Logo Passei Direto
Buscar

Aula_15_-_Genética_-_Extensivo_2024_enemconcursosgaucheallfree

User badge image
ticiano

em

Ferramentas de estudo

Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

Prévia do material em texto

ESTRATÉGIA VESTIBULARES – CURSO EXTENSIVO DE BIOLOGIA 
AULA 15 – GENÉTICA E BIOTECNOLOGIA 1
VESTIBULARES 
Prof. Bruna Klassa 
Aula 15 – Genética e Biotecnologia. 
vestibulares.estrategia.com 
EXTENSIVO 
2024 
Exasi
u
t.me/CursosDesignTelegramhub
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – CURSO EXTENSIVO DE BIOLOGIA 
 
AULA 15 – GENÉTICA E BIOTECNOLOGIA 2 
 
SUMÁRIO 
RECAPITULANDO... 3 
1. PRÉ-REQUISITOS DA GENÉTICA 5 
1.1 Expressão gênica e Meiose 5 
1.2 Fundamentos da Probabilidade 8 
2. A DESCOBERTA DA GENÉTICA 9 
2.1 Conceitos básicos 11 
2.2 Primeira Lei de Mendel: a lei da segregação 13 
2.3 Dominância, Penetrância e Expressividade 19 
2.4 Segunda Lei de Mendel: a lei da segregação independente 22 
3. GENES LIGADOS (LINKAGE) 26 
4. HEREDOGRAMAS E PADRÕES DE HERANÇA MENDELIANA 33 
4.1 Padrão de herança autossômico recessivo 34 
4.2 Padrão de herança autossômico dominante 35 
4.3 Padrão de herança sexual 36 
4.3.1 Padrão de herança recessiva ligada ao X (ou ligada ao sexo) 37 
4.3.2 Padrão de herança dominante ligada ao X (ou ligada ao sexo) 39 
4.3.3 Padrão de herança ligado ao Y, restrita ao sexo, ligada ao Y ou holândrica 40 
4.4 Padrão de herança autossômico influenciado pelo sexo 40 
4.5 Padrão de herança mitocondrial 40 
5. PADRÕES DE HERANÇA NÃO-MENDELIANA 44 
5.1 Ausência de dominância, dominância incompleta ou herança intermediária 44 
5.2 Codominância 45 
5.3 Genes letais 46 
5.3.1 Genes letais recessivos 47 
5.3.2 Genes letais dominantes 47 
6. ALELOS MÚLTIPLOS OU POLIALELIA 49 
t.me/CursosDesignTelegramhub
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – CURSO EXTENSIVO DE BIOLOGIA 
 
AULA 15 – GENÉTICA E BIOTECNOLOGIA 3 
6.1 Sistema ABO 52 
6.2 Sistema RH 54 
7. PLEIOTROPIA 59 
8. INTERAÇÃO GÊNICA 60 
9.1 Interações epistáticas ou Epistasia 60 
8.1.1 Epistasia dominante 61 
8.1.2 Epistasia recessiva 61 
8.1.3 Epistasia duplo recessiva 61 
9. MOSAICISMO 64 
10. HERANÇA QUANTITATIVA OU POLIGÊNICA 66 
11. EPIGENÉTICA 68 
12. BIOTECNOLOGIA 70 
12.1 Melhoramento genético 71 
12.2 Engenharia genética 71 
12.3 Transgenia 73 
12.4 Clonagem 73 
12.5 Terapia gênica e Terapia celular 76 
13. LISTA DE QUESTÕES 78 
14. GABARITO 108 
15. LISTA COMENTADA DE QUESTÕES 109 
16. VERSÃO DE AULA 161 
17. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 161 
 
Recapitulando... 
 
Nas últimas aulas conversamos sobre o funcionamento normal de um organismo e de 
suas partes, assumido o ser humano como nosso modelo. Nesta aula, estudaremos o sistema 
imune e as doenças que acometem os humanos. 
t.me/CursosDesignTelegramhub
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – CURSO EXTENSIVO DE BIOLOGIA 
 
AULA 15 – GENÉTICA E BIOTECNOLOGIA 4 
 
 
 
 
t.me/CursosDesignTelegramhub
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – CURSO EXTENSIVO DE BIOLOGIA 
 
AULA 15 – GENÉTICA E BIOTECNOLOGIA 5 
1. Pré-requisitos da Genética 
Vamos pensar na espécie humana: a variação de tons de pele, tipos de cabelo, cor dos 
olhos, altura, estrutura corporal, formato do olho, do nariz, etc., é imensa! E, no meio de toda 
essa diversidade biológica, ainda somos todos muito semelhantes, somos todos da mesma 
espécie. Isso porque uma coisa é fixa: as diferentes células que compõem o nosso corpo 
possuem o mesmo conjunto de cromossomos, com os mesmos genes. 
 
 
As diferenças e semelhanças entre os indivíduos são reflexo de milhões de anos de 
combinação e recombinação do material genético, garantindo a continuidade da vida. A 
Genética é o ramo da Biologia que estuda os mecanismos de transmissão da informação 
genética através de gerações e permite entendermos como se dá a evolução da vida (ou pelo 
menos parte dela). 
 
1.1 Expressão gênica e Meiose 
Já sabemos que as características (ou caracteres) de uma espécie são determinadas 
pelos genes, estruturas hereditárias presentes nos cromossomos. Grosso modo, um gene é 
um fragmento de DNA que contém informação para construir um organismo e mantê-lo 
funcionando. 
 
 
t.me/CursosDesignTelegramhub
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – CURSO EXTENSIVO DE BIOLOGIA 
 
AULA 15 – GENÉTICA E BIOTECNOLOGIA 6 
Isso é feito por meio do código genético. Código genético é a relação que existe entre 
a sequência das bases químicas nitrogenadas – adenina (A), citosina (C), guanina (G) e 
timina (T) – e os aminoácidos por elas codificados. Tais aminoácidos irão compor as 
proteínas determinadas pelos genes. 
O processo de síntese de proteínas é realizado em duas etapas: primeiro ocorre a 
transcrição do código genético contido no DNA em RNAm (para que o ribossomo consiga lê-
lo); a seguir, ocorre a tradução desse RNAm, e a sequência de bases nitrogenadas é lida a fim 
de sintetizar uma proteína. Para cada característica de um indivíduo existem genes específicos 
com informações de proteínas específicas para serem expressas. Portanto, os genes são as 
unidades físicas e funcionais básicas da hereditariedade, que agem como instruções para 
síntese das proteínas. 
 
Nós somos organismos diploides, isto é, possuímos duas cópias de cada gene 
compondo nosso material genético. Isso ocorre porque uma das cópias recebemos de 
nossos pais, enquanto a outra é recebida de nossas mães. Por exemplo, em um certo 
cromossomo de origem paterna existe o gene que determina a produção da enzima lactase. 
Esse mesmo gene ocorre na mesma posição do mesmo cromossomo de origem materna. 
Dizemos, portanto, que esses cromossomos são homólogos, que essa posição específica 
chama-se lócus gênico, e que as duas cópias do gene (a paterna e a materna) são os alelos. 
 
 
A razão de sermos diploides deve-se ao fato de que durante a formação dos gametas, 
cedemos a eles apenas uma cópia de nossos cromossomos. Esse processo ocorre por meio 
da divisão celular meiótica, que nos animais é chamada meiose gamética. 
t.me/CursosDesignTelegramhub
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – CURSO EXTENSIVO DE BIOLOGIA 
 
AULA 15 – GENÉTICA E BIOTECNOLOGIA 7 
O processo geral de meiose produz quatro células filhas de uma única célula-mãe. Cada 
célula filha é haploide, porque tem metade do número de cromossomos da célula-mãe original. 
Por isso a meiose é dita reducional. Ao contrário da mitose, as células filhas produzidas 
durante a meiose são geneticamente diversas, graças ao pareamento aleatório dos 
cromossomos homólogos na placa metafásica e ao evento de permutação que ocorre durante 
a prófase. Permutação é a troca de pedaços de cromossomos entre cromátides-irmãs, 
fenômeno que decorre na recombinação gênica e na formação de gametas distintos. 
 
 
 
Assim, na fecundação, o novo indivíduo recebe 23 cromossomos do pai e 23 
cromossomos da mãe, restaurando os 46 cromossomos presentes na nossa espécie. 
 
 
 
Resumindo, os princípios básicos da hereditariedade são: 
 
• as características são determinadas pelos genes; 
t.me/CursosDesignTelegramhub
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – CURSO EXTENSIVO DE BIOLOGIA 
 
AULA 15 – GENÉTICA E BIOTECNOLOGIA 8 
• os pais transmitem os genes para seus filhos através dos gametas produzidos na meiose; 
• cada gameta contém um conjunto completo de genes característico de cada espécie, ou seja, 
um genoma; 
• um novo indivíduo origina-se a partir da fecundação, processo de fusão de um gameta 
materno (óvulo) com um gameta paterno (espermatozoide); 
• os indivíduos diploides possuem os genes aos pares, um recebido da mãe e o outro, do pai; 
• as duas ou mais versões de cada gene são denominadas alelos; e 
• os alelos localizam-se na mesma posição em cromossomos homólogos. 
 
1.2 Fundamentos da Probabilidade 
Nesta aula iremos estudar como Gregor Mendel descobriu o conceito de 
hereditariedade. Um dos motivos pelo qual seu foi tão relevante deve-se ao fato de ele ter 
utilizado estatística em seus experimentos. Ao perceber que havia certo padrão na ocorrência 
das características estudadas na planta ervilha, Mendel lançou mão da probabilidade para 
estimar a frequência com que tais características seriam expressos. Por isso, quando 
estudamos genética é fundamental conhecer alguns conceitos básicos da probabilidade.Probabilidade é a chance de ocorrência de um determinado evento, determinada pelo 
quociente entre o número de eventos desejados e o número de eventos possíveis. 
 
𝐏𝐫𝐨𝐛𝐚𝐛𝐢𝐥𝐢𝐝𝐚𝐝𝐞 =
eventos desejados
eventos possíveis
 
 
Considere um dado de seis lados, não viciado. Qual a chance de ele cair com o número 
6 voltado para cima em um lançamento? Ao lançar um dado, existem seis eventos possíveis de 
ocorrer, já que ele possui seis faces diferentes. Porém, somente uma dessas faces traz o 
número seis. Assim, a probabilidade de que o dado caia com a face 6 voltada para cima é de 
1
6
. 
Agora, se lançássemos dois dados juntos, qual seria a probabilidade de cair a face seis 
em ambos os lançamentos? Queremos calcular a chance de que no primeiro lançamento caia o 
número seis E no segundo lançamento também caia o número seis. Neste caso, a 
probabilidade é dada pela multiplicação das probabilidades isoladas dos eventos. Chamamos 
essa regra de Regra do produto (regra do E). 
 
 
 
Outra pergunta que podemos fazer é qual a probabilidade de que ao lançar um dado 
saia o número seis ou o número 5. Neste caso, não queremos que ambos os eventos 
aconteçam, queremos que saia o número seis OU o número cinco. A probabilidade, então, será 
dada pela soma das probabilidades isoladas dos eventos. Se sair o número 6, não sairá o 
número 5, e vice-versa. Os eventos são, portanto, mutuamente exclusivos. Chamamos essa 
regra de Regra da adição (regra do OU). 
 
t.me/CursosDesignTelegramhub
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – CURSO EXTENSIVO DE BIOLOGIA 
 
AULA 15 – GENÉTICA E BIOTECNOLOGIA 9 
 
2. A descoberta da Genética 
Em 1859, Charles Darwin publicou a obra que inaugurou o pensamento evolutivo 
moderno, o livro A Origem das Espécies. No ano anterior, já haviam sido divulgados os artigos 
que tratavam do que viria a tornar-se a Teoria Evolução via seleção natural. A evolução nos 
mostra que as espécies se modificam ao longo do tempo – ou seja, a vida evolui, e isso se dá 
graças à transferência de informações entre uma geração e outra. Darwin argumentou que as 
variações entre os organismos evoluíram como resultado da hereditariedade e da adaptação 
da vida às suas condições locais, de uma geração para a seguinte. 
Toda a proposição da Teoria da Evolução feita por Darwin estava minuciosamente 
esmiuçada em seu livro, exceto por uma peça-chave: ele não sabia explicar como as 
informações sobre as características de uma espécie seriam passadas para a próxima 
geração. Ou seja, ele formulou que havia um processo de hereditariedade, mas não sabia 
explicar como esse processo acontecia. Somente em 1865 uma teoria consistente explicando 
os mecanismos responsáveis pelo surgimento e herança da variação entre os indivíduos foi 
demonstrada pelo austríaco Gregor J. Mendel. 
 
Gregor Johann Mendel (1822-1884) foi um monge botânico 
cujos estudos incluíram uma série de experimentos com as ervilhas que 
cultivava em seu jardim. Ele foi a primeira pessoa a entender 
corretamente o processo de hereditariedade, ao analisar sete 
características das plantas de ervilha. Ele notou essas plantas possuíam 
dois estados contrastantes. Por exemplo, a característica “cor da flor” 
pode ocorrer no estado “branca” ou no estado “rosa”; a característica 
“formato da semente” pode ocorrer no estado “liso” ou “rugoso”. 
t.me/CursosDesignTelegramhub
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – CURSO EXTENSIVO DE BIOLOGIA 
 
AULA 15 – GENÉTICA E BIOTECNOLOGIA 10 
 
 
Mendel então estabeleceu linhagens verdadeiras para cada característica: uma 
linhagem de plantas produziria apenas flores rosas e outra produziria apenas flores brancas, 
uma linhagem produziria apenas sementes lisas e outra apenas rugosas, e assim por diante. 
Hoje essas linhagens são chamadas de puras, ou seja, linhagens que produzem 
descendentes com traços (estados) que não variam de uma geração para outra (traços 
iguais aos dos pais). 
As linhagens puras foram produzidas por autofecundação, o processo natural de 
reprodução dessa espécie. Como as flores da ervilha possuem pétalas fechadas, elas 
impedem a entrada de grão de pólen externo e, ao mesmo tempo, impedem a saída do próprio 
grão de pólen, inibindo a fecundação cruzada com outras plantas e, consequentemente, 
limitando a variabilidade genética. Mendel então promoveu o encontro de gametas de plantas 
diferentes. 
 
 
Ele cruzou plantas com dois traços diferentes da mesma característica e observou a 
descendência ao longo de três gerações. Esse cruzamento recebe o nome de geração 
parental. Como exemplo para entendermos o processo, vamos utilizar a característica cor da 
t.me/CursosDesignTelegramhub
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – CURSO EXTENSIVO DE BIOLOGIA 
 
AULA 15 – GENÉTICA E BIOTECNOLOGIA 11 
semente: ele cruzou uma planta pura com sementes verdes com uma planta pura com 
sementes amarelas. Em suas observações, Mendel descobriu que ao cruzar a geração 
parental (P), a primeira geração de descendentes (F1) expressou apenas um dos traços: 
sementes amarelas. 
 
 
Depois, ao cruzar a primeira geração entre si (autopolinização), Mendel descobriu que 
aproximadamente 75% da segunda geração (F2) herdou o mesmo traço que os genitores, ou 
seja, as sementes amarelas da primeira geração (F1)). Os 25% restantes expressaram a 
segunda característica dos genitores originais (P), ou seja, as sementes verdes, característica 
que parecia estar perdida na primeira geração de descendentes. Acompanhe o esquema 
abaixo: 
 
 
Após inúmeros cruzamentos, a primeira prole (F1) sempre apresentava 100% de 
sementes amarelas. Mendel plantou 1064 dessas sementes e percebeu que, na geração F2 
autofecundada, a prole sempre obtinha a proporção de três sementes amarelas (787) para 1 
semente verde (277). Essa proporção de 3:1 levou Mendel a uma conclusão sobre herança 
genética: cada traço é passado inalterado para os descendentes através de "fatores". Hoje 
sabemos que essas unidades são chamadas de alelos. 
Ele entendeu que as sementes da geração F1 possuíam um “fator” que determinava a 
cor verde, mas que esse fator era de alguma forma inibido pelo fator determinante da cor 
amarela. Além da cor das sementes, Mendel testou as demais características das ervilhas 
separadamente e obteve sempre resultados na proporção de 3:1 na geração F2. 
Seu trabalho foi publicado em 1865 e o significado de sua pesquisa não foi apreciado 
até os anos 1900, 16 anos após sua morte. Seus experimentos forneceram as bases de nossa 
compreensão atual de como o material genético é passado dos pais para os filhos. 
 
2.1 Conceitos básicos 
Sabemos agora que as duas (ou mais) versões de um gene são denominadas alelos. 
No gene que determina a cor da semente de ervilhas, existem dois alelos: chamaremos de A o 
t.me/CursosDesignTelegramhub
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – CURSO EXTENSIVO DE BIOLOGIA 
 
AULA 15 – GENÉTICA E BIOTECNOLOGIA 12 
alelo responsável pela coloração amarela (dominante), e a o alelo responsável pela coloração 
verde (recessivo). 
As linhagens puras apresentam apenas um dos tipos de alelos em seus cromossomos 
homólogos, por isso são puras. Já na geração F1, todos os descendentes apresentam um alelo 
dominante e um alelo recessivo, já que os parentais são diferentes. Observe na imagem 
abaixo: 
 
 
 
O indivíduo que possui dois alelos idênticos de um mesmo gene é chamado 
homozigótico (os alelos estão em homozigose). Este indivíduo poderá ser homozigoto 
dominante, caso apresente apenas os alelos dominantes (AA) ou homozigoto recessivo, 
caso apresente apenas os alelos recessivos (aa). Por convenção, os genes são designados 
por letras, sendo que o alelo dominante recebe letra maiúscula e o alelo recessivo recebe letra 
minúscula. 
 
 
Costuma-se pensar que o alelo dominante é o que mais ocorre na natureza, mas isso 
depende da característica de que se trata. Muitas vezes o alelo dominante é raro emuma 
população, enquanto o alelo recessivo é abundante. Além disso, o fato de um alelo ser 
dominante sobre outro não significa que ele seja melhor. Existem doenças que são expressas 
quando os genes estão em homozigose dominante, por exemplo a doença de Huntington 
(doença degenerativa do cérebro que afeta a capacidade cognitiva). 
O indivíduo que possui dois alelos diferentes de um mesmo gene, como ocorre nos 
indivíduos da geração F1, é chamado heterozigótico (os alelos estão em heterozigose). 
Mendel usava a denominação híbrido para eles. 
Homozigoto 
dominante 
Homozigoto 
recessivo 
t.me/CursosDesignTelegramhub
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – CURSO EXTENSIVO DE BIOLOGIA 
 
AULA 15 – GENÉTICA E BIOTECNOLOGIA 13 
 
 
 
A combinação dos alelos de um gene é denominada genótipo. No exemplo da cor das 
sementes de ervilhas existem três genótipos possíveis: AA, aa e Aa. As características 
morfológicas, fisiológicas ou comportamentais presentes em um indivíduo constituem o 
fenótipo. Assim, a expressão fenotípica de um indivíduo (cor das sementes) depende de quais 
alelos ele recebeu. No exemplo da cor das sementes de ervilhas existem dois fenótipos 
possíveis: amarelo e verde. 
 
Não esqueça! 
 
Gene: um fragmento de DNA que contém a informação genética para que uma característica 
seja expressa. 
Alelo: uma forma particular de um gene. O gene determina a característica, enquanto o alelo 
denomina a variação dessa característica. Organismos diploides recebem um alelo de cada 
progenitor. 
Genótipo: a combinação dos dois alelos em um indivíduo. 
Fenótipo: a expressão física do genótipo. Pode ser influenciada pelo ambiente. 
Heterozigoto (híbrido): um genótipo com dois alelos diferentes. 
Homozigoto (puro): um genótipo com dois alelos iguais, seja dominante ou recessivo. 
Fenótipo dominante: se expressa tanto em homozigose quanto em heterozigose (por ex., a 
cor amarela das sementes é dada pelos genótipos AA e Aa). Um único alelo é suficiente para a 
expressão fenotípica. 
Fenótipo recessivo: se expressa exclusivamente em homozigose (por ex., a cor verde das 
sementes é dada apenas pelo genótipo aa). Necessita obrigatoriamente da dose dupla de um 
alelo para a expressão fenotípica. 
 
2.2 Primeira Lei de Mendel: a lei da segregação 
Após observar que a segunda geração de descendentes sempre obedecia à proporção 
3:1, Mendel e outros cientistas compreenderam que durante a formação de gametas, na 
meiose, os alelos se separam de maneira igual, ou seja, cada gameta possui apenas um alelo. 
Pensando nas ervilhas, o indivíduo com semente amarela da geração parental possuía 
genótipo AA (homozigoto dominante). Na meiose, esse indivíduo formava apenas gametas com 
o alelo A, ou seja, a probabilidade de ocorrer gameta com alelo A era 100%. Da mesma forma 
acontecia com o indivíduo com genótipo recessivo (aa). Assim, a probabilidade de um 
cruzamento entre essas plantas produzir um heterozigoto era a probabilidade de ocorrer A E a 
ao mesmo tempo. Veja: 
 
Probabilidade de ocorrer gameta com alelo 𝐀 na planta de genótipo 𝐀𝐀 = 100% = 1 
Probabilidade de ocorrer gameta com alelo 𝐚 na planta de genótipo 𝐚𝐚 = 100% = 1 
Heterozigotos 
t.me/CursosDesignTelegramhub
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – CURSO EXTENSIVO DE BIOLOGIA 
 
AULA 15 – GENÉTICA E BIOTECNOLOGIA 14 
 
Probabilidade de o cruzamento gerar um heterozigoto P (𝐀𝐚) = 1 x 1 = 1 = 100% 
 
Já nos indivíduos da geração F1, heterozigotos (Aa), os gametas formados têm 50% de 
chance de ser A e 50% de chance de ser a. Veja: 
 
 
Então, qual é a probabilidade de que no cruzamento entre duas plantas com sementes 
amarelas heterozigotas (genótipo Aa) seja produzida uma planta com sementes verdes 
(genótipo aa)? 
Se em uma planta com genótipo Aa o gameta produzido tem 50% (
1
2
) de chance de ter o 
alelo A e 50% (
1
2
) de chance de ter o alelo a, a probabiliadde de que em um cruzamento de 
heterozigotos um indivíduo aa seja produzido é a probabilidade de ocorrência desse alelo (a) 
por duas vezes: 
 
𝑃(𝑎𝑎) = (
1
2
) ⋅ (
1
2
) =
1
4
 𝑜𝑢 25% 
O jeito mais fácil de visualizar essa probabilidade e entender as proporções dos alelos 
em um cruzamento é através do quadro de Punnet. Este quadro demonstra todas as 
possibilidades de combinações genotípicas em um cruzamento. 
Funciona assim: os gametas de um dos genitores são dispostos em linhas e os gametas 
do outro genitor são dispostos em colunas. A seguir, lemos as combinações de linhas e 
colunas para descobrir os possíveis genótipos descendentes, como em um jogo de batalha 
naval. Cada célula representa uma combinação de óvulo e espermatozoide possível. Veja: 
 
Proporção genotípica mendeliana (1:2:1) 
 
1
4
 AA ∶
1
2
 Aa ∶
1
4
 aa 
 
Proporção fenotípica mendeliana (3:1) 
 
3 amarelas ∶ 1 verde 
 t.me/CursosDesignTelegramhub
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – CURSO EXTENSIVO DE BIOLOGIA 
 
AULA 15 – GENÉTICA E BIOTECNOLOGIA 15 
 
 
Observe que o quadro mostra o mesmo resultado: há 25% de chance de obter uma 
planta com sementes verdes a partir do cruzamento entre heterozigotos. Genotipicamente 
falando, Aa é igual a aA. Ambas as combinações representam o mesmo genótipo, pois não 
importa a ordem em que os alelos aparecem e sim a informação que eles possuem. Assim, 
podemos definir a primeira lei de Mendel da seguinte maneira: 
 
Cada característica é condicionada por um par de fatores que se separam na formação 
dos gametas. 
 
Mendel escolheu trabalhar com as ervilhas por ser uma planta que produz muitas 
sementes e, consequentemente, grande número de descendentes férteis; pelo fácil cultivo; 
pelo ciclo de vida curto, o que permite a obtenção de várias gerações em um curto espaço de 
tempo; pela facilidade na polinização artificial; e pelas variedades de fácil identificação e com 
características distintas. O fato de Mendel ter considerado apenas uma característica de 
cada vez, sem se preocupar com outras características, contribuiu para o sucesso de suas 
pesquisas. Note que na primeira lei de Mendel trata da herança de apenas uma característica, 
a partir de cruzamentos que chamamos de monoíbridos. 
 
QUESTÕES PARA MEMORIZAÇÃO 
 
 
(Simulado EV/2022 - 4000233494) “As linhagens possuem suas características fixas e 
definidas, dessa forma vão manter suas características independentemente do local em 
que forem plantadas. Portanto, a utilização de linhagens puras permite prever com maior 
precisão a transferência dessas características para os descendentes.” 
 
Disponível em: https://maissoja.com.br/desmistificando-o-milho-transgenico/. Acesso em 04 maio. 2021. 
 
O texto acima faz referência à utilização de linhagens puras de milho. Quanto aos 
conceitos genéticos nele presente, podemos afirmar que: 
 
I. São puros os indivíduos com genótipo homozigoto. 
II. O cruzamento entre dois homozigotos, independentemente de serem dominantes ou 
recessivos, gera prole 100% heterozigota. 
III. Uma prole heterozigota é chamada de híbrida. 
t.me/CursosDesignTelegramhub
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – CURSO EXTENSIVO DE BIOLOGIA 
 
AULA 15 – GENÉTICA E BIOTECNOLOGIA 16 
 
Estão corretas: 
A.I e II. 
B.I e III. 
C.II e III. 
D.I, II e III. 
 
Comentários 
I está correta. São puros os homozigotos dominantes e os homozigotos recessivos. 
II está incorreta, pois prole 100% heterozigota será gerada se o cruzamento ocorrer 
entre um indivíduo homozigoto dominante com outro homozigoto recessivo. Caso ocorra entre 
dois homozigotos dominantes, 100% da prole será genotipicamente idêntica aos parentais (e o 
mesmo para homozigotos recessivos). 
III está correta. 
Gabarito: B. 
 
(Simulado EV/2020 – 4000107213) Quais características de uma população podem ser 
passadas para a descendência? 
A. Quaisquer características genotípicas. 
B. As características genotípicas que tornem o organismo mais apto a sobreviver e se 
reproduzir. 
C. Aquelas que estão presentes em todos os organismos de uma população. 
D.As características fenotípicas que tornem o organismo mais complexo e mais evoluído. 
E. Quaisquer características fenotípicas. 
 
Comentários 
A alternativa A está certa. 
A alternativa B está errada, porque a passagem de características para a prole não tem 
a ver com aptidão que elas irão fornecer aos descendentes. 
A alternativa C está errada, porque não é necessário que uma característica esteja 
presente em toda a população para que ela seja transmitida para a descendência; apenas nos 
parentais. 
t.me/CursosDesignTelegramhub
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – CURSO EXTENSIVO DE BIOLOGIA 
 
AULA 15 – GENÉTICA E BIOTECNOLOGIA 17 
A alternativa D está errada, porque as características fenotípicas não são passadas para 
a descendência do modo como entendemos hereditariedade. 
A alternativa E está errada, porque as características fenotípicas não são passadas para 
a descendência do modo como entendemos hereditariedade. 
Gabarito: A. 
 
(Simulado EV/2021 – 4000116219) Supondo que uma mutação seja autossômica 
recessiva em relação ao gene funcional, identifique a probabilidade de um casal 
heterozigoto para este gene ter uma criança afetada: 
 
A. 0 
B. 25% 
C. 50% 
D. 75% 
 
Comentários 
Se o casal é heterozigoto, temos o seguinte cruzamento: Aa x Aa = ¼ AA, ½ Aa, ¼ aa. 
Logo, a chance de uma criança afetada por uma condição autossômica recessiva é 25% (aa). 
Gabarito: B. 
 
 
 
 
t.me/CursosDesignTelegramhub
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – CURSO EXTENSIVO DE BIOLOGIA 
 
AULA 15 – GENÉTICA E BIOTECNOLOGIA 18 
 
O genótipo pode ser influenciado pelo ambiente 
 
O fenótipo, isto é, a variação de uma característica que é expressa, também pode ser 
influenciado pelo ambiente. Em algumas situações, certos alelos serão expressos em 
determinados ambientes, mas não em outros. Portanto, dois indivíduos com o mesmo 
genótipo podem expressar fenótipos diferentes, dependendo das diferentes condições 
ambientais. Por exemplo, a coloração rosada das penas dos flamingos é uma característica 
que não é expressa devido aos genes. Não há informação no genótipo dessa espécie para 
o fenótipo rosa avermelhado. Então, de onde vem essa coloração? 
Os flamingos nascem com penas cinzas ou brancas que, por volta dos dois primeiros 
anos de vida, vão se tornando rosa. Isso porque sua dieta principal é a base de pequenas 
algas e crustáceos (caranguejos, lagostas, camarões). Tanto as algas quanto os crustáceos 
ingeridos apresentam grande quantidade de pigmento laranja-avermelhado (betacaroteno 
para as algas e carotenoides para os crustáceos), porém os níveis desses pigmentos 
variam em diferentes partes do mundo, razão pela qual flamingos da América do Norte são 
geralmente vermelhos e laranjas, enquanto flamingos do Quênia são rosa claro. Assim, a 
coloração dos flamingos é decorrente de sua alimentação, e não de sua informação 
genética. Se um flamingo mudar de hábitos alimentares, suas novas penas crescerão com 
um tom mais pálido, e as penas rosadas acabariam mudando. 
Assim, o genótipo corresponde à constituição genética de um indivíduo (o que seu 
DNA diz que você pode ser), e o fenótipo corresponde às características observáveis e 
modificáveis, que sofrem influência tanto do genótipo como do meio ambiente (quando o 
DNA interage com ambiente, o resultado é o que você de fato é). 
 
Fenótipo = genótipo + ambiente 
 
 
 
Na primeira foto, um flamingo recém-nascido, com penas brancas determinadas 
geneticamente. Ao longo da vida, as penas adquirem coloração vermelha-rosada devido 
aos hábitos alimentares. Na foto central, flamingos de Cuba, na última foto, flamingos da 
França. 
 
 
Imagine que você fosse assistente de Mendel. Ele lhe entrega um vaso com uma planta 
de ervilha que produz sementes amarelas e pergunta se a planta é homozigota (AA) ou 
heterozigota (Aa). O que você faria para descobrir? Nesta situação, fazemos o cruzamento da 
planta que se deseja conhecer o genótipo com um indivíduo recessivo, que é sempre 
homozigótico para um traço particular, e analisamos a descendência. Esse procedimento é 
chamado cruzamento teste. 
t.me/CursosDesignTelegramhub
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – CURSO EXTENSIVO DE BIOLOGIA 
 
AULA 15 – GENÉTICA E BIOTECNOLOGIA 19 
Se todos os descendentes apresentarem o fenótipo dominante (1), então o progenitor 
investigado possui genótipo homozigoto. Mas, se algum dos descendentes for recessivo (2), o 
progenitor investigado é heterozigoto, uma vez que o descendente tem que receber um alelo 
recessivo de cada um dos pais. Assim, em um cruzamento teste, o indivíduo sobre o qual 
desconhecemos o genótipo sempre é cruzado com um parceiro recessivo. 
O cruzamento teste é usado para testar se um indivíduo com fenótipo dominante é homozigoto 
(puro) ou heterozigoto (híbrido) para uma dada característica. 
 
 
 
2.3 Dominância, Penetrância e Expressividade 
Vimos até duas características das ervilhas: cor e textura. Em ambas, um alelo 
(dominante) suprime a manifestação de outro (recessivo) quando se encontram em 
heterozigose. Isso é o que chamamos de dominância. 
Mas algumas características terão sua expressão gênica afetadas pela penetrância e 
pela expressividade do gene. Penetrância refere-se à expressão ou não de um gene, isto é, 
quantas pessoas com um gene apresentam o traço associado a ele. A penetrância pode ser 
completa (100%) ou incompleta (por exemplo, de 50% quando apenas metade dos indivíduos 
que carregam o gene apresentarem o traço). 
 
 
 
Alguns genes se expressam sempre que estão presentes (penetrância completa ou de 100%), 
enquanto outros podem mesmo que presentes poderão não se manifestar (penetrância 
incompleta, isto é, apenas uma porcentagem das pessoas que apresentam o gene irá 
expressá-lo). 
 
Expressividade determina o grau de intensidade de uma característica, podendo ser 
uniforme ou variável. A expressão uniforme ocorre quando um alelo expressa sempre um 
único tipo de fenótipo, de fácil reconhecimento, com as cores da semente da ervilha (ou são 
amarelas ou são verdes). A expressão variável ocorre quando o alelo apresenta vários 
t.me/CursosDesignTelegramhub
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – CURSO EXTENSIVO DE BIOLOGIA 
 
AULA 15 – GENÉTICA E BIOTECNOLOGIA 20 
graus de expressão, que podem ser estabelecidos em porcentagem, variando de valores 
máximos a mínimos. 
 
 
• A dominância permite que o fenótipo de um indivíduo heterozigoto seja igual ao fenótipo de 
um indivíduo homozigoto dominante. 
• A penetrância mede a porcentagem de casos nos quais o gene é expresso. 
• A expressividade mede o nível de expressão do gene. 
 
QUESTÕES PARA MEMORIZAÇÃO 
 
 
(ACAFE Medicina/2021) A Síndrome de Noonan é uma doença genética, com ocorrência 
1 em 2.500 crianças em todo o mundo. A condição pode ser transmitida a partir de 
ambos os pais, mas pode desenvolver-se de forma aleatória, após pouco tempo do 
nascimento. Os sintomas da doença incluem olhos grandes, pequena estatura e 
características faciais como um pescoço alado e um nariz ponte-plana. Na genealogia a 
seguir, os indivíduos representados por símbolos escuros são afetados pela Síndrome 
de Noonan. 
 
 
 
 
Após análise da genealogia e de acordo com os conhecimentos relacionados ao tema, é 
correto afirmar: 
a) Todas as manifestações que se observam no indivíduo ao nascer são, necessariamente, 
hereditárias. 
t.me/CursosDesignTelegramhub
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – CURSO EXTENSIVO DE BIOLOGIA 
 
AULA 15 – GENÉTICA E BIOTECNOLOGIA 21 
b) A penetrância é o grau de intensidade com que um gene se manifesta no fenótipo do 
indivíduo. 
c) Síndrome de Noonan é, provavelmente, uma doença genética autossômica dominante de 
penetrância incompleta. 
d) De acordo com a análise da genealogia, a Síndrome de Noonan é uma doença genética 
ligada ao sexo com padrão dominante. 
 
 
Comentários 
a) Errada. O texto afirma que algumas podem se formar após o nascimento. 
b) Errada. A expressividade éo grau de intensidade com que um gene se manifesta no 
fenótipo do indivíduo. 
c) Certa. Observe o casal I-1 e I-2, que é afetado, e possui uma filha normal. Essa é a 
principal indicação de herança dominante. Contudo, o casal III-2 e III-3 é normal e possui um 
filho afetado, indicando herança recessiva. Mas se a herança fosse recessiva, o casal I-1 e I-2 
jamais teria um filho deferente, pois do cruzamento entre dois indivíduos aa x aa não é possível 
nascer um indivíduo com o alelo A. Logo, podemos pensar na herança dominante com 
penetrância incompleta. 
d) Errada. Pela análise da genealogia, a Síndrome de Noonan é uma doença genética 
autossômica com padrão dominante. 
Gabarito: C. 
 
 
 
 
 
Probabilidade condicional 
 
Probabilidade condicional é um conceito matemático no qual são estudadas as 
possibilidades de um acontecimento condicionado a outro. Por exemplo, temos uma planta 
que produz sementes amarelas, mas não sabemos se o seu genótipo é AA ou Aa. Em um 
cruzamento dessa planta com outra, de genótipo Aa, qual a probabilidade de obtermos ao 
menos um descendente que produza sementes verdes (aa)? 
 
 
Sabemos que para que haja um descendente que produza sementes verdes, ambos os 
progenitores deverão ceder um alelo a. A probabilidade de o progenitor de genótipo 
desconhecido ser heterozigoto é 50%. Observe: 
 
t.me/CursosDesignTelegramhub
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – CURSO EXTENSIVO DE BIOLOGIA 
 
AULA 15 – GENÉTICA E BIOTECNOLOGIA 22 
 
 
Caso ele seja Aa, a probabilidade de nascer um descendente que gere sementes 
verdes no cruzamento entre dois indivíduos heterozigotos será 
𝟏
𝟒
 . 
 
