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156	 civilizAçõES	AnTigAS
c) Descreva a cena representada na face da moeda exibida à direita na página anterior.
d) A moeda, cuja imagem está reproduzida na página anterior, esteve em circulação no século II a.C. Nessa 
época, o que mais caracterizava a vida política e militar de Roma?
e) Considerando o contexto histórico do século II a.C. e as figuras observadas na página anterior, que 
importância simbólica você pensa que poderia ter a circulação dessa moeda?
3 Análise de imagem
 A imagem abaixo, datada do século I, é um afresco encontrado na cidade de Pompeia.
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a) Observe com atenção as personagens e o ambiente retratado na pintura. Descreva o que você vê. 
b) Pelo que nos é sugerido na imagem, você diria que Pompeia era uma cidade movimentada e próspera 
ou pequena e provinciana? Por quê? 
c) Que indício a imagem nos oferece sobre a condição da mulher na sociedade romana? 
d) O consumo de grãos da população romana superava em muito a quantidade do que era produzido na 
península Itálica. De que maneira, então, os padeiros poderiam obter a matéria-prima necessária para 
manter seus negócios? 
e) Alguns historiadores acreditam que essa imagem poderia ser muito mais do que uma simples repre-
sentação de venda de pães. Talvez uma pintura que mostrasse a distribuição de pães por parte do 
proprietário do negócio local (Sotérico) aos cidadãos para angariar apoio político. Quais elementos da 
imagem você destacaria que reforçariam essa hipótese? 
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	 A	civilizAção	romAnA	 157
Com a centralização do poder nas mãos do im-
perador e a diminuição do poder do Senado, ocorreu 
uma profunda reforma política em Roma. O impera-
dor passou não só a deter o poder político, mas tam-
bém a ser cultuado como uma divindade, como indica 
seu título de augustus (‘o divino’). Na prática, os impe-
radores eram ainda comandantes do Exército e impu-
nham sua autoridade pela força.
Otávio Augusto, ao implantar o Império, dedi-
cou-se a instituir reformas administrativas que pro-
gressivamente favoreceram a constituição de uma 
burocracia, nomeada com base em critérios censitá-
rios, ou seja, de acordo 
com os rendimentos. A 
burocracia era a nova 
classe privilegiada de 
Roma, formada tanto 
pela antiga aristocracia 
o Alto império (séculos i a.c.-iii d.c.)
patrícia (que assim mantinha seus privilégios, embo-
ra subordinada politicamente ao imperador) quanto 
pelos comerciantes enriquecidos com a expansão ter-
ritorial (homens-novos que, dessa forma, ganhavam 
espaço na partilha do poder). 
Atenuava-se, assim, a tensão social entre as ca-
madas mais abastadas. Otávio praticou várias vezes a 
doação de trigo (e, posteriormente, de pão) ao povo. Já 
os munera ou ludi (jogos, disputas e combates entre 
gladiadores) eram celebrados de acordo com a von-
tade do imperador e as circunstâncias políticas. Em 
obra denominada O pão e o circo, o historiador Paul 
Veyne propõe um estudo sobre o funcionamento polí-
tico de Roma fazendo com que a expressão “pão e cir-
co” tenha sido utilizada por alguns historiadores para 
descrever os mecanismos políticos na Roma antiga. 
Leia, a seguir, a interpretação do historiador francês 
sobre essas estratégias.
burocracia:	 nesse	 contex-
to,	 o	 termo	 refere-se	 a	 um	
sistema	de	hierarquias	com	
distribuição	 de	 funções	 e	
responsabilidades	na	admi-
nistração	pública.
Além de garantir os privilégios da elite burocrá-
tica e o sustento da plebe, Otávio manteve a expan-
são territorial como objetivo permanente do Império. 
Roma conquistava territórios cada vez mais extensos. 
Centenas de milhares de estrangeiros eram escravi-
zados, e seu trabalho se tornou a base da economia 
romana. Ao mesmo tempo, o exército se fortalecia, o 
que era sinônimo de estabilidade política, isto é, de 
um imperador também forte.
O governo de Otávio Augusto (27 a.C.-14 d.C.) 
foi caracterizado ainda pela ampliação do comércio 
entre as províncias, construção de estradas, pontes e 
aquedutos e grandes realizações culturais. A literatu-
ra floresceu, destacando-se a atuação do ministro Me-
cenas, que apoiou financeiramente artistas e escrito-
res como os poetas Virgílio, Horácio e Ovídio (origem 
da expressão mecenato). Esse período, considerado o 
mais rico da civilização romana em termos culturais, 
foi denominado Alto Império.
