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Transição entre paradigmas
A transição de um paradigma em crise para um novo, do qual pode surgir uma nova tradição de ciência normal, está longe de ser um processo 
cumulativo obtido através de uma articulação do velho paradigma. É antes uma reconstrução da área de estudos a partir de novos princípios, 
reconstrução que altera algumas das generalizações teóricas mais elementares do paradigma, bem como muitos de seus métodos e aplicações. 
Durante o período de transição haverá grande coincidência (embora nunca completa) entre os problemas que podem ser resolvidos pelo antigo 
paradigma e os que podem ser resolvidos pelo novo. Haverá igualmente uma diferença decisiva no tocante aos modos de solucionar os problemas. 
Completada a transição, os cientistas terão modificado a sua concepção da área de estudos, de seus métodos e de seus objetivos. Um historiador 
perspicaz, observando um caso clássico de reorientação da ciência por mudança de paradigma, descreveu-o recentemente como “tomar o reverso 
da medalha”, processo que envolve “manipular o mesmo conjunto de dados que anteriormente, mas estabelecendo entre eles um novo sistema de 
relações, organizado a partir de um quadro de referência diferente”. Outros que atentaram para esse aspecto do avanço científico enfatizaram sua 
semelhança com uma mudança na forma (Gestalt) visual (...) Os cientistas não veem uma coisa como se fosse outra diferente – eles simplesmente 
a veem (...) a mudança de forma perceptiva é um protótipo elementar útil para o exame do que ocorre durante a mudança total de paradigma.
KUHN, Thomas. A estrutura das revoluções científicas. 5 edição. Perspectiva: São Paulo, 1970, p. 116-7.
Texto complementar
Assinale a alternativa que não corresponde à concepção de filosofia de Karl Popper.
A Os problemas filosóficos podem ultrapassar as fronteiras da filosofia e implicar soluções interdisciplinares.
b A filosofia e as demais disciplinas têm problemas em comum.
C Não existe algo como uma entidade filosófica ou atividade com natureza determinada que possa ser mencionada 
como resposta à pergunta “Que é a filosofia?”.
D Ao filósofo não cabe indicar o que deve ser feito, mas ocupar-se da resolução de problemas.
E Antes de solucionar problemas é imprescindível que se determine a essência da filosofia, sua natureza.
6 Unioeste 2012 “Kuhn sustenta que a ciência progride quando os cientistas são treinados numa tradição intelectual comum 
e usam essa tradição para resolver os problemas que ela suscita. Kuhn vê a história de uma ciência ‘madura’ como sendo, 
essencialmente, uma sucessão de tradições, cada uma das quais com sua própria teoria e seus próprios métodos de pesquisa, 
cada um guiando uma comunidade de cientistas durante um certo período de tempo e sendo finalmente abandonada. Kuhn 
começou por chamar às ideias de uma tradição científica um ‘paradigma’ [...] O paradigma, como um todo, determina que 
problemas são investigados, que dados são considerados pertinentes, que técnicas de investigação são usadas e que tipos 
de solução se admitem. [...] Revoluções, como as de Copérnico, Newton, Darwin e Einstein não são frequentes, diz Kuhn, 
e são deflagradas por crises. Uma crise ocorre quando os cientistas são incapazes de resolver muitos problemas de longa 
data com que o paradigma se defronta”.
Kneller
Considerando o texto acima e as ideias de Kuhn sobre a atividade científica, seguem as afirmativas abaixo:
I. O paradigma determina o que uma comunidade científica pode investigar, quais os métodos e as soluções possíveis.
II. A história da ciência mostra uma sucessão de rupturas ou revoluções, ou seja, mudanças de paradigmas e não 
um processo progressivo linear contínuo do conhecimento científico.
III. Um paradigma entra em crise e pode ser substituído por outro quando ele não permite mais a solução de proble-
mas considerados importantes pela comunidade científica.
IV. A história da ciência não tem nenhuma importância para a investigação da atividade científica, pois a ciência não 
é condicionada, de forma alguma, por seu contexto histórico.
V. O progresso científico ocorre dentro de uma tradição enquanto o paradigma permitir que os problemas conside-
rados importantes sejam resolvidos (ciência normal).
Das afirmativas feitas acima
A apenas IV está correta.
b apenas III e V estão corretas.
C apenas I, II e IV estão corretas.
D apenas I, II e V estão corretas.
E apenas I, II, III, V estão corretas.
FILOSOFIA Capítulo 12 Filosofia Contemporânea: tendência analítica 170
1 UFPA Considerando que a linguagem verbal é um dos principais elementos constitutivos do mundo cultural porque 
nos permite transcender a experiência vivida, é correto afirmar:
A O signo verbal tem a capacidade de apresentar para a consciência o respectivo objeto que se encontra ausente.
b O nome não tem relação alguma com seu referente.
c A relação entre significante e significado do signo verbal é aleatória e transcendental.
d A cultura é um processo transcendental da constituição do imaginário popular.
e O signo verbal é extraído da realidade por meio de um processo de abstração.
Exercícios complementares
Frege: lógica matemática.
 y Conceitografia: analisa problemas filosóficos.
Russell: teoria da lógica da realidade.
 y Fixa o papel da Filosofia e da ciência.
Wittgenstein (dois momentos: Tractatus logico-philosophicus e Investigações filosóficas).
 y A função da Filosofia é esclarecer pensamento e linguagem.
 y O significado de uma linguagem é dado em seu uso, conforme o jogo de linguagem em questão.
 y Filosofia da Ciência contemporânea: duas tendências – Karl Popper (racionalismo crítico) e Thomas Kuhn (perspectiva histórica).
