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Fundações e Estruturas de Contenções Fundações rasas (superficiais/diretas) Definição Elemento de fundação cuja base está assentada em profundidade inferior a duas vezes a menor dimensão da fundação, recebendo aí as tensões distribuídas que equilibram a carga aplicada; para esta definição adota- se a menor profundidade, caso esta não seja constante em todo o perímetro da fundação. Os elementos de fundação superficial que se enquadram nesta definição são: Sapatas; Radiers; Blocos; Tubulões curtos. Tensão O solo rompe com deformações entre 10% e 30% do menor lado da sapata ou do diâmetro, o mais utilizado 20%. σRUP = tensão de ruptura do solo σADM = tensão admissível do solo σADM = FS = 3 TENSÃO ADMISSÍVEL: • Tabela NBR 6122/1996 • Berberian: σadm = é 𝑒𝑚 ( ² ) • Albiero e cintra: σadm = é 𝑒𝑚 ( ² ) • Teixeira: σadm = é 𝑒𝑚 ( ² ) Bulbo de tensão O bulbo de tensão é 2x o maior lado da sapata. Sapatas • Sapatas isoladas: elementos de concreto armado dimensionados de forma que as tensões de tração geradas não sejam resistidas pelo concreto e sim pelo aço. • Sapatas associadas: sapata comum a vários pilares cujos centros gravitacionais não estejam situados no mesmo alinhamento. • Sapatas corridas: sapata sujeita a ação de uma carga distribuída linearmente. Fundações e Estruturas de Contenções EXEMPLO (SAPATA QUADRADA): Bulbo de tensão estipulado: 2 metros Carga: 30 toneladas (Prédio de 4 pavimentos) Dados do Ensaio SPT: NSPT = = 19 = N σadm = = 3,8 . , / ² = 7895 cm² → √(7895) = 89 cm → 90 cm 90 cm x 90 cm = 1,80 m → Bulbo de tensão: 2 metros Está na margem (dentro dos 2 metros), ou seja, é necessário repensar o método e recalcular usando todas as camadas (NSPT). Se cair no bug, utilizar a que tem a menor σadm. EXEMPLO (SAPATA RETANGULAR): O formato (quadrada/retangular) irá depender do pilar. Observar o mapa de carga para avaliar se vale a pena alongar a sapata (até 2x mais) ou deixar centrada. Convenção: b = 1,5B 7.000 cm ² = b x B 7.000 = b x 1,5B b = √ , = 70 cm → 70 x 1,5 = 105 cm b = 70 cm B = 105 cm EXEMPLO (SAPATA CIRCULAR): Normalmente é utilizada quando for mecanizar a execução (gasta mais $$ nas máquinas, porém é mais rápido). Sapatas quadradas ou retangulares gastam mais $$ com os serventes, pois demoram mais para serem executadas. 7.000 cm ² = ² → D = √ π → D = 95 cm Radier Fundação superficial que abrange todos os pilares de uma determinada obra ao mesmo tempo. É recomendável para solos moles, não tão resistentes, e normalmente torna-se viável quando a área das sapatas é igual ou maior do que 60% da área construída. Gasta mais concreto do que a sapata e é mais rápida a preparação. Blocos Elementos de grande rigidez executados com concreto simples ou ciclópico (não armados dimensionados de modo que as tensões de tração produzidas sejam resistidas unicamente pelo concreto. Elemento de fundação rasa de concreto ou outros materiais tais como alvenaria ou pedras, dimensionado de modo que as tensões de tração nele resultantes sejam resistidas pelo material, sem necessidade de armadura. Tubulões curtos O furo é feito com o diâmetro do pescoço (normalmente de 60 a 80 cm), e pode ser ou não alargado na base. É todo concretado. O modo de ruptura não chega até o pescoço (diferente da estaca – fundação profunda). Fundações e Estruturas de Contenções Vigas de fundação Elemento de fundação comum a vários pilares cujos centros gravitacionais estejam situados no mesmo alinhamento. Ensaios de fundação TIPOS DE ENSAIOS GEOTÉCNICOS: Poços; Sondagens à trado; Sondagens à percussão com SPT; Sondagem SPT com medição do torque (SPTT); Sondagem rotativa; Sondagens mistas. Ensaios de cone (CPT e CPTU); Ensaios pressiométricos (PMT); Ensaio dilatométrico (DMT); Ensaio