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Simétrico Pré-Universitário – Curso de Biologia – Prof. Landim – www.simetrico.com.br 67 A) África Subsaariana apresenta os piores indicadores quanto a infectados e novos casos de AIDS. Quais as razões desses indicadores? B) Compare os casos de mortes decorrentes da AIDS em relação à população infectada na África Subsaariana e na Europa Ocidental/Central. Aponte pelo menos uma razão da diferença encontrada. 24. (UNESP) DARWIN AJUDA LUTA CONTRA AIDS Charles Darwin aprovaria. O novo tratamento contra a AIDS, em desenvolvimento na Universidade Harvard, promete um raro avanço no combate à doença. Mas, melhor ainda, pela primeira vez uma terapia está levando a sério a teoria da evolução darwiniana, baseada no princípio da seleção natural (...). A equipe da Universidade resolveu testar o que aconteceria se uma população de vírus fosse submetida a várias drogas, AZT, DDI e Piridinona, que atacassem o mesmo alvo. O alvo é a enzima transcriptase reversa, que o HIV usa (u.) para integrar seu genoma ao da célula infectada. (...). O resultado foi revolucionário (u.), o vírus acabou perdendo a capacidade de se multiplicar. (u.). O tratamento só é eficaz quando as drogas são ministradas conjuntamente. (...) Folha de S. Paulo, 28.02.1993. Lembre-se de que cada droga reconhece e atua sobre uma região específica da enzima transcriptase reversa, e que as enzimas dependem de sua composição de aminoácidos e estrutura espacial para exercer sua função. A) Do ponto de vista evolutivo, e considerando a ação da seleção, explique o que ocorreria com a população viral se fosse utilizada uma única droga. B) Por que o tratamento só se mostrou eficaz com a administração conjunta das três drogas? 25. (UNIFESP) Segundo dados da ONU, Botsuana, na África, possui hoje quase 40% de sua população entre 20 e 30 anos de idade contaminada com o vírus da AIDS. A idade em que os casais têm filhos nesse país corresponde à faixa dos 18 aos 30 anos e, em Botsuana, não existe o acesso da população a drogas de controle da progressão do vírus HIV (os chamados “coquetéis”). A previsão é de que a taxa de infecção e de mortalidade pela AIDS em Botsuana permaneça igual nos próximos 30 anos. A) Copie o gráfico em seu caderno de respostas e faça nele um esquema de como seria a pirâmide etária do país sem o vírus HIV, considerando igual a proporção entre homens e mulheres no país. B) Considerando as informações e as condições dadas, faça um segundo esquema da pirâmide etária de Botsuana no ano de 2020. 26. (UFV) O gráfico abaixo representa quatro fases aproximadas (I, II, III e IV) da evolução de um quadro típico de Síndrome de Imunodeficiência Adquirida (AIDS). 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 1 0 A n o s I II III IV C o n c en tra ç ão d e H IV C o n ta g em d e lin fó c itos T 4 Analise o gráfico e faça o que se pede: A) Cite a fase que corresponde à eliminação da maioria dos vírus pelo sistema imune. B) Cite a condição que caracteriza a imunossupressão observada nas fases III e IV. C) Cite a manifestação geral que acomete a saúde de um indivíduo durante as fases III e IV. D) Cite o nome do órgão no qual os linfócitos T4 se diferenciam. E) Que tipo de proteína específica encontrada no organismo define o indivíduo como soro-positivo? 27. (UFC) Normalmente, os vírus são descobertos e estudados a partir de doenças que causam em seus hospedeiros. Com base nessa informação e nos seus conhecimentos, responda ao que se pede. A) A hipótese mais aceita sobre a origem dos vírus afirma que eles podem ter surgido a partir de segmentos do material genético dos hospedeiros, que escaparam e adquiriram a capacidade de se replicar dentro de outras células desses mesmos hospedeiros. Qual a principal evidência que justifica essa hipótese? B) O vírus da AIDS (ou SIDA) é denominado de retrovírus. Qual a diferença apresentada por esse tipo de vírus, quando comparado às células que ele infecta, em relação ao fluxo da informação genética? C) Qual o principal vetor natural de transmissão de vírus de uma planta infectada para uma planta sadia? 