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DESENHO TÉCNICO Prof. José Nelson DESENHO TÉCNICO GEOMETRIA E PROJEÇÕES Fo n te : h tt p s: // w w w .a ar q u it e ta .c o m .b r/ b lo g/ b im /o -q u e -e -b im /. A ce ss o d ia 0 1 /0 2 /2 0 1 9 . https://www.aarquiteta.com.br/blog/bim/o-que-e-bim/ DESENHO TÉCNICO Prof. José Nelson FIGURAS GEOMÉTRICAS 2 Se olhar ao seu redor, você verá que os objetos têm forma, tamanho e outras características próprias. As figuras geométricas foram criadas a partir da observação das formas existentes na natureza e dos objetos produzidos pelo homem. DESENHO TÉCNICO Prof. José Nelson 3 Ponto Olhe para o céu, numa noite sem nuvens: cada estrela pode ser associada a um ponto. O ponto é a figura geométrica mais simples. Não tem dimensão, isto é, não tem comprimento, nem largura, nem altura. Linha Podemos ter uma ideia do que é linha, observando os fios que unem os postes de eletricidade ou o traço que resulta do movimento da ponta de um lápis sobre uma folha de papel. A linha tem uma única dimensão: o comprimento. Você pode imaginar a linha como um conjunto infinito de pontos dispostos sucessivamente. O deslocamento de um ponto também gera uma linha. Linha reta ou reta Para se ter a ideia de linha reta, observe um fio bem esticado. A reta é ilimitada, isto é, não tem início nem fim. As retas são identificadas por letras minúsculas do alfabeto latino. Veja a representação da uma reta r: FIGURAS GEOMÉTRICAS DESENHO TÉCNICO Prof. José Nelson 4 Semirreta Tomando um ponto qualquer de uma reta, dividimos a reta em duas partes, chamadas semirretas. A semirreta sempre tem um ponto de origem, mas não tem fim. Segmento de reta Tomando dois pontos distintos sobre uma reta, obtemos um pedaço limitado de reta. A esse pedaço de reta, limitado por dois pontos, chamamos segmento de reta. Os pontos que limitam o segmento de reta são chamados de extremidades. No exemplo a seguir temos o segmento de reta CD, que é representado da seguinte maneira: CD. FIGURAS GEOMÉTRICAS DESENHO TÉCNICO Prof. José Nelson 5 Plano Podemos ter uma ideia do que é o plano observando uma parede ou o tampo de uma mesa. Você pode imaginar o plano como sendo formado por um conjunto de retas dispostas sucessivamente numa mesma direção ou como o resultado do deslocamento de uma reta numa mesma direção. O plano é ilimitado, isto é, não tem começo nem fim. Apesar disso, no desenho, costuma-se representá-lo delimitado por linhas fechadas: Para identificar o plano usamos letras gregas. É o caso das letras: α (alfa), β (beta) e γ (gama), que você pode ver nos planos representados na figura ao lado. O plano tem duas dimensões, normalmente chamadas comprimento e largura. Se tomamos uma reta qualquer de um plano, dividimos o plano em duas partes, chamadas semiplanos. FIGURAS GEOMÉTRICAS DESENHO TÉCNICO Prof. José Nelson 6 Posições da reta e do plano no espaço A reta e o plano podem estar em posição vertical, horizontal ou inclinada. Um tronco boiando sobre a superfície de um lago nos dá a ideia de uma reta horizontal. O pedreiro usa o prumo para verificar a verticalidade das paredes. O fio do prumo nos dá a ideia de reta vertical. As retas no plano podem ser: Coincidentes – quando duas retas possuem todos os pontos comuns. Concorrentes – quando duas retas possuem apenas um único ponto em comum. Paralelas – quando duas retas não possuem nenhum ponto em comum. FIGURAS GEOMÉTRICAS Mediatriz segmento AB equivale a dividir o segmento em duas partes iguais DESENHO TÉCNICO Prof. José Nelson 7 Ângulos Ângulo é a figura geométrica formada por duas semirretas de mesma origem. A medida do ângulo é dada pela abertura entre seus lados. Uma das formas para se medir o ângulo consiste em dividir a circunferência em 360 partes iguais. Cada uma dessas partes corresponde a 1 grau (1º). A medida em graus é indicada pelo numeral seguido do símbolo de grau. Exemplo: 45º (lê-se: quarenta e cinco graus). FIGURAS GEOMÉTRICAS DESENHO TÉCNICO Prof. José Nelson 8 Figuras geométricas planas Uma figura qualquer é plana quando todos os seus pontos situam-se no mesmo plano. FIGURAS GEOMÉTRICAS Polígonos É uma figura fechada formada pela reunião de segmentos ligados em suas extremidades. São elementos de um polígono: • Lados – São os seguimentos que formam o polígono: AB,BC, CD e EA. • Vértice – São os pontos de intersecção entre dois lados A,B, C, D e E. • Perímetro – É a soma das medidas, dos lados. • Diagonal - É todo segmento com extremidade em dois vértices não consecutivos. • Ângulos internos – São os ângulos formados por dois lados consecutivos do polígono: ABC, BCD, CDE, DEA e EAB. • Ângulos externos - São os ângulos formados por um lado e o prolongamento do lado consecutivo do polígono: PAB,QBC, RCD, SDE e TEA. DESENHO TÉCNICO Prof. José Nelson 9 Polígonos FIGURAS GEOMÉTRICAS Polígonos Regulares: Um polígono é regular quando tem todos os lados congruentes e todos os ângulos internos congruentes. Triângulos É um polígono de três lados, sabendo que a soma de seus ângulos internos é igual a 180º. Quanto aos lados eles se classificam em: Isósceles-2 lados congruentes Escaleno-não possui lados congruentes Equilátero-todos lados congruentes DESENHO TÉCNICO Prof. José Nelson 10 FIGURAS GEOMÉTRICAS Triângulos Quanto aos ângulos eles podem ser: Acutângulo: Quando os três ângulos são agudos. Retângulo: possui um dos lados é reto e os outros são agudos. Obtusângulo: Quando um triângulo possui um dos lados é obtuso e os outros dois são agudos Mediatriz de um triângulo são retas perpendiculares traçadas passando pelo ponto médio de cada um dos seus lados. Desta forma, um triângulo possui 3 mediatrizes. O ponto de encontro dessas três mediatrizes é chamado de circuncentro. Este ponto, que está a uma mesma distância de cada um dos seus vértices, é o centro da circunferência circunscrita no triângulo. DESENHO TÉCNICO Prof. José Nelson 11 FIGURAS GEOMÉTRICAS Mediana, bissetriz e altura de um triângulo Em um triângulo, além das mediatrizes, podemos construir medianas, que são segmentos de retas que também passam pelo ponto médio dos lados. A diferença é que enquanto a mediatriz forma um ângulo de 90º com o lado, a mediana une o vértice ao ponto médio dos lados opostos formando um ângulo que pode ou não ser de 90º. A altura também é perpendicular aos lados do triângulo, mas que parte do seu vértice. Diferente da mediatriz, a altura não passa necessariamente pelo ponto médio do lado. Partindo do vértice, podemos traçar as bissetrizes internas, que são segmentos de retas que dividem os ângulos do triângulo em dois outros ângulos de mesma medida. Traçar a bissetriz de um ângulo equivale a dividir o ângulo em duas partes iguais. Podemos ainda traçar alturas e bissetrizes. Primeiro de tudo, a “altura” de um triângulo é sua altitude. 