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GEOGRAFIA Capítulo 9 Urbanização I82 14 PUC-Rio 2016 Mancha urbana conurbada à cidade de São Paulo Disponível em: <http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=617789>. Acesso em: 26 de jul. 2015. A impressionante dimensão espacial das megacidades (regiões urbanas com concentração demográca a partir de 10 milhões de habitantes, segundo denição da ONU) traz problemas e oportunidades para os seus gestores. Dentre esses problemas e oportunidades, destacam-se, respectivamente: A ampliação da qualidade da mobilidade urbana / redução da intensidade das acessibilidades B aumento na divisão das competências administrativas / redução da representatividade política C desigualdade na distribuição de serviços essenciais / ampliação da arrecadação de impostos D equalização do acesso aos diversos serviços urbanos / ampliação das distâncias inter e intraurbanas. E redução da heterogeneidade da paisagem socioespacial / ampliação dos gastos e custos sociais. 15 Enem 2017 A configuração do espaço urbano da região do Entorno do Distrito Federal assemelha-se às demais aglomerações urbanas e regiões metropolitanas do país, onde é facilmente identificável a constituição de um centro dinâmico e desenvol- vido, onde se concentram as oportunidades de trabalho e os principais serviços, e a constituição de uma região periférica concentradora de população de baixa renda, com acesso restrito às principais atividades com capacidade de acumulação e produtividade, e aos serviços sociais e infraestrutura básica. CAIADO, M. C. A migração intrametropolitana e o processo de estruturação do espaço da Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno. In: HOGAN, D. J. et al. (Org.). Migração e ambiente nas aglomerações urbanas. Campinas: Nepo/Unicamp, 2002. A organização interna do aglomerado urbano descrito é resultado da ocorrência do processo de: A expansão vertical. B polarização nacional. C emancipação municipal. D segregação socioespacial. E desregulamentação comercial. 16 Enem 2016 O Rio de Janeiro tem projeção imediata no próprio estado e no Espírito Santo, em parcela do sul do estado da Bahia, e na Zona da Mata, em Minas Gerais, onde tem influência dividida com Belo Horizonte. Compõem a rede urbana do Rio de Janeiro, entre outras cidades: Vitória, Juiz de Fora, Cachoeiro de Itapemirim, Campos dos Goytacazes, Volta Redonda – Barra Mansa, Teixeira de Freitas, Angra dos Reis e Teresópolis. Disponível em: http://ibge.gov.br Acesso em: 9 jul 2015 (adaptado) O conceito que expressa a relação entre o espaço apresentado e a cidade do Rio de Janeiro é: A Frente pioneira B Zona de transição C Região polarizada. D rea de conurbação. E Periferia metropolitana. F R E N T E 1 83 17 UEL 2015 Leia o texto e observe as figuras a seguir. O esquema clássico de hierarquia urbana teve ori gem no final do século XIX e se estendeu até meados da década de 1970. Porém, essa concepção tradicional de hierarquia urbana não explica as relações travadas entre as cidades no interior da rede urbana. Dessa forma, uma nova hierarquia urbana foi elaborada, aproximando-se da realidade de uma rede urbana. Adaptado de: MOREIRA, J C ; SENE, E Geografia para o Ensino Médio: geografia geral e do Brasil. V. único. São Paulo: Scipione, 2002, p.101 102 A gura a seguir mostra as relações entre as cidades em uma rede urbana Com base no texto, associe os elementos da gura com as descrições apresentadas a seguir A. As relações seguem uma hierarquia crescente sob a influência de certos centros urbanos. B. Em função dos avanços tecnológicos nos trans- portes e nas comunicações, rompe-se com a hierarquia rígida C. A cidade local pode se relacionar diretamente com a metrópole nacional, pois a hierarquia é rompida D. As relações das cidades são diretas com a metró- pole nacional, sem a intermediação de cidade de porte médio. E. A hierarquia é destacada a partir da submissão das cidades menores às grandes cidades. Assinale a alternativa que contém a associação correta. A I-A, I B, II-D, II-E, II-C. B I-A, I-E, II-B, II-C, II-D. C I-B, I C, II D, II A, II-E. D I-B, I-D, II-A, II-C, II-E. E I-C, I-E, II-A, II-B, II-D. 18 FICSAE 2016 No Brasil o fenômeno metropolitano chega ao seu ápice a partir da década de 1960, quando o pro- cesso de urbanização alcança novo patamar, baseado no aumento das cidades milionárias [...] (Milton Santos. A urbanização brasileira. São Paulo: Editora Hucitec, 1996. p. 66/67) Considerando o momento que vivemos pode-se dizer que o fenômeno metropolitano no Brasil A ampliou-se de modo a existirem hoje no país duas metrópoles, fora São Paulo e Rio de Janeiro, que ultrapassaram a cifra de três milhões de habitantes. B ainda é intenso, possui escala nacional e está inclusive interiorizado, marcado por forte dina- mismo econômico, mas também por contrastes sociais importantes C permaneceu vigoroso, mas sem os recursos mo- dernos de telecomunicações, de modo que muitas metrópoles não conseguem exercer influência re- gional importante. D manteve-se circunscrito às regiões mais industriali- zadas do país, especialmente no Sudeste; noutras regiões, pode se falar apenas em crescimento de cidades médias. 