28. (UFF) Bacteriófagos são vírus que infectam bactérias, reproduzindo-se no seu interior. Para demonstrar que a informação genética está contida no DNA, Hershey e Chase utilizaram um tipo de bacteriófago como modelo de estudo, marcando radioativamente o DNA do vírus com 32P e as proteínas virais com 35S. Após a infecção de células bacterianas pelos bacteriófagos marcados, estes pesquisadores observaram que o DNA do vírus penetrava nas bactérias, enquanto as proteínas virais permaneciam do lado de fora. Tais resultados indicaram que o DNA contém a informação genética necessária para a reprodução destes vírus. Simétrico Pré-Universitário – Curso de Biologia – Prof. Landim – www.simetrico.com.br 68 A) Considere uma experiência semelhante à de Hershey e Chase na qual se utilizasse o vírus da AIDS para infectar células humanas. Assinale, nos parênteses correspondentes, todas as alternativas que informam sobre qual seria o resultado esperado ao se realizar esta experiência: (_) seria detectada a presença de RNA viral no interior das células humanas; (_) seria detectada a presença de proteínas virais no interior das células humanas; (_) seria detectada a presença de DNA viral no interior das células humanas. B) Explique cada escolha feita no item anterior. 29. (UFMG) O receptor de citocina, na superfície de células humanas, é codificado pelo gene CCR5. O vírus HIV, que causa a AIDS, usa esse receptor para entrar nos linfócitos CD4. Indivíduos homozigotos para o alelo ΔCCR5 não expressam esse receptor e, portanto, quando expostos ao vírus HIV, não desenvolvem AIDS. 1. Com base nessas informações e em outros conhecimentos sobre o assunto, A) Construa um heredograma que ilustre a transmissão do gene CCR5 em uma família cujos membros tenham sido expostos ao vírus HIV. Para tanto, além de usar os símbolos convencionais – incluindo a legenda – para esse tipo de representação, satisfaça a todas as seguintes condições: - Seis indivíduos devem ser representados em duas gerações. - Os indivíduos I.1, I.2 e II.4 são portadores do vírus HIV. - Os indivíduos II.1, II.2 e II.3 não são portadores do vírus HIV. - O indivíduo II.1 não tem parentesco biológico com os demais indivíduos representados no heredograma. B) Técnicas de diagnóstico molecular permitem identificar os alelos CCR5 e ΔCCR5. Assim, é possível genotipar indivíduos que desejam saber sua propensão a desenvolver AIDS, caso entrem em contato com o vírus. Ao submeter-se a esse diagnóstico, um casal descobriu que o homem era heterozigoto e a mulher, homozigota para o alelo ΔCCR5. Considerando essas informações, calcule a probabilidade de esse casal ter uma criança que, caso exposta ao vírus HIV, desenvolva AIDS. (Deixe seu raciocínio explicitado). C) Responda: Em uma região em que a AIDS é endêmica, a seleção é a favor ou contra o alelo ΔCCR5? Justifique sua resposta. 2. Explique por que é freqüente o desenvolvimento de doenças infecciosas em indivíduos soropositivos. 30. (UFMG) Observe o gráfico, em que se relaciona a concentração do vírus HIV à perda de imunidade com o tempo. Com base no gráfico e em seus conhecimentos, faça o que se pede. 1. Cite a principal causa da diminuição da imunidade entre os portadores do HIV. 2. Identifique a fase, indicada no gráfico, que possibilita o surgimento de doenças oportunistas, como, por exemplo, a tuberculose. 3. Cite as fases, indicadas no gráfico, em que há maior risco de transmissão do vírus HIV nas populações. Justifique sua resposta. 4. Explique por que, embora não exista cura para a AIDS, as autoridades de Saúde Pública se empenharam na busca de um teste laboratorial para a identificação de pessoas soropositivas. 