𝐴 = 𝑏 · ℎ 2 h h DESENHO TÉCNICO Prof. José Nelson 12 FIGURAS GEOMÉTRICAS Quadriláteros Polígono de quatro lados em que a soma dos ângulos internos é 360º. Quanto ao paralelismo de seus lados eles se classificam em: Trapézio: possui apenas um par de lados opostos paralelos Paralelogramo: possui os pares de lados opostos respectivamente paralelos; Circunferências Chama-se circunferência o conjunto de todos os pontos do plano cujas distâncias a O são iguais a r. Perímetro da circunferência: 𝑷 = 𝟐 · 𝝅 · 𝒓 𝐴 = 𝐵 + 𝑏 · ℎ 2 𝐴 = 𝑏 · ℎ DESENHO TÉCNICO Prof. José Nelson 13 Sólidos geométricos Você já sabe que todos os pontos de uma figura plana localizam-se no mesmo plano. Quando uma figura geométrica tem pontos situados em diferentes planos, temos um sólido geométrico. Os sólidos geométricos têm três dimensões: comprimento, largura e altura. Os sólidos geométricos são separados do resto do espaço por superfícies que os limitam. E essas superfícies podem ser planas ou curvas. Dentre os sólidos geométricoslimitados por superfícies planas, estudaremos os prismas, o cubo e as pirâmides. Dentre os sólidos geométricos limitados por superfícies curvas, estudaremos o cilindro, o cone e a esfera, que são também chamados de sólidos de revolução. FIGURAS GEOMÉTRICAS DESENHO TÉCNICO Prof. José Nelson 14 Prismas O prisma é um sólido geométrico limitado por polígonos. Você pode imaginá-lo como uma pilha de polígonos iguais muito próximos uns dos outros, como mostra a ilustração: O prisma pode também ser imaginado como o resultado do deslocamento de um polígono. Ele é constituído de vários elementos. Para quem lida com desenho técnico é muito importante conhecê-los bem. Quantas faces, arestas e vértices tem uma caixa de fósforos? Faces____. Arestas____. Vértices_____. 6 12 8 Note que a base desse prisma tem a forma de um retângulo. Por isso ele recebe o nome de prisma retangular. FIGURAS GEOMÉTRICAS DESENHO TÉCNICO Prof. José Nelson 15 Pirâmides Você pode imaginá-la como um conjunto de polígonos semelhantes, dispostos uns sobre os outros, que diminuem de tamanho indefinidamente. Outra maneira de imaginar a formação de uma pirâmide consiste em ligar todos os pontos de um polígono qualquer a um ponto P do espaço. O nome da pirâmide depende do polígono que forma sua base. Na figura ao lado, temos uma pirâmide quadrangular, pois sua base é um quadrado. O número de faces da pirâmide é sempre igual ao número de lados do polígono que forma sua base mais um. Cada lado do polígono da base é também uma aresta da pirâmide. O número de arestas é sempre igual ao número de lados do polígono da base vezes dois. O número de vértices é igual ao número de lados do polígono da base mais um. Os vértices são formados pelo encontro de três ou mais arestas. O vértice principal é o ponto de encontro das arestas laterais. FIGURAS GEOMÉTRICAS DESENHO TÉCNICO Prof. José Nelson 16 Exercício: Analise a pirâmide abaixo e responda: a) Qual o nome do polígono que forma a base da pirâmide? ................................................................................... b) Que nome recebe este tipo de pirâmide? ................................................................................... c) Quantas faces tem esta pirâmide? ................................................................................... d) Quantas arestas tem esta pirâmide? ................................................................................... e) Quantos vértices tem esta pirâmide? ................................................................................... Triângulo Pirâmide Triangular Quatro Quatro Seis FIGURAS GEOMÉTRICAS DESENHO TÉCNICO Prof. José Nelson 17 Sólidos de revolução Alguns sólidos geométricos, chamados sólidos de revolução, podem ser formados pela rotação de figuras planas em torno de um eixo. Rotação significa ação de rodar, dar uma volta completa. A figura plana que dá origem ao sólido de revolução chama- se figura geradora. A linha que gira ao redor do eixo formando a superfície de revolução é chamada linha geratriz. O cilindro, o cone e a esfera são os principais sólidos de revolução. Cilindro O cilindro é um sólido geométrico, limitado lateralmente por uma superfície curva. Você pode imaginar o cilindro como resultado da rotação de um retângulo ou de um quadrado em torno de um eixo que passa por um de seus lados. No desenho, está representado apenas o contorno da superfície cilíndrica. A figura plana que forma as bases do cilindro é o círculo. Note que o encontro de cada base com a superfície cilíndrica forma as arestas. FIGURAS GEOMÉTRICAS DESENHO TÉCNICO Prof. José Nelson 18 Sólidos de revolução FIGURAS GEOMÉTRICAS DESENHO TÉCNICO Prof. José Nelson 19 Cone O cone também é um sólido geométrico limitado lateralmente por uma superfície curva. A formação do cone pode ser imaginada pela rotação de um triângulo retângulo em torno de um eixo que passa por um dos seus catetos. A figura plana que forma a base do cone é o círculo. O vértice é o ponto de encontro de todos os segmentos que partem do círculo. No desenho está representado apenas o contorno da superfície cônica. O encontro da superfície cônica com a base dá origem a