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114 VestCursos – Especialista em Preparação para Vestibulares de Alta Concorrência 
Aula 12 - Romantismo No Brasil 
 
EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO 
 
TEXTOS PARA AS PRÓXIMAS 2 QUESTÕES: 
 
Texto 01 
Canção do tamoio 
 
(...) Porém se a fortuna, 
Traindo teus passos, 
Te arroja nos laços 
Do imigo falaz! 
Na última hora 
Teus feitos memora, 
Tranquilo nos gestos, 
Impávido, audaz. 
E cai como o tronco 
Do raio tocado, 
Partido, rojado 
Por larga extensão; 
Assim morre o forte! 
No passo da morte 
Triunfa, conquista 
Mais alto brasão. (...) 
 
(Gonçalves Dias) 
 
Texto 02 
Berimbau 
 
Quem é homem de bem não trai 
O amor que lhe quer seu bem. 
Quem diz muito que vai não vai 
E, assim como não vai, não vem. 
Quem de dentro de si não sai 
Vai morrer sem amar ninguém, 
O dinheiro de quem não dá 
É o trabalho de quem não tem, 
Capoeira que é bom não cai 
E, se um dia ele cai, cai bem! 
 
(Vinicius de Moraes e Baden Powell) 
 
Questão 01 (Insper 2014) 
No fragmento poético de Gonçalves Dias, um pai explica ao filho 
como se comporta um guerreiro no momento da morte. Esse 
conselho demonstra que os românticos viam os índios 
a) como retrato de uma sociedade em crise, pois eles estavam 
sendo dizimados pelos colonizadores europeus, que tinham grande 
poder militar. 
b) de modo cruel, uma vez que, em lugar de criticar as constantes 
lutas entre tribos rivais, eles preferiam falar dos aspectos positivos 
da violência. 
c) de modo idealizado, com valores próximos aos das Cruzadas 
europeias, quando era nobre morrer por uma causa considerada 
justa. 
d) como símbolos de um país que surgia, sem nenhuma influência 
dos valores europeus e celebrando apenas os costumes dos povos 
nativos da América. 
e) com base no mito do “bom selvagem”, mostrando que eles 
nunca entravam em conflitos entre si. 
 
Questão 02 (Insper 2014) 
O modo como a morte é figurativizada no fragmento de Gonçalves 
Dias é semelhante ao seguinte verso da canção de Vinicius e 
Baden: 
a) O amor que lhe quer seu bem 
b) Vai morrer sem amar ninguém 
c) O dinheiro de quem não dá 
d) É o trabalho de quem não tem 
e) E, se um dia ele cai, cai bem! 
 
Questão 03 (Fuvest 2014) 
 
Em seu contexto de origem, o quadro acima corresponde a uma 
a) denúncia política das guerras entre as populações indígenas 
brasileiras. 
b) idealização romântica num contexto de construção da 
nacionalidade brasileira. 
c) crítica republicana à versão da história do Brasil difundida pela 
monarquia. 
d) defesa da evangelização dos índios realizada pelas ordens 
religiosas no Brasil. 
e) concepção de inferioridade civilizacional dos nativos brasileiros 
em relação aos indígenas da América Espanhola. 
 
Questão 04 (Unb 2011) 
I-Juca Pirama 
Gonçalves Dias 
 
Meu canto de morte, 
Guerreiros, ouvi: 
Sou filho das selvas, 
Nas selvas cresci; 
Guerreiros, descendo 
Da tribo Tupi. 
Da tribo pujante, 
Que agora anda errante 
Por fado inconstante, 
Guerreiros, nasci; 
Sou bravo, sou forte, 
Sou filho do Norte; 
Meu canto de morte, 
Guerreiros, ouvi. 
 
Aos golpes do imigo, 
Meu último amigo, 
Sem lar, sem abrigo 
CURSO ANUAL DE LITERATURA – (Prof. Steller de Paula) 
 
 
 
 
 
115 VestCursos – Especialista em Preparação para Vestibulares de Alta Concorrência 
 
 
Caiu junto a mi! 
Com plácido rosto, 
Sereno e composto, 
O acerbo desgosto 
Comigo sofri. 
 
Meu pai a meu lado 
Já cego e quebrado, 
De penas ralado, 
Firmava-se em mi: 
Nós ambos, mesquinhos, 
Por ínvios caminhos, 
Cobertos d’espinhos 
Chegamos aqui! 
 
Eu era o seu guia 
Na noite sombria, 
A só alegria 
Que Deus lhe deixou: 
Em mim se apoiava, 
Em mim se firmava, 
Em mim descansava, 
Que filho lhe sou. 
 