 
 
Logo, a probabilidade de obtermos ao menos um descendente que produza sementes 
verdes depende, primeiramente, de o genótipo do progenitor ser Aa. Em outras palavras, o 
progenitor deve ser heterozigoto E o descendente deve receber o alelo recessivo de ambos 
os parentais: 
 
 
 
 
 
 
2.4 Segunda Lei de Mendel: a lei da segregação 
independente 
A 1ª Lei de Mendel ou Lei da segregação nos permite prever como uma única 
característica associada a um único gene é herdada. Porém, em alguns casos, podemos 
querer prever a herança de duas características associadas a dois genes diferentes. Como 
podemos fazer isso? 
Quando Mendel se fez essa pergunta, ele descobriu que genes diferentes eram 
herdados independentemente um do outro, seguindo o que hoje é chamado de lei da 
segregação independente. Em outras palavras, o alelo que um gameta recebe por um gene 
não influencia o alelo recebido por outro gene. Vamos voltar às ervilhas. 
O alelo que especifica a cor amarela da semente (A) é dominante sobre o alelo que 
especifica a cor verde (a), e o alelo que especifica a textura lisa (B) é dominante sobre o alelo 
que especifica a textura rugosa (b). Imagine que cruzemos duas plantas de ervilhas puras: uma 
com sementes amarelas (AA) e lisas (BB) e outra com sementes verdes (aa) e rugosas (bb). 
 
AABB x aabb 
 
Como cada genitor é homozigoto, a lei da segregação (1ª lei de Mendel) nos diz que os 
gametas produzidos pela planta com sementes amarelas e lisas são todos AB e os gametas 
𝑃(𝑔𝑒𝑛𝑖𝑡𝑜𝑟 𝐴𝑎) =
1
2
 
𝑃(𝑎𝑎) =
1
4
 
𝑃(𝑑𝑒𝑠𝑐𝑒𝑛𝑑𝑒𝑛𝑡𝑒 𝑐𝑜𝑚 𝑠𝑒𝑚𝑒𝑛𝑡𝑒𝑠 𝑣𝑒𝑟𝑑𝑒𝑠) = 𝑃(𝑔𝑒𝑛𝑖𝑡𝑜𝑟𝐴𝑎) ⋅ 𝑃(𝑎𝑎) =
1
2
⋅
1
4
=
𝟏
𝟖
 
t.me/CursosDesignTelegramhub
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – CURSO EXTENSIVO DE BIOLOGIA 
 
AULA 15 – GENÉTICA E BIOTECNOLOGIA 23 
produzidos pela planta com sementes verdes e rugosas são todos ab. Assim, a descendência 
desse cruzamento produz todos os indivíduos de F1 com genótipo AaBb. 
Isso significa que as plantas da F1 são todas heterozigotas para os dois genes, mas 
apresentam apenas sementes amarelas e lisas (os dois fenótipos dos alelos dominantes). 
Essas plantas são chamadas diíbridas. Mendel então realizou o cruzamento entre dois diíbridos 
da geração F1 e analisou a descendência. 
 
 
Ele percebeu que esse cruzamento resultava em quatro categorias fenotípicas 
diferentes: amarela e lisa, amarela e rugosa, verde e lisa, e verde e rugosa. No entanto, os 
gametas podiam se combinar de 16 maneiras possíveis. A análise dos diferentes genótipos 
obtidos permitiu o estabelecimento das seguintes relações: 
 
 
Essas categorias fenotípicas apareceram em uma proporção de aproximadamente 9: 3: 
3: 1. Essa relação foi a chave que levou Mendel à lei da segregação independente, porque 
essa é a proporção que esperaríamos ver se as plantas da F1 fizessem quatro tipos de 
gametas (espermatozoides e óvulos) com igual frequência: AB, Ab, aB e ab. Em outras 
palavras, este é o resultado que preveríamos se cada gameta recebesse aleatoriamente um 
alelo A ou a e, em um processo separado, também recebesse aleatoriamente um alelo B ou b 
(fazendo quatro combinações igualmente prováveis). 
A base física para a lei da segregação independente está na meiose I, quando os pares 
homólogos se alinham em orientações aleatórias no meio da célula e se preparam para se 
separar, gerando gametas com diferentes combinações de alelos. 
Por exemplo, vamos comparar dois arranjos diferentes para dois cromossomos no 
estágio de metáfase I. No arranjo 1, os cromossomos que carregam os alelos dominantes para 
cor da semente (A) e para textura (B) se alinham na placa metafásica, bem como os seus 
respectivos alelos recessivos. Observe: 
 
Proporção genotípica da geração F2 
9: 3: 3: 1 
t.me/CursosDesignTelegramhub
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – CURSO EXTENSIVO DE BIOLOGIA 
 
AULA 15 – GENÉTICA E BIOTECNOLOGIA 24 
 
 
Já no arranjo 2, o cromossomo que carrega o alelo dominante para cor da semente (A) 
se alinha com cromossomo que carrega o alelo recessivo para textura (b), bem como o 
cromossomo que carrega o alelo recessivo para cor (a) se alinha com o cromossomo que 
carrega o alelo dominante para textura (B). Observe: 
 
 
 
Esses arranjos são aleatórios. Se a meiose acontece muitas vezes, como em uma 
planta de ervilha, certamente os dois arranjos irão ocorrer e, portanto, os gametas AB, Ab, aB 
e ab se formarão com igual frequência. Por isso, genes que estão em cromossomos 
diferentes são independentes. 
Mendel expressou sua segunda lei (ou lei da segregação independente) da seguinte 
maneira: 
 
Os fatores (alelos) para duas ou mais características se distribuem independentemente 
durante a formação dos gametas e se combinam ao acaso. 
Na ervilha, os genes da cor da semente e da textura da semente estão nos 
cromossomos 1 e 7 do genoma, respectivamente, confirmando que a herança da cor da 
semente não se encontra ligada à herança da textura. 
 
 
 
t.me/CursosDesignTelegramhub
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – CURSO EXTENSIVO DE BIOLOGIA 
 
AULA 15 – GENÉTICA E BIOTECNOLOGIA 25 
Atenção! 
 
Um jeito de calcular o número de gametas diferentes que um indivíduo pode produzir é 
através da equação 𝒏º 𝒅𝒆 𝒈𝒂𝒎𝒆𝒕𝒂𝒔 = 𝟐𝒏, onde n equivale ao número de características 
com genótipo híbrido (heterozigoto). Por exemplo, um indivíduo com genótipo 
AaBbCCDdeeFfGgHH pode produzir quantos gametas diferentes? Os genótipos híbridos 
são Aa, Bb, Dd, Ff, Gg. Logo, 
 
nº de gametas formados = 2n = 25 = 32 
 
Poderão ser formados nesse indivíduo 32 tipos de gametas. 
 
 
QUESTÃO PARA MEMORIZAÇÃO 
 
Suponha um cruzamento entre dois indivíduos de genótipo AaBb e Aabb. Qual a 
probabilidade de nascer um indivíduo com genótipo aaBb? 
 
Os gametas possíveis de serem formados pelo indivíduo AaBb são: AB, Ab, aB e ab. 
Já os gametas possíveis de serem formados pelo indivíduo Aabb são: Ab e ab. 
Vamos colocá-los no quadro de Punnet. 
 
 
 
Após realizar todas as combinações entre os possíveis gametas, temos que a probabilidade de 
um nascer um descendente com genótipo aaBb é de 
1
8
 ou 12,5%. 
 
Agora, suponha que em um cruzamento entre dois indivíduos degenótipo AaBb, obteve-
se 556 sementes com os quatro fenótipos, sendo 315 amarelas e lisas, 108 verdes e 
lisas, 101 amarelas e rugosas e 32 verdes e rugosas. A quantidade de sementes obtidas 
corresponde ao número esperado para esses fenótipos? 
 
Bem, para esse cruzamento, esperamos obter a proporção mendeliana para dois genes 
segregando independentemente, ou seja, 9: 3: 3: 1. Logo, espera-se obter: 
 
• 
9
16
=
𝑥
556
→ 16𝑥 = 5005 → 𝑥 = 312 plantas com sementes amarelas e lisas 
•
3
16
=
𝑥
556
→ 16𝑥 = 1668 → 𝑥 = 104 plantas com sementes verdes e lisas 
•
3
16
=
𝑥
556
→ 16𝑥 = 1668 → 𝑥 = 104 plantas com sementes amarelas e rugosas 
•
1
16
=
𝑥
556
→ 16𝑥 = 556 → 𝑥 = 34 plantas com sementes verdes e rugosas 
 
 
t.me/CursosDesignTelegramhub
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – CURSO EXTENSIVO DE BIOLOGIA 
 
AULA 15 – GENÉTICA E BIOTECNOLOGIA 26 
3. Genes ligados (linkage) 
Acabamos de ver como a lei da segregação independente gera uma proporção 9: 3: 3: 
1. Mas o que aconteceria se os genes para cor e textura da semente não seguissem a 
segregação independente? Imagine, por exemplo, se os genes da cor e da textura estivessem 
fisicamente grudados e não pudessem ser separados. 
 
Vamos fazer esse exercício “empacotando” 
os alelos em caixas azuis, como 
demonstrado na figura ao lado. Neste 
caso, os genes para a cor e para a textura 
da semente seriam sempre herdados como 
um par, ou seja, os alelos dominantes 
(amarelos e lisos) seriam passados sempre 
juntos, e assim também os alelos 
recessivos (verdes e rugosos). Isso 
significa que cada gameta formado 
receberia ou um par de alelos AB ou um 
par de alelos ab. Assim, se esses genes 
fossem sempre herdados completamente 
ligados, um cruzamento di-híbrido 
produziria apenas dois tipos de 
descendentes: indivíduos com sementes 
amarelas/lisas e indivíduos com sementes 
verdes/rugosas, em uma proporção de 3:1. 
 
Mas, no caso dessas características em particular, os resultados que Mendel obteve 
respeitaram a proporção 9: 3: 3: 1 que vimos antes, mostrando a ele que esses genes variavam 
independentemente. No entanto, existem pares de genes que não se ajustam 
independentemente. Quando os genes estão próximos em um cromossomo, os alelos no 
mesmo cromossomo tendem a ser herdados mais frequentemente como unidade. Dizemos que 
esses genes estão ligados (em linkage). 
Dito de outra forma, a segregação de alelos em um par de genes ocorre 
independentemente da segregação de alelos em outros pares de genes durante a reprodução 
sexual, exceto quando estão ligados. 
 
Linkage ou genes ligados é o fenômeno em que dois ou mais pares de alelos localizam-se no 
mesmo par de homólogos, ou seja, existe uma ligação entre os pares de alelos. 
 
t.me/CursosDesignTelegramhub
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – CURSO EXTENSIVO DE BIOLOGIA 
 
AULA 15 – GENÉTICA E BIOTECNOLOGIA 27 
 
Genes ligados podem ocorrer em duas configurações diferentes: cis e trans. 
Quando os alelos dominantes de dois genes (A e B) aparecem ligados em um 
cromossomo e os alelos recessivos aparecem ligados no seu homólogo, dizemos que esses 
genes estão em posição CIS, representados por 
𝑨𝑩
𝒂𝒃
. Assim, na meiose, 50% dos gametas 
formados serão AB e 50% serão ab. Tais gametas são chamados parentais. Veja: 
 
 
 
Genes ligados podem ou não sofrer permutação durante a meiose. Lembre-se que 
permutação é o fenômeno no qual cromátides homólogas trocam pedaços, estabelecendo uma 
recombinação gênica que leva à formação de gametas portadores de novas combinações. A 
segregação independente e a permutação são os dois eventos geradores de variabilidade 
genética durante a formação dos gametas. 
No caso de acontecer permutação entre esses genes em posição cis durante a meiose, 
além dos gametas parentais AB e ab, iriam ser formados outros dois tipos de gametas – Ab e 
aB, chamados de gametas recombinantes – frutos da recombinação dos genes. Veja: 
 
t.me/CursosDesignTelegramhub
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – CURSO EXTENSIVO DE BIOLOGIA 
 
AULA 15 – GENÉTICA E BIOTECNOLOGIA 28 
 
Por outro lado, quando o alelo dominante de um dos genes (A) se encontra ligado ao 
alelo recessivo de outro gene (b) em um mesmo cromossomo, e os seus pares se encontram 
ligados no cromossomo homólogo, dizemos que esses genes estão em posição TRANS, 
representados por 
𝑨𝒃
𝒂𝑩
 . Assim, na meiose, 50% dos gametas formados serão Ab e 50% serão 
aB. Veja: 
 
 
 
No caso de acontecer permutação entre esses genes em posição trans durante a 
meiose, além dos gametas parentais Ab e aB, iriam ser formados outros dois tipos de gametas 
– AB e ab, chamados de gametas recombinantes – frutos da recombinação dos genes. Veja: 
 
t.me/CursosDesignTelegramhub
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – CURSO EXTENSIVO DE BIOLOGIA 
 
AULA 15 – GENÉTICA E BIOTECNOLOGIA 29 
 
 
O fenômeno de genes ligados é normal e frequente. É de se esperar que muitos genes 
estejam localizados no mesmo par de cromossomos homólogos. 
Quando os genes estão ligados, apesar de serem formados quatro tipos de gametas, a 
frequência com que eles ocorrem é diferente da proporção mendeliana. De acordo com a 
segunda lei de Mendel, a formação dos diferentes gametas considerando-se um indivíduo di-
íbrido ocorre em igual frequência, sendo 25% cada tipo. Nos genes ligados, os gametas 
parentais são mais frequentes que os gametas recombinantes. 
Vamos cruzar um indivíduo AaBb, com um duplo recessivo (aabb) em duas situações, 
para comparar a frequência com que os gametas recombinantes e parentais são formados. 
 
① Genes ligados em posição cis, sem ocorrência de permutação 
• gametas formados: AB e ab 
• cruzamento: 
 
 
• apenas dois tipos de descendentes podem ser formados: 50% AaBb e 50% aabb 
 
② Genes ligados em posição cis, com ocorrência de permutação 
• gametas formados: AB, Ab, aB, ab 
• cruzamento: 
 
 
• quatro tipos de descendentes podem ser formados, no entanto, a proporção fenotípica 
esperada não é 25% para cada tipo, porque somente duas das quatro cromátides participam 
da permutação. Teremos sempre maior quantidade de descendentes formados a partir da 
união entre os gametas parentais. Os descendentes formados pelos gametas recombinantes 
nunca serão maiores que 50%. 
 
Então qual será a proporção esperada dos genótipos? Uma informação é importante: 
 
A porcentagem de permutação entre dois genes ligados equivale à distância entre eles: 
quanto maior a distância, maior a probabilidade de ocorrência de permutação. 
 
 AB ab 
ab AaBb aabb 
 
 AB ab Ab aB 
 ab AaBb aabb Aabb aaBb 
t.me/CursosDesignTelegramhub
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – CURSO EXTENSIVO DE BIOLOGIA 
 
AULA 15 – GENÉTICA E BIOTECNOLOGIA 30 
Suponha que os genes estejam separados por 15 unidades de recombinação (UR). Isso 
significa que a taxa de permutação entre A e B é igual a 15%, ou seja, em 15% das meioses 
espera-se que ocorra recombinação. Logo, em 75% das meioses serão gerados apenas os 
gametas parentais, em igual frequência. Portanto, a frequência da formação do gameta AB 
será de 37,5%, assim como a frequência de formação do gameta ab. Já a frequência dos 
gametas recombinantes será de 15%, sendo 7,5% a frequência de formação do gameta Ab e 
7,5% a frequência de formação do gameta aB. 
 
 
 
Agora, vamos considerar três genes ligados em um cromossomo, de modo que entre A 
e B ocorra 15% de permutação, entre A e C ocorra 10% de permutação e entre B e C ocorra 
5% de permutação. 
Podemos construir o mapa cromossômico desses três genes, uma vez que sabemos 
as taxas de permutação equivalem à distância entre os genes. Assim, a distância entre A e B é 
de 15 unidades de recombinação (UR), entre A e C é de 10 UR e entre B e C é de 5 UR. Essas 
unidades de recombinação (UR) são denominadas centimorgan, em homenagem a Thomas 
Morgan, cientista cujos experimentos com drosófilas permitiram descobrir essa relação entre 
distância e taxa de permutação. 
 
 
 
QUESTÃO PARA MEMORIZAÇÃO 
 
(Simulado EV/2021 – 4000083530)Suponha que duas condições anatômicas sejam 
determinadas, na espécie humana, pelos alelos recessivos dos genes A e B. Um homem 
normal casou-se com uma mulher que apresenta os dois fenótipos. Eles tiveram 12 
filhos, dos quais 5 são normais, 5 apresentam ambos os fenótipos, 1 apresenta somente 
t.me/CursosDesignTelegramhub
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – CURSO EXTENSIVO DE BIOLOGIA 
 
AULA 15 – GENÉTICA E BIOTECNOLOGIA 31 
o fenótipo determinado pelo gene A e 1 apresenta somente o fenótipo determinado pelo 
gene B. 
Dada a situação exposta, é possível afirmar que: 
 
A. a mãe forma quatro tipos de gametas em proporções iguais. 
B. A e B estão localizados em cromossomos diferentes e não ocorre permutação. 
C. A e B estão localizados em cromossomos diferentes e ocorre permutação. 
D. A e B estão localizados no mesmo cromossomo e não ocorre permutação. 
E. A e B estão localizados no mesmo cromossomo e ocorre permutação. 
 
Comentários 
Vamos estabelecer os genótipos: 
A_B_ = normal 
aabb = afetado 
Como o casal teve filhos afetados por ambas as características, sabemos que o pai é 
heterozigoto. 
 
 
 
Assim, se os genes A e B segregassem independentemente um do outro, seriam 
esperados 25% de chance de nascer uma criança normal, 25% de chance de nascer uma 
criança afetada por ambas as características, 25% de chance de nascer uma criança afetada 
apenas por A e 25% de chance de nascer uma criança afetada apenas por B. Mas esse não foi 
o observado. Nasceu uma quantidade muito maior de crianças normais e afetada por ambos os 
genes, o que sugere que A e B estão ligados, ou seja, localizados no mesmo cromossomo. 
Como também nasceram, em razão bem menor, outras duas crianças com genótipo diferente 
(Aabb e aaBb), houve permutação. 
Gabarito: E. 
 
(Simulado EV/2021 – 4000187566) Dois genes, A e B, possuem relação de dominância 
completa. Um homem heterozigoto, com alelos A e b situados em um mesmo 
cromossomo, engravidou uma mulher duplo recessiva para esses genes. Considerando 
t.me/CursosDesignTelegramhub
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – CURSO EXTENSIVO DE BIOLOGIA 
 
AULA 15 – GENÉTICA E BIOTECNOLOGIA 32 
uma taxa de permutação de 26%, a porcentagem esperada de descendentes AaBb e 
Aabb é de: 
 
A. 37 e 37. 
B. 37 e 13. 
C. 13 e 37. 
D. 13 e 13. 
E. 74 e 26. 
 
Comentários 
O homem é heterozigoto para os genes A e B, sendo AaBb. O enunciado informa-nos 
que os alelos A e b estão presentes em um mesmo cromossomo, a partir do que concluímos 
que esses genes se encontram em disposição trans: 
 
 
O cruzamento ocorre entre esse homem e uma mulher duplo recessiva, portanto com 
genótipo aabb. Essa mulher só forma um tipo de gameta, o ab, mas o homem pode formar 
quatro tipos de gametas diferentes, considerando que ocorre permutação. 
A taxa de permutação é de 26%. Assim, 74% dos gametas serão como os parentais 
(formados a partir da configuração trans) e 26% deles serão recombinantes (formados a partir 
da configuração cis): 
 
 
t.me/CursosDesignTelegramhub
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – CURSO EXTENSIVO DE BIOLOGIA 
 
AULA 15 – GENÉTICA E BIOTECNOLOGIA 33 
 
Fazendo o cruzamento desses gametas com o gameta ab da mulher, temos: 37% Aabb, 
37% aaBb, 
13% AaBb e 13% aabb. 
Gabarito: C. 
 
4. Heredogramas e Padrões de herança mendeliana 
Uma das representações mais características da Genética são as genealogias ou 
heredogramas, usadas para analisar o padrão de herança de uma característica particular, 
mostrando a presença ou ausência de um traço entre os indivíduos de toda a família por meio 
de símbolos. Esses diagramas compilam uma série de informações, como o sexo dos 
indivíduos, a ordem de nascimento e o grau de parentesco. Por isso, são frequentemente 
utilizados nas questões de vestibular. 
Observe o heredograma abaixo, que traz a genealogia de um rapaz chamado Felipe. 
 
 
 
Observe que cada indivíduo se liga a pelo menos mais uma pessoa e que o grau de 
parentesco é ditado pela hierarquia dessas ligações. Assim, do casamento entre os avós 
paternos nascem três filhos, dois meninos e uma menina. Um dos meninos se casa e o casal 
tem Felipe. 
Mas no nosso ‘dia a dia’ de estudante, iremos encontrar essa representação de maneira 
simplificada. Vamos entender o que significam os principais símbolos de um heredograma. 
 
 
 
t.me/CursosDesignTelegramhub
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – CURSO EXTENSIVO DE BIOLOGIA 
 
AULA 15 – GENÉTICA E BIOTECNOLOGIA 34 
 
 
As doenças genéticas são causadas por uma ou mais alterações permanentes no DNA. 
Essas alterações podem ser passadas de geração em geração (mutações germinativas), com 
diferentes padrões de herança, ou surgir espontaneamente durante a vida (mutações 
somáticas). Mas toda doença genética é herdada? Existem muitas doenças genéticas, porém 
nem todas são hereditárias. As doenças genéticas hereditárias são aquelas causadas por 
alterações do DNA que são herdadas de pelo menos um dos pais. Pensando nisso, 
podemos classificar essas doenças de acordo com o padrão de herança, ou seja, a forma 
como elas precisam ser herdadas para se manifestarem. 
4.1 Padrão de herança autossômico recessivo 
As heranças autossômicas recessivas são causadas por um par de alterações 
genéticas, herdadas tanto do pai quanto da mãe. Esse padrão de herança é o mais comum 
entre as doenças genéticas raras, compreendendo cerca de 45% delas. 
Para esse padrão de herança, os indivíduos precisam carregar duas cópias da alteração 
causadora do fenótipo. 
 
① Se somente o pai ou a mãe for portador, existe 50% de chance do filho receber a alteração 
e também se tornar portador da doença. 
② Se ambos os pais são portadores, existe 50% de chances da criança ser portadora, 25% de 
chance de ser afetada pela doença, e 25% de chance de não herdar nenhuma alteração. 
 
 
 
 
 
Exemplos mais comuns 
 
t.me/CursosDesignTelegramhub
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – CURSO EXTENSIVO DE BIOLOGIA 
 
AULA 15 – GENÉTICA E BIOTECNOLOGIA 35 
A fibrose cística ou mucoviscidose é uma condição que causa uma dificuldade de 
eliminar secreções como muco, suor e sucos digestivos, fazendo com que esses fluidos se 
tornem espessos e pegajosos, aderindo e obstruindo tubos, ductos e passagens. 
O albinismo é um distúrbio genético que se caracteriza pela ausência total ou parcial 
da melanina (pigmento responsável pela coloração da pele, dos pelos e dos olhos). 
A anemia falciforme é caracterizada pela produção anormal de hemoglobinas, entre as 
quais a mais comum é a forma HbS, que sob determinadas condições de desoxigenação 
polimeriza, deformando as hemácias, que assumem uma forma semelhante a foices, 
causando deficiência no transporte de oxigênio e gás carbônico e outras complicações. 
A doença de Tay-Sachs é uma doença neurodegenerativa em que ocorre acúmulo de 
um gangliosídio (lipídio) nos neurônios devido a uma mutação na enzima hexosaminidase 
A, que decompõem lipídios. 
A fenilcetonúria é uma doença rara caracterizada por defeito da enzima fenilalanina 
hidroxilase, que catalisa o processo de conversão da fenilalanina em tirosina, importante na 
síntese da melanina. 
 
 
 
4.2 Padrão de herança autossômico dominante 
Na herança autossômica dominante, uma única cópia da alteração, herdada do pai 
ou da mãe, pode ser suficiente para a manifestação dos sintomas. Esse padrão de 
herança é menos comum e compreende cerca de 32% das doenças genéticas raras. Neste 
caso, 
 
① se somente o pai ou a mãe possui uma cópia da alteração que causa a doença, existe 50% 
de chance do filho receber a alteração; 
② se ambos os pais possuírem uma cópia alterada cada um, existe 75% de chances da 
criança herdar pelo menos uma das cópias alteradas que podem causar a doença, e 25% de 
chance de não herdar nenhuma alteração. 
 
 
 
t.me/CursosDesignTelegramhub
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – CURSO EXTENSIVO DE BIOLOGIA 
 
AULA 15 – GENÉTICA E BIOTECNOLOGIA 36 
NOTA: Existem doenças com esse padrão em que, mesmo herdando umacópia da 
alteração, alguns indivíduos não manifestam os sintomas, devido a efeitos ambientais 
relacionados ao estilo de vida ou mecanismos biológicos que compensam ou anulam o 
efeito da mutação no organismo. Netsa situação, a alteração tem penetrância incompleta, 
ou seja, não afeta todas as pessoas que possuem a mutação. 
 
 
Exemplos mais comuns 
 
Distrofia Miotônica é uma distrofia muscular rara que afeta a capacidade de relaxar os 
músculos voluntariamente. 
Síndrome de Marfan é causada por mutações no gene que codifica a proteína fibrilina, 
que ajuda o tecido conjuntivo a manter sua força. Com a alteração, algumas fibras acabam 
enfraquecendo o tecido, afetando os ossos e as articulações, o coração, os vasos 
sanguíneos, os olhos, os pulmões e o sistema nervoso central. 
Doença de Huntington é uma doença que determina a degeneração de regiões 
importantes do cérebro, o que resulta na morte das células nervosas e favorece o 
desenvolvimento de disfunção dos movimentos, do comportamento e da capacidade de se 
comunicar. Os sintomas são progressivos, podendo ter início entre os 35 e 45 anos. 
 
 
 
4.3 Padrão de herança sexual 
Na maioria das espécies que se reproduz sexuadamente, a diferença entre machos e 
fêmeas é determinada por um par de cromossomos específicos que carregam as informações 
sobre o sexo do indivíduo: os chamados cromossomos sexuais. 
Na espécie humana, uma célula somática (que forma o corpo) apresenta 23 pares de 
cromossomos, sendo 22 pares autossomos (semelhantes em ambos os sexos) e 1 par de 
cromossomos sexuais, de morfologia diferente entre si. 
 
t.me/CursosDesignTelegramhub
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – CURSO EXTENSIVO DE BIOLOGIA 
 
AULA 15 – GENÉTICA E BIOTECNOLOGIA 37 
 
 
Os pares de cromossomos autossômicos são designados através de um número, por 
exemplo, cromossomo 18, cromossomo 21. Enquanto os cromossomos sexuais são 
designados por letras, a mulher tem dois cromossomos X e o homem um cromossomo X e um 
Y. Quando um gene apresenta apenas uma cópia no genoma de um indivíduo, diz-se que tal 
indivíduo é hemizigoto. 
Os cromossomos sexuais são considerados parcialmente homólogos, porque 
apresentam tamanhos diferentes, sendo o X maior que o Y. Embora o cromossomo Y 
apresente uma pequena região de similaridade com o cromossomo X, que permite o 
emparelhamento durante a meiose, no geral ele é muito mais curto e contém bem menos 
genes. Enquanto o cromossomo X tem cerca de 800-900 genes codificantes de proteínas com 
uma ampla variedade de funções, o cromossomo Y tem apenas 60 a 70 genes, dos quais 
quase metade são ativos apenas nos testículos (órgãos produtores de espermatozoides). 
 
 
 
Assim, quando falamos de herança ligada aos cromossomos sexuais, estamos falando 
da herança de genes localizados ou no cromossomo X ou no cromossomo Y. 
 
4.3.1 Padrão de herança recessiva ligada ao X (ou ligada ao sexo) 
 
Esse tipo de herança ocorre quando um gene está presente no cromossomo X, sendo 
por isso chamado de herança ligada ao X ou ao sexo. Como homens só possuem um 
t.me/CursosDesignTelegramhub
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – CURSO EXTENSIVO DE BIOLOGIA 
 
AULA 15 – GENÉTICA E BIOTECNOLOGIA 38 
cromossomo X, uma cópia do gene alterado é suficiente para a herança recessiva ligada ao X. 
Já no caso das mulheres, como possuem dois cromossomos X, é necessário herdar a 
alteração genética de ambos os pais para manifestar o fenótipo. 
Para esse padrão de herança, 
 
① se somente o pai possuir a alteração que causa a doença, existe 50% de chance de ter uma 
filha portadora e nenhuma chance de ter um filho afetado; 
② se a mãe for portadora da mutação, existe 50% de chance de filhas mulheres serem 
portadoras e 50% dos filhos homens afetados; e 
③ se ambos os pais forem portadores, existe 50% de chances de os filhos homens serem 
afetados e 50% de chances de as filhas mulheres serem afetadas. 
 
 
 
 
 
 
Exemplos mais comuns 
 
A hemofilia é causada por deficiência na coagulação sanguínea devido à ausência de 
fatores de coagulação. Os hemofílicos sangram por mais tempo até que ocorra a 
coagulação, de modo que feridas menores podem ser fatais. 
O daltonismo é causado pela ausência ou baixa produção de determinados tipos de 
pigmentos que acabam levando à dificuldade de perceber algumas cores. O tipo mais 
comum de daltonismo está relacionado à deficiência nos fotorreceptores verdes, afetando a 
percepção de tons de vermelho e amarelo. 
Estas anormalidades são produzidas por alelos recessivos presentes no cromossomo 
X. Os alelos que condicionam a normalidade são dominantes. 
 
 
 
t.me/CursosDesignTelegramhub
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – CURSO EXTENSIVO DE BIOLOGIA 
 
AULA 15 – GENÉTICA E BIOTECNOLOGIA 39 
4.3.2 Padrão de herança dominante ligada ao X (ou ligada ao sexo) 
 
Aqui, uma cópia alterada do gene pode ser suficiente para afetar tanto homens 
quanto mulheres. Nesse caso, as chances de ter filhos afetados também varia dependendo 
de quem possui a mutação, o pai ou a mãe. 
 
① Se somente o pai possuir a alteração, somente as filhas herdarão. 
② Se somente a mãe possuir uma cópia da mutação, existe 50% de chance dos filhos a 
herdarem, independente do sexo. 
③ Se somente a mãe for afetada, possuindo duas cópias da mutação, os filhos herdarão a 
mutação, independente do sexo. 
 
 
 
 
Exemplos mais comuns 
 
O raquitismo hipofosfatêmico é uma doença rara e progressiva causada por uma falha 
renal que leva a baixos níveis de fosfato no sangue (hipofosfatemia), fazendo com que os 
ossos se tornem dolorosamente moles e se dobrem facilmente. Se não tratada, 
especialmente durante o desenvolvimento ósseo da criança, leva a alterações irreversíveis 
nos ossos e nos dentes. 
O padrão de herança para essa doença é dominante e ligado ao cromossomo X, como 
resultado de mutações no gene PHEX, logo, tanto nas mulheres (que têm dois 
cromossomos X) quanto nos homens (que possuem apenas um cromossomo X), uma cópia 
alterada do gene é suficiente para causar a doença. 
 
 
 
 
t.me/CursosDesignTelegramhub
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – CURSO EXTENSIVO DE BIOLOGIA 
 
AULA 15 – GENÉTICA E BIOTECNOLOGIA 40 
4.3.3 Padrão de herança ligado ao Y, restrita ao sexo, ligada ao Y ou 
holândrica 
 
As doenças de padrão de herança ligado ao Y são causadas por alterações genéticas 
no cromossomo Y e, portanto, só podem ser transmitidas de pai para filho. Na porção não 
homóloga do cromossomo Y encontra-se o gene SRY (região determinante do sexo de Y), que 
codifica uma proteína que ativa outros genes necessários para o desenvolvimento dos 
caracteres secundários masculinos. 
Embriões XX não têm SRY e se desenvolvem em mulheres. Já os embriões XY têm 
SRY e se desenvolvem como homens. Em casos raros, os erros durante a meiose podem 
transferir o SRY do cromossomo Y para o cromossomo X. Se um cromossomo X portador de 
SRY fertilizar um óvulo normal, ele produzirá um embrião cromossomicamente feminino (XX), 
mas que se desenvolverá como se fosse masculino. 
 
 
4.4 Padrão de herança autossômico influenciado pelo sexo 
Embora seja determinada por genes localizados nos cromossomos autossomos, a 
expressão é influenciada pelo sexo do portador. A situação mais comum é, dentro do par de 
genes autossômicos, alelo ser dominante nos homens e recessivo nas mulheres. O principal 
exemplo é a calvície, que tem herança dominante nos homens e recessiva nas mulheres. Veja: 
 
 
 
4.5 Padrão de herança mitocondrial 
O padrão de herança do DNA mitocondrial é herdado da mãe, que contribui com as 
mitocôndrias para o zigoto. Assim, todos os filhos de uma mulher afetada por gene localizado 
nas mitocôndrias deverão apresentar o fenótipo afetado. 
Um exemplo desse tipo de herança é a síndrome de Kearns-Sayre. Grandes deleções 
no DNA mitocondrial impedem as mitocôndrias de gerar energia, o que pode causar sintomas 
como fraqueza dos músculos, incluindo aqueles que controlam o movimento dos olhos e 
pálpebras, bem como degeneraçãoda retina e desenvolvimento de doença cardíaca. 
 
t.me/CursosDesignTelegramhub
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – CURSO EXTENSIVO DE BIOLOGIA 
 
AULA 15 – GENÉTICA E BIOTECNOLOGIA 41 
 
 
Agora estamos prontos para começar a ler um heredograma e identificar como certos 
alelos são herdados. Mas antes disso, vamos conhecer alguns padrões de herança clássicos. 
Para isso, seguiremos um passo a passo que funciona para a maior parte dos exercícios de 
genética. 
 
1º PASSO) Procurar por pais fenotipicamente iguais que tenham filho com fenótipo 
diferente 
 
A primeira coisa a se fazer é buscar por um casal que tenha fenótipo igual, mas que 
tenha gerado ao menos um filho com fenótipo diferente. Pode ser que o casal seja afetado, 
com um filho normal, ou que o casal seja normal, com um filho afetado. Veja: 
 
 
 
A importância desse casal está no fato de que a presença de pais fenotipicamente iguais 
com filho de fenótipo diferente indica que o filho recebeu um alelo recessivo do pai e outro da 
mãe, tornando-se homozigoto recessivo. Portanto, os pais são heterozigotos. Veja: 
 
 
 
 
A partir daí, duas situações são possíveis: 
 
① Se os pais forem afetados e o filho for normal, significa que bastou a presença de um 
alelo dominante (A) para que a característica se manifestasse. Logo, a herança é dominante. 
 
② Se os pais forem normais e o filho for afetado, significa que foram necessárias duas 
cópias do alelo recessivo (aa) para que a característica se manifestasse. Logo, a herança é 
recessiva. 
 
t.me/CursosDesignTelegramhub
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – CURSO EXTENSIVO DE BIOLOGIA 
 
AULA 15 – GENÉTICA E BIOTECNOLOGIA 42 
 
 
Casal chave: pais iguais com filhos diferentes. Essa situação assegura que os pais sejam 
heterozigotos. 
 
Vale ainda destacar que a herança autossômica ocorre em igual frequência entre 
homens e mulheres. Mas nem sempre um casal desse tipo está presente nos heredogramas. 
Caso não ocorra nenhuma dessas situações, é hora de passar para o segundo passo. 
 
2º PASSO) Analisar a descendência dos indivíduos afetados 
 
Para descobrir se uma herança está ligada ao cromossomo X, devemos observar a 
ocorrência de duas situações: 
 
 
 
③ Se um homem afetado, casado com uma mulher normal, tiver TODAS as FILHAS afetadas, 
é bastante provável que a herança em questão seja dominante ligada ao cromossomo X. 
Isto porque os homens só precisam de uma cópia do alelo afetado para manifestá-lo, pois 
apresentam apenas um cromossomo X, e não transmitem a característica para o filho do sexo 
masculino. Além disso, ele só será afetado se sua mãe possuir o alelo causador. 
 