uma aresta. FIGURAS GEOMÉTRICAS DESENHO TÉCNICO Prof. José Nelson 20 Esfera A esfera também é um sólido geométrico limitado por uma superfície curva chamada superfície esférica. Podemos imaginar a formação da esfera a partir da rotação de um semicírculo em torno de um eixo, que passa pelo seu diâmetro. O raio da esfera é o segmento de reta que une o centro da esfera a qualquer um de seus pontos. Diâmetro da esfera é o segmento de reta que passa pelo centro da esfera unindo dois de seus pontos. FIGURAS GEOMÉTRICAS DESENHO TÉCNICO Prof. José Nelson 21 Sólidos geométricos truncados Quando um sólido geométrico é cortado por um plano, resultam novas figuras geométricas: os sólidos geométricos truncados. Veja alguns exemplos de sólidos truncados, com seus respectivos nomes: FIGURAS GEOMÉTRICAS DESENHO TÉCNICO Prof. José Nelson 22 Sólidos geométricos vazados Os sólidos geométricos que apresentam partes ocas são chamados sólidos geométricos vazados. As partes extraídas dos sólidos geométricos, resultando na parte oca, em geral também correspondem aos sólidos geométricos que você já conhece. Analise o prisma quadrangular vazado ao lado e indique o nome do sólido geométrico extraído para dar lugar ao furo. Nome do sólido ________cilindro FIGURAS GEOMÉTRICAS Observe a figura, notando que, para obter o cilindro vazado com um furo quadrado, foi necessário extrair um prisma quadrangular do cilindro original. DESENHO TÉCNICO Prof. José Nelson 23 Comparando sólidos geométricos e objetos As relações entre as formas geométricas e as formas de alguns objetos são evidentes e imediatas. Você pode comprovar esta afirmação analisando os exemplos a seguir. FIGURAS GEOMÉTRICAS DESENHO TÉCNICO Prof. José Nelson 24 Exercício Analise os objetos representados a seguir e escreva, nos espaços indicados, o nome do sólido geométrico ao qual cada objeto pode ser associado. a) __________________________ b) __________________________ c) ___________________________________ __________________ cilindro Cilindro truncado tronco de prisma retangular, com furo cilíndrico. FIGURAS GEOMÉTRICAS DESENHO TÉCNICO Prof. José Nelson 25 Há casos em que os objetos têm formas compostas ou apresentam vários elementos. Nesses casos, para entender melhor como esses objetos se relacionam com os sólidos geométricos, é necessário decompô-los em partes mais simples. Examine este rebite de cabeça redonda: esfera truncada Imaginando o rebite decomposto em partes mais simples, você verá que ele é formado por um cilindro e uma calota esférica (esfera truncada). Exercício Escreva os nomes das figuras geométricas que formam o manípulo representado abaixo. a) ________________________________ b) ________________________________ c) ________________________________ d) ___________________________________________ tronco de cone cilindro tronco de cilindro vazado por furo quadrado FIGURAS GEOMÉTRICAS DESENHO TÉCNICO Prof. José Nelson 26 Existe outro modo de relacionar peças e objetos com sólidos geométricos. Observe, na ilustração abaixo, como a retirada de formas geométricas de um modelo simples (bloco prismático) da origem a outra forma mais complexa. Nos processos industriais o prisma retangular é o ponto de partida para a obtenção de um grande número de objetos e peças. Observe a figura abaixo. Trata-se de um prisma retangular com uma parte rebaixada que corresponde ao modelo de plástico nº 1. Veja como foi obtido o rebaixo: A próxima ilustração mostra o desenho de um modelo que também deriva de um prisma retangular. FIGURAS GEOMÉTRICAS DESENHO TÉCNICO Prof. José Nelson 27 Exercício Imagine que este bloco comfuro passante foi obtido a partir de um prisma retangular. Que sólidos geométricos correspondem às partes retiradas? Foram retirados 2 prismas truncados das laterais e, para formar o furo retangular, 1 prisma quadrangular. Escreva o nome destes sólidos geométricos, nos espaços indicados. Cubo Tronco de cilindro vazado. Esfera truncada. FIGURAS GEOMÉTRICAS ____________________________________________ _______________________________________________ DESENHO TÉCNICO Prof. José Nelson 28 Quando olhamos para um objeto, temos a sensação de profundidade e relevo. As partes que estão mais próximas de nós parecem maiores e as partes mais distantes aparentam ser menores. Existem diferentes tipos de perspectiva. Veja como fica a representação de um cubo em três tipos diferentes de perspectiva: PERSPECTIVA ISOMÉTRICA DESENHO TÉCNICO Prof. José Nelson 29 PERSPECTIVA ISOMÉTRICA Eixos isométricos O desenho da perspectiva isométrica é baseado num sistema de três semirretas que têm o mesmo ponto de origem e formam entre si três ângulos de 120°. Veja: Essas semirretas, assim dispostas, recebem o nome de eixos isométricos. Cada uma das semirretas é um eixo isométrico. Os eixos isométricos podem ser representados em posições variadas, mas sempre formando, entre si, ângulos de 120°. O traçado de qualquer perspectiva isométrica parte sempre dos eixos isométricos. Linha isométrica Qualquer reta paralela a um eixo isométrico é chamada linha isométrica. As retas r, s, t e u são linhas isométricas: ✓ r e s são linhas isométricas porque são paralelas ao eixo y; ✓ t é isométrica porque é paralela ao eixo z; ✓ u é isométrica porque é paralela ao eixo x. DESENHO TÉCNICO Prof. José Nelson 30 PERSPECTIVA ISOMÉTRICA Linha isométrica As linhas não paralelas aos eixos isométricos são linhas não isométricas. A reta v, na figura ao lado, é um exemplo de linha não isométrica. Exercício Analise a posição das retas p, q, r e s em relação aos eixos isométricos e indique aquelas que são linhas isométricas. _____________________ _____________________ Q (paralela ao eixo y e S (paralela ao eixo x) DESENHO TÉCNICO Prof. José Nelson 31 PERSPECTIVA ISOMÉTRICA Papel reticulado Para facilitar o traçado da perspectiva isométrica à mão livre, usaremos um tipo de papel reticulado que apresenta uma rede de linhas que formam entre si ângulos de 120º. Essas linhas servem como guia para orientar o traçado do ângulo correto da perspectiva isométrica. 