5. Atualmente, a maior preocupação do Ministério da Saúde em relação à AIDS concentra-se nas mulheres. Em 1985, a relação homem/mulher contaminadosera de 25 para 1. Hoje, essa relação é de 2 para 1 e, curiosamente, a maior incidência da doença na mulher observa-se em casais com mais de cinco anos de união e que não fazem uso de drogas injetáveis. Com base nessas informações, apresente uma explicação plausível para o aumento do número de mulheres soropositivas na atualidade. Simétrico Pré-Universitário – Curso de Biologia – Prof. Landim – www.simetrico.com.br 69 Aula 44 – Bactérias Eubactérias e Arqueas As bactérias, juntamente com as cianobactérias (algas azuis, antigamente chamadas cianofíceas) e as recém-descobertas arqueobactérias pertencem ao Reino Monera, que inclui os organismos com organização celular extremamente simples, os organismos procariontes, todos eles unicelulares. Devido à simples organização da célula procariótica, acredita-se que estes tenham sido os primeiros organismos vivos a surgir no planeta, há cerca de 3,7 bilhões de anos. Estes procariontes então teriam originado duas linhagens. As Eubactérias (bactérias verdadeiras e cianobactérias) correspondem a seres autótrofos fotossintetizantes ou quimiossintetizantes ou heterótrofos anaeróbicos respiradores, anaeróbicos fermentadores ou aeróbicos, correspondendo ao seres mais abundantes no planeta em número de indivíduos, tendo se espalhado por todas as regiões do planeta. As Arqueobactérias correspondem a seres heterótrofos anaeróbicos que vivem em ambientes extremamente hostis ao desenvolvimento da vida, como ambientes anaeróbicos em pântanos e no tubo digestivo de vertebrados, produzindo metano (bactérias metanogênicas), ambientes extremamente salinos (bactérias halófilas extremas) e mesmo fontes termais submarinas e poças de origem vulcânica, ambientes de temperaturas de até 300C e que liberam gases venenosos de enxofre (bactérias termoacidófilas). Estas só foram descobertas em 1977, e acredita-se que delas teriam surgido os organismos eucariontes. As eubactérias (incluindo as cianobactérias) e as arqueobactérias são tão diferentes em termos de material genético, que hoje se propõe a criação de um novo reino para abrigar as arqueobactérias. A justificativa é que o DNA das arqueobactérias as situa evolutivamente mais próximas dos organismos eucariontes do que dos próprios demais procariontes. Assim , em 1992 surgiu a proposta da divisão da natureza em 6 Reinos ao invés dos 5 Reinos atuais. A diferença estaria no fim do Reino Monera, que daria origem a dois outros Reinos: o Reino Bacteria para eubactérias/cianobactérias e o Reino Archaeo para arqueobactérias. Além disso, as arqueobactérias possuem uma membrana celular com lípidos compostos de uma associação de glicerol-éter, enquanto que os das bactérias e eucariotas são compostos de glicerol-éster; ao contrário das bactérias, os Archaea não possuem uma parede celular de peptidoglicanos. Finalmente, o flagelo dos Archaea é diferente em composição e desenvolvimento do das bactérias. Característica Bacteria Archaea Eukarya Peptidioglicano na parede celular Presente Ausente Ausente Lipídios de membrana Ligados a éster não ramificados Ligados a éter ramificados Ligados a éster não ramificados Ribossomos 70S 70S 80S RNAt iniciador N-formilmetionina Metionina Metionina Operons Sim Sim Não Plasmídeos Sim Sim Raramente Alguns são metanogênicos Não Sim Não Alguns fixam nitrogênio Sim Sim Não Alguns realizam fotossíntese baseada em clorofila Sim Não Sim Algumas diferenças entre eubactérias, arqueas e eucariontes. Características gerais das células procarióticas e comparação com as células eucarióticas As principais diferenças entre os dois tipos celulares são: Núcleo organizado por carioteca Como já visto, procariontes não possuem carioteca, possuindo um nucleoide, e eucariontes possuem carioteca, possuindo um núcleo organizado. Célula bacteriana; a parte clara central é o nucleoide. Material genético Em procariontes, o DNA não se encontra associado a proteínas histonas (cromossomo desnudo), é circular e único. Pode haver no procarionte a presença de DNA extracromossomial, imerso