Ao velho coitado 
De penas ralado, 
Já cego e quebrado, 
Que resta? — Morrer. 
Enquanto descreve 
O giro tão breve 
Da vida que teve, 
Deixai-me viver! 
 
Não vil, não ignavo, 
Mas forte, mas bravo, 
Serei vosso escravo: 
Aqui virei ter. 
Guerreiros, não coro 
Do pranto que choro: 
Se a vida deploro, 
Também sei morrer. 
 
A partir do trecho apresentado, extraído do clássico poema do 
indianismo brasileiro I-Juca Pirama, julgue os itens a seguir. 
 
a) No contexto da literatura brasileira do século XIX, era incomum o 
recurso a protagonistas ameríndios em poemas épicos e 
romances. Especialmente os autores que se filiavam ao 
romantismo tenderam a dar destaque, nos seus textos a heróis de 
proveniência europeia, como forma de rejeitar o projeto de uma 
identidade brasileira, bem como de restaurar os laços com a 
cultura europeia, que haviam sido cortados desde a independência. 
b) O refrão do poema — “Meu canto de morte, / Guerreiros, ouvi” 
— remete ao passado do personagem épico I-Juca Pirama, como 
indica o emprego da forma verbal “ouvi”, flexionada no pretérito do 
indicativo. 
c) Ao utilizar como recurso de composição a narrativa em primeira 
pessoa do singular, o autor potencializa o apelo romântico do texto, 
fazendo que o drama do personagem Tupi seja sublinhado pela 
perspectiva íntima, a partir da qual os fatos são apresentados. 
d) Para conferir dramaticidade ao momento de tensão em que o 
índio Tupi se apresenta à tribo que o aprisionou, o poeta utiliza 
esquema métrico e rítmico ágil, destacando-se a redondilha maior 
e as rimas cruzadas. 
e) O índio, nesse poema de Gonçalves Dias e nas demais obras do 
indianismo romântico brasileiro, é representado segundo técnica 
literária realista, por meio da qual se pretende revelar o índio como 
legítimo dono das terras e da identidade cultural do país. 
f) Verifica-se, nas últimas estrofes apresentadas, que o grande 
temor do personagem narrador é a morte, apesar de a desdita que 
a vida reservou a ele e a seu pai ser apresentada em forma de 
lamento. 
g) O movimento romântico brasileiro, do qual o poema I-Juca 
Pirama é produção exemplar, procurou estabelecer as bases 
literárias da identidade cultural brasileira, objetivando a superação 
do cosmopolitismo expresso pela estética neoclássica, 
característica do Arcadismo. 
h) Autores do modernismo brasileiro retomaram o tema do índio 
moralmente forte como símbolo da nação, como se pode verificar 
na obra Macunaíma, de Mário de Andrade. 
 
Questão 05 (Upf 2014) 
Leia as seguintes afirmações sobre a obra I-Juca Pirama de 
Gonçalves Dias. 
I. O poema, exemplo marcante da descrição científica do elemento 
indígena, narra o drama vivido pelo último descendente da tribo 
dos tupis, feito prisioneiro pelos timbiras. 
II. O autor apresenta uma visão do índio integrado na tribo, nos 
costumes, no sentimento de honra que, para os românticos, era a 
sua mais bela característica. 
III. O movimento psicológico do poema, com suas alternativas de 
pasmo e exaltação, se apoia em variação rítmica bem marcada. 
 
Está correto apenas o que se afirma em: 
a) I e II. 
b) II e III. 
c) I e III. 
d) II. 
e) III. 
 
Questão 06 (UPF 2014) 
Meu canto de morte, 
Guerreiros, ouvi: 
Sou filho das selvas, 
Nas selvas cresci; 
Guerreiros, descendo 
Da tribo tupi. 
 
Da tribo pujante, 
Que agora anda errante 
Por fado inconstante, 
Guerreiros, nasci; 
Sou bravo, sou forte, 
Sou filho do Norte; 
Meu canto de morte, 
Guerreiros, ouvi. 
 
[...] 
Então, forasteiro, 
Caí prisioneiro 
De um troço guerreiro 
Com que me encontrei: 
O cru dessossego 
 
 
 
 
 116 VestCursos – Especialista em Preparação para Vestibulares de Alta Concorrência 
Aula 12 - Romantismo No Brasil 
 
Do pai fraco e cego, 
Enquanto não chego 
Qual seja, – dizei! 
 