1ª fase - Trace levemente, à mão livre, os eixos isométricos e indique o comprimento, a largura e a altura sobre cada eixo, tomando como base as medidas aproximadas do prisma representado na figura anterior. DESENHO TÉCNICO Prof. José Nelson 32 PERSPECTIVA ISOMÉTRICA 2ª fase - A partir dos pontos onde você marcou o comprimento e a altura, trace duas linhas isométricas que se cruzam. Assim ficará determinada a face da frente do modelo. 3ª fase - Trace agora duas linhas isométricas que se cruzam a partir dos pontos onde você marcou o comprimento e a largura. Assim ficará determinada a face superior do modelo. DESENHO TÉCNICO Prof. José Nelson 33 PERSPECTIVA ISOMÉTRICA 4ª fase - E, finalmente, você encontrará a face lateral do modelo. Para tanto, basta traçar duas linhas isométricas a partir dos pontos onde você indicou a largura e a altura. 5ª fase (conclusão) - Apague os excessos das linhas de construção, isto é, das linhas e dos eixos isométricos que serviram de base para a representação do modelo. Depois, é só reforçar os contornos da figura e está concluído o traçado da perspectiva isométrica do prisma retangular. DESENHO TÉCNICO Prof. José Nelson 34 PERSPECTIVA ISOMÉTRICA COM ELEMENTOS PARALELOS E OBLÍQUOS Observe o modelo a seguir: Trata-se de um prisma retangular com um elemento paralelo: o rebaixo. O rebaixo é um elemento paralelo porque suas linhas são paralelas aos eixos isométricos: a e d são paralelas ao eixo y; b, e e g são paralelas ao eixo x; c e f são paralelas ao eixo z. Exercício Analise os modelos abaixo e faça um X naqueles que apresentam elementos paralelos. X X DESENHO TÉCNICO Prof. José Nelson 35 PERSPECTIVA ISOMÉTRICA DE ELEMENTOS PARALELOS A forma do prisma com elementos paralelos deriva do prisma retangular. Por isso, o traçado da perspectiva do prisma com elementos paralelos parte da perspectiva do prisma retangular ou prisma auxiliar. 1ª fase - Esboce a perspectiva isométrica do prisma auxiliar utilizando as medidas aproximadas do comprimento, largura e altura do prisma com rebaixo. 2ª fase - Na face da frente, marque o comprimento e a profundidade do rebaixo e trace as linhas isométricas que o determinam. 7 2 4 DESENHO TÉCNICO Prof. José Nelson 36 PERSPECTIVA ISOMÉTRICA DE ELEMENTOS PARALELOS 3ª fase - Trace as linhas isométricas que determinam a largura do rebaixo. Note que a largura do rebaixo coincide com a largura do modelo. 4ª fase - Complete o traçado do rebaixo. 5ª fase (conclusão) - Finalmente, apague as linhas de construção e reforce os contornos do modelo. DESENHO TÉCNICO Prof. José Nelson 37 PERSPECTIVA ISOMÉTRICA DE ELEMENTOS PARALELOS Exercícios Esboce a perspectiva isométrica dos prismas com dois rebaixos paralelos representados a seguir. 1) 2) 7 4 2 DESENHO TÉCNICO Prof. José Nelson 38 PERSPECTIVA ISOMÉTRICA DE ELEMENTOS OBLÍQUOS Os elementos a seguir são oblíquos porque têm linhas que não são paralelas aos eixos isométricos. Os segmentos de reta: AB, CD, EF, GH, IJ, LM, NO, PQ e RS são linhas não isométricas que formam os elementos oblíquos. A seguir trace o prisma com elemento oblíquo cujo nome é chanfro. 1ª fase - Esboce a perspectiva isométrica do prisma auxiliar, utilizando as medidas aproximadas do comprimento, largura e altura do prisma chanfrado. 4 6 2 DESENHO TÉCNICO Prof. José Nelson 39 PERSPECTIVA ISOMÉTRICA DE ELEMENTOS OBLÍQUOS 2ª fase - Marque as medidas do chanfro na face da frente e trace a linha não isométrica que determina o elemento. 3ª fase - Trace as linhas isométricas que determinam a largura do chanfro. 4ª fase - Complete o traçado do elemento. 5ª fase - Agora é só apagar as linhas de construção e reforçar as linhas de contorno do modelo. DESENHO TÉCNICO Prof. José Nelson 40 PERSPECTIVA ISOMÉTRICA DE ELEMENTOS PARALELOS Exercícios 1) Esboce a perspectiva do modelo prismático ao lado obedecendo à sequência das fases do traçado. 2) Ordene as fases do traçado da perspectiva isométrica do modelo escrevendo de 1 a 5 nos círculos. 2 13 45 DESENHO TÉCNICO Prof. José Nelson 41 PERSPECTIVA ISOMÉTRICA DE MODELOS COM ELEMENTOS DIVERSOS Algumas peças apresentam partes arredondadas, elementos arredondados ou furos, como mostram os exemplos abaixo: Perspectiva isométrica do círculo Um círculo, visto de frente, tem sempre a forma redonda. Entretanto, você já observou o que acontece quando giramos o círculo? É isso mesmo! Quando imprimimos um movimento de rotação ao círculo, ele aparentemente muda, pois assume a forma de uma elipse. O círculo, representado em perspectiva isométrica, tem sempre a forma parecida com uma elipse. O próprio círculo, elementos circulares ou partes arredondadas podem aparecer em qualquer face do modelo ou da peça e sempre serão representados com forma elíptica. DESENHO TÉCNICO Prof. José Nelson 42 PERSPECTIVA ISOMÉTRICA DE MODELOS COM ELEMENTOS DIVERSOS Traçando a perspectiva isométrica do círculo Neste exemplo, vemos o círculo de frente, entre os eixos z e y. 1ª fase - Trace os eixos isométricos e o quadrado auxiliar. 2ª fase - Divida o quadrado auxiliar em quatro partes iguais. 3ª fase - Comece o traçado das linhas curvas, como mostra a ilustração. DESENHO TÉCNICO Prof. José Nelson 43 PERSPECTIVA ISOMÉTRICA DE MODELOS COM ELEMENTOS DIVERSOS Traçando a perspectiva isométrica do círculo 4ª fase - Complete o traçado daslinhas curvas. 5ª fase (conclusão) - Apague as linhas de construção e reforce o contorno do círculo. Você deve seguir os mesmos procedimentos para traçar a perspectiva isométrica do círculo em outras posições, isto é, nas faces superior e lateral. Observe nas ilustrações a seguir que, para representar o círculo na face superior, o quadrado auxiliar deve ser traçado entre os eixos x e y. Já para representar o círculo na face lateral, o quadrado auxiliar deve ser traçado entre o eixo x e z. DESENHO TÉCNICO Prof. José Nelson 44 PERSPECTIVA ISOMÉTRICA DE MODELOS COM ELEMENTOS DIVERSOS Perspectiva isométrica de sólidos de revolução O cone e o cilindro são sólidos de revolução que têm as bases formadas por círculos. Portanto, o traçado da perspectiva isométrica desses sólidos parte da perspectiva isométrica do círculo. Para desenhar o cone nessa posição, devemos partir do círculo representado na face superior. 