Após a morte de Otávio Augusto, assumiu o 
governo o imperador Tibério, seguindo-se diversos 
governantes tradicionalmente lembrados de manei-
ra negativa. O governo de Tibério teria sido marcado 
pela imoralidade e pela corrupção, com intrigas, cons-
pirações e perseguições. Foi durante seu governo que 
Jesus Cristo foi crucificado. Seu sucessor, Calígula, 
teria sido um déspota, e Cláudio, que o sucedeu, foi 
envenenado pela própria esposa.
estratégias Políticas
A doação ocupava um lugar muito importante na sociedade ro-
mana: pão (sob a forma da distribuição de trigo), circo (organização 
de lutas de gladiadores) e festins públicos para o povo, mas também 
distribuição de terras, presentes para marcar o início do ano, presen-
tes para o imperador e seus funcionários, etc. A maioria dos monu-
mentos públicos das cidades greco-romanas (anfiteatros, basílicas, 
termas, etc.) foi oferecida por notáveis. Eu estava convencido de que 
essas doações não guardavam relação nenhuma com uma tentativa 
de despolitização e de manobra dos poderosos para afastar o povo da 
política. Na sociedade romana, os notáveis não eram senhores que 
viviam em seus castelos, mas nobres que viviam na cidade – como, 
aliás, aconteceria mais tarde, na Itália medieval –, e essa nobreza 
enxergava a cidade como sua propriedade, que ela governava. Em 
lugar de embelezar seus castelos, os nobres embelezavam a própria 
cidade, com o mecenato: construíam monumentos públicos e assim, 
com sua generosidade, mostravam que eram ricos e poderosos. Es-
sas doações ostentatórias também eram destinadas a mostrar que 
a cidade não podia viver senão graças a eles. Não se trata de uma 
despolitização dos espíritos, mas de um cálculo político mais sábio.
VEYNE, Paul. Paul Veyne e a História. Entrevista realizada por Martine Fournier. Folha 
de S.Paulo, São Paulo, 28 jun. 2009. Disponível em: <www.bresserpereira.org.br/
Terceiros/2009/09.06.PaulVeyneEAHistoria_entrevista.pdf>. Acesso em: 27 set. 2012.
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158	 civilizAçõES	AnTigAS
∏	 Palco	 das	 lutas	 entre	 os	
gladiadores	 e	 de	 outros	 es-
petáculos,	 o	 coliseu	 foi	 a	
maior	 das	 arenas	 romanas,	
comportando	mais	de	50	mil	
espectadores.	Foi	construído		
entre	os	anos	70	e	90	e	so-
freu	 os	 impactos	 de	 terre-
motos	e	pilhagens.	É	um	dos	
principais	 símbolos	 do	 im-
pério	romano.	Foto	de	2011.
O imperador Nero, por sua vez, foi acusado de 
atear fogo em Roma e culpar os seguidores do cristia-
nismo – que por isso eram presos e levados às imen-
sas arenas para enfrentar leões ou outros animais sel-
vagens, ou ainda gladiadores, em espetáculos públi-
cos. Nero também teria ordenado a morte de sua mãe, 
a de seu meio-irmão e a de sua esposa. Embora certas 
fontes históricas, como os escritos dos historiadores 
Tácito e Suetônio, não retratem o imperador de forma 
favorável, alguns relatos apontam a sua popularidade 
entre o povo romano. A historiografia tradicional de 
Nero como “imperador maldito”, reforçada com pro-
duções de historiadores cristãos nos séculos seguin-
tes, tem sido questionada e revista, apontando novas 
interpretações.
Leia a seguir uma comparação entre Nero e o im-
perador Constantino, que destacaremos mais à fren-
te, feita pelo escritor italiano Massimo Fini.
Entretanto, é essa mesma historiografia cristã, ou de inspiração 
cristã, que penetrou profundamente em todos os níveis nas nossas 
escolas e ainda dita normas. Assim, quandose fala de um imperador 
como Constantino, responsável pela adoção do cristianismo como 
religião do Estado, omite-se que assassinou o filho e a mãe. Além 
disso, dá-se-lhe mais importância histórica do que realmente teve, 
enquanto Nero continua sendo tão somente um monstro. [...]