Karl Popper: critica tanto a busca do conhecimento a partir da simples observação de fatos quanto a indução.
 y Modelo hipotético-dedutivo: o cientista formula uma hipótese geral da qual se deduzem consequências que permitem a possibilidade de uma 
experiência.
 y Critério da falseabilidade: a ideia de que é possível refutar uma teoria, o que permite o estabelecimento de um conhecimento e a possibilidade 
de seu desenvolvimento.
Thomas Kuhn:
 y Contexto de descoberta: os aspectos psicológicos, sociológicos e históricos são relevantes para a fundamentação e a evolução da ciência.
 y Paradigma: delimita os problemas a serem resolvidos em determinado campo científico.
 y Crise: ruptura e substituição de paradigmas.
 
Resumindo
Quer saber mais?
Filmes
 y Wittgenstein. Direção: Derek Jarman, 1993. Classificação indicativa: 16 anos.
Ficção inspirada na biografia do filósofo, com ênfase nas chaves ideológicas de seu pensamento, recuperando com ironia o percurso de sua vida.
 y Perdido em Marte. Direção: Ridley Scott, 2015. Classificação indicativa: 12 anos.
Após acidente em uma estação espacial em Marte, um astronauta é dado como morto e passa quatro anos tentando sobreviver sozinho no 
planeta com base em seu pensamento racional-científico e sem poder comunicar-se com a Terra.
PV_2021_FIL_FU_CAP12.INDD / 14-09-2020 (21:42) / LEONEL.MANESKUL / PROVA FINAL
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2 UEL 2011 Leia o texto a seguir.
 [...] não exigirei que um sistema científico seja suscetível de ser dado como válido, de uma vez por todas, em sentido 
positivo; exigirei, porém, que sua forma lógica seja tal que se torne possível validá-lo através de recurso a provas empíricas 
em sentido negativo [...].
(POPPER, K. A lógica da pesquisa científica. Trad. L. Hegenberg e O. S. da Mota. São Paulo: Cultrix, 1972. p. 42.)
Assinale a alternativa que corresponde ao critério de avaliação das teorias científicas empregado por Popper.
A Falseabilidade.
b Organicidade.
C Confiabilidade.
D Dialeticidade.
E Diferenciabilidade.
3 Unioeste Um cientista, seja teórico seja experimental, propõe enunciados, ou sistemas de enunciados, e testa-os passo a 
passo. No campo das ciências empíricas, mais particularmente, constrói hipóteses ou sistemas de teorias e testa-as com a 
experiência por meio da observaçãoe do experimento. Sugiro que é tarefa da lógica da investigação científica ou lógica do 
conhecimento apresentar uma análise desse procedimento; isto é, analisar o método das ciências empíricas […]. A etapa 
inicial, o ato de conceber ou inventar uma teoria, não me parece exigir uma análise nem ser suscetível dela. A questão de 
saber como acontece que uma nova ideia ocorre a um homem – seja essa ideia um tema musical, seja um conflito dramáti-
co, seja uma teoria científica – pode ser de grande interesse para a psicologia empírica; mas ela é irrelevante para a análise 
lógica do conhecimento científico.
(Popper)
Considerando o texto acima, é incorreto afirmar, sobre a filosofia da ciência de Karl Popper, que 
A o que importa para decidir se uma atividade é ou não científica é o que o cientista faz com suas teorias e não como 
ele as cria.
b faz parte da atividade científica testar seus enunciados, e é sobre o modo de fazer esse teste que incide a análise 
lógica popperiana.
C o teste dos enunciados de uma teoria científica deve ser realizado por meio da experiência, ou seja, por meio da 
observação e da experimentação.
D o modo pelo qual um cientista concebe uma teoria é de interesse da psicologia empírica e não da filosofia da 
ciência.
E não se pode aplicar uma análise lógica em nenhuma das etapas da atividade científica, pois o método das ciências 
empíricas não se diferencia da atividade artística.
4 UEL A ciência é uma das poucas atividades humanas – talvez a única – em que os erros são criticados sistematicamente (e 
com frequência corrigidos). Por isso podemos dizer que, no campo da ciência, aprendemos muitas vezes com os nossos 
erros; por isso podemos falar em clareza e sensatez sobre o progresso científico. Na maior parte dos outros campos de ativi-
dade do homem ocorrem mudanças, mas raramente há progresso – a não ser dentro de uma perspectiva muito estreita dos 
nossos objetivos neste mundo. Quase todos os ganhos são neutralizados por alguma perda – e quase nunca sabemos como 
avaliar as mudanças.
(POPPER, K. R. Conjecturas e refutações. 2. ed. Brasília: Editora da UNB.1982. p. 242.)
Com base no texto e nos conhecimentos sobre a concepção de progresso da ciência em Karl R. Popper, é correto 
afirmar.
A É necessário que todas as consequências de uma teoria científica sejam verificadas a fim de se atingir a verdade 
em si.
b A descoberta da lei do progresso da ciência permite impulsionar progressiva e linearmente a ciência na direção 
da verdade.
C Os cientistas estruturam as informações disponíveis em um dado momento histórico, incorporando saberes ante-
riores, tendo como base o método paratático.
D O progresso da ciência ocorre quando são suprimidas definitivamente as ideias metafísicas, pois historicamente é 
nula a sua contribuição para as descobertas científicas.
E A eliminação dos erros das teorias anteriores e a substituição destas por outras mais verossímeis e, portanto, mais 
próximas da verdade permitem o progresso da ciência.

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