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280 VestCursos – Especialista em Preparação para Vestibulares de Alta Concorrência CURSO ANUAL DE GEOGRAFIA – (Prof. Italo Trigueiro) VULCANISMO INTRAPLACA Esse tipo de vulcanismo está associado à ascensão de massas de magma provenientes do manto que alcançam a superfície em determinados pontos – hot spots (pontos de anomalia termal no interior da Terra, ligados a sistemas de convecção do manto e responsáveis pelo vulcanismo que ocorre no interior de placas tectônicas). O deslocamento da placa tectônica sobre os referidos pontos gera uma cadeia linear de ilhas vulcânicas. • Hot spots em regiões oceânicas: Quando a ascensão do magma ocorre numa placa oceânica, as erupções são geralmente calmas e caracterizadas pelo escoamento de lava basáltica. Esse processo deu origem, por exemplo, às ilhas do Havaí. • Hot spots em regiões continentais: Quando a ascensão do magma ocorre numa placa com crosta continental, as erupções são, regra geral, mais violentas, do tipo explosivo. JÁ VIU UM VULCÃO “CUSPIR” UM RELÂMPAGO? O fotógrafo alemão Martin Rietze estava em um sítio quando o vulcão de Sakurajima, no Sul do Japão, começou a cuspir um relâmpago de lava – “Um fenômeno não muito raro mas sempre belo e intenso”, ressalta Martin. Martin, que é conhecido por procurar estes fenômenos, esperou durante vários dias em locais remotos de Sakurajima para conseguir estas fotos. Na verdade, os cientistas não conseguem explicar bem este fenômeno, mas acreditam que as partículas de cinza expelidas pele erupção reagem, de alguma maneira, com a atmosfera, criando estes focos de luz e intensidade elétrica. TIPOS DE VULCÕES Uma das formas de classificação dos vulcões é através do tipo de material que é eruptido, o que afeta diretamente a forma do vulcão. Vulcão escudo: são grandes estruturas vulcânicas com amplas áreas de cume e flancos com pequena inclinação,que expelem enormes quantidades de lava que gradualmente constroem uma montanha larga com o perfil de um escudo. Vulcão Escória: são os tipos mais simples e comuns de vulcões. Esses vulcões são relativamente pequenos, com alturas geralmente menores que 300 metros de altura. Formam-se pela erupção de magmas de baixa viscosidade, com composições basálticas ou intermediárias. Estratovulcões: são grandes edifícios vulcânicos com longa atividade, forma geral cônica, normalmente com uma pequena cratera no cume e flancos íngremes. Aula 30 – Relevo e Agentes II 281 VestCursos – Especialista em Preparação para Vestibulares de Alta Concorrência Vulcões Caldeiras: são depressões normalmente circulares formadas pelo colapso de um edifício vulcânico sobre uma câmara magmática superficial após uma erupção. As caldeiras apresentam formas circulares a elípticas com diâmetros que podem ultrapassar dezenas de quilômetros, estando delimitada por altas margens topográficas Vulcões submarinos: são fissuras de baixo d’água na superfície da Terra da qual pode haver erupção do magma. KRAKATOA E POMPEIA Localizado no Estreito de Sunda, na Indonésia, Krakatoa é uma dos vulcões ativos mais vigiados do mundo e faz parte dos 100 alvos mais importantes que são monitorados automaticamente pelo satélite de sensoriamento remoto EO-1, da Nasa. Em 27 de agosto de 1883, o vulcão produziu a maior erupção já documentada, arremessando rochas e cinzas a mais de 27 mil metros de altura. O som de sua explosão foi tão intenso que pode ser ouvido a mais de 5 mil quilômetros de distância e é considerado o ruído mais elevado já produzido na Terra. De acordo com especialistas, todo o Planeta reverberou por mais de 9 dias seguidos. Antes da grande explosão, havia na região três grandes ilhas: Rakata, Denan e Perboewatan e sobe essa última Kracatoa erguia-se a quase 2 mil metros de altitude. Após a explosão, Denan e Perboewatan foram reduzidas a pó, enquanto Rakata teve seu flanco oriental praticamente desintegrado. Pompeia ou Pompeios1 (em latim: Pompeii) foi outrora uma cidade do Império Romano situada a 22 quilômetros da cidade de Nápoles, na Itália, no território do atual município de Pompeia. A antiga cidade foi destruída durante uma grande erupção do vulcão Vesúvio em 79 d.C., que provocou uma intensa chuva de cinzas que sepultou completamente a cidade. Ela se manteve oculta por 1600 anos, até ser