no citoplasma, sendo denominado plasmídeo, utilizado na troca de genes num processo chamado de conjugação bacteriana. Alguns plasmídeos, chamados de plasmídeos R, estão particularmente relacionados à resistência bacteriana contra antibióticos. Nos eucariontes, o DNA se encontra associado a proteínas básicas, as histonas, é de cadeia aberta e normalmente encontra-se aos pares (pares de homólogos). Não há DNA extracromossomial nos eucariontes. Sistema de endomembranas Não há organelas membranosas em células procarióticas. Pode-se então dizer que elas não possuem compartimentalização. Assim, o chamado sistema de endomembranas (composto por R.E., complexo de Golgi, mitocôndrias, etc) está ausente. Já nas células eucarióticas, Simétrico Pré-Universitário – Curso de Biologia – Prof. Landim – www.simetrico.com.br 70 estas organelas estão presentes, havendo a compartimentalização, a divisão do citoplasma em compartimentos (organelas), o que possibilita um aumento na superfície relativa de membrana (para melhorar a relação superfície/volume) e uma melhor divisão de trabalho. Ribossomos As únicas organelas presentes em procariontes são os ribossomos. Em células procarióticas, os ribossomos são menores, ditos 70S. Em células eucarióticas os ribossomos são maiores, ditos 80S. S é uma abreviação para Svedberg, uma unidade para o coeficiente de sedimentação. Existe uma técnica de estudo de estruturas celulares denominada centrifugação fracionada ou fracionamento celular. Nela, promove-se uma homogeneização do conteúdo de várias células esmagando-as com uma espécie de pilão, o pistilo, e coloca-se o homogeneizado numa ultracentrífuga. Para cada velocidade da centrífuga, uma fração do conteúdo citoplasmático, um grupo de organelas, se separa do resto do homogeneizado. O coeficiente de sedimentação mede a velocidade de separação do material na centrífuga. Respiração aeróbica Apesar de não possuírem mitocôndrias, os procariontes podem fazer respiração celular aeróbica. Nesse caso, as etapas da respiração que ocorreriam na matriz mitocondrial (ciclo de Krebs) e cristas mitocondriais (cadeia respiratória) de células eucarióticas ocorrem, respectivamente, no citoplasma e na membrana plasmática de células procarióticas. A cadeia respiratória ocorre principalmente numa área da membrana denominada mesossomo, que é uma invaginação da mesma. O mesossomo, além de ser o principal responsável pela cadeia respiratória na bactéria, se liga ao cromossomo único bacteriano para orientar sua divisão celular, num processo denominado amitose. Fotossíntese As células procarióticas não possuem cloroplastos. Assim, a fotossíntese é feita em estruturas denominadas lamelas fotossintetizantes ou cromatóforos, que são membranas no citoplasma contendo clorofila ou bacterioclorofila. Flagelo Algumas bactérias são dotadas de flagelos constituídos principalmente da proteína flagelina. Esses flagelos não têm relação com o flagelo de células eucarióticas, que é à base da proteína tubulina e derivado dos centríolos. Estrutura do flagelo bacteriano. O gancho ou cotovelo gira para promover a rotação do flagelo, o que impulsiona a bactéria. Como exemplos de bactérias flageladas, podem ser citadas o Vibrio cholerae do cólera e a Leptospira interrogans da leptospirose. Divisão celular As células procarióticas fazem uma divisão denominada amitose, em que a divisão do cromossomo é orientada pelo mesossomo, e não pelas fibras do fuso, como ocorre na mitose e na meiose de células eucarióticas. Este é o principal mecanismo de reprodução em bactérias, sendo o único em várias espécies, sendo um mecanismo de reprodução assexuada conhecido como divisão binária, bipartição ou cissiparidade. Fotomicrografia eletrônica de amitose em célula bacteriana, onde P é a parede celular, M é amembrana celular e N é o nucleoide. Esquema de amitose em célula bacteriana. Simétrico Pré-Universitário – Curso de Biologia – Prof. Landim – www.simetrico.com.br 71 Recombinação gênica em