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UNIVERSIDADE CASTELO BRANCO ESCOLA SUPERIOR DE GESTÃO E TECNOLOGIA CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM REDES DE COMPUTADORES - 5º PERÍODO VIRTUALIZAÇÃO DE DESKTOP Rio de Janeiro, julho de 2015 Alunos do Curso Superior de Tecnologia em Redes de Computadores Virtualização de Desktop Projeto Final apresentado como exigência da disciplina Vivência Profissional do Curso Superior de Tecnologia em Redes de Computadores, apresentado a UCB, como requisito para a conclusão do curso e obtenção do título de Tecnólogo em Redes de Computadores. Rodrigo David Orientador Rio de Janeiro, julho de 2015 VIRTUALIZAÇÃO DE DESKTOP Com fundamento nas disposições da Lei n.º 9.609/98 e da Lei n.º 9.610/98, autorizamos a Universidade Castelo Branco a disponibilizar este trabalho ao público por meios eletrônicos ou impressos. Permitindo a quem tiver acesso, por qualquer meio, a reprodução parcial dos artigos e programas somente para fins acadêmicos desde que citada à fonte. __________________________________ Carolina Schmidt Motta Pessôa __________________________________ Luiz Jordy Cavalcante Maia Rio de Janeiro, julho de 2015 VIRTUALIZAÇÃO DE DESKTOP Elaborado por: Carolina Schmidt Luiz Jordy Cavalcante Maia Alunos do Curso Superior de Tecnologia em Redes de Computadores da UCB Foram analisados e aprovados: Carolina Schmidt Motta Pessôa Grau:______ Luiz Jordy Cavalcante Maia Grau:______ RESUMO: Neste artigo será demonstrado mediante cenários de testes, a aplicação da virtualização de desktops usando a ferramenta XenApp. A mesma é abordada como um meio para a redução de custos, pois é uma tecnologia que permite uma gestão eficiente dos recursos, otimizando a infraestrutura e facilitando o gerenciamento. Este projeto se mostra preparado para auxiliar as corporações na adoção do VDI usando o software de fácil configuração. Com o uso do VDI, obtemos uma melhor utilização do hardware disponível, dispensando trocas frequentes dos computadores e seus sistemas operacionais, reduzindo gastos com licenciamento. Palavras-chave: Virtualização, desktop, XenApp. SUMÁRIO: 1. Introdução …………………………………………………………………………………. 1.1 Definição do problema …………………………………………………………………. 1.2 Hipótese…………………………………………………………………………….......... 1.3 Objetivos………………………………………………………………………………….. 1.3.1. Objetivos gerais……………………………………………………………………... 1.3.2. Objetivos específicos………………………………………………………………. 1.4 Justificativa……………………………………………………………………………….. 2.0 Fundamentação teórica…………………………………………………………………. 2.1 Histórias da virtualização…………………………………………………………….... 2.2 Classificação da virtualização…………………………………………………………... 2.2.1 Classificação quanto a arquitetura…………………………………………………. 2.2.2 Classificação quanto a técnica…………………………………………………….... 2.2.2.1 Virtualização total……………………………………………………………... 2.2.2.2 Paravirtualização…………………………………………………………….... 2.2.2.3 Recompilação dinâmica………………………………………………………. 2.2.2.4 Virtualização de desktop………………………………………………………. 2.2.2.5 Dispositivo de acesso……………………………………………………… 2.3 Hypervisor………………………………………………………………………………… 2.4 Citrix xenapp…………………………………………………………………………… 2.5 Citrix receiver…………………………………………………………………………… 2.6 Protocolos……………………………………………………………………………….. 2.6.1 Protocolo RDP……………………………………………………………………….. 2.6.2 o Protocolo ICA ……………………………………………………………………... 2.7 Vantagens e desvantagens da virtualização……………………………..………….. LISTA DE ILUSTRAÇÕES : Figura 1: Representação arquitetura tipo I …………………………………………………. Figura 2: Representação arquitetura tipo II…………………………………………………... Figura 3: Representação arquitetura Hibrida…………………………………………………. Figura 4: Representação da virtualização total……………………………………………….. Figura 6: Representação da Paravirtualização……………………………………………….. Figura 7: Tela de logon do Citrix XenApp……………………………………………………. Figura 8: Representação da tela do Citrix Receiver com aplicativos disponiveis……….. Figura 9: Estrutura da Empresa…………………………………………………………. LISTA DE TABELAS: Tabela 1: Tabela comparativa entre os desktops virtuais e os tradicionais. 