de palheta. Poços NBR 9604; Escavações manuais até o nível d’água ou onde for estável; Retirada de amostras indeformadas. Sondagens à trado NBR 9603; Perfurações com trado limitadas ao nível d’água; Retirada de amostras deformadas. Ensaio SPT: Standard Penetration Test / Percussão É um método de investigação geotécnica e de reconhecimento do solo que fornece informações sobre a compacidade e consistência das suas camadas constituintes, além de permitir identificar a capacidade de carga suportada, nível do lençol freático, mineralogia e o tipo de rocha do para fornecer dados para o dimensionamento. Assim, é possível definir com precisão o tipo de fundação que será empregada ao terreno. O SPT é um ensaio dinâmico. NBR 6484 (Solo - Sondagens de simples reconhecimento com SPT – Método de ensaio); NBR 6502 e NBR 13441 (Rochas e Solos); NBR 7181 (Análise granulométrica de solos); NBR 8036 (Programação de sondagens de simples reconhecimento do solo para fundações de edifícios). Amostrador: 65 kg Altura: 75 cm O ensaio serve para cravar o número de golpes que o amostrador necessita para adentrar no solo. < 5 = Considera 5 (Ex.: 4 golpes, e/ou muda o método) > 5 = Viabilidade para sapatas (até 3 metros) ou tubulão curto. 1ª camada (15 centímetros): desprezada, pois é a terra solta/lama, ou seja, não é confiável. 2ª camada: de 15 em 15 cm (marcados no amostrador) Parâmetros do solo: 45 cm para cada metro; Fundações e Estruturas de Contenções Parâmetros de resistência: 30 cm para cada metro. N = número de golpes necessários para descer os últimos dois trechos de 15 centímetros – totalizando 30 cm (os primeiros 15 são desprezados); NSPT = soma do número de golpes dos 2º e 3º últimos trechos de 15 centímetros. Em casos de falsa resistência (observar os números do ensaio), considerar para o SPT a média entre o anterior e o posterior. Interrupção do ensaio quando houver: Em qualquer dos três seguimentos de 15 cm, N > 30 golpes; N > 50 golpes durante toda escavação; Penetração nula na sequência de 5 impactos do martelo. Resultado da sondagem SPT: Ensaio CPTu: Penetração do cone com medida de poropressão É utilizado para previsibilidade de recalques de fundações em solos pouco resistentes, com o objetivo de determinar a resistência do solo à penetração contínua. Fornece: resistência de ponta (qc), atrito lateral (fs), poropressão (pressão da água nos espaços vazios entre as partículas sólidas do solo). O CPTu é um ensaio estático. Vantagens: Ensaio rápido e contínuo do subsolo; Resultados confiáveis e não dependentes de operador; Alta precisão e produtividade; Transmissão e processamento em tempo real de parâmetros geotécnicos por meio de computador a bordo; Forte base teórica para interpretação dos resultados. Desvantagens: Não retira amostras do solo; Há limite de escavação para solo muito resistentes (indicados para solos moles). Ensaio Triaxial Simula as condições que o solo está no campo de forma detalhada. É possível descobrir/prever como estará o Fundações e Estruturas de Contenções solo após o alívio de tensão (O SPT só dará os resultados com o solo comprimido). O ensaio é feito com um corpo de prova cilíndrico (retirado de uma amostra de solo) que é colocado dentro de uma câmara de ensaio envolto por uma membrana de borracha. A câmara é cheia de água, à qual se aplica uma pressão, que é chamada pressão confinante ou pressão de confinamento do ensaio. No ensaio com carga controlada é aplicada uma carga constante no pistão que penetra na câmara, e no ensaio de deformação controlada o pistão é deslocado para baixo com velocidade constante. A partir dos dados obtidos no ensaio, é possível traçar o círculo de Mohr correspondente à situação de ruptura, a envoltória de resistência e o gráfico tensão-deformação