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FR EN TE 1 AULAS 1 e 2 Introdução: A Baixa Idade Média europeia 193 Exercícios de sala 1 FGV-SP 2016 Analise o mapa. In: José Jobson de A. Arruda, Atlas histórico básico, 2007. Considerando-se as informações do mapa e o processo histórico europeu do século XIV, é correto afirmar que A as rotas comerciais terrestres do leste da Europa em direção ao Oriente são mais numerosas e, portanto, tornam essa região a mais rica do continente na Alta Idade Média, pelo aumento demográfico e pela expansão da agricultura. B as rotas comerciais, no mar Mediterrâneo, só enriquecem as cidades italianas e as cidades do norte da África, já que as transações são dificultadas pelas diferentes moedas e pela ausência de meios de troca, caso das cartas de crédito. c o comércio se expande com o crescimento da população e da agricultura, o que desenvolve as feiras e as cidades na Idade Moderna, especialmente no norte da África, pela facilidade dos cheques, das letras de câmbio e do crédito. D as cidades da Liga Hanseática, entre o mar do Norte e o mar Báltico, aumentam a circulação de mercadorias gera- da pela redução tributária, porém trazem o seu isolamento em relação ao restante dos mercados e feiras. E os três principais focos europeus de comércio na Baixa Idade Média são as cidades italianas no Mediterrâneo, as feiras na região de Champagne e a Liga Hanseática no mar do Norte e no Báltico, que mantêm comunicações entre si. 2 Unifesp Por trás do ressurgimento da indústria e do comércio, que se verificou entre os séculos XI e XIII, achava-se um fato de importância econômica mais fundamental: a imensa ampliação das terras aráveis por toda a Europa e a aplicação à terra de métodos mais adequados de cultivo, inclusive a aplicação sistemática de esterco urbano às plantações vizinhas. Lewis Mumford. A cidade na história. São Paulo: Martins Fontes, 1982. O texto trata da expansão agrícola na Europa Ocidental e Central entre os séculos XI e XIII. Dentre as razões desse aumento de produtividade, podemos citar: A o crescimento populacional, com decorrente aumento do mercado consumidor de alimentos. B a oportunidade de fornecer alimentos para os participantes das Cruzadas e para as áreas por eles conquistadas. c o fim das guerras e o estabelecimento de novos padrões de relacionamento entre servos e senhores de terras. D a formação de associações de profissionais, com decorrente aperfeiçoamento da mão de obra rural. E o aprimoramento das técnicas de cultivo e uma relação mais intensa entre cidade e campo. MED_2021_L1_HIS_F1.INDD / 24-09-2020 (17:21) / GISELE.BAPTISTA / PROVA FINAL MED_2021_L1_HIS_F1.INDD / 24-09-2020 (17:21) / GISELE.BAPTISTA / PROVA FINAL HISTÓRIA AULAS 1 e 2 Introdução: A Baixa Idade Média europeia194 3 FGV-RJ 2013 A partir do século X, mas principalmente do XI, é o grande período de urbanização – prefiro utilizar esse termo mais do que o de renascimento urbano, já que penso que, salvo exceção, não há continuidade entre a Idade Média e a Antiguidade. Jacques Le Goff. Por amor às cidades. Conversações com Jean Lebrun. São Paulo: Unesp, 1998, p. 16. A respeito das cidades medievais, após o ano mil, é correto afirmar: A Tornaram-se centros econômicos e financeiros, vinculados às rotas mercantis e à produção agrária das áreas rurais próximas. B Eram fundamentalmente sedes episcopais e cen- tros administrativos do Sacro Império Romano Germânico. c Tornaram-se núcleos da produção industrial que começou a desenvolver-se sobretudo no norte da Itália, a partir do século XI. D Tornaram-se os principais entrepostos do comércio de escravos africanos desde o início das Cruzadas. E Apresentaram-se como legado das póleis gregas e das cidades romanas da Antiguidade. 4 Unesp 2011 Com o crescimento comercial, na Baixa Idade Média, a Europa atravessou períodos de pânico coletivo, provocados por manifestações endêmicas ou epidêmicas da peste bubônica e de outras doen- ças, como tifo, varíola, gripe pulmonar e disenteria. A disseminação de várias dessas doenças era facilitada, entre outros motivos, pela: A condição precária de higiene, enfrentada principal- mente pelos habitantes das cidades. B crença de que as epidemias não podiam ser com- batidas, pois advinham da vontade divina. c dificuldade de contato e comunicação entre as po- pulações do continente europeu. D proibição religiosa das pesquisas médicas e cientí- ficas durante toda a Idade Média. E omissão dos poderes políticos, uma vez que as doenças só atingiam as camadas pobres. 5 Udesc 2018 (Adapt.) Ao observamos mapas ou relatos de viajantes dos séculos XV e XVI, é comum encon- trarmos referências a seres fantásticos, descritos, muitas vezes, como monstros sem olhos ou nariz, com uma perna ou com corpo desproporcional. A existên- cia destes seres na África, Ásia e América foi relatada por diversos navegadores da época. Tais relatos são considerados indicativos do(a): A intenção explícita dos cartógrafos que, ao fazerem os mapas, desenhavam seres monstruosos para desencorajar novos exploradores. B movimento iluminista, que se estabelecia espe- cialmente a partir do contato com novos povos e sociedades. c visão de mundo da sociedade europeia da época, que ainda não era pautada pela observação cientí- fica e analítica da natureza e da cultura. D influência da mitologia céltica, cujo legado pode ser fortemente observado nos vitrais que ornamen- tavam as igrejas e catedrais ao longo de toda a baixa Idade Média. E versão evolucionista, que demarcava a espe- cificidade da civilização europeia em relação à americana ou à africana. 6 UFU 2017 Os especialistas em demografia histórica são mais ou menos concordes em estimar que a população global do reino da França no mínimo duplicou entre os anos mil e 1328, passando de cerca de 6 milhões de habitantes para 13,5 milhões, e de 16 a 17 milhões, considerando as regiões que desde então se tornaram francesas. LE GOFF, Jacques. O apogeu da cidade medieval. Trad. Antônio Danesi, São Paulo: Martins Fontes, 1992, p. 4. (Adaptado). De acordo com a citação, pode-se afirmar que o prin- cipal fator que permitiu o crescimento da população europeia foi A o controle da Peste Negra por meio da implantação de medidas de saneamento das grandes cidades europeias. B o fim dos conflitos entre os reinos, especialmen- te o da “Guerra dos Cem Anos”, entre França e Inglaterra. c a relativa estabilidade política e econômica, que fomentou a expansão dos burgos e o aumento da produção agrícola nos campos. D o incremento da agricultura, que impulsionou o sistema de trocas de mercadorias promovendo a prosperidade nos feudos. História • Livro 1 • Frente 1 • Capítulo 1 I. Leia as páginas 6 e 7. II. Faça o exercício 2 da seção “Revisando”. III. Faça os exercícios propostos de 1 a 4, 7 e 10. Guia de estudos MED_2021_L1_HIS_F1.INDD / 24-09-2020 (17:21) / GISELE.BAPTISTA / PROVA FINAL MED_2021_L1_HIS_F1.INDD / 24-09-2020 (17:21) / GISELE.BAPTISTA / PROVA FINAL