1. INTRODUÇÃO A virtualização de sistemas operacionais é uma tecnologia que foi desenvolvida pela empresa IBM na década de 60. Foi utilizada inicialmente em mainframes, na tentativa de “dividir” os grandes equipamentos em partes menores. Essa tecnologia vem ganhando espaço nos últimos anos cuja principal proposta é particionar os recursos do hardware de forma que ele execute vários sistemas operacionais (iguais ou diferentes) e suas aplicações de forma simultânea e totalmente isoladas entre si. Com a virtualização podemos fazer um melhor aproveitamento dos recursos computacionais novos ou existentes, reduzindo a frequente ociosidade desses recursos em momentos do dia. Para isso utiliza-se de técnicas avançadas de abstração e emulação, sempre mantendo esforços para prover o máximo de segurança, desempenho e confiabilidade dos meios envolvidos. Além disso, é também uma proposta para consolidação de servidores, redução do consumo de energia elétrica, produção de calor, espaço físico e manutenção de equipamentos, benefícios estes que garantem um melhor aproveitamento dos recursos computacionais existentes, assim, gerando menores custos e menor degradação ambiental. Este trabalho tem como objetivo, apresentar os principais conceitos bem como algumas das características técnicas, além de exemplificar outras importantes utilizações desta tecnologia. 1.1 DEFINIÇÃO DO PROBLEMA Os sistemas computacionais tradicionais, de uma forma básica, são projetados com três componentes: o hardware, o sistema operacional e as aplicações. O hardware executa as operações solicitadas pelas aplicações, o sistema operacional recebe as solicitações das operações por meio das chamadas de sistemas e controla o hardware. Como isso, podemos encontrar uma infinidade de problemas relativados a esse conjunto de componentes. Um dos transtornos mais comuns é a subutilização de hardware. Hoje a tecnologia avançou a ponto de termos equipamentos muito poderosos por um custo razoável. Com essa evolução, esbarramos em um grande problema, a subutilização do hardware. Os servidores desenvolvidos atualmente dispõem de capacidade para execução de diversos tipos de sistemas operacionais e aplicações em um único server. Tendo em vista este cenário, muitas das vezes quando se tem um equipamento de alto desempenho, o mesmo acaba sendo subutilizado em seu conceito de operacionalidade. Exemplo dessa subutilização são fileservers, printservers, domain servers entre outros, que são projetados com um conceito de MAXcon (máximo de conexões por minuto), mas que por muita das vezes não chegam a 30% de sua capacidade total de utilização. Com isso um servidor de alto desempenho torna-se subutilizado, sendo inviável o total aproveitamento de seu hardware. 1.2 HIPÓTESE Diante do problema exposto acima, a solução proposta seria a adoção da tecnologia de virtualização de desktops, tendo em vista que a mesma pode proporcionar o aumento na disponibilidade e na produtividade das máquinas. Além disso pode diminuir a ociosidade de processamento, e permitir a execução de múltiplos sistemas operacionais em uma única workstation. São vários os benefícios comprovados que se obtém com a virtualização. Com a virtualização da infraestrutura de TI, é possível reduzir substancialmente os custos gerais e os investimentos em novos servidores, ao mesmo tempo em que se consegue aumentar muito a eficiência, o aproveitamento e a flexibilidade dos ativos existentes, a forte redução no consumo de energia elétrica, de espaço físico e de emissão de CO2. 1.3 OBJETIVOS 1.3.1. OBJETIVOS GERAIS Este trabalho tem como objetivo geral mostrar que a virtualização pode consolidarvários desktops físicos e subutiliza-los em um único servidor físico com alto grau de utilização. E com isso reduzir a complexidade do gerenciamento, espaço físico, requisitos de energia e refrigeração. 1.3.2. OBJETIVOS ESPECÍFICOS Com os serviços de virtualização já implantado e sendo considerado uma solução real, podemos citar como alguns dos benefícios: · Diminuir os custos com hardware, estrutura física, mão de obra, energia e refrigeração; · Reduzir o tempo de restauração dos serviços, já que os processos são centralizados em um único equipamento; · Desvinculo do sistema operacional do hardware real, fazendo com que tenhamos um maior controle sobre o mesmo; · Apresentar um gerenciamento centralizado, sendo preciso ao menos uma pessoa a resolução dos problemas; · Demonstrar os benefícios obtidos. · Possibilitar a execução de várias instâncias do sistema operacional ao mesmo tempo; 1.4 JUSTIFICATIVA Com