do solo.Reforço de fundações Reforço de Sapatas Com o objetivo de reduzir a tensão, aumentar a área da sapata é o primeiro passo para se pensar em um reforço de fundação. É necessário fazer o aumento dos dois lados da sapata para equilibrar as tensões e evitar torcer a estrutura. EMENDAS: Para emendar o aço, é recomendável utilizar a Emenda CCL, e evitar solda ao máximo, para que a emenda não fique dura e consequentemente mais frágil. Emendas por luva ou solda: Empregar emendas com luva de pressão do tipo CCL da FOSROC; Caso não seja possível, empregar solda somente para aço classe A. Preferencialmente, a solda deve ser aplicada dos dois lados da barra; Usar eletrodo E7018 ou E6013 (AWS); Após aplicar uma passada de solda, esperar que esfrie até poder tocar com a mão, antes de aplicar a camada seguinte. Em situações de maior responsabilidade, a solda deve ser evitada para não conduzir à fragilização do aço. SOBREPOSIÇÃO DE FERRAGENS: Garantir 40x o diâmetro. Fundações e Estruturas de Contenções Estaca Mega a Tubulão A Fundações profundas Estaca Escavada São estacas moldadas “in loco” Sem vibração; Mobilidade, versatilidade e produtividade; Grandes profundidades; Grandes cargas; Executadas com a presença de água. Estada Hélice Contínua São utilizadas, normalmente, em solos coesivos e não penetram rocha sã. PASSO A PASSO: 1. O trado contínuo desce escavando (sem retirar a terra); 2. A hélice rotaciona até a cota final; 3. É retirada ao mesmo tempo que o concreto é injetado (observar a pressão do concreto para a estaca não ficar vazia) 4. Ao fim da concretagem, rapidamente a armação é colocada. VANTAGENS: Elevada produtividade; Sem vibração; Monitoramento eletrônico; Alta capacidade de carga. DESVANTAGENS: Alto custo em obras pequenas; Pé direito baixo; Terrenos irregulares; A máquina ocupa uma grande área, inviabilizando o seu uso em alguns locais. Estaca Raiz a Estaca Cravada a Estaca Franki a Método de Decourt e Quaresma R = RL + RP RL = β . 10 . ( 𝐍𝟏 𝟑 + 𝟏 ) . U . L RP = α . k . NP . AP R = Resistência da estaca; RL = Resistência lateral; RP = Resistência ponta; N1 = NSPT médio do comprimento total da estaca; β = fator de redução do atrito; Fundações e Estruturas de Contenções U = perímetro; L = altura da estaca; AP = área da ponta da estaca; NP = NSPT médio da ponta da estaca. Fator de redução da estaca escavada do ponto = 4 Fator de redução do atrito = 1,4 1 ² = 100 kPa Método de Aoki e Velloso RP = AP . ( 𝐊 .𝐍𝐒𝐏𝐓 𝑭𝟏 ) RL = Σ AL . ( 𝐚 . 𝐊 .𝐍𝐒𝐏𝐓 𝑭𝟐 ) R = RP + RL R = Resistência da estaca; RL = Resistência lateral; RP = Resistência ponta; NSPT = número de golpes na camada analisada; AL = área lateral; AP = área de ponta; F1 e F2 = fatores de correção; K = coeficiente de resistência do solo; a = fator de redução da resistência. Estruturas de Contenção Cortina atirantada a Solo grampeado a Círculo de Mohr a Muro de Blocos / Concreto Armado a Muro de flexão Fundações e Estruturas de Contenções Se comporta como se fosse uma laje, com engastes nas vigas em balanço. Normalmente são os muros de concreto armado. Muro de gravidade São feitos com sacos de sementes, pneus, pedras argamassadas etc. Têm que ser largos e com larga espessura, ocupando muito espaço e talvez inviabilizando seu uso. O seu próprio peso o segura. Para o ROMPIMENTO, ele pode transladar, recalcar ou tombar. A translação ocorre normalmente em estruturas de concreto armado. Para combater o recalque, é necessário “enterrar” mais o muro. Normalmente a base tem que ser mais larga para combater o tombamento com o braço de alavanca. É mais barato, de fácil execução e não precisa de mão de obra muito especializada, porém ocupa muito espaço na base. ∗ ℎ Tensão no solo: a carga é triangular, ou seja, aumenta à medida que aumenta a profundidade.