Porém, a historiografia moderna dá um retrato muito mais 
equilibrado do “imperador maldito”. Os historiadores anglo-saxões, 
franceses, romenos (pode parecer estranho mas, o mais impor-
tante centro de Estudos Neronianos está em Bucarest), além do 
italiano Mario Attílio Levi, foram os principais responsáveis pela 
recente e severa revisão crítica do personagem Nero e sua obra. 
E a imagem que resulta disso, ao menos como homem público, é 
muito diferente, ou melhor, completamente contrastante com as 
descrições habituais.
FINI, Massimo. Nero, o imperador maldito. São Paulo: Scrita Editorial, 1993. p. 13.
∏	 capa	do	filme	Quo Vadis,	de	
george	 Kleine,	 de	 1913.	 A	
expressão	em	 latim	vem	da	
Bíblia	e	aparece	também	no	
século	 iii,	 em	 obra	 popular	
em	 que	 Pedro	 se	 dirige	 a	
Jesus,	 no	 contexto	 de	 per-
seguição	 de	 nero,	 pergun-
tando:	 Quo vadis Domine?,	
“Aonde	 vais,	 Senhor?”.	 E	
Jesus	responde:	“volto	para	
roma	para	ser	crucificado”.	
observe	a	imagem	e	discuta	
com	 seus	 colegas	 a	 forma	
como	nero	é	representado	e	
qual	o	cenário	ao	seu	redor.
Somente com a dinastia dos Flávios (68 d.C.-96 d.C.) 
e, em especial, com a dos Antoninos (96 d.C.-192 d.C.) 
foram superadas as violentas disputas sucessórias, e 
Roma retomou a expansão territorial. As últimas anexa-
ções do Império e a estabilidade financeira firmaram a 
fase final do apogeu romano. Destacaram-se os impera-
dores Trajano, que retomou a ampliação do território, e 
Marco Aurélio, conhecido como o “imperador filósofo”.
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	 A	civilizAção	romAnA	 159
Mar Negro
35º N
5º L
OCEANO
ATLÂNTICO
Mar do
Norte
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Golfo Pérsico 
ConstantinoplaRoma
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 Rio Danúbio 
 
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Mar Cáspio
Mar
Báltico Império Romano Ocidental
Império Romano Oriental
Estradas
420
km
0 840
o bAixo império (séculos iii d.c.-V d.c.)
A partir do século III da Era Cristã, a civilização 
romana mergulhou em sucessivas crises, iniciando 
um período que alguns historiadores denominam 
Baixo Império, e outros, Antiguidade tardia. A expan-
são territorial, base de toda a riqueza e estabilidade 
política e social do Império Romano, foi se esgotan-
do. Esse esgotamento ocorreu por vários motivos: a 
própria dimensão territorial alcançada; a pressão dos 
povos dominados e vizinhos; as dificuldades para no-
vas anexações – devido à distância e aos custos. Além 
disso, havia obstáculos naturais detendo os romanos, 
desde os desertos da África e do Oriente Médio até as 
florestas da Europa central.
Mais importante que expandir o território era 
manter e fortalecer as fronteiras do Império Romano. 
Sem novas conquistas, porém, não havia captura de 
escravos, e a mão de obra começou a se escassear. A 
economia romana, que se baseava no trabalho escra-
vo, entrou em crise. Os elevados custos para manter 
as estruturas imperiais, militares e administrativas 
abalaram o poder romano, reativando as disputas en-
tre chefes militares e acelerando a crise imperial.
Paralelamente, crescia em meio à população 
cativa a adesão a uma nova crença, o cristianismo, 
que surgira durante o governo de Otávio Augusto e 
logo passara a se expandir dentro das fronteiras do 
Império.
Para os escravos, o caráter ético do espiritualis-
mo cristão era consolador e carregado de esperanças: 
para os bons cristãos, uma vida melhor após a morte 
dimensões do império romano no século iii d.c.
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p	 A	ascensão	do	cristianismo	correspondeu	à	desagregação	
do	império	romano.	cristo	é	representado	nesse	mosaico	
do	século	v	como	um	legionário	que	derrota	o	mal,	simbo-
lizado	por	um	leão	e	uma	serpente.	capela	do	Palácio	Epis-
copal,	ravena,	itália.
(no paraíso); para os maus ou para os pagãos, o con-
trário (uma vida eterna no inferno). Em última análi-
se, o cristianismo oferecia aos escravos uma alternati-
va de salvação, ainda que após a morte.