a virtualização aproveita-se melhor os recursos já existentes, agrupando os recursos da infraestrutura comum. A diminuição dos custos do data center com a redução da infraestrutura física é um dos pontos fortes, menos servidores e hardwares de TI significam menos requisitos de espaço físico, energia e refrigeração. Aprimorar a média de servidores para cada administrador diminui também a necessidade de funcionários. Com todos esses benefícios há um aumento significativo da disponibilidade de hardware e aplicativos para garantir a continuidade dos negócios sem causar impacto aos seus usuários. Em um ambiente virtualizado fazer o backup e migração de ambientes virtuais sem interrupção nos serviços de TI é outro ponto positivo. A flexibilidade operacional é um dos maiores ganhos no quesito virtualização. O acompanhamento e gerenciamento dinâmico dos recursos é mais eficaz, pois sua administrabilidade e segurança são centralizados em um único host. Os usuários da rede podem acessar local ou remotamente seus recursos em praticamente qualquer desktop, laptop, tablet ou dispositivo móvel que estejam devidamente homologados. Tabela comparativa: Desktop Virtual Desktop Tradicional Usabilidade Executa aplicativos tradicionais. Executa aplicativos tradicionais. Segurança Ponto único de segurança no servidor, o usuário só executa o que tem permissão. Pontos distribuídos de segurança para todos os desktops. Gerenciamento Ponto único, somente no servidor. Fácil de gerenciar e administrar. Requer gerenciamento descentralizado. Disponibilidade Sempre disponível, aumento de produtividade dos usuários. Usuários com baixa produtividade e altos custos para empresa. Alto downtime. Tabela 1: Tabela comparativa entre os desktops virtuais e os tradicionais. 2.0 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 2.1 Histórias da virtualização O termo virtualização vem sendo usado desde os primórdios da computação, em meados de 1950, quando pesquisadores da Universidade de Manchester, na Inglaterra, desenvolveram o conceito de máquina virtual. A IBM foi a pioneira na utilização de máquinas virtuais. No início dos anos 1960, a empresa IBM sentiu a necessidade de simplificar a operação nos mainframes (computadores de grande porte), pois o sistema operacional estava perdendo mercado, e havia a necessidade de agregar outros sistemas nos hardwares fabricados pela corporação. Uma das razões para introduzir a virtualização foi permitir que o software herdado fosse executado em caros hardwares de mainframe. Em 1964, a IBM desenvolveu um Monitor de Máquina Virtual (Virtual Machine Monitor) para executar os seus vários sistemas operativos nos seus mainframes, fornecendo uma maneira de dividir logicamente estes grandes computadores em máquinas virtuais separadas. Essas partições permitiam aos mainframes a multitarefa; executar várias aplicações e processos ao mesmo tempo. O hardware era caro demais para ser subutilizado e por isso era projetado para o particionamento como uma forma de rentabilizar o investimento. Foi na década de 1990 que o conceito de máquina virtual começou a ser popularizado, data em que os computadores passaram a ser mais acessíveis por pequenas e médias empresas, além de usuários domésticos. De acordo com Laureano (2006) “o conceito de máquina virtual permaneceu pouco conhecido durante décadas, até seu renascimento nos Computadores Pessoais (PC) de plataforma Intel, na metade dos anos 1990” Tanenbaum (2007) destaca duas razões principais para a virtualização voltar a ficar em evidência no final dos anos 90. “... estamos enfrentando uma situação em que o software herdado não pode ser mantido no mesmo passo que as plataformas de que depende. [...] A diversidade de plataformas e máquinas podem ser reduzidas deixando que cada aplicação execute em sua própria máquina virtual.” No fim do ano de 1990 com a utilização de técnicas de software que superam a falta de suporte a virtualização por parte dos processadores, surgiu a Virtualização x86. É uma tecnologia que permite que vários sistemas operacionais compartilhem recursos do processador x86 ao mesmo tempo, de maneira eficiente e segura. Com o surgimento da plataforma x86, a plataforma main-frame perdeu força e a virtualização começou a cair no esquecimento devido as aplicações novas de cliente/servidor. Assim, com o alto custo do main-frames as empresas começaram a adquirir servidores x86, processo chamado de Low-End, várias maquinas pequenas fazendo o trabalho de um grande servidor. O termo virtualização ficou conhecido em 1999, e foi introduzido pela VMware, aproveitando a estrutura computacional e os recursos dos servidores x86. Empresas como a VMware e a Microsoft, hoje em dia estão competindo no mercado da virtualização. 