Eu era o seu guia 
Na noite sombria, 
A só alegria 
Que Deus lhe deixou: 
Em mim se apoiava, 
Em mim se firmava, 
Em mim descansava, 
Que filho lhe sou. 
 
Ao velho coitado 
De penas ralado, 
Já cego e quebrado, 
Que resta? – Morrer. 
Enquanto descreve 
O giro tão breve 
Da vida que teve, 
Deixai-me viver! 
 
Não vil, não ignavo1, 
Mas forte, mas bravo, 
Serei vosso escravo: 
Aqui virei ter. 
Guerreiros, não coro 
Do pranto que choro: 
Se a vida deploro, 
Também sei morrer. 
 
DIAS, Gonçalves. Juca Pirama.1. Ignavo – fraco, covarde 
Nas estrofes transcritas, o guerreiro tupi: 
a) aceita heroicamente a prisão e a morte ritual sem se preocupar 
com a velhice, a solidão e a fragilidade do seu pai. 
b) aceita resignadamente a morte ritual que os timbiras lhe 
destinam e o abandono a que ficará votado o seu velho pai. 
c) acovarda-se perante a morte iminente, com a justificativa de ser 
a única pessoa que resta para cuidar do seu pai, velho, cego e 
enfraquecido. 
d) pretende conciliar o princípio de honra do guerreiro, que jamais 
teme a morte, com o princípio do amor filial, que lhe exige cuidar 
do seu pai, cego e enfraquecido pela velhice. 
e) rejeita orgulhosamente a morte ritual pelos timbiras, a fim de 
cuidar do seu velho pai e restaurar o poder de sua tribo. 
 
Questão 07 
(Ufv) Observe com atenção o fragmento abaixo: 
I- Juca-Pirama 
No meio das tabas de amenos verdores, 
Cercadas de troncos - cobertos de flores, 
Alteiam-se os tetos d'altiva nação; 
São muitos seus filhos, nos ânimos fortes, 
Temíveis na guerra que em densas coortes 
Assombram das matas a imensa extensão. 
 
São rudos, severos, sedentos de glória, 
Já prélios incitam, já cantam vitória, 
Já meigos atendem à voz do cantor: 
São todos Timbiras, guerreiros valentes! 
Seu nome lá voa na boca das gentes, 
Condão de prodígios, de glória e terror! 
 
[...] 
 (DIAS, Gonçalves. "I-Juca-Pirama." In: REIDEL, Dirce. 
LITERATURA BRASILEIRA EM CURSO. Rio de Janeiro: Bloch, 
1969. p.311) 
 
Reflita sobre as tendências da poesia romântica indianista e 
assinale a alternativa que NÃO confirma a visão idealizada do 
poeta em relação ao indígena brasileiro: 
a) "I-Juca-Pirama" expressa o nacionalismo de seu autor, que, ao 
idealizar a coragem e o heroísmo do índio brasileiro, atribui-lhe 
também alguns distúrbios de personalidade. 
b) O poeta romântico transformou o silvícola em um dos símbolos 
da autonomia cultural e da superioridade da nação brasileira. 
c) O poema gonçalvino enalteceu e preservou as tradições 
indígenas brasileiras, incorporando-as ao orgulho nacional. 
d) O índio de Gonçalves Dias ganhou o tom dos valorosos 
cavaleiros medievais e reafirmou o sentimento nacionalista de 
nosso Romantismo. 
e) A poesia romântica indianista resgatou o passado histórico do 
Brasil e valorizou a bravura de seus habitantes naturais. 
 
Questão 08 (Enem PPL 2015) 
Em 1866, tendo encerrado seus estudos na Escola de Belas Artes, 
em Paris, Pedro Américo ofereceu a tela A Carioca ao imperador 
Pedro II, em reconhecimento ao seu mecenas. O nu feminino 
obedecia aos cânones da grande arte e pretendia ser uma alegoria 
feminina da nacionalidade. A tela, entretanto, foi recusada por 
imoral e licenciosa: mesmo não fugindo à regra oitocentista relativa 
à nudez na obra de arte, A Carioca não pôde, portanto, ser 
absorvida de imediato. A sensualidade tangível da figura feminina, 
próxima do orientalismo tão em voga na Europa, confrontou-se não 
somente com os limites morais, mas também com a orientação 
estética e cultural do Império. O que chocara mais: a nudez frontal 
ou um nu tão descolado do que se desejava como nudez nacional 
aceitável, por exemplo, aquela das românticas figuras indígenas? A 
Carioca oferecia um corpo simultaneamente ideal e obsceno: o alto 
– uma beleza imaterial – e o baixo – uma carnalidade excessiva. 
Sugeria uma mistura de estilos que, sem romper com a regra do 
decoro artístico, insinuava na tela algo inadequado ao repertório 
simbólico oficial. 
A exótica morena, que não é índia – nem mulata ou negra – 
poderia representar uma visualidade feminina brasileira e desfrutar 
de um lugar de destaque no imaginário da nossa monarquia 
tropical”? 
OLIVEIRA, C. Disponível em: http://anpuh.org.br. Acesso em: 20 
maio 2015. 
 
