um nível crítico, ocorre a necessidade de sono, promovendo o repouso necessário para restaurar a função cerebral. O ritmo circadiano, controlado pelo relógio biológico interno, desempenha um papel fundamental na regulação do sono, influenciando padrões como sono- vigília ao longo do dia. 1. Promoção da vigília Doses baixas de agonistas dopaminérgicos D2 produzem sonolência, aumentam o sono REM e crises de sono em portadores da doença de Parkinson; Sonolência excessiva diurna: tratada com anfetaminas, metilfenidato e pemolina; Modafinil - usado para tratar a narcolepsia. 2. Promoção do sono Dentre os fármacos promotores do sono, destacamos o gama-hidroxibutírico-GHB/Ecstasy, que inibe a neurotransmissão dopaminérgica D1 e aumenta a GABAérgica, com aumento do sono delta; Pregabalina/Lyrica, similar à gabapentina, agonista GABAérgica aumenta o sono delta; Agentes anti-H1 aumentam a ação GABA endógena 3. Modulação do nível sono-vigília Ocorre através de mecanismos que não envolvem rede básica. A melatonina tem ações hipnóticas e é usada para aliviar o Jet lag e formas moderadas de insônia. O antagonismo dos receptores da adenosina nesses níveis é efetuado por: cafeína, aminofilina e teofilina.