 
 
④ Se um homem normal, casado com uma mulher afetada, tiver TODOS os FILHOS afetados, 
é bastante provável que a herança em questão seja recessiva ligada ao cromossomo X. Por 
ser normal, o pai transmite às suas filhas o alelo normal, e transmite aos seus filhos o 
cromossomo Y. Os FILHOS AFETADOS recebem, portanto, o alelo causador da mãe afetada. 
As filhas são todas portadoras do alelo em questão (ou seja, heterozigotas). 
 
t.me/CursosDesignTelegramhub
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – CURSO EXTENSIVO DE BIOLOGIA 
 
AULA 15 – GENÉTICA E BIOTECNOLOGIA 43 
 
 
QUESTÕES PARA MEMORIZAÇÃO 
 
Observe o heredograma abaixo, que representa uma família com pessoas que têm a 
capacidade de dobrar a língua. 
 
 
Os indivíduos afetados são: I-2, I-3 e III-11 (lê-se indivíduos 2 e 3 da geração I e indivíduo 11 
da geração 3). Observe que II-7 e II-8 são casados, normais e tiveram um filho afetado. Trata-
se do casal-chave. Sabemos então que II-7 e II-8 são heterozigotos e que a herança é 
determinada por um alelo recessivo. A partir daí, distribuímos os genótipos pelos demais 
indivíduos, considerando que todos os afetados têm o genótipo aa. 
 
 
 
O que podemos dizer com esse heredograma, então? Podemos dizer que a capacidade de 
dobrar a língua é uma condição genética hereditária determinada por um alelo autossômico 
recessivo. 
 
t.me/CursosDesignTelegramhub
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – CURSO EXTENSIVO DE BIOLOGIA 
 
AULA 15 – GENÉTICA E BIOTECNOLOGIA 44 
(Simulado EV/2022 – 4000204127) Observe o heredograma que segue: 
 
 
 
Podemos afirmar que: 
A. trata-se de uma herança sexual recessiva. 
B. o filho do casal é heterozigoto. 
C. se a filha normal do casal tiver uma criança afetada, ela é heterozigota. 
D. o casal pode ser homozigoto dominante ou heterozigoto. 
E. a filha afetada do casal só poderá gerar filhos afetados. 
 
Comentários 
A alternativa correta é a letra C. Trata-se de uma herança autossômica recessiva – pais 
normais (Aa) gerando um descendente afetado (aa). A filha normal (A_) do casal só poderá ter 
uma criança afetada se carregar um alelo recessivo e for heterozigota (Aa). 
Gabarito: D. 
 
5. Padrões de herança não-mendeliana 
Dominância é um conceito-chave na herança mendeliana e estabelece uma relação 
entre alelos de um gene, em que o efeito no fenótipo de um alelo mascara a contribuição de 
um segundo alelo no mesmo lócus. Vimos isso até agora: o alelo dominante na cor das ervilhas 
é o amarelo, e ele mascara o alelo verde nos heterozigotos. Contudo, este não é o único tipo 
de herança que existe. 
Após os trabalhos de Mendel se tornarem conhecidos e bem aceitos, vários 
pesquisadores se voltaram para estudar os diversos tipos de fenótipos encontrados na 
natureza. Eles verificaram que as proporções mendelianas nem sempre aconteciam. Muitas 
vezes, as proporções genotípicas obtidas são mendelianas, porém as proporções fenotípicas 
não são. 
 
5.1 Ausência de dominância, dominância incompleta ou 
herança intermediária 
Quando não há relação de dominância e recessividade entre os alelos de um gene, 
surge, no heterozigoto, um fenótipo intermediário. Este é o caso das flores “maravilha” 
(Mirabilis jalapa). 
t.me/CursosDesignTelegramhub
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – CURSO EXTENSIVO DE BIOLOGIA 
 
AULA 15 – GENÉTICA E BIOTECNOLOGIA 45 
Suponha o cruzamento entre plantas homozigotas que produzem somente flores 
vermelhas (VV) com plantas homozigotas que produzem somente flores brancas (BB). Desse 
cruzamento obtém-se 100% de plantas heterozigotas (VB) com a cor intermediária rosa. Logo, 
não há alelo dominante e alelo recessivo. Agora, do cruzamento entre duas flores rosas, da 
geração F1, obtemos ¼ de flores vermelhas, ½ de flores rosas e ¼ de flores brancas. Assim, a 
proporção genotípica é igual à proporção fenotípica (3 genótipos determinando 3 fenótipos 
distintos), sendo que a expressão do heterozigoto é intermediária entre os fenótipos parentais. 
 
Na ausência de dominância não há alelos dominantes e alelos recessivos e os 
heterozigotos apresentam uma condição intermediária dos homozigotos. 
 
5.2 Codominância 
Outra situação que pode acontecer é a codominância. Neste caso, o heterozigoto não 
apresenta um fenótipo intermediário entre os homozigotos; ele expressa ambas as 
características herdadas. 
Um exemplo é o caso das flores camélias. O cruzamento de uma flor camélia branca 
com uma flor camélia vermelha gera uma flor que expressa ambas as cores. Perceba que a 
flor híbrida não é rosa, e sim mesclada de branco e vermelho. 
 
Na codominância, o híbrido apresenta os dois alelos funcionais, expressando os dois 
fenótipos ao mesmo tempo. 
 
 
t.me/CursosDesignTelegramhub
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – CURSO EXTENSIVO DE BIOLOGIA 
 
AULA 15 – GENÉTICA E BIOTECNOLOGIA 46 
5.3 Genes letais 
Em 1905, o biólogo francês Lucien Cuénot observou padrões incomuns ao estudar a 
herança de um gene relacionado à cor da pelagem em camundongos. Após o acasalamento de 
dois camundongos com pelagem amarela, ele observou que a prole nunca mostrou uma 
relação fenotípica de 3:1. Na verdade, ele sempre obteve uma proporção de 2:1, com dois 
camundongos amarelos para cada camundongo com pelagem aguti (marrom). Cuénot 
determinou, então, que a pelagem amarela era o traço fenotípico dominante, e, usando 
cruzamentos testes, demonstrouque todos os camundongos amarelos eram heterozigotos. No 
entanto, ele nunca produziu um único camundongo amarelo homozigoto. Por quê? 
 
 
A letalidade do genótipo dominante homozigótico explicou as razões não-
mendelianas observadas por Cuénot. 
Quando ocorre o acasalamento entre dois camundongos heterozigotos para o gene da 
coloração da pelagem, a proporção fenotípica esperada de 3:1 é mascarada na geração F1 
resultante: 75% dos camundongos são amarelos e 25% são aguti. 
Contudo, o genótipo dominante homozigoto (AA) é letal. Os camundongos com esse 
genótipo não sobrevivem além do desenvolvimento embrionário. Por isso, os cruzamentos 
desses camundongos resultavam em proporções não-mendelianas: havia um gene letal, e ¼ 
da prole dos cruzamentos entre os camundongos heterozigotos morria durante o 
desenvolvimento embrionário. Em homozigose, o alelo para cor amarela era letal e todo 
indivíduo amarelo era, obrigatoriamente, heterozigoto. 
 
O cruzamento em que temos um alelo letal não exibe as proporções mendelianas, e sim uma 
proporção de 2:1, porque o alelo letal causa a morte dos organismos que os carregam. 
 
t.me/CursosDesignTelegramhub
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – CURSO EXTENSIVO DE BIOLOGIA 
 
AULA 15 – GENÉTICA E BIOTECNOLOGIA 47 
5.3.1 Genes letais recessivos 
 
Genes letais recessivos causam morte caso um organismo os apresente em 
homozigose. 
Isso não significa que a característica seja determinada por um alelo recessivo, apenas 
que a letalidade é recessiva, ou seja, determinada por duas cópias do alelo alterado. 
 
 
Exemplos 
 
Pelagem de camundongos: determinada por um alelo dominante, camundongos 
heterozigotos apresentam pelagem amarela. No entanto, a homozigose causa a morte 
durante o desenvolvimento embrionário ou nos primeiros meses de vida, um exemplo de 
letalidade recessiva. 
 
• AA: óbito 
• Aa: pelagem amarela 
• aa: pelagem marrom 
 
Acondroplasia: determinada por um alelo dominante, uma pessoa heterozigota terá 
membros curtos e baixa estatura, condição que não é letal. No entanto, a homozigose 
causa a morte durante o desenvolvimento embrionário ou nos primeiros meses de vida, um 
exemplo de letalidade recessiva. 
 
• AA: óbito 
• Aa: anão 
• aa: normal 
 
Outros exemplos incluem a fibrose cística, anemia falciforme e a braquidactilia 
(condição na qual indivíduos heterozigotos são portadores do gene e apresentam os dedos 
das mãos muito curtos): em todas elas a herança de apenas um alelo recessivo letal causa 
a doença, enquanto a herança de dois alelos é fatal. 
 
 
5.3.2 Genes letais dominantes 
 
Genes letais dominantes causam morte quando presentes em dose única, ou seja, 
provocam a morte dos indivíduos heterozigóticos e homozigóticos dominantes. 
Mas se um alelo leva à morte heterozigotos antes do nascimento, nunca veremos esse 
alelo em uma população humana; sobrevivem apenas os homozigotos recessivos. Neste caso, 
temos que distinguir três situações: 
 
• genes dominantes letais verdadeiros, que causam a morte do organismo antes do 
nascimento; 
• genes dominantes sub-letais, que causam a morte do organismo antes da idade 
reprodutiva; e 
• genes dominantes semi-letais, que diminuem a eficiência fisiológica temporária ou 
permanente, sendo fatais em alguns indivíduos. 
t.me/CursosDesignTelegramhub
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – CURSO EXTENSIVO DE BIOLOGIA 
 
AULA 15 – GENÉTICA E BIOTECNOLOGIA 48 
 
Genes dominantes letais verdadeiros raramente são detectados devido à rápida 
eliminação nas populações, uma vez que a morte ocorre antes mesmo de o indivíduo deixar 
descendentes. 
Genes dominantes sub-letais permitem que heterozigotos sobrevivam além do 
nascimento, sendo vistos na população como anomalia genética. 
Genes dominantes semi-letais permitem a sobrevivência de uma pessoa até a idade 
reprodutiva, podendo inclusive ser passado para os filhos. Esse é o caso da doença de 
Huntington, anomalia que afeta o sistema nervoso. Pessoas com o alelo alterado 
inevitavelmente desenvolvem a doença, mas podem não manifestar nenhum sintoma até os 40 
anos de idade e, por isso, acabam passando o alelo para seus filhos sem saberem. 
 
QUESTÕES PARA MEMORIZAÇÃO 
 
(Simulado EV / 2022 – 4000234317) A cor da flor conhecida como boca-de-leão é 
determinada por um único gene localizado em cromossomo autossômico. Em 
homozigose, o fenótipo que se manifesta pode ser vermelho ou branco, a depender da 
constituição de alelos, enquanto, em heterozigose, o fenótipo que se manifesta é 
intermediário, rosa. Trata-se de um exemplo de: 
 
A. polialelia. 
B. dominância incompleta. 
C. codominância. 
D. dominância completa. 
E. herança poligênica. 
 
Comentários 
a) Errada. Polialelia é referente à herança determinada por muitos alelos que ocupam 
um mesmo lócus. 
b) Certa. Quando o fenótipo expresso no indivíduo heterozigoto é intermediário entre os 
dois fenótipos homozigotos, então a dominância é dita incompleta. 
c) Errada. Na codominância, o heterozigoto expressa ambos os fenótipos presentes nos 
homozigotos (a flor seria vermelha e branca, não rosa). 
d) Errada. Na dominância completa, temos fenótipo dominante e fenótipo recessivo 
apenas. 
e) Errada. A herança poligênica é a quantitativa, quando vários alelos de vários genes 
podem ter efeitos aditivos na constituição de um fenótipo. 
t.me/CursosDesignTelegramhub
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – CURSO EXTENSIVO DE BIOLOGIA 
 
AULA 15 – GENÉTICA E BIOTECNOLOGIA 49 
Gabarito: B. 
 
(INÉDITA / 2022) Sabe-se que no desenvolvimento de moluscos, a presença do alelo D 
leva ao óbito os indivíduos homozigotos na fase embrionária. Se do cruzamento entre 
indivíduos heterozigotos nascerem 900 descendentes, quantos serão heterozigotos? 
 
A) 50 
B) 150 
C) 300 
D) 450 
E) 600 
 
Comentários 
Do cruzamento entre Dd x Dd, a proporção seria de ¼ DD, ½ Dd, ¼ dd. No entanto, os 
indivíduos DD morrem. Assim, espera-se que nasçam 2/3 Dd e 1/3 dd. Como nasceram 600 
descendentes, espera-se 900*2/3=600 indivíduos heterozigotos. 
Gabarito: E. 
 
6. Alelos múltiplos ou Polialelia 
Muitos genes determinam características com muitas variações e, neste caso, vários 
alelos (ou alelos múltiplos) estão presentes em uma população. Alelos múltiplos se 
combinam de diferentes maneiras em uma população e produzem diferentes fenótipos. 
Um exemplo comum de alelos múltiplos é a coloração dos pelos dos coelhos. Existem quatro 
fenótipos possíveis: 
 
 
• Aguti (ou selvagem): coloração preta ou marrom escuro 
• Chinchila: coloração acinzentada 
• Himalaia: coloração branca no corpo e com pontos escuros nas orelhas, focinho, pés e cauda 
• Albino: coelhos completamente brancos 
t.me/CursosDesignTelegramhub
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – CURSO EXTENSIVO DE BIOLOGIA 
 
AULA 15 – GENÉTICA E BIOTECNOLOGIA 50 
 
Alelos múltiplos possibilitam muitos relacionamentos de dominância. No caso da 
coloração da pelagem de coelhos, criadores descobriram essas relações cruzando diferentes 
coelhos de diferentes genótipos e observando os fenótipos dos descendentes: 
 
• O alelo A representa o fenótipo aguti e é completamente dominante para todos os outros 
alelos; 
• O alelo ACH, que representa chinchila, é dominante para os fenótipos himalaia e albino; 
• O alelo AH, que representa himalaia, é dominante para o fenótipo albino; e 
• O alelo a, que representa a pelagem albina, é recessivo. 
 
É importante notar que, enquanto múltiplos alelos ocorrem e são mantidos dentro de uma 
população, todo indivíduo possui apenas dois desses alelos (em locais equivalentes nos 
cromossomos homólogos). 
 
O grau de dominância entre os quatro alelos é: 
 
A > ACH > AH > a 
 
Levando isso em conta, os genótipos para os quatro fenótipos listados estão na tabela abaixo. 
 
 
 
QUESTÃO PARA MEMORIZAÇÃO 
 
(UFRR – exercício de sala de aula) Em uma espécie de besouro, os élitros (par de asas 
coriáceas que abrigam o segundo par de asas, estas membranosas)podem ser verdes, 
azuis ou turquesa. De uma população mista, intercruzada de um estoque de laboratório, 
fêmeas virgens foram selecionadas e foram feitos cruzamentos controlados específicos, 
para determinar a herança da cor dos élitros. Os resultados foram os seguintes: 
 
t.me/CursosDesignTelegramhub
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – CURSO EXTENSIVO DE BIOLOGIA 
 
AULA 15 – GENÉTICA E BIOTECNOLOGIA 51 
 
 
a) Deduza a base genética da cor dos élitros nesta espécie. 
b) Escreva os genótipos de todos os genitores e da prole o mais completo possível. 
 
Comentários 
A primeira coisa a ser feita nesta questão é analisar o primeiro cruzamento. Vamos 
chamar o alelo que determina a cor azul de A, o alelo que determina a cor verde de V e o alelo 
que determina a cor turquesa de T. No cruzamento 1, temos um besouro azul cruzando com 
um besouro verde e dando origem a uma prole 100% azul. Portanto: 
 
 
No segundo cruzamento, obteve-se descendência em proporção mendeliana. Portanto, 
os genótipos cruzados têm que ser heterozigotos. Temos então que o alelo azul é dominante 
sobre o alelo turquesa. No terceiro cruzamento, dois besouros verdes produzem 3 besouros 
verdes e 1 turquesa. Novamente, a proporção obtida é mendeliana (3:1) e os genótipos devem 
ser heterozigotos. 
 
 
 
 
t.me/CursosDesignTelegramhub
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – CURSO EXTENSIVO DE BIOLOGIA 
 
AULA 15 – GENÉTICA E BIOTECNOLOGIA 52 
a) Logo, podemos estabelecer a seguinte relação de grau de dominância: A > V > T. 
 
b) 
 
 
 
 
6.1 Sistema ABO 
No sistema ABO, os tipos sanguíneos A, B, AB e O são determinados por diferentes 
alelos do gene I, sendo, portanto, um exemplo de polialelia. Aqui também existe uma relação 
hierárquica, descrita como: 
 
IA = IB > i 
 
onde os alelos com as variações IA e IB são codominantes, e ambos são dominantes sobre o 
alelo i, que é recessivo. E quais são as expressões fenotípicas desses alelos? 
Os alelos IA e IB determinam a produção de proteínas na membrana das hemácias 
chamadas aglutinogênios ou antígenos. Esses aglutinogênios são responsáveis por detectar 
corpos estranhos no nosso organismo. Por isso: 
 
• As pessoas que têm o sangue tipo A, possuem aglutinogênios A nas hemácias e podem 
ser homozigotas (IA IA) ou heterozigotas (IA i). 
• As pessoas que têm o sangue tipo B, possuem aglutinogênios B nas hemácias e podem 
ser homozigotas (IB IB) ou heterozigotas (IB i). 
• As pessoas que têm o sangue tipo AB, possuem aglutinogênios A e aglutinogênios B nas 
hemácias, e apresentam genótipo (IA IB). 
• As pessoas que têm o sangue tipo O, NÃO possuem aglutinogênios nas hemácias e 
apresentam genótipo (ii). 
 
 
 
No plasma sanguíneo existem anticorpos que atuam como defensores no sistema 
imunológico, chamados aglutininas. Cada aglutinina é específica um aglutinogênio, e ao 
detectá-lo no sangue promovem uma aglomeração de células vermelhas que recebe o nome 
de aglutinação. 
t.me/CursosDesignTelegramhub
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – CURSO EXTENSIVO DE BIOLOGIA 
 
AULA 15 – GENÉTICA E BIOTECNOLOGIA 53 
• Pessoas com o sangue tipo A têm aglutininas anti-B. Ou seja, os anticorpos das pessoas 
com sangue tipo A combatem os aglutinogênios do tipo B. 
• Pessoas com o sangue tipo B têm aglutininas anti-A. Ou seja, os anticorpos das pessoas 
com sangue tipo B combatem os aglutinogênios do tipo A. 
• Pessoas com sangue tipo AB não produzem aglutininas. Ou seja, não produzem anticorpos. 
• Pessoas com sangue tipo O têm aglutininas anti-A e anti-B. Ou seja, têm ambos os 
anticorpos. 
 
 
 
Por isso, em uma transfusão sanguínea, se uma pessoa receber um tipo de sangue 
incompatível com o seu, as hemácias transferidas irão se aglutinar assim que entrarem na 
circulação sanguínea. 
 
Tipificação sanguínea 
 
O teste que identifica qual o tipo de sangue de um indivíduo é chamado tipificação 
sanguínea. Ele é realizado da seguinte maneira: coloca-se duas gotas de sangue em uma 
lâmina. Sobre uma das gotas é colocado o soro contendo aglutinina anti-A e, na outra gota, o 
soro contendo aglutinina anti-B. O resultado depende da ocorrência ou não de aglutinação de 
hemácias. 
 
 
 
Na ilustração (I), a ausência de aglutinação em ambas as gotas de sangue indica que 
não houve reação, ou seja, os anticorpos não encontraram nenhum aglutinogênio nas gotas, 
confirmando que o tipo sanguíneo naquela lâmina é o O. 
Na ilustração (II), a aglutinação do sangue ao entrar em contato somente com o soro 
anti-A indica a presença de aglutinogênio A, confirmando o tipo sanguíneo A na lâmina. 
Na ilustração (III) ocorre o contrário. A aglutinação do sangue em contato comente com 
o soro anti-B indica a presença de aglutinogênio B, confirmando o tipo sanguíneo B na lâmina. 
Na ilustração (IV), o sangue aglutinou ao entrar em contato com ambos os soros, o anti-
A e anti-B, indicando a presença dos dois aglutinogênios e confirmando que o tipo sanguíneo 
naquela lâmina é o AB. 
 
Sangue do tipo ‘falso O’ ou fenótipo de Bombaim 
 
A expressão dos genótipos do sistema sanguíneo ABO está relacionada com o gene H, 
existente no cromossomo 19. O alelo H expressa uma enzima que converte uma proteína 
t.me/CursosDesignTelegramhub
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – CURSO EXTENSIVO DE BIOLOGIA 
 
AULA 15 – GENÉTICA E BIOTECNOLOGIA 54 
precursora em aglutinogênio A ou B por ação, respectivamente, de sua combinação com os 
alelos IA ou IB. 
Assim, quando o alelo H se combina com o alelo IA, essa proteína precursora é 
convertida em aglutinogênio A. Quando o alelo H se combina com o alelo IB, a proteína 
precursora é convertida em aglutinogênio B. Quando o alelo H se combina com o alelo i, a 
proteína precursora não é convertida e nenhum aglutinogênio é formado, caracterizando o 
sangue do tipo O ‘verdadeiro’. 
 
 
 
Mas algumas pessoas ao invés de apresentarem o alelo H, apresentam seu alelo 
homólogo recessivo h, que inibe a expressão da proteína conversora. Nesta condição, não 
importa com qual alelo do gene I ocorra a combinação, não haverá produção de aglutinogênio 
nas hemácias. Se analisássemos as hemácias dessas pessoas, não encontraríamos nenhum 
aglutinogênio, e pensaríamos se tratar do sangue tipo O. Esse fenômeno faz com que 
indivíduos com o genótipo dos grupos sanguíneos “A”, “B” e “AB” expressem o fenótipo do 
grupo sanguíneo O. 
Então, indivíduos HH ou Hh (quase toda a população humana), são capazes de 
expressar os genótipos dos grupos sanguíneos A, B e AB e O. Indivíduos de 
composição genética hh, por outro lado, são incapazes de promover essa transformação. Por 
isso esse fenótipo é chamado de ‘falso O’ ou fenótipo de Bombaim, cidade indiana na qual foi 
descoberto. Na Índia, a prevalência desse fenótipo é de 1:10.000 e na Europa é de 
1:1.000.000. 
 
 
 
O teste para detectar se uma pessoa é realmente “O” ou falso “O” é feito aplicando-se o 
anticorpo anti-H em uma gota de sangue, uma vez que o fenótipo Bombaim tem anticorpos H 
no plasma. Se houver aglutinação, o indivíduo é um “O” verdadeiro, ou seja, ii. Se não houver 
aglutinação, ele é falso “O”. 
Ser deficiente para a enzima H não causa doença. Mas se uma transfusão sanguínea for 
necessária, pessoas com fenótipo Bombaim podem receber sangue apenas de outros 
doadores que também são deficientes para a enzima H, senão podem correr o risco de sofrer 
uma reação hemolítica aguda transfusional. 
 
6.2 Sistema RH 
Outro sistema sanguíneo, além do ABO, é o sistema Rh. O fator Rh foi descoberto em 
uma experiência com um macaco rhesus (Macaca mulatta). Karl Landsteiner e Solomon 
Wiener, biólogo e imunopatologista respectivamente, observaram que quando injetavam o 
t.me/CursosDesignTelegramhub
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – CURSO EXTENSIVO DE BIOLOGIA 
 
AULA 15 – GENÉTICA E BIOTECNOLOGIA 55 
sangue desse macaco em cobaias e coelhos, eles produziam anticorpos contra as hemácias do 
macaco. Eles concluíram, então, que no sangue do macaco deveria haver antígenos que 
estimulavamessa produção de anticorpos (chamados anti-Rh) nas cobaias. 
Fazendo essa mesma experiência, mas com sangue humano, os pesquisadores 
observaram que 85% das amostras de sangue humano testadas com o anticorpo Rh sofreram 
aglutinação, o que sugeriu a presença de antígeno Rh no sangue humano também. 
As pessoas que tiveram as hemácias aglutinadas pelo anticorpo Rh foram chamadas de 
Rh positivas (Rh+), indicando que suas hemácias possuem um antígeno semelhante ao do 
macaco rhesus, o fator Rh. Os 15% restantes que não tiveram as hemácias aglutinadas foram 
chamados de Rh negativos (Rh-), indicando a ausência do fator Rh em suas hemácias. 
O fator Rh é condicionado por dois alelos: R, que determina a presença do fator (Rh+), e 
r, que condiciona a ausência do fator (Rh-). Assim, os indivíduos com genótipos RR e Rr têm 
fenótipo Rh+, enquanto indivíduos com o genótipo rr têm fenótipo Rh-. 
 
 
RH nulo: O que é o chamado ‘sangue dourado’? 
 
O RH nulo é o tipo sanguíneo mais raro do mundo, caracterizado por indivíduos que 
não são Rh positivo nem Rh negativo, condição que afeta uma em cada 6 milhões de 
pessoas. 
O sistema de grupo sanguíneo Rh tem 49 antígenos, mas o mais importante deles é o 
D. Quando se diz que um indivíduo é Rh+, significa que a proteína D está presente na 
membrana de suas hemácias. Os indivíduos Rh- não apresentam essa proteína específica, 
mas possuem os demais antígenos. Já os indivíduos Rh nulo, além da ausência do 
antígeno D, também não expressam os outros antígenos do sistema Rh, e, por isso, 
possuem hemácias desprovidas de qualquer tipo de antígeno. 
Este tipo de sangue foi detectado pela primeira vez em 1961 em uma mulher 
australiana. Desde então, só foram registrados 43 casos de pessoas com Rh nulo no mundo 
todo. Quem possui Rh nulo pode doar sangue a qualquer pessoa com os tipos sanguíneos 
tradicionais dentro do sistema Rh e Rh negativo. Portanto, o "sangue dourado" tem alta 
capacidade de salvar vidas. No entanto, ele é extremamente difícil de conseguir, e as 
pessoas que o possuem só podem receber de outras que também o tenham. 
 
 
Quando combinamos o sistema ABO com o sistema RH, criamos um sistema de doação 
de sangue apresentado na tabela abaixo. 
 
t.me/CursosDesignTelegramhub
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – CURSO EXTENSIVO DE BIOLOGIA 
 
AULA 15 – GENÉTICA E BIOTECNOLOGIA 56 
 
 
Eritroblastose fetal 
 Em uma gestação, a incompatibilidade entre o fator Rh da mãe e de seu filho pode 
determinar uma doença chamada eritroblastose fetal ou doença hemolítica do recém-nascido. 
Isto acontece quando a mãe é sangue Rh negativo (rr), e, ao casar-se com um pai Rh 
positivo (RR ou Rr), gera um filho também Rh positivo. Quando isso acontece, durante a 
gestação, a mulher produz anticorpos anti-Rh para tentar destruir o agente Rh do feto, 
considerado intruso. Uma vez produzidos, esses anticorpos permanecem na circulação da 
mãe. Caso ela volte a engravidar de um bebê com Rh positivo, os anticorpos produzidos na 
gravidez anterior destroem as hemácias do feto. Para compensar essa perda, são fabricadas 
mais hemácias, que chegam imaturas ao sangue e recebem o nome de eritroblastos. O 
primeiro filho, portanto, apresenta menos risco de desenvolver a doença do que os seguintes, 
porque a mãe Rh- ainda não foi sensibilizada pelos anticorpos anti-Rh. 
 
 
 
Os sintomas da eritroblastose fetal ou doença hemolítica do recém-nascido vão desde 
anemia e icterícia leves à deficiência mental, surdez, paralisia cerebral, edema generalizado, 
t.me/CursosDesignTelegramhub
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – CURSO EXTENSIVO DE BIOLOGIA 
 
AULA 15 – GENÉTICA E BIOTECNOLOGIA 57 
fígado e baço aumentados, icterícia e anemia graves e morte durante a gestação ou após o 
parto. O recém-nascido portador da enfermidade tem uma cor amarelada, porque a 
hemoglobina das hemácias destruídas é convertida em bilirrubina pelo fígado e seu acúmulo 
provoca um quadro de icterícia na criança. 
No entanto, se o bebê nascer com a doença, a primeira medida terapêutica é substituir 
seu sangue por meio de transfusão de sangue negativo, que não será destruído pelos 
anticorpos anti-Rh da mãe que passaram ao filho através da placenta. Como as hemácias 
vivem cerca de três meses, as hemácias do bebê serão substituídas aos poucos. Quando isso 
ocorrer por completo, não haverá mais anticorpos anti-Rh da mãe na circulação do filho. 
Nos casos de incompatibilidade sanguínea por fator RH, após 72 horas do parto do 
primeiro filho, a mulher deve tomar gamaglobulina injetável para que os anticorpos anti-Rh 
sejam destruídos. Desse modo, os anticorpos presentes em seu sangue não destruirão o 
sangue do próximo filho. 
 
QUESTÃO PARA MEMORIZAÇÃO 
 
(Simulado EV/2021 - 4000204133) Uma criança e seus pais realizaram testes para tipagem 
sanguínea, cujos resultados estão apresentados no quadro abaixo. 
 
 
 
Com base nos resultados, houve um impasse familiar sobre a possibilidade de a criança 
ser realmente filha do casal. De que maneira essa indefinição pode ser solucionada? 
 
A. A criança não pode ser filha do casal, pois apresenta genótipo Iᵃi no sistema ABO. 
B. A criança pode ser filha do casal e os pais são heterozigotos para o sistema Rh. 
C. A criança não pode ser filha do casal, pois tem sangue tipo B enquanto sua mãe tem sangue 
tipo O. 
D. A criança pode ser filha do casal e seu sangue é do tipo A⁺. 
E. A criança não pode ser filha do casal, pois não possui aglutinogênio B em suas hemácias. 
 
Comentários 
Mãe: AB⁺ (IᴬIᴮ Rr) / Pai: B⁺ (Iᴮi Rr) / Criança: A⁻ (Iᴬi rr) 
 
a) Errada. A criança pode ser filha do casal, mesmo tendo genótipo Iᴬi. 
t.me/CursosDesignTelegramhub
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – CURSO EXTENSIVO DE BIOLOGIA 
 
AULA 15 – GENÉTICA E BIOTECNOLOGIA 58 
b) Errada. A criança pode ser filha do casal, seu sangue é do tipo A e sua mãe tem 
sangue do tipo AB. 
c) Errada. O sangue da criança é A. 
d) Errada. A criança pode ser filha do casal, mesmo não tendo aglutinogênio B em suas 
hemácias. O que ocorreu é que ela herdou um alelo Iᴬ da mãe e um alelo i do pai. 
Gabarito: B. 
 
(Simulado EV/2021 – 4000179651) Uma mulher com sangue A negativo, filha de uma 
mulher com sangue O negativo, está grávida do primeiro filho de um homem com 
sangue AB positivo, cujo pai tem sangue A negativo. Assinale a alternativa correta. 
 
A. A criança tem chance de desenvolver eritroblastose fetal. 
B. A criança tem 50% de chance de ter sangue com fator Rh positivo. 
C. A criança tem ¼ de chance de ter sangue do tipo O. 
D. A criança tem ¼ de chance de ter sangue AB positivo. 
 
Comentários 
De acordo com o enunciado, conseguimos obter os genótipos dos pais da criança: 
Mãe: IA rr / Pai: IAIB Rr 
Vamos ao cruzamento e às possibilidades de genótipos da criança: P: X 
 
a) Errada. O segundo filho do casal pode desenvolver eritroblastose fetal, caso a mãe 
não receba soro contendo anti-Rh logo após o parto. 
b) Certa. Das 8 possibilidades, quatro delas é de que o sangue seja positivo e quatro 
delas, negativo. 
a) Errada. A criança não tem chance de ter sangue do tipo O. 
a) Errada. A criança tem 1/8 de chance de ter sangue AB positivo. 
Gabarito: B. 
 
t.me/CursosDesignTelegramhub
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – CURSO EXTENSIVO DE BIOLOGIA 
 
AULA 15 – GENÉTICA E BIOTECNOLOGIA 59 
7. Pleiotropia 
Quando Mendel estudou as sete características das plantas de ervilhas, ele notou que a 
cor das flores estava sempre correlacionada com duas outras características: a cor da 
cobertura da semente e a cor das axilas (junções onde as folhas encontram o caule). Nas 
plantas com flores brancas, as sementes e as axilas eram incolores. Nas plantas com flores 
roxas, as sementes eram cinza-acastanhadas e as axilas eram avermelhadas. Assim, ao invés 
de afetar apenas uma característica, o gene da cor da flor afetou três características. 
Genes como este, que controlam múltiplas características aparentemente não 
relacionadas, são considerados pleiotrópicos(pleio, muitos, e trópicos, efeitos). Hoje 
sabemos que o gene da cor da flor nas ervilhas especifica uma proteína que causa a formação 
de partículas coloridas ou pigmentos. Essa proteína funciona em várias partes diferentes da 
planta (flores, cobertura de sementes e axilas das folhas). 
 
Pleiotropia consiste em um único par de genes que atua na manifestação de várias 
características. 
 
A anemia falciforme, por exemplo, é uma doença que ocorre com uma modificação na 
estrutura das hemácias, fazendo com que a oxigenação dos tecidos fique prejudicada. Ao 
circular pelos vasos sanguíneos, as hemácias em foice têm uma maior probabilidade de causar 
lesões e trombos, além de provocar diversos sintomas sistêmicos como dores articulares, 
palidez e icterícia, acúmulo de ferro em órgãos como o coração e o fígado, graves alterações 
nos olhos, podendo, em casos extremos, evoluir para perda de visão, entre outros. 
 
 
Outro exemplo famoso de pleiotropia é a doença chamada fenilcetonúria. Nesta 
doença, a criança afetada é portadora de um par de alelos recessivos que condiciona um 
defeito na enzima fenilalanina hidroxilase, responsável pela conversão do aminoácido 
fenilalanina em tirosina. Em consequência, a fenilalanina acumula-se no sangue, provocando a 
lesões no sistema nervoso central e causando deficiência mental. Mas o aminoácido tirosina 
também participa da produção de melanina. Por isso, as crianças fenilcetonúricas exibem pele 
mais clara do que deveriam ter. Ao nascer, contudo, essas crianças são normais devido à 
proteção das enzimas maternas. 
Uma vez detectada a doença do recém-nascido, através do teste sanguíneo do 
“pezinho”, procede-se um tratamento que consiste em uma dieta rigidamente baixa de 
fenilalanina. Dessa forma, a fenilcetonúria é um caso em que apenas um par de genes atua em 
duas características diferentes: a capacidade de metabolização da fenilalanina e a cor da pele. 
 
t.me/CursosDesignTelegramhub
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – CURSO EXTENSIVO DE BIOLOGIA 
 
AULA 15 – GENÉTICA E BIOTECNOLOGIA 60 
8. Interação gênica 
 
Interação gênica é o fenômeno oposto à pleiotropia, no qual vários genes interagem entre si 
para influenciar uma única característica. 
 
Um exemplo de interação gênica ocorre quando dois ou mais genes interagem para 
expressar uma determinada característica, como na determinação da forma das cristas de 
galinhas. As combinações entre os diferentes alelos de dois genes, E e R, podem produzir 
quatro tipos de crista: 
 
• Crista rosa: manifesta-se na presença do gene R, desde que não ocorra o gene E. 
• Crista ervilha: manifesta-se na presença do gene E, desde que não ocorra o gene R. 
• Crista noz: manifesta-se quando ocorrem os genes E e R. 
• Crista simples: manifesta-se na ausência dos genes E e R. 
 
 
 
Este é um exemplo de interação gênica no qual dois genes interagem e contribuem para 
gerar vários fenótipos. Mas nem todo caso de interação gênica é assim. Existem algumas 
interações nas quais um gene irá impedir a expressão do outro. Essas interações são 
chamadas de interações epistáticas. 
 
9.1 Interações epistáticas ou Epistasia 
Existem algumas interações nas quais um gene irá impedir a expressão do outro. Essas 
interações são chamadas de interações epistáticas. 
 
Epistasia é um tipo de interação gênica na qual o alelo de um gene inibe a manifestação de 
alelos de outros pares, normalmente localizados em cromossomos não homólogos. 
 