1ª fase - Trace a perspectiva isométrica do círculo na face superior e marque um ponto A no cruzamento das linhas que dividem o quadrado auxiliar. 2ª fase - A partir do ponto A, trace a perpendicular AB. 7 6 DESENHO TÉCNICO Prof. José Nelson 45 PERSPECTIVA ISOMÉTRICA DE MODELOS COM ELEMENTOS DIVERSOS Traçando a perspectiva isométrica do cone 3ª fase - Marque, na perpendicular AB, o ponto V, que corresponde à altura aproximada (h) do cone. 4ª fase - Ligue o ponto V ao círculo, por meio de duas linhas, como mostra a ilustração. 5ª fase - Apague as linhas de construção e reforce o contorno do cone. Atenção: a parte não visível da aresta da base do cone deve ser representada com linha tracejada. DESENHO TÉCNICO Prof. José Nelson 46 PERSPECTIVA ISOMÉTRICA DE MODELOS COM ELEMENTOS DIVERSOS Traçando a perspectiva isométrica do cilindro O traçado da perspectiva isométrica do cilindro também será desenvolvido em cinco fases. Para tanto, partimos da perspectiva isométrica de um prisma de base quadrada, chamado prisma auxiliar. 1ª fase - Trace a perspectiva isométrica do prisma auxiliar. A medida dos lados do quadrado da base deve ser igual ao diâmetro do círculo que forma a base do cilindro. A altura do prisma é igual à altura do cilindro a ser reproduzido. 2ª fase - Trace as linhas que dividem os quadrados auxiliares das bases em quatro partes iguais. 7 4 DESENHO TÉCNICO Prof. José Nelson 47 PERSPECTIVA ISOMÉTRICA DE MODELOS COM ELEMENTOS DIVERSOS Traçando a perspectiva isométrica do cone 3ª fase - Trace a perspectiva isométrica do círculo nas bases superior e inferior do prisma. 4ª fase - Ligue a perspectiva isométrica do círculo da base superior à perspectiva isométrica do círculo da base inferior, como mostra o desenho. 5ª fase - Apague todas as linhas de construção e reforce o contorno do cilindro. A parte invisível da aresta da base inferior deve ser representada com linha tracejada. DESENHO TÉCNICO Prof. José Nelson 48 PERSPECTIVA ISOMÉTRICA DE MODELOS COM ELEMENTOS DIVERSOS Perspectiva isométrica de modelos com elementos circulares e arredondados O traçado da perspectiva isométrica desses modelos também parte dos eixos isométricos e da representação de um prisma auxiliar, que servirá como elemento de construção. 1ª fase - Trace o prisma auxiliar respeitando o comprimento, a largura e a altura aproximados do prisma com elementos arredondados. 8 2 5 DESENHO TÉCNICO Prof. José Nelson 49 PERSPECTIVA ISOMÉTRICA DE MODELOS COM ELEMENTOS DIVERSOS Perspectiva isométrica de modelos com elementos circulares e arredondados 2ª fase - Marque, na face anterior e na face posterior, os semiquadrados que auxiliam o traçado dos semicírculos. 3ª fase - Trace os semicírculos que determinam os elementos arredondados, na face anterior e na face posterior do modelo. 4ª fase - Complete o traçado das faces laterais. DESENHO TÉCNICO Prof. José Nelson 50 PERSPECTIVA ISOMÉTRICA DE MODELOS COM ELEMENTOS DIVERSOS Perspectiva isométrica de modelos com elementos circulares e arredondados 5ª fase - Apague as linhas de construção e reforce o contorno do traçado. Exercícios 1) Desenhe o modelo utilizando o papel reticulado. Trace todas as fases da perspectiva isométrica no mesmo desenho. 2) Faça o traçado da perspectiva isométrica do modelo que combina elementos paralelos, oblíquos e circulares a seguir; 6 4 5 DESENHO TÉCNICO Prof. José Nelson 51 PERSPECTIVA ISOMÉTRICA DE MODELOS COM ELEMENTOS DIVERSOS Perspectiva isométrica de modelos com elementos circulares, arredondados e chanfrados Segue um modelo que combina diversos elementos: parte arredondada inclinada, furos e chanfros. 1ª fase - Trace o prisma auxiliar respeitando o comprimento, a largura e a altura aproximados. 73 4,5 2ª fase - Marque, na face posterior, a projeção que auxilia o traçado da lateral. DESENHO TÉCNICO Prof. José Nelson 52 PERSPECTIVA ISOMÉTRICA DE MODELOS COM ELEMENTOS DIVERSOS Perspectiva isométrica de modelos com elementos circulares e arredondados 3ª fase – Ligue as linhas perpendiculares e crie as referências dos furos. 4ª fase – Trace os círculos dos furos e depois apague as linhas auxiliares. DESENHO TÉCNICO Prof. José Nelson TIPOS DE DESENHO TÉCNICO • O desenho técnico é dividido em 2 grandes grupos: • Desenho projetivo – são os desenhos resultantes de projeções do objeto em um ou mais planos de projeção e correspondem às vistas ortográficas e às perspectivas. • Vistas ortográficas: figuras resultantes de projeções ortogonais, sobre planos convenientemente escolhidos, de modo a representar, com exatidão, a forma do mesmo com seus detalhes. • Perspectivas: figuras resultantes de projeção isométrica ou cônica, sobre um único plano, com a finalidade de permitir uma percepção mais fácil da forma do objeto. 53 DESENHO TÉCNICO Prof. José Nelson ✓Desenho projetivo TIPOS DE DESENHO TÉCNICO Desenho em vistas projetadas 54 DESENHO TÉCNICO Prof. José Nelson ✓Desenho projetivo TIPOS DE DESENHO TÉCNICO Um objeto pode ficar claramente representado por uma só vista ou projeção (ex. lâmpada incandescente). Outros ficarão bem mais representados por meio de 3 projeções ou vistas. Haverá casas ou objetos que somente serão definidos com o uso de maior numero de vistas, como mostra a fig. abaixo. Os desenhos projetivos compreendem a maior parte dos desenhos feitos nas indústrias: ➢ Desenho Mecânico ➢ Desenho de Máquinas ➢ Desenho de Estruturas ➢ Desenho Arquitetônico ➢ Desenho Elétrico/Eletrônico ➢ Desenho de Tubulações 55 DESENHO TÉCNICO Prof. José Nelson ✓Desenho projetivo TIPOS DE DESENHO TÉCNICO As Normas Brasileiras NBRs estabelecem a convenção usada também pelas normas italianas, alemãs, russas e outras, em que se considera o objeto a representar envolvido por um cubo. O objeto é projetado em cada uma das seis faces do cubo e, em seguida, o cubo é aberto ou planificado, obtendo-se as seis vistas. 