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Movimento plano em trajetória curva 317 Resoluç‹o: As forças atuantes no conjunto moto-motoquei- ro, em relação a um referencial na Terra, são: P = peso total F N = força normal da parede do globo contra a moto A resultante dessas duas forças é centrípeta e temos: F res = P + F N 1 Temos também: P = M · g F res = F c = M · v 2 R Figura b. AA globo da morte B F N P v Substituindo na equação 1 , obtemos: M · v2 R = M · g + F N ⇒ F N = M · v 2 R – M · g 2 Observando a equação 2 , verificamos que, se diminuirmos a velocidade, vamos diminuir a intensidade da força normal. No entanto, a força normal representa o contato dos pneus com a parede do globo. Se essa força desaparecer, sig- nifica que a moto perdeu contato com o teto do globo e está caindo. Dizemos que, no instante em que a força nor- mal se igualar a zero, os pneus ainda “osculam” (tangenciam) o teto e este será o nosso limite de velocidade. Voltando na equação 2 , façamos F N = 0: 0 = M · v 2 R – M · g M · v2 R = M · g v2 = R · g ⇒ v mín = R · g Observemos que a massa M foi cancelada, o que significa que o resultado vale para qualquer massa. Até mesmo para uma bicicleta. 12. O globo da morte de um circo tem diâmetro de 8,1 m. Um motoqueiro se apresenta no globo com uma moto de 260 kg, sendo que a sua massa é 64 kg. Ele faz uma exibição de um movimento circular vertical, passando pelo teto com velocida- de mínima e pelo ponto mais baixo com o dobro dessa velocidade. Sendo g = 10 m/s², determine: a) o módulo das velocidades no ponto mais alto e no mais baixo; b) a intensidade da força normal ao passar pelo ponto mais baixo. l U Iz A U g U s T o R Ib E IR o 13. (Vunesp-SP) A força centrípeta exercida sobre um satélite em órbita circular em torno da Terra é ocasionada pela força de atração que ela exerce sobre ele. Em relação a um referencial fixo no centro da Terra, essa força de atração provoca, sobre o satélite, a) diminuição do módulo da aceleração. b) aumento do módulo da aceleração. c) diminuição do módulo da velocidade. d) aumento do módulo da velocidade. e) mudança na direção da velocidade. 14. (UFF-RJ) Considere que a Lua descreve uma órbita circular em torno da Terra. Assim sendo, assinale a opção em que estão mais bem repre- sentadas a força resultante F R sobre o satélite e a sua velocidade v . a) F R v d) F R v b) F R v e) F R v c) v F R = O 15. (UF-MG) Devido a um congestionamento aéreo, o avião em que Flávia viajava permaneceu voando em uma trajetória horizontal e circular, com velo- cidade de módulo constante. Exercícios de Reforço z A P T Capítulo 17318 Considerando-se essas informações, é correto afirmar que, em certo ponto da trajetória, a resultante das forças que atuam no avião é a) horizontal. b) vertical, para baixo. c) vertical, para cima. d) nula. 16. (Udesc-SC) Um carro de massa m = 1,0 t com velocidade escalar constante de 72 km/h trafega por uma pista horizontal quando passa por uma grande ondulação, conforme figura a seguir, e mantém a mesma velocidade escalar. R = 50 m v Considerando-se que essa ondulação tenha o for- mato de um arco de circunferência de raio R = 50 m, calcule, no ponto mais alto da pista, a) a intensidade da resultante centrípeta no carro; b) a intensidade da força normal que a pista aplica no carro. (Dado: g = 10 m/s2.) 17. (UF-AC) Um caminhão transporta uma carga de 3,0 toneladas em sua carroceria. Calcule a inten- sidade da força normal exercida pela carga sobre o piso da carroceria, quando ele passa, a 72 km/h, pelo ponto mais baixo de uma depressão circular com 400 m de raio. Considere g = 10 m/s2 e despreze o efeito do ar. 18. (U. F. Juiz de Fora-MG) Um carrinho desliza sem nenhum tipo de atrito ao longo da rampa indica- da na figura a seguir, cuja parte baixa é um arco de circunferência. No ponto mais baixo da rampa, a força resultante sobre o carrinho é mais bem representada por qual seta? D E C B A Il U sT R A ç õ Es : lU Iz A U g U sT o R Ib EI R o a) seta A b) seta B c) seta C d) seta D e) seta