2.2 CLASSIFICAÇÃO DA VIRTUALIZAÇÃO 2.2.1 Classificação quanto a arquitetura Tipo l: Esse tipo de virtualização geralmente é usado em servidores por proporcionar um desempenho muito próximo do nativo de uma máquina. É implementado diretamente sobre o hardware hospedeiro um Monitor de Máquina Virtual (MMV ou VMM) como indicado no esquema abaixo, assim o monitor tem o controle do hardware e cria um ambiente de maquinas virtuais. Trabalha de forma isolada. Desta forma se pode obter diferentes computadores virtuais operando sobre o mesmo hardware. Exemplos de monitores do tipo I: VMware ESX e Hyper-V. Figura 1: Sistema em que o monitor é implementado entre o hardware e os sistemas convidados (guest system). [LAUREANO] Tipo II: Esse tipo é o mais comum devido a facilidade de instalação e configuração. Se caracteriza pela implementação, o Monitor de Máquina Virtual é executado sobre o sistema operacional instalado no hardware anfitrião e opera como um processo desse sistema operacional, simulando todas as operações que o sistema anfitrião controlaria. Exemplos de Monitores desse tipo: VMWARE PLAYER e VIRTUALBOX. Figura 2: Sistema em que o monitor é implementado entre o sistema operacional e os sistemas convidados. [LAUREANO]. Arquitetura Híbrida A hibridização tem por objetivo a otimização dos sistemas acima. Este tipo reúne a melhor qualidade de cada arquitetura. Podem ser agregadas características da arquitetura tipo I à arquitetura tipo II ou ao contrário. Essas mudanças são feitas habitualmente, pois a aplicação pura de apenas uma das arquiteturas pode comprometer o desempenho da máquina virtual Exemplos de Monitores desse tipo: VIRTUAL SERVER e VIRTUAL PC Figura 3: Sistema em que o monitor é implementado entre o hardware/sistema operacional e os sistemas convidados. [LAUREANO] 2.2.2 Classificação quanto a Técnica 2.2.2.1 Virtualização total Na virtualização total, uma estrutura completa de hardware é virtualizada. O hardware hospedeiro é completamente abstraído e todas as características de um equipamento virtual são emulados, ou seja, todas as instruções solicitadas pelo sistema convidado são interpretadas no Monitor de Máquina Virtual. O sistema hospedado ignora a existência da máquina virtual e opera como se funcionasse diretamentesobre o sistema operacional para o qual foi projetado para funcionar. Figura 4: Representação da virtualização total. [LAUREANO] 2.2.2.2 Paravirtualização A máquina virtual deve ser diferente do equipamento físico original para que o sistema hospedado possa enviar as instruções mais simples diretamente para o hardware. Ao invés de emular um ambiente de hardware completo, a paravirtualização age como uma camada fina, que garante que todos os sistemas operativos hóspedes partilhem os recursos do sistema e convivam harmoniosamente. Nesse caso o sistema operacional convidado deve interagir com o MMV enviando as instruções mais simples para o hardware e selecionando quais instruções vão ser interpretadas nele ou no hardware hospedeiro. Figura 5: Representação da paravirtualização. [LAUREANO] 2.2.2.3 Recompilação dinâmica As instruções do programa são identificadas em forma de sequência de bits. Em seguida, as sequências são agrupadas em instruções mais próximas do sistema operacional hospedeiro. Por último, essas instruções são reagrupadas em um código de mais alto nível, que, por sua vez, é compilado na linguagem nativa do sistema hospedeiro. Segundo LAUREANO, Marcos “A recompilação dinânima é composto por sete passos”. 