56 DESENHO TÉCNICO Prof. José Nelson TIPOS DE DESENHO TÉCNICO • Desenho não-projetivo – Desenho não subordinados à correspondência, por meio de projeção, entre as figuras que constituem e o que é por ele representado. Na maioria dos casos corresponde a desenhos resultantes dos cálculos algébricos compreendendo uma variedade de representações gráficas, tais como: • Diagramas: desenhos nos quais valores funcionais são representados em um sistema de coordenadas. • Esquema: figura que representa não a forma dos objetos, mas as suas relações e funções. • Fluxogramas: representação gráfica de uma sequência de operações. • Organograma: quadro geométrico que representa os níveis hierárquicos de uma organização, ou de um serviço, e que indica os arranjos e as inter-relações de suas unidades constitutivas. 57 DESENHO TÉCNICO Prof. José Nelson ✓Desenho não-projetivo Exemplo: Diagrama Unifilar de Instalações Elétricas TIPOS DE DESENHO TÉCNICO 58 DESENHO TÉCNICO Prof. José Nelson 59 ✓Desenhonão-projetivo Exemplo: Quadro de cargas TIPOS DE DESENHO TÉCNICO DESENHO TÉCNICO Prof. José Nelson TEORIA DO DESENHO PROJETIVO UTILIZADO PELO DESENHO TÉCNICO 60 DESENHO TÉCNICO Prof. José Nelson DEFINIÇÃO DE PROJEÇÃO ORTOGONAL • Nos desenhos projetivos, a representação de qualquer objeto ou figura será feita por sua projeção sobre um plano. Desenho resultante da projeção de uma forma retangular sobre um plano de projeção. Os raios projetantes tangenciam o retângulo e atingem o plano de projeção formando a projeção resultante. 61 DESENHO TÉCNICO Prof. José Nelson • Como os raios projetantes, em relação ao plano de projeção, são paralelos e perpendiculares, a projeção resultante representa a forma e a verdadeira grandeza do retângulo projetado. • Este tipo de projeção é denominado Projeção Ortogonal (do grego ortho = reto + gonal = ângulo), pois os raios projetantes são perpendiculares ao plano de projeção. DEFINIÇÃO DE PROJEÇÃO ORTOGONAL 62 DESENHO TÉCNICO Prof. José Nelson • Como os sólidos são constituídos de várias superfícies, as projeções ortogonais são utilizadas para representar as formas tridimensionais através de figuras planas. Aplicação das projeções ortogonais na representação das superfícies que compõem, respectivamente, um cilindro, um paralelepípedo e um prisma de base triangular. ? COMO UTILIZAR AS PROJEÇÕES ORTOGONAIS 63 DESENHO TÉCNICO Prof. José Nelson • Para fazer aparecer a terceira dimensão é necessário fazer uma segunda projeção ortogonal olhando os sólidos por outro lado. COMO UTILIZAR AS PROJEÇÕES ORTOGONAIS 64 DESENHO TÉCNICO Prof. José Nelson • Pode-se obter a partir das figuras planas o entendimento da forma espacial de cada um dos sólidos representados. COMO UTILIZAR AS PROJEÇÕES ORTOGONAIS 65 DESENHO TÉCNICO Prof. José Nelson Duas vistas, apesar de representarem as três dimensões do objeto, não garantem a representação da forma da peça. A representação das formas espaciais é resolvida com a utilização de uma Terceira projeção. COMO UTILIZAR AS PROJEÇÕES ORTOGONAIS 66 DESENHO TÉCNICO Prof. José Nelson ❑ Para que o desenho resultante se transforme em uma linguagem gráfica, os planos de projeção horizontal e lateral têm os sentidos de rebatimento convencionados, e sempre se rebatem sobre o plano vertical. ❑ Mantendo o sentido dos rebatimentos dos planos horizontal e lateral resultará sempre nas mesmas posições relativas entre as vistas. ❑ O lado da peça que for projetado no plano vertical sempre será considerado como sendo a frente da peça. ❑ O lado superior da peça sempre será representado abaixo da vista de frente. No plano horizontal. ❑ O lado esquerdo da peça aparecerá desenhado à direita da vista de frente. COMO UTILIZAR AS PROJEÇÕES ORTOGONAIS 67 DESENHO TÉCNICO Prof. José Nelson COMO UTILIZAR AS PROJEÇÕES ORTOGONAIS • ELEVAÇÃO ➔ Imagem da peça, observada de frente. • PLANTA ➔ Imagem da peça, observada por cima. • LATERAL ESQUERDA ➔ Imagem da peça, observada pelo lado esquerdo. 68 DESENHO TÉCNICO Prof. José Nelson COMO UTILIZAR AS PROJEÇÕES ORTOGONAIS 69 DESENHO TÉCNICO Prof. José Nelson lado esquerdo É importante considerar que cada vista representa a peça sendo observada de uma determinada posição. COMO UTILIZAR AS PROJEÇÕES ORTOGONAIS Vista frontal Vista superior 70 DESENHO TÉCNICO Prof. José Nelson COMO UTILIZAR AS PROJEÇÕES ORTOGONAIS 71 DESENHO TÉCNICO Prof. José Nelson COMO UTILIZAR AS PROJEÇÕES ORTOGONAIS 72 DESENHO TÉCNICO Prof. José Nelson COMO UTILIZAR AS PROJEÇÕES ORTOGONAIS 73 DESENHO TÉCNICO Prof. José Nelson ❑ Como a representação de objetos tridimensionais, por meio de projeções ortogonais, é feita por vistas tomadas por lados diferentes, dependendo da forma espacial do objeto, algumas de suas superfícies poderão ficar ocultas em relação ao sentido de observação. ❑ Arestas que estão ocultas em um determinado sentido de observação são representadas por linhas tracejadas. REPRESENTAÇÃO DE ARESTAS OCULTAS ❑ As linhas tracejadas são constituídas de pequenos traços de comprimento uniforme, espaçados de um terço de seu comprimento e levemente mais finas que as linhas cheias. 