E (Seta de comprimento nulo; a força resultante no ponto mais baixo é nula.) 19. (Unesp-SP) Uma bola de massa 0,5 kg é presa ao final de uma corda de comprimento 1,5 m. Segurando na extremidade da corda oposta à bola, uma pessoa faz esta se mover em movi- mento circular no plano horizontal, como apre- sentado na figura. A corda suporta uma tensão máxima de 50 N. vista de cima a) Qual a velocidade máxima da bola antes que a corda se rompa? b) Qual deve ser o comprimento mínimo dessa corda para que ela não se rompa antes de a bola atingir a velocidade de 20 m/s? 20. Um dos brinquedos mais procurados nos grandes parques de diversões é o looping, em que o car- rinho percorre um trilho horizontal com grande velocidade e penetra num anel vertical fazendo um looping de 360° saindo pelo lado oposto. Na figura o carrinho de massa total 100 kg penetra no anel, pelo ponto B, dá uma volta no senti- do anti-horário e sai pelo tri- lho da direita. O anel tem um raio de 10 m e a gravidade local é g = 10 m/s2. Determine: a) a intensidade da força normal que atua sobre o carrinho ao entrar no anel em B, sabendo que sua velocidade escalar nessa posição é de 30 m/s; b) a mínima velocidade com que o carrinho deve passar pelo ponto A para não despencar. B A Figura a. Looping. Movimento plano em trajetória curva 319 21. Numa roda-gigante de diâmetro 50 m a velocida- de angular é ω = π rad/min. Considere as duas cadeiras A e B onde se encontram duas pessoas de mesma massa 36 kg. Sendo g = 10 m/s² o módulo da gravidade local, determine a inten- sidade da força normal sobre cada uma delas. Adote: π2 ≅ 10. ω A B 22. (UPE-PE) Uma corda é amarrada em um balde que contém água. O balde é colocado para girar, executando uma trajetória circular de raio 2,5 m, no plano vertical. A velocidade mínima do balde no ponto mais elevado da trajetória circular, para que a água não caia do balde, vale, em m/s: (Adote g = 10 m/s2.) a) 4,0 b) 5,0 c) 7,0 d) 8,0 e) 9,0 23. (UF-PA) Num circo, na apresentação do número conhecido como globo da morte, um moto- ciclista com sua moto descreveu no interior da esfera duas trajetórias circulares de raios 2,5 m, sendo uma horizontal e outra vertical, como na figura ao lado, ambas com a mesma velocidade esca- lar constante. Sobre o fato, analise as afirmações: I. A força exercida sobre as paredes do globo pela passagem da moto foi a mesma nos pon- tos A, B, C e D devido ao fato de as velocida- des escalares terem sido iguais e constantes. II. Em qualquer ponto da trajetória horizontal, o peso conjugado da moto e motociclista é equilibrado pela força centrípeta. III. O valor mínimo da velocidade escalar da moto, necessário para a realização da trajetó- ria vertical, é 5,0 m/s. Resolução: a) No ponto B as duas forças que atuam no carrinho são: P = m · g (peso do carrinho) F N = força normal da parede do anel contra o carrinho Essas duas forças têm sentidos opostos e F N deve ter maior intensidade que o peso P, pois a resultante delas deve ser centrípeta, ou seja, deverá apontar para o centro do anel. F res = F N – P 1 F res = F c = m · v 2 R 2 Dessas duas equações, tiramos: m · v2 R = F N – m · g ⇒ F N = m · v 2 R + m · g 3 Substituindo: R = 10 m; m = 100 kg; v = 30 m/s F N = 100 · 30 2 10 + 100 · 10 ⇒ F N = 10 000 N ⇒ ⇒ F N = 1,0 · 104 N b) No ponto A, as duas forças P e F N apontam para o centro do anel. A resultante dessas duas forças é centrí- peta e temos: F res = P + F N 1 F res = F c = m · v 2 R 2 Substituindo na equação 1 , obtemos: m · v2 R = m · g + F N ⇒ F N = m · v 2 R – m · g Diminuindo a velocidade,vamos diminuir a intensidade da força normal. A mínima velo- cidade será obtida para F N = 0. 0 = m · v 2 R – m · g m · v2 R = m · g v2 = R · g ⇒ v mín = R · g Temos: R = 10 m e g = 10 m/s² v mín = 10 · 10 = 100 ⇒ v mín = 10 m/s Observa•‹o: compare esse resultado literal com o cálculo da velocidade mínima obtida para o globo da morte do exercício 11. Il U sT R A ç õ Es : lU Iz A U g U sT o R Ib EI R o P B F N v A Figura b. Figura c. P B F N A v CD A B