2.2.2.4 Virtualização de Desktop A virtualização de desktops é uma tecnologia de virtualização que permite a utilização simultânea de um host a diversos usuários. Essa tecnologia tem todas as funcionalidades e personalizações de um desktop comum, todos os desktops virtualizados passam a rodar em um ambiente controlado, dentro de um Data Center. O ambiente virtual é idêntico ao ambiente físico, não havendo diferença na utilização, o usuário interage com o desktop virtual da mesma forma que usaria um desktop físico, mas com a vantagem de poder acessar remotamente, através da rede, sua área de trabalho a partir de qualquer localização. Todas as informações ficam restritas ao Data Center e trafegam exclusivamente dentro da rede do mesmo. Os protocolos de desktop remoto têm como função estabelecer a conexão entre o servidor e o thinclient, os mais conhecidos são o ICA (Independent Computing Architecture) e o RDP (remote Desktop Protocol). Para uso dos usuários é necessário um hardware de interface, no caso o thin client ou um desktop padrão transformado em desktop virtual. A virtualização de desktops cria vantagens significativas como a otimização das cargas de trabalho, cada usuário tem seu próprio ambiente de trabalho, porém alocado em um único host; a facilidade de implantação de segurança pois usa um ponto único de segurança no servidor assim o usuário não executa nada que ele não tenha direito; Fácil de gerenciar e administrar; Rapidez ao fazer backup e recuperação de desastres; Flexibilidade e eficiência da gestão de recursos. 2.2.2.5 Dispositivo de acesso Thinclient é um dispositivo existente em uma rede cliente-servidor, onde o processamento dos dados e centralizado em um servidor, seu funcionamento tem como base o conceito de terminal burro que utiliza os recursos do servidor que está sendo solicitado pelo thinclient, essa é uma solução que aperfeiçoa o funcionamento de um desktop físico de forma que diminua o tempo de ociosidade dele. Como vantagem existe o baixo custo de administração de TI, menor custo para licenciamento de softwares e baixo consumo de energia, outro ponto importante é que os terminais são bem resistentes reduzindo os gastos com manutenção, e não precisando ser trocados com a mesma frequência que um computador normal. 2.3 Hypervisor Um Hypervisor ou Monitor de Máquina Virtual é uma camada de software entre o hardware e o sistema operacional. É uma plataforma que permite executar múltiplos sistemas operacionais em um mesmo tempo no mesmo computador. Controla o acesso dos sistemas hospedes aos dispositivos de hardware e dá a cada máquina virtual a ilusão de que está sendo executada em um hardware próprio. O Hypervisor não executa em modo usuário, pois é ele que deve simular a execução das instruções requisitadas pelo sistema operacional visitante. Existem dois tipos de hypervisors, a escolha da aplicação de cada um depende da necessidade do cliente, pois cada um interfere diretamente no comportamento e desempenho de cada máquina virtual. (O hypervisor utilizado no projeto é o VMware ESX.) 2.4 Citrix XenApp Citrix XenApp é uma aplicação desenvolvida pela Citrix, que hospeda aplicativos do Windows em servidores centralizados em uma organização, os usuários podem se conectar e usar os aplicativos publicados usando o Citrix Receiver em seu sistema. O XenApp permite que os administradores da rede centralizem o gerenciamento de suas aplicações permitindo a execução dos aplicativos necessários. Citrix XenApp é uma solução de virtualização de aplicativos, em vez de instala-los individualmente em cada workstation, os administradores podem empacotar os aplicativos, e publica-los no servidor que está o XenApp disponibilizando para qualquer dispositivo da rede seu uso. O XenApp usa o protocolo Independent Computing Architecture da Citrix para entregar e transmitir os aplicativos que serão executados em um ambiente virtualizado. As vantagens de se utilizar o XenApp em um ambiente de virtualização de desktops, é que os administradores podem centralizar o gerenciamento dos aplicativos no servidor XenApp. O XenApp pode entregar aplicativos para qualquer dispositivo de rede, permitindo que os usuários executem as aplicações em seus iPads, smartphones, thin clients e desktops. A abordagem dos aplicativos hospedados também permite a segurança e restrição sobre os pedidos de cada usuário. Os usuários podem usar o Citrix Receiver instalando no seu computador ou em outro dispositivo para acessar aplicativos XenApp através da rede. O Citrix Receiver está disponível para uma variedade de plataformas como Windows, IOS, Linux, Android, Blackberry e Chromebook. Figura 7: Tela de logon do Citrix XenApp 2.5 Citrix Receiver Citrix Receiver é um software que funciona como um cliente universal, de fácil configuração que possibilita aos usuários utilizarem os aplicativos ou desktops publicados no XenApp. O Receiver se comunica com os dispositivos da rede via protocolo ICA, suportando versões para variados tipos de plataformas, como: Windows, IOS, Android, Blackberry, Linux, Thin clients entre outras. Figura 8: Representação da tela do Citrix Receiver com aplicativos disponiveis. 