74 DESENHO TÉCNICO Prof. José Nelson • Deve-se procurar evitar o aparecimento de linhas tracejadas • As linhas tracejadas podem ser evitadas invertendo-se a posição da peça em relação aos planos de projeção (mudar a posição da vista de frente). REPRESENTAÇÃO DE ARESTAS OCULTAS 75 DESENHO TÉCNICO Prof. José Nelson ❑ A representação de superfícies inclinadas pode ser dividida em dois casos distintos: 1. Quando a superfície é perpendicular a um dos planos de projeção e inclinada em relação aos outros planos de projeção. REPRESENTAÇÃO DE SUPERFÍCIES INCLINADAS 76 DESENHO TÉCNICO Prof. José Nelson ❑ A representação de superfícies inclinadas pode ser dividida em dois casos distintos: 2. Superfície Inclinada em Relação aos Três Planos de Projeção REPRESENTAÇÃO DE SUPERFÍCIES INCLINADAS 77 DESENHO TÉCNICO Prof. José Nelson Pode-se observar que o paralelismo existente entre as arestas representadas pelos segmentos de retas [(1,2) ; (3,4)] e [(1,5);(2,3)] são mantidos nas três projeções. REPRESENTAÇÃO DE SUPERFÍCIES INCLINADAS 78 DESENHO TÉCNICO Prof. José Nelson ❑ No plano paralelo à superfície, a projeção resultante mantém a forma e a verdadeira grandeza do círculo, enquanto nos outros dois planos a projeção resultante é um segmento de reta, cujo comprimento corresponde ao diâmetro do círculo. REPRESENTAÇÃO DE SUPERFÍCIES INCLINADAS 79 DESENHO TÉCNICO Prof. José Nelson • A forma cilíndrica é muito comum de ser encontrada como furos. REPRESENTAÇÃO DE SUPERFÍCIES INCLINADAS 80 DESENHO TÉCNICO Prof. José Nelson • Linhas de Centro – Nos desenhos em que aparecem as superfícies curvas é utilizado um novo tipo de linha, composta de traços e pontos que é denominada linha de centro. – Indicam os eixos em corpos de rotação. – Assinalam formas simétricas secundárias. – São representadas por traços finos separados por pontos (o comprimento do traço da linha de centro deve ser de três a quatro vezes maior que o traço da linha tracejada). – É a partir da linha de centro que se faz a localização de furos, rasgos e partes cilíndricas existentes nas peças. REPRESENTAÇÃO DE SUPERFÍCIES INCLINADAS 81 DESENHO TÉCNICO Prof. José Nelson REPRESENTAÇÃO DE SUPERFÍCIES INCLINADAS 82 DESENHO TÉCNICO Prof. José Nelson • Quando na tomada de vista, em um determinado sentido de observação, ocorrer a sobreposição de arestas (superfícies coincidentes), representa-se aquela que está mais próxima do observador. •A linha cheia prevalece sobre a linha tracejada. •As linhas que representam arestas (linha cheia ou linha tracejada) prevalecem sobre as linhas auxiliares (linha de centro). REPRESENTAÇÃO DE ARESTAS COINCIDENTES 83 DESENHO TÉCNICO Prof. José Nelson SISTEMAS DE PROJEÇÕES ORTOGONAIS • Considerando os planos vertical e horizontal prolongados além de suas interseções dividiremos o espaço em quatro ângulos diedros (que tem duas faces). Ângulos Diedros • Os quatros ângulos são numerados no sentido anti-horário, ditos 1º, 2º, 3º, e 4º Diedros. 84 DESENHO TÉCNICO Prof. José Nelson Ângulos Diedros • Utilizando os princípios da Geometria Descritiva [Gaspar Monge], pode-se, mediante figuras planas, representar formas espaciais utilizando os rebatimentos de qualquer um dos quatro diedros. • As normas de Desenho Técnico fixaram a utilização das projeções ortogonais somente pelos 1º e 3º diedros, criando pelas normas internacionais dois sistemas para representação de peças: – sistema de projeções ortogonais pelo 1º diedro – sistema de projeções ortogonais pelo 3º diedro • No Brasil é mais utilizado o 1º diedro, porém, nas indústrias oriundas dos USA, da Inglaterra e do Japão, poderãoaparecer desenhos representados no 3º diedro. SISTEMAS DE PROJEÇÕES ORTOGONAIS 85 DESENHO TÉCNICO Prof. José Nelson SISTEMAS DE PROJEÇÕES ORTOGONAIS Ângulos Diedros Projeção de um objeto no 1º diedro 86 DESENHO TÉCNICO Prof. José Nelson SISTEMAS DE PROJEÇÕES ORTOGONAIS Ângulos Diedros Projeção de um objeto no 3º diedro 87 DESENHO TÉCNICO Prof. José Nelson • Considerando o objeto imóvel no espaço, o observador pode vê-lo por seis direções diferentes, obtendo seis vistas da peça • Para vistas principais, as projeções têm de ser obtidas em planos perpendiculares entre si e paralelos dois a dois, formando uma caixa. Projeções Ortogonais pelo 1º Diedro SISTEMAS DE PROJEÇÕES ORTOGONAIS 88 DESENHO TÉCNICO Prof. José Nelson Plano 1 – Vista de Frente ou Elevação – mostra a projeção frontal do objeto. Plano 2 – Vista Superior ou Planta – mostra a projeção do objeto visto por cima. Plano 3 – Vista Lateral Esquerda ou Perfil – mostra o objeto visto pelo lado esquerdo. Plano 4 – Vista Lateral Direita – mostra o objeto visto pelo lado direito. Plano 5 – Vista Inferior – mostra o objeto sendo visto pelo lado de baixo. Plano 6 – Vista Posterior – mostra o objeto sendo visto por trás. Projeções Ortogonais pelo 1º Diedro SISTEMAS DE PROJEÇÕES ORTOGONAIS 89 DESENHO TÉCNICO Prof. José Nelson PROJEÇÕES ORTOGONAIS NO 1º DIEDRO F = Frontal P = Posterior LD = Lateral Direita LE = Lateral Esquerda S = Superior I = Inferior 90 DESENHO TÉCNICO Prof. José Nelson • Os rebatimentos normalizados para o 1º diedro mantêm, em relação à vista de frente, as seguintes posições: – a vista de cima fica em baixo; – a vista de baixo fica em cima; – a vista da esquerda fica à direita; – a vista da direita fica à esquerda. Projeções Ortogonais pelo 1º Diedro SISTEMAS DE PROJEÇÕES ORTOGONAIS – a vista frontal é a principal, fica no centro; – a vista posterior fica mais à direita. 91 DESENHO TÉCNICO Prof. José Nelson • Observe que não são colocados os nomes das vistas, bem como não aparecem as linhas de limite dos planos de projeções. • É importante olhar para o desenho sabendo que as vistas, apesar de serem desenhos bidimensionais, representam o mesmo objeto visto por diversas posições. Projeções Ortogonais pelo 1º Diedro SISTEMAS DE PROJEÇÕES ORTOGONAIS • Partindo da posição definida pela vista de frente e sabendo a disposição final convencionada para as outras vistas, é possível entender os tombos (rebatimentos) efetuados no objeto. 