19 UEM 2019 De acordo com o Banco Mundial, no ano 2000 o tamanho médio das cem maiores cidades do mundo era, aproximadamente, dez vezes maior do que em 1900. Sobre as formas de classificar os centros urba- nos no mundo, no século XXI, assinale o que for correto. 01 Conurbação é a terminologia dada às favelas si- tuadas em cidades com expressivo contingente populacional a ponto de se tornarem independen- tes das cidades que as abrigam 02 Megacidades são concentrações urbanas com mais de 10 milhões de habitantes. 04 reas metropolitanas são polarizadas por ci- dades que influenciam de forma acentuada as cidades vizinhas e funcionam como polos de prestação de serviços 08 Cidade global é a denominação dada aos centros de poder que se constituem espaços essenciais de administração, coordenação e planejamento das economias nacionais no contexto da interação com os mercados mundiais. 16 Periurbanização qualifica cidades situadas no lito- ral, as quais levam este nome por concentrarem em seus territórios as maiores frotas navais do mundo. Soma: 20 UFRGS 2015 Observe a imagem abaixo. Disponível em: <http://www.mdig.com.br/index php?itemid=29078>. Acesso em: 15 ago. 2014. GEOGRAFIA Capítulo 9 Urbanização I84 Bilhões nas cidades Apesar de recursos, falta visão de melhoria urbana Bilhões de reais, de origem privada e pública, serão investidos nas cidades brasileiras nos próximos anos O capital virá de três fontes principais: do pagamento aos municípios dos royalties do petróleo do pré-sal, de fundos imobiliários e do Minha Casa, Minha Vida (MCMV) Tal volume de recursos seria suficiente para tornar nossas cidades um éden urbano Não parece ser esse nosso destino. Os royalties serão distribuídos a municípios que, em sua maioria, são incapazes de formular e executar políticas nessa escala. Estudos mostram que prefeituras destinam tais recursos não a investimentos, mas ao custeio de despesas. O mercado de fundos imobiliários promete crescimento em 2019 Estimativas apontam para uma oferta de fundos superior ao recorde de R$ 14 bilhões de 2012. Nessa perspectiva, os fundos – que ainda representam uma porção acanhada dos investimentos do setor tenderão a crescer e a se tornar gigantes do fazer imobiliário, mas anões do “fazer cidades”. Ocorre que os fundos atuam de forma especializada para lajes corporativas, galpões de logística, shopping-centers etc. –, sem interesse por ações de desenvolvimento urbano. Tal abordagem hiperespecializada condena os fundos a auferir taxas de retorno aceitáveis mas subótimas, menos rentáveis do que se investissem em projetos inovadores e integrados, capazes de gerar uma boa cidade. De 2009 a 2016 o governo federal aportou ao MCMV mais do que os EUA gastaram com a reconstrução da Europa via Plano Marshall – cerca de US$ 110 bilhões (em dólares de 2016). E o dispêndiono MCMV segue vigoroso, respondendo hoje pelo financiamento de mais da metade do setor imobiliário O MCMV tem o mérito de reduzir o déficit habitacional. Mas, ao dar um teto a milhões de famílias, subtrai delas o acesso à cidade. Em muitos casos, moradores não contam com uma farmácia num raio de 30 minutos a pé Situadas nas franjas das cidades, as unidades do MCMV constituem um vetor de espraiamento, agravando problemas de mobilidade e gerando fricções com mananciais e fronteiras agrícolas O que fazer então? As prefeituras poderiam aplicar os royalties a projetos voltados para o ordenamento espacial e à infraestruturação de suas cidades. Os estados, por sua vez, devem atuar como coordenadores das 73 regiões metropolitanas que seguem órfãs de políticas supramunicipais que integrem esses aglomerados urbanos Texto complementar Da janela de um avio descendo no aeroporto de Guarulhos, percebe-se que a extenso da malha urba- na diculta a denio dos limites entre os municpios vizinhos ao de So Paulo. O conceito que melhor ex- pressa a unicao da extenso territorial de vrios municpios : A conurbao. b aglomerao. c regio metropolitana. d regies distritais. E desmunicipalizao. 21 Unesp 2020 O processo de desmetropolizao, observado no Brasil desde o final do sculo XX, caracterizado A pela retrao do setor tercirio diante dos movi- mentos urbanos de compartilhamento de bens e servios. b pelo conflito jurdico na regulao do solo urbano, como resultado da conurbao entre as cidades. c pelo registro de maior crescimento populacional em cidades mdias, quando comparado ao das metrpoles. d pela reduo das manchas metropolitanas como resultado de uma saturao populacional. E pela fragmentao de metrpoles em sub- -regies, para otimizar recursos financeiros e administrativos. 22 Enem 2014 Nota: O saldo considera apenas as pessoas que se deslocavam para o trabalho e retornavam aos seus municípios diariamente. BRASIL. IBGE. Atlas do censo demográfico 2010 (adaptado). O uxo migratrio representado est associado ao processo de A fuga de reas degradadas. b inverso da hierarquia urbana. c busca por amenidades ambientais. d conurbao entre municpios contguos E desconcentrao dos investimentos produtivos.