2.6 Protocolos 2.6.1 Protocolo RDP O protocolo RDP (Remote Desktop Protocol) se baseia na família de padrões de protocolo T-120 e é uma extensão dessa família. Um protocolo com capacidade multicanal proporciona canais virtuais separados para o transporte de dados de apresentação, comunicação de dispositivos em série, dados altamente criptografados (atividade do mouse e teclado) e assim por diante. Como o RDP é uma extensão do protocolo central T.Share, vários outros recursos são mantidos como parte do RDP, como os recursos de arquitetura necessários para o suporte a vários pontos (sessões em diversas partes). A distribuição de dados a vários pontos permite que os dados de um aplicativo sejam distribuídos em "tempo real" a várias partes, sem que seja necessário enviar os mesmos dados para cada sessão individualmente (por exemplo, quadros de comunicação virtuais). Um dos motivos pelos quais a Microsoft decidiu implementar o RDP para fins de conectividade no Windows Terminal Server é que esse protocolo fornece uma base bastante extensível com a qual é possível desenvolver muitos outros recursos. Isto porque o RDP fornece 64.000 canais separados para a transmissão de dados. No entanto, as atividades atuais de transmissão estão usando apenas um único canal (para dados de apresentação, teclado e mouse). Além disso, o RDP foi projetado para dar suporte a diversos tipos de topologias de rede, como o ISDN e o POTS, e a muitos protocolos de LAN, como o IPX, o NetBIOS, o TCP/IP e assim por diante. A versão atual do RDP somente será executada viaTCP/IP, mas, com os comentários dos clientes, suporte a outros protocolos poderá ser adicionado em versões futuras. A atividade envolvida no envio e no recebimento de dados através da pilha RDP é essencialmente a mesma que a dos padrões atuais do modelo OSI em sete camadas para sistemas de rede LAN comuns. Os dados de um aplicativo ou serviço a serem transmitidos percorrem as pilhas de protocolos, são separados, direcionados a um canal (via MCS), criptografados, empacotados, enquadrados, embutidos no protocolo de rede e finalmente direcionados e enviados via transmissão sem fio para o cliente. Os dados retornados funcionam da mesma forma, só que no sentido inverso: o endereço do pacote é removido e, em seguida, o pacote é aberto e descriptografado, passando por outros processos até que os dados sejam apresentados ao aplicativo para uso. As principais modificações na pilha de protocolos ocorrem entre a quarta e a sétima camadas, nas quais os dados são criptografados, empacotados e enquadrados, direcionados a um canal e marcados com prioridades específicas. O RDP foi desenvolvido de modo a ser completamente independente de sua pilha de transporte subjacente, neste caso, o TCP/IP. Como o RDP é totalmente independente da sua pilha de transporte, podem-se adicionar outros drivers de transporte para outros protocolos de rede conforme a necessidade dos clientes, com pouca ou nenhuma mudança significativa nas partes fundamentais do protocolo. Esses são elementos-chave para o desempenho e a capacidade de extensão do RDP na rede. 2.6.2 O Protocolo ICA O ICA (Independent Computing Protocol) é um protocolo de serviço especializado na apresentação de aplicativos Windows, e que foi especialmente desenvolvido pela Citrix para operar em conjunto com o Metaframe 4.0. Similar ao X-Windows do Unix, o ICA permite que usuários remotos operem aplicativos baseados na interface Windows com um mínimo de consumo, uma vez que a lógica do aplicativo executa no servidor Metaframe 4.0 e somente os objetos da interface e eventos sejam enviados ao PC cliente. Pelo fato do protocolo ICA ser implementado a nível do sistema (GDI), ele é eficiente e compacto. O ICA foi desenvolvido para suportar os principais protocolos da indústria como TCP/IP, netBEUI, IPX/SPX