eventualmente reencontrada em 1649. Cinzas e lama protegeram as construções e objetos dos efeitos do tempo, moldando também os corpos das vítimas, o que fez com que fossem encontradas do modo exato como foram atingidas pela erupção. Desde então, as escavações proporcionaram um sítio arqueológico extraordinário, que possibilita uma visão detalhada na vida de uma cidade dos tempos da Roma Antiga. GÊISERES Correspondem a jatos intermitentes e periódicos de água e de vapor de água a elevadas temperaturas, típicos de algumas regiões vulcânicas. A água expelida tem origem nas camadas freáticas, que se localizam próximas da bolsa magmática. Depois de aquecidas, formam-se vapores de água, que ascendem à superfície através das fissuras (fendas das rochas). http://pt.wikipedia.org/wiki/Pompeia 282 VestCursos – Especialista em Preparação para Vestibulares de Alta Concorrência CURSO ANUAL DE GEOGRAFIA – (Prof. Italo Trigueiro) ABALOS SÍSMICOS São gerados por violentos movimentos de massas em profundidades variáveis da crosta inferior ou do manto, entre 50 e 900 quilômetros, e resultam em rápidas reacomodações de camadas rochosas da crosta. A partir do foco do terremoto o hipocentro, no interior do planeta, ondas sísmicas se propagam até a superfície. O ponto da superfície vertical ao foco é chamado epicentro. As repercussões dos abalos sísmicos atingem áreas maiores ou menores da superfície em função da profundidade do foco. Terremotos podem ser provocados pela acomodação de camadas, vulcanismo e principalmente pela movimentação tectônica. Acomodação de camadas: Os desmoronamentos internos podem ser provocados pela dissolução das rochas, pela circulação da água subterrânea ou pela acomodação dos sedimentos compactados. Em áreas de bacias sedimentares, regiões de relevo cárstico ou em regiões de construção de hidrelétricas, podem ser verificados alguns sismos. No Brasil, esse tipo de tremor de terra tem sido registrado de forma esporádica nos estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e Ceará. LINEAMENTO TRANSBRASILIANO Vulcanismo: As atividades vulcânicas, ao liberar enorme quantidade de energia por meio de erupções, podem provocar violentos tremores. Tectônica de placas: Essa dinâmica é responsável pelos grandes abalos da crosta terrestre. A gênese dos tremores está ligada principalmente aos movimentos das placas nos limites convergentes, divergentes e tangenciais que geram um grande acúmulo de energia nas bordas tectônicas. As rochas, quando estão no limite de resistência, sofrem fraturamento ou deslizamentos. Quando ocorre fraturamentos, há emissões de vibrações. A energia acumulada é liberada, ocorrendo os abalos sísmicos. Abalos com foco pouco profundo atingem áreas pequenas da superfície. Abalos com foco muito profundo propagam seus efeitos por vastas áreas, mas quanto maior é o afastamento do epicentro, menor são as destruições geradas pelo sismo. A maioria dos abalos sísmicos tem o seu foco em profundidades inferiores a 50 km e a sua magnitude é medida por um aparelho chamado sismógrafo. Quando ocorrem no fundo dos oceanos dão origem a maremotos ou tsunamis, ondas gigantes que se atingirem as costas habitadas, ocasionam grandes prejuízos materiais com enorme perda de vidas humanas, como ocorrido em 26 de dezembro de 2004, no Pacífico, com mais de 200 mil mortos. No Brasil ocorrem alguns terremotos com intensidade muito baixa, quando ocorrem alguns mais significativos, como em 2004, no Acre, com magnitude de aproximadamente 6º na Escala Richter, acontecem em áreas poucohabitadas OS AGENTES EXÓGENOS Na contínua transformação da crosta terrestre, os agentes externos são considerados elementos muito importantes. Atuando em conjunto na superfície terrestre, modificam suas formas, originando novas paisagens no decorrer da história geológica do planeta. A intensidade da ação desses agentes estará relacionada ao clima e ao tipo de rocha presente na crosta terrestre. Os agentes externos e suas ações no relevo terrestre Aula 30 – Relevo e Agentes II 283 VestCursos – Especialista em Preparação para Vestibulares de Alta Concorrência INTEMPERISMO OU METEORIZAÇÃO Intemperismo corresponde ao processo pelo qual as rochas são desgastadas na superfície do globo terrestre. Esse processo pode ser influenciado por vários fatores, entre eles: • Clima: Devido à variação da temperatura e da distribuição das chuvas, determinando o tipo e a velocidade do intemperismo numa dada região. • Relevo: O tipo de inclinação do relevo, que pode favorecer ou não a penetração de água. • Constituição mineralógica: Tipo de rocha. • Tempo: Velocidade com a qual a rocha intemperiza. INTEMPERISMO QUÍMICO OU DECOMPOSIÇÃO Promove a quebra da estrutura química dos minerais que compõem a rocha. Seu principal agente é a água, que provoca uma reação química nas rochas. Esse tipo de intemperismo ocorre quando os minerais de uma rocha são quimicamente alterados ou dissolvidos. Nas áreas equatoriais e tropicais, quentes e úmidas, o intemperismo químico é mais intenso e produz formas de relevo mais arredondadas, como os mares de morros. INTEMPERISMO FÍSICO OU DESINTEGRAÇÃO MECÂNICA O intemperismo físico ocorre quando a rocha é fragmentada por processos mecânicos que não alteram a sua constituição química. É típico de áreas sujeitas a climas polares, áridos e semiáridos. Nas regiões áridas, por exemplo, durante o dia, as rochas são submetidas à elevadas temperaturas e, com isso, dilatam; já à noite, contraem devido à da diminuição das médias térmicas. Como a dilatação e a contração da rocha não ocorrem por igual, pois os minerais possuem diferentes coeficientes de dilatação e contração, a rocha desintegra-se. Cidade de Quixadá com destaque ao fundo para a presença dos Inselbergs. INTEMPERISMO BIOLÓGICO Ocorre devido à ação de seres vivos, porém é preciso ter em mente que as atividades desses organismos estão atreladas tanto ao intemperismo físico quanto ao químico. Bactérias e algas que adentram fraturas presentes na rocha produzem ácidos que, ao desgastarem a rocha, estão realizando intemperismo químico. Por outro lado, as raízes das árvores são responsáveis por um maior desgaste das rochas, já que para crescerem demandam maior espaço e, por isso, forçam as fraturas presentes no estrato rochoso, manifestando o intemperismo físico. EROSÃO Entende-se por erosão o fenômeno de desgaste da superfície do solo que resulta na modificação das formas de relevo. Esse fenômeno de caráter exógeno tende a rebaixar as formas de relevo através do desgaste dos materiais rochosos. É importante ter em mente que esse processo pode ser natural ou intensificado pela ação humana (antrópica). Todo agente externo realiza os trabalhos de erosão, transporte e sedimentação. As rochas superficiais sofrem a ação dos ventos, das águas precipitadas e de superfície e das oscilações de temperatura. A alteração física ou química dessas rochas resulta na formação de um manto de intemperismo composto por sedimentos erodidos que por sua vez são transportados e depositados em regiões situadas em níveis mais baixos formando bacias sedimentares. Tem a natureza, portanto, a tendência ao nivelamento ou aplainamento da superfície uma vez que as áreas mais altas são destruídas e as áreas mais baixas são preenchidas com o material resultante da destruição. Os ventos realizam um intenso trabalho erosivo quando atuam sobre rochas mais frágeis, como o arenito, transportando e distribuindo os sedimentos pela superfície. Nas zonas litorâneas ele transporta os sedimentos depositados pelo mar formando as dunas. A areia sofre transporte de curta distância, mas a poeira fina pode ser transportada por centenas ou mesmo milhares de quilômetros, como ocorre com o material proveniente do Saara, que atinge a Europa e a Amazônia brasileira. A ação das águas pode ser subdividida em erosão fluvial, marinha e glacial. A primeira modelou e continua a modelar o relevo de vales, canyons (Grand Canyon, rio Colorado, E.U.A) e planícies em todos os continentes. A segunda atua nas fachadas litorâneas e nas ilhas. A terceira age atualmente nas altas latitudes, mas há sinais de que, no passado, sua atividade ocorreu em lugares de latitudes médias O trabalho dos rios é de destruição – nos altos cursos, onde a velocidade das águas é maior – e de deposição – nos baixos cursos, onde o relevo aplainado reduz a velocidade das águas. Esse duplo movimento desgasta montanhas e cria vales largos ou canyons profundos, dependendo das rochas de base. Nas áreas de deposição formam-se planícies aluviais, frequentemente muito férteis, 284 VestCursos – Especialista em Preparação para Vestibulares de Alta