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522 UNIDADE 4 | FÍSICA MODERNA c) a energia cinética máxima dos fotoelétrons emitidos quando da incidência, sobre o metal II, de uma radiação de comprimento de onda l 5 1,5 3 1027 m. [Considere h 5 4,1 3 10215 eV ? s.] 26. (UFPA) A função trabalho de um certo material é 4,2 eV. O comprimento de onda, em Å, da luz capaz de produzir efeito fotoelétrico, tendo os fotoelétrons emitidos energia cinética máxima de 2,0 eV, é aproximadamente (constante de Planck igual a 6,6 ? 10234 Js): a) 2 000 b) 1 000 c) 200 d) 100 e) 0,2 27. (UFPI) Uma radiação monocromática com com- primento de onda de 600 nm e uma potência de 0,54 W incide em uma célula fotoelétrica de sódio, cuja função trabalho é 2,8 eV. Assinale a alterna- tiva que apresenta, respectivamente, o número de fótons por segundo, que se propaga na radia- ção, e a frequência de corte para o sódio. Dados: 1 eV 5 1,6 ? 10219 J; h 5 6,63 ? 10234 Js; c 5 3,0 ? 108 m/s. a) 1,63 ? 1017 fótons; 4,4 ? 1014 Hz. b) 1,63 ? 1018 fótons; 4,4 ? 1014 Hz. c) 2,18 ? 1018 fótons; 4,4 ? 1014 Hz. d) 2,18 ? 1018 fótons; 6,7 ? 1014 Hz. e) 1,63 ? 1018 fótons; 6,7 ? 1014 Hz. 28. (UFC-CE) O gráfico mostrado abaixo resultou de uma experiência na qual a superfície metálica de uma célula fotoelétrica foi iluminada, sepa- radamente, por duas fontes de luz monocromá- tica distintas, de frequências f1 5 6,0 ? 10 14 Hz e f2 5 7,5 ? 10 14 Hz, respectivamente. E c (eV) 0 f (1014 Hz)6,0 2,0 –τ 2,6 7,5 As energias cinéticas máximas, Ec1 5 2,0 eV e Ec2 5 2,6 eV, dos elétrons arrancados do metal, pelos dois tipos de luz, estão indicadas no gráfico. A reta que passa pelos dois pontos experimentais do gráfico obedece à relação estabelecida por Eins- tein para o efeito fotoelétrico, ou seja, Ec 5 h f 2 τ, em que h é a constante de Planck e τ é a chamada função trabalho, característica de cada material. Baseando-se na relação de Einstein, o valor cal- culado de τ, em eV, é a) 0,4 b) 1,6 c) 1,8 d) 2,0 e) 2,3 29. (UFBA) Em 1905, Albert Einstein explicou teori- camente o efeito fotoelétrico e, em carta a um amigo, reconheceu ser esse “um trabalho revo- lucionário”. Atualmente, esse efeito é muito uti- lizado em alarmes de raios laser e no acendimen- Para raciocinar um pouco mais to automático da iluminação pública, dentre ou- tras aplicações. A equação que, segundo Einstein, explica esse efeito é escrita como Ecinética 5 h f 2 τ, na qual: • Ecinética é a energia cinética máxima dos elétrons arrancados da superfície; • f é a frequência da onda eletromagnética inci- dente; • h é uma constante universal proposta, pela primeira vez, pelo físico alemão Max Planck; • τ é a função trabalho. A função trabalho é a quantidade mínima de ener- gia necessária para arrancar um elétron da su- perfície. A quantidade h f representa a energia de uma “partícula de luz” – um fóton. Estava, então, colocada a dualidade onda-partícula. Um experimento, para determinar a Constante de Planck, pode ser realizado usando-se a equa- ção de Einstein. Em um capacitor de placas pa- ralelas, no vácuo, os elétrons são arrancados da placa positiva, fazendo-se incidir nela uma onda eletromagnética, luz ou radiação ultravioleta. O aparecimento de uma corrente elétrica indica o fluxo desses elétrons entre as placas do capa- citor. Uma diferença de potencial V0 aplicada en- tre as placas do capacitor é ajustada o suficiente para fazer com que a corrente desapareça e, nes- se caso, tem-se que eV0 5 Ecinética, em que e é a carga do elétron. O resultado desse experimento realizado em uma superfície de cobre é expresso na tabela. R e p ro d u ç ã o /A rq u iv o d a e d it o ra 3CONECTEFIS_MERC18Sa_U4_Top1_p496a523.indd 522 9/13/18 9:57 AM 523TÓPICO 1 | INTRODUÇÃO À FÍSICA MODERNA te no qual se faz vácuo. Através de uma janela de