e PPP sobre os principais layers de transporte, como conexões Frame Relay, MPLS e de Banda Larga com ADSL. É por isso que aplicativos que costumeiramente consomem grande largura de banda na rede local podem ser executados remotamente em linhas de baixa performance com um excelente tempo de resposta ao usuário final. A publicação de aplicativos corporativos aos usuários remotos, sempre foi um problema para as organizações em razão do tamanho dos executáveis e arquivos envolvidos, e em razão do tempo de resposta muito lento, principalmente se for utilizada a interface gráfica Windows. Com o protocolo ICA, a largura de banda para a transferência das informações em tela cheia entre o servidor Metaframe 4.0 e o PC-Cliente será de apenas 12 Kb. Após a primeira rajada, somente as alterações da tela serão enviadas, caindo o consumo de banda para uma média de 8 Kb. Isso significa que uma conexão Banda Larga de 256 kbps ou uma conexão Frame-Relay com CIR 64 kbps garantirá um tempo de resposta fantástico aos usuários remotos acessando aplicativos corporativos. 2.7 Vantagens e desvantagens da virtualização Existem diversas vantagens ao se utilizar a virtualização, segue a baixo a listagem de algumas delas: a) Segurança: Usando uma máquina virtual para cada serviço, a vulnerabilidade de um serviço não prejudica os demais, pois pode ser definido diferentes pontos de segurança para executar cada serviço. O trafego entre os dispositivos de acesso são apenas atualizações de tela, mouse e teclado, assim fica restrita a concentração de dados no servidor, facilitando o gerenciamento e a integridade dos dados. Caso ocorra de um ladrão furtar um thin client, ele não terá acesso a dados críticos, que ficam gravados remotamente no servidor da empresa. Por ser somente atualizações de tela, os administradores de rede tem total controle de acesso a softwares. b) Custos: Reduz os custos de aquisição dos desktops e com suporte já que não se faz necessário a instalação de aplicações e sistemas operacionais em cada equipamento. Redução de consumo de energia, partindo do ponto em que um desktop consome entre 150 a 350Watts por hora, tendo dissipação de calor, fazendo com que o ambiente esquente e seja necessário que haja um consumo maior do ar condicionado. Já o Thin Client consomem entre 6 a 50Watts. O thin client por ser um hardware compacto, ocupa menor espaço, desta forma há um melhor aproveitamento das bancadas de trabalho. Redução de custos com licenciamento. c) Confiança e disponibilidade: A falha de um software não prejudica os demais serviços. Facilita o backup e restauração de desastres. e) Expansão: Facilidade de implantação sendo rápida a ativação/desativação de postos de trabalho, pois um desktop virtual é criado em minutos, basta adquirir um novo terminal e conecta-lo ao switch, não se fazendo necessária a instalação de nenhum sistema operacional ou software. Já um desktop/notebook físico, a instalação do sistema operacional e aplicações, alonga o tempo de implantação, podendo demorar horas para chegar ao usuário final. g) Responsabilidade ambiental: Um ponto positivo no uso dos Thin Clients é seu longo ciclo de vida. Em média os desktops devem ser substituidos ao atingir 04 a 05 anos de uso, já os Thin Clients tem uma maior durabilidade podendo ser utilizado por cerca de 08 a 09 anos sem apresentar falha de hardware. A durabilidade e a menor quantidade de falha de itens de hardware por unidade, ocasiona uma menos substituição de itens, assim será menor a quantidade de itens eletrônicos descartados no meio ambiente. Por outro lado, também existem algumas desvantagens ao se virtualizar. Segue as principais: a) Processamento: As maquinas virtuais consomem bastante processamento e memória, o que requer servidores com maior processamento. Dificuldade para rodar aplicações mais pesadas, por isso não se recomenda em estações de desenvolvimento, de computação gráfica ou que requeiram alto processamento. b) Segurança: Único ponto de falha (o hub / switch que interliga os thinclient) pode derrubar a rede inteira caso falhe. Se o servidor der problema e não houver redundância, todos os thin clients ficarão inoperantes. 