Concorrência CURSO ANUAL DE GEOGRAFIA – (Prof. Italo Trigueiro) como as do Ganges (índia), Nilo (África), Hoang Ho (China) e do Mekong (Vietnã). O trabalho do mar atinge as costas litorâneas, gerando intensa erosão (abrasão marinha), nas costas altas, ou deposição de sedimentos, nas costas rebaixadas. A ação marinha, às vezes combinada com a dos rios, gera deltas, recifes, restingas, ilhas, tômbolos e lagunas. A ação marinha tende a tornar lineares as costas litorâneas; por isso, os litorais intensamente recortados revelam o caráter geologicamente recente das suas estruturas. FORMAS DE RELEVO COSTEIRO IMPORTANTE • TRANSGRESSÕES MARINHAS: Invasão da zona costeira pelas águas oceânicas, causada pela variação do nível entre águas e terras. As transgressões ocorridas no Quaternário são as mais conhecidas. A explicação mais generalizada é que elas são ocasionadas pela fusão dos gelos acumulados sobre os continentes (eustatismo). • REGRESSÕES MARINHAS: Afastamento do mar, ou melhor, abaixamento do nível das águas oceânicas. Por ocasião de um recuo das águas oceânicas haverá grandes transformações na paisagem morfológica das zonas costeiras e do interior. Com o recuo das águas do mar pode haver o aparecimento de praias marinhas suspensas (terraços litorâneos), variações nos níveis de base dos rios, retomadas de erosão. • BAÍA: Reentrada da costa, porém menor que a de um golfo, pela qual o mar penetra no interior das terras. A porção do mar que avança dentro dessa reentrância do litoral é menor que a verificada nos golfos e, além do mais, existe um estreitamento na entrada da baía. As baías podem ter extensões consideráveis e servir de abrigo às embarcações. • PLANÍCIES ALUVIAIS: Depósito sedimentar formado na desembocadura dos rios. Forma-se pelo transporte de sedimentos arrastados pelas águas do rio, na ausência de correntes marinhas capazes de transportá-los para longe. Esse depósito tem forma semelhante à letra “delta” do alfabeto grego, representada por um triângulo. A foz em delta é dividida em dois ou mais canais fluviais. A foz em estuário é constituída de um único canal. • RECIFES: Formações geralmente litorâneas que aparecem próximas à costa. O termo recife deriva da palavra árabe razif, que quer dizer, literalmente, pavimento. A forma arrecife é usada algumas vezes. Os recifes podem ser classificados, segundo a sua origem, em: a) recifes de arenito; b) recifes de corais. • RESTINGAS: Depósitos alongados a baixos de areias e seixos paralelos à costa, formados pelo transporte de material continental pelas correntes marinhas. • TÔMBOLOS: Denominação proposta por Gulliver para as línguas ou flechas de areia e seixos ligando uma ilha a um continente. Os tômbolos conhecidos podem ser: simples, duplose triplos. Como exemplo, podemos citar os tômbolos de Monte Argentário, as penínsulas de Quiberona e Giens. No estado do Rio de Janeiro existem vários tômbolos fósseis. Como exemplo, citaríamos o tômbolo em formação da Pedra de Guaratiba. • LAGUNAS: Depressão contendo água salobra ou salgada, localizada na borda litorânea. A separação das águas da laguna das do mar pode-se fazer por um obstáculo mais ou menos efetivo, mas não é rara a existência de canais, pondo em comunicação as duas águas. Na maioria das vezes, se usa erradamente o termo lagoa ao invés de laguna. • FALÉSIA: Termo usado indistintamente para designar as formas de relevo litorâneo abruptas ou escarpadas ou, ainda, desnivelamento de igual aspecto no interior do continente. Deve-se, no entanto, reservá-lo, exclusivamente, para definir tipo de costa no qual o relevo aparece com fortes abruptos, como na Bretanha (França), no cabo Manuel, em Dacar, no cabo Branco, na Paraíba etc. O trabalho do mar nas falésias se faz pelo solapamento da base. GUERRA, Antonio J.T. Novo Dicionário Geológico-Geomorfológico. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil,2008. FORMAÇÃO E EVOLUÇÃO DE UMA FALÉSIA SEMANA 30 - GEOGRAFIA II - RELEVO E AGENTES II - TRIGUEIRO - atual Cidade de Quixadá com destaque ao fundo para a presença dos Inselbergs. Ocorre devido à ação de seres vivos, porém é preciso ter em mente que as atividades desses organismos estão atreladas tanto ao intemperismo físico quanto ao químico. Bactérias e algas que adentram fraturas presentes na rocha produzem ácidos que, ao de...