Alelo epistático é o nome dado ao alelo que inibe a expressão dos alelos de outro lócus 
gênico. Alelo hipostático é o nome dado ao alelo cuja expressão é inibida. 
Quando o alelo dominante de um gene inibe a expressão dos alelos de outro gene, o 
fenômeno é referido como epistasia dominante. Quando um par de alelos recessivos inibe a 
expressão dos alelos de outro gene, o fenômeno é referido como epistasia recessiva. 
Existem ainda situações nas quais um par de alelos recessivos (aa) inibe a ação de 
ambos os alelos de outro gene (B e b) localizado em outro par de cromossomos, assim como o 
par de alelos bb também inibe a ação dos alelos A e a. Chamamos esse caso de epistasia 
duplo recessiva. 
t.me/CursosDesignTelegramhub
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – CURSO EXTENSIVO DE BIOLOGIA 
 
AULA 15 – GENÉTICA E BIOTECNOLOGIA 61 
Vamos ver um exemplo de cada uma! 
 
8.1.1 Epistasia dominante 
 
Na coloração da abóbora, dois genes, A e B, são responsáveis pela cor do fruto: o alelo 
A produz a cor laranja, enquanto o alelo a produz a cor verde. Ao mesmo tempo, o alelo B 
produz frutos com cor branca (ausência de pigmento) e inibe a expressão do gene A, enquanto 
o alelo b não interfere na expressão dos demais alelos. Note que, neste caso, na presença de 
apenas um alelo B, o gene A é inibido (tanto seu alelo dominante, A, quanto seu alelo 
recessivo, a). Portanto, o gene B é epistático dominante em relação ao gene A (que é 
hipostático). Na ausência de B, o gene A determina a coloração. 
Assim, os possíveis genótipos são: 
 
 
 
8.1.2 Epistasia recessiva 
 
Quando um par de alelos recessivos é epistático e inibe a expressão dos alelos de outro 
gene, o fenômeno é referido como epistasia recessiva. Por exemplo, como ocorre na 
coloração da pelagem de de cães da raça labrador. 
A cor do pelo pode ser preta, marrom ou amarela. O alelo P determina coloração preta, 
o alelo A determina a cor marrom e o alelo a, quando em homozigose, determina coloração 
amarela, agindo de maneira epistática sobre os demais alelos. Então, sempre que aparecer aa, 
a cor do pelo do cachorro é obrigatoriamente amarela, não importando quais são os demais 
alelos do genótipo. Assim, os possíveis genótipos são: 
 
 
 
8.1.3 Epistasia duplo recessiva 
 
Situação causada pela presença de dois genes, A e B, ou mais, na qual o par de alelos 
aa é epistático sobre os alelos do um gene B (B e b), e o par de alelos bb é epistático sobre os 
alelos do um gene A (A e a). Um exemplo de epistasia duplo recessiva é a surdez congênita na 
t.me/CursosDesignTelegramhub
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – CURSO EXTENSIVO DE BIOLOGIA 
 
AULA 15 – GENÉTICA E BIOTECNOLOGIA 62 
espécie humana, que acontece na presença dos alelos recessivos a e b. Para que o indivíduo 
nasça com audição normal, é necessária a presença dos dois alelos dominantes, A e B. Assim, 
os possíveis genótipos são: 
 
 
 
 
QUESTÃO PARA MEMORIZAÇÃO 
 
(Simulado EV/2022 - 4000237578) Em uma espécie de angiosperma, os genes A e B 
regulam a coloração da flor. Quando o alelo A dominante está presente, a coloração da 
flor é amarela. Já quando o gene A está em homozigose recessiva, quem determina a cor 
da flor é o gene B. Caso haja um alelo B dominante, a flor apresenta cor rosa, e caso os 
dois alelos do gene B sejam recessivos, a cor da flor é branca. Em um cruzamento entre 
duas plantas que produzem flores amarelas, ambas duplo heterozigotas, qual a 
probabilidade de se formar uma planta que também produza flores amarelas? 
 
A. 1/16 
B. 3/16 
C. 9/16 
D. 12/16 
E. 15/16 
 
Comentários 
Vamos dispor as informações do enunciado: 
Plantas com alelo A, independentemente da constituição alélica do gene B, produzem 
flores amarelas, portanto: 
 
• A_ _ _ : amarela 
 
Caso a planta seja aa para o gene A, quem determina a coloração é o gene B, da 
seguinte forma: 
t.me/CursosDesignTelegramhub
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – CURSO EXTENSIVO DE BIOLOGIA 
 
AULA 15 – GENÉTICA E BIOTECNOLOGIA 63 
 
• aaB_: rosa 
• aabb: branca 
 
O cruzamento é entre dois di-híbridos, portanto, AaBb. Precisamos observar os 
possíveis genótipos e fenótipos desse cruzamento: 
P: AaBb x AaBb 
F1: 
 
 
A proporção fenotípica obtida desse cruzamento é de 12 plantas que produzem flores 
amarelas, 3 rosas e 1 branca. 
Gabarito: D. 
 
 
 
t.me/CursosDesignTelegramhub
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – CURSO EXTENSIVO DE BIOLOGIA 
 
AULA 15 – GENÉTICA E BIOTECNOLOGIA 64 
9. Mosaicismo 
Vimos que o genótipo de mulheres em relaçãoaos cromossomos sexuais tem duas 
cópias do cromossomo X, enquanto o genótipo dos homens tem apenas um (XY). Por isso, o 
fenótipo masculino depende da presença de um cromossomo X sempre ativo. Mas nas 
mulheres ocorre inativação, de forma aleatória, de um dos cromossomos X. Com uma dose 
dupla dos genes presentes no cromossomo X, as mulheres poderiam produzir duas vezes mais 
proteínas relacionadas a esses genes, levando a uma super expressão. 
Essa inativação de um dos cromossomos X, mantendo-o compactado, origina 
o corpúsculo de Barr, que foi descrito por Mary Lyon e está presente em todas as fêmeas 
de mamíferos. Se uma determinada célula inativa o X de origem materna, suas células-filhas 
inativarão o mesmo X materno. O mesmo acontece caso a célula inative o cromossomo de 
origem paterna. A inativação é mantida nas próximas divisões celulares. Esse fenômeno torna 
a fêmea um mosaico de células em que ou um ou outro cromossomo X encontra-se 
ativo. Em humanos, o padrão em mosaico ocorre em mulheres heterozigotas para uma 
mutação no cromossomo 13 ligada ao X, que previne o desenvolvimento das glândulas 
sudoríporas: ela tem regiões com pele normal e regiões com ausência dessas glândulas. 
 
Outro exemplo é a coloração da pelagem de gatos domésticos, nos quais ocorre a 
pelagem casco de tartaruga com as cores laranja e preto em mosaico. A determinação das 
cores se dá pela presença de um pigmento denominado melanina, que apresenta duas 
variações, a eumelanina, que é determinada por um gene autossômico B, e é responsável pela 
produção da cor preta; e a feomelanina, determinada por um gene A ligado ao cromossomo X, 
que produz a cor laranja. 
O alelo XA determina a coloração laranja e o alelo Xa permite a expressão do alelo B, 
originando a coloração preta. Observe que o gene A é espitático sobre o gene B. Se uma 
gata for heterozigota, ela irá inativar um ou outro alelo do gene A aleatoriamente em diferentes 
células durante o desenvolvimento, gerando a coloração em mosaico, como mostrado ao lado. 
 
t.me/CursosDesignTelegramhub
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – CURSO EXTENSIVO DE BIOLOGIA 
 
AULA 15 – GENÉTICA E BIOTECNOLOGIA 65 
 
Mosaicismo na Síndrome de Down 
 
Embora os erros de disjunção cromossômica sejam os responsáveis pela maior forma 
mais comum da trissomia do 21, há outros dois tipos de anomalias que a caracterizam: a 
translocação e o mosaicismo. 
O mosaicismo ocorre em 1,5% das crianças com síndrome de Down, e corresponde à 
situação em que o óvulo e o espermatozoide possuem os 23 cromossomos comuns, e, 
portanto, a primeira célula que se forma da fusão de ambos possui 46 cromossomos. No 
entanto, no curso das divisões dessa célula durante o desenvolvimento embrionário, surge, em 
algumas delas, o mesmo fenômeno de não-disjunção ou não-separação do par de 
cromossomos 21, de modo que elas passam a ter três cópias desses cromossomos. A partir 
daí, todos os milhões de células que derivarem dessas poucas células mutantes, terão 47 
cromossomos, enquanto os demais milhões de células que derivarem das células normais não 
apresentarão a trissomia. 
Dependendo de quando apareça a não-disjunção no curso das sucessivas divisões, a 
porcentagem final de células trissômicas e sem trissomia naquele indivíduo será diferente. 
Quanto mais no início a ocorrência genética aparecer, maior será a porcentagem de células 
trissômicas e vice-versa. 
Já na translocação da síndrome de Down, que afeta 3,5% das pessoas, os indivíduos 
apresentam dois cromossomos do par 21 completos e um pedaço mais ou menos grande de 
um terceiro cromossomo 21, que geralmente está colado a outro cromossomo de outro par (o 
14, o 22 ou algum outro, embora geralmente seja o 14). 
Isso acontece quando o pai ou a mãe apresentam no lugar do par de cromossomos 21, 
um cromossomo 21 completo e apenas um pedaço de seu homólogo, que em algum momento 
“se soltou e se colou” a outro cromossomo (por exemplo, o cromossomo 14). Assim, o pai ou a 
mãe tem um cromossomo 14 completo, um cromossomo 14 com um pedaço de 21 colado, e 
um cromossomo 21 completo. 
Quando se formam os gametas, o par 14 se separa: o cromossomo 14 completo vai 
para uma célula e o cromossomo “misto” (14 + pedaço de 21) vai para outra; já o cromossomo 
21 completo vai para uma das células e a outra fica sem. Desse modo, será formado um 
gameta com um cromossomo 14 misto e um cromossomo 21 completo, ou seja, com duas 
cópias 21. Este gameta, ao se unir com o parceiro na fecundação, contribui para a formação de 
um zigoto com duas cópias de 21 completas e uma translocada, determinando algum grau da 
síndrome de Down. 
 
t.me/CursosDesignTelegramhub
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – CURSO EXTENSIVO DE BIOLOGIA 
 
AULA 15 – GENÉTICA E BIOTECNOLOGIA 66 
 
 
10. Herança quantitativa ou Poligênica 
 
Herança quantitativa ocorre quando uma única característica fenotípica é determinada por 
mais de um par de genes, que possuem efeito aditivo e recebem o nome de poligenes. 
 
Na herança quantitativa, há a formação de muitos genótipos possíveis, e os fenótipos 
variam gradativamente de uma expressão “mínima” até chegar a uma expressão “máxima”. Os 
indivíduos são muito parecidos entre si e, geralmente, são intermediários entre os dois pais. Os 
exemplos clássicos de herança quantitativa em humanos são a cor da pele, a altura e a cor dos 
olhos. Até o quociente de inteligência (QI) é determinado por herança quantitativa! 
Neste tipo de herança, o alelo dominante exerce uma modificação no fenótipo, enquanto 
o alelo recessivo não tem efeito. Por isso, do cruzamento entre dois indivíduos diíbridos, 
verifica-se uma enorme variedade de fenótipos, que acabam se dividindo em classes 
fenotípicas. Observe a tabela que traz a variação genotípica e fenotípica para cor da pele 
humana: 
 
 
 
A nossa cor da pele é conhecida por estar sob o controle de pelo menos dois pares de 
genes, Aa e Bb, localizados em diferentes cromossomos e sem dominância. Esses genes 
determinam a produção de melanina e possuem efeito aditivo, ou seja, o fenótipo varia 
conforme a quantidade de alelos dominantes expressos em um indivíduo. Assim, do 
cruzamento entre dois indivíduos mestiços duplamente heterozigoto, temos: 
t.me/CursosDesignTelegramhub
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – CURSO EXTENSIVO DE BIOLOGIA 
 
AULA 15 – GENÉTICA E BIOTECNOLOGIA 67 
 
1
16
(branco):
4
16
(mulato claro):
6
16
(mulato médio):
4
16
(mulato escuro):
1
16
(negro) 
 
O aspecto que diferencia este tipo de herança é a variação contínua ou gradual, o que 
significa que entre os extremos (negro e branco) existem diversos fenótipos intermediários. 
Podemos distribuir esses fenótipos em uma curva normal, na qual os extremos são 
determinados pelos genótipos encontrados em menor quantidade. 
 
O número de fenótipos que podem ser 
encontrados, em um caso de herança 
poligênica, depende do número de pares de 
alelos (genes) envolvidos, que chamamos n. 
 
Número de fenótipos = 2n + 1 
 
Logo, se uma característica é 
determinada por três pares de alelos (AABBCC), 
sete fenótipos distintos podem ser encontrados, 
pois 
 
Número de fenótipos = 2(3) + 1 = 7 
 
Cada grupo de indivíduos que expressam o mesmo fenótipo constitui uma classe 
fenotípica. 
Sabendo-se o número de pares envolvidos na herança, podemos estimar a frequência 
esperada de indivíduos que demonstram os fenótipos extremos: 
 
Frequência de fenótipos extremos =
𝟏
𝟒𝐧
 
 
 
 
Atenção! 
 
Aqui, na Genética, usamos o termo mulato para identificar as gradações de cor nos 
tons da pele humana. No entanto, este termo não deve ser usado rotineiramente (tampouco 
nas ciências sociais). 
Mulato é uma derivação da palavra “mula”, um animal estéril resultado do cruzamento 
do jumento com o cavalo, e muito utilizada durante o período escravagista brasileiro para 
designar os filhos de negros com brancos. Ela surgiu para “classificar” esses filhos mestiços 
que possuíam a pele com cor intermediária, mas foi usada de modo perversoe 
preconceituoso. 
Infelizmente, ainda não há uma nomenclatura oficial para substituição desses termos 
em materiais didáticos. Portanto, fora da genética, NÃO O USE! 
 
 
QUESTÃO PARA MEMORIZAÇÃO 
t.me/CursosDesignTelegramhub
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – CURSO EXTENSIVO DE BIOLOGIA 
 
AULA 15 – GENÉTICA E BIOTECNOLOGIA 68 
 
(Simulado EV/2021 – 4000243313) A herança quantitativa ou multifatorial é um tipo de 
interação gênica que produz variação contínua nos fenótipos e sofre grande influência 
de fatores ambientais. Suponha que uma característica genética de herança quantitativa 
sofra influência de seis alelos. Desprezando a influência ambiental, podemos concluir 
que essa característica apresentará quantos fenótipos? 
 
A. 3 B. 4 C. 6 D. 7 E 12 
 
Comentários 
O número de fenótipos seria pegar o número de alelos (6) e somar 1 (6 +1 = 7). 
Gabarito: D. 
 
(Simulado EV/2021 – 4000178727) A cor da pele é determinada por uma herança do tipo 
quantitativa. Considere que são 2 os genes que determinam essa característica, genes A 
e B, e que os fenótipos formados podem ser: branco, mulato claro, mulato médio, mulato 
escuro e preto. Agora considere que um homem com genótipo AABb tenha engravidado 
uma mulher com genótipo AaBB. A maior probabilidade é de que a criança gerada tenha 
cor de pele 
 
A. branca. B. mulata clara. C. mulata média. D. mulata escura. E. preta 
 
Comentários 
A herança da cor da pele é uma herança quantitativa. O cruzamento entre parentais 
AABb e AaBB pode formar os seguintes genótipos: AABB, AaBB, AABb, AaBb. 
A F1 mostra que há ¼ de chance de ser gerada uma criança com 4 alelos aditivos 
(AABB) e cor preta, 2/4 de chance de ser gerada uma criança com 3 alelos aditivos (AABb e 
AaBB) e cor mulata escura e ¼ de chance de ser gerada uma criança com 2 alelos aditivos 
(AaBb) e cor mulata média. Portanto, a alternativa correta é a letra D. 
Gabarito: D. 
 
11. Epigenética 
Epigenética é um termo originalmente cunhado pelo biólogo Conrad Waddington, em 
1940, para se referir à relação entre os genes e os seus efeitos nas características observáveis 
de um organismo ou população. Hoje, a definição foi atualizada e passou a se referir a 
mudanças no comportamento de alguns genes que não estão relacionadas a alterações na 
t.me/CursosDesignTelegramhub
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – CURSO EXTENSIVO DE BIOLOGIA 
 
AULA 15 – GENÉTICA E BIOTECNOLOGIA 69 
sequência gênica do DNA. Essas mudanças podem gerar efeitos positivos ou negativos para o 
organismo. 
 
A epigenética diz respeito a alterações do DNA que não modificam sua sequência, mas 
afetam a atividade de um ou mais genes. Adicionar compostos químicos a genes, por exemplo, 
pode alterar sua atividade, sem necessariamente promover mudanças no DNA. 
 
Nesse sentido, o epigenoma compreende todos os compostos químicos que foram 
adicionados à totalidade do DNA (genoma) de uma pessoa como forma de regular a 
atividade (expressão) de todos os genes dentro do genoma. Esses compostos químicos 
não fazem parte da sequência do DNA, mas estão no DNA ou estão ligados ao DNA. 
O processo de inativação de um dos cromossomos X em embriões humanos ocorre logo 
no início do período embrionário, e de forma lenta, entre o quinto e o sétimo dia de 
desenvolvimento do embrião, e é um exemplo extremo de controle epigenético. Uma das 
cópias do cromossomo recebe a adição de um grupo metil no carbono 5´ da base nitrogenada 
citosina, formando a 5-metilcitosina, processo chamado de metilação do DNA. Existem outras 
formas de regular a expressão gênica pelas mudanças epigenéticas, modificações nas 
proteínas histonas por metilação, acetilação, fosforilação, glicosilação, ubiquitinação, além dos 
RNAs interferentes. 
 
 
 
As modificações epigenéticas permanecem à medida que as células se dividem e, em 
alguns casos, podem ser herdadas ao longo de gerações. Isso significa que diferenças na 
expressão gênica que não dependem de alterações na sequência do DNA podem ser 
transferidas de célula-mãe para célula-filha. Logo, erros no processo epigenético, como 
modificar o gene errado ou deixar de adicionar um composto a um gene, podem levar a uma 
atividade anormal do gene ou à sua inatividade, podendo causar distúrbios genéticos. 
Influências ambientais, como a dieta ou a exposição a poluentes, podem impactar no 
epigenoma, o que é importante para o entendimento de doenças como câncer, disfunção 
cognitiva, doenças respiratórias, cardiovasculares, reprodutivas, autoimunes e 
neurocomportamentais. 
t.me/CursosDesignTelegramhub
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – CURSO EXTENSIVO DE BIOLOGIA 
 
AULA 15 – GENÉTICA E BIOTECNOLOGIA 70 
12. Biotecnologia 
A biotecnologia é quase tão antiga quanto a própria humanidade, e seu uso remete à 
revolução agrícola (para seleção artificial de colheitas, gado e outros animais domésticos), à 
utilização dos processos de fermentação para produção de cerveja, vinho e queijo, à invenção 
e produção de vacinas e antibióticos, ente outros exemplos. Quando cunhou o termo em 1919, 
o agricultor Karl Ereky descreveu a biotecnologia como “todas as linhas de trabalho pelas quais 
os produtos são produzidos a partir de matérias-primas com a ajuda dos seres vivos”. 
Biotecnologia é qualquer aplicação tecnológica que utilize sistemas biológicos, 
organismos vivos, ou seus derivados, para fabricar ou modificar produtos ou processos 
para utilização específica. A biotecnologia moderna diz respeito ao conjunto de técnicas que 
têm permitido ao ser humano utilizar diferentes organismos para obter diversos produtos. Seu 
princípio básico é a engenharia genética, isto é, o ato de manipular e modificar a constituição 
genética de um organismo. 
Existem dez diferentes tipos de biotecnologia e eles são classificados por cores: 
 
Biotecnologia Vermelha: relacionada ao ramo de medicina, tanto humana quanto animal. Tem 
como objetivo melhorar a saúde das pessoas e dos animais e suas áreas de aplicação são a 
produção e o desenvolvimento de vacinas, medicações, métodos de diagnóstico, terapias 
gênicas, órteses e próteses, equipamentos médicos, reprodução artificial, dentre muitos outros. 
 
Biotecnologia Branca: aplicação em processos industriais. O principal objetivo desta área é 
melhorar a sustentabilidade e a eficiência nos processos de fabricação. Pode ser utilizada na 
produção de alimentos, biocombustíveis, cosméticos e até mesmo para vacinas. 
 
Biotecnologia Cinza: aplicação em áreas ambientais. Além de buscar soluções para cuidar e 
preservar o solo, a flora e as águas, ela pesquisa novas formas de reaproveitamento de 
resíduos. 
 
Biotecnologia Azul: aplicação em biomas do fundo do mar. A rica biodiversidade encontrada 
nos oceanos oferece oportunidades que podem ser aplicadas em outras áreas, como 
agricultura, alimentação, biocombustíveis, farmacêuticos, ambiental, entre outros. 
 
Biotecnologia Marrom: aplicação em buscar soluções inovadora em formas de vida em locais 
inóspitos e pouco habitados. Nesta área, os ambientes explorados são os desertos. Sua 
aplicação prática é o desenvolvimento de plantas geneticamente modificadas para suportar a 
seca, técnicas para agricultura em locais áridos e ainda o uso racional de água. 
 
Biotecnologia Amarela: aplicação em alimentação e nutrição. Ela pesquisa formas de 
desenvolver alimentos que sejam mais nutritivos e promovam a saúde ou que não causem 
alergia ou intolerâncias. 
 
Biotecnologia Dourada: aplicação em bioinformática e nanotecnologia. A função dela é 
pesquisar e desenvolver programas, algoritmos e equipamentos para a análise de dados 
biológicos, além de fabricar biossensores e demais dispositivos que podem ser utilizados na 
biotecnologia. 
 
Biotecnologia Verde: aplicação em agricultura. Nutrir e fertilizar as plantações e combater 
pragas e fenômenos climatológicos são exemplos da sua aplicação, que ainda pode ser 
t.me/CursosDesignTelegramhub
ESTRATÉGIAVESTIBULARES – CURSO EXTENSIVO DE BIOLOGIA 
 
AULA 15 – GENÉTICA E BIOTECNOLOGIA 71 
estender à criação de novas variedades de plantas e à clonagem de vegetais. Os alimentos 
transgênicos são produzidos a partir dela. 
 
Biotecnologia Roxa: responsável pelas discussões éticas, morais, de regulamentação e de 
propriedade intelectual. Esta área se envolve com todas as demais. 
 
Biotecnologia Laranja: responsável pelo ensino e pela disseminação da biotecnologia. Ela 
desenvolve materiais e estratégias educacionais para levar informações sobre a biotecnologia 
para o maior número de pessoas. 
 
Biotecnologia Preta: investiga o desenvolvimento de armas biológicas e o fomento do 
bioterrorismo. Não podemos ignorar este setor pois, se mal utilizada, a biotecnologia pode ser 
um grave risco. 
 
12.1 Melhoramento genético 
É o método de seleção artificial para a obtenção de indivíduos ou populações com 
características específicas. As técnicas utilizadas antes do desenvolvimento da engenharia 
genética são chamadas de clássicas e constituem o melhoramento genético convencional, que 
está na base do desenvolvimento da civilização, baseada na agricultura e na domesticação 
animal, e também esteve no centro da Revolução Verde nas décadas de 1960 e 1970, com a 
criação e a disseminação de novas sementes e práticas agrícolas, o que levou a um grande 
aumento na produção mundial de alimentos. Até esse período, o melhoramento de sementes 
era feito pelo simples cruzamento de espécies iguais ou similares, um processo lento e de 
difícil controle. 
Com o avanço da engenharia genética e da biotecnologia, o desenvolvimento de novos 
cultivares com diferentes atributos genéticos ficou mais preciso e eficiente e, eventualmente, 
mais rápido. O pesquisador interfere de forma controlada e intencional no DNA (ácido 
desoxirribonucleico, molécula em forma de dupla hélice que é a base da hereditariedade), troca 
genes e alcança a meta esperada para aquela semente, sem que ela perca as características 
que se pretende conservar. Assim, produzem-se organismos geneticamente modificados 
(OGM) com o objetivo de enfrentar diversos desafios, como a demanda por alimentos, a 
desnutrição humana, as mudanças ambientais e a sustentabilidade. 
 
12.2 Engenharia genética 
A engenharia genética pode ser usada para modificar o genoma de um organismo vivo. 
Essas modificações podem ser geradas por métodos que alteram, removem ou introduzem 
genes para produzir organismos com características desejáveis, e os genes podem ser 
provenientes da mesma ou de outras espécies. 
As técnicas de engenharia genética, também conhecidas como tecnologia do DNA 
recombinante, começaram a ser definidas no início da década de 1970, com a descoberta e 
utilização das chamadas enzimas de restrição. Essas enzimas permitem “cortar” a molécula de 
DNA em pontos bem definidos, isolando os fragmentos de DNA de interesse passíveis de 
serem introduzidos no genoma de um organismo. Em seguida, esses fragmentos são inseridos 
no genoma de um hospedeiro e as extremidades são “coladas”, formando uma molécula de 
DNA recombinante. Quem atua na enzima “colagem” do DNA são enzimas chamadas DNA-
t.me/CursosDesignTelegramhub
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – CURSO EXTENSIVO DE BIOLOGIA 
 
AULA 15 – GENÉTICA E BIOTECNOLOGIA 72 
ligase. Além da introdução de genes no genoma de um organismo, também é possível silenciar 
(desligá-lo) e fazer com que não tenha efeito, deletar ou editar genes. 
 
 
 
Todo organismo que sofreu modificações em sua estrutura genética é 
um organismo geneticamente modificado (OGM). 
 
As principais técnicas da engenharia genética são: 
▪ Transgenia: a inserção de um ou mais genes no genoma de um organismo, sendo esse(s) 
gene(s) de espécie(s) não compatíveis sexualmente. 
▪ Cisgenia: é o termo usado quando um organismo tem seu genoma modificado por meio da 
inserção de genes de espécies que podem ser cruzadas naturalmente. 
▪ Clonagem: é a produção de cópias geneticamente iguais de um gene, uma célula, um 
tecido ou até mesmo um indivíduo. 
▪ Silenciamento gênico (interferência por RNA): um mecanismo celular que inibe o processo 
de produção de proteínas por meio do “desligamento” do gene que a expressa. 
▪ CRISPR-Cas9: uma das mais novas técnicas de engenharia genética sendo aplicadas, a 
CRISPR-Cas9 edita determinadas sequências do DNA de um organismo, retirando um 
pedaço e substituindo-o por outro. 
A grande vantagem do DNA recombinante é ter controle sobre os genes que resultam 
em diversas características. Além disso, ele permitiu avanços como a clonagem gênica, a 
produção de insulina por meio de bactérias, a produção de proteínas que, após purificadas e 
analisadas, podem se tornar produtos farmacológicos, o sequenciamento de DNA, testes de 
paternidade, análise forense de crimes, o estudo da função de genes das mais diversas 
t.me/CursosDesignTelegramhub
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – CURSO EXTENSIVO DE BIOLOGIA 
 
AULA 15 – GENÉTICA E BIOTECNOLOGIA 73 
espécies em animais modelos, a produção de animais e plantas transgênicas e o tratamento de 
doenças através da terapia gênica. 
 
12.3 Transgenia 
Organismos que possuem genomas alterados por genes externos são conhecidos 
como transgênicos. A maioria dos organismos transgênicos é gerada no laboratório para fins 
de pesquisa, mas também existem espécies desenvolvidas para fins comerciais. Talvez os 
exemplos mais famosos sejam culturas de alimentos como soja e milho geneticamente 
modificadas para resistência a pragas e herbicidas. Um OGM pode ser transgênico (ter a 
adição de um gene proveniente de uma espécie não sexualmente compatível) ou cisgênico 
(ter a adição de um gene de uma espécie com a qual poderia haver um cruzamento). 
 
12.4 Clonagem 
Um clone é uma cópia geneticamente idêntica de um organismo, e pode ser natural 
ou criado em laboratório. Existem três tipos de clonagem: clonagem de genes, clonagem 
reprodutiva e clonagem terapêutica. A clonagem gênica é essencialmente uma tecnologia de 
DNA recombinante, onde um pedaço de DNA estranho é inserido em um vetor, que pode ser 
copiado por uma célula hospedeira. Vimos como isso acontece no começo do capítulo. 
A clonagem reprodutiva é realizada através da técnica chamada de transferência 
nuclear (TN), que se baseia na remoção do núcleo de um óvulo do indivíduo hospedeiro e sua 
substituição por outro núcleo de uma célula somática do indivíduo que se deseja clonar. Após a 
fusão, ocorre a diferenciação das células e, após cinco dias de fecundação, o embrião forma o 
blastocisto. É nesta fase que ocorre sua implantação na cavidade uterina de um terceiro 
indivíduo, responsável pela gestação do clone. Após o nascimento surge um indivíduo com 
patrimônio genético idêntico ao do doador da célula somática. A clonagem reprodutiva também 
pode ser usada para produzir animais que podem ser utilizados para testar respostas de 
drogas. Um dos principais benefícios é que suas reações às drogas devem ser uniformes, 
porque compartilham o mesmo material genético. 
 
t.me/CursosDesignTelegramhub
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – CURSO EXTENSIVO DE BIOLOGIA 
 
AULA 15 – GENÉTICA E BIOTECNOLOGIA 74 
 
A clonagem terapêutica envolve a produção de células-tronco para o tratamento de 
doenças. O procedimento inicial é idêntico à clonagem reprodutiva, diferindo somente no fato 
do blastocisto não ser introduzido em um útero, mas sim em meios para cultura celular e 
mantidos em laboratório sob condições controladas para a produção de células-tronco. Essas 
células são totipotentes e podem ser usadas para produzir tecidos ou órgãos para transplante. 
 
t.me/CursosDesignTelegramhub
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – CURSO EXTENSIVO DE BIOLOGIA 
 
AULA 15 – GENÉTICA E BIOTECNOLOGIA 75 
 
 
As células-tronco são classificadas em dois tipos: células-tronco embrionárias e células-
tronco adultas. As células-tronco embrionárias são particularmente importantes porque podem 
ser diferenciadas em diferentes tipos decélulas. Podem ser utilizadas no intuito de restaurar a 
função de um órgão ou tecido, transplantando novas células para substituir as células perdidas 
pela doença, ou substituir células que não funcionam adequadamente devido a um defeito 
genético. As células-tronco adultas não possuem essa capacidade de se transformar em 
qualquer tecido, então as células-tronco musculares só poderão originar células musculares, as 
células-tronco hepáticas vão originar células hepáticas, e assim por diante. 
t.me/CursosDesignTelegramhub
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – CURSO EXTENSIVO DE BIOLOGIA 
 
AULA 15 – GENÉTICA E BIOTECNOLOGIA 76 
 
 
12.5 Terapia gênica e Terapia celular 
A terapia genética é uma técnica usada para corrigir genes defeituosos – genes que são 
responsáveis pelo desenvolvimento da doença. Ela consiste na manipulação da expressão 
de genes específicos no corpo de uma pessoa, na esperança de tratar uma doença ou 
distúrbio. 
Embora existam várias estratégias, o método mais comumente usado envolve a 
inserção de um gene “terapêutico” no genoma para substituir o gene “causador de doenças”. O 
gene que é inserido é entregue a uma célula-alvo por meio de um vetor. Geralmente, esse 
vetor é um vírus, embora vetores não virais estejam em desenvolvimento. Os vírus são uma 
boa opção para a introdução de genes em uma célula, porque eles normalmente operam 
transferindo seu próprio material genético enquanto se replicam. Uma vez que as células-alvo 
são infectadas com o vetor viral, o vetor libera seu gene terapêutico que incorpora no DNA da 
célula. O objetivo é que a célula comece a usar o novo gene para produzir proteínas funcionais 
e saudáveis. 
 
 
BENEFÍCIOS E RISCOS NA BIOTECNOLOGIA A PARTIR DA ENGENHARIA GENÉTICA 
 Vantagens 
▪ alimentos com características atraentes ao consumidor, como sabor mais apurado, espécies 
sem sementes e tempo de maturação; 
▪ maior tolerância natural à pragas e insetos; 
▪ preservação do meio ambiente, usando menos água para a diluição dos produtos, menos 
combustível para pulverizadores, e menor risco de contaminação; 
▪ tempo de validade do produto mais elevado; 
▪ melhor qualidade nutricional; 
t.me/CursosDesignTelegramhub
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – CURSO EXTENSIVO DE BIOLOGIA 
 
AULA 15 – GENÉTICA E BIOTECNOLOGIA 77 
▪ maior capacidade de autofecundação das plantas; 
▪ descendência mais numerosa; 
▪ melhor fertilidade do rebanho por meio da identificação dos melhores reprodutores; 
▪ melhores índices no ganho de peso; 
▪ diminuição do intervalo entre gerações; 
▪ diminuição no custo de produção e melhora na relação custo e benefício; 
▪ animais testados e com maior valor agregado; 
▪ otimização dos recursos da propriedade; 
▪ aumento na lucratividade; 
▪ carne de melhor qualidade para o consumidor. 
 
Desvantagens 
▪ aumento de reações alérgicas; 
▪ as plantas que não sofreram modificação genética podem ser eliminadas pelo processo de 
seleção natural, pois, as melhoradas possuem maior resistência às pragas e pesticidas; 
▪ aumento da resistência aos pesticidas, gerando maior consumo deste tipo de produto; 
▪ apesar de eliminar pragas prejudiciais à plantação, o cultivo de plantas modificadas pode, 
também, matar populações benéficas como abelhas, minhocas e outros animais e espécies 
de plantas; 
▪ animais melhorados geneticamente para alta eficiência de produção podem apresentar 
maior risco de problemas fisiológicos, imunológicos e comportamentais. 
 
 
t.me/CursosDesignTelegramhub
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – CURSO EXTENSIVO DE BIOLOGIA 
 
AULA 15 – GENÉTICA E BIOTECNOLOGIA 78 
13. Lista de questões 
1. (PUC RS/2018) Para responder à questão, analise o gráfico, que representa 
diferentes classes fenotípicas de uma característica genética em população com 
equilíbrio de Hardy-Weinberg, e as afirmativas. 
 
I. O gráfico exemplifica um caso de herança quantitativa. 
II. As sete classes fenotípicas podem resultar da interação de seis alelos. 
III. A distribuição normal apresenta indivíduos heterozigotos em suas extremidades. 
 
Está/Estão correta(s) apenas a(s) afirmativa(s) 
a) I. 
b) III. 
c) I e II. 
d) II e III. 
 
2. (FUVEST/2007) Em cães labradores, dois genes, cada um com dois alelos (B/b e 
E/e), condicionam as três pelagens típicas da raça: preta, marrom e dourada. A pelagem 
dourada é condicionada pela presença do alelo recessivo e em homozigose no genótipo. 
Os cães portadores de pelo menos um alelo dominante E serão pretos, se tiverem pelo 
menos um alelo dominante B; ou marrons, se forem homozigóticos bb. O cruzamento de 
um macho dourado com uma fêmea marrom produziu descendentes pretos, marrons e 
dourados. O genótipo do macho é 
 
a) Ee BB. 
b) Ee Bb. 
c) ee bb. 
d) ee BB. 
t.me/CursosDesignTelegramhub
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – CURSO EXTENSIVO DE BIOLOGIA 
 
AULA 15 – GENÉTICA E BIOTECNOLOGIA 79 
e) ee Bb. 
 
3. (Albert Einstein/2017) A fenilcetonúria, também conhecida como PKU, é uma 
doença genética humana caracterizada pela incapacidade de metabolizar o aminoácido 
fenilalanina. Como consequência, há acúmulo de fenilalanina no organismo, o que 
interfere negativamente no desenvolvimento cerebral e provoca deficiência intelectual. É 
um tipo de distúrbio que afeta crianças de ambos os sexos, que, na maioria das vezes, 
nascem de pais normais. O diagnóstico, quando realizado precocemente pelo teste do 
pezinho, é útil para se estabelecer uma dieta planejada que previne a deficiência 
intelectual. Considerando essas informações, pode-se inferir que os fenilcetonúricos. 
 
a) são heterozigotos e devem seguir uma dieta com algumas restrições lipídicas. 
b) são homozigotos e devem seguir uma dieta com algumas restrições proteicas. 
c) podem ser heterozigotos ou homozigotos e sua dieta deve ser rica em proteínas. 
d) podem ser heterozigotos ou homozigotos e devem evitar proteínas e lipídios. 
 