92 DESENHO TÉCNICO Prof. José Nelson 1º Diedro SISTEMAS DE PROJEÇÕES ORTOGONAIS 93 DESENHO TÉCNICO Prof. José Nelson 1º Diedro SISTEMAS DE PROJEÇÕES ORTOGONAIS 94 DESENHO TÉCNICO Prof. José Nelson Escolha das Vistas • Na maioria dos casos, o conjunto formado pelas vistas de frente, vista superior e uma das vistas laterais é suficiente para representar, com perfeição, o objeto desenhado. No 1º diedro é mais difundido o uso da vista lateral esquerda, resultando no conjunto preferencial composto pelas vistas de frente, superior e lateral esquerda, que também são chamadas, respectivamente, de elevação, planta e perfil SISTEMAS DE PROJEÇÕES ORTOGONAIS 95 DESENHO TÉCNICO Prof. José Nelson • Na prática, devido à simplicidade de forma da maioria das peças que compõem as máquinas e equipamentos, são utilizadas somente duas vistas. • Em alguns casos, com auxílio de símbolos convencionais, é possível definir a forma da peça desenhada com uma única vista. • Não importa o número de vistas utilizadas, o que importa é que o desenho fique claro e objetivo. • O desenho de qualquer peça, em hipótese alguma, pode dar margem a dupla interpretação. • O ponto de partida para determinar as vistas necessárias é escolher o lado da peça que será considerado como frente. – Normalmente, considerando a peça em sua posição de Trabalho ou de equilíbrio, toma-se como frente o lado que melhor define a forma da peça. – Quando dois lados definem bem a forma da peça, escolhe-se o de maior comprimento. • Feita a vista de frente faz-se tantos rebatimentos quantos forem necessários para definir a forma da peça. Escolha das Vistas SISTEMAS DE PROJEÇÕES ORTOGONAIS 96 DESENHO TÉCNICO Prof. José Nelson Considerando como frente a direção indicada, as três vistas preferenciais do 1º diedro são suficientes para representar o objeto. As outras três vistas, além de apresentarem partes ocultas, são desnecessárias na definição da forma do objeto. Escolha das Vistas SISTEMAS DE PROJEÇÕES ORTOGONAIS 97 DESENHO TÉCNICO Prof. José Nelson Considerando a frente indicada no objeto, o conjunto formado pelas vistas de frente, superior e lateral direita é o que melhor representa a peça. Na vista lateral esquerda aparecem linhas tracejadas, que devem ser evitadas. Escolha das Vistas SISTEMAS DE PROJEÇÕES ORTOGONAIS 98 DESENHO TÉCNICO Prof. José Nelson • É preciso ter muito cuidado com a escolha das vistas, porque o uso de vistas inadequadas pode levar a soluções desastrosas. Escolha das Vistas SISTEMAS DE PROJEÇÕES ORTOGONAIS 99 DESENHO TÉCNICO Prof. José Nelson Projeções Ortogonais pelo 3º Diedro • Para fazer qualquer projeção no 3º diedro, o plano de projeção deverá estar posicionado entre o observador e o objeto. • O plano de projeção precisa ser transparente (como uma placa de vidro) e o observador, por trás do plano de projeção, puxa as projetantes do objeto para o plano. SISTEMAS DE PROJEÇÕES ORTOGONAIS • As vistas principais são obtidas em seis planos perpendiculares entre si e paralelos dois a dois, como se fosse uma caixa de vidro e, posteriormente, rebatidos de modo a formarem um único plano. 100 DESENHO TÉCNICO Prof. José Nelson • Para fazer qualquer projeção no 3º diedro, o plano de projeção deverá estar posicionado entre o observador e o objeto. • O plano de projeção precisa ser transparente (como uma placa de vidro) e o observador, por trás do plano de projeção, puxa as projetantes do objeto para o plano. • As vistas principais são obtidas em seis planos perpendiculares entre si e paralelos dois a dois, como se fosse uma caixa de vidro e, posteriormente, rebatidos de modo a formarem um único plano. Projeções Ortogonais pelo 3º Diedro SISTEMAS DE PROJEÇÕES ORTOGONAIS 101 DESENHO TÉCNICO Prof. José Nelson • Plano 1 – Vista de Frente – mostra a projeção frontal do objeto. • Plano 2 – Vista Superior – mostra a projeção do objeto visto por cima. • Plano 3 – Vista Lateral Direita – mostra o objeto visto pelo lado direito. • Plano 4 – Vista Lateral Esquerda – mostra o objeto visto pelo lado esquerdo. • Plano 5 – Vista Inferior – mostra o objeto sendo visto pelo lado de baixo. • Plano 6 – Vista Posterior – mostra o objeto sendo visto por trás. Projeções Ortogonais pelo 3º Diedro SISTEMAS DE PROJEÇÕES ORTOGONAIS 102 DESENHO TÉCNICO Prof. José Nelson No 3º diedro as vistas mais utilizadas, que acabam se constituindo nas vistas preferenciais, são o conjunto formado pelas vistas de frente, superior e lateral direita. Projeções Ortogonais pelo 3º Diedro SISTEMAS DE PROJEÇÕES ORTOGONAIS 103 DESENHO TÉCNICO Prof. José Nelson 3º Diedro SISTEMAS DE PROJEÇÕES ORTOGONAIS 104 DESENHO TÉCNICO Prof. José Nelson 3º Diedro SISTEMAS DE PROJEÇÕES ORTOGONAIS 105 DESENHO TÉCNICO Prof. José Nelson Comparações entre as Projeções do 1º e do 3º Diedros 1. Quanto à vista de Frente Tanto no 1º como no 3º diedro, deve-se escolher como frente o lado que melhor representa a forma da peça, respeitando sua posição de trabalho ou de equilíbrio. 2. Quanto às Posições relativas das vistas SISTEMAS DE PROJEÇÕES ORTOGONAIS 106 DESENHO TÉCNICO Prof. José Nelson Comparações entre as Projeções do 1º e do 3º Diedros SISTEMAS DE PROJEÇÕES ORTOGONAIS 107 DESENHO TÉCNICO Prof. José Nelson De acordo com as normas internacionais, na execução de desenhos técnicos, pode-se utilizar tanto o 1º comoo 3º diedros. Comparações entre as Projeções do 1º e do 3º Diedros SISTEMAS DE PROJEÇÕES ORTOGONAIS A indicação do Diedro pode ser feita escrevendo o nome do diedro utilizado. 108 DESENHO TÉCNICO Prof. José Nelson Comparações entre as Projeções do 1º e do 3º Diedros SISTEMAS DE PROJEÇÕES ORTOGONAIS 109 DESENHO TÉCNICO Prof. José Nelson Slide 1: DESENHO TÉCNICO Slide 2: Figuras geométricas Slide 3 Slide 4 Slide 5 Slide 6 Slide 7 Slide 8 Slide 9 Slide 10 Slide 11 Slide 12 Slide 13 Slide 14 Slide 15 Slide 16 Slide 17 Slide 18 Slide 19 Slide 20 Slide 21 Slide 22 Slide 23 Slide 24 Slide 25 Slide 26 Slide 27 Slide 28 Slide 29 Slide 30 Slide 31 Slide 32 Slide 33 Slide 34 Slide 35 Slide 36 Slide 37 Slide 38 Slide 39 Slide 40 Slide 41 Slide 42 Slide 43 Slide 44 Slide 45 Slide 46 Slide 47 Slide 48 Slide 49 Slide 50 Slide 51 Slide 52 Slide 53: Tipos de Desenho Técnico Slide 54 Slide 55 Slide 56 Slide 57: Tipos de Desenho Técnico Slide 58 Slide 59 Slide 60 Slide 61 Slide 62 Slide 63 Slide 64 Slide 65 Slide 66 Slide 67 Slide 68 Slide 69 Slide 70 Slide 71 Slide 72 Slide 73 Slide 74 Slide 75 Slide 76 Slide 77 Slide 78 Slide 79 Slide 80 Slide 81 Slide 82 Slide 83 Slide 84 Slide 85 Slide 86 Slide 87 Slide 88 Slide 89 Slide 90 Slide 91 Slide 92 Slide 93 Slide 94 Slide 95 Slide 96 Slide 97 Slide 98 Slide 99 Slide 100 Slide 101 Slide 102 Slide 103 Slide 104 Slide 105 Slide 106 Slide 107 Slide 108 Slide 109 Slide 110