CURSO ANUAL DE LITERATURA – (Prof. Steller de Paula) 
 
 
 
 
 
117 VestCursos – Especialista em Preparação para Vestibulares de Alta Concorrência 
 
 
O texto revela que a aceitação da representação do belo na obra 
de arte está condicionada à 
a) incorporação de grandes correntes teóricas de uma época, 
conferindo legitimidade ao trabalho do artista. 
b) atemporalidade do tema abordado pelo artista, garantindo 
perenidade ao objeto de arte então elaborado. 
c) inserção da produção artística em um projeto estético e 
ideológico determinado por fatores externos. 
d) apropriação que o pintor faz dos grandes temas universais já 
recorrentes em uma vertente artística. 
e) assimilação de técnicas e recursos já utilizados por movimentos 
anteriores que trataram da temática. 
 
Questão 09 (Puccamp 2016) 
Costuma-se reconhecer que o Indianismo, na nossa literatura, é 
marcado por idealizações que emprestam uma espécie de glória 
artificial ao nosso passado como Colônia. Tais idealizações 
I. consistem, basicamente, em atribuir aos nossos silvícolas 
atitudes e valores herdados da aristocracia medieval, caros ao 
ideário romântico. 
II. processam-se com base em fidedignos documentos históricos, 
nos quais há registro detalhado dos usos e costumes das várias 
nações indígenas. 
III. ocorreram como reação às tendências nacionalistas do nosso 
Romantismo, que valorizavam sobretudo a vida urbana e os 
valores burgueses. 
 
Atende ao enunciado o que está em 
a) I, II e III. 
b) I e II, apenas. 
c) II e III, apenas. 
d) I e III, apenas. 
e) I, apenas. 
 
Questão 10 (G1 - CFTMG 2015) 
TEXTO 1 
 
 
TEXTO 2 
 
“A ciência e a arte, dentro de um processo intrincado, fabricavam 
realidades mitológicas que tiveram, e ainda têm vida prolongada e 
persistente”. 
COLI, Jorge. A invenção da descoberta. In: Como estudar arte 
brasileira no século XIX? São Paulo: Senac, 2005, p. 23. 
 
Sobre os documentos referentes ao Descobrimento do Brasil e à 
arte produzida no século XIX, é correto afirmar que 
a) ignoram a participação dos indígenas no processo de formação 
da identidade nacional. 
b) derrubam uma imagem hierarquizada do encontro das etnias 
que formaram a nação brasileira. 
c) consolidam uma visão da colonização marcada pela exploração 
portuguesa das matérias-primas. 
d) constroem uma memória pacífica do nascimento da nação 
fundada sob a égide do catolicismo. 
 
Questão 11 (Upe 2014) 
O Brasil da segunda metade do século XIX viveu um 
desenvolvimento urbano e econômico, que gerou reflexos na sua 
produção cultural. Espaço de surgimento e atuação de vários 
artistas e intelectuais, as cidades do Brasil Imperial foram o palco 
de uma efervescência artístico-cultural ímpar. 
 
Sobre essa realidade, assinale a alternativa CORRETA. 
a) Machado de Assis, principal escritor do Modernismo brasileiro, 
foi autor de várias obras que tiveram ampla aceitação popular, o 
que lhe proporcionou, inclusive, fama no exterior. 
b) As pinturas de Pedro Américo refletiam um tom romântico e 
nacionalista, retratando, inclusive, acontecimentos históricos 
pátrios. 
c) Aluísio de Azevedo, grande expoente do romantismo literário no 
Brasil, sofreu com a censura imperial, em relação a sua obra. 
d) Castro Alves, grande símbolo do chamado ‘mal do século’, foi 
autor de poesias que tiveram ampla repercussão nacional. 
e) A produção teatral de Artur de Azevedo era marcada por uma 
dramaturgia de conotações trágicas. 
 