4. (UEPG PR/2019) A tabela abaixo representa o resultado de tipagem sanguínea de 4 
indivíduos, em relação ao sistema ABO. O padrão de aglutinação está representado pelo 
sinal (+) para reação positiva (ou seja, aglutina na presença do anticorpo), e pelo sinal (–) 
em caso de reação negativa (ou seja, não aglutina na presença do anticorpo). Na 
genética, os alelos são representados por: IA (aglutinogênio A), IB (aglutinogênio B) e, i 
(não determina aglutinogênio). A série alélica é representada por: IA = IB > i. 
Analise as alternativas e assinale o que for correto. 
 
 
 
01. O indivíduo 1 apresenta tipo sanguíneo O, visto que seu sangue aglutina tanto na presença 
do anti-A, quanto do anti-B. Os anticorpos anti-A e anti-B estão presentes na superfície das 
hemácias deste indivíduo, o qual não apresenta antígenos em seu soro. 
02. O indivíduo 2 apresenta fenótipo do grupo A e genótipos do tipo IAIA ou IAi. Anticorpos do 
tipo anti-B estão presentes em seu soro. 
t.me/CursosDesignTelegramhub
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – CURSO EXTENSIVO DE BIOLOGIA 
 
AULA 15 – GENÉTICA E BIOTECNOLOGIA 80 
04. O indivíduo 1 apresenta tipo sanguíneo AB. Em suas hemácias, estão presentes antígenos 
dos tipos A e B, como podemos observar pelo padrão de aglutinação com os anticorpos anti-A 
e anti-B. 
08. O indivíduo 3 poderia ser pai do indivíduo 1. 
16. Conclui-se que o indivíduo 4 apresenta sangue do tipo B e genótipo homozigoto IBIB. Ele 
poderia ser filho tanto do indivíduo 1, quanto do indivíduo 3. 
 
5. (IFMT/2018) Os coelhos podem apresentar 4 (quatro) fenótipos para cor da 
pelagem. Tal variação é determinada por quatro alelos diferentes: C, Cch, Ch e c. Nesse 
caso, existe a seguinte relação de dominância: Aguti (C) exerce dominância sobre 
chinchila, himalaia e albino; chinchila (cch) exerce dominância sobre himalaia e albino; 
himalaia (ch) exerce dominância sobre albino; albino (ca) é recessivo, ou seja, só se 
expressa aos pares. Sendo assim, os genótipos para os diferentes tipos de coelho são: 
 
• CC, CCch, CCh, Cc – Aguti ou selvagem• CchCch, CchCh, Cchc – Chinchila 
• ChCh, Chc – Himalaia • cc – Albino 
 
Dessa forma, em um cruzamento de um macho Himalaia heterozigoto com uma fêmea 
Chinchila homozigota, a probabilidade de nascer um descendente Chinchila é de: 
a) 100% 
b) 75% 
c) 50% 
d) 25% 
e) 0% 
 
6. (UECE/2017) Os genes letais foram identificados, em 1905, pelo geneticista francês 
Lucien Cuénot. A acondroplasia é uma forma de nanismo humano condicionada por um 
alelo dominante D que prejudica o desenvolvimento ósseo. Pessoas que apresentam a 
acondroplasia são heterozigotas e pessoas normais são homozigotas recessivas. 
Assinale a opção que corresponde ao genótipo em que o gene é considerado letal. 
 
a) DD 
b) Dd 
t.me/CursosDesignTelegramhub
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – CURSO EXTENSIVO DE BIOLOGIA 
 
AULA 15 – GENÉTICA E BIOTECNOLOGIA 81 
c) dd 
d) D_ 
 
7. (FPS-PE/2017) A doença de Huntington é uma enfermidade hereditária, cujos 
sintomas são causados pela degeneração celular em uma parte do cérebro. Este dano 
afeta a capacidade cognitiva, os movimentos e o equilíbrio emocional. O heredograma 
abaixo representa uma família que apresenta esta doença. 
 
Pode-se concluir que a doença de Huntington apresenta herança: 
a) Autossômica dominante. 
b) Autossômica recessiva. 
c) Ligada ao X dominante. 
d) Ligada ao X recessiva. 
e) Ligada ao Y. 
 
8. (FUVEST/2020) Analise a seguinte genealogia de uma doença: 
 
Foi levantada a hipótese de que a doença possui padrão de herança dominante ligada ao 
cromossomo X. O que levou a tal conclusão foi a 
t.me/CursosDesignTelegramhub
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – CURSO EXTENSIVO DE BIOLOGIA 
 
AULA 15 – GENÉTICA E BIOTECNOLOGIA 82 
(A) incidência da doença em mulheres e homens. 
(B) transmissão do alelo mutante apenas às filhas de um homem afetado. 
(C) presença de pessoas afetadas em todas as gerações. 
(D) transmissão do alelo mutante às filhas e aos filhos de uma mulher afetada. 
(E) presença de pelo menos um dos genitores afetados. 
 
9. (FUVEST SP/2019) Em uma variedade de petúnia, as flores podem ser brancas, 
róseas ou roxas. Suponha que essas cores de flores resultem de pigmentos cuja síntese 
é determinada por genes com segregação independente que participam de uma mesma 
via metabólica, conforme esquematizado abaixo: 
 
Apenas a presença de alelos dominantes em cada um dos dois loci determina enzimas 
ativas capazes de mediar as respectivas etapas de produção dos pigmentos. 
a) Quais são os possíveis genótipos de uma planta que apresenta flores róseas? 
b) Quais são as proporções genotípica e fenotípica esperadas entre os descendentes do 
cruzamento de plantas com genótipos AaBb × aabb? 
c) Qual é a proporção fenotípica esperada no cruzamento de indivíduos heterozigóticos para os 
dois loci? 
 
10. (UECE/2019) A probabilidade de um casal ter dois filhos do sexo masculino e a 
probabilidade de esse mesmo casal ter dois filhos, sendo uma menina e um menino são 
respectivamente 
 
a) 1/4 e 1/4. 
b) 1/2 e 1/2. 
c) 1/2 e 1/4. 
d) 1/4 e 1/2. 
t.me/CursosDesignTelegramhub
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – CURSO EXTENSIVO DE BIOLOGIA 
 
AULA 15 – GENÉTICA E BIOTECNOLOGIA 83 
 
11. (UCB DF/2018) Quanto aos conceitos básicos de genética, assinale a alternativa 
correta. 
 
a) O termo “genótipo” diz respeito às características microscópicas e de natureza bioquímica, 
como a sequência de aminoácidos de uma proteína de um organismo. 
b) O cruzamento-teste consiste em cruzar o indivíduo em questão com um indivíduo de 
fenótipo recessivo, certamente heterozigoto. 
c) O termo “codominância” é utilizado para descrever situações em que o fenótipo dos 
indivíduos heterozigóticos é intermediário entre os fenótipos dos dois indivíduos homozigóticos. 
d) A dominância incompleta é o fenômeno em que o indivíduo heterozigótico apresenta o 
produto dos dois alelos diferentes de um gene e, por esse motivo, exibe características 
presentes em ambos os indivíduos homozigóticos para cada alelo. 
e) O termo “dominante” pode levar à ideia equivocada de que um alelo domina ou inibe a ação 
de outro. Não se conhecem casos em que um alelo exerça ação, inibitória ou não, sobre o 
respectivo par localizado no cromossomo homólogo. 
 
12. (FGV/2010) Analisando a genealogia ao lado, responda: 
 
a) Qual a probabilidade de o indivíduo 3 ser heterozigoto? 
b) Qual a probabilidade de o indivíduo 5 ser homozigoto recessivo? 
c) Qual a probabilidade de o indivíduo 6 ser homozigoto dominante? 
 
13. (FUVEST-SP/2018) A surdez é geneticamente heterogênea: pode ser causada por 
mutações em diferentes genes, localizados nos autossomos ou no cromossomo X ou, 
ainda, por mutações em genes mitocondriais. Os heredogramas representam quatro 
famílias, em que ocorrem pessoas com surdez ( e ): 
 
 
 
A(s) família(s) em que o padrão de herança permite afastar a possibilidade de que a 
surdez tenha herança mitocondrial é(são) apenas 
a) 1. 
t.me/CursosDesignTelegramhub
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – CURSO EXTENSIVO DE BIOLOGIA 
 
AULA 15 – GENÉTICA E BIOTECNOLOGIA 84 
b) 2 e 3. 
c) 3. 
d) 3 e 4. 
e) 4. 
 
14. (Mackenzie SP/2019) Os indivíduos numerados de 1 a 5, pertencentes à mesma 
família, foram submetidos a exames de tipagem sanguínea para três sistemas: ABO, Rh 
e MN. Abaixo, a tabela indica os resultados para a presença (sinal +) ou ausência (sinal –
) de antígenos, relativos à membrana dos eritrócitos, pertencentes a cada um dos 
sistemas sanguíneos examinados. 
 
 
 
Sabendo-se que a família analisada é constituída por pais e filhos biológicos, assinale a 
alternativa que traz a provável relação de parentesco entre esses indivíduos, 
 
 
 
15. (UECE/2019) No que diz respeito à hemofilia, escreva V ou F conforme seja 
verdadeiro ou falso o que se afirmar nos itens abaixo. 
 
( ) A incapacidade de produzir o fator VIII de coagulação sanguínea apresentada 
pelos hemofílicos pode levar à morte e segue a herança ligada ao sexo. 
( ) Mulheres do genótipo XhXh e homens do genótipo XhY são hemofílicos; portanto, 
a hemofilia segue o padrão típico de herança ligada ao cromossomo Y. 
( ) Os homens hemofílicos não transmitem o alelo mutante para a prole do sexo 
masculino. 
t.me/CursosDesignTelegramhub
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – CURSO EXTENSIVO DE BIOLOGIA 
 
AULA 15 – GENÉTICA E BIOTECNOLOGIA 85 
( ) As filhas de uma mulher hemofílica são hemofílicas, pois herdam um alelo 
selvagem da mãe. 
 
Está correta, de cima para baixo, a seguinte sequência: 
a) V, V, V, F. b) F, V, F, V. c) V, F, V, F. d) F, F, F, V. 
 
16. (FPS-PE/2019) O daltonismo é uma herança ligada ao sexo e se caracteriza pela 
incapacidade do daltônico em distinguir as cores verde e vermelha. Em relação ao 
daltonismo, é incorreto afirmar que: 
 
a) o daltonismo é mais frequente no sexo feminino. 
b) o daltonismo é uma herança ligada ao cromossomo X. 
c) o daltonismo é uma herança recessiva. 
d) uma mulher homozigótica recessiva é daltônica. 
e) para um homem manifestar o daltonismo, o alelo determinante para sua característica basta 
estar em dose simples. 
 
17. (FPS-PE/2019) A maioria das heranças recebidas dos nossos pais está relacionada 
a genes localizados nos cromossomos autossômicos. Contudo, também herdamos 
caracteres relacionados a genes localizados nos cromossomos sexuais. Entre as 
condições abaixo, a única que está relacionada à herança ligada ao X é 
 
a) diabetes. 
b) albinismo. 
c) acondroplasia. 
d) polidactilia. 
e) hemofilia A. 
 
18. (UECE/2019) No que diz respeito à hemofilia, escreva V ou F conforme seja 
verdadeiro ou falso o que se afirmar nos itens abaixo. 
( ) A incapacidade de produzir o fator VIII de coagulação sanguínea apresentada 
pelos hemofílicos pode levar à morte e segue a herança ligada ao sexo. 
t.me/CursosDesignTelegramhub
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – CURSO EXTENSIVO DE BIOLOGIA 
 
AULA 15 – GENÉTICAE BIOTECNOLOGIA 86 
( ) Mulheres do genótipo XhXh e homens do genótipo XhY são hemofílicos; portanto, a 
hemofilia segue o padrão típico de herança ligada ao cromossomo Y. 
( ) Os homens hemofílicos não transmitem o alelo mutante para a prole do sexo 
masculino. 
( ) As filhas de uma mulher hemofílica são hemofílicas, pois herdam um alelo 
selvagem da mãe. 
 
Está correta, de cima para baixo, a seguinte sequência: 
a) V, V, V, F. 
b) F, V, F, V. 
c) V, F, V, F. 
d) F, F, F, V. 
 
19. (UEFS BA/2018) Em tomateiros, os genes a e c encontram-se ligados. O 
cruzamento entre um tomateiro de genótipo AaCc e outro de genótipo aaCC originou 
plantas adultas em proporção genotípica de 43% AaCC, 43% aaCc, 7% AaCc e 7% aaCC. 
A distância entre os genes a e c nos cromossomos do tomateiro é 
 
a) 7 UR. 
b) 14 UR. 
c) 43 UR. 
d) 50 UR. 
e) 86 UR. 
 
20. (FGV/2018) O padrão genético da cor da pelagem na raça bovina Shorthorn é um 
exemplo de codominância cujos dois alelos autossômicos envolvidos na pigmentação 
do pelo se manifestam no heterozigoto, denominado ruão. Os homozigotos apresentam 
a cor da pelagem vermelha ou branca. 
 
 
(http://www.uel.br. Adaptado) 
t.me/CursosDesignTelegramhub
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – CURSO EXTENSIVO DE BIOLOGIA 
 
AULA 15 – GENÉTICA E BIOTECNOLOGIA 87 
 
Um criador dessa raça, ao cruzar um casal de animais cuja pelagem é do tipo ruão, em 
três gestações subsequentes, obteve, em cada gestação, uma fêmea com pelagem 
vermelha. A probabilidade de repetição idêntica desses resultados nas próximas três 
gestações seguidas, a partir dos mesmos animais reprodutores, é de 
 
a) 1/16. 
b) 1/24. 
c) 1/128. 
d) 1/512. 
e) 1/4 096. 
 
21. (Fac. Israelita de C. da Saúde Albert Einstein SP/2018) Em humanos, a definição 
dos tipos sanguíneos do sistema ABO depende da ação conjunta do loco H e do loco 
ABO. O alelo dominante H é responsável pela síntese do chamado antígeno H, enquanto 
que essa produção não ocorre por ação do alelo recessivo h, muito raro na população. 
Os alelos IA e IB, por sua vez, são responsáveis pela conversão do antígeno H em 
aglutinogênios A e B, respectivamente, enquanto o alelo recessivo i não atua nessa 
conversão. 
 
Considerando que na tipagem sanguínea se identifica a presença apenas de 
aglutinogênios A e B, e não do antígeno H, é possível que uma pessoa de sangue tipo O 
tenha genótipos diferentes, tais como 
a) HhIAIB e HHIAi. 
b) Hhii, hhIAi e hhIAIB. 
c) hhii, HhIAi e HHIAIB. 
d) HHii e hhIAi e HhIBi. 
 
22. (UNCISAL AL/2018) Uma mulher com tipo sanguíneo AB– teve um filho com um 
homem A+, gerando uma criança A+. Ao engravidar do seu segundo filho, a mulher foi 
orientada que, para evitar o desenvolvimento da doença hemolítica do recém-nascido em 
seu segundo filho, deveria tomar uma injeção intravenosa, no momento do parto, com 
anticorpos anti-Rh. Considerando o exposto, é correto afirmar que essa orientação foi 
 
t.me/CursosDesignTelegramhub
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – CURSO EXTENSIVO DE BIOLOGIA 
 
AULA 15 – GENÉTICA E BIOTECNOLOGIA 88 
a) adequada, pois os anticorpos destruirão rapidamente as hemácias fetais Rh+ que 
penetrarem na circulação materna durante o parto, evitando que causem sensibilização na 
mulher. 
b) inadequada e perigosa, pois esses anticorpos podem penetrar no corpo do bebê causando a 
destruição imediata das hemácias fetais, resultando em forte anemia. 
c) adequada, para evitar o processo de acúmulo de bilirrubina no sangue do bebê, que é 
produzida no fígado a partir dos antígenos Rh+ e que causa icterícia. 
d) inadequada, já que a injeção deveria ter sido aplicada no parto do primeiro filho, para evitar 
que a mulher produzisse anticorpos anti-Rh que comprometeriam a segunda gestação. 
e) incorreta, porém adequada, já que a sensibilização da mulher e a consequente produção de 
anticorpos anti-Rh só ocorrerão na segunda gestação de um filho Rh–. 
 
23. (FATEC SP/2018) Em um caso hipotético, apenas dois homens, um do grupo 
sanguíneo B (genótipo IB_) e outro do grupo sanguíneo A (genótipo IA_), podem ser o pai 
biológico de uma menina do grupo O (genótipo ii). 
 
Nesse cenário, seria possível determinar com segurança a paternidade se um dos 
homens 
a) tivesse ou o pai ou a mãe do grupo O. 
b) tivesse o pai e a mãe, ambos do grupo AB. 
c) fosse pai de um menino do grupo O. 
d) fosse pai de um menino do grupo A. 
e) fosse pai de um menino do grupo B. 
 
24. (IFBA/2018) De acordo com a tabela dos variados tipos sanguíneos humanos do 
sistema ABO, abaixo, responda: quais os tipos de heranças genética que são 
encontradas na expressão da variedade dos tipos sanguíneos humanos? Escolha a 
alternativa correta. 
 
Tabela 1: Tipos sanguíneos 
 
t.me/CursosDesignTelegramhub
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – CURSO EXTENSIVO DE BIOLOGIA 
 
AULA 15 – GENÉTICA E BIOTECNOLOGIA 89 
 
a) Dominância/recessividade e Codominância. 
b) Dominância/recessividade e genes letais. 
c) Dominância/recessividade e dominância incompleta. 
d) Dominância incompleta e alelos múltiplos. 
e) Codominância e dominância incompleta. 
 
25. (UFGD MS/2018) Leia o texto a seguir. 
 
Pode-se classificar em cinco os métodos de verificação dos caracteres hereditários 
existentes nas células sanguíneas, para fins de exclusão de paternidade, quais sejam: 
determinação de marcadores eritrocitários; séricos e enzimáticos; cromossômicos; 
leucocitários e de DNA. Tais exames constituem grande contribuição às ações de 
investigação de paternidade. O famoso sistema ABO foi descoberto no ano de 1900 por 
Karl Landsteiner, apresentando quatro tipos sanguíneos A, B, O e AB, sendo o mais 
comum o tipo O. A partir de então, esse sistema passou a integrar o caderno processual 
das ações investigatórias, sendo comumente conhecido por “exame de sangue”. E na 
grande maioria das vezes seus resultados se prestam para excluir a paternidade. 
 
No que se refere à herança dessas características, este sistema é determinado por alelos 
múltiplos, ou seja, existem mais de dois lócus diferentes para o mesmo gene, embora no 
mesmo genótipo só se apresentem dois deles ao mesmo tempo e como sempre um 
herdado do pai e outro da mãe. Assim, existem 3 alelos: I a, I b, i, capazes de ocuparem 
dois a dois um certo lócus gênico. 
 
Machado, C. P. A prova nas ações de investigação de paternidade. 2006. 
Disponível em: <http://www3.pucrs.br/pucrs/files/uni/poa/direito/graduacao/tcc/tcc2/trabalhos2006_2/cristina.pdf> Acesso em: 21 set. 
2017. 
 
Considerando essas informações, assinale a alternativa correta. 
a) Os genes “I a” e “I b” são recessivos sobre i, mas dominantes entre si. 
b) É impossível uma criança de tipagem sanguínea do grupo O ter pai com tipagem sanguínea 
do tipo A e mãe com tipagem B. 
c) Se a criança é O, seu genótipo é ii, recebendo um gene i de seu pai e outro de sua mãe; seu 
genótipo é ii, já que o grupo O é determinado por genes dominantes. 
d) A afirmação “Filhos de pais de sangue O nunca podem ter sangue A” é verdadeira. 
t.me/CursosDesignTelegramhub
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – CURSO EXTENSIVO DE BIOLOGIA 
 
AULA 15 – GENÉTICA E BIOTECNOLOGIA 90 
e) Um casal formado por um indivíduo com tipagem sanguínea do grupo A e o outro com 
tipagem sanguínea do grupo B pode gerar descendentes de todos os tipos sanguíneos. 
 
26. (UFRGS/2018) Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas do 
texto abaixo, na ordem em que aparecem. 
 
Pessoas que pertencem ao grupo sanguíneo A têm na membrana plasmática das suas 
hemácias ........ e no plasma sanguíneo ........ . As que pertencem ao grupo sanguíneo O 
não apresentam ........ na membrana plasmática das hemácias. 
 
a) aglutinina anti-B – aglutinina anti-A e anti-B – aglutinogênio 
b) aglutinogênio A – aglutinina anti-B – aglutinogênio 
c) aglutinogênio B – aglutinogênio A e B – aglutinina anti-A e anti-B 
d) aglutinina anti-A – aglutinogênio B – aglutinina anti-Ae anti-B 
e) aglutinina anti-A e anti-B – aglutinogênio A – aglutinina anti-B 
 
27. (UECE/2018) No que diz respeito aos grupos sanguíneos, é correto afirmar que 
pessoas do grupo sanguíneo 
a) O possuem aglutinogênios O nas hemácias e aglutininas anti-A e anti-B no plasma. 
b) A possuem aglutinogênios A nas hemácias e aglutininas anti-B e anti-AB no plasma. 
c) AB, que não têm aglutinogênios nas hemácias, são consideradas receptoras universais. 
d) B possuem aglutinogênios B nas hemácias e aglutininas anti-A no plasma. 
 
28. (UNIRG TO/2018) Uma pessoa do grupo sanguíneo AB sofre uma hemorragia e 
necessita de transfusão. Para que não ocorra aglutinação, o sangue do doador deve ter, 
em seus glóbulos vermelhos e no plasma, respectivamente: 
I. Aglutininas anti-A e aglutininas anti-B. 
II. Aglutinogênio A e aglutininas anti-B. 
III. Aglutinogênio B e aglutininas anti-A. 
 
Após analisar essas proposições, assinale a seguir a alternativa correta: 
a) Somente a proposição I está correta; 
t.me/CursosDesignTelegramhub
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – CURSO EXTENSIVO DE BIOLOGIA 
 
AULA 15 – GENÉTICA E BIOTECNOLOGIA 91 
b) Somente a proposição II está correta; 
c) Somente as proposições I e II estão corretas; 
d) Somente as proposições II e III estão corretas. 
 
29. (UEFS/2018) Genes zigóticos são expressos durante o desenvolvimento 
embrionário. Em moscas Drosophila melanogaster existe um gene zigótico que é letal 
em homozigose recessiva. Um cruzamento entre moscas heterozigotas para o gene 
zigótico letal gerou 120 moscas adultas. Dentre essas 120 moscas adultas, o número 
esperado de moscas heterozigotas é 
 
a) 30. 
b) 40. 
c) 60. 
d) 80. 
e) 120. 
 
30. (UDESC/2018) Diferentemente dos répteis em que a possibilidade de nascer macho 
ou fêmea é dependente da temperatura, nos mamíferos e nas aves a probabilidade do 
nascimento de um macho ou de uma fêmea é estatisticamente igual. 
 
A probabilidade de um casal de mamíferos ter em uma ninhada seis filhotes com o 
mesmo sexo é: 
a) 1,56% 
b) 12,5% 
c) 31,5% 
d) 6,25 % 
e) 3,12% 
 
31. (PUC SP/2014) Imagine que, em um dado mamífero, a cor da pelagem seja 
determinada por três alelos: 
Alelo P – determina pelagem preta 
Alelo C – determina pelagem cinza 
t.me/CursosDesignTelegramhub
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – CURSO EXTENSIVO DE BIOLOGIA 
 
AULA 15 – GENÉTICA E BIOTECNOLOGIA 92 
Alelo B – determina pelagem branca 
 
Considere que o alelo P é dominante sobre o B e que há dominância do alelo C sobre os 
alelos P e B. 
 
Em um experimento, envolvendo cinco cruzamentos, foram utilizados animais com os 
três tipos de pelagem. Os cruzamentos e seus resultados são apresentados na tabela 
abaixo. 
 
 
Se machos de pelagem cinza provenientes do cruzamento II forem acasalados com 
fêmeas de pelagem preta provenientes do cruzamento V, espera-se que entre os 
descendentes 
 
a) 50% tenham pelagem cinza e 50% branca. 
b) 50% tenham pelagem cinza e 50% preta. 
c) 75% tenham pelagem cinza e 25% branca. 
d) 75% tenham pelagem cinza e 25% preta. 
e) 25% tenham pelagem preta, 50% cinza e 25% branca. 
 
32. (FCM MG/2018) (…) “O resultado é péssimo se os anticorpos da mãe começam a 
entrar na circulação do feto. Normalmente são anticorpos incompletos, extremamente 
ativos, que causarão a hemólise. Apesar da anemia secundária, e eliminação do principal 
metabólito da hemoglobina (isto é, bilirrubina), aumenta a concentração dela no sangue 
até uns níveis de 18 mg%, o que, geralmente causará icterícia nuclear (o tecido nervoso 
tendo uma grande afinidade para a bilirrubina). Parece que somente a bilirrubina indireta 
é tóxica para os neurônios, impedindo a oxigenação deles. Desse jeito, a hipóxia, junto 
com a ação das aglutininas sobre os endotélios, causa um aumento da permeabilidade 
dos endotélios, extravasamento de proteínas e síndrome edematoso.” (...) 
t.me/CursosDesignTelegramhub
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – CURSO EXTENSIVO DE BIOLOGIA 
 
AULA 15 – GENÉTICA E BIOTECNOLOGIA 93 
(http://www.misodor.com/DHPN.html) 
 
O fragmento de texto acima está relacionado com todas as indicações abaixo, EXCETO: 
a) Incompatibilidade sanguínea materno-fetal. 
b) Gestação de filhos Rh- por mães Rh+. 
c) Doença hemolítica do recém-nascido. 
d) Eritroblastose fetal. 
 
33. (PUC SP/2018) A distrofia muscular de Duchenne é uma doença que provoca 
degeneração muscular progressiva, geralmente culminando na morte ao início da 
segunda década de vida. O heredograma a seguir ilustra uma família em que se 
observam alguns casos de afetados por essa doença. 
 
 
A análise do heredograma permite deduzir que a herança mais provável da distrofia 
muscular é 
a) autossômica dominante. 
b) dominante ligada ao X. 
c) recessiva ligada ao X. 
d) restrita ao Y. 
 
34. (IFMT/2018) Relacione a primeira coluna com a segunda, que trata dos tipos de 
herança de genes localizados em cromossomos sexuais. 
 
 
 
t.me/CursosDesignTelegramhub
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – CURSO EXTENSIVO DE BIOLOGIA 
 
AULA 15 – GENÉTICA E BIOTECNOLOGIA 94 
Assinale a alternativa CORRETA: 
a) I-A, II-C, III-D. 
b) I-E, II-D, III-F. 
c) I-B, II-E, III-B. 
d) I-C, II-A, III-E. 
e) I-D, II-B, III-A. 
 
35. (IFBA/2017) O processo de formação do povo brasileiro é histórico, cultural e 
biológico. A determinação da cor da pele representa um caso de herança poligênica e 
sua expressão sofre interferência das condições do ambiente. 
 
Sobre o mecanismo de herança poligênica é correto afirmar: 
a) A expressão da característica para pigmentação da pele representa um caso de epistasia 
em que um gene neutraliza a ação daquele que não é o seu alelo. 
b) As variações da pigmentação da pele podem ser explicadas pela quantidade de genes que 
apresentam efeitos cumulativos. 
c) Alterações ambientais provocam modificações nos genes responsáveis pela expressão da 
característica, sendo responsáveis pelas variações de pigmento no conjunto populacional. 
d) Todas as variações da pigmentação da pele podem ser explicadas por um par de alelos que 
podem se expressar em homozigose ou heterozigose. 
e) Por se tratar de uma expressão de dominância e recessividade, na herança poligênica os 
genótipos homozigotos recessivos comportam-se como genes letais, portanto, não se 
expressam no conjunto da população. 
 
36. (IFRS/2017) Um homem de tipo sanguíneo A Rh+ e uma mulher AB Rh-, gostariam 
de saber a probabilidade de terem um filho (independente do sexo) com o mesmo 
genótipo do pai. A mãe do homem é O Rh–. Assinale a alternativa correta. 
a) 
b) 
c) 
d) 
2
1
4
1
6
1
8
1
t.me/CursosDesignTelegramhub
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – CURSO EXTENSIVO DE BIOLOGIA 
 
AULA 15 – GENÉTICA E BIOTECNOLOGIA 95 
e) 0 
 
37. (FPS-PE/2017) A doença de Huntington é uma enfermidade hereditária, cujos 
sintomas são causados pela degeneração celular em uma parte do cérebro. Este dano 
afeta a capacidade cognitiva, os movimentos e o equilíbrio emocional. O heredograma 
abaixo representa uma família que apresenta esta doença. 
 
 
 
Pode-se concluir que a doença de Huntington apresenta herança: 
a) Autossômica dominante. 
b) Autossômica recessiva. 
c) Ligada ao X dominante. 
d) Ligada ao X recessiva. 
e) Ligada ao Y. 
 
38. (Mackenzie/2008) Em algumas espécies de roedores, o padrão da pelagem 
(malhada ou uniforme) é condicionado por um par de genes autossômicos não 
codominantes. Se dois indivíduos malhados forem cruzados, a prole obtida será 
composta por indivíduos de pelagem malhada e uniforme, na proporção de 2:1. 
Considere as afirmativas abaixo. 
 
I. O gene que determina pelagem malhada é dominante. 
II. Um dos dois alelos é letal em homozigose. 
III. Se dois indivíduos com pelagem uniforme forem cruzados, toda a prole será 
constituída de indivíduos com pelagem uniforme. 
 
Assinale: 
a) se todas as afirmativas forem corretas. 
t.me/CursosDesignTelegramhub
ESTRATÉGIA VESTIBULARES– CURSO EXTENSIVO DE BIOLOGIA 
 
AULA 15 – GENÉTICA E BIOTECNOLOGIA 96 
b) se somente a afirmativa I for correta. 
c) se somente as afirmativas I e II forem corretas. 
d) se somente a afirmativa III for correta. 
e) se somente as afirmativas I e III forem corretas. 
 
39. (UFU MG/2016) Nos camundongos, o gene e, recessivo, produz pelos 
encrespados, e seu alelo dominante, pelos normais. Em outro par de genes alelos, o 
gene recessivo a produz fenótipo albino, enquanto seu alelo dominante produz fenótipo 
selvagem. Quando camundongos di-híbridos foram cruzados com camundongos albinos 
e de pelos encrespados, foram obtidos 79 camundongos de pelos encrespados e 
selvagens, 121 com pelos encrespados e albinos, 125 de pelos normais e selvagens e 75 
com pelos normais e albinos. 
 
Qual esquema representa a posição dos genes no di-híbrido? 
a) b) c) d) 
 
40. (FUVEST SP/2010) Há uma impressionante continuidade entre os seres vivos (...). 
Talvez o exemplo mais marcante seja o da conservação do código genético (...) em 
praticamente todos os seres vivos. Um código genético de tal maneira “universal” é 
evidência de que todos os seres vivos são aparentados e herdaram os mecanismos de 
leitura do RNA de um ancestral comum. 
 
Morgante & Meyer, Darwin e a Biologia, O Biólogo 10:12–20, 2009. 
 
O termo “código genético” refere-se 
a) ao conjunto de trincas de bases nitrogenadas, cada trinca correspondendo a um 
determinado aminoácido. 
b) ao conjunto de todos os genes dos cromossomos de uma célula, capazes de sintetizar 
diferentes proteínas. 
c) ao conjunto de proteínas sintetizadas a partir de uma sequência específica de RNA. 
d) a todo o genoma de um organismo, formado pelo DNA de suas células somáticas e 
reprodutivas. 
e) à síntese de RNA a partir de uma das cadeias do DNA, que serve de modelo. 
t.me/CursosDesignTelegramhub
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – CURSO EXTENSIVO DE BIOLOGIA 
 
AULA 15 – GENÉTICA E BIOTECNOLOGIA 97 
 
41. (FCM MG/2014) O Aconselhamento Genético é uma ferramenta de destaque na 
medicina, porque 
 
a) orienta casais consanguíneos, dada a alta predisposição para doenças graves. 
b) busca identificar possíveis doenças hereditárias e orientar a família diante dos resultados. 
c) trabalha com medidas preventivas impedindo o surgimento de novas doenças de cunho 
genético. 
d) promove o Teste de Diagnóstico Genético Pré-implantação (PGD) em mulheres portadoras 
de distúrbios genéticos graves. 
 
42. (PUC RS/2014) Com a participação de pesquisadores da PUCRS, um projeto de 
biotecnologia permitiu, neste ano, o nascimento da primeira cabra clonada e transgênica 
da América Latina. Chamada pelos cientistas de Gluca, ela possui uma modificação 
genética que deverá fazer com que produza em seu leite uma proteína humana chamada 
glucocerebrosidase, usada no tratamento da doença de Gaucher. A técnica da 
_________ foi realizada introduzindo um _________ humano no núcleo de uma célula de 
cabra, para que o animal passasse a sintetizar uma proteína humana. 
 
a) clonagem gene 
b) clonagem RNA 
c) clonagem DNA 
d) transgenia RNA 
e) transgenia gene 
 
43. (UFT/2013) O exame de paternidade, esquematizado abaixo, é muito utilizado na 
medicina forense e baseia-se na identificação de trechos de DNA humano, que variam 
muito entre pessoas de uma população e são conhecidos como VNTR (número variável 
de repetições em sequência). Com base no resultado da figura abaixo, assinale a 
alternativa correta. 
 
t.me/CursosDesignTelegramhub
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – CURSO EXTENSIVO DE BIOLOGIA 
 
AULA 15 – GENÉTICA E BIOTECNOLOGIA 98 
 
 
a) O marido é pai do filho 1. 
b) O outro homem é pai do filho 2. 
c) O marido é pai do filho 3. 
d) O marido é pai dos filhos 2 e 3. 
e) O outro homem é pai dos filhos 1 e 3. 
 
44. (FUVEST/1999) O cruzamento entre duas linhagens de ervilhas, uma com 
sementes amarelas e lisas (VvRr) e outra com sementes amarelas e rugosas (Vvrr), 
originou 800 indivíduos. Quantos indivíduos devem ser esperados para cada um dos 
fenótipos obtidos? 
 
a) amarelas-lisas = 80; amarelas-rugosas = 320; verdes-lisas = 320; verdes-rugosas = 80. 
b) amarelas-lisas = 100; amarelas-rugosas = 100; verdes-lisas = 300; verdes-rugosas = 300. 
c) amarelas-lisas = 200; amarelas-rugosas = 200; verdes-lisas = 200; verdes-rugosas = 200. 
d) amarelas-lisas = 300; amarelas-rugosas = 300; verdes-lisas = 100; verdes-rugosas = 100. 
e) amarelas-lisas = 450; amarelas-rugosas = 150; verdes-lisas = 150; verdes-rugosas = 50. 
 
45. (UFRGS/2018) A mosca Drosophila melanogaster é um organismo modelo para 
estudos genéticos e apresenta alguns fenótipos mutantes facilmente detectáveis em 
laboratório. Duas mutações recessivas, observáveis nessa mosca, são a das asas 
vestigiais (v) e a do corpo escuro (e). 
 
Após o cruzamento de uma fêmea com asas vestigiais com um macho de corpo escuro, 
foi obtido o seguinte: 
t.me/CursosDesignTelegramhub
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – CURSO EXTENSIVO DE BIOLOGIA 
 
AULA 15 – GENÉTICA E BIOTECNOLOGIA 99 
 
F1 - todos os machos e fêmeas com fenótipo selvagem. 
F2 - 9/16 selvagem; 3/16 asas vestigiais; 3/16 corpo escuro; 1/16 asas vestigiais e corpo 
escuro. 
 
Assinale com V (verdadeiro) ou F (falso) as afirmações abaixo, referentes aos resultados 
obtidos para o cruzamento descrito. 
( ) As proporções fenotípicas obtidas em F2 indicam ausência de dominância, pois 
houve alteração nas proporções esperadas. 
( ) Os resultados obtidos em F2 indicam um diibridismo envolvendo dois genes 
autossômicos com segregação independente. 
( ) As proporções obtidas em F2 estão de acordo com a segunda Lei de Mendel ou 
Princípio da segregação independente dos caracteres. 
( ) Os pares de alelos desses genes estão localizados em cromossomos homólogos. 
 
A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é 
a) V – V – F – F. 
b) V – F – V – F. 
c) V – F – F – V. 
d) F – F – V – V. 
e) F – V – V – F. 
 
46. (UNIDERP MS/2018) Na espécie humana, observa-se uma caraterística que é 
expressa por ação de dois pares de genes, com segregação independente (Ss e Tt). Os 
indivíduos com a característica dominante possuem, pelo menos, um alelo S e um T, os 
demais são recessivos, anômalos. 
 