quartzo, luz monocromática incide sobre a placa de metal P e libera elétrons. Os elétrons são en- tão detectados sob a forma de uma corrente, de- vido à diferença de potencial V estabelecida entre P e Q. Considerando duas situações distintas a e b, nas quais a intensidade da luz incidente em a é o dobro do caso b, assinale qual dos gráficos abaixo representa corretamente a corrente fo- toelétrica em função da diferença de potencial. luz incidente chave inversora de polaridade Q P invólucro de vidro G V a) 22V 0 2V 0 i b a b 0 corrente fotoelétrica (A) tensão (V) i a 5 2i b b) 22V 0 2V 0 a b 0 corrente fotoelétrica (A) tensão (V) i a 5 i b c) 2V 0 i b a b 0 corrente fotoelétrica (A) tensão (V) i a 5 2i b d) i b a b 0 corrente fotoelétrica (A) tensão (V) i a 5 2i b e) i a b a 0 corrente fotoelétrica (A) tensão (V) i b 5 2i a V 0 Com base nessas informações e nos dados da tabela, determine a Constante de Planck, h, e a função trabalho τ, do cobre, considerando-se e 5 1,6 ? 10219 C. f (10 14 Hz) V 0 (V) 5,5 0,4 7,0 1,0 9,5 2,0 30. (UFRN) Uma das aplicações do efeito fotoelétrico é o visor noturno, aparelho de visão sensível à radiação infravermelha, ilustrado na figura abai- xo. Um aparelho desse tipo foi utilizado por mem- bros das forças especiais norte-americanas para observar supostos integrantes da rede Al-Qaeda. Nesse tipo de equipamento, a radiação infraver- melha atinge suas lentes e é direcionada para uma placa de vidro revestida de material de baixa função de trabalho (W). Os elétrons arrancados desse material são “transformados”, eletronica- mente, em imagens. A teoria de Einstein para o efeito fotoelétrico estabelece que: Ec 5 h f 2 W sendo: Ec a energia cinética máxima de um fotoelétron; h 5 6,6 ? 10234 Js a Constante de Planck; f a frequência da radiação incidente. Considere que um visor noturno recebe radiação de frequência f 5 2,4 ? 1014 Hz e que os elétrons mais rápidos ejetados do material têm energia cinética Ec 5 0,90 eV. Sabe-se que a carga do elétron é q 5 1,6 ? 10219 C e 1 eV 5 1,6 ? 10219 J. Baseando-se nessas informações, calcule: a) a função de trabalho (W) do material utilizado para revestir a placa de vidro desse visor no- turno, em eV; b) o potencial de corte (V0) desse material para a frequência (f) da radiação incidente. 31. (ITA-SP) O aparato para estudar o efeito fotoelé- trico mostrado na figura consiste de um invólucro de vidro que encerra o aparelho em um ambien- S é rg io D o tt a J r. /T h e N e x t R e p ro d u ç ã o /A rq u iv o d a e d it o ra Il u s tr a ç õ e s : R e p ro d u ç ã o /A rq u iv o d a e d it o ra 3CONECTEFIS_MERC18Sa_U4_Top1_p496a523.indd 523 9/13/18 9:58 AM 524 UNIDADE 4 | FÍSICA MODERNA Introdução à Física Quântica T î P I C O 2 Apesar de serem fundamentais no funcionamento de diversas tecnologias que utilizamos no cotidiano, como chips de computadores, as ideias e princípios da Física Quântica ainda nos surpreendem. Neste tópico estudaremos a evolução de modelos atômicos, especialmente o papel desempenhado pela Física Quântica no modelo de Bohr. Estudaremos tam- bém a natureza dual da matéria e a Equação de Schrödinger, que é utilizada para descrever sistemas quânticos. Imagem de uma bolacha semicondutora (ou wafer) de silício, usada para construir microchips e processadores eletrônicos. As propriedades semicondutoras são conhecidas desde o século XIX, mas só foi possível compreendê-las com o advento da Física Quântica, assim como a utilização dos semicondutores na área da eletrônica. Hoje, um processador de computador moderno chega a possuir até bilhões de transístores de dimensão de 32 nm, alguns chegando a até 10 nm! Para comparação, o próprio átomo de silício tem diâmetro de 0,22 nm. P a s ie k a /S P L /L a ti n s to c k 3CONECTEFIS_MERC18Sa_U4_Top2_p524a553.indd 524 9/13/18 10:02 AM