3. ESTUDO DE CASO 3.1 – A EMPRESA: LMC Recursos e Soluções em Informática Ltda A LMC é uma empresa de Tecnologia, Suporte e Serviços. Empresa de pequeno porte que já possui uma experiência de 10 anos em vendas e soluções em informática. Criada para atender empresas de todos os tamanhos e localidades, possui canais de atendimento específicos para atender as necessidades da sua empresa. A LCM está localizada no centro do Rio de Janeiro. 3.1.1 – ESTRUTURA DA EMPRESA O cenário inicial da empresa era caracterizado por uma estrutura computacional totalmente desmembrada, utilizando desktops convencionais para o funcionamento dos serviços essenciais da empresa, e subutilizando um servidor com poucos serviços, sendo que estas maquinas não são centralizadas e não se encontram no mesmo setor, dificultando assim manutenções e correções de falhas de hardware ou software, fazendo com que houvesse grande deslocamento de pessoal para tais funções. A estrutura de rede local está defasada e com vários saltos desnecessários, chegando a ter 8 saltos de uma máquina a outra, contribuindo para uma lentidão e consequente degradação de eficiência. Um ponto importante a ser destacado é a centralização do setor de T.I quanto a sua localização no prédio da empresa. Neste cenário o setor fica localizado no primeiro andar, dos 3 que a empresa possui, sendo que o ideal seria estar localizado no centro do prédio (2 andar) para que a distribuição da rede fique de forma homogênea, e com poucos saltos, aumentando a eficiência da mesma. O setor comercial, queé o foco desse estudo de caso, conta com 60 desktops, onde a conectividade é baseada na estrutura a seguir: Configuração da estrutura detalhada da empresa LMC. Figura 7: Estrutura LMV - Fonte: Elaborada pelos organizadores Para este cenário a empresa possui disponível em seu estoque de manutenção os seguintes componentes: 10 monitores; 20 memórias; 15 processadores; 10 fontes; 15 teclados e mouses; Atualmente a LMC conta com a participação de 100 colaboradores, sendo: · Gestão Administrativa; 10 · Departamento de TI; 3 · Financeiro; 3 · Recursos Humanos; 4 · Comercial; 60 3.1.2 PROBLEMA Atualmente a empresa está enfrentando problemas em seu setor comercial, com os computadores legados que nela existem. Muitas das maquinas utilizadas já possuem mais de 05 (cinco) anos de uso, o que ocasiona travamentos frequentes e gera bastante impacto nas vendas da empresa. Com as falhas constantes das maquinas, muitos usuários não conseguem realizar suas funções e dependem de outros profissionais para efetuar os reparos, o que gera um longo período de indisponibilidade. A partir deste cenário, a administração percebeu a real necessidade de implementar redundância nos serviços, para gerar uma alta disponibilidade e um aumento na segurança. Porem surgiu a seguinte dúvida: Como resolver o problema de modo que não haja um tempo de inatividade excessivo? 3.1.3 PROPOSTA DE SOLUÇÃO O objetivo principal da proposta é manter o ambiente totalmente virtualizado, com o seu gerenciamento centralizado de forma que não haja indisponibilidade na produção por conta de problemas físicos nos desktops. 3.1.4 PLANO DE IMPLEMENTAÇÃO Para que não se afetasse a funcionalidade das máquinas da empresa e se evitasse que os serviços fossem interrompidos em função dos testes realizados para a virtualização, a plataforma Citrix XenDesktop foi instalada em um servidor utilizado como máquina de testes. A máquina a ser utilizada é um PowerEdge R620, processador Intel Xeon E5-2600 six core 2.40 Ghz, 32GB de memória e 2 HD’s de 1,0TB, nesse servidor será contemplada a instalação do Citrix XenDesktop 7.5. 3.1.5 RESULTADO Com o projeto de virtualização, foi sugerido que o setor de T.I fosse deslocado para o segundo andar da empresa, ficando mais centralizado em relação a todo o prédio, e também pudesse abrigar os servidores virtualizados, com isso o gerenciamento dessa estrutura computacional ficou aprimorada, de forma que as manutenções e correções de falhas são efetuadas de forma mais rápida. A distribuição da rede local ficou totalmente equilibrada, chegando a ter no máximo 2 saltos na rede inteira. O sistema de virtualização implementado permite o gerenciamento tanto dos servidores como das VM’s de forma descentralizada através do Citrix XenCenter, com os serviços virtualizados dentro dos servidores obtem-se as redundâncias fornecidas por eles, minimizando falhas ocorridas por desastres energéticos.