bactérias: formas de reprodução sexuada em bactérias Conjugação A conjugação é uma forma de reprodução sexuada que não envolve ato sexual ou gametas. A variabilidade genética é garantida pela troca de material genético diretamente entre os organismos conjugantes. Este tipo de reprodução pode ocorrer em bactérias e algas. O processo ocorre através da aproximação dos dois organismos e da formação de uma ponte de citoplasma entre eles. Ocorre, através da ponte de citoplasma, a troca de pedaços de material genético. Em bactérias, a ponte citoplasmática é de natureza protéica e denominada pilo ou pelo sexual. Existem ainda vários prolongamentos citoplasmáticos da célula bacteriana relacionados à adesão das bactérias conjugantes durante a troca de material. Esses prolongamentos são as fímbrias. O material genético trocado pelas bactérias pode ser proveniente de um pedaço do cromossomo único bacteriano ou do DNA extracromossomial, através dos plasmídios. A bactéria que recebe o material genético pode ser considerada “fêmea” e a que fornece o material genético, “macho”. A capacidade de emissão de pilos por parte dos “machos” está relacionada à presença de plasmídios F (relacionados à fertilidade da bactéria). Através da conjugação, bactérias passam a apresentar novas características genéticas. Por exemplo, através da transmissão de plasmídios R (relacionados à resistência bacteriana a antibióticos), uma bactéria pode adquirir resistência a um antibiótico ao qual ela era susceptível anteriormente. Fotomicrografia eletrônica de conjugação bacteriana. Transformação bacteriana A transformação bacteriana envolve a incorporação de material genético de bactérias mortas por bactérias vivas, de maneira que as bactérias incorporadoras passam a apresentar características genéticas das bactérias mortas cujo material foi incorporado. A transformação bacteriana foi demonstrada pela primeira vez pelo experimento de Griffith, em 1927, que serviu também para ilustrar que o DNA era a estrutura responsável pela determinação das características hereditárias. Griffith sabia que havia duas variedades de pneumococos, bactérias causadoras da pneumonia. Uma das variedades era dotada de uma cápsula gelatinosa (bactérias capsuladas) e era a variedade virulenta, que realmente causava a doença. A outra variedade não era dotada de cápsula (não capsulada), sendo não virulenta. A presença de cápsula e consequentemente a virulência era uma característica genética transmitida de geração a geração. No seu experimento mais famoso, Griffith misturou pneumococos capsulados mortos pelo calor com pneumococos não capsulados vivos, acreditando que essa mistura fosse inofensiva. No entanto, os camundongos tratados com ela adquiriram a pneumonia e morreram. A análise dos animais revelou ainda um fato surpreendente: seu sangue continha pneumococos capsulados vivos. As bactérias vivas tinham incorporado o material genético das mortas bactérias por transformação e passaram a apresentar cápsulas, tornando-se virulentas. Posteriormente, verificou-se que a substância que promovia a transformação bacteriana era o DNA. Estava reconhecida a natureza química do material genético. Transdução bacteriana A transdução bacteriana ocorre através do ciclo lisogênico de vírus bacteriófagos. Quando o vírus remove o seu DNA da célula hospedeira para sair do ciclo lisogênico e entrar no ciclo lítico, ele pode retirar um pedaço do DNA bacteriano e levar consigo, como se fosse DNA viral. Ao infectar uma nova bactéria, o DNA viral e o DNA bacteriano da primeira célula hospedeira integram-se ao DNA da nova célula hospedeira. Dessa maneira, enquanto o vírus está em seu ciclo lisogênico (o que pode durar várias gerações de bactérias), o DNA trazido da primeira célula manifesta-se fornecendo à nova célula hospedeira característica genéticas da bactéria anterior. Essa forma de alteração do material genético bacteriano é considerada uma forma de reprodução sexuada e é chamada transdução.