Questão 12 (UFPB 2012) 
A pintura é uma manifestação artística que pode ser utilizada como 
fonte histórica, reforçando uma versão da história. Nesse sentido, 
observe o quadro do pintor paraibano Pedro Américo: 
 
 
 
No campo da historiografia, essa imagem: 
a) sintetiza o verdadeiro sentimento de toda a nação em relação a 
Portugal. 
b) expõe a luta de classes existente no país no período da 
independência. 
c) expressa o apoio popular ao processo de autonomia política do 
Brasil. 
d) representa uma visão heroica e romanceada da separação 
política do país. 
e) mostra a independência como anseio de grupos subalternos. 
 
 
 
 
 
 118 VestCursos – Especialista em Preparação para Vestibulares de Alta ConcorrênciaAula 12 - Romantismo No Brasil 
 
Questão 13 (Unesp 2011) 
 
 
A tela de Rodolfo Amoedo mostra a morte de Aimberê, líder da 
Confederação dos Tamoios (1554-1567), revolta indígena contra a 
escravização. A pintura foi realizada mais de três séculos depois e 
pode ser entendida como um esforço de: 
a) representação do sacrifício de indígenas e do acolhimento e 
proteção que os religiosos teriam dado aos nativos durante o 
período colonial. 
b) denúncia do genocídio indígena durante a fase colonial, 
responsabilizando a Igreja Católica por ter colaborado com a Coroa 
portuguesa. 
c) construção de um passado heroico para o Brasil, associando o 
índio a um bom selvagem, corrompido posteriormente pela religião 
católica. 
d) recuperação do período pré-cabralino e apontamento da 
necessidade de valorização das formas de solidariedade então 
existentes no Brasil. 
e) exposição dos confrontos entre religiosos e índios, que foram 
constantes e violentos durante todo o período colonial. 
 
Questão 14 (Uerj 2015) 
 
 
A pintura histórica alcançou no século XIX importante lugar no 
projeto político do Segundo Reinado. Esse gênero artístico 
mantinha intenso diálogo com a produção do Instituto Histórico e 
Geográfico Brasileiro. Por meio da pintura histórica, forjou-se um 
passado épico e monumental, em que toda a população pudesse 
se sentir representada nos eventos gloriosos da história nacional. 
O trabalho de Araújo Porto-Alegre como crítico de arte e diretor da 
Academia Imperial de Belas Artes possibilitou a visibilidade da 
pintura histórica com seus pintores oficiais, Pedro Américo e Victor 
Meirelles. 
CASTRO, Isis Pimentel de. Adaptado de periodicos.ufsc.br. 
Considerando as imagens das telas e as informações do texto, as 
pinturas históricas para o governo do Segundo Reinado tinham a 
função essencial de: 
a) consolidar o poder militar 
b) difundir o pensamento liberal 
c) garantir a pluralidade política 
d) fortalecer a identidade nacional 
 
Questão 15 (PUCRS 2004) 
Canção do Exílio 
 
Minha terra tem palmeiras, 
Onde canta o Sabiá; 
As aves, que aqui gorjeiam, 
Não gorjeiam como lá. 
 
Nosso céu tem mais estrelas, 
Nossas várzeas têm mais flores, 
Nossos bosques têm mais vida, 
Nossa vida mais amores. 
 
 
Em cismar, sozinho, à noite, 
Mais prazer encontro eu lá; 
Minha terra tem palmeiras, 
Onde canta o Sabiá. 
 
Minha terra tem primores, 
Que tais não encontro eu cá; 
Em cismar - sozinho, à noite - 
Mais prazer encontro eu lá; 
Minha terra tem palmeiras, 
Onde canta o Sabiá. 
 
Não permita Deus que eu morra, 
Sem que eu volte para lá; 
Sem que eu desfrute os primores 
Que não encontro por cá; 
Sem qu'inda aviste as palmeiras, 
Onde canta o Sabiá. 
 
Para responder à questão, analisar as afirmativas que seguem, 
sobre o texto. 
 
I. Através do texto, o poeta realiza uma viagem introspectiva a sua 
terra natal - idéia reforçada pelo emprego do verbo "cismar". 
II. A exaltação à pátria perdida se dá pela referência a elementos 
culturais. 
III. "Cá" e "lá" expressam o local do exílio e o Brasil, 
respectivamente. 
IV. O pessimismo do poeta, característica determinante do 
Romantismo, expressa-se pela saudade da sua terra. 
 
Pela análise das afirmativas, conclui-se que estão corretas: 
a) a I e a II, apenas. 
b) a I e a III, apenas. 
c) a II e a IV, apenas. 
d) a III e a IV, apenas. 
e) a I, a II, a III e a IV.

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