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Adaptado de: ATLAS of World History. New York: Oxford University Press, 2002. p. 55.
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160	 civilizAçõES	AnTigAS
Araldo de Luca/Corbis/Latinstock
A nova religião passou a ter um caráter subver-
sivo para a estrutura política romana, pois era uni-
versal, contrária à violência e rejeitava a divindade 
do imperador, bem como a estrutura hierarquizada e 
militarizada do Império. Na medida em que o colapso 
econômico rondava o Império, cada vez mais homens 
livres se convertiam ao cristianismo.
Em meio às dificuldades, o Estado romano pas-
sou a intervir cada vez mais na vida econômica e so-
cial da população, tentando salvar o Império Romano. 
Alguns dos imperadores que tomaram medidas nesse 
sentido foram Diocleciano, Constantino e Teodósio.
• Diocleciano (284-305): criou o Édito (decreto) Má-
ximo, fixando os preços de mercadorias e salários, 
numa tentativa de combater a crescente inflação. 
Não teve sucesso e os problemas de abastecimento 
aumentaram.
• Constantino (306-337): tomou providências so-
bre a política religiosa do Império e, após reunião 
em Milão (313), firmou uma resolução que defi-
nia a liberdade de culto aos cristãos. Estabeleceu 
também uma segunda capital para o Império, em 
Constantinopla (antiga Bizâncio, cidade grega), a 
leste e próxima ao mar Negro, em uma parte do 
Império menos atingida pela crise do escravismo. 
Leia a seguir a resolução da liberdade de culto aos 
cristãos:
nós,	 tendo-nos	 reunido	 em	 milão	 sob	 ditosos	
auspícios	 e	 tendo	 cuidadosamente	 buscado	 tudo	
aquilo	que	pudesse	ser	útil	ao	bem	e	à	tranquilidade	
públicos,	entre	outras	coisas,	que	possam	ser	úteis	à	
grande	maioria	dos	homens,	julgamos	ser	necessá-
rio	regulamentar,	acima	de	tudo,	aquilo	que	respeita	
às	honras	devidas	à	Divindade	a	fim	de	podermos	dar	
aos	cristãos	e	a	todos	os	outros	a	livre	faculdade	de	
terem	a	religião	que	escolherem.	Que	consequente-
mente,	possa	a	Divindade,	na	sua	morada,	dar-nos	
testemunho	de	sua	satisfação	e	mercê	e	seus	favo-
res,	tanto	a	nós	como	aos	povos	que	vivem	sob	nossa	
jurisdição.
lAcTÂncio.	in:	AlEncAr,	rosane	Dias	de.	A construção da 
imagem do governante:	uma	análise	das	representações	do	
imperador	constantino	(306-337	d.c.).	goiânia,	2007.	p.	39.	
Disponível	em:	<pos-historia.historia.ufg.br/uploads/113/	
original_rosane_Alencar.pdf>.	Acesso	em:	29	set.	2012.
• Teodósio (378-395): transformou o cristianismo 
em religião oficial do Império (Édito de Tessalô-
nica), nomeando-se chefe da religião organizada. 
Dividiu o Império Romano em duas partes: do Oci-
dente (com capital em Roma) e do Oriente (com 
capital em Constantinopla), também chamado de 
Império Bizantino.
No governo de Teodósio, um novo problema 
agravou a situação já crítica de Roma: o aumento 
da penetração de povos bárbaros – como os roma-
nos denominavam todos os povos que não viviam 
dentro das fronteiras do Império Romano e não 
falavam latim. Inicialmente chegaram como traba-
lhadores agrícolas, muitas vezes arrendando vastas 
extensões de terras antes cultivadas por escravos, e 
logo sua entrada no Império se transformou em in-
vasão. Em 476, um dos povos bárbaros, os hérulos, 
invadiram e saquearam a cidade de Roma, derruba-
ram o último imperador, Rômulo Augusto, e decre-
taram o fim do Império Romano, ao menos em sua 
parte ocidental.
As invasões bárbaras, contudo, não foram a 
causa única da desagregação do Império. Constituí-
ram um sintoma de sua crescentedebilidade, pois o 
Império Romano, enfraquecido econômica e politica-
mente pelas revoltas sociais e pelas crises políticas e 
do escravismo, época em que se acelerava a expansão 
do cristianismo, não teve condições de se defender de 
ataques externos.
∏	 constantino,	 escultura	 de	 330.	
museu	capitolino,	roma.
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