Considerando-se essa informação, é correto afirmar que a probabilidade de nascer um 
indivíduo anômalo do cruzamento de um casal SsTt x SStt é 
01) zero 
02) 25% 
03) 50% 
t.me/CursosDesignTelegramhub
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – CURSO EXTENSIVO DE BIOLOGIA 
 
AULA 15 – GENÉTICA E BIOTECNOLOGIA 100 
04) 75% 
05) 100% 
 
47. (FPS PE/2018) A segunda Lei de Mendel envolve a herança de dois, três ou mais 
caracteres genéticos ao mesmo tempo. No esquema abaixo, temos um exemplo de di-
hibridismo. 
 
 
 
Disponível em: <https://thinkbio.files.wordpress.com/2012/02/f22-19.jpg>Acesso em: 16 out. 2017. (Adaptado). 
 
Considerando os dados acima, analise as afirmações a seguir. 
1) A proporção fenotípica na geração F2 é 9:16 amarela-lisa. 
2) A proporção genotípica na geração F2 é de 1 (um) indivíduo vvrr. 
3) A proporção fenotípica na geração F2 de amarela-rugosa e verde-lisa é diferente. 
4) A proporção genotípica na geração F2 é de 9 (nove) indivíduos V-R-. 
5) A proporção genotípica na geração F2 é de 6 (seis) indivíduos V-rr. 
 
t.me/CursosDesignTelegramhub
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – CURSO EXTENSIVO DE BIOLOGIA 
 
AULA 15 – GENÉTICA E BIOTECNOLOGIA 101 
Estão corretas, apenas: 
a) 1 e 3. 
b) 2, 3 e 5. 
c) 3 e 4. 
d) 2, 4 e 5. 
e) 1, 2 e 4. 
 
48. (UFPR/2018) Em uma espécie de mamíferos, a cor da pelagem é influenciada por 
dois genes não ligados. Animais AA ou Aa são marrons ou pretos, dependendo do 
genótipo do segundo gene. Animais com genótipo aa são albinos, pois toda a produção 
de pigmentos está bloqueada, independentemente do genótipo do segundo gene. Nosegundo gene, o alelo B (preto) é dominante com relação ao alelo b (marrom). Um 
cruzamento entre animais AaBb irá gerar a seguinte proporção de prole quanto à cor da 
pelagem: 
 
a) 9 pretos – 3 marrons – 4 albinos. 
b) 9 pretos – 4 marrons – 3 albinos. 
c) 3 pretos – 1 albino. 
d) 1 preto – 2 marrons – 1 albino. 
e) 3 pretos – 1 marrom. 
 
49. (UECE/2018) Em relação à herança, assinale com V ou F conforme seja verdadeiro 
ou falso o que se afirma a seguir. 
 
( ) Na dominância completa, os heterozigotos apresentam fenótipo intermediário 
entre os dos homozigotos. 
( ) Quando ocorre a codominância, os heterozigotos apresentam o mesmo fenótipo 
de um dos homozigotos. 
( ) Alelos letais causam a morte de seus portadores e são considerados: dominante, 
quando apenas um está presente; ou recessivo, quando os dois estão presentes. 
( ) A pleiotropia é o fenômeno em que o gene determina a expressão de mais de uma 
característica. 
 
t.me/CursosDesignTelegramhub
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – CURSO EXTENSIVO DE BIOLOGIA 
 
AULA 15 – GENÉTICA E BIOTECNOLOGIA 102 
Está correta, de cima para baixo, a seguinte sequência: 
a) F, F, V, V. 
b) V, V, F, F. 
c) V, F, V, F. 
d) F, V, F, V. 
 
50. (Mackenzie SP/2018) Em cães labradores, a cor da pelagem é determinada por dois 
pares de alelos de segregação independente. O gene dominante B condiciona pelagem 
preta, enquanto seu alelo recessivo, b, condiciona pelagem marrom. Localizados em 
outro par de cromossomos, o gene E permite a produção de pigmentos, enquanto seu 
alelo e (quando em homozigose) tem efeito epistático sobre B e b, não permitindo a 
produção correta de pigmentos, o que determina a cor “dourada” da pelagem. 
Um macho de cor marrom e uma fêmea de cor dourada, ao serem cruzados por um 
tratador, produziram ao longo de suas vidas um total de 32 filhotes, sendo alguns pretos, 
outros marrons e outros, ainda, dourados. 
 
Dentre os 32 filhotes gerados a partir do casal de labradores, o número esperado de 
machos de coloração preta é 
a) 4. 
b) 5. 
c) 8. 
d) 16. 
e) 20. 
 
51. (USF SP/2017) Em um determinado mamífero, o comprimento dos pelos varia de 
20 cm a 80 cm. O genótipo do animal com pelo de 20 cm é aabbcc, enquanto o genótipo 
do que apresenta pelo com 80 cm é AABBCC. Calcule o fenótipo de um animal dessa 
espécie que apresente o genótipo AABbcc. 
 
a) 30 cm. 
b) 40 cm. 
c) 45 cm. 
d) 50 cm. 
t.me/CursosDesignTelegramhub
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – CURSO EXTENSIVO DE BIOLOGIA 
 
AULA 15 – GENÉTICA E BIOTECNOLOGIA 103 
e) 60 cm. 
 
52. (UDESC SC/2017) Um exemplo clássico da Herança Quantitativa é a cor da pele 
em seres humanos, embora este não seja o único caso deste tipo de herança. Apesar de 
serem utilizadas letras maiúsculas e minúsculas para identificar os genes e seus alelos, 
esta maneira de escrever não indica que exista dominância e recessividade entre os 
alelos, conforme se pode deduzir pela observação dos resultados fenotípicos, 
mostrados no quadro abaixo. 
 
 
Analise as proposições com relação à Herança Quantitativa. 
I. O efeito dos alelos e dos genes é aditivo, ou seja, o efeito de um soma-se ao efeito do 
outro. 
II. Os fatores ambientais podem influenciar no fenótipo, neste tipo de herança. 
III. A distribuição dos fenótipos neste tipo de herança é contínua, ou seja, não existem 
apenas um, dois ou três tipos de fenótipos, existindo muitos intermediários. 
IV. Este tipo de herança tem ligação com o sexo, pois os genes estão localizados nos 
cromossomos X e Y. 
 
Assinale a alternativa correta. 
a) Somente as afirmativas II, III e IV são verdadeiras. 
b) Somente as afirmativas III e IV são verdadeiras. 
c) Somente a afirmativa I é verdadeira. 
d) Somente as afirmativas I, II e III são verdadeiras. 
e) Somente as afirmativas II e IV são verdadeiras. 
 
53. (UEFS BA/2017) A partir de um heterozigoto AaBb em trans, e sabendo-se que a 
distância entre os seus genes é de 8 morganídeos (ou centimorgans), o percentual 
possível de gametas AB, considerando-se que houve permutação, é de 
 
t.me/CursosDesignTelegramhub
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – CURSO EXTENSIVO DE BIOLOGIA 
 
AULA 15 – GENÉTICA E BIOTECNOLOGIA 104 
01. 46%. 
02. 23%. 
03. 8%. 
04. 4%. 
05. 2%. 
 
54. (UDESC SC/2016) A Drosophila melanogaster (mosca de frutas) possui em um dos 
seus cromossomos dois genes (A e B) que se encontram a uma distância de 28 U.R 
(Unidades de recombinação). Considere um macho desta espécie com o genótipo AaBb 
em posição trans. Espera-se que ele produza espermatozoides com os genes AB, em um 
percentual de: 
 
a) 33% 
b) 25% 
c) 50% 
d) 75% 
e) 14% 
 
55. (FGV/2015) As figuras ilustram o processo de crossing-over, que ocorre na prófase 
I da meiose. 
 
 
(http://quizlet.com. Adaptado) 
 
O aumento da variabilidade genética, gerada por esse processo, ocorre em função da 
permuta de 
a) alelos entre cromátides irmãs. 
b) alelos entre cromátides homólogas. 
c) não alelos entre cromossomos homólogos. 
t.me/CursosDesignTelegramhub
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – CURSO EXTENSIVO DE BIOLOGIA 
 
AULA 15 – GENÉTICA E BIOTECNOLOGIA 105 
d) não alelos entre cromátides irmãs. 
e) não alelos entre cromossomos não homólogos. 
 
56. (UEFS BA/2013) A engenharia genética está produzindo uma revolução na 
capacidade médica de tratamento das mais diversas doenças humanas. A respeito desse 
tema, é correto afirmar: 
 
a) Os organismos transgênicos representam a capacidade do ser humano de mesclar 
características genéticas de espécies distintas em um só indivíduo, gerando produtos que 
podem ser utilizados para melhorar a qualidade de vida das pessoas. 
b) A insulina de origem transgênica utilizada com sucesso nos pacientes diabéticos é produzida 
por bactérias que apresentam um gene modificado de origem suína. 
c) Os alimentos transgênicos se caracterizam por apresentarem invariavelmente um valor 
nutricional maior do que se comparado ao alimento original correspondente. 
d) A terapia com células-tronco representa um avanço das pesquisas médicas, ao induzir a 
regeneração de qualquer tipo de órgão humano lesado com a aplicação de células-tronco 
retiradas do tecido mamário de ovelhas. 
e) A clonagem terapêutica é considerada pelos pesquisadores como uma técnica promissora, 
ao propor gerar cópias de indivíduos humanos para serem utilizados na reposição de tecidos e 
órgãos dos indivíduos originais. 
 
57. (Fac. Direito de Sorocaba SP/2013) A utilização de produtos químicos com ação 
inseticida em lavouras é uma prática comum, mas do ponto de vista ambiental deve ser 
evitada quando possível, para evitar contaminação do ambiente e para que esses 
produtos não sejam ingeridos por consumidores dos produtos dessas lavouras. 
 
Uma maneira de diminuir essa prática é a produção de plantas que contenham um gene 
oriundo de uma bactéria conhecida como Bacillus thuringiensis. Em sua fase de 
esporulação, esse microrganismo produz proteínas com ação inseticida. A inserção dos 
genes responsáveis por essa propriedade das bactérias em plantas pode protegê-las 
contra o ataque de determinadas espécies de insetos pragas. 
 
A prática descrita no texto é um exemplo de 
a) clonagem. 
t.me/CursosDesignTelegramhub
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – CURSO EXTENSIVO DE BIOLOGIA 
 
AULA 15 – GENÉTICA E BIOTECNOLOGIA 106 
b) transgenia. 
c) crossing-over. 
d) evolução. 
e) hibridação. 
 
58. (UNICAMP SP/2013) Considere um indivíduo heterozigoto para dois locos gênicos 
que estão em linkage, ou seja, não apresentam segregação independente. A 
representação esquemática dos cromossomos presentes em uma de suas células 
somáticas em divisão mitótica é: 
a)
 
b)
 
c)
 
d)
 
 
59. (UERJ/2016) Admita uma raça de cães cujo padrão de coloração da pelagem 
dependa de dois tipos de genes. A presença do alelo e, recessivo, em dose dupla, 
impede que ocorra a deposição de pigmento por outro gene, resultandona cor dourada. 
No entanto, basta um único gene E, dominante, para que o animal não tenha a cor 
dourada e exiba pelagem chocolate ou preta. Caso o animal apresente um alelo E 
dominante e, pelo menos, um alelo B dominante, sua pelagem será preta; caso o alelo E 
dominante ocorra associado ao gene b duplo recessivo, sua coloração será chocolate. 
Observe o esquema. 
t.me/CursosDesignTelegramhub
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – CURSO EXTENSIVO DE BIOLOGIA 
 
AULA 15 – GENÉTICA E BIOTECNOLOGIA 107 
 
Identifique o tipo de herança encontrada no padrão de pelagem desses animais, justificando 
sua resposta. Em seguida, indique o genótipo de um casal de cães com pelagem chocolate 
que já gerou um filhote dourado. Calcule, ainda, a probabilidade de que esse casal tenha um 
filhote de pelagem chocolate. 
 
60. (UNESP/1996) Numa dada planta, o gene B condiciona fruto branco e o gene A 
condiciona fruto amarelo, mas o gene B inibe a ação do gene A. O duplo recessivo 
condiciona fruto verde. Considerando que tais genes apresentam segregação 
independentemente um do outro, responda: 
 
a) Como se chama esse tipo de interação? 
b) Qual a proporção fenotípica correta entre os descendentes do cruzamento de plantas 
heterozigotas para esses dois pares de genes? 
 
 
 
t.me/CursosDesignTelegramhub
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – CURSO EXTENSIVO DE BIOLOGIA 
 
AULA 15 – GENÉTICA E BIOTECNOLOGIA 108 
14. Gabarito 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1. C 11. E 21. B 31. E 41. B 41. D 
2. E 12. discursiva 22. D 32. B 42. E 42. D 
3. B 13. C 23. B 33. C 43. E 43. 04 
4. 06 14. A 24. A 34. B 44. D 44. E 
5. A 15. C 25. D 35. B 45. E 45. B 
6. A 16. A 26. B 36. D 46. 03 46. A 
7. A 17. E 27. D 37. A 47. E 47. B 
8. B 18. C 28. D 38. A 48. A 48. A 
9. discursiva 19. B 29. D 39. A 49. A 49. discursiva 
10. D 20. D 30. E 40. A 50. A 50. discursiva 
t.me/CursosDesignTelegramhub
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – CURSO EXTENSIVO DE BIOLOGIA 
 
AULA 15 – GENÉTICA E BIOTECNOLOGIA 109 
15. Lista comentada de questões 
1. (PUC RS/2018) Para responder à questão, analise o gráfico, que representa 
diferentes classes fenotípicas de uma característica genética em população com 
equilíbrio de Hardy-Weinberg, e as afirmativas. 
 
I. O gráfico exemplifica um caso de herança quantitativa. 
II. As sete classes fenotípicas podem resultar da interação de seis alelos. 
III. A distribuição normal apresenta indivíduos heterozigotos em suas extremidades. 
 
Está/Estão correta(s) apenas a(s) afirmativa(s) 
a) I. 
b) III. 
c) I e II. 
d) II e III. 
 
Comentários 
A afirmativa I está certa. É um padrão de herança em que uma única característica 
fenotípica é determinada por mais de um par de genes, que possuem efeito aditivo e recebem 
o nome de poligenes. Assim, há a formação de muitos genótipos possíveis, e os fenótipos 
variam gradativamente de um “mínimo” até chegar a um fenótipo “máximo”. Por isso, eles 
podem ser representados em uma curva de distribuição normal, como o apresentado pelo 
exercício. 
A afirmativa II está certa. O número de fenótipos que podem ser encontrados na herança 
quantitativa depende do número pares de alelos envolvidos (n) e pode ser calculado com uma 
a fórmula: 2n+1. Portanto, em uma interação entre 6 alelos (3 pares), o número de fenótipos 
expressos é igual a sete. 
A afirmativa III está errada. Na distribuição normal, as extremidades representam os 
fenótipos mais puros (aabbcc e AABBCC). 
Gabarito: C. 
t.me/CursosDesignTelegramhub
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – CURSO EXTENSIVO DE BIOLOGIA 
 
AULA 15 – GENÉTICA E BIOTECNOLOGIA 110 
 
2. (FUVEST/2007) Em cães labradores, dois genes, cada um com dois alelos (B/b e 
E/e), condicionam as três pelagens típicas da raça: preta, marrom e dourada. A pelagem 
dourada é condicionada pela presença do alelo recessivo e em homozigose no genótipo. 
Os cães portadores de pelo menos um alelo dominante E serão pretos, se tiverem pelo 
menos um alelo dominante B; ou marrons, se forem homozigóticos bb. O cruzamento de 
um macho dourado com uma fêmea marrom produziu descendentes pretos, marrons e 
dourados. O genótipo do macho é 
 
a) Ee BB. 
b) Ee Bb. 
c) ee bb. 
d) ee BB. 
e) ee Bb. 
 
Comentários 
De acordo com o enunciado, é possível identificar alguns genótipos para as três cores 
de pelagens: 
Pelagem preta: E_ B_ (pelo menos um alelo dominante E, se tiver pelo menos um alelo 
dominante B). 
Marrom: E_ bb (homozigóticos bb) 
Dourado: ee B_ ou ee bb (presença do alelo recessivo e em homozigose no genótipo). 
Quando macho dourado (ee B_ ou ee bb) cruzou com fêmea marrom (E_ bb), obteve-se 
descendentes dourados (ee Bb e/ou ee bb), marrons (Ee bb) e pretos (Ee Bb). 
Dessa forma é possível concluir que o genótipo do macho é ee Bb e o da fêmea é Ee 
bb. 
Gabarito: E. 
3. (Albert Einstein/2017) A fenilcetonúria, também conhecida como PKU, é uma 
doença genética humana caracterizada pela incapacidade de metabolizar o aminoácido 
fenilalanina. Como consequência, há acúmulo de fenilalanina no organismo, o que 
interfere negativamente no desenvolvimento cerebral e provoca deficiência intelectual. É 
um tipo de distúrbio que afeta crianças de ambos os sexos, que, na maioria das vezes, 
nascem de pais normais. O diagnóstico, quando realizado precocemente pelo teste do 
t.me/CursosDesignTelegramhub
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – CURSO EXTENSIVO DE BIOLOGIA 
 
AULA 15 – GENÉTICA E BIOTECNOLOGIA 111 
pezinho, é útil para se estabelecer uma dieta planejada que previne a deficiência 
intelectual. Considerando essas informações, pode-se inferir que os fenilcetonúricos. 
 
a) são heterozigotos e devem seguir uma dieta com algumas restrições lipídicas. 
b) são homozigotos e devem seguir uma dieta com algumas restrições proteicas. 
c) podem ser heterozigotos ou homozigotos e sua dieta deve ser rica em proteínas. 
d) podem ser heterozigotos ou homozigotos e devem evitar proteínas e lipídios. 
 
Comentários 
Como os portadores de fenilcetonúria surgem, na maioria das vezes, em filhos de pais 
normais, conclui-se que a doença é condicionada por alelo recessivo (os pais são 
heterozigotos). Como a criança não tem a capacidade de metabolizar o aminoácido 
fenilalanina, ela deverá ter uma alimentação com restrição proteica, uma vez que a digestão de 
proteínas libera aminoácidos. 
Gabarito: B. 
4. (UEPG PR/2019) A tabela abaixo representa o resultado de tipagem sanguínea de 4 
indivíduos, em relação ao sistema ABO. O padrão de aglutinação está representado pelo 
sinal (+) para reação positiva (ou seja, aglutina na presença do anticorpo), e pelo sinal (–) 
em caso de reação negativa (ou seja, não aglutina na presença do anticorpo). Na 
genética, os alelos são representados por: IA (aglutinogênio A), IB (aglutinogênio B) e, i 
(não determina aglutinogênio). A série alélica é representada por: IA = IB > i. 
Analise as alternativas e assinale o que for correto. 
 
 
 
01. O indivíduo 1 apresenta tipo sanguíneo O, visto que seu sangue aglutina tanto na presença 
do anti-A, quanto do anti-B. Os anticorpos anti-A e anti-B estão presentes na superfície das 
hemácias deste indivíduo, o qual não apresenta antígenos em seu soro. 
02. O indivíduo 2 apresenta fenótipo do grupo A e genótipos do tipo IAIA ou IAi. Anticorpos do 
tipo anti-B estão presentes em seu soro. 
04. O indivíduo 1 apresenta tipo sanguíneo AB. Em suas hemácias, estão presentes antígenos 
dos tipos A e B, como podemos observar pelo padrão de aglutinação com os anticorpos anti-A 
e anti-B. 
t.me/CursosDesignTelegramhub
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – CURSO EXTENSIVO DE BIOLOGIA 
 
AULA 15 – GENÉTICA E BIOTECNOLOGIA 112 
08. O indivíduo 3 poderia ser pai do indivíduo 1. 
16. Conclui-se que o indivíduo 4 apresenta sangue do tipo B e genótipo homozigoto IBIB. Ele 
poderia ser filho tanto do indivíduo 1, quanto do indivíduo 3. 
 
Comentários 
A afirmativa 01 está errada, porque o sangue do indivíduo aglutinou na presença de 
ambos ossoros, o que significa que ele possui os dois antígenos na superfície de suas células 
vermelhas: tanto o aglutinogênio A quanto o aglutinogênio B. Logo, o indivíduo 1 possui sangue 
do tipo AB. 
A afirmativa 02 está certa. A aglutinação do sangue ao entrar em contato com o soro 
anti-A indica a presença de aglutinogênio A, confirmando o tipo sanguíneo A. 
A afirmativa 04 está certa. 
A afirmativa 08 está errada, pois o indivíduo 3 possui sangue do tipo O. Sabemos disso 
devido à ausência de aglutinação do sangue quando em contato com ambos os soros, 
confirmando que não ocorrem os aglutinogênios A ou B na superfície das hemácias. Assim, 
seu genótipo é ii e ele só pode doar para qualquer filho seu um alelo i. Como o indivíduo 1 
possui sangue do tipo AB, seu genótipo é IAIB. 
A afirmativa 16 está errada, porque de fato o indivíduo 4 possui sangue do tipo B, mas 
não é possível saber se seu genótipo é IBIB ou IBi. Nos dois casos ele poderia ser filho do 
indivíduo 1, mas para ser filho do indivíduo 3, ele teria que ser IBi necessariamente. 
Gabarito: 06. 
5. (IFMT/2018) Os coelhos podem apresentar 4 (quatro) fenótipos para cor da 
pelagem. Tal variação é determinada por quatro alelos diferentes: C, Cch, Ch e c. Nesse 
caso, existe a seguinte relação de dominância: Aguti (C) exerce dominância sobre 
chinchila, himalaia e albino; chinchila (cch) exerce dominância sobre himalaia e albino; 
himalaia (ch) exerce dominância sobre albino; albino (ca) é recessivo, ou seja, só se 
expressa aos pares. Sendo assim, os genótipos para os diferentes tipos de coelho são: 
 
• CC, CCch, CCh, Cc – Aguti ou selvagem • CchCch, CchCh, Cchc – Chinchila 
• ChCh, Chc – Himalaia • cc – Albino 
 
Dessa forma, em um cruzamento de um macho Himalaia heterozigoto com uma fêmea 
Chinchila homozigota, a probabilidade de nascer um descendente Chinchila é de: 
a) 100% 
b) 75% 
t.me/CursosDesignTelegramhub
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – CURSO EXTENSIVO DE BIOLOGIA 
 
AULA 15 – GENÉTICA E BIOTECNOLOGIA 113 
c) 50% 
d) 25% 
e) 0% 
 
Comentários 
Vamos montar o quadro de Punnet com o cruzamento pedido: macho himalaia 
heterozigoto com fêmea chinchila homozigota. Do cruzamento, temos em F1 100% de 
descendência chinchila. Contudo, metade dos indivíduos apresenta genótipo CchCh e a outra 
metade apresenta genótipo CchC. 
Gabarito: A. 
6. (UECE/2017) Os genes letais foram identificados, em 1905, pelo geneticista francês 
Lucien Cuénot. A acondroplasia é uma forma de nanismo humano condicionada por um 
alelo dominante D que prejudica o desenvolvimento ósseo. Pessoas que apresentam a 
acondroplasia são heterozigotas e pessoas normais são homozigotas recessivas. 
Assinale a opção que corresponde ao genótipo em que o gene é considerado letal. 
 
a) DD 
b) Dd 
c) dd 
d) D_ 
 
Comentários 
A acondroplasia é uma doença determinada por um alelo dominante letal. Quando em 
homozigose, o indivíduo morre. Como o enunciado nos conta que as pessoas normais são 
recessivas e as pessoas que desenvolvem o nanismo são heterozigotas, deduz-se que os 
indivíduos portadores do alelo dominante em homozigose não sobrevivem. Logo, o genótipo 
letal é dado por DD. 
Gabarito: A. 
7. (FPS-PE/2017) A doença de Huntington é uma enfermidade hereditária, cujos 
sintomas são causados pela degeneração celular em uma parte do cérebro. Este dano 
afeta a capacidade cognitiva, os movimentos e o equilíbrio emocional. O heredograma 
abaixo representa uma família que apresenta esta doença. 
 Ch c 
Cch CchCh Cchc 
Cch CchCh Cchc 
 
t.me/CursosDesignTelegramhub
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – CURSO EXTENSIVO DE BIOLOGIA 
 
AULA 15 – GENÉTICA E BIOTECNOLOGIA 114 
 
Pode-se concluir que a doença de Huntington apresenta herança: 
a) Autossômica dominante. 
b) Autossômica recessiva. 
c) Ligada ao X dominante. 
d) Ligada ao X recessiva. 
e) Ligada ao Y. 
 
Comentários 
Em todos os cruzamentos entre um indivíduo normal e um afetado pela doença, a 
descendência apresentou indivíduos afetados. Por isso, podemos concluir que se trata de um 
gene dominante. Como homens e mulheres são afetados de maneira igual, não se trata de 
uma herança ligada ao sexo, mas sim de herança autossômica. 
Gabarito: A. 
8. (FUVEST/2020) Analise a seguinte genealogia de uma doença: 
 
Foi levantada a hipótese de que a doença possui padrão de herança dominante ligada ao 
cromossomo X. O que levou a tal conclusão foi a 
(A) incidência da doença em mulheres e homens. 
t.me/CursosDesignTelegramhub
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – CURSO EXTENSIVO DE BIOLOGIA 
 
AULA 15 – GENÉTICA E BIOTECNOLOGIA 115 
(B) transmissão do alelo mutante apenas às filhas de um homem afetado. 
(C) presença de pessoas afetadas em todas as gerações. 
(D) transmissão do alelo mutante às filhas e aos filhos de uma mulher afetada. 
(E) presença de pelo menos um dos genitores afetados. 
 
Comentários 
Os possíveis fenótipos para mulheres e homens afetados por doença ligada ao 
cromossomo X de padrão de herança dominante são os seguintes: 
Mulher: XAXA, XAXa (afetada) e XaXa (normal). 
Homem: XAY (afetado) e XaY (normal). 
Assim, analisando o heredograma, nota-se que ocorre a transmissão do alelo mutante 
apenas às filhas de homens afetados, pois elas sempre recebem o alelo causador da doença. 
Portanto, a alternativa B está certa. 
Gabarito: B. 
9. (FUVEST SP/2019) Em uma variedade de petúnia, as flores podem ser brancas, 
róseas ou roxas. Suponha que essas cores de flores resultem de pigmentos cuja síntese 
é determinada por genes com segregação independente que participam de uma mesma 
via metabólica, conforme esquematizado abaixo: 
 
Apenas a presença de alelos dominantes em cada um dos dois loci determina enzimas 
ativas capazes de mediar as respectivas etapas de produção dos pigmentos. 
a) Quais são os possíveis genótipos de uma planta que apresenta flores róseas? 
b) Quais são as proporções genotípica e fenotípica esperadas entre os descendentes do 
cruzamento de plantas com genótipos AaBb × aabb? 
c) Qual é a proporção fenotípica esperada no cruzamento de indivíduos heterozigóticos para os 
dois loci? 
 
Comentários 
t.me/CursosDesignTelegramhub
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – CURSO EXTENSIVO DE BIOLOGIA 
 
AULA 15 – GENÉTICA E BIOTECNOLOGIA 116 
Do enunciado, temos que A produz flores róseas e B, na presença de A (pois a enzima 2 
age sobre plantas róseas), produz flores roxas. Os genótipos possíveis para a cor das flores 
são: 
A_bb: flores rosas 
A_B_: flores roxas 
aaB_ e aabb: flores brancas 
Portanto, as plantas com flores rosas podem apresentar os seguintes genótipos: AAbb 
ou Aabb. Já no cruzamento entre indivíduos AaBb x aabb, têm-se os seguintes genótipos em 
igual proporção: AaBb, Aabb, aaBb, aabb. Assim, a proporção fenotípica esperada é de 25% 
dos indivíduos com flores roxas, 25% róseas e 50% brancas. Veja: 
 
Por fim, em um cruzamento entre indivíduos heterozigóticos para os dois loci, ou seja, 
AaBb x AaBb, é esperada a proporção fenotípica de 9/16 roxas, 3/16 róseas e 4/16 brancas. 
Veja: 
 
 
Gabarito: 
a) AAbb ou Aabb. 
b) 25% de flores roxas, 25% de flores róseas e 50% de flores brancas. 
c) Espera-se a proporção fenotípica de 
9
16
 flores roxas, 
3
16
 flores rosas e 
4
16
 flores brancas. 
10. (UECE/2019) A probabilidade de um casal ter dois filhos do sexo masculino e a 
probabilidade de esse mesmo casal ter dois filhos, sendo uma menina e um menino são 
respectivamente 
 
a) 1/4 e 1/4. 
b) 1/2 e 1/2. 
c) 1/2 e 1/4. 
d) 1/4 e 1/2. 
 
t.me/CursosDesignTelegramhub
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – CURSO EXTENSIVO DE BIOLOGIA 
 
AULA 15 – GENÉTICA E BIOTECNOLOGIA 117 
Comentários 
A probabilidade de um casal ter um filho do sexo masculino ou um filho do sexo feminino 
é a mesma = 
1
2
 
P: XX x XY 
F1: XX ou XY (
1
2
 de chance de ser XX e 
1
2
 de chance de ser XY) 
Vamos aos cálculos: 
Primeiro, a questão quer a probabilidadede nascerem dois meninos, então ele quer: 
menino e menino: 
1
2
∙
1
2
=
1
4
 
Depois, a questão quer a probabilidade de nascerem um menino e uma menina, porém 
sem ordem correta. Assim, temos duas possibilidades: 
- nascer um menino e nascer uma menina: 
1
2
∙
1
2
=
1
4
 
OU 
- nascer uma menina e nascer um menino: 
1
2
∙
1
2
=
1
4
 
Assim a chance de ser uma ordem ou outra é de: 
1
4
+
1
4
=
2
4
=
1
2
 
Portanto, a alternativa correta é a letra D. 
Gabarito: D. 
11. (UCB DF/2018) Quanto aos conceitos básicos de genética, assinale a alternativa 
correta. 
 
a) O termo “genótipo” diz respeito às características microscópicas e de natureza bioquímica, 
como a sequência de aminoácidos de uma proteína de um organismo. 
b) O cruzamento-teste consiste em cruzar o indivíduo em questão com um indivíduo de 
fenótipo recessivo, certamente heterozigoto. 
c) O termo “codominância” é utilizado para descrever situações em que o fenótipo dos 
indivíduos heterozigóticos é intermediário entre os fenótipos dos dois indivíduos homozigóticos. 
d) A dominância incompleta é o fenômeno em que o indivíduo heterozigótico apresenta o 
produto dos dois alelos diferentes de um gene e, por esse motivo, exibe características 
presentes em ambos os indivíduos homozigóticos para cada alelo. 
t.me/CursosDesignTelegramhub
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – CURSO EXTENSIVO DE BIOLOGIA 
 
AULA 15 – GENÉTICA E BIOTECNOLOGIA 118 
e) O termo “dominante” pode levar à ideia equivocada de que um alelo domina ou inibe a ação 
de outro. Não se conhecem casos em que um alelo exerça ação, inibitória ou não, sobre o 
respectivo par localizado no cromossomo homólogo. 
 
Comentários 
A alternativa A está errada, porque o termo genótipo significa a combinação dos dois 
alelos em um indivíduo. 
A alternativa B está errada, porque o cruzamento teste consiste em cruzar o indivíduo 
que está sendo estudado com um indivíduo recessivo, que só pode ser homozigoto. 
A alternativa C está errada, porque a definição diz respeito ao conceito de dominância 
incompleta ou ausência de dominância. 
A alternativa D está errada, porque a definição diz respeito ao conceito de 
codominância. 
A alternativa E está certa. 
Gabarito: E. 
12. (FGV/2010) Analisando a genealogia ao lado, responda: 
 
a) Qual a probabilidade de o indivíduo 3 ser heterozigoto? 
b) Qual a probabilidade de o indivíduo 5 ser homozigoto recessivo? 
c) Qual a probabilidade de o indivíduo 6 ser homozigoto dominante? 
 
 
Comentários 
O cruzamento do casal 1 e 2 deu origem a três filhos normais e um com fenótipo 
diferente. Dessa observação, tiramos dus conclusões: 
1°) A proporção de descendência foi de 3:1, ou seja, proporção clássica mendeliana 
2°) Os pais normais são heterozigotos e a condição retratada tem herança autossômica 
recessiva 
Gabarito: 
a) 2/3. 
b) 0. 
c) 1/3. 
13. (FUVEST-SP/2018) A surdez é geneticamente heterogênea: pode ser causada por 
mutações em diferentes genes, localizados nos autossomos ou no cromossomo X ou, 
t.me/CursosDesignTelegramhub
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – CURSO EXTENSIVO DE BIOLOGIA 
 
AULA 15 – GENÉTICA E BIOTECNOLOGIA 119 
ainda, por mutações em genes mitocondriais. Os heredogramas representam quatro 
famílias, em que ocorrem pessoas com surdez ( e ): 
 
 
 
A(s) família(s) em que o padrão de herança permite afastar a possibilidade de que a 
surdez tenha herança mitocondrial é(são) apenas 
a) 1. 
b) 2 e 3. 
c) 3. 
d) 3 e 4. 
e) 4. 
 
Comentários 
As mitocôndrias, organelas responsáveis pela respiração celular, são sempre herdadas 
do óvulo, e não do espermatozoide. Isso porque no processo de fertilização, a peça 
intermediária (local onde ficam as mitocôndrias do espermatozoide) é degenerada após a 
penetração do gameta masculino no óvulo. 
A família 1 mostra um pai surdo e mãe normal, com filhos normais. A família 2 mostra 
um pai normal e uma mãe surda, com filhos surdos. Esta família poderia sugerir que a surdez 
está relacionada com os genes mitocondriais, herdados da mãe. Contudo, a família 3 mostra 
um pai surdo e uma mãe normal, com filhos surdos. Logo, os filhos só podem ter herdado o 
alelo causador da surdez do pai. 
Assim, a família 3 elimina a possibilidade de que a surdez tenha herança mitocondrial. 
Gabarito: C. 
14. (Mackenzie SP/2019) Os indivíduos numerados de 1 a 5, pertencentes à mesma 
família, foram submetidos a exames de tipagem sanguínea para três sistemas: ABO, Rh 
e MN. Abaixo, a tabela indica os resultados para a presença (sinal +) ou ausência (sinal –
) de antígenos, relativos à membrana dos eritrócitos, pertencentes a cada um dos 
sistemas sanguíneos examinados. 
 
t.me/CursosDesignTelegramhub
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – CURSO EXTENSIVO DE BIOLOGIA 
 
AULA 15 – GENÉTICA E BIOTECNOLOGIA 120 
 
 
Sabendo-se que a família analisada é constituída por pais e filhos biológicos, assinale a 
alternativa que traz a provável relação de parentesco entre esses indivíduos, 
 
 
 
Comentários 
A primeira coisa a se fazer para resolver a questão é determinar os genótipos dos 
indivíduos a partir das informações fenotípicas. 
 
Agora, analisando os genótipos acima listados, podemos inferir que os indivíduos 2 e 3 
são os pais, porque do cruzamento entre um indivíduo com sangue do tipo A, heterozigoto, e 
um indivíduo com sangue do tipo B, também heterozigoto, é possível obter filhos com os quatro 
tipos de sangue possíveis. Veja: 
 
Os demais sistemas sanguíneos podem ser inferidos da mesma maneira, a partir dos 
genótipos estabelecidos primariamente no quadro. 
Gabarito: A. 
15. (UECE/2019) No que diz respeito à hemofilia, escreva V ou F conforme seja 
verdadeiro ou falso o que se afirmar nos itens abaixo. 
 
t.me/CursosDesignTelegramhub
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – CURSO EXTENSIVO DE BIOLOGIA 
 
AULA 15 – GENÉTICA E BIOTECNOLOGIA 121 
( ) A incapacidade de produzir o fator VIII de coagulação sanguínea apresentada 
pelos hemofílicos pode levar à morte e segue a herança ligada ao sexo. 
( ) Mulheres do genótipo XhXh e homens do genótipo XhY são hemofílicos; portanto, 
a hemofilia segue o padrão típico de herança ligada ao cromossomo Y. 
( ) Os homens hemofílicos não transmitem o alelo mutante para a prole do sexo 
masculino. 
( ) As filhas de uma mulher hemofílica são hemofílicas, pois herdam um alelo 
selvagem da mãe. 
 
Está correta, de cima para baixo, a seguinte sequência: 
a) V, V, V, F. b) F, V, F, V. c) V, F, V, F. d) F, F, F, V. 
 
Comentários 
A primeira afirmativa está certa. 
A segunda afirmativa está errada, porque a hemofilia é uma herança ligada ao sexo, ou 
seja, ligada ao cromossomo X. 
A terceira afirmativa está certa, porque se a prole é do sexo masculino, só pode ter 
recebido o cromossomo Y do pai. 
A quarta afirmativa está errada, porque as filhas de uma mulher hemofílica herdam o 
alelo recessivo da mãe e do pai. 
Gabarito: C. 
16. (FPS-PE/2019) O daltonismo é uma herança ligada ao sexo e se caracteriza pela 
incapacidade do daltônico em distinguir as cores verde e vermelha. Em relação ao 
daltonismo, é incorreto afirmar que: 
 
a) o daltonismo é mais frequente no sexo feminino. 
b) o daltonismo é uma herança ligada ao cromossomo X. 
c) o daltonismo é uma herança recessiva. 
d) uma mulher homozigótica recessiva é daltônica. 
e) para um homem manifestar o daltonismo, o alelo determinante para sua característica basta 
estar em dose simples. 
 
Comentários 
t.me/CursosDesignTelegramhub
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – CURSO EXTENSIVO DE BIOLOGIA 
 
AULA 15 – GENÉTICA E BIOTECNOLOGIA 122 
A alternativa A está errada, porque o daltonismo, por ser uma herança ligada ao 
cromossomo X, é mais frequente no sexo masculino. Como as mulheres possuem dois 
cromossomos X (são XX), a probabilidade de serem daltônicas é menor (25%, se forem 
recessivas. Já os homens possuem 50% de chance de receberem o cromossomo X afetado. 
As alternativas B, C, D e E são verdadeiras.Gabarito: A. 
17. (FPS-PE/2019) A maioria das heranças recebidas dos nossos pais está relacionada 
a genes localizados nos cromossomos autossômicos. Contudo, também herdamos 
caracteres relacionados a genes localizados nos cromossomos sexuais. Entre as 
condições abaixo, a única que está relacionada à herança ligada ao X é 
 
a) diabetes. 
b) albinismo. 
c) acondroplasia. 
d) polidactilia. 
e) hemofilia A. 
 
Comentários 
Esta questão da Faculdade Pernambucana de Saúde é bastante recente e mostra que 
às vezes as bancas cobram “decoreba”. Para gabaritar a questão você não precisa de nenhum 
raciocínio lógico, mas precisa saber quais condições são ou não ligadas ao X. Então, fique 
atento aos exemplos na teoria. 
Gabarito: E. 
18. (UECE/2019) No que diz respeito à hemofilia, escreva V ou F conforme seja 
verdadeiro ou falso o que se afirmar nos itens abaixo. 
( ) A incapacidade de produzir o fator VIII de coagulação sanguínea apresentada 
pelos hemofílicos pode levar à morte e segue a herança ligada ao sexo. 
( ) Mulheres do genótipo XhXh e homens do genótipo XhY são hemofílicos; portanto, a 
hemofilia segue o padrão típico de herança ligada ao cromossomo Y. 
( ) Os homens hemofílicos não transmitem o alelo mutante para a prole do sexo 
masculino. 
( ) As filhas de uma mulher hemofílica são hemofílicas, pois herdam um alelo 
selvagem da mãe. 
 
t.me/CursosDesignTelegramhub
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – CURSO EXTENSIVO DE BIOLOGIA 
 
AULA 15 – GENÉTICA E BIOTECNOLOGIA 123 
Está correta, de cima para baixo, a seguinte sequência: 
a) V, V, V, F. 
b) F, V, F, V. 
c) V, F, V, F. 
d) F, F, F, V. 
 
Comentários 
 
A primeira afirmativa está certa. 
A segunda afirmativa está errada, porque a hemofilia é uma herança ligada ao sexo, ou 
seja, ligada ao cromossomo X. 
A terceira afirmativa está certa, porque se a prole é do sexo masculino, só pode ter 
recebido o cromossomo Y do pai. 
A quarta afirmativa está errada, porque as filhas de uma mulher hemofílica herdam o 
alelo recessivo da mãe e do pai. 
Gabarito: C. 
19. (UEFS BA/2018) Em tomateiros, os genes a e c encontram-se ligados. O 
cruzamento entre um tomateiro de genótipo AaCc e outro de genótipo aaCC originou 
plantas adultas em proporção genotípica de 43% AaCC, 43% aaCc, 7% AaCc e 7% aaCC. 
A distância entre os genes a e c nos cromossomos do tomateiro é 
 
a) 7 UR. 
b) 14 UR. 
c) 43 UR. 
d) 50 UR. 
e) 86 UR. 
 
Comentários 
t.me/CursosDesignTelegramhub
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – CURSO EXTENSIVO DE BIOLOGIA 
 
AULA 15 – GENÉTICA E BIOTECNOLOGIA 124 
Para resolver esse exercício, primeiro montamos no quadro de Punnet o cruzamento 
pedido. 
Observe que no cruzamento entre esses indivíduos espera-se 
50% do genótipo AaCC e 50% do genótipo aaCc. No entanto, obteve-
se apenas 43% de cada um desses genótipos. Logo, a taxa de 
permutação foi de 14%. Isto é provado pelos 7% aaCC e 7% AaCc 
que apareceram na prole. Assim, a distância entre os genes é igual a soma das porcentagens 
dos descendentes com genes recombinantes e, neste caso, será de 14 UR (unidades de 
recombinação). 
Gabarito: B. 
20. (FGV/2018) O padrão genético da cor da pelagem na raça bovina Shorthorn é um 
exemplo de codominância cujos dois alelos autossômicos envolvidos na pigmentação 
do pelo se manifestam no heterozigoto, denominado ruão. Os homozigotos apresentam 
a cor da pelagem vermelha ou branca. 
 
 
(http://www.uel.br. Adaptado) 
 
Um criador dessa raça, ao cruzar um casal de animais cuja pelagem é do tipo ruão, em 
três gestações subsequentes, obteve, em cada gestação, uma fêmea com pelagem 
vermelha. A probabilidade de repetição idêntica desses resultados nas próximas três 
gestações seguidas, a partir dos mesmos animais reprodutores, é de 
 
a) 1/16. 
b) 1/24. 
c) 1/128. 
d) 1/512. 
e) 1/4 096. 
 
Comentários 
Considere V o alelo que determina a cor vermelha, B o alelo que determina a cor branca 
e VB o genótipo da variedade ruão. O cruzamento VB x VB pode gerar 25% gado vermelho, 
50% gado ruão e 25% gado branco. Portanto, a probabilidade de produção de um gado 
vermelho é de 
1
4
 . Porém, o enunciado nos diz que em cada cruzamento obteve-se uma fêmea 
t.me/CursosDesignTelegramhub
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – CURSO EXTENSIVO DE BIOLOGIA 
 
AULA 15 – GENÉTICA E BIOTECNOLOGIA 125 
vermelha. Logo, a probabilidade de se obter fêmea em um cruzamento qualquer é de 
1
2
 (em 
todo nascimento pode nascer um indivíduo do sexo masculino ou do sexo feminino). 
Então, 𝑃(𝑓ê𝑚𝑒𝑎 𝑉𝑉) =
1
4
⋅
1
2
=
1
8
 
A probabilidade de que em três cruzamentos seguidos sejam obtidas fêmeas da 
variedade ruão é: 𝑃(3 𝑓ê𝑚𝑒𝑎𝑠 𝑉𝑉) =
1
8
⋅
1
8
⋅
1
8
=
1
512
 
Gabarito: D. 
21. (Fac. Israelita de C. da Saúde Albert Einstein SP/2018) Em humanos, a definição 
dos tipos sanguíneos do sistema ABO depende da ação conjunta do loco H e do loco 
ABO. O alelo dominante H é responsável pela síntese do chamado antígeno H, enquanto 
que essa produção não ocorre por ação do alelo recessivo h, muito raro na população. 
Os alelos IA e IB, por sua vez, são responsáveis pela conversão do antígeno H em 
aglutinogênios A e B, respectivamente, enquanto o alelo recessivo i não atua nessa 
conversão. 
 
Considerando que na tipagem sanguínea se identifica a presença apenas de 
aglutinogênios A e B, e não do antígeno H, é possível que uma pessoa de sangue tipo O 
tenha genótipos diferentes, tais como 
a) HhIAIB e HHIAi. 
b) Hhii, hhIAi e hhIAIB. 
c) hhii, HhIAi e HHIAIB. 
d) HHii e hhIAi e HhIBi. 
 
Comentários 
O tipo sanguíneo O normalmente é caracterizado pela não produção dos aglutinogênios 
A ou B (genótipo ii) na presença do antígeno H (genótipo H_), mas também podemos observar 
uma tipagem com resultado O pela ausência do antígeno H (genótipo hh). 
Gabarito: B. 
22. (UNCISAL AL/2018) Uma mulher com tipo sanguíneo AB– teve um filho com um 
homem A+, gerando uma criança A+. Ao engravidar do seu segundo filho, a mulher foi 
orientada que, para evitar o desenvolvimento da doença hemolítica do recém-nascido em 
seu segundo filho, deveria tomar uma injeção intravenosa, no momento do parto, com 
anticorpos anti-Rh. Considerando o exposto, é correto afirmar que essa orientação foi 
 
t.me/CursosDesignTelegramhub
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – CURSO EXTENSIVO DE BIOLOGIA 
 
AULA 15 – GENÉTICA E BIOTECNOLOGIA 126 
a) adequada, pois os anticorpos destruirão rapidamente as hemácias fetais Rh+ que 
penetrarem na circulação materna durante o parto, evitando que causem sensibilização na 
mulher. 
b) inadequada e perigosa, pois esses anticorpos podem penetrar no corpo do bebê causando a 
destruição imediata das hemácias fetais, resultando em forte anemia. 
c) adequada, para evitar o processo de acúmulo de bilirrubina no sangue do bebê, que é 
produzida no fígado a partir dos antígenos Rh+ e que causa icterícia. 
d) inadequada, já que a injeção deveria ter sido aplicada no parto do primeiro filho, para evitar 
que a mulher produzisse anticorpos anti-Rh que comprometeriam a segunda gestação. 
e) incorreta, porém adequada, já que a sensibilização da mulher e a consequente produção de 
anticorpos anti-Rh só ocorrerão na segunda gestação de um filho Rh–. 
 
Comentários 
A orientação foi inadequada. A injeção deve ser tomada logo no nascimento do primeiro 
filho, para que a injeção iniba a formação de anticorpos anti-Rh, que vão combater as células 
do filho em uma segunda gravidez. 
A alternativa A está errada, porque a injeção tem função de inibir a produção de 
anticorpos anti-Rh, para que a mãe não combata as hemácias do feto. 
A alternativa B está errada, porque a injeção é dada justamente para impedir a produção 
de anticorpos anti-Rh pela mãe. 
A alternativa C está errada, porque não se relaciona com a eritroblastose fetal. 
A alternativa D está certa e é o nosso gabarito. 
A alternativa E está errada, porque a sensibilização da mulher acontece na primeira 
gravidez,quando ela produz anticorpos anti-Rh e passa a tê-los no seu sangue. 
Gabarito: D. 
23. (FATEC SP/2018) Em um caso hipotético, apenas dois homens, um do grupo 
sanguíneo B (genótipo IB_) e outro do grupo sanguíneo A (genótipo IA_), podem ser o pai 
biológico de uma menina do grupo O (genótipo ii). 
 
Nesse cenário, seria possível determinar com segurança a paternidade se um dos 
homens 
a) tivesse ou o pai ou a mãe do grupo O. 
b) tivesse o pai e a mãe, ambos do grupo AB. 
c) fosse pai de um menino do grupo O. 
t.me/CursosDesignTelegramhub
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – CURSO EXTENSIVO DE BIOLOGIA 
 
AULA 15 – GENÉTICA E BIOTECNOLOGIA 127 
d) fosse pai de um menino do grupo A. 
e) fosse pai de um menino do grupo B. 
 
Comentários 
A alternativa A está errada, porque se um dos homens tivesse um dos pais com tipo 
sanguíneo O, significa que ele seria heterozigoto. Ainda assim, não se poderia excluir o outro 
homem pois não haveria certeza de que seu genótipo também não seria heterozigoto. 
A alternativa B está certa. Se um dos homens tivesse o pai e a mãe, ambos do grupo 
AB, ele não poderia ter um alelo i. Portanto, seria eliminado. 
A alternativa C está errada, porque o fato de um dos homens ter um filho do grupo O 
significa que ele é heterozigoto. Contudo, não elimina o fato do outro homem também ser, e 
nós não temos como inferir o genótipo dele. 
As alternativas D e E estão erradas, porque o fato de um dos pais ter um filho do grupo 
A não nos esclarece sobre seu genótipo. 
Gabarito: B. 
24. (IFBA/2018) De acordo com a tabela dos variados tipos sanguíneos humanos do 
sistema ABO, abaixo, responda: quais os tipos de heranças genética que são 
encontradas na expressão da variedade dos tipos sanguíneos humanos? Escolha a 
alternativa correta. 
 
Tabela 1: Tipos sanguíneos 
 
 
a) Dominância/recessividade e Codominância. 
b) Dominância/recessividade e genes letais. 
c) Dominância/recessividade e dominância incompleta. 
d) Dominância incompleta e alelos múltiplos. 
e) Codominância e dominância incompleta. 
 
Comentários 
Em humanos, a relação entre os grupos sanguíneos é de codominância entre (IA = IB) e 
de dominância/recessividade (IA > i e IB > i). 
t.me/CursosDesignTelegramhub
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – CURSO EXTENSIVO DE BIOLOGIA 
 
AULA 15 – GENÉTICA E BIOTECNOLOGIA 128 
Gabarito: A. 
25. (UFGD MS/2018) Leia o texto a seguir. 
 
Pode-se classificar em cinco os métodos de verificação dos caracteres hereditários 
existentes nas células sanguíneas, para fins de exclusão de paternidade, quais sejam: 
determinação de marcadores eritrocitários; séricos e enzimáticos; cromossômicos; 
leucocitários e de DNA. Tais exames constituem grande contribuição às ações de 
investigação de paternidade. O famoso sistema ABO foi descoberto no ano de 1900 por 
Karl Landsteiner, apresentando quatro tipos sanguíneos A, B, O e AB, sendo o mais 
comum o tipo O. A partir de então, esse sistema passou a integrar o caderno processual 
das ações investigatórias, sendo comumente conhecido por “exame de sangue”. E na 
grande maioria das vezes seus resultados se prestam para excluir a paternidade. 
 
No que se refere à herança dessas características, este sistema é determinado por alelos 
múltiplos, ou seja, existem mais de dois lócus diferentes para o mesmo gene, embora no 
mesmo genótipo só se apresentem dois deles ao mesmo tempo e como sempre um 
herdado do pai e outro da mãe. Assim, existem 3 alelos: I a, I b, i, capazes de ocuparem 
dois a dois um certo lócus gênico. 
 
Machado, C. P. A prova nas ações de investigação de paternidade. 2006. 
Disponível em: <http://www3.pucrs.br/pucrs/files/uni/poa/direito/graduacao/tcc/tcc2/trabalhos2006_2/cristina.pdf> Acesso em: 21 set. 
2017. 
 
Considerando essas informações, assinale a alternativa correta. 
a) Os genes “I a” e “I b” são recessivos sobre i, mas dominantes entre si. 
b) É impossível uma criança de tipagem sanguínea do grupo O ter pai com tipagem sanguínea 
do tipo A e mãe com tipagem B. 
c) Se a criança é O, seu genótipo é ii, recebendo um gene i de seu pai e outro de sua mãe; seu 
genótipo é ii, já que o grupo O é determinado por genes dominantes. 
d) A afirmação “Filhos de pais de sangue O nunca podem ter sangue A” é verdadeira. 
e) Um casal formado por um indivíduo com tipagem sanguínea do grupo A e o outro com 
tipagem sanguínea do grupo B pode gerar descendentes de todos os tipos sanguíneos. 
 
Comentários 
A alternativa A está errada, porque os genes IA e IB são codominantes entre si e 
dominantes sobre i. 
t.me/CursosDesignTelegramhub
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – CURSO EXTENSIVO DE BIOLOGIA 
 
AULA 15 – GENÉTICA E BIOTECNOLOGIA 129 
A alternativa B está errada, porque se os pais forem heterozigotos, eles podem ter um 
filho com sangue O, já que cada alelo i seria recebido por cada um dos pais. 
A alternativa C está errada, porque o grupo O é determinado por genes recessivos. O 
alelo i é recessivo em relação aos alelos IA e IB. 
A alternativa D está certa. Se os pais têm sangue do tipo O, eles são ii. Portanto, nunca 
teriam um filho com genótipo IA. 
A alternativa E está errada, porque se o casal em questão for heterozigoto, eles podem 
gerar filhos com qualquer um dos quatro fenótipos. Veja: IAi x IBi = IAIB, IAi , IBi , ii. 
Gabarito: D. 
26. (UFRGS/2018) Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas do 
texto abaixo, na ordem em que aparecem. 
 
Pessoas que pertencem ao grupo sanguíneo A têm na membrana plasmática das suas 
hemácias ........ e no plasma sanguíneo ........ . As que pertencem ao grupo sanguíneo O 
não apresentam ........ na membrana plasmática das hemácias. 
 
a) aglutinina anti-B – aglutinina anti-A e anti-B – aglutinogênio 
b) aglutinogênio A – aglutinina anti-B – aglutinogênio 
c) aglutinogênio B – aglutinogênio A e B – aglutinina anti-A e anti-B 
d) aglutinina anti-A – aglutinogênio B – aglutinina anti-A e anti-B 
e) aglutinina anti-A e anti-B – aglutinogênio A – aglutinina anti-B 
 
Comentários 
Pessoas que pertencem ao grupo sanguíneo A têm na membrana plasmática das suas 
hemácias aglutinogênio A e no plasma sanguíneo aglutinina anti-B. As que pertencem ao grupo 
sanguíneo O não apresentam aglutinogênios na membrana plasmática das hemácias. 
Gabarito: B. 
27. (UECE/2018) No que diz respeito aos grupos sanguíneos, é correto afirmar que 
pessoas do grupo sanguíneo 
a) O possuem aglutinogênios O nas hemácias e aglutininas anti-A e anti-B no plasma. 
b) A possuem aglutinogênios A nas hemácias e aglutininas anti-B e anti-AB no plasma. 
c) AB, que não têm aglutinogênios nas hemácias, são consideradas receptoras universais. 
d) B possuem aglutinogênios B nas hemácias e aglutininas anti-A no plasma. 
t.me/CursosDesignTelegramhub
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – CURSO EXTENSIVO DE BIOLOGIA 
 
AULA 15 – GENÉTICA E BIOTECNOLOGIA 130 
 
Comentários 
A alternativa A está errada, porque pessoas com grupo sanguíneo O não possuem 
nenhum dos dois aglutinogênios (A ou B) nas suas hemácias. 
A alternativa B está errada, porque pessoas do grupo A possuem apenas aglutininas 
anti-B no plasma. 
A alternativa C está errada, porque pessoas do grupo AB possuem ambos os 
aglutinogênios, A e B, em suas hemácias. 
A alternativa D está certa. 
Gabarito: D. 
28. (UNIRG TO/2018) Uma pessoa do grupo sanguíneo AB sofre uma hemorragia e 
necessita de transfusão. Para que não ocorra aglutinação, o sangue do doador deve ter, 
em seus glóbulos vermelhos e no plasma, respectivamente: 
I. Aglutininas anti-A e aglutininas anti-B. 
II. Aglutinogênio A e aglutininas anti-B. 
III. Aglutinogênio B e aglutininas anti-A. 
 
Após analisar essas proposições, assinale a seguir a alternativa correta: 
a) Somente a proposição I está correta; 
b) Somente a proposição II está correta; 
c) Somente as proposições I e II estão corretas; 
d) Somente as proposições II e III estão corretas. 
 
Comentários 
Pessoas do grupo sanguíneo AB possuem ambosos aglutinogênios, A e B, na 
superfície de suas hemácias. Em uma transfusão, para que não haja aglutinação, o doador 
deve ser do tipo A, B ou AB. Portanto, pode ter em seus glóbulos vermelhos aglutinogênio A e 
aglutinogênio B, e em seu plasma pode ter aglutinas anti-A ou aglutininas anti-B. 
Gabarito: D. 
29. (UEFS/2018) Genes zigóticos são expressos durante o desenvolvimento 
embrionário. Em moscas Drosophila melanogaster existe um gene zigótico que é letal 
em homozigose recessiva. Um cruzamento entre moscas heterozigotas para o gene 
t.me/CursosDesignTelegramhub
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – CURSO EXTENSIVO DE BIOLOGIA 
 
AULA 15 – GENÉTICA E BIOTECNOLOGIA 131 
zigótico letal gerou 120 moscas adultas. Dentre essas 120 moscas adultas, o número 
esperado de moscas heterozigotas é 
 
a) 30. 
b) 40. 
c) 60. 
d) 80. 
e) 120. 
 
Comentários 
Vamos chamar o gene em questão de A. Fazendo o cruzamento entre duas moscas 
heterozigotas: 
Aa x Aa 
1
4
 de AA, 
2
4
 de Aa e 
1
4
 de aa 
Considerando que os indivíduos aa morreram, 120 moscas adultas correspondem a 75% 
(ou 
3
4
 ) de F1. As moscas heterozigotas correspondem a 50% de F1. Assim: 
120 ------ 75% 
X ------ 50% 
X = 80 
Portanto, a alternativa correta é a letra D. 
Gabarito: D. 
30. (UDESC/2018) Diferentemente dos répteis em que a possibilidade de nascer macho 
ou fêmea é dependente da temperatura, nos mamíferos e nas aves a probabilidade do 
nascimento de um macho ou de uma fêmea é estatisticamente igual. 
 
A probabilidade de um casal de mamíferos ter em uma ninhada seis filhotes com o 
mesmo sexo é: 
a) 1,56% 
b) 12,5% 
c) 31,5% 
d) 6,25 % 
t.me/CursosDesignTelegramhub
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – CURSO EXTENSIVO DE BIOLOGIA 
 
AULA 15 – GENÉTICA E BIOTECNOLOGIA 132 
e) 3,12% 
 
Comentários 
A probabilidade de um casal de mamíferos ter um filhote do sexo masculino é de 
1
2
 ou 
50%, a mesma probabilidade de que tenha um filhote do sexo feminino. 
O que se quer é que a ninhada tenha 6 filhotes, todos do mesmo sexo. Assim, temos 
duas possibilidades: de que os 6 filhotes sejam machos ou a de que os 6 filhotes sejam 
fêmeas. 
 
- todos machos: 
1
2
∙
1
2
∙
1
2
∙
1
2
∙
1
2
∙
1
2
=
1
64
 
- todas fêmeas: 
1
2
∙
1
2
∙
1
2
∙
1
2
∙
1
2
∙
1
2
=
1
64
 
 
Assim, a probabilidade de um casal de mamíferos ter uma ninhada de 6 filhotes que 
sejam todos do mesmo sexo é: 
1
64
+
1
64
=
2
64
=
1
32
= 3,12% 
 
Portanto, a alternativa correta é a letra E. 
Gabarito: E. 
31. (PUC SP/2014) Imagine que, em um dado mamífero, a cor da pelagem seja 
determinada por três alelos: 
Alelo P – determina pelagem preta 
Alelo C – determina pelagem cinza 
Alelo B – determina pelagem branca 
 
Considere que o alelo P é dominante sobre o B e que há dominância do alelo C sobre os 
alelos P e B. 
 
Em um experimento, envolvendo cinco cruzamentos, foram utilizados animais com os 
três tipos de pelagem. Os cruzamentos e seus resultados são apresentados na tabela 
abaixo. 
t.me/CursosDesignTelegramhub
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – CURSO EXTENSIVO DE BIOLOGIA 
 
AULA 15 – GENÉTICA E BIOTECNOLOGIA 133 
 
 
Se machos de pelagem cinza provenientes do cruzamento II forem acasalados com 
fêmeas de pelagem preta provenientes do cruzamento V, espera-se que entre os 
descendentes 
 
a) 50% tenham pelagem cinza e 50% branca. 
b) 50% tenham pelagem cinza e 50% preta. 
c) 75% tenham pelagem cinza e 25% branca. 
d) 75% tenham pelagem cinza e 25% preta. 
e) 25% tenham pelagem preta, 50% cinza e 25% branca. 
 
Comentários 
 Estamos diante de uma condição de polialelia, em que C é dominante sobre P, que é 
dominante sobre B: 
C > P > B 
 Os possíveis genótipos e fenótipos são: 
 
 Vamos olhar para os cruzamentos II e V, que são os pedidos pelo enunciado. 
 No cruzamento II, um animal com pelagem branca com outro de pelagem cinza resultou 
em 50% de filhotes cinzas e 50% de filhotes brancos. Considerando a relação de dominância e 
a tabela que obtivemos, o animal de pelagem branca só pode ser BB e o animal de pelagem 
cinza só pode ser CB, caso contrário não seriam geradas proles brancas. 
 
 No cruzamento V, um animal de pelagem preta com outro de pelagem branca resultou 
em 100% de filhotes pretos. Considerando a relação de dominância e a tabela que obtivemos, 
t.me/CursosDesignTelegramhub
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – CURSO EXTENSIVO DE BIOLOGIA 
 
AULA 15 – GENÉTICA E BIOTECNOLOGIA 134 
o animal de pelagem branca só pode ser BB e o animal de pelagem preta só pode ser PP, 
sendo todos os filhotes PB e pretos. 
 
 Se os machos de pelagem cinza resultantes do cruzamento II (CB) acasalam com 
fêmeas de pelagem preta resultantes do cruzamento V (PB), espera-se descendentes: 
 
 Portanto, a alternativa correta é a letra E. 
Gabarito: E. 
32. (FCM MG/2018) (…) “O resultado é péssimo se os anticorpos da mãe começam a 
entrar na circulação do feto. Normalmente são anticorpos incompletos, extremamente 
ativos, que causarão a hemólise. Apesar da anemia secundária, e eliminação do principal 
metabólito da hemoglobina (isto é, bilirrubina), aumenta a concentração dela no sangue 
até uns níveis de 18 mg%, o que, geralmente causará icterícia nuclear (o tecido nervoso 
tendo uma grande afinidade para a bilirrubina). Parece que somente a bilirrubina indireta 
é tóxica para os neurônios, impedindo a oxigenação deles. Desse jeito, a hipóxia, junto 
com a ação das aglutininas sobre os endotélios, causa um aumento da permeabilidade 
dos endotélios, extravasamento de proteínas e síndrome edematoso.” (...) 
(http://www.misodor.com/DHPN.html) 
 
O fragmento de texto acima está relacionado com todas as indicações abaixo, EXCETO: 
a) Incompatibilidade sanguínea materno-fetal. 
b) Gestação de filhos Rh- por mães Rh+. 
c) Doença hemolítica do recém-nascido. 
d) Eritroblastose fetal. 
 
Comentários 
A eritroblastose fetal é uma doença também conhecida como doença hemolítica do 
recém-nascido, devido à incompatibilidade sanguínea entre a mãe e o feto, particularmente no 
que diz respeito à presença do fator Rh no sangue fetal (Rh+) e a ausência do mesmo no 
sangue materno (Rh-). 
t.me/CursosDesignTelegramhub
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – CURSO EXTENSIVO DE BIOLOGIA 
 
AULA 15 – GENÉTICA E BIOTECNOLOGIA 135 
Gabarito: B. 
33. (PUC SP/2018) A distrofia muscular de Duchenne é uma doença que provoca 
degeneração muscular progressiva, geralmente culminando na morte ao início da 
segunda década de vida. O heredograma a seguir ilustra uma família em que se 
observam alguns casos de afetados por essa doença. 
 
 
A análise do heredograma permite deduzir que a herança mais provável da distrofia 
muscular é 
a) autossômica dominante. 
b) dominante ligada ao X. 
c) recessiva ligada ao X. 
d) restrita ao Y. 
 
Comentários 
O heredograma mostra que apenas indivíduos do sexo masculino são afetados pela 
doença, portanto, trata-se de uma doença cuja herança é ligada ao X (também chamada de 
herança ligada ao sexo). 
Ainda, observando a descendência do primeiro cruzamento, podemos perceber que o 
alelo que causa a doença é recessivo, já que a prole apresenta proporção de 3 normais :1 
afetado. 
Gabarito: C. 
34. (IFMT/2018) Relacione a primeira coluna com a segunda, que trata dos tipos de 
herança de genes localizados em cromossomos sexuais. 
 
 
 
t.me/CursosDesignTelegramhub
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – CURSO EXTENSIVO DE BIOLOGIA 
 
AULA 15 – GENÉTICA E BIOTECNOLOGIA 136 
Assinale a alternativa CORRETA: 
a) I-A, II-C, III-D. 
b) I-E, II-D, III-F. 
c) I-B, II-E, III-B. 
d) I-C, II-A, III-E. 
e) I-D, II-B, III-A. 
 
Comentários 
Herança limitada pelo sexo: os genes ocorrem em ambos os sexos, mas sua expressão 
depende da sinalização dos hormônios sexuais. Ex. hipertricose auricular. 
Herança influenciada pelo sexo: os genes mudam seu padrão de dominância e 
recessividade conforme o sexo em que ocorrem. Ex. 
Herança ligada ao sexo:está relacionada a genes localizados no cromossomo X. 
Herança restrita ao sexo: está relacionada a genes localizados no cromossomo Y, em 
sua parte não homóloga ao X. 
Gabarito: B 
35. (IFBA/2017) O processo de formação do povo brasileiro é histórico, cultural e 
biológico. A determinação da cor da pele representa um caso de herança poligênica e 
sua expressão sofre interferência das condições do ambiente. 
 
Sobre o mecanismo de herança poligênica é correto afirmar: 
a) A expressão da característica para pigmentação da pele representa um caso de epistasia 
em que um gene neutraliza a ação daquele que não é o seu alelo. 
b) As variações da pigmentação da pele podem ser explicadas pela quantidade de genes que 
apresentam efeitos cumulativos. 
c) Alterações ambientais provocam modificações nos genes responsáveis pela expressão da 
característica, sendo responsáveis pelas variações de pigmento no conjunto populacional. 
d) Todas as variações da pigmentação da pele podem ser explicadas por um par de alelos que 
podem se expressar em homozigose ou heterozigose. 
e) Por se tratar de uma expressão de dominância e recessividade, na herança poligênica os 
genótipos homozigotos recessivos comportam-se como genes letais, portanto, não se 
expressam no conjunto da população. 
 
t.me/CursosDesignTelegramhub
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – CURSO EXTENSIVO DE BIOLOGIA 
 
AULA 15 – GENÉTICA E BIOTECNOLOGIA 137 
Comentários 
A pigmentação da pele humana pode ter uma variação contínua, que não pode ser 
dividida em categorias distintas facilmente, sendo uma forma de herança em que ocorrem 
interações de dois ou mais pares de genes com efeito aditivo. 
A alternativa A está errada, porque não se trata de epistasia. A epistasia é um tipo de 
interação gênica na qual os genes de um par de alelos inibem a manifestação de genes de 
outros pares. 
A alternativa B está certa. 
A alternativa C está errada. Alterações ambientais podem provocar modificações nos 
genes responsáveis pela expressão da característica, porém apenas no indivíduo e não na 
população. 
A alternativa D está errada, porque a pigmentação da pele é explicada por herança 
quantitativa. 
A alternativa E está errada, porque na herança quantitativa não existe relação de 
dominância e recessividade. O fenótipo é a expressão do acúmulo de genótipos aditivos. Além 
disso, os genótipos homozigotos recessivos não se comportam-se como genes letais. 
Gabarito: B. 
36. (IFRS/2017) Um homem de tipo sanguíneo A Rh+ e uma mulher AB Rh-, gostariam 
de saber a probabilidade de terem um filho (independente do sexo) com o mesmo 
genótipo do pai. A mãe do homem é O Rh–. Assinale a alternativa correta. 
a) 
b) 
c) 
d) 
e) 0 
 
Comentários 
Veja os quadros de Punnet. 
 
 
 
2
1
4
1
6
1
8
1
t.me/CursosDesignTelegramhub
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – CURSO EXTENSIVO DE BIOLOGIA 
 
AULA 15 – GENÉTICA E BIOTECNOLOGIA 138 
 A probabilidade de o casal ter um filho (independente do sexo) com o mesmo genótipo 
do pai é de (
1
2
∙
1
4
) = 
1
8
. 
Gabarito: D. 
37. (FPS-PE/2017) A doença de Huntington é uma enfermidade hereditária, cujos 
sintomas são causados pela degeneração celular em uma parte do cérebro. Este dano 
afeta a capacidade cognitiva, os movimentos e o equilíbrio emocional. O heredograma 
abaixo representa uma família que apresenta esta doença. 
 
 
 
Pode-se concluir que a doença de Huntington apresenta herança: 
a) Autossômica dominante. 
b) Autossômica recessiva. 
c) Ligada ao X dominante. 
d) Ligada ao X recessiva. 
e) Ligada ao Y. 
 
Comentários 
Em todos os cruzamentos entre um indivíduo normal e um afetado pela doença, a 
descendência apresentou indivíduos afetados. Por isso, podemos concluir que se trata de um 
gene dominante. Como homens e mulheres são afetados de maneira igual, não se trata de 
uma herança ligada ao sexo, mas sim de herança autossômica. 
Gabarito: A. 
38. (Mackenzie/2008) Em algumas espécies de roedores, o padrão da pelagem 
(malhada ou uniforme) é condicionado por um par de genes autossômicos não 
codominantes. Se dois indivíduos malhados forem cruzados, a prole obtida será 
composta por indivíduos de pelagem malhada e uniforme, na proporção de 2:1. 
Considere as afirmativas abaixo. 
 
I. O gene que determina pelagem malhada é dominante. 
t.me/CursosDesignTelegramhub
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – CURSO EXTENSIVO DE BIOLOGIA 
 
AULA 15 – GENÉTICA E BIOTECNOLOGIA 139 
II. Um dos dois alelos é letal em homozigose. 
III. Se dois indivíduos com pelagem uniforme forem cruzados, toda a prole será 
constituída de indivíduos com pelagem uniforme. 
 
Assinale: 
a) se todas as afirmativas forem corretas. 
b) se somente a afirmativa I for correta. 
c) se somente as afirmativas I e II forem corretas. 
d) se somente a afirmativa III for correta. 
e) se somente as afirmativas I e III forem corretas. 
 
Comentários 
O enunciado diz que os genes da cor da pelagem não são codominantes. A proporção 
obtida não é mendeliana (que seria 3:1), o significa que o alelo dominante, em homozigose, é 
letal. Sabemos isso porque quando falamos de proporção, referimo-nos sempre à proporção do 
fenótipo dominante em relação ao fenótipo recessivo, nessa ordem. Como a proporção obtida 
foi de 2:1, sabemos que foram 2 malhados para 1 uniforme, e que esse uniforme é, portanto o 
fenótipo recessivo. 
Vamos pensar na seguinte situação: ‘A’ determina pelo marrom e ‘a’ determina pelagem 
uniforme. Logo, Aa determinaria uma pelagem malhada. O cruzamento entre dois roedores 
malhados ficaria assim: 
 
O cruzamento entre heterozigotos gera prole AA, Aa, Aa e aa. O indivíduo AA morrerá. 
A afirmativa A está certa. O gene que determina a pelagem malhada é dominante. 
A afirmativa B está certa, pois a proporção obtida foi de 2:1. 
A afirmativa C está certa. O cruzamento de dois indivíduos aa gera 100% de aa. Veja: 
 
Gabarito: A. 
t.me/CursosDesignTelegramhub
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – CURSO EXTENSIVO DE BIOLOGIA 
 
AULA 15 – GENÉTICA E BIOTECNOLOGIA 140 
 
39. (UFU MG/2016) Nos camundongos, o gene e, recessivo, produz pelos 
encrespados, e seu alelo dominante, pelos normais. Em outro par de genes alelos, o 
gene recessivo a produz fenótipo albino, enquanto seu alelo dominante produz fenótipo 
selvagem. Quando camundongos di-híbridos foram cruzados com camundongos albinos 
e de pelos encrespados, foram obtidos 79 camundongos de pelos encrespados e 
selvagens, 121 com pelos encrespados e albinos, 125 de pelos normais e selvagens e 75 
com pelos normais e albinos. 
 
Qual esquema representa a posição dos genes no di-híbrido? 
a) b) c) d) 
 
Comentários 
O cruzamento em questão aconteceu entre um indivíduo di-híbrido, EeAa, e um 
indivíduo crespo e albino, eeaa. Os gametas produzidos pelo indivíduo di-híbrido são EA, Ea, 
eA e ea. Já os gametas produzidos pelo indivíduo duplo recessivo são todos ea. 
Para saber se houve recombinação entre dois genes, fazemos um cruzamento teste (ou 
seja, um cruzamento com um indivíduo recessivo) e observamos as proporções genotípicas 
obtidas. Neste caso, o cruzamento teste equivale ao cruzamento proposto no enunciado, já que 
um dos indivíduos é duplo recessivo. Assim, se esses genes não estivessem ligados 
esperaríamos obter: 
 
 
No entanto, a proporção de descendentes obtida foi: 
 
 
t.me/CursosDesignTelegramhub
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – CURSO EXTENSIVO DE BIOLOGIA 
 
AULA 15 – GENÉTICA E BIOTECNOLOGIA 141 
Logo, sabemos que houve recombinação, pois dois genótipos obtiveram mais 
descendentes que os demais. Neste caso, os dois genótipos em maior proporção são aqueles 
originados a partir do cruzamento entre os gametas parentais (EA e ea). Portanto, esses genes 
encontram-se ligados no mesmo cromossomo, em posição cis (
𝐸𝐴
𝑒𝑎
), e podemos afirmar que 
houve permutação. 
O esquema que melhor representa a posição dos genes no di-híbrido é: 
 
Gabarito: A. 
40. (FUVEST SP/2010) Háuma impressionante continuidade entre os seres vivos (...). 
Talvez o exemplo mais marcante seja o da conservação do código genético (...) em 
praticamente todos os seres vivos. Um código genético de tal maneira “universal” é 
evidência de que todos os seres vivos são aparentados e herdaram os mecanismos de 
leitura do RNA de um ancestral comum. 
 
Morgante & Meyer, Darwin e a Biologia, O Biólogo 10:12–20, 2009. 
 
O termo “código genético” refere-se 
a) ao conjunto de trincas de bases nitrogenadas, cada trinca correspondendo a um 
determinado aminoácido. 
b) ao conjunto de todos os genes dos cromossomos de uma célula, capazes de sintetizar 
diferentes proteínas. 
c) ao conjunto de proteínas sintetizadas a partir de uma sequência específica de RNA. 
d) a todo o genoma de um organismo, formado pelo DNA de suas células somáticas e 
reprodutivas. 
e) à síntese de RNA a partir de uma das cadeias do DNA, que serve de modelo. 
 
Comentários 
A alternativa A está certa. Código genético é o conjunto de bases nitrogenadas que, 
lidas de três em três, determinam os aminoácidos, que são as unidades constituintes das 
proteínas (também chamadas de monômeros). 
A alternativa B está errada, porque o código genético refere-se às bases nitrogenadas, 
que são um dos nucleotídeos. Um nucleotídeo é formado por uma ribose, um fosfato e uma 
base nitrogenada. A ligação entre os inúmeros nucleotídeos forma a molécula de DNA. 
t.me/CursosDesignTelegramhub
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – CURSO EXTENSIVO DE BIOLOGIA 
 
AULA 15 – GENÉTICA E BIOTECNOLOGIA 142 
A alternativa C está errada, porque a proteína é o produto da expressão dos genes, de 
fato sintetizadas a partir de uma sequência de RNAm transcrita a partir de uma sequência 
gênica localizada no DNA. 
A alternativa D está errada, porque o código genético refere-se às bases nitrogenadas e 
não ao genoma de um organismo. Genoma é o conjunto de genes de um organismo. 
A alternativa E está errada, porque a síntese de RNA a partir de uma cadeia modelo de 
DNA é chamada de transcrição. 
Gabarito: A. 
41. (FCM MG/2014) O Aconselhamento Genético é uma ferramenta de destaque na 
medicina, porque 
 
a) orienta casais consanguíneos, dada a alta predisposição para doenças graves. 
b) busca identificar possíveis doenças hereditárias e orientar a família diante dos resultados. 
c) trabalha com medidas preventivas impedindo o surgimento de novas doenças de cunho 
genético. 
d) promove o Teste de Diagnóstico Genético Pré-implantação (PGD) em mulheres portadoras 
de distúrbios genéticos graves. 
 
Comentários 
Aconselhamento genético consiste na verificação das probabilidades de uma doença 
genética ocorrer em uma família. 
Gabarito: B. 
42. (PUC RS/2014) Com a participação de pesquisadores da PUCRS, um projeto de 
biotecnologia permitiu, neste ano, o nascimento da primeira cabra clonada e transgênica 
da América Latina. Chamada pelos cientistas de Gluca, ela possui uma modificação 
genética que deverá fazer com que produza em seu leite uma proteína humana chamada 
glucocerebrosidase, usada no tratamento da doença de Gaucher. A técnica da 
_________ foi realizada introduzindo um _________ humano no núcleo de uma célula de 
cabra, para que o animal passasse a sintetizar uma proteína humana. 
 
a) clonagem gene 
b) clonagem RNA 
c) clonagem DNA 
d) transgenia RNA 
t.me/CursosDesignTelegramhub
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – CURSO EXTENSIVO DE BIOLOGIA 
 
AULA 15 – GENÉTICA E BIOTECNOLOGIA 143 
e) transgenia gene 
 
Comentários 
O texto nos diz que a cabra clonada é também transgênica, ou seja, modificada 
geneticamente a partir da inserção de um gene externo (de uma espécie não compatível 
sexualmente com a cabra). Assim, utilizou-se a técnica de transgenia para a introdução de um 
gene humano em seu DNA. Sabemos que se trata de um gene humano, pois o efeito da 
transgenia foi a produção de uma proteína, que são sintetizadas a partir da sequência de bases 
nitrogenadas de um gene. Logo, a alternativa correta é a E. 
Gabarito: E. 
43. (UFT/2013) O exame de paternidade, esquematizado abaixo, é muito utilizado na 
medicina forense e baseia-se na identificação de trechos de DNA humano, que variam 
muito entre pessoas de uma população e são conhecidos como VNTR (número variável 
de repetições em sequência). Com base no resultado da figura abaixo, assinale a 
alternativa correta. 
 
 
 
a) O marido é pai do filho 1. 
b) O outro homem é pai do filho 2. 
c) O marido é pai do filho 3. 
d) O marido é pai dos filhos 2 e 3. 
e) O outro homem é pai dos filhos 1 e 3. 
 
Comentários 
O genótipo dos filhos é formado por pelo genótipo da mãe + o genótipo do pai. Vamos 
analisar as bandas de DNA que apareceram para os filhos e traçar sua origem. Para facilitar, a 
cor amarela representa os genes oriundos da mãe, a cor verde representa os genes oriundos 
do pai e a cor azul representa os genes oriundos do outro homem. 
t.me/CursosDesignTelegramhub
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – CURSO EXTENSIVO DE BIOLOGIA 
 
AULA 15 – GENÉTICA E BIOTECNOLOGIA 144 
 
Nos filhos 1 e 3, a presença das bandas azuis indica que esses genes só podem ter sido 
herdados do outro homem, já que nem a mãe nem o pai os possuem. 
Gabarito: E. 
44. (FUVEST/1999) O cruzamento entre duas linhagens de ervilhas, uma com 
sementes amarelas e lisas (VvRr) e outra com sementes amarelas e rugosas (Vvrr), 
originou 800 indivíduos. Quantos indivíduos devem ser esperados para cada um dos 
fenótipos obtidos? 
 
a) amarelas-lisas = 80; amarelas-rugosas = 320; verdes-lisas = 320; verdes-rugosas = 80. 
b) amarelas-lisas = 100; amarelas-rugosas = 100; verdes-lisas = 300; verdes-rugosas = 300. 
c) amarelas-lisas = 200; amarelas-rugosas = 200; verdes-lisas = 200; verdes-rugosas = 200. 
d) amarelas-lisas = 300; amarelas-rugosas = 300; verdes-lisas = 100; verdes-rugosas = 100. 
e) amarelas-lisas = 450; amarelas-rugosas = 150; verdes-lisas = 150; verdes-rugosas = 50. 
 
Comentários 
Vamos montar o cruzamento no quadro de Punnet. 
 
Deste cruzamento, temos a proporção de: 
3 amarelas e lisas (1 VVRr e 2 VvRr); 
3 amarelas e rugosas (1 VVrr e 2 Vvrr); 
1 verde e lisa (vvRr); e 
t.me/CursosDesignTelegramhub
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – CURSO EXTENSIVO DE BIOLOGIA 
 
AULA 15 – GENÉTICA E BIOTECNOLOGIA 145 
1 verde rugosa (vvrr). 
Então, espera-se 300 plantas com sementes amarelas-lisas, 300 plantas com sementes 
amarelas-rugosas, 100 plantas com sementes verdes-lisas e 100 plantas com sementes 
verdes-rugosas. 
Gabarito: D. 
45. (UFRGS/2018) A mosca Drosophila melanogaster é um organismo modelo para 
estudos genéticos e apresenta alguns fenótipos mutantes facilmente detectáveis em 
laboratório. Duas mutações recessivas, observáveis nessa mosca, são a das asas 
vestigiais (v) e a do corpo escuro (e). 
 
Após o cruzamento de uma fêmea com asas vestigiais com um macho de corpo escuro, 
foi obtido o seguinte: 
 
F1 - todos os machos e fêmeas com fenótipo selvagem. 
F2 - 9/16 selvagem; 3/16 asas vestigiais; 3/16 corpo escuro; 1/16 asas vestigiais e corpo 
escuro. 
 
Assinale com V (verdadeiro) ou F (falso) as afirmações abaixo, referentes aos resultados 
obtidos para o cruzamento descrito. 
( ) As proporções fenotípicas obtidas em F2 indicam ausência de dominância, pois 
houve alteração nas proporções esperadas. 
( ) Os resultados obtidos em F2 indicam um diibridismo envolvendo dois genes 
autossômicos com segregação independente. 
( ) As proporções obtidas em F2 estão de acordo com a segunda Lei de Mendel ou 
Princípio da segregação independente dos caracteres. 
( ) Os pares de alelos desses genes estão localizados em cromossomos homólogos. 
 
A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é 
a) V – V – F – F. 
b) V – F – V – F. 
c) V – F – F – V. 
d) F – F – V – V. 
e) F – V – V – F. 
t.me/CursosDesignTelegramhub
ESTRATÉGIA VESTIBULARES– CURSO EXTENSIVO DE BIOLOGIA 
 
AULA 15 – GENÉTICA E BIOTECNOLOGIA 146 
 
Comentários 
Temos a seguinte situação: vv determina asa vestigial e ee determina corpo escuro. 
Portanto, quando o enunciado se refere a fenótipo selvagem, ele quer dizer que a prole obtida 
não apresenta nem asas vestigiais nem corpo escuro, logo são VvEe. Para esse genótipo de 
F1 ser obtido, o genótipo dos parentais tem que ser: 
Fêmea com asas vestigiais, mas homozigota para coloração do corpo (vvEE) e 
Macho com corpo escuro, mas homozigoto para asas vestigiais (VVee). 
 
No segundo cruzamento (VvEe x VvEe), a prole F2 apresenta proporção mendeliana: 9 
V_E_, 3vvE_; 3V_ee e 1 vvee. Isto posto, vamos às afirmativas: 
 
A primeira afirmativa é falsa, porque a proporção medialiana indica dominância dos 
alelos V e E sobre os alelos v e e, respectivamente. 
A segunda afirmativa é verdadeira. Como não houve nenhuma alteração na proporção 
mendeliana, podemos concluir que se trata de uma segregação independente. Além disso, não 
há indícios de que o gene seja ligado ou restrito ao sexo, portanto ele se localiza em um 
cromossomo autossômico. 
A terceira afirmativa é verdadeira e diz a mesma coisa que a afirmativa 2. 
A quarta afirmativa é falsa. Vimos que ambas as características são dadas por genes 
com segregação independente. Se os pares de alelos estivessem em um mesmo par de 
cromossomos homólogos, teríamos um linkage. 
Gabarito: E. 
46. (UNIDERP MS/2018) Na espécie humana, observa-se uma caraterística que é 
expressa por ação de dois pares de genes, com segregação independente (Ss e Tt). Os 
indivíduos com a característica dominante possuem, pelo menos, um alelo S e um T, os 
demais são recessivos, anômalos. 
 
Considerando-se essa informação, é correto afirmar que a probabilidade de nascer um 
indivíduo anômalo do cruzamento de um casal SsTt x SStt é 
01) zero 
02) 25% 
03) 50% 
04) 75% 
t.me/CursosDesignTelegramhub
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – CURSO EXTENSIVO DE BIOLOGIA 
 
AULA 15 – GENÉTICA E BIOTECNOLOGIA 147 
05) 100% 
 
Comentários 
Temos do enunciado que: 
S_T_ = dominante 
Sstt, ssT_ e S_tt = anômalo 
Logo, a probabilidade de nascer um indivíduo anômalo do cruzamento de um casal SsTt 
x SStt é igual a 50%. 
 
Gabarito: 03. 
47. (FPS PE/2018) A segunda Lei de Mendel envolve a herança de dois, três ou mais 
caracteres genéticos ao mesmo tempo. No esquema abaixo, temos um exemplo de di-
hibridismo. 
 
 
t.me/CursosDesignTelegramhub
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – CURSO EXTENSIVO DE BIOLOGIA 
 
AULA 15 – GENÉTICA E BIOTECNOLOGIA 148 
 
Disponível em: <https://thinkbio.files.wordpress.com/2012/02/f22-19.jpg>Acesso em: 16 out. 2017. (Adaptado). 
 
Considerando os dados acima, analise as afirmações a seguir. 
1) A proporção fenotípica na geração F2 é 9:16 amarela-lisa. 
2) A proporção genotípica na geração F2 é de 1 (um) indivíduo vvrr. 
3) A proporção fenotípica na geração F2 de amarela-rugosa e verde-lisa é diferente. 
4) A proporção genotípica na geração F2 é de 9 (nove) indivíduos V-R-. 
5) A proporção genotípica na geração F2 é de 6 (seis) indivíduos V-rr. 
 
Estão corretas, apenas: 
a) 1 e 3. 
b) 2, 3 e 5. 
c) 3 e 4. 
d) 2, 4 e 5. 
e) 1, 2 e 4. 
 
Comentários 
A afirmativa 1 está certa. Em F2 a proporção fenotípica é de 9/16 amarelas e lisas; 3/16 
amarelas e rugosas; 3/16 verdes e lisas e 1/16 verdes e rugosas). 
A afirmativa 2 está certa. Em F2 há formação de apenas um indivíduo com genótipo vvrr 
(duplo recessivo). 
t.me/CursosDesignTelegramhub
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – CURSO EXTENSIVO DE BIOLOGIA 
 
AULA 15 – GENÉTICA E BIOTECNOLOGIA 149 
A afirmativa 3 está errada, porque a proporção é a mesma (3/16 para cada). 
A afirmativa 4 está certa. 
A afirmativa 5 está errada, porque sementes amarelas (V_) e rugosas (rr) aparecem na 
proporção de 3/16. 
Gabarito: E. 
48. (UFPR/2018) Em uma espécie de mamíferos, a cor da pelagem é influenciada por 
dois genes não ligados. Animais AA ou Aa são marrons ou pretos, dependendo do 
genótipo do segundo gene. Animais com genótipo aa são albinos, pois toda a produção 
de pigmentos está bloqueada, independentemente do genótipo do segundo gene. No 
segundo gene, o alelo B (preto) é dominante com relação ao alelo b (marrom). Um 
cruzamento entre animais AaBb irá gerar a seguinte proporção de prole quanto à cor da 
pelagem: 
 
a) 9 pretos – 3 marrons – 4 albinos. 
b) 9 pretos – 4 marrons – 3 albinos. 
c) 3 pretos – 1 albino. 
d) 1 preto – 2 marrons – 1 albino. 
e) 3 pretos – 1 marrom. 
 
Comentários 
 Temos que: 
A_B_: preto 
A_bb: marrom 
aa: albino 
 
Gabarito: A. 
49. (UECE/2018) Em relação à herança, assinale com V ou F conforme seja verdadeiro 
ou falso o que se afirma a seguir. 
t.me/CursosDesignTelegramhub
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – CURSO EXTENSIVO DE BIOLOGIA 
 
AULA 15 – GENÉTICA E BIOTECNOLOGIA 150 
 
( ) Na dominância completa, os heterozigotos apresentam fenótipo intermediário 
entre os dos homozigotos. 
( ) Quando ocorre a codominância, os heterozigotos apresentam o mesmo fenótipo 
de um dos homozigotos. 
( ) Alelos letais causam a morte de seus portadores e são considerados: dominante, 
quando apenas um está presente; ou recessivo, quando os dois estão presentes. 
( ) A pleiotropia é o fenômeno em que o gene determina a expressão de mais de uma 
característica. 
 
Está correta, de cima para baixo, a seguinte sequência: 
a) F, F, V, V. 
b) V, V, F, F. 
c) V, F, V, F. 
d) F, V, F, V. 
 
Comentários 
A primeira alternativa é errada, porque, como o próprio nome diz, na dominância 
completa, um alelo é dominante sobre o outro (recessivo) e inibe sua expressão. 
A segunda alternativa é errada, porque na codominância os indivíduos em heterozigose 
apresentam ambos os fenótipos dominantes (ou seja, apresentam os fenótipos dos dois 
homozigotos dominantes). Um exemplo disso é o grupo sanguíneo AB, cujo genótipo IAIB é 
codominante, fazendo com que os indivíduos com esse tipo sanguíneo apresentem tanto 
hemácias com aglutinogênio A quanto hemácias com aglutinogênio B. 
A terceira afirmativa está certa. 
A quarta alternativa está certa. A pleiotropia, fenômeno em que um gene determina a 
expressão de mais de uma característica, é o contrário da interação gênica, fenômeno em que 
dois ou mais genes são responsáveis pela determinação de uma característica. 
Gabarito: A. 
50. (Mackenzie SP/2018) Em cães labradores, a cor da pelagem é determinada por dois 
pares de alelos de segregação independente. O gene dominante B condiciona pelagem 
preta, enquanto seu alelo recessivo, b, condiciona pelagem marrom. Localizados em 
outro par de cromossomos, o gene E permite a produção de pigmentos, enquanto seu 
alelo e (quando em homozigose) tem efeito epistático sobre B e b, não permitindo a 
produção correta de pigmentos, o que determina a cor “dourada” da pelagem. 
t.me/CursosDesignTelegramhub
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – CURSO EXTENSIVO DE BIOLOGIA 
 
AULA 15 – GENÉTICA E BIOTECNOLOGIA 151 
Um macho de cor marrom e uma fêmea de cor dourada, ao serem cruzados por um 
tratador, produziram ao longo de suas vidas um total de 32 filhotes, sendo alguns pretos, 
outros marrons e outros, ainda, dourados. 
 
Dentre os 32 filhotes gerados a partir do casal de labradores, o número esperado de 
machos de coloração preta é 
a) 4. 
b) 5. 
c) 8. 
d) 16. 
e) 20. 
 
Comentários 
Temos que: 
BB ou Bb: pigmentação preta 
bb: pigmentação marrom 
EE ou Ee: permite a pigmentação 
ee: inibe a pigmentação e gera a cor dourada 
 
O enunciado nos diz que o macho possui cor marrom, portanto seu genótipo é E_bb. Já 
a fêmea possui coloração dourada, portanto seu genótipo é ee__. 
Os filhotes originados do cruzamento entre esses dois indivíduos possuem coloração 
preta, marrom e dourada. Para ter coloração preta, um filhote tem que receber dos pais pelo 
menos um B e um E, porém já sabemos que o macho não possui o alelo B, somente o E.Portanto, o alelo B veio da fêmea. Para ter coloração marrom, um filhote tem que receber dos 
pais pelo menos um alelo E e dois alelos bb. Sabemos que o macho possui dois alelos b, e 
agora sabemos que a fêmea também possui pelo menos um alelo b. Para ter coloração 
dourada, o filhote tem que receber dos pais dois alelos e. Sabemos que a fêmea possui dois 
alelos e, e agora sabemos que o macho também possui um alelo e. 
Assim, o genótipo do macho é Eebb e da Fêmea é eeBb. Agora, vamos resolver esse 
cruzamento. 
 
t.me/CursosDesignTelegramhub
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – CURSO EXTENSIVO DE BIOLOGIA 
 
AULA 15 – GENÉTICA E BIOTECNOLOGIA 152 
 
A probabilidade de filhotes machos é 
𝟏
𝟐
. Claro, sempre há 50% de chance de nascer um 
macho e 50% de chance de nascer uma fêmea. O número esperado de filhotes pretos é ¼. 
Assim, a probabilidade de nascer machos pretos é dada por 
𝟏
𝟐
∙
𝟏
𝟒
=
𝟏
𝟖
 . Logo, 
𝟏
𝟖
∙ 𝟑𝟐 = 𝟒. Espera-
se que dos 32 filhotes, 4 sejam pretos. 
Gabarito: A. 
51. (USF SP/2017) Em um determinado mamífero, o comprimento dos pelos varia de 
20 cm a 80 cm. O genótipo do animal com pelo de 20 cm é aabbcc, enquanto o genótipo 
do que apresenta pelo com 80 cm é AABBCC. Calcule o fenótipo de um animal dessa 
espécie que apresente o genótipo AABbcc. 
 
a) 30 cm. 
b) 40 cm. 
c) 45 cm. 
d) 50 cm. 
e) 60 cm. 
 
Comentários 
A primeira coisa aqui é determinar quantos fenótipos são possíveis. Como sabemos que 
o comprimento do pelo é determinado por 3 genes diferentes, aplicamos a fórmula: 
𝑛º 𝑑𝑒 𝑓𝑒𝑛ó𝑡𝑖𝑝𝑜𝑠 = 2 ∙ 𝑛 + 1. 
 
Nº de fenótipos = 2 ∙ 3 + 1 = 6 + 1 = 7 fenótipos. 
 
Vamos agora descobrir em quantos centímetros ocorre a variação de classes, dividindo 
a diferença entre o valor mínimo e o valor máximo do comprimento de pelos pelo número de 
alelos. 
 
Portanto, as classes variam de 10 em 10 cm. 
t.me/CursosDesignTelegramhub
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – CURSO EXTENSIVO DE BIOLOGIA 
 
AULA 15 – GENÉTICA E BIOTECNOLOGIA 153 
Agora, vamos construir uma régua com as classes fenotípicas e os genótipos que já 
conhecemos: 
 
 
O exercício quer saber o fenótipo do animal que apresente o genótipo AABbcc. Como 
esse genótipo possui 3 alelos aditivos e estamos tratando de herança quantitativa, na qual a 
localização dos alelos aditivos (dominantes) não influencia no fenótipo e sim a quantidade 
deles, a classe fenotípica é de 50 cm. 
Gabarito: D. 
52. (UDESC SC/2017) Um exemplo clássico da Herança Quantitativa é a cor da pele 
em seres humanos, embora este não seja o único caso deste tipo de herança. Apesar de 
serem utilizadas letras maiúsculas e minúsculas para identificar os genes e seus alelos, 
esta maneira de escrever não indica que exista dominância e recessividade entre os 
alelos, conforme se pode deduzir pela observação dos resultados fenotípicos, 
mostrados no quadro abaixo. 
 
 
Analise as proposições com relação à Herança Quantitativa. 
I. O efeito dos alelos e dos genes é aditivo, ou seja, o efeito de um soma-se ao efeito do 
outro. 
II. Os fatores ambientais podem influenciar no fenótipo, neste tipo de herança. 
III. A distribuição dos fenótipos neste tipo de herança é contínua, ou seja, não existem 
apenas um, dois ou três tipos de fenótipos, existindo muitos intermediários. 
t.me/CursosDesignTelegramhub
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – CURSO EXTENSIVO DE BIOLOGIA 
 
AULA 15 – GENÉTICA E BIOTECNOLOGIA 154 
IV. Este tipo de herança tem ligação com o sexo, pois os genes estão localizados nos 
cromossomos X e Y. 
 
Assinale a alternativa correta. 
a) Somente as afirmativas II, III e IV são verdadeiras. 
b) Somente as afirmativas III e IV são verdadeiras. 
c) Somente a afirmativa I é verdadeira. 
d) Somente as afirmativas I, II e III são verdadeiras. 
e) Somente as afirmativas II e IV são verdadeiras. 
 
Comentários 
A afirmativa I, II, III estão certas. 
A afirmativa IV está errada pois a herança quantitativa não está relacionada ao sexo. 
Além disso, na herança ligada ao sexo o gene liga-se ao cromossomo X apenas. Na herança 
restrita ao sexo o gele liga-se ao cromossomo Y. 
Gabarito: D. 
53. (UEFS BA/2017) A partir de um heterozigoto AaBb em trans, e sabendo-se que a 
distância entre os seus genes é de 8 morganídeos (ou centimorgans), o percentual 
possível de gametas AB, considerando-se que houve permutação, é de 
 
01. 46%. 
02. 23%. 
03. 8%. 
04. 4%. 
05. 2%. 
 
Comentários 
Como o heterozigoto é trans, um cromossomo é Ab e o outro é aB. Heterozigoto trans 
t.me/CursosDesignTelegramhub
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – CURSO EXTENSIVO DE BIOLOGIA 
 
AULA 15 – GENÉTICA E BIOTECNOLOGIA 155 
 
Como houve permutação, a porcentagem de gametas AB é igual a 4% e a porcentagem 
de gametas ab é igual a 4% também, já que esses genes se encontram a 8 centimorgans de 
distância. 
Lembre-se que se a porcentagem de permutação entre dois genes é 1%, a distância 
entre eles será 1 centimorgan. 
Gabarito: 04. 
54. (UDESC SC/2016) A Drosophila melanogaster (mosca de frutas) possui em um dos 
seus cromossomos dois genes (A e B) que se encontram a uma distância de 28 U.R 
(Unidades de recombinação). Considere um macho desta espécie com o genótipo AaBb 
em posição trans. Espera-se que ele produza espermatozoides com os genes AB, em um 
percentual de: 
 
a) 33% 
b) 25% 
c) 50% 
d) 75% 
e) 14% 
 
Comentários 
Se esse macho é di-híbrido (ou seja, heterozigoto para ambos os genes) em posição 
trans, significa que houve recombinação gênica. Como os genes estão a uma distância de 28 
UR, há 14% de probabilidade de haver um gameta AB e 14% de probabilidade de haver um 
gameta ab. 
Agora, se o macho fosse di-híbrido em posição cis (ou seja, com um gene com os dois 
alelos dominantes e um gene com os dois alelos recessivos), então a taxa de recombinação 
seria de 14% para formara um gameta Ab e 14% para formar um gameta aB. 
Gabarito: E. 
t.me/CursosDesignTelegramhub
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – CURSO EXTENSIVO DE BIOLOGIA 
 
AULA 15 – GENÉTICA E BIOTECNOLOGIA 156 
55. (FGV/2015) As figuras ilustram o processo de crossing-over, que ocorre na prófase 
I da meiose. 
 
 
(http://quizlet.com. Adaptado) 
 
O aumento da variabilidade genética, gerada por esse processo, ocorre em função da 
permuta de 
a) alelos entre cromátides irmãs. 
b) alelos entre cromátides homólogas. 
c) não alelos entre cromossomos homólogos. 
d) não alelos entre cromátides irmãs. 
e) não alelos entre cromossomos não homólogos. 
 
Comentários 
A permutação ou crossing over é o fenômeno onde ocorre a troca de alelos entre as 
cromátides-irmãs, durante a meiose I. 
Gabarito: B. 
56. (UEFS BA/2013) A engenharia genética está produzindo uma revolução na 
capacidade médica de tratamento das mais diversas doenças humanas. A respeito desse 
tema, é correto afirmar: 
 
a) Os organismos transgênicos representam a capacidade do ser humano de mesclar 
características genéticas de espécies distintas em um só indivíduo, gerando produtos que 
podem ser utilizados para melhorar a qualidade de vida das pessoas. 
b) A insulina de origem transgênica utilizada com sucesso nos pacientes diabéticos é produzida 
por bactérias que apresentam um gene modificado de origem suína. 
c) Os alimentos transgênicos se caracterizam por apresentarem invariavelmente um valor 
nutricional maior do que se comparado ao alimento original correspondente. 
t.me/CursosDesignTelegramhub
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – CURSO EXTENSIVO DE BIOLOGIA 
 
AULA 15 – GENÉTICA E BIOTECNOLOGIA 157 
d) A terapia com células-tronco representa um avanço das pesquisas médicas, ao induzir a 
regeneração de qualquer tipo de órgão humano lesado com a aplicação de células-tronco 
retiradas do tecido mamário de ovelhas. 
e) A clonagem terapêutica é considerada pelos pesquisadores como uma técnica promissora, 
ao propor gerar cópias de indivíduos humanos para serem utilizados na reposição de tecidos e 
órgãos dos indivíduosoriginais. 
 
Comentários 
A alternativa A está certa. 
A alternativa B está errada, porque o gene inserido na insulina é humano. 
A alternativa C está errada, porque os alimentos podem ter qualquer característica 
modificada na transgenia, por exemplo, a resistência às pragas. 
A alternativa D está errada, porque as células-tronco utilizadas para regeneração de 
qualquer órgão devem pertencer à espécie do organismo em questão. 
A alternativa E está errada, pois a clonagem terapêutica propõe a produção de uma 
cópia saudável do tecido ou do órgão de uma pessoa doente para transplante. 
Gabarito: A. 
57. (Fac. Direito de Sorocaba SP/2013) A utilização de produtos químicos com ação 
inseticida em lavouras é uma prática comum, mas do ponto de vista ambiental deve ser 
evitada quando possível, para evitar contaminação do ambiente e para que esses 
produtos não sejam ingeridos por consumidores dos produtos dessas lavouras. 
 
Uma maneira de diminuir essa prática é a produção de plantas que contenham um gene 
oriundo de uma bactéria conhecida como Bacillus thuringiensis. Em sua fase de 
esporulação, esse microrganismo produz proteínas com ação inseticida. A inserção dos 
genes responsáveis por essa propriedade das bactérias em plantas pode protegê-las 
contra o ataque de determinadas espécies de insetos pragas. 
 
A prática descrita no texto é um exemplo de 
a) clonagem. 
b) transgenia. 
c) crossing-over. 
d) evolução. 
t.me/CursosDesignTelegramhub
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – CURSO EXTENSIVO DE BIOLOGIA 
 
AULA 15 – GENÉTICA E BIOTECNOLOGIA 158 
e) hibridação. 
 
Comentários 
O texto fala sobre a inserção dos genes que produzem proteínas com ação inseticida 
para controlar as pragas de lavoura ao invés de se utilizar inseticidas. Trata, portanto, de 
melhoramento genético. Logo, a técnica em questão é a transgenia. 
Clonagem é a produção de cópias geneticamente iguais de um gene, uma célula, um 
tecido ou até mesmo um indivíduo. 
Crossing-over é a troca de alelos durante a meiose, responsável pela geração de 
variabilidade genética. 
Evolução é a mudança gradual de uma população no tempo, aumentando sua 
sobrevivência e reprodução. 
Hibridação é o cruzamento natural ou artificial de indivíduos de espécies diferentes. 
Gabarito: B. 
58. (UNICAMP SP/2013) Considere um indivíduo heterozigoto para dois locos gênicos 
que estão em linkage, ou seja, não apresentam segregação independente. A 
representação esquemática dos cromossomos presentes em uma de suas células 
somáticas em divisão mitótica é: 
a)
 
b)
 
c)
 
d)
 
Comentários 
Quando dois genes não alelos (A e B) estão localizados no mesmo cromossomo 
dizemos que eles estão ligados (em linkage). Como a célula encontra-se em divisão celular, 
cada cromossomo é duplicado, e passa a ser formado por duas cromátides-irmãs 
geneticamente iguais. Além disso, não foi mencionado que houve permutação ou que esses 
genes trocaram alelos, logo, deduzimos que eles estão em posição cis. Assim, a alternativa A 
apresenta um caso de linkage do tipo cis. 
Gabarito: A. 
t.me/CursosDesignTelegramhub
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – CURSO EXTENSIVO DE BIOLOGIA 
 
AULA 15 – GENÉTICA E BIOTECNOLOGIA 159 
 
59. (UERJ/2016) Admita uma raça de cães cujo padrão de coloração da pelagem 
dependa de dois tipos de genes. A presença do alelo e, recessivo, em dose dupla, 
impede que ocorra a deposição de pigmento por outro gene, resultando na cor dourada. 
No entanto, basta um único gene E, dominante, para que o animal não tenha a cor 
dourada e exiba pelagem chocolate ou preta. Caso o animal apresente um alelo E 
dominante e, pelo menos, um alelo B dominante, sua pelagem será preta; caso o alelo E 
dominante ocorra associado ao gene b duplo recessivo, sua coloração será chocolate. 
Observe o esquema. 
 
Identifique o tipo de herança encontrada no padrão de pelagem desses animais, justificando 
sua resposta. Em seguida, indique o genótipo de um casal de cães com pelagem chocolate 
que já gerou um filhote dourado. Calcule, ainda, a probabilidade de que esse casal tenha um 
filhote de pelagem chocolate. 
 
Comentários 
O tipo de herança que determina a cor da pelagem desses animais é chamado epistasia 
recessiva. Genes epistáticos são aqueles que inibem a expressão de genes de outros 
cromossomos. O enunciado deixa claro que sempre que o alelo e ocorre em homozigose (ee), 
a cor expressa é a dourada. Logo, o alelo e é epistático sobre os demais. 
Um casal de cães com pelagem que pode gerar um filhote dourado deve ser 
heterozigoto para o gene E (ou seja, Ee) e deve ser homozigoto recessivo para o gene que 
determina a cor chocolate (bb). Assim, o genótipo deve ser: Eebb. 
A probabilidade desse casal ter um filho chocolate é: 75%. 
t.me/CursosDesignTelegramhub
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – CURSO EXTENSIVO DE BIOLOGIA 
 
AULA 15 – GENÉTICA E BIOTECNOLOGIA 160 
 
 
60. (UNESP/1996) Numa dada planta, o gene B condiciona fruto branco e o gene A 
condiciona fruto amarelo, mas o gene B inibe a ação do gene A. O duplo recessivo 
condiciona fruto verde. Considerando que tais genes apresentam segregação 
independentemente um do outro, responda: 
 
a) Como se chama esse tipo de interação? 
b) Qual a proporção fenotípica correta entre os descendentes do cruzamento de plantas 
heterozigotas para esses dois pares de genes? 
 
Comentários 
a) O tipo de interação em que um gene alelo dominante inibe a expressão de outro alelo 
dominante (de um gene diferente) é chamado epistasia dominante. 
b) Suponha o cruzamento AaBb x AaBb. 
 
 
A proporção encontrada é de 12 plantas brancas: 3 amarelas: 1 verde. 
 
Gabarito 
a) Epistasia dominante. 
b) 12 plantas brancas: 3 amarelas: 1 verde. 
 
t.me/CursosDesignTelegramhub
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – CURSO EXTENSIVO DE BIOLOGIA 
 
AULA 15 – GENÉTICA E BIOTECNOLOGIA 161 
 
16. Versão de aula 
18/04/2022 Versão 1 Aula original 
 
 
17. Referências Bibliográficas 
 
ALBERTS, B. et al. Biologia molecular da célula. 6ª ed. Porto Alegre: Artmed, 2017. 
AMABIS, J. M.; MARTHO, G. R. Biologia das células: origem da vida, citologia e histologia, 
reprodução e desenvolvimento. 2ª ed. São Paulo: Moderna, 2004. 
CARVALHO, H. & RECCO-PIMENTEL, S.M. A célula. 3ª ed. Barueri: Manole, 2013. 
DAMINELI, A; DAMINELI, DSC. Origens da vida. Estudos avançados, 21 (59): 263 - 284. 
2007.ENCICLOPÉDIA BRITÂNICA. Disponível em http://britannica.com.br/ Acesso em: 18 de 
março de 2019. 
JUNQUEIRA, L.C. & CARNEIRO, J. Histologia básica. 12ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara 
Koogan, 2013. 
LOPES, S. & ROSSO, S. Conecte Bio – volume único. 1ª ed. São Paulo: Editora Saraiva, 2014. 
PAULINO, W.R. Biologia – volume único (Série Novo Ensino Médio), 8ª ed. São Paulo: Editora 
Ática, 2002. 
LINHARES, S. & GEWANDSZNAJDER, F. Biologia hoje. 7ª ed. São Paulo: Editora Ática. 2012 
SHUTTERSTOCK. https://www.shutterstock.com/ 
 
t.me/CursosDesignTelegramhub

Mais conteúdos dessa disciplina